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Estúdio Câmara | Diálogos imaginários: por que brigamos na cabeça?
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Estúdio Câmara | Diálogos imaginários: por que brigamos na cabeça?

287 views Publicado 27/11/2025 HD · 57:41

Descrição do vídeo

Por que nossa mente cria diálogos imaginários? Por que, de repente, enquanto tomamos banho, caminhamos, dirigimos ou tentamos dormir, começamos a discutir mentalmente situações que nunca aconteceram — ou revivemos conversas antigas criando novas falas, respostas e cenários que não existiram na vida real? No Estúdio Câmara de hoje, mergulhamos nesse fenômeno tão comum, mas ainda pouco compreendido pela maioria das pessoas. Os chamados diálogos imaginários, também conhecidos como “discussões internas”, são parte natural do funcionamento mental humano. Eles podem surgir por causa de experiências mal resolvidas, conflitos emocionais, estresse acumulado ou até mesmo por traços de personalidade mais reflexivos. Embora muitas pessoas acreditem que esse hábito seja apenas uma “mania”, a psicologia mostra que existe muito mais por trás disso. Nossas convidadas — Sarah Moreira Garcia dos Santos, psicóloga especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, e Tatiane Isidoro, psicóloga clínica — explicam como o cérebro trabalha nesses momentos, por que criamos versões alternativas de situações passadas e de que maneira esses diálogos funcionam como tentativas internas de resolução de problemas. Durante a conversa, discutimos processos como ruminação, pensamento contrafactual, autocrítica, ansiedade e o impacto direto na saúde mental. A ruminação, por exemplo, faz a mente revisitar repetidamente os mesmos pensamentos — muitas vezes de forma desgastante — e isso pode gerar exaustão emocional, insônia, irritabilidade e até aumentar o risco de depressão. Já o pensamento contrafactual leva a pessoa a imaginar: “E se eu tivesse dito outra coisa?”, “E se aquilo tivesse acontecido de outro jeito?”. Embora natural, quando esse padrão se torna frequente e intenso, pode causar sofrimento significativo. No programa, falamos também sobre quando esses diálogos internos são considerados normais — parte do processamento emocional, do aprendizado e da elaboração de conflitos — e quando podem ser um sinal de alerta, especialmente se começarem a causar sofrimento, prejudicar o sono, aumentar a ansiedade ou ocupar grande parte do dia. Além de esclarecer o fenômeno, nossas convidadas trazem orientações práticas, baseadas na psicologia, para lidar com esses ciclos de pensamentos repetitivos. Técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental, como reestruturação cognitiva, atenção plena e identificação de gatilhos emocionais, podem ajudar a reduzir a ruminação e devolver equilíbrio à mente. Você vai entender: ✨ Por que criamos diálogos internos imaginários ✨ O que a psicologia explica sobre esse comportamento ✨ A diferença entre reflexão saudável e ruminação prejudicial ✨ Como identificar quando esses pensamentos saem do controle ✨ Estratégias para aliviar a mente e reduzir autocrítica ✨ Como ansiedade e estresse influenciam esses diálogos silenciosos ✨ Como fortalecer a saúde emocional no dia a dia O Estúdio Câmara traz uma conversa necessária, atual e profundamente humana — afinal, quase todo mundo já passou por esse tipo de diálogo interno, seja para se defender, se preparar ou tentar entender melhor sentimentos difíceis. Assista ao programa completo, participe nos comentários e compartilhe com alguém que também vive “conversas na própria cabeça”. Informação e acolhimento caminham juntos quando o assunto é saúde mental. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando mais um estúdio Câmara no ar para você ao vivo. Hoje é quinta-feira, dia 27 de novembro e hoje a gente fala de algo que todo mundo vive, mas que quase ninguém comenta. Uhum. Vamos falar dos diálogos imaginários, aquelas conversas mentais que surgem do nada enquanto a gente toma banho, dirige, caminha, ou até às vezes a gente tá deitadinho tentando dormir, aquelas conversas começam a vir na nossa mente. Conversas que nunca aconteceram, discussões que voltam à mente, resposta que a gente gostaria de ter dito, mas só disse para nós, na nossa cabeça. Conta pra gente aí se isso acontece com você. você conversa sozinho, né? Ou conversa com quem? Eh, aí na sua cabeça, na sua mente, aliás, desde criança, né? Tem crianças que tem aí os amigos imaginários e hoje nós temos aqui duas entrevistadas profissionais que vão explicar pra gente o por isso acontece e eh quando isso vira uma patologia. Então, manda mensagem pra gente. WhatsApp tá aberto. Eh, 97829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e já vamos apresentar as nossas entrevistadas. para vocês aí de casa, tá bom? Vamos lá, então. Olha, os vereadores de Campinas aprovaram em primeira votação durante a reunião ordinária de número 77, que foi realizada ontem, o projeto de lei complementar 109 de 2025, que foi enviado pelo executivo. A proposta atualiza a legislação que regulamenta as taxas do poder de polícia administrativa e também modifica regras da taxa de fiscalização sanitária. O texto foi elaborado com contribuição das equipes técnicas das áreas de fiscalização urbanística, sanitária, ambiental, habitacional e de trânsito. [música] Também moderniza e revoga isenções antigas consideradas defasadas e atualiza regras do licenciamento sanitário. Além desse projeto, os vereadores também aprovaram outras matérias, entre elas concessão do título de cidadão campineiro, ajustes no domicílio tributário eletrônico, programa de cadastramento espontâneo de glebas, reestruturação, perdão, de secretarias municipais, denominação de ruas e praças e diploma de mérito ambiental Chico Mendes, entre outros itens da pauta. A cobertura completa com todos os detalhes da reunião, você confere hoje ao meio-dia no Câmara Notícia com Gabriel Castro. E olha só, mais uma informação chegando para você. Muita atenção. Black Friday, é grandes promoções, né, do comércio físico e online acontece nessa sexta, sexta-feira é amanhã, dia 28. Então, para ajudar os consumidores a fazer compras com mais tranquilidade e segurança, o Procon Campinas publicou uma cartilha com orientações importantes, tá? O material está disponível no site procom.campinas.sp.gov.br. Para as compras pela internet, a dica é verificar a reputação da loja, checar prazos de entrega e sempre guardar comprovantes e notas fiscais. que também é importante usar senhas fortes e, se possível, gerar um cartão virtual no banco, o que aumenta a segurança na hora do pagamento. O Procomo finalizar a compra, o consumidor faça uma captura de tela com confirmações do pagamento e