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Estúdio Câmara | Existe relacionamento saudável? Red flags emocionais e legais
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Estúdio Câmara | Existe relacionamento saudável? Red flags emocionais e legais

65 views Publicado 16/12/2025 HD · 58:08

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💬 Existe relacionamento saudável? Ou todo relacionamento envolve conflitos, ajustes e limites que precisam ser constantemente revistos? No Estúdio Câmara, abrimos espaço para um debate profundo, atual e necessário sobre vínculos afetivos, cuidado emocional e os sinais de alerta — as famosas red flags — que muitas vezes são ignoradas dentro de uma relação. Vivemos em uma era marcada por pressa, sobrecarga emocional, cobranças excessivas e relações cada vez mais fragilizadas. Nesse contexto, falar sobre relacionamentos saudáveis deixou de ser apenas um tema romântico e passou a ser uma questão de saúde mental, emocional e até jurídica. 🧠 Para essa conversa essencial, o programa recebe duas especialistas que atuam diretamente no cuidado emocional e psicológico: 🔹 Melissa Gil, psicanalista 🔹 Monique Costa, psicóloga clínica Ao longo do programa, as convidadas discutem se existe, de fato, um modelo ideal de relacionamento ou se o saudável está justamente na capacidade de diálogo, flexibilidade e construção diária. O que define um vínculo equilibrado? Como diferenciar conflitos naturais de sinais de alerta? E quando o cuidado emocional deixa de existir? 🚩 O debate também traz luz às red flags emocionais e comportamentais, como controle excessivo, desvalorização, dependência emocional, manipulação, silenciamento e ciclos de desgaste que, muitas vezes, se normalizam dentro da relação. Além disso, o programa alerta para sinais legais importantes, mostrando quando o relacionamento ultrapassa o campo emocional e passa a exigir atenção jurídica e proteção. 💛 Um relacionamento saudável não é aquele livre de conflitos, mas aquele em que existe espaço para escuta, respeito, segurança emocional e crescimento conjunto. Cuidar da relação é, acima de tudo, cuidar de si e do outro — continuamente. 🔍 Sobre as convidadas: 🧩 Melissa Gil é psicanalista, com atuação voltada a pessoas que atravessam crises emocionais, angústias e desafios nos relacionamentos. Seu trabalho é guiado pela ética, pela escuta clínica especializada e pelo respeito à singularidade de cada sujeito. Atua na Clínica Rêverie, realizando atendimentos sociais e particulares, integrando teoria, técnica e presença clínica. É possível encontrá-la pelo Doctoralia e nas redes sociais @reverie.escola. 🌱 Monique Costa é psicóloga clínica da Clínica Cuidado & Carinho, localizada no Jardim Guanabara. Atua com avaliação e acompanhamento psicológico, com foco em saúde mental, cuidado emocional e intervenções clínicas voltadas ao bem-estar e à qualidade das relações. 👉 Assista ao programa completo, reflita sobre seus vínculos, compartilhe com quem precisa ouvir essa conversa e participe deixando seu comentário. Falar sobre relacionamentos saudáveis é também um ato de autocuidado. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. [música] Hoje é terça-feira, dia 16 de dezembro e hoje nós vamos falar sobre relacionamentos amorosos, limites, saúde emocional [música] e desafios, né? Um assunto que faz parte da rotina de muita gente, que ajuda a explicar comportamentos, decisões e emoções. O tema do programa de hoje é direto e provocador. Eu pergunto para você, [música] existe relacionamento saudável? O que seria um relacionamento saudável? Você sabe, manda pra gente a sua pergunta ou então o seu depoimento. Nosso WhatsApp já está aberto. Nossa produção está te aguardando. Qual que é a sua visão aí de relacionamento saudável, hein? Olha, 1997829377. Manda sua mensagem. Nós já estamos com as [música] nossas eh convidadas. Daqui a pouquinho eu apresento elas para vocês. Então já pode mandando a sua mensagem, a sua dúvida, ah, de repente o seu compartilhamento aí de uma experiência. [música] Queremos você juntinho conosco, tá bom? Enquanto você manda sua mensagem, vamos atualizando algumas informações. Olha, a IMA, Informática de Municípios [música] Associados reprogramou para hoje, terça-feira, dia 16, a migração e atualização da plataforma usada no atendimento humano e no chatbolt 156. Por conta da manutenção, [música] o atendimento via WhatsApp ficará suspenso hoje das 5 da tarde até às 7 da noite. Já o atendimento telefônico [música] pelo 156 segue funcionando normalmente até às 7 da noite. A manutenção estava prevista para a última sexta-feira, dia 12, e foi reagendada, tá? A modernização faz parte do processo de migração para uma solução em nuvem mais moderna e segura, com objetivo de garantir maior agilidade, estabilidade e melhorias contínuas nos serviços prestados à população. Os demais serviços online da prefeitura ser não serão afetados, podendo ocorrer apenas lentidão pontual durante [música] a manutenção. E atenção mamães. Começou ontem, tá, segunda-feira, dia 15, a aplicação da vacina contra o vírus sincicial respiratório, o VSR, para gestantes a partir do da 28ª semana de gestação nos centros de saúde de Campinas. [música] A orientação do Ministério da Saúde é de dose única, sem restrição de idade. A vacina é considerada segura e protege os bebês por meio da transferência de anticorpos da mãe. O vírus respiratório é responsável pela maioria dos casos de bronquiolite e pneumonias em crianças menores de 2 anos. Campinas recebeu neste primeiro lote 3.273 doses da vacina encaminhadas pelo governo federal aos estados e depois distribuídas aos municípios. [música] Para receber a vacina, a gestante deve apresentar documento com foto, cartão do pré-natal [música] e caderneta de vacinação, se tiver. Os endereços e horários de funcionamento dos centros de saúde estão disponíveis no site vacina.campinas.sp.gov.br. [música] br. Entre janeiro e novembro deste ano, Campinas [música] registrou 1175 casos de síndrome respiratória aguda grave causados pelo VSR, com predominância em crianças menores de 1 ano. No período, foram registradas 14 [música] mortes. A Secretaria de Saúde reforça ainda cuidados básicos para evitar doenças respiratórias, como lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados, [música] evitar aglomerações e usar máscaras em casos de sintomas. Então, você gestante, procure o posto de saúde mais próximo da sua casa para a imunização. [música] Previsão do tempo para hoje. Como que fica o tempo aqui em Campinas? Vamos lá, né? Tá calor, né, gente? Então tá calor e o a previsão do tempo tá mostrando pra gente que à tarde nós temos aí possibilidade de temporal, tá bom? A tarde e à noite. Segundo o climatempo, mínima de 21, máxima de 30, sol entre nuvens e à tarde e à noite, então, possibilidade de mais chuva contemporal. [música] É uma previsão, não é uma precisão. Bora, vamos lá, então. Olha só, gente. Relacionamentos saudáveis existem. Esse é o tema central do nosso programa de hoje. Então, presta atenção nesses dados. A cada ano, os relacionamentos formais no Brasil se tornam mais breves e menos comuns. Em 2023, segundo o IBGE, o país registrou 940.000 casamentos, uma queda aí de 3% em relação ao ano anterior. No sentido oposto, os divórcios cresceram 5%, somando mais de 440.000 1 separações. Já uma pesquisa da IPSUS eh de 2025 deste ano mostra que os brasileiros estão entre os menos satisfeitos com a vida amorosa no cenário global. 