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Estúdio Câmara | CLT virou chacota? Liberdade, direitos e a nova relação com o trabalho
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Estúdio Câmara | CLT virou chacota? Liberdade, direitos e a nova relação com o trabalho

121 views Publicado 28/01/2026 HD · 56:35

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No Estúdio Câmara desta quarta-feira, o debate foi direto ao ponto: 👉 Por que a CLT virou chacota para tanta gente? 👉 Trabalhar com carteira assinada ainda faz sentido ou virou sinônimo de fracasso? O programa mergulha em uma polêmica que tomou conta das redes sociais, dos memes e das conversas do dia a dia, colocando frente a frente dois mundos: ⚖️ de um lado, a segurança dos direitos trabalhistas conquistados ao longo de décadas; 🚀 do outro, o discurso da liberdade, flexibilidade e empreendedorismo, impulsionado pela gig economy e pelas plataformas digitais. Para analisar esse cenário complexo — que envolve comportamento, cultura, legislação e saúde mental — o Estúdio Câmara recebeu dois especialistas: 👩‍⚖️ Cláudia Rossetti Pfeifer – advogada trabalhista 🧠 Jordy Rocha Meireles – psicólogo clínico com abordagem psicanalítica 📌 Ao longo do programa, foram discutidos temas como: ✔️ Por que ser CLT passou a ser visto como “atraso de vida” ✔️ A influência das redes sociais na ideia de sucesso e fracasso profissional ✔️ Prazer imediato, frustração e dificuldade de lidar com processos ✔️ CLT x PJ: vantagens, riscos e armadilhas da pejotização ✔️ Segurança, benefícios e o que muitas vezes não entra na conta ✔️ A informalidade, o medo de se comprometer e a cultura do “faça do seu jeito” ✔️ Transição de carreira, ansiedade, exaustão e pertencimento ✔️ O impacto da reforma trabalhista e previdenciária na percepção dos jovens ✔️ Quando a liberdade vira culpa, ansiedade e jornadas exaustivas 💬 O programa também contou com participação ativa dos telespectadores, trazendo perguntas reais sobre demissão, salário “por fora”, chefe tóxico, comparação entre benefícios CLT e ganhos como PJ e o impacto disso tudo na autoestima. ✨ Um debate necessário para quem está entrando no mercado de trabalho, pensa em empreender, vive uma transição de carreira ou simplesmente quer entender melhor as transformações do mundo do trabalho no Brasil. 📲 Participe e continue a conversa: 👉 Você acha que ser CLT virou vergonha? 👉 Flexibilidade vale mais do que segurança? 📺 Assista a outros programas completos no nosso YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 📸 Siga a TV Câmara Campinas nas redes sociais: Instagram 👉 https://www.instagram.com/tvcamaracampinas Facebook 👉 https://www.facebook.com/tvcamaracampinas TikTok 👉 https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas

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Olá, [música] [música] bom dia. São 8:10 para você que acompanha a TV Câmara Campinas, mais uma edição do Estúdio Câmara no ar, [música] quarta-feira, 28 de janeiro. E hoje nós vamos abordar um tema que virou polêmica entre vários públicos e perfis e tomou conta das redes sociais e das mesas de café. Você já deve ter visto por aí memes e vídeos dizendo que assinar a carteira de trabalho é coisa do [música] passado. Afinal, por que o regime CLT virou chacota para tanta gente? De um lado, a busca por liberdade, home office e horários flexíveis. [música] Do outro, a segurança de direitos que levaram décadas para serem conquistados. Nós vamos entender se essa fuga da firma é evolução ou uma armadilha comportamental. [música] E você de casa que acompanha o Estúdio Câmara pode mandar as suas perguntas aqui pelo WhatsApp 199729377. Mas antes de nós começarmos, vamos às notícias, porque Campinas foi selecionada pela Fiocruz, a Fundação Osvaldo Cruz, para participar de pesquisa de avaliação que pode viabilizar o uso do Lenacapavir, medicamento injetável de aplicação semestral para a prevenção do HIV. A cidade é uma entre sete no Brasil, escolhidas para o estudo de possível [música] incorporação do medicamento ao SUS, o Sistema Único [música] de Saúde. O Centro de Referência em IST, HIV Aides e Hepatites virais [música] foi selecionado para a implementação do projeto. O início está previsto para o primeiro semestre de 2026. [música] serão distribuídas 100 dos entre as unidades selecionadas, entre os quais estão o centro de Campinas e o atendimento vai ocorrer por demanda espontânea no centro de referência aqui da nossa cidade para as pessoas que atendam ao critério estabelecido pelo Ministério da Saúde. [música] Em Campinas, o centro de referência fica na rua Regente Feijó 637, no centro da cidade. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7 horas da manhã às 8 horas da noite. E olha só, você que mora no distrito de Barão Geraldo, atenção. para garantir a oferta de transporte aos alunos da Escola Estadual Professora Dona Maria de Castro Canso, localizada no Vilagem Campinas, as linhas de ônibus [música] 321, que é Centro Médico Terminal Barão Geraldo e 322, Vilagem Campinas, Terminal Barão Geraldo, vão circular com trajetos especiais em dias úteis a partir do dia 2 de fevereiro, que é o dia da volta às aulas. [música] A medida determinada pela INDEC foi alinhada com a diretoria da instituição de ensino após a descontinuidade da oferta de transporte fretado aos alunos que moram no Bosque das Palmeiras, Alto da Cidade Universitária [música] e Piracambaia, que serão beneficiados com o desvio das duas linhas. Não haverá na fase inicial ajustes no tempo de ciclo ou intervalos das linhas. A ideia que vai monitorar a operação e promover adequações se forem necessárias. Agora vamos à previsão do tempo para esta quarta-feira que será de sol com algumas nuvens e chuvas isoladas. A mínima fica em 19º e [música] a máxima pode chegar aos 29º. Agora vamos então aqui falar sobre o nosso tema do dia. O regime CLT virou chacota. Por que a geração atual parece não estar mais em sintonia com a carteira assinada? Mais do que uma questão de contrato, o que vemos hoje é um questionamento cultural. Será que é vergonha ser CLT hoje? Dados recentes mostram que o Brasil já superou a marca de 25 milhões de trabalhadores por conta própria, ou seja, os ME, um movimento impulsionado pela chamada Jig economy, a economia dos bicos. Este modelo de trabalho flexível, focado em contratos temporários e serviços sob demanda, é quase sempre intermediado por plataformas digitais. Na teoria, sua essência é a ausência de vínculo formal, o que garantiria independência e total flexibilidade de horários ao trabalhador. Mas o debate hoje não é apenas jurídico, é sobre o que esperamos das nossas relações com o trabalho e como chama-se o verniz do sucesso das redes sociais impacta nas nossas escolhas. Essa