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Estúdio Câmara | Depressão pós-viagem: ressaca emocional, rotina e vida real
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Estúdio Câmara | Depressão pós-viagem: ressaca emocional, rotina e vida real

36 views Publicado 05/03/2026 HD · 45:02

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Bom dia! Está no ar o Estúdio Câmara desta quinta-feira, 5 de março, na TV Câmara Campinas. Passou o Carnaval, passaram as férias… e aí bate na porta a vida real: rotina, trabalho, cobranças e aquela sensação de que a versão mais leve e vibrante que a gente viveu na viagem ficou para trás. ​ O tema do programa de hoje é um fenômeno comum (e muitas vezes pouco falado): a depressão pós-viagem — também chamada por algumas pessoas de “ressaca emocional” ou “síndrome da reentrada”. A conversa parte da pergunta: o que acontece com o nosso cérebro e com a nossa mente quando saímos de um período de novidade, descanso e prazer (com picos de estímulo) e voltamos para uma rotina que, às vezes, parece apertada como “um sapato” que não serve mais? ​ Para entender esse contraste sem julgamento e com profundidade, recebemos: Fabiana Grecco, doutora em Ciências Sociais e psicanalista. ​Wellington Melo, jornalista e repórter de grandes eventos (como Rock in Rio e Carnaval do Rio), alguém que vive na prática o choque entre euforia e rotina — tanto em viagens de trabalho quanto em viagens de lazer. ​ O que você vai ver neste episódio Por que a volta pode trazer irritabilidade, cansaço, ansiedade, insônia e dificuldade de concentração. ​ A diferença entre “viajar a trabalho” (com descarga de adrenalina e horários intensos) e “viajar a passeio” (com mais descanso e sensação de liberdade). ​ O “efeito folha em branco”: por que o anonimato e a novidade podem dar uma sensação de libertação e até de querer ficar no lugar para sempre. ​ Quando a tristeza pós-viagem é esperada e quando vale acender um alerta para buscar ajuda, especialmente se os sintomas persistirem e a rotina parecer insuportável. ​ A relação entre retorno, ansiedade e o modelo de produtividade constante (a “sociedade do desempenho”). ​ Um recorte importante: como a sobrecarga de cuidados e trabalho doméstico pode fazer com que muitas mulheres voltem ainda mais cansadas do descanso, por desigualdade na divisão de tarefas. ​ O programa também traz participação do público pelo WhatsApp com dúvidas sobre sono desregulado, ansiedade no retorno e como “normalizar” novamente a rotina. A ideia é transformar a frustração em aprendizado: o que a viagem revelou sobre você e sobre a sua rotina — e como trazer um pouco do seu “eu viajante” para o seu dia a dia, sem idealizar um mundo perfeito, mas buscando um normal mais saudável. ​ Assista ao episódio completo e comente: você já sentiu essa ressaca pós-viagem? O que mais pesa na volta — sono, trabalho, contas, sobrecarga, ou a sensação de vazio? 💬 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com o Estúdio Câmara nesta manhã de quinta-feira, dia 5 de março. Dia 5 de março, o carnaval acabou, as férias acabaram, né? E agora bateu o quê? A porta, a vida real. E para muita gente esse retorno não é leve não, viu? voltar para casa pode doer. O trabalho parece um sapato apertado. Aquela versão vibrante que a gente descobriu quando a gente estava viajando, parece ter ficado no aeroporto, na rodoviária, na estrada. Dados mostram que cerca de 23% dos brasileiros apresentam sintomas de depressão pós férias, né, ou pós viagem, como irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração e insônia. Imagina você voltar de férias já com insônia. Mas afinal, o que acontece com o nosso cérebro quando a viagem termina? E como que a gente pode transformar essa frustração em crescimento, em experiência? Hoje a gente fala dessa depressão pós viagem, né? Dessa sensação estranha que a gente sente quando a gente volta à rotina normal. Participe com a gente então pelo WhatsApp. Envie sua experiência. O que você mudaria na sua rotina hoje? Se tivesse a coragem que teve na última viagem, sabe? Você lá no lugar que você foi viajar, corajoso, empoderada, destemido, né? Então, por que que você não traz isso pro aqui e pro agora? É, vamos falar sobre isso. 1997293776. Enquanto você manda a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho já vamos apresentar os nossos convidados do estúdio Câmara de hoje e você pode participando com a gente, combinado? Vamos então à atualização de informação do legislativo. Câmara Municipal de Campinas realiza hoje às 9 da manhã, daqui a pouquinho audiência pública da Comissão de Política Urbana para discutir seis projetos de lei complementar do executivo sobre destinação, desafetação e alienação de áreas públicas. Entre eles o projeto de lei complementar 135 de 2025, que prevê a doação da área no cidade de Satelite Iris ao governo do estado de São Paulo para construção de uma escola estadual dentro do programa PPP Escola São Paulo. Também serão analisadas propostas de doação de área para Casa dos Espíritos, venda de terrenos a proprietários lindeiros e alienação de áreas remanescentes e passagens em diferentes bairros. A audiência será no