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Estúdio Câmara | “Canetas Emagrecedoras” (GLP-1), economia da magreza e saúde mental
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Estúdio Câmara | “Canetas Emagrecedoras” (GLP-1), economia da magreza e saúde mental

201 views Publicado 19/02/2026 HD · 59:58

Descrição do vídeo

Seja bem-vindo(a) a mais uma edição do Estúdio Câmara, da TV Câmara Campinas! 🎥📺 No programa desta quinta-feira, 19 de fevereiro, a conversa é sobre um tema que explodiu nas redes sociais, nas farmácias e nas rodas de conversa: o uso crescente das canetas emagrecedoras (medicamentos à base de GLP-1) e como isso está mudando não só a saúde, mas também o consumo, o comércio e a economia. 💉🛒 ​ A pauta de hoje aborda a chamada “ditadura das agulhas” e o fenômeno que especialistas já descrevem como economia da magreza — uma transformação que vai muito além da balança: chega ao supermercado, aos bares e restaurantes, às lojas de roupa, às academias e até às projeções de mercado. ⚖️📈 ​ Você já usou alguma caneta emagrecedora? Conseguiu manter o tratamento? Parou por falta de recursos? Conta pra gente nos comentários e participe do debate. 💬📱 ​ Convidados do episódio 🎙️ Para analisar o tema por diferentes ângulos, recebemos: Cristiane Cazassa, psicóloga em TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) 🧠 Aldo Batista, consultor de negócios do Sebrae-SP 🧑‍💼📊 ​ O que muda no consumo e na economia? 🛍️🍽️ O programa discute como a redução do apetite e a mudança de comportamento de compra podem alterar hábitos como: Comer menos volume e priorizar alimentos (como proteínas e itens frescos). 🥩🥗 Reduzir consumo de doces e até de bebida alcoólica. 🍫⬇️🍺 Sair menos para comer fora e mudar padrões de lazer ligados à comida. 🍽️👥 ​ A conversa também traz reflexões sobre como bares e restaurantes podem se adaptar para manter rentabilidade, repensando porções, cardápios e ofertas, e como o varejo precisa enxergar esse movimento para não ficar para trás. 🏪📉➡️📈 ​ Pressão estética e saúde mental 🧠⚠️ Com a psicóloga, o Estúdio Câmara amplia o olhar para o lado emocional: quando o emagrecimento vira “norma social”, surgem questões como pressão estética, mudança de identidade, relação emocional com a comida e o risco de isolamento social (especialmente em uma cultura em que encontros costumam girar em torno de comer e beber). 👥🍕➡️😶 ​ Também aparece um ponto essencial: medicamento pode ajudar no processo fisiológico, mas não substitui acompanhamento responsável, mudanças de rotina e cuidado com a saúde mental. 🧩🩺 ​ Desigualdade e custo do tratamento 💰 O programa ressalta que o tema envolve acesso: há gente que inicia o uso, mas não consegue manter por causa do custo, e isso pode gerar frustração, insegurança e impactos emocionais. A discussão passa ainda por riscos de uso sem orientação e pela importância de planejamento e acompanhamento. 💸📌 ​ E no final: perguntas do público 📲 A edição traz perguntas de telespectadores sobre padrão de magreza nas redes e sobre o futuro de setores como academias, moda e alimentação diante dessa mudança no comportamento do consumidor. 🙋‍♀️🙋‍♂️ ​ Assista ao episódio completo e deixe sua opinião: as canetas emagrecedoras estão trazendo mais saúde, mais pressão estética, ou as duas coisas ao mesmo tempo? 💬👇 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, seja muito bem-vindo você que tá ligadinho aí na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do estúdio Câmara. Hoje, dia 19 de fevereiro, quinta-feira. Vamos falar sobre a ditadura das agulhas, o uso crescente, né, das chamadas canetas emagrecedoras. Os medicamentos antagonistas do receptor GLP1 está provocando uma transformação que vai muito além da balança. Especialistas já chamam esse fenômeno, gente, de economia da magreza. A previsão é que o mercado dessas medicações no Brasil atinja 9 bilhões de dólares até 2030. Mas o impacto não está apenas na saúde, está no supermercado, nos restaurantes, nas lojas de roupas e até nas projeções de lucro de grandes indústrias. Hoje nós vamos falar sobre consumo, comportamento, pressão estética, desigualdade no acesso ao tratamento e o que acontece quando o dinheiro acaba. Então participe conosco. Você já usou alguma das canetas emagrecedoras? Você continuou, você manteve, né, a sua medicação? você não conseguiu por conta eh da falta de recursos, porque a gente sabe que é algo que precisa ser planejado, né? Porque se compara aí a uma mensalidade escolar, um aluguel, a gente precisa olhar para isso com muita atenção. Manda sua mensagem pra gente. O WhatsApp tá na tela 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e já já vamos apresentar os nossos convidados que já estão com a gente aqui no estúdio. Agora vamos atualizar algumas informações. A Câmara de Campinas abriu as inscrições para a oitava edição do Parlamento Jovem, que acontece entre abril e agosto. O prazo vai de 9 a 16 de março, tá? com 33 vagas disponíveis preenchidas por ordem de inscrição. Cada escola pode garantir apenas uma, tá bom? Voltado a alunos do oitavo e 9º ano do fundamental e primeiro e segundo ano do ensino médio, o programa permite que estudantes vivenciem a rotina legislativa com simulação da sessão plenária e também elaboração de projetos de lei. A iniciativa é organizada pela Escola do Legislativo de Campinas, a ELECAMP. Informações e inscrições estarão disponíveis no site da Câmara a partir do dia 9 de março. Então, fique atento, faça a sua inscrição, você professora aí, eh, escreva seu aluno, que eu tenho certeza que vocês vão gostar muito eh desse projeto que acontece na Câmara de Campinas. Mais informação chegando para você. As moradoras da região do Parque Oziel, Monte Cristo e Gleba 5 terão até amanhã, sexta-feira, para se inscrever na primeira edição do Festival Raízes, que celebra os 29 anos do Parque Oziel e do bairro Monte Cristo em Campinas. A iniciativa já reúne mais de 30 mulheres empreendedoras da região que recebem formação da OZIPA Criativa. O público vai encontrar barracas de alimentação, artesanato, calçados e outros produtos. O evento tem como objetivo fortalecer o empreendedorismo feminino, impulsionar a economia local e dar visibilidade ao trabalho das mulheres nos territórios da cidade. Mais informações, você mulher aí de toda essa região, pode acessar lá o site da prefeitura, tem tudo certinho para você se atualizar e se informar em relação a este evento. Agora vamos com a previsão do tempo pra cidade de