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Estúdio Câmara | Comportamento da geração z - cafeterias vs baladas
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Estúdio Câmara | Comportamento da geração z - cafeterias vs baladas

24 views Publicado 19/03/2026 HD · 1:06:38
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quarta-feira coloca em pauta o comportamento da geração Z, formada por jovens nascidos entre 1997 e 2010 que já representam cerca de 20 por cento da população brasileira. Os jovens dessa geração trocaram baladas noturnas com consumo de álcool por cafeterias diurnas, festas matinais, atividades físicas e busca pelo bem-estar e equilíbrio emocional, mudança comportamental que afeta o consumo, a vida cultural e os modelos de socialização das cidades brasileiras. Segundo a revista Forbes, quatro em cada cinco jovens da geração Z já deixaram de consumir produtos por causa da reputação de uma marca, dado que revela um perfil mais consciente, exigente e conectado a valores éticos e ambientais. As convidadas, uma psicanalista e uma psicóloga que atendem em Campinas, discutem se essa transformação representa uma geração mais saudável ou apenas uma nova forma de comportamento moldada pelas redes sociais, com impacto da pandemia sobre a percepção de risco, atenção crescente à saúde mental, valorização do autocuidado, e a forma como os jovens campineiros se relacionam com o trabalho, o consumo e o lazer no contemporâneo.

Descrição do vídeo

O programa Estúdio Câmara analisa a Geração Z (nascidos 1997-2010, 20% população BR): prefere cafeterias diurnas, festas matinais, bem-estar, sem álcool/excessos vs baladas noturnas; impacto pandemia/redes sociais. Convidadas: psicanalista Camila Manga e psicóloga Jaiana Cavalli; analista Sebrae Robson Moreira. ​ Mudanças Sociais 🌅 Busca equilíbrio emocional, socialização autêntica (cafés/yoga); queda álcool (4 em cada 5 boicotam marcas ruins, Forbes); "curiously sober" contra bullying/exposição online. Solidão urbana + timidez social (falta convívio familiar/pandemia). Críticas e Reflexões ⚖️ Deslocamento sintomas (estética/vigor vs álcool); "bateria social" baixa (preguiça conversa); hiperconexão vs desconexão real; perda infância (queda brinquedos). Recorte classe: periferia trabalha, sem acesso cafés. Impacto Econômico 💼 Cafeterias explodem (experiências imersivas); bares adaptam; microinfluenciadores acima de campanhas grandes (nichos locais). Consumo consciente (reviews/IA); Z ativa economicamente. Atualizações Legislativo 🏛️ 13ª reunião (18h): aprova Escola Justiça e PMDC Concilia (reduz judicialização dívida). Visita ministra Márcia Lopes (15h): Pacto contra Feminicídio (bancada feminina: Paolla Miguel, Guida Calixto, Fernanda Souto, Mariana Conti, Debora Palermo). Audiência desmanches (10h, Carlinhos Camelô). ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara nesta manhã [música] de quarta-feira. Hoje é 18 de março. E olha, o tema do programa de hoje é o comportamento da geração Z. Uma geração formada por jovens nascidos entre 97 [música] e 2010, que já representa aí cerca de 20% da população brasileira. E mais [música] do que números, esse grupo tem provocado uma mudança profunda no comportamento social [música] e também no consumo, né? Se antes a diversão estava ligada à vida noturna, consumo [música] de álcool e às vezes e alguns excessos, agora o cenário parece ser outro. cafeterias cheias durante o dia, festas matinais, [música] atividades físicas e uma busca cada vez maior pelo bem-estar e pelo [música] equilíbrio emocional. Segundo a revista Forbs, quatro em cada cinco jovens da geração Z deixaram de consumir produtos por conta da reputação de uma [música] marca, o que revela um perfil mais consciente, exigente e conectado [música] a valores. Mas afinal a gente tá diante de uma geração mais saudável ou de uma nova forma de comportamento moldada pelas redes sociais. Vamos conversar sobre o comportamento da geração Z. Nossos convidados já apostos. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Agora eu quero que você mande a sua mensagem. Você é a geração Z? Você curte balada? Não curte balada? Eh, como é que é a sua relação social? E se você tem alguém da da geração Z na sua família, como é que você vê esse comportamento? Tem alguma dúvida, uma experiência? Conversa conosco. Vamos interagir nesta manhã de quarta-feira. Ó, o WhatsApp tá aqui, [música] a nossa equipe da produção já apostos para receber a sua pergunta, a sua dúvida e daqui a pouquinho a gente explora mais sobre o nosso tema de hoje, tá? 199729377. Esse é o nosso contato, tá na tela. Aponta aí o a câmera do seu celular, [música] a câmera do seu celular para o QR Code e vamos conversar sobre o comportamento da geração Z. Bom, enquanto você vai mandando mensagem, eu vou atualizando algumas informações do legislativo, [música] aí a previsão do tempo e já já vou apresentar uma convidada que tá conosco paraa gente falar sobre o tema de hoje, tá bom? Vamos então com atualizações do Legislativo de Campinas. Nesta quarta-feira, às 3 da tarde, a Câmara recebe a [música] ministra das mulheres, Márcia Lopes, para um debate sobre o Pacto Brasil entre os três poderes para enfrentamento do feminicídio, iniciativa do governo federal, em conjunto com o legislativo [música] e também o judiciário. O encontro organizado pela bancada [música] feminina contará com a participação das vereadoras Paula Miguel, Guida Calisto, Fernanda [música] Solto, Mariana Conte e Débora Palermo. E será aberto ao público esse encontro, tá? A agenda da ministra na região [música] inclui ainda compromissos em Pirascab, Hortolândia, antes da atividade aqui em Campinas. Então, se você quiser participar, pode se dirigir até o plenário José Maria Matozinho e [música] às 3 da tarde você é super convidado, tá? E também vamos transmitir ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e pelo canal do YouTube da emissora [música] do Legislativo campineiro. Vamos lá. E hoje a Câmara de Campinas realiza a 13ª reunião ordinária de 2026 a partir das 6 da tarde. São 11 projetos na pauta. [música] Entre os principais itens estão dois projetos do executivo em votação definitiva. O projeto de lei complementar 17 de 2026 [música] que cria a Escola de Justiça em Campinas voltada à capacitação jurídica de servidores e também à difusão de conhecimento. E o projeto de lei complementar 18 de 2026 que institui o PMDC Concilia Campinas é um plano para reduzir ações judiciais [música] e ampliar as arrecadações por meio de soluções extrajudiciais de cobrança. Também estão na pauta outros projetos de lei complementar, propostas de denominação de vias públicas e projetos de decreto legislativo voltados a [música] homenagens, né? Lembrando que a transmissão será ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo YouTube e você pode participar de forma presencial [música] no plenário da Câmara, Avenida Engenheiro Roberto Mange, número 66, no bairro Ponte Preta. Muito bem, vamos com a previsão do tempo para hoje. Previsão do tempo para hoje aqui na cidade de Campinas. Olha só o que nós temos hoje, gente. Sol com muitas nuvens, pancada de chuva à tarde e à noite. E olha, quero lembrar a você que é o seguinte, né? Essa semana termina o verão e a gente [música] já está chegando aí com o nosso outono. É primavera, verão, outono, depois