plenário, transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, também pelo YouTube. Nossa equipe está apostos daqui a pouquinho, depois do Estúdio Câmara tem para você esta reunião. Importante que você participe. E mais informação chegando. Atualização do Legislativo às 6 da tarde hoje acontece no plenário da Câmara um debate público sobre os desafios da educação infantil em tempo integral na cidade. Esse debate é proposto pelo vereador Wagner Romão. A reunião também tem como tema, tem como tema, aliás, como garantir as mesmas oportunidades de acesso, qualidade e permanência para todas as crianças na educação infantil. O parlamentar comunicou o Ministério Público sobre a falta de oferta em tempo integral e a possibilidade de ampliar eh o horário com vagas eh ociosas, tá? Foram convidados representantes da Secretaria Municipal de Educação, promotor Rodrigo de Oliveira, Anália Lauras do Conselho Tutelar e a professora Aparecida Monção da Universidade Estadual de Campinas. Importante que você participe também, é convidado especial para participar tanto de forma presencial no plenário quanto assistindo e mandando aí eh a sua dúvida, comentando pelo YouTube e aqui na TV Câmara Campinas. Previsão do tempo para hoje, não precisa falar muito. O céu tá azul, céu azul de brigadeiro. Coisa linda de se ver. Se você não contemplou o céu hoje, faça isso. Eu fiz quando estava vindo aqui para o estúdio. É maravilhoso. Isso. Faz um bem pra nossa saúde mental que você não tem noção. Vamos lá. Dia de sol, mínima 17, máxima 31º. E a gente agora vem com o nosso tema central. Vamos falar sobre um fenômeno real e muito comum, a ressaca. Vamos colocar umaspinhas aqui, falar uma depressãozinha, né? A ressaca, a depressão pós-viagem, porque durante a viagem o cérebro libera altos níveis de dopamina, tudo é novidade, tem estímulos, tem descobertas, é bom demais. E aí quando a gente volta, o contraste é brusco, né? Vem boleto, vem rotina, vem a expectativa dos outros, né? Ai, como é que foi a viagem e tal? Surge então a chamada síndrome da reentrada, sabe? Tá entrando novamente na rotina. É um choque cultural reverso também. A gente vai falar hoje sobre o efeito da folha em branco, sabe? Quando eh em um lugar novo que ninguém conhece a gente, a gente pode ser quem a gente quiser, né? Mas e aí, como é que a gente traz essa liberdade eh de ser quem a gente quiser lá no lugar que a gente foi viajar pra nossa rotina? Então, a gente precisa entender sobre essa ressaca pós-viagem e ver o que podemos trazer desse nosso eu viajante pro nosso eu da rotina do dia a dia. Então, hoje a gente recebe a Fabiana Greco, ela é doutora em ciências sociais e psicanalista. Seja muito bem-vinda. Bom dia, Fabiana. Bom dia, Ruby. Agradeço o convite, a equipe, a você e que a gente tenha uma boa conversa. Vamosembora porque com a gente nós temos uma persona, é um personagem, é uma pessoa que vive isso na pele. Ele é jornalista, repórter de grandes eventos, Wellington Melo. Ele cobre Rocken Rio, Carnaval do Rio de Janeiro. É alguém que vive com contrastes entre euforia e rotina. Seja muito bem-vindo. Bom dia, Fabiana. Muito obrigada pelo convite, primeiramente, e vamos conversar sobre essa ressaca pós viagem. Fala um pouquinho sobre essa sensação. Vamos lá. Olha só, né? Uma pessoa que vai avaliar a nossa saúde mental e uma pessoa que vai contar pra gente como é quando acontece a volta. Então, a gente começa com a Fabiana. Vamos lá. O que que acontece no nosso cérebro, na nossa mente, quando a gente sai eh, de um pico de dopamina, né, e a gente volta pra realidade. É, Rúbia, a primeira coisa que a gente precisa pensar é essa essa separação, né, de momentos. Então, a gente costuma pensar quando se trata desse assunto, nesse momento de maior euforia, de mudança, de alegria, né? Mas eu quero chamar a atenção na nossa conversa hoje pro contraste da rotina, né? O que é que tá acontecendo na nossa rotina que quando tem uma pausa, né, seja por alegria, por descanso, enfim, né, uma pausa de férias para um passeio, para uma viagem, o que é que acontece eh com os nossos pensamentos, sentimentos, que que causa tanto contraste com aquilo que tá acontecendo com a nossa rotina, né? Hum. Então eu quero chamar um pouco atenção pra qualidade da nossa rotina. Perfeito. Porque é claro que o momento de diversão e de férias e de descanso ele é importante, né? E ele é positivo. Será que a nossa rotina tá positiva, né? Essa reflexão que eu quero trazer pra gente hoje é interessante porque a ponto da gente ter aí uma depressãozinha, né? Uma uma tristezinha, vamos colocar assim, quando a gente volta para casa, né? Aí precisa mesmo realmente eh prestar atenção de como está sendo a nossa rotina, né? Mas nós temos aqui o Wellington que é jornalista assim como eu. E a gente sabe que jornalista gosta é do au, né? A gente gosta do caos. E o Fábio, ele já cobriu cinco carnavais. Olha isso, viveu o auge do rock and r. Então, eu gostaria que você contasse pra gente, eh, Wellington, como é que é sair da rotina coletiva e voltar pro silêncio de casa. Isso te faz bem? Isso te incomoda? Você não vê a hora de voltar para casa ou você já volta para casa já pensando no próximo evento que você vai