75% dos brasileiros dizem se sentir amados, mas ainda assim o Brasil ocupa apenas a 20ª posição no ranking de satisfação. No sentido oposto, cresce a busca por vínculos mais consistentes, respeitosos e emocionalmente seguros. Hum. E é nesse cenário que a gente começa a nossa conversa. Então, para nos ajudar a entender se relacionamentos saudáveis existem, eu recebo aqui no estúdio a Melissa Gil. Ela é psicanalista. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Obrigada. Eu que agradeço estar aqui. Bom dia para vocês. Bom dia, pessoal de casa, produção. É um prazer estar aqui. Eu vim trazer como psicanalista a visão da psicanálise, né, que é mais fazer perguntas do que ter respostas. Ah, bora que bora. Então, vamos ver o que que a psicanálise psicanálise diz pra gente sobre relacionamentos saudáveis. E pra gente completar o nosso time de hoje, a gente conta também com a Monique Costa. Ela é psicóloga clínica. Vai explicar pra gente o que que a psicologia traz, né, sobre essa questão relacionamento saudável. Existe mesmo? Será? Bom dia, Melissa, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, pessoal de casa. Muito obrigada pela pelo convite. Estarei aqui falando um pouquinho também dessa desse olhar da psicologia para esse tema tão relevante, tão difícil também nos dias de hoje, nos tempos de hoje, né? Mas queremos contribuir, né, Melissa para esse para para essa manhã. Maravilha. Vai ser uma troca linda. Então, ó, vem com a gente, manda mensagem no WhatsApp, vamos conversar. Quando falamos em relacionamento saudável do ponto de vista da psicanálise, Melissa, eh, o que realmente sustenta uma relação ao longo do tempo? Ótima pergunta. A psicanálise ela não vem com respostas prontas. Normalmente é isso que as pessoas buscam. O que é um relacionamento saudável? Estou no relacionamento saudável. E a psicanálise vai perguntar para você de volta e para você, o que é um relacionamento saudável? Né? Aham. Então, para cada um aí, cada um vai ter seu parâmetro, os seus desejos, as suas vontades, os seus limites. E é importante cada um se conhecer, ter um autoconhecimento, buscar isso para você dizer para você mesmo: "Olha, para mim isso é um relacionamento saudável". Não que o outro fala, que sua família fala, que a internet fala, né? Nos dias de hoje, ah, se você não tá nesse padrão, nesse relacionamento, você não tem um relacionamento bom, seu relacionamento não é saudável. Então a psicanálise ela vai te fazer perguntas para entender o que tá lá na raiz, não só o comportamento, não só a parte de fora, mas o que tá ali por dentro, que tá no seu inconsciente. Perfeito. Então a gente pode dizer que o autoconhecimento seria a chave para a psicanálise de entender o que seria um relacionamento saudável, porque eu preciso saber o que tá acontecendo comigo, né? Como eu entendo que o relacionamento saudável seja, no meu ponto de vista. Muito bem. É bem subjetivo, né? A psicanálise, ela tem isso de ser subjetiva e de fazer perguntas. O que é saudável? É o que é saudável para você? O que é saudável para mim? Somos diferentes. Então, o que pode ser para mim, pode ser que não seja para você. Uau, olha só quanto incógnita. Mas a gente vai tentar entender isso tudo até o final do programa. Agora, a Monique traz pra gente a questão da psicologia na prática clínica. Quais são aí os principais sinais de que nós estamos num relacionamento emocionalmente emocionalmente saudável, né? Geralmente a gente pergunta quais os sinais de um relacionamento tóxico. Aqui eu tô indo na contramão, tô perguntando para você quais os sinais de um relacionamento saudável de acordo com a psicologia. Pois bem, né? Um assunto tão relevante pros nossos dias. Eh, o conceito da psicanálise, né, trouxe essa provocação, o que é saudável, né? E eu na psicologia clínica eh quero ressaltar, né, o saudável, o que é saudável [limpando a garganta] para você, o que que a gente, como que a gente vê esses sinais de uma vida saudável, de uma situação saudável, de um relacionamento, pai e filho, mãe, eh, marido e mulher. Acho que o primeiro ponto é o respeito. Uau! O primeiro ponto é a conversa, é a comunicação, é a comunicação clara, é o o amor em respeito, o conceito também do que que é o amor paraa pessoa, né? E sem dúvidas hoje os limites, respeitar os limites um dos outros, né? E isso é um é algo tão necessário pros dias de hoje, com tantos índices de violência. Então, o respeito e a o respeitar o limite um do outro, aonde o limite do outro vai, né? E isso é muito importante para esse conceito do do que é saudável, né? E esses sinais aparecem na clínica, aparecem na nossa no nosso dia a dia, né, constantemente, né? E esse e essa busca pelo autoconhecimento vai trazer respostas. Hum. Perfeito. Olha só, né? E às vezes a gente pensa sobre relacionamento e a gente pensa assim: "Poxa, é o outro, mas eh eu aprendi nesse tempo aqui de estúdio câmara, a gente esse programa maravilhoso, a gente traz profissionais, eles ensinam a gente a a começar a trilhar um caminho pro autoconhecimento. E que que eu posso falar para vocês? Eh, de repente você tá pensando que o outro é a questão, né? Mas não, você precisa se entender, né? Você precisa tomar as rédias de si para você ver se aquilo tá de acordo com o que você está prospectando paraa sua vida. E a gente precisa do autoconhecimento. Relacionamento saudável, ó, viver uma relação em que há cuidado, presença, liberdade, sem que isso eh se confunda com perfeição e ausência de desafios. Porque às vezes a gente pensa assim, ah, relacionamento saudável, ah, a gente só vive, né, no de amor, eu te amo daqui, eu te amo dali, coisa lindinha. Não, gente, não é isso. A vida não é um morango. A gente tem desafios para serem enfrentados todos os dias. A gente não é perfeito, que se a gente fosse perfeito, estávamos na glória, né? Então, a gente precisa lidar com a imperfeição. E às vezes é muito e eh natural, comum, Melissa a gente confundir a intensidade, né, eh, com o cuidado emocional. Aí a gente precisa aprender a diferenciar uma coisa da outra. Como que a psicanálise vai nos