Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com mais uma edição do estúdio Câmara. Hoje, 12 de fevereiro, é, vamos falar de carnaval. Afinal, está se aproximando aí uma das maiores manifestações culturais do planeta. Mas o carnaval é muito mais do que brilho, fantasias e desfiles grandiosos. Mesmo não sendo uma criação brasileira, foi aqui que a festa ganhou proporções gigantescas. tornou-se símbolo nacional, patrimônio cultural reconhecido internacionalmente e também uma potência econômica. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o carnaval, gente, deste ano deve movimentar 14,48 bilhões no setor de turismo do país. Eh, o maior volume é o mais eh esse é o maior volume, aliás, registrado desde 2013. Aqui em Campinas, a Associação Comercial Industrial projeta movimentação de aproximadamente 16,9 milhões na economia, um crescimento de 5,6% em relação ao ano passado. A gente hoje fala de história, né, do carnaval e especialmente do carnaval aqui de Campinas e também da catarse carnavalesca, um momento em que a sociedade extravaza, suspende regras, experimenta liberdade e depois retoma a rotina normal, né? É sempre a gente fala de cultura, de tradição, de economia, de emoção, porque a gente tá falando de carnaval e isso envolve todas essas emoções, né? E você que tá em casa pode também participar com a gente. Conta aí para nós, já tá preparado para os dias de folia, né? Que que você vai fazer no carnaval? Vai viajar? Vai descansar? Vai pro bloquinho, vai para São Paulo, vai pro Rio de Janeiro? Vai fazer o quê? Vai ficar em casa, né? né? Vai, vai curtir a família, conta pra gente aí sobre eh os dias de carnaval. Você já tem a sua programação 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e aí daqui a pouquinho a gente já apresenta as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio para falar é do carnaval e também das emoções do carnaval. E falando em carnaval, claro, aqui em Campinas, lembrando a todos os foles, né, que o carnaval de Campinas estará proibida a venda, o porte e o consumo de bebidas alcoólicas ou não em recipientes de vidro nas áreas onde houver eventos carnavalescos, tá? Essa restrição, gente, vale 2 horas antes e até 2 horas após cada evento em um raio de 1000 m. Ambulantes não poderão vender bebidas em vidro e comércios do entorno só poderão comercializar o produto para consumo dentro dos estabelecimentos, tá? Foliões flagrados com garrafas de vidro terão material apreendido e essa medida segue a lei 16.718 de 2025 e visa, claro, reforçar a segurança durante as festividades, tá? Mais informação chegando para você. A Prefeitura de Campinas reabriu os 13 parques que estavam com visitação suspensa devido ao alto volume de chuvas. A decisão foi tomada após a redução no acúmulo registrado nas regiões Centro-Leste, Sul e Noroeste. E segundo a Defesa Civil, o índice nas últimas 72 horas foi de 62,6 mm na região Centro-Leste, 39,8 mm na Sul e 66,6 mm na noroeste. As demais regiões também registraram acúmulo abaixo de 80 mm no período. Então, com isso, todos os 25 parques e bosques das cidades estão abertos ao público, tá? Os espaços das regiões Centro, Leste e Sul estavam fechados desde domingo e o da região noroeste desde terça-feira. Falando nisso, vamos ver como fica a previsão do tempo para hoje. Bora que bora. Olha aí, ó. Sol com aumento de nuvens agora de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite. Típico, né? típico de verão. A mínima 20, máxima 29º. Agora sim, né? Tudo certinho, previsão do tempo. Algumas informações para você. Agora a gente fala do carnaval e vamos apresentar as nossas convidadas. Antes eu quero falar que o carnaval, gente, também passou por eh transformações ao longo do tempo, né? a gente pode observar na história. E aqui em Campinas, conforme o livro Para Tudo Se acabar em Carnaval dos jornalistas Luís Ribeiro Vieira e Talita eh Galut, a festa na cidade nem sempre foi popular como é hoje, tá? Até meados de 1850 o carnaval era restrito às famílias mais ricas aqui em Campinas. Enquanto isso, as classes mais baixas participavam de forma indireta, confeccionando as chamadas bolinhas usadas nas brincadeiras do entrudo. No início do século XX, houve uma tentativa de proibir o carnaval de rua aqui em Campinas e adotar o modelo europeu com bailes luxuosos inspirados no estilo eh veneziano. Em 1907, inclusive, as festas nas ruas chegaram a ser proibidas. E nas décadas seguintes, Campinas viveu uma mistura de formatos. Blocos tradicionais ganharam força entre 40 e 60, ao mesmo tempo em que surgiram as escolas de samba inspiradas no modelo carioca. A organização oficial e o apoio ao público só vieram a partir da década de 70, mas ao longo dos anos crises econômicas, decisões políticas acabaram impactando os desfiles e investimentos. Mas mesmo assim o carnaval aqui de Campinas nunca deixou de existir. E a tendência atual é de uma festa cada vez mais popular e com mais blocos nas ruas, né? Então agora a gente vai entender como é que o carnaval afeta o nosso psicológico. Expressão, liberdade, conexão social, pertencimento, liberação de emoções, aumento da ansiedade, impulsividade, comportamento de risco, fadiga emocional, depressão pósfesta, desorganização da rotina e depois o retorno. Tá vendo só como é importante a gente falar de carnaval? E para conversar então com a gente sobre essa festa, a gente recebe a psicóloga Maria Eduarda. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Tô muito feliz em estar aqui. Feliz estamos nós de receber vocês e para completar o nosso time, né, de hoje. Claro, a gente tá falando de carnaval, a gente precisava convidar a Maria Ester, presidente do bloco Tomar na Band. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Muito obrigada. Esse tema assim me emociona demais, de verdade. Ótimo estar do l ao lado de uma psicóloga. E vamos conversar. Vamos conversar. Vamos falar de emoções. A gente começa então com você, Maria Est, porque tá à frente do bloco Tomar na Banda, né, que o ano passado completou 40 anos, nasceu de um encontro entre amigos na região do Centro de Convivência. Então, como é que foi transformar aquela boemia dos anos 80 que a gente trouxe aqui no início do programa em um bloco que hoje faz parte da identidade cultural da cidade de Campinas? Olha isso. Olha, Rúbia, eh, o bloco Tomar na banda, ele nasce nessa união de amigos, ele nasce nessa, nesse período, né, da década de 80, que eram foi um período muito forte culturalmente na cidade, né? E manter isso, essa tradição faz parte assim do meu do o Camilo, que foi um dos fundadores, ele tinha esse amor, essa essa questão número um na vida dele, o bloco. E eu tento hoje levar pro paraa cidade de Campinas, paraos meus filhos, inclusive, que eu estou numa num num período de transição, não deixar perder essa essa questão do amor, porque a gente tem assim duas gerações hoje, né? a gente tem os nossos folos que iniciário, né, cofundadores e que tem assim um significado muito importante. E tá vindo aí uma juventude que a gente o o a essência mesmo é manter esse amor, essa brincadeira, essas marchinhas que a gente não pode deixar de jeito nenhum se perder. É, é isso. E quando você fala, a gente olha paraa trajetória histórica do carnaval, desde os rituais antigo até os blocos atuais, a gente pode dizer que é uma necessidade humana de celebrar e extravzar emoções, né? Isso na visão psicológica é algo que a gente traz? É algo dos nossos ancestrais? Qual que é a avaliação psicológica sobre esse manter as tradições? Hoje a gente falando aqui de carnaval, Maria Eduarda, bom, eu acho que a pausa é necessária para qualquer ser humano já desde sempre, né? Desde que a gente começou a se organizar em pequenas comunidades e até hoje em dia que a gente vive em cidades enormes, Campinas é uma cidade enorme, né? E temos São Paulo, Rio de Janeiro, que também são grandes centros do carnaval no Brasil, Salvador, etc. Eh, a gente vê cada vez mais a necessidade de pausas. Isso é realmente muito importante quando a gente não tem esses momentos, sejam eles férias ou até mesmo fim de semana, né? Eh, ou o nosso nível de estresse, tensão por conta de trabalho, da rotina. Eu falo geralmente na clínica que a nossa rotina é feita de nãos, né? Verdade. Não pode, não vou não, não é, não faz isso, não faz aquilo. Então eu acho que o carnaval ele é é esse momento de pausa muito merecida, muito aproveitada por muita gente e muito cultural do Brasil também, né? Isso é algo muito importante para nós. Várias culturas t as suas e tal, mas no carnaval, no Brasil, como é muito forte é esse momento de pausa e sim, é muito necessário, importantíssimo, assim como férias, o carnaval, até para quem não vai para blocos de rua ou então para grandes festas, só de ter esse feriado prolongado, esses dias de descanso, já faz uma diferença enorme pro resto do ano. E essa questão da tradição, né, da tradição do carnaval para psicologia. O que que você pode trazer paraa gente? O que que tá ligado, né, na nossa mente, no nosso coração? É uma sensação de pertencimento, né? Eh, o que que acontece? Qual que é a avaliação que você faz dessa questão do carnaval? Porque a gente percebe, como nós trouxemos ali a história do carnaval, a gente percebe que essa tradição ela vem se mantendo, então e e tem altos e baixos, né? quase termina, quase não, a gente não consegue fazer, né, por um motivo aqui, outro motivo ali, mas as pessoas conseguem arrumar um jeito para manter a tradição. E ano a ano a gente vai percebendo que isso vai acontecendo e é algo que não se perde, né? Então, o que que a a psicologia traz pra gente dessa questão da tradição, da história e de manter isso? Na psicologia social, principalmente, a gente tem o que a gente chama de sincronia emocional. percebida. Uhum. É um termo meio difícil, mas vou explicar. Sim. Vamos lá. Ele é basicamente a gente perceber essa experiência muito subjetiva, que é você estar em multidões e com outras pessoas vivendo as mesmas emoções e fazendo as mesmas coisas. Então, no carnaval a gente tem culturalmente o eh dançar, cantar, tá ali com outras pessoas. Então isso da história do carnaval já é muito bom no geral, já é muito importante. Mas quando a gente fala sobre esse momento de estar em grupo, realmente faz muita diferença. Eu acredito que seja muito por isso. Ela vai conseguir me falar muito melhor, com certeza. Mas o estar em grupo faz muita diferença pra nossa saúde mental por conta também do pertencimento, que é um grande aliado na construção de saúde mental e na construção até mesmo de redes de apoio, né? No carnaval a gente conhece muitas pessoas, é importante estar sempre perto de pessoas que você confia um momento para você dar aquela extravazada, aquela desabafada emocional, assim, conseguir se expressar por meio da arte, da música e etc. E eu acredito muito que o carnaval tenha esse peso histórico cultural no Brasil, que pra gente é muito importante. E que bom que ele permanece, que o carnaval continue permanecendo e que as pessoas curtam ele da forma que for melhor. Mas o coletivo no geral faz muita diferença pra saúde mental e você sentir que da mesma forma que ali no bloco você tá com várias pessoas, vocês estão curtindo todo mundo junto, traz automaticamente esse sentimento de que tá bom, nas dificuldades eu também não tô sozinho. E aquele respiro para começar o ano, já que aqui no Brasil só começa depois do carnaval. Exato. Isso é muito bom e é e ouvir de você, Maria Eduarda, porque ultimamente as pessoas andam muito na tela, né? Na tela, muito online. De repente o carnaval seja um momento da aproximação mesmo das pessoas, da alegria, do extravazamento, de algo assim que está reprimido, né? ficou reprimido durante tanto tempo, você fica o ano trabalhando, aí vem eh Natal, ano novo e tal, e o pessoal espera o carnaval, né, essa vontade de repente de estar junto, né, porque isso faz parte também da nossa cultura. Agora, Maristero, o bloco Tom na banda mantém as marchinhas, né, como você disse, eh, como essência do repertório. E em tempo de tecnologia, em ritmos assim mais acelerados que a gente tá vivendo, na sua avaliação como presidente, né, do do tomanda, por eh preservar essa tradição é tão importante? Então, é muito importante porque é esse o conforto, quando a gente pensa, a gente olha pelo retrovisor, né? E o que nos mantém nesse coletivo eh são esse início, né? É exatamente dessa questão ancestral, né? o tanto que as pessoas, cada marchinhas, cada música, com os detalhes