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Estúdio Câmara | Conflito de gerações z e alfa: ansiedade e tecnologia
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Estúdio Câmara | Conflito de gerações z e alfa: ansiedade e tecnologia

78 views Publicado 23/02/2026 HD · 1:00:00

Descrição do vídeo

🧠 Você já parou para pensar no conflito de gerações entre Geração Z e Geração Alfa? No episódio imperdível do Estúdio Câmara da TV Câmara Campinas, gravado ao vivo nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, mergulhamos fundo nos impactos da tecnologia acelerada na saúde mental de jovens e crianças. 😲 Com a expertise de Fabiana Paiva, psicóloga especialista em neuropsicologia atuando com crianças e adolescentes, e Elisa Cristina Porkate (também conhecida como Eliza Cristina Porkate), psicóloga clínica infantil e adulto e bióloga, discutimos temas cruciais como: A fadiga da tendência e por que jovens de 20 anos já sentem ansiedade de ficarem para trás. ​ Geração Alfa nascendo imersa em algoritmos, ChatGPT e Roblox, ditando regras desde os 3 anos de idade. ​Geração Z buscando refúgio na nostalgia, mas atropelada pela velocidade digital, com aumento de hiperatividade, impulsividade e frustrações. ​ Impactos neuropsicológicos: hiperestimulação digital alterando atenção, memória e tolerância à frustração, além da falta de interações reais. ​ As especialistas explicam como o cérebro humano, que se forma até os 24-31 anos, não acompanha a velocidade da luz da tecnologia. Elas compartilham dicas práticas para pais: Estabeleça rotinas e limites de tela para gerar segurança e previsibilidade. ​ Promova brincadeiras presenciais, noites de jogos de tabuleiro e piqueniques para resgatar empatia e criatividade. ​ Incentive conversas familiares e terapia preventiva para lidar com ansiedade, depressão e dependência digital. ​ Você sabia que 44% das crianças brasileiras até 12 anos já têm smartphone próprio? E que a Geração Z representa 23% da força de trabalho no Brasil, mas sofre com comparaçoes infinitas nas redes? As convidadas desmistificam mitos, como a "dopamina barata" das telas e a humanização de máquinas, alertando para a perda de neurônios espelho e empatia genuína. ​ Não perca essa psicoeducação essencial sobre saúde mental infantil, neuropsicologia, conflitos geracionais, tecnologia e crianças, Geração Alfa ansiedade e Geração Z fadiga! Assista ao vídeo completo agora e aprenda a equilibrar o mundo digital com o real. 👨‍👩‍👧‍👦💻 O que você acha desse choque de gerações? Sua família vive isso? Deixe seu comentário abaixo contando sua experiência com tecnologia em adolescentes, saúde mental jovens ou dicas para pais da Geração Alfa! 😊 Curta 👍, compartilhe com quem precisa e se inscreva no canal para mais conteúdos sobre psicologia infantil, neuropsicologia Campinas, saúde mental gerações e debates ao vivo da TV Câmara Campinas. Ative o sininho 🔔 para não perder! Palavras-chave para SEO: conflito gerações Z Alfa, saúde mental crianças, neuropsicologia adolescentes, psicóloga Fabiana Paiva, Elisa Cristina Porkate psicóloga bióloga, tecnologia impacto psicológico, ansiedade Geração Z, Geração Alfa digital, TV Câmara Campinas, Estúdio Câmara, Campinas SP. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia. Seja muito bem-vindo você que tá aí ligadinho com a gente aqui na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo na manhã desta segunda-feira, hoje dia 23 de fevereiro. Como é que você tá? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. A gente começa o nosso estúdio Câmara de hoje falando do nosso tema, né? Estamos, vamos falar sobre o conflito das gerações. A geração Z, que até ontem dominava a internet, agora está enfrentando aí a rápida ascensão da geração alfa e o sentimento de absolescência. Hoje nós vamos entender a fadiga da tendência e porque os jovens de 20 anos eles já sofrem com ansiedade de estarem ficando para trás. Acredita nisso? Enquanto os pequenos da geração alfa já nascem dentro do algoritmo e ditam as regras, por exemplo, no Roblox, a geração Z busca, gente, refúgio na nostalgia para tentar lidar com esse novo mundo. É um conflito de gerações ou então é um tempo que acelerou demais? O estúdio Câmara de hoje é sobre comportamento, sobre saúde mental e a gente começa conversando com você do outro lado agora 8 horas e5 minutos. Participe com a gente. Você também sente os conflitos das gerações. Que geração você é? Aliás, você sabe o que é geração milênio, geração Z, geração alfa? Quem inventou isso? Por que que isso existe? Você tem dificuldade em lidar, né, com as com os adolescentes, com a tecnologia? como é que você viveu a sua infância, a sua adolescência, conversa com a gente. O WhatsApp tá na tela, a nossa produção já está postos, as nossas convidadas já no estúdio, daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Enquanto isso, você vai mandando mensagem pra gente para conversar conosco sobre esse conflito de gerações, tá bom? 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações para você e já já vamos apresentar as nossas convidadas de hoje. A Câmara de Campinas vai realizar hoje, segunda-feira, a partir das 6 da tarde, a sexta reunião ordinária deste ano. Entre os itens da pauta está o projeto que trata do uso de câmeras corporais pelas pela Guarda Municipal e também a modernização do Fundo de Investimentos Culturais do Município, que é de autoria do vereador Gustavo Peta. Também será votado em segunda discussão e em regime de urgência o projeto de lei 461 de 2025 de autoria do prefeito que reorganiza o Fundo de Investimentos Culturais do município de Campinas e revoga a lei 12.355 355 de 2005. A reunião será realizada no plenário da Câmara, transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal da emissora no YouTube. Você é convidado especial para participar tanto presencialmente no plenário quanto pelo YouTube e assistindo aqui na TV Câmara Campinas. Mais informação chegando do legislativo. A Câmara realiza hoje às 2as da tarde a primeira a primeira reunião ordinária de 2026 da Comissão de Esporte e Educação. Na pauta estão 34 projetos de lei para análise de pareceres, tá? Entre os itens está o projeto de lei ordinária 281/2025 de autoria do vereador Luiz Rossini, que institui o mês do luto gestacional neonatal e infantil aqui no município. A proposta prevê que o mês de outubro seja dedicado à conscientização e ao acolhimento de famílias que enfrentaram perdas gestacionais, óbitos fetais, neonatais e infantis. Se aprovado, o mês passará a integrar o calendário oficial de eventos da cidade. Os demais projetos em pauta tratam, em sua maioria, de denominação de ruas, praças, vielas, ruelas e sistemas de lazer aqui no município. A reunião será realizada na