cobrir? Então, Ruber, geralmente quando eu vou trabal, geralmente esse evento que eu faço trabalhando, né? Então é uma correria muito grande. Acabei de fazer o carnaval agora recentemente no Rio, aqui no Rio de Janeiro. Foram três dias muito intensos de correria. Então, quando a gente volta dessa correria, eh, o corpo tende a desacostumar essa a essa correia de de modo geral, né? Então, a gente fica bem cansado, a gente fica bem, vamos dizer, bem ligado demais. do cébro fica tão ativo às vezes que eu não consigo dormir. Uhum. Eh, para você ter uma ideia, eh, trabalhei esse ano no carnaval três dias, como disse, bem intensos e eu só consegui regular o meu sono em si essa semana. Uau! Até semana passada eu estava indo dormir 2as 3 da manhã para acordar 7 da manhã para ir trabalhar presencialmente ou de forma online. Então acaba que essa descompressão pós esse evento, esses eventos que são grandes eventos e que te dão muito, que te que fazem muito a sua rotina mudar, acaba que a gente tem que se ajustar a isso e demora um pouquinho a voltar à rotina normal. Perfeito. É uma descarga de adrenalina misturada com dopamina, porque imagina, né, fazer uma cobertura em eventos intensos e com horários diferenciados da nossa rotina. Aí a dificuldade, né, Fabiana, de voltar ao ritmo normal. Tem uma culpa embutida aí no nosso descanso. O modelo de produtividade constante, como o o Wellon muito bem trouxe, faz a gente sentir que de repente a gente relaxar, descansar, a gente tá procrastinando, a gente tá errando. Ah, sim. O Wellington tem uma experiência que é é um pouco atípica, né, que essas viagens, esse momento que nem ele ele relatou agora, é um momento de trabalho também, né? Então é um momento que eh de muita eh agitação mesmo, né? Muitas horas, né? Fazer a cobertura de um evento que é tão grande demanda bastante trabalho. Então é um tipo de situação um pouco diferente daquela viagem de férias, né? Eh, e provavelmente esse trabalho que ele realizou eh durante o carnaval foi planejado, foi estruturado, né? existem outros outros outras tarefas, outros trabalhos que ele faz ao longo do tempo para então chegar nesse nesse momento, né? Eh, é claro que então essa quebra, né, essa essa mudança de de horário, de trabalho, de ritmo, né, eh pode trazer o cansaço, algumas vezes, uma tristeza, porque pode acontecer coisas tristes, um uma frustração, pode ter acontecido alguma coisa que não saiu como planejado. Então são são sentimentos, né, que que podem acontecer. A questão acho que principal e que você tá me colocando, né, é esse sentimento um pouco mais profundo, né, de uma depressão, um sintoma depressivo, né, alguma coisa assim. E isso sim pode tá eh pode tá escondendo, né? Pode estar assim por trás lá mais profundamente um sentimento de culpa, né, mesmo, né? Essa mudança, essa quebra, né? É claro que isso fica um pouco mais evidente nos momentos de relaxamento, né? Então, contr contrastando uma rotina mais eh agitada, focada no trabalho, com um momento de lazer e de relaxamento, esse sentimento de de culpa mesmo, né, de não tá sendo produtivo naquele momento, ele pode aparecer. Excelente. Muito bem. E você aí de casa também sente essa ressaca pós viagem, né? Manda pra gente no WhatsApp. Eh, tá disponível para você. Como é que foi a sua volta das férias? Você se reconhece nessa sensação de vazio de repente que muitas pessoas falam, né, sentir eh pós viagem? WhatsApp tá na tela, 1997829377. Agora, o Wellington, vamos lá, eh, viagem, né? Você faz viaja a trabalho, mas acredito que você também deva viajar nas férias, né? eh para viajar, para se divertir, para desestressar, para acalmar a mente, o corpo e o coração. E aí na nessas viagens que você faz aí de férias, você a volta é mais ou menos parecido referente às viagens a trabalho ou você sente uma diferença aí? Então, eh, geralmente eu faço viagem, não só para as férias também, mas tem finais de semana, porque como eu não trabalho sábado e domingo, eu consigo ter a possibilidade de que possa viajar fim de semana e curtir um pouco mais. Então, geralmente faço aqueles bate-vas curtos e tudo mais. Eh, a volta em viagens de passeio era diferente das voltas de viagens de trabalho. Sim, porque quando eu viajo a trabalho, como eu disse, é aquela descarga de adrenalina que eu tenho, eu tenho que apaziguar ela. Isso leva um tempo. Nas viagens de férias para passear já é mais relaxante, porque eu volto revigorado por conta das experiências que eu tive, de tudo o que eu vivi, tudo que eu passei, das pessoas que eu conheci. E eu sou muito saudosista, né? Eu gosto de tirar foto, gravar vídeo. Então, gosto de rever aqueles momentos, de ver aquelas fotos, porque me trazem boas lembranças do que eu vivi naqueles dias ali. Maravilha. E quando você está viajando eh a passeio, você se vê eh diferente do Wellington eh jornalista que que está trabalhando? você percebe que você eh tá num lugar que ninguém te conhece e que você pode ser o que você quiser, que você não precisa ter aquelas regras de etiquetas, né, eh, coladas na testa ali. Você percebe que você tem esse efeito da folha em branco, tipo assim, aqui ninguém me conhece, eu posso ser o que eu quiser, então você tem essa sensação? Você é