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Estúdio Câmara | Diagnóstico ou intervenção? O tempo no desenvolvimento infantil
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Estúdio Câmara | Diagnóstico ou intervenção? O tempo no desenvolvimento infantil

20 views Publicado 12/11/2025 HD · 1:02:07

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No Estúdio Câmara de hoje, o tema é um dos mais importantes quando se fala em infância, educação e saúde mental: esperar o diagnóstico ou intervir precocemente? Cada vez mais famílias enfrentam uma longa e desgastante jornada em busca de respostas sobre os sinais que observam em seus filhos — atrasos na fala, dificuldades de aprendizado, comportamentos diferentes ou desafios de socialização. Mas enquanto o nome do transtorno não vem, o tempo passa — e agir cedo pode ser determinante para o futuro da criança. 👶 Quando o tempo faz toda a diferença Especialistas reforçam que não é preciso esperar um diagnóstico fechado para começar o acompanhamento. O foco deve estar no desenvolvimento da criança, observando suas necessidades reais e buscando apoio profissional o quanto antes. A demora para identificar e tratar possíveis dificuldades pode comprometer áreas como linguagem, cognição, socialização e até autoestima. Por isso, o olhar atento de pais, professores e cuidadores é essencial para detectar sinais precoces e garantir o suporte adequado. 💬 Convidadas do programa: 🧠 Samila Goebel — Neuropsicóloga Psicóloga há mais de 15 anos, especialista em Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e em avaliação neuropsicológica. Atua com foco na compreensão do funcionamento cerebral infantil e na importância da intervenção precoce para o desenvolvimento global. 🎓 Leiza Passarinho Apasa — Psicopedagoga especialista em Saúde Mental Certificada em Neuropsicologia Infantil, atua na área de aprendizagem e comportamento, oferecendo suporte a famílias e escolas na identificação de dificuldades cognitivas e emocionais desde os primeiros sinais. 📍 Entre os temas abordados no programa: Quando o atraso na fala ou no aprendizado exige atenção? O que observar no comportamento da criança para buscar ajuda precoce? Quais profissionais podem atuar mesmo antes do diagnóstico fechado — fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e neuropediatras? Como lidar com a ansiedade e a angústia da espera por um diagnóstico? O que é mito e o que é verdade sobre “rotular” a criança cedo demais? Quais são as redes de apoio em Campinas e região que oferecem orientação e acompanhamento inicial às famílias? ❤️ O impacto da intervenção precoce Inúmeras pesquisas comprovam que a estimulação e o tratamento iniciados nos primeiros sinais aumentam significativamente as chances de evolução positiva no desenvolvimento infantil. A neuropsicóloga Samila Goebel reforça que o mais importante é olhar para o que a criança demonstra e não apenas para um nome no laudo. “O diagnóstico é uma ferramenta, não um ponto de partida. O que muda a história de uma criança é o olhar atento e a ação precoce.” A psicopedagoga Leiza Passarinho Apasa complementa que o medo de “rotular” muitas vezes atrasa o início do cuidado: “Quanto antes a criança for acolhida e estimulada, maiores são as possibilidades de desenvolvimento. O diagnóstico deve ser um meio para orientar, não uma sentença.” 🌱 Família, escola e profissionais juntos pelo desenvolvimento O diálogo entre família, escola e equipe multidisciplinar é fundamental para garantir que a criança receba o suporte adequado em cada etapa. Profissionais de diferentes áreas — como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos — podem atuar de forma complementar, mesmo antes da definição de um diagnóstico clínico. Essa abordagem integrada é o que possibilita intervenções assertivas, personalizadas e humanas, respeitando o ritmo e as singularidades de cada criança. 💡 Mensagem do programa O Estúdio Câmara reforça que esperar o diagnóstico não significa esperar para agir. A atenção ao comportamento, à comunicação e à aprendizagem das crianças é o primeiro passo para garantir um desenvolvimento saudável e pleno. Mais do que nomes ou rótulos, o que realmente importa é oferecer cuidado, escuta e estímulo no momento certo. 📺 Assista, comente e compartilhe! Contribua com essa conversa e ajude a espalhar informação e acolhimento para mais famílias que vivem essa realidade. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara. Metade da semana, quarta-feira, dia 12 de novembro. [música] O nosso programa hoje tem um olhar atento para a primeira infância, para aqueles momentos em que uma suspeita ou uma dúvida dos pais [música] pode fazer toda a diferença na vida de uma criança. Nós vamos falar sobre o tempo, sobre a velocidade das ações que precisam ser tomadas, [música] quando o assunto é o atraso do desenvolvimento, dificuldades de fala ou de aprendizado. O tema do programa de hoje é esperar o diagnóstico ou intervir precocemente. mande pra gente a sua mensagem. Você que é mãe, você que é cuidadora, você que é aquela pessoa que cuida, que tem uma criança aí na sua casa, né, que você tem uma dúvida e agora espera o diagnóstico ou então eu já vou para cima, vamos ver o que que tá acontecendo. Você tem uma experiência [música] referente ao tema do programa de hoje? O WhatsApp tá na tela. Daqui a pouquinho você vai conversar com as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho apresento elas para você, tá? 199729377. WhatsApp na tela QRCode também a nossa produção atenta para atender você que está aí do outro lado. Seja bem-vindo, seja muito bem-vinda. Vamos com informações chegando. Informação do legislativo. Hoje tem reunião ordinária na Câmara de Campinas, [música] mas antes, às 5 da tarde acontece a primeira parte que é dedicada ao debate sobre políticas públicas de proteção a animais silvestres. A iniciativa é da vereadora Fernanda Solto e tem como objetivo diagnosticar as ações de proteção de proteção existentes e também propor medidas para garantir a efetiva implementação de políticas públicas voltadas à vida silvestre. A atividade será transmitida pela TV Câmara Campinas, os canais 11.3 TR da TV Digital, quatro da Claro e nove da Vivofibra, além das páginas oficiais da Câmara, da TV Câmara Campinas no Facebook, no site camaracampinas.sp.leg.br e no canal [música] da TV Câmara Campinas no YouTube. Tá vendo só quanta eh quanto lugar pra gente se encontrar. Então, acesse, participe, a sua participação é muito importante. E logo após a primeira parte, a Câmara de Campinas vota em definitivo, durante a reunião ordinária de número 70 dois projetos de destaque. A criação do Programa Municipal de Prevenção e Combate à Obesidade, de autoria do vereador Igor Diego, e a atualização da legislação sobre licenciamento de edificações e eh funcionamento das empresas propostas