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Olá, muito bom dia para você. Seja bem-vindo, você que tá aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com o nosso estúdio Câmara nessa sexta-feira. Já cestamos, hein? Percebe que a gente já está na metade do mês de novembro? proje dia 14, gente. Bom, vamos lá. Então, a gente fala eh hoje sobre algo que tem mudado a rotina de muita gente. Cada vez mais adultos têm procurado novas atividades, dança, música, idiomas, artesanato, esportes, não só para relaxar, mas para exercitar o cérebro e redescobrir o prazer de aprender. Mas por que depois dos 40 ou 50, eh, a gente tem aí uma resistência, né, em começar algo novo? Será que é medo, falta de tempo, receio de não dar conta? Então, hoje a gente vai entender como o aprendizado contínuo ele pode transformar a mente, o humor e até a forma eh com que a gente enxerga a vida. Participe com a gente. As nossas entrevistadas já estão aqui no estúdio, tá? Manda pra gente aí a sua mensagem. WhatsApp aberto, produção apostos para te receber 1997829377. Porque eu quero saber de você. Você eh depois dos 50, 60 fez alguma coisa que você imaginava que não era capaz quando você tinha 30 anos? Ou então você tá lá nos 45 e resolveu ir para uma faculdade, entrou na sala de aula e aí se de repente você tem até uma experiência de ter se formado, né, se especializado em alguma profissão depois dos 50 anos, quem é que diz que tem tempo para isso? Mas às vezes nós mesmos falamos para nós mesmos: "Ah, não é meu tempo, já passou meu tempo, gente. Reinventar é a todo momento, mas quem vai falar sobre isso são as nossas entrevistadas já aqui no estúdio. Daqui a pouquinho a gente apresenta elas para vocês, tá? Porque agora nós temos algumas informações eh do legislativo para você. A Câmara de Campinas realiza segunda-feira a partir das 2 da tarde, quatro reuniões extraordinárias consecutivas, tá? para votar projetos do executivo. Entre eles está o projeto de lei complementar 130 de 2025, que concede bônus aos servidores ativos da Secretaria Municipal de Educação e da Fumec. Também será votado o projeto de lei 280 de 2025, que prorroga a vigência do plano municipal de educação até dezembro de 2026, assegurando o tempo para alinhamento ao novo plano nacional de educação, ainda em discussão no Congresso. Outro item da pauta é o projeto de lei complementar 99 de 2025, que atualiza a lei de doação da área destinada à sede da Polícia Federal em Campinas, adequando a nomenclatura e retirando o prazo para instalação a pedido da própria corporação. As votações acontecem no plenário, terão transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e também pelo canal da emissora no YouTube. A sua participação é muito importante, gente. Olha só a informação, né, que peg foi repassada pra gente ontem através da INDEC. Então, você que transita aí pela cidade de Campinas, eh, às vezes você vai se deparar com uma blitz, né, e vai ter bafômetro. Então, a gente vai explicar para você o porquê. A INDEC iniciou ontem, tá? operação pela vida, a ação de fiscalização de alcolemia realizada em parceria com a Guarda Municipal para reduzir as mortes de acidentes causadas por álcool no trânsito. As blitzes eh começam em caráter piloto, tá? Eh, neste mês, começaram, aliás, e vão até dezembro e entram em operação plena a partir de janeiro de 2026 em locais mapeados como críticos, tá? Os agentes da INDEC, agora autorizados pela lei 15.000 14.000, aliás, 599. Eles vão aplicar o teste do bafômetro bafômetro atuarão junto à Guarda Municipal para reforçar a lei seca na cidade. Segundo a INDEC, o álcool esteve presente em quase 40% dos sinistros fatais em 2024 e 51 dias e 134 mortes registradas. gente já causou aí 274 óbitos entre 2020 e julho de 2025. Então é o seguinte, ó. Conduzir sobre o efeito de álcool é infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70, suspensão da CNH e a possibilidade de crime de trânsito quando o teor alcoólico for igual ao ou superior a 0,34 eh mg, tá? Então é aquele aquele cálculo que eles fazem lá. de álcool no sangue. E a recusa desse teste também gera penalidades. E a operação da INDEC integra aí a campanha beber e dirigir pode custar caro, será veiculada em ruas, terminais, ônibus, rádios e redes sociais. Essa é a informação que a INDEC trouxe pra gente. Então eu li para você todas essas informações e agora vou falar para você aqui eh eh coisa que eu penso, né? Infelizmente a gente precisa de uma ação dessa da INDEC para que a gente eh entenda que beber e dirigir não combina. Poxa vida, que ponto chegamos, né? A gente precisa de mais consciência. Quantas vidas se perdem no trânsito por conta de álcool e direção? Então é importante a gente ter consciência, principalmente agora no fim de ano, onde começam aí as festas, as reuniões, as confraternizações, né? Então vamos ter mais consciência. Acho que não é necessário uma multa para que você lembre que beber e dirigir não combina, tá certo? Vamos lá. Previsão do tempo para este final de semana, porque hoje é sexta-feira. Se estamos. Previsão do tempo para hoje, gente, mínima de 17, máxima de 26º, tá? Hoje nós temos um dia nublado com possibilidade de gar agora de manhã e à tarde o sol aparece entre nuuvens com pancadinhas de chuva à noite, tá bom? Amanhã, gente, vamos lá. mínima de 17, máxima de 26º. E amanhã, olha só, a gente vai ter um sábado chuvoso aqui em Campinas, né, ao longo do dia, tá? Chuvinha rápida, é, de manhã, depois à tarde e à noite, uma chuva sequ com sequência aí bom para descansar. E domingo, ah, com mínima de 19 e máxima de 28, teremos sol entre nuvens com pancadas e pancadas de chuva e trovoadas ao longo do dia. Essa é a previsão do tempo de acordo com o clima tempempo, tá? para o nosso fim de semana. Lembrando que é uma previsão e não uma precisão, tá bom? Cuide-se, tenha uma excelente sexta-feira e vem com a gente porque vamos ao nosso tema central. Bom, vamos lá. A gente cresce ouvindo que depois de certade é mais difícil aprender. Mas será que isso é verdade mesmo? A neurociência, gente, mostra que o aprendizado é possível em qualquer fase da vida. O que muda é o jeito da gente aprender. Enquanto os jovens aprendem pela curiosidade, nós adultos aprendemos pelo propósito, né? E quando existe motivação emocional, o aprendizado ele se torna algo mais sólido, mais significativo e muito legal, muito interessante. Para conversar com a gente sobre esse tema, eh, vamos receber então a psicóloga Natália Freire. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Importante ter você com a gente. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigada. Agradeço a oportunidade de estar no programa com temas tão relevantes. Fico muito feliz pela A gente que fica feliz com a sua presença aqui para completar o time de hoje. A gente recebe ela que também é psicóloga, Simone Coelho. Bom dia, Simone. Obrigada pela presença. Sexta-feira tão cedinho com a gente aqui. Maravilhoso ter você. Obrigada. Obrigada pelo convite. Bom dia a todos. Obrigada por estar aqui e multiplicar essa informação é sempre muito bem-vinda. A gente precisa de mais informações conscientes pra gente ter uma vida mais saudável. Sensacional. Informação boa, informação compartilhada e vocês fazem isso todos os dias aqui no estúdio Câmara, né? Compartilham a informação com a gente e também com os nossos telespectadores. E hoje a gente vai falar sobre essa questão aí da gente se reinventar depois de uma certa idade, né? Viver é aprender. A gente sabe disso. E aprender é o que mantém o nosso cérebro ativo, curioso, desperto, né? Segundo dados do Instituto Península, o número de adultos com mais de 40 anos matriculados em cursos livres. Olha só que legal, cresceu 38% nos últimos 5 anos. As áreas mais procuradas são música, idiomas e artesanato. Especialistas afirmam que esse movimento está ligado à busca por propósito e à necessidade de equilibrar mente e corpo, né? Então, aprender algo novo ajuda na autoestima, reduz sintomas de ansiedade, é o que dizem os especialistas. Mas já que nós estamos com duas aqui, vamos conversar com elas. Simone, para começar, por que que o adulto, nós adultos, a gente tem tanto medo de recomeçar a estudar ou de aprender algo novo? É falta de tempo, vergonha, insegurança. O que que acontece que a gente dá uma travada em certa fase da vida? Olha, Ruben, normalmente é pelo medo do ser iniciante. Uhum. Eh, o adulto normalmente ele tem a crença de que ele não precisa mais aprender, que ele já sabe, mas vai muito sobre as inseguranças, sobre o medo de ser julgado e muito do julgamento interno, principalmente pelo julgamento interno. Então, essas eh as travas elas acontecem porque a pessoa ela se prende eh no na falta de controle, de não ter mais o controle sobre determinadas situações. Uhum. Entendi. E agora tem o o julgamento, eh, o nosso julgamento e o julgamento externo, julgamento do outro, porque as pessoas elas julgam. A gente viu aí eh casos que foram pra mídia, enfim, paraas redes sociais de mulheres depois dos 40 anos indo pra faculdade e sendo motivo de chacota pelos eh jovens que estavam ali, gente, a que ponto chegamos, né? E aí esse julgamento interno, aliado ao julgamento externo, acaba bloqueando a gente, né, Natália? É verdade. Eu acho que a gente muitas vezes acaba se pautando pela experiência do outro. Uhum. Né? Então, quando a Simone tava falando sobre essa questão desse medo, né, desse julgamento, eu acho que a gente cria uma expectativa que a gente não consegue alcançar porque a gente não entende o nosso início naquilo, né? Então a gente se baseia no professor, em quem já está à frente, em alunos que já estão mais aplicados, que já fazem mais tempo. Então eu se aquela aluna que pisa no pé do meu parceiro de dança na na aula de dança, né, acaba sendo um motivo de vergonha, de chacota, né? Então a gente acaba não entendendo porque muitas vezes a gente trava, porque que a gente tem medo. E isso é emocionalmente muito desconfortável, né? Exatamente. O nosso cérebro ele reage de que forma quando a gente se permite esse recomeço? Tipo assim, é possível a gente treinar a nossa mente pra gente aprender melhor? É uma fase de iniciar, mas daí você para e pensa assim: "Poxa, eu tenho lá 48 anos, 50 anos, eu vou ter que começar a fazer alguma coisa, né? Mas eu já fiz tanto". E aí o cérebro dá uma travadinha. Então, como é que a gente faz para treinar a a nossa mente pra gente, vamos lá, você consegue, você pode, porque é um desafio iniciar, não é verdade? Uhum. Então, quando eh tem diferentes formas de pensar, vamos pensar que o jovem ele tem eh uma eh uma necessidade de de novas conexões. Então, o pertencimento, ele precisa criar uma identidade e ali ele é mais rápido, ele ele tem uma velocidade. Já o adulto ele tem umas crenças, então isso faz essas travas acontecerem. Mas eh o adulto ele vai com cautela, ele vai com profundidade, porque aquilo que ele tem de experiência facilita o processo da aprendizagem que ele tem. Então, além de ter, então tem dois pontos, tem a nossas inseguranças enquanto adulto, então tô me colocando nesse lugar também, né? E e o que eu sei de experiência facilita o meu processo. Então, então nós temos vários pontos para pensar, só que como eu busco a minha base como referência do que eu já vivi, o acúmulo de experiência, facilita a gente aprender algo novo. Isso. Ai, gente, olha. E e é tão interessante, é tão gostoso quando a gente aprende algo novo, porque a gente exercita o nosso cérebro e esse exercício da mente traz uma saúde pro nosso corpo também, não é, Natália? Com certeza, né? Eh, eu vi uma vez um psicólogo, né, falando sobre isso, que muitas vezes a gente acha que o exercício ele é pra finalidade do corpo em si, mas o exercício ele alimenta a nossa mente, né? E a gente já sabe, como você mesmo disse no início, sobre a neurociência, o quanto ela fala dessa plasticidade cerebral, né, do cérebro ter capacidade de construir novas sinapses, né, que são estradas novas nesse seu cérebro, viadutos, pontes, conforme você vai adquirindo algo novo, um hobby novo, você se põe a fazer algo que você nunca fez, então seu cérebro vai construir um caminho novo também. Então, antigamente tinha-se uma crença, né, uma ideia de que o cérebro ele era um concreto seco, né, um cérebro adulto já concretou isso. Mas hoje a gente entende, a neurociência explica que na verdade esse cérebro ele é como uma massinha de modelar. Olha aí. Então ele tá se adaptando, né, o tempo todo. Então olha que incrível isso, você poder fazer algo novo aí com seu cérebro, construir coisas novas através de um novo hobby, de se permitir fazer algo novo, né? Acho que como eu, Simone, estamos aqui hoje se permitindo fazer algo novo. Eu acho