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Olá, [música] muito bom dia para você. Seja bem-vindo, [música] seja bem-vinda. TV Câmara Campinas. Estúdio Câmara chegando nesta manhã de segunda-feira, dia 3 de novembro. Como você está? Tudo bem por aqui? [música] Tudo ótimo. Que a sua semana seja linda. O tema de hoje, gente, vamos lá, provoca uma reflexão importante sobre o que significa realmente ter equilíbrio emocional. [música] Será que manter a calma o tempo todo é sinônimo de saúde emocional? Ou será que essa calma pode esconder uma máscara de autocontrole exagerado e repressão dos sentimentos? [música] E você aí de casa, interage com a gente? Vamos lá. Já estou com a nossa convidada aqui no estúdio, daqui a pouquinho vou apresentá-la, mas antes vamos mandar aí a sua mensagem, de repente a sua experiência, né? Compartilha conosco, a sua dúvida também. Ah, você mantém o equilíbrio todo o tempo? Você engole as suas emoções? Como que tá quando você está diante de uma situação que você precisa se posicionar ou então você precisa falar não, né? Como é que você age? Você se preocupa em agradar o outro ou você se preocupa eh no que te faz bem, né? E você consegue manter o equilíbrio, você explode por qualquer coisa. Bom, já entendeu, né? Manda lá 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações do legislativo para você, porque a primeira parte da reunião ordinária que acontece hoje, segunda-feira, [música] às 5 da tarde, ela é proposta pela vereadora Fernanda Soto e vai detalhar aí um debate. Eh, atenção TP, por gentileza. Vamos lá. Um debate do projeto de lei complementar número 9 de 2025 em tramitação na ALP, que reestrutura a correria de a carreira, aliás, de pesquisador científico. O governo estadual defende que a medida moderniza a carreira e cria critérios de progressão e dedicação [música] exclusiva. Mais pesquisadores criticam o texto. Então, eh, ela afirma que ele pode precarizar a profissão, reduzir salários e desestimular profissionais experientes. A primeira parte da reunião ordinária é um espaço de 45 minutos com convidados e especialistas para discutir temas de interesse público antes do início da sessão plenária. E a sessão plenária começa às 18 horas e você é convidado a participar, né, e serão debatidos vários projetos. O programa de recadastramento também estará em debate [música] eh na sessão hoje a partir das 18 horas. Então você está convidado a participar, não perca no plenário, né, José Maria Matozinho, você pode participar, estaremos ao vivo também transmitindo aqui pela TV Câmara Campinas. [música] Agora sim, vamos à previsão do tempo de hoje. Como é que fica a previsão de hoje, hein, gente? Vamos lá. Será que vai chover? Será que vai dar sol? Será que vai dar praia? Vai nada. Olha aí, mínima 19, máxima 24º. [música] Previsão do tempo hoje é de chuva, igual ontem, né? Quem ibernou tipo urso ontem levanta a mão. Eu acho que todo mundo. Só que hoje nós estamos aí numa segunda-feira, a gente precisa trabalhar. Então, levanta, olha pra frente, vamos embora porque a segunda-feira tá começando com chuva e assim a gente segue durante todo o dia, combinado? Vamos lá, então, gente. Ah, vamos falar hoje sobre o nosso programa, né? O tema de hoje, a gente conversa sobre o verdadeiro sentido do equilíbrio emocional. Quando a gente fala em equilíbrio emocional, a gente fala de autoconhecimento, de aceitação, de autenticidade. Não é fácil não, viu? É bem desafiador manter equilíbrio em certas situações. E na correria do dia a dia é comum que as pessoas suprimam as emoções, evitem conflitos, né? Ou se cobrem por não perder a linha. Você já parou para pensar nisso? Mas será que engolir a raiva, a tristeza ou a frustração é mesmo que te faz paz? Você pode estar em paz assim? Será? Nós estamos apenas colocando uma máscara de tranquilidade para não desagradar os outros? É isso? Bom, então a gente vai tentar entender, né, sobre essa situação aí da gente manter o equilíbrio o tempo todo, de não perder a calma, se isso tá tudo bem ou se a gente precisa extravazal ou então ah, deixar, né, transbordar de vez em quando. Vamos conversar com a nossa psicóloga, tá aqui com a gente presente, a Cristiane Casaça, ela é psicóloga especialista em terapia cognitiva comportamental. Seja bem-vinda. Bom dia. Que bom receber você aqui hoje. Obrigada, Rúbia, pelo convite. Agradeço a oportunidade de vir até aqui e explanar um pouco mais sobre esse assunto tão importante, tão emergente, tão recorrente, né, nos dias de hoje. E espero poder agregar com os nossos telespectadores, né, e tirar um pouco de dúvidas. E tenho grandes expectativas. Só gratidão pelo convite, por estar aqui. Maravilhosa. Vamos lá, então. O que que significa então, Cris? De fato, a gente ter equilíbrio emocional é simplesmente a gente manter a calma diante de alguma dificuldade ou tem alguma coisa mais profunda e nessa capacidade de manter a calma? Pois é, excelente essa pergunta, viu? E difícil, viu? difícil de responder. Se quem tá nos assistindo, está passando por isso, eh, pode pensar assim: "Ah, será que é tão fácil assim?", né? Não é, não é tão fácil, porque a gente tá falando de ter equilíbrio. E equilíbrio emocional é o que a gente busca a vida toda. A vida toda a gente busca equilíbrio. Então, como ter esse equilíbrio? Eu tenho que lidar com o meu eu, com os meus sentimentos, eh com a o meu lado interno, né? minha raiva, minha frustração, que também são bons, são sentimentos bons de ser sentido, desde que a gente tenha eh consiga ter um controle, consiga se entender, porque veja bem, medo, por exemplo, salvaguarda a nossa vida. Uau! É um sentimento importante, né? Já visto as crianças que desde pequena já se jogam no no colo e tal, elas não têm medo. Então, os sentimentos são bons de ser sentidos, né? Mas como manter esse equilíbrio? Como ter essa calma, como ter esse controle emocional interno? Não é fácil. Eh, eu diria que é exercício diário. Uau! Um exercício diário, né? E a gente precisa lembrar de fazer, de realizar esse exercício, porque às vezes quando você é tomado por uma situação, né, eh eh rápida que você não tá esperando e você precisa manter a calma, às vezes a gente não consegue, mas esse manter a calma, de repente é a virada de chave que você precisava paraa sua vida. Então a gente precisa eh saber equilibrar as coisas. a dosagem ali vai te salvar ou vai acabar com você, né? E agora, eh, essa capacidade de manter a calma, você é uma virtude. Eh, vem, a