ajudar a ver se a gente tá buscando um carinho do relacionamento saudável, aquele respeito do relacionamento saudável ou se nós estamos apenas preenchendo um vazio de algo que a gente tem uma falta, mas a gente não entende o que é ainda? Muito bem. Hum. na psicanálise, eh, nós vemos que nós, como seres humanos, nós somos seres faltantes. Então, quando a gente busca, seja intensidade ou seja só um carinho ali dentro dos parâmetros que as pessoas vê que é o saudável, o comum, vai tá relacionado a alguma falta, seja intensidade ou seja esse carinho eh dentro dos padrões considerados, porque a gente tá buscando, nós estamos buscando sempre algo que nos falta, nós somos seres faltante. É natural isso. Então é completamente natural, coisa mais normal. E quando a gente busca isso no outro, a gente tá buscando na verdade nós mesmos. Nossa. [risadas] Então quando a gente quer, gente, olha isso, o carinho do outro, a atenção do outro, a intensidade do outro, Aham. a gente tá criando isso para nós mesmos. Então, o que a gente vê no outro, na verdade, é só as o nosso reflexo, tanto as coisas que a gente gosta quanto o que a gente não gosta. Então isso é muito importante entender. E aí que vem o autoconhecimento e a questão de respeito, de saber colocar limites. Eh, imagina uma pessoa que é muito intensa, tem um companheiro, uma companheira que não tem a mesma intensidade e daí começa a se sentir mal, como se o outro fosse obrigado a suprir. Supri muito bem, suprir as suas expectativas, ter a mesma intensidade. Então, quando você tá sendo intenso, na verdade, você quer o quê? Você quer que o outro seja intenso com você. Uhum. Hum. Então, é sempre um espelho e sempre que as nossas faltas aparecem, elas não são atendidas, gera um desconforto. E daí a pessoa pode pensar: "Nossa, estou num relacionamento ruim, não, é só uma falta que não está sendo suprida". Então, por isso que é muito importante ter o autoconhecimento, porque você começa a entender quais são os meus desejos, quais são as minhas faltas e quais são os meus limites, que é importante também comunicar. Nossa pessoa, qual é o seu limite? Tem pessoa que nem sabe qual é o seu limite. Exatamente. Para contribuir, né? Sim, por favor. Eu acredito muito na comunicação clara. Uhum. Né? Às vezes você não consegue se fazer entendido no relacionamento. Você tá comunicando algo, achando que tá comunicando, o outro tá entendendo de outra forma. Uhum. E o conflito começa porque ele não consegue entender e você tá com uma alta expectativa querendo que ele atenda e o conflito começa a acontecer ali, né? E eu gosto muito de falar algo que os jovens gostam muito de falar na internet, expectativa versus realidade. Verdade. É isso aí. expectativa de que você quer algo perfeito, às vezes idealizado por um conceito que você construiu na sua cabeça, mas a expectativa, a realidade no dia a dia é outra totalmente diferente. São dois seres ali tentando dar certo na relação. E é aí que entra muito eh nossa, não acredito que eu estou num relacionamento bom, porque o ser humano fantasia muito. Uhum. Então, quando a gente fala, eh, ah, eu tô num relacionamento ruim, muitas vezes você só se viu num relacionamento real, não idealizado, não fantasiado. Então, o que é real? Vai ter frustrações, eh, vai ter momentos que vocês vão estar mais próximos, mais afastados e tá tudo bem. Isso não quer dizer que seu relacionamento é ruim. Também tem a forma, por exemplo, de demonstração de amor, né? Eh, comparação na internet. Hum. Então, por exemplo, meu esposo, ele é muito de dar presentes. Sim. O esposo de uma amiga minha é tempo de qualidade. Essa é a linguagem de amor dele. Aí ela vai, aí eu vou postar lá, olha, Gabriel me deu flores, Gabriel me deu chocolates. E daí a outra pessoa vai falar: "Nossa, mas o meu não faz isso". Mas isso aqui ela vai começar a pensar: "Então, nossa, isso aqui é o padrão, isso aqui que é o bom, isso aqui que é o ideal". Sendo que ela está num relacionamento bom, só que não é a mesma coisa. Perfeito. Porque vem a comparação e daí você acha que o seu, que na verdade é bom para você, é ruim. E daí você talvez começa a pensar: "Nossa, não tô no momento bom, [suspirando] acho que eu tô ficando infeliz, porque daí também a felicidade, as pessoas também colocam o que é felicidade, o que é estar feliz dentro de um relacionamento." Então também tem essa questão de comparação, sendo que na verdade muitas vezes a pessoa tá num lugar muito bom e na verdade eu começo a comparar e começo a achar que o lugar que ela está, o parceiro que ela tem é ruim. Nossa, gente, que coisa. Vamos lá, então. Vamos por partes. Comunicação dentro de um relacionamento, comunicação assertiva, comunicação não violenta e também receber o que é dito. Porque às vezes a pessoa fala de uma forma e você recebe de outra. Uhum. Né? E aí depois da eu vou vou pontuar tudo e depois eu [risadas] quero que você me explica. Vamos lá. Comunicação, né? linguagens do amor. Eh, eh, é, você pontuou muito bem essa questão da linguagem do amor, porque tem a comparação, né? Então, a gente precisa entender a linguagem do amor paraa gente poder eh perceber que de repente a comparação não faz tanto sentido, porque se eu tenho um tempo de qualidade com o meu parceiro, a outra amiga recebe muitos presentes, mas pode ser que ela não tenha o tempo de qualidade que eu tenho, mas eu tenho tempo de qualidade, mas não recebo presentes. Então, a gente precisa conhecer e entender a linguagem do amor. Então, vamos lá. comunicação, linguagem do amor. E qual que foi o outro que eu esqueci? [risadas] Eh, eh, pera aí. Comunicação, linguagem do amor, entender o o os limites do outro. Isso, isso. Vamos lá. Nossa, gente, é tanta coisa que, ó, dá uma confusão aqui na cabeça. Mas é isso. Você tá vendo como que é intenso essa questão de relacionamento saudável, né? Será que ele existe? A gente tá tentando descobrir. Bora, vamos lá. Eu gosto muito desse tema comunicação não violenta. Uhum. Muito necessário pros nossos dias de hoje, para todas as áreas de de relacionamento, não só marido e mulher, mas pais e filhos, amigos, né? E no ambiente empresarial, sem dúvidas. E outro ponto, eh, que a nossa colega falou muito bem e trouxe mais esse ponto da das cinco linguagens do amor. Vamos relembrar aqui, né? Quais são as cinco linguagens do amor. Tempo de qualidade, já deixa a deixa que eu gosto, é a minha, é o meu, minha é a minha linguagem do amor. Eh, ganhar presentes, dar presentes, né? o atos de serviço, quando você ajuda o outro, colabora com a rotina do outro, eh, palavras de afirmação. Uhum. Né, que sem dúvidas é maravilhoso para uma para um relacionamento saudável. E o último tempo de qualidade. Tempo de qualidade da presença. Atos de serviço. Fugiu. Toque físico. Toque fís. Toque físico. É