Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do estúdio Câmara. Hoje, quarta-feira, dia 4 de fevereiro, o assunto do programa de hoje fala da nossa identidade e da nossa saúde. Vamos falar do nosso cabelo. Muito mais do que estética, os fios são reflexo da nossa história, da nossa ancestralidade e do nosso equilíbrio emocional. Hoje nós vamos falar sobre dois movimentos de coragem, a transição capilar para quem busca libertar aí os fios naturais das químicas, né? E o transplante capilar para quem busca recuperar a autoestima perdida com a calvice. Como lidar com o luto da imagem antiga? Como ter paciência com o espelho durante o processo? Vamos entender que cuidar dos cabelos é, acima de tudo, cuidar da nossa cabeça, da nossa mente. Participe com a gente, conte qual a sua relação aí com o espelho e com o cabelo. Hoje você se vê, né, e e é nessa figura que reflete no espelho. E aí, como é que tá seu cabelo? Conta pra gente. Manda sua mensagem através do nosso WhatsApp. Nossa produção já está postos para receber você. 19978293776. Nossas convidadas também já aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las, mas agora nós vamos atualizar algumas informações. A Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, publicou o chamamento público para credenciamento de empresas interessadas em participar da segunda edição do Feirão de Emprego e Oportunidades de 2026. O evento será realizado no dia 12 deste mês, né, de fevereiro, das 9 da manhã às 4 da tarde na Faculdade Anhanguera, unidade Ouro Verde, no Jardim Morumbi. O feirão tem como objetivo oferecer vagas de emprego à população e aproximar trabalhadores e empregadores. Podem participar empresas com vagas cadastradas no Sistema Nacional de Empregos que desejam realizar recrutamento e seleção presencial. O cadastramento das empresas deve ser feito até 9 de fevereiro por meio do e-mail
[email protected]. A Secretaria de Trabalho e Renda, com o apoio do CEPAT, vai disponibilizar aí estrutura para até dois recrutadores por empresa. Mais informações sobre o chamamento estão disponíveis no Diário Oficial da Prefeitura. Mais informação chegando para você. Agora o Departamento de Proteção e Bem-estar Animal de Campinas, DPBE, iniciou ontem o primeiro mutirão de castração e microchipagem de cães e gatos. Os procedimentos são gratuitos e realizados no castramóvel que está instalado na Praça da Juventude, no Dick 5, distrito do Ouro Verde, e seguem até o dia 12 de fevereiro. As 5.000 vagas desta edição já estão preenchidas. A previsão é de que ao longo de 2026 Campinas realize 15.000 castrações e microchipagens, número 50% maior do que o registrado no ano passado. O cadastro dos animais foi feito pelo simpatinhas, o sistema de Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Novas inscrições estarão disponíveis na segunda quinzena de fevereiro, então fique atento. Outras 5000 castrações estão previstas para março e mais 5.000 procedimentos serão realizados ao longo do ano com recursos de emendas impositivas de vereadores. Previsão do tempo chegando para você agora. Vamos lá. Como é que fica o tempo hoje? Em metade da semana, né? Sol com algumas nuvens. Aquele tempo que é o clima típico de verão, chove rápido durante o dia e a noite, mínima 21, máxima 26º. Muito bem, vamos falar dos nossos cabelos. É, o cabelo vai muito além da estética, né? Ele expressa identidade, emoções e fases da vida, ao mesmo tempo que pode também revelar sinais importantes sobre a saúde do corpo. Tem uma pesquisa, gente, da Unilever que mostra que 83% dos brasileiros eh diz que o cabelo é o maior símbolo de orgulho e expressão. No entanto, a calvícia atinge aí 42 milhões de pessoas no Brasil e a transição capilar pode levar até 3 anos para ser concluída. são processos que mexem com o íntimo. Então, a gente precisa entender esse impacto profundo, né, que que tem eh atrás de toda essa questão dos nossos cabelos. É por isso que a gente recebe aqui hoje a Luciane