discrepância entre a imagem pública impecável e a realidade privada muitas vezes é difícil e está ditando o ritmo das carreiras no país. Para analisar esse cenário, o estúdio Câmara de hoje recebe dois especialistas que entendem muito de gente e de mercado. É a Cláudia Rossete que está aqui com a gente, Dra. Cláudia, que é advogada empresarial e trabalhista, e também Jordi Rocha Meirelles, que é psicólogo clínico com foco em psicanálise. Sejam todos bem-vindos aqui no Estúdio Câmara. Lembrando que daqui a pouquinho você pode aí já enquanto começa e ouve aqui o ponto de vista dos nossos convidados, mandar a sua mensagem pra gente. Eu vou repetir, hein? 97829377. Eu vou começar pelo Jordi, que a gente vai falar um pouco dessa questão comportamental e a gente vê, inclusive eu fiz aqui algumas pesquisas, a gente tem meme em rede social, temos, a gente tem inclusive podcasts que abordam com mais profundidade sobre isso, mas eh de onde vem esse sentimento atual de que ser CLT, CLT, gente, é a consolidação das leis trabalhistas que, né, foi lá no século ainda no século passado. Isso é um atraso de vida. É um reflexo direto de que os jovens consomem nas redes sociais e que isso permeia as suas vidas? Perfeito. Tem muito das redes sociais e não tem como a gente colocar um ponto só. parte daqui o que acontece hoje em dia? Vamos colocar CLT e ela tem um significado e um significante. Significado é aquilo que você pode pegar no dicionário e traduzir. Isso é geral para todo mundo. Significante é a forma como você entende aquilo. Por exemplo, posso pensar numa cadeira. Cadeira é o padrão para você se sentar. OK. Significante é a questão de o que essa cadeira representa. Para mim pode vir algo de confortável, tá? Você pode ver a ideia de estar sentado a 8 horas CLT diante de uma cadeira. Então isso muda bastante. O que a gente vê esse significante mudando de geração para geração. CLT para uma geração passada tinha um significado. Para essa nova ela tende uma carga de fracasso. E aí a gente pode explorar um pouquinho mais o porquê. Um indício, começando, como você trouxe das redes sociais, é a questão da rede social trazer a ideia de que é muito fácil você começar um negócio, se empreender, não ter mais aquela questão do compromisso com o outro. Vivemos numa sociedade, sabemos que não é assim tão fácil. Então é algo pra gente trazer ao longo da conversa. Daqui a pouco a gente fala. Então de novo. Agora eu dou as boas-vindas à Cláudia. A gente lembra aí, doutora, que a CLT foi criada em 1943, num outro momento eh de conquistas de direitos do nosso país de vários pontos de vistas. Mas hoje quando a gente pensa nessa legislação, por mais que nós tivemos algumas atualizações hoje, apesar da flexibilização, por exemplo, das leis trabalhistas, é essa lei, ela consegue abraçar as novas demandas quando a gente pensa nesse trabalhador que quer flexibilidade, quer também, por exemplo, eh, segurança, ou realmente essa lei, ela tá rígida demais para quem quer trabalhar hoje. Bom, bem composto por você, Mirna. Realmente hoje a as leis estão ainda muito a quem do que muito abaixo na verdade do que se espera no mercado de trabalho, porque o jovem realmente busca uma liberdade, ele quer realmente ser dono do seu próprio horário, do seu próprio tempo. E como a legislação é um pouco antiga e por mais que em 2017 a gente teve várias atualizações com o teletrabalho, o home office, a gente sabe que volu muito, mas ainda falta mais evoluções para atender essa nova geração, né? a geração Z e a Alfa, que a gente sabe que quer uma liberdade, né, quer aproveitar o seu dia, eh, focar mais na saúde mental e física. Infelizmente, algumas diretrizes, pela rigidez às 8 horas diárias, não é possível, né? Eh, infelizmente a gente precisa amadurecer mais a legislação para poder abraçar esse novo jovem que não tá querendo entrar no mercado de trabalho. É, mas aí, Jordi, não entra uma espécie de ilusão. Eu não quero entrar no mercado de trabalho dessa forma, eu quero fazer do meu jeito. E aí entra essa questão de sentimentos. Olha, minha família cobra ou não, ninguém cobra, eu vou fazer do meu jeito, mas não sei no que vai dar. Essa coisa do instantâneo que é muito do jovem, inclusive existe sim bastante. A gente vê hoje o jovem no princípio do prazer, pegando estudos recentes, a gente trazendo a o estudo sobre videogames. Pegaram um padrão de antigamente, década de 90, onde traziam jogos como Sonic, Mario, Fliperama, ao qual você tinha que pagar, colocava uma ficha e tinha três vidas. Eram aquelas três vidas, perdia, você tentava de novo. Tinha um prazer nesse processo, certo? Hoje em dia, esses jogos eles são facilitados paraa criança não desligar o videogame, que ela pode desligar a qualquer momento e voltar. Então o que acontece muitas vezes trazendo isso paraa realidade, o jovem ele quer sempre o prazer imediato. E a gente sabe que muitas vezes o trabalho não é assim, é um compromisso com o outro ao qual eu preciso, por exemplo, tá acordado às horas, eu tenho que estar aquelas certas horas ali, eu não posso desligar e voltar no momento que eu quero. E aí causa muito atrito entre pais. Eu tenho na minha clínica pais que têm conflitos com jovens adultos, por quê? Eles entendem o trabalho de uma forma diferente. Eles foram criado em um outro período. E aí vem o jovem muitas vezes se sente identificado com outras profissões que surgiram recentemente, youtubers, tiktokers, que conseguem trabalhar de uma forma diferente. É, eles falam: "Ah, inclusive você pergunta: "O que você quer ser? Eu quero ser influenciador youtuber, né? É isso. E aí acho que o caminho é fácil, porque ele só tem o contato da rede social e todos os jovens que ele vê lá tem uma vida boa, tem um sucesso. Isso. E aí ele acredita que ele também consiga. E não é sempre assim. A gente sabe que tem uma realidade mais dura aí e é preciso trabalhar. Sim. Agora, Dra. Cláudia, quando a gente pensa nessa realidade e nesse prazer que o Jordi mencionou, inclusive o jovem ele não tem essa noção ou ele às vezes ele fala assim: "Não, vocês pensam tudo pelo lado ruim de que, por exemplo, ele precisaria estar protegido por uma lei caso ele venha a sofrer um acidente, caso alguma coisa aconteça com ele ou não. Ele não leva isso em consideração. Eu acho dificilmente eles estão levando esse ponto em consideração, mina, porque a CLT ela traz essa segurança de ter como se fosse um seguro, né? Caso ele venha sofrer um acidente, acaba ficando impossibilitado o trabalho, adoeça, a CLT protege e tem ali a o INCS também para que ela ele possa se beneficiar. diferente de uma uma profissional uma profissional autônomo, né, que ele vai ter que não vai ter esse esse seguro, né, ele vai ter que ficar sem renda nenhuma e muitas vezes eh passar