inverno. Você já tá preparado para o outono? Então, nós estamos nos preparando para o outono. Uma virada de estação, né? e a possibilidade aí de um fim de março com mais chuva. Vamos aguardar. São as chuvas, né, eh eh do fim de março aí [música] eh encerrando o verão. Mas hoje nós temos aqui mínima de 19, máxima de 31. Lembrando que pode ocorrer pancadas de chuva à tarde e à noite. Muito bem, tudo certinho. Vamos ao tema central. do nosso estúdio Câmara de hoje. Estamos ao vivo agora 7:59. Hoje a gente fala sobre o comportamento da geração Z. Bom, vamos lá. Então, se a madrugada já foi símbolo de liberdade, hoje ela perde espaço para o nascer do sol, né? A chamada geração Z tem preferido experiências de urna mais leve e com menos [música] excessos, né? Eh, eventos como música, café, yoga e até atividades físicas assim eh eh de madrugada estão substituindo as tradicionais baladas. Um movimento que também [música] acompanha a queda no consumo de álcool entre jovens, né? Segundo o Centro de Informações sobre saúde e álcool, [música] quase metade dos jovens entre 18 e 24 anos afirma não consumir bebida alcoólica. Mas o que está por trás dessa mudança? a gente precisa entender esse novo comportamento. E para isso estúdio Câmara está recebendo hoje duas profissionais que vão nos orientar sobre esse novo comportamento, né? E o que isso tem de bom e qual que é um ponto que a gente pode acender o alerta nesse novo comportamento da geração Z. Então, vamos receber a psicanalista clínica Camila Manga. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação, pela sua presença com a gente aqui no estúdio Câmara. Eu que agradeço. Muito feliz estarmos juntos novamente falando de um tema comportamental maravilhosa. Para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe a psicóloga clínica e de crianças e adolescentes. Ela também é psicanalista. Jaana Cavalo, seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia, Rúbia. [música] Eu que agradeço o convite. Maravilha, gente. Olha só, vamos começar a falar sobre essa questão aí, né? Esse comportamento que tem chamado a atenção de grandes centros [música] urbanos como São Paulo. Em São Paulo, gente, tem as coffe parcies, né? aquelas festas em cafeterias durante o dia que vem ganhando espaço entre jovens e adultos. Esses eventos misturam música, socialização e consumo consciente, muitas vezes até sem álcool com foco em bem-estar. E aí os estabelecimentos estão adaptando cardápios, né, e precisam fazer de tudo para poder atender essa geração Z. Agora eu pergunto eh para vocês nossas eh entrevistadas de hoje, vamos começar com a Jaína. Jaiana, perdão, mesmo sendo uma geração mais conectada, né, digitalmente, por que que existe essa busca crescente, encontros presenciais e e conexões eh mais autênticas, né, o ambiente, eles estão conectados no virtual, a geração Z, né, mas em contrapartida, eles se encontram de uma forma diferente da geração anterior. Qual que é a avaliação que você faz desse comportamento dessa geração? É muito interessante, né, que movimentos eh cyber eh curios, né, o que que significa essa palavra, né, eh curiosamente sóbrio, né? a gente pode pensar numa numa reflexão, né, com relação ao efeito da bebida, né, que como você falou, né, as gerações anteriores a gente vem dessa questão de esse movimento social, essa forma de socializar bebidas, baladas, festas, né, e é um efeito, né, eu diria, né, sintomas contemporâneo, né, eh, sobre o tempo que estamos atravessando, né, né, essa questão das redes sociais, o avanço da tecnologia e o quão isso está presente na vida dos adolescentes, na vida das crianças, das dessa nova geração Z. E são escolhas, né? Eu diria que é uma nova forma de você se posicionar perante a sociedade, perante eh o que tá sendo apresentado na nossa cultura, no nosso social, né? Então, assim, é uma liberdade de escolha. a gente entende que eh é um movimento, é uma parte, né, da da dessa dessa geração que está optando por esses momentos mais tranquilo, pro equilíbrio. A gente sabe que o excesso com o tempo sempre tem eh os efeitos disso, né, principalmente quando se trata da saúde mental, né, da saúde emocional desses adolescentes. Então, buscar o equilíbrio nesses espaços, né? É um ambiente mais tranquilo, evitar o uso, né, da do álcool. Uhum. Eu acho que já é uma uma mudança no pensamento dessa nova geração. Excelente. Muito bom, né? Agora, eh, eu passo pra Camila e pergunto para você, diferente das gerações anteriores, Camila, que associavam o álcool ao convívio social, né? A geração Z parece valorizar mais o autodomínio e priorizar hábitos naturais. Isso pode estar relacionado a essa pressão de a gente sempre tá expo exposto nas redes, porque se a gente parar para analisar, a geração anterior não tinha internet, não tinha tanta exposição. Hoje você está exposto. A gente vive um reality show, né? a todo o tempo você eh eh coloca em conexão essa exposição com esse novo comportamento. Qual a avaliação que você faz desse comportamento da geração Z que está eh sendo destaque aí, principalmente nas mídias, com esses eh eh encontros matinais em cafés, por exemplo? Eh, eu penso que talvez seja positivo de um ponto de vista geracional. Por outro lado, não significa que nós não estejamos deslocando eh este consumo de álcool para outro lugar. Então, antigamente a gente usava o a o orelhão. Sim. Que a gente fala: "Ai, que delícia!" Quando a gente não tinha telefone, ninguém achava, a gente era maravilhoso. E hoje não, de fato, eles têm essa hiperconexão e esse medo do bullying que é muito forte desde cedo. Tudo o que se fala, tudo o que você faz pode ser gravado, pode ser colocado. Isso também tem uma uma grande questão. No entanto, eh, eu também percebo o seguinte, um grande movimento, já que eu não bebo, eu vou para um lado mais vigoréxico, quer dizer, eu estou preocupado com a minha estética. Então, até que ponto eu tô deixando de consumir bebidas alcoólicas, porque realmente é só positivo, ou eu transformo esse outro lado também numa outra forma de fuga? Uau! Então, eu avalio de duas formas. É bom, mas qual que é o parâmetro? um deslocamento de sintoma. Será que de fato isso tá acontecendo? Porque a gente tem uma angústia agora de corpos perfeitos, até para nós que não somos geraçãos, somos influenciados diariamente por tudo isso que acontece. Será que os nossos jovens que já nasceram com celular na mão, será que eles não estão também eh sendo refletidos através disso tudo? Também um outro ponto que eu trago é que há um movimento também religioso sobre isso, né? Muitos jovens religiosos também escolhem abstinências. Sim, né? Também é uma outra bolha. Eh, toda pesquisa, ela tem esse viés de bolhas, de pedaços, de recortes de uma realidade. Então, não necessariamente elas estejam apenas mostrando um movimento mundial, mas há uma tendência. Eu gosto de pensar que é uma tendência. É importante seu posicionamento, né? Porque a gente é o que nós vemos o que a mídia mostra, né? Mas será que realmente está dessa forma? E aí de repente quando a gente fala dessas eh eh festas, né? eh eh em cafeterias, isso pode ser visto como uma tentativa de lidar com uma solidão urbana, porque assim, a gente para para analisar festa eh no período da manhã, né, no período da tarde, e aí ah se você para para pensar assim, as pessoas elas estão mais eh desconectadas umas