com você assim também ou não? Sim, com certeza. Porque, primeiramente, eu já não tenho que ficar, já não tenho aquela rotina do trabalho. Então, já é muito mais relaxante, muito mais revigorante poder fazer o que eu quiser, falar o que eu quiser. Se tiver que xingar, alguém xinga. Se tiver conhecer gente nova, conhece, ri, brinca, faz piada. Coisas que geralmente quando tô estou trabalhando, às vezes não posso fazer. Se eu tiver, por exemplo, numa press trip, né, que é viagem de imprensa, eu vou ter que fazer toda uma rotina que me é determinada. Então, diferentemente do passeio, no do passeio, no caso, eh, outras outra outra vibe. Como dis conhece pessoas, você pode ser livre, você faz a sua programação, sai a hora que quer, volta a hora que quer, fica onde quiser. Então, há uma diferença muito grande entre a viagem de passeio e a viagem de trabalho. Então, essa questão da folha em branco, né, que você falou de conhecer pessoas novas, lugares novos, quando você faz essas viagens a passeio, eh, para mim é muito importante. Olha, porque como não, eu passei a viajar desde junho do ano passado, foi a minha primeira viagem a São Paulo, que eu nunca tinha conhecido. E desde então, de vez em quando, estou viajando, mais ou menos uma vez, a cada dois meses, eu faço alguma viagem de batevolta. E isso é muito importante para mim, porque eu gosto de conhecer lugares, conhecer pessoas novas, conhecer culturas novas, sotaques novos. E num país como o Brasil, isso é muito muito múltiplo, né? É isso mesmo. Agora, Fabiana, vamos lá. esse anonimato, né, dessa folha em branco que a gente muito bem citou aqui e o Wellington trouxe que isso acontece com ele também. Esse anonimato, ele funciona como uma terapia. Por que eh que parece ser tão libertador a gente não ser reconhecido? É, pois é. Eu eu acredito que tenha algo nessa nesse momento, né, de anonimato. Na verdade, é um momento de novidade, né? Então você tá conhecendo um lugar diferente, eh, e fazendo algo que que tá fora da sua rotina, né? Então, você conhece uma parte sua que naquela rotina estabelecida de trabalho, de dia a dia, talvez você não esteja tendo contato, né? Então, não, eu penso assim, não é exatamente uma folha em branco, né? eh, como se tivesse a possibilidade de ser uma outra pessoa, mas é o Wellington é o mesmo Wellington, só que em situações diferentes, né? eh podendo eh conversar de forma mais descontraída e isso acessa um modelo de vida, um modo de conduzir a vida naquele período, naquele momento, naquele lugar, que é diferente daquele modo de vida que a gente estrutura numa rotina mais focada na produtividade, né? Então, a gente tem eh hoje condições de trabalho que são exenuantes, uma rotina de muitas horas de trabalho e a gente organiza a nossa vida em torno dessas horas de trabalho, descanso para compensar, para trabalhar no dia seguinte, né? Então, quando a gente tem uma pausa, ainda que seja num final de semana, né? eh fica muito marcada a diferença da qualidade de vida, do tipo de vida que a gente tem em uma rotina de trabalho, uma rotina de descanso, né? Isso estando em outro lugar com pessoas desconhecidas, né? Podendo desfrutar de coisas que a gente não desfruta no dia a dia, eh dá dá essa sensação de que a gente tem eh, inclusive a possibilidade de ser outra pessoa, né? Porque de fato o que a gente tá criando ali é uma outra rotina, um outro jeito de usufruir, né? Exatamente. Isso mesmo. Agora, nessa questão de eh de criar uma outra pessoa ou então viver de uma forma eh que você não vive no seu aqui, no agora, né? E você vive isso na viagem, muita gente, eu já ouvi muita gente falar que assim, nossa, quero ficar aqui, quero viver aqui, né? Eu não quero voltar mais. Com você já aconteceu isso alguma vez, Wellington, de você fazer uma viagem e você se identificar com o lugar, com o momento, ah, com as novas sensações e falar assim: "Não, é aqui que eu vou ficar." Vira até meme isso, né? Nas redes sociais, né? Não vou sair daqui mais, é aqui que eu fico. Já aconteceu contigo? Já. Sim. A minha, assim, é o que dizem na nossa vida, as primeiras coisas a gente nunca esquece. E a minha primeira viagem que foi até a São Paulo capital, eu nunca esqueci porque foi um fim de semana, né? Fiquei de sexta até domingo, mas eu vi muita coisa, conheci muita coisa e eu adorei, né? que quando eu voltei com a minha amiga, a gente estava voltando com ele, por mim eu ficava, porque apesar de dizer que São Paulo é uma rotina estressante, tem um trânsito, tem tudo mais, eu gostei muito da cidade. Uma outra cidade que eu viajei também, que aí foi para uma viagem já de trabalho, mas que eu gostei muito, que eu ficaria, era Balário Cambuiil. Uhum. Eh, dizem que é a Dubai brasileira, né? E lá é tudo muito diferente até mesmo do Rio de Janeiro. Nem é o que eu tava falando, falo com os amigos quando perguntam, né, como é que foi, como é que é lá. e tal, eu falo, eu desci para e parecia que nem tava no Brasil, porque é tão bonito lá e é tudo tão diferenciado e você quer ficar. Então assim, esses dois lugares que eu pude conhecer, eh, me deram essa sensação de querer ficar lá, de estar lá e não voltar. Interessante, né? Eh, Fabiana, esse e essa sensação de querer