eh tão preciosos, importantes, né? Eh, nós sentimos assim que essa é uma das essências do carnaval. Uhum. Apesar que hoje com a tecnologia isso vem também dando eh vários notes, né? A, eu gostei quando a Maria Eduarda coloca, curta da maneira que você gosta, porque é assim, nosso bloco preserva as marchinhas, certo? Mas nós sabemos a diversidade que é o carnaval e o quanto que isso é importante. Esse coletivo é uma festa totalmente coletiva, porque às vezes a gente pensa no na no dia, né, no músico, na gente eh tá lá todo mundo junto, mas nos bastidores, o quanto te que emprega pessoas, o quanto que tem pessoas trabalhando para esse evento acontecer, né? Então assim, eh, isso porque eu tô falando de bloco, né? Mas assim, a gente sabe que no Brasil diverso, né, que a gente tem também a questão das escolas de samba, que é um um mercado assim maravilhoso mesmo, que traz muito dinheiro para todas as cidades, né? Então, quando a gente pensa em preservar uma festa tão grandiosa, tão popular, eh, é uma suavidade no coração, porque a gente tá dando esse significado. Hoje eu estou aqui com várias oportunidades e tecnológicas, inclusive, mas já esteve pessoas abrindo esse caminho. Exatamente. E construindo. essas marchinhas maravilhosas que a gente tem. Interessante perceber como que a tradição e a emoção, né, caminham juntas, lado a lado. De um lado, a memória afetiva, né, que fica e aí de outro a atualidade, o aceitar o novo, a tecnologia. Isso acaba se misturando e a gente tem aí o nosso carnaval, a nossa tradição que vai se mantendo, né? Agora, Maria Esttera, eh, quando o tá o bloco, né, e tal, o pessoal eh eh no no momento, no movimento ali, o que que você sente, você sendo presidente do bloco, eh o que que você sente quando você percebe a a união das gerações diferentes, né, cantando essas marchinhas juntos e fazendo entoar Ah, e transbordando essa alegria, qual que é a sensação que você tem? Inexplicável, porque na verdade é um sentimento eh que eu sinto toda vez que a gente pisa no local, naquele sábado de carnaval, no bloco. Uhum. A gente sente essa emoção, sabe? aquelas pessoas que que estão participando há mais tempo, chega, dá aquele abraço. É um sentimento assim, gente, é uma vivência que eu acho que todo mundo precisava experimentar. Uhum. Porque eu sei que tem pessoas que, né, e ótimo, tem gente que não, mas eh mas é uma vivência tão deliciosa, é uma pausa tão importante de reencontrar, de poder abraçar, de poder tocar, sabe? E então, eh, e quando a gente vê as gerações cantando essas marchinhas com voz, repetindo aqueles refrões, eh, é uma é uma emoção gigantesca, sabe? Assim, eu não sei como dar esse nome. Uhum. Para esse sentimento tão delicioso que é o carnaval. Olha só, Maria Eduarda, como que você avalia o que o que a Marter tá falando pra gente. Vamos lá. Ai, é incrível mesmo estar em grupo, né? Como eu tava falando, atrás muito dessa regulação emocional que a gente precisa e o carnaval tem muito desse peso. Então, realmente é incrível. E o estar em multidão cantando todo mundo junto é muito incrível. Surgem muitas, muitas sentimentos, né? Muitas emoções, tudo vem, você vem assim, você atravessa igual um furacão assim num em um segundo o que você fez anterior, o o qual o motivo que você tá ali e já pensando no futuro, é um turbulhão assim, turbulhões e sentimentos é um mix de emoções, né? Aham. E que realmente isso é necessário. Eu fico imaginando sem isso, essaciosidade. Imagina se a gente não tivesse uma festa como nós temos. Então assim, o Brasil nos encanta por tudo isso, gente, por tudo. Maravilhosa. A gente percebe a emoção dela, né? É, dá para perceber. É só de falar, né? É verdade, é verdade. Que bom ter vocês com a gente aqui hoje para falar das emoções, né? Para falar do carnaval que tá aí chegando. Agora, Maria Eduarda, eh, a questão das emoções, né? Tem tem a emoção da Marter, mas também tem aquelas emoções exacerbadas ou então reprimidas e que acende um alerta, né? Nesse momento de carnaval. Gostaria que você falasse pra gente a importância de a gente estar presente no aqui, no agora, principalmente nesses dias, né, que as pessoas vão extravazar e de repente se você não está bem consigo mesmo, essa esse transbordo pode ser que não seja legal. Então, o que que a psicologia traz? O que que você traz de alerta pra gente? E a gente tem que se atentar nesse momento, que é um momento de alegria e que um deslize pode sim eh causar uma situação que não vai ser tão alegre assim. Exato. Acho que a gente tá sempre falando de uma linha muito tume, né, do cuidado do extravazar e da catarse. Hoje a gente tá falando sobre bastante a catarse, mas a diferença maior tá em a catar. é quando você vai sentir todos aqueles sentimentos, quase como se você fosse processar a partir do da expressão artística, cultural, musical, estando ali com todo mundo, mas também é muito diferente de você, por exemplo, descarregar as suas emoções, né? Isso eh quando você descarrega, na verdade é mais como você tivesse aliviando uma atenção, mas você não vai se sentir melhor depois. Então, a gente precisa sempre ter como foco o carnaval. A gente tá naquele momento que vai ser muito legal, vai ser muito importante pro resto do ano, como a gente tava falando, mas também a gente precisa ter esse cuidado para não ser só um desabafo que não vai ter nenhum tipo de resultado depois. Então, eh, a gente fala que tem um pouco do é bom e é ruim o anonimato que o carnaval traz, porque ao mesmo tempo que quebra um pouco as hierarquias, né? tem funcionário, tem patrão, tá todo mundo no mesmo bloco, mas não tem aquela hierarquia, mas também o anonimato pro lado ruim, que é que às vezes as pessoas se sentem na liberdade de fazer o que elas quiserem e não é bem por aí. Então eu acho que a regra assim pro carnaval tem que ser que a gente abaixe a formalidade, mas o consentimento e eh o respeito pelo próximo, pelo espaço do próximo nunca pode acabar. E esse tem que esse pode ficar no top um assim das prioridades do carnaval, o consentimento, você respeitar sempre o corpo do próximo, o espaço dele pra gente fazer com que todo mundo tenha um carnaval muito gostoso, né, Mar? Nossa, com certeza. O respeito assim, eh, é tudo. Eu acho que é o o número um