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Estúdio Câmara | Dependência Digital: quando a tecnologia deixa de ajudar
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Estúdio Câmara | Dependência Digital: quando a tecnologia deixa de ajudar

81 views Publicado 06/01/2026 HD · 1:05:11

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Vivemos conectados o tempo todo 📲. Celular na mão, notificações constantes, redes sociais, jogos eletrônicos, inteligência artificial, aplicativos que prometem facilitar a rotina… Mas até que ponto essa conexão é saudável? 🤔 Nesta edição do Estúdio Câmara, o debate é direto, necessário e extremamente atual: dependência digital e seus impactos na saúde mental, no cérebro, nas emoções e nas relações humanas. Quando o uso da tecnologia deixa de ser ferramenta e passa a ser fuga emocional? Quando o online começa a substituir o mundo real? O programa reúne duas especialistas para uma conversa profunda, clara e acessível: 🧠 Beatriz Chao, médica psiquiatra, especialista em psiquiatria da infância e adolescência, formada pela UNIFESP, com residência pela Unicamp e preceptora da residência médica da Unicamp. 💬 Valéria dos Santos Juvêncio, psicóloga, especialista em saúde mental, desenvolvimento humano, dependência digital e palestrante, com ampla atuação em instituições de acolhimento e recuperação. Ao longo do programa, você vai entender: ✔️ O que caracteriza a dependência digital ✔️ Como a dopamina atua no cérebro e por que as telas viciam 🧠⚡ ✔️ A diferença entre uso intenso e uso clinicamente problemático ✔️ Por que crianças e adolescentes são mais vulneráveis 📱👶 ✔️ A relação entre telas, ansiedade, depressão, insônia e isolamento ✔️ Como a tecnologia pode se tornar um refúgio emocional ✔️ Os impactos do uso excessivo de redes sociais, jogos e inteligência artificial ✔️ Se o “detox digital” funciona — e como fazê-lo de forma segura 🔌🌱 O debate também traz reflexões importantes sobre família, limites e exemplo dos pais, mostrando como o comportamento dos adultos influencia diretamente o uso das telas por crianças e adolescentes. Afinal, educação digital começa dentro de casa 🏠💡. Outro ponto essencial abordado é o impacto da inteligência artificial e da automação no raciocínio, na memória e na autonomia. Será que estamos terceirizando demais nossas habilidades cognitivas? O uso constante de GPS, buscadores e IA pode enfraquecer nossa capacidade de pensar, decidir e confiar em nós mesmos? 🤖🧩 Além da análise científica e psicológica, o programa apresenta estratégias práticas para reconstruir uma relação mais saudável com o mundo digital: ✨ criação de limites reais ✨ uso consciente da tecnologia ✨ retomada do contato com o mundo real ✨ valorização do silêncio, do tédio e da presença ✨ fortalecimento de vínculos afetivos 💬 O público também participa com perguntas ao vivo, trazendo dúvidas reais sobre controle do tempo online, vulnerabilidade emocional, família, filhos e saúde mental. 👉 Se você sente que passa tempo demais no celular, se percebe dificuldade de se desconectar ou se preocupa com o impacto da tecnologia na sua vida ou na sua família, este programa é para você. Assista até o final, reflita, compartilhe com quem precisa ouvir essa mensagem e participe deixando seu comentário 👇 Tecnologia não é vilã — o desafio é encontrar equilíbrio ⚖️💙. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje, terça-feira, dia 6 de janeiro de 2026, feliz ano novo para você. O tema do programa de hoje é extremamente atual. Ele atravessa gerações, classes sociais, rotinas de trabalho, de estudo e também impacta diretamente a nossa saúde mental. A gente vive conectado, né? celular na mão, notificações o tempo todo, redes sociais, jogos eletrônicos, inteligência artificial, aplicativos que prometem facilitar a nossa vida. Mas em que momento essa facilidade começa a virar dependência? Quando o uso da tecnologia deixa de ser ferramenta e passa a ser fuga? É sobre isso que nós vamos conversar hoje. Dependência digital, seus impactos no cérebro, nas emoções, nas relações pessoais e também os caminhos possíveis para uma relação mais saudável com o mundo online. E queremos a sua participação. Você aí de casa, participe com a gente, mande a sua dúvida, compartilhe a sua experiência. Telefone tá na tela, 19979377. A nossa produção já está com WhatsApp aberto aguardando a sua participação e as nossas convidadas também já estão aqui. Daqui a pouquinho a gente apresenta para você as convidadas que vão falar sobre essa dependência digital. Agora vamos a algumas informações aqui da cidade de Campinas. Atenção empreendedoras, as mulheres que já participam do programa Feira da Mulher Empreendedora precisam ficar atentas. O prazo para recadastramento termina no dia 15, tá? A expectativa é atualizar o cadastro de 2.000 a 4.000 empreendedoras. O atendimento é realizado na Casa da Mulher Campineira, que fica na rua 11 de agosto, 412, no centro da cidade. Das 9 da manhã às 4:30 da tarde, somente atenção com agendamento prévio pelo WhatsApp, tá? 98981 2974 do departamento de empreendedorismo e fomento a geração de renda das mulheres. Então, para efetuar o recadastramento é necessário agendar, comparecer no dia e horário marcados com documento de identificação com foto e comprovante de residência. As empreendedoras que não fizerem a atualização dentro do prazo ficarão impedidas de participar da feira durante o período de férias e só poderão retomar aí após a abertura do novo cadastro que é prevista para o mês de março. A atualização cadastral é essencial para fortalecer o programa, melhorar a organização e ampliar a comunicação com as expositoras e planejar também novas ações, eventos e capacitações voltadas às mulheres empreendedoras. Mais informação chegando. Agora vamos falar de saúde. A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou divulgou ontem, segunda-feira, dia 5 de janeiro, o primeiro Alerta Arboviroes Campinas. O informe aponta 29 bairros com alto risco de transmissão de dengue e prevê a intensificação das ações de combate ao mosquito, aeg, transmissor da dengue, zica e chicungunha. A orientação é para que toda a população faça sua parte, eliminando criadouros dentro de casa e recebendo os agentes de saúde nos bairros que passam a receber ações reforçadas. Para saber quais os bairros estão em alerta, conferir todas as orientações, acompanhe o jornal Câmara Notícia hoje ao meio-dia com Mirnabu ou então acesse o site da Prefeitura de Campinas. Está lá tudo detalhadinho para você. E agora a previsão do tempo chegando, né? Dia 6, terça-feira. 