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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo para falar de comportamento, bem-estar, mente e qualidade de vida. Hoje, segunda-feira, dia 1eo de dezembro, hein? Que dezembro seja um mês sensacional para mim e para você. E hoje nós vamos discutir um tema que faz parte da vida de todo mundo. Como as emoções influenciam as nossas decisões e como o conhecimento jurídico pode nos conduzir a escolhas mais seguras e responsáveis. Fica com a gente, participe conosco, mande a sua pergunta, a sua experiência, talvez 1997829377, WhatsApp na tela para você aqui. E conta pra gente, olha só, a emoção já te atrapalhou em algum momento da sua vida? Conta pra gente, interage conosco, porque hoje nós temos aqui uma advogada e também uma psicóloga que nós vamos aliar aí essa questão para falar das emoções para você aí de casa, tá bom? Aguardamos a sua participação. Agora vamos atualizando algumas informações. A Câmara de Campinas vota hoje, durante a reunião ordinária de número 75 dois projetos importantes. O primeiro é o projeto de lei complementar 80 de25 do executivo que cria o alvará de execução autode declaratório para obras. O segundo é o projeto de lei ordinária número 97 de 2024 do vereador Rubens Gás que institui o programa cultural A Voz do Samba na periferia. Bom, vamos lá. O projeto de lei complementar 80 eh de 2025, ele propõe um novo modelo de licenciamento para modernizar processos, reduzir burocracia e agilizar obras no município. Alvará poderá ser usado para demolições totais, reformas em ampliação de área e construções horizontais com responsabilidade direta de profissionais habilitados e proprietários. O procedimento ocorrerá por meio da plataforma Aprova Fácil, que fará checagens automáticas dos parâmetros essenciais. O texto também prevê penalidades para declarações incompatíveis com a legislação. Já o projeto de lei ordinária 97 de 2024 cria o programa A Voz do Samba na periferia, que leva apresentações de artistas campineiros às regiões periféricas, ampliando o acesso da população à cultura e fortalecendo a cena local. A reunião ordinária de número 75 começa às 6 da tarde no plenário da Câmara com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e pelo canal da emissora no YouTube. Você pode participar, fique à vontade, tanto presencial quanto online. E mais cedo, às 3 da tarde, a Comissão de Constituição e Legalidade realiza a 18ª reunião ordinária deste ano, com análise de pareceres para nove projetos, entre eles, o parecer favorável do vereador Eduardo Magoga ao projeto de lei complementar do vereador Marcelo Silva, que reserva 20% da frota do transporte público coletivo, exclusivamente para mulheres nos horários de maior movimento, ou seja, das 6 às 9 da manhã e das 5 às 8 da noite. 5 da tarde às 8 da noite. De segunda sexta, o percentual poderá ser ampliado conforme a demanda. O texto prevê que os veículos podem ser escolhidos da frota atual ou incorporados pelas concessionárias e reforça a que as passagens seguirão autorizadas a, aliás, as passageiras, perdão, seguirão autorizadas a utilizar qualquer ônibus do sistema. A reunião também é aberta ao público, será realizada no plenário da Câmara com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo canal oficial da emissora no YouTube. Muito bem, é atualizad as informações e agora nós vamos para a previsão do tempo hoje. Quem foi que passou calor ontem, hein? Levanta o dedo. Gente do céu, que calorão ontem. Hoje não é diferente. Sol com algumas nuvens durante o dia, períodos de nublado, né? Aí à noite, noite tranquila, sem nuvens, muitas estrelas no céu. Temperatura aí, ó, mínima é 18, máxima 35. A gente sabe quando a máxima fica 35, sensação térmica vai para 40, né? Muita hidratação, uma boa segunda, uma linda semana e um mês abençoado para todos nós. E agora vamos ao nosso tema central, apresentar também as nossas entrevistadas, as nossas convidadas do programa de hoje. E você, né, já tomou aquela decisão no impulso? Depois se arrependeu? Quem nunca deu escolhas importantes por medo ou ficou travado diante aí de várias opções sem saber qual caminho seguir. Segundo dados da PUC São Paulo, 60% dos adultos têm dificuldade de decidir sobre estress emocional. em um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina, revelou que o medo é a emoção que mais distorce o nosso julgamento, seguido da impulsividade e da pressão do ambiente. E quando emoção e decisão se misturam, isso não afeta só psicológico, mas também pode gerar riscos legais: assinados no impulso, acordos mal avaliados, escolhas rápidas sem olhar as consequências. Por isso, entender a ligação entre emoção e racionalidade é essencial pra vida pessoal e também pra vida profissional. Para essa conversa, eu recebo a psicóloga Rafaela Fiores. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença mais uma vez. Bom dia. Bom dia. Obrigada. É um prazer estar aqui de novo, né? E com uma temática muito importante. Para quem não me conhece ainda, meu nome é Rafaela Fiorei. Eu sou psicóloga e psicanalista, pós-graduada em psicanálise e clínica. eh, saúde mental com dependência química e trabalho também na na área social com demandas de alta complexidade. E agora estou cursando também a psicologia jurídica, né, para auxiliar todo esse processo eh sobre uma perspectiva psicológica. Excelente. Quanto conteúdo, né? Aí, obrigada pela sua presença, por compartilhar informações tão preciosas com a gente. Rafaela, completando o nosso time desta segunda-feira, a gente recebe aqui a advogada Catarina Fiore, também presente aqui pela primeira vez, né? A Rafa já esteve aqui com a gente e agora Catarina, pela primeira vez, seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Importantíssimo falarmos desse assunto. Bom, é minha primeira vez aqui. Meu nome é Catarina Fior. Eu sou advogada, especialista