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Ông Olá, [música] muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Meninas, estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje, dia 27 de janeiro, terça-feira. [música] E hoje vamos mergulhar em um oceano de oportunidades que brilha tanto quanto os cabelos de quem já acumulou muita história. Você já ouviu falar em economia prateada? Se você tem mais de 50 anos ou planeja chegar lá com saúde, autonomia, você faz parte desse ecossistema que movimenta trilhões globalmente. [música] Vamos entender porque o mercado finalmente acordou para a potência da maturidade e porque o envelhecimento ativo é o novo motor do Brasil. Participe com a gente, mande sua mensagem através do nosso WhatsApp, já está na sua tela. As nossas convidadas também já estão conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las, mas enquanto isso vai mandando a sua mensagem pra gente. WhatsApp tá aqui, ó, 1997829377. Você já tá aí no 50 [música] mais, 60 mais. Como é que você se sente, né? E como que você vê a economia, né, para esse público? Como você vê eh a questão eh das pessoas empreendedoras 50 mais? Mande, participe, mande pra gente a sua experiência. Nossa produção está com WhatsApp aberto aguardando a sua participação. 19978293776. [música] Enquanto você manda sua mensagem, nós vamos atualizando algumas informações. Daqui a pouquinho a gente apresenta as nossas convidadas e já já a gente começa então o nosso bate-papo. Vamos lá, gente. Atenção você que quer se qualificar ainda nesse começo de ano. Mais de 50% das vagas do CPROCAMP já foram preenchidas e ainda dá tempo para garantir a sua. Ao todo, são 20 opções de cursos em várias unidades de Campinas, com formações como informática básica, operador de empilhadeira, cuidador de idosos, criação [música] de websites e muito mais. Os cursos são bem práticos, ideais para quem busca o primeiro emprego ou então a recolocação ou só a atualização de currículum. A duração varia entre 10 e 20 semanas. E olha o ponto importante, [música] a inscrição é presencial, tá? na unidade onde você quer estudar do CPROCAMP. As vagas são por ordem de chegada, então a dica é não deixar [música] para depois, né? VG, CPF, comprovante de escolaridade, comprovante de endereço e uma foto 3x4 [música] recente, tá? Com originais e cópias. A previsão é de que as aulas comecem [música] em fevereiro. Para ver os cursos, períodos, requisitos, eh, você pode acessar o site, tá? fumec.gov.br/c br/cprocamp. E olha só, mais oportunidades chegando para você na sua tela. O Senac da região de Campinas de Piracicaba está com 13.149 vagas em bolsas [música] de estudo 100% gratuitas agora para o primeiro semestre. As oportunidades estão em Campinas, Rio Claro, Itapira, Americana, Moj, Iguaçu, Limeira, Piracicaba e também no Centro Universitário Senac Águas de [música] São Pedro. Essas bolsas, gente, são pelo programa Senac de gratuidade. No total, o Senac oferece 22.461 oportunidades em cursos de formação profissional voltadas às demandas do mercado de trabalho aqui na nossa região. E tem mais, [música] além das bolsas gratuitas, existem também 9.312 312 vagas para cursos pagos com possibilidade de descontos conforme as regras do site. Ou seja, serve para quem busca primeiro emprego, recolocação ou atualização profissional. Quer saber requisitos, carga horária e quando começam as turmas? Acesse lá. Senac [música] e aliás, www.sp.br. Olha só quanta oportunidade, não é? Vamos lá. Previsão do tempo para hoje. Como é que fica o tempo aqui na nossa metrópole? Sol com algumas nuvens. É aquele clima típico de verão, né? Pancadas de chuva à tarde e à noite. [música] Mínima 18, máxima 28º, tempo estável aqui na cidade de Campinas. Vamos lá então ao nosso tema central, falar, né, sobre essa economia prateada. Mas antes da gente conversar com as nossas convidadas, vale a pena a gente olhar para os números que desenham esse novo Brasil. Hoje de 35 milhões de brasileiros já fazem parte da chamada geração prateada. E se engana quem pensa que esse público está parado. Um levantamento recente mostra que o número de trabalhadores com mais de 60 anos eh cresceu quase 70% na última década. Estamos falando de um mercado que injeta quase R 2 trilhões de reais por ano na nossa economia. mais do que um dado demográfico, esse fenômeno econômico que o SEBRAI aponta como uma a maior oportunidade de crescimento para os pequenos negócios, gente. É isso. Olha só, é com esse cenário de pujância que a gente abre a nossa conversa de hoje. Então, vamos apresentar os as nossas convidadas para debater esse tema fascinante. Recebo hoje aqui no estúdio a Mônica Cristina Guberman. Ela é psicóloga clínica. Quero dar aquele bom dia especial para ela que tá aqui contribuindo com a gente. Bom dia, querida. Bom dia a todos. Gratidão pelo convite. A gente que agradece você por ter vindo participar desse estúdio Câmara. E pelo Zoom a gente conversa com a Sandra Fiorentini. Ela é consultora de negócios do Sebrai São Paulo. Bom dia, Sandra. Seja bem-vinda. Bom dia a todos que nos assistem. Bom dia a vocês aí do estúdio. Maravilha. Vamos lá então, Mônica. A gente vê esses números agora, né? Eles mostram uma geração que não quer mais isolamento. Então, eh, como a psicologia explica esse desejo de reinvenção que