Campinas. Nossa Metrópole recebeu ontem, né, um alerta do IMET com o IMET é o Instituto Nacional de Meteorologia, gente, e teve um alerta de aviso de chuvas intensas com perigo, né, e grau de severidade. E esse alerta tá valendo até às 10 horas de hoje, mas graças ao Bom Deus, tá tudo tranquilo por enquanto, né? O alerta incluiu sim a região aqui de Campinas. E a previsão do tempo hoje, né, a além desse alerta que vale até às 10 da manhã, ah, diz que o o céu pode variar aí com sol e também parcialmente nublado. E as temperaturas ficam entre, né, logo nas primeiras horas da manhã e 31º aqui na nossa metrópole. Muito bem, tudo certo. Vamos ao nosso tema central de hoje. Atualmente, gente, 3,5% da população americana, cerca de 3 milhões de pessoas, utiliza medicamentos à base de GLP1. Entre esses usuários, 31% afirmam gastar menos com mantimentos e 21% disseram consumir menos calorias antes mesmos de antes mesmo de iniciar o tratamento. Agora, aqui no Brasil, o crescimento acelerado dessas medicações também começa a alterar estruturalmente o comportamento do consumidor. Comer menos, comprar diferente, priorizar proteína, evitar doces. reduzir álcool e isso deixa de ser apenas uma pauta de saúde e passa também a ser uma pauta econômica. Para falar sobre esse novo cenário, a gente recebe aqui no estúdio a nossa psicóloga, né? Ela que trabalha na terapia cognitivo comportamental, a Cristiane Casaça. Seja muito bem-vinda, obrigada pela sua participação e presença. Bom dia, Cris. Bom dia. Eu que agradeço, Rúbia, a o convite para participar novamente aqui, eh, estar agregando em cima desse tema tão interessante, tão emergente, tão polêmico, tão importante, né? Então, obrigado pelo convite. Nós que agradecemos. É um tema que tem se atualizado dia a dia. Cada dia surge uma nova pauta em relação a essa ditadura das agulhas. E pelo Zoom a gente recebe com muita satisfação o Aldo Batista. Ele é consultor de negócios do Sebrai São Paulo. Seja muito bem-vindo. Bom dia para você, Aldo. Bom dia, Rúbia. Um prazer o Sebrai tá aí para falar um pouquinho sobre esse esse impacto na economia, né? Será um grande impacto, né? Vamos lá. Verdade. Um grande impacto. A gente tá vendo aí o mercado se desdobrando para atender as pessoas que estão utilizando essas canetas e diga-se de passagem que são muitas, né? Então, tem um estudo eh citado no final do ano passado realizado por pesquisadores da Oklahoma State University, que reforçou a tendência de mudança provocada pelas canetas, mostrando alterações nas preferências de consumo de usuários atuais em comparação aos não usuários. Aldo, a gente começa contigo e fala pra gente, quando um consumidor ele passar a comprar menos volume e prioriza, no caso do nosso tema de hoje, proteína, alimentos frescos, isso altera a lógica do varejo alimentar. O empresário, ele já está sentindo isso lá na ponta, qual que é a avaliação, né, de você e e do Sebrai eh referente a essa mudança de consumo nesse mercado eh que a gente tá falando aqui hoje, que é a questão da alimentação, do vestuário. Olha, Rú, eu sempre falo, né, que o empresário ele tem que analisar o cenário, né, e e esse cenário hoje ele demonstra que tá tendo o mesmo impacto. Se as pessoas não conseguirem associar caneta emagrecedora ao consumo de alimentos e roupas, ele sairá eh atrasado diante daqueles que possuíam ver isso. Tem um estudo de 12 de janeiro desse ano da Cornell University que diz que as pessoas têm a consumir 5,% menos alimentos quando começam a usar essa caneta até 6 meses. Uhum. E nas famílias de grande de grande rende, alta renda, esse esse percentual chega a 8%. Então o impacto ele é enorme, né? O próprio Walmart em dezembro do ano passado soltou uma pesquisa dizendo que o consumo de refrigerante, bebida alcoólica, ele cai 88%, salgadinhos e etc. A própria Elma Chips você já tá verificando isso daí, a Coca-Cola. Em contrapartida, você tem aumento de vendas de quase 90% de de proteínas e comidas saudáveis. Então, o impacto ele tá aí e já tá acontecendo. É, já tá acontecendo e aí existe uma grande eh eh expectativa de mudança, né? Mas até quando vai valer e acontecer essa mudança? Ô, Cristiane, quando o apetite diminui, o prazer alimentar muda, né? Isso também transforma a relação emocional com a comida. a gente tá diante de uma transformação comportamental. Qual que é a sua avaliação sobre toda essa mudança que tem acontecido? Certamente, Rub. Interessante essa pergunta, porque a princípio eh pelo que a gente começou comentando aqui, o Aldo falou muito bem, há toda uma mudança de mercado, né, de vendas, de comércio e tal. E então vende-se mais legumes, frutas e e e proteínas e e coisas mais saudáveis. Parece bom, não parece que legal a mudança, mas vem muitas coisas por trás, né? Então assim, dá impressão que nós estamos ouvindo as orientações daquilo que a gente aprendeu lá na quinta série, sabe? Devemos comer mais legumes, frutas e verduras e etc. Então assim, onde está o problema desse medicamento? Então, sendo que ele tá trazendo coisas boas que a gente já aprendeu há anos atrás, o que também isso já foi refutado, né? Não sei se vai ter possibilidade da gente comentar aqui em que a própria pirâmide alimentar que nós conhecemos lá na quinta série, como eu disse, ela inverteu e agora aumentou-se o consumo de proteínas de gorduras, gorduras boas, tá gente? Mas enfim, então assim, houve essa mudança e isso tudo traz com certeza impacto no comércio, na economia e muito nas pessoas, né? Então, na parte psicológica, a mudança é assustadora. Eu acho que eu posso usar esse termo. Uau! E se tem mudança, é preciso ter aí um entendimento dessa mudança. E essa mudança tá sendo um pouco radical. Olha, tem uma pesquisa eh da Caminite que mostra que quase 1/3 dos usuários de GLP1 passou a sair menos para comer fora. Quando saem, pulam entradas e sobremesas. O jornal Financial eh Financial Times mostrou que até templos de gastronomia mundial estão adaptando cardápios. Agora vamos lá, Aldo. Se o cliente pede menos, consome menos álcool, como bares e restaurantes vão fazer para manter a rentabilidade sem perder o público? A gente percebe que as pessoas vão ter que se adaptar aí muito, né? Porque quando a gente fala de bares e restaurantes, a galera vai para um happy hour, vai sair final de semana, vai tomar um negócio, vai comer um petisco, isso não tá mais acontecendo. Como que esses locais que vendem, a gente tá falando aqui de de happy hour, então de álcool, bebida alcoólica, vão se manter sem