em contratos e pós-graduada em direito do consumidor. Então, acho que vai ser uma conversa que irá contribuir muito para todos aqueles que tomam decisões diariamente. Excelente, né? Quando a gente lembra de decisões, a gente vai volta atrás um pouquinho, lembra da Black Friday, né? Quanta gente tomou decisão, gente? Comprou ali, pá, pum, e agora, hoje, segunda-feira, você fala: "O que que eu fiz na emoção?" E é mais ou menos sobre isso que a gente vai falar, tá bom? Vamos lá, Rafa. Eh, por que essas emoções elas tomam conta da gente? Como que as emoções influenciam diretamente o nosso processo de tomada de decisão? O que que acontece com o nosso psiquê? Por que que tá muito ligado à emoção com a decisão? E por que que às vezes a gente faz uma decisão errada nesse momento? Uhum. Eu acho que até o que nos diferencia enquanto seres humanos, né, dos animais é a racionalidade e a intensidade das emoções. A gente não se baseia só nos instintos, né, como os animais vão vão seguindo, né, toda a sua geração. Então, ao mesmo tempo que isso é bom, eh, também traz alguns prejuízos e alguns impactos na nossa saúde mental. Então, é muito comum, né, eh, que momentos de decisões muito significativas, eh, exista impulsividade, exista medo, exista ansiedade, exista, eh, angústia diante daquilo que pode até geralmente paralisar aquele outro. Eh, e por que que essas emoções elas vão influenciar tanto? Eh, emoções em si, sentimentos são coisas positivas que a gente carrega. eh, sejam elas boas ou ruins, mas quando elas descompassam eh e e se desconectam do nosso lado racional, que é um complemento, né? A gente tende, né, a se colocar num lugar de risco, porque até o medo é importante, tá? Que então o o até o medo é importante pra gente não se colocar em risco, mas aí eu não tô com medo porque aquilo parece bom para mim. Eh, só que cada sujeito vai carregar um repertório, uma bagagem. Então, o que ele sabe sobre isso, né? Como que foi durante a vida dele? O que ele viu os pais dele fazendo ou o que que ele entende que é certo? ou que fase da vida ele tá vivendo para tomar uma decisão dessas. Então, se a gente não usar, né, as nossas emoções como esse termômetro, a gente pode cair em situações de risco. Excelente. Quando a gente fala em situações de risco, a gente vai pro ambiente jurídico, né? E a Catarina eh responde pra gente: "Você percebe e decisões apressadas, motivadas por emoções? O que que costuma acontecer nesse caso no ambiente jurídico? Você já presenciou algo eh nesse quesito que a gente tá falando agora sobre a emoção que impactou uma decisão? Sim, chega muito para mim diariamente pessoas que vêm com a demanda. Eu assinei um contrato e eu não li. E por que eu não li? Eu não li porque eu tava muito empolgado para ter essa decisão ou eu realmente estava com medo, não estava entendendo nada, mas queria sair daquela situação de uma vez por todas. Então eu assinei e isso acarreta consequências pro nosso depois, né? O meu eu depois vai ter que lidar com cláusulas abusivas, com juros, com direitos que eu abri mão por não ter lido, por ter agido na emoção. Então, é importante que a gente esteja racionalmente consciente nesse momento, porque a grande maioria das vezes os contratos eles se prolongam no tempo, ou seja, não é uma decisão que eu vou assinar agora e daqui um tempo eu não preciso me importar com isso, não. Eu estou arcando ali com uma consequência que vai se prolongar no tempo. Eu vou lidar com aquela minha escolha por muitos e muitos anos, o que acontece muitas vezes. Então, o que mais chega é essa questão. Eu não assinei o contrato. Às vezes a pessoa não sabe falar o porquê, mas dá para notar que ela simplesmente estava com as emoções a flor da pele. Uhum. Exatamente. Um exemplo que a gente pode ter é que de repente assim você casa própria, né? É algo que a gente tem o nosso o nosso inconsciente ali, né? Porque é algo cultural, né, Rafaela, que veio e aí você pensa eh crescer, trabalhar, estud estudar, trabalhar, eh ter uma casa, casar e ter filhos, né? Quem é que diz que tem que ser assim? Mas isso está enraizado, né, na nossa cultura. E muitas vezes as pessoas vão eh fazer um contrato para comprar uma casa e tem lá aquelas escritas tão minúsculas e a pessoa na ansiedade, tipo assim, eu vou conseguir agora realizar o meu sonho, não lê aquilo e aí passam do tr anos, ela vai ver que não era aquilo que ela queria e ela agiu pela emoção e não pela razão. Então, Rafaela, por mesmo, olha só, mesmo sabendo, a gente sabe, gente, racionalmente o que é melhor para nós. Eu sei o que é melhor para mim. você sabe o que é melhor para você. Mas mesmo sabendo disso, a gente faz ao contrário. Algumas vezes. O que que acontece? Eu sei, mas eu vou agir de forma diferente. Então, o por que disso? O que que tem a ver essa desconexão do nosso cérebro? Onde que acontece isso? Uhum. eh em momentos assim como esse, né, que a gente vê eh que a emoção ela se aflora a ponto, né, de de alguma forma haver uma eh um problemática com relação à tomada de decisões, como por exemplo, esse afeto que ocorre no nosso córtex pré-frontal, né, aqui que a gente bate a mão e fala: "Nossa, né? E é justamente ali que a gente vai filtrar como que ocorre essas emoções. Eh, eu acho que em contextos, né, eh, a gente pode até saber o que é certo, mas a gente não tem repertório para sustentar. Então, é muito comum de de acompanhar, de ver casos eh que a pessoa ela é tão tão insegura que diante dessa figura ali de eh de poder, né, o gerente do banco, advogado, juiz, todo mundo que ela entende que está acima dela e que na verdade não está, só tem um conhecimento diferente, ela só acata. Ah, então ela pode até perceber que alguma coisa ali talvez não bateu, mas ela não se posiciona porque aí ela fica num lugar de não, ele sabem muito mais que eu, mas e os meus direitos, né, e o meu olhar para mim mesmo, né? E o meu questionar, aonde