pelo Executivo Municipal. A sessão será a partir das 18 horas, né? Inicia no plenário da Câmara de Campinas. TV Câmara Campinas transmitindo para você ao vivo. YouTube TV Câmara Campinas também. [música] E você pode participar presencialmente no plenário. Você é um convidado especial. Previsão do tempo chegando para hoje. Vamos ver como é que fica o tempo, né, nesta quarta-feira aqui na cidade de Campinas. Olá, gente. Não tem muita novidade hoje não, viu? Sol com algumas nuvens durante o dia. A noite o céu fica com nuvens, mas não chove, né? Por enquanto, a previsão do tempo deve mudar no final de semana, mas o que temos é o hoje. Então vamos viver o hoje. E hoje mínima 16, eh, foi de 16 e a máxima de 30º. Agora sim, vamos ao nosso tema central. Vamos à apresentação das nossas convidadas. Eh, a jornada em busca de um diagnóstico pode ser longa e angustiante, mas eh o que fazer, né, enquanto esse nome que você espera não vem? Como agir para que o tempo tão precioso nessa fase da nossa criança não seja perdido? Então, para discutir esse assunto com profundidade e com a leveza que esse assunto merece, nós recebemos duas especialistas. Então, a gente dá as boas-vindas à psicóloga, neuropsicóloga e especialista em transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, Sâmila Guebel. Seja muito bem-vinda. Muito bom dia para você. Obrigada pela sua participação. Ob. Obrigada. Obrigada pelo convite. Vai ser um prazer estar aqui trazendo um pouco de informação, né, para que as pessoas elas possam ter esse conhecimento e elas possam tomar as atitudes devidas com relação à intervenção precoce. Excelente. Boas-vindas também a psicopedagoga, especialista em saúde mental e certificada em neuropsicologia infantil. Uau! Leisa, eh, passarinho a Apaza. Isso. Bom dia, seja bem-vinda, Lea. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. É surpreendente, né, estar aqui, porque é difícil abrir esse espaço pro psicopedagogo. É uma área ainda pouco conhecida. As famílias geralmente buscam primeiro os psicólogos ou os médicos e estamos para somar com o time e tornar essa caminhada mais leve. Excelente. E é isso mesmo, somar com o time, né? Eh, você ter aí um atendimento de um eh psicopedagogo, uma psicóloga, um psiquiatra, gente, isso faz parte da vida. É importante essa conexão entre os profissionais para que a gente aprenda como levar a vida de uma forma mais leve, mais tranquila e entender também quem somos, o que queremos, onde estamos e para onde vamos. E hoje nós vamos falar sobre as nossas crianças, né? um tema que merece mesmo atenção. Eh, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 6% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos apresentam algum tipo de atraso no desenvolvimento eh neuropsicomotor. E o dado mais importante é que quando mais cedo a intervenção acontece, maiores são as chances de recuperação e adaptação. A própria Organização Mundial da Saúde reforça que os primeiros 1000 anos de vida, ou seja, do nascimento até os 2 anos, são decisivos para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança. Ou seja, identificar sinais precocemente, buscar ajuda profissional pode transformar o futuro da criança. Então, por isso, no programa de hoje, a gente vai entender quando é a hora de agir e por quanto tempo é essencial esse desenvolvimento infantil. Então, ah, Samila, para começar de forma bem clara, eu queria que você explicasse pra gente quais são os sinais que devem acender uma luz amarela pros pais educadores e quando não é só mais uma fase, né? É a busca por ajuda que vai sim fazer a diferença. Como é que a gente aprende a identificar? Então, Núbia, é importante a gente, primeira coisa, tem uma frase que a gente tem que ter muito cuidado, que é toda criança tem seu tempo, não, né? Tem o tempo certo para que cada comportamento, para que cada desenvolvimento ele vá acontecendo. Então, a gente tem que ter muito cuidado com essa questão de cada criança tem seu tempo. Por quê? Porque existe os marcos de desenvolvimento que é cognitivo, social, motor. E a gente tem que tá atento para entender se aquela criança ela tá atingindo os marcos que são esperados para aquela idade. Caso ela não esteja atingindo, a gente tem que ter um olhar sobre isso e buscar a orientação de um profissional. Por quê? Porque esses atrasos geralmente pode ser por uma falta de estimulação, pode, mas também pode ser sinais de que algo mais sério possa estar acontecendo, como um transtorno do neurodesenvolvimento. Então, a gente tem que eh estar atento a a essa frase que a gente escuta muito, até alguns profissionais, né, a falarem: "Ah, cada criança tem seu tempo. Ah, vamos esperar mais". Não, quanto mais a gente espera, a gente perde a oportunidade, a janela de aprendizagem dessa criança para que a intervenção ela seja mais efetiva e ela tenha menos prejuízos na vida, tá? Então é importante pros pais eles terem esse conhecimento também, né? não só delegar o profissional, mas os pais buscarem esse conhecimento e quando eles perceberem que tá tendo um atraso, já buscar um profissional. Excelente. Dados oficiais reforçam sempre, né, a importância da gente falar sobre isso. Tem a pesquisa do Ministério da Saúde que apontou 12% das crianças brasileiras que já apresentam suspeita de atraso no desenvolvimento. E esse índice cresce entre famílias socialmente mais vulneráveis, né? A gente precisa do rótulo para agir, será, Leía? Muitos pais se prendem à espera do nome do transtorno, né? Mas vocês enfatizam que não é preciso ter o diagnóstico fechado para começar a agir. Então, qual que é o o impacto de focar na necessidade real da criança e não no rótulo nesse início? E qual que é o papel eh da escola, né, eh nesse momento? Porque a criança eh geralmente começa a ir paraa escola aí eh vai pro bersário, né? Então a a escola ela tá mais presente nesse momento mais que os pais. Então assim, como é que a gente consegue aliar escola, conexão escola e família? E qual que é o impacto da gente focar na necessidade real dessa criança e não nesse rótulo de esperar o diagnóstico? Então a gente precisa observar em relação aos demais, né? ao grupo em si, a criança que destoa desse grupo, que ela não apresenta as habilidades esperad para aquela faixa etária, como a Samila estava dizendo, de nós temos os marcos, né? Então, também na educação, isso é importante. Nós temos a habilidades que devem ser adquiridas ao eh junto com esses marcos do desenvolvimento. E a criança quando dentro do grupo ela destoa, ela não está desenvolvendo eh conforme o grupo, já é um sinal de alerta. a gente já precisa eh sinalizar, né, os profissionais precisam sinalizar a família de que eh o desenvolvimento dela está um pouco diferente. Tem que tomar muito cuidado porque acontece hoje no âmbito escolar de virem com diagnósticos, né? Ah, a criança começou a andar na ponta