6 de janeiro. Vamos lá. Como é que fica o tempo hoje, hein? Olha só, de acordo com a previsão, o calor, claro, ganha força, mas a chuva também. O dia começou com solzinho, né, e algumas nuvens. Agora de manhã tem eh algumas pancadinhas de chuva à tarde, mas à noite tem previsão aí de uma chuva mais intensa. A mínima foi de 18º, a máxima pode chegar aos 29º e a probabilidade de chuva é de 72% aqui para a metrópole. Muito bem, vamos lá então ao nosso tema central, apresentando as nossas convidadas o mundo online. Gente, é estimulante demais, né? porque oferece a sensação de liberdade, de segurança, de acesso imediato a tudo. Mas o problema começa quando esse espaço ele passa a ser usado como refúgio emocional. É nesse intervalo entre o real e o virtual que a dependência digital pode se instalar. Estudos já mostram que o uso contínuo e excessivo da tecnologia interfere na rotina, nos relacionamentos, no sono, na produtividade e até na nossa capacidade de pensar criticamente. Então, para conversar um pouco mais sobre essa dependência tecnológica, a gente recebe aqui no estúdio a médica psiquiátrica, eh, psiquiatra, aliás, Beatriz Chau. Ela é especialista em psiquiatria da infância e adolescência, formada pela UNIFESP, com residência em psiquiatria geral, em psiquiatria da infância e adolescência pela Unicamp, olha só. E também é preceptora da residência médica da Unicamp. Nossa, gente, que coisa maravilhosa receber você com a gente aqui hoje, Dra. Beatriz, seja bem-vinda. Muito bom dia. Muito obrigada. Bom dia, Rúbia. Eh, bom dia aos espectadores aí nesse primeiro programa do ano. Eh, acho que vai ser um bate-papo muito legal que a gente vai ter hoje sobre eh como a tecnologia tá impactando realmente as nossas vidas, né? nas últimas décadas a gente tem passado por muitas mudanças e acho que esses avanços que a tecnologia trouxe, não só na internet, né, eh, mas, eh, na tecnologia em geral, eh conseguiram aumentar muito a nossa produtividade, eh, as nossas capacidades de realizar atividades sem o auxílio às vezes de especialistas no dia a dia. Mas com todos esses benefícios que a tecnologia tem trazido também, muitas vezes vem eh alguns pontos negativos que a gente tem que precisa pesar para tentar chegar em um equilíbrio que não afete a nossa saúde mental e física também. Equilíbrio, né? Esse é é um é uma palavra que todos os dias a gente tem ela aqui no nosso programa e a gente está na busca desse equilíbrio. Hoje a gente fala desse equilíbrio eh aliado a essas tecnologias e também a essa vida meio que automatizada que a gente tá vivendo. Então, eh para completar o nosso time, juntamente com a Dra. Beatriz. Eh, quem participa também da nossa conversa é a psicóloga Valéria dos Santos. Ela é graduada em psicologia com pós-graduação em saúde mental, desenvolvimento humano. Ela atua em Três Corações, em Minas Gerais. É voluntária em em instituições de acolhimento, centros de recuperação de dependência química e também é conselheira curadora do Hospital São Sebastião. Seja muito bem-vinda, Valéria. Ela tá com a gente pelo Zoom. Bom dia para você. Bom dia. É um prazer estar participando desse programa tão especial, esse tema tão emergente, né, na sociedade de hoje e saber que a psiquiatria e a psicologia ainda de mãos dadas, né, Beatrizim. e saber que hoje são duas profissões extremamente importante nessa sociedade hoje que a gente fala que tá assim sendo adoecida pelo excesso de informações, pelo excesso da tecnologia, que realmente se não houver esse equilíbrio para lidar com esses avanços que nos impõe a a tá eh nos capacitando para enfrentar, né, esse processo de evoluções todos os dias da tecnologia, se não tivesse aqui equilíbrio realmente vai ser realmente uma sociedade adoecida por falta desse equilíbrio de lidar com essas questões inovadoras que hoje a pós-modernidade está nos trazendo. Excelente. E é muito bom saber que nós temos vocês para nos ensinar um caminho mais leve pra gente percorrer. A gente sabe que todo excesso esconde uma falta, né? Aí quando a gente fala de ferramentas como inteligência artificial, os aplicativos, as redes sociais, sim, elas são grande aliadas no trabalho, no estudo, no desenvolvimento, né, do nosso dia a dia, mas quando usadas sem critério, elas podem sim reduzir a autonomia, o senso crítico, a capacidade de resolver problemas por conta própria, por exemplo, porque o nosso cérebro ele se acostuma com coisas fáceis, né? E é mais fácil eu pedir pro computador, paraa inteligência artificial resolver um problema para mim do que eu colocar meu cérebro para trabalhar. Um exemplo simples, gente, é o uso constante que a gente tem de GPS, né? Para para analisar GPS, gente. A gente hoje já não usa, não usamos mais mapa e a gente nem coloca mais o nosso cérebro para pensar como é que a gente vai chegar em determinado local. A gente simplesmente coloca o endereço, coloca o GPS e vamos embora. E aí, será que isso é bom? Até que ponto, né? Então, vamos começar falando do lado eh do ponto de vista psicológico. Valéria, o que a psicologia define como a dependência digital? Como é que a gente pode traçar a linha entre o uso intenso da tecnologia e o uso que já se torna clinicamente problemático e que afeta a nossa vida real? Então, falando nessa questão de dependência digital, é muito preocupante porque fica realmente uma questão de de escravidão, né? Porque você começa a deixar de fazer suas atividades diárias no no processo real e fica nessa dependência de que tudo que você precisa executar tem que ser de forma virtual. Então eu deixo de sair para fazer realizar as minhas tarefas, as minhas questões que eu necessito do dia a dia e coloco tudo isso como uma responsabilidade digital. Então, se se eu tenho todas as ferramentas possíveis para resolver as minhas questões, que eu não preciso sair desse mundo digital, eu saio da minha realidade. E quando que isso é é algo que se torna eh patológico, vamos dizer assim, quando eu começo a me prejudicar nas minhas questões reais, eu não me vejo mais na minha realidade, eu não não me vejo mais nas minhas condições que eu posso fazer diante do meu próprio eu. Então começa a ficar dependente dessa tecnologia. Então se eu não se eu não conseguir resolver tudo na parte nesse processo virtual, é onde eu adoeço, porque eu não consigo mais viver sem essa parte digital. E aí que é preocupante, porque muit das vezes fica tão no automático esse processo virtual que eu não me enxergo, eu perco a minha identidade própria do meu próprio eu. E aí fica uma coisa eh robotizada. Quanto mais eu eu acesso os aplicativos, as os as ferramentas que eu acho que é emergente para eu resolver as minhas questões eh do dia a dia, eu não tão não consigo enxergar o a que ponto eu tô ficando dependente da tela, vamos dizer assim. Então tudo eu dependo desse processo virtual e deixo de viver minha realidade. É como se eu começasse a ter uma idealização de que tudo eu vou resolver de uma forma virtual. E isso causa adoecimento, porque eu não dou conta mais de de resolver as minhas questões sem a essa esse espaço da tela. Tudo, eu dependo dela para tudo. Excelente, Valéria. Ou seja, não é apenas a quantidade de horas que a gente tá conectado, mas o impacto que isso causa na nossa vida, né? Mas o que que acontece do ponto de vista científico? Será para que o nosso cérebro se vicie nessa tecnologia? Vamos lá, Dra. Beatriz, do ponto de vista eh psiquiátrico e neurológico, o que que acontece no nosso cérebro quando a gente usa a tecnologia de forma excessiva? E qual que é o papel central da da tal da dopamina, né, desse mecanismo aí que a gente tem de busca constante por notificações, recompensas digitais, o que que acontece aqui no nosso cérebro? Então, isso tem sido alvo de muito estudo, Rúbia. Eh, eu acho que primeiro é importante a gente delinear a diferença realmente entre o uso excessivo, né? E e quando esse uso excessivo, então, por muito tempo, eh, em uma intensidade muito grande, começa a virar clinicamente relevante, igual a Valéria já comentou um pouco, né? Eh, então é realmente quando a gente começa a ter um impacto muito grande, não só do