um resumo do pedido para manter um [música] registro seguro da transação, né? Então, já sabe, amanhã movimentação intensa, Black Friday, mas fique atento aí aos seus direitos, tá certo? Vamos ver como fica a previsão do tempo para Campinas hoje. Bora que bora Campinas. Previsão é de sol com muitas nuvens durante o dia, mas sem chuva. Temperatura mínima 14, máxima 28. Pois é, tava bem fresquinho hoje pela madrugada, né? Eu levando 5:30 da manhã, senti um friozinho. Falei: "Ué, o que está acontecendo?" Mas essa é a previsão. Mínima foi de 14, máxima de 28. Vamos. Quinta-feira linda para mim e para você. E antes de abrir a nossa entrevista e apresentar as nossas convidadas, é interessante pensar no quanto a nossa mente conversa com a gente o tempo todo, né? Às vezes é para nos proteger, às vezes para lembrar a gente de alguma coisa, ou simplesmente porque a gente tá tentando processar emoções sem perceber. Esses diálogos internos dizem muito sobre como nós sentimos e é exatamente isso que a gente vai tentar entender melhor agora com as nossas convidadas. Quero eh dar as boas-vindas a Sara Moreira Garcia dos Santos, psicóloga especialista em TCC, terapia cognitivo comportamental. Muito bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, Rúbia. Muito obrigada pelo convite. É o prazer estar aqui com você e com o pessoal que nos assiste hoje. Maravilhosa para completar o nosso timaço do estúdio Câmara de hoje. Tatiane Isidora, psicóloga, seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação e presença. Obrigada. Obrigado pelo convite. Estou muito honrada de estar aqui. Nós estamos honrados e curiosos para saber o que acontece com a gente quando a gente, sem perceber, começamos a conversar conosco. Com quem? Amigos imaginários. Vamos lá, então, Sar. Por que que a nossa mente cria tantos diálogos imaginários? E o que a psicologia e a neurociência explica sobre esse fenômeno? Quando começa? O que que acontece com a gente? Bom, isso é natural, né? Muitas pessoas se preocupam, mas é uma forma do nosso cérebro nos proteger e não causar um incômodo, né? Então, teóricos como Vigotski, por exemplo, eles já trazem isso como uma ferramenta de planejamento sensacional que nós temos, que nos ajuda a se preparar, né, para eventuais situações. E a terapia cognitivo comportamental, ela vai vir para refinar essa ferramenta. Ela vai nos ajudar a trazer ela de uma forma realista e útil, evitando assim a a ansiedade. É ansiedade, né? Porque às vezes você conversa sozinho, de repente você para e fala assim: "Mas que que eu tô falando com quem? O que que tá acontecendo, né, Tatiane? Essas discussões mentais são sempre negativas ou também eh podem ser uma função positiva pra gente poder treinar situações sociais ou organizar pensamentos?" Porque pensa uma coisa, eh de repente eu preciso, eu vou passar por um processo de avaliação e aí eu vou conversar comigo mesmo, reforçando aquela ideia, né? que que que eu preciso apresentar lá nesse processo ou então na frente do espelho, mas acaba sendo uma conversa tipo meio meio diferente, meio estranha, né? O que que acontece? Ela pode ser tanto positiva quanto negativa. Uhum. Então vamos pensar que a positiva, a positiva ela vai trazer uma estruturação mental, ela vai nos ajudar a estruturar, a a ver quais as melhores estratégias. Então, por exemplo, pensar de estar aqui. Então, eu tive todo um pensamento em cima do cenário, do meu posicionamento, daquilo que eu ia falar. Então, esses são as discussões internas. Uhum. Uhum. podem ser negativas no sentido de uma autocobrança. Então, eu vou pensar sempre de forma negativa. Isso vai trazer ansiedade, vai trazer uma frustração, vai trazer um um sentimento de desvalorização. Olha isso, gente. Você sabe que a neurociência mostra que o cérebro dedica cerca de 40 a 50% do tempo ao pensamento espontâneo, né? Segundo estudos da eh Universidade de Harvard, eh quando a mente viaja entre o passado e o futuro, cria cenários, hipóteses, debates, é isso que a Tatiane trouxe, né? E esses debates internos às vezes são leves e às vezes angustiantes. Isso acontece justamente em momentos de silêncio, né? Quando o corpo para e a mente acelera. muita gente eh eh tem aí essa essa situação de corpo parado, mente acelerada e às vezes não consegue nem dormir e a mente fica, fica, fica, fica e de repente você começa a conversar com você e vai criando situações, vai tentando resolver problemas, mas são problemas que você tá resolvendo só para você, porque você não conseguiu resolver fisicamente, né? É, então essa é é uma espécie de ruminação, a gente fica ruminando e essa ruminação aparece muito eh em quem sente culpa, medo de julgamento ou tenta prever tudo antes de agir. É a tal da ansiedade, né? Então, eh existe um gatilho emocional comum para esses diálogos, sabe, se tornar repetitivos. a gente ficar sempre nessa repetição aí de ficar ruminando coisas e coisas e coisas e conversando conosco mesmo, acaba tendo assim um desgaste muito grande. Sim. Antes de eu entrar no gatilho, eu queria só exemplificar pro pessoal que é como se fosse um simulador de voo. O piloto ele precisa eh passar ali, né, por um treinamento, por simulação, antes de efetivamente pilotar o avião. E é a mesma coisa, é o mesmo movimento que o nosso cérebro faz. Uhum. Então, primeiro, né, ele vai treinar ali todas as situações de perigo para se proteger. Então, é preferível que a gente passe por situações de inseguranças e incertezas na segurança da nossa mente do que ocorrer o risco, né, de bater o avião na vida real. Olha, interessante. Sim. Então, se nós estamos tendo esse diálogo interno, quer dizer que o, né, o nosso sistema nervoso e toda o nosso cérebro, ele tá funcionando corretamente. Olha [roncando] que legal, né? É, e é um, um treinamento mesmo. E sim, é uma espécie de treinamento para aí em casa, dá uma observada, se volta para você agora e e lembra, né, quantas vezes você teve que executar algo, mas antes de executar isso, você falou com consigo mesmo, tipo assim, eu posso, eu consigo, vamos lá. Olha, eu tenho que fazer isso, isso e isso. Repete isso. Então, a eh os atletas, né, fazem isso muito, esses diálogos que às vezes a gente percebe, tem pessoas que fazem aquela leitura labial, né, e conseguem mostrar o que que os atletas falam para eles no momento em que eles estão aí a a prestes a dar o start da competição. Isso é bem interessante. Esses esses diálogos eles podem se conectar à ansiedade, Tatiane. E se conectando à ansiedade, eles podem piorar os sintomas como insônia, tensão emocional e essa sensação de mente acelerada, porque tem o lado bom e tem o lado ruim, né, desses diálogos e eh sei lá, não sei nem como é que fala, é você falando com você mesmo. Bom, a ansiedade ela é importante