do pé, já fala que é autismo. Então eles já chegam e fala: "Ó, é autista". E os pais quando chegam pra gente, chegam, né? Desesperados. a escola falou, então a gente precisa tomar cuidado, precisa eh dizer sim se está diferente, né, o desenvolvimento da criança, se ela não está adquirindo as habilidades básicas que antecedem um estágio educacional do outro e comunicar, mas com cuidado, porque não somos médicos e quem deve fechar esse diagnóstico são os médicos. esperar por esse diagnóstico não é aconselhável, porque nós temos hoje uma demanda muito grande e nós não temos tantos profissionais, né, tantos neuropediatras, psiquiatras infantil que atendam a esse público. E a espera hoje para fechar um diagnóstico estão aí de até 2 anos. E quando a gente tem essa esfera prolongada, nós perdemos um tempo muito precioso, porque se nós colocarmos aí até os 5 anos de idade, é o tempo que o cérebro está trabalhando em constante aprendizado, criando várias conexões. É o é a nossa janela aí de maior tempo, de maior aquisição de aprendizagem. E se a gente espera, a gente perde, né, essa habilidade. Então, intervir precocemente na habilidade que não está sendo desenvolvida. Quando vem esse diagnóstico, quando vem esse rótulo, aí sim a gente começa a direcionar o atendimento compatível com o diagnóstico em si. Mas hoje o que a gente precisa trabalhar e o que é, né, feito na dentro dos consultórios é trabalhar na habilidade. Qual é a habilidade que está prejudicada? Qual a habilidade que está faltando? Então vamos fazer com que esse indivíduo, com que essa criança tenha condições de desenvolvê-la. Excelente. E aí um atendimento multidisciplinar, né, com a conexão aí da dos profissionais de saúde mental e eh para poder prestar o apoio para essa criança, né? Sim. Assim, o diagnóstico ele é importante. Por quê? Porque ele vai nortear, né? A forma como a gente vai conduzir aquele atendimento. Sim. Mas como a nossa colega falou, às vezes é difícil se chegar nesse diagnóstico, perfeito, né? E aí a gente vai ficar sem fazer nada, não. A gente tem que começar a intervir nos pontos que a gente tá vendo que a criança não tá conseguindo desenvolver. Mas o diagnóstico, a gente não pode eh deixar de falar que ele é importante, né? E ele é importante porque não é só pr para ter um rótulo, não é isso. Ele é importante para nortear Uhum. né? O tratamento, né? Isso. E nós temos também a questão de compor esse diagnóstico, né? Nós eh como vamos eh observando quais habilidades que realmente não foram desenvolvidas. nós compomos um, redigimos, né, relatórios em que fica mais fácil pro neurologista, pro psiquiatra também entender a queixa daquela família. Então, a gente compõe esse diagnóstico junto com os médicos para que realmente seja mais assertivo, né? Porque nós temos as habilidades técnicas para verificar e realmente ver, não, isso aqui está destoando, isso não está acontecendo, isso está um passo mais lento, mas está. Então, é importante a união de todos os profissionais, esse trabalho multidisciplinar, porque na hora de obter o diagnóstico, de fechar um diagnóstico, eh as informações estão mais claras, mais assertivas e ele vem com mais precisão. Excelente explicação de vocês, muito importante. Eh, acaba a a ampliando a nossa visão referente a esse assunto, né? E e é algo que assim o diagnóstico ele pode vir com com uma demora, mas você precisa estar atento. E a conexão dos pais com a escola é fundamental para que você possa intervir nesse momento tão precioso, né, da vida da sua criança. Agora, existe um medo enorme, né, Sâila, de rotular a criança. Os pais têm medo disso. Então, se eu busco ajuda cedo, eu tô condenando o meu filho a um rótulo, não é? O rótulo muitas vezes ele traz um alívio, mas a ação é que traz um resultado. Então, a gente precisa falar dessa ação e que a a gente precisa entender a questão da plasticidade cerebral nos primeiros anos, né, eh, da vida da criança. Isso transforma o os períodos aí do zero aos 3 anos em uma verdadeira janela de oportunidades, como muito bem pontuou a leiser. Agora, a questão eh de repente dos pais segurarem um pouquinho, né? Falar: "Não, mas eh a professora apontou aqui, né? Eh, fui chamada na escola, mas eu acho que eu não posso eh eh acreditar no que ela tá falando. Eu vou prestar atenção em casa, mas de repente o tempo que ele tem em casa não é suficiente para ele ver, porque a criança vai chegar em casa, ela vai fazer o quê? Vai se alimentar, vai tomar um banhinho e vai dormir, né? E aí amanhã de manhã ela vai pra escola, passa de repente o dia todo escola, então o pai não consegue ter esse olhar atento, esse esse receio do rótulo, esse ele é verdadeiro quando a gente se refere aos pais eh nesse olhar das crianças que chega através dos cuidadores lá da escola, ele é verdadeiro, os pais realmente têm esse receio? tem, porque esse diagnóstico traz uma dor, traz um sofrimento, porque quando, né, nós que somos pais, a gente idealiza, né, a a o filho, o que é que a gente quer pro filho, o que é que a gente pensa, o futuro dele. E quando a gente se depara com o diagnóstico, algumas limitações, algumas dificuldades vão vir com esse diagnóstico. Então, traz muito sofrimento pros pais. E aí, por isso que muitos vão deixando, não, mas vamos esperar mais um pouco, vamos esperar mais o tempo dele e tudo mais, porque é um sofrimento pra gente receber esse diagnóstico, porque morre aquela aquela imagem que a gente idealizou e agora a gente tá com o real, a criança mesmo vindo com as suas dificuldades, com as suas demandas, com as suas necessidades. Então, é um sofrimento pro pai. E é importante na na terapia a gente fazer esse acolhimento deles, né? E às vezes tem pais que não estão preparados para receber esse diagnóstico, mas isso não impede dos profissionais já fazerem a intervenção, tá? Então eu acho que vem muito dessa desse desse sofrimento, dessa dor que eles sentem, né? desse luto que eles estão elaborando, do que é, foi o imaginário deles e o que é a realidade. E vem muito a questão da procura da culpa, né? Eh, aonde eu falhei, né? A qual é a minha parcela de culpa? E é muito comum dentro do consultório vir eh primeiro essa elaboração da dor em se culpabilizar, não é entender que é um indivíduo, né? é a minha extensão. Então, se o meu filho apresenta eh qualquer dificuldade, isso é porque eu falei em algum momento. E até que a família compreenda que não é assim que funciona, é um luto muito grande, é uma dor, né, muito é chega a ser desesperador em muitos momentos. Nós temos muito relatos na clínica de famílias que se desestruturam, né, por completo, justamente porque se culpam, né, eh, entre os próprios casais acabam se culpando, buscando sempre uma resposta naquilo que não é o essencial no momento, né, não é a culpa de ninguém. a gente precisa entender o que tá acontecendo e partir, né, para pra