gente já vem com isso de fábrica, a gente vai trabalhar isso. Se a gente falar como, se a gente vem com isso de fábrica, se a gente parar para pensar, os bebezinhos, né, eles também ficam nervosos, eles choram e bastante, se estão com dor. Então, isso é uma forma da gente transbordar o que a gente tá sentindo. E como é que é o trabalho pra gente conseguir manter a calma, né? Como que a gente mede? Tem um termômetro ali que a gente vai sentindo dentro da gente que a gente tá prestes a explodir. E como é que a gente faz esse termômetro baixar pra gente poder manter a calma? Que interessante isso, né? bastante complexa, a resposta, bastante abrangente. Eu sou cognitivista comportamental, então assim, o especialista do comportamento vai dizer exatamente isso. Nós temos que ter autocontrole como eh fazendo o auto, tendo o autoconhecimento. E é uma palavra que parece assim, fácil autoconhecimento. Eu sei quem eu sou, eu sei da onde eu vim, eu conheço a minha família, as pessoas estão me vendo. Quem sou eu? Eu sou a Cristiane, eu sou casada, eu tenho x idade, eu tenho x filho. Não é sobre esse autoconhecimento que nós estamos falando. Nós estamos falando sobre conhecer o seu limite, conhecer até onde eu posso ir, até onde eh nós evitamos um pouco a palavra normal, sabe, Ruben? Nós não dizemos e o que é normal, mas é comum em alguns momentos a gente explodir, a gente estourar, né, de de raiva, de ira. Mas se eu me conheço, se eu sei que aquele sentimento tá chegando, que aquilo está me provocando e muitas vezes é físico, né? A sensação é física, dá uma sudorese, dá um ataque cardíaco, as mãos ficam trêmulas ou ou suadas, então, opa, o que que tá acontecendo comigo? É a hora de parar, é a hora de repensar. E no dia a dia a gente não faz isso. Não é fácil. Era bom que nós viéssemos com isso de fábrica, né? Que fosse fácil assim, simples assim, né? Mas é diário. Exatamente. É técnica. Acho que a gente vai ter oportunidade de falar um pouquinho mais adiante sobre as técnicas. Super. Quero descobrir essa técnica. Queremos descobrir essa técnica. Agora, eh, vamos falar então de desagradar, né? Vamos lá. você tá numa situação aí que acontece um conflito e às vezes você para não desagradar o outro, né, você acaba eh tendo que manter a calma. Essa máscara da calma, até que ponto ela faz bem para mim, tão quanto faz bem para o outro? Porque se eu vou, eu preciso colocar uma máscara para manter a calma, para eu não atingir o outro, consequentemente eu estarei me atingindo. E aí, como é que a gente mantém isso? E qual qual a sua visão sobre os dois lados do meu e do outro? Vamos lá. Eh, sempre eu vou estar dizendo aqui, vai ser uma palavra muito recorrente, autoconhecimento, autorregulação, para termos autocontrole. Tudo muito alto. Alto. Por que o alto? Porque o outro a gente não consegue mandar. O outro a gente não domina. A gente não tem eh nenhum tipo de ação com o outro. Então é sempre sobre nós. Só que isso é perigoso também, Ruby. É perigoso porque às vezes a gente se molda tanto, se tole tanto, se segura tanto que a gente estoura por dentro. Sim. em algum lugar essa raiva vai sair, essa preocupação, esse estress e muitas vezes é no corpo, né? Então é a hora que acaba aí uma manchinha, uma dor de cabeça, manchinha pelo corpo, então a gente estoura na gente mesmo para não fazer isso com o outro. Então, quando a gente fala de equilíbrio, é bastante difícil nesse sentido, até onde eu seguro, retenho isso para não maltratar o outro, porque socialmente não é legal, não é bacana e internamente eu vou me sentir mal, porque eu ofendi o outro, eu agredi o outro, depois vem aquela dor de cabeça, né? Ai, desculpa, falei sem pensar, ai, perdão, viu? Eh, não, eu tava nervoso. Eh, mas tem que ter uma forma da gente tentar segurar isso, né? e não fazer mal. Para não fazer mal, eu tenho que me conhecer, porque senão eu não respeito o meu limite, né? Então, Rub, eu digo que assim, vamos pensar isso num contexto de trabalho que eu tô para explodir, para estourar, por exemplo, é a hora que de verdade a vontade é bater, né, a mão na mesa e sair e dar um grito e ser desagradável, deselegante, desrespeitoso até com o colega, mas não é o adequado. Socialmente não se espera isso no mercado de trabalho. Então, o que a gente faz? Vou tomar uma aguinha e [risadas] retire-se. Por quê? Para dar tempo de você respirar, acalmar e tomar posse do que é que você está sentindo. Isso é o autocontrole. Uau! Então quer dizer que aquela técnica de realmente contar até 10, respirar, contar até 10, ela funciona nesse momento que a gente precisa manter o autocontrole para que a gente não extravaze a nossa raiva ou então as nossas emoções. É válido mesmo. Os 10 os 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 funciona e funciona muito. E eu diria que mais do que o 10, talvez tenhamos que contar. Aham. Porque cada um tem o seu limite, mas a técnica de da gente respirar, essa é uma dica prática que a gente pode dar. Já podemos dar dica prática, por favor, Cris, por favor. Na abordagem cognitivista, nós trabalhamos isso muito em consultório, inclusive os pacientes chegam, mas eu tô nervoso e primeiro domine o conteúdo, estude. Não tô abstendo ninguém de de estudar, de fazer sua tarefa de casa, de se dedicar, de ter seus estudos e tal, mas dominada a técnica, tente dominar a a si, né? Por que esse nervoso nessa reunião que você vai entrar? Por que que chega muita reclamação assim, muita muito questionamento assim, eu fiquei tão nervoso, eh, aquilo foi me dando um um suor, uma e e aí é a hora que entra a técnica, respire. E aí a pessoa, quem tá nos assistindo pode pensar assim: "Mas a gente respira diariamente, estamos falando e respirando." Não é esse tipo de respiração, é a respiração técnica. É o inspirar profundamente. Segura um pouquinho e solta. Faça isso umas três vezes a quatro vezes. Quantos minutinhos leva isso, Rúbio? 