toque físico. Você tá achando que é fácil, né? Tá vendo? Toque físico. Então aí, olha, veja bem, faz uma análise aí na sua casa, né? De repente você ganha muitos abraços, muitos beijos, muitos carinhos, mas não tem um tempo de qualidade. Ah, mas ele não me ama. Ah, ela não gosta de mim. E esse conceito, né, ele, o outro é uma linguagem que eu não sou essa linguagem. E ele, eu tô dando a minha linguagem para ele com uma alta expectativa que ele vai aceitar esse amor. Mas o a forma como ele entende a forma que ele entende que tá sendo amado é diferente da forma que você tá, que você gosta de receber. Exato. Por isso os conflitos marido e mulher altíssimos que a gente começou a falar sobre isso, o a mulher tem uma alta expectativa de sair e ter um tempo de qualidade e o marido tem uma alta expectativa de receber palavras de afirmação de algo que ele acabou de realizar, que ele acabou de fazer. E a mulher não falou nem assim: "Parabéns". E ele tava com essa alta expectativa, né? Então, eh, são conceitos aqui que você pode começar a estudar, a ler, a investigar, né? Existe sim através da clínica, através do atendimento clínico, essa descoberta. Você pode descobrir com essa terapeuta, com com um ambiente num ambiente seguro, quem é que que você é que que você gosta, como que você gosta de ser tratada, como você gosta de de estar num relacionamento e poder entender. Não é fácil, não. Nada de [risadas] facilidade aqui. É muito é confuso, gente. Mas é isso. Eh, a gente precisa começar, né? Porque a gente consegue desenrolar esse novelo, a gente consegue desenrolar esse maranhado de informações e se ver em uma delas, né, nessa linguagem do amor, porque isso vai acabar aproximando você ah do seu parceiro, da sua parceira. É a questão que nós falávamos também, a comunicação, né, a se comunicar, falar, ninguém tem bola de cristal, a gente precisa falar, né? Às vezes a gente, a mulher ela é muito disso, a mulher não fala e ela acha que o homem vai adivinhar, né? Então a gente tem que tomar cuidado com isso. Existem eh alguns pontos que eu acho importante, principalmente com uma experiência clínica, é você poder expressar e falar sem ter medo. Eu vou dar um exemplo aqui, tá? Eh, silêncio punitivo. Então, você lá, você fala o seu desconforto, você fala o que você não gosta, você fala o seu limite, a pessoa te dá silêncio punitivo, ela não fala mais com você, ela finge que você não está, por exemplo, em casa. O gelo punitivo, gelo. Muito bem. H, o outro é abandona. Então, qualquer discussão que você tem com seu parceiro, com a sua parceiro, a pessoa fala: "Vou embora, vou terminar, quero divórcio". Então são sinais que aos poucos você vai conseguindo pegar para opa, isso é saudável para mim. Hum. Eu quero estar num relacionamento que toda vez que eu abro o meu desconforto, os meus sentimentos, as minhas angústias, os meus desejos, isso é algo que eu quero para mim, que toda vez que eu me abro o meu parceiro ou a minha parceira, eh, me faz me sentir ruim ou ter medo de ser abandonada, de ser você, é isso, ser eu mesma, de eu não poder eh me expressar. Então, muito importante, aí vem a questão de autoconhecimento, de você procurar uma análise para você conseguir entender isso. Se você quer estar nesse tipo de relacionamento, tem pessoa que vai olhar e fala: "Não, isso para mim não é um relacionamento saudável. Eu não quero toda vez que eu me expressar, falar que eu tô eh ruim ou que eu não gostei de certo comportamento, eh a pessoa me eh fala que vai me abandonar, eu não quero passar por isso. E também tem a questão de o não e os limites, além da gente precisar conhecer nossos próprios limites e saber falar não para um outro, eh, a pessoa entender que aquilo não é um ataque pessoal. Se eu falo não, se eu ponho limites, não, eh, não quero que você fale nesse tom comigo, ah, então agora eu não posso falar mais nada também. E daí que vai a discussão. Outro ponto também que não é só a comunicação honesta, é ouvir, porque às vezes você tá numa discussão, o outro tá falando, você nem tá ouvindo, você já tá matutando, vou falar isso, vou falar aquilo, vou argumentar aquilo, porque ele fez aquilo, nã. E você já tá pensando no que você vai falar. Calma, escuta o outro. é uma escuta ativa, analisa a pessoa, por que que ela tá fazendo isso. E um algo que eu acho muito importante que a psicanálise traz Beon, que é de eh continência, né? Conter o caos do outro. Então, a pessoa às vezes ela tá ali com a turbilhão de emoções e ali você não vai também reagir a emoções dela. Calma, escuta ela. Por que que você tá se sentindo assim, meu amor, meu bem? seja [risadas] e porque você vai conter o caso, a pessoa consegue elaborar, né? Ela consegue simbolizar. Para você falar, você precisa, opa, organizar os pensamentos, tentar ver porque que eu tô me sentindo assim. Então, por isso que é importante, a gente faz muito dentro eh do set analítico, que é fazer essa questão de continência, de conter o caos do outro. Uhum. Então, é muito importante a gente não é apenas reagir, agir, mas não apenas reagir ao caos do outro. tá com raiva, vou fazer raiva. Ela me fez ciúmes, vou lá e vou fazer ciúmes também. Gritou comigo, vou gritar mais alto. Então, é realmente prestar atenção e ver de fato quais são os seus limites. E essa questão de eh honestidade, né, você ter uma comunicação assertiva, é que assim, gente, o quanto que a gente, cada indivíduo, né, mudou desde o início do ano. Então, relacionamento, vou dar um exemplo. Eh, antes a pessoa, a mulher não queria ter filhos. Uhum. ali casou, não queria ter filhos. Agora ela quer porque ela mudou o pensamento, ela viu que isso de fato é realmente um desejo. O ciclo mudou. É importante ela falar pro parceiro dela: "Olha, agora eu quero ter filhos". E é importante ela entender também e respeitar se ele quiser ou não ficar naquela relação, porque é decisão dele ter aquilo ou não. Tipo, ah, não, realmente agora eh você quer ter filhos? Ah, mas eu ainda eu não quero nunca quis isso para mim. Então é importante ter essa comunicação aberta de tipo, eu pensava de uma forma, agora eu penso diferente. E muitas vezes você muda o seu pensamento e você não comunica. E como que fica os acordos que vocês fizeram para estar nesse relacionamento? Melissa do céu, Monique, [risadas] eu quero, eu quero contribuir, gente. Bom, a gente muda todo dia, né? o tempo todo muda. E eu queria contribuir que também há uma expectativa assim, eu tive uma família com uma bagagem relacional muito traumática. Uhum. E isso vai se arrastando ao longo do tempo. Exato. E vai chegar na casa, vai chegar no marido, vai chegar na esposa, vai chegar nos filhos. esse essa bagagem e você tem um você cria na tua cabeça uma ideia que o real é aquilo que você viveu e não consegue ressignificar uma