ficar no lugar que a gente chegou, né? De repente, pode ter sido a primeira vez que você foi se encantou com tudo isso. O que que acontece eh eh com o nossa nosso sistema, nossa saúde mental? Por que que a gente tem essa sensação? É por querer ficar lá, né? Provavelmente porque tá divertido, tá gostoso, tá fazendo atividades prazerosas, né? Então, como eu disse, tá se reconhecendo em um modelo de vida, de rotina que é diferente daquele provavelmente estruturado do trabalho, né? Então, é claro que o ideal é que a gente se sentisse prazer e alegria e felicidade sempre, né? Esse é o nosso desejo. Mas a vida não é assim, né? Então, a gente tem que lidar com as faltas, a gente tem que lidar com as com as com as tristezas, desculpa, e inclusive com as tarefas que não são tão alegres assim, né? Então, a gente pode fazer uma reflexão assim um pouco mais crítica, né? sobre uma jornada de trabalho que é extenuante durante a semana ou durante a maior parte do tempo, só que ao mesmo tempo a gente tem que eh saber que isso faz parte da vida também, né? Fazer coisas não tão prazerosas também faz parte da vida. Então eu acredito que por isso que venha esse sentimento tão eh prazeroso e nesses nesses momentos em que a gente tá aproveitando a vida. Uhum. Uhum. Perfeito. Agora vamos lá, né? Nós viajamos, estamos no local, queremos ficar, mas a gente precisa voltar. Poxa vida, né? Tem aí, entre aspas, gente, tudo muito leve, tá? Um luto pós viagem. Você já fez, seu Wellington, alguma viagem que você foi, né, curtiu, aproveitou a folha em branco, aí você quis ficar, mas, né, a gente precisa voltar. Então, você voltou e quando você voltou, você se deparou aí com a rotina. de repente, ah, vamos lá, conta, cartão de crédito, é boleto, é tudo e vamos trabalhar de novo para poder garantir outra viagem daqui a pouco, né? Mas esse esse luto pós-viagem já aconteceu contigo em algum momento? Sim, o meu luto pós-viagem, ele já começa no ônibus da volta, porque às vezes é 6 7 horas de viagem, eu fiz uma viagem para Capitólico que durou 12 horas, então o luto já começa ali. Mas brincadeiras à parte, essa parte do luto, ela acaba que não me afeta tanto porque, como eu disse, eu sou muito saldosista, né? Uhum. Então, eu gosto muito de guardar os momentos bons, fotos e vídeos e e isso acaba fazendo com que eu leve lembranças boas daquele lugar. Lógico, tem a rotina, tem os bolitos que a gente tem que pagar todo dia 30, mas esta parte da viagem do úto assim, acaba que eu não sou muito afetado, acaba que isso me faz eh, como é que eu posso dizer? Revigorar e mudar a minha forma de rotina. Por exemplo, depois da primeira viagem para Paula que eu fiz, eu passei a querer fazer uma viagem a cada dois meses ou uma viagem a cada três meses para poder aproveitar mais um pouco da vida. Eu tive um uma pequena aprovação no decorrer do ano passado que me fez acordar e ver que, tipo assim, pô, se Deus independente da religião tá dando mais uma chance, por que que eu vou aproveitar um pouquinho mais? Eh, sai um pouco da rotina no fim de semana e viajar, conhecer coisas novas? Então, eu evito muito usar a palavra luta, porque eu não gosto muito das coisas negativas, eu gosto mais das coisas positivas, né? Então, acaba que eu pego muito essa parte do da lembrança de guardar o que que foi bom, de levar pro que foi bom para ter histórias para contar, tanto pros amigos como pros meus pais quando eu volto pro Rio de Janeiro ou pros meus filhos quando tiver. Ai, que legal, né? Eh, a forma de pensar, né, que o o Wellington traz pra gente é algo muito positivo, mas, né, tem pessoas que lidam com essa questão dessa tristeza, desse luto pós-viagem. E aí a gente estende um pouco mais, né, para famílias de repente que que saiu em família, que foi, que passeou, que viajou e daí precisa voltar. A carga é bem mais pesada do que para uma pessoa solo, né? Então eu gostaria que você trouxesse pra gente, Fabiana, essa questão desse, entre aspas, né, o luto, uma tristeza e pós viagem que pode acontecer e nos atentar eh qual o momento em que a gente precisa, eh, acender um alerta que essa tristeza ela não passa. Uhum. Eh, Rúbia, você falou uma palavra que é não é muito usual, né? no dia naicálise a gente costuma usar essa palavra luto para tratar das perdas, né, das perdas em geral. Então a gente pensa que uma volta de uma viagem você tem de alguma forma lidar com a perdo, né? Você perdeu eh aquela diversão, né? Nesse sentido de o luto aparece aqui nesse sentido, né? de você eh então você tava se divertindo muito e agora você não vai se divertir naquela intensidade, né? Eh, você fez coisas divertidas com a sua família e agora você precisa trabalhar 8 horas por dia, não vai não vai ter aquele momento de de diversão que de repente você teve durante uma semana, né? Então, e as exigências que também voltam a ser colocadas, né, de estruturação de uma rotina, de demandas que a gente precisa responder, eh aquelas tarefas todas que a gente não tem tanta vontade assim de fazer, mas que precisa fazer, né? Eh, e aí chama atenção nesse nesse momento também. Eh, você me perguntou sobre em que momento eh acender, né, um alerta de buscar ajuda. Eh, é claro que assim, sentir sentir tristeza