3 minutos nós estamos falando. Você sabe que essa semana um paciente contou isso e disse assim: "Cris, eu tava tão nervoso e o que eu fiz?" Ele é diretor de uma de uma empresa. Ele disse assim: "Eu entrei no banheiro, pedi licença. Olha a dica, gente, pega a dica aí, galera". Ele disse: "Eu entrei no banheiro, fiz a técnica da respiração, foram poucos minutos." Ele disse: "Ninguém percebeu, olha que coisa boa." E eu consegui voltar um pouco mais calmo. Então, essa é uma técnica, a respiração. Muito bom. Outra muito boa e muito usada também é fazer a parada de pensamento. Como assim? Como fazer aquele turbilhão, né, que passa na nossa mente parar? É dizer para si mesmo para Cristiane, não é? Então você manda essa mensagem para você. O que isso? Para que esse nervoso todo? Você estudou? Você sabe sobre isso, né? Para quê? Faz a respiração. Isso é autocontrole. Olha que fantástico. Parece bobinho, né, gente? Não parece bobinho? Isso dá um resultado fantástico. Respiração, parada de pensamento. Olha, pega a dica, né, pessoal de casa? Pega a dica. Olha, uma segunda-feira, início de mês. A Cristiane tá aqui com a gente e dando essas super dicas, né, pra gente poder eh conseguir ter o autocontrole. Isso é é uma basezinha só, porque o autocontrole ele vai muito além. Mas a gente que de repente não tem noção do que significa esse autocontrole, você já vai aí pra respiração ou então o diálogo o monólogo, né? Você vai falar com você mesmo, opa, alto lá. Eu costumo falar comigo assim, vamos, vamos, Rúbia, vamos, você consegue, sabe? Então, porque isso é muito bom. E a gente viu isso na nas Olimpíadas, né? As meninas da ginástica, atletas, eles têm muito esse, eles fazem muito esse tipo de trabalho, né? eles falam com eles mesmos antes de de ir para uma competição. E a gente tem visto que funciona e muita gente também eh a partir do momento que isso acabou virando, indo pra mídia, todo mundo comentou, né, dos atletas que que será que eles falam, né, por que eles batem assim no corpo para tipo acordar e eles falam antes de fazer ali o exercício final, né? Então, acho que isso é um exemplo de que realmente funciona e que nós estamos em pleno controle, mas a gente precisa exercer esse controle. Isso. E isso é bom. Isso é é fantástico, porque a gente percebe fisicamente que o corpo dá uma parada, né? Então é muito saudável falar, nós falarmos conosco mesmo. Uma coisa é sair divagando, pensando e falando alto e a aleatoriamente, mas outra coisa é você estar se autoanalisando. Isso é importante, isso é fantástico. E fazer os comparativos de você com você mesmo, isso é importante. E não dizer como que ela consegue ter essa calma e ou não horas, qual é a historicidade, qual é o contexto disso? Há quantos anos essa pessoa está nessa profissão? há quantos anos, né? O que aconteceu na vinda de lá até este momento. Então, não dá para generalizar, porque as pessoas têm muito isso, né, Rúbia? Querem generalizar e dizer eh, ah, mas todo mundo eh tanto positivo, né? Tá todo mundo numa calma, só eu nervoso quanto o negativo. Sim, exatamente. Só eu que tô estressada, só eu que estou assim. Então, quando você não tem esse comparativo com os outros e sim de você com você mesmo, você consegue se entender: "Não, eu estou estou passiva, estou bem, hoje tá sendo um dia bom, vai ser bom e você manda essa mensagem para você mesmo, faz muito efeito." Excelente. Vamos lá, Cris. Olha só, o psicólogo Donald eh Will Coat, ele fala do falso selfie, né? é um tipo de identidade criada para se adaptar às expectativas externas. Aqui a gente tá falando de autocontrole, né? Essa ideia se conecta muito com o tema de hoje, né? Porque quando a pessoa aparece equilibrada o tempo todo, talvez essa pessoa esteja apenas desempenhando um papel para ser aceita, né? Quantas vezes você de repente teve que eh demonstrar se demonstrar de uma forma que você não é para ser aceita em algum lugar? E qual que é a sua avaliação sobre esse falso selfie? Pois é, interessante essa pergunta, muito boa. Eh, selfie, o nosso jeito de ser, a grosso modo, uma explicação bem simples, menos técnica pro pessoal, nossos telespectadores poderem entender, porque ninguém aqui precisa ser o psicólogo e sim entender de do seu comportamento de si mesmo. O Inicot dizia muito isso sobre o self, sobre o seu jeito de ser, o que é manifesto, o que o outro vê, o que o que pode ser avaliado, né, pelo outro, na visão do outro. né, o alto self, o seu self, mas nós criamos falsos selfies devido às convenções sociais, os locais em que permanecemos, né, no mercado de trabalho, por exemplo, a gente necessita de ter essas máscaras. Sim. Só que precisamos ter o cuidado de não estar nessa máscara o tempo todo, chegando a ponto da gente se perder. Eu já não sei mais quem eu sou. Eh, e agora isso é bom ou é ruim, né? Quem quem sou eu agora? Já me já me perdi. Eu penso até que foi desse caso, dessa situação em que nós vemos algumas pessoas dizendo assim no contexto de de trabalho mesmo. Eh, fulano é muito legal assim, fora da mesa dele. Verdade. Como pessoa ele é fantástico, mas lá na empresa, Deus me livre. Então as pessoas representam papéis. Sim. Isso é muito saudável. temos o papel de mãe, por exemplo, para nós mulheres, de mãe, de de esposa, de filha, eh de funcionária, de psicóloga. E a gente não se não não não se manifesta da mesma forma, né, em todos os papéis. A gente precisa ter essa regulação, esse equilíbrio, que nós abrimos falando sobre isso, né, que o equilíbrio é muito difícil e ele é buscado diariamente, técnicas diárias mesmo, né? Então é muito importante a gente fazer isso. Maravilha. Você está acompanhando o nosso estúdio Câmara. Hoje nós estamos falando de autocontrole, né? Até quando a gente deve manter a calma? E você, eh, você tem pra gente a sua experiência para nos contar? Você mantém a calma diante das adversidades ou você tá nem aí, estoura mesmo e tá tudo bem, né? Ou você consegue manter esse essa calma, esse autocontrole por conta do outro? como é que é contigo? Manda sua mensagem pra gente. Daqui a pouquinho a gente vai interagir com você. A Cris vai responder a sua pergunta. E aí agora eu pergunto pra Cris o seguinte: como é que a gente diferencia? Então vamos lá. Eu preciso manter o autocontrole, OK? Mas como que eu diferencio o autocontrole saudável, né? Da repressão emocional. Quando eu preciso manter a calma, eu tenho autocontrole. Agora, quando eu estou sendo repreendida emocionalmente, que eu não posso, né, transbordar o que eu tô sentindo, qual que é a diferença? É interessante isso. E as coisas se perdem um pouco, né? Até que ponto sou eu? Até que ponto eu estou sendo um personagem que o meio pede, né? Que o contexto pede. Até que ponto isso é bom ou isso é ruim, né? Isso é difícil essa análise. Eh, por isso que a gente fala tanto do auto eh conhecimento, né? Sabermos até onde a gente está indo, até onde a gente eh onde a gente não se perdeu, né? Então, eh isso é importante, essa essa análise, esse pensamento, essa subjetivação. Uhum. É. E quando isso é ruim, quando isso me