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Estúdio Câmara | Empatia em crise: por que paralisamos diante da dor do outro?
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Estúdio Câmara | Empatia em crise: por que paralisamos diante da dor do outro?

300 views Publicado 26/01/2026 HD · 1:00:12

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O Estúdio Câmara desta segunda-feira, 26 de janeiro, traz um debate profundo, necessário e extremamente atual sobre empatia, omissão de socorro e comportamento humano em situações de emergência 🧠🤝. A conversa parte de um episódio recente que mobilizou as redes sociais e a opinião pública: as imagens do ator Henry Castelli passando por um momento de vulnerabilidade em um reality show. O que mais chocou não foi apenas o colapso físico e emocional, mas a paralisação coletiva de quem estava ao redor. Afinal, por que tantas pessoas veem o sofrimento e não agem? No programa de hoje, refletimos sobre: ✔️ O que acontece com a mente quando alguém precisa de ajuda ✔️ O chamado efeito espectador e a sensação de que “alguém vai socorrer” ✔️ A diferença entre empatia cognitiva (entender a dor) e empatia afetiva (agir) ✔️ O medo de se envolver, errar ou sofrer consequências ✔️ A cultura do celular, do like e da filmagem em situações de risco ✔️ Quando a omissão deixa de ser apenas moral e passa a ser crime, segundo o artigo 135 do Código Penal Para aprofundar essa discussão, o Estúdio Câmara recebe dois especialistas: 🧠 Jefferson Bertolini – psicólogo clínico social 🧠 Beatriz Vale – neuropsicóloga clínica Os convidados explicam, de forma acessível e didática, como o estresse extremo, a pressão por desempenho, as condições de valor, o individualismo e até a estrutura social influenciam nossas reações diante do sofrimento alheio. O programa também aborda: 🩺 Protocolos básicos de primeiros socorros em casos de convulsão 📱 Por que filmar virou um “escudo emocional” em tragédias 🧒 Como orientar crianças e adolescentes a buscar ajuda em vez de gravar 😔 O sentimento de culpa após não agir e como transformá-lo em aprendizado 🧩 O papel do autoconhecimento, da autoempatia e da psicoterapia 💬 Com participação ativa dos telespectadores, o debate mostra que empatia sem ação pode se tornar apenas observação, e convida cada pessoa a refletir: 👉 Como você reage quando alguém precisa de ajuda? 👉 Você paralisa, filma ou age? Um episódio intenso, reflexivo e humano, que olha para o comportamento individual e coletivo como espelho da sociedade que estamos construindo. 📺 Assista até o final, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Informação salva, conscientiza e transforma. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho na TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara na manhã desta segunda-feira, 26 de janeiro. E hoje nós vamos conversar sobre um tema sensível e extremamente atual. Recentemente as imagens do ator Henry Castelli, passando por um momento de vulnerabilidade no reality show, despertaram então um debate necessário nas redes sociais e fora delas. Afinal, até onde somos capazes de ajudar o outro quando ele precisa de ajuda ou quando ele passa mal? É medo, é desespero, é falta de vontade de se envolver. O que acontece, né, com a gente quando alguém está precisando de ajuda? Hoje nós vamos entender o que acontece com a nossa mente quando o botão da empatia parece que não foi acionado. Participe conosco. Você já passou por uma situação em que ficou paralisado diante da necessidade de socorrer alguém? Como que você reage nesses momentos tensos que você precisa socorrer alguém? Você paralisa, você é atuante ou você não se importa tanto, mande pra gente a sua mensagem. O WhatsApp tá na tela 199729377. Os nossos convidados já estão aqui no estúdio. Enquanto você manda sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações. A previsão do tempo para hoje também e daqui a pouquinho a gente já apresenta os nossos convidados para você, pra gente conversar sobre essa situação que ocorreu no reality show, mas que também ocorre na vida real. Vamos lá. A Indec começou hoje, segunda-feira, gente. A operação volta às aulas 2026, primeiro semestre. Então, vamos lá. agentes da mobilidade urbana no entorno de escolas e universidades em vias movimentadas a partir de hoje. O objetivo, claro, orientar e fiscalizar o trânsito na entrada e saída para aumentar a segurança de quem atravessa e de quem dirige. Neste ano, 16 instituições entram no monitoramento e as ações seguem conforme o calendário de retorno de cada unidade até fevereiro. Então, para você que dirige, saia de casa com alguns minutos de folga e evite a paradinha em fila dupla. Isso é o que mais trava o entorno das escolas e coloca pedestre em risco. Mais informação chegando para você. A prefeitura de Campinas publicou no Diário Oficial do dia 19, agora de janeiro, o decreto 24.249 249, com as regras de organização do comércio, eventos e fiscalização durante o carnaval 2026. O objetivo é deixar a legislação mais clara e reforçar segurança e integridade de quem vai para as ruas. Os patrocinadores de blocos carnavalescos oficiais terão desconto de 50% nos preços previstos no decreto, né? Eh, se você quiser ver esse decreto na íntegra, acho muito importante para você que vai trabalhar, para você que vai curtir o carnaval também está disponível nas páginas dois e três do Diário Oficial do dia 19 de janeiro. Esse diário oficial aqui da cidade de Campinas você pode acessar no site da Prefeitura e da Câmara de Campinas também. Previsão do tempo chegando. Como é que fica, né, essa segunda-feira aqui na nossa metrópole? De acordo com a previsão do tempo, nós temos sol com algumas nuvens. Sove rápido durante a tarde e à noite, aquele dia típico de verão. Mínima 18, máxima 29º. Vamos lá, então, né, eh, falar do nosso programa de hoje e apresentar os nossos convidados. Antes de a gente chamar os nossos convidados, é importante pontuar, gente, que no caso do ator Henri Castelli, o diagnóstico apontou estresse extremo e privação de sono. Mas o que chocou o público foi a paralisia dos colegas. No Brasil, ignorar alguém em perigo não é apenas uma falha moral, é crime. O artigo 135 do Código Penal deixa claro que a omissão de socorro pode levar à detenção. A ciência explica que existe o efeito espectador. Quanto mais gente em volta, menos as pessoas sentem que a responsabilidade é delas. Tá vendo só? Então, a gente tá olhando para um espelho de uma sociedade