sede do legislativo, é aberta ao público, a gente também transmite pelo YouTube e aqui na TV Câmara Campinas. Agora vamos para a previsão do tempo para hoje. Semana começando. Como é que fica o tempo? A gente tem a previsão aí de uma semana ainda com chuva aqui na metrópole. Hoje, de acordo com a previsão, nós temos solas nuvens. Chove rápido durante o dia e a noite. A mínima de 20, a máxima de 29º. Vamos embora. Estúdio Câmara no ar para você ao vivo. Agora vamos ao nosso tema central e a apresentação das nossas convidadas. Olha, gente, de acordo com a revista Forbs, a classificação geracional que usamos hoje foi popularizada pelos historiadores Straus e H no livro Generations de 1991. Eles provaram que cada grupo possui uma personalidade coletiva moldada pelos eventos que viveram. Uhum. E a geração Z já constitui 25% da população mundial, somando a 2 bilhões de indivíduos. No Brasil, esse grupo representa cerca de 34 milhões de pessoas, que representa 23% da força de trabalho no país. Enquanto isso, a geração Z cresceu com a internet e a geração alfa vem logo atrás, ela mostra sua força. Segundo a consultoria WGSN, essas crianças da geração alfa influenciam as decisões de compra das famílias logo após os 3 anos de idade. A geração alfa nasceu dentro do algoritmo com 44% das crianças brasileiras de até 12 anos já possuindo o seu próprio smartphone. Então, para debater essa complexidade e é bem complexo, a gente apresenta as nossas convidadas. Hoje a gente recebe a Fabiana Paiva, psicóloga, especialista em neuropsicologia. Ela atua com crianças e adolescentes. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Ah, bom dia. Eu que agradeço o convite. Obrigado. Muito bem. Olha, a gente completa a nossa dupla com a Elisa Cristina Porcátia, psicóloga, clínica infantil e adulto, também bióloga, vai falar com a gente sobre esse essa complexidade toda aí desse conflito de gerações. Bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, obrigado pelo convite. Vamos lá, gente. Embora a observação de gerações exista há muito tempo, é fundamental a gente organizar esse mapa pra gente entender, ah, que a geração Z sente que o tempo está correndo contra eles, né? Então vamos lá, Fabiana, para que o telespectador entenda essa transição, a gente precisa organizar essa gerações ativas que nós temos hoje. Tem baby boomers, tem geração Z, tem milênios, geração alfa, geração X. O que que é isso tudo? e vamos explicar pra gente. É muito interessante, né, a gente eh analisar por esse perfil nosso. É, mas por que que a gente precisa classificar toda essa geração? É o que você bem disse no começo, é pra gente entender um pouco que contexto que eles estão, né? a geração milênio, uma geração que eh a gente provavelmente nós estamos nessa geração, baby, os baby guniers, eles eles eh são uma geração pós-guerra, por isso que a gente chama de baby, né? Eh, são os filhos dos pós guerra, não necessariamente e uma geração que viveu a guerra, mas pós-guerra. milênio, eh, a geração que provavelmente nós estamos ou às vezes os nossos pais e a geração Z, né? A geração Z que tá em torno de 97 até 2010 mais ou menos. Então, a faixa ali dos 15 aos 30 anos é a geração que tá no mercado, é a geração que tá na faculdade, essa geração que tá entrando por esse mercado de trabalho muitas vezes, né? E a geração alfa, a geração que em torno de mais ou menos ali 2010, 2012, até os dias atuais, tá? Eh, a gente chama 2010, 2012, porque essa nomenclatura veio mais dos Estados Unidos. Como a gente tá um pouquinho atrasado, pode ser ali 2012, tá? Mas 2010, mais ou menos. Então, a gente vai falar um pouquinho sobre isso, o que que isso tá impactando nessa geração, né? O que que tá trazendo pra gente? O que que tá acontecendo com essa geração? Eu digo assim que a geração Z eles não nasceram com um cordão umbilical, eles nasceram com um cabo HDMI. E a geração alfa não nasceu também com com cordão umbilical, nasceu já com um cabo USB. Nossa, deu para entender muito bem, né? eh essa sua colocação, porque gente, é verdade. Agora, eh, passando para você, Lis, os milênios, né, são os filhos da transição analógica, somos nós. Já era, a geração Z nasceu com a hiperconectividade, né? Mas, eh, essa geração que nasceu com a hiperconectividade, ela sente o impacto emocional de estar sendo atropelada pela geração alfa, né? Então, por que que na na sua avaliação psicológica, por que que o jovem Z ele sente que está ficando para trás tão cedo? Porque assim, a gente percebe lá eh um jovem de de 25 anos, ele tá sendo atropelado pela galerinha de 14, né? Isso tem a ver com a questão eh eh da tecnologia, esse mundo frenético ou tem algo psicológico nisso tudo aí? Muitas coisas, né? São muitas camadas, né? Bom dia para todos. Eh, sim. tem existem várias camadas nesse assunto e é algo que a gente pode pensar no seguinte sentido. Eh, as gerações, conforme elas foram passando e evoluindo por essas transformações tecnológicas, eh, ocorreram alguns fenômenos. Um deles e que a gente percebe muito é o que a gente chama de presente contínuo. Eh, o jovem atualmente, quanto mais contato com a tecnologia precocemente ele tem, ele tem menos referência do passado e menos expectativa de futuro. Uhum. Porque ele fica naquela rolagem infinita das telas, né? E sempre procurando e fazendo comparações. A gente brinca assim na psicologia que a comparação é a mãe do sofrimento, né? a partir do momento que a gente se compara, a gente sofre muito e eh eles querem, né, estar dentro desse mundo por questão de competitividade em relação ao emprego, a tecnologia em si, saber dominar as tecnologias. Eh, mas também existe uma comparação no viés da felicidade, no viés da realização, em que as coisas transparecem, elas têm um recorte de perfeição, mas elas não são. Exato, né? Então, eh, existe, infelizmente, essa esse tipo de característica vem se firmando cada vez mais. Então, a gente vê que as pessoas estão num presente contínuo e elas têm dificuldade e ter referência do nosso passado é importante para construir a nossa história e ter perspectiva de futuro também, o que causa, por exemplo, eh, sai um modelo novo do celular, queremos esse modelo quanto antes, né? como se nós estivéssemos atrasados até em relação ao domínio disso. Não importa se esse aparelho ainda funciona para mim, o que importa é que eu quero ou novo, né? Então, estamos eh sofrendo esse tipo de influência de forma muito massiva, né? E eles muito mais, né? Em relação a terem a auto, né, percepção de obrigação Uhum. de ter essa atualização constante, como se ele fosse o próprio sistema que tem que se atualizar junto com o celular, né? Uau, verdade. Exatamente. Pode completar. É, eu eu tenho essas duas gerações em casa, então assim, eu sei muito bem como que