intervenção daquilo. Mas é muito difícil paraas famílias eh lidarem com essa possibilidade, porque eu o que eu tenho de mais perfeito é o meu filho. Uhum. E aí, como que alguém tá dizendo que o meu filho não é perfeito? Nossa, gente, mas é bem delicado, né? é delicado e desafiador. E a gente precisa sim do apoio dos profissionais de saúde mental para nortear esse esse esse mundo novo, essa essa adaptação a uma nova forma de vida, né? E a espera pelo diagnóstico eh também deve ser muito desafiadora já por até porque o diagnóstico ele não vai chegar de uma hora para outra, né? Precisa de uma sondagem aí bem bem elaborada. E esse diagnóstico, como bem pontuou a Lesa, pode chegar em 2 anos. E aí, como é que faz durante esses dois anos? Como é que a gente vai eh a aprender a lidar com essa situação? E mais dentro desses dois anos, além da espera do diagnóstico, vem também os sinais, né, que vê acontecendo e que vão sendo pontuado pelos cuidadores, pelos professores e até sendo visto pelos pais dentro de casa. E aí, como faz? É, é mais ou menos esse caminho que acontece? É a é quando você tava falando da da escola, é extremamente importante, né, essa parceria da escola. Por quê? Porque às vezes a gente pega criança de 2, anos que às vezes passa o dia inteiro na escola e quem é que tá tendo mais contato com essa criança são os professores, os cuidadores, eles que estão observando, né? E essa comparação, ela é essencial comparar as próprias crianças da turma pra gente entender como é que tá o desenvolvimento daquela criança, né? Então, o que é esperado que a turma toda tá acompanhando, mas por que que aquela criança não tá acompanhando? Uhum. O que é que tá acontecendo? E aí vem a importância da escola nessa parceria dela explicar o que ela tá observando e de orientar as famílias a buscarem ajuda. Uhum. Muito bem. Agora, Leisa, eh pros pais que estão nos assistindo, né, quais são os pontos assim, eh, que de orientação que a gente deve observar em casa e os professores já eles já estão eh aptos e adaptados para esse tipo de observação? Não, né? a os professores não estão eh habituados a especificidades de um diagnóstico. Eles eles percebem, obviamente, que a criança está a quem do esperado daquele do que predispõe a disciplina dele, o que predispõe o trabalho que ele está vindo a desenvolver com a turma. Mas o professor ele não tem, né, eh, nos cursos de formação, eh, pouco se é falado sobre o diagnóstico, sobre as dificuldades de aprendizagem. Nós temos cursos específicos para isso, mas pegarmos ali a pedagogia, né, o antigo magistério, nós não temos uma ampla disciplina que trate do assunto. Então o professor não é, né, apto a fazer esse diagnóstico, a mas ele consegue, obviamente, perceber que o aluno não está respondendo dentro da expectativa daquela faixa etária. Eh, como a Sila disse, o maior tempo da criança é na escola. Então é muito mais fácil o professor observar do que a própria família, porque quando chega em casa é a rotina, né? Tem ali, é o banho, como você falou, é a alimentação, é o dever de casa. Uhum. E aí o dever de casa, nós temos que seria um momento em que a família poderia compreender melhor, né, essa dificuldade é tão angustiante que ou vem sem fazer ou os próprios pais respondem ali e manda, né? alguém faz e manda porque eh eles percebem a dificuldade, mas também o tempo para fazer aquilo [roncando] eh é menor e a paciência, né, em lidar com aquela situação também é difícil. Então, como que é a forma mais fácil? Ou manda assim fazer ou a gente faz. Poxa vida, né, gente? Então, e agora tem um uma idade ideal, assim, um limite de tempo, né, ideal, eh, da intervenção? Assim que é observado, né, o o o comportamento, aquilo que pode tá tendo a falta, já pode iniciar a intervenção. Aham. Né? Então assim, por exemplo, vamos dar um exemplo aqui. Até 2 anos de idade, a criança ela já tem que tá falando ali por volta de 100, 150 palavras, formando frase de duas a três palavras e você percebe que o seu filho de 2 anos não fala. O que é que você tem que fazer? Você tem que procurar um profissional e entender porque que ele não tá atingindo aquele marco de desenvolvimento. Exato. Pode ser por uma falta de estimulação, pode, mas pode ser por questões mais sérias, como algum transtorno do neurodesenvolvimento. E se for um transtorno do neurodesenvolvimento, quanto mais cedo você intervir, menos prejuízo aquela criança vai apresentar. Exatamente. Então é por isso que a gente tem que ter muito cuidado com a questão do tempo, principalmente na primeira e segunda infância, que é um momento de maior neuroplasticidade cerebral, aonde o aprendizado ele é mais ele ele fixa mais, é mais fácil da criança absorver do que quando a gente deixa passar muito tempo. E o que que você observa eh, geralmente, Samilan, as crianças que elas não receberam essa intervenção no momento certo? Assim, você, qual que é a avaliação que você faz? Tem mesmo uma diferença do do dessa questão de receber essa intervenção mesmo antes do diagnóstico e já começar a iniciar um tratamento preventivo, né? E depois do diagnóstico, vamos lá, segue a linha determinada pelos médicos. E aquela criança que eh foi pontuada, mas não recebeu esse tratamento preventivo, se é assim que eu posso dizer, antes do diagnóstico, tem um um uma diferença nesse desenvolvimento? Tem tem uma diferença. A diferença às vezes é gritante, né? Quando a gente vê uma criança que recebeu uma intervenção falando um pouco mais da linguagem ou da parte cognitiva, quando ela recebe uma intervenção nessa janela mesmo de aprendizado, de quando ela vai receber essa intervenção lá pros 5, 6, 7 anos, teve uma perda aí, ó, o tempo de perda, né, de intervenção. Não quer dizer que ela não vá aprender também. Exato. Tá, mas aí houve esse tempo, esse gap aí, esse vazio que poderia ter sido estimulado e não foi. Então ela vai apresentar dificuldades que poderia ter sido trabalhadas antes, não foram, né? Por exemplo, uma leitura, né? Questão da leitura, questão da linguagem. Então, quanto antes menor pra gente mitigar esses prejuízos até mesmo porque a gente precisa entender que eles vão acumulando, né? Então assim, hoje é uma criança, ela tá apontando para um objeto, mas ela não fala o objeto, tá? Então, o por que ela não fala esse objeto é por pobreza de estímulo ou é por conta de uma eh dificuldade neurológica, né, de de um transtorno neurológico. E também é muito interessante a gente pontuar pra família a diferença entre a dificuldade no aprendizado e o transtorno no aprendizado, né? Porque a dificuldade ela é momentânea, né? Eu tenho dificuldade de fazer um laço no tênis porque eu não aprendi a fazer esse laço. Eu não tenho ainda desenvolvido muito bem a minha coordenação motora para fazer aquilo, mas com exercício eu consigo fazer. Quando isso vem de ordem neurobiológica, eh, talvez eu não consiga