para nós, né? Ela pode eh eh se ela tiver num nível bom, ótimo, né? Mas tudo que é no extremo é horrível. Então a ansiedade com esses pensamentos negativos, eu só vou pensar de forma muito mais catastrófica. Sim, nas situações. E isso tira, tira o sono mesmo, né? Tira, né? Mas é importante a gente pensar sobre isso também, né? Por que que eu não estou dormindo? O que que tá acontecendo? Mas eh além de de trazer tudo isso também da insônia, ela traz uma tensão emocional. Aham. Hã, então eu sempre vou ficar pensando de forma repetida aquela situação. Isso tira paz, né? Total. A gente fica ruminando mesmo. É isso. E eu já me peguei várias vezes, eh, indo me preparando para dormir e aí deito e começo a pensar no amanhã e nas coisas que eu tenho que fazer e daí no no planejamento de repente da semana. E gente, vai dar vai dando uma pressão tão grande e eh na nossa mente, no nosso cérebro. E aí de repente eu tento me autoequilibrar e falo assim: "Opa, pera aí, você não vai resolver nada deitada aqui e você tem que fazer o que agora?" Dormir, amanhã você resolve. Mas mesmo assim tem momentos que não funciona e você acaba perdendo o sono e no outro dia você tá totalmente desgastado, cansado e não resolveu nada daquilo que você pensou. Então, a gente precisa aprender a a ter aí uma autorregulação. Não é fácil, né? Eu de vez em quando tento, tem dias que eu consigo, tem dias que não e tá tudo bem, mas a gente precisa sim estar atento a isso. A Organização Mundial da Saúde aponta que padrões repetitivos de pensamento podem ser marcadores do do sofrimento emocional quando aparecem principalmente à noite. É o que a gente tá falando, eles eles atrapalham o descanso e drenam a nossa energia mental. Por isso que daí no outro dia a gente acorda não valendo nada, né? Parece que você passou um caminhão em cima de você, você não resolveu o seu problema, a mente tá acelerada ainda e você precisa trabalhar e entregar durante o dia. E aí é um grande problema. Agora, Sara, tem a diferença entre o diálogo interno saudável e o diálogo interno que não é tão saudável e acaba sendo preocupante. Como é que a gente identifica esse limite na prática? Vamos lá. é uma linha bem tênue, né, entre o pensamento saudável e o patológico. Então, se é um pensamento leve, ele é um visitante, ele chegou e falou para você ali: "Olha, não esquece de apagar a luz", eh, e foi embora. OK? É um pensamento espontâneo, leve, que não gerou nenhuma preocupação excessiva. Mas se ele é um intruso, ele chega, né? Aquele eh entra na sua mente, senta no sofá e fica ali por horas remoendo história, histórias mais velhas, né? causando sofrimento. Aí a gente chama de ruminação e traz um sofrimento. A gente percebe também eh como se eu tivesse um controle remoto. Então, se eu estou ali lavando a louça e e a minha mente viaja, o telefone toca e eu consigo parar, aperto o botão do pause, paro aquela viagem, né, aquele devaneio e atendo o telefone, consigo conversar, ou se eu tô no quarto ali nos meus pensamentos, minha mãe ou meu pai me chama. E eu consigo apertar o botão do pause e conversar naturalmente. OK. Se, né, tá dentro do do saudável. Agora, se ou eu não escuto ou ao pausar me causa irritação, desconforto e sofrimento ali, ansiedade, aí é preocupante, né? Pode ser que se a pessoa ficar horas no mundo da fantasia, a gente já pode estar falando de um quadro de devaneio excessivo, né? Então, de ficar ali horas no mundo da fantasia, perdendo conexões reais com os amigos. Então, isso já se torna patológico. E é importante, né? É inteligente buscar ajuda quando a gente percebe que tá fugindo do controle. É verdade, né? a gente precisa ter aí uma identificação do que está acontecendo com a gente e às vezes nem sempre a gente consegue entender, né? Então, assiste o estúdio Câmara porque a gente mostra aqui com as nossas entrevistadas e convidados eh situações do nosso dia a dia que às vezes você pensa que ah, é natural e tal, mas que de repente pode ser algo que você precise de ajuda. E tá tudo bem buscar ajuda, tá tudo bem não estar tão bem assim, não é? Não somos perfeitos. Agora, ô Tatiane, tem o pensamento contrafactual, né? Esse eh si, ah, mas esse si judia, né? E se eu tivesse dito aquilo? E se eu tivesse feito isso? Pode ser esse si pode ser uma forma de aprendizado ou só nos prende a um passado e aumenta o nosso sofrimento quando a gente fica nesse e si. E se é uma culpa, é um negócio assim que vai puxando a gente para baixo, porque a gente fica sempre na dúvida, né? E isso gera uma situação frustrante. Seria ideal se nós olharmos eh paraa situação de forma só como uma construção, um aprendizado. [limpando a garganta] Uhum. Muitas vezes a gente não consegue fazer isso, né? o aprendizado. Então, se eu tivesse falado ou feito isso, se eu pensar de uma forma positiva, eu vou trazer um cenário diferente e trazer estratégias diferentes para uma próxima eh uma próxima oportunidade. Eh, isso traz eh uma estratégia, uma estrutura mental fenomenal. Uhum. Agora, se eu penso de uma forma negativa, então, e se eu tivesse falado tal coisa, eu vou ficar presa aquele passado e vou ficar remoendo e trazendo eh desvalorização para mim mesma. Isso pode causar mais ansiedade, mas também é principal trazer uma depressão, porque a depressão ela é focada principalmente em ficarmos parado no passado. Exato. Então a gente tem que avaliar bastante isso. E tanto que os gatilhos, né, retomando eh o gatilho ele vem disso, né, da culpa que tá ligado a não aceitar o passado. Então eu fico voltando ali para 10 anos atrás, 5 anos atrás, tentando imaginar conversas com pessoas que nem fazem parte mais do nosso ciclo de vida, né? É um desgaste numa situação que não vai voltar, né? Eu tô brigando com uma realidade para um desfecho, uma esperança que, infelizmente, né, eh, foi o que aconteceu e a gente precisa aprender com isso, estabelecer novas ferramentas para lidar eventualmente no futuro. E Rúbia, o legal é a gente imaginar que nós estamos em construção o tempo todo. Sim. Então, estar em construção, eu vou ter erros, mas eu vou ter muitos acertos. E olhar os erros que eu cometi no passado e ver que eu posso ser melhor hoje, é muito muito importante, né? Então, nós estamos em construção pro resto da vida, né? É verdade. A gente tá, a vida é movimento, né? E a gente tá em movimento e muita gente recria eh mentalmente uma conversa por horas, por dias, como se tivesse se defendendo, né, internamente. Isso tem relação direta com autocrítica, insegurança, né, essa essa busca de validação emocional, né, Sara? Algumas pessoas dizem até que os diálogos imaginários aparecem no banho, no trânsito ou antes de dormir, né? Por que nesses momentos tem alguma coisa a ver com tem momentos específicos? O que que acontece? Tem