isso funciona, né? Eu tenho um de 17, ou seja, geração Z. Sim. E o mais novo de 6 anos, o alfa. E olha só, esses dias ele me perguntou de 6 anos: "Mãe, o que é tal coisa?" Ele tava em dúvida. Eu falei: "Filho, eu não sei. Pode deixar, eu pergunto pro chat GBT". Uau! Aí eu ia assim, ou seja, né? Ele já está conectado nisso, ou seja, cada vez mais conectado. F onde que ele descobriu o chat GBT, né? Ou seja, eles já estão muito conectados com tudo isso. Então, ou seja, eles estão muito conectado ao mundo virtual, mas muito desconectado de um mundo real, né? Infelizmente. Pois é. É uma questão de de história, né? De de vida. A gente pode dizer que cada geração é moldada pela tecnologia, pelas crises de vivência. De repente, no caso da geração Z, tem os eventos que impactaram, né, a formação emocional. Sim. Agora, vamos lá. Se os milênios cresceram acreditando na promessa de futuro, a geração Z cresceu questionando se esse futuro seria possível, né? E agora sentem que a geração alfa já nasceu dominando as ferramentas que eles ainda estão tentando entender. Você consegue entender esse conflito, gente? Qual que é, Elisa, a diferença entre crescer com a internet, como a geração Z, e nascer completamente imerso em algoritmos e inteligência artificial, como a Fabiana muito bem pontuou, que o filho de 6 anos já quer e a resposta que ela não conseguiu dar, mas tudo bem, o chatpt vai me dar a resposta. Como que a gente lida com isso? Olha, é um desafio pro futuro, né? Porque nós teremos assim a minimização de aparelhos, né, eles se tornam cada vez menores e mais potentes, né, em termos de tecnologia. E existe uma questão que é muito importante da gente reforçar neurologicamente falando, é que eh o cérebro e da nossa espécie, ele vai se formar eh mais tarde, tardamente. Ele precisa das interações sociais, ele precisa de várias coisas das quais nós dependemos para formar eh tanto biologicamente, socialmente e psicologicamente, né? Somos um ser completo. Nós precisamos de tudo isso para formar cérebros saudáveis. né? Gerações que estiveram na transição, eh, experimentaram a ansiedade de dominar esse tipo de tecnologia. As gerações que nascem imersas já nesse tipo de eh de tecnologia, elas tendem a normalizar, né? Então, a normalização da tecnologia como parte da vida, o chat GPT, entre outros, né, entre outras inteligências artificiais, elas foram programadas, elas têm uma diferença, né, porque a inteligência artificial ela é generativa, essa que a gente vê, chat de PT, entre outros, e outras que são especializadas. A generativa, como o próprio nome diz, ela é gerada por tudo que a gente pergunta, por tudo que o nosso microfone ouve, né, falando. Ex. Sim. todas as procuras, né, e também por bibliografias. Não é uma fonte 100% confiável, mas é uma fonte extremamente empática. Ela foi programada para ser empática, para ser fofinha na hora de responder coisas, né? Então, os adolescentes e as crianças se sentem confortáveis na procura de respostas para tudo para elas, o que não é muito bom, né? Isso exige nossa supervisão, porque justamente no que diz respeito à neurobiologia, o cérebro ainda não formado não tem condições de tomar decisões assertivas e muito menos maturidade emocional para reconhecer o que que tá acontecendo dentro daquele universo. Então assim, será um desafio muito grande pra gente, né? Eh, embora esteja totalmente normalizado para quem já nasceu imerso nisso, de que isso não é um contato humano, é um contato de máquina. Então, gente, isso me faz pensar a questão da saúde mental dessa galerinha, porque Fabiana, eh, do ponto de vista neuropsicológico, como Elisa trouxe, né, a hiperestimulação digital pode alterar padrões de atenção, memória e tolerância e também aquela questão da frustração. A gente percebe que jovens e adolescentes eles não têm mais paciência porque tudo é tecnologia e tudo é muito rápido dentro da tecnologia. Só que no mundo real não é assim. E aí me faz pensar também, vou um pouco mais além, a questão da da construção, né, da nossa memória, do nosso sistema, aquela questão do córtex pré-frontal, que eu acho lindo, maravilhoso, sempre debato aqui no programa, que agora eh estendeu um pouco mais, né, 31 anos. E aí, como é que a gente vai ã trabalhar a saúde mental dessa turma que está tão adiantada, mas se a gente parar para olhar em outro viés, um pouco atrasada também, não é? Eh, a o nosso cérebro ele demora um pouco, vamos dizer assim, para ele se formar. Hoje a gente pode chamar ele até uns 24 anos, né? Mais ou menos ele tá em formação ainda. Só que a tecnologia não. A tecnologia ela avança há minutos. assim, segundos velocidade da luz, impressionante, uma velocidade muito rápida. Então, o nosso cérebro ele não tá preparado para essa mudança. Então, imagina nos pequenininhos ali, né? Como eu disse, do exemplo do meu filho de 6 anos, eles querem uma resposta imediata para tudo. Para tudo eles querem uma uma resposta, né? Só trazer um outro exemplo, né? Do meu próprio filho. Ele entrou no primeiro ano agora. Ele chegou em casa, falou assim: "Mãe, a gente precisa mudar de escola". Ué? Falei: "Muda de escola? Você acabou de entrar no primeiro?" "Mãe, eu ainda não consigo escrever?" Olha isso, filho. Uma semana, filho. Calma, você vai aprender. Ele: "Ah, a gente não aprende de um dia pro outro. Não, filho, tem um processo. Aí expliquei, sentei com ele, expliquei que é um processo, tudo. Então eles estão muito acostumado com essa rapidez, imediatismo. Imediatismo. Então surge o quê? A frustração, né? Com isso. Eh, aquela coisa assim de que a criança tem nada para fazer. Fal, olha que delícia não ter nada para fazer. Eles não conseguem lidar com o tédio. É muito difícil essa questão do tédio, ou seja, não tenho nada para fazer porque as coisas estão muito rápida, a tecnologia avança muito rápido e eles querem acompanhar isso. Só que o nosso cérebro não vai conseguir acompanhar essa rapidez. Então, surge sim, eu eu eu trabalho com avaliação neuropsicológica. Eh, a gente, eu percebo um aumento chegando no consultório de escola, encaminhando pra gente para fazer avaliações, eh, em relação à hiperatividade, impulsividade, ansiedade. Então, assim, o número dessas avaliações, desses encaminhamentos, tem chegado muito, muito mesmo. Aí me assusta um pouco e dizer o que que será realmente é uma dificuldade do neurodesenvolvimento ou é uma questão mesmo ali da impulsividade e de tanto estímulo que essas crianças estão recebendo em casa, na escola às vezes também, né? porque querem aprender rápido. Então, com isso, a gente precisa tomar muito esse cuidado em saber o que que realmente tá estimulando, hiperestimulando, né, essa criança a ponto dela estar chegando na escola ou em casa, no meio social com essa demanda. Que