ponto de vista de um sofrimento emocional, eh, mas também, eh, do ponto de vista funcional, né? Então, pra gente pensar, por exemplo, na dependência da tecnologia, principalmente da parte digital, eh do ponto de vista de um transtorno mental, realmente a gente precisa de um impacto eh que tenha um eh a pessoa seja realmente prejudicada do ponto de vista emocional, eh que tenha dificuldade nas relações pessoais dela por conta disso, eh que que a festa o trabalho, eh, outras atividades do dia a dia também, né? E aí, eh, o papel da realmente de como que acontece no nosso cérebro a dependência, principalmente é porque quando a gente tem o uso da da internet, de qualquer hã qualquer comportamento, qualquer atividade que seja muito recompensadora, eh, a gente tem uma ativação do nosso centro de recompensa dentro do nosso cérebro. Eh, nesse centro de recompensa, eh, geralmente o transmissor, a substância que é responsável pela nossa sensação de bem-estar, a nossa sensação de satisfação nesses momentos é a dopamina. Eh, no mundo eh antes da gente ter todos esses avanços digitais, a gente não tinha tanta informação, tanto estímulo em uma quantidade de tempo tão pequena, então demorava mais tempo pra gente conseguir eh que a gente tivesse uma recompensa tão grande ao ponto da gente sentir a satisfação. Só que hoje em dia, pensando no nas redes sociais, eh nas tecnologias em geral, eh nós somos bombardeados de informação a todo momento. Então, enquanto você tá lá rolando Fed eh da sua rede social preferida, a cada 10, 30 segundos aparece uma informação nova, eh, e uma informação que ela é feita para captar a sua atenção, para te produzir eh uma reação muito intensa. E a cada vez que isso muda, você tá tendo ali uma recompensa muito intensa. com o tempo vai gerando a necessidade no nosso cérebro de que esse estímulo se mantenha cada vez mais constante, que é um processo que hoje em dia a gente sabe que é muito parecido com o estímulo que outras substâncias químicas têm no nosso cérebro. Então, tanto dependência de tabaco, quanto de álcool contra quanto de outras substâncias também é muito similar ao efeito que eh que a tecnologia gera em nós, né? Então, eh esse excesso realmente de estímulo que acaba causando eh um quadro de dependência digital. Olha só, muito bem explicado, né? Eh, pelas nossas duas convidadas profissionais. A gente fala sobre psicologia e também psiquiatria e incluindo aí essa questão da dependência, né? A dependência das telas. Muitas pessoas eh recorrem as telas como refúgio, né? eh, usando as telas quando estão tristes ou quando estão ansiosas, com raiva, angustiadas. Agora, Valéria, essa busca por dopamina, né, assim como muito bem pontuou a Dra. Beatriz, e a fuga emocional, elas podem estar escondendo eh problemas maiores, como baixa autoestima ou ah simples dificuldade da gente lidar com o tédio no dia a dia, né? Porque a gente sabe, todo excesso esconde uma falta. Então, seria uma fuga essa ah esse vício, né, pelas telas? Sim, com toda certeza. tem uma um refúgio aí através das telas para você eh porque você não dá conta de lidar com a sua própria angústia, você não dá conta de lidar com as suas próprias frustrações, suas perdas, eh aquilo que te causou uma decepção, por exemplo. Então, a quando fala dessa associando a geração dopamina, né, até comprei um livro da geração dopamina de uma psiquiatra muito importante também que fala sobre essas questões do prazer eh do prazer imediato. Então, ela vai relatar essas questões da da dessa eh parte virtual de como a gente busca esses prazeres eh de de mediatismo através das telas como associando ao refúgio mesmo, porque eu não quero lidar com aquilo que me causa sofrimento, mas eu quando fala de refúgio, eu estou sofrendo internamente. Não quero mostrar ou lidar com esse sofrimento através de um acompanhamento psicológico, um acompanhamento psiquiátrico. eu me escondo, eu mascaro. Como que eu vou mascarar isso? Através das telas. E aí associando a dependência virtual, quando eu me projeto toda essa frustração, essa essa esse sofrimento emocional nas redes sociais, é uma autossabotagem, é um refúgio. Então ali eu vou vou eu vou ter os prazeres mentando nas buscas pelos eh jogos onlines, pelos jogos eletrônicos, pelas eh questão da das likes, né? Então vou publicando fotos. Eh, eu tô sangrando por dentro, mas eu tô sempre postando uma foto, sorrindo coisas lindas, maravilhosas através das selfies, esperando que eu seja eh tu receba a validação e a aprovação através das likes que eu vou receber através daquilo que eu publico. Então, só que inconscientemente, internamente, ninguém tá vendo o que eu tô sofrendo. Então, ali é um mecanismo de defesa, de refúgio, para que eu esconda meu sofrimento. Porque se eu tenho reconhecimento através das telas, se eu tenho a validação através das likes, se eu tenho essa essa essa resposta imediata através dos algaritmos que eu recebo ali naquelas naquelas, né, através das telas, eu eh de alguma forma se embora que eu fico satisfeito. Isso me gera prazer, só que é um prazer falso, é um prazer eh superficial que não existe, porque necessariamente dentro de mim há um sofrimento muito grande que eu não quero mostrar, não é para mostrar pro outro, é me enxergar que eu estou sofrendo. E aí eu eu mascaro isso através dessa projeção, através das telas, buscando esse esse prazer eh superficial que eu vou buscando nessas nessa nessa nesse como mecanismo de defesa. E aí que é aí que é um ponto muito grave, porque enquanto mais eu projeto isso para não lidar com as minhas angústias e eu não não busco um tratamento, a a necessariamente a consequência vai ser mais grave, porque eu posso entrar num colapso de ansiedade muito grave que, né, que a Beatriz vai falar muito melhor do que na área dela da psiquiatria. Vou entrar num processo de depressão, de isolamento, tudo isso vai desencadeando as consequências psíquicas através desse refúgio que eu vou buscando de dependência das telas. Uau! É uma é uma camada complexa de camuflagem, né? Uma camuflagem emocional. E esse mecanismo de recompensa, ele eh é mais forte em cérebros em desenvolvimento, né? Isso, nos leva ao grupo mais vulnerável. A gente vai falar então das crianças e adolescentes. E aí eu pergunto pra Beatriz, doutora, no consultório, né, quais são os quadros mais graves que t aparecido hoje em relação ao uso excessivo de jogos eletrônicos e redes sociais, que foi, como muito bem pontuou a Valéria, entre entre os jovens, o uso dessa tecnologia já tem provocado aí sintomas físicos, distúrbios graves de sono, qual que é a sua avaliação sobre o uso da tecnologia quando a gente fala de, vamos colocar crianças, jovens e adolescentes, porque infelizmente as crianças estão sendo inseridas muito cedo, né, nesse mundo tecnológico, né, doutora? Sim, com certeza. e os impactos que nós temos visto tanto eh na clínica quanto no dia a dia em contato com pessoas conhecidas têm sido muito grandes. É, então quando nós falamos da população geral, é, os estudos mostram que o uso excessivo, então não só a dependência, né, mas o uso intenso de telas, eh ele tá associado a diversos transtornos mentais, tanto transtornos de ansiedade quanto eh transtornos do humor, como por exemplo a depressão, né, quanto transtornos principalmente do sono. Então, a insônia e qualquer dificuldade relacionada ao sono tem sido