perder o público? Como faz? Qual que é a dica do Sebrai para isso? É, Rub, ah, tem vários estudos, né, dizendo que quem consome GLP1, ele reduz aí até 66% do consumo de álcool, né, por vários motivos, até porque ele não sente vontade de consumir, ele não consegue comer frituras. Então, se o estabelecimento ele quer continuar tendo lucro e vendendo, ele tem que se adaptar. Eh, talvez investir em bebidas saudáveis, em cerveja zero alto, para quem gosta de de cerveja, eh diminuir correções, evitar fituras, comidas mais saudáveis. Já foi comprovado que os estabelecimentos de comida saudável cresceram. Então, quer dizer, como é impossível ganhar e lucrar essa demanda? O problema é a adaptação. Não dá para você vender porções de fritura e grandes quantidades de bebida alcoólica, porque a pessoa nem consegue mais consumir esse tipo de comida. Então a adaptação ela ela é importantíssima nesse momento. Muito bem. Vamos lá. Falando de adaptação, o Aldo trouxe muito bem essa palavra que é a próxima pergunta que eu vou fazer pra nossa psicóloga Cristiane. Vamos lá, Cris. A pessoa passa a evitar restaurante, reduz momentos eh sociais ligados à comida e até diminui também, né, o consumo de álcool. Isso pode impactar vínculos sociais e pode favorecer o isolamento. Com toda a certeza. E bastante interessante a gente começar falar disso, porque senão a gente continua fomentando. Não que o medicamento seja ruim, ele é fantástico e cumpre o que ele se dispõe a fazer. Mas nós temos outras situações aí, preço alto, baixa acessibilidade, manutenção disso tudo, enfim. Mas eh parece uma maravilha, né? A descoberta do século. Talvez o seja, né? Eu não tiro o mérito. Sim. Sim. Entretanto, isso que você comentou muito interessante, as mudanças eh comportamentais de atitude, de mentais precisam ocorrer junto do medicamento, né? Eu não sou especialista na área da saúde eh biológica, como um endocrinologista, um médico que deve fazer o acompanhamento disso, né? Mas a gente ouve muito isso. Use medicamento sempre acompanhado e as pessoas com acompanhamento médico, perdão, é isso que eu quis dizer. Uhum. E as pessoas podem pensar, balela, isso isso é só para fomentar vendas de mais eh eh sessões terapêuticas, porque precisa também, né, esse acompanhamento psicoterápico, eh para ter um fomento maior na área da medicina, mas não é que o impacto dela, não só no corpo, porque o fisiológico é fantástico e ele tá de parabéns. Quando eu digo eles, existem alguns, né, medicamentos aí e precursores da da GLP1, né, e esse mais moderno, que fala-se muito na praça hoje, que a a composição é tirepatida, né, é fantástico. Talvez o que a gente tenha de melhor, mas já surgiram outros aí que esse ano virão outros, tá? Eh, aguardemos que já tem outros aí. Já estão até sendo usado, não comercializado, mas já usado. Olha o perigo. Já estão sendo usado e não estão sendo comercializado abertamente assim nas farmácias. Enfim, mas as pessoas têm acesso quando as pessoas querem, né, Rúbia? Quando as pessoas estão dispostas, elas conseguem os jeitinho e as coisas acontecem e aí que tá o perigo. E aí entra a sua pergunta. Você disse: "Isso não tem mudança de comportamento? as pessoas não se isolam, não pode haver algum problema nisso? Sim. Uhum. Né? Nós somos seres sociáveis, né? O ser humano é um ser biopsicosocial. Então, a gente não pode só cuidar do bio, né? E o psico e o social. Se eu como menos e eu tenho prazer em comer, de nós nem estamos falando da pessoa que tem compulsão, não é? É que aí é uma uma outra fica pra próxima pauta. Isso fica fica pra próxima. Mas o social é gostoso, né? É saudável pro ser humano. Ele gosta, ele precisa. E aí a pessoa se vê assim: "Para que que eu vou sair com os amigos? Eu não vou poder o que eles estão comer o que eles estão comendo? Eu não vou beber o que eles estão bebendo?" Existem as pessoas que dizem: "Eh, eh, para que sair?" "Ah, e lá chato, barulho, as pessoas ficam mais eh irritativas". Eu não sei se existe esse subjetivo, né? eh ficam mais irritativas, ficam, então querem se isolar. E aí vem toda uma discussão, né, médica em cima disso, uma especulação, vamos dar esse nome, por parte dos usuários. Eh, o medicamento X ou Y causa depressão. Não existe pesquisa ainda de correlação direta, tá? Da depressão ou da ansiedade ou da infertilidade e várias coisas que t aparecido por aí, né, que tem surgido freneticamente. Não existe correlação direta. Uhum. Mas indireta nós vamos discutir ainda um pouquinho mais, né? Muito bem. Exatamente. E quando a gente fala de isolamento social, é legal a gente pontuar que o brasileiro gosta, né? Gosta de se reunir para quê? Para comer. É isso. É coisa nossa, é nossa cultura, né? Você vai no churrasco, você vai numa festa, você vai junta os amigos para quê? Para comer. E aí se não tá ninguém tá comendo, né? Então para que que a gente vai se reunir? Então, chama muita atenção essa questão do isolamento. Hoje a gente fala aqui da ditadura das agulhas, né? Mas a gente não fala apenas de emagrecer, a gente fala de consumo, a gente fala de mercado e a gente também vai falar, gente, sobre a desigualdade, né? Então tem essa questão da desigualdade também, porque de repente você começa e não consegue continuar, mas a gente vai falar daqui a pouquinho da desigualdade, porque agora eu quero passar pro Aldo e quero conversar com ele sobre a questão do mercado de confecções que tem mudado e muito. Tem algumas lojas que já não estão mais trabalhando com o tamanho GG. que tá acontecendo, as pessoas estão eh se limitando ao M porque a chamada eh economia da magreza, né? Tá todo mundo magérrimo, então vamos vestir aí o M. Ninguém quer mais saber de GG. é outro setor que tem sido impactado nessa questão aí da ditadura das agulhas, porque já percebe um aumento um aumento da demanda por tamanhos menores. É isso, Aldo? Isso pode gerar distorções aí na oferta? É, já e já tá acontecendo, tá, Rúbia? É, é, é muito interessante porque assim, quando você faz toda a produção é têtxtil, né, fabril, você geralmente você você você coloca a quantidade, uma quantidade na vamos colocar por números, vai para quantificar A1 no P, A2 no M, A2 no G e A1 no GG. Então você concentra no M, no G e isso já tá modificando. Estados nos Estados Unidos já estão verificando que as confecções elas têm que focar dois no P, dois no M, um no G e um no GG. Uau! e o extra G, aqueles eh XXG, elas elas estão perdendo o o mercado. Só para você ter ter uma ideia, eh em outubro do ano passado saiu uma