tem sim. Quando nós estamos no trabalho, é como se nós tivéssemos um gerente chato ali, né? ele é aí nesse momento você tá focado, você é crítico, você busca ali formas de executar o seu trabalho e tem essa autocobrança. Mas no momento do banho, do relaxamento, do lavar uma louça ou até mesmo de dirigir para um local que você já tá acostumado, você entra no piloto automático e aí nesse momento, o cérebro ele detesta ficar vazio. Então, o seu modo criativo é ativado e o cérebro faz a festa. Então, é onde vem as melhores ideias, os diálogos ali, né, das melhores formas, aquele argumento no banho, você tá pensando na [risadas] discussão, né, com alguém e aí você ganha a discussão com aquele argumento infalível, mas diante de algo que [risadas] nunca aconteceu na realidade, né, gente? Isso é impressionante, né? Quem é quem nunca quem nunca passou por isso no trânsito, então é uma coisa de louco, né? Tem at tem alguns memes na internet que o pessoal fala e fala e fala, né? Ô, não vai dar certa não e tal. E tá lá dirigindo e fala e fala e fala, tá falando com quem, né? Mas é bem interessante isso, porque se a gente parar para analisar esses diálogos eh eh imaginários, eles vêm desde lá da nossa infância, né? Lembra quando a mãe fala assim: "Meu meu filho tá falando com amiguinho imaginário". Isso também acontece com a criança, esse amiguinho imaginário seria esses diálogos internos que hoje nós e eh temos, né, conosco. E as crianças têm isso também quando pequenininho, é mais ou menos parecido. Como é que é? É também, né, Sara? Sim. Como tá ligado nesse nessa questão da proteção, o nosso cérebro desde a infância, a criança ela busca a resolução de problemas conversando. Então, ela vai falando, ela vai criando situações e o imaginário também. vem como parte disso, né, para resolução de problemas. Só que conforme vem a vida adulta, essa voz ela se internaliza. Então você já passa a não ficar falando, né? Fala, [risadas] gente, eu falo sozinha lá na redação, o meu vizinho lá, né, e de baia lá do computador lá, ele fala assim: "Ô, tá falando sozinha?" Eu tô. Aham. Eu falo sozinha mesmo, mas isso ajuda a estruturar a nossa organiz, né? Eu acho interessante isso. Eu falo sozinha mesmo. Às vezes tô andando, tô falando sozinho, eu dou uma olhada para um lado, pro outro assim, falei: "Ixi, [risadas] né?" E daí falo alto, né? Aí alguém fala: "Por que que tá falando sozinha?" Mas é uma coisa natural, gente, que acontece. Agora, essa questão dos diálogos eh eh imaginários, eles podem eh influenciar a forma com que a gente se relaciona. Tati, tem que tomar um cuidado com isso. Qual que qual que é a influência? Qual que é o impacto eh eh desses diálogos imaginários e dos relacionamentos, seja ele profissional, pessoal, né? É amoroso, enfim. Uhum. Eh, eu tenho que tomar muito cuidado com isso, porque isso pode trazer muitos danos, né? Então, por exemplo, se eu estou eh chateada com alguma coisa e não consigo resolver, aí pode afetar o meu relacionamento já fantasiando uma discussão. E isso, na verdade, pode não ter acontecido o fato, mas eu já criei toda uma história na minha cabeça e ficar bravo com uma pessoa que nem sequer tive a discussão ali presencial, né? Olha isso. Então aí eu fico já remoendo um sentimento que na verdade não aconteceu. E é grave porque nosso cérebro ele não sabe diferenciar o que é da imaginação e o que é real, né? Então, se eu fico nesse processo discutindo lá com alguém na minha mente, despertando sentimentos de raiva e treinando esse sentimento, isso, né, vai acionar uma raiva interna, hipertensão, entre outras condições de saúde, porque o nosso cérebro ele não vai saber, você vai estar treinando o seu cérebro para sentir raiva, né, em determinados momentos, situações. Gente, olha isso, tá explicado, então, né? De repente alguém fica pensando em você e fica ruminando alguma coisa ali e tal e tal, mas chega e fala: "Bom dia, bom dia por quê, [risadas] né?" É porque a pessoa ficou, ó, falando sozinha lá, irruminando, chegou lá e explodiu, mas tipo, eu não fiz nada. É, é mais ou menos isso que acontece. É interessante quando a gente para para pensar como age o nosso cérebro, né? Porque ele não tem a definição, né? Do que é bom, o que é ruim e eh o que a gente alimenta cresce. Então eu vou alimentar no meu cérebro algo ruim. Ah, isso vai crescer porque ele não consegue diferenciar. Tem diz que nós não acordamos muito bem, né? Ah, é verdade, né? Isso afeta assim de forma bem mais fácil. Aham. Olha só, gente. Interessante demais. Nosso pensamento não para, na verdade, né? Nem quando a gente dorme não para, né? É por isso que a gente sonha. Será? [risadas] [suspirando] Não. Eu só ia complementar que um outro gatilho tá ligado à ansiedade, que é a sensação de prever o futuro também. né, que entra ali o medo, a ansiedade, você ficar hipoteticamente imaginando vários cenários. Ah, se fulano falar, ah, eu vou falar B, vou e se ele falar B, eu vou responder C. Sem sendo que a gente não consegue controlar o que o outro vai pensar, o que o outro vai falar. Então, mas a gente já pensa até na resposta da outra pessoa, né? Que coisa mais impressionante, não Aí quando chega na vida real, ele fala algo assim que você nem esperava e todo aquele planejamento, todo aquele stress que você passou consigo mesmo foi à toa. Olha, né? Eh, isso tem de repente assim, vamos colocar pro nosso aqui agora, de repente você tem uma reunião muito importante que vai definir algo aí, né? A sua vida profissional, a sua carreira, enfim. E aí você começa a pensar na reunião, não dorme e cria todo o planejamento, as falas e chega lá, ah, né? Cheguei. De repente não acontece nada daquilo que você pensou, te desarma. E o que que tem daí? Que que acontece? Vem uma frustração, como é? Assim, falar, vem a frustração, né? E outros sentimentos emanam disso. Então, é importante nesse processo a gente sempre trazer, conforme você falou, pro real. Aham. ag esse diálogo interno ele vai ser útil se ele servir como planejamento, você ir anotar e resolver o problema. Hum. Então tem que ser algo ali, né, focado. Agora, se ele já vir com outros objetivos e tomar conta de forma excessiva, então eu preciso retirar, resfriar a mente, sair daquele ambiente, ner, senão vai causar a frustração, a expectativa de algo que muitas vezes não acontece e nós passamos por isso constantemente. Sim. E um termômetro também seria o desgaste, né, a sobrecarga. Então, calma aí. Se eu tenho, se eu estou vivendo uma sobrecarga, deixa eu pensar melhor sobre tudo isso, né? O que que tá trazendo de ruim? Quais são os meus pensamentos negativos que tão que estão atrapalhando aí o meu dia a dia. Excelente. Agora, eh, me faz analisar o seguinte, de outros programas, nossa, a gente aprende