que cabe nesse lugar? Então, eh, essa emoção também tem a ver com o sentimento de insegurança, de não conseguir lutar, plear aquilo que é seu por direito. Excelente o que você falou. E aí nos remete aquela situação simples do dia a dia, no momento de decisão de uma compra, se a gente for parar para analisar, né? Você tá diante de alguém que você entende que de repente tem mais conhecimento que você e você não é capaz de contrapor aquela pressão, né, que a pessoa faz para que você execute de repente uma compra. É mais ou menos isso que acontece e depois a gente vai pedir socorro para você, não é, Catarina, né? Pedir socorro lá eh eh na advogada, né? Na na doutora, enfim, vai lá fala: "Socorro, doutora. Olha, não queria fazer isso, acabei fazendo. Você sabe que a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, bem como outros órgãos de Defesa do Consumidor, frequentemente alerta, né, que grande parte aí das dos conflitos das compras e serviços acontece de assinatura de contratos de forma simples e rápida, né, sem leitura, sem a leitura completa e atenta de todas as cláusulas e decisões. Então, vamos lá. Assinar contratos no impulso é uma realidade comum. Então, Catarina, quais são os riscos mais frequentes eh eh de assinar um contrato por impulso? Porque se eu assino o contrato por impulso agora, aí daqui uma semana eu vou parar e ler o contrato, né, que eu não li na hora que eu assinei, eu tenho como voltar atrás? Sim, foi exatamente o que você trouxe pra gente. Hoje em dia, pós pandemia, principalmente, está muito fácil eh assinar contratos. Você abre, faz um clique, assinou, se comprometeu por não sei quanto tempo. Então o que que acontece? A gente tem a questão do consumidor, quando você faz a contratação e tem o direito do arrependimento nos casos em que esse contrato ele é firmado fora do estabelecimento comercial, então ali há uma margem para que a gente desista desse contrato, cancele ele de alguma forma. Só que as pessoas costumam procurar depois desse período ou até mesmo pessoas que assinam presencialmente me procuram depois. Então há milhares de demandas que vêm das consequências da assinatura de um contrato que você não estava preparado, às vezes emocionalmente, às vezes racionalmente para lidar. Então como que a gente vê? a gente assina um contrato, tem o período de arrependimento, vai lá, corre atrás, às vezes consegue. Mas na grande maioria dos casos, as pessoas às vezes não têm o conhecimento, o que é comum, infelizmente não é tão disseminado como gostaríamos que fosse, mas os casos que acaba perdendo esse prazo, o que que a gente pode fazer? Eu, como atuante na área do direito, eu vou tentar minimizar ali os danos que vão ser causados por esse contrato. Ou seja, a gente tem uma minimização de danos e nós temos as consequências que eh eventualmente a gente não vai conseguir reverter, né? Então, por isso que é muito importante que a gente preste essa atenção, leia tudo, entenda as cláusulas. Não entendi isso, ok, pesquise. Não entendi pesquisando, de preferência busque um profissional que possa esclarecer tudo que você tiver, porque aí você vai ter o poder. A partir do momento que eu tenho poder, eu tenho a confiança, eu vou fazer uma escolha bem melhor para mim no futuro. Excelente. Agora, a gente falou aqui de contratos, né, de de negócios e tal. Você sabe que tem uma questão de que a gente pode falar que afeta muito eh eh o psicológico e a gente as pessoas têm vontade de fazer tudo muito rápido e acaba não prestando atenção e isso lá na frente dá um problema eh muito grande. A gente fala de divórcio, né? Eh negociação de divórcio, conflitos, tomada de decisão. A pessoa nem sempre tá no seu estado eh o melhor estado mental, podemos dizer assim, né, Rafaela? E nessa nessa questão do divórcio, como é que você avalia? Existe muito erro, né, nesse momento aí, eh, pelo simples fato da pessoa querer se livrar daquela situação, que eu acho que é uma das piores situações que envolve emoção em razão, não é isso? É quando a gente fala de um divórcio, né, a gente fala de uma relação que ela é interrompida, né? A gente não sabe o que aconteceu antes, né? que cada caso é um caso, como que foi esse envolvimento? Eh, depois a Catarina pode explicar melhor sobre a questão dos contratos, né, no meio legal, mas existe a paixão, existe a impossibilidade, existe o envolvimento. E aí a gente entra eh em demandas sociais, né, que é como a cultura da pressa, né, que a gente já trabalhou aqui. as pessoas estão ali correndo, correndo e tem que manter a casa e tem que manter os filhos e tem que trabalhar e tem que se estender. Em que momento também que aquele casal tem para ele, né? Tanto que muitos da dos problemas eh matrimoniais eles estão relacionados ao dinheiro, eles estão relacionados a essas brigas, elas giram o entorno de não conseguir sustentar a relação afetiva. Então, ah, vamos terminar, né? que agora é tudo, né? Ninguém luta mais, ninguém vive o processo de reconstrução, agora a gente decide e vai embora, eh, porque aí é um problema menos. Eh, e muitas vezes, né, a pessoa se divorcia e continua ali nessa relação. Eh, vê que o espaço foi bom pros dois, vê que agora consegue ouvir, vê que agora consegue conversar, mas será que precisava ter esse ter vivido toda essa dor, né, que envolve não só eles, às vezes os filhos, a família. Então assim, não existe um divórcio perfeito, né? Mas eu acho que existe um bem conversado e um bem elaborado para que nenhuma das partes depois eh retome um processo, abra uma ferida que já tá ali para se curar. Excelente, Catarina, essa questão do divórcio, né? Eh, medo, pressa e vontade de fazer tudo rápido. Isso impacta na perda, né? é importante para um ou para o outro. Você tem presenciado isso? Você pode falar mais sobre eh o impacto dessa dessa questão eh quando a gente fala de divórcio nas emoções e aí nas decisões que