que é isso, é você conseguir enfrentar esse início para você se permitir usufruir dos benefícios que são muitos. Uhum. a gente consegue sair desse lugar que é a zona de conforto e você passa a entrar para mundo novo com essa perspectiva de que eu vou conseguir. Então tem um nível de aprendizado, né? Mas a sensação de que eu posso, eu me permito, é essa que é a grande chance de você dar um passo diferente na vida. Excelente. Olha só, alinhado com tudo isso que vocês estão falando, eh, a gente traz aqui informação de pesquisas da Universidade de Harvard, eh, que mostram que o cérebro adulto mantém a capacidade de formar novas conexões neurais. É isso que a Natália trouxe, né? Um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Então, isso significa que nunca é tarde pra gente aprender. A diferença é que o cérebro maduro precisa de mais estímulos, né? e e repetição para consolidar o aprendizado, mas em compensação, o cérebro maduro é mais focado, paciente e capaz de fazer associações. Olha só que que coisa maravilhosa que traz aí a a maturidade para o nosso cérebro, não é, Simone? Porque a gente às vezes acha que não, mas nós temos mais foco, a pessoa, o cérebro mais adulto tem mais foco, é mais paciente e isso traz eh uma eh uma tranquilidade um pouquinho mais para você lidar com os percalços desse aprendizado. É isso, mais ou menos. É isso. Nós estamos falando um pouco mais de repertório, né? Então, pensar que o o adulto ele tem mais repertório e isso é uma grande possibilidade dele usufruir desse movimento para ele aprender mais coisas. O repertório é aquilo que a gente acumula ao longo da vida, de experiências, de estudos, de situações que a gente aprende o ruins, e a gente carrega esse repertório. Quanto mais a gente usa o frui desse repertório para criar algo novo, mais a gente constrói mais possibilidades. O repertório ele pode atrapalhar quando a pessoa pensa que ela tem uma rigidez de que eu sou assim, eu fiz a vida assim e eu não construo nada. Mas ele pode ser muito mais importante quando você eh traz leveza pro propósito de aprender coisas novas. Então, ter base, né, desse repertório é importante. Esse que é o segredo, eu acho, você usar o repertório, o que você acumulou como como aprendizado da vida, como base, não como barreira. Exatamente. Então, a gente usa, utiliza essa bagagem pra gente, tipo assim, é minha base, né? Eu sei isso, mas eu posso alinhar com esse novo aprendizado ensinamento e voar para onde eu quiser. Isso é maravilhoso. Agora, eh, essas experiências da vida e a relação aí de aprendizado contínuo, né, associado ao envelhecimento saudável, eh, tem a ver, quanto mais a gente aprende, mais a gente pode vislumbrar um envelhecimento saudável, Natália? Sim. Eh, como a gente já falou sobre a neurociência, né, os estudos mais recentes dizem o seguinte, né, que eles eh colocaram o nome, achei muito interessante, que chama reserva cognitiva. Rúbia, então imagina que você vai ter uma poupança. Uhum. Tá. eh, cerebral, dessas novas sinapses que o seu cérebro vai estar construindo conforme você vai criando novas experiências e hobes novos, se colocando a fazer algo novo. Então, seu cérebro cria caminhos novos também. Então, o que acontece com o envelhecimento, né, com a maturidade, naturalmente pode acontecer de você ter algum dano cerebral ou até mesmo por um fator de doença. Sim, sim. Eh, e você não fica prejudicado porque você tem essa poupança, ou seja, o seu cérebro tem caminhos diferentes para acessar aquela memória e aquela função. Olha que interessante. Ou seja, é como se você tivesse mesmo investindo no seu futuro cerebral, né? Uma poupança. Olha que incrível, né? a bolsa de valores cerebral para que você possa resgatar no futuro aquela memória que você tanto pode precisar, uma função que você tanto pode precisar no futuro. Poxa vida, muito interessante, porque a gente acaba protegendo o cérebro, Simone, do e declínio cognitivo. Gostaria que você explicasse pra gente, porque a linha, né, com o que a Natália tá falando. Verdade. Então, tem a questão neurológica, mas tem a questão emocional também. Hum. Então, quando você aprende algo novo, você está eh retirando esse declínio, né, cognitivo, porque você tá sempre em movimento. E a questão emocional, ela passa da da sensação de que eu não tô mais estagnado. E tem você diminui a sensação de isolamento, de solidão, do estress, porque quando você aprende algo novo, você eh retira aquele movimento estático e passa realmente a movimentar. Então essa essa questão do declínio eh quanto mais eu aprendo, mais a minha facilidade de aprender ela é maior. Então você tem aumenta a sua capacidade de aprender coisas novas. Uhum. Muito bem. Vamos lá então, né? Vamos aprender coisas novas, mas você vai ser julgado. É, o ser humano é uma caixinha de surpresas, né? E de repente você é julgado pela pessoa que você menos espera. Isso vai te causar uma frustração. Sim, a gente precisa ser realista. Vai acontecer e você vai ficar frustrado. Mas nós temos profissionais para nos explicar e nos ensinar como é que a gente lida com isso. Vamos lá. Como é que a gente vai lidar com a frustração da língua grande aí da pessoa que, tipo assim, nossa, você vai fazer isso, você nem tem idade mais para isso. Quem disse onde tá escrito? Quero saber, se tiver, me mostre. Não é mais ou menos isso, Natália? É verdade. Eu acho que é uma coisa que eu sempre falo assim, meus atendimentos. Eu acho que é mais sobre uma construção da nossa identidade, Ruber. Porque eu acho que quando a gente caminha sabendo quem somos, isso aí as expectativas, as falas alheias e até muito próximas de nós, elas ficam um pouco menores. Então eu acho que é mais fácil da gente lidar com a frustração quando a gente entende quem somos e quando a gente se permite errar, porque muitas vezes a gente se coloca numa mentalidade fixa. Uhum. eh, de que eu já sou, de que eu já sei e de que eu não posso aprender algo novo. Então, eu acho que é muito também sobre você permitir ser ruim no começo, sabe? Eu acho que tá tudo bem você começar algo novo e não ser bom naquilo que você tá fazendo, como você mesmo disse no início, né, de fazer laço. Sim. É, é, eu tava conversando com elas aqui, vou vou cortar você, vou explicar. Eu tava conversando com elas aqui, gente, que eu eu sou ruim de fazer laço. Um simples laço. Eu tenho dificuldade de fazer