que muitas vezes prefere filmar a dor do outro do que estender a mão. Pra gente entender sobre essa falta de ação ou então desespero de entender o que é empatia ou até mesmo a falta dela no quesito ajudar o próximo, eu recebo hoje eh aqui nos estúdios Jefferson Bertolini. Ele é psicólogo, clínico social, tá com a gente, vai conversar conosco nesta segunda-feira. Bom dia, seja bem-vindo. Bom dia, obrigado pelo convite pra gente conversar desse tema tão importante pro desenvolvimento da sociedade como um todo. Nós agradecemos a sua participação, Jeferson. E com a gente também tem a Beatriz Vale. Ela é neuropsicóloga clínica. Beatriz, bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Agradeço a oportunidade, né, de estarmos aqui e realmente é um tema que vem cada dia mais precisando ser eh cada vez mais explorado por conta de que a nossa sociedade tem realmente intensificado em alguns pontos eh bem diferentes, né? E e isso realmente pra população tem trazido bastante curiosidade sobre as informações. Então, quando a gente fala de curiosidade sobre as informações, a questão das redes sociais, eu acho que alavancaram muito essa, entre aspas, eh é uma falta de empatia, porque a gente vê situações de pessoas em perigo e pessoas filmando para colocar na rede por conta de like, mas aí, né? até que ponto está certo? Ah, Jeferson, vamos lá. Olhando para esse episódio do Henry Castelli, né? A gente tem isso como um exemplo para que a gente possa trabalhar o programa de hoje. Os participantes ficaram paralisados observando a crise que ele teve na prova do reality. O que explica eh tecnicamente essa eh é um é um uma inércia, mas é uma inércia coletiva ali. Isso é preocupante. Qual que é a sua avaliação sobre essa situação? Bom, eh no prisma da psicologia, a gente pode olhar aquele fenômeno como um fenômeno de cristalização, de paralisação. Uhum. Do movimento de ação. Sim. Porque quando a gente olha para aquele vídeo, a gente consegue perceber que eles se tocaram afetivamente, mas eles não agiram. Perfeito. Então, houve pessoas que choraram, que pediram socorro. Uhum. Não foi um protagonismo ativo, mas foi uma ação. Exato. Então, dizer que não houve empatia, houve, não houve uma ação de cuidado para aquilo. Isso se dá, no meu ponto de vista, pelas regras que tinham naquele reality, eh, pelo tempo que eles estavam lá, pelo que eles tinham a perder, já que era uma prova. Sim. Eh, então, naquela avaliação, naquela condição de valor, parece que preferiram manter o que ganhavam do que cuidar de quem precisavam. Poxa vida, pesado isso, né, Beatriz? Qual que é a sua avaliação referente a esse cenário que nós estamos trabalhando aqui hoje? Na perspectiva eh em que estamos estamos numa situação de risco, porque naquele momento eles estavam vivenciando um stress muito alto. Uhum. em que eles eram colocado de forma eh que precisava atingir o objetivo. O objetivo era permanecer. Quando caiu, mesmo que isso eh deixou eles muito, deixou eles muito desestruturado emocionalmente, eles não teve autonomia para poder ajudar. Uhum. Isso demonstra pra gente em que ter essa empatia, como o Jefferson falou, demonstrou os sentimentos, porém a ação ficou limitada. O que que isso sugere? Em que numa situação em que precisa de risco, eh, cada um se reflete de um jeito. Tem algumas pessoas que vai reagir, como o rapaz que foi lá e ajudou, e outras que paralisa e outras que prefere ainda manter o seu objetivo, né? imediante a toda circunstância que tá ali. Então, atéonde você é capaz, né? Qual que é o seu limite? É esse o ponto da empatia que nós conversamos aqui hoje. Nossa, gente, interessante. gente, eh a gente precisa saber que o outro, quando a gente sabe que o outro tá tá sofrendo é uma coisa, mas a gente reagir a esse sofrimento é um passo que nem todos conseguem, né, dar sem de repente ter um um treinamento emocional, porque na verdade naquela situação ali, como o Jeferson muito bem pontuou, né, Beatriz e pessoal de casa, tem muita coisa envolvida. E aí outra coisa também que é importante a gente pontuar é que eles sabiam, né, que o socorro viria, então assim, ele estará socorrido, a gente não precisa se movimentar, mas tem uma diferença aí entre a empatia cognitiva, que é entender a dor, e a empatia afetiva, que é aquela de agir, né? O que faltou ali naquele momento da crise? Eh, eh, se a gente para, vamos tirar ali o o a prova em si, o, o valor material, eh, o que faltou, que tipo de empatia foi que que faltou ali na visão, Jeferson, de vocês? Muito interessante essa pergunta, eh, que não necessariamente o cognitivo ele tá desatrelado ao afetivo. Uhum. Hum. Mas pensando nesse afetivo numa leitura mais moral, né, de de que a dor deveria nos movimentar, isso o que existiu lá foi uma prevalência da condição individual. Então estavam muito mais atrelado àquilo que eles tinham a ganhar do que aquilo que o outro tinha a ganhar, que seria o cuidado, a atenção, o zelo necessário pro desenvolvimento. Então, pensar na condição de valor como aquilo que vai nos regindo, como você bem mesmo colocou, né, dos likes, da relevância do like, do comentário dentro das redes sociais, eles estão valendo muitas vezes, muito mais do que o cuidado franco, do que o afeto, do que o abraço, do que o colo. Poxa vida, pode completar, Beatriz, por favor. E tem um ponto que o Jefferson comentou, essa questão do Like também, eh, ressaltando que ao momento que ele tava sobre muito estress ele tinha, manteve o objetivo que era permanecer, né, ali, porém ele tem essa questão, a responsabilidade é do outro, então o pessoal vai vir aqui, tanto que ele começou, cadê a equipe? Cadê a equipe? Cadê a equipe? que foram eh ressaltado várias vezes, ou seja, essa questão do outro é muito mais. Então, eu me abstenho da minha responsabilidade, mesmo que seja atingida afetivamente, porém o outro deve agir se caso eu não conseguir. Então, até onde isso, né? É, a gente nós construímos essa empatia, cada pessoa constrói a empatia de acordo com o afeto que recebeu ali inicialmente, mais a construção do psicossocial. Então, que sociedade estamos construindo com essa empatia? É essa pergunta que vem sendo reformulada. É, qual a necessidade de colocar primeiro o ganho material e etc?, sabendo que ali o outro vai demorar para chegar e pode ocorrer uma caso de falência ou algo do tipo, mas eles estavam seguro, como você diz. Por quê? Porque tem uma equipe e a responsabilidade era da equipe, mas e a nossa responsabilidade como ser