faz com que as pessoas 60 70 mais sinta que está apenas começando um novo capítulo? Bom, vamos lá, né? Eh, tem muita coisa pra gente conversar sobre isso. O processo de evolução do planeta, de tantas transições, de tantas coisas que vêm acontecendo ultimamente, traz muito essa essa necessidade de renovação. Uhum. num espaço de tempo muito curto, de poucas décadas, a gente observa que tem uma uma mudança assim fundamental e significativa nos hábitos, nos costumes, nas relações familiares e na oportunidade, principalmente, eu poderia, né, colocar dessa forma, da mulher na na entrada do mercado de trabalho. Isso trouxe uma mudança gigantesca, isso ampliou horizontes. E o que que está acontecendo? As pessoas vão ter uma tendência pela pelas aquisições da medicina, pelo desenvolvimento da ciência, de medicações, de vacinas, de remédios, de toda uma qualidade de vida que vem sendo muito falada. As pessoas irão terão uma tendência, que é o que a gente já observa, a viverem mais. Uhum. Uhum. E eu falo e eu tenho ultimamente trabalhado não só com adultos, né, de 30, 40 anos, mas tem surgido idosos também, idosos, idosas, né, e eu costumo trabalhar muito com eles essa questão e com os mais jovens também. O que é que você pretende fazer pelos próximos 20, 30 anos da sua vida? É muito tempo para ficar, né, parado, sentado em casa vendo televisão, não é por aí. Então eu acho que tem todo um movimento de mudança comportamental que vem acontecendo. As coisas não surgem do nada da noite pro dia, né? Então, eh, esse esse movimento de se reinventar, ele eu chamaria, a expressão que eu usaria, que me ocorre agora, é necessário enquanto sobrevivência emocional. excelente diante de um mundo eh de grandes transformações, de situações inesperadas. A gente acorda de manhã, não sabe o que que vai acontecer no sentido político, econômico, geopolítico, enfim, tá tudo muito conversando, todas essas áreas conversando entre si, né? Então, essa necessidade de buscar novos desafios, novos horizontes para além da aposentadoria, para além dos 50, 60, 70 mais, se torna absolutamente fundamental. Excelente, né? E e é a quebra do mito. Eu não gosto muito desse termo melhor idade, né? Mas se a gente falar eh muitas pessoas usam ainda, né? melhor idade. Mas a gente pode quebrar esse paradigma de melhor idade. Não fale mais melhor idade, vamos falar idade ativa, né? Idade ativa, idade produtiva. É isso. Ô Sandra, você que lida com gestão, direito empresarial, com pequenos negócios, né? Eh, qual que é a avaliação que você faz dessa economia prateada, né? O mercado ele tá preparado para isso? Vem se preparando para isso? Ol, eh, infelizmente não, mas as pessoas eh o Brasil já está envelhecendo algumas décadas, né? E esse novo público, né, que é o 50 mais, ele está buscando melhor qualidade de vida. Então isso eh eh confirma o que a doutora colocou relativamente a maior longevidade e hoje eh oado não está preparado. Comunicação, marketing é investido paraa geração Z e Millennium. Perfeito. Só que a geração 60 mais, ela já tá estabelecida financeiramente, já sabe o que quer, mas o mercado não está vendo esse início. Então, estão investindo na geração Z milênio, que ainda não tá estabelecida financeiramente e não estão atendendo a esse essa gama da nossa população que só está crescendo e que está ativa, que já tá estabelecida financeiramente e que quer continuar sua vida sendo feliz, sendo produtivo, mas não tem um atendimento diferente. Excelência, não está sendo dada atenção. Então, por exemplo, se comprara um idoso, né, de 55 anos com um de 85, como se eu não pudesse fazer mais nada. Uhum. Uhum. Eu vou te dar exemplo. Eu tenho 66 anos e eu tenho um tinha um sonho de fazer um MBA em gestão de pessoas e comecei em outubro do ano e tô super feliz. estão produzindo, querendo conhecer mais coisas e eh não está se dando atenção para isso. Então eu vejo como um nicho de mercado que as MPs podem se preparar para atender esse público. Uhum. Maravilhosa. É isso mesmo, né? Se a gente for parar para analisar, eh, as coisas mudaram e a gente precisa, como a gente acompanha a tecnologia, né? a gente tem que acompanhar tudo que vem evoluindo. Eh, essa geração eh as pessoas 50 mais, 60 mais, 70 mais também evoluiu. Hoje sustentam a economia da casa, sustentam a economia do país. A gente precisa eh dar uma virada de chave para poder entender o que está acontecendo e o Brasil está envelhecendo. Isso, gente, é público e notório. Não adianta, dados do IBGE comprovam isso. E a gente precisa parar e lembrar também que as pessoas estão optando por não ter mais filhos ou então ter filhos ã mais lá na frente. Antes, 19, 20 anos, a mulher estava casada, hoje já não mais. Então a gente precisa se atentar. Agora, se tem um termo que a gente precisa combater nessa questão dessa evolução que está acontecendo, é o etarismo. Hum. Porque como a Sandra muito bem pontuou aqui, o mercado ele está voltado paraa geração Z, paraa geração milênium, mas por que não voltado ainda e preparado para esse público 50, 60, 70 mais que já tem ali a vida eh eh equilibrada, estabelecida e que pode muito bem eh ser um um um gerador de economia, principalmente pro ramo de turismo. Você já parou para pensar que as pessoas estão fazendo intercâmbio, que as pessoas estão viajando, as pessoas 50, 60 a mais