porque não fica bonitinho. Eu sou meio ogra assim, sabe? Então, só que aí quem sabe lá no meus 55, 56 anos, eu entro em um curso de artesanato e aprendo a fazer isso. E tá tudo bem eu ser ruim hoje, mas tá tudo bem eu querer aprender e conseguir aprender. E tá tudo bem você me julgar também, porque não diz respeito a mim, mas sim diz a respeito de quem julga. Exatamente. Muito bom. Olha só que legal, né, gente? Eh, é o seguinte, você que tá aí do outro lado, vai mandando pra gente: "Você tem dificuldade de aprender? Você foi julgado já? Essa esse julgamento a lei traz uma frustração? Qual que é a sua avaliação sobre isso? E o que que você tá aprendendo aí depois dos 50, 60, 70, né? Aí quando a gente chega lá nos 70, 80, a gente traz aquela visão eh eh que a gente tá realmente envelhecendo. E aí às vezes a pessoa idosa ela fica meio sem, como é que eu vou explicar? Fica sem sentido à vida, porque ela se sente inútil. Isso é uma coisa da pessoa. Não que as outras pessoas dizem: "Você é inútil". Não, é automático. Ela vai se sentir assim, tipo assim: "Ah, eu não sirvo mais para nada. Eu já fiz tudo que podia fazer, agora estou aqui atrapalhando. A gente eh ouve relatos, né? Se você puxar a internet falar sobre a questão do envelhecimento, é bem eh crítico essa essa ideia que que a pessoa que envelhece ela tem sobre si. E agora eu gostaria de que vocês explicassem pra gente qual que é a relação desse aprender o novo nessa fase aí dos passando aí dos 70 a mais, né? aprender o novo e qual que é a relação também desse aprendizado com a questão do Alzheimer, que a gente vê muito, né, Parkinson também, porque tem a questão do movimento. Então, Simone, por favor, explica pra gente a relação do aprendizado, do novo, para essas pessoas que hoje estão nessa fase dos 70 mais, acham que não conseguem, que não são capazes de aprender e que podem estar deixando de fazer um trabalho maravilhoso e e ter um cérebro, uma mente mais saudável. Faz parte do processo quando você se pergunta que eu posso mudar minha rota, né? que a gente pode construir caminhos novos e que eu me permito caminhar em lugares que eu desconheço. Uhum. Então, quando a gente usa esse argumento pra gente, eu me possibilito fazer um curso de dança e dançar. Eu possibilito fazer um curso de artesanato e talvez isso servir como fonte de renda. Uhum. ou um petwork ou eh aprender um novo idioma, né, uma nova língua, porque possibilita fazer viagens e sair fora do seu ritmo trivial de vida. E quando a gente consegue construir novas conexões neurais, como a Natália diz, eh, o nosso cérebro ele movimenta e esse estímulo ele ele participa do ponto do que quando a gente constrói, eu saio do do desafio cognitivo, aprendo mais, então ele movimenta, não paralisa. Quando a gente paralisa o aprender fazendo coisas só que a gente conhece, a gente vai fazer exatamente somente aquilo que a gente se permite fazer. Excelente. Muitas pessoas elas são a rimos de família, tão ali cuidando dos netos inclusive, né? Sim, sim. Mas eu só me permito fazer isso. Eu não avanço. Quando eu me permito fazer essa rota, essa construção, a gente se possibilita fazer coisas maravilhosas e tem muita coisa boa. Às vezes a gente nem percebe e nem sabemos o tanto que somos capazes de aprender, não é? Na é verdade. Aprender e gostar de algo novo, né? Eu acho que é muito comum a gente ver pessoas seus 40, 50 anos mudando totalmente de carreira e aí as pessoas falam: "Nossa, mas você fazendo tal coisa", né? Porque a pessoa passa a se permitir, como a Simone falou, a mudar de rota, a olhar para uma nova perspectiva, né? Eh, a se permitir viver algo que de repente ela sempre sonhou, né? Mas as circunstâncias, as necessidades foram levando elas para um outro caminho. Mas eu acho que sempre há um um novo começo. Eu acho que sempre há um novo olhar, um algo novo que a gente pode fazer. Eu acho que sempre tem uma possibilidade. Você sabe que ontem nós fizemos o estúdio Câmara ao vivo, nós falamos sobre o poder da música nas nossas vidas. Aí quando vocês trazem essa ideia e é da dança, né? Eh, acho que pra gente que tá tá indo por um caminho aí já de 50 a mais, 60 a mais, a dança é um é uma opção muito boa para você estimular, né, saúde cerebral e corporal também. E a música, ela mexe com a nossa saúde mental de verdade, não é? É, não só a música, como a arte, né, a arte, a arte ela te dá, traz leveza para essa vida, né? Então ela torna as coisas um pouco mais fáceis e a dança tem realmente um movimento corporal, mas a música ela faz parte também de um movimento aonde você se entrega. Uhum. E ali é a leveza, é a possibilidade de reconstrução, eh você eh se reinventa pensando que não é a idade que faz a nossa maturidade, né? é a nossa questão emocional ali dentro do processo, são coisas diferentes. Examente. É, é bem interessante e que a gente vê assim as pessoas que já estão buscando eh novos caminhos, né? Eu eu gosto de citar a questão do artesanato, porque tem gente que tem dificuldade com artesanato, né? E o artesanato, qual que é a importância do artesanato? Eh, claro que todas os movimentos eles são importantes, né, paraa nossa mente, pro nosso cérebro, pro nosso corpo, mas o artesanato em si, ele tem uma pegada diferente. Gente, você sabe fazer tricô, você sabe fazer crochê? É incrível aquelas pessoas f eu, poxa vida, tenho uma dificuldadezinha aí, mas quem sabe lá na frente eu venho a aprender. Mas esse movimento que exige o artesanato, ele tem algo de especial na nossa mente, Natália? Tem sim, porque vamos falar sobre essa questão da atenção focada. Aham. Né? A gente hoje vive como estatística o país mais ansioso Brasil, né? Pois é. Então, quando a gente fala de um hobby, de um artesanato em que você vai ter sua plena atenção, que os estudos chamam de estado de flow. O que que é o estado de flow? É quando você tá plenamente concentrado naquilo que você está fazendo, que você não se lembra nem do celular, nem de boleto para pagar, né? Nem das preocupações externas. você acaba focando e nem percebe a hora passar. Então você consegue usufruir de um momento intenso de prazer, que é um antídoto contra a ansiedade, contra o estress. Então você acaba conseguindo isso, por exemplo, com artesanato, porque hoje tá muito em alta cerâmica, né? Pessoas estão fazendo muito. Aham. Verdade mesmo. E é interessante quando a gente fala de de