e cansaço após esses momentos é comum, né, inclusive esperado, né? Eh, o Wellington trouxe essas viagens que são bem agitadas de trabalho, então assim, é até esperado que ele se sinta mais cansado, né? E aí a gente tem um período de recuperação, mas quando essa esse essa esses esse cansaço, né, ou esse sentimento de tristeza ou pensamentos eh muito intensos, né, de de comparação daquele momento com o de agora, hum, que você não se conforma muito, né, com com essa essa diferença entre para aquele momento de diversão e aquele momento de rotina, talvez seja legal procurar uma ajuda para fazer eh para se questionar, né, tentar responder perguntas. Por que que eu tô me sentindo assim, né? O que é que tá acontecendo, né, eh na minha rotina que quando eu faço essa pausa, vem pensamentos, sensações físicas e sentimentos tão intensos e desagradáveis, né? Eh, por que eu quero tanto eh permanecer naquele momento de alegria, de prazer, de viagem, de descontração, que é um momento, né, que é na nossa rotina, é um momento é pequeno e singular perto da da rotina de trabalho, né, da rotina maior que a gente desenvolve ao longo do ano. Então assim, a pergunta acho que precisa ser feita é: que eu tô tendo esses pensamentos, essas sensações físicas e esses sentimentos tão intensos, né? O que é que tem na minha rotina que apesar de eu tá fazendo coisas que não são tão divertidas assim, eu estou me sentindo tão mal, né? Muito bem. E você sabe que faz a gente analisar a a questão feminina. Vamos lá. como as expectativas de gênero e trabalho doméstico impactam essa frustração no retorno. Porque se a gente para para analisar, a mulher, ela tem uma sobrecarga, né, muito grande e eu acho que é mais impactada nesse retorno, nessa retomada de vida pós uma viagem de férias em família, podemos colocar assim. Você concorda? Sim, tem uma uma questão de gênero que você tá colocando que é do trabalho mesmo, né? Eu tô trazendo aqui essa questão da rotina associada ao trabalho, de trabalhar 8 horas por dia, mas a gente tem uma compreensão do trabalho doméstico e de cuidados que historicamente foi eh colocado como uma responsabilidade maior das mulheres, né? Eh, que é compreendido como trabalho também, né? Então, embora não seja um trabalho dessa maneira mais típica, né? com horários estabelecidos, remuneração por hora de trabalho, né? Não é um trabalho típico, mas ele pode ser compreendido como um trabalho, porque ele estrutura a rotina dessas dessas mulheres, né? E é um tipo de de trabalho que às vezes nem nas na nas pausas, nas férias, né? E nos finais de semana ele não para, né? A gente fala bastante da escala 6 por um, né? Uhum. E a escala 6 por homens funciona com uma pausa de um mesmo, né? E que para as mulheres nem sempre utilizando esse esse esse domingo ou esse sábado ou essa esse dia de folga para mais trabalho, né? Lavar roupa, organizar a casa, organizar as questões relacionadas aos filhos, né? toda a carga mental de estruturar a semana uma infinidade de tarefas e microtarefas que as mulheres eh realizam, né? Então, eh a pausa, essa pausa, esse momento de descanso, ele ela também não é sentida igualmente, né, pelos homens e pelas mulheres em decorrência dessa dessa divisão desigual do trabalho, né, entre os gêneros, né? É importante a gente salientar porque a gente tá falando aqui de viagem, de coisa boa e aí de repente de uma uma ressaca pós viagem, né? Mas é bom a gente eh fazer um uma separação aqui eh referente ao público, né? feminino, porque realmente são crianças, é e família, é tudo. E daí você viajou, você volta e você precisa reestruturar para que essa família possa seguir novamente. Mas que tal, né, essa reestruturação ser dividida, né, por todas as pessoas da casa? Fica aí um três pontinhos para você analisar quando você planejar a sua próxima viagem. A produção tá falando aqui, eh, você quer completar? Sim, eu ia completar que inclusive algumas mulheres podem voltar desses momentos ainda mais cansadas e ainda mais frustradas, né? Porque esse acúmulo de tarefas não foi suspenso nesses momentos de lazer, né? Então, enquanto tava todo mundo se divertindo e de repente uma mulher tava fazendo a comida, organizando as coisas da viagem, correndo atrás de criança, né? Trocando fralda, enfim, fazendo uma infinidade de trabalhos. E às vezes as mulheres voltam ainda mais cansadas e também um pouco frustrada, né, por não ter conseguido aproveitar aqueles moment aquele momento da mesma forma que que todas as outras pessoas, né? É só um um complemento que eu queria fazer. Perfeito. É isso mesmo. E e esse sistema de divisão, né, de tarefas é justo, não só na viagem, mas durante a sua vida aí, né, em família. Bom a gente eh parar e pensar nisso todos os dias, como é que podemos fazer para melhorar? Tá bom? A produção tá falando aqui que nós temos algumas perguntas. A gente precisa encerrar hoje 10 para as 9, porque 9 horas tem eh reunião lá na Câmara e a TV Câmara Campinas ela transmite ao vivo para você. Nossa equipe já tá no plenário já ajustando, fazendo os últimos ajustes e daqui a pouquinho o pessoal entra ao vivo, tá bom? Vamos lá, então. Pode trazer pra gente a primeira pergunta do nosso telespectador. Vamos responder