machuca, quando eu não sei mais o que eu posso ou não fazer, isso, quando eu me perco no meu eu, né? E isso é muito fácil de acontecer, isso é constante. Então, eu usei o papel da mulher, né? Eu trouxe o nosso exemplo, né? Que estamos em duas mulheres, mas sem flexão de gênero nenhum, mas os papéis são importantes e às vezes a gente perde, né? Às vezes uma mãe acha que ela pode eh ser nessa nessa situação mais assim enfática, mais assertiva que ela é na empresa com o filho. Uhum. E não funciona porque é outro papel, né? Então, precisa haver essa essa regulação, precisa entender, senão a pessoa já não sabe mais quem é ela. E o que pode ajudar muito na distinção desses papéis, fazer psicoterapia. Se você puder, faça psicoterapia. Maravilha. É importante, né? É importante pra gente aprender o caminho do autoconhecimento, pra gente aprender a lidar com as emoções. E as nossas emoções elas devem sim ser sentidas, né? Elas estão aqui para que a gente as sinta. Mas tem emoção que a gente precisa ter o autocontrole sobre ela, porque se a gente for sentindo aí e mostrando tudo que a gente tá sentindo também não sei se vai dar tão certo, não é tão saudável. E se a gente tem aí esse autocontrole, a gente consegue eh fazer esse tal desse equilíbrio que todo programa essa palavrinha cai uma luva. Equilíbrio. Equilíbrio. Então, quando a gente para para analisar, eh, em todos os programas a gente tem a palavra equilíbrio. Então, isso significa que o equilíbrio ele está presente na nossa vida em todos os momentos e que é desafiador a gente manter o equilíbrio e que a gente precisa do autoconhecimento. E daí quando a gente fala em autoconhecimento, eu vou lá pra internet. Vamos lá. Ah, tô aqui, tô pesquisando o negócio. Uau, olha só, nessa pessoa, a comparação, nessa pessoa aqui tá vivendo uma paz plena, mas o que ela faz para ter para ela ter paz? Olha essa outra aqui, né? Foi lá na montanha, ficou assim, está tendo uma uma paz plena, ela não explode, ela é calma, ela é tranquila. Na era das redes sociais, da informação muito rápida e de muitos professores, né? Porque hoje todo mundo sabe tudo por conta da internet, né? Você dá um Google ali, vem isso, vem aquilo, qual que é a sua avaliação? Qual o peso, né, dessas comparações e também eh das redes sociais que a gente encontra eh muitas muitas palavras de afeto, muitas muitas palavras que a gente, se a gente parar para analisar, a gente fala: "Nossa, vou puxar para mim porque isso aqui é legal". E aí a gente fica nessa de ficar rolando feed e ficar lendo ali. E na verdade a gente tá fazendo uma autocomparação, comparando, aliás, uma comparação com outro. E será que isso funciona mesmo? E e qual que é o impacto que a rede social e essa maneira fácil que a gente tem agora de estudo, não sei, sobre o nosso eu, né? E quando a gente fala de manter a calma, eh, do equilíbrio, isso traz o quê pra gente? Isso é bom? Isso é mau? Isso tem, qual que é a posição que a rede social ocupa nesse momento em que a gente precisa manter o equilíbrio, encontrar calma, tranquilidade eh nos nossos dias? E a rede social tá aí nos ensinando de repente um outro lado, né? Como é que você vê isso? com uma palavra, Rubi. Que medo. Ai, [risadas] que medo disso que nós estamos vivendo, né? Excesso de informação e falta de conhecimento. Olha que coisa engraçada. Excesso de informação, mas tudo muito superficial. Isso. E falta de conhecimento, conhecimento profundo mesmo. E e nós estamos falando aqui o tempo todo de autoconhecimento. E esse não tem como alguém fazer por ti. Ninguém consegue fazer por você, é você que faz. E como fazer isso? Busque ajuda. Uhum. Reconheça que você não consegue fazer tudo sozinho e tá tudo bem. Essa frase nossa, está tudo bem é muito e, né? Eu puxe eu puxei essa frase pra vida. Tá tudo bem? Ah, deu certo. Tá tudo bem. Não deu tão certo assim. Tá tudo bem. A gente tenta amanhã a gente vai conseguir. E tá tudo bem, né? Vamos lá. Hoje nós estamos falando eh com você aí de casa, né? Quando a calma vira uma máscara, quando você tem aí um falso equilíbrio emocional e a gente pergunta paraa nossa psicóloga se é possível a gente manter a calma o tempo todo. Você como psicóloga, Cris, né? Você tem o equilíbrio, você tem as formas de trabalhar com a sua mente e é o que você ensina pra gente também. Como é que a gente mantém a calma o tempo todo? Você consegue manter a calma o tempo todo o equilíbrio? E será que eu tenho essa calma o tempo todo? [risadas] Será que eu estou calma aqui? Será que Então tudo é um preparo? É muito interessante essa observação, porque as pessoas quando chegam no consultório tê a impressão que vão eh eh encontrar assim uma pessoa desprovida de qualquer erro e falha, uma pessoa que não precisa de ajuda, uma pessoa que olha, ela sabe tudo, queria ter esse eh poder que as algumas pessoas acreditam que o outro tem. Assim, assim como o psicólogo, nós também erramos. Sabia que nós também fazemos supervisão? O psicólogo também tem um psicólogo que acompanha, ele também faz terapia. Excelente. Excelente. Até porque para não fazer uma contrransferência, uma troca ali e errônea para não se identificar demais com o que o paciente, o cliente tá trazendo e na hora de fazer o feedback, fazer algo pessoal. Cada vida é uma vida, cada pessoa tem um contexto. Então o que serve para mim, de repente não serve para o outro. Então, eh essa importância do equilíbrio, da autoanálise, da autorregulação, da inteligência emocional, que também não é fácil de termos, porque envolvem eh esses cinco pilares, né? O autoconhecimento, a autorregulação, a automotivação, não é mesmo? Então, a questão social e a empatia, quem tem esses cinco pilares bem desenvolvidos? Confesso que eu também não os tenho, mas estou em busca diariamente nesse pensamento, nessa nesse treino. Uhum. Né? É isso. É porque a vida, nós estávamos conversando antes de iniciarmos o programa, eu e a Cris aqui, gente, a vida ela é movimento, né? Eh, você percebe? Então, a gente faz escolhas, quantas escolhas você faz por dia. E o movimento que nós fazemos é um movimento de crescimento, é um movimento de de da vida, na verdade, né? E essa questão de autoconhecimento, de manter equilíbrio, manter a calma, isso faz parte da vida. E a gente pode sim, de repente hoje não ser tão assertivo, mas o estudo, a a busca, né, eh, do entendimento, de repente faz com que você vá aprendendo e vai chegar no momento você vai conseguir esse equilíbrio, né? Agora eu pergunto para