até alguma necessidade. Então, o jovem ele nesse meditatismo, ele não ele não consegue pensar a longo prazo e esquece desse benefício da CLT hoje. Mas aí nesse contexto ainda a gente tem muitas empresas que usam o expediente da pejotização, né? Que daí o funcionário abre ali o seu CNPJ e ele pensa como a empresa não vai pagar eh todos as taxas e tudo que no Brasil a gente sabe que tem bastante imposto para pagar, ele entra na pejotização para reduzir custos. E até que ponto esse salário maior que é colocado para o PJ esconde talvez uma perigosa eh armadilha como olha, você não vai ter fundo de garantia se um dia você sair desse trabalho. Se você não contribuir, você vai ter outros problemas ou não. com também como a gente tem essa questão do INSS que tá cada vez mais distante a aposentadoria, isso vai, isso não é levado em consideração ou não precisa ser levado em consideração? Não precisa ser levado em consideração e dependendo qual profissão é tomada, a pejotção hoje não é aceita, né? ainda mais se for uma atividade eh própria do negócio e acaba virando ali um assumindo um risco no sentido, ele vai seguir eh ter um dinheiro imediato, CPJ, mas aí como que funciona ali a contribuição dele? Ele vai contribuir por conta própria? A gente o que mais vemos é que o jovem ele não contribui por conta própria e muitas vezes acaba enfiando os pés pelas mãos. Eu vejo muitos casos que a pessoa é meia, acaba não pagando a parte tributária, se enrola porque precisa de um computador também, não é só a parte e tranquila do negócio, né? Então eles precisam ali se eh programar, né, caso queira seguir PJ, saber dos riscos e também começar a investir de forma autônoma numa numa previdência ou até mesmo eh no próprio NSS de forma autônoma. Jordi, mas essa ideia de ganhar muito cedo, né, gera essa sensação de atraso. Por exemplo, às vezes as pessoas vão lá, se formam numa numa profissão que precisa de um estágio, precisa de um início, ele fala: "Não, eu me formei, mas eu quero já ganhar muita grana, então eu não vou fazer o estágio que eu vou ganhar o básico, eu não vou entrar como um júnior." Como que é isso também quando você lida com esse jovem que tá em busca de uma evidência no mercado e mais que a profissão pensa no dinheiro? Boa. Eh, mais do que só no trabalho, é uma questão de não querer o processo. Isso a gente vê também e muito discutido nas redes sociais em relacionamentos. As pessoas querem já estar ali no momento, ter aquele princípio de novo do prazer e aí já sair pela tangente, não tem aquele compromisso. O trabalho é a mesma coisa. A pessoa só quer o bônus, mas não vê o bônus, aquele processo que é levado em consideração, né? Muitas vezes tem a inspiração, ah, meu pai já está num patamar X, minha mãe também, e já quer começar daquele patamar. Não é assim. A gente sabe que precisa começar aos poucos construindo isso. Frustração tem demais. Então é importante saber lidar com frustração. Isso que eu ia perguntar agora, porque de repente a frustração é você ter um superior que nem sempre você vai fazer só o que você quer. Perfeito. Você tem que seguir algumas determinações, algumas regras e não colocar só as suas regras. O jovem hoje que você disse lá no começo que busca esse prazer rápido, ele está preparado e de que forma a gente consegue pensar que ele precisa desse preparo tanto pro CLT quanto para empreender também? Perfeito. Ele não está preparado. E aí não quero martirizar o jovem. O problema hoje muitas vezes vem de nós, uma geração passada, pais e mães, que não souberam instruir, colocar limites, muitas vezes trazer pra criança: "Olha, eu ganho X, mas você tem que entender, tem os custos de minha vida. Olha o quanto que eu trabalho para isso, para chegar para você". Paraa criança tem eh entender essa precificação das coisas, o quanto que ela tem que se frustrar. Muitas vezes a gente tenta proteger esses jovens e crianças e entregar aquilo que às vezes faltou na infância. Então é importante trabalhar também em terapia para poder lidar com eles. É só uma consequência, é um sintoma de uma geração passada. Mas aí quem tem que pro consultório jovem ou os pais? Todos. [risadas] Todos. Agora, Dra. Cláudia, com quase 39 milhões de brasileiros na informalidade, a gente falou de 25 milhões, que já são meio, mas mês, né? Mas tem muito. E o Congresso tem discutido para que a CLT não seja vista como uma inimiga da produtividade. O que que a gente precisa evoluir então para encontrar um equilíbrio? Bom, é uma ótima pergunta. Eu acredito que hoje a gente tem que pensar um pouquinho mais numa monerização da CLT e pensar mais na no resultado, né? Porque hoje os jovens eles vendem as horas e pensam: "Nossa, eu vou vender as minhas horas 8 horas do meu dia por um trabalho". Quanto, na verdade, ele, se fosse pelo resultado, eu acho que teria ali um maior ganho. Por exemplo, as pessoas trabalhariam com o resultado do próprio trabalho e assim também ter uma flexibilidade também de uma forma que ele conseguisse ao longo do dia eh distribuir essa carga horária e poder fazer as atividades, os estudos que ele tanto deseja. E hoje eu vejo que a gente ainda tá em um retrocesso na legislação, porque falta ainda a gente atender e ter uma visão mais ampla para esse jovem, que ele tá buscando eh entrar no mercado de trabalho, ter o próprio negócio e a a gente, a CLT tá um pouco fechada nesse caminho hoje, né? Então tem muitas mudanças acontecendo, né? Recentemente, agora em janeiro de 2026 já teve o reconhecimento das mídias sociais, né? Ou não, postar agora não é apenas um hobby, né? é uma profissão. Então a gente vê que tem tem muita coisa acontecendo de positivo por esse jovem e acredito que com a modernização a gente também vá abraçá-los e eles vão vir ali pra CLT também, né? Assim esperam. A gente tá falando muito do jovem, mas isso também influencia muito uma geração que a gente vê cada vez mais as pessoas em busca de transição de carreira também, com certeza, né? Até porque é vendido esse esse sonho de que eh a CLT você tem limites e empreender não há limites. Como que a gente consegue lidar com isso também paraa geração mais velha que passa a ter esse sonho e às vezes não leva em consideração os desafios ou ela está mais preparada para os desafios desse processo, tá? Tudo é uma questão de você ter uma psicoeducação, se informar e entender melhor. Muito eu vejo sendo influenciado transição de carreira, pessoas falando nas redes sociais. Quem posta nas redes sociais não vai falar dos percalços ou dos das tentativas erradas, só vai falar de casos de sucesso. Aí acaba o quê? Você se inspirando, olha, aquela pessoa deu certo, essa deu certo, mas não vê quantas pessoas deram errado nesse trajeto, né? Então é você fazer um estudo, ver se é o melhor momento, se