das outras, né? em um lado desconexão e outro lado conexão. Eh, eh, é é bem discrepante a gente falar, falta um pouquinho de equilíbrio, né? E essa questão eh dessa solidão urbana que a gente pode parar para analisar, porque hoje você anda na rua, você tá literalmente sozinho se você para para pensar, né? Antes não, eh, e principalmente no interior, né? As pessoas se cumprimentavam e e paravam para conversar. Hoje, gente, é tão estranho quando a gente anda na rua, principalmente quando você vai a pé para um centro, por exemplo, é algo assim que você tá rodeado, mas você acaba estando sozinho. Será que essa essa esse movimento da geração Z também ele vem por conta dessa desse dessa desconexão assim entre pessoas mesmo? Olha, Ruber, eu compartilho, né, da tua fala. Eh, a gente observa isso, a gente vem observando que é uma geração também que eh vai numa direção de um pensamento mais individual, sabe assim, eh, justamente por conta dessa dificuldade de se socializar ali no presencial, esse tempo que fica no online, né? Uhum. Eh, então assim, existe sim uma perda, né, desse desse contato social, desse dessa troca de olhares do estar junto, né? Eh, a gente, eu escuto muito isso na clínica, né, dos dos pais, né, eu tento levar, né, numa num evento da família, mas não não quer, né, quer quer se isolar ali naquele naquele ambiente, naquele mundo, né? E aí a gente cai num num lugar de tentar entender, de tentar se aproximar, né, eh, dessa nova geração, o os impactos de tudo que estamos vivendo, né, os impactos da tecnologia, os impactos, eh, da IA, né, porque assim, é uma ilusão, né? Eu eu entendo que é uma tecnologia que tá aí, que tem muitos benefícios quando a gente sabe utilizar, mas caindo nessa nova na mão dessa nova geração, a gente vê o impacto de tudo isso, né? Você falou eh é Camila, né? Sobre eh um deslocamento de sintomas, sabe? Então, acho que isso é importante. Será que não tá havendo realmente um deslocamento? Porque os impactos estão aí, né? Aham. Conversa com esses jovens, conversa com esses adolescentes. De fato, alguns evitam sair porque tem essa essa timidez, né? Porque se se perdeu eh esse esse convívio, né, de de conversar. Hoje assim, a interação que eles têm é no momento escolar ali, né? No momento da escola. Isso porque hoje n algumas escolas tiraram os celulares, né? Porque senão era cada um no seu mundo, né? E nesse novo movimento de ir para um café, né, optar por alguns lugares, eh, de fato, será que é porque não consegue se socializar? De fato, será que é o impacto? Ai, não, opto por não beber, né? Eh, que a gente sabe que a bebida traz isso, né? O álcool ele é, eu costumo dizer que é uma droga legalizada, né? Que faz uso, né, desse desse social. Eh, então, será que é isso mesmo que tá acontecendo, né? Então, a gente se questiona realmente quais são os impactos, quais são os sintomas que está por vir estar realmente acontecendo nessa nova geração. E eu gostaria até de complementar o que você tá trazendo, eu concordo completamente com isso. E o quanto será que então dentro das famílias nós estamos fomentando ambientes de comunicação? Uau! Excelente. Existe um livro chamado A Geração do Quarto. Uhum. Eu faço parte de um grupo também de pesquisas de adolescências chamado NEPA. E nós estudamos no semestre anterior justamente sobre o quanto nós falamos. Eles não saem do quarto, eles não saem do celular. Nós como adultos, como pais dessa geração, também vamos no banheiro, levamos celular, vamos fazer uma comida, estamos ali lavando louça, vendo um streaming, por exemplo, será que estamos também responsáveis? Somos responsáveis por esse isolamento social e aí talvez eu busque fora um pouco do que eu também não tenho dentro, ou é só um movimento natural da adolescência? Porque é natural que o adolescente vá testar sensações, né? É como se ele tivesse uma separação da sua família. Vou me separar para me ver. Uhum. Então é importante olharmos com bastante carinho, porque nem tudo a geração é ruim. Talvez ela esteja quebrando paradigmas que nós também entramos, que não acessamos na nossa própria adolescência. É isso mesmo. Agora, quando a gente fala assim da geração Z, é importante a gente salientar que nós tivemos aí um um evento grandioso, né, que mudou muito a nossa forma de pensar, de viver e também mexeu demais com as nossas emoções, que foi a pandemia. Então, acho que tem um comportamento eh dessa geração pós pandemia. Aí me faz analisar o seguinte, será que esse eh eh essa mudança de comportamento, esse movimento diferente que a gente tem acompanhado da geração Z, ele não tem a ver com a pandemia que nós passamos? Qual que é a sua avaliação, Jaana? Uhum. Olha, eu acho que faz muito sentido, né? Eh, após a pandemia, né? Eh, acho que durante a pandemia toda a população já foi sofrendo esse impacto desse isolamento, né, desse, a gente não conseguia sair, não conseguia se comunicar, era tudo essa essa questão do online veio e e fixou e ficou. E se a gente parar para analisar, são 6 anos, né? É seis anos. Então, essa geração, que idade tinha quando estávamos reclusos por conta da pandemia? E eles vieram se moldando, se moldando e apresentaram pra gente, apresentaram pra gente esse novo comportamento. É mais ou menos isso, né? Com certeza. Até hoje esses impactos ainda estão presente, né? Né, Rober? Porque se iniciou, não, não iniciou, né? Acho que o impacto maior foi nesse momento da pandemia e fica. Eu hoje eu tenho um uma clínica, o Instituto Semiar, e tem encontros, eventos, né? eh, para falar sobre a psicanálise e tudo mais. E assim, é um é difícil você trazer de volta as pessoas pro presencial, sabe? É difícil. Eu falo, gente, a gente tem que voltar a ter esse contato. Eu sei que o online ajuda muito, mas vamos voltar a ter esse contato. Ajuda, mas não substitui. Ajuda. Exatamente, Camila. não substitui. Então assim, vamos trazer o povo de volta, vamos trazer essas esses adolescentes de volta, sabe, para essa comunicação. Acho que algo se perde. E existe realmente uma movimentação, mas existe uma perda, né? A gente olha pra nossa, né, geração, né, o quão era gostoso esse movimento com os primos, com a família, com os amigos, né, a casa cheia, agora tá cada um no seu quarto, né? ou quando a gente ia pra rua para fazer nada com os vizinhos, fazer nada. Nós não tinha [risadas] sentado no meio fio não fazendo nada. Fazer nada. Era só pelo fato de ter a companhia do outro. Exato. E fica ali batendo um papo, né, e observando. E nós perdemos. Foi muito legal que você trouxe, né? Os adultos também perderam. Só que é muito mais fácil pro adulto olhar para um comportamento que nós não gostamos nos filhos. Sim. É, então nós criticamos muitas vezes aquilo que aquilo que está latente em nós. Exato. Esse olhar de projeção, mas eu quero que você seja diferente. Mas o exemplo arrasta. Uhum. Então fica aqui a dica pra gente olhar o que nós estamos fazendo com o nosso comportamento dia a dia. Hum. É verdade. Concordo. A geração Z, né? Muito se fala da geração Z. Nós aqui trouxemos eh alguns programas falando da geração Z, mas se a gente parar para para analisar, a geração Z hoje ela movimenta a economia do Brasil, né? E aí nós temos uma geração que além de movimentar a economia, porque a galera está no mercado de trabalho, nós temos essa geração que tem mudado, né, eh eh esse essa maneira de diversão, vamos colocar