artesanato, porque eu acho que que é é o que mais as pessoas buscam para ter uma sensação assim, acho que de tranquilidade. E eu acho que essa sensação de tranquilidade vem a partir do foco que a gente eh precisa ter quando a gente vai trabalhar com artesanato. É mais ou menos isso. Assim, é também tem uma uma questão que a gente convive com várias outras pessoas de idades diferentes, né? Então, quando você lida com uma arte e que isso permite, por exemplo, se for um uma outra fonte de renda, por exemplo, sim, você lida com outro público, com situações diferentes que te faz sair desse lugar. E uma coisa que me veio também, tem muitas pessoas que buscam empregos em empresas dos 50 mais. esas contratando pessoas nessa idade, nessa faixa de idade, e o mercado ele tá se moldando para essas pessoas pela necessidade que tem de adaptação. Uhum. Então, ela precisa criar outras outros eh ou tipo de desenvolvimento para também conversar com jovens, com públicos diferentes, né? E estar também entendendo com uma concentração de aprendizado concentrado com novas tarefas. Uhum. Eh, esse ponto que você trouxe é bem interessante, porque o mercado realmente ele está se moldando e pessoas eh 50 mais estão sendo eh eh chamadas a retornar ao mercado de trabalho. E isso é uma atividade cerebral magnífica. Pensa você, né, você dedicou toda a sua vida a uma carreira, a uma função, daí de repente você se viu parado, excluído do mercado de trabalho e agora você tá voltando. É um despertar, né, Natália? Eh, eu acho que é um despertar também para você se permitir eh saber fazer. Eu acho que é uma construção incrível de autonomia, de autoestima, que acho que é tão importante também na maturidade, né? Poxa, eu consigo, eu sei fazer, né? Eu posso fazer, eu posso me permitir, né? Voltar a fazer algo que eu de repente achei que eu não poderia mais, né? Exato. E a maturidade é algo assim que eh cada vez mais pessoas vêm estudando e trazendo informações que a maturidade é uma fase bem interessante da vida, porque você já tem uma bagagem ali, mas se você se permite, você aprende com mais facilidade, com mais naturalidade, como a gente trouxe com mais paciência, porque você já tá maduro para entender a as situações adversas da vida, não é, Simone? É isso, Ro. Maturidade não tem nada a ver com a idade. Exato. Então, vamos pensar que tem pessoas com uma idade que tem um um nível de maturidade emocional menor. Isso porque lidar com a frustração, né, de eu poder conseguir ou não conseguir. E quando eu não consigo, qual é a forma que eu lido com essa frustração? Ela é importante porque a frustração ela vem do atrito, né, eh, complexo de que eu posso não conseguir, mas eu sei lidar com essa frustração como eu vou ao encontro desse desconforto. Então, a maturidade ela te possibilita eh sair desse lubiá, buscar novas formas de fazer, sendo que eu tenho duas duas possibilidades de dar certo ou de dar errado. Mas é tá tudo bem, porque é uma nova construção. Exatamente. Agora, eh, a maturidade, né? Vamos, vamos puxar pra questão de de repente você, eu eu vi vídeos de mulheres que se tornaram fisiculturistas, gente, isso é muito eh magnífico de você olhar e inspira também. É inspirador porque mulheres que se tornaram fisiculturistas 50 mais. Daí você fala assim: "Gente, mas pera aí, eh, 50 mais já não tá, né, já caminhando aí para para envelhecimento. Quem é que disse, né? Nós que eu acho que proporcionamos a maneira com que a gente quer envelhecer. Eu olhando assim, eu fiquei de boca aberta, eu falei: "Gente, olha isso, me inspirei, né?" Falei: "Ai, eu quero também com 60, eu quero est desse jeitinho". Mas é um caminho que precisa ser percorrido e a gente precisa dar o primeiro passo, não é, Natália? É verdade. Você tá falando isso. Eu tava me lembrando que eu acho que eh após pós pandemia, eu acho que fez a gente olhar para um caminho de do que realmente importa e de poder se olhar com mais amor e autocuidado, né? Então a gente sai um pouco só daquilo que eu faço como função, como uma necessidade de trabalho, mas como autocuidado também. Então eu acho que vai muito para esse lugar, né, de você adquirir esse hobby como um autocuidado, como algo prazeroso para si, pro seu bem-estar físico, emocional, né, para que você possa ter o que a gente falou dessa reserva cognitiva, de você conseguir envelhecer muito bem, até porque, né, a gente vê que tem aumentado muito a a longividade, né? Então, as pessoas estão vivendo mais, mas elas não querem só viver mais, elas querem viver mais e melhor. E é possível. Então, é incrível quando a gente vê que alguém que percorreu o caminho e nos inspira. Uhum. Porque a gente sabe que a janela do aprendizado não acabou na juventude, né? A gente continua aprendendo aí o o restante da nossa vida. É verdade. A gente aprende todos os dias. E o que a gente tá fazendo aqui hoje é um aprendizado maravilhoso. A gente tá aprendendo que a gente pode aprender, né? Agora tem um detalhe, né, que a gente aprende se nós nos permitirmos aprender. A gente tem que entender que a gente não sabe tudo. Aquela pessoa que que acha que sabe tudo, ela ela cria uma barreira eh eh para o aprendizado, né, Simone? A gente tem que estar aberto para errar e aí a gente consegue aprender. É mais ou menos assim. Eh eh tem uma uma psicóloga, ela escreveu um livro, chama eh A at A atividade Relacional. Vou lembrar aqui o nome do livro que ela escreveu, chama Ana Artigas. E ela fala da capacidade de se relacionar, né, em qualquer momento da sua vida. E essa capacidade de relacionar, a gente se integra desde a família até grandes públicos. Então, nós saímos do ponto de que eu vou lidar somente com as pessoas que eu conheço e eu me relaciono com outras pessoas. Essa capacidade relacional, ela transgride vários outros pontos e com a gente mesmo. Uhum. Porque quem disse que não pode, Exato. Quem disse que eu não posso me relacionar comigo e com o outro? Então ela parte desse ponto da que a gente aprendendo a se relacionar, a nossa capacidade relacional, ela vai desde pequenos públicos, familiares a públicos grandes também. Excelente. E trazendo essa capacidade relacional e a gente falando de de aprendizado, né, no num momento de vida aí que muitas pessoas param, né, param e acabam se isolando. E esse aprendizado também traz uma socialização, porque você vai aprender, então você vai ter que ter alguém