mesmo, porque pra gente continuar essa harmonia, sabe?Um, Uhum. Por isso que eh quando a gente pensa assim em extravazar, eh ter esse contato com as pessoas, o respeito tem essa linha para que a gente tomar cuidados, tomar cuidados nas expressões, nas palavras, nos gestos, né? Isso é muito importante, que todo mundo saiba que todo mundo tem seus direitos, mas que a gente tem nosso dever enquanto pessoas, enquanto gente, respeitar o próximo. Então assim, ter esse cuidado porque realmente no momento do carnaval fica aquela vou me extravazar, vou rir, a gente vai rir mais mesmo, mas ter esse cuidado principalmente com o seu próximo, sabe? Respeite, né, as brincadeiras, né? A gente sabe que hoje muito que a gente brincava anos atrás, hoje a tecnologia nos dá esse alerta de que muita coisa hoje a gente não pode cantar. Eu estávamos falando das marchinhas, mas tem músicas hoje que a gente traz pra nossa sociedade atual que não é indevido, né? seria sim uma falta do de respeito mesmo. Então, preservar isso, dar essa eh esse significado, né? Vem, sim, se divirta sim, mas cuide de quem tá do seu lado, do seu próximo. Uhum. Em todas as maneiras, né? Respeitar as regras, essas regras que estão aí, precisa, tem os seus motivos. E a gente precisa respeitar, né, como não manter aí essa questão que a gente abriu o programa falando das bebidas alcoólicas. Então, porque a gente sabe que cada um, né, a bebida alcoólica, ela é muito pessoal, assim, a gente eh tem que ter esse cuidado, inclusive com o nosso corpo, né? a gente assim tem que nos respeitar. Então assim, dá essa esse grande significado pro respeito em todos os sentidos significa sim essa verdadeira festa do carnaval. Ah, maravilhosa. E quando a gente fala das marchinhas, você me trouxe e a lembrança, eu estava conversando com os colegas jornalistas e justamente estávamos falando das marchinhas de carnaval de eh de gerações passadas, né? E olhando pro hoje, pro aqui ou agora, você trouxe a ideia de que nós não tem tem marchinhas que nós não podemos mais cantar hoje, né? É, e isso é importante porque as coisas foram se atualizando, as marchinhas são legais sim, porque são tradicionais, trazem a tradição, lembram, né, de toda a história. Mas que bom que nós nos atualizamos e entendemos e e eu acho que não poder cantar algumas letras mostra o quão respeitoso nós estamos sendo hoje, porque algumas letras têm uma mensagem subliminar ali e que antes, né, tipo assim, se for parar para pensar, vamos lá, a minha avó me levava no carnaval quando pequena, né, na no matinê e eu cantava músicas que hoje Hoje eu não, eu sei que se eu cantar eu vou estar de repente eh atingindo alguém, né? Atingindo um público, atingindo uma parte da uma parcela da sociedade. E que bom que a gente teve esse entendimento e que as coisas mudaram, mas que as marchinhas permanecem de uma forma mais respeitosa, de uma forma mais acolhedora, eu acho que a gente pode dizer assim, Maria Eduardo. Sim, com certeza. É, faz parte a gente se atualizar, né? Tem muitas pessoas que que se recusam a falar: "Não, mas é histórico, mas faz parte também da história." A gente tá sempre se atualizando pra gente conseguir respeitar o máximo de pessoas possível, né? E praticar sempre a inclusão. O carnaval é muito sobre inclusão. O carnaval é Exatamente. Ai, é é inclusão que é o ponto forte também, sabe? Então esse e aí a gente volta sempre no respeito, né? Uhum. dá essa esse significado para que a gente tenha uma festa feliz, uma festa garantida. É o respeito em primeiro lugar e a expectativa pro blog tomar na banda para esse ano, hein? Nossa, como que está, gente? tá tudo preparado, tá assim nos últimos detalhes e acertos para ser uma festa muito maravilhosa, respeitosa. E então assim, mas pra gente que tá eh nessa parte de coordenar os bastidores nos detalhes, o coração vem a 1000, né, gente? Então, mas assim, a gente sabe também que tá tudo muito organizado, a cidade tem contribuído muito para isso, né? Nossas instituições públicas têm trabalhado em conjunto que merece ser dita isso, porque tá todo mundo se organizando para que as pessoas possam se divertir. Esse é o nosso forte, diversão, alegria, né? que a gente possa extravazar isso, que a gente não tenha nenhum eh impacto, né, que possa depois pesar muito pra gente, né, porque o carnaval também passa. Uhum. A gente costuma brincar todas as coisas boas, as as ruins passa, mas vamos deixar memórias eh só boas do carnaval, né? Muito bom. Agora vamos lá, nossa psicóloga, o carnaval passa. E aí, né? H, como fica o nosso emocional depois de extravazar tanto? Tem aí uma chamada, entre aspas, tá gente, depressão pós carnaval. Como é que a gente lida com isso, né, para voltar à realidade e para realmente para algumas pessoas iniciar o novo ano? Sim, é normal mesmo. É, muita gente fala disso e é normal, aparece muito na clínica também. Sério? muito muito muito eh e é super normal, acontece porque a gente vai passar por um momento de muita euforia, então a gente vai lá para cima e aí de repente acaba, porque é uma mudança de rotina, é uma mudança de vivência, se ali com outras pessoas, totalmente diferente de um dia a dia de trabalho, né? Você acorda, vai pro bloquinho e e essa é a rotina do carnaval. Então, é sim muito esperado que a gente tenha um período pós carnaval. A quarta-feira de cinzas geralmente tem um pouco mais desse desse momento um pouco mais reflexivo, né? Algumas pessoas têm ali que a gente fala de ressaca moral na na quarta-feira de cinzas. Por isso que é tão importante a gente sempre prezar pelo respeito sempre no carnaval. Mas sim, é normal, é esperado. O que é importante a gente acender um sinal de alerta é, como eu conversei com vocês, o carnaval é um momento de pausa, todo mundo precisa de pausas, é incrível para isso, mas se a gente precisa dessas pausas, muitas vezes a gente tá precisando dar uma escapada da nossa realidade, seja profissional ou estudantil, muitas vezes com muita frequência, é importante acender um sinal de alerta. E também se esse período um pouco mais deprimido pós carnaval durar muito mais do que o esperado, assim, muito mais do que uma semana ali no máximo, também é importante a gente procurar ajuda de um profissional da área da saúde