devem ser tomadas nesse momento? Claro, do início do matrimônio até o final é um contrato, né? Por mais que a gente não goste, não gostaria de enxergar desse jeito, é um contrato aonde você escolheu o regime de bens adequado. Muitas vezes as pessoas falam: "Ah, não, separação é coisa para casal que não que tá pensando em separar". Não é. É que você tem que pensar a longo prazo e como um adulto racional. Então, a gente tem que considerar esse início, esse meio. Infelizmente algumas vezes esse fim eh chega para nós a demanda, para mim e outros colegas advogados. Ai, vai ser amigável, tá tudo certo, nós vamos terminar de um jeito maravilhoso. Passou uma semana, você acaba conhecendo aquela pessoa, né, como dizem. Às vezes você conhece o seu parceiro quando vem chegando ao fim o relacionamento, mas não é isso, né? tá todo mundo a flor da pele porque terminou uma relação de não sei quantos anos que tem filhos, tem cargo emocional, tem obrigações, então a pessoa, é claro que ela vai estar carregada de sentimentos. Então é nesse momento que a gente como advogado faz um pouco do papel do psicólogo, né? Uhum. Que é escutar, que é acolher, que é entender o lado, é deixar a pessoa colocar para fora, né? E isso vai clareando a mente da pessoa. Por isso que a gente considera uma conversa, uma orientação jurídica tão importante, porque você coloca para fora e muitas vezes você toma conta, ah, isso daqui realmente eu acho que eu tô viajando, não é isso. A gente pode considerar isso e tornar menos danoso uma situação que é já em si muito estressante. Então, por isso que é importante você sentar, conversar com o profissional. E eu digo, o profissional também como psicólogo, é importante nesse período, como todos os outros da sua vida, porque a tomada de decisões na vida adulta, ela não é simples, ela não é fácil, ela vem com muitas responsabilidades eh subsidiárias da principal. Então, o que a gente vê são pessoas ali querendo: "Ai, eu vou me vingar e eu vou fazer desse jeito" e depois se arrepende e quer amigável, não quer mais amigável. Então é uma mistura de emoções. Eu digo que a área da família envolvendo o direito é a mais que você vai ter que ter um manejo das emoções do seu cliente, porque ele vai chegar fragilizado, mas a gente pode culpá-lo, né, por estar saindo de uma relação, estar se sentindo assim, não. Vamos acolhê-lo e orientá-lo da melhor forma em todos os âmbitos, sabe? O advogado, ele não é seu inimigo, ele está ali para te orientar da melhor forma, porque você tem o direito de saber quais são os seus direitos e deveres enquanto pessoa em sociedade. Isso só vai servir para te fazer crescer como ser humano. Quanto mais conhecimento nós temos, é melhor para nós, porque aí vamos sentir confiança para fazer tudo nessa vida. Então, aliado a um bom psicólogo e um bom advogado, você consegue ter uma vida muito melhor. Uau! Excelente. E é verdade, né? É verdade. Você precisa ali do direito para te orientar, mas você precisa do psicólogo para te, vou falar assim, para equilibrar esses sentimentos, principalmente quando a gente fala nas tomadas de decisões, né? Aí o que que vem? Vem o medo. E o medo a gente sabe que ele paralisa. E aí, Rafaela, o medo paralisa. e a tomada de decisão acaba eh sendo não tão assertiva e faz, de repente com que a gente perca oportunidades na vida. Como é que a gente pode fazer pra gente lidar com o medo? Porque como você trouxe no início, o medo ele é necessário, ele é um e ele é um sentimento o medo e ele faz parte da nossa vida, né? É importante você ter medo, mas esse medo também não pode transbordar a ponto dele te paralisar na tomada de decisão. Como é que faz para equilibrar esse tal desse medo aí? E ele é um sentimento, né? É um sentimento. O medo é, né? Aham. Eu fiquei, que que será que é o medo, né? A gente sente medo. Então ele é um sentimento. Isso. Ele também é ele é bem instinal, né? A gente sempre teve o medo, os animais têm medo, eh porque ele é um mecanismo de defesa também, né? Se a gente não tivesse medo, eh, a gente se arriscaria demais, né? Ah, tá no telhado ali, vai pula. Então, assim, ele vem também trazendo uma proteção daquilo que que é uma ameaça externa. Uhum. Quando a gente fala de equilibrar, de elaborar esse medo, a gente fala de um lugar eh em que você vai ter que se colocar diante, em frente a si mesmo, seja num processo terapêutico, né? eh para entender qual que é a raiz desse medo, porque cada um tem um medo específico, né? Tem gente que tem medo de palhaço, tem gente que tem medo de eh de mudança, tem gente que tem medo eh daquilo que não controla. Então, qual que é o seu medo diante dessa situação? Porque o contrato, a decisão, a oportunidade em si, eh, é a ponta do iceberg. O que que, na verdade, eu tenho medo? Eu tenho medo eh de às vezes conseguir sair de uma situação da minha vida, de às vezes viver o luto por aquilo que foi anterior, eh de às vezes até de acender socialmente ou financeiramente, eh, porque carrega traumas de pobreza. Então assim, é muito amplo, mas a gente precisa dele, só que ele não pode nos dominar, ele tem que ser só mais uma dessas partes regulatórias nossa, eh, que nos proteja e não que nos limite, não que nos reduza. Então, v vamos sim perder algumas oportunidades por medo. É, mas se eu não elaborar essa perda dessa oportunidade que eu que que eu estava muito amedrontada para lidar naquele momento, vai vir a próxima. Então, se eu não tenho repertório ainda, eu vou perder a próxima. E a próxima e a próxima. Uau! Olha só como paralisa, né? A gente precisa ter o equilíbrio aí desse medo. E que bom que a gente tem medo porque senão ia viver como se não houvesse amanhã, né? Mas eh a gente precisa equilibrar esse medo também. para que a gente não perca as oportunidades. Agora, Catarina, tem um checklist jurídico que e eh você considera pra gente poder eh tipo estudar, né, antes de assinar