assim, de lazer. E aí essa rotina, né, de manter uma vida saudável, seria, é o que a gente tá levantando aqui, uma escolha genuína, né? Existe uma pressão por trás disso? Qual seria o impacto? O que será que nós vamos ver dessa geração daqui uns 3, 4 anos? É uma geração que ela foi obrigada, de repente, por conta da pandemia a ficar reclusa? E e aí esse movimento de online ele ficou mais presente. E aí ele que que aconteceu? Eles acabaram que acostumaram, porque a gente se acostuma com que é mais fácil e o online ficou presente na geração, né? Eh, é importante a gente trazer também aqui, meninas, que teve uma colega de vocês, uma eh especialista da saúde mental, que relatou paraa gente e eh de consultório que o adolescente falou que eh ele preferia mais o online porque ele não se sentia seguro em conversar presencialmente, né? E ela exposa que eu achei muito interessante e preocupante. Aí ela disse para ele o por que você, né, não não se sente à vontade em se expressar presencialmente com a pessoa que você conversa. Ele falou: "Porque eu não sei como iniciar uma conversa e nem como manter essa conversa". Então isso acende um alerta muito grande, né, das nossas gerações, das gerações que que a Z e as que vem pela frente, porque a falta de comunicação e de repente essa questão de de você eh manter a sua amizade, a cativar mesmo, ela está se perdendo, não é, Camil? Eu eu acredito que sim, né? Mas eu volto a salientar, todos os nossos padrões de comportamento, a maneira como nós aprendemos a conversar, a olhar no olho, a estar presente, tem relação do que nós aprendemos na nossa família. Uhum. Né? O quanto se sustenta disso, né? O quanto os pais também têm essa habilidade social que estão fomentando isso. Qual que o que que é mais fácil? Vou continuar o meu trabalho e vou deixar ele com o celular dele. Ah, ele é assim, é aborrescência, é mais fácil colocar um julgamento. De fato, estão se perdendo porque nós não temos mais esse convívio. Eh, é um movimento do compro online, desloco para outros lugares, é muito mais fácil e é sustentar uma conversa exige muito de nós. E no meu consultório eu também vejo, ah, eu prefiro não falar porque eu tenho preguiça de conversar ou assim, no sentido assim, eu eu prefiro dizer que você tá certa, prefere dizer pro pai e pra mãe que tá certo para não ter que discutir. Exato. Então, a negociação também faz parte disso tudo. Fica muito difícil, vamos pro mais fácil. E o nosso cérebro, ele vai buscar o caminho mais simples, mais fácil, com menos recurso, né? é natural, mas aí precisamos olhar o ambiente e falar: "Bom, eu tô percebendo um comportamento diferente. Que que eu posso fazer sim para melhorar esse comportamento dentro de casa? O que que nós podemos como sociedade? Porque se essa geração está assim, somos os responsáveis. Uhum. E aí eu penso num pêndulo, eh, na nossa geração, muita castração, muita dificuldade, muito não pode, apanha muito, nada, nada a gente consegue fazer. E uma que a gente pode tudo, eu posso tudo, eu tenho tudo, tudo fácil, tudo acessível. Então, perdemos um pouco esse equilíbrio do dar e do receber, do lutar, do fomentar um desejou. Quantos de nós da nossa época foi trabalhar cedo porque queria o próprio dinheiro quero o próprio dinheiro. Uhum. E hoje como é que tá isso? É claro que são recortes, né? Eh, recortes de de classe social também, porque o consumo de bebidas alcoólicas numa classe de vulnerabilidade, ele mantém, tá? A gente tá falando de um recorte classe média alta. Perfeito. Tá bom? Porque eh a migração também para outras substâncias. O Vape entrou com tudo. Então eu não bebo, mas eu fumo. E algumas substâncias, eh, que também são alucinógenas, podemos dizer assim, elas não combinam com álcool, então eles bebem muita água. Uhum. O uso de cannabis continua em alta, ele é mais acessível. Então, depende do que, para onde foi, com o que. Eu acho que eu trago muito mais perguntas que respostas. Eu sempre digo isso. Eu trago sempre mais perguntas, sempre mais questionamentos. Uhum. Porque o buraco é um pouquinho mais embaixo, um pouquinho mais profundo paraa nossa reflexão como sociedade. Muito bom. Esses questionamentos faz a gente parar para analisar, não é, Jaana? O que que tá acontecendo e até que ponto isso é bom, não é? Qual que é a sua avaliação assim da fala da da Camila? Eh, Camilo, acho que você traz uma verdade, né? a gente precisa realmente pensar sobre isso antes de apontar, né? Então, a coisa é muito mais profunda e você uma ótima observação quando você traz que é um recorte de classe, né? Eh, vamos pensar aí na na nas crianças da periferia, né? Eles não têm essa essa essa liberdade de escolha de vou num café, né? Num ambiente mais tranquilo, sabe? assim, eles vão usar o que tem ali, o baile funk. Eh, a a você entende? Então, assim, é realmente é uma parcela, né? Eh, e quando se trata dessa questão, né, do olhar dos pais, a gente sabe que eh somos a referência para essa para essa nova geração, né? Somos a referência, mas acontece que tudo isso também está afetando os pais, né? às vezes nem os pais sabem lidar com com tudo isso, né? Então assim, eh ampliar esse olhar eh antes de qualquer coisa, antes de um julgamento, antes de abontar, né? A gente recebe na clínica pais, mães desesperadas, eu não sei, não sei lidar com meu filho, sabe? Eu não consigo, eh, ele não me escuta. Então, assim, o que que tá acontecendo nessa dinâmica familiar, né? como que esses pais estão também se comportando, como você bem observou. Então, assim, é um cuidado, eh, porque você se dedicar ao outro demanda atenção, demanda cuidado, né? Então, a gente esbarra em várias coisas, como você colocou, ah, é muito mais fácil deixar ele quietinho lá no quarto dele, no no game da vida, né, no celular, nas redes social, do que eu ir lá conversar, explicar e falar, né? coisas que a a nossa geração anterior, né, os nossos pais pegava muito no pé, né, ficava ali, não, olha, mas é isso, a questão de sinalizar os valores, a importância de preservar aquilo que você tem, né, não assim como você falou, assim, hoje tudo é muito fácil, tudo é tudo no imediato, né? Então, vem fácil, vai fácil, não há uma valorização das coisas, né? Então assim, eh, a gente precisa rever, rever, eh, esse comportamento como a gente realmente se posiciona diante das mudanças contemporâneas, né? Estamos realmente atravessando tempos difíceis, né? Delicados, que vai demandar cada vez mais um olhar mais profundo, um olhar mesmo assim de afeto, né? Que eu vejo que que falta muito, né? com esse pensamento individual, né, com esse pensamento. Mas assim, você falou uma coisa que na hora que você falou, né, veio aqui em psicanálise, a gente fala associei aqui livremente, que é eh tem um termo que é muito utilizado assim, ai acabou a minha bateria social, sabe assim? Então assim, não vou falar, né, com o pai, não vou falar com a mãe, até com um grupo ali, ai, nossa, não dou conta, sabe? Tem preguiça, né? Tem preguiça, [risadas] preguiça social. Preguiça social. Então você percebe que aí acaba ficando nesse lugar de se isolar, né, de fazer outras escolhas. Ah, eu vou para um ambiente mais tranquilo porque eu não quero realmente contato com o outro. Eu quero ficar ali com aquele meu grupinho, com aquilo que essa identificação. Não existe um um se permitir coisas novas, né? Uau, quanto ensinamento, meninas. Muito