estão eh dispostas a viver, né? E esse termo a gente precisa combater. E se a gente for parar para analisar, etarismo tem todo e quer lugar que a gente for olhar. Em pequenos detalhezinhos, eu gostaria que você, Mônica, explicasse pra gente essa questão do etarismo e onde a gente encontra, né? O que que é um simples, uma uma situação simples de etarismo e uma mais complexa paraa gente poder entender. Eh, eu ouvindo, né, a Sandra falar sobre toda essa questão e concordo plenamente, o que tá acontecendo é que eu percebo que nós estamos vivendo um momento de transição. Eu colocaria dessa forma e uma transição eh num curtíssimo espaço de tempo. Então, é como se as pessoas ainda não soubessem exatamente muito bem o que o que que tá acontecendo. É é bem visível que nós vamos viver mais. Inclusive é uma preocupação, né, que os profissionais da área de saúde mental têm. Eh, e quando você mencionou, eu ia exatamente puxar esse aspecto, que as famílias elas estão, as pessoas estão, não estão casando. Uhum. Ou quando casam, muitos não estão querendo ter filhos. Isso é uma realidade que tem sido muito estudada quando tem é um só. E não vai nenhuma crítica aqui ao julgamento de forma nenhuma. Eu acho que a evolução da humanidade ela vai caminhando por por jornadas assim eh um pouco misteriosas que a gente não sabe exatamente o que que vai acontecer no futuro, né? Mas o que a gente tem hoje é uma mudança muito drástica de hábitos em que essa questão do etarismo, ela também está sendo começada a ser olhada de uma outra forma. Exato. São pessoas que estão ativas, indo paraa academia, eh buscando novos trabalhos, resgatando interesses que muitas vezes foram deixados de lado por conta da família, dos filhos, enfim, tem uma revolução. A gente fala muito da revolução dos jovens, mas eu diria que existe uma revolução do que se chama hoje em dia os idosos ativos. Uhum. Assim, muito forte, muito forte. Então eu acho que naturalmente, como nós estamos num período de transição, eu acho que isso vai caminhar a passos largos por uma necessidade da sociedade de abrir cada vez mais espaço para essas pessoas. Vou citar uma situação que eu escutei de um de um cliente meu, de um paciente meu de terapia, em que ele disse, ele disse, Mônica, a gente na enfim, né, e não só ele, eu não escutei só dele, escutei de outros profissionais também, que eles estão buscando contratar pessoas com 40, de 40 anos para cima. Ele disse: "Se eu recebo currículos e aqui não vai novamente". É um assunto muito delicado. Eu sou muito cuidadosa no que eu venho dizer, né? Não é uma questão da crítica aos mais jovens, sem eles o mundo não evolui, mas são gerações muito diferenciadas de tempos atrás. Não é uma questão de saudosismo, de, ah, no meu tempo era melhor, não é nada disso, mas uma questão de processos naturais de evolução da humanidade, em que eles estão, as empresas estão contratando mais pessoas com mais experiência, mais maturidade, inclusive para auxiliarem esses mais jovens. Olha aí, então isso está acontecendo. Eu fiquei bastante surpresa quando eu escutei isso, né? Então, algo muito estrondoso está acontecendo, realmente. Muito bom. Agora 8 horas 19 minutos. E quando a gente fala de algo, como a Mônica colocou, algo muito estrondoso está acontecendo, né? a gente precisa acompanhar toda essa evolução. E aí eu pergunto para você, Sandra, eh no caso do empreendedorismo senior, né, como que você vê eh a as pessoas 50, 60, 70 mais no mundo dos negócios, né? Eh, estão empreendendo, estão buscando, como que você avalia toda e essa situação? Eh, com certeza os 50 mais eles estão investindo em negócios, né? Então, não só de negócios manuais, de alimentação, vários e até eh dando uma solução que o mercado ainda não tem. Por exemplo, tem uma cliente nossa que ela é 50 mais e ela montou uma academia de ginástica para 50 mais. Não que seja, não que tenha mais ou menos exercícios, nada, mas, por exemplo, é tudo por aplicativo e eles têm um atendimento mais humanizado, que é isso que o 50 mais quer. Ele quer contato humano e ele passa isso. Então ele apa, então tem mais acessibilidade, eh, a os aplicativos tem sempre alguém na recepção para orientar na utilização do aplicativo, né, do aplicativo para acessibilidade. Então, é buscar isso e o mercado está crescendo e o eh só que nós ainda não estamos preparados. Por exemplo, a rotulagem dos produtos ainda é letra muito pequena. Eh, você não tem, por exemplo, num comércio um banco para alguém querer sentar. Uhum. E são detalhes mínimos que o próprio eh os outros eh empresários que não estão no 50 mais, mas podem se preparar para atender os 50 mais. Uhum. E quando aí bem colocado, né, das empresas estarem contratando pessoas com mais idade, por quê? Já há uma maturidade emocional maior, que isso pode ser passado para os mais jovens. Isso não que eles não tenham, mas não ten a experiência, a vivência. Então essa geração 50 mais já passou por inflação de 84%, por muitas coisas. Então a experiência, a bagagem que se traz é muito rica e isso pode ser passado sim para essas novas gerações, não só as MPs e o mercado contratando 50 mais. Mas ele também empreendendo, ele sabe qual é a sua dor. Então ele quando empreende, ele atende o jovem e atende o 50 mais. Olha só, né? A gente pode falar que é a experiência de vida que está