pesquisa, eh, dizendo que até 2027 eh, haverá um prejuízo de 400 milhões de unidades de roupas por tamanhos errados desenvolvidos. já houve aumento de 13% em 2024, esse aumento já foi de 20% para 2025, de devoluções de peças femininas por erro no tamanho. Então esses medimentos eles causam uma mudança de de enumeração muito drástica, né? eh eh em um mês, dois meses, você perde vários números e o mercado ele projeta esse mesmo estudo, ele fala em 5 bilhões de prejuízo por falta de previsão das empresas eh de confecção. Então isso isso é é um fator que precisa ser analisado porque senão vai causar sim prejuízo. Já tá tendo eh produção de numeração grande de forma errada. E como a doutora falou, né? Eh, de um ponto pode causar depressão, mas do outro ponto e a pessoa com uma numeração menor, ela tem que sair mais também, né? A autoestima da pessoa, ela fica, ela fica melhor, então não vai querer comprar roupas para sair. Só que ela vai querer comprar roupas porque do tamanho dela e aí tem que ter aquele controle, porque depois que ela parar de usar o medicamento, se não tiver uma dieta ou um exercício combinado, ela vai voltar, né? Já já tem pesquisas dizendo que o peso volta por volta de 400 g eh por mês eh depois que você para de tomar se você não tiver uma dieta em um exercício. Então é é uma mudança em tudo, né? Principalmente aí nas confecções. A produção, a a o preço, custo de devolução envolve um monte de coisa. Nossa, o impacto, né? Se a gente for parar para analisar da questão econômica, é um impacto muito grande na economia. Agora tem alguns dados aqui referente a canetas. T, puxa para mim, por gentileza, os dados. Isso. Olha só, gente, eu vou ler aqui para vocês. O Monjar pode custar até R$ 2.200 por mês, tá? Faz a conta aí. 2.200 por mês. A eficácia pode chegar a 22% de perda de peso. Isso, de acordo com informações aí de especialistas, é próximo à cirurgia bariátrica que gira em torno de 25%. OK? Quem consegue pagar, né, 2.200 por mês, é quem o medo, medo de interromper o medicamento. na sua avaliação, ele tá mais ligado à biologia ou ao medo emocional de perder o controle sobre o corpo. O que que acontece psicologicamente quando o que o Aldo muito bem pontuou aí, a fome volta com intensidade. Aí existe um luto pelo corpo perdido, pelo valor que foi investido. Olha a complexidade do que nós estamos falando aqui. Minha psicóloga nos ajuda. Pois é, por isso que eu comecei já o nosso discurso dizendo que o assunto é bem interessante, emergente e assustador pensando por esse lado, porque existe sim uma disforia corporal, né? Quem sou eu? Eu já não tenho mais aquele tamanho. Eu não sou mais aquela pessoa daquele tamanho. Eu eu já não tenho mais as mesmas vontades porque o medicamento provoca isso. E é essa a intenção dele. Precisa haver a mudança. É um medicamento. Ele vem com tudo e ele vem para mudar fisiologicamente. E o mental e o comportamental estamos será preparados para isso? E o econômico estamos preparados para isso? Então, sim, eh, esse medo é real e penso, mais que penso, acredito que as pessoas que fazem o uso ou que pensam em entrar, iniciar, né, eh, o uso de, eh, pensem nisso com bastante seriedade, porque é um medo real, né? Existe uma, você não conhece mais seu corpo, as suas vontades são diferentes e existem as pessoas que não têm o dinheiro para consumir, mas conseguem o medicamento da mesma forma, porque existe uma venda paralela fora do Brasil, enfim, que também são muito boas, porque o princípio ativo é o mesmo. Então, o princípio ativo X no Brasil é o mesmo do princípio ativo X na no Paraguai. Uhum. Eh, entretanto, ele precisa, ele é delicado esse medicamento, ele precisa de um armazenamento muito delicado, ele precisa ser eh eh refrigerado, enfim, ele tem dosagem correta, né, para ser usado. E é por isso que a gente reforça que precisa de um acompanhamento médico e psicológico ou os dois, porque o medicamento por si só, ele vai fazer a parte dele e nós, seres humanos, precisamos fazer a nossa. Então, a gente costuma dizer no meio, na área da da saúde, em que o medicamento faz a parte dele e você, cidadão, faça a sua. O medicamento age eh fisiologicamente, né? E o ser humano precisa o quê? O cidadão que está fazendo uso de mudar a sua rotina, mudar a sua vida juntamente com esse medicamento, enquanto ele vai ele vai dando suporte, tá? O medicamento diz assim no sentido figurado: "Tô te segurando, eu tô eu tô te dando um tempo, corre aí, aprende, muda." Então vamos para uma academia, vamos fazer um exercício, vamos caminhar, vamos movimentar, porque o ser humano precisa se movimentar, porque senão acontece o efeito platô, que eu deveria evitar essa palavra, porque existe uma uma discussão muito grande sobre essa palavra. O o efeito platô existe, não existe, né? Eh, os nutricionistas que tiver nos assistindo vão dizer que isso não existe, que não é assim que deve ser dito. E eu não sou especialista da área da da alimentação, mas chega um momento, isso é verdadeiro, é real, que o medicamento para de agir, estabiliza, né? Estabiliza. E a pessoa diz: "O quê, Rúbia? Vou aumentar a dosagem. Aumenta-se o preço, porque quanto maior a dosagem, maior é o preço. Sim, meus amigos, cada canetinha tem um preço e esse valor que a Rúbia disse, passou aí a média, é da primeira canetinha. Nós temos sete delas, eh, nesse componente mais atual aí da tirepatida e do outro da cimaglutida temos mais alguns outros. E tem as pessoas que compram fora, que é mais em conta, e ela vai fazer a própria dosagem e aplicar, porque isso é injetável, né? Geralmente na barriga, próximo do umbigo, enfim. Então assim, olha o perigo de você se agulhar, de você se automedicar, de você controlar qual é a dosagem que entra no seu corpo e as mudanças vem, porque o medicamento ele vem para funcionar, ele é excelente. Mas a gente tá preparado para acompanhar isso tudo, né? Exato. Então, a gente precisa realmente ter muito cuidado, muita atenção com relação a isso, né? Porque vai mudar tudo, roupa, alimentação, eh, a minha imagem no espelho, o a meu círculo de amizade, né? O medicamento pode trazer isso, um um né, um desprazer de estar junto com os outros, já que eu não posso participar, né? E aí, olha a depressão que pode estar batendo aí na porta. Então, não existe correlação direta, né? Ainda não temos pesquisa disso, mas pessoas que já estão tomando, estão sentindo-se estranhas porque estão mudando, né? Eh, o que fazer, né? Então, é por isso que a gente precisa discutir