humano? Sim, verdade. Por favor, Jefferson. Eh, falando, né, que Beatriz falou do forte estresse, tem um conceito na psicologia chamado autoempatia. Uhum. Que é como eu me coloco no meu próprio lugar, na minha própria condição de vulnerabilidade. E isso envolve um grau de consciência que muitas vezes é a psicoterapia que ajuda, né, Beatriz, esse processo de contato consigo mesmo. Uhum. Uhum. Eh, que de fato, né, o o Henry Castello, ele conhecia as necessidades dele e ele também tava sobre aquela condição de valor. Eh, isso não quer dizer que ele é culpado pela situação dele, mas sim que existe ele também no próprio movimento. Perfeito. Que ele também poderia ter parado. De novo, é muito importante frisar, a autoempatia não fala de de culpabilização. Eu sou responsável pelas coisas que me acontecem em termos de violência, em termos de repercussões negativas. eh, tá falando de se perceber também como protagonista daquilo que se faz, daquilo que se sente, muitas vezes até do próprio sofrimento. Eh, a gente precisa ter um autoconhecimento para saber até que ponto a gente pode ir, até que ponto é benéfico ou não, né, pra gente. Mas é uma situação bem delicada, né, e desafiadora também, porque é o limite, a gente precisa entender eh até onde vai o nosso limite. E quando a gente fala de empatia, Jeferson, tem uma eh idade auge paraa empatia, porque tem estudos que indicam que jovens eh jovens adultos, né, entre 20 e 40 anos, são mais sensíveis à dor social do que outras faixas etárias. Eh, vocês, eh, compactuam com isso? Tem mesmo uma idade? A idade ela diferencia sobre eh a questão da empatia. tem aí um nível de idade, uma empatia maior, uma empatia mais baixa. Uhum. O tema empatia, ele é um dos mais estudados na psicologia como um todo, né? Como essa condição de se colocar no lugar do outro sem perder o senso de si. Eh, e existem e os estuders eles vão dizendo que esses que essas várias empatias elas podem ir mostrando algumas idades diferentes de se desenvolver. Quando a gente pensa, por exemplo, na importância, como a Beatriz bem colocou, das relações psicossociais, da rede de apoio, do cuidado pro desenvolvimento da empatia, eh, de fato, os estudos eles vão mostrando que essa sensibilidade afetiva, ela se dá mais dos 20 ao 40 anos, que ah, geralmente é a idade que o adulto ele sai do lugar de cuidado para cuidador. Eh, quando a gente vê no IBGE, por exemplo, essa é a idade dos pais. Exato. Né? Da sociedade do paterna, materna, né? Então, para pro desenvolvimento da maternagem, da paternagem, da paternidade, da maternidade, é muito importante o desenvolvimento da empatia. Só que tem estudos que colocam outros aspectos que também flertam com aproximação ao distanciamento da empatia, como violência, situações de violência. Quando a gente pensa no racismo, Uhum. O racismo, ela é uma construção social e ela é construída nas relações sociais. Existem estudos que mostram que as crianças elas aprendem comportamentos racistas geralmente a partir dos três ou qu anos a depender das relações sociais que eles estão desenvolvendo. Então quando a gente pensa nesse afetivo, né, que é o que tá sendo discutido aqui na situação do Henry Castell, de fato, dos 20 a 40 anos, é a idade eh que tem se colocado pro desenvolvimento dessa desse modelo de afetividade. Muito bom. Interessante, né? a gente nota que essa fase costuma ser o pico das relações sociais, né, esse entre facilita se colocar no lugar do outro até por conta dessa questão maternidade, paternidade, né? Agora, ô Beatriz, eh, falando do caso, né, lá que aconteceu no reality, muita gente tem pavor de ajudar alguém em convulsão. E no caso ali do Henry, ele teve convulsão, né, eh, por causa de alguns mitos. pessoal fala que tem que segurar a língua e tal e e, né? Então, qual que é a importância de divulgar os protocolos? Eu quero falar aqui do protocolo calma, né? Tem um protocolo e eu achei bem interessante esse protocolo que eu pesquisei na internet. Eh, esse protocolo ele ajuda a gente vencer o medo no momento eh que a gente vai fazer, de repente prestar o socorro para uma pessoa, no caso que a gente tá falando aqui da situação do Henry. Então, vamos colocar a pessoa que está passando por um momento de convulsão. Qual que a importância da gente entender esses protocolos de primeiros socorros? É importante ressaltar que todos nós deveríamos, né, e ter um pouco mais de habilidades em relação a essas informações, tá? Quando você pega algumas pesquisas, tanto no Japão quanto nos Estados Unidos, as crianças eh nas escolas já aprende eh a questão sobre os primeiros socorros. Lógico que de acordo com a faixa etária, tudo adaptado. Então, temos vários casos relatando de que quando percebeu que o avô tava com AVC, né, alguma coisa ali, a criança teve essa autonomia para ligar e conseguiu salvar vidas. Então, eu percebo também que precisa um pouco mais de divulgações sobre essas informações, né? Eh, completando o que o Jefferson disse sobre a questão da empatia, apesar dela ficar acentuado a da adolescência para jovens adultos ali, ela é construída desde a primeira infância. Então, é na primeira infância que o se constrói essa empatia e se constrói esse apego emocional, né? Quando a criança recebe esse apego emocional estruturado, eh, afetivo, esse apoio, né, eh, com todas as suas necessidades, isso tem uma maior probabilidade dele entender a necessidade do outro. Então, nossa, o autoconhecimento nos dispõe também a conseguir controlar as nossas emoções em uma situação em que precisa de emergência ali para posteriormente você fazer uma ação e depois absorver tudo que aconteceu, que nós estamos comentando. Tem pessoas que vai ali na ação, faz e tem aquela descarga energética depois e tem pessoas que paralisa. E toda essa eh esses esquemas cognitivos que nós falamos em relação à reação da situação ali não do ambiente não controlado, possibilita que vê até onde nós conseguimos, qual que é a nossa capacidade, né? Porque tem muitos estudos ainda sobre essa ambientação, porque quando nós estamos em um ambiente extremos, tudo em nós é acentuado, então tudo é evidenciado, tanto paraa parte boa quanto paraa parte ruim. Então, ter esse gerenciamento desse autoconhecimento é muito importante. Exatamente. E quando a gente fala de primeiros socorros e de situação de estresse e que eh a gente é a única pessoa ali no momento que pode ajudar, importante a gente se a gente tem o conhecimento e eh dos protocolos de primeiros socorros, eu