transformando eh a estratégia do mercado, né, Mônica? Exatamente. Exatamente. Quando a Sandra coloca essa questão, né, toda essa parte, eu concordo, eu acho que tá tá tudo muito alinhado. Eh, a questão do ser humano, eu queria fazer um uma observação aqui, embora a gente esteja vivendo um mundo de alta tecnologia, de muito avanço, ninguém quer retroceder nesse sentido, de jeito nenhum. Eu acho que a gente tem coisas super válidas nessa modernidade, né? Mas uma coisa que eu eh gostaria de de chamar atenção, embora a gente tenha todo esse avanço muito muito impressionante, rápido nas últimas décadas, o funcionamento emocional, mental, neurológico, biológico nosso, é muito semelhante ao de décadas, milênios atrás dos nossos ancestrais. Eu eu vou dizer da idade das cavernas, muita coisa da nossa biologia e da nossa neurobiologia ainda é a mesma. Então, é uma questão complicada quando eu falo nessa parte da transição eh do que nós estamos vivendo e que é preocupante e que eu acho muito muito bacana esse interesse que tem havido, né, pela psicologia, psicanálise, psiquiatria, as terapias, o cuidado com a mente, o cuidado com o corpo, isso tudo vem surgindo de uma nas empresas, as empresas agora vai ter uma série de regulações, né, o NR1 que vai trazer a necessidade de cuidados com a saúde mental dos funcionários de uma maneira muito mais cuidadosa, muito mais atenta. Isso é sinal de uma mudança que veio para ficar, né? Então, e essa questão do nosso funcionamento orgânico à crianças, eu tô expandindo um pouco a temática porque existe o polo do idoso e o polo dos mais jovens, né? Hoje você falar tudo isso para um jovem de 25 anos, ah, é uma realidade muito longínqua, mas a gente tem que plantar sementes porque esse jovem de 25, 30 anos vai chegar lá tudo dando certo? Esperamos que sim, né? Vai chegar lá. Eu falo até por mim mesma no piscar de olhos. Eu tô com 63 e parece que foi ontem e venho me cuidando, né? É uma coisa que a gente tem que se cuidar desde lá de trás. Eu acho que eh conversas como essa precisam ser mais frequentes para ir criando essa cultura cada vez mais profunda do cuidado pessoal. Exatamente. E quando a gente fala de economia prateada, a gente precisa lembrar da questão do marketing, né? E ô Sandra, o marketing, qual que é a sua avaliação sobre eh marketing, propaganda? precisa ser alinhado aí de uma forma e como é que eu posso dizer? Eh, precisa aprender a fazer o marketing para as pessoas 50 pro público 50, 60 a mais, porque às vezes eles não conseguem atingir e eh na expectativa, na vontade, na ideia de chegar a esse público, eles acabam eh infelizmente errando e errando bastante. gostaria que você falasse sobre a importância do marketing à publicidade se atentar na comunicação com o público 50 mais. É bem colocado isso, porque cerca de 80 a 90% dos das verbas para marketing é utilizado para atrair a geração milênio e a geração Z, que como eu já havia falado, não tá estabilizada financeiramente e se esquece da geração 60 mais que ela é responsável pelo sustento da casa. É como eu falo, o senor hoje, o 50 mais, ele é o CEO da família. Uau! Sim. Ele é que sustenta a família, tá? Ele que é a grande massa consumidora. É. E as empresas quando apostam o marketing paraas gerações e milênio, nada contra, mas elas ainda não estão consumindo o suficiente, não tem receita, não tem renda o suficiente para para impulsionar a mola da economia. Então, voltar sim à publicidade também pro 50 mais, que hoje ele entra na internet, ele compra em marketplaces, eh ele já compra remédios nas farmácias via os aplicativos das farmácias e ele tá aí para consumir. Então hoje as empresas tem e de marketing e mesmo as grandes empresas deveria se preocupar mais com esse público e intensificar as publicidades para esse público, porque com certeza vai trazer mais receita. Se você pegar uma loja de bairro, uma loja de rua mesmo shopping, tem a aquisição sim do jovem, mas você observa um shopping hoje quando você vai, você pode colocar que 60, 50% pelo menos da do público é 60, 50 mais. E os jovens é menor, mas quem sai com sacola na mão é os 50 mais. Uau! É verdade, né, Mônica? É exatamente isso. É exatamente isso. Então, eh, hoje em dia essa esse esse foco, esse enfoque nas mais diversas situações, tanto a parte econômica quanto a parte de saúde física, de saúde mental, isso precisa ser cada vez mais trabalhado para que essas gerações de agora eh cheguem lá de uma outra forma, de uma outra maneira. Com certeza. Muito bem. E quando a gente fala de economia prateada, a gente também é importante salientar a questão da saúde mental, né, do público 50 mais. Que que bom, que maravilhoso que a terapia existe e que o público 50 mais tem se preocupado com a saúde física, mas também com a saúde mental. Eu gostaria que você trouxesse, você que é especialista nesse público, né, no caso da saúde mental, a procura, como tem sido e o entendimento de que a terapia faz parte do nosso dia a dia. A terapia nos ajuda a viver de uma forma mais tranquila e serena. Sem dúvida, sem dúvida, sem dúvida. Eh, eu venho, vem acontecendo de um de uns, eu diria que da pandemia para cá, a pandemia ela trouxe uma mudança gigantesca quando a Sandra menciona, né, o idoso usando os aplicativos e usando o celular. Uma coisa que me chamou muita atenção, que eu fiquei