algumas perguntinhas. Você que tá ligado com a gente, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Ô, Leandro Ferreira de Barão Geraldo, quando volto de férias, meu sono bagunça, minha ansiedade dispara, o meu corpo demora para entender que acabou. Quanto tempo é esperado para normalizar? É mais ou menos parecido com o que o Wellington trouxe, mas no caso do Wellington é viagem de trabalho mesmo, então ele fica acelerado, né, Wellington? Agora, o Leandro pergunta, eu peço que você responda, Fabiana, por favor. É, ele quer saber o tempo, né? O tempo é bastante variável, né? Porque depende de como de das atividades que ele tem, né? Então, assim, são eh as atividades de trabalho, as atividades físicas que precisam voltar na rotina, né? Todo aquele planejamento, se tem filhos, e a escola, né? O planejamento para volta às aulas. Então, é uma série de de atividades que precisam serem encaixadas novamente na rotina, né? Um planejamento que precisa ser feito, né? É claro que o cansaço a gente precisa de um tempo de recuperação mesmo, né? alguns dias de recuperação, mas a estruturação da rotina talvez possa levar um pouco mais de tempo. E é por isso que as pessoas ficam com também com um sentimento eh é bastante negativo em relação a esse esse momento, né, de reestruturação da rotina. É porque de fato ela leva um tempo, né? A gente não chega de viagem num dia, senta, coloca no calendário todas as nossas atividades e amanhã já volta, né? Às vezes a gente precisa voltar paraa rotina sem ter estruturado essa como é que vai ser a nossa rotina naquele semestre, naquele ano, né? Então esse momento ele é mais desafiador mesmo. A gente tende a sentir eh sentimentos de ansiedade. E eu quero voltar um pouco num ponto que é esse sentimento de ansiedade, ele tá relacionado com essa visão que a gente tem de ter que ser o tempo todo muito produtivo, né? Então, a ansiedade ela vem de de eh de constatar, de perceber que não está sendo produtivo como deveria ser, né? Então, a gente vive numa sociedade que foi chamada, né, por um filósofo, é um termo que é muito corrente, de uma sociedade do desempenho. Então, a gente tem que est sempre eh mostrando essas nossas atividades, sempre com desempenho bom, mas tem momentos como esse, né, de retorno ou a uma rotina de trabalho que a gente precisa de mais tempo para estruturar, né? Eh, em que horário que eu vou fazer minha atividade física? Dá para fazer atividade física esse semestre? Não dá. Como que a gente vai conciliar todas essas os momentos e as atividades que a gente tem, né? Isso é um tempo de planejamento que nem sempre se resolve em um dia com uma agenda, né? Precisam, a gente tá falando de estrutura familiar também, às vezes alguns acordos dentro da família precisam ser feitos. Então isso leva um tempo, né? Mas a nossa vontade é que tudo se resolva muito rápido para que a gente possa ser produtivo novamente, já que a gente ficou um tempo sem ser produtivo, né? Nossa, é uma reestruturação total, né? O corpo, a mente, aí o planejamento de volta a rotina. É isso. Por isso que a gente precisa é fazer um planejamento já da volta da viagem, porque senão dá problema, gente. Vamos lá. 8:40. Mais uma pergunta, por favor. Pode colocar na tela. Produção. Eh, Felipe Rocha, Felipe Rocha do Castelo, quando você está viajando, consegue descansar de verdade? Ah, essa pergunta é para você, Wellington. Olha aí, ó. Quando você está viajando, consegue descansar de verdade? Ou a mente de repórter? Fica ai, ai, ah, vai contar nosso segredo, não fica ligado o tempo todo. Isso influencia essa ressaca da volta? Então, quando eu viajo a trabalho, eu não descanso porque eu tô trabalhando, lógico. Mas quando eu viajo a passeio, eu me desligo. Eh, eu já fui trabalhadora escala 6 por1. Então eu dou muito valor ao meu final de semana e ao meu tempo de descanso. Então eu me desligo o máximo que eu posso nos finais de semana, tanto quando estou em casa quando estou viajando. Falando nessas questões de viagens, eh a gente tem que se desligar. Eu tava falando aí sobre a sobrecarga feminina, né, que é uma realidade. E eu passo por isso um pouco quando eu viajo, porque a maioria das viagens que eu faço é com uma amiga minha, uma parceira de viagem que eu tenho, uma amigona. E às vezes, eh, enquanto eu tô lá aproveitando, tirando foto em algum lugar ou gravando vídeo de alguma coisa em no local que eu esteja, tá com telefone na mão trabalhando, porque eu trabalho, tem duas filhas, tem as coisas da casa, tem um cachorro para cuidar e as filhas ficam seas com a mãe, então assim, quando ela viaja, né? Então às vezes eu falo: "Amiga, desliga um pouco, mas eu sei que não dá para desligar por conta dessa carga", até porque ela é mãe sol, ela coisa das duas filhas praticamente sozinha. Então vai muito de conta que estamos falando aí. Eh, então é por isso, é um dos fatores que eu olho e que eu vejo que eu tenho que me desligar quando eu vou viajar, porque eu quero focar ali, eh, observar tudo que tá acontecendo, ver o que tá acontecendo naquele momento, aproveitar aquele momento. Então isso quando vem a volta da rotina, eh, eu paro para planejar, para ver o que aconteceu e me planejar para essa semana. Lógico, até