Rodrigues, terapeuta capilar integrativa, que atua no alívio da dor física e também mental. Seja muito bem-vinda, Luciane. Bom dia. Obrigada. Bom dia. E com a gente também para completar aqui a nossa dupla, a Já é uma paixão. Ela é tricologista integrativa, psicanalista clínica. Ela já realizou mais de 19.000 atendimentos focados na saúde sistêmica. Muito bom dia, Jaelma. Seja bem-vinda. Bom dia. Prazer é meu. Prazer é todo nosso e a gente precisa entender essa questão, né? eh dos nossos cabelos, da transição capilar, da calvice, que pouco se fala, mas é algo que afeta muito a nossa saúde mental. Então, Luciane, pra gente abrir a nossa conversa, o que que é uma terapia capilar integrativa e e como que ela diferencia o fio do cabelo do e e o ser humano, o que que tá por trás disso? E o cabelo ele realmente dá sinais claros de quando o nosso emocional ele tá sobrecarregado? Sim, com certeza. Ele dá sinais sim, porque a terapia integrativa eu trabalho além da das doenças do couro cabeludo, da patologia, também o emocional. Muitas vezes a pessoa tá tão triste, sofrendo com ansiedade que começa a ter essa queda capilar. Então a gente tem que tratar também o emocional, não só aquela queda capilar momentânea ali. Excelente. O cabelo, gente, é um termômetro da nossa saúde interna e também do nosso equilíbrio emocional. Se a mente padece, o fio adoece. Agora, a Jaelma, ela une a tricologia e a psicanálise, né? E a gente precisa primeiro entender o que que é a tricologia. E depois eu gostaria que você falasse pra gente sobre essa questão eh da imposição de um padrão estético que acaba causando sofrimento. Tem casos de depressão, de isolamento social e e qual que é a relação, né, do nosso cabelo com a nossa mente? Ruber, primeiro, obrigada pela oportunidade. Acho que um tema muito relevante para todos, inclusive para as mulheres que sofrem hoje com questões capilares, como você mesmo falou, né? O corpo padece, a mente padece. A tricologia ela vem para dar algumas respostas, né? Tricologia ela trabalha com toda a parte de couro, cabeludo e fio. Uhum. E a saúde mental, psicanálise, vem para sustentar toda essa dor e essa transição e esse momento tão desafiador, tanto pra mulher como para homem, que é a perda capilar, né? Você sabe que às vezes a gente fala assim: "Ah, tô, meu cabelo tá caindo, né?" né? Aí você toma um banho, você passa a mão no cabelo, você olha lá no ralo do banheiro, no chuveiro, lá tem um monte de cabelo e aí hoje um tanto amanhã demais e depois mais e quando você vê você tá aí com uma queda de cabelo muito acentuada, tem gente que tem alopérsia, né? E essas questões para muitas pessoas podem parecer algo assim, tipo, ah, só tá perdendo com um pouquinho de cabelo, o que que tem, tá tudo certo? Mas não, gente, isso afeta muito a nossa saúde mental. O cabelo é a nossa moldura social, né? Quando ele eh não nos representa, a gente sente desfocado do próprio mundo. Eh, eu gostaria de perguntar para você, Luci, Luciane, né, Luciane, falando em transição capilar, né, esse processo que hoje em dia está acontecendo muito, é um processo que demora um tempo e mexe muito com a questão psicológica, porque a gente acaba perdendo a nossa identidade. Porque assim, se você tem o cabelo cacheado, daí há um tempo atrás você eh quis alisar seu cabelo, beleza? E agora você quer fazer essa volta, você quer voltar pra sua identidade real. Essa essa distorção de identidade mexe muito com a gente. Eu gostaria que você falasse da experiência que você tem referente a essa questão de transição capilar. Sim, mexe demais. Principalmente as pessoas, elas passam muitos anos com o cabelo alisado, transformado. E quando ela entra nesse processo aí para cortar esse cabelo, para voltar os cachos, elas não sabem como cuidar, que shampoo usar, condicionador, como lavar corretamente esse cabelo. Normalmente quem acaba alisando o cabelo fica mais dias que esse cabelo sem lavar. E um cabelo cacheado, ele precisa de um cuidado é especial. Ele