demanda que é essa, né? Então, preocupante porque essas crianças da geração alfa que passam horas, né, Elisa, de Árias, né, eh, nas telas, tem uma exposição que é precoce, né, uma exposição precoce, vai criando uma barreira de linguagem, faz com que eles ã saibam se comunicar de nas telas, né, por trás da tela, mas não tem aquele contato físico. Eh, já tive aqui eh convidadas que nós comentamos sobre, né, falamos sobre a questão eh da dependência digital e e veio depoimentos pra gente aqui no programa de que alguns adolescentes relataram em consultório que eles não se sentem bem em encontros físicos porque eles não conseguem conversar mais em encontros online e eles conversam horas e horas. Gente, isso é preocupante demais. E a questão dessa barreira de linguagem dessa geração alfa, como é que fica a questão da inteligência? Porque eh eu cresci eh fazendo trabalhos em bibliotecas, eu tive que pesquisar livros, biblioteca imensa, você tem que passar um tempo lá procurando o livro, lendo o índice e buscando o autor e fazendo para fazer o trabalho de conclusão de curso. Então, meu Deus do céu. Então, assim, é muito diferente. E como é que eh vai ficar o cérebro, a inteligência dessa geração que tem tudo nas mãos? E é uma coisa que a gente não tem como voltar atrás. Como é que a gente vai aprender a lidar com isso tudo? É preocupante, não é? Essa pergunta é de milhões. Porque assim, olha, eh, o que a gente, eh, tem comprovadamente, né, cientificamente comprovado, é que crianças até 4 anos, elas nem devem ficar perto das telas do celular. Sim, né? Esse contato ele precisa ser tard mais tardio possível, embora a gente esteja cercado de aparelhos e assim e privar as crianças disso não vai resolver. Então a gente tem que tentar um encontro amigável entre a tecnologia. O que a gente tem percebido em consultório é que estamos trazendo, tentando trazer os seres humanos de volta à humanidade, né? porque eh o fato de não termos encontros pessoais, não podemos esquecer da pandemia que tornou isso mais eh né, difícil, eh ao mesmo tempo em que ela trouxe o distanciamento pessoal, ela trouxe a expansão da tecnologia de modo assim exponencial. Então isso também foi um fator muito importante para que essa nova geração estivesse imersa de modo absoluto por uma necessidade, um contingente, né? Por isso que a gente vê na literatura essas diferenças entre gerações e nomenclaturas, porque isso também tá ligado a contextos históricos do momento. A nossa, ela tá ligada também com a presença da pandemia, né? Então, tivemos um um avanço absurdo da tecnologia, um retraimento muito grande social, né? E o que precisa ser muito debatido e trabalhado com as crianças é que esse tempo precisa ser limitado. Ah, o rolar infinito da tela ou os estímulos visuais. Eh, a gente tem três tipos de estímulos muito presentes, né, nos no nas tecnologias. eh o visual, o auditivo e algumas vezes o tátil, quando você sente a tela, né, que ela tem eh algum alguma vibração, tipo de coisa nos jogos, por exemplo, né? Então, eh, esses estímulos todos, essa hiperestimulação, ela provoca o acionamento de circuitos de dopamina, de prazer, de, né, eh, imediato, muito rápido. A gente brinca que é uma dopamina barata porque ela se desfaz muito rápido, o que provoca uma nova busca por sentir esse mesmo estímulo. Isso desfaz o prazer do processo, que é esse que a gente tinha quando a gente ia e procurava. Eh, isso também tem muita ligação até com a autoestima. Uhum. Porque a gente se sente bem com aquilo que a gente é, não é por só só somente, né? Também, mas não somente por valores ou por beleza ou por inteligência, mas também pelo que a gente se sente capaz de realizar. Isso marca muito. Quando eu tenho respostas prontas, eu atraso o meu nível de inteligência no sentido de investigação. Vou dar um exemplo muito simples. Eh, eu estou assistindo TV e a TV para Uhum. E aí eu de uma outra geração vou dizer: "Puxa vida, será que acabou energia?" Não, pera aí, tudo continua aqui ligado. Uhum. Será que é a tomada? Será que E eu me levanto e vou ver e investigo Aham. Essa geração, infelizmente, pode ser que pegue o celular e diga: "O que devo fazer quando a televisão apaga?" Isso, verdade. E isso é muito ruim. Perdemos em criatividade e a criatividade é a inteligência se divertindo, né? Então isso a gente precisa estar sempre muito atento em relação a eles. Acho que é um um grande desafio em relação à formação da do ser humano como um todo e a evitação dessa ansiedade, desses agentes, né, ansiógenos que estão causando eh ansiedade de forma patológica. Uau! Exato. E uma coisa interessante também eh quando a gente percebe, né, como eu recebo muitas crianças no consultório, eu brinco muito com eles, jogo muito e se perde um pouco esse contato, né, de jogar. Então eu sempre incentivo os pais também a comprarem jogos, a terem jogos em casa, porque já que eles gostam de jogar, vamos jogar de mod de forma diferente. Uma coisa interessante que eu falo é para fazer a a o dia dos jogos. Não precisa jogar todos os dias, né? Ou seja, pega um dia da semana, a quarta-feira do jogo. Uhum. Então ali coloca cartas, jogos de tabuleiros, jogos eh variados, né? faz uma noite de jogos. As crianças adoram, eles, eu vejo que eles querem isso. Eh, quando eles chegam no consultor, a gente faz o que precisa fazer, tudo e no final hoje o que que tem para jogar, tia? O que que a gente pode jogar? Eu sinto que eles querem sim, eles têm essa necessidade. Só que, infelizmente, às vezes, muitas vezes, nós, pais, também estamos ali ocupados com algumas coisas. Então, é mais fácil pra gente às vezes deixar a responsabilidade com a babá eletrônica. Uhum. E o nosso dia é corrido, a gente tem realmente um dia eh a nossa dinâmica, né, de trabalho, tudo. Então eu puxo também a orelha dos pais e falo: "Olha, vamos jogar um pouquinho, interagir, porque eles precisam, eles gostam sim da interação humana". é que às vezes a gente também minimiza um pouco isso e fala: "Ah, tudo por conta da tecnologia, a culpa é a tecnologia e nem sempre a culpa é da tecnologia. Às vezes, será que a gente tá dando também esse tempo de qualidade pros nossos filhos, né? Exatamente. É importante a gente parar para analisar, porque olha só, eh, voltando paraa sexta-feira, nós fizemos um programa e falamos sobre a revolta no Roblox. Sim, né? E o programa de hoje tem um pouco a ver com o programa de sexta-feira, gente, porque se a gente para para analisar, eu vi alguns vídeos de crianças e jovens, né, que que utilizam esse jogo, quando a gente já que você puxou a questão dos jogos, eh, que utilizam esse jogo e como eles suspenderam o chat, né, eles entraram em uma frustração, uma fadiga, um estress. Eu vi vídeos assim de crianças eh pulando, chorando, gritando