aquilo faz sentido para você, se aquele trabalho que você tá naquela área atual não é mais aquilo que você quer. OK, partir pro pressuposto agora que eu quero outra área e me identifico. Quais são os percalços? Converse com pessoas que fizeram essa transição também e que tragam realidade para você. Não, só de novo o princípio do prazer, querer aquilo, o sucesso sem os custos dessa transição. Sim, às vezes a gente conversa, inclusive eu apresento um programa chamado Serpreendedor, que traz essas vertentes também. As pess, umas falam: "Não, eu fiz o caminho certo". Outros falam: "Eu tô ainda me adaptando". Porque a pessoa que pensa que empreender trabalha menos nem sempre é assim, dependendo inclusive do que você decide. Existe também uma desilusão nesse processo. Vou perguntar pros dois. Primeiro Jordi, tá? Com certeza. Sempre que a gente começa um sonho, há uma idealização. E aí quando você coloca em prática, há os percalços, frustrações, a realidade em si. É importante o quê? que você saiba lidar com frustrações e aí volta pros jovens de hoje. Eles não sabem, não foi imposto para eles lidar com isso. Então é muito difícil falar pro jovem: "Siga esse caminho se a gente não ensinou eles quando era necessário." Doutora Cláudia, não, com certeza empreender é um desafio, né? Muito maior até do que estar numa CLT. Só que isso exige responsabilidade. E o jovem, a partir do momento que ele não entrou no mercado de trabalho, ele não criou essa experiência para lidar com empreendedorismo. A gente sabe que tem muitas normas, não só a gente tá falando de trabalhista, tem tributária, tem empresarial, tem muitas legislações para cuidar até do negócio. Ele tá preocupado no fazer. É isso. No fazer. Exato. Sem pensar nas eh na legislação em si, nos porqu, né? Como? Porque eh realmente empreender tem mais responsabilidade ainda do que ser empregado. Só que também a pessoa precisa passar para esse momento de ser empregado, entender sobre negócio, sobre gestão, para que assim tenha experiência para assumir o próprio negócio. Eh, a gente vem de um período, eu não sei se que antes era o orgulho você ir, hoje é tudo digital, é claro, né? Mas você tinha o orgulho de lá na no escritório do Ministério do Trabalho para tirar a carteira, para procurar o primeiro emprego, né? Você tinha e a gente vem até, por exemplo, de uns de pais que trabalhavam praticamente a vida toda na mesma empresa. Era um orgulho se aposentar no seu primeiro emprego. Depois isso foi evoluindo. Você já tem possibilidade de não estar feliz nesse trabalho. Não suja mais a carteira, né? Porque antigamente falava suja a carteira. É, e hoje já, nossa, você tem carteira assinada, o que é isso? Isso é ruim, né? Como que a gente consegue desmestificar essa questão e mostrar que dos dois modos, CLT e também empreender a pós e contras? Eu acho que com a nossa experiência e educando esses jovens desde o desde a base, eh, os desafios vão existir tanto no empregador quanto na na própria no na CLT em si, só que o jovem ele precisa saber também das consequências, né, como bem posto, que não é só fazer, eles precisa se comprometer, ele precisa buscar o conhecimento e também eh saber que ele vai precisar ingressar no mercado de trabalho, né, diante das escolhas dele e que ele possa ter uma experiência para para isso, né? E bem, como você falou, minha irmã, eu lembro até no meu caso, né, quando eu tinha 15 anos, começar como aprendiz era um grande um grande privilégio. Iniciar numa empresa, iniciar num negócio, aprender, né, ter essa curiosidade de conhecer um um uma profissão, de iniciar na profissão. E hoje a gente vê que não tem mais esse esse desejo dos jovens. E eu acho que a gente precisa eh trazer mais essa informação, esse lado apaixonado de iniciar uma carreira, né? Caso ele entenda que ele precisa mudar, fazer uma transição, que faça, mas que ele tem esse desejo de começar, né? Eh, eu vejo que muitos jovens estão começando muito tarde no mercado de trabalho, né? Muitos jovens com 20 anos ainda não começou a trabalhar e antigamente, no passado, 14 anos, né, 15 anos, a pessoa já tava no mercado de trabalho se preparando, tirando a carteira e tendo esse orgulho de pertencer literalmente, né? Sim. Aí você falou uma questão importante, pertencimento. Jordi, você atende muito lá no consultório essa questão de paz falando: "Meu filho ainda não se encontrou. Quando vai se encontrar?" Inclusive quando se fala de mercado de trabalho, muito trazendo a fala pertencimento, eu gostei muito que ela falou comprometer. E aí de novo, não é só uma questão no trabalho, uma questão social, trazendo relações. Antigamente também havia o compromisso de estar com a pessoa, você casava e ia até o final da vida. Assim como você falou, o primeiro trabalho era um casamento. Passaram-se a mudar. hoje em dia já não querem mais a CLT, que é o compromisso, é o se comprometer da mesma forma que acontece com relacionamentos. Então o problema é sempre o quê? É eu querer aquilo da minha forma, não ter o outro me olhando, impondo regras, me frustrando. A pessoa quer viver sempre, dou prazer. Então a gente precisa reavaliar muito isso. E aí o que os pais trazem? gerações diferentes, vai ter o conflito. Realmente, muitas vezes esse jovem não começou, igual trouxe aqui, com 20 anos, tá os pais sustentando e falando assim: "Preciso que você vá pro mundo". E esse jovem fica: "Não, mas eu quero tentar aquilo, eu gosto daquilo, eh, CLT é ruim, eu não vou ter uma qualidade de vida eh psicológica, é física, eu quero cuidar de outros afazeres, hobbies que eu tenha." Então é mostrar para ele que não é um começo, caso você queira para empreender. Tem esses custos, como ela disse, tem contabilidade, tem impostos, responsabilidades, que independente do caminho, você primeiro precisa ter responsabilidades. E é isso que a gente vai trabalhando na clínica. Mas aí não entra aquela questão também de os jovens saber que de certa forma se ele não conseguir dentro daquilo que ele escolheu fazer com flexibilidade, paz de espírito, que se o dinheiro não rolar no final do mês tem quem pague as contas dele. Tem muito disso, tem essa segurança, né? E aí o pai tem que ir colocando, olha, eu preciso que a partir de tal tempo você tenha esse compromisso. Quanto antes você começar essa educação financeira, melhor. Acho que isso também falta nas escolas. Poderia ser discutido mais. Entendo que a obrigação maior é dos pais. Sim. Agora, doutora, uma outra questão. Há muito, inclusive da nossa geração, que teve que transpor muitas barreiras, por exemplo, para conseguir um cargo de gestão, de coordenação. E isso é algo que entre 100 poucos conseguem fazer essa progressão na carreira. Isso também não é um motivo pelo qual o jovem fala: "Eu não quero ser CLT porque