história. Perfeito. Vittor Frank, o que eu gosto muito, fala que quando você não consegue mudar uma situação, uma causa, uma história, você é convidado a mudar você mesmo. Hum. E ressignificar essa história. É possível ressignificar essa história? É. É possível com dificuldades, um dia de cada vez, vivendo hoje, buscando ajuda. É possível buscar ajuda, é necessário buscar ajuda quando as coisas perderam o limite. Uhum. Perfeito. Agora você eh eh fazendo essa a sua eh fala, essa sua colocação, me lembra da questão daquele processo de repetição. Uhum. Né? De repetição de relacionamentos. Quantas pessoas ã dizem: "Poxa vida, mas eh eu encerrei um relacionamento porque era dessa forma". Aí conheci uma pessoa lá do outro lado do mundo, fui me relacionar e novamente estou passando pela mesma coisa. E aí o que que a psicologia traz pra gente sobre isso? A gente comenta e a gente tem isso como acontece todos os dias na nossa clínica, como ciclos viciosos. né, que você começa um ciclo e esse ciclo parece que se repete tudo de novo. Sim, né? Por isso que eu gosto muito de falar do ressignificar. Exato, né? o ressignificar aquilo que aconteceu um dia. Pode, as coisas podem mudar, pode começar de uma forma diferente, pode começar de uma forma diferente, mas precisa se olhar para dentro, olhar para esse excesso que tá eh exagerado no dia a dia, esse excesso que tá faltando alguma coisa, como a Melissa pontuou muito bem, esse excesso que todos os dias você tem um medo que te gera uma angústia, que você não consegue responder, você não sabe mais quem você é. Então, quando você começa a repetir relacionamentos, que pode ser também um ciclo de amizade, aonde você eh tem que se anular pelo outro, perfeito, e você não pode ter um um amizade ali saudável, você precisa observar que que tá acontecendo, aonde tudo começou para que essa história possa ser mudada. É possível mudar, mas precisa ter muita coragem. A perda da identidade, não é? A perda da identidade. Existe um, tem um livro que eu gosto, né, que eu eh já li e às vezes indico, a coragem de ser imperfeito. Uau! Né? Eh, de Bren Brown, nome do autor. E ele traz essa essa ideia da vulnerabilidade. Nós vivemos numa temos as nossas vulnerabilidades e a gente precisa até ter coragem de reconhecer que a gente precisa mudar. a começar por nós, a começar por mim essa mudança, a começar por mim nas minhas, nas minhas confusões do dia a dia, nas minhas bagagens do passado que precisam ser vistas, né? Então, precisa ter coragem para essa mudança. Excelente, hein? Que show, hein, meninas? O que é isso? Tô aqui de boca aberta tentando entender o tal do relacionamento saudável. Você aí de casa, conseguiu entender o que elas disseram? Existe ou não existe? Você vive um relacionamento saudável ou não? Conseguiu entender a linguagem do amor? Hum. De repente você ganha um monte de presentes, mas não tem um tempo de qualidade. Daí você fala: "Não me ama. Agora você vai lá no seu quarto, olha tanto presente que você ganhou. Ele te ama. É a linguagem do amor, gente. Tá vindo Natal [risadas] aí, né? Quem sabe vai vir aí um monte de presente e você fala assim: "Caramba, eu só queria Aham." [risadas] E aí de repente, né? É assim, eh, não tem muito tempo de qualidade, não dá muito abraço, ah, não me ama, ama. Dá uma olhadinha que você vai ver que ama assim. Agora, gente, vamos lá. Eh, essa questão de várias formas de se relacionar, qual que é a avaliação de vocês sobre isso? Porque a gente tá falando aqui de relacionamento saudável, se realmente ele ele existe, né? E pelo que eu entendi aqui, nós falamos de relacionamento saudável de pessoas físicas, olho no olho aqui, ó, junto, né? Eh, vivendo juntos. Essa questão aí da internet de vários tipos de relacionamento, né? online. É possível ter um relacionamento saudável, sendo assim a distância, online, virtual, qual que é a avaliação da psicanálise e da psicologia referente a esse tipo de relacionamento tão moderno que a gente tem agora? Vamos lá. [risadas] Primeiro é complexo, né? Mas é real. Ele pode funcionar, pode acontecer, né? Mas existe um perigo também nessa nessa relação virtual aonde você pode ter algumas dificuldades aí no meio do caminho, mas é algo que tá nos dias de hoje, né, que o tanto de amplitude da tecnologia em relação a isso. É possível, Melissa ter uma um relacionamento. Vai lá, que que a psicanálise traz pra gente sobre essas tecnologia? né? Aquelas fotos perfeitas da nossa amiguinha, inteligência artificial, tudo lindo, maravilhoso. Então, tô num relacionamento saudável, né? Coração daqui, coração de lá. Vou vou trazer uma pergunta primeiro, aí vocês me respondam. [risadas] Eh, se é possível ter um relacionamento, né, eh, à distância ou online. Para vocês, o que é um relacionamento para entender primeiro o conceito para daí ver se é online. [risadas] É a distância. fisicamente o que em si é um relacionamento, seja amoroso, seja Uhum. de trabalho. A palavra relacionamento, ela já tem no meio dela laço, né? É um laço que você constrói, um relacionamento. Você tá ali construindo um laço, um vínculo emocional com a com esse outro que tá ali querendo relacionar com você. E esse relacionamento ele precisa funcionar. Ele tem não pode ser só uma via, ele tem que ser uma via de mão dupla. Ele tem que ter duas vias, tem que ter uma conexão, algo tem que acontecer nessa nessa relação. Concordo. Isso mesmo. Relacionamento, né? Relacionar, estar relacionado junto, perto, próximo, para mim, não sei. Socorro. Vamos lá. Vamos [risadas] lá. Então, eh, relacionamento vem muito de você conversar com a pessoa. Acho que esse é um dos primeiros pontos importantes, que é a comunicação, certo? E online a gente digita, faz vídeo. Mas eh qual é a a questão aqui? Você quer um relacionamento à distância? Porque se você quiser, normalmente o ser humano encontra um jeito de fazer funcionar. Uhum. E se a pessoa não quer, e vai existir vários empecílios. Uhum. para ela não fazer aquilo. Então, é possível se for o seu desejo e do outro, porque a gente não se relaciona sozinho. Uhum. Né? Uma vida de mão dupla. Os dois precisam querer. Então, se os dois quiserem, com certeza. Uhum. Mas se o outro não quiser, talvez não. Porque muitas vezes pode ser até fantasioso. Só de um lado, eu quero, eu quero, eu vou atrás e daí você fica ali, a pessoa responde de vez em quando. Então, eh, talvez aí tem pessoas que acham que está no relacionamento e não está. É só é o único tá sozinho, né? [risadas] Tá sozinho, relacionamento sozinho, né? É. Então eu trouxe essa questão de de relacionamento online porque tem crescido muito isso, né? E eu não sei, mas eu eu a conexão é importante, né? O olho no olho é importante. O conhecer o outro, é claro, conhecer nós primeiro, a si próprio primeiro para depois conhecer o outro. Mas