de Mas é é desesperado. Não é manha, não é manha, gente. Isso aqui é é algo que a gente precisa analisar com olhos eh profissionais, sabe? Eh eh das das nossas profissionais de saúde mental. Eles entraram em um estress gigante de falar assim: "Agora não tenho mais com quem conversar, o que vai ser de mim agora? Eu quero de volta." E eles criaram, claro, a revolução, né? fizeram lá uma uma reivindicação dentro da plataforma, mas dentro de casa com os pais, essas crianças entraram em uma crise muito grande e isso traz pra gente essa questão dessa geração alfa que já veio conectada e que não aceita se desconectar, né? Agora, se a gente coloca aí o conflito entre as gerações, a geração eh alfa, pera aí, qual que é a geração Z? Olha só, é muita coisa, estão perdendo. A geração Z, ela tem buscado mais suporte de saúde mental. A geração Z tem percebido que, de repente, eles não estão conseguindo lidar com essa velocidade e essa inteligência eh tecnológica. Sim, dessa geração alfa. Socorro, me ajuda, gente. É muita, é é muito complexo, é muita informação. Muita informação. É, é assim, a gente é assim uma boa, acredito, uma boa nova, né, na nossa área. É que sim, as pessoas têm procurado com mais frequência ajuda para lidar com as coisas do dia a dia. Eh, quanto ao estress que você mencionou, né, da das crianças e tal, é isso que a gente conversou no comecinho do programa, né, é uma geração que nasce normalizando a tecnologia como parte da vida. Sim. E acaba humanizando algo que não é humano. O contato que está acontecendo entre pessoas através da máquina não é o mesmo, não é o mesmo em qualidade do que a gente tem. Eh, ele é um contato também, mas não substitui incompleto, né, o nosso contato humano presencial. Eh, por que que eu volto a dizer isso? Nós, seres humanos, isso fica muito aflorado na adolescência, nós temos uma necessidade de pertença, de pertencimento a grupo. Isso nos faz nos reconhecer como pessoas e, inclusive nos reconhecerem pessoas em relação ao nosso estilo de pensar, né, que a gente tinha as tribos antes, né, os punks, os góticos, os emos, né, e cada ali na sua tribo. Agora, eh, em virtude da tecnologia, esses esses pertencimentos estão acontecendo na rede social. E aí quando esse pertencimento cai por conta da retirada, né, do jogo, por exemplo, ele se vê perdido porque fala: "Não pertence a lugar nenhum mais", né? Então, é uma questão muito séria, porque eh foram exatamente esses circuitos baratos de dopamina que foram sendo domesticados e viraram, infelizmente, uma adição. Quando a gente retira, ele sente os efeitos de uma abstinência e não só, também essa falta de pertencimento. Então, é muito mais sério do que a gente pensa e que a gente precisa falar sobre, né? Outro dia eu tava conversando com uma pessoa contemporânea minha idade, né? Eu falei: "Meu Deus, eu tenho medo que a Skynet seja ligada". Me referindo ao filme Exterminador do Futuro que eles nunca ouviram falar na vida, né? Então assim, eh, de fato, porque não substitui, né? Não substitui o nome artificial já diz que não é, né, da nossa artificial, é, né, humanidade, não é de nossa espécie. E nós precisamos, mas precisamos aprender a conviver em paz também. Não é uma guerra contra a tecnologia, mas é um uso com bom senso, né? E com muito cuidado as pessoas que estamos formando agora. A falta de contato pessoal tira a empatia. Uhum. Né? Em sentir a dor do outro, em sentir a alegria do outro. A a empatia genuína. Alegria genuína. Isso também é neurológico, graças aos neurônios espelho. Então, eh, se a gente retira isso, eh, atos de maldade, crimes ficam mais fáceis de acontecer também. Nossa, gente, é preocupante. A gente precisa sim falar sobre E aí, eh, quando a gente fala de de gerações, né, tem uma questão aqui que diz sobre o envelhecimento precoce da geração Z, Fabiana. Geração Z. poxa vida, 20, 25 anos já sentindo, eh, envelhecendo, né? Qual que é a avaliação psicológica sobre isso? Por que esse sentimento de envelhecimento precoce de uma geração que tá aí, que é a geração que tá fazendo a economia girar, né? Exato. É uma geração, eh, a gente às vezes fala: "Ah, essa geração que não quer saber de nada, uma geração que eh a gente acaba falando muito mal dessa geração." Uhum. Mas eu quero trazer alguns pontos positivos dessa geração, que eu acho que é uma geração ali dos 15 aos 30 anos, uma geração que tá no mercado, como a gente disse, mas é uma geração que eu vejo uma geração mais preocupada com o mundo, preocupado com o bem-estar, preocupado com a sustentabilidade. é uma geração mais eh que mais eh que aceita mais as coisas, ou seja, aceita mais o outro nesse sentido, né? Eh, aquela que tá tudo bem, mas ao mesmo tempo eu vejo uma geração que também tá muito preocupada com o bem-estar dela, ou seja, essa empresa que ela vai trabalhar eh condiz com aquilo que ela, as crenças dela, com a realidade dela, OK? Mas senão é muitas vezes é descartado aquela empresa. Mas uma geração que tá preocupada assim com a natureza, com a ecologia em gastar, não gastar luz, água, né? Ela tá mais preocupada com esse meio. Mas ao mesmo tempo é essa essa geração que tá muito preocupada em servir também, né? Então, com isso, ela vai se sentindo eh para trás. Uhum. com medo de ficar sozinho, com medo de não dar conta de acompanhar as outras gerações. Então, eu preciso estar eh acompanhando tudo. Como eu disse, né? Eu tenho essa geração em casa também e eh a minha filha do meio que tá nessa geração Z, eh eu percebo assim que elas são tudo muito parecidas, né? Ou seja, para sair de casa de manhã tem um ritual ali de se arrumar de para pra escola ou mesmo tênis. a mesma eh a mesma roupa, a mesma maquiagem, o mesmo perfume, sempre compra na mesma loja. Então eles têm esse poder, vamos dizer assim, de comparação e com isso se frustam porque tão ficando para trás. Aí eu não tenho o mesmo tênis, eu não tenho a mesma o mesmo iPhone, eu não tenho o mesmo smartphone, eu não tenho a mesma condição que então isso gera, vai gerar muita frustração, isolamento social, ou seja, cada vez mais. Eh, mas ao mesmo tempo essa geração Z, ela vai querer buscar isso, ela precisa disso, porque ela tá no mercado, ela tá no mercado de trabalho, então ela precisa estar em contato com outras pessoas no meio social, mas, né, foi o que bem disse, ela vai querer procurar pessoas do mesmo meio, você que se conectam, que falem a mesma língua. Se você não fala a mesma língua, então eu vou procurar outro. Então essa empresa não tá falando a mesma língua que a minha, então eu procuro outra. A nossa geração, a geração milênio, eh a gente procurava o quê? Estabilidade, isso, né? Então a gente procurava o trabalho que a gente poderia ficar lá 10, 20 anos aposentar naquele trabalho. A geração Z não tem