muito mais frequente na população geral e muitas vezes associada a esse uso inadequado das telas, né? Eh, e na criança, no adolescente que ainda tá com cérebro em desenvolvimento, isso tem sido cada vez mais intenso. Então, pro telepectador ter eh um parâmetro, o nosso cérebro ele se desenvolve eh até depois dos 20 anos, né? Então, até lá pelos 25 anos, o cérebro ainda tá eh sendo moldado. Ã, todos os circuitos eh que tão associados a algumas habilidades que a gente tem, tanto do ponto de vista de regular nossas emoções, eh, de lidar com a resolução de problemas, ainda tá em formação e e tudo que a gente eh expõe esse céreb a esse cérebro, né, eh durante o desenvolvimento, acaba impactando isso. é uma uma coisa muito eh recorrente que a gente tem visto nas crianças tem sido a dificuldade cada vez maior, por exemplo, de lidar com frustrações, de conseguir esperar eh um tempo maior até algum desfecho. Isso a gente tem observado que tem muita relação realmente com esse estímulo constante das telas, tanto quando a gente fala de jogos quanto a de redes sociais. Eh, esse estímulo muito intenso, ele também tá associado a nós conseguirmos ter resposta para qualquer demanda, seja emocional, eh seja para algum problema que a gente tem, alguma questão. Eh, as respostas têm visto, t vindo de um de uma forma muito imediata. Uhum. E aí, eh, principalmente a criança que tá em desenvolvimento, ela vai tendo cada vez mais dificuldade de conseguir quando, por exemplo, não está com com celular, com computador em mãos, né, de esperar um pouco mais pela resposta, por alguma outra coisa que ela deseja, né? E e na vida real nem tudo é imediato, quanto no mundo digital. Então, a gente tem visto essa dificuldade de lidar com filtrações associadas às telas. Eh, além disso, a Valéria pontuou bastante, acho, né, que o uso dos dos jogos, eh, das redes sociais, né, eh tem vindo acompanhado também de muito isolamento. Eh, isso é intenso nas crianças, a gente vê muito também nos adolescentes. Então, eh, nós vemos uma população, né, eh que muitas vezes é comentada como uma geração do quarto, é, que tá cada vez mais isolada. Então, por mais que eu tenha mais facilidade de me conectar com outras pessoas que estão distantes, eh, um amigo que tá lá em outra cidade, né, um parente que tá mais distante, eu tenho ficado cada vez mais eh sozinho no mundo real. Isso tem trazido um impacto muito grande do ponto de vista emocional, né? Então, eh, nós vemos na prática clínica, né, muitos quadros de ansiedade, de depressão, eh, na infância e adolescência associados a a esse uso excessivo de de telas infância e adolescência. Eh, e do ponto de vista médico, né, acho que é importante pontuar também, né, que o uso excessivo de telas eh ele tem até, eh, algumas referências. Então, o que as as sociedades pediátricas eh psiquiátricas geralmente recomendam é que, por exemplo, até os 2 anos de idade, as crianças não tenham nenhum contato com telas, né? E até os 18 anos, eh, as recomendações variam um pouco entre duas a 3 horas de tela por dia. Só que na vida real, o que a gente observa é que as crianças têm ficado muito mais tempo conectadas do que é o recomendado e às vezes tendo acesso, né, eh, às tecnologias diversas do dia a dia muito antes dos 2 anos de idade. Nós sabemos que isso tá associado a outras dificuldades que as famílias têm enfrentado, tanto trabalho constante, né, eh, as mudanças de quem acaba cuidando, observando, supervisionando ali essas crianças adolescentes no dia a dia. Mas também nós temos observado que isso tem tido um impacto muito grande no desenvolvimento eh infantil. Excelente, doutora. Agora, eh, essa desintoxicação digital é verdade, é um mito? a gente consegue fazer isso. Nosso cérebro, a nossa cabeça, o nosso corpo vão sofrer por um determinado período. Mas é é possível essa desintoxicação digital? É possível sim. Eh, geralmente vem acompanhada de um sofrimento importante, eh, que é uma característica de outras dependências. Então, quando a gente reduz, eh, quando a gente tira realmente a exposição a ao comportamento, né, ou a substância, por exemplo, que tá associada a um quadro de de dependência, né, eh isso gera às vezes muita ansiedade, eh muita angústia. Eh, em crianças nós vemos muitas mudanças de humor também, tanto eh de irritabilidade intensa, né? eh alterações do sono. Então, tanto o uso excessivo das telas, ela altera, por exemplo, também a quantidade de sono, né, da criança, causa, provocando mais dificuldade eh paraa criança iniciar o sono, eh, quanto de manter também, mas quando a gente diminui, pelo menos no período inicial, nós vemos diversas alterações. Então, uma coisa que eu costumo falar é pras famílias, quando a gente vai orientar, por exemplo, redução, eh, esse detox digital mesmo, é que assim, no início vai ser muito difícil, muitas vezes, principalmente em crianças, em adolescentes, o comportamento vai piorar muito, a criança vai ficar eh bem difícil de manejar, mas com o tempo, então ali depois de alguns dias, semanas, eh nós passamos a ver eh benefícios muito importantes na saúde. Então nós vemos que o humor vai melhorando tanto a questão da regulação quanto a capacidade de lidar com as frustrações. A qualidade do sono também costuma melhorar, né? Eh eh sintomas de ansiedade, depressão também costumam ficar menos intensos, né? Claro que em alguns momentos a gente precisa pensar em outras questões que não só o excesso eh do do uso de de tecnologia eh associado a esses quadros, mas eh muitas vezes a redução eh da do uso de tela já causa efeitos muito visíveis, né? Isso tanto em crianças quanto em adultos. E aí a gente pode usar às vezes até a própria tecnologia eh para nos ajudar a fazer esse controle. Então, quando nós falamos de crianças adolescentes, eh nós temos sempre que pensar que eh nós precisamos de um adulto responsável supervisionando esse uso, né? Então, eh, por mais que, por exemplo, o adolescente ele já tenha a sensação de que ele consegue controlar sozinho o uso, nós sabemos que a capacidade dele de eh de avaliar as consequências que isso vai ter, tanto a curto quanto a longo prazo, são ainda muito frágeis, ainda estão em desenvolvimento. Então, mesmo nesses casos dos adolescentes, eh, o adulto, ele vai ser responsável também por tentar impor alguns limites para evitar consequências na saúde, eh, do, do indivíduo menor de idade, né? Então, nós podemos usar, por exemplo, eh alguns aplicativos, eh alguns sites que ajudam a fazer um controle parental, não só do tipo de conteúdo que a criança, adolescente tá acessando, mas da quantidade de tempo. E é uma informação interessante que é isso serve até mesmo para adultos. Isso. Então, por exemplo, um adulto, ele consegue entrar em um site eh ou um aplicativo que bloqueia o próprio celular dele ou algum aplicativo eh específico que ele deseja diminuir, né? Eh, depois de ultrapassar eh certo horário, certa quantidade de tempo. Por exemplo, você consegue programar eh olha, eu quero diminuir o uso eh das minhas redes sociais. Então, hoje em dia eu tô usando, por exemplo, 2 horas de rede social por dia. Eu quero tentar reduzir isso para 30 minutos. Você consegue, por meio de alguns aplicativos, bloquear o seu próprio celular ou o celular da criança adolescente depois que ele atingir essa quantidade de tempo. Isso costuma eh funcionar de uma forma muito