você, Cris. Ah, muitas pessoas elas deixam de falar ou de ã expor algo, enfim, para evitar briga, para evitar conflito, né? E aqui, como nós estamos falando de manter a calma, né? As pessoas que são calmas ou como é que você faz para manter a calma durante o dia? Enfim, quando eu engulo, mantenho a minha calma para evitar conflitos, até que ponto isso é assertivo? Aliás, isso é assertivo em algum ponto? Excelente. Eh, pois é, até aonde é o ideal? Qual é o equilíbrio disso? Até onde eu posso ir ou não ir? Isso é difícil. Uhum. Isso é é diário. É difícil, né? Como fazer isso? Até onde isso não me machuca, até onde eu não me perdi, até onde, porque se eu sair estourando, falar e pensar o que eu acredito, não vai dar certo, desenfreadamente não vai dar certo. Então eu tenho que pensar em tudo que eu vou falar e sentimentos a gente não comanda. Uhum. Emoções a gente não consegue controlá-la e são boas que elas venham. Mas eu preciso entender o que é que deu aquele gatilho em mim que me tirou do sério. Uhum. O que aquela pessoa me falou que eu fiquei tão nervosa? É isso que a gente tem que voltar o tempo todo para si. Então, se a pessoa se sente nervosa, está nervosa por quê? Qual foi o gatilho, né? Será que foi o que o outro disse, né? Então, vou nervosa para uma reunião. Por que estão estou tão nervosa para essa reunião? Eu tenho que pensar, será que eu não domino o assunto? Será que eu estou com medo de demonstrar fraqueza porque eu não sei tudo? Será que eu estou com medo de passar vergonha? Ou será que eu estou preocupada com o julgamento do outro? E a gente faz isso constantemente? O que que vão achar de mim? O que que vão pensar se eu falar isso? Então, a gente tá no e se eu fizer tal coisa? E se o outro achar? O e si é perigosíssimo, porque o ISI a gente não comanda, né? O que vão achar? O que vão dizer? O outro a gente não controla. Então não tem como ter esse controle, não tem como saber se o outro gostou ou não. Mas se você tiver em paz com você, se você tiver, não, eu fiz o meu melhor, eu estudei, eu vim. Se você faz essa parada de pensamento, você entra no banheiro e faz, [risadas] né, a dica que a gente deu de pensar, de sair daquela neura e vir pro real, não, eu sei, eu estudei, eu sei do que eu tô falando, eu vou fazer bem feito, eu, né, sou especialista nisso, eu estou aqui para ajudar, para agregar eh o que o outro vai achar ou não, não me importa. Eu vou dar o meu melhor e eu vou ficar em paz. Quando a gente tem essa calma, essa serenidade que deve ser adquirida diariamente, treinada sempre, a gente consegue viver um pouco melhor, senão a gente vai atropelando as coisas, a gente acaba desenvolvendo algumas doenças, né? Não que nós queiramos, ninguém quer porque vai somando, né? São as doenças psicossomáticas, né? Nós falamos sobre isso em um programa e eh e justamente até abordamos essa questão de de se calar, né? de de repente engolir, né? Engolir desaforo. Vamos falar aqui o termo, né, coloquial pro pessoal de casa, engolir sapo. E a gente sabe que sapo a gente não engole, ele fica escorregando aqui, ele vai voltar, né? Isso vai fazer mal. Então, assim, são as doenças psicossomáticas. A gente precisa entender que a gente vai somando situações e e no caso que nós estamos falando hoje, que é de manter a calma, né? Eh, se você consegue ser equilibrado o tempo todo, se você consegue manter a calma o tempo todo, de repente você tá usando uma máscara e você mantém sim a calma para o outro, mas por dentro você tá um turbilhão, você tá explodindo e aquilo você vai engolindo. A pessoa que tá lá, ela fala: "Nossa, ó, que legal, né? Tá equilibrada, tá mantendo a calma, show, nunca perde a calma, mas por dentro você tá explodindo. É o que a Cris trouxe. Você vai estourar, você vai explodir por dentro. E aí vem as doenças psicossomáticas. Por que não prevenir isso tudo, né? Tendo autoconhecimento, fazendo uma terapia, indo em busca de algo que que vai te fazer bem. No ambiente de trabalho, principalmente, a gente sabe que manter o equilíbrio é essencial, né? E as pressões de ambiente de trabalho são enormes. Então, eh, como que a gente encontra esse ponto de serenidade sem se tornar alguém frio demais, né, no ambiente de trabalho que a gente tá falando aqui agora? ou apático diante das situações do dia a dia. Outro lugar que a gente tem que manter o equilíbrio, né? Eu não posso ser fria, eu também não posso ser exacerbada nas minhas emoções, eu não posso sair gritando com todo mundo, mas também não posso aceitar tudo. Socorro, Cris. Difícil, né? Difícil. Os vários papéis que a gente tem que desempenhar e que não são fáceis. Quando a gente se conhece e sabe o limite até onde a gente pode ir, facilita muito mais. Uhum. Porque você percebe que você tá exagerando, está Eu comentei aqui um pouquinho há uns minutinhos atrás sobre inteligência emocional. Quando a gente consegue fazer isso com a gente, a gente é capaz de identificar isso no outro. E é fantástico, é a pegada, porque aí você consegue entender quando o outro está no limite dele também. e dizer, você não quer tomar uma aguinha? Falamos sobre isso depois. Pode ser. Então, eh, é esse parece assim uma coisa sobre educação, né? O que não deixa de ser porque é aprendizagem, mas parece assim, a gente tá só querendo manter um falso clima de de de tranquilidade. Não, nós estamos querendo manter a nossa sanidade mental e de todos e da equipe. É muito interessante quando chega lá no consultório, eh eu comentei aqui o caso de um de um gestor, mas chegam todos os o os níveis, né, hierárquicos, enfim, e estudantes também, enfim. E é muito engraçado a gente ver isso, a pessoa se analisa pelo outro, né? Então trazem informações e traz questionamento. A minha equipe, isso, aquilo, eh, eu tenho uma funcionária assim assado. E você, hum, como é você? Porque de novo o outro a gente não controla. E você como está, né? Como tá sendo a sua gestão? Se você percebe que o outro, você como gestor, né? Se você percebe que o outro não está conseguindo eh eh manter essa calma, não está conseguindo manter esse equilíbrio, está extrapolando, seria vamos tomar um café. Eu acho que aí que nasceram os cafés com a gerência, aqueles 5co minutinhos, o café com a gerência, vamos tomar uma aguinha, vamos e depois a gente volta pra gente respirar, sair daquele ambiente. Então, existem técnicas, existe recurso, dá para mudar o contexto, a gente tem que querer e aceitar. A aceitação precisa existir e a abertura pro novo, a abertura para receber uma ajuda, para trocar, né, com o outro. Isso é fantástico. A prevenção ainda é o melhor remédio, tá? Parece meio piegas essa frase, mas é a prevenção. Exato. Exatamente, né? Você eh se previne e se acontecer você já sabe como lidar. Isso é fantástico. É maravilhoso. 