essa, esse sonho, não tem, ah, eu vou ficar na empresa 20 anos, 30 anos, me aposentar. eles não têm mais. Então eles o quê? Agilidade nesse processo, empresas que estão conectadas com os mesmos valores, com as mesmas crenças. Acho interessante, acho bastante interessante que as empresas hoje estão procurando essa tecnologia trazer paraas empresas, né, da sexta-feira, eh, de um dia mais descontraído. Mas será que não vai gerar isso também, essa questão de eh de pertencimento ao mundo futuro? Exato. Que mundo futuro tem? não não esperam muito desse mundo futuro. O que eles querem é viver o atual mesmo, o dia de hoje, né? Pois é. E quando a gente fala em conflito de gerações, a gente vem para dentro de casa. Dentro de casa tem o conflito de gerações, né? Assim como você colocou. Então, eh, eu pergunto paraa Elisa, os pais, os pais da geração alfa, como é que equilibra tecnologia, autonomia, saúde, bem-estar e o psicológico, né? Porque a gente percebe nos dias atuais a grande dificuldade de criação dos nossos filhos, né? E os nossos filhos da geração alfa. E eh a é a dificuldade mesmo. Às vezes a gente acaba não entendendo eh o comportamento daquela criança, mas tudo tem um porquê. Se a gente parar para analisar, são crianças que elas nasceram conectadas na velocidade da luz e que isso não faz parte da gente nesse momento. A gente tem que se moldar como que a gente faz para equilibrar os pais da geração alfa. Esse conflito já está ali se a gente para para analisar, não é? muito, né? É um conflito presente em vários momentos. Eh, o que nós somos assim unânimos em tratando de acompanhamento infantil é que os pais tenham e sejam modelo para os seus filhos. Uhum. Eh, a fala para uma criança, ainda mais dessa geração, ela é muito vazia se não vier acompanhada de modelo muito forte. Au. Então, a gente precisa de rotina. Uhum. O cérebro infantil precisa de rotina, precisa de disciplina, né? Que é algo que a gente entende que é difícil, porque existem outras coisas competindo ao mesmo tempo. Os pais também estão muito cansados, a gente e também entende essa essa frustração em muitos momentos, né? Mas assim, ter rotina é algo que passa segurança. O nosso cérebro precisa de previsibilidade. Uhum. O mínimo possível, né? Isso gera uma sensação de segurança mínima para você atuar nas coisas do seu dia a dia. É quando você pega sua agenda e fala: "Segunda, eu tenho isso, terça, aquilo, oferta, aquilo". Você se planeja, cria em cima, exerce a inteligência. Isso é uma das coisas que os pais precisam recuperar. É a agenda com a criança. Eh, pode ser de forma até moderna usando o celular, por que não? Não exclui usar a tecnologia, né? Eh, a gente fala muito para usar o papel, caneta, giz e coisas para justamente devolver a criança a ah habilidade manual, porque a habilidade manual, a apreensão do lápis, o contato com o papel, a devolutiva que o papel faz paraa minha mão, da minha mão para o meu cérebro também influencia no desenvolvimento neuropsicológico. O que é algo que nós tínhamos, inclusive quando a gente ainda usava a máquina de escrever, porque a gente tinha o tranco que a máquina devolvia para nossos dedos. Na digitação não temos, não temos diferenciação de letras, não temos isso, então faz falta. E a gente percebe isso quando as crianças começam a escrever, por exemplo. Então, algo que a gente incentiva, tenha disciplina, tenha rotina e seja também para a criança, né? Isso que a gente tá dizendo, rotina, disciplina para que ele enxergue é o mínimo de segurança e previsibilidade para quando a hora de usar a tecnologia, ele também saiba que existe um horário para isso, tem um limite de tempo para isso, para que ele não fique imerso só nesse conteúdo e que a hora de brincar, por exemplo, com os pais, né, como você bem falou, não seja frustrante, pelo contrário, vai ser muito alegre e gostosa, né? Às vezes a gente brinca assim, convida a criança para almoçar fora. Eu falo: "Não, mas não tenho dinheiro". Aí é que tá a psicologia prega, gente, justamente na no ensino com as crianças. Não gaste, mais simples, né? Vá pelo simples. Põe a mesa para fora, a toalha e faça um jantar para fora no quintal, na sacada do apartamento, no outro. Mude. Eh, são pequenas recompensas que valorizam o convívio entre pessoas. Isso faz aquilo que a gente diz que é o pertencimento. Uhum. E aí fica super diferente. Tem crianças que a gente fala: "Nossa, não vai conseguir fazer". Os pais acham que não vão conseguir fazer. E quando chega na outra semana, ah, ele gostou, ele até desenhou cardápio do nosso restaurante, a gente mudou o lugar da mesa. É uma coisa assim que para eles vira um acontecimento. Para você ver que quando uma coisa tão simples vira um acontecimento, é porque de fato a gente tem que recuperar hábitos mais simples, né? Exatamente. A gente tem um exemplo aqui, né? Você, né, Fabiana, né? que é é uma família que tem aí as gerações, as três gerações, né? Tr gerações. E a gente, eu percebo que esse conflito existe, existe, claro, né? Nossa geração com a geração deles existe. Então, a gente tem que tentar fazer o máximo de complexibilidade disso tudo, ou seja, tentar juntar a minha geração com a geração Z, com a geração alfa, para que fique uma coisa gostosa, né? Eu às vezes eu me pego sim no celular ali tendo que responder e eu vejo muitas vezes o meu filho mais velho me chamando a atenção. Sério? Olha isso. Chamando atenção. Porque às vezes a gente tá tão também conectada a esse mundo e às vezes muitas vezes a gente precisa estar respondendo. Eh, eu fico muito no computador, eu digito muito, escrevo muito lá e e eu falo, não, agora eu preciso parar. Eh, e meu filho, por exemplo, menor tá ali no diaminando jogo, fala: "Vamos pra piscina, vamos pra piscina". Aí vai todo mundo pra piscina. Uma coisa que eu gosto muito de fazer, piquenique também. Faço piquenique. O pessoal do condomínio, a gente sempre se reúne para fazer piquenique no condomínio mesmo. Pega uma toalha ali no no parquinho mesmo do condomínio. Eles adoram. Às vezes a gente acha, ah, essas crianças só querem saber de tecnologia, mas olha, não, viu da eles querem sim saber do contato. É que às vezes a gente tá colocando a culpa só na tecnologia, né? Volto a dizer. E às vezes será que a culpa também não é nossa de não tirar esse tempo e de no sentar no chão, né, com as crianças, de brincar um pouquinho? Isso eles sentem falta e eu vejo que eles sentem sim essa falta. E é importante, né, para eles isso. É, se a gente para para analisar assim o comportamento, né, tá certo? Nasceram com a tecnologia e tal e a gente vem aprendendo a lidar com toda essa tecnologia, essa rapidez, essa otimização, né, tudo para ontem, mas é tudo reflexo, não é? É tudo reflexo, principalmente dentro da família. É