eu não quero passar por tudo isso, não quero sofrer tudo isso". Olha, sim, mas hoje as empresas estão muito comprometidas em plano de carreira, né, em meritocracia. Então eu acredito assim que se o jovem de fato tem interesse numa carreira em começar uma área e ele buscar buscar empresas que realmente vestem a camisa, hoje tem muito investimento até na saúde mental, eh empresas que são ali eh pagam pro funcionário até fazer atividade física, investem de fato no no funcionário, né? Hoje as leis estão cobrando muito isso das empresas. Então assim, o jovem escolhendo, exato, o jovem escolhendo uma boa empresa, uma empresa que realmente se compromete com o bem-estar, eu acredito que ele vai estar bem calçado em relação a isso. Ele vai ter um plano de carreira, se ele seguir ali a meritocracia, se dedicar, eh colocar os estudos em prática, eu tenho certeza que ele vai conseguir ali galgar novos cargos e quem sabe seguir ali conseguir um cargo mais desejado, enfim, não sei caso ele tenha interesse, né? né? Tem alguns jovens, o que eu vejo hoje, infelizmente, é que eles não têm muito interesse nesse crescimento e antes, a as pessoas se dedicavam mais, estudavam, eh, literalmente buscavam oportunidades, né? Hoje eu vejo que o jovem tá um pouco mais assim estável, né? Demorando mais para entrar no mercado de trabalho. Uma grande dificuldade até eh na área do direito a gente buscar encontrar estagiários ou profissionais ou unos de carreira. As pessoas já não querem mais essas vagas, elas querem ou já começar muito acima, né? às vezes é sem experiência, o que não não faz sentido algum, ou até mesmo eh começar um negócio por conta própria, sem nenhuma experiência e acabando cometendo alguns erros ali por falta de de experiência mesmo. Tá certo, doutora? Olha, e você aí de casa, participe com a gente. 199729377 é o WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você pode mandar aqui a sua pergunta para os nossos convidados do estúdio Câmara. Agora, uma outra questão, a gente teve também nesse meio tempo, além da reforma trabalhista, a reforma previdenciária, que até hoje as pessoas falam: "Nossa, a gente não vai mais se aposentar porque cada vez, né, eh, isso também não tirou um pouco esse brilho de trabalhar com carteira assinada?" Eu acredito que sim, Mina, porque eh as pessoas, tantas informações acabam aparecendo na mídia, eu acho que o jovem acaba ficando ali eh desacreditado que vai chegar lá e e se perguntando por contribuir se talvez não vá não vá ter uma oportunidade para mim lá na frente. Então eu acho que falta realmente mais transparência eh em questões ali do NSS para trazer esse esse brilho pro jovem, né? O jovem realmente não acredita nessa instituição, infelizmente. É porque às vezes ele pensa o seguinte: se eu ganhar bem, eu pago um plano de previdência privado e é melhor do que eu depender de um INSS, porque hoje a gente vê aí, olha, as pessoas estão inclusive com muitas questões relacionadas à deflação daquele valor. No início a aposentadoria era de X, depois foi perdendo isso tudo também. eu, a nova geração vai vendo o que tá acontecendo muitas vezes com pais, com avós aposentados também não influencia, Jordi? Com certeza. Eh, você acompanhar e ver isso no dia a dia ali com seus pais, tem uns percalços, reclamações de CLT que não é fácil, a gente sabe que tem bônus e ônus. E aí, de novo, vem a internet com uma ilusão, vendendo uma imagem que ele passa a acreditar. E aí ele vai tentar esse caminho muitas vezes sem sucesso. Inclusive, Dra. Cláudia, muitos críticos falam o seguinte, que se que empreender é importante ter esse mercado, mas que muitas vezes se criou uma ilusão sobre empreender, justamente por função das lacunas deixadas pela própria CLT, pelo sistema previdenciário. E aí, eh, se romantizou em empreender para não mostrar um problema existente no nosso país no que diz respeito à legislação. O que que você pensa sobre isso? Olha, realmente hoje a legislação ela é bem complexa, a gente sabe que tem muitas emendas e em relação até ao próprio NSS que a gente conversou, as várias reformas são para sustentar o negócio a longo prazo, né? Eh, eu já ouvi até falar que o pessoal que é um esquema de pirâmide no sentido de realmente as reformas são para sustentar e alguém lá na frente conseguir se se beneficiar em si. E em relação a empreender, realmente é vendido que é tudo maravilha, né? é que as pessoas vem a os empreendedores de sucesso como sendo os únicos empreendedores, mas eles não vem que no caminho tem muitas pessoas que tentam e não conseguem e acabam frustradas ou acabam voltando ali o mercado de trabalho. Então, a o focar só nas pessoas que têm resultado, até falando das redes sociais, as pessoas que vem, as pessoas famosas, eh, são ali 1% de da grande maioria que tentou e não conseguiu, até por falta de constância, comprometimento, que são eh compromissos e qualidades que são necessárias pro CLT. Então, o jovem às vezes foca, ah, não quero empreender, mas deixa de lado eh questões mais eh como o próprio comprometimento, a constância naquilo que deseja, que são os elementos ali para fazer o empreendedorismo funcionar. Então, eu acredito que falta um pouquinho eh esse sentimento pro jovem, sabe? Se comprometer de fato com aquilo que ele deseja, seja no empreender ou até no mercado de trabalho. Eh, mas ter o resultado sem o esforço, né? Agora gira tudo em torno daquilo que o Jordi disse no início, prazer imediato, imediato. E a fórmula do sucesso. Dout. Cláudia citou uma coisa importante que às vezes essa frustração que você conversa com alguém fala assim: "Eu tentei empreender, mas eu tive que voltar pro CLT como se fosse um fracasso. Como lidar com isso?" Tá? É isso, né? Resumiu bem o que a gente trouxe lá no começo. CLT é visto como um fracasso. Ele é visto como para eu evoluir, passo pelo SCT necessário, mas eu quero empreender e retornar. Acontece é você trazer de novo a realidade. 