qualquer documento importante, porque assim, geralmente, eu tenho quase certeza, as linhas pequenininhas, não sei porque que elas existem lá, de repente é uma pegadinha, sei lá o quê, mas enfim, a gente na emoção é muito raro de ler essas linhas pequenininhas, né? Então, eh eh um checklist pra gente, pro pessoal que tá assistindo o nosso estúdio Câmara agora, quando vai tomar uma decisão importante, e a gente fala de contrato, mas de contr contrato de qualquer natureza, seja ele de um aluguel, da compra de de alguma coisa em uma loja, você eh eh não vai assinar lá presencialmente, você tá lá no celular, tem sempre um negocinho lá para você clicar e às vezes você nem percebe que esse clicar é você assinando e dando seu aval para tudo que tá escrito ali. A gente tem que ficar atento com as pegadinhas também, né? Exatamente. O que eu indico é que você olhe para si nesse momento e veja, eu estou fazendo isso no impulso. Você tem que se perguntar, eu tirei uns dias para pensar, eu raciocinei bem sobre isso? É realmente isso que eu quero? É isso que eu quero. OK, tranquilo. Um segundo passo, eu li tudo porque realmente tem as entrelinhas ali que às vezes a gente não dá tanta importância, porque o que aquelas pequenas palavras podem trazer de mal para mim, né? a gente considera que às vezes não vai trazer grandes consequências, mas aquilo que você deixou de ler foi era algo que você provavelmente iria considerar para não assinar aquele contrato. Então você ter lido o contrato inteiro, segundo ponto, entendi tudo que foi lido, entendi. Perfeito, a partir dali eu posso tomar a minha decisão. Não entendi. Fiquei com dúvida pesquisando. Não entendi. Preciso de orientação jurídica. E aí todo mundo conhece alguém na internet, tem um advogado ali que você pode ter o contato, olha, eu gostaria de entender, você consegue me esclarecer? é a melhor coisa que você faz, porque é nesse momento que você esclarece 100% aquele negócio jurídico que você está se colocando e a partir disso você se sente seguro para tomar essa decisão, lendo o contrato, entendendo que é aquilo que eu quero, buscando orientação. Essas são as condutas que deveriam ser o mínimo para que você assine e arque para si com negócio. Excelente, né? Muita gente trava na hora de decidir, né? Então essa, de repente essa travada que dá, é importante você falar: "Opa, pera aí, vou fazer tudo que a Catarina disse, né? Analisa, né? Espera um pouquinho." Só que tem gente também que analisa demais, procrastina demais, espera demais e aí tem um bloqueio emocional que é outro ponto que a gente tem que equilibrar, né? Socorro, Rafaela. Você percebe que equilíbrio, equilíbrio é o ponto chave de todos os dias aqui no estúdio Câmara, né? Esse bloqueio também faz parte dessa emoção na tomada de decisão. E o bloqueio ã não é tão bom assim, né? Se a gente deixar passar muito tempo, a gente fica estagnado nele. Exatamente. É entender o bloqueio emocional eh como uma demanda. Uhum. Né? Como um sintoma. o bloqueio em si não é o problema, né? Eh, na verdade a causa desse sintoma que é. E aí a gente olha de novo paraa nossa própria história. Eu tive o poder de decidir na minha infância, né? Eu vim de uma criação muito rígida. Eh, eu eu vivenciei situações de muita crítica, eh, que me levaram a construir um eu, um ego extremamente inseguro, né? Por que que quando eu chego nessa camada da minha vida, ela é problemática, ela é dificultosa? Então, eh, esse bloqueio emocional, ele é só um sintoma. O que vem, o que gera ele, essa causa, se ela não for olhada, eu posso até passar por cima do bloqueio, mas aí eu vou vir com outro sintoma, porque eu não resolvi aquilo dentro de mim, né? Eu apenas tomei uma decisão nesse momento. Eh, é entender o que que aquilo tá me tá me bloqueando emocionalmente, profissionalmente, financeiramente. Por que que eu me saboto todas as vezes? Por que que eu recuo? Por que que eu não vejo às vezes que eu mereço aquilo que tá sendo proposto para mim? né? Então, quanto mais a gente vai eh aprofundando diante disso, mais repertório a gente vai construindo diante a vida, tá? Agora eu torno isso consciente, então é minha responsabilidade lidar com essa escolha ou com essa decisão ou com essa consequência? Excelente, gente. Olha, tem uma pesquisa da Universidade de Brasília que identificou que 38% dos brasileiros relatam experimentar paralisia decisória, que é incapacidade de tomar decisões em situações que envolve pressão, medo de errar, perfeccionismo ou ansiedade, né? Então, Catarina, quando essa decisão envolve outras pessoas, como sócios, família, guarda filhos, como é que o direito ajuda a tornar esse processo mais seguro e mais racional, né, essa paralisia na hora de decidir? Sim, o direito ele vem ali para não para nos assustar, mas para nos proteger e a partir do nosso conhecimento dele entender e buscar essa curiosidade. Ai, o que que vai ser bom quando eu aceitar em relação à guarda, em relação ao meu sócio? A gente precisa também querer ter esse saber, seja por nós mesmos ou através de um profissional, por estar ali para regular as nossas decisões, para que a gente faça tudo isso muito bem entendido do que vai ocorrer a partir do meu sim ou a partir do meu não. A partir dessa decisão que a gente toma vai nortear muito mais do que os nossos caminhos. É normal que a gente sinta esse receio, mas isso que é o interessante, sabe? A gente se desafiando, entendendo, ir buscando e nos entender na sociedade como pessoas de deveres e direitos e a partir disso nos nortear, né? O direito ele está para nos ajudar, ele não está para nos punir, ele não está para nos rebaixar, mas sim para nos ajudar. Excelente conhecimento, né? Informação, informação boa, informação compartilhada. Então, o advogado ele estudou para ter aí o acesso de repente a informações que nós não temos e está disponível para que a gente possa acessá-lo e e de repente