espelho, né? O filho, ele vai se comportar mediante o seu comportamento, né? Então, a gente precisa aprender a lidar com tudo isso. E como a gente faz? Assistindo o estúdio de câmara, né? fazendo terapia, porque a terapia, eu aprendi que a terapia é algo que nos ensina, não é algo que você vai, quando já está explodindo e você vai lá pedir socorro, socorro psicólogo, eu tô operando. Não. É algo que nos ensina a eh viver uma vida de uma forma mais leve, né, a ser mais assertivo. Então isso faz parte da vida e que bom seria se todas as pessoas pudessem fazer terapia, né? que a gente faz aqui todas as manãs, é uma psicoeducação, graças a vocês, que se dispõ a estar com a gente todas as manhãs e nos ensinam, né, como a gente lidar diante dos problemas, das situações do cotidiano, que são problemas, mas eh fazem parte, né, todas essas situações que a gente põe aqui faz parte da nossa vida e a gente tem que aprender a lidar. a gente não tem, não tem como voltar atrás, daqui é paraa frente e vai ser cada vez mais evoluído. E a gente tem sim que aprender a lidar com esse tipo de situação. Não tem como fugir disso. 8:49. Temos algumas perguntas. Vamos lá, então. Temos algumas perguntinhas. Eh, vamos ver. A gente vai entregar 95, tá bom? Então, a Daniela Rocha do Jardim Guará. É, é isso mesmo. É, jovens da geração Z relatam sentir ansiedade ao receber ligações telefônicas, falando sobre isso no programa também, e preferem mensagens de texto. Esse padrão é comum ou indica dificuldade real de comunicação. Vamos lá, Fabiana. Tem, né? Tem, tem, tem. É impressionante. É, eu como tenho essa geração, sei muito bem disso. É, eu também não curto não. Eu não sei por, mas a gente também é, a gente muitas vezes prefere mandar mensagem do que ligar. Primeiro que a mensagem, a gente pode apagar, né? Isso. Eu escrevi errado, vou lá, volto, apago e mando. Ah, verdade. O que eu preciso mandar. Se a gente, se eu falo muitas vezes posso falar o que você não, o que eu não, muitas vezes às vezes não gostaria. Exato. A mensagem é mais fácil. Eles se comunicam muito bem por mensagem, né? Eles se comunicam. Se puder mandar mensagem, então, até pra gente dentro de casa. É verdade. Eles fariam, tá? Tô lá no quarto lá na cozinha, mãe. Examente. Aham. É mais ou menos assim. Isso gera ansiedade. É questão da ansiedade também. Eu acho que tem as duas questões, né? A ansiedade, sim. Por conversar, não saber falar, não saber se comunicar e também a facilidade que o texto traz. Olha aí, gente, interessante, porque uma vez uma palavra lançada, não tem, né, como voltar atrás. Você vai ter que, se você falou algo que você não quis falar e falou na hora do impulso, ah, vai ter que pedir desculpa, vai ter que, né, remediar, dá um jeito. E aí, se você tá escrevendo, você apaga. Já fez isso? Já. Já não já escreveu. Escreveu, escreveu, olhou, pensou, apagou tudo e deixa para lá. É mais ou menos assim, né? Vamos lá. 8:51. Mais uma pergunta pra gente, por favor. Quem é que tá conosco? Vamos lá. Vamos lá. Hoje, segunda-feira, né? Vamos embora. Uma semana linda para nós. Pedro Nascimento do Jardim Santa Mônica. Minha filha de 10 anos já pede para gravar vídeos e quer ter um canal no YouTube. Não é só a sua, Pedro. como orientar sem reprimir a criatividade dela, mas protegendo ao mesmo tempo a privacidade, as crianças que querem ser o youtubers. Elisa, é, é uma questão difícil, eu entendo, né, os pais em relação a isso, porque os pais atualmente t muito tem receio em se colocar e dizer o não, né? Às vezes, assim, para eles é até difícil dizer o não, como ai, será que eu vou perder o amor, né? Aham. Eh, existem muitas inseguranças, né? A paternidade e a maternidade real não é idealizada. elas trazem seguranças e tudo bem, a ideia é pedir ajuda mesmo, tá certinho o que você tá fazendo. Eh, o a dica que eu dou é acompanhar o que ela devolve para você em relação à percepção dela. Converse muito. Então, assim, por que ela quer o canal, o que ela vê nesse canal, o que ele traz para ela em relação a completar, o que traz em relação à felicidade, né? Óbvio que assim, ela é muito nova para entender um conceito tão abstrato, mas se ela fica muito alegre, né? Eh, então será que não tá sendo só a única fonte? A gente precisa investigar conversando. Muitas vezes a gente não precisa fazer perguntas muito complexas para para criança ou para adolescente. Basta puxar um fiozinho que eles começam a trazer. Então eles falam: "Qual o objetivo? Ah, eu quero ser tão bonita quanto ou ah, eu quero que as pessoas me amem". Aí quando a gente ouve esse tipo de resposta, a gente começa a conversar, mas você é uma pessoa amada. Uhum. Né? Então aonde mais você precisa ser amada, né? Então e aí conversar mesmo, eh, não, não tem jeito. Eh, a gente precisa falar de tecnologia em cima do anseio daquela pessoa na tecnologia, o que ela quer conseguir com aquilo, né? mesmo que ainda ela não tenha tanta consciência a respeito quanto uma criança ou às vezes um adolescente, mas qual o objetivo? Uhum. Né? E em cima dele orientar, não necessariamente não deixar que faça, se for o caso, e você perceber que a maturidade ali emocional dela não, ela não vai substituir escola, não vai substituir outras atividades, não vai ser a única coisa que ela faz na vida, tá? Mas precisa conversar muito e fazer entender que assim, não é só ali que nós encontramos amor. Pelo contrário, nós encontramos alguns admiradores, pessoas que gostam, mas gostam só daquele retratinho nosso. Quem gosta da gente no dia a dia, com todas as nossas qualidades, os nossos pontos, nossa família, nossos amigos que estão ali conosco. Precisa conversar mesmo. É, precisa conversar e precisa ouvir, né? ouvir, principalmente porque na nossa escuta a gente consegue captar muita coisa, né? O Ruben Alves que dizia, né, que a gente tem muitos cursos de oratória e a gente devia ter mais cursos de escutatória, porque a gente precisa aprender a escutar as pessoas, né? Exatamente. Principalmente os nossos filhos, gente. Vamos lá. 8:55. Mais uma pergunta pra gente. Vamos lá. Agora a gente direciona pra Fabiana. Eh, Gustavo Oliveira da Vila União. A geração Z relata mais ansiedade e depressão que as anteriores. É verdade. É porque são mais vulneráveis ou porque agora se discute abertamente esses temas, né, sem tabu? É, é verdade, antes não se discutia tanto, né? Eh, então, qual que é a sua avaliação? Eh, Fabiana, eu acredito que tenha sim um pouco dessas duas questões, né? a gente tá discutindo mais sobre a ansiedade. Eh, eu vejo nas escolas como isso tá sendo discutido, né? Nós temos eh eu vejo nas escolas, na escola dos meus filhos, eles têm aula de educação emocional. Uau, muito bom. Isso, muito interessante a aula educacional que eles têm. Então eles falam sobre ansiedade, falam