assim surpresa quando eu li as métricas, eu tenho meu Instagram que é só para essa parte profissional e que eu fui olhando as métricas, o público que mais acessava os meus textos era de 45 anos para cima e o grosso na faixa de 60 a 65. Eu eu fiquei bastante surpreendida. Isso é recente. Falei: "Gente, o que que tá acontecendo?" Então é esse todo esse movimento dessa geração, dessa faixa etária estar mais engajada e tiveram que aprender a mexer com celular porque a pandemia deixou o idoso extremamente isolado, né? Teve que aprender a mexer nos aplicativos, chamar um Uber porque já não tá mais dirigindo o carro, enfim. Então, essas mudanças elas foram muito rápidas e aí junto com isso, eu comecei a perceber e começou a surgir no consultório para a terapia, para o processo psicoterápico, pessoas de com 60, 65, 70, eu tenho pacientes com 72, 75 anos de idade nessa faixa etária fazendo que são o que nós chamamos de idosos ativos, que estão eh funcionando muito bem com a sua autonomia. e ainda preservada e querendo entender a si mesmos. Eu falei: "Olha, realmente algo está mudando". E aí eu comecei a focar muito nessa parte, né, nesse tipo de trabalho, não só terapêutico, como tudo que eu escrevo, palestras, tudo tanto que eu estou aqui hoje, tudo que eu produzo, porque é um olhar que não pode infantilizar o idoso de forma nenhuma, né? de muito pelo contrário, eh, utilizar o que ele tem para trazer de sabedoria. E aí eu vou falar um pouco na questão bem arquetípica, né, do velho sábio, da velha sábia, não no sentido de velho, mas o sentido energético, arquetípico, aquele que é o que retém, que tem a sabedoria de toda uma ancestralidade, que é uma coisa muito bonita da gente trabalhar, né? Enfim, eh, é é são muitos aspectos. Eu ficaria o dia inteiro conversando [risadas] aqui sobre isso. É uma conversa muito boa e que a gente eh tem muita coisa para se falar, né? Porque nós estamos eh eh a nossa realidade é essa, o Brasil está envelhecendo e nós precisamos aprender a lidar e com todo esse movimento, né? E aí quando a gente fala do Brasil envelhecendo, tem as famílias, né? Môica e Sandra, como que a gente faz, né? As famílias precisa lidar com eh a independência financeira, a independência emocional destes siors ou da família. E tem que entender que essa questão do controle, de infantilizar, como a Mônica muito muito bem trouxe aqui, eh já não existe mais. Eh, como lidar com a questão da hã economia, né, da independência financeira desses 50 mais? Quando eu digo como lidar, é a questão da família, né? Sim. Sandra, como que qual que avaliação você faz e qual a dica que você daria paraas famílias que t pessoas, né, idosos ativos e precisam aprender a lidar com essa questão da economia familiar? Eh, nesse caso, a o 50 mais ele já é independente financeiramente, mas muitas vezes a família acha que ele tem que dar satisfação de tudo, começa a querer controlá-lo, né? eh para que ele faça uma, não faça isso, não faça aquilo. Só que ele é ativo, ele sabe o que ele quer, ele tem maturidade, ele tem responsabilidade financeira. A única coisa que eu vejo que às vezes pode acontecer é cair em golpe. Isso, isso é uma questão que pode acontecer. Então, mas nada que não possa ser esclarecido. Do restante, o ele é independente, ele não precisa ser monitorado, ele não precisa ser cerceado naquilo que ele quer fazer. Ele tem que ser apoiado, no meu ponto de vista, tem que ser apoiado. Muito bem. Muito bem, Mônica. Exatamente. Ela tocou num ponto bem crucial, porque também vai mexer com a saúde mental, né? Uma pessoa que está em pleno desenvolvimento. Exato. Esse é um ponto extremamente delicado. O que a Sandra trouxe, faz parte de todo esse contexto. A gente focaliza muito atenção no idoso, mas a gente não pode esquecer que ele faz parte de uma família, de um ambiente social, eh, de relações, amizades, enfim, mas principalmente a questão da família. é bastante delicado porque a em tempos anteriores, né, em décadas passadas, esse idoso se tornava muito dependente fisicamente, muitas vezes da dos filhos, né? Hoje isso já não aconte começa a não acontecer mais tanto, começa a ter uma evolução nesse sentido. E é uma coisa assim eh que é muito comum, muito frequente. Não vou dizer em todas as famílias, muitas vezes os filhos, por já estarem em idade ativa, já mais maduros, é o cuidado que se precisa ter no sentido assim de muito respeito, né? Eu acho, eu gostaria de colocar dessa forma, eh, das decisões desse idoso que está, em termos cognitivos funcionando muito bem, pagando as suas contas, gerenciando a sua vida, fazendo as suas compras, indo pra academia, viajando. Mas sim, quando a Sandra traz essa questão de que muitas vezes há uma tendência dos filhos de quererem tomar conta do que papai e mamãe estão fazendo e que decisões eles estão tomando, é um assunto bem delicado e que está fazendo parte, como eu falo desde o início, desse momento de transição, né? Ah, então qual a qual a solução para isso ou qual o encaminhamento para isso? Tem que haver muito respeito e principalmente eu acho que passa muito pela atitude do idoso de não terceirizar por comodidade ou transferir a responsabilidade da sua própria vida que ele bancou, vamos dizer assim, a vida toda para os filhos. Então, continuar sendo capaz de dizer, eu posso decidir, vamos sentar e