bom. Quer pontuar, quer completar, Camila, por favor. Você tá até falando desse, dessa questão desse comportamento de substâncias e a gente vai para um outro caminho que é o trabalho. Hum. Por exemplo, e o fato do trabalho ele ser impactado. Hum. os nossos jovens estão vendo como estamos cansados, com burnout, eh, estressados o tempo todo, eles também vêm e fazem escolhas por visualização. Eles estão vendo o quanto nós nos desgastamos dos nossos trabalhos e eles optam, poxa, não quero isso para mim, também quero um afastamento disso tudo. Será que são novas escolhas? Uhum. Também comportamentais. Eu tô falando do trazendo o trabalho porque também é uma queixa dos pais. Meu filho não quer trabalhar, né? is clínica também. Uhum. Mas o a o uso de substâncias, o nível de comunicação e a escolha do trabalho estão intrinsecamente associadas nessa fase. Muito bom. Agora 8:26. A gente conversando aqui com a Jaaiana e a Camila, né? são profissionais da área da saúde mental explicando pra gente sobre esse comportamento da geração Z e nos mostrando assim claramente eh os impactos, né, que a gente pode eh aguardar para um um futuro, acho que não tão distante e a falta de equilíbrio, de repente, né, e e a questão da família, né, a família é o ponto base da vida do ser humano, né? E então a gente precisa dessas orientações. E aí quando a gente fala eh de geração Z, a gente fala também de consumo. E para falar um pouquinho de consumo, nós eh nossa produção conseguiu contato com eh deixa eu ver quem é que tá conosco. Eh o Robson Moreira. É isso, Robson Moreira, ele é analista de negócios do Sebrai São Paulo, tá com a gente ao vivo através do Zoom. Robson, seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação com a gente aqui no estúdio Câmara. A gente fala hoje sobre o comportamento eh da geração Z e nós eh especificamos, colocamos aqui no programa essa questão das baladas matinais ou então nas cafeterias, né, que já eh já são sem álcool e e os jovens estão eh escolhendo um modo de vida mais saudável. Então, eu gostaria que já na sua consideração inicial eh você trouxesse pra gente eh como a queda do consumo do álcool, a mudança do estilo de vida tá fazendo aí os estabelecimentos se adaptar com esse novo público da geração Z. Você tem visto o impacto ou isso não impactou o comércio ainda? Bom dia, seja bem-vindo. Bom dia. Bom dia, pessoal. Não, com certeza, né, você esse impacto tá sendo diretamente na nos pequenos negócios, né? Hoje, como você falou, as cafeterias já estão sendo o local de encontro, não só da geração Z, né, mas de outras gerações também, mas principalmente eles, né, esse novo estilo de viver que a geração traz e que eles vão eh vão levando pro mercado local, pro comércio, né? Então hoje cada vez mais você vê as cafeterias não só servindo café, mas também trazendo uma experiência, trazendo possibilidade da pessoa curtir o espaço, curtir o momento sem álcool, né? Sem essa questão da do uso de substâncias que te desassociem da realidade, né? Então antigamente muitas pessoas saíam para eu vou tomar uma cerveja depois do trabalho para relaxar e esquecer. Hoje a geração ela busca cada vez mais a experiência nesses locais. Então elas querem estar ali atentas ao momento, elas querem conhecer novas pessoas, elas querem conhecer novos produtos. Isso impacta diretamente no comércio, né? Você vê aí cafeterias trazendo eh eventos no fim de tarde. Você vê como você, ó, né? as festas e barzinhos cada vez menos frequentados por essa geração. E o que tá acontecendo? Esses cafés, esses barzinhos, eh esses barzinhos principalmente estão começando a apostar em álcool, experiências mais imersivas. Então a geração vem trabalhando, o consumo da geração vem trabalhando e moldando as empresas hoje. Se você não se adapta a essa geração, você não consegue se manter no mercado, né? A geração de D hoje corresponde a cerca de 20% da nossa população. Então é uma fatia muito no mercado que precisa sim ser explorado com os pequenos negócios. Excelente, Robson. Eu continuo com você aqui, então quero que você deixe uma dica pro pequeno empreendedor. É mais estratégico ele investir em grandes campanhas, né, ou fortalecer comunidades e nichos digitais para dialogar com esse público da geração Z? Qual que é a estratégia aí que você deixa, né, eh, para o o pequeno e médio empreendedor? Não, com certeza estratégias de nicho, pequenos influenciadores, porque o pequeno produtor, né, o pequeno comércio, ele não tem um uma verba muito grande para grandes campanhas, né? Então, quando a gente pensa aí com outdoor, a contratação de um ator clamoso, a gente tá saindo muito da realidade do feito pelo negócio. E quando a gente olha para dentro e vê assim, quem que é o meu cliente, quem esse meu cliente segue, quem esse meu cliente se identifica, né? E aí ele consegue olhar e procurar pequenos influenciadores, que a gente chama influenciadores da região, né? As meninas estavam falando agora, né? Da identificação com o local onde essa pessoa mora. Então a geração Z, ela vai muito atrás assim: "Aquele influenciador vai no local onde eu quero estar, eu posso talvez encontrá-lo lá e fazer uma foto com ele. Ele frequenta realmente por quê? Você causa uma identificação. E a geração Z trabalha com isso, identificação. Ela quer estar aonde quem a representa está. Eu não vai acreditar, né? Hoje aquele ator de novela foi lá e passou rapidamente, gravou um vídeo e falou: "Olha, é legal você vir aqui e tomar um café, trazer seus amigos". Ela quer estar aonde? Onde ela pode encontrar a pessoa que ela segue? onde ela pode encontrar aquele aquele influenciador aquela pessoa que representa. Então assim, campanhas com microinfluenciadores, campanhas até mesmo com os próprios jovens da glação Z, fazer com que eles experimentem aquilo e eles sejam sejam grande eh propagandistas, seja a grande cara dos locais. Então não adianta o pequeno negócio buscar investir em grandes campanhas, sendo que ele pode deve investir em pequenas campanhas, pequenas campanhas de experiência relação a iso. Excelente, Robson. Então, meninas, com a fala do Robson, a gente percebe que a geração realmente ela está influenciada pelas redes sociais, não é? Porque sobre as campanhas, né, pro micro e e médio eh eh eh empreendedor, ele eh salienta que é importante investir em pequenos influenciadores, onde o a geração Z vai sabe que vai chegar lá e vai encontrar aquela pessoa. Você vê que interessante, né? Realmente influenciada pelas redes, que é o que acho que tomou conta, não tem mais volta. A gente só precisa manter essa questão do equilíbrio. A produção tá me avisando que nós temos algumas perguntas aqui, então a gente já vai para as perguntas, aproveitar que estamos os três agora, os três convidados com a gente e o pessoal de casa tá participando. Então vamos lá. 8:33. Pode colocar na tela, produção, as perguntas que a gente vai eh repassando aqui. Vamos lá. Carolina Dias do Flamboian. Pressão estética e de produtividade nas redes. Deixa adolescentes exaustos. Quais hábitos reais constróem uma autoimagem saudável? Vamos lá. Eh, Jaana. Uhum. Uhum. Olha, essa questão da do corpo, né, da pressão estética, tá assim muito em alta mesmo, né? Eh, então assim, quando a eu vejo pelos adolescentes, né, as pessoas que eu acompanho, tem aquela coisa regradinha, né, de academia, de suplementação e de