sobre depressão. Eh, eu vejo crianças chegando mais ao consultório para fazer terapia, né, por uma questão ali da de ansiedade, da depressão. Os pais também estão mais abertos a tudo isso. Então, eu acredito sim que eh eh a falta que a gente tinha na nossa época dessa dessa abertura e tinha um préonceito. Preconceito eu digo porque não se sabia exatamente, né? a respeito do assunto, hoje a gente já tem mais informação na nossa época. Ah, quem tem ansiedade ou quem tem depressão seria uma pessoa mais velha, né? Uma pessoa que, ah, eu não tô louca, então eu não procuro. Então, realmente sim, a gente tem muito mais a informação hoje tá chegando muito mais. Eh, mas eu acredito também que eles estão mais vulneráveis à ansiedade, sim, a depressão também, por essa questão do mundo muito agitado, das questões eh que eles não estão conseguindo muitas vezes acompanhar. Uma, eu vejo adolescentes num consultório que que chegam para mim e fala assim: "Eh, mas eu não consigo conversar, eu não sei falar". Aí a menina chegou para mim, eu não sabia o que eu ia falar para ela. Então isso gera em mim uma ansiedade porque eu não sei o que eu falo. Então aí essa questão sim vem a questão da vulnerabilidade dessa geração, de não saber se comunicar, da interação social que tá faltando ali. Eh, então a gente trabalha ali com essa questão do contato social, né? Eh, eu atendi uma criança esses dias também que não sabia como conversar com o pai. Eu falei assim: "Então vou fazer o seguinte, eu vou ser o seu pai, pode conta que eu sou seu pai, conversa comigo, como você conversaria com ele?" Aí eu vi que ele aliviou um pouco mais, né? Então isso as crianças estão buscando, sim. Vejo essas esses dois pontos importantes pra gente ficar atento, né? Sim. Eh, eles estão procurando mais porque a gente tá tendo mais informação, sim, mas também tá tendo mais ansiedade e depressão nessa faixa etária da tanto na geração Z como na geração alfa. Importante a gente falar sobre o assunto, importante reconhecer os momentos, né, que se vivem ali, eh, com essas crianças, jovens, adolescentes, adultos, enfim, e buscar, né, buscar ajuda e falar, né, gente, falar, tá tudo bem, né? Não, não, não tô me sentindo bem, tô me sentindo ansioso, tô tendo algo que nunca senti antes e falar tá tudo certo. E aí a partir da fala e a partir da escuta que a gente busca um caminho para que possa melhorar, né? Então a gente precisa muito conversar sobre isso. E eu fico feliz se a gente parar para analisar que hoje a gente tem liberdade de falar sobre, né? e a psicologia se tornou algo mais eh normalizado, vamos colocar uma aspas, porque antes, vamos falar aqui, ah, não vou na terapia porque eu não sou maluco, mas gente, né, a gente tá, nós temos uma vida antes pandemia e uma vida pós-pandemia e foi um divisor de águas para todos nós e principalmente quando a gente fala na questão da tecnologia. E também precisamos lembrar que nós temos os filhos da pandemia, né? né? São crianças que foram concebidas na pandemia e que hoje já estão aí expostas nesse mundo tecnológico e imediatista. E a gente precisa aprender a lidar com tudo isso. Agora 8:59. O nosso bate-papo tá chegando ao final, mas eh ficam três pontinhos aqui para que você repasse, né, esse programa paraa frente e que a gente com certeza vai continuar falando aqui na TV Câmara Campinas, não só no estúdio Câmara, mas em outros programas, outros quadros referente à saúde mental, referente à tecnologia. E é importante a gente debater sempre e estarmos atualizados e saber como a gente deve agir. A gente conversou hoje sobre esse choque de gerações que acontece na velocidade da fibra ótica, né? É um debate essencial pra gente poder entender que envelhecer faz parte, mas que saúde mental eh não pode ser sacrificada no altar das tendências. A gente precisa aprender a equilibrar tudo isso para poder ter uma vida mais harmônica, né? Gerações com gerações e assim por diante, até porque virão novas gerações. E aí como fica tudo, a gente precisa de entendimento. Agradecendo então Fabiana Paiva, muito obrigada. Considerações finais, por favor. Eu que agradeço. Muito bom participar, né? Sempre muito eh gratificante poder eh saber mais um pouquinho d de tudo e trazer essas informações para vocês, né? Então, muito obrigada. Eu que agradeço, viu? Estou à disposição. Uma troca linda, maravilhosa. Vocês são excelentes. Elisa, obrigada mais uma vez. Gratidão, viu? Eu agradeço também. Muito legal, né? A gente perceber que os assuntos vêm paraa TV, vem para pras tecnologias, onde a gente pode, inclusive e com a informação desmistificar muitas coisas que eram colocadas de uma forma ruim, né? Então, também é um prazer muito grande. Muito obrigada. Satisfação é toda a nossa mais uma aula, mais uma psicoeducação aqui, né, na sua manhã, eh, ao vivo pela TV Câmara Campinas com o nosso estúdio Câmara. E falando nisso, amanhã nós temos mais estúdio Câmara a partir das 8 da manhã. E amanhã, olha só que interessante esse tema. A gente vai falar sobre o silêncio. Tá vendo? O silêncio é paz ou peso para você? É, parou para pensar. A gente vai explorar as diversas facetas da ausência de som, que no dicionário é apenas uma quietude. Você tá quieto, mas na vida é uma ferramenta poderosa de comunicação. Gente, amanhã a gente discute o silêncio como maturidade, autoproteção, sabedoria, controle emocional e muito mais. Ficar em silêncio para evitar conflitos é sinal de maturidade ou um atalho sutil para a autodestruição? A gente falou aqui que é importante conversar, a gente falou aqui hoje que é importante ouvir, mas quando o silêncio fala, como é que a gente se comporta? Amanhã no Estúdio Câmara a gente vai entender um pouco mais sobre silêncio. A gente aguarda a sua companhia, a sua participação. Te convido para ficar com a gente aqui na TV Câmara Campinas. A semana só tá começando. Muita coisa boa vindo por aí, programas, quadros. Nossa equipe apostos e atentos, trazendo para você o que há de melhor, né, de informação, de qualidade e claro, né, de entretenimento também. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também da nossa metrópole. E a ÍRA vem chegando aí direto da Central IA, trazendo informações atualizadas aqui de Campinas, do estado, Brasil e mundo. E também temos hoje eh às 2 da tarde temos eh reunião na Câmara da Comissão de Esportes e educação. Às 6 da tarde nós temos eh reunião também, né, reunião ordinária. Então você é convidado para participar, para estar presente com a gente. A sua presença é sempre muito especial. Um beijo grande, fique bem e a gente se fala amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Ótima semana, se cuide, tá bom? E até amanhã, se Deus quiser. Ciao. Ciao.
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