para te ensinar. E nesse ter alguém para te ensinar, você vai participar de um grupo e esse grupo vai te proporcionar uma socialização novamente. Em o momento que se você parar para olhar, você poderia estar lá dentro de casa, tipo assim, ah, eu não vou sair, não vou fazer. A gente precisa lembrar que quanto mais a gente fica prostrado, mais prostrado a gente ficará. É, é, é assim que funciona o negócio, né? Porque quanto mais você fica tipo sem fazer nada, o corpo e a mente acostumam nesse estado. O nosso cérebro ele gosta de coisa, nosso cérebro, aliás, ele gosta de coisa fácil, né, Natália? É. E confortável, né? Gast, gastando menos energia, né? E a gente fica nessa economia de energia, mas que a gente sabe, os estudos falam que não é saudável, né? Aí você falou sobre isso, essa semana trouxe sobre essa questão da relação, né, das pessoas e que é um problema na maturidade eh o isolamento, né, e o quanto ele tem causado doenças mentais, as pessoas ficam deprimidas, ansiosas, aumenta muito o número de suicídio em pessoas que se isolam, né? Então o hobby também vai trazer consigo, além de todos os benefícios, a relação social, a conexão, o tete a tete, o olhar, né, o que a gente tá fazendo aqui, né, umas com as outras, da gente poder conhecer pessoas novas, conhecer profissionais novos, né, amigas de profissão que a Simone, né? Eu acho que isso que é incrível de quando a gente se permite pôr o pezinho para fora, sair um pouquinho da minha zona de conforto, olhar um pouquinho para um outro ângulo. Ai, mas eu nunca fiz isso. Mas hoje é uma boa oportunidade para começar. É como a gente fala, sair da bolha, né? Sair da sua bolha e você olhar para fora e criar possibilidades do novo, de construir algo novo que pode ser ir à feira, né? fazer compras, ir a um shopping, movimentar-se, ir pra academia, fazer algo que realmente naquele momento te dê prazer e vitalidade, porque a gente tá falando sobre construir algo que dê prazer e que você tenha benefício positivo com relação a essa relação. Exatamente. E aí assim, é importante a gente salientar que às vezes as pessoas podem falar assim: "Ah, é, pois é, mas isso vai ter um custo isso vai exigir, né, a minha a o meu deslocamento. Vou ter que ir, vou ter que voltar, vou ter que gastar com isso, vou ter que pera aí, calma lá, calma lá, calma lá que a gente já resolve. Olha só, nós temos vários cursos, né, eh gratuitos na cidade. Eh, nós temos eh eh essas atividades voltadas a pessoas 60 a mais, que também são gratuitas. E aí nós temos a internet que tá na palma da nossa mão e que às vezes a gente usa ela e aí a gente não percebe o quão bom ela seria se a gente buscasse essas informações, né? principalmente tem prefeitura, no site da prefeitura lá você encontra um monte de coisa e tem que ser procampo, tem que ser PAT, tem tanta coisa, tanto eh eh vagas de oportunidades de trabalho para você que deseja de repente, não, eu não quero fazer um curso, eu quero trabalhar. Tem lá vagas de trabalho, ah, mas eu vou tentar, será, gente? Bora, vamos lá, a gente consegue. E aí tem cursos também e tem eh atividades eh artísticas, né, para todo esse público. Então, a gente precisa eh começar a adquirir informações que realmente vão trazer benefícios pra gente. E é disso que a gente tá falando aqui. De repente, você não precisa disponibilizar de um recurso para aprender uma atividade nova nessa sua nova fase da vida. A gente precisa sim eh, de um esforço, né? A gente, nós precisamos nos levantar, nos permitir e buscar a atividade que de repente você pode até usar a internet, porque tem informações na internet ali, você pega uma caixa de papelão, pega um vídeo lá, um tutorial de uma pessoa fazendo alguma coisa e você vai treinando. E nesse treinamento seu cérebro vai trabalhar e muito. E a gente sente esse benefício, não é, Natália? Ah, com certeza. Eh, eu acho que como você falou, existe muitos recursos e quando você tava falando, eu tava lembrando aqui da minha avó, né, que ela pega, né, vídeos aí em canais de YouTube, por exemplo, para fazer coxa de retalho, que é aquele patchwork, né, ela tem a máquina de costura, então ela vai lá, ela ela assiste, ela faz. Então, eu acho que a gente tem eh como poder fazer sem disponibilizar tanto financeiramente, por exemplo, como um exercício em casa, né, a gente pode fazer também. Eu acho que é possível até usando alguns recursos de caso, tipo uma cadeira para você poder fazer esse exercício, se movimentar. Então, acho que isso eh também tem esse acesso, né? Hoje a gente só precisa buscar, não é, Simone? C. É, a gente precisa construir algo que a vida social também participa junto. Eu também vou trazer uma experiência também da minha mãe. Minha mãe tem 75 anos e ela tem um movimento social. Então, ela busca novos amigos, ela mantém os amigos que ela já tem. Então, tem o grupo do baralho, tem o grupo das saídas. Então ela tem várias pessoas que ela se comunica e ali ela se reinventa. Tem um café da tarde com as amigas. Então, tem coisas do social que elas são muito benéficas paraa saúde e traz muita vitalidade. Então, são coisas simples. Muitas vezes a gente não precisa buscar algo tão novo e que faz muito bem para quem tá junto com outra pessoa, porque é importante a gente trocar com as pessoas, a gente se vê no outro e ali a gente se eh se identifica de uma forma diferente. Ai, é tão gostoso quando a gente se encontra com pessoas e a gente troca experiência e a gente conversa e quando você volta para casa assim, eh, você dê uma relaxada, assim, é muito bom. Então, a gente precisa eh eh se atentar a isso, porque hoje a tecnologia ela é muito boa, é excelente, a gente é nossa aliada, mas a gente precisa ver saber que também nós, se a gente não medir esse esse essa utilização, a gente pode acabar sendo refém de algo que não vai fazer bem, porque vai fazer com que você fique é só no celular, né? Então tem que tomar muito cuidado, principalmente a pessoa eh que já passou aí tá tá nos 60 mais, eh costuma ficar no celular e tal e aí acaba perdendo essas oportunidades tão lindas da vida, né, que a gente tem de de renovar, de conhecer, de estudar, de estimular o nosso cérebro e a nossa mente e e contribuir para esse e eh bem-estar e abrindo novas possibilidades. Agora 8:51, a gente falou tanto que eu nem até perdi a hora aí. 8:51 já e a produção tá avisando que nós temos algumas