bastante. Sim. Exatamente. E e falando aqui dos valores, é importante a gente salientar, né? Eh, a partir de R$ 2.200, quanto é que você paga de aluguel aí onde você mora, né? Quanto é a escola do seu filho? Será que você tá preparado para poder manter isso, né? Ah, gente do céu, Aldo, conta pra gente. Eh, se uma parcela relevante da população eh recuperar o peso, né, o mercado vai est preparado para isso. Você percebe que isso pode gerar um novo ciclo de consumo e a gente volta lá. o mercado da moda e da alimentação. Isso já foi pensado ou essa possibilidade ainda não tá no radar aí diante desse cenário atual das canetas? Porque pra gente ter eh eh fazer o uso das canetas e manter aí o corpo magérrimo da forma que a gente tá vendo, vamos ser realista, a gente precisa de ter aí um valor considerável, né? Porque entrou um valor considerável no orçamento e aí se a gente não consegue manter, a gente vai retroceder, o mercado também vai ter outro impacto. Qual que é a avaliação sua, nosso consultor, por favor? É, Rú, e eu eu faço um paralelo eh com três eh intenções que tiveram recentemente, né? A gente teve o impacto da inteligência artificial, a gente teve o impacto da bióloga Tatiana que inventou a a laminina, né, a polilaminina e a gente tem. Eu acho que essas três eh elas mudaram mudo para sempre, não tem como retroagir. Por que que eu tô falando isso? Só para você ter ideia, eh, o GLP1, que é o uso que ove, eles são da Dinamarca, né, na Novo Disker, acho que é o nome do laboratório. Eles alteraram o PIB da Dinamarque 2023 e foram esses dois medicamentos foram responsáveis por todo o crescimento do PIB da Dinamarca no ano de 2023. Quando a gente fala de valores, a gente tá falando de Monjaro. Monjaro, ele custa inicialmente 1200 no na caneta de 2,5, 1700 na caneta de 5 e 2300 na caneta de 7,5. O maior uso, ele tá focado entre 5 e 7,5. Uhum. Só que quando a gente fala de mão dear, a gente fala de GLP1 e mais um outro componente que eu esqueci o nome, que é aquele que acelera a quebra de das moléculas de gordura, né? Eh, final do ano chega retatuti, que que ele tem um terceiro componente que acelera o metabolismo sem a perda da maçar para magra. Então, será uma novidade aí que trará um impacto fantástico também. Só que a gente tá esquecendo que essa ela vai perder a a patente dela agora em 2026 27 com o início dos genéricos chegando nos países da Índia, China e Brasil. Então, logo ano que vem a gente já vai ter genérico da da doenque da do Vegóia do Veg e e esses hoje o Zique mesmo, ele tá por volta de R$ 600, foiado em seis vezes em qualquer farmácia aí que você for encontrar. Então assim, o medicamento ele já baratou demais. Quando entrar o genérico, a a expectativa é que ele reduza 60% do valor. Ele caia para R$ 300. com R$ 300, eh, você parcelando em seis vezes, tá R$ 50 por mês. Uhum. Então, eu, eu creio que esses medicamentos eles vão ficar para sempre, não é algo? A gente tá vivendo uma mudança comportamental, como a inteligência artificial trouxe. Uhum. Não, né? Eu acho que isso não tem mais volta. O que a gente precisa ter é que faltam ainda eh tempos de de estudo, é qual a consequência disso? Já se sabe que a pancreatite ela pode acontecer, que pode ter problemas estomacais, sobrecarga de de pâncers, quem tem pedra no rim talvez eh não possa usar. Tem que porém a retrativ que vai ela ela causa a diminuição de% do peso corporal, que é muito mais do que a a bariátrica. Então isso para quem realmente necessita é uma inovação sensacional, é fantástico. Quem que vai se submeter a uma cirurgia bariátrica quando você tem um medicamento injetado que o efeito colateral é é ainda é desconhecido, mas não tem caso casos gravíssimos, né? Se você pegar o último estudo que teve na Inglaterra, você tem seis casos, sendo um do Monjaro e cinco da Dozenique lá e do Gorg, que são pessoas que talvez tiveram um problema já de pan que não podia nem tomar um medicamento. Então, milhões de pessoas tomando e seis passando mal, é melhor tomar um medicamento do que fazer a cirurgia. Eu acho que isso é uma coisa que não volta mais. Eu acho que a ou o mercado se adapta ou ele fica para trás, porque isso é já tem dose até com manutenção. Tomar 2,5 ml de 2,5 ml deo por mês para manter, entendeu? Então o negócio acho que veio para ficar mesmo, viu goberno. Eu não vejo ele voltando, eu só vejo ele evoluindo. Exatamente, né? Eh, eu fiz essa pergunta para provocar mesmo essa discussão da da continuidade disso tudo, porque indústrias já reformulam portfólios, porção, porções menores, mais proteína, menos açúcar. O fim da patente, né, que o Aldo muito bem pontuou da semaglutida a partir desse ano, pode ampliar sim o acesso aos genéricos, baratear também. Pode falar, Aldo. E detalhe, tá? Eh, já existe o rebelsos que que é o tira comprimido e agora vai vir o comprimido genérico. Então, quem tem medo de agulha tomar o comprimido. Exatamente. O Ribel susti lá na farmácia, você vai no endocrinologista, ele faz todo o acompanhamento e você toma o medicamento e ele ã tem o valor aí aproximado de R$ 600. Então, sim, e é muita coisa está mudando, né? Agora, Cris, quando o emagrecimento vira aí uma norma social ampliada, né, que está ampliando, né, as coisas a gente percebe, se a gente tem uma visão eh eh num futuro não tão distante assim, eh vai ficar bem mais fácil, ainda mais fácil. E aí nós temos jovens, pessoas emocionalmente vulneráveis, que não tinham acesso, não ten acesso nesse momento, mas em um futuro não tão distante, pode ser que vão ter o acesso, né? como que a gente vai lidar com tudo isso, essa mudança de identidade, porque a gente tá falando aqui de algo que eh traz uma mudança corporal significativa. E às vezes eu vi alguns posts de pessoas falando que vai precisar fazer uma outra identidade porque já não se reconhece mais naquela foto. Como é que fica isso tudo? tem um impacto na saúde mental que a gente precisa falar sobre, porque se a gente não falar agora lá na frente vai ter uma consequência muito grande. Certamente. Certamente. E que bom que a gente já está percebendo e conversando sobre isso e refletindo. Então, ninguém tá endemonizando, mas nem santificando. é tudo nas suas devidas proporções, como eh precisa ser, né? O medicamento é fantástico. Ele vai eh eh chegar, já está aqui conosco, né, Aldo, eh de forma mais acessível. E isso a gente precisa pensar sim no nos impactos, eh porque a pessoa vai ter eh uma facilidade maior de comprar isso em farmácia e tal e as mudanças virão. E quem