eh utilizar essas informações pra gente ter um pouco mais de posicionamento, né, nas nossas decisões. Agora, quando a gente fala de decisão, a a Rafaela trouxe algo bem interessante, que a tomada de decisão, né, o que nós aprendemos na infância influencia no nosso adulto. Quando a gente fala da tomada de decisão, eu gostaria de voltar lá atrás na infância, eh, Rafaela, e gostaria que você explicasse pra gente a criança, né, no momento de decidir lá, bebezinho, eh, bebezinho por um ano, dois anos, né, eh, decidir a roupinha que vai escolher, decidir se ela quer brincar com isso ou com aquilo. Isso influencia na nossa vida adulta diretamente, não é? Influencia. É, né? E como é que a gente faz quando a mãe tá lá eh num momento de ensinamento dessa criança, né, que não está com o seu córtex pré-frontal totalmente formado. Essa mãe, ela pode, de repente moldar um adulto que vai ser um cara que vai decidir ali racionalmente as suas eh eh os seus objetivos ou então uma situação que ele precisa intervir. vai utilizar a razão. Bom, é pergunta ampla, né? É, vamos lá. Acho que que a infância, né, tem uma frase que eu amo que fala que a infância é o solo que a gente pisa a vida inteira. Exato. Não existe criação perfeita. Eh, acho que hoje se discute muito educação positiva, educação muito passiva, né? Educação mais rígida, qual que é o correto? Hum. E eu acho que não existe um correto, mas não existe um inteiramente certo. Eu acho que quando a gente chega na prática, no momento de criar, né, no momento de estar ali com aquela criança para dar estruturas para ela, eh, muitas intercorrências podem acontecer e vão acontecer. Ninguém cresce trauma. Só que a gente precisa entender como que isso afeta hoje adulto eh o me posicionar diante dessas decisões. Uhum. Como assim? Eh, a criança de certa forma ela precisa de limites para se sentir amada e ela vai desafiar esses limites para ver o quanto ela é amada nessa relação. Mas eh dar direito a essa criança a qual roupa você prefere, né? Orientar também, né? Não é assim qualquer roupa, né? Mas assim, olha, é uma cozião ou por exemplo, eh, o que que ela vai preferir? Uma viagem, um passeio no parque, uma brincadeira. Eh, eu acho que quanto mais contato ativo, eh, e eu não digo só das mães, né, os pais, a família, a rede de apoio tem com aquela criança, mais artifício ela tem para lidar com a vida. Porque uma criança que ela é negligenciada, ela entende o quê? Tá, eu preciso amadurecer logo, eu preciso aquelas crianças que são mais adultinhas, né? Então ela já vai, ela já faz, ela já resolve, mas ela não conseguiu viver às vezes a própria infância, o próprio emocional. Uhum. Então ela fica só no racional e isso também não é bom. ou a criança que é muito estimulada, que ela é muito mimada e e aí ela não se desenvolve enquanto um sujeito autônomo, ela fica naquela via mais eh, como eu posso dizer, daquele adulto que não consegue fazer nada, né? Depende do outro, né? Disfuncional. Vamos colocar assim: "Ah, eu preciso casar e aí o meu marido, a minha esposa vai tomar essa decisão, vai assumir o papel parental". Mas não, esse papel é nosso, porque as consequências de quem vive as decisões somos nós. Exatamente, gente. Excelente, né? É importante a fala tanto da Rafaela quanto da Catarina, pra gente poder entender a onde as nossas emoções podem nos levar, né? e ela afeta sim o a a nossa decisão. Eh, então é importante a gente parar, analisar, respirar, contar até 10 e ver realmente, né, se você tá tomando essa decisão pela razão ou pela emoção. Ah, mas isso é desafiador, viu? Minha nossa. Como é? 8:48. Produção tá avisando aqui que nós temos algumas perguntas. Bora então. Partiu para as perguntas dos nossos telespectadores. Vamos ver o que que o pessoal tá falando do tema de hoje e se tem aí alguma pergunta ou se tem alguém eh compartilhando, né, alguma experiência conosco. Pode colocar na tela, por favor. Produção, 8:48. Desculpa, gente. O Eduardo Martins da Vila Industrial. Em momentos de fragilidade, a gente tende a confiar ah mais rápido nas pessoas. Isso aumenta o risco de cair em contratos abusivos sem perceber. Vamos lá, Catarina. Eh, exatamente. Eu vou trazer um pouco do que a Rafaela trouxe também. A gente vê aquela pessoa com uma autoridade e acaba confiando e achando que tudo que ela diz, nossa, tá certo, né? Hum. Tanto gerente do banco, algum advogado às vezes mal intencionado, que pode acontecer também uma decisão ali que podem passar para você e a no primeiro momento a gente olha aquilo e fala: "Meu, o que eu tenho a perder nisso, né?" Sim. E a longo prazo você percebe que você perdeu, né? naquele momento que você estava muito eufórico, muito feliz, eh, adquirindo também, como você trouxe, ah, meu primeiro apartamento, meu primeiro imóvel era o meu sonho, então eu quis muito isso e não me atentei ou ah, eu fiz ali uma um empréstimo porque eu precisava muito, eu tava passando por uma situação de necessidade e foi o primeiro que apareceu e foi o que eu fiz e depois cláusulas abusivas, juros abusivo, tudo muito abusivo. E a gente vai tentando como profissional, quando vocês chegam para nós, minimizar, né, esses danos que podem vir a acontecer com vocês. Por isso que é importante. A gente não pode confiar 100% naquela pessoa de primeiro momento. Não importa. Muitas vezes se é uma pessoa, ah, eu vou fazer um negócio de boca aqui com o meu colega, tá? E depois esse colega some e não te paga. Então, a gente tem sempre que desconfiar confiando nas pessoas para assim a gente se resguardar nessas relações que a gente vai fazendo. Excelente, né? As emoções impactam e muito, principalmente se são pessoas próximas da gente, né? Que daí você fica nessa de negócio, amizade e aí como faz, né? Precisamos ser racionais. Emoção é bom, mas a gente tem que ter uma emoção um pouco mais contida. Não é todo mundo que vai entender você, mas é importante esse