repente acontece alguma coisa no meio do caminho, eh, que precisou, tipo, hoje eu não consigo ir na academia, hoje não foi possível, fiquei doente. Isso gera uma frustração de uma dimensão assim de impactar eh questões emocionais mesmo, a questão da saúde, porque aí aí entra, né, eh a dificuldade de lidar com a a as consequências do dia a dia, né? Então assim, eh uma rigidez, né, assim, consigo mesmo, sabe? Assim, vamos ser flexível, né? trabalhar isso. É importante o cuidado com o corpo, é importante o cuidado com a saúde, mas vai ter momentos que a gente vai se esbarrar em algumas questões que não é possível, sabe? Então assim, a gente pode sempre recomeçar. Então assim, isso é algo que marca bastante, né? Ótimo. Vamos lá. A próxima pergunta a gente passa pra Camila. Vamos ver quem que tá com a gente. Pode colocar a produção, por favor, na tela. Eh, Júlia Porto do Jardim Garcia, lazer virou produtivo com academia e conteúdo para stories. Eles ainda sabem relaxar sem sentir culpa por não produzir nada útil. Uau! Excelente pergunta. Bela pergunta. Não podemos dizer pelos outros, mas que todos nós também nos sentimos impactados da produção no offline também é muito grande, né? [risadas] Estamos o tempo todo pensando e produzindo. E tem assim, existem duas vertentes. Ou esse jovem, ele tá produzindo um daily ali, falando pros seus próprios amigos, que é um nicho, ou ele está falando para uma audiência também, é um outro uma outra coisa. Então ele está o tempo todo pensando o que que eu vou mostrar de mim. E o que eu mostro de mim é um recorte da minha vida. Eu não vou postar o dia que eu tô frustrado porque não consegui na academia ou em geral a gente vai colocar isso de outras formas. E há uma tendência eh comportamental com relação à saúde e bem-estar, que nunca se falou tanto do consumo de proteínas, por exemplo, até água tem proteína. Sim, verdade. É, nós nunca falamos tanto disso. E talvez esses jovens, falo, nós e os jovens também somos influenciados pela mídia. Qual o movimento que a mídia tem feito para que nós estejamos tão inseridos? Uhum. Lazer seria ficar offline sem entrar na internet e não pensar no impacto que isso vai ter na segunda-feira. [risadas] É, perde-se isso, depende da avaliação que isso vai ter e que suporte no bastidor esse jovem também tem. Se ele não tem uma vida social ou se a vida social dele faz parte de um produto que ele é o produto, a gente tem uma dor. Se eu não dependo da rede social para estar no meu ambiente, eu tenho um ou uma outra dor. Uhum. Hum. Se eu posso tranquilamente, se o meu trabalho pudesse tranquilamente não depender de de rede social, eu ficaria muito feliz, né? Se a gente voltasse na época do analógico, estaríamos melhores de certa forma. Por outro lado, não estaríamos aqui unidos, conectados, recebendo todos vocês aqui. Lado bom, lado ruim de tudo. E quem vai avaliar é o sujeito dentro do seu ambiente e o que ele banca. Lembre-se, vai ter dor com postando ou não postando, eu vou ter um sofrimento. Qual dor eu banco? Se se essa dor tá me dando outros sintomas, ansiedade, depressão, eh sintomas físicos, insônia, bom, vamos reavaliar. Excelente. Muito bom. 8:37, mais uma pergunta pra gente aí, produção, e a gente direciona ao Robson. É isso. Então, vamos lá. Pode colocar aqui. Deixa eu ver. Fábio Nogueira do Nova Campinas. Jovens compram por reviews e indicações online primeiro. Como lojas do bairro podem usar isso para bombar vendas locais? Olha só que pergunta interessante. Valeu, Fábio. Vamos lá, Robson. Eh, você consegue ajudar o Fábio aí respondendo a pergunta dele? Oi, eu travei aqui, eu não ouvi a pergunta dele. Você consegue repetir? Sim. Olha só, jovens compram por reviews e indicações online primeiro. Como lojas do bairro podem usar isso para bombar as vendas locais? Ótima pergunta mesmo. E realmente é isso, tá? Os jovens hoje ele antes deles comprarem eles já tem certeza do que eles estão indo buscar, né? Ele já sabe exatamente como o produto funciona. Ele já sabe exatamente como o serviço vai ser prestado. E Fábio, como que você pode fazer isso para bombar nas redes sociais? Procurem as pessoas do seu baile que fazem esse conteúdo. Peguem às vezes o seu próprio cliente que tá indo aí e faça, pede para ele fazer esse review do produto, né? Lembrando do que eu falei, a gente não precisa de grandes influenciadores, a gente precisa de quem a geração se identifica. E é importante estar sempre postando nas redes, né? Porque não só a geração Z, a gente também vai comprar alguma coisa, a gente pesquisa, né? Eu falo que quando foi antes de eu pegar o produto, seja na loja online, seja ir até uma loja presencialmente, eu já escolhi, eu já sei exatamente como funciona, eu já vi produto para ser avaliado dentro das IA, comparando quais produtos eu posso comprar ou não. Então assim, como bombar nas redes sociais, tá sempre gostando, buscando um conteúdo de qualidade, um conteúdo que se identifique com o seu público. Então não adianta você colocar uma pessoa que não vai conversar com o seu público ali e principalmente faça você também esse conteúdo, por faça autoridade, faça eh responsabilidade sua perante o produto que você tá oferecendo. Excelente, né? É uma questão que não tem volta, né, meninas? Não tem como. A gente precisa só aprender a lidar e equilibrar. É o que nós enquanto o Robson falava, a gente se olhava aqui e falava: "Poxa vida, mas é assim mesmo, não tem volta, né? Tem uma questão de conhecimento, escolha e equilíbrio, Jaiana". Sim, sim, com certeza, né? Eh, acho que escolha principalmente, né? Olha, eu vou falar por mim, né? Aqui, né? Eu assim, eu tenho muita dificuldade com a tecnologia, né? Sei o básico do básico porque eu tive que me esforçar para aprender, né? Então assim, é algo maravilhoso, eu vejo, fico, né? Mas assim, é uma coisa que eu não tenho interesse em desenvolver, porque eu sei que todo mundo usa tal e tudo. Quando eu tenho algum problema, né, com algum equipamento, computador, celular, eu falo pro meu marido ou pro meu filho: "Me ajuda aqui, me ajuda aqui, mãe. Olha, é só você apertar aqui esse botão, já resolve." Ah, tá bom. Mas assim, é escolha. né? Eu falo por mim, eu escolho ficar mais nessa posição. Eu sei que tem momentos que eu passo apuro eu, olha, eu acho que eu falo por mim, mas eu sei que tem uma parcela também muito grande. E tem essa outra que não vai mais na loja presencial, né? É tudo as compras online e e chega. Eu falo: "Gente, eu não consigo comprar. Eu ainda tô lá no analógico, lá no atrás, assim, eh, eu gosto de ir na loja, eu gosto de pegar na mão, eu gosto de ver, mas eu superentendo a geração nova que está conectada dessa forma, né, de pesquisar antes, de ver, né, tem todo um efeito também assim prazeroso nisso, né, em você não não tenho deslocamento, eu não preciso entrar em contato com o outro, eu peço aqui, tá tudo certo, pass. Passa o cartão, sabe? É aquela coisa, né, de você ir na loja, de você olhar, de você escolher, de você pegar, ver, ah, gostei mais desse. Assim, são escolhas, escolhas, escolhas que estamos aí. É, e o jovem ele procura, eh, esqueci o nome dele, o Robson falou, por uma identificação com marcas. Então hoje ele, diferente de nós, ele tá preocupado com uma marca que preze um meio ambiente, ele quer um lugar aonde onde ele vai ter respaldo. Ele pesquisa muito também essa questão do