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Estúdio Câmara | Dificuldades escolares: o papel da Família e da escola na aprendizagem
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Estúdio Câmara | Dificuldades escolares: o papel da Família e da escola na aprendizagem

15 views Publicado 30/10/2025 HD · 57:29

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Com o fim do ano letivo se aproximando, muitas famílias enfrentam a mesma dúvida: “Meu filho está com dificuldades escolares. E agora?” O Estúdio Câmara, exibido em 30 de outubro de 2025, traz uma conversa essencial sobre o tema, com foco nas responsabilidades da escola, da família e no papel do acolhimento emocional no processo de aprendizagem. Para discutir o assunto, a apresentadora Rubia de Oliveira recebe duas especialistas com ampla experiência em educação e saúde mental infantil: Cíntia Marchiori, neuropsicopedagoga, diretora pedagógica e especialista em dificuldades de aprendizagem, autismo e neurodivergência. Juliana Caetano, psicopedagoga, pedagoga e psicanalista clínica, que analisa o lado emocional e simbólico do aprender, especialmente no contexto das avaliações e da ansiedade escolar. 📚 O tema: direitos, responsabilidades e parceria entre escola e família O programa aborda os desafios do fim do ano letivo, período marcado por avaliações, boletins e decisões sobre promoção ou retenção escolar. Mais do que notas e resultados, é um momento de reflexão sobre os direitos das crianças à aprendizagem, o papel das famílias no apoio emocional e pedagógico e a importância de uma escola acolhedora e inclusiva. 💬 “Quando uma criança apresenta dificuldades, não se trata apenas de um problema cognitivo, mas também de um sinal de que algo no ambiente escolar, emocional ou familiar precisa ser olhado com mais atenção”, explica Cíntia Marchiori. Com mais de 20 anos de experiência em sala de aula, ela destaca que a parceria entre pais e professores é determinante para o sucesso das intervenções. 🧩 Temas debatidos no programa: Como identificar se o problema é de aprendizagem ou de comportamento. Quando é hora de procurar um psicopedagogo ou neuropsicopedagogo. O impacto das emoções, da ansiedade e da autoestima no desempenho escolar. Estratégias que a escola e a família podem adotar em conjunto. O que a legislação diz sobre retenção e direitos da criança na educação básica. Como o diálogo entre pais e professores pode evitar rótulos e promover avanços reais. 🎓 Sobre as especialistas 👩‍🏫 Cíntia Marchiori Pedagoga formada pela UNICAMP, pós-graduada em Educação Infantil, Psicopedagogia Clínica e Institucional e Neurociências Aplicadas à Educação. É neuropsicopedagoga clínica e institucional, com atuação voltada a crianças autistas, neurodivergentes e com dificuldades de aprendizagem. Atualmente é diretora pedagógica de uma escola bilíngue, palestrante e formadora de professores, com mais de duas décadas de experiência em turmas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Também é treinadora em Neurofeedback, técnica que auxilia na regulação emocional e na melhora da atenção. 👩‍🎓 Juliana Caetano Psicopedagoga e psicanalista clínica, com ampla vivência em processos educativos e emocionais. Trabalha com crianças, adolescentes e famílias, integrando os aspectos cognitivos e afetivos do aprendizado. No programa, Juliana fala sobre o impacto das pressões escolares, o medo de errar e a importância de resgatar o prazer de aprender, defendendo uma educação mais humanizada e empática. 💡 Por que assistir a este episódio? Porque entender as dificuldades escolares é um passo importante para romper ciclos de frustração e reconhecer as potencialidades de cada criança. A conversa vai além das notas e traz orientações práticas para pais, professores e responsáveis que desejam contribuir positivamente para o desenvolvimento de seus filhos e alunos. ✨ Assista e descubra: Como acolher a criança que não atingiu as metas esperadas. O papel da escuta e da empatia no processo de ensino. Por que a dificuldade não deve ser vista como fracasso, mas como oportunidade de aprendizado conjunto. Quais sinais indicam a necessidade de apoio profissional. Como planejar o próximo ano escolar com estratégias mais efetivas. O Estúdio Câmara traz uma conversa sensível e necessária para todos que acreditam que educar é um ato de parceria e amor — e que cada criança tem um ritmo e um jeito único de aprender. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] [música] muito bom dia para você que está aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Seja bem-vindo. Estúdio Câmara no ar. Hoje, quinta-feira, dia 30, né? Reta final do mês de outubro e também reta final do ano letivo. É tempo de provas, de boletim chegando, de muita expectativa em casa. E aí vem aquela pergunta, né? Meu filho está com dificuldades na escola. E agora, profe? É, hoje nós vamos conversar sobre esse tema que mexe com o coração das famílias. Sim, com o dia a dia das escolas e principalmente com o emocional das crianças e adolescentes. A gente fala hoje das dificuldades escolares no fim do ano e como ajudar o seu filho sem pressão e com muito acolhimento. Então, conta pra gente, compartilha conosco eh a sua experiência, como está sendo aí na sua casa, como é que tá o estresse, que a gente sabe que dá um estressezinho, né? Então, manda a sua mensagem sobre eh como que você vê eh o rendimento escolar dos seus filhos, se você acompanha durante todo o ano e chega o final do ano, tá tudo certo, tudo tranquilo ou chega o fim de ano, dá aquele susto em todo mundo e é um corre, é uma cobrança e aí gera aquele estress, uma ansiedade. Conversa com a gente porque já já você vai interagir então com as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio, tá? O telefone tá na tela 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho já vamos apresentar para você as convidadas do estúdio Câmara de hoje. Vamos lá, então, com as informações do legislativo. A Comissão Especial de Estudos sobre políticas públicas para pessoas com neurodivergências realiza hoje, às 10 da manhã uma nova reunião na Câmara de Campinas. O tema em debate será direitos em disputa porque pais precisam recorrer à justiça para garantir inclusão, abordando os desafios enfrentados por famílias na efetivação dos direitos de pessoas neurodivergentes, como autistas, pessoas com TDAH e dislexia. Participam da discussão Cristiane Correia Souza, ela é promotora de justiça do Ministério Público, Renata Flores, defensora pública e coordenadora do Nedped e Naiara Campos, vice-presidente da Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB Campinas. A comissão é presidida pelo vereador Wagner Romão e tem promovido encontros com especialistas e entidades para propor políticas públicas de inclusão no município. Muito bem, mais informação chegando para você. Olha só, também às 10 da manhã, hoje tem mais reunião, é da Comissão Permanente de Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida. Essa comissão é presidida pela vereadora Débora Palermo e será realizada então hoje as a oitava, aliás, perdão, a oitava reunião ordinária vai ser realizada no plenário da Câmara. Você pode participar, tá? Avenida Engenheiro Roberto Manes, número 66, bairro Ponte Preta. A reunião é aberta ao público e também vai ser transmitida aqui pela TV Câmara Campinas. Na pauta estão temas importantes como o funcionamento do pai serviço e da CAC, a demanda por transporte adaptado e a inclusão de pessoas com deficiência visual e autistas severos no sistema de transporte especializado. Foram convidados representantes da INDEC, das secretarias de transporte e saúde, do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e de Organizações da sociedade civil