mental, principalmente, porque pode ser que o peso da rotina esteja sendo muito grande para você e a gente precisa sempre tomar esse cuidado com a saúde mental também. Mas sim, por um período é normal a gente ficar um pouco mais tristinho depois do carnaval. comum, uma avaliação muito bem feita pela nossa psicóloga Maria Eduarda. Agora, eh, você, Marister, como é que é o pós carnaval, né? O pós-carnaval já é pensando no carnaval do ano que vem ou então dá assim aquela sensação de dever cumprido e vai baixando adrenalina? Como é que é? Foi bom eu ouvir a psicóloga porque dá uma depressãozinha para dá uma depressãozinha porque eu costumo até brincar porque os os momentos antes, né, do do do carnaval, a gente tem aquela rotina turbulenta, todo mundo procura, né? Eu costumava até brincar, falei: "Gente, eh, eu sou uma pessoa antes e uma depois." O Camilo, eu também percebia isso, mais evidente ainda. Mas é assim, eu brincava porque eu falava: "Ai, gente, eu hoje eu não sou mais celebridade". Tipo assim, na quarta-feira de cinza volta aquela esta, que tem pessoas que às vezes nem me reconhece, não. Isso choca, sabia? É, eu acho que é uma depressão. Depois a gente vai voltando aí pr pra rotina normal, vai ganhando a o ano já vai eh tomando, dominando a gente. Mas realmente, gente, eu tenho essa depressão. É porque é uma entrega muito profunda, não é? É muito muito e é o que eu falei, né? A rotina ainda mais para você imagin ainda maior, né? Porque você tá na organização, não só na curtição, mas na organização. Então exige um uma dedicação ainda maior, né? Tipo, você trabalha muito pensando nisso. Então eu imagino de coração. Examente. E depois de repente um silêncio, aquele impacto, você fala, você se vê assim: "Ué, acabou e aí, quem quem eu sou mesmo?" Porque é ao mesmo tempo que ao, como é que eu diria isso? Ao mesmo tempo que isso traz muito trabalho, traz também essa delícia de você ter contato, por exemplo, hoje aqui, conhecendo Maria Eduarda, conhecendo pessoas, eh, reencontrando pessoas e de repente para Uhum. Então, dá esse eh brusco, né? Isso. Então, eh, ter essa consciência já antes eu acho que já ajuda muito, porque, ah, a gente vivencia isso mesmo, dá um choque. Aí você fica, ai, eh, quem eu sou? Acabou, que que eu vou fazer? Eh, será que eles me conhecem? Sabe quem eu sou? Sabe assim, porque eu até brinquei uma vez assim com o nosso músico, que é um querido, né? Mas ele tá muito mais em contato com as pessoas. Eu ainda coloquei para ele, falei: "Olha, no período de carnaval todo mundo sabe quem eu sou, mas pós carnaval, ih, filho, não, capaz, todo mundo sabia, mas isso é uma coisa, é uma coisa muito de dentro mesmo, mas aí com a explicação da psicóloga, entendi que isso é natural, mal e passa". Sim, você tem essa sensação, acredito eu, mas depois, claro, a nossa psicóloga, né, vai falar, mas eu eu acredito que você tem essa sensação, porque você tem que cumprir uma missão, aí você trabalha nela, você se doa e a sua identidade fica totalmente ligada a essa missão que você tem que cumprir. E aí quando a missão termina, a missão cumprida realizada com sucesso, você acaba voltando para si e você tem uma sensação de perda de identidade, mas pode ter certeza que o que você se meou, o que você fez vai perdurar pelo ano todo até o outro carnaval, não é, Mar? Com certeza. Com certeza. Porque as pessoas sentem o efeito do carnaval o ano inteiro, mas esse ano também a gente tem a Copa do Mundo, né? É, então quem sabe o toma lá da banda também não faz algo para Copa do Mundo, que é também outro grande carnaval no Brasil, né? Exatamente. A gente inclusive tá com esse tema porque realmente a gente tá num ano onde acontece Copa do Mundo e é o carnaval Duas Paixões, né, do povo brasileiro. E dentro disso a gente, por que não, né, a gente não trabalhar dentro desse desse tema. Vai ser muito legal. Então tem isso, tá? É que assim é muito brusco porque eu não sou só uma carnavalesca, eu sou da área da saúde inclusive, né? Eu sou nutricionista. E aí de repente às vezes a gente procura em rede social, vai procurar a nutricionista ou a carnavalesca. As duas aqui, aqui no estúdio de Câmara a gente precisa das duas, inclusive acho que dá tempo 8:40, dá tempo para dar diquinhas aí de alimentação pro carnaval, né, gente? Isso é muito importante. Eh, do número um, hidratação, né? Eu acho que hidratação a pessoa tem que já se hidratar antes entre uma uma situação de de tomar alguma bebida e outra se hidratar novamente, porque realmente bebida alcoólica desidrata. Uhum. E pode levar aí o final da tua festa antes mesmo de começar o carnaval, né? Sim. Sim. E a alimentação, eh, aí que a gente fala do carboidrato, da importância dele, uma alimentação no dia mais rica em carboidrato, né, que é para você manter ali a energia, né, glicogênio para para dar conta, né? Imagina uma pessoa que acontece muito isso no carnaval, sedentária, sim. Mas que de repente se vê lá ladeiras e mais ladeiras subindo e descendo. Então precisa dessa energia. Então a alimentação é muito importante em todos os aspectos. Eu disse do carboidrato, mas claro, é alimentação saudável, aquele prato saudável, contendo sim o arroz com feijão, esse essa união, essa união é maravilhosa. A gente tem que agradecer muito esse país pra gente ter esse esse arroz com feijão todos os dias no nosso prato, né? e a proteína, claro, e essa questão das das folhas, dos legumes, tudo isso vai nos ajudar a manter a nossa saúde, né, que a gente não pode esquecer disso, porque isso é uma questão assim primordial, cuidar da gente, a gente tem que tá bem. É isso mesmo. E aí a gente falando, né, de nutrir o corpo para poder aguentar esses dias de alegria, né, que que vem com o carnaval. A gente também precisa lembrar e muito da nossa saúde mental. Por isso que a gente trouxe a Maria Eduarda aqui para nos orientar nessa questão da saúde mental. a gente já falou então eh da do extravazamento da alegria e depois também falamos da depressão pós carnaval que acontece, né, e que tá tudo bem, mas você precisa acender um alerta se essa depressãozinha pós carnaval perdurar por um certo tempo. Agora, ah, a questão do carnaval e a bebida alcoólica relacionada à saúde mental também precisa ser olhada com muita atenção, né, Maria