propósito, que eu acho que isso é uma reflexão para nós, que marcas estamos consumindo e de que forma também eles trazem essa essa coisa positiva paraa nossa geração, que é uma geração extremamente consumista, mas que em geral agora eles estão trazendo uma outra perspectiva sobre o uso e consumo de peças, roupas, marcas e inclusive a identidade eh digital deles com influenciadores que tragam verdades. a gente acha que eles não têm noção, mas talvez nós somos mais enganados, né? Eles sabem quem é que consome ou não, não é? Exatamente. É isso. Eh, eles buscam a identidade, eles eles pensam muito mais no futuro, né? Eles não ficam olhando só pro consumismo e imediatismo. Esse esse processo de análise que eu vou comprar, ele é muito maior na geração Z do que na nossa geração, né? Eles vão olhar justamente isso. Realmente essa marca entrega o que ela tá me prometendo. Essa marca realmente é responsável ou não? Ela tá só usando ali, né, o que a gente chama de o hype do momento. Ah, produtos, né, como a gente teve alguns anos atrás, produtos cosméticos testados em animais ou não. Algumas marcas simplesmente foram lá que não, a gente não testa. Essa geração foi assim, a gente não testa desde quando, né? E alguns influenciadores começaram a mostrar, olha, a marca X fala que não testa, mas ela não testa a partir de agora. A marca ela já não testa a 5, 10, 15 anos. Então a geração Z trouxe essa perfeição, né? Eles trouxeram isso pro nosso dia a dia, não só nos hábitos de consumo, né, do que consumir, mas nos hábitos de vida também, né? A questão do do bom das das corridas das atividades físicas. Então, uma geração que nós falávamos assim: "Nossa, mas eles estão contestando tudo que tá acontecendo". E na verdade não, eles estão analisando e olhando o que vale a pena para minha vida e o que vai ter um impacto positivo na sociedade, no mundo, né? A gente vive, a gente vive muito no automático, eles não, eles param, eles olham. Isso é muito importante. Eles estão ensinando muito pra gente, pro nosso dia a dia e pro que vem pela frente. Excelente, né? um posicionamento eh é interessante, né? Eh eh do Robson, porque sim, se a gente parar para analisar, tem os pontos, né, de de equilíbrio eh das gerações e e a geração Z realmente é uma geração que pesquisa mais e tem mais facilidade, né, de lidar com toda essa essa ferramenta que nós temos em mãos hoje de pesquisa. Então, joga lá, vê o produto, joga na IA, compara preço, vê se realmente vale a pena e já chega lá e tipo assim, eu quero esse e pronto, acabou. E às vezes nem sai de casa para poder eh comprar o que precisa, né? É a geração Z e os seus impactos, né? A geração Z e o seu comportamento eh eh nesse mundo atual aí que nós estamos vivendo no aqui e no agora. 8:45. Temos mais perguntas, produção, se tiver um para cada um. É isso. É, então tá bom. Pode colocar na tela, por favor. O Adriano do Jardim eh Eulina. Deixa eu ver para quem vai. Então, nunca tinha ouvido falar a respeito desse comportamento. Vocês não acham que tenha um recorte de classe nesse movimento? Os jovens da periferia não têm acesso a estes espaços, até porque eles estão trabalhando nestes horários. Perfeito, Adriano. É isso mesmo. Inclusive, a Camila pontuou essa questão, né? Isso é um recorte que a gente tá fazendo aqui, né, Camila? Perfeito, perfeito. O jovem ele vai est trabalhando, ele vai ajudar o sustento da casa, então ele tem uma uma parentificação, ele tem uma adultização precoce de responsabilidades que o que não permite ele viver a sua adolescência, como outras classes podem ter a oportunidade. Por isso também a diferença do consumo de substâncias e bebidas alcoólicas e também de hábitos de consumo também são diferenciados. Exatamente. É, é uma questão mais eh eh de um jovem que de repente eh ele tem essa eh essa possibilidade, né, de estar nesses movimentos eh eh um pouco mais diferentes, né, do jovem que está lá à frente da família que está trabalhando. É um movimento que está acontecendo, né, mas não são com todos os jovens, né, Jaina? Sim. Com certeza. Acho que isso é importante a gente, eh, né, grifar aqui que isso não é com todos os jovens. Há uma parcela, né, que quem que consegue ser, né, geração Z dentro disso que está sendo apresentado, desse desse movimento que tá sendo apresentado, né, do dos cafés, né, eh, dessas escolhas. Então, assim, a gente tem que olhar muito para essa essa questão da classe social, né? Então, a gente sabe que sim, tem uma parcela que tem esse movimento, mas outra não, né? E assim, tem o lado positivo disso, né? Eh, que eu acho que a gente sempre deve olhar o o que que quais são os benefícios desse movimento, né? Se a gente pensa eh que o álcool, o excesso de álcool, o excesso de qualquer outra substância vai levar a alguma condição em algum momento, né? Eh, principalmente quando se trata dessas questões da saúde, né, da saúde mental, da saúde emocional. Então, assim, não só isso, né, há um impacto na pessoa que consome e na própria família. Então assim, eh é realmente um assunto delicado que precisa, né, um um cuidado, né, eu diria que é uma nova forma, né, de eh subjetiva assim mesmo de cada um, né, olhar para as questões eh pessoais internas eh desse equilíbrio que se busca hoje em dia. Exatamente. Muito bem. Vamos lá. Mais uma pergunta então pra gente na tela. Produção, pode colocar. Vamos ver. Eh, Felipe Duarte do Jardim do Lago. Crianças de 12 anos já fala em fomo, de não postar tudo. Como ensinar presença em telas sem eles se sentirem excluídos do grupo social. Uau! E agora vamos lá. E quem vai vai precisar [risadas] de bastante letramento dos pais? Porque uma criança de 12 anos, ela está sob responsabilidade sim desse desses pais desses tutores, né? a gente tem o ECA, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que vem falando sobre posicionamento digital e a corresponsabilidade das redes sociais e dos responsáveis por essa criança. Então, se essa criança já está em fomo agora, quem está olhando por essa criança? Ela não está no seu pleno exercício de poder escolher de forma consciente aquilo que deve ou não. O termômetro vai ser o que a família sustenta. Qual o posicionamento da família com relação a isso? Uhum. Se essa criança ela não tem condições, ela não lida com as frustrações, não seria importante buscar uma ajuda terapêutica? Esses pais também buscarem orientação de quem pode olhar o todo, olhar os pais e olhar a criança, né? fomo, que é essa coisa de eu querer estar em todos os lugares o tempo todo para 12 anos, realmente precisa de um olhar bem carinhoso, bem cauteloso, porque isso pode escalonar num nível muito grande, inclusive de sintomas eh de ansiedade principalmente, né? Perde-se uma infância, ganha-se mais transtornos. Poxa, vida preocupante, né? Muito preocupante, muito preocupante, né? Eh, acho que essa fala, essa última fala tua, Camila, perde-se uma infância, ganha-se mais transtorno, né? Então, assim, eh, é delicado, né? Então, assim, precisa de estar ali presente. E a gente vive eh nesse movimento, né? Estamos mais presente ou mais ausente, né? Não vamos generalizar, mas a gente sabe que tem uma parcela que sente toda essa ausência, né? Então assim, eh, olhar para essas crianças com realmente atenção, porque as crianças dão sinais, eles falam o tempo todo e as crianças são, eles observa tudo também o tempo todo, né? Então