perguntas. Então vamos atender os nossos telespectadores. Um abraço carinhoso para você que tá aí do outro lado. Obrigada, viu, por estar conosco. Sexta-feira, papo gostoso aqui no estúdio Câmara com essas duas mulheres profissionais, psicólogas, trazendo pra gente informações e e trocando conosco, porque a gente pode aprender a todo momento, né? Que legal a gente ter essa oportunidade de aprendizado. E o que a gente tá fazendo aqui hoje é um aprendizado. Eu estou aprendendo, você está aprendendo, nós estamos aprendendo a como levar a vida com mais leveza, né? E eh seguir aí caminhos novos que vão nos trazer benefícios, tanto físicos quanto mentais. Vamos lá. 8:52. Pode colocar, produção, por favor, na tela pra gente o que temos. Bruna Ferreira do São Bernardo. Sempre começo um novo curso e paro no meio. Ah, Bruna, você não tá sozinha. Como saber se o problema é falta de foco ou só cansaço mesmo? Bruna não tá sozinha. Seja bem-vindo ao time. Vamos lá, Natália. Vamos responder a Bruna, né? É isso. Tem que se permitir, mas não parar nunca. Que que acontece com a gente que às vezes começa e para? Eu acho que tem algumas variáveis, assim, eu até me identifico, porque eu comecei estudando pedagogia. Sim. me formei psicólogo, né? Eu acho que a gente sempre tá observando e aprendendo. Então eu acho que, por exemplo, quando eu estava na pedagogia, conforme eu estava estudando, eu vi que eu não queria atuar Uhum. na área e dentro da grade da pedagogia tinha o curso, o a matéria de psicologia e foionde eu conheci a psicologia e me apaixonei pela psicologia. Então acho que é uma oportunidade, eu penso também de você conhecer algo. Acho que nada é desperdiçado. Uhum. né? Mas eu acho que a gente precisa se atentar em relação a esse cansaço. Eh, quando a gente fala eh questões de transtorno, por exemplo, a gente mede isso o quanto isso afeta a rotina dela, o quanto isso afeta a produtividade dela. Então, se isso se aplica somente ao curso que ela faz, mas se estende pro trabalho, paraa casa, se esse cansaço ele é eh diário ou quase que diário para que ela possa buscar também, se for o caso, ajuda de um especialista, de um profissional psicólogo. É, exatamente. Tem que ver que nível é esse cansaço, né? Se for algo exacerbado, que que saia do normal, a gente precisa eh de cuidados especiais, tá bom? E e que bom seria se a gente tivesse esses cuidados antes do cansaço chegar, né, pra gente poder prevenir. Agora 85, mais uma pergunta, a gente vai direcionar paraa Simone agora. Vamos ver quem é que tá com a gente. Vamos lá. Paulo Nogueira do Jardim do Trevo. Hum. Começar algo novo pode ajudar quem está com autoestima baixa. Já ouvi gente falando que muda a vida. E é isso. Não. Com certeza. Eh, Paulo, né? Com certeza, Paulo. Ah, quando a gente muda a perspectiva, né, o olhar, a gente muda a vida. Isso a gente fala na clínica. É uma das coisas muito importantes que eu falo também pros meus pacientes que, né, que estão comigo e quem possa vir. Eh, a gente se propõe a fazer algo novo. A autoestima ela vai da sensação de que eu não posso, de que eu não consigo. E quando você se permite fazer algo novo, você sai desse lugar do tracismo, do isolamento, da solidão e passa a lidar mais com outras situações que não são mais corriqueiras. Então, aprender algo novo facilita e te possibilita sair eh dessa zona de conforto, como a gente falou aqui, e aí aumenta a autoestima. É que legal, zona de conforto. Olha, eu ouvi uma frase um dia de da minha psicóloga e ela ela falou assim para mim, Rubiar, zona de conforto é muito bom, né? É algo bem gostoso, mas tá no seu conforto, mas nada cresce, você não vai sair dali. Então, às vezes a gente pensa, ai tá gostoso aqui, mas pera aí, você vai ficar lá por quanto tempo, né? Então a gente tem que, ó, despertar e vamos embora, porque zona de conforto é algo maravilhoso, mas nada cresce na zona de conforto e tudo que você alimenta cresce. Então você tá alimentando sua zona de conforto, vai ficar na zona de conforto. Agora vamos alimentar, né? Vida, produtividade, vai subir, não tenha dúvida disso, tá? 8:55, mais uma pergunta. Dá para uma para cada um, né, produção? Tá bom. Então beleza. A Patrícia Ramos o Taquaral. Como vencer o medo de recomeçar quando a gente acha que vai passar vergonha tentando algo novo. É Pate. Isso acontece, né? E a gente sabe que acontece, mas a nossa psicóloga vai responder você. Como é que a gente faz? E aí, Natália? Eh, Patrícia, eu acho que o medo é uma das coisas mais paralisantes que tem, né? Como que ele cria barreiras, né? Então eu acho que para vencer o medo, eu acho que tá muito relacionado mais à questão do nosso ego. Uhum. Néum do quanto a gente se vê num lugar tão já de eficiente, de autossuficiente e não se permite aprender a entrar na mentalidade de iniciante, por exemplo, né? Falando sobre isso, até tem um livro incrível que a autora chama Brenet Bra, que chama A coragem de ser imperfeito. Uau! E eu acho que é incrível quando a gente tem a coragem de ser quem somos nas nossas fraquezas, nas nossas potências, nas nossas vulnerabilidades, eh entendendo que a nossa história é única e se apropriar dela. Eu acho que quando você entende isso, diz que você é vulnerável e que o outro também é, apesar de não parecer, né, que às vezes as pessoas parecem estar performando tanto. Então o que que eu diria pra Patrícia? pensar um pouco mais no benefício que você tem em fazer algo novo e não na performance. Uhum. Foca mais no processo e não no resultado. Se permita viver algo novo. Tenho certeza que vai ser incrível. É. E vai e sabe que vai dar resultado? Porque é um processo. Então você vai começar a Ô gente, como é que a gente sobe a escada, né? No primeiro degrau? Então é um processo e aí depois você vai subindo, subindo, subindo, daqui a pouco você tá lá em cima. E é assim com tudo que a gente começa na vida, né? A gente tá com medo, mas eu vou com medo assim mesmo. Eu vou com ele. Pega o medo, ó. Bota aqui do ladinho. Fala medo, né? Medo, não me preocupo mais com você. Vamos embora. 