que atuam na área. Então são duas reuniões muito importantes que acontecem hoje na Câmara de Campinas, uma no plenário e outra no plenarinho. Você pode participar, é só chegar lá, é sempre muito bem-vindo. Previsão do tempo para hoje. Bom, tá chovendo, né? Chuviscando, chove para, chove para e assim seguimos durante todo o dia. Cel nublado, possibilidade de gariscos durante toda esta quinta-feira, mínima de 17, máxima de 21º. Muito bem, vamos lá. Então, tempinho fresquinho, gostoso, né? E agora que você tá aí acompanhando a nossa programação, a gente vai ao nosso tema central. Fim de ano, né? A gente já está no dia 30 de outubro, né? E é tempo de revisão de boletim, às vezes tem preocupação, mas também é tempo, gente, de acolhimento, de reflexão sobre o que realmente significa aprender. Mais do que as notas, os resultados. Essa fase pede diálogo, parceria entre família, escola e compreensão com o ritmo e também com as dificuldades de toda criança. Para nos ajudar a entender como lidar com esse momento de tensão e expectativas, nós recebemos aqui duas profissionais que entendem muito sobre desenvolvimento infantil e aprendizagem. Vamos dar as boas-vindas a Cíntia Marquiori, neuropsicopedagoga, participa com a gente. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Obrigada. Bom dia. Eu sou a Cíntia Marquiori. Eu sou especialista em neurodesenvolvimento, sou professora, né? Fiquei em sala de aula por mais de 30 anos. Hoje atuo na área clínica como neuropsicopedagoga, atendendo aí essas crianças que têm dificuldade de aprendizagem e precisam de uma ajudinha extra aí de um profissional especializado. Excelente. Para completar o nosso time de hoje, ela chega para conversar conosco, a psicopedagoga, eh, pedagoga também, psicanalista, eh, a Juliana Caetano. Seja muito bem-vinda, Ju. Bom dia. Obrigada pela sua participação mais uma vez. Obrigada, Ru. Obrigada pelo convite novamente, né? para falar sempre de um tema aqui, sempre os temas importantes são abordados e esse não poderia ser diferente. Agora reta final, né? Estamos a menos de 24 dias letivos até 30 de novembro. Muito bem. Olha isso. 24 dias, gente. Ano letivo literalmente chegando ao fim e junto com ele vem aquele cansaço das crianças, tá? Não pensa que criança não cansa, não. Cansa sim. E aí com esse cansaço das crianças, a ansiedade dos pais e a pressão das avaliações finais. Mas quando as dificuldades aparecem, como saber se esse problema é apenas cansaço, falta de rotina ou algo mais sério, né? Como que a gente identifica os sinais que o nosso filho está precisando de uma ajuda e não apenas de cobrança, né? A gente precisa identificar isso. Então, Cíntia, como neuropsicopedagoga, o seu olhar sobre o cérebro nesse momento é muito importante. Nesse período, muitos pais vêm os filhos exaustos. E aí, como é que a gente pode, de forma simples, aprender a diferenciar o que é apenas um cansaço normal do fim de ano ou o que pode ser um alerta real, que há uma dificuldade de aprendizagem e que precisa de atenção e cuidado e não cobrança? Eu acho que a gente tem duas situações diferentes. Quando a gente percebe que o nosso filho sempre foi bem na escola, que tava tudo caminhando bem e que de repente as notas caíram, eh, a gente pode imaginar que é um cansaço ou que é um conteúdo que essa criança não entendeu direito, que precisa revisar, ser revisado de uma forma diferente, usando outras estratégias. Então, quando existe uma uma queda brusca das notas, a gente precisa avaliar, essa criança tá cansada, aconteceu alguma coisa na escola, um bullying, a uma situação que deixou essa criança desconfortável, eh, com o receio de perguntar pra professora. Então, aconteceu alguma coisa que justifique essa queda, das notas? Então, quando isso acontece, a gente tem que ir pra escola, conversar, tentar entender o que aconteceu e se for uma questão com o conteúdo, que é mais difícil para aquela criança naquele momento, a gente pensar em outras técnicas. outras estratégias com jogos, com, enfim, com leituras, com vídeos. As crianças hoje gostam de aprender por vídeo, né, assistindo vídeo eh de pessoas que trazem aquele conteúdo com uma outra linguagem que os professores trazem. Então, quando a a queda é brusca das notas, a gente pode imaginar que é uma situação de cansaço, de ansiedade ou de algum problema que aquela criança vivenciou. Quando isso é uma constante o ano todo, significa que a gente demorou um pouco a mais do que devia para entender que essa criança precisava de uma ajuda diferente, né, de uma ajuda especializada. Então, quando a gente tá eh ali acompanhando o dia a dia da criança, a gente consegue desde o começo do ano ir identificando essas dificuldades para que não chegue nessa altura do ano o buraco não esteja muito grande, né? Eh, então é uma questão de estabelecer rotina desde sempre. Criança precisa de rotina. Ah, mas é fácil. Não, as crianças não sabem estudar. As crianças não conhecem técnicas de estudo. A gente precisa fazer isso, tanto na escola quanto em casa. Excelente, né? A pressão das notas, gente. Quem é que nunca viveu isso? Eu vivi, você viveu. Atinge nosso coração e dos nossos filhos também. A gente fica, as crianças ficam vulneráveis, né? E a postura da família é o maior escudo. Então, como eh você, Juliana, eh eh avalia, a criança chega em casa ansiosa, desmotivada, até com medo, né, por conta das provas. E como que a gente faz os pais para para ser um porto seguro, não mais um uma figura de cobrança para essas crianças, porque prova dá medo. É, agora não é a hora de cobrar, né? Agora é a hora da parceria. Então é, como a Cíntia colocou, precisa entender esses dois lados, né? Se foi uma dificuldade real ao longo do ano ou se de fato é algo pontual por uma eventualidade, uma situação familiar ou um problema que aconteceu, né? Eu tive uma situação segunda-feira também clínica onde as crianças perderam uma pessoa querida da família e estão em semana de provas e o rendimento agora vai cair, não tem como. Então depois que a gente faz esse entendimento, essa constância é necessária a parceria entre escola e família. Então, o que nós orientamos? Deu problema nas notas, tá com dificuldade, reta final, busque em primeiro lugar a escola, converse com a orientadora desta criança, entenda o processo e de fato o que está acontecendo. Porque nós não estamos falando aqui somente de notas, nós estamos falando do que é aprendizado real, né? O que ela vai, o que vai faltar pro próximo ano, o que ela não aprendeu, o que que tá acontecendo, né? Então, primeiro a parceria com a escola, depois chega em casa, sente com a criança, conversa e oriente e dê o suporte necessário, né? Aí sim vai estabelecer uma nova rotina, novas regras e não pressionando, mas trabalhando junto com ela, porque se você aumentar a demanda emocional não tem resultado positivo. É a parceria entre família e escola, né, e a forma com que a família reage mudam as regras do jogo, né? Totalmente. Certeza. explica pra gente então eh o que que o pai e a mãe eh deve fazer quando, tipo assim, ah, vamos lá, eh, dia de entrega de boletim, né? Vamos conferir como é que estão as suas notas e você não faz nada, você só estuda, você deveria fazer bem o que a única coisa que você faz, né? Geralmente a gente ouve isso e isso afeta muito a saúde mental das crianças e adolescentes. Com certeza. Eu acho que a da fala da Juliana eh foi muito assertiva no sentido de dizer que agora não é hora de cobrança, agora é hora da gente eh dar as mãos com esses nossos filhos e a gente buscar soluções, né? Quando a gente traz essa pressão do ah, cadê a nota, você só faz isso? a gente acaba trazendo um dano emocional muito grande pra criança, porque ela se sente desvalorizada, ela se sente incapaz de