8:42. Produção, nós temos perguntas aqui para Cris, por gentileza. Se tiver, pode colocar na tela. A gente tá falando aqui eh eh da raiva, da frustração, né? Você consegue controlar esse sentimento, né? Ou você extrapola e sai brigando com todo mundo? Aí você tem autorregulação? Vamos lá. A Tatiane Ramos do Parque Industrial. Tenho dificuldade em demonstrar quando algo me incomoda. Fico em silêncio para evitar brigas. Uau! Mas depois me sinto exausta. Isso é equilíbrio ou fuga? Tatiane, olha o final da sua pergunta. Eu evito, mas eu me sinto exausta. Isso é equilíbrio ou fuga? Devolvo para você a pergunta. Bem coisa de psicólogo, né? Devolvo para você a pergunta. Se você se sente exausta, isso é bom ou é ruim? Porque aí nós estamos classificando o que de bom? o equilíbrio. Uhum. E o ruim, a fuga. Então, faça essa autoanálise. Se você no final dessa situação, no meio dessa situação, né, não precisa nem chegar até o final, no meio da situação, você já tá exausta, será que é bom? Eu acho que você não tá conseguindo verbalizar sentimentos, falar, se posicionar adequadamente. Talvez exista um medo aí, não é? E se eu falar e o outro se ofender? E se eu calar? Será que eu vou parecer e é muito bobinho? E se e se o excesso de si, já falamos sobre isso, né? Não é bom. Exato. Olha esse excesso de e si hoje, ó, puxei para mim. Super, super e si. Se você vai ficar pensando o tempo todo e si, e si, e si. Vamos lá, vamos trabalhar esse si aí, porque si demais não é tão assertivo assim. Aprendi agora com a Cris. Obrigada, hein? E você aí de casa, pega a visão, tá? 8:44. Vamos lá, mais perguntas paraa gente. Produção, pode colocar, por favor, Larissa Gomes do Bom Fim. Como ajudar alguém que sempre evita demonstrar sentimentos dizendo que está tudo bem, mesmo quando claramente não está boa, Larissa. Pois é, tem gente que é assim mesmo, né? Você fala: "Tá tudo bem, tá tudo bem". Mas tem um tom de estar tudo bem que a gente capta no ar que não tá tudo bem. Bom, esse é o meu jeito de analisar, né? Agora vamos com a análise da nossa psicóloga. Vamos lá, Cris. Perfeito. Eh, está tudo bem? No fundo, a gente sabe que não tá tudo bem. A gente tá querendo manter aquela convenção social necessária, talvez pro local, mas está tudo bem? Não está. Porque se você está incomodado, se isso não tá te fazendo bem, não está tudo bem. Então, precisamos exercer essa eh eh essa eh eh essa técnica, esse é um exercício realmente que a gente precisa fazer de verbalizar, de falar as coisas. A gente pode falar sobre o que a gente quiser, para quem a gente quiser, do jeito que a gente quiser. E aí quem tá nos ouvindo pode pensar assim: "Não é bem assim". [risadas] Claro que é, desde que você fale com educação. Uhum. Então, evite se perder nas palavras de baixo calão, na sensação do momento, no calor do momento. Fale pausadamente, ouça o outro, porque se é diálogo de é dois, você fala, o outro fala, um responde, outro. Se não é monólogo, não é mono de um só. Se estamos dialogando, são duas pessoas e precisamos exercitar isso. Isso não é fácil. Eu não sei se se quem está mandando aí as perguntas pra gente tem eh como que é o contexto? Será que na casa isso é eh eh é propiciado? Será que a pessoa tem essa condição ou ela está por si só? Então a gente precisa analisar o contexto que a gente está, né? Senão a gente se compara no outro. Fulano é extremamente equilibrado. Será? É, será, né? Lembra das máscaras que nós trouxemos aqui também, né? No programa tem muita gente que para eh eh ele precisa estar inserido em um ambiente que ele precisa usar uma máscara que ele tá tudo bem, tá controlado, tá OK, mas daí sai dali, é totalmente fora de controle, né? Então a gente precisa ter aí uma visão um pouco mais aguçada, sabe? sobre essa situação. E quando alguém da do do seu convívio, né, você percebe que a pessoa está dizendo, tá tudo bem, mas o corpo dela e o olhar dela e a respiração dela e tudo, né? Ela tá dizendo que não tá, tenta puxar para uma conversa, né? De repente a pessoa tá precisando, o estatudo do bem dela vem de uma forma de pedido de socorro, né, Cris? A gente precisa se atentar a isso também, né? Exatamente. Eh, e se está tudo bem e da boca para fora, como a gente faz quando a gente sai de casa e diz para um vizinho: "Oi, bom dia, tudo bem?" Automático, né? Automático. Outro responde: "Sim, tudo bem, beleza." Não, está tudo bem, mas a gente já eh eh deixou, banalizou isso, né? Tá tudo bem e está tudo bem, não está? E está tudo bem, não estar tudo bem. Exato. Uau, ficou ruim aí esse trocadinho? É, está tudo bem a gente pedir ajuda, está tudo bem a gente estar num dia e verbalizemos isso. Guarda isso, essa técnica. Por que não dizer, olha, hoje não tá sendo um bom dia? Na verdade não tá tudo bem não, mas vamos seguindo isso, né? Então assim, tirar e, né, essa questão automática do Oi, tudo bem? Sim, tudo bem. E você? Tudo bem? Não, tá tudo bem, mas a gente precisa verbalizar. Se nesse sinal que você deu o outro captar, opa. Uhum. nem quero. E se distanciar, OK? Se o outro der abertura e falar: "Você quer falar sobre isso? É alguma coisa, eu posso ajudar?" OK. Olha eu conseguindo a ajuda que eu preciso aí. Olha que maravilha, né? Pelo simples fato de você reconhecer. Exato. Não está tudo bem. Oi, tudo bem? Não, não está tudo bem, mas vamos seguindo. Vai ficar tudo bem, não é? E é isso, gente. Vamos lá. 8:48. Mais perguntas pra gente, produção? Se tiver, pode mandar aí. A gente já agradece você que tá aí do outro lado acompanhando o nosso estúdio Câmara desta manhã de segunda-feira. Eduardo Sanchez do Chapadão. Quando tento conversar sobre o que sinto, minha mente bloqueia e eu travo. Porque é tão difícil colocar sentimentos em palavras? Eita, Eduardo. É isso mesmo. Trava mesmo. É, Eduardo. É difícil. É difícil. não se sinta só nessa sua luta é difícil, porque sentimento ele vem e a gente não controla. O que a gente controla é a razão, a emoção não. Mas quando a gente consegue se entender que a gente tá dizendo aqui de do autoconhecimento, quando a gente entende e porquê daquilo, quando a gente começa a se perguntar, quando a gente começa a querer mexer nisso, já é um caminho. Então você dis você dizer assim pra gente: "E