vamos conversar, mas a decisão é minha. Autonomia. Exatamente. Autonomia, né? Ô Sandra, e o Sebrai, né, como que o Sebrai trabalha eh com a economia prateada, né? Vocês têm algo específico, algum programa, capacitação? O que que o Sebrai traz para o empreendedor sior? Então, nós temos capacitação, nós não classificamos por idade, nós atendemos a todos. Então, nós buscamos ser acessíveis. Uhum. Humum. A lingu, toda a nossa equipe técnica, ela tem uma linguagem bem didática e nós somos eh capacitados para entender as limitações tecnológicas, né, do empresá do do 50 mais. E nós recebemos muitos eh empres eh candidatos a empresários, empreendedores, 50 mais. Então, num primeiro momento, há dificuldade com aplicativos, com entrar no GOV, com no no GOV, em você fazer o seu reconhecimento facial. Então, tem toda uma metodologia de orientação de um passo a passo para que ele seja independente, que ele faça isso, que ele acesse para que ele possa empreender. Uhum. e ele é orientado nisso. E toda essa orientação, ela é bem didática, eh, é um passo a passo e muitas vezes se faz junto com o próprio eh eh empreendedor 50 mais. Então, às vezes nós recebemos pessoas que não tm nem a conta do GOV e para fazer qualquer coisa hoje você tem que ter a conta no GOV. Então é orientado como ele faz, como faz o reconhecimento facial, como ele tira a foto, de que forma ele vai fazer isso. Então é dado toda essa assistência e também na formalização do seu negócio, ele é orientado em tudo. Nós temos cursos de capacitação também na área financeira, na área inclusive de marketing, de redes sociais, de como ele pode fazer suas publicações e assim tudo muito didático. Excelente. E como que tem e como tem sido a procura, né, por tudo, toda essa bagagem que o Sebrai oferece? Então, nós temos eh a procura bem tem aumentado cada vez mais dos 50 mais para empreender. Então, a gente cria grupos de 50 mais, eh, dá sugestões de atividades, de segmentos que eles podem atuar e aí também vai dar expertise da experiência, da habilidade, do que ele tem de capital para poder investir naquela atividade e a gente vai dando direcionamento, mas sim, a gente tem um volume crescente de da dos prateados querendo empreender, né? Uhum. Que bom quando a gente ouve, né, a a fala da Sandra, né, porque a gente vê realmente o desenvolvimento, né, o desenvolvimento, a autonomia e a vida, né, que pulsa, que pulsa. É verdade. A gente fica muito feliz em poder trazer esse tema com duas pessoas que que tem a expertise para falar sobre, né? Tem a Mônica, que é é psicóloga, que trabalha com o público eh 50 mais, né? Tem a Sandra aqui, que trabalha com Sebrai, que também abre oportunidade para esse público. E a gente vê todo esse desenvolvimento acontecendo e isso é importante, isso é bom ser dito, isso é bom ser falado, porque você tá em casa, de repente você pensa assim: "Ah, não, mas eu eu me aposentei". Esse nome aposentadoria, ele já vem eh com um peso muito grande, porque para muitas pessoas isso ainda significa algo que vai te limitar, mas não. Isso de repente pode ser o divisor de águas da sua vida, né? Você que de repente criou seus filhos, cuidou da sua família, né? Trabalhou a tua vida toda, agora você vai se aposentar. Uau, vamos lá, ó. uma visão nova de mundo, uma expectativa nova de futuro. Você pode empreender, você pode viajar, você pode fazer novos amigos, a idade é ativa, né? É isso, né, Mônica? Exatamente. Eu acho que você colocou muito bem. É exatamente isso. Eu acho que é um tempo de renovação, de resgate muitas vezes de alguns projetos que foram deixados para trás ou de começar algo que nunca foi tentado. Eu vejo assim com muito bons olhos eh todo toda essa movimentação que está acontecendo e e saber de toda essa informação no sentido das possibilidades, né, como a Sandra tá trazendo aqui, que eu acho fundamental. Existe o trabalho emocional, terapêutico, o que que eu vou fazer com a minha aposentadoria, que era um bicho papão, até algum tempo atrás, ainda é para muitas pessoas, mas saber que existem caminhos para isso, né, eu acho muito super válido, muito adequado, está sendo mostrado ao público que existem possibilidades concretas e reais, existem locais aonde você pode buscar isso, né, porque muitas pessoas não têm essas informações. Então eu tô achando assim muito bacana que isso possa estar sendo trazido pro grande público e acho que deve ser assim cada vez mais. Ai que maravilha. A gente fica muito feliz e feliz ainda mais porque tem gente participando do nosso programa, né? Vamos lá, produção. O que que nós temos aí? Quem é que está conosco? E quais as perguntas que temos sobre a economia prateada, né? é o público prateado que tem viajado mais, que tem feito intercâmbio, que tem vivido com maestria, né, que vem uma experiência aí e aí várias possibilidades e que bom que a gente pode falar sobre isso hoje, né? Porque se a gente parar para analisar sem saudosismo, como disse muito bem a Mônica, mas que bom seria se a minha avó pudesse ouvir o que nós estamos dizendo hoje lá na época dela, quando ela eh fosse 40 mais, que estava prestes a ser 50 mais. Que bom se pudéssemos ter, né, eh, esse poder de fala, mas como não tiveram, hoje nós estamos aqui para fazer isso e com certeza isso vai auxiliar aí muito os nossos jovens, que logo em breve serão 50 