acho que é é importante e a gente precisa ter muito discernimento e e acho que muita sabedoria para poder viver um relacionamento online, porque isso afeta o nosso psicológico também. Não é um campo perigoso, é um campo da fantasia. Você pode estar idealizando uma coisa que não é real. Uhum. É perigoso pelo fato também do que tem acontecido de eh relevância na questão da violência nas redes sociais, né? E é um é um um tema a ser falado sim, porque os jovens e toda a nova geração Exato. Está extremamente vinculada, né, a e a, né, a inteligência artificial também é a um é um lugar aonde existe essa dificuldade também da pessoa esperar. Ela tá esperando ali na no caminho da facilidade, né? Parece um pouco fácil esse caminho aonde ela até consegue, ela quer até uma conexão de atendimento psicológico. É possível pela inteligência artificial, tá? Eles estão dizendo que é possível. Pois é. Mas é um campo muito perigoso. É um lugar muito eh que não tem parece que não tem muito significado e nem limites, né? Se eu falar, se a gente começar a abrir aqui, existe relações que começaram na internet? Sim. Existe casamentos que funcionar? Sim. que deu certo através [limpando a garganta] de um relacionamento de tecnologia, deu certo, né? Mas não podemos descartar o perigo disso. Exatamente. Agora, falando em perigo, eh o medo de se relacionar para vocês que estão aí à frente, né, da saúde mental, eu sei que vocês trabalham com bastante mulheres também. H esse medo de se relacionar, ele aumentou eh por conta dessa violência que nós temos contra as mulheres? Isso aparece no consultório, Melissa? Qual que é a avaliação que você faz sobre o medo do relacionamento? Porque eu vi uma matéria ontem dizendo que o Brasil está superando aí as pessoas solteiras, né? Tem mais pessoas solteiras do que pessoas casadas. Então assim, se a gente parar para analisar, muitas mulheres hoje optam sós por medo da violência contra a mulher, porque a gente acaba, é natural a gente falar assim: "Ah, eu não sei do que o outro é capaz, eu não conheço o outro". E realmente é um pouco difícil a gente ter noção de com quem nós estamos nos relacionando, né? E e qual que é a avaliação que você faz e como que você vê toda essa questão da violência contra a mulher? Já que a gente tá falando de uma situação de relacionamento saudável, né? Eh, trazendo mais da minha experiência clínica, que tem a questão da psicanálise, cresce muito. Uhum. E a pergunta que eh mais se traz é: por que que eu continuo nesse relacionamento? Por que que eu saio desse relacionamento de um relacionamento abusivo e vou pro outro? Uhum. Hum. E eu não consigo sair disso. Eh, também ter essa questão de medo, de ah, conheci uma pessoa, mas estou com medo porque todas as minhas outras experiências, desde a infância, quando vejo o meu pai e a minha mãe ali num relacionamento abusivo, que a psicanálise vai trazer que foi ali que você entendeu o que o que é ser amado. Então, ã, nós como seres humanos, a gente tem ã como eu posso colocar na em palavras corretas, voltar para um padrão. Uhum. gente sair de um padrão, eh, precisa ressignificar muito, muita terapia. Então, a gente sempre tem essa questão de voltar para esse lugar. Uhum. Então, por que que tem tanto essa questão com a mulher? Porque são padrões e tanto do agressor Uhum. padrão de homens que são assim, que aprenderam a se relacionar assim, demonstrar amor assim, tanto da mulher se sujeitar a isso. Por que que ela está sendo permissiva, vou usar essa palavra, a isso, o que que está acontecendo ali? Por que a pessoa fala, né, ah, eu tenho dedo podre. Será que é dedo podre mesmo? Por que que ela busca esse padrão, essa repetição? E realmente é muito complicado porque tem muitos casos que são eh difíceis de lidar. Uhum. Que tem sim muita agressão, muita agressão, seja verbal, emocional, física, sexual, sim. Dentro de um relacionamento, eh, marido e mulher existe sim, eh, esses abusos. Então, é buscar entender da onde que vem isso, porque a pessoa vai eh inconscientemente, não, ah, vou buscar uma pessoa que abusa, não, é inconscientemente. Porque que ela busca isso? E é isso que a gente vê é dentro da clínica, porque cada um vai ter a sua questão ali do por que ela se sente amada dessa forma, por que ela busca isso, porque ela tem um dedo podre. Então, é realmente muito importante falar sobre isso, ainda mais nos dias de hoje que a gente vê tantos absurdos. Uhum. Porque o medo é real, né? O medo, o medo é real. Os índices são altos, não tem mesmo, não temos para onde correr. E a cada dia que passa está se aumentando, sim. E esse padrão do medo, ele chega na clínica, ele chega para nos atendimentos, né? A mulher ela ela se sente insegura, ao mesmo tempo ela quer o lugar dela cada vez mais, ela quer ser respeitada no seu lugar, ela quer crescer no seu ambiente profissional, ela quer crescer no seu ambiente familiar. E muitos homens têm dificuldade de entender esse crescimento da mulher, né? E aí a relação ela vai entrar na palavra que a gente tem ouvido muito, na relação tóxica. E o medo ele acontece. Muitas mulheres escolhem muitas vezes seguir o seu caminho solo. Uhum. Do que eh entrar nesse caminho de dor, de medo, de insegurança. Talvez. repetindo padrões e ciclos que ela viu mulheres da vida dela passar, situações da vida dela. É um tema assim bem relevante. Eh, não tem como, a gente tá falando de relacionamento e não tem como nós eh não tocarmos nesse assunto da questão eh da violência contra a mulher, né? Algo que sempre aconteceu, infelizmente, né? e que tem assim tomado uma proporção gigantesca, principalmente agora, né, fim de ano e aí vem as festas, aí vem, infelizmente o pessoal perde um pouquinho a noção, né, e acaba que a gente vai registrando mais e mais e mais abusos, né? É, é um um cenário de profunda preocupação no Brasil. Tem dados do fórum, puxa para mim, TP, por favor, os dados. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Olha só, eles mostraram que em grande parte a violência contra a mulher ocorre em casa, no ambiente familiar, e o agressor é o parceiro íntimo atual ou anterior, né? a violência costuma ser recorrente, silenciosa. E aí, gente, é assustador ver como esse medo e o que elas trouxeram, né, a dependência eh emocional impedem a ruptura, né? Então a gente precisa entender, de repente como quebrar esse ciclo. O medo de se relacionar, ele aumentou diante dessa violência contra a mulher e as pessoas permanecem em relacionamentos abusivos mesmo percebendo o sofrimento emocional. Então o que que as nossas entrevistadas de hoje trouxeram, né? A gente precisa buscar o entendimento, o por que esse ciclo anda se repetindo, o que é um relacionamento saudável para você, é diferente do meu relacionamento saudável, do meu ponto de vista de relacionamento saudável, porque somos pessoas diferentes. Então, a gente precisa buscar entender, né, e quebrar os padrões, quebrar os protocolos, tentar sair. Aí você fala assim: "Ah, mas tem muito julgamento?" Tem, infelizmente tem muito julgamento. E esse julgamento de onde vem? Por que vem? O que acontece quando ele vem? Melissa. Bom, julgamento aí que vem de quem? Julgamento de quem? Julgamento da sociedade. Da sociedade. E daí que e da família também. Exatamente. São padrões colocados e estipulados eh pela sociedade, pela família. E quando você não segue esse padrão, veio julgamento. Por quê? Porque as pessoas querem que você segue o que na verdade elas querem. Hum. É expectativa do outro. Então é expectativa do outro. Então quando a gente quebra a expectativa do outro, quando a gente decide não agradar o outro, eh isso cria um conflito, cria julgamentos. Uhum. E tá tudo bem. Quando você realmente sabe o que você quer, seus desejos, que você quer aquilo ou não quer aquilo, eh, meio que dane-se assim, [risadas] né? Vamos dizer, danente pode pensar, e a gente não pode passar pano para violência. Violência, violência, ela tem que ser denunciada. Exato, né? E muitas mulheres ainda sofrem com medo de denunciar a violência. E o julgamento vem, mas eu vou ver, vou como que eu vou ser vista? denunciando, como que eu vou me expor, como que eu vou, que que vão pensar de mim, né? Então, é violência, a gente não pode encarar como como medo a gente tem que denunciar. É, exatamente. Você sabe que quando você diz essa questão do medo de denunciar e do julgamento, ah, eu trabalhei em outras emissoras e fiz reportagem policial também e e teve um momento em que nós nos deparamos com uma situação, vou vou pontuar aqui, não tô generalizando, mas julgamento da mulher que foi fazer uma denúncia na delegacia e dentro da delegacia ela acabou sendo julgada por estar fazendo a denúncia. Então assim, eh, precisa de muito preparo, precisa de muita política pública e muito preparo, principalmente das pessoas que estão do outro lado, que vão fazer o acolhimento para essa mulher, né? Então, a mulher às vezes ela fala assim: "Ah, mas eu não vou lá denunciar porque se lá mesmo, né, onde eu vou denunciar, o pessoal fala assim: "Ah, mas tá denunciando isso aqui, sabe? e tem tantas outras coisas mais importantes e você tá vindo aqui denunciar um empurrão, né? Então eu acho que a gente precisa parar, analisar e e tomar muito cuidado com essa questão de julgamento e a gente precisa de mais preparo para lidar com essa questão da violência contra a mulher, porque a violência contra a mulher ela não começa na violência, na porrada, na pancada, no empurrão. Não, ela não começa assim não. A gente precisa estar atento ao início dessa violência, aos sinais e sintomas. Sim, exatamente. Vai, completa, por favor, você que tem toda a procedência para falar disso. Os sinais e sintomas são reais, né? Ele começa com uma fala agressiva, ele começa com um não respeitado, ele começa com uma invasão de limite, né? Ele começa quando, também quero ressaltar aqui, quando o pai não respeita seu filho, quando eu digo pai, pai e mãe, tá? não respeita seu filho, não entende que a relação ali tá sendo, tá passando do limite. Então, violência, ela é violência, ela tem que ser denunciada. Sim, precisamos falar sobre isso, precisamos levantar essa bandeira de que pessoas, profissionais da área da saúde precisa ter um acolhimento assertivo com essa situação, né? Porque caímos na relação, aí não é uma relação saudável e a gente eh, né, olha onde a gente começou e onde a gente tá chegando com esse tema, né, que não tinha como a gente não falar, não tem como, não tem como. A gente tá falando aqui de relacionamento saudável, gente, é maravilhoso. Mas daí a a uma das primeiras perguntas que eu fiz aqui é: Quais os sinais que nós estamos em um relacionamento saudável? É meio tipo assim, você fala: "Mas qual será o sinal, né? Você para para pensar agora, quais os sinais de que você está em um relacionamento abusivo? Todo mundo sabe, né? Todo mundo sabe ali, porque isso é mais frequente, infelizmente é disso que se fala. E a gente precisa aprender a nos permitir ter um relacionamento saudável e viver esse relacionamento saudável. E é isso que a gente tá falando aqui no nosso programa de hoje. Produção, nós temos algumas perguntas. Olha, eu perdi a noção do tempo aqui. 8:53. essas meninas, essas, eu falo meninas que é com todo o carinho do mundo, tá? Mas uma psicanalista, uma psicóloga aqui, ã, com todo a a noal, né, trazendo pra gente informações tão preciosas, explicando, ensinando e nos orientando, trocando conhecimento. Vocês, olha, são fantásticas, viu? Só tem agradecer desde já. Muito bom, muito bom. Vamos lá. 8:54. Dá tempo para responder aí umas duas, três? Então, manda. Vai, vamos embora. Renata Silva do Jardim Chapadão. Quando a gente sente medo de falar o que pensa para não gerar conflito, isso já é um sinal de alerta emocional no relacionamento. Vamos lá, então, Melissa. Com certeza. Quando você precisa ficar pisando em ovos, eh, você não se sente, na verdade, segura emocionalmente para estar ali. Poxa, eu não posso falar o que eu tô sentindo, o que eu tô pensando, porque a pessoa vai, como ela vai reagir? Então você fica nessa ansiedade e presta atenção nisso também. Se você tá sempre ansiosa para se comunicar com a pessoa, porque você tem que estar ali pisando em ovos, vendo o que você pode falar, porque dá medo como a pessoa vai reagir. Sim. Então é sim um alerta muito importante para ficar uma ótima pergunta, né? E uma pergunta bem da nossa do nosso dia a dia, da nossa rotina, né? Esse medo presente ele é perigoso. É, gente, fique atento, né? Nada de pisar em ovos, né? Fala sério que ninguém merece isso. 8:55. Pode mandar mais uma produção, por favor. Quem é que tá conosco? Vamos ver aqui. Muitos conflitos começam pequenos. Quais comportamentos parecem inofensivos, mas que podem indicar problemas emocionais mais sérios no futuro? Então, Daniele Freitas do Jardim Nova, os os sinais inofensivos, né? Aqueles sinais que a gente fala: "Não, mas foi só agora". Uhum. É momento, né? Não, ele não, não. Eu vou colocar a palavra ele, né, no masculino, mas pode ser ela, pode ser. Não, foi só hoje, amanhã já melhora. Não, amanhã vai voltar tudo ao normal. Isso é um conceito muito perigoso. Isso é uma uma ideia muito perigosa. E esses conflitos começam mesmo pequeno, né, no dia a dia, na sutileza, é nas entrelinhas, né? É quando você se sente inferior, quando você tá, você até começa seu dia bem, você faz a sua maquiagem, você tá com a sua autoestima, mas no meio do caminho, às vezes lá na mesa do café da manhã ou na saída, no trânsito, no meio do da chegada do seu trabalho, vem aquelas palavras para quebrar até sua concentração