fazer. Então, quando vem de ordem neurobiológica, é um transtorno. Quando vem de uma dificuldade momentânea, é só uma dificuldade de aprendizagem. E quando a gente intervém precocemente, né, nas dificuldades que são apresentadas, é também paraa gente entender se aquilo é transitório e é só uma dificuldade ou se aquilo realmente parte da do neurobiológico, do neurodesenvolvimento. E isso também confunde muito tanto as famílias como os profissionais, né, da área da educação. Exato. Agora, nessa intervenção, você pontuou muito bem esse ambiente eh eh tanto social quanto familiar dessa criança, porque de repente falta estímulo. E quando a gente falta fala de falta de estímulo, a gente lembra ã da nossa correria do dia a dia, né? Será que a gente está tendo tempo para estimular essa criança? De repente, será que essa criança ela está tendo dificuldade? Vamos colocar o exemplo que a Laisa deu de eh fazer ali o laço no tênis, porque ela realmente não está desenvolvida para isso nesse momento, ou porque eu não parei e não ensinei essa criança. Então, eu gostaria que vocês pontuassem pra gente, né, eh, qual que é a importância do ambiente familiar e também do social eh um ambiente estimulado a gente parar para poder ensinar, porque a gente precisa desse tempo, nós precisamos ensinar as crianças, não é só ficar esperando de repente um diagnóstico porque a criança não desenvolveu alguma eh atividade motora. Mas esa aí, você ajudou, você incentivou, você ensinou? É mais ou menos assim. Se a gente perceber eh um exemplo simples do sapato. Uhum. Eh, hoje a maior linha de calçados infantil, qual é o tipo de amarro do sapato? Hum, é, é, não é, é velcro, não tem. É velcro. Poxa, vai. Poxa vida, começa daí. Vamos. Olha só o olhar, né, das profissionais, gente. Isso é maravilhoso demais. analisa, seu filho não sabe fazer o nó do cadarço lá do tênis. Daí você olha, fala: "Mas só tem sapatinho de velcro". Como é que ele vai aprender, gente? E eu vou comprar também, né? O velcro é mais fácil. Eu não vou perder 20 minutos de manhã que tá naquela correria para fazer um um laço. Então eu o velcro já resolveu. Então eh socialmente eh tá sendo cada vez mais facilitado a vida, né, da das crianças, das famílias, mas sem pensar no que isso impacta, né? O o amarrar o tênis não é um simples amarrar o tênis, ele vem eh de ordens neurobiológicas que precisam ser desenvolvidas, que vão refletir no aprendizado na escola. E não vamos comprar o tênis ali com o velcro, que é mais rápido pra gente no dia a dia. [limpando a garganta] E eu não culpo as famílias, eu acho que assim, a demanda também é grande. A gente precisa eh dar fazer o dia fluir, mas também precisamos ter o tênis de amarrar, né? Que é aquele momento no final de semana a gente possa sentar com mais calma e vamos fazer aqui a orelhinha do coelho e vamos, né, aprender a fazer esse laço. Poxa, a vida pode completar. Impressionante essa fala de vocês, porque tô falando, abre, né? A gente consegue, poxa, quem diria? Eu eu não tinha imaginado isso, né? E o pessoal de casa com certeza também não. Verdade. E tem um um fator que é extremamente importante, que contribui para esse empobrecimento de estímulo que precisa ser dado na infância, que são as telas. Então, não tem como a gente falar de desenvolvimento infantil nossos tempos de agora sem falar das telas. Perfeito. Então, as telas elas elas tiram a criança do brincar e é através do brincar que a criança vai desenvolver todas essas habilidades cognitivas de linguagem sociais. Uhum. Né? Então, às vezes é uma dificuldade por falta de estímulo. Por quê? Porque hoje em dia tá tendo um empobrecimento dentro dos lares. Por quê? Porque as crianças estão ficando muito tempo nas telas. Uhum. Como é que você vai desenvolver uma habilidade social sem você ter um colega, sem ter conflitos com o colega, sem saber mediar esses conflitos, porque a criança fica 3, 4, 7 horas no celular. E a gente tem ali, eh, hoje já se vê nitidamente quando a gente pega um público saindo aí da adolescência paraa juventude, eh, estendendo, né, saindo um pouquinho da infância, mas esse prejuízo foi causado lá de pessoas que não conseguem participar de uma entrevista de emprego, não sabem se posicionar, não conseguem falar, né, não falam de si mesmo, não consegue conversar com o outro, porque eles ficaram muito tempo usando usando só chats. Então tem hoje até mesmo crianças que se comunicam através dos comunicadores instantâneos e não tem chega no no colégio, chega numa festa, eles não se o que falar, né? Não sabem como se relacionar, né? Conversar, né? Chegou assim, eu cheguei a presenciar alguns momentos deles estarem conversando entre si através do WhatsApp e não estarem um ao lado do outro conversando através do WhatsApp. Gente, olha que preocupante. E aí a gente tem um problema da própria construção da linguagem, né? Porque para escrever nesses comunicadores não precisa de todas as letras, né? desenvolvem eh PQ VC, é, né? [risadas] Antes a gente tinha ali algumas regras, né, para fazer a para diminuir as palavras ali. Hoje qualquer coisa virou palácio. Bom, e no público infantil, eh, antes deles adquirirem a habilidade da leitura escrita, tem os áudios, né? e por figurinhas. Poxa, e isso tem um impacto negativo muito grande no desenvolvimento. É, principalmente quando eh a comunicação ela só se baseia nisso, porque não tem como a gente eh não querer que eles entrem nesse mundo digital, né, de WhatsApp, mas ficar somente nisso é que traz o prejuízo. Aí entra o papel dos pais e a intervenção, né, para que desenvolva de uma outra forma, nãoé? E assim, a gente tem que tá muito atenta a esse uso de telas, porque tá trazendo muito prejuízo para as crianças e a gente só vai saber disso daqui alguns anos. Uhum. Por quê? Porque essa tecnologia que a gente vê hoje, ela tá pegando essa geração. E aí, como é que vai ser essa geração daqui a 20, 30 anos? Como é que essa geração vai estar? Então a gente tem que ter muito cuidado com as telas, fora outros desafios, né, que tem dentro das próprias redes sociais. Exatamente. E a questão da como tirar, né, a criança da tela, como diminuir isso, é propiciar momentos de lazer, é levar pra praça, é levar pro parque. Ah, eu não tenho condições financeiras no momento de estar levando pro Hop Harry. Tudo bem, a gente não precisa ir pro Hop Harry, vamos pra pracinha. Isso, né? Eh, nós temos aí muitas praças com brinquedos. Vamos aproveitar o que nós temos no público. Uhum. Porque nem sempre a gente tem condição de fazer tudo, né, no sendo pago. Mas é importante que a criança explore os ambientes, é importante que a criança brinque, ela vai aprender a se comunicar, ela vai aprender a respeitar o limite do outro, a se posicionar brincando. E se a gente não propicia esse momento de interação, de brincadeira, vão, os prejuízos vão se tornando cada vez maiores e