aprender e toda vez que existe essa pressão, aí a criança fica menos eh motivada e aumentam a dificuldade da criança. Essa criança realmente começa a acreditar naquilo. Vocês já ouviram a frase: "Ah, fala tem poder, né? A gente tem, é isso. O nosso cérebro acada acaba acreditando quando a gente escuta muito. Ah, você é burro, você é incapaz, você não consegue. As crianças quando começam a acreditar nisso, elas acabam não não conseguindo estratégias para se manter firmes no estudo. Eh, elas acabam eh aderindo à aquela carapuça e começando a se comportar como tax essa essa criança. Então, agora realmente é a hora da parceria, é a hora de procurar a escola e falar assim: "Tá bom, estamos aqui nessa situação agora". Eh, mesmo que eu procure um psicopedagogo que precisa, não tô falando para esperar o ano que vem, mas mesmo que a que que a atuação comece nesse momento, não significa que de uma hora para outra instantaneamente essa criança vai apresentar melhora nas notas. Então, a hora é escola, o que que é principal aqui? Quais são os objetivos principais? O que que disso aqui tudo a minha criança tem que saber neste momento e elencar prioridades. E dentro dessas prioridades buscar estratégias diferenciadas para ajudar essa criança a dar esse salto no final do ano e avaliar caso a caso o que que é melhor para essa criança. É uma retenção para ela recuperar esses esses conteúdos que ela perdeu durante o ano ou o emocional dela tá tão fragilizado que o mais adequado é ela ser promovida com uma responsabilidade da família de trazer o acompanhamento desde o começo do ano. Isso tem que ser avaliado caso a caso. Também tem que ser avaliado que estrutura a escola deu para essa criança durante o ano. Essa criança teve reforço, teve acompanhamento? Eh, ela conseguiu falar com a família ou se ela tentou e a família não foi, quais são os procedimentos que a gente vai adotar? Então, é hora da gente analisar o percurso até aqui para procurar estratégias tentando eh salvar o ano letivo dessa criança no sentido de promoção ou avaliando se realmente para essa criança não vai ser melhor uma retenção, né? Isso é caso a caso. Nós temos duas situ, posso complementar? Nós temos duas situações aqui muito sérias. Eu fiquei 33 anos em escola, né? Sim, fui da sala de aula até a coordenação. Então assim, quando o pai busca uma orientadora, ele vai perguntar assim: "Perguntem e por que que você não me comunicou?" Então, precisa primeiro haver a parceria entre escola, porque há escolas que comunicam somente no fim do ano. Eles entendem que a família é responsável 100%, e não é isso. Nós temos uma parceria e tem um outro lado que falta a família olhar para esse filho e deixa sua mente na mão da escola, né? Então, precisa cuidar desses dois lados. E o que a Cíntia colocou é fundamental, porque o que eu mais escutava na minha sala no final do ano é: "Juliana, eu não quero frustrar os meus pais". Eh, eu sei que a única coisa que eu faço, né? Eles ouvem aquelas frases ao seu trabalho, obrigação sua, estudar, mas eles choram porque eles não têm a intenção de frustrar, eles têm dificuldade mesmo. E de repente, se eu não olhei para essa dificuldade com seriedade, eu não vou conseguir apoiar, não vai ser agora nos últimos 15, 20 dias na reta final. Então, o mais importante agora é buscar imediatamente a escola, ver o que você pode fazer, sentar com a com a criança, né, com o filho ou com o adolescente e desenvolver as estratégias necessárias para que a gente possa atingir o objetivo. Quem faz isso alcança resultado. Uau! Agora, eh, esse negócio de retenção, né, de aprovação, hoje não é mais reprovar, né? Antes, antes a gente reprovava na escola. Nossa, gente, eu reprovei a quinta série, uma vez só. A quinta série, todo mundo falava, a quinta série é difícil e tal. Na época que eu estudava, então, eh, que fazia lá, eh, primário, eles falavam, né? Hoje já não é mais assim, mas eu reprovei a quinta série, eu vou falar um negócio para vocês. Que frustração terrível você ter que fazer tudo de novo. E aí é frustrante pra criança e é frustrante pros pais, porque como é que, igual você falou, como é que como é que eu vou chegar e falar: "Poxa, reprovei". Reprovar é um é uma palavra muito pesada, não é, Juliana? É, é até porque eu vejo meus amigos darem continuidade e eu fiquei. E pra criança é muito delicado estar no mesmo ambiente vendo a sua turma progredir. Então, o reprovar é não ser aceito, né? A palavra reprovar vem de não aceitação. Então, dá uma ideia de que eu não fui aceito. E aí eu fiquei com pessoas diferentes que vem de uma série inferior, né? meus amigos foram adiante. Então, até esse cuidado nós temos que ter. Então, tem que observar bastante. Agora, o fundamental mesmo é o que a Cíntia colocou, há necessidade de reprovação, eu preciso reprovar mesmo. Falta 0,2. Ai, ai, ai, né? acontece essas situações de zero meio ponto e aí o pai vai buscar um recurso, uma situação. Então o que a CIA quis dizer é o seguinte: ou nós vamos passar essa criança num conselho de sala entendendo que ela vai progredir e vai ajudar ou então há necessidade de segurar porque ela não aprendeu, que foi como eu falei o que ela tem de conteúdo para levar adiante. Então eu vou lidar com várias questões, fora a questão emocional que você tá colocando. É porque a questão da frustração é assim, a gente hoje a gente vive numa sociedade que tem muito medo de frustrar as crianças, né? Então a a frustração faz parte da nossa vida, né? A gente precisa aprender a lidar com ela. Só que existem situações onde a criança vai se frustrar e a responsabilidade não é só dela. Ela não teve apoio da escola, não teve apoio da família. eh, ela tem alguma questão neurobiológica ou fisiológica mesmo, ah, não tá escutando, não tá enxergando, a gente tardiamente descobriu isso. E aí, para que que eu vou frustrar essa criança se ela não teve a o suporte que ela precisou ter? E porque a criança precisa do suporte, ela ainda precisa muito da gente, né? e mesmo o adolescente precisa muito desse apoio. Então, existem momentos em que a gente precisa eh entender que a frustração é inevitável e depende muito da gente, como a gente vai liar essa situação. Olha, entenda que eu entendo que você tá chateado, que isso para você é frustrante, mas vamos pensar no lado bom, o tanto de coisa que você é que tá ficando para trás, é, você vai ter um tempo a mais para você sempre. Então, depende muito de como a família conduz e como a família põe essa pressão em cima da criança, né? Porque às vezes é isso, na clínica a gente combinou de fazer uma retenção de uma criança de primeira primeira sede, primeiro ano, né? Então, é série de alfabetização. O que que aconteceu? ela tinha, ela teve uma questão eh de uma, de uma síndrome eh que precisou que deu um atraso motor. Esse atraso motor fez com que ela tivesse alguns delays na aprendizagem, tanto da matemática quanto, eh, da da alfabetização. E a gente entendeu que ela teria um ano a mais para brincar, um ano a mais para ficar. E a gente conduziu isso com muita leveza. Hoje ela tá no quarto ano acompanhando integralmente, tirando 10, tirando nove. Mas a gente precisou segurar um pouquinho essa criança para que ela brincasse mais e tirasse inclusive esse atraso todo que ela teve decorrente da síndrome motora que ela nasceu. Então hoje motoramente ela tá ótima, acabou de fazer a última cirurgia que ela precisava aí nesse nesse processo dela eh motor e ela tá super acompanhando a escola hoje. Então às vezes esse segurar um pouquinho é importante, mas depende de como a família lida com isso, como a família pressiona. E aí é isso, é analisar caso a caso. Excelente, né? Agora tem você trouxe uma questão interessante que acho eh eh que vale super a pena a gente