assim, o papel dos cuidadores, dos pais, de quem está ali cuidando dessa criança é essencial. né, para tá orientando, para tá conversando, para tá explicando, né, eh, os efeitos de tudo isso, gente. É uma criança, essa criança tem que brincar, essa criança tem que viver essa fase dela. As crianças de hoje não vivem mais essa infância, né? Você pode ver que tem pesquisas que mostram que houve uma queda significativa nas vendas de brinquedos. Poxa, por e o aumento do da dos celulares, porque as crianças não brincam mais como antes, né? O brincar na rua, o brincar de boneca, brincar de carrinho, aquilo que fazia parte. Então assim, há uma substituição aí desse desse o brincar, né? E os impactos estão aí. Então assim, é isso mesmo. Agora 8:51, a última pergunta, então é isso, né? Então tá certo. Vamos lá. Eh, pode colocar na tela, produção. Vamos direcionar pro Robson. Vamos ver. Douglas Matos do bairro Ponte Preta. Dia vira noite paraos jovens sóbrios. Faturamentos de café explode enquanto bares noturnos definham na região. Os bares estão apenas se adaptando a essa realidade. Uau, Douglas, muito bom. E agora? E agora, R? Ótima, ótima pergunta, dout a questão realmente, né, os bares os cafés têm aumentado seu faturamento e os bares têm diminuído seu faturamento, mas o que que a gente precisa? Uma adaptação a essa realidade, né? Como o Douglas mesmo traz. Se a gente ficar em qualquer tipo de negócio, olhando pro modelo que sempre deu certo e não acompanhar o mercado, não acompanhar a geração que está consumindo nesse momento, a gente vai ter um problema mesmo com queda de ficamento, né? né? Como o Douglas falou, acaba definhando da região que a gente precisa que esses bares ou qualquer outro tipo de comércio que vê o seu faturamento cair, é uma adaptação, é estudar o mercado, é olhar quem tá comprando, né? Então não adianta a gente pensar assim, sempre vendi isso, sempre ganha dinheiro com isso, mas quem comprava isso, né? Então a gente fala aí de uma população que é mais de 20%, né? essa geração Z hoje que são 20% na população e é uma população economicamente ativa, né? Como foi eh trazido aí, muitos têm que trabalhar, muitos já têm esse dinheiro, então eles precisam o quê? Ter aonde gastar. E eles vão gastar o quê? Buscando qualidade, buscando experiência, buscando coisas novas. Então sim, o processo tem que ser de adaptação de quem tá no mercado olhando para quem tá conto agora. não tem opção. A gente precisa se reinventar o todo. Exatamente. Nossa, gente, quero agradecer aí essa conversa, esse bate-papo que nós tivemos aqui sobre a geração Z. Realmente, eh, a gente precisa falar sobre isso, né? Os pontos positivos, os pontos negativos, como manter o equilíbrio, a questão da escolha, né? E e é algo que não tem volta, a gente vai seguir e é só evolução e a gente precisa nos adaptar, ser consciente e entender aí os pontos, tentar eh trazer um um ponto de equilíbrio para que as coisas possam fluir, né, tanto pra geração, quanto pra família, quanto pros negócios. E assim a gente vai encerrando o nosso programa eh eh com a o pensamento que a geração Z não apenas muda hábitos, né? Ela redefine o que significa viver, consumir, relacionar, digital, presencial, excesso, equilíbrio. É uma nova forma de de estar no mundo, né? Pode ser mais consciente, mais seletiva, talvez mais exigente, depende da forma com que a gente observa. E a gente agradece a participação aqui dos nossos convidados, começando a nossa consideração final. Muito obrigada, Jaana. Obrigada pela sua participação, pela sua presença, pela entrega e pelo ensinamento que você deixou pra gente hoje, viu? Gratidão. Imagina, Rú. Eu que agradeço, né? A gente vê realmente uma nova uma nova forma de satisfação, né? Eh, dessa geração que está atravessada por várias questões simbólica, né? É isso mesmo, né? A gente agradece você. Gratidão mesmo. Você, Camila. Obrigada mais uma vez pela sua participação, presença, entrega e pelas perguntas que você deixa no ar que faz a gente pensar muito, viu? Valeu mesmo. Obrigada. Eu que agradeço. Ó, a nossa conversa foi muito rica e eu acredito muito no poder das conversas e dos pensamentos, né? Enquanto estivermos vivos, podemos mudar. que possamos ter esse pensamento para tudo. Maravilhoso. Gente que agradece vocês e agradecendo você também, viu Robson? Obrigada pela sua participação, pela sua presença com a gente, apesar de rapidinho aqui, mas você esclareceu algumas dúvidas muito importantes referente à questão do comércio, né, que também eh sobrevive com a geração Z e precisa de adaptações. Gratidão, viu? Muito obrigada, Rúbia, pelo convite. É, como foi falado, a geração Z tá criando novos hábitos e você que trabalha, você comerciante precisa se adaptar a esses hábitos. não é passageira, é uma nova realidade que a gente precisa se adaptar, precisa trabalhar e buscar aí cada vez um melhor para essa geração, pensando também na saúde e qualidade de vida deles. Muito obrigada mesmo. A gente agradece então vocês, nossos convidados do programa de hoje. Agradecemos você aí de casa pela participação, né? Muito obrigada e que a gente possa entender um pouco mais sobre os comportamentos que fazem parte [música] do nosso dia a dia, da nossa vida. Estúdio Câmara vai ficando por aqui, mas amanhã a gente te convida a fazer uma pausa. É isso mesmo. Amanhã, gente, nós vamos falar da pausa. Isso. Eh, a pausa vale a pena, as pausas certas, o momento certo [música] podem aumentar a produtividade, melhorar o foco e estimular a criatividade. Olha, estudos da neurociência mostram que o cérebro não foi feito para manter a tensão contínua por longos períodos, não, viu? sem intervalos, a tendência é queda de rendimento, aumento de estress, dificuldade de concentração. Mas quando essas pausas são feitas de forma estratégica, o cérebro consegue reorganizar as informações, recuperar energia e voltar ainda mais eficiente. Então fica aí a pergunta: trabalhar sem parar é realmente sinônimo de produtividade ou estamos indo contra um funcionamento natural da mente? E a gente fala aqui de trabalhar, mas a questão também da pausa, quando a gente tá nas telas, né? você dá uma pequena pausa. Eh, amanhã a gente vai tentar entender como as pequenas pausas podem transformar a nossa rotina, o nosso desempenho e até a nossa saúde mental, porque nós estamos em um looping, a gente não tá parando nem de trabalhar, nem de se conectar e muito menos para dormir. Tem gente que nem dorme mais ou dorme 2 horas por noite e acha que tá tudo bem. [música] A gente precisa parar, mas parar de forma consciente. E é sobre isso que a gente fala amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo aqui no nosso estúdio Câmara. Um grande abraço para você. A Iria tá chegando aí daqui a pouquinho direto da Central Iá, trazendo informações atualizadas. Eh, ao meio-dia nós temos Câmara Notícia também com informações ao vivo direto do estúdio. E lembrando que nós temos também às 18 horas a reunião ordinária direto do plenário da Câmara. Você pode participar de forma presencial também, tá? E se você não puder, assista aqui na TV Câmara Campinas e no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. A gente agradece você. Um grande beijo, fique bem e até [música] amanhã, se Deus quiser. Ciao [música] [música] [música] [música] [música]
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