efetiva. Excelente. Manter o foco, né? A gente precisa manter o foco naquilo que a gente quer eh resolver, na situação que a gente precisa resolver. A gente tá falando aqui a da dependência, né, digital e falamos também do detoques digital. Agora, a Dra. Beatriz pontuou muito bem que os pais. Agora, quando a gente fala de família, pais e e filhos, Valéria, como é que a psicologia entra agora nessa questão eh do manejo dessa família? Quando a gente fala do detox digital, né, a gente vai agora retirar, tentar minimizar e voltar a uma vida normal com menos telas. Mas a gente precisa entender que os nossos filhos, né, nós somos espelho e nós somos exemplo. E aí se eu, hã, começo a inserir esse manejo, né, manejar essa minha família, os filhos, vamos lá, vamos diminuir as telas, mas eu mesmo não dou esse exemplo. Eu posso causar dentro da minha família aí um turbilhão de emoções negativas e complicar algo que eu esteja tentando ajustar. É meio delicado esse momento, não é, Valéria? É assim, eu dou muitas palestras nas escolas, tanto pros pais quanto pras crianças, né? Então, geralmente as escolas me convidam para dar essas palestras para esses temas específicos sobre eh o excesso das telas, educação e família. Então, nesse sentido, quando eu vou fazer essa abordagem de de que as famílias precisam ser reeducadas para educar seus filhos, porque a gente percebe nas nos feedbacks que a gente recebe nessas nesses encontros com os pais dessa falta de regras e limites que os pais se perderam relacionado aos seus filhos por conta desse excesso mesmo da, né, dessa questão da tecnologia, porque não só os as crianças e os adolescentes estão bombar bombardeados, mas os adultos estão sendo mais referências na criação dos seus filhos e isso exige muita educação. Então eu falo que a educação nesse é primordial para essas famílias conseguir estabelecer posicionamento para estabelecer regras eh regras eh de posicionamento sobre sobre o que é limites quando a gente fala de o uso abusivo das telas. E aí quando você fala muito bem sobre essa questão de referência, é um dos pontos principais que eu coloco para eles, né? Se se o pai e a mãe são referências pros filhos no seu ambiente familiar, se ele não estabelece essa referência positiva em relação ao uso das telas, ao a forma da de conduzir a educação dos seus filhos, como que esses filhos vão enxergar esses pais se eles também estão dependentes das redes sociais, se eles também chegam do trabalho, ão, estão cansados, sobrecarregados, estão exaustos, estressados, eles também vão, né, pro seu mundinho, né? né? Eh, é virtual ali e fica ali também no silêncio. Então você ainda tô dando um exemplo que as famílias às vezes tem cinco filhos, seis filhos, cada um chega, tem seu aparelho, seu smartphone, né? Cada um vai pro seu quarto e fica um isolamento, cada um no seu quadradinho, né? Então aí eu costumo dizer que você chega nesse ambiente familiar, você só ouve os dedos das telas, não houve essa relação, não tem mais esses laços afetivos dentro da casa. vai se perdendo eh naturalmente, sem eles perceber que estão se perdendo. Então, a mãe fica isolada, o pai fica isolado, os filhos ficam isolados. Não tem mais o momento de sentar à mesa para compartilhar do almoço, do jantar ou do lanche. Não tem mais esse momento de estar eh nessa relação harmoniosa. Eh, então vai se perdendo essas relações afetivas, porque cada um desses pais estão também no seu processo de isolamento virtual. E aí quando esses filhos, se eles vão impor um uma regra para que esses filhos eh fica meia hora, uma hora no celular e e toma esse celular, se ele também não faz esse processo positivo de referência, que que esses filhos vão dizer para eles? Você também fica no celular, quem é você para me chamar atenção? Então não vai ter esse respeito, não vai ter essa essa processo positivo de chamar atenção, porque esse pai, essa mãe não tem mais essa referência, então fica uma coisa muito de liberdade, então fica tudo muito à vontade. Aí você senta à mesa com celular ligado, o pai, a mãe senta para almoçar, tá conectado no celular, ah, eu tô trabalhando, tá muito, tem muita coisa para fazer, então não consegue desconectar nem no momento ali do processo de de estar junto com a família. eh eh almoçando, por exemplo, e aí necessariamente vai ficar essa relação toda destrutiva, sem referências. Então, esse é o ponto que muitos pais hoje não conseguem eh lidar por conta desse dessa má referência que eles oferecem dentro do seu próprio ambiente. Então, como que eu vou educar meu filho se eu não me educo no processo de relacionada essa questão das telas? Então, uma questão muito importante que a gente sempre pontua para as famílias, né? Realmente eu também atendo vários adolescentes no consultório e chega essas queixas das crianças. Eh, os adolescentes questionam, sente falta do colo do pai, sente falta do abraço da mãe, sente falta da escuta, porque os pais necessariamente, quando a a Beatriz falou muito bem da da estatística de até que idade eu posso dar um smartphone pro meu filho, quando eu vou dar palestra nas creches, que é de zer a 5 anos, eu pergunto pros, né, pras crianças, quem com qu com que idade ganhou o celular, com 3, 4 anos, já ganhou um smartphone. Mas o que que eu associo com isso? Se os pais estão super cansados, eles querem um pouco de sossego, eles querem tranquilidade. Então é mais fácil eu dar um smartphone pro meu filho de 3, 4, 5 anos, porque ali tem vários jogos interativos que ele vai ficar quietinho no mundinho dele jogando. Eu vou ter meu espaço de descanso, o pai vai ter o espaço dele de descanso e cada um vai ficar no seu, né, com a sua própria tela. Então você vai ficar interagindo ali, então vai ter um momento de paz na no ambiente. Só que aí esses pais não conseguem ter essa percepção de consequências destrutivas que esses filhos vão ter quando tem esse acesso. Então ali eu dei o smartphone, tô tranquila, ele tá jogando, não tem problema. Mas atéonde essa criança vai investigar, até no próprio desenho, até na própria interação de de diversão, o que é destrutivo naquele jogo, naquele desenho que ele tá assistindo. Então vai se perdendo aí. E aí fica uma questão muito grave, porque aí fica nesse processo de dependência, os pais não consegue impor essas regras. E aí onde vem todas as consequências destrutivas aí nesse ambiente familiar. Essa criança começa a ficar agressiva, não consegue lidar com a frustração quando, por exemplo, qual que é a chantagem? Porque os pais hoje faz muita chantagem, eles não conseguem pôr regras. Então se você não tomar banho agora, você vai ficar sem celular até amanhã. Uhum. começa a ameaçar a criança começa a enfrentar esse pai, essa mãe, porque não tem mais essa essa autonomia para educar essa criança. A própria criança começa a se tornar o reizinho da casa imp eh e ameaçando os próprios pais, a manipula e essa mãe, esse pai não tem mais força para lidar com essas crianças. E por que que hoje, consequentemente a gente vê todos os dias os noticiários ao nosso redor, nas televisões, das das dos filhos agredindo dos pais muito precocemente, 10 anos, 12 anos, porque se perdeu, se perdeu essa conexão real, vem agressividade, não lhe dá com a frustração de de não receber um não, que os pais não conseguem mais impor esse não. Eu falei: "Pronto, acabou, vai ser assim, pronto, não consegue impor