1% igual a Cláudia trouxe, conseguiu e tá mostrando nas redes sociais. Outros 99 tentaram e não conseguiram. Isso é um problema? Não é só uma tentativa, quem sabe você não consegue em outro momento. É lidar com esse luto de uma ideia de um de um empreender que deu errado. Então você imaginou, você criou expectativas e de certa forma morreu. Então você vai lidar com esse luto, entender aonde errou, aonde poderia ter sido o melhor, deixar esse sentimento passar e aí trabalhar de novo. CLT que não é problema nenhum, é muito digno. A tecnologia veio cooperar para isso? Não, com certeza. Hoje com home office, né, até em teletrabalho, tem várias ferramentas que hoje dariam a liberdade pro jovem dele poder ter a rotina dele e ainda trabalhar. Não vejo nenhum problema. Hoje a tecnologia tem muito ajudado, né? Diferente do que muitos pensam. Eh, hoje é possível várias novas formas de trabalho e se adequar além de você conseguir ter uma qualidade de vida e conseguir trabalhar, não vejo nenhum problema. Dá para você conciliar tudo. Se arrumar tudinho, cabe no dia, gente. Tá certo? Olha, e a partir de agora nós vamos às perguntas dos nossos telespectadores. Eu vou pedir pra produção já passar aí a pergunta do telespectador para nós, para que a gente possa então vocês de casa ter a resposta. Olha, a gente tem aí o Renato Araújo da Vila Industrial que perguntou o seguinte: "Tem gente que topa a CLT só para assinar e depois pede para receber por fora. Isso dá problema para quem aceita e pra empresa também?" Dout. Cláudia, sim, dá problema e provavelmente isso pode gerar até uma reclamação trabalhista no futuro. O que acontece? Eh, a pejotização, por um lado, quando o funcionário aceita, você pode até usar esse aceite. Ele não aceitou CCLT, ele quer CPJ, OK? Você guarda essa prova. Aí, no caso de pagar por fora, eu definitivamente não oriento. É o ideal que você faça seguir o CLT, siga tudo corretamente, né? Deixe tudo documentado, que se você não fizer isso agora, isso lá na frente vai virar um processo contra você e você vai ter que responder por isso. Eh, eu vou aproveitar. Então, por exemplo, a pessoa fala assim: "Você vai me pagar 2.000 na carteira e por fora você vai me pagar mais 2.000". Isso é silada, silada, silada. Porque se vier, como é uma irregularidade, caso esse funcionário seja desligado por qualquer razão, ele pode entrar com uma reclamação trabalhista e pedir a inclusão desse valor por fora dentro do regime que ele tinha anteriormente e assim refletir todas as verbas trabalhistas. Eh, o empresário assume um grande risco seguindo dessa forma. A gente vai para mais pergunta. Então, vamos colocar aí na tela a próxima pergunta que é da Carolina Freitas do Jardim Flamboian. Quem teve chefe tóxico tende a odiar a CLT. Como separar uma experiência ruim de uma escolha profissional que pode ser saudável? Aí eu acho que Jordi pode responder essa. Podemos. Vamos lá. Eh, entender primeiro sobre aquela experiência você refletir, eh, colocar para fora tudo aquilo que você tá sentindo. OK? A partir desse momento que você refletiu sobre essa experiência, trazer de novo essa palavra experiência é uma única pessoa. Trazer outras histórias de outras pessoas que trabalharam com CLT, que tiveram um ambiente saudável, é muito importante para você entender, não é um geral, foi um caso à parte que você pode iniciar em empresas até mesmo dessas pessoas que tem um histórico bom, saudável, tentar contato com essas empresas. Sim. Agora a gente vai para mais uma pergunta do telespectador. Lembrando que você participa pelo 197829377. Agora é o Eduardo Pacheco do Parque Prado, quando o salário é menor na CLT, mas tem benefícios como calcular a diferença real para decidir com clareza e não cair em promessa. Doutora Cláudia, olha, primeiramente é colocar tudo no ponto do lápis, né? Ou seja, um convênio médico, você vai ter uma assistência ali, um seguro, né, em caso de acidente. Então, acho que você tem que mapear tudo que você vai ter de gastos, né, começar ali, ah, vale alimentação, muitas empresas também têm eh vale a refeição. Coloca tudo isso no papel, faz uma conta e verifica se realmente vale a pena. A parte que ninguém considera da CLT é que você também tem que pensar no caso de você sofrer um acidente ou adoecer. a CLT vai te ajudar em relação a isso. Caso você não tenha isso, seja PJ, você não vai poder contar com essa esse seguro de caso venha acontecer alguma coisa. que como a gente falou anteriormente do jovem, a gente as pessoas não consideram eh uma eventualidade e isso pode acontecer a qualquer momento. É, eu inclusive já tive amigas que disseram o seguinte: "Eu trabalho numa empresa que o salário até não é tão alto, mas eu tenho vale alimentação de X, eu tenho auxílio farmácias de tanto, eu tenho academia que é o tal daqueles aquelas aplicativas, pode usar em várias academias". Então, quando eu coloco na ponta do lápis tudo isso, vale a pena ter esse salário base de X, mas contando com esses benefícios, essa conta que se faz. Então, exatamente, pega um caderninho, já anota tudo ali e coloca na ponta do lápis os seus gastos, se realmente vale a pena, porque muitas vezes ainda a CLT pode valer a pena para você, considerando os gastos que você teria mesmo de alimentação, entre outros, né? Vamos para mais uma pergunta. Agora vamos colocar aí na tela o nosso próximo telespectador que é o Diego Martins do Jardim Eulina. Ele pergunta: "Por que dizem que ser CLT virou vergonha? Isso mexe com autoestima e faz a pessoa se sentir menor mesmo trabalhando honestamente?" Jordi? Sim. Eh, por que dizem CLT virou vergonha, né? Criou-se socialmente redes sociais a ideia de que você CLT, você está submisso a alguém. tem sempre alguém acima de você e que você deve responder submissão. Então, isso e você deve responder regras, né? Responder a essa pessoa. Então, socialmente tem esse aspecto de novo, o compromisso, você tem que estar ali pro outro, é combinado, mas assim, as pessoas não querem, querem viver do princípio do prazer, se entendem num lugar mais baixo. Então, para elas, a melhor saída seria empreender, ser dono do próprio nariz. Sim, mas hoje então eh você eh responder a alguém, né, essa submissão, como você coloca, é algo que mostra que a pessoa ela não tem credenciais, seria nesse sentido, de tomar as próprias decisões, de que ela é imatura para tomar decisões ou ela tem que entender que não. A regra daquele trabalho tem que ser, por exemplo, olha, existe uma divisão de atividades, você vai fazer A, o outro vai fazer B. Como que é isso tudo? Tá, a gente tem que colocar igual na ponta do lápis ali e entender. Tem empresas que vão ter regras e normas ali que são conversadas e são saudáveis, estão ali no nível. Tem outras que estão no nível tóxico, aí sim se enquadra como submissão, tá explorando você, tirando a mais. Então você tem que ter essa essa conversa ali, padronização e entender o que faz sentido para você. Mas voltando, o que faz sentido para você, eh entendendo que há frustrações, que há percalços que você tem que passar, né? Um contrato, um acordo, tem que ser bom pros dois. Sim. Ah, então ó, gente, colocar tudo aí, tanto quando dizem a respeito de dinheiro, quanto de comportamento, né? Vamos a mais uma pergunta do nosso telespectador. 