eles vão acumulando, né? Então hoje ela não brinca, a daqui a pouco é só uma criança. Ah, ela é chata, ela é antissocial. Daqui a pouco a gente vê eh noticiários, né, falando sobre aquele indivíduo, mas porque ele realmente não foi estimulado e perdeu, né, a gente perdeu essa fase aí do desenvolvimento que é tão enriquecedora quanto a responsabilidade, né, a gente precisa parar e analisar assim com com mais profundidade referente a esse programa de hoje, porque acende um alerta, né, eh, os pais, os professores, psicopedagogos, psicólogos, psiquiatras, né, equipe médica, todo mundo trabalhando, tentando minimizar um dano que pode ser causado lá na frente por conta de uma falta de atenção, de repente, né, de uma falta de cuidado mínimo que a gente precisa ter com as nossas crianças. Por isso que é importante a gente eh eh conversar com profissionais e vocês eh abrem a nossa visão para que a gente comece a olhar assim com mais eh no nos mínimos detalhes, né? Porque hoje, eu não sei se eu tô errada em dizer isso, até me perdoe, mas é impressionante como, tipo, a criança, igual a a a Leisa trouxe, a criança está andando nas pontas dos pés, essa criança já tem autismo, né? A criança, ela ela é eh é diagnosticada por qualquer um que já vai rotulando. Mas pera aí, será que esse diagnóstico, esse rótulo que estão colocando ou que eu mesmo coloquei na minha criança, será que isso não tem a ver comigo também? Não, né? A gente tem que parar e analisar, será que eh essa criança não tá não tá desenvolvendo eh eh dessa forma porque eu não estou estimulando? Então, esse estímulo, eu acho que seria o ponto chave eh eh do programa de hoje, porque a gente precisa analisar sim as nossas crianças, eh trazer a análise do professor que tem que ser parceiro. os pais precisam estar sempre em contato com os professores, né, que são assim eh fundamentais pro desenvolvimento dos nossos filhos, já que hoje é natural a gente deixar essas crianças, as nossas crianças aí em período integral em sala de aula. Então, a conexão entre os pais e os professores é essencial e a gente precisa levar tudo isso, analisar com muito cuidado, com muito carinho e ver onde que está a falha. De repente é sim ambiente, né, que a gente tem na nossa família por viver aí eh eh essa corrida frenética, por conquistar, por produzir, por entregar e aliar isso com o desenvolvimento e a criação dos nossos filhos. É desafiador, gente, desafiador demais. Eu espero que as falas do programa de hoje eh venham virar a chave aí de você mãe, de você pai que tá em casa. Tá, Rubé, é difícil. Eu sei, é difícil, né? Mas a gente tira um tempinho aí para analisar com mais carinho o desenvolvimento das nossas crianças. E é importante a gente salientar que, como pontuaram as nossas convidadas, essas essa janela, né, ela vai fazer falta, ela vai criar um vácuo, ela vai criar um um vazio, um espaço lá na frente. E aí, como é que a gente vai preencher esse espaço, Samil? como é que a gente vai fazer para voltar naquele tempo perdido, né? O que que que isso vai eh a gente consegue fazer essa eh buscar isso que foi perdido? A gente consegue ou a gente vai ter esse atraso aí, essa infelizmente esse espaço por um determinado tempo da vida? Vai depender das intervenções, do tempo de intervenção, vai ser mais demorado, né? Então, a gente não pode esquecer realmente dessa questão de de ter esse esse espaço que não foi estimulado. Uhum. [limpando a garganta] Que é onde tem a maior neuroplasticidade cerebral que a criança vai aprender melhor, né? E aí a gente vai jogar isso que era para ter para ter sido aprendido nessa nesse período para um outro período. Aham. Entendeu? Então vai acumular o que faltou aqui, tem que aprender, o período ideal de aprendizado, né? Sobrecarrega o sistema mesmo, né, Laisa? E isso na escola explode, né? porque são habilidades que precisam ser adquiridas antes e vão acumulando. Então, nós temos muitos prejuízos escolares, eh temos evasão escolar, temos muita, eh, muito choro, muito desespero, porque eles não conseguem desenvolver. E realmente é preocupante porque além, né, da do da pobreza do dos estímulos e da falta de intervenção precoce, eh ir se acumulando, quando chega um determinado período, o indivíduo ele já não quer mais, né? Ele se sente envergonhado, ele se sente desmotivado a continuar. Então, pode ser que com intervenção duradoura, longa, né? Eh, a gente não consegue falar em intervenção nesses casos de meses, são anos de intervenção para tentar minimizar os prejuízos que já ocorreram. Então, pode ser que ele desenvolva por completo tudo que ele não conseguiu desenvolver nessa primeira janela, mas também pode acontecer dele não desenvolver. Poxa, porque depende muito da motivação, da predisposição desse indivíduo em continuar. E quando a gente pega ali na no período da adolescência, que é um período mais conturbado, eh eles desmotivam e eles começam a evadir e eles já não querem mais. Mas porque já tinha uma dificuldade anterior, isso vem se arrastando e chega um momento que é insuportável para eles mesmo. Poxa vida. E agora seria um momento bem interessante para análise, né? Porque a gente tá no fim de ano e aquela correria na escola e aí o pai é chamado na escola e daí, poxa vida, o que que aconteceu? Meu Deus do céu, agora é um momento interessante, né, Leisa, para poder analisar eh esses pontos e e essa conexão entre pais e escola. Eu acho que precisa acontecer o ano todo, mas se você pai não teve a oportunidade, chega nesse momento na escola, sabe? Abraça a escola, vamos lá, estamos junto e vamos resolver. é o momento de sentar, né, com a coordenação pedagógica, com os professores e o que dá para fazer, né, daqui para para dezembro, pro final da do ano letivo, o que que aí a gente consegue ainda recuperar, porque tem muitas eh muitos alunos que já estão praticamente reprovados porque não, né, os três primeiros bimestres não foram correspondidos. Será que ainda dá para fazer alguma coisa? O que que dá para fazer? Como eh diminuir esses esses prejuízos, né? Agora é o o que eu chamo do período do desespero, né? [risadas] Será que ainda dá? O que que dá para fazer? Intensificam a todas as aulas particulares, psicopedagogos, psicólogos, fonodiólogos, [risadas] to. Eles colocam em todas as terapias para ver se ainda dá tempo, de salvar o ano letivo. Olha. Exato. E aí, Sam? Então isso poderia ter acontecido com mais tempo, com mais tranquilidade, porque se a gente para para analisar na questão da saúde mental desse dessa pessoa, desse ser que tá passando eh eh por essa pressão de fim de ano, né, seja ele adolescente ou até os pais, enfim, eh vai trazer um prejuízo também, porque a pessoa se frustra, a pessoa ela ela pode ter ali uma desmotivação para igual e continuar mesmo, né? Poxa vida, analisa a pessoa já, ela já tem ali aquela janela que não foi preenchida, né? Aquele