isso." a criança começa a ser a função maior dentro desse ler e isso é muito grato. Uau, doutora Beatriz, onde foi que a gente se perdeu? Isso. Que coisa impressionante. Sim, é difícil eh entender. Mas eu acho que uma uma coisa importante da gente considerar também eh nisso tudo que que a Valéria trouxe é também que o celular eh ele tem sido esse refúgio eh até do ponto de vista de lazer, não só pras crianças, mas pros adultos também. E quando eh o celular ele vira um refúgio para todo mundo, então pra família inteira, eh esse lazer, o o momento de descanso acaba sendo muito individual. E aí se a gente vai tentar reduzir eh mudar eh esse isso que tá acontecendo, mudar essa dinâmica da família, eh também nós temos que pensar eh em introduzir outras coisas que sejam prazerosas no lugar do celular. Uhum. Então é um momento, acho que de parar e pensar o que que a gente fazia para se divertir, para descansar antes de ficar conectado no celular o tempo inteiro e voltar a pensar. Então, se você vai tirar o celular do seu filho, nem que seja por algumas horas, né? Eh, o que que a gente vai fazer no lugar? A gente vai jogar um jogo, eh, vamos sair, dar uma volta pela cidade e jogar bola, desenhar. Eh, isso mesmo no caso de adultos. vamos aprender um hobby novo, né? Então, nós precisamos pensar em colocar outras atividades de lazer, outros hobbies no lugar de todo esse prazer que às vezes eh o o digital eh coloca pra gente. Excelente. Agora 8:49. Só mais um questionamento que eu quero colocar aqui, porque a produção tá avisando que a gente tem algumas perguntas dos telespectadores, mas eu não quero perder a linha de raciocínio porque eu gostaria que a Dra. Beatriz explicasse pra gente essa questão da inteligência artificial, né? Vamos falar também eh tudo junto ali do GPS, né? Eh, algo que acontece com acho que todo mundo. Telefone, gente, número de telefone. Você sabe o o número de telefone de alguém aí? Tá decorado na sua cabecinha? Como era antes, lembra antes que não tinha smartphone, não tinha nada, só tinha aquele telefone de a gente discar assim os números, né? E a gente lembrava o número eh da mãe, do irmão, enfim, tinha ali os números gravados na nossa mente. Hoje, se você perder seu celular, você vai lembrar de algum número. Você sabe o número do seu telefone, celular? Eh, essa isso que a gente tá vivendo hoje, essa facilidade que o nosso cérebro, doutora, tá encontrando em resolver questões de forma imediata, né? Vamos colocar aí a o exemplo da inteligência artificial, né? Eh, a gente quer saber alguma coisa, vamos lá, digita a inteligência da resposta. Uau, tá resolvido. O que você passaria aí 3 horas para resolver, você resolve em 10 segundos. Isso ocasiona o quê no nosso sistema mental? a gente acaba tendo um empobrecimento, né, eh eh de raciocínio, de expertise. Eu não sei nem como mencionar isso, porque é tudo tão novo e a gente precisa aprender a lidar com isso, porque eh penso eu que lá na frente a gente vai ter consequências de tentar resolver tudo dessa forma imediata que a gente tá vivendo. Com certeza. Eh, acho que nós, e, eu me considero como um público eh relativamente leigo em termos de inteligência artificial, de como elas funcionam a fundo, né? Eh, ainda estamos tentando entender um pouco. Então, quando nós falamos, por exemplo, do chat GPT, eh, que foi a primeira inteligência artificial que nós tivemos mais contato, né? Eh, ela foi publicada pela Open AI em 2022, então nós estamos falando aí de uma história eh muito recente, tem mais ou menos 3s anos que nós, população geral, temos tido acesso a essa tecnologia, né? Eh, e o que a gente tem visto é que com o desenvolvimento das IAS, eh, a resposta tem ficado cada vez mais na nossa mão e, e mais rápido, né? Mas muitas vezes isso tem também eh feito com que a gente passe a terceirizar eh algumas habilidades básicas nossas. Então, por exemplo, algum raciocínio simples, eh, por exemplo, isso que você falou de memorizar eh números importantes, eh, às vezes resolver questões pessoais que são simples, por exemplo, fazer uma tabela eh com a lista do mercado. É, é muito fácil a gente passar tudo isso é para inteligência artificial, mas tudo que a gente não usa e quando a gente fala de não usar, isso serve, por exemplo, tanto para músculo quando a gente vai na academia, quanto para algumas habilidades cognitivas, então de raciocínio. que a gente eh começa a fazer contas, por exemplo, com menos frequência, começa a tentar resolver problemas simples do dia a dia com menos frequência, eh a gente vai ficando mais enferrujado, né? E com o passar do tempo, eh, o que a gente observa é que as pessoas têm ficado cada vez mais angustiadas, eh, mais inseguras quando elas não, elas não têm esse suporte da tecnologia, eh, para, para confirmar o que muitas vezes elas já sabem, né? Eh, do GPS, por exemplo, a gente observa isso. Existem alguns estudos que mostram que mesmo, por exemplo, motoristas de aplicativo, eh, de táxi, que muitas vezes conhecem bem a cidade inteira em que eles trabalham, eh, começam a ficar ansiosos e se sentem inseguros, por exemplo, eh, quando a bateria do celular acaba, quando não tem acesso ao GPS, né? e sendo que eles têm aquelas informações na cabeça dele. Eh, então a gente acaba vendo essa dependência muito grande da segurança que a tecnologia traz, né? Isso serve, então, não só eh para quem trabalha com informações que muitas vezes eh o celular já traz pra gente, mas também no dia a dia. Eh, muitas vezes o que a gente tem observado também, existem alguns estudiosos também e que tem observado que mesmo quando a gente usa a inteligência artificial no nosso próprio trabalho, então para ajudar, por exemplo, a resolver questões eh logísticas ou mesmo, por exemplo, de eh programação, né? Eh, nós observamos que os trabalhadores eles têm ficado cada vez eh mais inseguro, tendo menos confiança no que eles já sabem. Então, por mais que a gente acredite que tá conseguindo fazer mais, eh, que nossas capacidades eh estejam maiores com auxílio da inteligência artificial, eh nós vamos também gerando uma sensação de que nós, pessoas sem o auxílio dessa inteligência artificial sabemos cada vez menos. E isso é muito preocupante. Excelente, né? inteligência artificial tá aí, não tem como voltar atrás, mas acredito que ela venha para eh somar, não diminuir quem somos, né? Então, a gente precisa aprender a lidar eh com a inteligência artificial, com inteligência humana. Agora 8:55. Vamos lá, então. Produção tá avisando aqui. Nós temos algumas perguntas. Eu acho que vai dar tempo de responder umas duas, três perguntas, mas tá tudo ótimo. O programa de hoje muito esclarecedor, né? com a Valéria, nossa psicóloga, Beatriz, nossa psiquiatra, falando, gente, sobre essa questão da dependência digital, também do detoques digital e da importância da gente saber, né, eh eh que todo o excesso esconde uma falta e que a gente precisa ter um equilíbrio aí pra gente poder lidar com tudo isso e e um programa bem pertinente aí pro início de ano, porque o ano 2026 com certeza vai vir aí eh eh mais eh vão vir mais informações, mais eh novidades referente à tecnologia que não para de crescer e a gente precisa entender que a gente precisa caminhar lado a lado com a tecnologia, não ela eh sobressair da nossa inteligência humana. Beleza? Vamos lá então. Pode mandar a produção pra gente. O