tanto nesse estúdio Câmara, eh, teve uma entrevistada nossa que explicou que o nosso cérebro ele cansa, né? Aí ele cansa porque o, aliás, o cérebro cansa o nosso corpo, dá um desgaste físico, porque se você eh trabalha demais, pensa demais e sobrecarrega o seu cérebro, você tem um desgaste físico. É assim mesmo que acontece, né? Agora imagina a gente com esses pensamentos, né, acelerados e e essa esse diálogo imaginário, o tanto de desgaste físico que isso que isso nos causa. Tem relação? Eh, tem, né? E é um desgaste desnecessário, né? acou abar nós não precisamos, já tem tanta sobrecarga no nosso dia a dia, eu não preciso trazer mais. Então, foca no que é real, né? Se sua mente tá catastrofizando ou está aumentando aquela situação, potencializando de alguma forma, traga as evidências daquilo que realmente aconteceu, como realmente a pessoa falou dentro daquilo que ela respondeu, né? Eh, se aquilo faz sentido, se realmente é nessa perspectiva negativa, se tem outras formas de enxergar. Uhum. diminuir um pouco porque, né, a nossa vida já é muito dinâmica e cobranças em excesso, então se cobre um pouco menos nesse processo. Muito bem. Agora, Tati, a gente vive uma vida muito corrida, né? Um, nossa, gente, é frenético, não adianta, todo mundo corre para lá e para cá, para lá e para cá, para lá e para cá. como que a gente organiza isso tudo pra gente conseguir eh lidar com esses pensamentos, né, com essa esse diálogo imaginário aí, eh, diante desse turbilhão de acontecimentos diários que movimentam a nossa vida. Bom, quem eu falo muito pros meus pacientes o quanto que é importante pensarmos naquilo que pensamos. Parece estranho, né? [risadas] É sim, mas é importante fazer isso, né? Porque se eu penso naquilo que que está me atrapalhando, eu vou começar a nomear os meus sentimentos. E nomear traz um significado diferente. O escrever também sobre tudo aquilo que eu penso me ajuda a organizar e arrumar estratégias, né? Então eu preciso parar olhar. Tem muitas pessoas que falam assim: "Não, é só tenta eh olhar para outra coisa, né? Se desvincular de tudo isso não é importante, porque são daqui a pouco estão os pensamentos novamente ali atormentando. Então eu parar para perceber o que realmente eu estou sentindo é importantíssimo, é se conhecer mais, né? Então a técnica da respiração, isso ajuda bastante, o sair do cenário, né? ficar num lugar mais isolado para você se conhecer, para você entender o que tá acontecendo, anotar e e como a a Sara falou a respeito de trazer o real e tirar a fantasia. Quando eu faço isso, nessa [limpando a garganta] movimentação, eu começo a tirar esses pensamentos ruins, porque os pensamentos ruins estão relacionados às fantasias. Eu trago real, eu eu começo a estruturar mais os pensamentos. arruma estratégias, aí sim eu posso mudar o pensamento para outra coisa. Nossa, mas e quando é que a gente chega nessa fase? [risadas] Tem que ter um autoconhecimento aí, fazer um exercício muito grande para conseguir fazer essa separação, né, desses pensamentos em sauturação cognitiva, né? É um processo. Sim. E a terapia ela vem para agregar nesse sentido, né? entender as minhas crenças que fazem com que esses pensamentos sejam distorcidos. Então, eu consiga ressignificar-los e trazer pro que é real. Não que o real vai ser sempre positivo, mas na maioria das vezes a gente acaba automaticamente levando pro negativo e é necessário encontrar um equilíbrio. Quando a gente fala em equilíbrio, né? Eh, eu gosto muito de de repente ir pro mato. [risadas] É sério, eu gosto, eu gosto de quando eu posso eh porque eu tenho pensamentos acelerados, né? Imagina, a gente é jornalista pensa demais e aí quando eu posso, eu gosto de me afastar um pouco de tudo e assim parece que me reconecta. Isso realmente funciona? essa porque parece que a mente fica mais leve, o corpo também e você tá pronto para Vamos lá, pode vir de novo que eu tô pronta para mais uma semana. Essa esse distanciamento de repente essa conexão com a natureza, isso faz sentido quando a gente fala desses diálogos imaginários que acabam atormentando a nossa vida o tempo todo? Rúbia, foi muito legal você trazer isso, porque eu isso mostra o quanto que você tá se conhecendo cada vez mais, né? Porque o sair, o gostar ali do verde, né, isso mostra que é uma saída sua, né, e cada um de nós descobrirmos a nossa saída excelente. Então, para ela foi isso. Para outras pessoas pode ser outra outras situações que são importantes avaliar. É importante parar para pensar mesmo em você mesmo e naquilo que está atrapalhando sua mente ou aquilo que você deseja pensar mais, né? Então, vale super a pena. É, a gente precisa dar uma paradinha de vez em quando, porque senão a gente não não aguente não, né? Dá, já pensou, dá um um curto circuito ali, gente. E se você não para porque você entende que você precisa parar, vai chegar uma hora que você vai parar por necessidade mesmo, por saúde. E aí, meu amigo, para reverter toda a situação, até porque o corpo fala, né? Fala. Então começa a, se a gente não para para pensar sobre toda essa situação, o nosso corpo vai começar a dar sinais. Uhum. Então, eh, enxaqueca, eh dores na coluna, dores na barriga, né? Então, tudo isso para que viver, né? a gente pode fazer escolhas diferentes. E que legal que a gente trouxe e esse tema aqui. Você vê, a gente foi falando, falando, falando e chegamos no momento de de dar um dar uma parada, dar um stop. E a gente tá chegando nesse momento porque estamos aí já no fim do ano, né? Eh, faltam o quê? Menos de de 30 dias aí para pra virada e tal, pro Natal, enfim. Eh, qual que é a importância da gente parar e fazer uma autoavaliação nesse momento? E, tipo assim, ah, deixar só pro fim do ano, não, né? a gente deveria fazer isso direto, mas como estamos chegando no fim do ano, eu gostaria que vocês trouxessem a importância da gente parar, fazer uma avaliação, ressignificar algumas coisas, começar a tirar da nossa mente aquilo que não nos pertence, né? Qual que a importância disso nesse momento que a gente tá vivendo hoje, Sara? Sim, é, o mundo está muito acelerado, né? Era Halloween, antes do Halloween, dia das crianças e os enfeites de Natais já estavam invadindo as lojas. Coelhinho da Páscoa [risadas] brincando com o Papai Noel, né? Eu falei: "Nossa, mas ainda tô me preparando pra festinha de Halloween e já tá o Natal". Mas diante de, né, de toda essa dinâmica, é importante olhar para si, né, o quanto eu estou submerso nesses desvaneios excessivos e tem sido cada vez mais comum no consultório, tá? Eh, a gente recebe adolescentes e adultos também que muitas vezes querem ficar nesse mundo da imaginação. Eles querem ficar presos ao passado, né? As as senhorinhas muitas vezes naquela ilusão do que já se foi. Sinto