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Estúdio Câmara | Dating Burnout: Apps de namoro, geração Z e saúde mental
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Estúdio Câmara | Dating Burnout: Apps de namoro, geração Z e saúde mental

28 views Publicado 09/02/2026 HD · 1:00:14

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Está no ar mais uma edição do Estúdio Câmara 📺✨ (segunda-feira, 9 de fevereiro), e o tema de hoje é daqueles que muita gente sente na pele, mas nem sempre consegue nomear: dating burnout — o cansaço emocional de usar aplicativos de namoro e perceber que a exaustão não se resolve só dormindo 😮‍💨📱. Sabe aquela sensação de abrir o app, ver sempre os mesmos perfis, as mesmas conversas vazias, dar match, tentar, se frustrar e repetir tudo de novo? Pois é. Esse fenômeno tem crescido e já aparece em pesquisas com a geração Z, que relata esgotamento emocional com a dinâmica dos aplicativos 💔🧠. O que antes parecia leve e divertido, hoje muita gente descreve como um “segundo emprego”: muita cobrança, muita expectativa e pouco vínculo real. Para entender por que isso acontece, quais são os impactos na saúde mental e como retomar o controle das relações afetivas, recebemos duas convidadas especiais 👇 Paula Britto, psicóloga 🧠💬 Bárbara Menêses, psicóloga, psicodramatista, especialista em sexualidade humana e sexóloga 🧩❤️ No papo, elas explicam como o dating burnout se conecta com: Exaustão emocional e física causada por repetição, expectativa e frustração 🔁😞 O “paradoxo da escolha” (muitas opções e a sensação de estar sempre perdendo algo melhor) 🎯🌀 Superficialidade, julgamentos rápidos e conversas descartáveis 😶‍🌫️📲 Ghosting (sumir sem explicação) e os impactos na autoestima 👻💔 Violência e riscos no ambiente digital, incluindo ofensas e ameaças (atenção e cuidado sempre!) ⚠️🛡️ A importância do autoconhecimento: “duas laranjas inteiras”, e não “metade da laranja” 🍊🍊 O Estúdio Câmara também traz participação do público com perguntas sobre “sentir-se invisível” nos apps e como quebrar ciclos emocionais de frustração 🙋‍♀️🙋‍♂️. E a mensagem final é direta: pausas são saudáveis. Fazer um detox, reduzir o uso ou até desinstalar por um tempo pode ser necessário para recuperar bem-estar, fortalecer amizades, cuidar da vida real e voltar para si 🧘‍♀️🌿. E fica o convite: os aplicativos aproximam pessoas ou estão adoecendo emocionalmente quem usa? Você namora por aplicativo? Conta pra gente nos comentários 💬👇. Assista ao episódio completo ▶️, curta 👍, compartilhe 🔁 e marque alguém que precisa ver esse tema com mais clareza e menos julgamento. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara, segunda-feira, dia 9 de fevereiro. Seja muito bem-vindo. Hoje nós vamos falar sobre um tipo de cansaço que não se resolve apenas dormindo, viu? Sabe aquela sensação de exaustão ao abrir um aplicativo de paquera, ver sempre as mesmas fotos, as mesmas conversas vazias e ainda o medo de cair em mais armadilhas. Pois é, esse fenômeno já tem nome e sobrenome, é o dating burnout. É sobre isso que a gente fala hoje, uma estafa do coração. Pesquisas indicam que quase 80% dos jovens da geração Z relataram esse esgotamento emocional ao longo de 2024. O que antes parecia leve e divertido hoje é descrito por muita gente como um segundo emprego, muita pressão. No programa de hoje, então, nós vamos entender porque isso está acontecendo, quais são os impactos da saúde emocional e como retomar o controle das nossas relações afetivas. Então, participe com a gente. WhatsApp tá na tela para você. Mande sua mensagem. Nossa produção já está apostos. convidadas também com a gente aqui no estúdio. E aí nós gostaríamos de conversar com você e saber a sua opinião. Será que os aplicativos aproximam as pessoas ou estão adoecendo emocionalmente quem usa? Você namora por aplicativo? Qual que é a sua avaliação sobre isso? 199729377. Mande pra gente a sua mensagem. Enquanto você manda sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações e já já apresento para você a nossa entrevistada de hoje. A Câmara Municipal de Campinas vota na terceira reunião ordinária que acontece hoje eh o substitutivo total ao projeto de lei 92 de 2022 que institui a lei Larissa. A proposta de autoria do vereador Eduardo Magoga permite o uso das faixas exclusivas de ônibus por veículos que transportam pessoas com necessidades específicas e amplia a regulamentação para outros casos. O projeto autoriza a circulação nas faixas exclusivas de veículos que transportem pessoas com TEA, deficiência física, mental, intelectual, psicossocial ou múltipla, além de pessoas com paralisia cerebral. Também estão incluindo incluídos veículos do programa de acessibilidade inclusiva ao pai, do serviço especializado conveniado, SEC ligado e vans escolares adaptadas, mesmo quando não estiverem com passageiros. O texto ainda libera o uso de faixas por todos os veículos entre as 22 e às 6 da manhã em qualquer dia da semana sem e mantém restrições para embarque e desembarque irregulares. E também autoriza o uso irrestrito por táxis independentemente do horário. Na mesma sessão, hoje a partir das 6 da tarde, será votado também em definitivo o projeto de lei complementar 133 de 2025, de autoria do executivo, que estabelece reserva de 30% das vagas em concursos públicos e processos seletivos da administração municipal como ação afirmativa. No total, 25% serão destinadas a pessoas pretas ou pardas, 3% a 3% a indígenas e 2% a quilombolas. A reunião começa hoje às 18 horas. Você é convidado a participar presencialmente no plenário da Câmara. Também tem transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e pelo YouTube da Emissora. Tá bom? Canal do YouTube TV Câmara Campinas. Acessa lá. você é muito importante a sua participação. Agora mais informação chegando. A Câmara de Campinas também realiza hoje, antes da reunião ordinária, a partir das 5 da tarde, um debate especial sobre a preservação da memória e do patrimônio funeral da cidade. A iniciativa do do vereador Luiz Rossini dedica a primeira parte da sessão ordinária à lei 16.616 616 de 2024, que instituiu o dia municipal do patrimônio cultural funerário. O foco central é o cemitério da saudade, que completa 145 anos de fundação. Referência nacional em arte e história, o local é visto pela nova legislação não apenas como um campo santo, mas como um museu a céu aberto que salvaguarda a identidade de Campinas. O evento contará com a presença dos idealizadores do projeto O Kit Assombra, conhecido por promover o turismo cultural, o resgate também das lendas urbanas por meio de passeios noturnos. A reunião também é aberta ao público e terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas. Informações OK. Vamos à previsão do tempo para hoje. E aí, será que vai chover? Será que vai dar sol? Hoje nós temos aí, ó, sol com algumas nuvens. estava chuviscando agora pela manhã, então a previsão indica que chove rápido durante o dia e à noite também, tá? Mínima 19, máxima 24º. Muito bem, agora passamos aí ao nosso tema central. Vamos falar do dating burnout. Dados do setor de relacionamentos virtuais, gente, mostraram uma queda de cerca de 8% no número de usuários pagantes nos principais aplicativos de namoro. Então, esse movimento, ele reflete uma desistência coletiva impulsionada pela superficialidade, pela ansiedade, também pelo cansaço emocional provocado por esse tipo de interação, né? o namoro por meio dos aplicativos, o relacionamento fica um pouco mais delicado quando a gente fala de aplicativos. Então, para falar sobre esse tema tão atual que envolve comportamento e saúde mental, nós vamos dar as boas-vindas à nossa entrevistada que está com a gente aqui no estúdio, ela é psicóloga. Eu quero dar as boas-vindas, então, a Paula Brito. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação e presença. Paula. Bom dia. Obrigada. Bom dia, obrigada pelo convite. Vamos lá, então, né? Não é tão fácil assim falar de relacionamento e ainda mais quando a gente fala de relacionamento online. Ah, Paula, hoje os ciclos dos aplicativos parece sempre o mesmo, né? Desliza, dá um mente, conversa, se frustra e depois repete tudo de novo, né? Como é que a psicologia ela define essa essa ação e o que que isso traz pra gente de benefícios e de malefícios também? Sim, exatamente. É, é bem curioso porque para quem olha de fora talvez não pareça ser algo muito grande, mas para quem vive é realmente muito cansativo. Eh, assim como os outros burnouts, é caracterizado também pela exaustão física e emocional, porque gera muita expectativa. Ah, o nosso mundo agora ele é virtual, tanto quanto presencial e o mecanismo é muito similar, porém o aplicativo dá uma falsa ideia de ã ser possível encontrar. Então, as pessoas buscam, buscam, buscam e quando não conseguem achar aquilo que gostariam, se frustram. Uhum. Então, o nível de frustração é maior do que a paquera presencial. Poxa vida, né? Olha só. Agora você imagina, né, ficar o tempo todo ali no aplicativo e são muitas opções, né, e aí você tenta um, não dá certo, você tenta outro, não dá certo. Mas é uma ação que se repete durante todo o tempo, todo esse processo. E eu vou te falar, deve dar um cansaço mental muito grande, uma frustração, né, por não conseguir. E aí são tantas opções e aí você acaba tipo pulando daqui para lá, daqui para lá. é algo bem interessante de se discutir, principalmente quando a gente fala de da geração Z, da atualidade, porque se a gente for parar e pensar eh nas outras gerações, não tínhamos essa opção, né? Então, por isso que às vezes eh a diferença de gerações dá aquela aquela conversa meia desconexa, né? Fala assim: "Poxa vida, mas você tá namorando por aplicativo?" Daí você vem me falar que você tem burnout de namorar por aplicativo? é um pouco diferente, mas existe porque está tudo atualizado e principalmente essa questão do relacionamento, né? Agora esse cansaço ele não aparece do nada. Os aplicativos de relacionamento é bem interessante que eles funcionam como um jogo. Tem estímulo, estímulos rápidos, tem recompensas imediatas, tem a validação constante, né? E tem um design todo pensado para manter a pessoa conectada. E esse design acaba gerando estress, ansiedade, é mais ou menos parecido com aquele design dos jogos online, né? Você pode falar pra gente sobre eh eh essa esse design que foi eh especialmente desenvolvido para esse tipo de de aplicativo? Sim, entre as queixas dos usuários é muito frequente essa questão de como o aplicativo os mantém presos nessa dinâmica de busca. Então, muitas vezes as pessoas reclamam que sempre acabam encaminhando o mesmo perfil de pessoas. E aí isso aumenta também a frustração, porque todo mundo sabe que existe existem tipos variados de pessoas, mas o aplicativo, os aplicativos acabam mantendo a pessoa ali presa a um padrão. Isso cansa muito os usuários que aí acabam migrando, né, indo experimentar outros aplicativos, porque eles se apresentam, eh, tem aplicativos que vão se apresentar pro público gay ou mais focados em amizade ou relacionamento sério. e os usuários se cansam de ter que migrar e eh conhecer esses outros aplicativos e também acabarem se frustrando. Eh, além da questão do problema de interface entre os aplicativos, que acaba sendo diferente, os usuários às vezes se enganam ao utilizar, então eh de alguma maneira, embora muito cansados, eles se sentem presos a essa dinâmica. Então, eh, muitos pacientes dizem: "Olha, eu não aguento mais". Mas se não for pelo aplicativo, eu tenho a impressão de que não existe outro jeito de conhecer pessoas. Então, mesmo cansados, muita gente continua. E esse cansar, né, esse cansaço, eh, com ação ativa gera a exaustão. Nossa, gente, olha, bem complexo. E tem uma pesquisa que mostra que 79% da geração Z relata esse esgotamento emocional eh no uso desses aplicativos. E o interessante, gente, que eu achei, nós fomos estudar para entender um pouquinho essa dinâmica. As mulheres, elas representam a maior parte das pessoas afetadas por essa fadiga digital, né? O excesso de opções, né? Chamado aí o paradoxo da escolha, ajuda a explicar porque tanta gente se sente insatisfeita. Agora, na sua avaliação, Paula, eh essa pesquisa trouxe que as mulheres são maioria, né? Então quer dizer que o público feminino tem buscado mais esse tipo de relacionamento? Sim, de modo geral, sim. Eh, embora muitos homens também procurem, também sofram de exaustão, eh, muitas vezes as queixas eh no consultório e e de pessoas que a gente ouve de modo geral são parecidas. Ah, é. As queixas são sobre a superficialidade, muito relacionado ao paradoxo da escolha, porque tem-se a impressão de que sempre se perde algo. E e e como na vida real, se a gente escolhe A, consequentemente a gente vai perder B. Porém, no mundo virtual tem essa cobrança maior de que você tá sobre o seu controle, não deixar passar, que é você que não escolhe e talvez não veja. E a gente sabe que não é necessariamente assim. Eh, então esse paradoxo da escolha é uma das principais causas de sofrimento, essa sensação de sempre estou deixando passar algo. E aí faz com que tudo fique mais superficial. E achei bem interessante, você comentou da geração Z, realmente é a geração que tem abandonado de modo geral. Então os aplicativos eles sofreram uma queda. Muita gente instala, desinstala, desinstala de vez e nem sempre porque