mais. Vamos lá, 8:44. Vamos lá, gente. Manda aí, produção. Roberto Alves do Jardim Itiaia. É isso mesmo. É. A aposentadoria costuma ser vista como fim do ciclo. Exato. Psicologicamente, como transformar esse momento em recomeço, sem culpa ou sensação de inutilidade? É esse ponto de aposentadoria. Nós debatemos até aqui em um programa, Mônica, porque é algo que vem com um peso, né, enorme para muitas pessoas. E é a pergunta do Roberto. Sim. Bom, a preparação eh para a aposentadoria ou para essa nova fase, né? Eu acho que até os próprios termos vão começar a ser eh modificados, né, para não ter essa esse peso, né? Ela começa durante os anos produtivos. Ninguém vai estar preparado emocionalmente, espiritualmente, fisicamente, eh, no ano em que se aposenta. Não é assim. Isso vem, isso tem que começar a acontecer no sentido de eh ser um novo campo de possibilidades. Eu acho que isso tá muito associado também a olhar essa etapa de vida de uma maneira muito de com uma nova um novo significado. [risadas] É fácil? Claro que não é, né? ganhar. Eu costumo dizer que não no sentido de velice, não, mas no sentido de que é uma expressão que eu tenho usado muito, eu estou ganhando mais anos, ganhando mais entendimento sobre a vida, ganhando uma maior simplicidade diante da complexidade do nosso existir, né? Então, esse trabalho para estar bem, para se aposentar, é aprender a lidar ao longo da vida com os processos de começos e fim. términos e recomeços, né? Aí sim é eh aí você chega nessa fase mais preparado para se despedir dessa etapa anterior. Eh, um ciclo se encerra e ele precisa ser encerrado para que outro possa ser iniciado, não é? Muito bom. 847. Pode colocar mais uma na tela pra gente, produção. Obrigada. Camila Rocha do Campo Grande. Para quem quer empreender depois de 50, ideias simples costumam funcionar bem e dão mais segurança para começar sem medo. Vamos lá, então, Sandra. É o medo de de começar, né? Sempre dá aquele medinho, faz parte da vida. Mas vamos responder a Camila Rocha aí, por favor. Então, eh, o medo de empreender, né? Mas ideias simples, eu posso fazer bolos, eu posso fazer artesanato, eu posso até dependendo da minha profissão, ser uma mentora, um coaching. Então, eu posso, é um universo muito grande. Eh, nós tivemos atendendo alguns clientes que por hobby a pessoa foi fazer um curso de dobraduras em papel. Uhum. E ela começou a fazer escultura em papel maravilhosa. E isso virou peças de decoração e ela começou a empreender e a vender as peças dela e ela divulgando pelo Instagram. Olha só. E aí eram peças diferenciadas e ela começou. E aí a dúvida dela foi como que eu vou precificar isso? Como que eu vou eh eh qual é o preço justo a cobrar? E assim, a matériapra dela, ela foi comprar encebos, livros velhos, tudo para poder fazer as esculturas, literalmente são esculturas maravilhosas. E aí eh nós orientamos como fazer a formação de preço venda, quanto tempo ela demorava para produzir aquilo, né? E qual o valor agregado que ela entregava, a diferenciação, uma escultura personalizada. pra casa do cliente e assim e ela começou a ser direcionada, precificou de forma correta e não perdeu o público e hoje ela trabalha por encomenda. Que legal. Uau! Uau! Muito bom, né? E assim não é a origami, são dobraduras em papel que ela forma esculturas. Então ficou maravilhoso. Que sensacional. Sensacional, Sandra. Muito bom. 8:49. Produção tá me avisando que dá tempo ainda para mais duas antes da gente encerrar. Nosso bate-papo tá tão gostoso. Vamos lá, produção. Pode mandar pra gente, por favor. João Batista Lima da Vila Industrial. Quem passou aperto no passado tem de aguardar demais e não investir em qualidade de vida. Como trabalhar essa mentalidade sem culpa? Uau! Agora as duas vão responder. Vamos lá. resposta da nossa psicóloga e depois a resposta então da Sandra, né, que tem toda essa expertise na questão aí da economia. Vamos lá. Mônica, essa questão da culpa, né, falando num sentido mais amplo do termo, é na minha percepção, é um dos sentimentos que mais bloqueia as pessoas na realização daquilo que elas eh eh tensionam fazer, do sucesso, do crescimento, da evolução, da expansão. Todo ser humano tem em algum nível sensações de culpa pelos mais variados motivos, né? muitas vezes eh a mãe que trabalha fora tem o filho pequeno, enfim, isso são situações que a gente tem visto muito frequentemente hoje em dia. Libertar-se da culpa é um é um processo, né? É um é uma é um processo, ah, mas eu não tenho condição às vezes de fazer terapia. Enfim, aí entra uma série de fatores que própria evolução, eu acredito muito que chegamos aos aos tempos de hoje e a evolução da humanidade que nós temos hoje, porque o ser humano tem uma capacidade inesgotável de sobrepujar os desafios, de vencer os obstáculos. Se eu não acreditasse nisso, eu não faria o que eu faço há já há tanto tempo, né? Então, num sentido bem pragmático, se vocês me perguntarem, mas o que que eu faço com a culpa que eu sinto? Eu vou colocar de uma maneira muito simples o que eu falo com muita frequência. Você fez o melhor que você pode naquele momento. É isso. E a cada momento que a gente vai ganhando mais consciência, mais experiência e mais sabedoria e mais evolução, a gente vai podendo fazer melhor. É acreditar que existe um longo percurso. É acreditar que