acho que é fica mais fácil da gente se movimentar nesse momento de estress. Eh, você concorda, Jeferson? Concordo 100%. Eh, como Beatriz colocou, se dentro do processo educacional tivéssemos maiores orientações a respeito disso, isso poderia aliviar um pouco. Eh, o que que não quer dizer que a gente não possa falar um pouquinho aqui de como proceder, né, de colocar a pessoa ao lado, erguer o pescoço. Claro, e chamar pessoas. Esse que é um ponto muito importante. É, ninguém precisa ser bom em tudo. Uhum. Hum. Mas é importante que a gente aja, né, que a gente tenha alguma ação. Voltando no aspecto do reality, nunca saberemos se aqueles profiss se aquelas pessoas que estão no real, se eles saberiam ou não como conduzir. Eh, mas podemos dizer que o que eles conseguiram fazer foi chamar. Exato. Eh, então, de fato, se a gente pensa num movimento da convulsão, seja ela em crianças, seja ela em adultos, o mais importante é criar condições para que ela não machuque a cabeça. Então, que a gente proteja a cabeça, seja com o próprio colo, seja com as mãos, assim, que ela fica preferencialmente de lado, porque isso diminui as chances de autosfocamento, de axicia e erga o queixo. de mão dentro da boca, dentro da língua. Eh, o processo convulsional, ele causa enriquecimento físico severo que inclusive pode travar o maxilar a ponto de cortar o dedo. Cortar o dedo. Au, olha só. Então, é muito importante que e não introduça qualquer outra coisa na boca. Tem algumas pessoas que pensam em colher, coisas do gênero, não. Só coloque de lado, perca o pescoço e chame por socorro, né, na esperança de que tem outras pessoas também habilidosas para conseguir conduzir aquilo, chamar o SAMU, coisas do gênero. Olha só, interessante demais, né, a sua fala, fala da Beatriz, é, eh, aqui explicando, né, eh, toda a situação e, e como a gente pode fazer para agir nesse momento, né? Agora, falando em ação, a as ações que nós temos visto, infelizmente, é filmar, né? Olha só a diferença, né? Da ação que o Jeferson trouxe pra gente e a ação de pegar um celular, apertar o recar colocar nas redes e para ganhar um like. Gente, parece que filmar é a forma de estar presente sem assumir o peso da responsabilidade pelo desfecho eh daquela situação, né? Por que que eh o registro digital, o ato de filmar virou uma espécie de escudo, né, que acaba substituindo o socorro real em situações de emergência. Tem muita gente, olha só, teve tem situações que a gente vê de alaramento, né, de acidente. São várias situações e que a gente assiste ali na rede social. Eh, tem uma pessoa, a pessoa tá filmando e aí os comentários é assim: "Poxa vida, mas e por que que você tá filmando? Por que que você não larga o celular e vai lá ajudar, né? O que que acontece? Qual que é esse conceito? Eh, é uma descompaixão? O que que é isso, Beatriz? Eh, quando quando você tem essa questão da rede e o like, você tem a recompensa. Ah, perfeito. Uhum. E essa recompensa gera ali um repertório. Então, novamente, se acontecer uma situação de risco em que eu estou na numa situação, ocorreu acidente, não consigo ajudar, OK? Qual que seria a minha tendência? Uhum. Ir lá ajudar ou, por exemplo, ir gravar de novo para receber mais um uma curtida? Nossa. Então essa questão da recompensa do ambiente também interfere muito, né, nas questões. Pode ser que hoje os integrantes lá do reality com todo esse contexto Uhum. ele numa situação em que aconteça novamente, ele tem uma ação diferente em vez de ficar parado. Por quê? porque teve uma repercussão aversiva em relação aos comportamentos que pode vir a ser que reflita sobre como ele se posicionou, algo do tipo. E pode ser uma questão também de que ele se sinta confortável a tal ponto que ele já não tem mais tanto medo do que aconteceu, porque ele já vivenciou aquela experiência ali inicial e que ele consiga ali ajudar de alguma forma, seja chamando, seja estando do lado. O que é diferente, por exemplo, nessa questão do like, porque existe um ganho em que todos estão disputando, que é isso que a gente percebe, aconteceu um acidente de carro, é uma ou outra pessoa ajudando, ligando e as outras tudo para poder ficar colocando, né, tirando na rede, gravando e etc. Por quê? Porque existe o reforço, o reforço positivo, a evidência. Eu estarei colocando essa informação na rede. Mas para que essa informação? Para comunicar que houve um acidente, que foi grave ou para mostrar o quanto eu estava ali a pessoa certa na hora certa? Por isso eu preciso desse like. Uau! Olha o super ego aí, Jeferson. Nossa, eu achei fantástica a tua fala. Sim, a gente viaja, né? Muito bom. Eu fico imaginando também. Eles vão falando e e vai passando um filme na minha cabeça. É maravilhoso falar com vocês. Vai lá, gente. Obrigado. Obrigado. Eh, eu fiquei pensando no que você falou, Beatriz, dessa da construção. Eu voltei um pouco na construção da empatia pensando que existem aspectos sociais importantes para construção disso. Quando a gente fala de redes sociais, a gente fala de uma rede para uma sociedade. E falar numa sociedade é falar de que maneira ela opera. Sim. Eh, e hoje a gente opera dentro de um sistema, né? Sim. Impossível não dizer, né? um sistema capitalista, individualista, meritocrático, em tese, né, que que defende essa essa meritocracia e que essa individualidade ela foi se confundindo com a individuação. Processo de individuação é um processo saudável que faz parte da construção da personalidade. Eh, a individualidade, ela também conseguir separar o que é meu, o que é seu. Eh, o egoísmo não é necessariamente a individualidade em si, é um aspecto disfuncional e na maioria dos casos da individualidade. E e a sua expressão, Rober, do escudo, ela é muito importante da gente colocar aqui, né? Ela é conceitual para essa conversa, porque o escudo ele me protege do que pode vir a mim, daquilo que eu faço ou daquilo que eu poderia receber. Quando se filma, não se filma. filma lá. Exato. Então você não tá Uhum. Se você não tá, você não está vulnerável à situação que é vulnerável. Então você só expõe, então você tá protegido. Quem é você? Se você não fala, é só um vídeo. Nossa, gente, profundo. Não é ninguém. Uhum. É, mas é você porque tá no seu perfil e você vai ganhar like. Então, esse essa ânsia por ser alguém, mesmo deixando de ser você. Uau! A a eh desconstrução da personalização. Aham. É como se eu vivesse de uma forma que eu quisesse ser aquela pessoa, mas não sou, que é isso que o Jefferson tem trazido. Estou