que o presente, o nome já é, né? O hoje é um presente, é um presente que nós temos. Então não deixe para amanhã, né? Também não viva sofrendo pelo passado, mas assuma o controle, né? Lembra? a gente tá lá na simulação de voo, né? Eu não preciso desligar eh o meu simulador, mas eu preciso tomar o controle. Eh, e isso que é o importante. Então, diante dos excessos, o que eu preciso fazer? Quais as ferramentas? Qual o caminho a seguir, né, nas festas agoras que agora que estão se iniciando, o tempo com a família que tá sendo tão escasso diante dessa dinâmica, o olhar um pro outro, as refeições juntas, né, o valorizar a validação do outro, dos seus filhos, né, da esposa, do marido, dos seus pais. Eu acho que esse é o caminho para que a gente tenha um final de ano aí mais feliz, é tentar buscar e viver o aqui e o agora, né, Tati? É. E e também ter a oportunidade de ser melhor, né? de é ser uma pessoa melhor, de buscar meios para isso, não ficar preso ao passado, isso perde muito tempo. A gente tem tanta coisa para viver, né, para estruturar, para ressignificar, como a palavra que a Sara falou, né? Então, olhar para si mesmo, não se cobrar tanto e ver mesmo que você está em construção a vida toda é muito bom, né? Porque a gente começa a viver uma vida mais leve, né? É isso que vocês nos ensinam, isso que a gente aprende todo dia aqui, né? A gente, eu tô aprendendo demais e se você parar para analisar a vida mais leve, ela te oferece qualidade de sono, tranquilidade, discernimento, sabedoria, né? É maturidade. Você não vai agir no impulso. Ah, é difícil. Claro que é. Tem dia que você vai querer, né? ag impulso mesmo e chegar chegando, mas alguma coisinha lá na sua mente vai falar: "Opa, é o diálogo, né? É o diálogo, [risadas] é o diálogo." Vai falar assim para você, você com você mesmo, opa, alto lá, não é por aí? Aí você aprende a a a dialogar de repente com você, mas de uma forma mais leve, mais tranquila. E aí eh a gente vivendo assim, os nossos pensamentos também acabam se moldando, né? Para a leveza. a gente consegue entender que, ah, tá tudo bem aqui, vamos deixar e vamos seguir a vida mais tranquilo. É mais ou menos assim, né? A gente molda. É importante expressar o que você está sentindo, mas sem interferir no outro, porque eu não vou ter controle sobre o outro, sobre as ações dele, sobre a forma como ele vai agir ou falar ou pensar. Mas eu tenho controle sobre mim, né? sobre a forma como eu vou reagir, sobre a forma como eu vou interpretar a situação, sobre como eu vou lidar. Então, quando eu assumo esse controle, se torna mais fácil eu lidar com a situação de uma forma, bom, ele escolheu agir assim, eu vou expressar como eu me sinto, se não concordar, OK, a opinião dele não precisa ser a minha, mas não precisamos discutir por causa disso. Olha, isso [risadas] é tão gostoso quando chega nessa fase e esse negócio de transbordar é verdade, né? a gente transborda e aí você transborda o que você tem dentro de você. Se você tem algo que não é tão bom assim, pode ter certeza que as pessoas que estão ao seu lado vão, né, receber esse teu transbordo. A gente precisa cuidar com isso, né, e renovar a nossa mente o tempo todo, né? Aquilo que nós escutamos de música, de filme, isso também pode atrapalhar ou beneficiar a nossa mente. Uhum. Verdade. As pessoas que nós escolhemos viver, né? Tudo isso influencia. Olha aí, tá vendo, né? Tudo que nos cerca, né? As energias, quem está do nosso lado. É importante, gente, falarmos sobre isso. Agora 8:46. A produção avisando aí que nós temos algumas perguntas para as nossas entrevistadas. Nosso bate-papo tá tão gostoso. A gente tá falando aí sobre esses nossos pensamentos, né? pensamentos, coisas que que essas conversas imaginárias que a gente tem na hora do banho, quando você tá dirigindo. Então, meu Deus do céu, você pega, vai fazer uma viagem sozinho, esses pensamentos, ó, essa conversa vem, vem, vem, vem. E aí, de repente seria o momento de você tentar reorganizar, falar: "Opa, aqui não, esse aqui sai, esse aqui fica, esse aqui vai pra caixinha, fica guardado lá. Quando eu tiver mais tranquila, eu vou pensar nisso e vamos resolver". E a gente também tem que parar para analisar que na hora que a gente deita na cama não tá na hora de resolver nada. Você vai dormir, né? Eu tô tentando, hein, gente. Falou, ó, [risadas] sai todo mundo daqui, deixa eu dormir, eu não quero pensar em nada e vamos dormir porque no outro dia a gente precisa acordar bem, né? É difícil. Ah, desafiador, mas a gente consegue com orientação, com terapia, né? E com autoconhecimento. O autoconhecimento também é desafiador, porque a gente muda todos os dias, a gente tá em movimento. Então, autoconhecimento é uma coisa infinita, né? Você vai ter que praticar o autoconhecimento enquanto você viver. Eu aprendi isso e é isso mesmo, né? É assim, né? Não tem ningém, ah, já me conheço. Ah, até porque nós temos vários ciclos da nossa vida, né? E os nossos pensamentos vão mudando e aquilo que fazia sentido antes não faz mais hoje, né? Exato. É verdade mesmo. É bem interessante. Nós somos, é, é, é um, um ser bem interessante mesmo. Por isso que pessoal, a os cientistas acabam sempre estudando o tal do ser humano, porque a gente tem está em constante movimento e mudança. Vamos lá. 8:47. Produção, pode colocar pra gente aí algumas perguntinhas, por favor? Vamos ver. Felipe Morais do Taquaral. Quando estou no banho, fico criando diálogos e respondendo mentalmente situações antigas. Felipe, por esses pensamentos aparecem justo nos momentos de relaxamento. Eita! Vamos lá, vai [risadas] você, Sara. Ô, eu vou te falar, incomoda para caramba, né? Sim. É alguma situação antiga que provavelmente tá mal resolvida ou você não conseguiu aceitar o passado. Lembra do gatilho que nós comentamos há pouco? É isso, né? A culpa ou ali algo que te marcou, ele vai ficar, né? Isso vai ficar voltando. Então o ressignificar, a forma como você está interpretando essa essa situação, mas vem no momento de relaxamento, porque muitas vezes você tá ali com o seu gerente focado, tá crítico e nas coisas, né, do presente. Nesse momento de relaxar é que a nossa mente viaja pro passado, vai pro futuro, mas não pode ser de uma maneira excessiva que te cause preocupação. É isso mesmo. Vamos cuidar dessa viajada aí. [risadas] dessa viagem aí, porque infelizmente isso acontece mesmo, gente, no banho, no trânsito, na hora que você deita para dormir, vai fazer o qu, né? Mas a gente precisa, ó, pegar o o o rumo do negócio, assumir a direção e falar: "Opa, aqui não, vamos lá, 8:49". Mais uma pergunta pra gente, agora a gente direciona pra Tati. Vamos lá, Carolina Prado, do Jardim Flamboian. Quando imagino o conflito, começo a montar várias versões do que poderia acontecer. Isso é tentativa de me proteger da frustração ou é sinal de ansiedade? E aí, Carolina, pode ser tanto um quanto o outro. [risadas] Uhum. Agora, o o que é esse conflito, né? O porquê eh tentar pensar sobre esse conflito de uma forma mais ampla, né? entender melhor o porquê desse conflito pode te ajudar a resolver melhor a situação e verificar também se está nas suas mãos de resolver ou não, porque se não tiver nas suas mãos, aí vira uma ansiedade. Se estiver nas suas mãos, você vai arrumar estratégias e uma melhor estruturação para tudo isso. Muito bem, né? Eh, é impressionante como a gente cria os conflitos internos e é só a gente que sabe deles, ninguém mais, né? a gente fica nessa luta interna, né? Precisamos aprender mais todos os dias, gente. 