tem que ser lavado dia sim, dia não. Não pode prender molhado, demora para secar. A pessoa não se identifica ali naquele dia com aquele cabelo para arrumar, que é difícil de arrumar, né? Porque tem uma parte lisa, o outro que tá crescendo. E aí, como que eu arrumo? Eu escovo, eu enrolo, enrolo no dedo, igual eu atendo bastante cliente, que elas começam a enrolar ou até mesmo elas escovam esse cabelo para ter um tamanho maior ali para passar por esse processo, mas não é fácil. o emocional fica muito abalado, elas deixam de sair de casa por conta disso, porque dá trabalho para arrumar. Então, a pessoa tem que ter assim muita paciência e persistência para passar para esse processo e a colaboração de todo mundo, né? Então se você vê que a pessoa tá passando ali por aquele processo de transição, aquele cabelo crescendo que aí fica alto no couro cabeludo e aquelas pontinhas fina pelo processo de alisamento. Não critica, deixa passar porque a pessoa já tá triste, já não se sente bonita, ela se sente feia nesse processo. Isso são as minhas clientes mesmo que fala isso. Nossa, eu não quero sair de casa porque quando tem que sair de casa é uma luta. Tudo que eu faço com o meu cabelo, ele não fica bom. E elas também para aceitar cortar esse cabelo curto é muito difícil. É muito difícil porque a solução seria o quê? Cortar, né? Já é um cabelo curto. Uhum. Para crescer, mas a pessoa não se identifica. Ela gosta de um cabelo comprido, ela se sente mais feminina que aquele cabelo comprido. Ela gosta de jogar o cabelo. Então é um processo difícil, mas tem que ter persistência. Nossa, quando a Luciane fala dessa questão de transição capilar, já é uma eh isolamento social. Isso me chamou muita atenção. Chega a esse ponto mesmo, né? Sim. Porque e a a mulher ela começa a buscar identidade passada, né? Ela não se identifica com o que ela tá construindo. Então ela fica muito apegada à característica que ela teve. Então, como ela falou, há um momento de vulnerabilidade muito grande, o cabelo tá totalmente ligado também a controle e essa mulher, ela perde totalmente o controle daquilo que ela foi e não tem controle daquilo que ela vai se tornar lá na frente. Então, há muitos medos, né? muito medo, muito momento de vulnerabilidade, o que faz a a paciente, a cliente não querer sair, evitar os convívios sociais, estar com pessoas que no passado era tranquilo, né? Então, nas suas relações amorosas, isso vai impactar suas relações com os filhos, né? Na pandemia, tivemos muito casos assim bem chocantes, mulheres que ao perder ali um pouco dos seus fios porque tiveram COVID, essas mulheres também começaram a arrancar cabelo, né, que é uma patologia da tricologia, né, da saúde capilar, que é a tricotilofagia, que é o ato de arrancar. E elas foram um pouco mais, elas começaram a comer, comer cabelo, sobrancelha e cílios. Então, saúde capilar também é saúde mental. E como a minha amiga falou, vamos fazer um apelo aí para que todos tenham um momento de de muito acolhimento e empatia, né? Exatamente. É verdade, né? Só quem só quem está passando pelo processo, né? que que que entende, que sente. E eu acredito que isso é muito importante, a gente fazer uma rede de apoio, né, de pessoas que passam por esse processo, porque julgamento é é fácil e simples para quem julga, mas aquela pessoa que está na no papel de de que que está sendo julgada, gente, ela já tá passando por uma situação bem delicada e uma situação, diga-se de passagem aí, que vai perdurar por algum tempo, porque essa questão da transição capilar não é do dia para noite, não, né, Luciane? Não demora bastante, gente. É igual você tinha comentado no início, até 3 anos, mas tem cabelos que eu conheço de cliente que faz 5 anos que tá nesse processo e aí ela ainda fala assim: "Nossa, mas parece que o meu cabelo não cresce de jeito nenhum". Cresce, principalmente cachado, ele cresce sim, só que ele enrola e quanto mais curto, mais ele vai enrolar. Então você não consegue