trazer aqui pro programa, eh as crianças neurodivergentes, né? Nesse período, eu acredito que a gente precisa ter um olhar ainda mais atento com as crianças neurodivergentes, porque elas têm uma emoção um pouco eh eh mais exacerbada e de repente chegar e falar: "Poxa, você não conseguiu, você não vai passar de ano. Olha só, você me trouxe uma nota assim, mas a mamãe e o papai explicou. Por mais eh carinho que você tenha no momento de falar, a gente precisa ter um olhar mais apurado, né, Jul? É entender a responsabilidade do adulto. Uma criança é uma criança, ela tem que ter suporte, né? Por mais eu tenho pais que falo assim: "Ah, ele não me dá trabalho, eu não preciso nem olhar a tarefa dele, faz tudo sozinho." Mas não é por aí. Eu preciso participar, eu preciso estar em ação com o meu filho, entender, né? Eu tive uma colega sábado, eu encontrei, ela disse assim: "Nossa, eu tô cursando a quinta série, a sexta série de novo, né? Ela tem dois filhos, 11 e estudando novamente, mas é o estar junto e faz a diferença pra criança. Minha mãe estudou comigo, ela me ensinou, me ajudou. A Juliana, eu não dou conta, eu não lembro mais matemática, que é o que as mães falam para mim, procure um profissional, procure ajuda, suporte, né? Hoje nós temos muitos recursos, né? Basta você colocar na no Google e tem como ensinar, como produzir, tem vídeos explicativos. Então, esteja presente. Agora é o momento de entender, acolher, respeitar e dividir, muito bem dividido o tempo dessa criança também com o lazer para que ele possa evoluir e produzir. Porque assim, é difícil a gente falar que em uma semana você vai estudar o ano todo, né? Porque agora os professores cobram aquelas provas de fevereiro a novembro, dezembro. Então vejo que é importante. Faça essa parceria com o grupo escolar, né, com a orientadora do seu filho. Converse com os professores, vá à escola e diga: "Estou à disposição. Como nós podemos ajudar o meu filho?" Essa é esse momento é o mais importante agora. E muitas coisas mudam. Já vi alunos do ensino médio ficarem de nove média disciplinas e conseguirem evoluir, né? É, vai com sete, oito, melhorou nota, fica uma para conselho, o conselho vota, consegue aprovar, porque vê a evolução dessa criança, vê o esforço que foi feito nessa reta final. E também crianças que, ah, eu já vou repetir e deixei. E como está o adulto, como está a participação da família? Então, é muito importante agora a parceria total. Uau, né? E essa criança que vai sozinha, ah, não preciso nem ver a lição. Essa criança quando ela percebe que ela é muito autônoma, não é por isso que ela não precisa do carinho do acolhimento da família. Então assim, ah, eu sei que eu faço tudo sozinha, mas eu ter a minha mãe ali olhando, elogiando emocionalmente é muito importante também, né? E a criança neurodivergente que você tava falando, ela normalmente ela chama a atenção do professor desde o começo, ela chama atenção da família. Então, querendo ou não, tem a a ansiedade da busca do diagnóstico, mas existe uma movimentação tanto da família quanto da escola para tentar aí auxiliar. Às vezes, até a gente entender o funcionamento dessa criança, até a gente chegar num laudo, as coisas demoram um pouquinho, nem sempre é suficiente paraa gente preparar paraas crianças as ferramentas que elas precisam durante o ano. Às vezes a gente precisa de um, infelizmente, às vezes a gente ainda precisa de um tempo a mais para construir uma forma de aprender para essa criança. Mas essa criança que tem só uma dificuldade de aprendizagem, que a gente ainda não sabe direito se ela vai ser laudada, se ela vai ter, vai, se a gente vai descobrir alguma questão aí maior, né, essa criança precisa de ajuda, porque essa criança fica num meio termo, num limbo ali, né? Ela fica flutuando entre ser neurodirigente ou ser só incapaz. Então essa criança precisa que a gente tenha um olhar muito cuidadoso, muito carinhoso, eh, e muito assertivo com ela durante todo o ano, né? E é algo muito importante que nós brigamos muito na clínica, tanto eu quanto a CT e nossa equipe de profissionais, que é agora é um tema que você traz bastante aqui no programa, não é hora de telas, tire a tela porque senão eles não conseguem estudar. Eu vou usar que a gente já falou a dopamina de forma diferente e aí eu não consigo, eu fico esgotado de novo. Então agora é o momento de concentrar, né, de cuidar disso. E sabe uma outra coisa que eu acho importante a gente levantar? Às vezes a criança não vai bem na escola e a gente fala: "Nossa, mas essa criança é tão inteligente, nossa, essa criança". Ata habilidade também não sabe ser trabalhada em sala de aula, porque os professores, as escolas estudam para a deficiência, para a a falta de, para a incapacidade de, mas a gente enquanto escola não está formada para trabalhar com as crianças com altas habilidades. E essas crianças com altas habilidades ficam entediadas, elas ficam frustradas, elas acabam fazendo as coisas. Ah, isso é muito fácil para mim, então faz de qualquer jeito e acaba errando porque não prestou atenção. Então, a gente precisa olhar para essa criança também para entender se ela não tem exatamente o oposto, se não é uma alta habilidade que tá afetando o emocional, que tá deixando ela entediada, que tá mudando o comportamento. E a gente não fala muito da criança que também tem alta habilidade. Quanto desafio nas escolas também para esse momento, não é, J? É, nós debatemos muito, sabe, Rúbia? A a escola não é clínica, a escola é um espaço de educação pedagógica, porém está enfrentando esses desafios. Vou aqui defender um pouco os professores também, né? os professores estão já até bem preparados, estão com algum conhecimento, mas não ainda no nível em que eh a sociedade merece, necessita e que nós gostaríamos que estivesse, porque o professor não tem tempo mais de estudar, né, como era antes. A demanda tá aumentando muito de todas essas questões de neurodivergência e o professor tá ficando também com um estresse muito grande, só que há necessidade. Então, até gostaria de aproveitar o momento dessas escolas investirem um pouco na área de neurodivergência, de aprender, de levar curso paraos seus profissionais, de se eh ambientar, de entender o processo, de compreender a criança. Nós recebemos crianças lá na clínica e tá aumentando, né, Cíntia significativamente a demanda que chegam às vezes com laudo equivocado. a gente já sabe disso, eh, eu pego bastante e eles têm às vezes uma alta habilidade e a escola não tem a menor noção de como lidar com crianças de altas habilidades. Então, nós fazemos essa parceria eh aceitar essa troca, ninguém tá competindo com ninguém, nós estamos aí ampliando o conhecimento e trocando e aprendendo com a escola também nesse momento, né? Porque estão nascendo questões diferentes, mundo diferente. A gente que vem de sala de aula, a gente nunca vai falar professora com pessoa, muito pelo contrário, a gente fala: "Professor, vamos junto, vamos eh eh começar a trilhar esse caminho de uma forma diferente." Então, a gente enquanto clínica, a gente faz questão de oferecer formação pras escolas, de oferecer capacitação técnica para professores. Então a gente dá muita palestra nas escolas dessas crianças que a gente atende lá na clínica, porque a gente entende que a gente é um braço e que a escola é outro braço muito importante, que a criança fica muito mais horas na escola do que com a gente na clínica. Então essa parceria precisa acontecer não só com a família, mas com a clínica quando é o caso também. Sim. E diferente de trabalhar com a dificuldade, que é o tema principal de hoje, nós estamos falando de altas habilidades, que é a inversa total. Nossa. Então, dependendo da pontuação do QI dessa criança também tem uma