8:50. Eh, vamos lá. Pode colocar mais uma, produção, por favor. Diálogos imaginários. Estamos falando sobre essa situação que acontece aí, eu acho que com a maioria das pessoas, com todo mundo, né? Não tem quem não tenha diálogo imaginário um momento ou outro do seu dia. A Érica Santos do Parque São Quirino. Percebi que os meus diálogos imaginários aumentam quando estou mais isolada. A falta de trocas reais pode intensificar essa conversa interna constante, Sara? Sim, a gente precisa verificar o quanto ela tá submersa nesses diálogos, né? Se ele tá em excesso, ela tá nesse loop infinito, né? Se ele tá durando por horas, impedindo que ela esteja com os amigos na vida real. Por que que isso tá acontecendo? a gente percebe que a internet, né, o excesso de telas, eh, a pandemia trouxe um pouco disso também, né, o défic nas habilidades sociais. Então, tudo isso é consequência ainda disso, né? E o estar sozinha dialogando muitas vezes no mundo da fantasia é muito mais fácil, porque eu consigo ter o controle da situação, né? Então, eu vou estar com as pessoas que eu quero, eu vou agir da forma como eu consigo ali na fantasia, mas que na vida real para mim é muito difícil, então se torna confortável, sendo que eu preciso elaborar estratégias para no mundo real encarar essas situações que são tão difíceis para mim. Olha aí, interessante, né? A gente fica numa zona de conforto quando a gente tá com esses diálogos imaginários internos, né? E a zona de conforto é algo interessante, porque é um conforto, mas nada acontece lá. Então você só vai ficar arruminando, ruminando, ruminando e não vai sair daquilo. Importante, viu, gente, entender sobre zona de conforto também, tá? E principalmente quando a gente fala desses diálogos internos, imaginários aí. 8:52, vamos lá, pode colocar mais uma por gentileza. da produção. Beatriz Moura da Vila Industrial. [limpando a garganta] Como controlar essas conversas na minha cabeça e conseguir ter a mente mais vazia em momentos de relaxamento, sem tantos diálogos internos aparecendo do nada? Como é que a gente faz para controlar, Tati? Olha, você eh você colocar isso no papel vai te ajudar bastante. Uhum. Agora sim, vou puxar aqui pro meu lado porque a terapia vai te ajudar muito a organizar tudo isso, né? A ter aí um olhar para todos esses pensamentos de uma forma diferente. Então, focar na terapia, sim, seria ideal. Quando a gente fala quando a gente fala em terapia, perdão, pode concluir seu pensamento, não é? Só que uma outra estratégia também nesse processo é é trazer para si. Então, ao invés de ficar pensando, nossa, como eu fiz aquilo? Você falar, Sara, calma, tá tudo bem, não tem problema eu usar o meu nome para mandar mensagem ali pro meu cérebro, tá tudo bem, pode relaxar, você está aqui no banho, né? Você não está correndo perigo, o que aconteceu aconteceu. Então, chame-se pelo nome, busque sentir a água ali no seu corpo, né? esse contato eh das sensações do, né, do vapor ali, do quentinho, do relaxamento, sentir o seu ambiente, eh traga, né, ali pro externo a sua concentração para poder minimizar um pouco. Olha aí que gostoso, né? Deu até uma relaxadinha quando você falou. [risadas] Muito bom. Agora, quando a Tati falou de terapia e tal, é importante a gente salientar que a terapia é algo magnífico, maravilhoso, mas que a gente precisa entender que essa terapia ela precisa nos acompanhar. Não só quando nós estamos no momento que a gente não aguenta mais, que a gente tá explodindo, porque daí gente demanda muito trabalho, muito entendimento. E se a gente tiver aí um momento de de terapia, eh, estando tudo bem, tipo assim, ah, tô tudo bem, para que que eu vou, tô bem, para que que eu vou terapia? Aí que é legal, porque aí você tem a oportunidade de praticar esse autoconhecimento, de ressignificar todas essas coisas, eh, de uma maneira mais tranquila, né, uma maneira mais calma. Então, a a terapia é algo assim bem interessante. Eu falo que acho que a terapia deveria ser algo assim bem eh é pra vida toda, sim, né? Não tem um tempo determinado. Eh, eu acho que a gente tá conseguindo quebrar um tabu hoje que antes as pessoas falaram: "Ah, psicólogo, não, mas eu não vou, né? Hoje não. Eh, ah, ó, hoje, hoje eu tenho terapia, né? Hoje eu vou falar com a minha pisc e tá tudo bem. Isso é maravilhoso, porque é um momento de aprendizado, na verdade, a terapia, né? se torna isso, não é importante isso se torna mesmo, porque eh como a gente falou, né? Eh, nós estamos em construção o tempo todo e se conhecer essencial pra gente tomar decisões mais assertivas na nossa vida, né? Isso nos traz muitos benefícios. Tem muitas pessoas, Rúbia, que tem essa dificuldade de procurar terapia para mexer com feridas. Sim, claro. Mas as a ao mexer com feridas traz muito mais tranquilidade, por mais que doa um pouco, né? Traz aquele aquela sensação de, né? Para qu para que com algo que já tá lá escondido, mas que na verdade não tá escondido, né? Uhum. A gente vai vivendo e trazendo pro presente o tempo todo, mas de formas diferente. Então, nós olharmos e termos a coragem para isso, isso nos facilita em todos os contextos futuros, né? É, é verdade. De repente você olha aquilo que tá te incomodando com carinho, você ressignifica e você aprende a conviver com aquilo que estava guardado lá numa caixinha. imperceptível, mas em algum momento dispara um gatilho e aquilo volta com toda a força e te desestrutura totalmente. Então, a gente precisa aprender a ressignificar as coisas, inclusive esses pensamentos, né, que às vezes não são tão bons assim e que acabam nos incomodando. 