está preparado para isso, né? Eu penso que aí nós entramos num quesito, vamos sair da parte medicamentosa e vamos pensar na questão emocional, na questão social, enfim. A pergunta que não quer calar. Para que isso tudo? Por que você quer isso tudo? É algo que precisa ser pensado antes de iniciar. Por que eu preciso desse medicamento? Ai, porque eu tô muito gorda, porque eu tô feia. Por que isso? E por que estar fora do padrão de beleza que você acredita que que esteja fora, né? Você acredita que existe um padrão de beleza e na verdade ele é fomentado, né? Hollywood faz isso, todos os filmes fazem isso, as blogueiras fazem isso, tivemos a Sapucaí mostrando isso, né? As belezas, né? Eh, enfim, e pouco mostrada a beleza pro size também, né? Que já veio esse nome americanizado também. Então, somos brasileiros. Você comentou muito bem isso no início. Nós temos uma formação corporal diferenciada. Nós somos conhecidos pelas mulheres dos pernões, dos peitos fartos, não é? E isso virou música, né? Peitos fartos, seios fortes e e pessoas reais do mundo real. Então, assim, virou filosófico até, né? Virou poema. E a gente quer entrar nessa ditadura da beleza e da magreza. Para quê, né? Tem gente que pode estar nos assistindo e pode estar pensando assim: "Ah, mas eu sinto uma vontade enorme de comer". Compulsão, isso tem nome. A gente precisa começar a dar nomes e entender. Um excesso de comida esconde uma grande falta. Todo grande excesso traz uma falta. Eu preciso comer tanto para quê? Por quê? Por quem, né? Eu faço isso? Então, é o parar e pensar para sair da automação. Uhum. né? Eh, eh, o ser humano precisa sair da automação. Por isso que em psicoterapia a gente trabalha isso, autoconhecimento. Parece meio bobinho isso, né? Fazer terapia para se autoconhecer. Eu me conheço, eu sei quem eu sou, eu sou Cristiane, psicóloga, filha D, eh, tenho tantos anos. Isso é o que todos sabem, isso é o meu social. Quem é a Cristiane, né? Quais os sonhos? O que ela traz? Qual o contexto dela? Nós somos seres biopsicosociais, né? voltamos a dizer aqui, então assim, nós temos um entorno de onde eu vim, para onde eu quero e o que eu quero da minha vida. Então são reflexões que parecem aí eh um estoicismo, né? Eh, nós estamos pensando aí, mas é necessário porque senão a gente entra numa automação, tá todo mundo tomando, eu vou tomar. Eh, tá na modinha, tá de fácil acesso, eu vou adquirir. Para quê? Não é? Eu acho que a pergunta fica, o medicamento ele controla a fome fisiológica perfeitamente, mas ele não regula a emoção. Então ele controla a fome fisiológica, mas não controla a fome emocional. Sim, temos fome emocional. Tem uma música disso também, né? A galera mais nova que tá nos ouvindo aí, né? Você tem fome de quê? Você tem sede de quê, né? A gente não quer só comida, a gente quer alegria, diversão e arte. E por aí vai, né? citando o os grandes musicistas aí, trazendo mais assim pro popular. Então, a gente precisa parar e pensar, né? Por quê? Para quê? É para caber num vestidinho? É algo muito pontual. Então, cuidado com essa ferramenta, porque talvez você esteja querendo colocar algo muito grandioso dentro de um de algo muito pontual, né? Então, assim, será que precisa de tudo isso? Perfeito. Precisamos pensar nisso, né? é é um um um medicamento, são medicamentos, vamos colocar aí no plural, que tem vários eh já existente, outros chegando, que nós estamos evitando os nomes aqui para não fomentar a curiosidade, mas quem tem interesse já foi atrás, já descobriu, já sabe do que nós estamos falando, né? Então, precisamos estar preparados, né, para isso. Então, questões a se pensar para quê exatamente? né? A gente precisa falar e ressaltar que as pessoas que sofrem com a obesidade, que bom, né? Que bom que nós temos esses medicamentos. Mas como a Cris pontuou, se você tá um 3 kg acima, né? Será que tem mesmo a necessidade? Eh, fica aí a interrogação. Agora, Aldo, a gente tá com essa questão dessa esse essa ampliação do acesso, né, da dessa desses medicamentos aí após eh o fim da patente. Vamos lá. O impacto econômico, ele tende a intensificar, o empresário precisa se preparar. Qual que é a dica, né, que que o nosso consultor do Sebrai eh traz paraa gente referente a essa essa informação aí da quebra de patente e a possibilidade de mais pessoas estarem utilizando esses medicamentos a partir aí, vamos lá, no final deste ano, por exemplo, eh existe aí um planejamento para o empresário se preparar para essa nova forma de consumo. É, R o que que precisa ser lembrado, né? Eh, diferentemente das dietas que que que elas você faz a dieta, depois você tem aquele efeito são períodos curtos, o medicamento você fica meses tomando esse medicamento, já caso de pessoa tomando medicamento há 12 meses. Uhum. Então, eh, a gente precisa até eh tomar cuidado se se não é um vício ou se se a pessoa realmente tem um acompanhamento, porque a gente sabe, eh, como a doutora falou, tem gente tomando sem acompanhamento médico, né, sem exames, não sabe nem se pode tá tomando. Mas isso isso é algo inevitável. A gente viu hoje eh agora recentemente no carnaval as pessoas, as modelas, as blogueiras fitness com corpos culturais que a gente sabe que não são naturais, né? Então essa busca pelo povo direito, ele tem de ser uma uma busca de todos, né? Já faz décadas que as pessoas tentam buscar is pro perfeito e agora efetivamente a gente tem um medicamento que auxilia isso. A consequência a gente ainda não sabe, mas ele veio para ficar. Eh, só para ter ideia com números, em 2023 a gente teve 11% dos lares utilizando. 