conseguiu se relacionar. Uhum. Muitos desinstalam porque se cansaram do mecanismo. Então, nos últimos anos, se a gente for pegar o Tinder, né, que é o principal app, eh, o Tinger tem a imagem de 10 anos, né, bem mais. Eh, e ele sofreu uma queda muito grande, em especial pelo público da geração Z, que desistiu um pouco de rela eh relacionamento por aplicativo, mas desistiu de modo geral também, porque cada vez se relacionam menos. Olha só, interessante, porque eh na minha geração a gente se relacionava como tínhamos balada, uma balada diferente, né? Tínhamos balada eh era muito legal que nós se reuníamos na casa de um amigo e aí colocava som lá e ficava a galerinha ali. Então assim, no a gente não tinha esse relacionamento virtual, então era mais olho no olho, então as pessoas conversavam mais, né? eh, aproveitavam mais, eu acredito. E agora a gente pode perceber que as baladas diminuíram, né? Não tem mais balada e mudaram também. Tem gente hoje que vai pros cafés e eles se reúnem nesses cafés para fazer tipo uma uma balada de café, entendeu? Não entendo muito disso, mas tava buscando as informações e achei interessante o público se reunindo em um horário específico que não é à noite, pessoa tá parando de sair à noite e ã em cafés. Então, quer dizer, isso mostra que parece que essa geração tá querendo resgatar, me corrija se eu estiver errada, aquela questão olho no olho, que é muito importante e que é interessante a gente fazer um adendo, que o aplicativo de namoro, esses todos esses aplicativos acabam ah afastando as pessoas, por mais que você tenha ali o namoro, tá namorando virtualmente, mas é diferente. O que que o que que traz na questão psicológica, né? a proximidade, o tato, o olho no olho e esse namoro distanciado assim, um negócio meio meio estranho, influencia na no nossa saúde mental? Com certeza. Ã, essa essa paquera distante virtual, eh geralmente ela vem eh acompanhada de uma incessante busca. Então, eh, segundo os dados, eh, as pessoas vão mais ou menos eh, dar uns 10 mates, né, eh, para conseguir conversar de fato com entre sete e oito pessoas e potenciais encontros, talvez de um a três. Uau! Ã, então gasta-se muito tempo buscando e pouco tempo se relacionando. Sim. Diante disso, a geração Z vem com outra proposta, né? essa essa esse movimento aí das cof pares, né, essas festas de urnas, eh vem juntamente com o resgate de tentar alimentar outras relações. Então, de algum modo, é como se a gente tivesse chegado ao esgotamento para tentar agora precisou extremo, né? Precisou ir ao extremo para poder fazer a volta e o resgate daquele olho no olho, daquele bate-papo gostoso. Sim. E se a gente for pensar, esse esse resgate, ele ajuda a distanciar um pouco da superficialidade, porque no método eh tradicional, né, a o discur da paquera, ã, geralmente a pessoa iria focar em, sei lá, tava desconhecer uma, né, eh, segundo as pesquisas, é, é até cinco pessoas, né, seria o considerado, eh, aceitável e embora na minha opinião, eu ache é muita coisa, né, mas eu acho que essa volta volta permite o foco. Então, em ambientes reais, a pessoa ao invés de ter acesso a 10 pessoas ou mais ao mesmo tempo, ela vai conhecer ali uma ou outra pessoa ou um amigo de um amigo. Então, são pessoas reais. Uhum. E quando eu vou pra realidade, eu me distancio do mundo do julgamento, que é o que o mundo virtual permite com que a gente faça. Então, paraquerar por meio de, eu acabo julgando muito e sendo julgada, o que no final pode machucar todo mundo. Entendi. É verdade, né? Olha, gente, nós estamos aqui falando de dating burnout e é algo assim novo para mim. Eu acho que novo paraa minha geração, mas essa geração eh que está aqui, que é a geração Z, ela tem eh se relacionado muito pela internet e tá tudo bem. E o legal é que essa galerinha também tá voltando, né, para aquela questão do do olho no olho, do bate-papo. Isso é importante, gente. Falar é bom. E quando a gente fala sobre falar é bom, aqui no estúdio Câmara, o que que a gente faz mais? Falar, né? conversar com você que tá aí do outro lado. E olha só, agora 8:21, você sabe que nós sempre temos duas entrevistadas aqui. Então agora acaba de chegar aqui no estúdio com a gente, eu vou apresentar a nossa eh psicóloga que vai completar a dupla de hoje. Eu quero dar as boas-vindas. Tudo ceras vindas, tudo certo, né, produção? Então vamos bora com a gente. Tá chegando aqui a psicóloga, gente. Ela é psicodramatista. Olha só que interessante isso. Especialista em sexualidade humana, eh, e sexóloga também, Bárbara Menezes. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação, pela sua presença. Bárbara pegou um trânsito aqui em Campinas essa segunda-feira, mas a gente tá muito feliz que você conseguiu chegar. Seja bem-vinda, viu? Obrigada, querida. Bom dia. Bom dia ao pessoal que tá em casa nos assistindo. É muito bom estar aqui com vocês, podendo bater um papo sobre esse assunto, né, tão novo aí, acho que para todo mundo, né? Maravilha. Então vamos lá. Dupla formada, agora sim a gente continua. Então tava falando com a Paula, agora a gente já passa para você então sobre a sua avaliação, né? Eh, referente a esse dating burnout, que é algo muito novo, né? para, principalmente para quem não entende essa questão de relacionamento por aplicativos, mas a geração Z cansada disso e o pessoal tem saído desses desses aplicativos. Então, gostaria que você falasse sobre esse cansaço do namoro virtual. O que que a a qual é a sua avaliação sobre isso? É, o essa geração Z é uma geração que nasceu conectada já, né? nasceu já tirando selfie na maternidade. Então, eh é uma geração que eh tá completamente imersa na questão da tecnologia. E aí a busca por aplicativos de relacionamento é mais uma mais um bracinho aí dessa geração, né? E aí a galera começa a se desconectar do real, a galera começa a se desconectar do presencial, do dia a dia e vai muito para essa para essa área do virtual. E aí isso gera uma estafa, gera muita frustração, isso gera muita eh dificuldade de conexão real, porque você começa a se conectar, você começa a conhecer pessoas através dos apps e aí a partir disso você cria uma série de expectativas. E aí quando essas essas expectativas são frustradas porque você se relacionou com alguém virtual ali, né? Uhum. Eh, e aí quando você muitas vezes conhece no presencial e a relação não é bem o que você esperava, a pessoa não é bem o que você imaginava, isso gera muita frustração, isso gera uma sensação de de eu nunca vou arrumar ninguém, eu não sirvo para relacionamento, eh as pessoas não são muito bem o que parecem ser. Isso vai gerando uma estafa. Isso já vai gerando um strress muito grande até o ponto que as pessoas