que temos aqui? André Martins do Swift. Bom dia, André. É, feliz ano novo. A dificuldade de impor limites no uso do celular está mais ligada à tecnologia em si ou a questões emocionais como ansiedade e necessidade de controle. Beatriz e Valéria. E agora vamos lá, Valéria. Eh, como que você responde esse nosso telespectador, hein? O André Martins. É necessariamente. Às vezes a gente percebe que essa questão do controle, né? Até hoje eu consigo controlar minha mente e a gente percebe que não. Se tem ter um descontrole aí quando você fica eh perdido através das redes sociais. Há um desequilíbrio emocional sobre aquilo que você eh investiga nas telas. Uhum. E se há um desequilíbrio, não tem o controle. Até que, né, se a pessoa vai, eu consigo controlar, por exemplo, quando eu me torno um viciado em jogos eletrônicos, quando eu me torno, eu começo a a participar das eh como é que se diz, dos jogos de azar, por exemplo, aonde eu começo a me endividar diante desses jogos quando eu não tenho mais esse equilíbrio, ou seja, vou perdendo o controle sobre tudo que eu vou buscando nas nas telas. Então, há uma questão aí de que às vezes eu quero controlar aquilo que eu tô buscando, né? é igual dependência química. até que ponto eu começo a usar tipo de droga o álcool e eu eu fico com aquela questão que eu dou conta, eu sei a hora de parar, eu sei a hora de eu sei o momento que eu vou conseguir parar e aí fico naquela coisa e que eu vou dar conta de parar, que eu que eu tenho força para isso, mas aí eu sei que eu não tenho controle sobre isso, aí eu me perco e me desequilibre a doença. Então, quando ele faz essa pergunta, essa questão, às vezes eu quero mesmo provar que eu sou, que eu controlo tudo, mas eu não controlo nada. Excelente, né? E você sabe que a maioria das vezes é assim, né? A gente fala: "Não, eu consigo, eu consigo". Quando você vê, já passou do limite, do limite, do limite e você não conseguiu. E é um momento de você buscar ajuda, né? Ajuda psicológica, psiquiátrica. Acho que é importante a gente eh entender quando não dá mais e quando a gente precisa de ajuda. Eu penso que a ajuda ela é importante antes de acontecer, mas se aconteceu e você precisa buscar ajuda, eh, fique e não não sinta vergonha em pedir socorro, em buscar ajuda, porque nós temos profissionais e que estão aptas para eh ajudar a gente a melhorar aí a nossa qualidade de vida quando a gente fala dessa questão eh de tecnologia. Vamos lá, mais uma pergunta. Deixa eu ver quem é que tá conosco. Pode colocar na tela produção. Rafael Nogueira de Barão Geraldo. Existe um perfil de pessoas mais vulneráveis à dependência digital ou qualquer um pode desenvolver esse problema com o uso intenso da tecnologia? Beatriz, olha, todo mundo eh acaba sendo vulnerável realmente a a adquirir essa esse uso problemático, né, com das tecnologias, mas existem sim algumas pessoas que que têm eh algumas características, eh alguns eh sintomas que muitas vezes trazem uma facilidade maior. Então, por exemplo, pessoas que já eh apresentaram dificuldade, apresentaram problemas, né, com a dependência de outros comportamentos, eh são um grupo de pessoas que têm uma chance maior eh de de apresentar a dependência de uso de de telas, por exemplo, né? Eh, as crianças, adolescentes, como nós já falamos também, que são um grupo que tá aí, eh, com o cérebro ainda em desenvolvimento, são outro grupo que acaba ficando mais vulnerável à dependência eh digital, né, entre outras características que nós poderíamos citar, mas existem sim algumas pessoas que t mais facilidade para desenvolver esse uso problemático. Excelente. Vamos lá, a última pergunta e a gente consegue colocar na tela, produção. Vamos lá então paraas nossas duas convidadas agora. Eh, Simone Araújo do Bom Fim, tá com a gente. Bom dia para você, Simone. Feliz ano novo, viu? Obrigada pela eh a sua companhia aí, pela sua pergunta. Quais estratégias práticas ajudam a retomar o controle do tempo online e reconstruir hábitos mais saudáveis no dia a dia digital? Realmente é um dia a dia digital que a gente vive. Então vamos aí com a duas respostas, né? Então vamos a resposta do lado psicológico e a resposta do lado psiquiátrico pra gente fechar então o nosso programa de hoje. Vamos lá, fique à vontade por gentileza. Valéria ajuda a gente estratégias aí da parte da psicologia, né, que ajuda a gente retomar o controle eh do nosso tempo, porque a gente tá, infelizmente, o tempo vai se esvaindo e a gente nem percebe que ele tá passando. É verdade. Então, assim, acho que uma das estratégias que a gente precisa entender o que que é a conexão com o real e com o virtual é me entender. Quando eu começo a ter essa percepção do meu autoconhecimento, de entender quem eu sou, na minha realidade, na minha identificação própria, eu consigo desconectar desse mundo virtual e entender o que que é a realidade, o que que está à minha volta que eu não consigo enxergar como fonte de prazer, como fonte de admiração, né, de poder criar estratégia no sentido de fazer um processo de, eu falo uma desconexão mental. Então eu eu faço um silêncio mental, eu eu desconecto da tela e faço uma conexão mental comigo mesmo. O que que eu tô perdendo tempo através de uma tela? O que que eu posso fazer fora da tela que me causa bem-estar, que me causa prazer comigo mesmo, prazer social, eu interagir mais com as pessoas no mundo real, eu poder criar estratégias de de poder viver aquilo que tá ao meu redor, de mirar aquilo que está no meio social, de poder eh desfrutar dos pequenos momentos da minha vida, né, que através do meu trabalho, através do meu momento de lazer, no final de semana, de pegar minha família e fazer um piquenique, de fazer fazer uma atividade física, de fazer minha terapia, porque é muito importante, porque quando você fala de prevenção, eu não faço terapia quando eu descubro que eu tenho um transtorno, que eu tenho um adoecimento emocional, eu também procuro terapia para eu lidar com as minhas questões internas de me conhecer, de entender quem eu sou. E aí a partir disso eu começo a identificar minha identidade, que eu não preciso da aprovação de ninguém através das telas eu consigo entender de que o que que eu posso fazer aqui nesse mundo real que me causa bem-estar. Então eu procuro fazer uma atividade física com eu eu consigo descobrir os meus ros só na parte profissional, mas na minha parte pessoal. Eu posso socializar com outras pessoas, eu posso ver desfrutar de pequenos prazeres de poder acordar de manhã, olhar pro sol que tá nascendo, admirar esse momento, de que como a natureza é bela, de de ã eh perceber pequenos detalhes que eu que eu me perco nessa ao meu redor. Então, quando eu faço esse processo de autoconhecimento e valorizar esses pequenos detalhes que a mim, que a vida me oferece aqui ao meu redor, no dentro, no externo, fora das telas, eu consigo valorizar pequenas coisas do dia a dia. Isso é todo dia, um dia de cada vez. E aí a gente começa a perceber, nossa, fico aqui 4, 5 horas uma rede social rolando a tela que sem nada de significativo, nada relevante, enquanto eu posso estar fazendo coisas legais aqui fora e eu fico aprisionado dentro do meu quarto escuro numa tela que não tá me causando prazer eh de verdade. Então, sair dessa superficialidade hoje e viver essa naturalidade real na minha vida, no meu dia a dia. Isso é o que eu