forma de trabalhar. Então, eu tenho ali até 120, eu tenho até 130, 140 para cima é totalmente diferente. Então, nós estamos falando assim, acima de 140, eu tô discutindo de 23 a 24 pontos a menos que Einstein. E nós temos uma criança de 144 na clínica, ele é meu. Então, assim, para trabalhar em sala de aula, a Cíntia tem uma Luciana, né, de 132, uma menina de 9 anos. Nós estamos falando de um mundo completamente novo. Então a gente pede essa parceria, esse braço que a Cintia colocou da gente trabalhar junto com as escolas, porque é extremamente novo. No Brasil nós temos dois profissionais que atendem isso, né? Eh eh eh em demanda alta, que estão oferecendo cursos e e autoconhecimento, mas o fato é que tem que caminhar uma longa estrada aí até a gente chegar no ideal de escola. E essas crianças, por incrível que pareça, às vezes t muita dificuldade na escola. Por isso que a gente trouxe esse tema, porque a gente fala: "Ai, mas ela é tão inteligente". Mas as dificuldades emocionais e todas as dificuldades de trato e de até de engajamento nas atividades, às vezes são tão ou mais fortes do que uma criança que tem dificuldade por conta de um TEIA, por conta de um TDAH, né, dessas outras, né, do oposto, né? Então, isso é importante eh eh pensar na dificuldade independente da do laudo. A a dificuldade que a criança tá apresentando pode ser por causa de uma alta habilidade ou de um outro de um outro quadro, mas o importante é lidar com o sintoma. A gente olha para esse sintoma da dificuldade, esse sintoma da desatenção e pensar em estratégias para cuidar disso. É. Aí você fala: "Nossa, uma criança de altas habilidades, 144 pontos de QI, ela vai ficar retida, ela vai reprovar, ela tem pode acontecer. Porque é como a Ctia colocou, envolve um quadro gigantesco que tem a ver com sociabilidade, que tem a ver com cognição também, porque ele tem o lado do, né, do aprender, mas ele também precisa de orientação, que ele tem uma facilidade se ele for orientado. É, é, há uma confusão com altas habilidades. Altas habilidades não é genialidade, é facilidade e habilidade com velocidade no aprendizado, o que não quer dizer que ela se dá bem socialmente. E ela seente paralelo também, por isso que se confunde muito ao autismo, né? Não só se confunde como a gente tem a dupla excepcionalidade que é a criança que é teia e tem altas habilidades, né? Então, a gente tem, e aí são a gente tem um um pessoas eh que estudam bastante essa dupla excepcionalidade, como que eu lido com a criança que é teia e que também tem uma alta habilidade, que aí é um trato completamente diferente, porque eles andam lado a lado. Não, nem toda criança teia tem altas habilidades, nem toda criança com altas habilidades é teia, mas existe ali uma linha bem tên que a gente precisa olhar com cuidado para isso. Como que a escola dá conta disso, né? Fácil. Eu tô pensando aqui, tá passando um filme na minha cabeça, eu tô imaginando como a escola dá conta, né? E quando a gente fala eh de crianças neurodivergentes, a gente precisa de escolas preparadas para atender essas crianças, né? até pessoas, crianças com deficiência, a gente precisa eh eh deficiência física, a gente precisa de escolas preparadas para atender essa criança, porque às vezes ah acaba tendo aí uma evasão escolar por conta da escola não estar preparada para atender essa criança que precisa desse atendimento, né? Eh, não digo especial, mas hoje é um atendimento, a escola tem que estas abertas para receber essas crianças. Mas a gente tem um ECA e tem uma LDB que garantem antes da gente falar de neurodivergência, antes da gente falar de inclusão, essas leis já garantem pra criança que ela tem a oportunidade de aprender como ela é capaz de aprender. Então isso já tá em legislação há muito tempo, a garantia das desse olhar diferenciado paraa criança. E a escola nunca vai estar 100% preparada. E a gente nem espera que a escola esteja 100% preparada. O que a gente espera é que a escola eh consiga ser clara nas dificuldades que ela tem, ó, estou com dificuldade de lidar com isso. Pra gente poder ajudar essa escola, porque quando a escola não consegue nem olhar para entender qual é a dificuldade, aonde tá a dificuldade, a gente não consegue ajudar, porque quando ela fica, entra no desespero, meu Deus, aonde eu começo? Não começa por lugar nenhum, né? Então, a gente precisa das escolas mais do que prontas para atender, que elas tenham disponibilidade para aprender e para construir essa prontidão para receber as diferenças e saber pontuar também quando não estão conseguindo, né, pedir aí um socorro para poder orientar toda essa situação. Sim. Gera até uma frustração pra gente quando a mãe chega e fala: "Juliana, fala dois pontos em matemática, cinco em ciência, sete em português." Ah, e agora? E eu digo assim, nós não estamos falando, eu sei que o ponto que vai fazer ela passar é importante, mas o que ficou de defasagem, como é que eu vou trabalhar agora o conteúdo do ano todo? Nossa, olha só, eu tô falando de pontos. Eu tenho um conteúdo para trabalhar, para entregar para essa criança, para de fato ela aprender, compreender. E a mãe tá preocupada ali com 0,2 ou com cinco, com sete, que ele precisa ter, veja, para para passar. E aí eu questiono o que foi falado, acho que um dos primeiros programas que eu vim, eh, o formato educacional brasileiro, eh, ainda é complexo, né? Ele não é para o brasileiro, ele é um formato importado, é um formato americano que nós seguimos, né? A já vista que já tá muito diferente lá. Então, essa proposta que nós temos de educação pedagógica no Brasil, será que é adequada? Já não passou da hora de fazer uma reflexão que a gente só olha os pontos e não a aprendizagem como um todo? Exato. Então é isso, né? É, é grave mesmo. A gente precisa olhar porque além de tudo a gente tem uma questão da gente minimizar as habilidades em detrimento dos conteúdos específicos. Então a gente tem às vezes uma criança que escreve um texto bom, mas cheio de erro de concordância, cheio de erro de de acentuação, mas ela escreveu um texto com começo, meio e fim, com conteúdo. A habilidade de comunicar ela tem. E hoje a gente tem ferramentas eh de inteligência artificial, até o Word mesmo corrige a concordância, corrige. Então, o que que é mais importante? Eu saber as regras de acentuação ou a gente ter uma clareza de pensamento, uma estruturação de pensamento. Então, ainda existe uma inversão de supervalorizar o conteúdo em detrimento das habilidades sociais, acadêmicas, de comunicação, de pensamento lógico, de resolução de problema, que ao meu ver são mais importantes do que do que conteúdos específicos. Ah, eles não são importantes, são muito. Mas se eu tenho uma criança que tá com uma dificuldade de ortografia, mas tá conseguindo se comunicar super bem, eu tenho que pensar em outras estratégias, até porque ela pode ter uma desortografia e que aí é uma outra questão. Então, quando a criança é brilhante e tem uma questão ortográfica muito importante, a gente tem que avaliar essa criança de uma outra forma. Então, a gente tem que pensar nas habilidades que estão sendo envolvidas e usar os conteúdos como ferramentas para essas habilidades e não o contrário. Nossa, gente, que aula de vocês aqui, né? Eu tô aqui de boca aberta porque olha, gente, é muito bom a gente ouvir tudo isso, né? E e ter esse esse aprendizado, porque a gente precisa, como pais, como família, a gente precisa entender o que acontece, não só dentro da nossa casa, mas também lá na escola. Então, nós precisamos estar em contato direto com a escola para que a gente possa orientar os nossos filhos. E aqui nós temos eh duas profissionais de saúde mental e a gente fala, quando a gente fala da psicopedagogia, né, a importância eh