entram realmente num burnout, porque ao mesmo tempo que é uma cobrança excessiva por um relacionamento, né? É uma galera que quer muito relacionamentos, mas ao mesmo tempo é uma é é um pessoal que acaba se frustrando por conta de eh não ser exatamente o que eles imaginavam. Então isso tem feito muito mal, isso tem gerado ansiedade, depressão, sensação de de eh baixa autoestima. Isso tem gerado uma série de consequências aí nessa geração. Então é algo bastante preocupante. É preocupante e é interessante que nós precisamos aprender a lidar com isso, principalmente os pais, né? principalmente os pais, porque aí você tem, vamos lá, um um um jovem que está se relacionando por aplicativo, chegou nessa fase, né, do dating burnout, tá cansado e aí de repente tá frustrado, frustrada e isso vai refletir, claro, no comportamento, vai refletir também dentro de casa. E é importante que os pais, né, Paulo, estejam atentos e se informem, aprendam, né, como funciona tudo isso para poder lidar com essa situação dentro de casa, porque é algo que é real, está aí e a gente tem que aprender, não é? Sim. Eu acho até importante, né, nós colocarmos como recomendação, como todo caso de exaustão, é preciso descansar, sim. Ã, então assim, eu eu gosto muito de pensar que é como se fosse uma criança que que não dormiu ou está com fome. Aquela criança precisa ser acolhida, alimentada, está com sono, precisa dormir. No caso do do dating burnout, tá sofrendo, né? Então você começa a identificar que é algo pesado, traz desconforto, né? como eh geralmente vinha eh eh uma classificação, eh a pessoa pensa em usar o app é como se fosse um segundo emprego. Uhum. Né? É desprazeroso. Então se você tem se você sente isso, é um sinal forte que não deve ser ignorado. Então, a partir disso, pare e descanse você como pai, mãe, oriente seu filho, seu filha, sua filha a descansar, a dar um tempo, a a focar em outras coisas. né? Então não adianta muito querer. A gente precisa respeitar o tempo das coisas. Então você quer se relacionar, ok, mas talvez não seja o momento. Então faça uma pausa, cuide de outras áreas da sua vida e depois retorne. O que é um movimento muito comum, instalar e desinstalar os apps para buscar o conforto, né? Exatamente. E aí tem a questão daquele aquele sumso repentino, né? eh, sem explicação. Então, ô Bárbara, na sua avaliação, esse esse silêncio, esse sumiço repentino, eh, pode ser um dos fatores que que afetam a autoestima, a segurança emocional de quem tá buscando por alguém? Porque daí a pessoa ela se frustra, como a Paula trouxe, daí ela ela eh desinstala o aplicativo. Então, ela sumiu do aplicativo, só que daí daqui a pouco ela volta, né? É, e então vale a pena desinstalar os aplicativos por um tempo, realmente fazer aí um um detoques ou então descobrir um caminho mais suave de aprender a lidar com isso. Com certeza. Eh, nem sempre esse sumisso é saudável, né? Muitas vezes esse sumisso é uma estafa tão grande, é um é um um esgotamento tão grande que a pessoa precisou ser radical. Uhum. E eu acho que a gente busca um certo equilíbrio. Então, nem sempre esse sumisso é saudável, mas é recomendado que a pessoa que tá nessa busca, que tá nessa nessa nesse stress, que já tá nesses sintomas, que ela realmente faça um detox, né? É, não necessariamente desinstalando, mas se precisar que seja desinstalando os aplicativos e olhando mais para si, pensando em outras coisas, tentando buscar um esporte, tentando buscar autoconhecimento, eh tentando buscar bem-estar, né, de forma geral. Então é importante sim que a pessoa que tá nessa estafa já nesse nesse nesse esgotamento, que ela busque eh um passo atrás, que ela, né, a gente brinca, eu eu falo sempre que que ela entre na concha, né, que ela comece a olhar para ela, que ela comece a se resgatar de novo como uma pessoa que vive bem, que pode cuidar da saúde física, da saúde mental, da saúde emocional e que não precise exatamente ficar nessa busca incessante por relacionamentos. Então, que ela se que ela traga pro aqui e agora, que ela consiga viver no presente e que ela busque outras formas de relacionamento, que ela fortaleça amizades, né, que principalmente essa geração Z, que busque questões profissionais, que busque, que se dedique para estudo, eh, para trabalho, né, que cuide de outras partes da vida que não seja exatamente a questão do, né, só do relacionamento. Excelente. agora e me abre aqui um um ponto que eu acho interessante a gente falar, que é o seguinte, eh nós precisamos estar atentos, gente, sabe, a a essa questão eh do vício, né? Sabe por quê? Porque nós falamos aqui sobre, eh, o vício digital, né? Isso acontece. E quando a gente fala de relacionamento, eu gostaria de perguntar paraas nossas entrevistadas se a pessoa que utiliza esses aplicativos, ela também desenvolve um vício em utilizá-los, igual e o vício pelos aplicativos de jogos. Porque se a gente for parar para pensar no design, né, eh, da interface desse aplicativo, ele tem todo aquele design que vai fazer com que você fique cada vez mais presa a ele. E aí quando a gente fala de relacionamento e de vício, como que a pessoa que já tá frustrada que o relacionamento não deu certo, que já buscou uma, duas, três, qu cco opções, se frustrou e aí ela se vê no momento em que ela quer dar um tempo nesse aplicativo, mas em contrapartida, tem a questão daquele desse vício que nós temos. Infelizmente tem gente que fala: "Ah, não sou viciado". deixa o celular do seu lado e fica lá 5 minutos sem olhar para ele para você ver se você não vai pegar e vai começar a rolar feed. Então isso também é um outro ponto que entra em questão. Sim. Eh, olha, é bem complexo, mas tem a questão da interface, como toda eh eh enfim, aplicativos de modo geral, né, fazem uso da inteligência virtual, uma AP é um perfil do usuário e para manter a pessoa ali conectada. Mas eh a gente pode pensar em várias coisas aí, né? Porque eh tem esse o ideal da paixão. A paixão é um estado do parminégico de vício. Então eh tem a questão da cobrança cultural e social em especial das mulheres. A mulher só é mulher se ela tem um homem. Poxa, né? Então é muito comum eh as pacientes relatam bastante que sempre escutam: "Você é linda, por você está sozinha?" Nossa, né? Então, eh, enfim, tem a questão de de visto das interfaces, mas tem toda uma dinâmica sócio histórica aí que faz com que as pessoas se sintam incompletas e que tenham essa necessidade de de estar sempre em busca de alguém que o complete, o que a gente sabe que não é bem assim, né, que a nossa completude deve vir da gente mesmo, né? Poxa vida, né? Eu acho que esse é justamente, desculpa. Esse é justamente o termômetro de de você saber quando isso