equilíbrio. Agora 8:51. Pode colocar mais uma na tela pra gente, por favor, produção, por gentileza, vamos ver quem é que tá conosco. Fernanda Ribeiro do Jardim Flamboian. Quando uma decisão envolve medo de mudança, percebo que fico travada, mesmo sabendo que é melhor. O que faz o medo ter tanta força nas escolhas? Vamos lá, então, nossa psicóloga. É esse medo, né? Esse medo ele sempre volta, né? Uhum. Sempre. Bom, vai depender, né, da sua história, da sua trajetória, né, e o que que significa algumas mudanças para você e por que elas te travam todas as vezes, né? O que que acontece entre essa decisão e o que vem depois dela que eu tô tentando evitar? Uhum. Né? Às vezes, não digo que é o seu caso, mas às vezes a gente acompanha casos e que a gente descobre, né, no processo terapêutico que, na verdade era uma autossabotagem, era o medo de se ver crescer, porque a família não conseguiu e aí carrega isso junto. o medo de perder tudo que tinha antes, porque toda decisão ela vai implicar numa perda, né? Da melhor decisão, da pior decisão, a gente vai viver um luto por aquilo que se vai. Eh, e às vezes entender que vou ter que abrir mão, que vai ser um processo doloroso ou que às vezes aquilo não é eh exatamente o que eu desejo, o medo ele age ali, eu vou proteger, mas eu também perco, porque aí eu perco a oportunidade, eu perco as possibilidades e eu fecho uma porta. Exato. Exato. Tá vendo só? Então tem que tomar cuidado, ficar analisando aí essa questão do medo, porque ele está presente na nossa vida em todos os momentos, mas a gente não pode deixar que ele tome conta de tudo, né? Vamos lá. 8:53, mais uma, produção, por favor. Daqui a pouquinho a gente já vai para pras considerações finais, tá? Eh, a Mariana Portugal, Nova Campinas, nos casos em que a pessoa está emocionalmente vulnerável, existe algum direito que permita revisar um contrato já assinado, Catarina? Bom, nesses casos, quando o contrato ele é assinado ali frente à frente, presume-se que você lê o contrato. Nesses casos, é muito difícil que possa ser feita a rescisão do contrato, a não ser que tenha uma cláusula muito abusiva que foi identificada ali a partir da análise do contrato e aí sim a gente consegue reverter, ainda que na justiça é possível. O mais comum que acontece é quando você assina um contrato digital, um exemplo, um empréstimo consignado, dá ali o clique, tira sua foto, assinou e você ganha nesse período, como ele é feito fora do estabelecimento comercial, ganha não, né? é previsto pelo Código do Consumidor os 7 dias de arrependimento, que dá então esse poder para que você se arrependa desse contrato e cancele ele. Mas não são todos os casos, né? Como eu disse, depende muito ali de como se deu esse negócio feito. Excelente, né? esses sete dias aí faz você parar para pensar de repente e fazer aquela análise que a Catarina e a Rafaela muito bem pontuaram aqui, né, de será que é isso mesmo, né? eh lê aquelas entrelinhas tão pequenininhas e aquelas entrelinhas eh de repente tá ali o segredinho que você precisava e que você não encontrou durante o contrato todinho, mas elas estão ali. Então de repente pode ser que funcione, né, esses s dias aí, mas não são todas as instituições, né, que oferecem esses s dias. E aí de repente pode buscar um auxílio jurídico, se não for a instituição não oferecer esses s dias, né? Exato. Nesses casos acontece mais quando é assinado fora do estabelecimento. Ou seja, eh, concordei com o contrato por WhatsApp, concordei pelo meio de redes sociais, fora do estabelecimento, você tem esse respaldo, né, desses s dias, mas dentro do estabelecimento presencialmente você já não tem. Aí a gente precisa buscar outros meios. Exato. Porque é bem diferente a emoção. O nosso cérebro ele atua de maneira diferente. Rafaela, na hora que eu vou assinar um contrato presencialmente e na hora que eu faço um online, porque online é tão facinho. Você fala e tu é ele tem, sente essa diferença, não é? É, parece menos comprometedor, vamos colocar assim, né? Tá ali, reconhece a facial, assina, li tudo. Às vezes não não li nenhuma linha. Agora o presencial tem o espaço, tem o papel físico, tem olho no olho, tem o poder questionar também, porque o quem que você vai questionar online? O negócio é tão emocional. E olha só que eu eu me lembro agora de uma situação que aconteceu eh eu acho que deve est na internet ainda, não sei se vocês viram, o rapaz que eh o banco ofertou para ele um valor bem importante de empréstimo. Ele simplesmente pegou esse valor, foi lá, comprou um carro e e desabilitou o aplicativo. Então você veja bem, olha como a emoção tomou conta dessa pessoa, né? E agora ele vai ter que responder com certeza, né? Um processo tipo assim, desabilitar o aplicativo, né? Ah, pegou um valor considerável, foi lá e realizou um sonho. Emoção que fala, né? Rafa. E além do que a Rafa trouxe também no sentido de a se eu apaguei o aplicativo, não existe mais consequências. Mas não é assim. Psicológico, não é? É, gente, tá vendo só? A gente precisa ficar atento com isso aí. 8:57 a última pergunta e a gente já vai para as considerações finais. Então vamos lá, por favor. Produção do meu coração. Diego Ferreira do Jardim Nova Europa. Muitas vezes faço escolhas rápidas para me livrar daquela ansiedade do momento e me arrependo logo depois. Não é só você não. Você não tá sozinho. Isso pode ser um ciclo emocional difícil de enxergar. Eh, a gente tem ciência disso que ele tá falando, a gente eh eh porque isso é inconsciente, como é que é? Talvez por viver as consequências, né, dá para ver que ele tem um nível de consciência que esse ciclo existe, né, talvez até de um processo terapêutico ou dessa autoanálise. Mas o que que é importante, né? Não só e se eu preciso e eu vou agir, porque eu preciso resolver logo e essa demanda precisa sumir da minha vida como um perfeccionismo e uma autocrítica muito grande, que