sempre levo pras pessoas e faço esse essa essa relação de que eu preciso me encontrar de novo nesse mundo real e viver o que tá ao meu redor no dia a dia e e e desfrutar disso. Maravilha. buscando aquilo que eu gosto, buscando aquilo que eu que eu que eu me encontro ali em qualquer situação, eh, para como fonte de vida, vida própria. Muito bem, né? E que a gente possa seguir aí essas dicas. Ah, é desafiador, claro que é, mas, né, aos poucos, um dia de cada vez, né, a gente vai conseguindo. Agora, doutora, eh, a psiquiatria, né, o que que ela deixa pra gente sobre o equilíbrio entre o mundo virtual, né, e a preservação da nossa saúde mental e da nossa vida real. Porque às vezes a gente deixa de viver a vida real, não é? Sim. Eh, e na psiquiatria o que a gente vê é que esse equilíbrio ele tá muito associado a um bem-estar, a gente conseguir cuidar da nossa saúde emocional. Uhum. E aí acho que pensando que hoje, né, esse primeiro programa do ano, né, e com o ano começando, muita gente acaba fazendo metas, né, eh, pensando em qual, quais vão ser os objetivos, né, aí eh ao longo do ano é importante também a gente pensar que eh do nosso ponto de vista de saúde, saúde mental, né, é importante a gente tentar cuidar um pouco dessa transição, então de sair um pouco desse mundo digital, eh, e voltar um pouco pro mundo real. Essa transição, ela não precisa, eh, ser sempre de uma hora para outra, ela pode ser gradual. Então, eh, acho que um grande começo é a gente pensar em metas que sejam eh factíveis, então que a gente consiga fazer, nem que seja começar eh às vezes com 5 minutos, 10 minutos por semana, em que a gente deixa o celular de lado e vai fazer alguma coisa eh diferente. Exatamente. Experimenta, né? Experimenta desligar o celular, falar assim: "Ah, eu não quero olhar o celular". Mas daí se ele ficar ligado, você vai pegar, vai dar uma olhadinha para ver que horas são e daí o celular já tá na mão. E é impressionante como você fica, desliga o celular, joga para lá, vai lá fora, vai brincar com o cachorro, vai bater uma bola, vai brincar com o filho, sabe? Vai ver o sol, tenta fazer isso, gente. Isso é muito bom, é libertador. Mas desliga, desliga o celular. Por que que a gente tem que desligar o celular? O que que o nosso cérebro, o que que que o que acontece com a gente? Porque isso é experiência própria, né? Se eu deixar o celular no cantinho, eu sei que ele tá ligado. Ah, ó, eu vou pegar, vou passar e vou pegar. Agora, se ele está desligado, se eu desligo e deixo ele lá, eu volto pegar, mas demora um pouco. O que que acontece com a gente, doutora? Eh, o nosso cérebro, ele encontra um obstáculo, né? Então, mesmo a gente deixando de lado, muitas vezes o nosso cérebro sabe que ali a nossa fonte de prazer e de desse prazer imediato ali tá disponível. Uhum. Então, por exemplo, quando a gente desliga, eh, a gente dá tempo pro nosso cérebro repensar o que a gente tá fazendo. Então, não é só você pegar o celular, você vai ter que esperar alguns segundos até ele ligar. Isso já faz a gente respirar e pensar um pouco. Isso já diminui a chance da gente realizar algum comportamento que muitas vezes racionalmente a gente sabe que não faz bem pra gente, né? é a questão dos aplicativos que eh eu comentei mais cedo que bloqueiam às vezes o celular, eles também dão essa chance da gente repensar o que a gente tá fazendo. Se você quiser, você vai lá, exclui o aplicativo e usa o celular, mas às vezes só de de aparecer uma informação, olha, você já usou muito, faz a gente repensar eh no que a gente tá fazendo nas nossas ações. É, alguns exercícios, por exemplo, técnica de respiração que a Valáia falou de parar e respirar. Às vezes só a gente pensar, por exemplo, ah, vou esperar 5 minutinhos se eu continuar com vontade, aí eu eu mexo um pouco, jogo um pouquinho, né? Só esse tempo às vezes já faz eh diminuir ou a necessidade que a gente tá sentindo, né, que vem ali do nosso cérebro, eh de de usar de novo eh essa fonte de de prazer tão intenso. Excelente. Então fica a dica, desliga, tá bom? E fica também o nosso convite, né, para que cada um de nós repense a forma com que a gente usa a tecnologia, que a gente estabeleça os limites, que a gente cuide da nossa saúde mental e que a gente preserve o equilíbrio entre o virtual e o real, que são necessários hoje no nosso dia a dia. Então, quero agradecer, a gente vai para as considerações finais, quero agradecer imensamente aí as nossas convidadas, começando pela Valéria, né, nossa psicóloga. Muito obrigada pela sua participação. Considerações finais, por favor. Super 10 programa de hoje. Vocês trouxeram muita informação e que a gente pode levar aí ah durante todo esse ano para ver se a gente consegue melhorar um pouquinho, né, Valéria? Obrigada, viu? Eu que agradeço, Rub, pela pelo convite, pela participação e que todos aqueles que puderam assistir que possa tomar posse de todas essas falas para que a saúde mental da sociedade seja, né, mais saudável, mais equilibrada com tudo isso que tá vindo aí pra gente, com a tecnologia, que a gente realmente possa usar tecnologia para coisas construtivas e não destrutivas. Mas claro que isso exige muito equilíbrio e que a gente possa exercer esse equilíbrio para ter uma sociedade mais saudável de bem-estar. Maravilhosa, Valéria, obrigada demais pela sua participação. Quero agradecer também a nossa psiquiatra, Beatriz. Obrigada pela participação, pela escuta e por essa troca tão necessária quando a gente fala de qualidade de vida e de saúde mental. Obrigada, viu, Beatriz? Obrigada, Rúbia, pelo convite também. Eh, queria agradecer a Valéria também pela troca, né? Eh, e acho que realmente a palavra-chave que fica eh não só para esse ano, mas paraa vida, né? É de equilíbrio e e de uma reflexão de que o problema não é a tecnologia em si, né? A tecnologia ela trouxe muitos benefícios pra gente no dia a dia. É muito, muito da nossa vida só é possível por esses avanços. Eh, mas nós temos que saber como usar. Excelente. É isso mesmo, gente. Então, agradecemos você também que tá aí do outro lado. Obrigada pela audiência, pela companhia. Quero convidar você para continuar conosco. Programação da TV Câmara Campinas está nota 10, preparada com muito carinho, muita responsabilidade pelos profissionais do grupo, mais especialmente para você. E amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo, nós voltaremos com mais uma edição do nosso estúdio Câmara e a gente traz um debate sobre a forma como estamos nos relacionando no mundo atual, hum, atual e real, tá? Os relacionamentos duradouros estão se tornando mais raros? Será? E aí, o que que tá acontecendo com a gente, né? E as responsabilidades afetivas estão ficando esse segundo plano? Como é que isso tem impactado jovens e adultos? E as bodas de ouro deixaram de existir? É, o aumento dos divórcios e das separações eh revela mudanças profundas na forma como a gente enxerga o futuro afetivo. Então, a gente vai falar de relacionamentos duradouros. Será que tá durando mesmo? Vamos descobrir amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Vamos ficando por aqui, agradecendo você, desejando um ótimo dia e temos um encontro marcado, então, amanhã, 8 horas da manhã ao vivo estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Beijo, linda terça-feira e até lá. ช
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