passou desse limite, né, que é tentar ficar sem, sem desinstalar, é simplesmente falar: "Hoje eu vou dar um tempo do celular, eu vou fazer outras coisas, eu vou me manter aqui no momento presente, eu vou, né, olhar para mim". E aí, se você realmente percebe que isso é muito custoso, é muito difícil, talvez seja uma bandeirinha vermelha ou pelo menos um sinal amarelo aí para olhar para isso. Sim. Pois é, a gente precisa ter um autoconhecimento e e trabalhar sempre com limite, né? Com equilíbrio. Na verdade, o limite não digo porque a gente não pode deixar chegar no limite. A gente tem que saber quando já não está mais legal e tentar segurar a onda, né? E você aí de casa, conta pra gente: "Você namora por aplicativo? H, cansou do aplicativo, desinstalou, instalou de novo, se frustrou, porque hoje em dia com a inteligência artificial, gente, quem é que é de verdade, né? a gente olha assim a foto, você imagina uma coisa e eu acho que isso vai ficar ainda mais forte eh na questão dos relacionamentos por aplicativo. E olha, eu não sei, mas pode ser que isso seja um dos pontos aí que a galera tá desistindo, porque você vê a pessoa, né, aí a pessoa coloca uma inteligência artificial, dá uma melhorada, legal, aplicativo, show. E aí depois quando você vai presencialmente não é aquilo que você imaginava e aí vem aquela frustração e aquela tipo, fui enganado, não consegui. O que que tá acontecendo? Qual que é a sua avaliação? Eh, Bárbara, referente à inteligência artificial e o uso dos aplicativos de namoro? É, o aplicativo de namoro, gente, é a fase de campanha, né? A gente coloca ali o quê? As nossas qualidades, né? A gente não coloca ali os nossos os nossos pontos a serem melhorados. Então é comum essa frustração por conta disso, porque você não tá lidando com uma pessoa real, você tá lidando com um pedaço do que a pessoa quis te mostrar, do que a pessoa quis te dizer que ela é ou que ela tem ou que ela faz, né? Então isso é muito desafiador. Eu eu acho que a inteligência artificial, os apps, eles vêm pr para eh somar muito e se a gente utilizar de forma inteligente e responsável, né, toda a questão da internet, eh, eu da tecnologia, eu acho fundamental e fantástico, mas a gente sabe também que é um universo ali perigoso. Então, eu acho que é usar com responsabilidade e pensar que a pessoa tá ali em fase de campanha mostrando um pedacinho dela, né? A gente precisa entender que ela é muito mais do que só aquilo, só aquelas características. E a gente também, né, quem tá ali na na quem tá nesse aplicativo também colocou suas características que quis colocar, né? Então, é uma questão parcial e a gente aprender um pouco a lidar com frustrações, porque eu acho que também é uma geração que tem uma uma certa fluidez nos relacionamentos como um todo. Qualquer problema ou qualquer eh desavença ou qualquer eh característica que não é bem o que eu imaginava, pronto, eu já termino e acabou, né? Então, os relacionamentos acabam ficando muito flutuantes. As pessoas têm um pouco de dificuldade de falar: "Não, pera aí, a gente tem essa divergência, vamos resolver junto, né? Vamos pensar o que que você cede, o que que eu cedo e a gente vai tentar entrar num consenso." Normalmente é: "Eu sou assim, você é assado e pronto." E a gente não se não se não se não serve, né? É, eu acho que que o grande ponto é a superficialidade, né? Então, as pessoas julgam e são julgadas a partir do que se vê da vitrine. São vitrines que às vezes não são reais. É, e não é nem por mal na intencionalidade, é que nesse processo de de paquera, de eu quero expor aquilor, né? Sim. Mas a questão é que as pessoas se decepcionam facilmente, né? E não estão querendo o esforço para se vincular, né? Então, relações são construídas com esforço, o vínculo e o problema é que tudo se tornou red flag. Então, nossa, eh, ele disse isso ou ela disse aquilo, né? Então, já não serve, né? Porque essa pessoa não cabe no meu mundo. Então, todo mundo se esquece da necessidade de construir e que de perto ninguém é é perfeito. E é justamente na nossa imperfeição que muitas vezes vai morar a nossa beleza, né? Então as pessoas não se fixam e não se permitem vir a conhecer. É um grande problema isso. E a gente vive hoje no mundo dos rótulos. Exato, né? Uhum. Eh, todo mundo hoje que não se que não se encaixa no meu modelo é narcisista, é borderline, é tóxico, é abusivo, é, não tô dizendo que não tenha, por favor, não, não vamos banalizar porque são coisas muito sérias, são diagnósticos muito importantes, mas não é tudo assim, né? TDH até hoje é uma coisa, é é o mundo dos rótulos, né? Ah, eu tô meio esquecida, pronto, eu tenho TDH. E isso são sim, existem esses diagnósticos, mas são diagnósticos muito profundos, muito sérios e e tem que ser feito realmente eh de uma forma muito responsável, né? Mas qualquer desavença, qualquer red flag, eu já entendo que aí não é narcisista, é tóxico, é machismo, é isso, é aquilo. Então a gente precisa ter cuidado nessas relações, porque sim, essas relações tóxicas existem. estamos aí vendo o índice de feminicídios, né, que que tá acontecendo, mas nem tudo é eh algo que não possa ser eh negociado, conversado, né, eh cedido de ambas as partes. Então, e existe realmente uma superficialidade nas relações hoje em dia, né? E a gente vê uma carência muito grande de ambos os lados, porque fica as pessoas ficam presas nessa ideia de que sempre vai ter alguém melhor. É. né? Este ou esta não serve por isso ou por aquilo, mas tem alguém, tem alguém, tem alguém, tem alguém. Isso. Existem muitas pessoas, mas é preciso o esforço para olhar e realmente tentar conhecer a entrega. Então a gente vê a troca, né, essa essa dificuldade de de se fixar e isso contribui para uma geração mais ansiosa, entre outras questões. E eu acho muito importante o que a Bárbara pontuou sobre a violência. Ã, existe bastante eh as pesquisas falam sobre a a crescente constante violência. Então, eh, tem alguns dados que vão dizer que cerca de 44% das mulheres já foram ofendidas por meio de palavras e também existem as promessas de ameaças físicas. Então é um tem muita coisa boa dentro do dos dos relacionamentos por aplicativo, mas existe também muita violência, é preciso ter esse cuidado. Ex. Muita ameaça, né, de disponibilizar materiais de cunho íntimo, né? às vezes existia uma relação ali configurada e a pessoa se sentiu à vontade para mandar uma foto, para mandar o famoso nudes, né, ou de alguma parte eh talvez não da genitária, mas de alguma parte mais sensual. E aí existe essa ameaça de disponibilizar nas redes, de mandar para todos os contatos. Então existem coisas muito perigosas, né, nesse universo, mas existem coisas