ver esse comprimento ao longo do tempo ali dos anos, né? E aí que a gente entra também com exames médicos para ver também como tá as vitaminas, minerais, que é sempre bom a gente suplementar para dar mais força também para esse cabelo e vir um cabelo mais forte, nutrido e não aquele cabelo intoxicado do daquele couro cabeludo intoxicado. Então a nutrição aí é muito importante. Muito bem. Olha, é um processo de cultivo. É cultivo, literalmente cultivo, né? requer paciência e os nutrientes certos aí para que o bubo capilar ele recupere a sua vitalidade, né? Tem aqui o o Google, ele mostrou um aumento de mais de 300% na busca por cabelo afro nos últimos anos, né, politicamente e emocionalmente, porque o olhar do outro ainda tem tanto peso na aceitação do crespo e como que a gente faz para se blindar, né, dessas críticas aí durante a a fase em que o cabelo está sem definição? Eu penso que a aceitação interna precisa ser eh maior do que o barulho externo para a gente aceitar essa transição e para que ela chegue ao fim. Mas eh Jaelma, você que trabalha com a questão também, né, né, da da saúde mental, ã como que a gente faz para para se blindar? Porque falar é um pouco fácil, mas é difícil a gente se aceitar. Eu falo isso, gente, porque meu cabelo é enroladinho igual da Luciane, sabe? E aí há há 24 anos atrás eu comecei a alisar ele. Eu já tentei passar pela transição capilar umas quatro vezes. Eu consigo aguentar uns três meses, mas depois eu acabo me rendendo e às vezes e vem uma culpa em mim também. Poxa vida, se eu tivesse deixado. Então é um processo muito delicado. A aceitação, o julgamento das pessoas, as pessoas falam as coisas que vem na cabeça e às vezes nem sabe como é que você tá se sentindo e vem uma palavra e que te afunda de novo, né? e a culpa também por você não ter conseguido eh concluir aquele processo. E a gente não consegue mensurar que esse processo ele é longo. Então, o que que acontece na nossa saúde mental e como é que a gente se blinda para que a gente possa aguentar esse processo? Olha, eu eu acredito que primeiro passo, o primeiro pilar é falar sobre identidade, é sobre quem você é, não é sobre a aceitação do outro naquilo que ele enxerga em você. Se você fica melhor de cabelo cacheado, se você fica melhor de cabelo alisado, transformado. Eu também sou cacheada, tô de escova, uso. É assim que eu gosto de me ver e eu acho que isso deve ser respeitado num país onde há tantas misturas. O brasileiro, para você ter ideia, tem cinco tipos de fios na cabeça. Então, como é que eu posso definir que de todos aqueles eu só vou ter um? eu vou ter o que eu quiser. Então eu acho muito importante que a mulher define o que ela quer, que é cacheado, que é anelado, que é liso, que é transformado. Faça o que você deseja. Faça sua transição se precisar, porque o processo é longo. Nós na tricologia, na tricologia integrativa, usamos o cabelo como marcador biológico para doenças, inclusive pra gente antecipar essas informações. Então, é muito além da estética. saúde, bem-estar e identidade. Então, acho que é importante que a mulher, ela tenha sua identidade estabelecida para fazer esses movimentos. Uhum. Eh, a Joelma comenta uma coisa muito importante, né? É, os tipos de cabelo, né? Então, assim, eu tenho cliente que eu vou atender, ela tem quatro tipos de caixo, sério, numa cabeça, num couro cabeludo. E sabe qual o pior? O cabelo mais crespo, mais difícil é a da região frontal. E ela não sabe como ajeitar aquele cabelo. Por quê? Ela comprou um shampoo hidratante para aquela fibra dela, gostoso, que não tira toda a oleosidade, que limpa. Porém, a máscara temorca aqui, ela fica boa, porém aqui na frente já não fica. O liv, nossa, que fica lindo, mas aqui na frente o meu cabelo não deu certo com esse produto. Então, olha a dificuldade que as cacheadas enfrenta, principalmente nessa fase de transição, que aí ela ainda não sabe arrumar o cabelo e ela fala: "Meu Deus, eu usei produto de tal marca