8:57. Vamosá. Lembrei daquela música. Ô medo, né? Você não leva nada. É isso, gente. Ó, traz mais uma produção e aí a gente já encerra, tá bom? Fique tranquilo. Vamos lá. Mônica Gama do Jardim Chapadão. Por que parece tão mais difícil decorar eh coisas novas depois do 40? Existe existe algum exercício próprio para isso? Aprendizada depois do 40 depois dos 40. Então, muit muitas vezes parte mais do medo de aprender do que do aprender, não pelo conteúdo em si, mas a gente já carrega vários eh eh o acúmulo emocional, então tem muita carga também, tem muito aprendizado depois dos 40. Então a gente precisa como foco para poder aprender algo novo e você está disposto a aprender esse algo novo. Uhum. Eh, vamos pensar que para você se dedicar para para esse aprendizado, precisa de uma concentração maior, ou seja, eu preciso afastar outras coisas. Parece que é fácil, mas não é. a gente precisa de um certo controle para isso, mas eu tenho que tirar a sobrecarga do dia, eu tenho que tirar as responsabilidades para eu focar naquilo que é importante para aprender algo novo. Então, não existe uma técnica exatamente, mas a gente precisa aliviar o dia. Por exemplo, se eu estudo um período da noite ou faço alguma atividade à noite, eu preciso aliviar o dia, talvez até com uma higiene mental para focar naquilo que realmente eu preciso aprender. E aí talvez um esforço maior, uma dedicação maior para isso acontecer. Então eu preciso estudar um pouco mais, olhar para várias possibilidades. São estudo coisas que vê paralelo também a esse estudo principal. E aí a aprendizagem ela é um estímulo constante. Então quanto mais você lê, mais você aprende, mais a sua a sua pronúncia, a sua fala, ela fica mais livre de de qualquer outro tipo de trava. Então o aprender ele ele parte do princípio do que eu faço isso constantemente. Isso é um exercício e vale super a pena. Então, né, a gente tem que aprender a aprender. A gente aprende o tempo todo, não tem como fugir disso. Olha aí, né? Quanta coisa boa a gente aprendeu hoje com essas duas mulheres aqui, psicólogas, que nos ensinaram que a gente aprende o tempo todo e é só a gente se abrir para o aprendizado. E quais os benefícios que esse aprendizado traz, né, para o nosso corpo e a nossa mente, principalmente 50 mais, 60 mais, 70 mais, 80 mais, 90 mais. A gente está aprendendo todos os dias, tá bom? Permita-se. 9 horas pontualmente. A gente vai encerrando então o nosso estúdio Câmara de hoje, sexta-feira, um tema eh eh bem gostoso. Nós fechamos a semana muito bem, a semana toda nós trouxemos aí eh eh temas bem relevantes pro nosso dia a dia. A gente fica feliz que você que tá aí do outro lado participa conosco. A gente eh eh fica feliz também que a nossa produção tem trabalhado bastante e tem traz tem uma assertividade tão grande, né, com todos os profissionais que entregam tanto. Vocês transformam esse programa em um conteúdo maravilhoso. Quero lembrar você de casa que esse conteúdo está já eh no YouTube, tá? Da TV Câmara Campinas. De repente você assistiu, mas seu amigo não assistiu e você quer passar esse conteúdo, vai lá, YouTube TV Câmara Campinas. Conteúdo já está disponível desde quando entramos ao vivo aqui, eh, 8:3, 84 da manhã, tá bom? Quero agradecer vocês. Então, Natália, obrigada pela sua participação, pela sua entrega, por esse conteúdo maravilhoso que você ajudou a gente a a brilhantar aí o nosso estúdio Câmara. Eu que agradeço. Fiquei muito feliz com o convite, poder participar. Queria parabenizar o programa. Que conteúdos incríveis, que importante, né, as pessoas terem acesso a conteúdos tão relevantes que podem transformar, como a gente disse, virar a chavinha de alguém em casa, né? Então, parabéns a você e toda a equipe. Ah, que legal. E e sinta-se convidada mais vezes, tá? A gente espera sempre, nós temos agenda aí de 10 dias, né? E vocês também têm uma agenda muito eh superlotada. A gente aprendeu até como é que é a agenda do dos psicólogos, dos psiquiatras, né? E aí a gente entendeu que vocês têm agendas lotadas. Então, eh, mas se a gente conseguir a lugar na agenda de vocês, pode ter certeza que a gente vai chamar de novo, porque é muito bom, é muito aprendizado. E a mesma coisa eu digo pra Simone, Simone, eh, abrilhantou o nosso programa, trouxe conteúdo, trouxe aprendizado e isso é bom demais. Obrigada por você se disponibilizar, né, de um tempo segunda-feira, sexta-feira de manhã e tal, mas trouxe pra gente assim algo que se a gente consegue virar a chave de uma pessoa só, já valeu super a pena. Obrigada. Eu que agradeço. Obrigada por nos proporcionar fazer novas conexões, que é isso que a gente tá falando, né? É sempre bom a gente conhecer novas pessoas e estar nesse desafio também. Obrigada pelo convite, obrigada por estar aqui e pela produção também. Obrigada pela receptividade. Imagina, a gente faz isso com todo carinho que a gente faz, o que a gente ama, né? E esse e e essa entrega é maravilhosa, gente, não tem preço que pague. Eu quero agradecer muito você que esteve com a gente a semana toda, né? Obrigada pela audiência, pela companhia, nossa produção, nossa equipe, ninguém faz nada sozinha, a galera trabalha muito para poder trazer para você conteúdos que realmente fazem sentido na sua vida, né? Então, a gente só tem a agradecer muito. A gente encerra a semana super feliz, desejando a você um final de semana maravilhoso. Lembrando, gente, que final de semana eh tem uma produção bem legal dos nossos programas que estreiam no final de semana, sempre inéditos, né? Então, são programas e quadros que falam de saúde, de meio ambiente, de qualidade de vida. Então, convido você para assistir a programação de final de semana da TV Câmara Campinas também, que tá a nota 10, tá bom? E daqui a pouquinho nós temos a Íria, a nossa inteligência artificial, jornalista que vem direto da Central IA de informações aqui da TV Câmara Campinas, atualizando você com informações do legislativo, informação aqui de Campinas, Brasil, mundo, inclusive informações de economia, cotação dólar, euro e muito mais, tá? E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com eh informação de Campinas e também do Legislativo. É ao vivo nosso Câmara Notícias, é o nosso jornal do meio-dia. Então a gente convida você para assistir toda a nossa programação que é feita sim com muito carinho de toda a nossa equipe, pensada em levar aí mais informação de qualidade para você que tá aí do outro lado, tá bom? Valeu, beijo grande, fica com Deus, aproveita o final de semana, descansa, se permita, aprenda, é tudo de bom, vamos fazer esse exercício porque a vida é um movimento, tá bom? Beijão, gente. Valeu, fique bem. É segunda-feira, se Deus quiser.