eh da psicopedagogia eh nesse nesse universo escolar, né, Juliana? É psicopedagogia, né? É uma confusão aí, né, C chega na clínica, ah, o psicopedagogo é professor particular. Não, nós temos uma demanda muito grande de acompanhar os estudos do aluno, fazer com que ele compreenda esse conteúdo e de reorganizar esta rotina. E organizar essa rotina não é no papel, ela é mental. Mental. Uhum. Então, é uma busca grande. A psicopedagogia é fundamental hoje nesse processo educacional, que é o tempo que realmente o professor particular não vai ter. Eu posso fazer ali um reforço, buscar alguém da da área específica, mas o psicopedagogo vai reorganizar tudo. História de vida, compreender desde onde começou essa dificuldade. Se tem uma lacuna educacional de 2, tr anos atrás, porque eu tenho aluno no médio que não sabe tabuada, né? Que não nem passou pela cabeça dele ter a tabuada, não só pelas facilidades que ele tem hoje, mas é de compreender, né? Que não trabalhou com material dourado, que é onde a base que a gente aprende da matemática. Eu não sei escrever texto porque eu não leio. Então, este é o papel do psicopedagogico, é compreender da onde vem a dificuldade, trabalhar a dificuldade e criar um entorno em casa, na escola, um acompanhamento para que essa criança evolua, né, e não fique estagnada. Por isso, o tempo todo nós estamos em reunião lá e discutindo, tá na hora de revolucionar a educação, já passou do tempo, né? Nós precisamos dessa parceria clínica e escola, pra gente entender um contexto maior. Será que é isso que é adequado essa escola de hoje? E aliado tudo isso é a papel do psicopedagogo também trabalhar com as funções executivas, né? Foco, memória, persistência, organização, planejamento. Então tudo isso é papel do psicopedagogo treinar com essa criança. Lembra que eu falei no começo? A criança não sabe eh estudar sozinha, ela precisa aprender. E para conseguir aprender e ter rotina, ela precisa ter funções executivas que vão sustentar essa atenção, esse foco para permitir o aprendizado. E é papel do psicopedagogo treinar essas funções executivas também junto com a criança nos atendimentos semanais. Olha só, né? Já pensou? Escola, psicopedagogia e família, né? Que maravilha para as nossas crianças. Consegue eh ver a conexão de tudo isso? Isso é bom demais, gente. Esse aprendizado que nós estamos tendo aqui hoje, nesse dia 30 de outubro é muito importante. Por quê? Porque, como a Juliana falou, 24 dias aí para encerrar o ano letivo e de repente é o estágio que você precisava para poder acolher aí a sua criança, né, o seu filho, sua filha, eh, jovem, adolescente, enfim. E às vezes eh mudar a forma com que você se comunica, né, com com essa criança, com esse jovem. Ao invés de cobrar, acolhe, senta e estuda junto. Ah, eu não sei, vamos lá, vamos aprender juntos, né? E de repente você pode, virar a chave e fazer uma mudança show de bola. criança que de repente não ia não não tinha aí um uma expectativa boa, né, para o fim do ano letivo, pode ser que você consiga, né, só a gente parar, analisar, pensar e entender com mais carinho a necessidade das nossas crianças. A produção tá me avisando aqui que a gente tem algumas perguntas, né? É isso. Então, tá bom. Vamos lá responder o pessoal que tá em casa. Vamos ver quem é que tá conosco, por favor, produção. Vamos lá. O Leandro Alves da Vila Industrial. Como os pais podem conversar com os professores sem parecer que estão culpando a escola, mas buscando entender o que está acontecendo? Então, mas tem essa essa sensação de culpar a escola? É, é, Cíntia, eu acho que depende da parceria que a gente teve durante todo o ano. Se a gente foi uma família parceira, que o tempo todo conversou, o tempo todo fal como que eu faço para ajudar em casa? Como se a gente teve essa essa conversa o ano todo, essa conversa do o que que a gente faz agora nessa reta final vai parecer menos que a gente tá culpando a escola. Veja, a escola tem que assumir a responsabilidade que é dela, mas a gente enquanto pais a gente também tem que assumir a nossa responsabilidade. Então eu acho que quanto mais sincero a gente é, olha a escola, eu falei nisso, nisso, nisso, eu sei, mas eu também tô sentindo falta da escola oferecer isso, isso, isso pro meu filho. Que que a gente pode fazer? Como que a gente pode organizar isso? Então, quando a conversa é sincera e quando essa parceria não vai vir só no alto eh no no alto do stress do final do ano, isso acaba acontecendo de forma mais natural e mais saudável. Agora, também depende do tom de voz que a gente usa, das palavras que a gente usa. Se a gente chega muito armado, querendo proteger o nosso filho, evitar que o nosso filho se frustre, é porque não adianta, né? Chega atacando, né? Então eu dizia assim pro pai quando ele chegava já um pouco a risco, né? Eh, quando o pai chega atacando, falando, às vezes nem a gente enquanto escola entende o que tá acontecendo. Então, o ideal é você, Leandro, chegar, colocar, falar: "Olha, é verdade, como assente colocou, eu não tive tão presente durante o ano, eu queria entender um pouco o contexto, falta só ponto, é objetivo, foi falta de aprendizado, de parceria nossa enquanto família. O que eu, Leandro, pai, posso fazer para ajudar meu filho? O professor se abre nesse momento e ele vai conseguir te auxiliar. Agora, quando a gente chega atacando a escola, a escola não entende, fica uma sensação de aquele pai não sabe do filho e e agora ele quer participar, né? Então chega tranquilo, com muita verdade, né? E fala: "Olha, como eu posso orientar agora nesse nesses últimos minutos pra gente conseguir". O ser humano é reativo, né? Então se a gente nós todos somos, né? Então se a gente se sente atacado, a gente vai atacar, né? Isso é natural do ser humano. Então é chegar com calma, chegar com tranquilidade e as conversas vão acontecer. E também fica uma dica aqui paraas escolas, só para finalizar, eh, documentem desde do início do ano, tudo que é falado paraa família, tenham esse cuidado de chamar de olhar um por um. Temos que olhar na individualidade. A escola já mudou há muito tempo. Lá nós fazemos isso criança por criança. Documentem as reuniões. Olha, nós avisamos em fevereiro, o senhor tá chegando aqui agora. Hum. Né? Agora quem não fez isso, a escola passa a ter um trabalho de não ter feito essa parceria. E o pai que chegou lá desarmado vai ter os resultados que precisa. Então tem os dois lados aí. É, é, é muita, é muito emocional envolvido nisso tudo, né? Muito emocional. 8:49, mais pergunta pra gente, produção? Vamos lá. Pode mandar. Quem é que tá conosco aí? Vamos ver quando a Renata, Renata Prado do Jardim Londres. Obrigada, Renata. Obrigada pela sua participação aí. Tá, vamos lá. Quando a criança tem diagnóstico de TDH, quais ajustes simples podem ser feitos em casa e na escola para ajudar nessa fase de provas? Vamos lá. É, Renata, né, Renata? Eh, vamos começar aí colocando algo, né? Renata diagnóstico de TDAH não é simples, Renata. É um diagnóstico complexo e muito maior do que nós imaginamos, né? Mas se de fato você já tem esse laudo, a escola já está ciente disso. Eu gosto de trabalhar com o TDAH, com essas dificuldades na reta final, com filmes, vídeos, resumos, pega muito bem pro TDAH por causa da memória e elaboração de curto prazo, né, Ctia? A Ctia vai complementar, mas dentro disso a parceria. Então, use filmes da Netflix ligado ao conteúdo. Por exemplo, se seu filho tá estudando terceira guerra mundial, eu tenho recurso de um vídeo, eu vou estudar o livro, eu vou fazer um resumo e vou debater com ele. Quanto mais eu enriqueço na hora da prova ou de executar um exercício, ele consegue lembrar de todos os recursos visuais, sensoriais, auditivos, discussões e a a prova fica muito mais