expondo alguém que ainda não é real, mas ao mesmo tempo o que está me proporcionando como experiência é muito real. Por isso que eu preciso do like e da curtida e de divulgar mesmo mediante a situação em que o outro está em risco, porque afinal de contas a responsabilidade é dos que dos outros que está atendendo. Exato. Vai lá, Jefers. Eh, e de um aspecto também que agora da sua fala, né, que me mobilizou bastante, eh, de pensar de novo nas condições de ajuda. Uhum. Quando a gente pensa num processo de cuidado, de alguma maneira foram nos vendendo de que a gente precisa ser especialista para tudo. Exato. Para cuidar. Então, quando a gente vê um acidente, né, eu não sou do SAMU, eu não sou, eu não sou médico. Eh, de fato, né, existe protocolo do não toque, mas não de que não haja uma ação. Não tocar não significa que não possa haver uma ação. Sim. E essa ação ela ela é relevante da gente relembrar, né? Então, quando de novo, fala do exemplo, você falou da enchente, né? Eh, eu fiquei aqui fabulando em mim, né? O que faz uma pessoa preferir filmar do que necessariamente ajudar? Será que ele pensa: "Ah, mas eu não sou bombeiro, mas eu também posso me afogar com aquela situação? Quais são as condições que eu tenho para conseguir ajudar?" E aí se protege de novo, o escudo se protege no vídeo, mas não que não possa fazer alguma coisa, né? Existem algo que poderia ser feito além do filmar, como gritar, como acalmar a pessoa, ver quem tem outros recursos. Mas aí a gente volta na construção social. Se nós estamos sendo ensinados socialmente a sermos cada vez mais individuais, como que a gente cuida, conta com o grupo para conseguir agir? Verdade. Verdade. Essa questão de ajuda é interessante. Olha só como a nossa conversa ela vem se construindo e a gente fala de ajudar, né? ajudar a dar trabalho, né? Porque aí, olha só, envolve de repente você precisar levar ao hospital, de repente você precisar ser testemunha de algo e você acaba se envolvendo emocionalmente, né? esse pós eh é uma das situações acho que mais eh pode assustar as pessoas no nesse momento também influencia nessa nessa ação, Beatriz, porque se você para para analisar, você vai ajudar alguém ali. Ã, eu sou daquelas que vou me envolver emocionalmente. Pode ser que nem todas as pessoas se envolvam, mas no meu, eu, no caso, eu com certeza vou me envolver e vai sim eh demandar o pós, o pós ajuda, né? Eh, tem essa questão dessa responsabilização. Isso. E essa é a questão. A partir do momento que eu me torno pertencente à situação e ao cuidado daquela pessoa, eu me torno responsável pelo que vai acontecer ali posteriormente. Não necessariamente. Muitas vezes eu não tenho que, por exemplo, que ir dar depoimento, mas talvez tenha que acompanhar até a ambulância ou às vezes vai ter que ir até o hospital, mas colocar-se na responsabilidade pelo outro do qual eu não conheço e que está ali numa situação vulnerável, eu tenho que estar muito centrado e muito ter autoconhecimento de mim mesmo para conseguir ofertar essa responsabilização que tá na na pessoa que tá sendo vulnerável, né? Um ponto bem, eh, conversamos sobre ajuda aquela questão do rapaz que foi largado lá no na floresta, né? Exatamente. No Paraná, né? E esse ponto foi até onde vai essa responsabilização? Porque até então nós estamos conversando numa situação em que o ambiente estava ali controlado e as pessoas em si sabiam que alguém viria ajudar, mesmo que seja ali demorado ou não. No caso desse rapaz não. E eu foi convidativo participar de uma atividade e aconteceu que aconteceu que ele ficou vários dias tal. E quando relatado sobre a responsabilização do por a amiga deixou ela eh ele lá, ela falava: "Olha, eh eu tinha que acompanhar, eu tinha que fazer o que eu tinha que fazer". E aí nós falamos: "Até onde está essa empatia? Até onde o meu objetivo é acima da vulnerabilidade do outro?" Uhum. Até onde nós conseguimos entender o que é empatia real? O que é a minha necessidade individualista? Estamos vivendo em qual sociedade? Qual reformulação da empatia? E a vida do outro me importa mais ou não que a minha? Nossa, gente, eh, se a gente para para analisar mesmo essa questão que você tá falando aí do rapaz, né, que que ficou lá, foi fazer a trilha com a moça. Aham. E aí, eh, acabou sendo deixado para trás. Então, mais uma vez, eh, mais um exemplo, né, dessa, desse nosso programa, do tema de hoje, que eu acho que é importante a gente começar a analisar com mais cuidado, né, os detalhes, o por que tem acontecido isso, Jeferson. Nossa, eu tô muito animado. Vamos lá. É muit sim. A gente vai puxando coisas e e é impressionante a gente quando a gente fala do ser humano, né? É um autoconhecimento diário, são detalhezinhos, mas que se a gente traz para pro hoje, pro aqui, pro agora, faz a gente pensar muito sobre Sim. Sim. que esse é um ponto, Rub que você colocou muito importante, eh, o aqui agora, que que é estar pleno naquele momento que está exatindo. Uhum. Quando a gente fala de condições de valor, né, vou voltar esse conceito, ele dialoga também com esse caso que a Beatriz colocou. Eh, o o que estava mais condicionado para aquela pessoa, seja para aquela aquela mulher, né, que que abandonou o carinha, seja pelos participantes do Big Brother, né? é o que eles tinham a ganhar ou que eles tinham a perder para eles. Isso são as condições de valor. E quando a gente pensa de novo, né, volta na numa questão de acidente, de enchente, de novo, condição de valor. Eh, você falou que quando que quando você se sente mobilizada, você vai até no paisaja, né, naquilo que precisa da responsabilidade. Exato. Eh, eu já ouvi pessoas falando que elas não ajudam, porque se elas precisarem ir pro hospital, elas vão perder o dia de trabalho. Exato. Eh, o meu chefe não vai acreditar que aquilo aconteceu. Uhum. Isso é uma condição de valor. Perfeito. Eh, o que eu tenho enquanto indivíduo que eu posso perder se eu for ajudar o outro a não perder, né? Que quando a gente fala de uma condição de violência, de uma condição de vulnerabilidade, a gente não tá falando mais de quem vai ganhar, a gente tá falando como não perder. Uhum. Uhum. Só que se eu sinto que eu tô perdendo dentro dessa estrutura social que a gente tá, coloca-se na balança e numa construção social em que individualismo ganha, é mais eu que o outro. Exatamente. Eh, então é essa é uma questão muito importante de se lembrar, né, de quando a gente vê desse caso que a Beatriz colocou, a moça ela volta dizendo