1997829377. Agora nós temos aí a Mariana Costa que é do Guanabara. Fui demitida e pediram para assinar papéis na hora sem ler o que nunca dá para assinar no impulso e como eh o que nunca dá para assinar no impulso e como pedir tempo. Como que é isso? na hora da demissão, eh, daquela assinar os papéis da demissão, esses papéis devem ser enviados antes ou o empregado ele recebe ali eh tudo na hora e olha, assina e depois você discute. Como que é isso? Então, na verdade tem dois dois momentos. Quando você é demitido, você vai receber ali um um comunicado para que você assine. O importante é que você leia com atenção, peça o tempo necessário para você ler, para você poder assinar. Normalmente isso é feito presencialmente, né? ou a hoje de forma online, você assina ali para você eh aceitar, né, e entender que tá sendo desligado. Os outros documentos que são os cálculos dos seus direitos, as verbas reccisórias que você vai receber, o os o saldo de salário, o eh o proporcional de férias, muitas vezes ali a o seu fundo de garantia. Esses documentos você vai ter um tempo maior para analisar, você vai recebê-los. É importante que se você não entenda ou não aceite, que você busque uma orientação de um advogado especialista ali em direito do trabalho para que ele te oriente, faça os cálculos corretamente, para que você entendendo que não está correto você não assine, né? você peça ali esclarecimentos pra empresa e se você não tiver jeito nenhum, você assina, mas depois sabendo que h alguma irregularidade você busque os seus direitos ali por meio de um advogado. Doutora, antigamente tinha muito de fazer essa rescisão no escritório do Ministério do Trabalho, né, da que era a diretoria de regional de trabalho ou nos sindicatos. O, e o que de certa forma parecia que dava uma segurança maior para o trabalhador. Hoje isso não é obrigatório. Não, hoje isso não é obrigatório. Inclusive, muitas vezes você recebe até por e-mail, por WhatsApp, a os seus documentos ali de rescisão. O que tem que acontecer, isso tá na lei, que você vai ter 10 dias após a demissão para você receber os seus direitos. Caso isso não aconteça, você pode ter direito a receber esse valor em dobro, tá? É importante vocês saibam disso, porque caso o empregador não pague corretamente, ele vai ter que arcar com esse ônus de pagar uma indenização para você. Mas a assinatura da recis dessa rescisão, ela pode acontecer depois desses 10 dias? Porque, por exemplo, eu lembro que eh se falava muito que o escritório, por exemplo, do da Diretoria Regional do Trabalho não tinha agenda, a pessoa pagava e depois o empregador ia com os recibo que tinha pago, ó, já foi pago dia tal, respeitou. A isso prevalece ou não? Os documentos têm que ser assinados antes, prazo para assinatura disso. Caso, por exemplo, a pessoa fale: "Olha, eu nem concordo com esses valores. Eu recebi nesses 10 dias, sei lá, 10, 20, 30.000, mas eu acho que é muito mais". Eh, hoje não há analis clara um prazo para assinatura, eh, há prazo para o pagamento em 10 dias. A assinatura vai ficar ali a mercer realmente se você concorda com os valores, né? E e de fato, se o pagamento não for feito em 10 dias, você teria direito a essa indenização, é o dobro, né, do valor que você seria devido ali de verbas recisórias. Agora, o documento às vezes acontece de vir muito depois ou nem vir, né? Essa é uma problemática. Mas você precisa assinar para liberar o fundo de garantia, não é isso? precisa liberar para assinar o Fundo de garantia, porque você vai precisar levar os documentos do INSS para poder ter acesso a todas as informações e o poder sacar, né, o de fato os seus benefícios e até o seguro desemprego que você tem direito. Mas aí a pessoa não concorda com esse valor. Ela mesmo assim ela assina e ela coloca alguma coisa questionando valor, ela coloca uma pocar uma ressalva ou pode até assinar e depois buscar os seus direitos, porque hoje na legislação eh trabalhista é possível que você discuta mesmo você assinando, como você não tem conhecimento, é o assim, as leis são complicados, os cálculos você mesmo não entende. Então, ideal que você assinando e sabendo que tem alguma regularidade, busque a orientação de um advogado especialista em direito do trabalho para que refaça os cálculos e tendo alguma regularidade questione o seu empregador para que ele pague corretamente os seus direitos, tá certo? Então vamos a uma última participação no estúdio Câmara de hoje. Você faz aqui o programa junto com a gente e quem participa agora é o Víor Almeida do Parque Jambeiro. Quem vive de bico sendo PJ diz que é livre, mas vive exausto. Como perceber quando a liberdade virou ansiedade e culpa constante? Jordi, tá? Boa pergunta. Sobre liberdade. A gente vê muitas vezes e aí agora com os aplicativos, né? Uber, iFood, a pessoa faz ali a sua jornada, mas muitas vezes para compensar financeiramente, ter a sua liberdade financeira, tem um custo. Essas pessoas têm um eh altas cargas de de horário de trabalho, né? Começam cedo e terminam só no final da noite. Então é entender que a liberdade financeira muitas vezes não é só liberdade de tempo, liberdade psicológica. E quais são os custos? Aí você coloca numa balança, tá valendo a pena ter essa liberdade do da CLT para o o PJ para eu estar fazendo um trabalho à parte. Como é que a gente sabe? Calculando financeiramente, tá bom? Mas a minha saúde a que custa? E aí você entende se é o J sabe que eu tenho usado muito eh carro por aplicativo e a gente acaba conversando muitas vezes com alguns motoristas. Um me disse recentemente, inclusive, que por conta ele é construtor, trabalha como Uber, mas teve um período que se ganhava muito bem sendo motorista de aplicativo. E aí hoje, até em função da política de trabalho da plataforma que acaba ficando com um montante maior, ele tem que trabalhar muito cedo, por exemplo, começar logo 5 horas da manhã e parar só às 9 da noite para tentar, por exemplo, ter a mesma a mesma vida, mas já não tem mais a qualidade. Quando a carreira de uma pessoa chega nesse sentido, por exemplo, eu estou trabalhando muito para ganhar a mesma coisa que eu ganhava a cinco anos, qual é a revisão pessoal que essa pessoa tem que fazer? Já que por conta, inclusive, ele me confessou, olha, agora eu tenho 50 anos, eu não consigo mais voltar pro mercado formal como construtor e também não tenho mais dinheiro para investir, para começar como um construtor PJ, por exemplo, tá? Aí ele tem que reavaliar os custos da decisão dele num momento. Foi bom, foi bom, nesse momento não tá bom. Quais são os caminhos que eu posso fazer? Ah, não tenho muitas opções. Então ele tem que entender, tentar buscar outras pessoas ali do meio que se conhecem. Eh, e aí a gente traz de novo, voltando pro CLT, a questão de submissão que a gente falou sobre fracasso, não é no CLT. A gente tá vendo em outras oportunidades, por exemplo, esses motoristas de aplicativo que no momento foi bom e hoje não é bom. Então, aonde tá a submissão? Você tendo que trabalhar jornadas exaustivas de cedo até o final da noite. Então, não é definir padrões se LT é isso, o PJ é