bonita e recheada. Então, pro TDAH tem que ser trabalhar os cinco sentidos, tá? Então, é nesse sentido, mas o TDH não é tão simples assim quanto parece. a gente tem, o nosso cérebro é muito complexo, né? Então, a gente tem e áreas do nosso cérebro que são muito especializadas em determinadas coisas. Então, quando a gente sofre um acidente e a gente bate, por exemplo, essa região occipital, afeta a nossa visão. Mas se eu perguntar para vocês assim, qual que é a em qual região do cérebro localiza para mim com a sua mão onde tá a central de memória? Isso não tem uma central de memória no cérebro. A gente tem várias centrais de memória. Uma central de memória auditiva, uma motora, uma visual. Então, quando a gente usa todas essas centrais de memória para aquele conteúdo ser armazenado, a a quando a gente a busca, não, a o resgate dessa informação é mais fácil, porque essa memória tá essa informação tá guardada em vários locais. Então, assim, TDH nessa época zero tela, a não ser que seja recurso pedagógico num filme ou uma uma informação no YouTube que eu vai me explicar o conteúdo. Então, é zero tela. eh pensar nessas estratégias, né, para usar as várias centrais eh de memória e ter rotina. Não adianta a criança ficar 4 horas na frente do do da do caderno. Então é, estuda um pouquinho, para um pouquinho, estuda um pouquinho, para um pouquinho. Então tem uma rotina de estudo. A escola na época da prova, eh, toda criança que é laudada com TDH, a escola já tenta oferecer tempo extra de prova, às vezes um ledor para falar assim: "Olha, relê essa pergunta aqui, você esqueceu, eh, tá pedindo para justificar ou a própria escola pode grifar o comando principal para ajudar ela na a se organizar ali na hora da prova". Então são ajustes muito pequenos e muitos muito fáceis de serem feitos nessa época de prova ou durante a realização das provas. E Renata, mais de 30 minutos pro TDH, é sem interrupção de 15 a 20 minutos não funciona. Então não adianta colocar a criança lá e passar disso. Então nessa época ainda do ano, mais de 30 minutos, ela perde o que ela olhou e não aprende. A não ser que seja um filme ou algum recurso diferente, mas 30 minutos, 15 minutos de intervalo, seja uma água, tomar um banho, andar um pouco, sem tela, não é 15 minutos no celular e volta, tá? E aí volta de novo para estudar. Então, ter todo esse cuidado. E como a nutricionista, a gente tava colocando aqui, né, fazendo um batebola aqui, colocou cuidados com a alimentação, evitar refrigerante, chocolate, eh, cuidado com o sono, descansar bastante, ele precisa, TDH, precisa dessa reposição de cortisol, até porque a criança que não dorme não aprende. A gente a a sono, durante o sono r que a gente tem o armazenamento de tudo que foi estudado durante o dia. Então, a criança que não dorme não tem solidificação de memória na hora. Se essa criança acorda cansada, se ela eh eh tá com sono durante o dia, a gente precisa procurar um especialista em sono para ver como tá o sono dessa criança, porque a criança que não dorme direito, não tem sono ren, não armazena a memória. Olha aí, né? Um detalhe tão importante que às vezes passa despercebido, que é o sono, né? né? Às vezes a criança vai deitar, mas ela tá lá com a tela, ela tá com o celular e vamos lá, vamos ficar olhando videozinhos e ou então conversando com o colega e aí a criança vai dormir bem tarde, acorda no dia de manhã, precisa ir pra escola, tá lá bocejando, tá com sono, vai arrastado pra escola, aí chega, dá uma até uma cochiladinha, né, em sala de aula, volta para casa e isso vira um ciclo vicioso. Aí chega no final do ano, a gente tem o resultado dessa e falta de higiene do sono, né, e de uma noite não dormida que vai se acumulando, se acumulando e aí tem um resultado que às vezes os pais param, olham assim, mas por que, né, o que que aconteceu? Simples, falta de sono. Falta sono. E tem criança que eh tem apneia no sono. Então a gente precisa, se a gente tá, se essa criança, apesar de ter um horário para dormir, apesar de vai, vamos flor, não usa a tela. méico olando esse sono e ver se tem alguma coisa que precisa ser feita, se ela tá com uma pneia, se tem. Eu tive uma criança, um adolescente que era uma questão respiratória, então ele fez um tratamento pulmonar, ele começou a dormir melhor e começou a aprender melhor. Então isso, esse sono precisa ser olhado, principalmente paraa criança com TDH, porque o cérebro da criança é muito, muito rápido. Então ela precisa ter um sono adequado para se recuperar e dar conta do outro dia. É, precisa descansar realmente, né? Agora 8:55. Mais uma pergunta pra gente, pode colocar na tela, por favor. Vamos lá para ver quem que tá conosco. Elisa Carvalho do Parque das Águas. Depois de um ano difícil, como reforçar a autoestima da criança para que o próximo ciclo escolar comece mais leve e com mais confiança, autoestima das nossas crianças? Vamos lá. Quer colocar? Pode começar. Pode começar. [risadas] Essa é a área dela. Depende de como a gente encerrou esse ano, né? Se você fala que foi um ano difícil, essa criança foi aprovada, né? Tem uma forma de começar. Quer dizendo, embora você tenha tido dificuldades no final do ano, viu o quanto você conseguiu, você se esforçou no início do ano, organizar todo o material, começar diferente, ter consciência e já garantir essas notas no início, que eleva muito a autoestima da criança, ter uma rotina e antecipar essas notas para que ela tenha leveza. Ela flui durante o ano e ela tem um alto rendimento no ano seguinte. Isso é fato, a gente vê muito. Agora reprovou, preciso reiniciar esse ano. Como que eu faço? Estou do seu lado, você vai conseguir iniciar esse ano também com antecipação. Nós vamos manter tudo organizado, entregar todas as tarefas. Eu tô aqui com você. E aí ela começa a sentir que ela está acima dos alunos que chegaram. Uhum. Ela se sente mais segura, ela ensina os colegas, ela promove. Então, depende como eu vou trabalhar, mas sempre reforçando esta parceria, estar junto, estar perto, cuidar dessa criança com antecipação. Eu acho que é importante também, só complementando, mostrar para aquela criança que apesar dela poder ter tido dificuldade em algum aspecto da escola, ela é muito boa em outras coisas. Olha, veja como você anda super bem de bicicleta, olha como você desenha super bem, eu não desenho. Então, reforçar as potencialidades, né? Porque existem diferentes tipos de inteligência, né? Então essa criança tem talentos também e quando a gente reforça esses talentos, a gente ajuda a aumentar essa autoestima também. Uau, gente, que delícia esse programa de hoje, né? Nós estamos conversando aqui com duas profissionais de saúde mental, estamos falando sobre as nossas crianças, sobre os nossos filhos, sobre essa conexão com escola, família e o fim de ano que já está aí, não tem como negar, né? Eh, ano letivo encerrando também a pressão para que essa criança entregue de repente tudo que não foi entregue durante o ano, né? E nos últimos 24 dias importante a gente ter consciência e lidar com carinho e acolhimento, né? E a ficou algo aqui bem interessante, pontuado. A forma com que você eh se comunica com a escola é muito importante e a conexão da família com a escola é imprescindível, não só nesse período, tá? Durante todo o ano. Durante todo o ano. Esteja em contato, converso com os professores, com os orientadores. Rúbia, não tenho tempo. Pois é, ninguém mais tem tempo para nada. A gente tá vivendo é algo assim surreal. É, é tudo muito rápido, mas dá uma passadinha lá na escola. Vai deixar o filho na escola, dá uma passadinha, desce, vai lá na secretaria, vai na diretoria, chega, dá risada, conversa com os professores, com o diretor, eh pergunta, sabe? Eh, investiga, busca. Se você for e