possíveis. Interessante a gente falar de aplicativos de namoro, né? E aí de você de repente que tá em casa, tá cansado de aplicativo de namoro, aí eu vou abandonar isso, vou tentar mais e a o tradicional, né? Olho no olho, né? Aquela conversa, tomar um cafezinho e tal, assistir um filme, por não, né? É interessante que essa geração está eh voltando, né? É, buscando é mais esse esse contato. Acho interessante. Ô Bárbara, você tem um projeto que é chamado saindo do armário, né? Saindo do armário com você. Muito legal. É um trabalho eh com identidade, pertencimento, né? Então, eu gostaria de, a gente tá falando aqui de aplicativos de namoro e desse burnout todo, de que forma, né, eh, dá para fortalecer quem a gente é e como que vocês ajudam a a criar conexões mais seguras e menos adoecedoras, né, dentro ou fora dos aplicativos, já que a gente tá falando aqui dessa questão de aplicativo e que de repente sim, pode ser uma conexão não tão segura assim e pode ser algo que venha trazer um prejuízo na nossa saúde mental, né? Sim, sim, com certeza. Eu uso uma frase eh pros meus pacientes que é quem se conhece não se aborrece. Uhum. Né? E eu acho que é uma frase que talvez resuma um pouco do que eu acho que eh pode ser uma uma saída, né? uma janelinha, uma porta aí para essas questões, porque quando a gente busca se conhecer, olhar pra gente e no não só no processo de psicoterapia, mas também no processo de psicoterapia, quando a gente busca se conhecer, a gente sabe das nossas potencialidades e a gente sabe das questões a serem melhoradas, a serem desenvolvidas, né? Então, eh, eu vou começar a olhar para mim como uma pessoa que sou responsável pelas minhas ações, sou responsáveis, sou responsável pelas coisas que eu penso, que eu sinto. Então isso, isso muda tudo, né? Porque aí eu não a minha felicidade, a o meu bem-estar não tá na mão de outra pessoa. Eu não tô delegando isso. Ai, se eu tenho um namorado ou uma namorada, um marido, uma esposa, eu tô feliz, eu tô realizada. Não, eu preciso estar realizada comigo mesmo, né? A gente tá sempre na busca da outra metade da laranja. E eu sempre brinco, são, não deixam de ser duas metades. A gente precisa achar nossa outra laranja, porque aí eu sou uma laranja inteira. junto com outra laranja inteira, né? Se a gente fica se se buscando pela metade, a gente tá incompleto. E aí tá sempre faltando, né? E é o que a Paula trouxe, tá sempre faltando algo, o outro é melhor, a outra pessoa tem isso, que essa não tem. E aí a gente vive numa sensação o tempo todo de falta, né? Numa sensação o tempo todo de isso não tá bom e tá faltando, né? numa incompletude. Então, é importante que a gente se conheça, que a gente busque esse bem-estar físico, emocional, social, financeiro. É um desafio, né? Então, que a gente possa realmente se conhecer, se autoconhecer. Quando alguém fala algo sobre mim e eu sei que isso é verdade, ok, eu vou pensar e vou ver o que eu faço com isso. Quando alguém falar algo sobre mim que não é verdade, ok, eu também vou ver o que eu vou fazer com isso, né? Mas eu não preciso me deixar abalar o tempo todo. Então, quando eu me conheço e eu sei que eu sou responsável por tudo que acontece comigo, eu não tô delegando a minha felicidade, eu não tô delegando paraa outra pessoa, ele ou ela tem que me fazer feliz, não. Eu tô feliz comigo e hoje estou pronto para um relacionamento, né? Quando a gente se traz para esse presente, quando a gente se conhece, a gente não deixa que essas interferências eh afetem tanto a nossa vida. Claro, a gente sofre por amor, todo mundo, né, faz parte aí da vida, mas aí já é uma coisa que em momento nenhum eu coloco a minha vida em risco por conta disso. Hoje eu vejo muitos adolescentes, principalmente, né, que eu atendo, eh, não, se acabar esse relacionamento, acabo com a minha vida, né, não faz mais sentido e isso não pode mais acontecer. A gente precisa pegar as nossas vidas nas nossas mãos, né? Excelente. Muito bom. Eu costumo dizer que a gente eh tem uma tendência humana a adicionar sofrimento ao sofrimento. Ã, uma das coisas da da psicoterapia é entender isso. A gente vai sofrer, né? A gente nasce sofrendo, né? Eh, a dor ela é essencial, é necessária pra vida. Hã, mas nos relacionamentos nós tendemos a aumentar e potencializar essa dor. E quanto mais a gente se conhece, mais fácil é se reerguer, porque sim, a gente vai cair várias vezes e vai chorar e se decepcionar. Mas quando você sabe olhar para si e reconhecer o seu valor, se reerguer se torna mais fácil, né? Se torna eh possível. Você se lembra que que esse caminho existe para você. Eu gosto muito de uma frase do do Freud. embora não seja psicanalista, mas gosto também, eh, que ele fala que relacionamentos são a maior fonte de prazer e a maior fonte de estress. E aí ele brinca, se você não quer eh problema, não se relacione. Porém, nós precisamos desse prazer, né, que os relacionamentos trazem do frio da barriga. Eh, enfim, é gostoso. A gente tem a necessidade de pertencimento, humano precisa de humano. Eh, então a gente precisa se cuidar. para conseguir se reerguer a cada caída. Então, acho que a gente vive um problema hoje em dia que as pessoas querem se fechar também, né? Então, tem alguns movimentos aí de celibato que a gente entende, respeita, tem sentido, às vezes é preciso tirar o foco, mas a beleza da das relações, do amor e do vínculo a gente também não pode diminuir, são necessários para dar prazer à vida, mas a gente precisa aprender a ter equilíbrio nas coisas, né? E o autoconhecimento é o grande caminho para isso, né? Ai, que lindas, que maravilhosas vocês. Que bate-papo gostoso, né? Manhã de segunda-feira, a gente falando aqui de relacionamento, eh, um burnout, né, de de relacionamentos online, mas isso também tem um lado positivo. De repente a gente tá voltando para si, né, e voltando aí a ter um relacionamento mais olho no olho, né? Agora o pessoal tá com a gente, 8:47. Produção tá avisando, nós temos algumas perguntas, então vamos lá, pode colocar na tela paraas nossas entrevistadas, né? E vamos ver que que o pessoal de casa quer saber sobre relacionamento. Deixa eu ver se eu consigo ler aqui. Acho que eu consigo. Vamos lá. Priscila Rocha do Nova Europa. Tenho amigos que relatam que se sentem invisíveis nos nos aplicativos. Esse sentimento pode afetar a forma como eles se vem fora das telas também. invisíveis. É verdade. Pode acontecer, né? A pessoa tá lá, fez um aplicativo, mas não tem nenhum match, não, não conversa com ninguém e tal. Isso pode afetar também? Vamos lá. Eh, sim, infelizmente a gente não consegue separar, né? É, não tem como, né? É, então aquela impressão que o mundo virtual causa, ela é trazida, né, pro