Eduarda? Sim, com certeza. É importante sempre a gente maneirar, né? Eh, o importante é a gente não perder consciência do nosso corpo, então de onde a gente tá, das pessoas que a gente tá, do que que a gente tá fazendo. Então eu não vou aqui falar tipo: "Ah, não vamos beber no carnaval porque faz parte, as pessoas vão, mas é importante a gente tem ter sempre a responsabilidade sobre o nosso corpo e também, lógico, quando a gente fala de rede de apoio, é também você curtir o carnaval com pessoas que você confia, com pessoas que são eh que te fazem bem, que você sabe que se acontecer algum perrengue, porque carnaval acontece perrengue também, essas pessoas vão estar lá junto com você, vão te dar esse essa mãozinha que precisa. E como é o momento de muito, muitas emoções aparecendo, muitos comportamentos novos, diferentes, pessoas que você nunca conheceu, é sempre importante você estar com uma rede de apoio muito muito importante e também, como eu falei, né, como a gente tava falando, se perceber que tá sendo muito muito grande essa esse período um pouco mais deprimido pós carnaval, procurar uma ajuda, mas também caso não seja para você, o carnaval, ai não gosto de sair, eh, preciso só para então extravazar minhas emoções. Não, nada do tipo. Você pode muito bem est em casa com pessoas da sua confiança também dentro da sua casa ou então fazendo uma viagem. O importante é a gente ter esse momento de pausa. Reflexão também. O carnaval é muito sobre isso, sobre memórias, né? A gente falou sobre memória afetiva com as marchinhas, mas também ele geralmente traz muitas memórias também. Então, curtir da maneira que foi mais confortável para você, não ultrapassar os seus limites, tanto na bebida quanto também em saída. Se você tá sentindo que for muito para você, fica em casa, dá uma segurada, tá tudo bem também. Não tem regra. A única regra é o respeito pelo outro e por você mesmo. Uau, maravilhosa, gente. Que bate-papo gostoso, né? 8:44. Produção tá me avisando, tem algumas perguntas. E aí, vamos então e o pessoal tá querendo saber alguma coisa e a gente vai descobrir o que que é agora. Vamos lá. Ou é para Maria Esto ou Maria Eduarda. Duas Marias aqui maravilhosas no programa hoje. Pode colocar na tela, ô produção, por favor. Vamos lá. O carnaval pode funcionar como uma válvula de escape saudável para quem vive sob muita pressão no dia a dia. Nossa psicóloga. Sim, com certeza. E ele tem muito essa função pro povo brasileiro, ele é muito importante para isso, porque é quase como essa válvula de escape coletiva nacional. Então mesmo para quem vai sair ou para quem vai ficar em casa tem isso. A gente tem que pensar em nós mesmos como panelas de pressão. Ela precisa da válvula porque senão ela estoura. Então a gente também se hoje em dia muito se fala de burnout. Eu falo muito sobre burnout, atendo muito burnout. Então, sim, é uma válvula de escape muito importante, saudável e necessária. Só tem que ter esse alerta para caso eh você precise de muito, muitas saídas da realidade, entre aspas, sair muito do foco do dia a dia com muita frequência e sim um sinalzinho de alert. Muito bem, mais uma pra gente, produção. Vamos lá, vamos ver quem tá conosco agora. Deixa ver aqui. Ricardo Alves do Jardim Proça. As Martinhas ainda emocionam os mais jovens ou elas atraem mais quem já viveu os carnavais antigos? Mar, é bom, boa pergunta, viu? Vamos descobrir, né, Maria? É, Ricardo, me pega aqui. Olha, eh, atrai porque, eh, sabe, eh, a pessoa tá lá, por exemplo, a gente coloca lá os músicos com sopro, eh, eh, tocando e muita gente cantando junto. Então é interessante você ver gerações, né, cantando, né, e as marchinhas acaba atraindo, a gente acaba tendo até muitos jovens perguntando assim com com intenção inclusive de estudar música. É, eh, por isso que a gente tá de olho aí em vários projetos agora, né, pro futuro, porque tem essa questão dos jovens querer também participar, querer tocar, querer aprender, mas eu confesso também que tem os jovens que tão querendo ouvir algumas coisas da atualidade, tá? Mas quando ele acaba inserido num bloco onde a marchinha é o coração, ele acaba se envolvendo, né? Exatamente. Então, eh, por isso que é importante a gente seguir em frente, não perder essa característica, sabe? a tradição, né, essa tradição, porque a gente eh tem que sempre tá levando pra frente, por mais músicas novas, que hoje a gente tem muitas, né, e que tá valendo também, mas a gente tem que seguir em frente para que esses jovens também dê essa oportunidade pro que já foi, proje, pra gente não perder essa essência. Mas assim, claro que a gente segue assim muito como exemplo, sabe? Por exemplo, como eu sou nutricionista, eu acho assim que se você, os pais não tiver aquele prato de salada todo dia na sua mesa, os filhos não vão Uhum. comer. A gente, se a gente não trouxer pro pra essência do carnaval as marchinhas, vai se perder. não vão dar esse significado, essa importância que a gente, essa geração, né, a minha, eh, deu com muito mais ênfase, mas hoje saber que tem aí tem outras músicas também, mas não perder essa essência das brincadeiras, das danças e das marchinhas. É isso aí. eh fica na verdade é um um sentimento assim de de manter mesmo a tradição e aceitar a tecnologia, a atualidade. Então é é uma uma conexão, né? É uma conexão e que quando você vai parar para analisar, você olha a o a as a os blocos, você percebe que é uma é um é um coletivo, todo mundo cantam sim e as marchinhas. Isso é bem legal, né? Agora 8:49. Vamos ver se tem mais perguntas e aí a gente responde mais duas. Ah, deixa eu ver. Vamos lá. Vanessa Lima do Taquaral tá com a gente. Em festas, o ambiente de multidão pode influenciar decisões que a pessoa não tomaria em situações comuns. Olha aí a nossa saúde mental, hein? Pode, perfeito. Pode, pode, né? Sim. É, você está é o que é o a sensação de anonimato, né? que a gente tá falando que é muito boa para algumas coisas, mas também pode ser meio prejudicial às vezes. Então sim, às vezes a multidão pode te levar a conhecer coisas novas que geralmente você não faria. Então, tanto pro lado positivo, você ir para algum bairro novo, algum bloquinho diferente que você não conhecia, porque tá todo mundo indo, você vai seguindo o fluxo ali com todo mundo. Mas também é importante a gente ter sempre a consciência do de quais são os nossos valores, do que é importante pra gente, para que a gente também não acabe ultrapassando os nossos limites, o limite do outro, por conta de comportamentos em manada, né? Então, sempre ter um pouco mais disso em mente também na hora de curtir os bloquinhos, porque sim, tem essa probabilidade sim da gente acabar fazendo coisas que não faríamos porque estamos em multidão e o sentimento todo do pertencimento e estamos todo mundo junto e tal, que é muito positivo por um lado, mas precisa ter esse cuidado. Ol, excelente, excelente a pergunta, a pontuação da nossa psicóloga, porque a gente tá aqui aprendendo, né, aprendendo sobre comportamento e o comportamento é o que vai reinar aí nesses dias, né, de carnaval. Então, a gente precisa aprender. Sim. Valeu. 