buscar, eu tenho certeza que você vai ter um retorno. Então, e esse retorno vai ser benéfico, né, para essa conexão da escola e também paraa orientação aí, eh, com a sua criança, combinado? Vamos lá. Ah, é fácil. Não é não, viu? Não é não. Eu passei por tudo isso também. Ixe, olha. E você sabe o que eu pensei, falei: "Gente, como é que vai ser, né?" A minha filha foi pra escola com 2 anos de idade, né? E aí eu pensei, não vai gostar mais de estudar, mas eu sempre tive um apoio muito grande da escola, eu sempre tive uma conexão muito boa com os professores, né? E hoje ela continua estudando com 28 anos. Você vê, então ela gostou da escola e foi uma conexão muito boa e a gente precisa dessa conexão. Sim. Vamos lá. 8:59. Dá tempo para mais uma, produção? Dá. E aí a gente já encerra? Pode ser. Diz que sim. Sim. Vamos lá. Rodrigo Tavares do Parque São Quirino. Quantos pais têm estilos diferentes, um mais exigente? Ah, outro mais acolhedor. Isso pode confundir a criança na hora de lidar com erros e notas? Ixe, um não, tá errado, você precisa estudar o outro. Não, tá bom, tá tudo certo. Aí vai confundir um pouco. Sintia e Ju. É, essa isso é bem complicado porque a criança ela precisa de previsibilidade. Qualquer criança, a gente fala muito de previsibilidade para crianças autistas, mas todos nós precisamos de previsibilidade. Então, se eu não sei nunca se ã o meu pai vai ficar muito bravo, minha mãe vai falar, vai passar a mão na minha cabeça, como que eu tenho que agir? Então isso confunde, mexe com a autoestima, pode mexer até com a percepção da da do mundo dessa criança, porque eh se tem alguém que vai me desculpar por tudo, eu vou crescer achando que eu não preciso ter responsabilidade. Se eu vou ter alguém muito exigente, eu vou aprender a ficar em vigília o tempo todo. Isso também não vai ser saudável. Então é importante que a gente, enquanto pais, né, casados ou divorciados, a gente tenha um combinado de como a gente vai lidar com isso, né, para que a criança não se confunda e para que ela cresça mentalmente saudável, porque é muito, né, essa essa diferença vai confundir bastante, sabe, Rodrigo, nós temos muito isso lá na clínica e nós sempre pedimos pros pais, eu não tô misturando com a regra da casa, a regra da sua casa é uma, da sua ex-esposa é outro, porém a criança ela é uma só. Ele é o filho de vocês. Então, a única linguagem que tem que ter é de parceria e responsabilidade com essa criança, trazer, como a Cíntia colocou, a previsibilidade e dizer para ela, olha, dos dois lados e temos uma parceria, então a gente chama na clínica às vezes o casal, né, embora separados, para dizer: "Ele é filho de vocês, tá na hora de olhar com unilateralidade, né, o ser único e agora nós vamos ajudar, porque não, na minha casa estuda tal hora aqui, não precisa estudar, agora eu vou viajar, ele que se é complica, a criança não consegue." Exatamente. Então é uma parceria mesmo, uma união aí nesse momento para ajudar. É interessante quando a gente fala de criança e e pais com tipo assim eh posicionamentos diferentes, não é só na escola, é para tudo, né? É paraa educação. A gente tem que tomar um cuidado com os posicionamentos aí referente à educação dos nossos filhos, né? Eh, em casa é uma coisa, na casa do pai é outra. Pera aí, vamos sentar, vamos conversar, vamos orientar, porque se tem uma coisa que não vai acabar nunca, né? é essa conexão de pai e filho, independente da da do casal estar junto ou não. Então, o filho ele é ali o central, a gente tem que agora se unir para poder orientar essa criança para que ela tenha aí uma vida bem fluida e uma educação assertiva. É, não ficar, só para encerrar, um desautorizando o outro, porque a criança fica no meio disso, ela fica um boneco. Ela dis um puxa para cá, o outro para lá, o que eu faço? Então, não desautorize, converse entre adultos e use somente uma linguagem, né, para passar para essa criança, porque ela fica sem saber o que fazer e o foco principal é estudar, ela se perde total, totalmente. Aí depois vem as cobranças, né? Daí você fala: "Por quê? Vamos parar se olhar no espelho e ver o que que tá acontecendo no nosso ambiente." É, a criança é reflexo desse ambiente. Então, quanto mais desestruturado, quanto mais confuso tá, mais confusa e instável fica essa criança também. Uau! E a gente tá encerrando o programa e quanto aprendizado hoje com essas duas maravilhosas aqui no nosso estúdio Câmara. Eh, fica o convite para as famílias refletirem sobre o verdadeiro sentido da educação, né? Mais que aprovações e notas, o que vale é o aprendizado emocional, o vínculo e o respeito pelo ritmo de cada criança, sem pressão, [música] sem julgamento, né? olhar atento aí paraas emoções. Agradecendo vocês, Cia. Nossa, maravilhosa. Obrigada pela sua presença, pela sua entrega. Uau, adorei. Obrigada. Obrigada, Ju. Obrigada mais uma vez, né? E assim, vocês sempre muito assertivas na fala de vocês. Eu acredito que pegou alguém lá em casa, pegou alguém lá em casa que parou, falou: "Opa, eu vou por aqui porque assim tia Ju falaram e eu acho que é [música] por esse caminho que nós vamos andar e de repente a gente consegue salvar aí a o ano letivo de alguém. E isso é maravilhoso quando a gente consegue fazer a mudança em apenas uma pessoa que seja. Obrigada. Eu queria só deixar uma frase de reflexão para que todos vocês pensem [música] nesse momento com muito carinho. Seja pro seu filho o adulto que você gostaria de ter tido [música] na infância, seja para o seu filho, aquele adulto que você gostaria de ter tido do [música] seu lado, seja um pai, uma mãe ou alguém compreensivo. É só isso que as crianças precisam, é só isso que elas querem, serem ouvidas [música] maravilhosas. E você de casa que participou com a gente, super gratidão. Muito obrigada. que pais e escolas possam caminhar juntos com empatia e propósito na formação das nossas [música] crianças. Tá bom, gente? Seguinte, amanhã a partir das 8 da manhã, mais uma edição do Estúdio Câmara. A gente vai falar amanhã sobre o labirinto da saúde do idoso. Já percebeu que é um labirinto mesmo? Diagnóstico, qualidade de vida. Amanhã a gente vai explorar a prevenção, as estratégias mais eficazes para um envelhecimento ativo e saudável, o diagnóstico, como identificar e abordar as condições de saúde comuns na maturidade e a qualidade de vida. Dicas práticas e caminhos para garantir bem-estar físico, mental e social. Então, não perca a sua saúde e a de quem você ama merecem um melhor mapa, né, para esse labirinto aí da saúde dos idosos, né? vai no médico, volta do médico, toma remédio, compra remédio, troca de remédio e aí, será que precisa isso tudo mesmo? Como é que a gente faz para lidar com isso com mais eh tranquilidade, [música] né, e mais saúde? Vamos conferir amanhã no nosso estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. A gente vai entregando. Você continue com a nossa programação. Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. A ÍRA tá chegando aí, a nossa jornalista da inteligência artificial. [música] Ela traz informações atualizadas aqui de Campinas, do Legislativo, do estado de São Paulo, Brasil e depois ao meio-dia também nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo campineiro. Tudo que aconteceu ontem na reunião ordinária, você fica sabendo hoje ao meio-dia com Gabriel Castro e a nossa programação segue, né, feita com muito carinho [música] e com muita qualidade e responsabilidade, especialmente para você que tá aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Beijo, fique bem, cuide de você, da sua criança, acolhimento. Tá bom, gente? Valeu, tchau, tchau. Até amanhã. [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música]
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