2024 16, 2025 16. A previsão para até 2030 são 35% dos lares usando. Isso. E e uma pesquisa que foi feita é que 1/3 dessas pessoas que usam elas se acostumam, se elas utilizarem a dieta e os esportes, elas após o medicamento, elas mantêm o esporte, a dieta e isso fica permanente. Ou seja, a gente tá falando de 1 terço, 33% das pessoas que é uma imensidão, uma parcela muito grande, que permanecerão nesse mercado após o uso do medicamento. Então, se o comércio, se o mercado eh de confecção, se os locais de de lazer eles não se prepararem para recepcionar esse 33,3% da população, eles eles vão estar atrasados. Não é à toa que a gente tá tendo um bom em corrida de rua, a gente tá tendo um bom comidas fitness, em comidas, em venda de proteína, eh é um impacto do medicamento e desse novo estilo de vida, né? Eu acho que a gente nunca tem um tiro de vida tão saudável que tem agora. Saudável de aspas, né? Eh, eu eu corro desde 98, né? Eu sou corredor ass 98 e e eu acompan esse mercado de de fitness bem de próximo, né? Eh, eu nunca vi tanta gente praticando corrida de ru tanta gente praticando esporte que nem agora, né? Talvez influenciado pelo medicamento, não sei, mas 1/3 será influenciado por esse medicamento porque ele vai começar a comer comita saudável e não conseguirá sair desse da vida saudável. Então isso precisa ser observado, senão eh vai ficar para trás. O comércio vai ficar para trás. Excelente, Aldo. A gente precisa também cuidar com a questão da zona de conforto, né? Aldo trouxe algo bem interessante aqui, eh, que as pessoas elas tendem a fazer mais exercício, né, a se alimentar corretamente, mais saudável. Agora tem a zona de conforto, né? Você imagina, você eh utiliza um medicamento, esse medicamento elimina a gordura, te faz e eh diminuir o peso. Eu vou malhar para quê? Se é só eu, ó, dar um piquezinho ali, eu já estou emagrecendo e a zona de conforto é perigosa. E eu acho que um ponto bem sensível da gente falar quando a gente eh discute essa questão das canetas, não é, Cris? Sem dúvida. Necessário, imprescindível, porque o medicamento, não vamos esquecer, medicamento, então não é para qualquer um. Medicamento é para um tratamento, então é para tratar o quê? É para quem? Então não é essa festa vamos sair adquirindo com essa facilidade que já comentamos aqui que terá sim, que existirá sim. Precisa haver algumas mudanças, né? E aí essa esse comentário que você fez muito bem colocado. Eu vou malhar para quê? O medicamento ele trabalha sozinho. Eu brinco assim que ele trabalha até a página dois da três em diante. É com você. Exato. É com você, meu amigo e minha amiga. Até a página dois ele faz a parte dele e aí para. E aí a gente ouve pessoas dizendo assim: "Eu tomei para mim, não adiantou". Outros dizendo: "Eu perdi 14, eu perdi 16, eu perdi 15, eu perdi". Né? Cuidado, porque ao perder você pode achar, né? Então, ah, eu perdi X, eu perdi Y. É impactante, né? Mas é um tratamento. Eh, e o auto colocou bem aí, se eu fizer direitinho e eu tiver essa virada de chave, eu tomo medicamento e ainda, né, eu faço o tratamento, ele é previsto para 72 semanas, ele é longo, ele precisa ter desmame, como a gente faz com medicamento psiquiátrico. O desmame é a dose de manutenção, é toda semana que você se aplica. deixe espaçado a cada 15 dias, uma vez por mês, porque ele tem 25 dias ao menos, tá? Eh, não sou especialista na área, mas eh a uma uma vida útil de 25 dias, né, agindo ainda no corpo. Então eu posso ir passando um pouco mais, porque não não vamos esquecer, o corpo é inteligente. Quando você começa a trazer medicamento, ele diz: "Opa, você tá trazendo de fora, eu vou parar de fabricar, então, né? Eu vou parar de fazer minha parte porque tá vindo de fora, acontece com os hormônios, acontece com uma série de de medicamentos que a gente toma. Então é muito sério a dosagem, é muito sério a continuidade disso e a manutenção e tal. Então aproveita, se você tá tomando, pense em fazer ou enfim para fazer a virada de chave e mude o comportamento junto, mude o mental. O medicamento vai até a página dois e depois ele para. E aí a pessoa pensa, vou aumentar a dosagem. Aumentou a dosagem, aumentou o preço. E nem sempre quem tá tomando e sabe, tá tendo essa experiência, nem sempre é a troca de dosagem que vai trazer o sucesso. Ao contrário, nós temos já pesquisas dizendo, não é mesmo, Aldo? Não sei se você tá por dentro disso, eh, mas eu na área de saúde eh tô verificando isso. Existem pessoas com altos índices de perda de gordura, de, enfim, de de peso mesmo, né? com dosagens baixas 2,5 7 até e só e ele continua, tá? Ele tem o de 10,5 12 e ele continua. Então essa dosagem que nós estamos falando é uma média boa, não é muito alto nesse parâmetro de comparação, né? quem tá nos ouvindo aí. Eh, eh, eh, é nesse sentido, eu estou comparando ele com ele mesmo, a própria escala do do, né, desse medicamento, como por exemplo, tirepatida, que já vem na canetinha com a dosagem correta, você só aplica, ele já tá prontinho nesse preço alto, por isso que ele é caro desse jeito, porque ele já vem com tudo prontinho. Então, eh, precisamos aproveitar quem tá fazendo uso. Não se assuste, não fica com medo e nem queira parar amanhã que é pior, mas aproveita o tempo. ganha tempo enquanto um amiguinho tá agindo por você. Ó a dica, a dica, né? Vamos acender as luzinhas aqui aqui do ficou a dica do dia. Ganha tempo, enquanto ele tá fazendo por você, agindo no teu corpo, ganha tempo, vai para uma academia, não tem condição, vamos dar uma volta no parque, vamos pedalar, vamos correr, vamos, né? Aldo trouxe aí, aumentou o índice do dos corredores, né? E e tem as pegadinhas aí, tudo tem a a tudo tem a a as modinhas, tudo tem o o o intermediário disso tudo, né? Hoje tem os corredores que que se diferem com as meias, né, Aldo? Meia azul, estou disponível para o mercado, estou para as paqueras e o pessoal controlam as meias, enfim, eh, enfim, nem sei se é isso que tá na modinha ainda, mas já houve um tempo disso, né? Então, eh, tem o meiotermo, você não precisa virar um corredor, mas você precisa ser eh se exercitar, você precisa ir pra academia. Eh, os Hubs estão aí desesperados também, correndo atrás disso, né, que você paga, não academia, você paga o sistema e ele te eh geolocaliza e você usa qual academia você quer. Então, as academias estão também preocupadas com isso, né? Porque você não paga mais academia, você paga um sistema que vai te georreferenciar e você pode usar qualquer outra franquia daquele dentro daquele do programado, né, do contratado. Então se movimente, coma adequadamente, porque é engraçado dizer assim: "Toma medicamento porque a dieta é muito morosa, demora muito, o medicamento também". E o medicamento precisa da dieta, porque a primeira coisa que ele vai fazer em você é tirar a fome. E se você não comer, você vai adoecer. Então o o a diferença do remédio paraa cura e paraa doença e pro vício é a dosagem. Uhum. Se a gente verificar bem, quando a gente chega na farmácia, o que tá escrito lá em cima no letreiro, drogaria. Então a a diferença da droga entre a que cura e a que salva é a dosagem. A gente brinca com isso, né? Então, eh, é o mesmo, é o mesmo sistema, o quanto eu uso, né, o quanto eu estou dosando isso. Então, a gente precisa fazer sim a dieta, eh, alimentar e por isso aí que tá vindo a a tudo proteíno. Só proteína não serve, tá, pessoal? Só proteína. Não esquece da fibra, não esquece