8:51. Mais uma então pra gente ir para as considerações finais, produção. Vamos lá, por favor. A Marcela Viana do Jardim Proça. Com tantos furtos de celular e agressões no carnaval, o que realmente mudou na segurança e como o Folão pode se proteger de verdade? Maria Ester, como que tá a questão da segurança, né? Então, nosso trabalho aqui em Campinas tem sido bem intenso, né, com as instituições, né? Eh, eu costumo até parabenizar muito o trabalho eh hoje da segurança no carnaval para ter também essa questão que a gente precisa deles. Uhum. E e realmente essa questão de furto eh é muito evidente. Por quê? Porque mudou muito, né, Rúbia? As pessoas hoje também ah querem registrar o tempo todo, né? Sim. faz parte também registrar. Atualmente nós temos isso diferente que antes a gente sentia mais, a gente não tinha essa questão de tá registrando cada passo, mas hoje tem isso sim. E a segurança tá toda preparada, tá toda a gente já eh foi alinhando, né? Uhum. Então, essa esse essa essa questão mesmo da da própria secretaria hoje nossa de cultura, essa comissão lá de pessoas já fez, foi fazendo esse trabalho junto com os com os blocos, né, para que a gente mantenha segurança e que nós eh também temos que ter os nossos cuidados, né? Eu acho que a pessoa também tem que ter esse cuidado, porque a gente tá sujeita a essas coisas. Então, ter tomar mais cuidado com seus pertences, né? Porque pode sim acontecer alguma situação, até a gente mesmo, né, de de sabe, na entre abraços e beijos, você derruba, mas tem que tomar esse cuidado porque hoje em dia e a gente tomaria em no dia a dia mesmo, né? e no bloco um pouco mais, mas a segurança assim, eu tô, eu sinto mais confortável hoje de falar que hoje a gente tá assim alinhado com essas instituições e que eles estão assim preparados para dar esse conforto. Por isso que eu sinto muito eh essa tranquilidade de falar para as pessoas virem pro bloco, as famílias, as crianças, eh porque a gente tem essa segurança por trás. Exato. E a gente também tem que aprender. Eu aprendi algo há um tempo atrás, eh, em um um workshop, a nós, o cidadão, nós precisamos colaborar com a segurança pública. Aí, poxa vida, mas como é que eu vou colaborar com a segurança pública? Exemplo, você vai estacionar seu carro, tira tudo que é visível, né? Porque você está colaborando com a segurança pública. Assim, você vai utilizar o celular no carnaval, tenta colocar lá uma pochete, coloca o celular na pochete, né? eh eh cuida do seu pertence, porque assim, você está colaborando com a segurança pública, porque se a gente fica com algo com as coisas muito expostas, a gente acaba eh sendo um chamariz ali de pessoas que não estão para se divertir como nós, né? Então aí acaba sim, infelizmente acontecendo o furto, o roubo, enfim. Então a gente ajuda a fazer segurança pública como cuidando dos nossos pertences, né? Então eu acho que eh eh vai dar consciência de cada um também. Mas claro que a a acredito que a tanto prefeitura, né, todos os órgãos de segurança estejam aí preparados para poder garantir a segurança eh nesses dias de carnaval na cidade. Mas importante pontuar que você também é responsável pela sua segurança, cuidando dos seus pertences. Agora 8:55. Dá tempo para mais uma ou a gente já encerra? Oba! Dá tempo para mais uma. Camila, Rezende da Vila Industrial. Existe diferença emocional entre quem gosta de grandes multidões, tipo carnaval, e quem prefere festas menores? E aí, tem diferença emocional? Acredito que não. Acho que é mais uma preferência assim das pessoas. Tem gente que gosta muito de estar em multidão, de ter essa essa vivência muito entre todo mundo. É muito difícil a gente falar sobre o emocional de cada um, porque é algo muito particular de cada, né? Mas acredito que não. Vai muito da preferência mesmo. O que traz a diferença emocional é a gente fazer o que a gente não gosta. Isso traz muita diferença. Então a pessoa que ama ir para bloco, para ela ficar em casa vai ser um saco. E a pessoa que ama ficar em casa, quer usar o carnaval para descansar, ela ir para um super bloco enorme de rua, para ela vai ser um saco. Então a diferença é importante você falar isso, porque assim, a gente precisa olhar também eh se a gente tá fazendo aquilo por nós ou pelo outro, né? Então quando você fala sim pro outro, você tá dizendo sim não para você. Então é importante também nesse momento de carnaval, você faz o que você acha bom para você, o que te faz bem. Exato. Exato. E aproveitando até o que elas estavam falando de celular, gente, vamos aproveitar o carnaval para não usar o celular. Verdade, né? É verdade, até pela questão da segurança também para ninguém ser furtado, mas também pra gente se desconectar um pouco. Hoje em dia a gente vive tão conectado, é tudo tão Instagram e e WhatsApp e reuniões, telas a todo momento. Então também vejo isso como uma oportunidade, um grande convite do Brasil pra gente se desconectar um pouco, sair um pouco das telas, viver o mundo real. Então vamos aproveitar e já curtir esses dois pontos, tanto a saúde emocional e também a segurança. Muito bom. Bom, gente, agora 8:57, então eu vou pra nossa última pergunta aqui pra Marter. Marister, se o Camilo tivesse com a gente hoje e pudesse ver o bloco tomar na banda, né, com 40 anos, né, ã, quatro décadas, o que você acredita que ele sentiria? muito orgulho. Eh, ele sentiria assim muito