é difícil, eu não consigo". E aí 50% do caminho já tá andado. Eduardo, você já entendeu sobre isso? Que que tem essa necessidade de verbalizar mais? Eh, eu aconselho você não começar verbalizando sobre sentimentos, que é extremamente complexo, mas será que você tá falando sobre as suas vontades, sobre o que você gosta ou não gosta, sobre o que você quer ou não fazer? Porque as pessoas a São Rubê muitas vezes que é falar do sentimento do que ela tá sentindo, é começar pelo mais difícil, é fazer uma prova e começar pelas questões mais complexas. Vamos treinar no dia a dia o Eu não gostei disso que você disse para mim. Sabe o que a gente conversou ontem? Fiquei pensando, não gostei. Mas talvez o mais assertivo seja esperar no outro dia ou mais tarde e não no calor do momento, porque senão as sensações virão, as emoções virão e a gente não consegue controlar o nosso comportamento, né, o nosso agir. E aí a hora que somos impulsivos, somos mal avaliados, eh, a louca tá passando aí, chegou, né? a gente usa algumas frases até assim bem estigmatizada, bem ruins e ninguém quer ser o doido, né, que tá passando aí o não é verdade? Então isso não só com você, Eduardo, já tô trazendo num contexto mais eh geral, tá? E isso é muito comum entre nós. Muito bem, obrigada, Eduardo, pela sua participação, né? Vamos lá, gente, manter a calma aí na segunda-feira, hein? Vamos embora. E a semana, então, como é que vai ser? Já tem aí a perspectiva da sua semana? já fez a sua agenda, começa respirando, né? Vai tranquilo, vai dar tudo certo. Se não der, está tudo bem. E está tudo bem, não estar tudo bem, ok? Viu só como a gente aprende, hein? Quanta coisa a gente aprendeu hoje. 8:51. Produção tá me avisando que tem mais duas perguntas, então tá bom. Vamos colocar mais uma e se der tempo, a gente coloca a outra, tá bom? Vamos lá então produção, pode mandar pra gente diferença, né, entre manter a calma, equilíbrio, eh eh controle. Eita! Vamos lá. Rogério Campos do Jardim Flamboiã. Que que você diz aí, Rogério? Tenho medo de mostrar irritação no trabalho. Vixe, perder o controle da situação. Como expressar emoção sem prejudicar a imagem profissional? É bem delicado, hein? Mais uma situação. Bom, todas as situações do tema de hoje, elas são delicadíssimas, né? Porque envolve muito equilíbrio, muito controle. E o equilíbrio é algo que se a gente não trabalhar ele, a gente não vai ter não. A gente tem que tomar cuidado. No caso do Rogério aí, ó lá, ó, ele tem medo de mostrar a irritação e perder o controle da situação. E aí? Pois é, Rogério, são as máscaras, né? Os falsos selfies, as máscaras, eh, os papéis que a gente tem que desempenhar. E a gente quer desempenhar com excelência. Nós queremos ser bons em tudo. Afinal de contas, se eu fizer algo errado e eu sou um gestor, que vergonha eu não saber tudo, não é? Olha o pensamento, que pensamento errôneo. Mas a gente tem, se eu sou um funcionário, eu vou demonstrar uma fraqueza. Não, não. Pediu para fazer, eu vou fazer. Falou tal coisa, eu vou aguentar. Eh, enfim, não é fácil. E não tem uma resposta assim generalista, faça isso, faça aquele outro. é muito específico. E você comenta aí, eu tenho medo, é sua primeira sua primeira espírita, medo de mostrar irritação. Por que esse medo de de eh alguém desaprovar a sua imagem? É isso? Medo decepcionar alguém ou a si próprio, medo de, talvez exista aí um um uma profunda eh preocupação e não corresponder com as expectativas, né, com as suas expectativas, quando alguém frustrar alguém. Então, talvez tenha muito mais sobre o outro do que sobre você. Tô achando, hein? Verdade. É verdade, né? Se a gente para para analisar, olha só como é legal, né? A visão do psicólogo, vocês têm um um uma tirocínio, sabe assim, eh eh de perceber ali. Ele colocou a primeira palavra, tem medo, né? Então assim, é uma coisa que já fecha ele, né? Ele já tem medo de expressar eh eh por conta do que vão pensar. Então a gente tá pensando mais no outro, né? No caso dele ali, ele colocou mais assim, tipo, ele não vai extravazar, não vai eh eh deixar transbordar porque ele tem medo do que a outra pessoa vai pensar, de ferir a imagem dele. E a gente tem que tomar um pouco de cuidado com essa questão do que o outro vai pensar. Claro que você não vai sair aí falando, né, alto com ninguém, brigando com ninguém, perdendo o controle o tempo todo, mas às vezes existem situações que a gente precisa, né, se posicionar para que a gente tenha um pouco mais de saúde emocional dentro do ambiente, seja ele familiar, de trabalho, enfim, né? Tem situações que a gente precisa se posicionar para que a outra pessoa, porque se a gente não se posiciona, Cris, vão achar que está tudo bem, né? Então, pelo simples fato de você se posicionar, opa, vai acender o alerta, opa, não é por aí, né? Então, vamos ajustar aqui e as coisas podem eh seguir um caminho mais assertivo, não é? Exatamente. Você pegou direitinho. Parabéns. É um exercício realmente. E se conseguirmos fazer isso sempre, quem sabe isso vira uma rotina e a gente consegue ser um pouco mais sereno, a gente consegue entender um pouco mais a gente, nunca o outro, tá? Exete de você para maravilha. A gente consegue responder mais uma a última. Então vamos lá. Vamos lá. Pode colocar a produção, por favor. A última pergunta de hoje. Você que tá ligadinho aqui na TV Câmara Campinas, ao meio-dia temos Câmara Notícia, hein? Informações do legislativo e também da nossa metrópole. Daniel Moreira do Barão Geraldo. É a última pergunta de hoje. Já agradecendo você que tá participando conosco. O Daniel diz assim, ó: "A gente aprende desde pequeno a engolir o choro". Nossa, Daniel, como desconstruir essa ideia e permitir sentir sem parecer fraco ou imaturo? Eh, esse negócio de engolir o choro aí é complicado. E principalmente vindo dos homens, não é, Ri? O Daniel engole e chora. Homem não chora. Às vezes isso vem lá do seu pai até. Engole o choro, menino. Para quê? Uma mariquinha e por aí vai. às vezes não na intenção de estigmatizar, não na questão do preconceito, não é disso que nós estamos falando, não existe isso também, mas vamos deixar de lado porque a gente precisaria de um programa só para isso, mas vamos dizer do contexto em que a gente vem, a gente repete comportamentos, a gente tende a fazer isso. Então, engole o choro, é difícil mesmo. Eh, busque ajuda, busque autoconhecimento, fale mais sobre isso, converse mais, admitir que sente essa preocupação, que tem esse medo, isso já ajuda