espaço vago. E aí ela vai e me reprova ainda. É reprovação. Esse nome tem um peso muito grande e afeta muito a saúde mental. Acho que de qualquer é qualquer um, não é só criança e adolescente, não. Nós adultos também. É porque afeta a autoestima, né, que é aquela aquela aquela nossa sensação de ser capaz de conseguir de realizar. Isso é autoestima. Não tem só a ver com a beleza, tem a ver com a questão de você se sentir capaz de fazer algo. E aí aquela criança, ela vê que ela tá, ela tem dificuldade, que ela não tá aprendendo como as outras. Então, o que que será que tá acontecendo comigo? É, o que que será que tá acontecendo comigo? Ai, eu sou burra mesmo, eu não vou conseguir aprender mesmo. Para que que eu vou continuar tentando? Uhum. Isso daqui não é para mim. Olha o quanto que isso vai afetando a autoestima da criança, né? quando a gente não trabalha em cima dessas dificuldades. Então, sim, isso afeta muito a saúde mental dessa criança, desse adolescente, por isso da intervenção precoce, para que eh a gente possa eh diminuir os prejuízos cognitivos, mas também os prejuízos psicológicos, prejuízos sociais. Olha só, né? Se a gente desenhar um caminho eh no programa de hoje, é um caminho eh cheio de de pessoas ali que estão para eh eh monitorar, cuidar, ensinar a para que essa criança ela passe por esse esse essa janela de uma forma com que ela lá na frente ela consiga superar até chegar o momento do diagnóstico. E aí quando chega o momento do diagnóstico, as coisas estão, vamos colocar uma aspas, mais leves e os pais já têm um entendimento, né, mais assertivo sobre o assunto. Eu acho até que essa questão eh eh que que os pais têm de de sentir esse momento do diagnóstico seja um pouquinho mais minimizada até se você teve esse trabalho durante essa janela, como o auxílio de todos esses profissionais que a gente tá falando e com esse olhar atento ao desenvolvimento da criança. Isso, até mesmo porque quando chega esse diagnóstico, ele já tá preparado para recebê-lo por todos os outros os profissionais que vieram construindo esse diagnóstico. Então ele já tá mais preparado para ouvir, né, um rótulo exat que precisa ser muito bem explicado, muito bem esclarecido e a família precisa se apropriar dele, aceitar, compreender e entender quem precisa deste rótulo, deste diagnóstico, porque existe sim um medo, como foi até pontuado antes pela Sâila, da família. em receber esse diagnóstico perante a sociedade. Uhum. Então, o meu filho vai ser excluído e acontece, acontece de de exclusões, acontece, ah, eu não vou chamar o João porque o João tem TDH. Ninguém sabe o que é TDH, mas o João tem TDH. Hum. Então eu não vou chamar o João. Ah, o João tem dislexia. Não vou convidar o João para minha festa de aniversário. O que é que esta, esse transtorno influencia nele participar de um aniversário dos coleguinhas? Então, o diagnóstico ele é importante paraa equipe profissional direcionar o atendimento, paraa família compreender melhor o que está acontecendo, mas também precisa ter muito cuidado em como divulgar isso para quem falar, quem precisa saber do diagnóstico, né? Quem precisa desse nome, né? A escola precisa do nome, a os profissionais que trabalham precisam do nome. Mas a criança, falando aí na primeira infância, eu preciso falar paraa criança que ela é autista, que ela tem te, que isso vai mudar na primeira infância para aquela criança? Uhum. Muito bom, muito bom, gente. Agora 8:54. Nossa, o tempo passou tão rápido aqui e e a conversa ela tá tá se desenhando e o caminho tá ficando bem interessante, mas a gente tem os telespectadores que mandaram perguntas e daqui a pouquinho a gente já tem que encerrar. Então vamos lá. Eh, pode colocar na tela pra gente, produção, as perguntas para as nossas convidadas. Vamos ver quem tá com a gente. A Patrícia Moraes do Taquaral. Ouço muitos pais dizerem que o tempo resolve tudo, mas se eles estiver atrasando o desenvolvimento, hum, como saber quando agir? Vamos lá, Sam, ó. Eh, através, pode até parecer um pouco pesado que eu vou falar, mas quando saber que tá tendo atraso, né? Uhum. Comparando. Sim. Se você vê cri, se você vê que seu filho de 2 anos não tá falando, não fala uma palavra e as outras crianças já se comunicam, alguma coisa tá acontecendo. Então aí já é o momento de intervir. Exato. Então não dá para esperar esse não. Vou esperar mais um pouco. Vou esperar ele fazer três anos. Se ele não falar, aí sim eu vou procurar um um profissional. Não, não dá para fazer isso. Tem que ser rápido essa intervenção, essa procura tem que ser rápido. Por isso que é importante os pais conhecerem um pouco do que é o esperado para cada idade. Porque eles vão estar com um olhar mais atento. Pera aí, essa criança já tá com 2 anos e 2 meses e não fala nada. Muito bom. Não balbucia nada. Não fala nada. Muito bom. Muito bom. Então é o conhecimento. O conhecimento é importante. Exato. É informação, né? informação, informação boa, informação que a gente repassa. E é isso que a gente tá fazendo aqui com essas duas profissionais maravilhosas, repassando informações pra gente, né, que somos pais e que às vezes a gente nem parou para analisar alguns pontos que foram falados aqui no programa de hoje. 8:56. Mais perguntas, por gentileza, produção, vamos lá, por favor. A gente agradece, viu, a sua audiência, a sua companhia, a sua interação. A Carolina Freitas do Jardim Ouro Verde. Perfeito. Eh, percebo que meu filho evita contato visual e prefere brincar sozinho. Isso pode ser apenas uma fase ou já é sinal de algo que precisa de atenção. Se ele está preferindo brincar sozinho só em casa, se ele evita o contato eh visual só em casa, pode ser ali um momento dele. Mas se isso está se estendendo a outros ambientes, né, se ele com familiares na escola, na pracinha, na no ral do condomínio, ele é importante que você já procure um profissional. É, porque é um sinal de alerta. É, né? Essas características que ela falou é um sinal de alerta. Então, a gente já tem que ficar preocupado no sentido de que se continuar tem que buscar uma um olhar profissional. Exatamente. E é interessante também nessa situação aí eh tentar aproximar essa criança, né, de grupo de coleguinhas e e isso estimular e analisar de repente se ele prefere ficar mais sozinho, mesmo tendo o grupo de coleguinhas, né? É interessante. A gente precisa fazer, gente, esse exercício. Vamos lá. 85. Pode mandar, produção, mais uma, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. Eh, Marcos Ferreira do Jardim Eulina. É comum que professores percebam os primeiros sinais antes dos pais. Quando isso acontece, como a família deve reagir? Opa, um detalhe bem interessante aí, Leisa, porque [suspirando] eh precisa dessa conexão aí entre os pais e professores e um entendimento dos pais, porque o professor tem o olhar atento e está dia a dia com os nossos filhos, às