orgulho mesmo da cidade, desses foliões. É, a gente eh imagina essa energia, porque o tanto que ele eh trabalhou para pro que pra gente, o que a gente tá vivendo hoje, ele já trabalhou, ele já arquitetou lá atrás. Então ele sentiria um uma gratidão imensa e estaria aí mandando a as pessoas irem mesmo pro bloco, porque ele ele usava esse termo. Se não fique aí parado à toa em casa. Se você não vai viajar, vem pro Tomar na Vanda. Então, é assim, eh, um chamamento assim que eu acho que hoje tá acontecendo isso. As pessoas cada vez mais vem procurando a gente, querendo estar conosco. E eu acho que tem muito disso. Eu acho que ele se sentiria assim o máximo, o paisão. E Maria Estter. E Maria Estter, o qual é o sentimento você olhando para trás e ver que você chegou em 2026? completando 40, 2025, né, o ano passado, completou 40 anos e nesses 40 anos esse bloco vem crescendo, vem crescendo e é um dos mais tradicionais da cidade de Campinas e você tá aí à frente comandando, executando e sempre, né, concluindo com sucesso. Amém. Que assim seja. Eh, como eh eu tive, eu vinha acompanhando, né, na como espectadora junto com o Camilo, tal, trabalhamos bastante, mas coordenar um bloco com essa dimensão, né, com com que a gente tem que olhar não só para todo esse corpo, né, de artistas, eh, de pessoas que estão nos ajudando, de equipe, dos foliões, principalmente, porque essa festa é dedicada Sim, para as pessoas, para as famílias, né? Tomar na banda, eu costumo chamar até de família tomar na banda. Olha aí. E é uma expectativa que eu também sinto um pouco assim de puxa, você cons tá conseguindo, você chegou até aqui, tem essa potência porque eu eu tô num momento muito de transição. Eu queria muito que os meu que os meus dois filhos, né, que eu nós temos, eu e o Camila, tivemos um casal, que eles continuem tocando e tá acontecendo isso. Uhum. Tô muito no momento que hoje meu filho Pedro, né, ele é o vice, mas daqui a pouco ele vai ser o presidente e vai tocar essa festa com todo esse carinho, esse amor que a gente tem tocado. Então eu sinto assim poderosa. Ai que maravilhosa. Sinta mesmo essa sensação de pertencimento, de que eu posso, eu faço, eu consigo. Isso é maravilhoso, gente. Isso é bom demais. Pontualmente 9 horas. E com essa fala da Maria Ester, a gente vai encerrando o nosso programa de hoje. Claro, uma eh eh um programa diferente, a gente falando de carnaval, a gente falando de alegria, a gente falando de pertencimento, mas também do cuidado com a saúde psicológica, física, segurança e alegria, gente, ela tá aí para ser vivida, né? Então, quero agradecer a participação de vocês duas, nossa psicóloga Maria Eduarda, obrigada pela participação, eh eh pela contribuição, pela sua fala. Deixa uma dica aí pros nossos foliões e a gente já vai então para as considerações finais, certo? Eu que agradeço o convite, muito obrigada. Foi um prazer estar ao seu lado também, Marister Ester. E gente, a maior dica que tem é não é não, sempre com sentimento em primeiro lugar. Não vamos deixar com que a nossa vontade de viver muito momento ultrapasse os nossos limites, o limite do próximo. Então isso sempre em mente. A as leis não deixaram de de existir. Sim, a formalidade deixou. Então, usem as fantasias, se expressem, mas vamos sempre ter em mente que o carnaval passa e que as consequências das nossas das nossas atitudes vão existir. Então, para mim, esse esse é o maior. E também bebam bastante água e vamos deixar o celular de lado. Ah, é verdade, né? Espero que todos possam conseguir fazer isso, deixar o celular de lado e curtir mais assim o contato físico, alegria, o aqui e o agora, né, Mar? Obrigada mais uma vez, querida. Nossa, faz um ano que você veio aqui, hein? Você vê, muito obrigada. A gente agradece demais. Mas é sempre muito bom te ouvir falar e é é muito legal saber que tem pessoas como você assim que que lutam, buscam, trabalham para manter essa tradição saudável, essa essa brincadeira, essa alegria gostosa que muita gente espera, né, chegar, espera um ano para poder chegar, para poder brincar de novo. Então, gratidão, obrigada pela sua participação e presença. Muito obrigada. E eu que agradeço. Foi uma honra, um prazer imenso estar aqui. Vamos convidar o pessoal. Aproveita, vai, convida. Tá vinha, gente. Vamos curtir. Isso mesmo. Vão pros blocos, vão curtir. A cidade tá assim, ó, borbulhando. Tem gosto, tem bloco para todo mundo. Mas se tiver afinidade com o bloco tomar na banda, vamos bora. Sábado a partir do meio-dia. Maravilhosa. E assim a gente encerra o nosso programa de hoje, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Quinta-feira, gente, tá chegando feriado de carnaval, né? O carnaval mostra que somos seres culturais, emocionais e profundamente sociais. E é importante que a gente curta, que a gente se cuide e que não esqueçamos que, né, depois do carnaval a vida continua. Tá bom? Bom, seguinte, vamos encerrando por aqui. Então, daqui a pouquinho a IRA tá chegando direto da Central Iá, trazendo informações do legislativo também. eh, de São Paulo, né? Estado de São Paulo, Brasil e mundo. Eh, ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também de toda a nossa metrópole. Amanhã Estúdio Câmara, a partir das 8 da manhã ao vivo. Amanhã, gente, nós vamos conversar sobre um sentimento que tem moldado comportamentos e decisões do nosso dia a dia. Você sabe que amanhã a gente vai falar de algo bem interessante, a cultura do medo. Todo mundo tem medo. Ah, não vai dizer que você não tem. Claro que tem. Por que que o medo parece estar cada vez mais presente na nossa rotina, né? Proteção ou aprisionamento. Ou a mídia sensacionalista influencia essa percepção e as redes sociais amplificam a insegurança. É normal sair de casa já em estado de hipervigilância, ter medo de estacionar na rua, parar no farol vermelho ou simplesmente caminhar à noite. De onde vem esse sentimento e como a gente faz para aprender, né, para aprender a lidar com o medo de forma saudável? A gente sabe que o medo faz parte da nossa regulação, mas o medo exacerbado paralisa. E aí, como é que a gente faz para lidar com ele? Vamos descobrir juntos amanhã a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Beijo grande para você, se cuide e até lá. Ciao