e frases que que não te não você não não é não representa você, exato, né? E e vai afetando a sua autoestima e a sua autoestima vai cheg vai indo para um nível de baixa autoestima e essa baixa autoestima te leva a dores. Uhum. Né? Então são sinais inofensivos que começam mesmo no dia a dia, no pequeno. Quando frases, né? Frases eh, "Nossa, você tá com essa roupa de novo? essa roupa não te representa ou ah, você vai, você falou errado ou você eh onde você quer chegar com isso, né? E não, eu só não queria te ofender, tá? Eu não queria são comportamentos perigosos. Culpa sua. Olha só o que que você fez. Eu tô só estou reagindo e é isso é uma uma reação de uma ação que você cometeu, entendeu? Isso é culpa sua. Uma frase que é uma psicanalista que eu admiro muito, fundadora da Escola de Psicanálise Reverry, a Adriana, ela fala eh dá exemplo, né, de uma frase, é, ninguém nunca vai te amar como eu te amo. Nossa, como assim? Se eu sair desse relacionamento, eu nunca mais vou ser amada como você me ama. Ninguém vai poder mais me amar. Só você consegue fazer isso. Se eu não tiver você, não vou ser amada dessa forma. Então, eh, são pequenas frases que parecem inofensivas, como colocar ali, mas que a gente vê que tem ali um, né, meio tóxico, meio para tomar, ficar alerto e começa o desgaste, né? É verdade. E olha só, eh, vocês, você trazendo essa frase aqui, você nunca, eh, ninguém nunca vai te amar como eu te amo. Se a gente parar para analisar e a gente voltar no tempo há uns, ah, não sei, gente, mas uns 40 anos atrás, a mulher que ouvia uma frase dessa há uns 40 anos atrás, ela poderia até se sentir a mulher mais amada do mundo, né? Exatamente. E você percebe como que as coisas mudam? você percebe como que a gente consegue, está conseguindo quebrar os tabus, a gente tá conseguindo eh trazer a realidade, eh, o significado das coisas, né? E que bom que isso tá acontecendo. E eu acho que é importante que fique essa reflexão, né, de como eh era há tempos atrás. Eu não gosto muito de me referir lá ao passado, mas é importante a gente buscar porque a gente tá se fortalecendo, mas falta muito, mais muito ainda. E é por isso que a gente precisa falar, né, sobre esse assunto. Eu acho importante a gente falar sobre isso. Essa frase eu acho que é muito importante você parar para analisar. Você já ouviu essa frase? Eu já ouvi lá atrás eu já ouvi. Ninguém nunca vai te amar como eu te amo. E aí de repente você fala: "Nossa, eu sou a mulher mais amada do mundo". Porque ninguém [risadas] nunca vai me amar como você me ama. É mentira, gente. Tá te diminuindo, sabe? Então, alto lá. Vamos lá. Força, mulheres. Você não tá sozinha, não é isso, meninas? Com certeza. Busca por ajuda, né? Dessa dessa dessas desses pensamentos que vêm e que determinam que você é, né? Tem uma um conceito também da codependência, quando você acha que você tem que se anular pelo outro. Nossa, se eu não fizer o que ele tá pedindo para eu fazer, eu vou perder ele. Eu nunca mais vou ter eu e você entra numa codependência. Exato. Codependência é o nome, né? É verdade. Nós fizemos um programa, falamos sobre a codependência e às vezes quando a gente fala de codependência, as pessoas pensam assim: "Ah, mas é só e codependência. O codependente é químico, não é? Não. Codependência é relacionamento, é emocional. Então a gente precisa ficar atento porque a codependência paralisa. Elimina você. Você não lembra quem você é. Você só vive pelo outro, para o outro. E se você não tem o outro, você vai atrás do outro, porque você só se sente viva se você fizer algo para aquele outro. É, precisamos sair da negação, né, e reconhecer. É verdade, gente, que programa maravilhoso. Bom, fica a reflexão, né, para quem nos acompanha, para quem vai nos acompanhar, porque o programa já tá disponível no YouTube também. O amor saudável exige clareza, autoconhecimento, coragem, comunicação e precisa, precisa ser real, precisa ser de verdade. E nunca se esqueça, o relacionamento mais importante da sua vida é aquele que você constrói com você mesmo. Então, a gente precisa se amar, a gente precisa se conhecer para depois a gente transbordar isso para o outro, né? Então, é é sobre isso. O programa de hoje acho que foi um programa assim maravilhoso pra gente a gente tá chegando a ao final do ano. É importante a gente parar, a gente refletir. O programa tá no YouTube, repassa paraas suas amigas, né? Repassa pra sua família. Quanta fala importante nós tivemos aqui hoje. Então, eu só tenho agradecer a vocês, profissionais magníficas, maravilhosas. Quanta entrega, gente. Que maravilhosa. Melissa. Ovde de estar aqui. Muito obrigada. Obrigada. Muito obrigada. Foi um, foi uma delícia mesmo estar nessa manhã com vocês e contribuir e ajudar, né? Isso é um prazer para nós. Nossa, e pra gente então, quanto ensinamento, né? Que coisa maravilhosa. E você aí do outro lado, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Lembrando que a programação aqui da TV Câmara Campinas segue. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia trazendo informações do legislativo. Ontem teve a última reunião ordinária do ano na Câmara de Campinas e hoje no Câmara Notícia Mirna Abreu e também o Gabriel Castro e toda a nossa equipe trazendo tudo que aconteceu ontem na última reunião ordinária do ano. Tá bom, gente? E a Íria vem daqui a pouquinho trazendo também informações atualizadas. Aí para quem não conhece é a nossa jornalista de inteligência artificial. Ela chega direto da Central IA de informações e atualiza tudo para você. Notícias aqui de Campinas, de São Paulo, Brasil, mundo, cotação de dólar e tudo mais. E amanhã nós temos ao vivo mais uma vez o nosso estúdio Câmara e nós vamos falar sobre um tema fundamental paraa qualidade de vida, especialmente para nós mulheres, tá? Sua saúde pélvica está em dia. Olha só que tema. Você sabia que a musculatura pélvica sustenta órgãos, controla a bexiga e o intestino, influencia a postura, a função sexual e a saúde emocional? [música] É, quando essa região não recebe atenção, aumentam os riscos de dores crônicas, disfunções urinárias e sexuais e prolapso genital. No programa de amanhã, a gente vai desmistificar os cuidados e os tratamentos com destaque para a fisioterapia pélvica e também falar sobre autoestima, [música] dor, insegurança e vergonha, que ainda impede muitas mulheres de buscar ajuda. Um assunto informativo necessário e que pode fazer a diferença na sua saúde e no seu bem-estar. Então não perca amanhã, a partir das 8 da manhã, nós voltamos ao vivo com mais uma edição [música] do nosso estúdio Câmara. Beijo para você, ótimo dia e fique ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Até amanhã. ช [música] [música] [música] เฮ [música] [música]
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