vezes mais do que a gente, né? É, primeiro é entender que o professor tá sinalizando algo que ele percebeu e que isso não é pessoal, né? Eh, não é porque o professor gosta ou deixa de gostar da criança, é porque ele percebeu diante do grupo que não está condizente. Então, receber, obviamente um sinal de alerta eh é preocupante para as famílias, causa eh muitas emoções, mas é primeira coisa, calma, tá? O professor sinalizou isso. Eu também percebo isso. Outras pessoas que convivem comigo percebem algo relacionado, mas a primeira coisa é ter calma, ouvir atentamente, né, esse professor, entender o porque que esse professor tá sinalizando daquela forma para que vocês consigam juntos procurar a melhor estratégia. Ã, tem sinal de recusa dos pais assim quando recebem sinalzinho de alerta dos professores? tem bastante, porque se a gente pegar uma criança que muda muito de escola, que tem bastante reclamação, que os pais tomam isso como reclamação, que todo profissional que ele passa é sinalizado, os pais tendem a achar que aquilo é pessoal e ah, é porque não gosta do meu filho, tá vendo coisa demais, tem bastante recusa. Interessante. Interessante. Olha, ó. Vamos aprendendo agora. Pontualmente 9 horas. Mais uma pergunta. Produção, por gentileza, a gente direciona agora pra Sâmila. Juliana Ribeiro, Vila Padre Anchieta. Fico insegura em iniciar terapia sem diagnóstico confirmado. E se estiver tratando algo que não é o real problema, pode prejudicar o desenvolvimento? Não. A depender também do profissional. Então assim, você ainda, a criança não tá falando, você ainda não tem o diagnóstico porque ainda não encontrou um médico, ainda não foi fechado. O médico às vezes pede uma avaliação neuropsicológica para entender essa parte cognitiva, social, comportamental da criança até dar um diagnóstico. Mas ela já pode começar intervenções em casa ou com a própria FONO. A FONO, ela vai saber desenvolver um trabalho para estimular essa linguagem da criança. Então, ela não vai ter prejuízo se ela foi estimulada na linguagem, mesmo ainda não tendo o diagnóstico. Perfeito. Então, depende muito também, né, do profissional que tá ali fazendo essa estimulação. E é importante colocar para as famílias que nós intervimos não é no diagnóstico, é na habilidade. Então, se tem algo que não está condizente, é a habilidade. Por isso, não há prejuízos quando se intervém precocemente, porque nós estamos intervindo numa habilidade que não foi desenvolvida e aquela habilidade é real. Uhum. O diagnóstico pode vir depois, porque nós vamos fechar eh o direcionamento das terapias com o diagnóstico, mas as terapias é sobre as habilidades e não necessariamente sobre o transtorno. Excelente. Nossa, que aula de proatividade, né, gente? Sâila, Leisa, muito bom, gente. Parabéns, viu, pela entrega de vocês. E e a nossa mensagem é clara, né? O tempo ele é essencial e não espere pelo rótulo, não, né? Olhe para o seu filho com olhar mais atento, se conecte com a escola e com certeza eu [música] eu acredito que as coisas vão seguir com mais assertividade, né? Porque a conexão entre a escola e os pais, principalmente nessa janela que muito bem pontuaram as nossas convidadas hoje, é fundamental. Então, a gente só tem a agradecer a vocês pelo ensinamento, né, pela troca, pelo compartilhamento de informações. Sila, quero te agradecer muito. Obrigada e e gratidão, né, pela sua presença com a gente aqui no estúdio Câmara. Hoje também quero agradecer essa oportunidade de [música] trazer conhecimento, de trazer informação, que isso faz uma diferença muito grande na vida da gente, na vida da das nossas crianças e e obrigada. Foi muito bom estar aqui com vocês. Ai, que legal. A gente que agradece, Leisa, muito obrigada por compartilhar com a gente [limpando a garganta] esse momento tão importante, né? E num num eh momento também propício, porque a gente tá no fim de ano, então é um é um momento legal pra gente ah analisar, né, olhar e enxergar, porque às vezes a gente olha, mas a gente não enxerga, né? Então, quero agradecer a sua participação e a disponibilização do seu tempo para estar com a gente hoje aqui no estúdio Câmara. Eu que agradeço o convite. Me sinto muito lisongeada de poder participar, da gente ter uma troca tão gostosa, tão interessante e me coloco à disposição, né, de vocês, das famílias que quiserem eh entrar em contato, que precisarem de orientação, né? Muito obrigada. A gente que agradece. E nós agradecemos você aí de casa por interagir conosco, mandar a sua pergunta. Se de repente não respondemos a sua pergunta, fica triste, não. Amanhã tem mais Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo. E eu quero lembrar você que hoje daqui a pouquinho nós temos eh a informação que vem através da IR, a nossa jornalista de informação, inteligência artificial, né, vai trazer atualização aqui da cidade de Campinas, do legislativo, também do Brasil e do mundo. Ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações do legislativo e da cidade de Campinas. Hoje às 6 da tarde nós temos reunião ordinária. Sua presença é muito importante. Pode ir lá participar ao vivo, né, eh, e presencialmente lá no plenário da Câmara ou então assista aqui pela TV Câmara Campinas, pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube também. E amanhã nós temos mais estúdio Câmara. E você fique ligadinho com a gente porque é o seguinte, puxa pra gente lá, produção, o programa de amanhã. Amanhã a gente vai deixar o ritmo tomar conta, ah, tomar conta das nossas emoções, né? Amanhã a gente vai falar do efeito da música no nosso dia a dia. Gente, olha, tenho certeza que amanhã vai ser mais um programa daqueles, né? Você é daquelas que para limpar casa você liga um som e vamos que vamos. Então, amanhã a gente vai descobrir como é que uma boa trilha sonora pode mudar o nosso treino, melhorar o nosso foco e até mesmo acelerar o nosso relaxamento. Você já percebeu como é que uma música pode completamente transformar aí o seu dia, o seu humor, seu desempenho físico. A gente vai tentar entender isso hoje, né? Porque amanhã, aliás, porque tem dopamina aí, tem sincronização, tem ritmo. E percebe, faz isso hoje. É, vamos lá. faz isso hoje. Coloca uma música bem alegre e aí canta ela e aí vê como você se sente. Aí depois coloca uma música metô e sente a emoção. Será que a música realmente ela regula as nossas emoções? A gente vai falar sobre isso amanhã. Te convido para assistir conosco o nosso estúdio Câmara. Se você perdeu, de repente o programa de de hoje, pode assistir lá no YouTube, tá disponível já, tá bom? Grande abraço, fique bem, se cuide, cuide dos seus pequenos. E até amanhã, se Deus quiser, a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Beijo, fique bem. Tchau, tchau. Obrigada. [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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