aí eu já me arrependo. Então, será realmente que todas as decisões que são tomadas ali são eh são danosas para você ou ao mesmo tempo você se conecta com elas, mas você precisa se colocar em outra situação de problema. Antes o problema era a decisão, agora o problema sou eu porque decidi e aí a próxima decisão vem de novo. Então, caminha junto insegurança, caminha junto à ansiedade, caminha junto à impulsividade, eh, e um repertório baixo, né, em conseguir entender o por que eu tomei essa decisão e que tá tudo bem. Agora, eu vivo as consequências, eu consigo elaborar elas melhor, mas não, eu me coloco diante do espelho, né? de um julgamento de alguém que falhou. E uau, muito bom, gente. Olha, programa tá gostoso, bate-papo tá legal, mas a gente precisa encerrar agora 8:59. Eu gostaria então, eh, Catarina, que você deixasse uma dica aí para os nossos telespectadores, né, sobre o tema do programa de hoje, por gentileza. E a gente vai para as considerações finais. Quero agradecer sua participação e a troca de conhecimentos com a gente é sensacional. Muito obrigada. Claro, foi uma maravilha. É muito bom poder compartilhar isso com as pessoas, porque foi o que a Rafaela também trouxe agora nessa última pergunta da questão da ansiedade, já se arrepender no dia seguinte. Se eu contar para vocês quantas pessoas vêm no dia seguinte de ter assinado um contrato, é incrível, porque isso realmente tá no nosso dia a dia. Então, o que eu posso deixar de consideração e até um pedido para as pessoas, é que elas leiam o contrato e busquem orientação jurídica, busquem o conhecimento do negócio jurídico que está sendo feito naquele momento, porque nisso ela se imune e muitas vezes ela se blinda de muitos danos que podem vir de uma escolha, né? Uma escolha que gera consequências. Toda escolha, boa ou ruim, ela gera consequências. Então, que nós possamos estudar, buscar e nos orientar 100% antes de decidir. Excelente. E agora, eh, as considerações finais da nossa psicóloga, Rafaela, por favor, deixa uma fala aí para os nossos telespectadores. Bom, primeiramente obrigado, né, por quem tá assistindo, participando, né, e pelo convite também. Acho que é um tema eh que se deixar ele prolonga, porque assim eh são muitas camadas. Eh, eu eu espero que você que esteja em casa se permita ser cuidado a ponto de conseguir eh elaborar antes de tomar uma decisão, conseguir eh planejar, né, e estruturar a sua vida, porque senão a gente se vê desconectado. Parece que as coisas eh são alheias a nós mesmos, mas muito pelo contrário, elas partem de nós, né? E gostaria de falar também, né, que compartilho bastante nas redes sociais, o meu é @psirfaelafior, eh, sobre essas demandas, sobre as questões emocionais, sobre a sobrecarga. Eh, e às vezes para quem não tem acesso a um processo terapêutico, é ter aquele insight às vezes nesse momento de conseguir eh, olha, eu não tinha visto por essa perspectiva, né? Ou o quanto que isso me aflinge emocionalmente. É isso mesmo, gente. Importante demais. É por isso que a gente sempre tenta buscar temas que fazem parte do nosso dia a dia e profissionais excelentes. Começo as duas aqui, a Catarina e a Rafaela. Não sei se vocês perceberam, elas têm o mesmo sobrenome. E essas duas preciosidades aqui são irmãs, gente. É isso mesmo. Uma advogada e outra psicóloga. e trabalhando em conjunto aqui para oferecer a melhor orientação para que você possa ter uma vida mais leve, podemos dizer assim, né? Então, mais uma vez, gratidão vocês duas, muito obrigada e parabéns paraa mamãe, hein? Que joias raras. Parabéns para vocês também, tá? Obrigada pela presença e pela troca de informações, tá bom? É isso aí, gente. Olha, o impacto das nossas emoções nas decisões é maior do que a gente imagina, mas quando a gente entende eh os nossos padrões emocionais e conhecemos os nossos direitos, a gente consegue decidir com mais clareza segurança e responsabilidade. Se você aí em casa está diante de uma escolha importante, lembre-se, você não precisa decidir sozinho, tá? Informação e orientação tornam tudo mais leve, combinado? E amanhã Estúdio Câmara, a partir das 8 da manhã a gente fala sobre um tema sério e muito importante. A gente fala sobre o ciclo da violência conjugal. Pesquisas do Ministério da Justiça mostram que esse ciclo costuma se repetir em três fases: aumento da tensão com o controle e ameaças veladas, explosão da violência que pode ser física, sexual, psicológica ou financeira, e depois a chamada lua de mel. Quando o agressor demonstra arrependimento e promete mudar. Gente, no Brasil, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que em 2024 uma mulher sofreu violência física dentro de casa a cada 4 minutos e a maioria dos casos acontec em relações afetivas. Então, amanhã a gente vai tentar entender como é que esse ciclo se forma e porque é tão difícil romper e quais os caminhos de proteção e apoio existem para as vítimas, tá bom? Então não perca estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo para você aqui na TV Câmara Campinas. A gente a gente vai encerrando e a ÍRA vem chegando direto da central IA de informações com atualizações, né, das informações aqui de Campinas, eh do estado de São Paulo, Brasil e mundo para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia também com informações atualizadas do legislativo e da nossa metrópole. programação da TV Câmara Campinas, sempre preparada com muito carinho, especialmente para você que tá aí do outro lado. Lembrando que o nosso programa também está ao vivo no YouTube, vai ficar lá. Então você pode compartilhar com as pessoas que você conhece, que de repente deixam as emoções, né, atuarem nas na hora aí da decisão, tá bom? Beijo grande para você, fique bem, uma ótima semana, um mês abençoado, lindo, maravilhoso. Seja bem-vindo, dezembro e vamos bora. Tudo de bom para vocês, gente. Valeu, até amanhã. Ciao. Ciao.