presencial. E às vezes, né, como a gente pontuou o julgamento, então por aquela imagem, a foto às vezes ou alguma frase. Então, talvez eh nessa vitrine, nesse processo de venda, né, a pessoa às vezes é mal sucedida e ela cria uma distorção da da da maneira como ela se vê. Então isso pode ser grave assim. Olha só, interessante essa pontuação aí da nossa telespectadora. Vamos lá com mais uma. Então, produção, o que que nós temos agora? Pode colocar na tela aí, por favor. Dating burnout, né? Um papo novo, mas importante da gente conversar sobre Juliana Campos do Jardim Londres. Criar expectativas e se decepcionar ã repetidamente pode gerar um padrão emocional difícil de sair sem ajuda. Bárbara, olha isso. Com certeza, Juliana, obrigada pela pergunta. eh essa essa constância, né, de fracassos, de frustrações, isso pode se tornar um padrão e muitas vezes a pessoa acaba até ela mesma eh se eh rompendo relacionamentos que podem vir a ser saudáveis por conta dessa frustração. Nunca deu certo, por que que vai dar agora? A gente escuta muitas frases do tipo, ih, tá bom demais para ser verdade, né? né? Então, e essa esse padrão de frustrações, de relacionamentos, eh, que fracassaram, de, né, de rejeições, isso pode se tornar um padrão na vida da pessoa e ela entende que as relações acontecem desse jeito e que não existem relações possíveis, que ela nunca vai encontrar alguém, quando ela encontra alguém legal, ah, não, alguma coisa tem de errado e aí fica caçando, né, pelo então sim, isso pode se tornar um padrão, porque a gente tem um ciclo, né, de pensamentos que geram sentimentos, que geram ações, que geram resultados. E isso é uma coisa que entra nesse ciclo vicioso mesmo. Quando isso acontece, a gente precisa tentar quebrar esse ciclo e pensar: "Olha, pera, volta, né? Dá um passo atrás, vamos olhar para isso e falar: será que todas as relações são assim, né?" Isso é comum, por exemplo, numa pessoa que foi traída. Uhum. É muito comum que todos os relacionamentos que ela tenha, ela já vai entrar com essa sensação de que eu posso ser traído, será que eu não tô sendo traído? Será? E aí ela fica vibrando nisso, ela fica muito focada nessa questão. E aí é entender que essa nova pessoa é uma nova pessoa. E sim, existe a possibilidade de traição, mas existe a possibilidade de não traição, né? Então, é tentar quebrar esse padrão, é tentar entender que cada relacionamento é um novo relacionamento e que talvez se existir uma constância nesses relacionamentos, eh, a pessoa tentar pensar nesse padrão, olhar para isso, por que que isso tá se repetindo? O que que eu preciso aprender com isso? Não ela como responsável, mas ela como agente protagonista ali de não não eh não permitir que essa repetição aconteça. É, a gente precisa quebrar, né? Quebrar padrões. É isso, quebrar padrões, gente. 8:51, mais uma perguntinha, daí a gente já vai pras considerações finais. Produção, pode ser? Igor Santana do Jardim Proença. Quando tudo vira conversa rápida e descartável, como isso afeta a nossa capacidade de criar intimidade com a verdade? Pois é, mais um padrão a ser quebrado aí, né, Paulo? Sim. Olha, realmente é é a grande queixa, né, dos homens e das mulheres. Não conseguimos sustentar conversas interessantes. Parece que não existem pessoas interessantes que vão além. H, veja, né? Eu gostaria assim, né? Eh, agora trazendo um pouco pra esfera da minha opinião a Igor, né? Ã, nós escutamos diversos relatos e tem muitos relatos positivos, tem casos de sucesso, então tem histórias lindíssimas de pacientes que se apaixonaram, se casaram. Uhum. Eu acho que é preciso às vezes insistir respeitando os seus limites, os seus desejos, mas eh tem essa predominância da superficialidade que vem aquela sensação de que estou perdendo algo e e tem muito a ver com a nossa o nosso espírito do tempo, né? Então, nós somos uma sociedade, tem até aquele livro da da sociedade do cansaço. Então, nós, né, eh, tendemos a criar na nossa cabeça esse mundo de positividade extrema, de que tudo vá funcionar e a gente se cansa. H tem que lidar com a realidade. Então a realidade vai exigir aí de você e de todo mundo que que usa os aplicativos para se relacionar esse esforço para continuar a insistir, porque assim, em meio à superficialidade existem pessoas com conteúdo, tem muita gente que tá nos apps para brincar, mas tem muita gente que realmente quer de fato se relacionar. Então é preciso ter paciência e e ouvir aí seus instintos, seguir seus limites. E eu acho que é possível sim encontrar conteúdo em meio a tudo isso. Não é fácil. E acho que balancear, né? Porque assim, a criar intimidade eh passa como algo chato ou como algo que é eh que perdeu aquela aquele frisson da paixão, né? e não necessariamente, né? Então, tem pessoas que são um pouco viciadas nessa conquista, nesse início, no frio, na barriga. E quando isso começa a a levar o relacionamento para um lugar de um pouco mais de segurança, de um pouco mais de intimidade, de um pouco mais de de uma paixão menos eh ardente, mais íntima, as pessoas se assustam um pouco, as pessoas desistem porque elas falam: "Opa, pera, tá indo longe demais". pelaade mesmo da conquista, da paixão, dessa sensação do novo, as pessoas quando começa a entrar nesse nesse lugar ali da intimidade sai fora. Então é é substituir mesmo, é vivenciar a paixão, vivenciar o novo, vivenciar esse frio na barriga gostoso e entendendo que faz parte do desenvolvimento desse relacionamento, esse amadurecimento, essa intimidade e que são duas coisas, talvez que parecem antagônicas, que parecem opostas, mas que são gostosas, são fases boas também, cada um com a sua beleza, cada um com a sua eh com o seu sentimento, cada um com o seu com a sua intensidade, mas que são fases muito gostosas. Interessante, né? Eh, a gente fala de fases e aí já para encerrar me chamou atenção e das e eu já ouvi de colegas falando assim: "Eu não tenho mais paciência para relacionamento, eu cansei, né?" Mas por quê? Porque todo início de relacionamento é a mesma coisa, né? O que você gosta, o que que você faz, quem são seus pais, qual que seu projeto de vida. Tá beleza, o relacionamento não deu certo, parei aqui, vou iniciar outro de novo. O que que você gosta? Eh, qual o seu projeto de vida e blá e blá e blá. Poxa vida, mas sempre é assim. Cansei, mas sabe o que tá acontecendo? Os relacionamentos não estão durando, então por isso que tem que ficar repetindo, não é? E esse cansei aí a gente precisa colocar uma aspas e ver realmente se eh você tá entrando num relacionamento com um projeto de vida ou você só tá entrando num relacionamento para se relacionar. Sim, eu acho que uma coisa que tem cansado demais é essa