você descomprimir daquele passeio, né, de você voltar o seu eu, voltar a sua rotina, demora um pouquinho, mas esta ressaca assim da volta acaba que não afeta tanto a minha pessoa, porque eu aproveito muito e conecto do trabalho completamente para eu não ter nada que me atrapalhe naquele momento conversando. Excelente. Não, ele está assim, tem um autoconhecimento muito muito bom. dicas de passagem porque ele consegue desconectar, né? É isso. Eu queria complementar um pouco nesse aspecto, porque o Wellington traz uma uma ideia também dessa entrada nas férias também, né? Como é que é isso? E a gente numa rotina de desempenho, focada no desempenho, às vezes demora para entrar no modo férias também, né? De conseguir descansar, de conseguir relaxar. Então, do mesmo tempo que se leva um tempo para entrar novamente na rotina de trabalho, algumas pessoas também demoram para conseguir relaxar, né? E aí precisa de um, dois dias para começar a relaxar e aí pronto, já acabou também a viagem. Então isso vem sentimentos também misturados de frustração junto com o cansaço e a tristeza, né? Então tudo isso a gente precisa contabilizar no que é que tá acontecendo com essa pessoa quando ela volta pra rotina dela, que ela se sente tão triste e tão cansada, né, com a a ponto de ser comparado com um luto ou um uma sensação de de depressão também, né? Verdade. Ô gente, o bate-papo tá muito bom, mas a gente precisa encerrar aqui também, porque daqui a pouquinho nós temos eh audiência pública da comissão de política urbana ao vivo direto do plenário José Maria Matozinho. Você é convidado especial para participar pelo YouTube. Você pode lá eh dar a sua opinião, conversar e também aqui na TV Câmara Campinas e claro, presencialmente no plenário da Câmara. Então, a gente encerra um pouquinho mais cedo hoje, abrindo espaço para o pessoal que já está eh de prontidão e apostos no plenário da Câmara Municipal de Campinas. E é isso, a gente falou de viagem, a viagem termina sempre, né? Termina sim, mas quem você se tornou nela fica e de repente, que tal pegar aquela pessoa que você era lá na viagem, trazer um pouquinho pro aqui ou agora, aproveitar o melhor de tudo isso, o que não é bom deleta, né? aí o que é bom, eh, traz pro seu dia a dia e reinventa, eh, o seu normal. Eu acho que é bem interessante. Eu quero agradecer os nossos convidados de hoje. A gente começa as considerações finais rapidinho, então, eh, com o Wellington. Wellington, obrigada, viu? Eh, por estar com a gente, por ser os nossos personagem, por trazer um pouquinho aí da sua história relacionada à viagem, a trabalho e essa questão aí eh dessa ressaca pós-viagem. Gratidão. Ai, muito obrigado. É um prazer. É um prazer ter participado hoje do programa. Agradeço o convite e eu só queria deixar um conselho rápido aqui para quem eh quer viajar, não se prenda às rotinas. Eh, se você quer viajar, se planeja e vá. É um conselho que eu dou a todos os meus amigos e que eu tô deixando aqui. Se você tiver um tempo para poder aproveitar um final de semana, seja sozinho, com amigos ou familiares, vai viaja, porque isso faz um bem danado, tanto para seu corpo como pra sua mente. E muito obrigado. Adoro. Eu também penso da mesma forma. Final de semana pode, deu, vai, vai. E você vai ver como isso traz para você um, ah, revigora o espírito, a alma e a gente fica pronto para começar de novo, né? Quero agradecer também a nossa convidada Fabiana, obrigada, viu, por trazer pra gente informações referente ao nosso tema de hoje. Eu que agradeço, Rúbia. Obrigada a você, obrigada ao Wellington. Foi muito boa essa conversa e acho que o Wellington traz uma mensagem muito importante que é pra gente valorizar também esses momentos que são os momentos de lazer, de relaxamento, né? Eh, momentos que a gente pode se desligar um pouco daquele daquele modelo de desempenho, de produtividade. Legal. E ele trouxe também essa questão da gente realmente se desligar. Tô aprendendo. Uma hora dessa eu consigo de forma assim completa, né? Mas o importante é que a gente vai tentando e uma hora dá certo. Ô gente, seguinte, como eu falei, daqui a pouquinho em instantes nossa equipe no plenário José Maria Matozinho, tem audiência pública. Participa, importante demais a sua participação. Amanhã Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo com mais um tema bem interessante, né? A gente vai falar do esforço invisível de ser adulto, né? Pai, mãe, em tempos diferentes. Antes desafios físicos e econômicos, hoje desafios mentais, emocionais, digitais. Os pais de ontem criaram os filhos, apesar das crises. Lembra disso? Consegue entender, né? E os de hoje, gente, como é que faz com a criação? Lidam com a sobrecarga mental e filhos hiperconectados? Será que a nossa mente tá preparada para isso? Vamos falar sobre esses desafios amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã e mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Ao meio-dia temos Câmara Notícia, informações do legislativo e segue então a nossa programação agora direto e ao vivo do plenário José Maria Matozinho. Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Fique bem e até lá. Cau เฮ
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