que ela tinha que fazer, né? Ela tinha o percurso para fazer. Depois ela coloca o quanto a relação tava desconfortável, então ela não sustentou a aquela conversa, aquela relação, aquele cuidado e foi por ela, só foi por ela. Então, a individualidade pura é ele é um caso extremo eh em relação ao que a gente viu no Big Brother, que teve uma repercussão, né? As pessoas se mobilizaram e qual é a repercussão pós Uhum. Tudo isso nos indivíduos é muito comum pessoas que elas não tomam atitudes de cuidado que depois elas se sintam ocupadas, eh, decepcionadas consigo mesmo. E lá na situação do Big Brother a gente viu isso acontecer das pessoas lá em cima dos palanquinhos, ajoelhada de mão no rosto, sofrendo. Sim. pela situação pela situação e pela insignificância deles, né, de deles terem percebido que eles colocaram os valores em eh maior do que o cuidado. Exatamente. Nossa, 8:37, né? A gente tá aqui falando eh eh de ajuda, né? Você consegue eh ajudar alguém? Você já passou por uma situação dessa? manda sua mensagem pra gente que daqui a pouquinho a gente quer interagir contigo aí do outro lado. Nosso programa tá tão gostoso e acho que é importante demais a gente trazer esse debate, até porque a gente precisa eh entender sobre a essa essa essa ação, né? E depois a reação também da gente, eh, você fica paralisado, você vai filmar, você vai ajudar ou você pensa nas consequências de de repente você oferecer essa ajuda. O que que acontece, Beatriz, no nosso cérebro? Eh, nesse caso são eh eh deve dar um negócio assim, eu não sei explicar porque eu não entendo, não sou, né? Mas assim, deve dar uma uma ligação de de algo para dar uma adrenalina muito forte nesse momento. E mesmo que a pessoa não tá ajudando, ela sente, né? Ela deve sentir algo assim e paralisa. E essa sensação de paralisar e é a vontade de ajudar, como é que a gente consegue controlar e administrar isso? Porque de repente o cérebro tá ali, né, num curto circuito falando: "Eu preciso ajudar, eu preciso ajudar". Só que daí o corpo ele não responde e não consegue movimentar. Isso acontece também na maioria das vezes, né? Sim. Eh, eu vou falar de forma mais simples, né? Eh, o sistema de adrenalina vem, faz essa questão de descarrega mesmo no corpo, né? E isso desencadeia algumas coisas, né? E essa questão do travar, do parar, é no parassimpático. A pessoa para e isso eh mesmo que ela esteja ali, buscando eh mentalmente agir algo, isso ela trava, corpo não responde, ela trava. Por quê? Porque o sistema dela ali foi disfuncional para ela. Aquilo foi tão impactante que ela não conseguiu agir com a ação. Então o corpo entendeu que aquilo é um momento de emergência e parou. Uau! É, quando a outra pessoa se dispõe a agir, é sinal de que o corpo dela entendeu que existe ali uma emergência, mas que de alguma forma ela consegue sobressair daquela situação. Então ela não trava por conta de que ela consegue entender que ela consegue dar conta daquilo de alguma forma, mesmo que seja para ficar do lado da pessoa sem fazer nada, só esperando acalmar. Tem muitas crises de ansiedade em que as pessoas acontecem ali e aí ela busca ou um lugar ou deita e a outra pessoa vem, deita ao lado ou chega ao lado ou põe a mão, algo do tipo. E aquilo tranquiliza ela. Por quê? Porque ela se sente apoiada, ela se sente acolhida, né? e passa aquele momento e aí depois reflete sobre a vida dela. Então, essas reações orgânicas que o nosso corpo tem eh também é desencadeada pela parte cognitiva, né? Então isso possibilita com que nós ficamos cada vez mais expostos. Porque que médicos e enfermeiros em uma situação muito grave, eh, ele já vai na ação, porque ele já tem essa dessensibilização muitas vezes em ambiente que já tá favorável paraa profissão dele. Exato. Então, já não, ah, a perna tá aberta, ele já não sente mais aquela reação de paralisação ou algo do tipo. Aí o pensamento dele é: "Como é que eu posso resolver?" "Ah, é assim, assim, assim". Aí já vai pedindo, né? ali a medicação, a intervenção necessária. Então, o ambiente também faz essa questão dessa dessensibilização ou não, né? Então isso também interfere bastante. Nossa, gente, impressionante. Eu no momento de e eh que eu preciso, que eu esteja em um stress elevado assim, eh comigo já aconteceu várias vezes e eu funciono dessa forma, eu não sei, eu vou e faço o que tem que ser feito. Só que depois que o ambiente está, a situação está resolvida, pode chamar o SAMU para mim. Po, gente, é impressionante de eh descarrega algo assim que eu eu fico realmente se se precisar intervir em alguma situação, eu vou intervir, vou ajudar, mas depois eu vou ficar muito mal, que de repente até ter crise de ansiedade, enfim, o que que acontece com a gente, Jeferson, isso é estranho, né? Mas eu não consigo segurar a onda. A hora que vem eu vou lá e vou em cima e vou ajudar. Só que depois eu já sei que é assim, depois eu paraliso. Eu tava pensando aqui se eu ia falar desse estudo, mas me parece que ele é bem pertinente. Quero falar de dois. Eh, um sobre vínculo. Uhum. Existem estudos que apontam que quanto mais vínculo a gente tem, mais propensa a gente é a agir. Uhum. Em relação a alguém. Uhum. Eh, e que isso dialoga com o segundo estudo que fala o que faz o homens agirem mais em determinadas situações e mulheres agirem mais em determinadas situações? E isso tem a ver com a construção social. Eh, desde pequeno, eh, os meninos é que são muito mais estimulados socialmente a serem corajosos, isso do que as mulheres. Isso não quer dizer que as mulheres não são corajosas, elas são muito corajosas, mas todo o nosso funcionamento cognitivo, ele é ensinado. Perfeito. Então, vão nos ensinando. Então, aspectos eh afetivos importantes, como, por exemplo, a maternagem, como a gente bem colocou aqui, eh, o seu papel social na família. Então, uma pessoa que ela é colocada sistematicamente como cuidadora da família, ela tende a agir mais do que aquele que é colocado como que é para ser cuidado, o mimado ou a mimada. Perfeito. Muito bom. Então, pensar no vínculo. Uhum. Talvez a gente tá falando de que você se vincula muito, né? seizamente. Então, porcular, por perceber que, pô, o outro é tão humano quanto eu, ele precisa de tanta ajuda quanto eu. E um terceiro ponto que a Beatriz colocou, muito importante, é da fragmentação do processo. Eh, o quanto que essa dita frieza que muitas vezes o as situações de emergência nos convidam, né, médicos, eh psicólogos de situações de emergência, eu eu não consigo