isso, o trabalhar como autônomo é aquilo. Cada caso é um caso. Se você entender é essencial botar na ponta do lápis e avaliar. Mas nesse momento, eh, talvez, por exemplo, eu dei um exemplo, mas talvez ser autônomo, empreender em outro segmento seja uma alternativa. Mudar, não deixar de empreender, talvez, porque até tem uma dificuldade para voltar pro mercado formal. Sim. Mas mudar os o segmento de desse empreendimento é possível. É possível. E aí entender que vai demandar bastante também, né? você precisa tá bem preparado, porque toda mudança causa e um cansaço, é uma energia a mais que você necessita. Então é estar bem amparado, procurar rede de apoio, pessoas que possam lhe ajudar nesse momento de transição. Quando lá no seu consultório você atende essas pessoas que têm esse anseio, essa questão do sucesso e tudo mais, hoje a gente dá para falar assim que quem tem mais esse problema, quem sofre mais com isso, são os homens ou as mulheres? Hoje quem sofre mais, hum, acredito que está por igual, né? Eh, hoje com a mulher no mercado de trabalho, buscando seu espaço, ela também tem essas demandas. O que acontece muitas vezes é que elas têm trabalho a mais, né? Tem o trabalho de casa que o homem muitas vezes não se coloca, então elas se desgastam muito mais. Então, pensar numa transição às vezes demanda muito mais e ela prefere se reter. Sim. O homem se joga mais. Você joga porque querendo ou não, de novo, é mais tranquilo, porque ele entende que o trabalho de casa é só para mulher e não, deveria ser um trabalho compartilhado. Então eu vejo muito mais mulheres exaustas no seu dia a dia, então transições seriam mais difíceis para ela do que para homens que se jogam. E é isso. Agora, do ponto de vista também jurídico, como tanto esse homem e essa mulher, o jovem a gente já falou, mas ele quer se preparar para fazer essa transição ou fazer o caminho inverso. Eu era empreendedora, mas agora eu quero voltar pro mercado formal. Existem alguns caminhos? Olha, é sempre bom que você procure empresas que tenham essa responsabilidade, né, de saúde mental e bem-estar e começar ali e ter um bom currículo, né, se inscrever. Hoje tem vários sites que você consegue colocar o seu currículo, se socializar, se conectar a profissionais que você deseja ali ou empresas que você tem interesse trabalhar. Eu não vejo nenhum problema você buscar empresas que você vê e tem aquele desejo, né? Antigamente a gente tinha, vi uma empresa falar: "Nossa, eu quero trabalhar nessa empresa um dia". Por que não você ir atrás dos seus sonhos, buscar empresas que você se identifica, produtos que você se identifica e entrar, né, se conectar com pessoas que podem eh te dar uma oportunidade, uma entrevista de trabalho e você se recolocar ali de maneira formal. Nossa tecnologia é essencial entender um pouco isso não tem como escapar. É, exatamente. O ideal é você, ó, hoje com a internet, graças a Deus, você consegue pesquisar muito, né? Hoje tem vários aplicativos, né, redes sociais que você consegue aprender de tudo. Eh, e tem vários cursos gratuitos em várias instituições. Então, se você tem algum desejo de mudar de carreira, você pode começar por esses cursos gratuitos até uma até conseguir sua recolocação e depois pagar algum curso, entrar numa universidade, né? Quem sabe aí começar uma nova carreira eh de estudos também, né? E profissional, mas independente da escolha. Eh, empreender ou ser CLT, gente, tem uma questão de legislação importante que deve ser observada. Não é só começar a fazer e achar que aquele dinheirão que tá ganhando, por exemplo, no caso do empreendedorismo, olha, tô já comecei, por exemplo, vou falar por baixo, com 10.000 por mês, não preciso ir atrás de nada, tô garantido. Nem sempre é assim, não. Tomem cuidado com as falsas promessas. Eh, empreender exige responsabilidade muito maior do que CSLT, porque você tem uma empresa que você cuida, provavelmente talvez você vai ter um funcionário, tem a parte tributária, a parte empresarial, a parte proática de ter um CNPJ, de pagar as contribuições, os tributos corretamente, né? Então, eh, você precisa saber da responsabilidade que você vai se meter, até para você não enfiar os pés pelas mãos e ter que arcar ali com valores muito superiores. Muitas vezes vai acontecer uma multa, alguma coisa assim de você não ter cumprido corretamente a legislação. Então, eh, não são só flores empreender. Você tem que entender as responsabilidades e quais os eh posso dizer soft skills que você precisa ter para empreender, né? Não é não é para todo mundo, infelizmente. E você vai precisar se calçar e entender um pouco de legislação para não cometer nenhum erro. Agora, Jordi, vai passar essa onda de falar que CLT não é ter sucesso. Nós vamos conseguir como sociedade encontrar aí um equilíbrio entre dá para ter sucesso sendo CLT e dá para ter sucesso também sendo empreendedor. A intenção é essa e cabe a nós, né, que fazemos o dia a dia, trazer pro jovem a realidade, começar essa educação desde cedo. Acredito que sim. Você esperançoso que vá passar, mas é um trabalho árduo. Eu gosto muito de uma situação que tem acontecido, por exemplo, na China, onde os influenciadores agora eles têm que ter um marcabolso teórico, eles têm que se responsabilizar por aquilo que eles falam. Se a gente conseguisse trazer isso para uma esfera maior, seria muito bom. Pessoal, muito obrigada pela participação de vocês. Eu tenho certeza que olha, quem tá em casa, quem não assistiu, tem acesso lá também na nossa plataforma no YouTube para depois entender melhor, reprisar e contribuir com certeza pro desenvolvimento de muita gente que acompanhou e acompanha aqui o estúdio Câmara. Muito obrigada. Obrigada. E olha só, um debate essencial para entender que o trabalho é parte da nossa identidade, mas não deve ser nossa única fonte de valor. A gente agradece aqui aos nossos entrevistados [música] e já conta para você o que vem amanhã, porque o estúdio Câmara de Quinta-feira mergulha na força e na complexidade da maturidade feminina. Vamos falar abertamente sobre relacionamento, saúde emocional e o peso do tabu de envelhecer. Afinal, por que a sociedade ainda tenta impor que a passagem do tempo para a mulher é um defeito, enquanto para o homem é um sinal de prestígio? Nós vamos desconstruir a pressão estética e o prazo de validade que tentam nos rotular, celebrando a verdadeira potência e a liberdade que surgem depois dos 50 anos. é um convite para olhar o espelho com mais gentileza e menos cobrança. Então, amanhã no Estúdio Câmara você aí confere toda essa reflexão. Eu fico por aqui, até um próximo programa e muito obrigada pela sua companhia. [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música]
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