tem uma jornada. E torno a repetir, você fez o melhor que você pôde naquele momento. Maravilhosa. Muito bom. Agora vamos lá, Sandra, que que você traz pra gente mediante essa pergunta aqui do João Batista da Vila Industrial? Eh, então, eh, passado, né, teve muitas sofrências, né? Então, por exemplo, quem viveu a época dos anos 90 e que nós tínhamos uma inflação de 84% ao ano, tem medo até de consumir, tem um hábito de fazer armazenagmo de alimentos, de verdade, por conta de da escassez, das dificuldades, perda do poder de compra, mas com planejamento não precisa se desgast estar para investir primeiro, investir na sua saúde em primeiro lugar, na sua qualidade de vida. Poxa, eu quero eh manter a minha mente ocupada, o que que eu posso fazer? Eu quero ter uma outra atividade e não ficar parado vendo televisão. Uhum. Eu posso buscar o Sebrai e outras pessoas para ver o que que eu poderia investir ou posso até verificar para trabalhar no mundo corporativo no que que eu ainda posso ajudar. E isso não é culpa. Muitas vezes as pessoas falam assim: "Ai, rotulam, né? O idoso tem que ficar em casa vendo TV". Não. Uhum. Isso não é limitação. Uhum. Se você está bem de saúde, Uhum. é é ir à luta, é recomeçar, é empreender, é ser feliz, dar um novo propósito paraa tua vida. Uhum. Excelente, meninas. Que programa maravilhoso, que bate-papo gostoso. Quanto ensinamento, né? Que aula que nós tivemos aqui hoje. É isso, gente. Envelhecer com propósito, autonomia e participação ativa é o melhor caminho para o nosso futuro coletivo, né? Então eu quero aqui agradecer a presença de vocês duas, né? A nossa psicóloga Mônica Guberman. Muito obrigada pela sua participação, pela sua contribuição aqui no programa de hoje. Sim, eu quero agradecer com com muito carinho essa oportunidade de conversarmos, né, essa roda de conversa de um assunto tão necessário, eh tão importante e nós estamos deixando sementes, né, para não só pro agora. Sim, eu acho que tem muita coisa que já pode ser feita agora, mas para gerações que estão chegando também é uma mudança de mentalidade bastante significativa e muito necessária. Nós estamos em um momento de aprendizado. Aliás, o aprendizado é diário, é é todo momento a gente aprende, mas que bom que a gente pode falar, que bom que a gente pode aprender e que bom que a gente pode ouvir, né, como nós devemos fazer eh eh esse todo esse alinhamento e trazer você também pra gente pra nossa conversa hoje, Sandra. Assim, foi espetacular. Muito obrigada pela sua contribuição, né, o Sebrai que que aí é transforma vidas. Então a gente agradece a sua participação, né, pessoal do Sebrai também que atendeu a gente muito bem, muito obrigada e tudo de bom para você. Considerações finais, Sandra. Olha, eu que agradeço esse convite, essa participação, mas essa geração dos 50 mais, ela mudou o paradigma do passado. Uhum. Hum. Na época dos meus pais, dos meus avós, eh era realmente a o fim eh como a gente fala, né? O fim de carreira. aposentou, parei, envelheci, tô doente, fico deitado. E a nova geração hoje deveria, né, ou tem na frente um espelho que essa geração de hoje 50 a mais de que ainda a vida depois do 50 que você não precisa eh eh ficar parado dentro de casa, você pode ser ativo e que eles se cuidarem agora, vão chegar até muito melhores do que a gente. Com certeza. É isso. Nunca é tarde para empreender, nunca é tarde para ser Uhum. Maravilhosas. Muito bom. É isso mesmo, né, Mônica? Com certeza. [risadas] Maravilha. Absoluta. Perfeito. E é assim que a gente encerra o programa de hoje, né? Agora 8:57. Agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que em instantes [música] a Íria chega direto da nossa central. IA trazendo informações atualizadas de Campinas, Brasil e Mundo, cotação do euro, dólar e muito mais para você. Ao meio-dia temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, Mirnabreu e toda a nossa equipe de jornalismo trazendo atualizações aqui da cidade de Campinas e do Legislativo. E amanhã nós temos mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo a partir das 8 da manhã. E amanhã nós vamos tocar em uma ferida que ainda está aberta no mercado de trabalho atual. Exatamente. Porque o regime CLT virou um motivo de polêmica e até de chacota em algumas redes sociais. Vamos falar sobre a ascensão do contrato PJ, a busca pela liberdade total e os riscos de ficar sem rede de proteção social. Bom, até onde essa flexibilidade é liberdade? E até onde é uma armadilha? Você já ouviu alguém fazendo chacota com o regime CLT? E aí, você prefere ser um CLT ou você prefere ser um PJ ou você prefere ser um MEI? Por quê? O que tá acontecendo com a a juventude que tem eh feito muitas brincadeiras com esse sistema de trabalho que é o CLT? Tem gente que fala assim: "Não, hoje eu não quero ser CLT, né? [música] Então beleza, que bom que você pode empreender a gente precisa entender o que está acontecendo e o que tem por trás de toda essa essa grande brincadeira e piada que virou nas redes por você ser um CLT. Vamos conversar sobre isso amanhã, tá bom? Não perde não, participa com a gente. Vamos ficando por aqui, agradecendo a sua audiência e a sua companhia, desejando uma ótima terça-feira. Aquele abraço gostoso, super beijo e até amanhã, se Deus quiser. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música]