bastante. Sem parecer imaturo, né? Você termina, como fazer isso sem parecer imaturo, eh, fraco, ele põe coloca também, né? Fraco. Por que que eu tenho que ser forte o tempo todo? Te devolvo essa pergunta. Por que você tem que ser forte o tempo todo? Para quem? Por quê? Para que essa força toda sobre seres humanos? e somos passíveis de erro, de de e por isso pedimos desculpa e por isso aprendemos a conversar, a dialogar, por isso trocamos, né, eh eh informações, sentimentos, emoções. Por isso, né, na coletividade a gente aprende muito. Eh, acho que você já tá aí eh não digo meio 50%, mas já tem uma boa porcentagem aí de caminho se você se identificar com isso, né? Eh, essa questão talvez que você traga consigo aí de família, enfim, esse medo de mostrar algo que é são são é são histórias, né? É uma cultura desse engole o choro que eh passou de geração para geração. E que bom que a gente tá conseguindo desconstruir isso, né? Porque se você engole o choro o tempo todo, você se afoga nas lágrimas, né? E por que não a gente poder eh falar sobre isso, né? E tá tudo bem falar. E se não tá tudo bem, tá tudo bem também. Ô gente, olha, quero agradecer vocês que participaram com a gente nessa manhã de segunda-feira. A gente falando sobre a questão da calma, né? Você consegue manter a calma o tempo todo? Será que isso é necessário mesmo? Será que você pode extravazar? Você deve extravazar? Você deve eh eh transbordar o que você tá sentindo? As suas emoções, elas devem ser sentidas, né? Até que ponto isso é válido? a contagem de 1 a 10, o tomar um cafezinho lá fora e dar uma respirada, igual a Cris ensinou. Tudo isso a gente leva pro nosso dia a dia, porque são momentos, né, que a gente vive que a gente às vezes precisa usar aquela máscara assim da calma e às vezes isso vai nos correr por dentro e aí a gente para para pensar, a gente para para respirar, para analisar e a gente precisa eh levar esse ensinamento, porque a nossa vida é isso, né? movimento. Tem dias que tá tudo bem, tem dias que tem dias que não está tudo bem. E o que a gente tem que ter é o tal do equilíbrio emocional, né? Eh, da autorregulação e do autoconhecimento. Uau, isso é desafiador. Mas que bom que a gente tá aprendendo um pouquinho a cada dia aqui no nosso estúdio Câmara. Cris, quero agradecer a sua participação, a sua presença com a gente. Obrigada pelos seus ensinamentos, pela sua fala, a sua, a visão, né, psicológica sobre esse assunto que a gente trouxe hoje. E o que a gente tira de lição é que é isso, né? Autoconhecimento, equilíbrio, desafiador, mas a gente consegue, se a gente buscar e de repente trabalhar na prevenção, a gente consegue. Eh, quem tá nos assistindo não entenda que isso é fácil. Repetimos várias vezes que isso é exercício, isso é do ser humano, isso é muito comum entre todos. Não sei se todo mundo tá disposto a, mas se você está disposto a mudar, você que tá nos assistindo, nós aqui, né, Rubert, que estamos dispostas também a mudar, isso não é fraqueza. Isso é muito bacana. Isso para que a gente se relacione melhor conosco mesmo, primeiro de tudo. E depois isso impacta no nosso entorno com os filhos, no trabalho. Mas não é fácil. Não se sintam só, não é fácil. E quero agradecer a oportunidade, quero agradecer a TV Câmera pelo excelente tema, foi fantástico, é fantástico. E obrigada a saúde mental agradece a gente ter esse espaço para conversar, para trocar. Essa também é uma ferramenta importante na nossa mudança, né? Maravilha. E com a presença de vocês psicólogos, né? A nossa produção tem sido muito assertiva. pra gente que eh eh é vocês dão uma aula pra gente. Na verdade é uma psicoeducação que a gente faz aqui eh de segunda a sexta todas as manhãs aqui na TV Câmara Campinas. Mais uma vez que muito obrigada. E é isso, gente. Manter a calma é importante, mas o equilíbrio verdadeiro vai além do silêncio e da contenção, tá? Eh, ele nasce da aceitação, de que sentir faz parte da vida e que expressar emoções com autenticidade é sinal de maturidade emocional, né? Uma frase de Aristóteles que ele diz assim, ó: "Qualquer um pode zangar-se, mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa. Então você vê que não é fácil, né? Esse é o desafio do equilíbrio emocional, sentir tudo, mas escolher como agir. E é isso, a gente entrega por aqui o nosso programa de hoje. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia, você que esteve com a gente, que mandou suas perguntas, que interagiu, super valeu. Programação da TV Câmara Campinas sensacional, feita com muito carinho, especialmente para você. Lembrando que hoje nós temos reunião ordinária a partir das 6 da tarde. Você está convidado para participar ao vivo lá no plenário José Maria Matozinho, na sede do legislativo de Campinas. Ou então você pode conferir também aqui na TV Câmara Campinas ou no YouTube, né, no canal do YouTube da TV Câmara Campinas e lá você pode mandar a sua mensagem que o pessoal vai estar te respondendo também, tá certo? Combinado? E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações dos legislativos e também da nossa metrópole. E o Estúdio Câmara volta amanhã, gente, a partir das 8 da manhã. E vamos falar de mais saúde emocional. A gente vai falar da saúde emocional da pessoa que cuida. A gente vai falar das famílias, eh, de pessoas com dependência ou excesso de funções e refletir como apoiar sem se perder, onde buscar redes de suporte e quando é hora de uma intervenção profissional. Por exemplo, mulheres que adoecem ao cuidar sozinhas dos filhos, esposas e maridos que vivem para controlar os hábitos do parceiro, né? E aí acabam exaustos emocionalmente. Amanhã é um tema importante para quem cuida dos outros, mas precisa aprender a cuidar também de si, tá certo? Então tudo isso muito mais amanhã para você a partir das 8 da manhã com mais um estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Beijo grande, uma ótima semana. Fique bem, não esqueça, tá tudo bem, não está tudo bem e vai ficar tudo bem uma hora, tá bom? Fica tranquilo. E olha, você pode repassar esse programa de hoje, tá super 10, compartilha lá, tá? Já no YouTube. Nós entramos ao vivo no YouTube também. pode compartilhar com a pessoa que você acha importante para que ela entenda, né, sobre essa questão aí que nós trouxemos hoje, que é de manter a calma e o equilíbrio, né, diante das adversidades, combinado? Beijo, gente. Fique bem, uma ótima semana e até amanhã. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] [música]