esquecer de toda a intervenção dos psicólogos com embrumadinho quando teve aqueles examento de dejetos. Eh, essa dita freeza, ela vai funcionando no aspecto psíquico de fragmentação, em que não existe um sujeito inteiro, existem partes desse sujeito que a gente precisa ir cuidando. Então, o médico quando ele v uma situação de urgência, ele não vê o ser humano inteiro que sofre, ele vê o pedaço quebrado. Verdade. E aí ele cuida do pedaço quebrado. Exato. Exato. Porque esse óleo todo é pesado. O sofrimento é pesado. Sofrer dói na gente. dói ver outro que a gente admira, respeita, considera sofrendo também, que aí de novo a gente volta da vinculação. Então é muito comum uma técnica de situação de emergência, inclusive de psicólogos, né, é trabalhar essa dita fragmentação, situações de crise de ansiedade. Onde você está, o que você está sentindo? Você sente onde você tá sentando, você sente sua respiração? Respire. Conte até três. Você sente o ar sair? Então vai, vai separando e esse funcionamento, não vira tudo uma coisa integrada. Então a respiração que ela é super comum, a gente ajuda o sujeito tomar conta da respiração. O olhar que é super comum, onde você está olhando, você está olhando para mim? Você tá me percebendo? Você tá sentindo o meu toque? É fragmentar para depois integrar. Nossa, gente, que maravilha, né? Quanto conhecimento a gente absorve, que delícia. 8:46. Pessoal tá avisando, tem perguntas, então vamos lá, vamos responder aí. nossos telespectadores. A gente vai até às 9, depois a Ía vem direto da central IA de informações, né, trazendo eh informação aqui de Campinas, Brasil, mundo, cotação dólar, euro. Daqui a pouquinho, depois do nosso estúdio Câmara tem Íria direto da Central Iá para você. Ana Paula Ribeiro do Parque Prado. O cérebro reage diferente quando a emergência envolve alguém conhecido, boa, em comparação com o desconhecido em local público. Nossa, verdade, hein? Vamos lá, Beatriz. Sim. Eh, a comparação eh é bem é bem diferente. Eh, vou dar um exemplo bem simples. Quando você entra num beco escuro e você tá andando, já tá nesse beco e aí você percebe que alguém está ali entrando junto no começo da rua, você já entra no modo process, né, e de apreensão. Uhum. E por o seu autocuidado automaticamente isso vai fazer com que você reaja de uma forma de fuga, né? fuga esquiva ali, ele vai tentar andar mais rápido ou correr ou ligar para alguém ou algo do tipo. Quando isso ocorre e em situação de conhecido, a parte afetiva, emocional, de ser alguém que eu conheço, de ser ali o meu parente, fica muito mais acentuado. E isso às vezes ocorre de eu não conseguir pensar, raciocinar na hora efetiva, porque a parte emocional tá abalado. Lembra da história que o Jefferson contribuiu aqui? O médico ele pega, por exemplo, ah, o osso que tá quebrado. No caso, quando é é um conhecido, é um familiar, eu vou olhar pro rosto e aí eu vou lembrar as coisas que essa pessoa me representa. Mesmo que eu esteja vendo ali o osso, eu não vou focar no osso, eu vou estar ligada emocionalmente com o que aquela pessoa representa. Então, por isso que muitas vezes em relação ao à família ou alguém conhecido, é mais difícil às vezes a pessoa separar e conseguir fazer uma ação efetiva por conta disso. Excelente. Muito bom. Vamos lá, mais uma pra gente aí. A gente já passa pro Jeferson. Essa 8:48 estúdio Câmara para você ao vivo. Diego Moura do Centro. Depois de não ajudar, muita gente fica com culpa. Uhum. Como lidar com esse arrependimento e transformar isso em atitude diferente da próxima vez? É, a gente até falou da culpa aqui. Vamos lá. Jefersum aceitando seus limites. Uhum. Aceitando o que você fez, aceitando o que você não fez e entendendo a diferença entre culpa e responsabilidade. Sim. Culpa é excesso de responsabilidade. Quando eu carrego a minha responsabilidade e entendo que eu carrego a responsabilidade do outro. Uhum. E e não, a gente não consegue fazer isso. Por mais que a gente sinta isso, a gente não consegue carregar o que é do outro, porque o outro é do outro. Então, tomar consciência de como você se sentiu, do que aconteceu em você, é um primeiro passo para agir da próxima vez, que não necessariamente vai acontecer, que de novo, como a gente colocou aqui, é importante estabelecer condições, porque quando a gente fala, ah, de ajudar, ajudar o que, em quem, no que, quando e como, são muitos aspectos da construção do cuidado. Eh, o que a gente precisa ser ter sempre em mão, né, como o Diego bem colocou, é o desejo por ajudar. Se há um desejo de ajudar, há um movimento interno de buscar dar conta dessa nessa necessidade que você construiu. Se eu crio a necessidade de ajudar, eu me desenvolvo em relação a isso. Ex. Então o fato de já existir um sentimento de culpa parece existir uma predisposição em fazer algo. Então cuidar disso. Eu inevitavelmente eu não deixo de sugerir processo psicoterapêuticos grupos a busca por autoconhecimento, seja pela leitura, especialmente por profissionais adequados. Muito bom. Faltando 10 minutinhos para as 9. Eh, mais duas rapidinho a gente consegue, né? Então tá bom. Vamos lá. Bruno Lacerda, Jardim Nova Europa. O acérebro quando vemos alguém passando mal e ficamos paralisados mesmo entendendo que a situação é grave? É, eu perguntei mais ou menos isso, né? A a Beatriz explicou um pouquinho, mas dá uma resumida pro Bruno, por favor, Beatriz. Então, Bruno, eh, nosso sistema ele é ativado através, né, na noradrenalina, adrenalina e é ativado o nosso sistema parassimpático, é aquele que para, é aquele que entende que está numa situação de risco e ele vai guardar o máximo de energia paraa sua própria preservação, tá? Eh, de modo simples, é isso que acontece. Porém, o que que difere, né, essa questão do outro fazer e esse de não fazer é justamente isso. Às vezes a pessoa nunca passou, teve uma exposição também no ambiente de passar uma situação e eh de de atropelamento que viu atropelamento, tem e eh aversão a sangue, então tem todos um contexto no ambiente e o quanto o outro tá sensibilizado ou não às vezes com o que tá acontecendo. Se você às vezes pegar uma outra pessoa que tá acostumado com uma questão de violência ou uma questão eh de ambiente ali às vezes periférico, que existe mais eh situações aversivas, ele tem uma reação diferente muitas vezes eh de outras situações, lógico, não só nessa questão do ambiente, nesses ambientes, é só uma questão do exemplo, tá? Eh, e isso faz com que, eh, o indivíduo, com toda a sua bagagem interna e seu autoconhecimento, esteja ali por inteiro, né? É muito o que o Jeferson falou, essa questão do autoconhecimento é muito necessário, não só para conseguir saber quem é você, mas você saber suas limitações e do que, principalmente, você é capaz em uma situação de e eh máximo de risco, né? Uau, quanto ensinamento. 