da gordura, não esquece muita água. Aí não é só aquela história da quarta série que a gente prendeu 2 L d'água já está fora, já tem a quantidade de de ml de água vezes quilo e que você tem, enfim, para manter a máquina, o corpo saudável. Então, ele é trabalhoso também, não é? A pílula mágica, que no caso é a injeção, né? A a injeta mágica, ela requer sacrifícios também, ela requer atenção e ela requer essa essa mudança, a virada, né? Essa viradinha de chave de chave importante. Temos que cuidar com a zona de conforto, gente, né? A zona de conforto é tudo muito bom, mas lá nada se desenvolve. Agora 8:54. Produção, fala comigo aqui. Ah, preciso encerrar ou dá tempo da de uma pergunta para cada um? Uma para cada um. Então tá, a gente tem que encerrar nove em ponto, tá certo? Então vamos lá. Uma pergunta para cada um. Tem mais perguntas aqui, mas o papo tá tão bom que a gente tá falando, tá conversando e passando informação para você com os nossos convidados. Mariana Costa do Jardim Chapadão. Vejo que a Magreza extrema voltou a ser padrão no Instagram. Isso não é um retrocesso perigoso para quem lutou tanto pela aceitação do próprio corpo nos últimos anos? Olha aí, Cris, a a pergunta da Mariana. Vamos lá respondendo ela rapidinho que a gente tá com pouco tempo. Certamente, Mariana. Excelente colocação. Obrigado pela participação. Excelente. Sim. E e você faz ideia, minha amiga, o quanto nós estamos tristes no consultório, o quantos lutamos para a aceitação do corpo, né? E isso retrocedeu sim nesse sentido que você coloca. Sim. Pois é, né, gente? Delicado demais. Mais uma pergunta pra gente, por favor, produção. Vamos lá. 8:55 as Fábio Pontes de Barão Geraldo. Vamos lá, Aldo. Olha só, as academias focadas em perda de peso vão perder espaço para as farmácias. O que o dono da academia deve oferecer agora para não perder o aluno para o remédio. Uau, Fábio. E aí, Aldo? Então, o problema é que as pessoas estão associando o medicamento como uma coisa salvadora, sem associar ele a ao exercício e a dieta. A dieta ela é se se você fizer uma dieta, ela traz um retorno rápido. É uma, duas, três semanas. O que tá te trazendo o retorno não é o medicamento, é a dieta. Só que o medicamento ajuda você fazer a dieta. Isso que o pessoal tá confundindo. Isso. Uhum. A dieta ela é sensacional. A dieta ela emagrece qualquer um. Você pode pegar uma pessoa lá de de 120 kg, 160 kg, ela não vai emagrecer fazendo dieta. O problema é consumir muita caloria e ela não consegue cortar essas calorias e o medicamento ele faz com que ela consiga. Esse é o efeito, né? E o medicamento ele é é é é isso, né? Já há previsão de combater nicotina, combater copioide, efeitos cardiovasculares. Então tem muita coisa sendo associada ao medicamento. Mas as pessoas precisam lembrar que primeiro quando você faz esporte, primeiro vem dieta, segundo vemlação, depois vem o esporte que você gosta. Eu aprendi isso com a corrida. Ah, eu gosto de correr, então eu tenho que fazer dieta. Eu tenho que fazer uma situação para dar suporte ao que eu gosto, que é a corrida. Uhum. Então as pessoas esquecem, academia não vai ficar eh eh relegada a a ao Câmico, vai ficar relegada porque dois textos que não perceberam isso que estão usando, conforme a doutora falou, né? O medicamento pode ser usado até 72 duas semanas. Uma pessoa que precisa perder 5 kg, se dá 72 semanas, ela vai ficar eh eh eh anorexa. Uhum. Não vai ficar saudável. Então é isso que precisa ser entendido. Eu preciso fazer o uso do medicamento quando realmente eu preciso e associado à dieta, que é a dieta que vai fazer o efeito. Já tem até complemento de fim para quem toma mjado, um monte de mercado que tá surgindo com isso. E ao esporte, então o esporte tem que fazer parte do da da caneta, senão quando se parar volta e volta mais rápido. Perfeito. Excelente. nossos convidados aqui dando um show de informação pra gente na manhã dessa quinta-feira. A gente fala aqui da ditadura, das agulhas, né? Tem tanta coisa para ser dita, mas a gente vai em pequenas doses para você. A gente já tá então chegando ao fim do nosso estúdio de Câmara de hoje. Quero agradecer demais a presença de vocês, ô Aldo, muito obrigada. Um abraço para todos do Sebrai aí e obrigada pela parceria e por nos atender sempre quando a gente pede socorro para vocês aqui no programa, viu? Obrigada. O prazer foi nosso, Rub. Obrigado pela oportunidade aí de falar de tema tão relevante, importante aí pro mercado. Maravilhoso. E você, Cris, nossa psicóloga. Adoro quando você vem no programa, explica, nos ensina, troca informação. Gratidão. Obrigada por compartilhar com a gente eh sobre esse tema importante demais e que precisa ser mais discutido. Gratidão, viu? Sem dúvida. Eu é que agradeço a oportunidade e e o convite. Muito obrigada. A gente que agradece. E você aí de casa também. Obrigada pela audiência, pela sua companhia. E é isso, gente. Em tempos de soluções rápidas e resultados imediatos, é preciso lembrar que saúde não é apenas número na balança, né? é equilíbrio, é consciência, é acompanhamento responsável e a gente precisa sair sim da zona de conforto. Bom, amanhã, sexta-feira já e amanhã nós vamos trazer um tema que acende um alerta para pais e educadores. A gente vai falar da revolta dentro do jogo Roblox, que mostrou que crianças e adolescentes são capazes de se organizar, mobilizar e até promover ataques coletivos. em ambientes virtuais. Bom, para muitos adultos, o que acontece dentro dos jogos parece apenas brincadeira, mas para as crianças esse espaço pode ser de pertencimento, identidade, disputa, poder. No estúdio Câmara de Amanhã, a gente vai entender com especialistas como o emocional da criança é impactado a ponto de gerar uma manifestação coletiva online. E o que explica essa capacidade de organização, né? é autonomia ou falta de uma mediação adulta? Onde começa o jogo? Onde termina, aliás, o jogo e começa a responsabilidade. Amanhã a gente vai falar sobre a revolta no Roblox, né? É, todo mundo ficou sabendo disso e a gente vai discutir com os nossos convidados, tá bom? E você fique agora com a Íria, direto da Central Iá, trazendo informações atualizadas para você. ao meio-dia tem Câmara Notícia e hoje também tem eh bastante trabalho no legislativo e você acompanha tudo aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você, fique bem, se cuide, saia da zona de conforto e bora que bora pra nossa quinta-feira. Valeu, até amanhã. ช
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