ideia que se criou de que as pessoas não podem ser mais elas mesmas. Então tem, né, como como a gente escuta, é preciso jogar. Será que é preciso? E será que para você te faz bem e te faz feliz? Sim. Então, criou essa ideia de que é feio emocionarse, se expressar, mas veja, quanto mais distante você está dos seus valores e do seu eu autêntico, mais infeliz você é. Então, eu acho que é preciso viver da maneira que aquilo faz sentido para você. Então, se você é uma pessoa que gosta de se expressar, se expresse o que o outro vai pensar. Veja, o outro sempre vai pensar alguma coisa, porque o pensamento é livre. Que bom. Que bom. Eh, então eu acho que essa falta de autenticidade tem pesado e tem dificultado a conexão. Então, muitas vezes as pessoas se gostam, mas elas não querem que o outro saiba. E essa coisa de ter que performar cansa, distancia e desconecta. Então, para me conectar, eu preciso ser eu real. Uhum. E tem muita beleza em ser como a gente é. Então, eu acho que a gente precisa acreditar nisso. Eh, a gente precisa se mostrar e e ter clareza, né? Então, acho que começar desde o app ou no encontro real não é feio perguntar o que você deseja para você. Você gosta de de relacionamento? Qual é o seu histórico? Porque se eu estou buscando uma pessoa e quero me casar e fico ali em dates ali, né, encontros com uma pessoa que nunca sequer namorou e não tem a intenção, nós dois estamos perdendo tempo. Então eu acho que não tem certo nem errado. Tem muita falta de clareza. E essa falta de clareza e essa ideia de performance faz todo mundo se cansar. Olha isso, gente, que coisa impressionante, né? Que bate-papo legal e informativo para você que se relaciona eh em namoros eh eh se relaciona em aplicativos de de namoro aí. Tá bom? 8:58. Então, hoje a gente tá falando de um fenômeno que eh não é individual, é coletivo, é geracional, tem impacto direto na saúde mental, né? Falamos sobre o dating burnout, que mostra que o amor não pode ser tratado como um produto, né? E que se relacionar exige tempo, exige aquela presença, exige cuidado, principalmente cuidado emocional. E pra gente eh desenvolver esse bate-papo aqui hoje, nós contamos então com a presença das nossas profissionais de saúde mental. Então, quero agradecer muito a presença da Bárbara. Obrigada, viu, pela sua participação, por ter aceitado o nosso convite e pela entrega maravilhosa aqui no programa. Gratidão. Obrigada. Eu quero agradecer também o convite, me desculpar pelo atraso, eu realmente não contava com trânsito e dizer que é uma uma honra estar aqui com a Paula e que a gente possa realmente buscar, né, se puder deixar uma dica aí, que a gente possa buscar eh esse autoconhecimento, quem a gente é, buscar outros braços da nossa vida, não só ficar focado em relacionamentos, que a gente possa buscar amizades, buscar ter um convívio social bacana, buscar uma relação familiar, saudável, eh, profissional, financeira, física, né? Busque um esporte que você gosta, seja coletivo, seja individual, sempre tem alguma coisinha que você gosta de fazer ou você gosta de dançar, jogar bola, jogar tênis, vôlei, não importa. Seja qualquer coisa que seja uma caminhada. Então, busque outras questões além do relacionamento e quanto mais você é você, mais chance você tem de encontrar aí, né, a sua outra laranja. Então, que seja realmente uma busca tranquila, saudável, né, e que aconteça e que flua, que não precisa ser essa essa busca tão focada aí, né, porque isso tira a nossa paz. E não se compare, não se compare, não compare o seu relacionamento, não compare a pessoa, não se compare, porque cada um é um e cada beleza está justamente na nossa individualidade, na nossa eh na nossa impressão digital aí, né? A sua beleza é sua e é justamente porque você é você. Então não se compare com outras pessoas. Isso é muito importante. Maravilhosa. Muito bom. e a Paula, que também, né, teve aqui com a gente, conversou, entregou muito e a gente aprende todos os dias. Muito obrigada pela sua participação, pela sua presença e deixa uma mensagem aí pros nossos telespectadores referente ao nosso tema de hoje, né? Tão novo e tão importante. Olha, eu agradeço o convite, foi um prazer estar aqui com vocês e eu acho que amor é uma coisa muito maravilhosa, mas a gente precisa compreender que quando a gente fala de amor, amor de relacionamento é muito diferente de amor de Cristo, né? O amor salvador. Então, o relacionamento ele não vai nos salvar de nós mesmos. Nós é que temos que fazer esse trabalho aí, percorrer esse caminho. Então, busque amar e entenda que amor é uma coisa diversa, não é só homem e mulher, é muito maior. Então, se ame em primeiro lugar e aí tudo vai fluindo. Exatamente. É isso. Obrigada então por nos ajudarem a traduzir esse cansaço, né, que tanta gente sente, às vezes não fala, às vezes não entende e também nem consegue nomear. A gente viu aqui que a questão do autoconhecimento ela é primordial para tudo nessa vida, né? E vamos lá, você vai encontrar a sua outra laranja. Tá vendo? Não é a metade, é a outra laranja. Aprendemos isso aqui no programa, viu? Esquece esse negócio da metade. É a outra laranja. Precisamos estar completos e encontrar outra pessoa completa. Tá vendo só? Gente, agradecemos a sua audiência, a sua companhia. Eu quero te convidar para amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo. Nós temos mais um estúdio Câmara e vamos falar sobre os transtornos alimentares e sua relação com as emoções, né? Quais fatores emocionais, sensoriais e comportamentais influenciam esses transtornos? Existe aí a diferença entre preferência alimentar, seletividade e transtorno alimentar? E como promover mudanças na alimentação sem gerar culpa, ansiedade ou resistência? Amanhã a gente fala sobre transtornos alimentares. A gente tá estudando sobre isso e são muitos e é importante eh para que a gente tenha mais informações com os especialistas que estarão presente amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã aqui no nosso estúdio Câmara, tá certo? Daqui a pouquinho a ÍRa tá chegando direto da Central IA de informações, TV Câmara Campinas. E lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também de toda a nossa metrópole. às 6 da tarde tem reunião ordinária. Você pode participar presencialmente no plenário, também pelo canal do YouTube e aqui na TV Câmara Campinas, claro, sempre transmitindo para você tudo que acontece no legislativo. Te desejo uma semana linda, maravilhosa. Mantenha o equilíbrio, vamos embora, porque só tá começando. Hoje ainda é segunda-feira, então tudo de bom para você. Fique bem e até amanhã, se Deus quiser. Ciao Yeah.
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