8:52, gente. É tão gostoso, né? vai falando e e vai criando mais informações, mais informação, mais informação e a gente daqui a pouquinho tem que encerrar. Dá tempo para mais uma. Diz que sim, porque tá bom demais esse bate-papo aqui, gente. Vamos lá. Camila Rezende da Vila Industrial. Como orientar crianças? Olha isso. Bom, crianças e adolescentes para não filmarem tragédias e sim chamarem ajuda. Isso precisa ser ensinado em casa e na escola. Vamos lá, Jefferson. Interessante que esse é o maior maior campo de estudo meu e de trabalho. Olha que legal o atendimento a crianças adolescentes, vítimas de situação de violência. Olha aí que interessante. E como a Camila bem colocou, existe um ponto importante aí, é muitas vezes filmar é o que salva. É verdade. Eh, porque é a condição que se tem. O importante é orientar as crianças e os adultos, porque os adultos é que cuidam das crianças, né? A a desenvolver protocolos de cuidado. É um o ponto que a Beatriz colocou mais no começo do programa, né, do Japão, muitos estados dos Estados Unidos e muitos lugares aqui no Brasil também, é de desenvolver junto à criança adolescente protocolos de cuidado. Uhum. ensinar o telefone da polícia, o telefone do bombeiro, eh ensinar o telefone do SAMU. Uhum. Deixar muito claro o telefone, um contato de um parente que possa buscar na necessidade ou ou de um vínculo social fortalecido. E e o a primeira coisa que precisa ensinar para uma criança em situações de risco é gritar. Exatamente. Gritar. é gritar, porque isso chama a atenção, isso mobiliza outras pessoas. Essa não paralisia, muitas vezes a gente vai ensinando as crianças, não chore, não grite, não é o contrário, griteade. Grite e a depender da idade da criança, quando a gente fala de criança, a gente fala de três fases da infância, né? Se a gente fala da última que é dos 9 aos 12, ela já sabe ligar, ela já sabe recorrer aos serviços, já sabe recorrer a aos locais, né, dentro das escolas, desenvolver lá dentro também protocolos de urgência e emergência, ensinar as crianças a se comportarem em situação de emergência, formar fila, ir para um lugar e pro outro, como que eles ligam, como que eles falam, por que é importante ligar pra polícia e não fazer trote, por que que é importante ligar pro bombeiro e não fazer trote? Sim, o o ensino é o que vai emancipando as crianças, é o que vai emancipando os adultos e o que vai criando condições para que eles não fiquem tão paralisados e sim consigam agir dentro das condições peculiares deles. Uau, gente, muito bom. 8:55 a gente precisa encerrar, mas a gente quer agradecer de coração você que tá aí em casa, que acompanhou esse programa, já tá disponível no YouTube. Repasse, quanto mais informação a gente repassar. melhor é, né? A informação ela quando compartilhada e eh ela alcança massas assim que a gente às vezes nem nem imagina. Então, quero agradecer demais, Beatriz. Sensacional, que delícia, quanta informação, quanta troca. Considerações finais, por favor. Muito obrigada. Bom, eu só tenho agradecer, né, a oportunidade e ao meu colega, né, presente aqui, a Rúbia, e também eh deixar de de dica mesmo, de buscar esse autoconhecimento, não só por a questão da empatia, mas hoje nós vivemos em uma sociedade que tem adoecido muitas vezes as pessoas e essa dessensibilização dos sentimentos que isso aflorado, como o Jefferson falou, Estamos aprendendo a não falar sobre e é muito ao contrário que nós devemos fazer. Então, é importante buscar, né, eh, essa questão dessa ajuda, mas com pessoas realmente de referências aí de profissionais qualificados. Excelente. Mais uma vez, muito obrigada. E você, Jeferson, gratidão pela sua presença, pela sua entrega. Nossa, que dupla vocês dois. Obrigada, viu? Obrigada mesmo, viu Jeferson? Considerações finais, por favor. Sim, sim. Tem uma frase que eu gosto muito de Mahat Mag. Antes de querer mudar o mundo, mude a si mesmo. Então, cuide-se, cuide-se, se perceba, se entenda, eh, e se respeite. Eu não tô falando aqui de individualidade, tô falando de egoísmo. Tô falando de se considerar, de entender que você é alguém também e que você também pode fazer algo para ajudar outro alguém. Eu não consigo esquecer essa frase, ela me mobiliza muito. Agradeço mais uma vez o convite aqui. Gostei muito de estar aqui com vocês. Sim. E curta, compartilhe e comente, hein? Ah, é isso aí. A gente agradece. Você é de casa, né? E que a gente saia daqui entendendo que empatia eh é importante a gente estudar sobre, né? E às vezes sem ação é apenas uma observação. Então o que você tem observado e como você tem agidido? É importante a gente parar, analisar e se a gente conseguir mudar 1% eh por dia, eu acho que faz toda a diferença. Então, muito obrigada mais uma vez aos nossos convidados, a vocês de casa, esse bate-papo tão necessário, né? E amanhã nós temos estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo novamente. E nós vamos falar sobre o futuro que já chegou e brilha como prata. É, você sabia que o público com mais de 50 anos movimenta quase R 2 trilhões de reais por ano no Brasil? É a economia prateada. Amanhã a gente vai entender porque os grisalhos são a maior potência de consumo e inovação do mercado atual. A gente te espera amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. A Iria tá chegando aí direto da central IA de informações, trazendo informação Brasil, Mundo, Campinas, eh, informação atualizada para você. Quem não sabe, a Íria é a nossa jornalista de inteligência artificial que vem comandando a central IA de informações. Então não perde não, você muito bem informado em instantes com a IRA e depois ao meio-dia nós temos Câmara Notícia também com informações atualizadas para você, Gabriel Castro, Mirnabu e toda a nossa equipe de repórteres trazendo muita informação ao meio-dia para você. Então fique ligado, sem contar que a programação da TV Câmara Campinas está impecável, feita com muita responsabilidade e muito carinho, especialmente do grupo Mais para você que tá aí do outro lado. Beijo grande, fique com Deus, uma semana linda e abençoada e até amanhã.
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