8:56, dá tempo para mais uma? Então, tá bom, vamos lá, mais uma pergunta pra gente já partir para as nossas considerações finais aqui com as nossas entrevistadas. Estúdio Câmara de hoje falando aí desses diálogos imaginários, né? Por que que a nossa mente fala tanto, fala tanto, fala, fala, fala em momentos que deveriam ser de descanso, principalmente. Ah, Gabriel Teles, Jardim Garcia, quando revivo mentalmente uma briga antiga, olha isso, sinto meu corpo reagir como se fosse real. É comum que diálogos imaginários ativem essas respostas físicas de estresse. Vamos lá, Tati, por favor. o nosso corpo reage totalmente àquilo que pensamos. Uhum. Então, realmente aí olhando, né, para para esse diálogo que já aconteceu, não foi muito bem resolvido, talvez, né, a o corpo vai reagir da mesma forma que às vezes até mais potencializada que naquele momento. Sim. E às vezes vem até a um pensamento, por que que eu não fiz isso? Por que que eu não falei aquilo? Né? Verdade. Como se fosse um contra-ataque muito mais forte até. Então, eh, não foi, não foi resolvido. Uhum. [risadas] Verdade. É importante olhar para tudo isso também, né? Sim. E o nosso cérebro, né, só repetindo, ele não consegue diferenciar o que é imaginário do que é real. Então, se eu tô revivendo aquilo de forma constante, pode acontecer do meu coração acelerar, de eu ter crises de pânico, né, de isso ativar gatilhos diante de situações imaginárias, porque eu estou muito tempo submerso nessa fantasia. Nossa, gente, que conversa boa, que conversa importante. Tem mais alguma, produção? Fala comigo. [limpando a garganta] 8:58. Dá tempo para mais uma? Se der, pode colocar na tela aí. a gente já faz a última para irmos para as considerações finais. Muito bem, Luana Figueiredo da Vila Industrial. Quando recebo uma crítica leve, minha mente transforma isso em um, nossa, em um debate enorme. Isso acontece porque meu cérebro interpreta tudo como ameaça emocional. É, isso aí é algo bem interessante, né? Às vezes as pessoas falam pra gente alguma coisinha assim, minha irmã, e aí você faz aquilo virar um negócio que vai destruir a sua semana. Gente, explica, por favor, as duas [risadas] agora. Socorro, explica pra gente que eu acho que essa foi uma pergunta maravilhosa. Vamos lá, Sara, começando por você. Sim. A gente tem que pensar que essa crítica ela foi leve aparentemente, mas para você ela teve um significado muito intenso. Então, o porquê o por isso doeu tanto? A qual crença está relacionada? Eu não posso falhar, eu preciso ser amado por todos, né? Então, se está relacionado a isso, eu preciso entender que eu vou se falhar, eu sou um ser de falhas, eu não sou perfeita e tá tudo bem, eu posso aprender e corrigir os meus erros. Eu também não preciso ser amada por todo mundo, né? Mas reconhecer que eu tenho pessoas que me amam e que eu busco ser a melhor versão de mim mesma a cada dia. Ou então, né, a crença de que o mundo precisa ser justo, mas o mundo nem sempre vai ser justo. Então, é entender essas crenças que estão potencializando uma crítica leve em algo, né, ali enorme que fica martirizando e ruminando aquilo. Aham. E acaba destruindo a semana, o seu planejamento semanal. até você perde sono e tudo e e às vezes o negócio não é tão intenso assim como eh você tá imaginando, né? E e e isso nos frustra, a gente precisa aprender, né? Mas tudo isso tá relacionado também ao meu registro, né? Cada um de nós vivemos um registro até aqui. Sim. Então, o que o que por fim está atrapalhando? Será que foram a minha história de vida familiar que me trouxe, [limpando a garganta] né, um posicionamento de mais eh eh autocrítica, autocrítica, cobrança, ou senão ficar mais bloqueada com algumas críticas que podem, as críticas podem ser muito construtiva, mas por conta do meu registro vai fazer eu ficar mais não, não vou aceitar essa crítica. Essa crítica é horrível para mim, não quero, né? Então, olhar para pro seu registro e entender de fato que traz o seu presente, o jeito de você agir hoje, vai ser ideal também, né? É, gente, olha só, né? Quanto ensinamento, que maravilhoso o nosso programa de hoje. Mais um programa, né, entregue assim de um jeito magnífico. Esses diálogos imaginários fazem parte da nossa natureza, mas quando começam a tirar o nosso sono, aumentar ansiedade ou ocupar um espaço que deveria ser de descanso, é fundamental entender o que está por trás deles e buscar caminhos mais saudáveis. Se é isso que as nossas entrevistadas trouxeram pra gente nessa manhã de quinta-feira, eu quero agradecer muito a presença de vocês. Sara, obrigada pela sua participação, pela sua entrega, né? Vocês são magníficas, não tem nem o que falar, gente. Muito obrigada. Obrigada, Rúbia. Obrigada pela oportunidade, né, pela participação de vocês e e por nos dar essa chance, né, de trazer mais conhecimento às pessoas, ampliar a percepção de que não é um defeito nosso, né, mas sim um mecanismo do nosso cérebro, que eu posso assumir o controle, eu posso tornar esses diálogos saudáveis e ter uma vida mais leve, aproveitar nos momentos de relaxamento para realmente relaxar, elaborar estratégias e ser mais feliz. Ai que delícia, né? Vocês falam, a gente viaja. [risadas] Meu Deus do céu. Tatian Isidoro, gratidão. Obrigada por participar com a gente e por nos ensinar, né, a ver que a gente pode a gente pode trilhar um caminho mais tranquilo, controlar os nossos pensamentos e fazer com que todos eles trabalhem a nosso favor. Muito obrigada. Obrigado pela oportunidade. Foi um prazer estar aqui, viu? Conhecer vocês e pode contar com a gente. Ai, que bom, maravilhosas. E assim a gente fecha o nosso programa de hoje, agradecendo a você pela audiência, pela companhia. Lembrando que amanhã é sexta-feira. Nossa, gente, amanhã, olha só o tema de amanhã, síndrome do impostor. Humum. Ó, apesar de conquistas, diplomas ou anos de experiência, muita gente vive atormentada pela sensação de que não é boa o suficiente. Amanhã a gente fala sobre a síndrome do impostor, esse fenômeno psicológico que faz pessoas competentes duvidarem da própria capacidade. Isso acontece com você? Então não perde não. Amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. agradecendo você, a nossa equipe, né, sempre muito focada e a gente conseguiu fechar mais um programa feliz demais. Quero convidar você para continuar ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Daqui a pouquinho, direto da Central de Informação, a Íria, nossa jornalista de inteligência artificial, atualizando informações aqui de Campinas do Legislativo, Brasil e para você ao meio-dia, Gabriel Castro no Câmara Notícia e a nossa programação da TV Câmara Campinas que está sensacional, feito com muito respeito, [música] muito carinho e competência de toda a nossa equipe do grupo Mais especialmente para você que tá aí do outro lado, tá bom? Grande abraço, fique bem. Uma ótima quinta-feira, controla os pensamentos aí, os diálogos, tá? E vamos, vamos embora, né? A gente pode, a gente consegue fazer aí um dia maravilhoso. Tudo de bom e até amanhã, se Deus quiser. ช [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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