caríssimo, mas no meu cabelo não ficou bom". Aqui na frente, olha o dilema que ela passa. Nossa! E tem que passar porque até esse cabelo crescer e ela conseguir dar formato para aquele cabelo, ela tem que ter muita paciência. E aquilo que você comentou, muitas desistem no meio do caminho porque elas não aguentam depois dá uma culpa grande ficam chateada, elas ficam triste porque elas falam assim: "Eu não consigo ter controle isso pelo meu cabelo em passar essa fase e não pode se culpar. Não é fácil. Não é igual você deita, dorme, acorda no outro dia, tá lindo, maravilhoso. É assim mesmo. A gente vai viver com culpas, né? Hum. Mas a gente tem que erguer a cabeça aí, bola pra frente e passar o processo. Depois lá na frente, daqui uns três, qu 5 anos, você vai olhar e fala: "Nossa, eu consegui olha que cacho maravilhoso. Olha que bonito, né?" Ela vai se olhar, vai falar: "Nossa, como que eu tô linda assim, como que eu consegui ficar com aquele cabelo liso por tanto tempo". Então, a sociedade, infelizmente, eh, impunha ainda, né, aquela aquela aquela questão do do cabelo afro, né? Eu acho que hoje menos, mas se você a gente comparar aí há uns 20, 25 anos atrás, a imposição era muito grande e a as mulheres elas se renderam, né, e e optaram por e eh fazer o alisamento, alisar o cabelo e tá tudo bem. Só que agora se você quer retornar a sua identidade, você precisa de muita paciência. Isso eu falo para você que tá aí do outro do outro lado e para mim também, porque eu também passo por esse processo, né? Não sei quando é que eu vou conseguir, eu vou continuar tentando, mas é um processo muito delicado. O mercado eh cresce 21% ao ano e o Brasil já realiza milhares de procedimentos. Então a gente vê que tem muita coisa nova surgindo do ponto de vista integrativo, Luciane. Ah, como que a gente prepara o terreno orgânico para que eh eh tudo seja bem sucedido, né? Então, a gente precisa parar para analisar. Bom, hoje tem uma coisa nova, eu vou usar. Aí não deu certo. Amanhã tem outra coisa nova, vou utilizar. E a gente vai fazendo aí esses testes, esses testes acabam trazendo uma frustração também. Gostaria que você falasse sobre isso. É verdade. Eh, principalmente com produtos, né, de de cabelo que você fala: "Nossa, tô usando ali um shampoo para crescimento, mas meu cabelo ali não cresce". Eh, um profissional ouviu na televisão, na internet, outro produto, as pessoas vai lá e investe aquele dinheiro até mesmo sem poder, né? Mas sempre que eu falo, é melhor vocês marcarem uma avaliação, né, com profissional que vai poder te orientar, vai pedir exame e vai te dar um norte da onde você começar, qual que é a sua necessidade? necessidade não só do fio, mas do couro cabeludo. Talvez a pessoa tenha o cabelo crespo, mas ela tem o couro cabeludo com muita oleosidade. E se ela não cuidar dessa oleosidade, esse cabelo não vai crescer bonito, ele vai ficar fino, ele vai cair, ele vai ter um um aspecto opaco, sem brilho. Olha aí, né? Então, a gente tá falando aqui ah de transição capilar. E agora, eh, daqui a pouquinho a gente volta no tema da transição. Agora 8:28. Eu gostaria de falar um pouco sobre a questão da calvice. É algo que às vezes não é falado, né? Eh, no nosso nosso ambiente social. De repente você tá aí, você fala: "Nossa, mas falar de calvice, né, tal? O cara é careca, não tem cabelo". Mas gente, o negócio é bem mais delicado do que se imagina, porque a gente tá vendo aí essa questão do transplante capilar, né? Eh, então, por quê? Se a pessoa ela se aceita calvo, ela não vai fazer o transplante, né? Entende? Então, se tá fazendo o transplante, é porque isso realmente tá mexendo com a autoestima, está mexendo com a saúde mental. Gostaria que a Joelma trouxesse pra gente essa questão da calvice, do transplante capilar e toda essa conexão com a saúde mental que sugera, né? E qual que é a sua avaliação sobre toda essa esse movimento que tá acontecendo em relação aos transplantes? Eu eu acho que é maravilhoso, né? dá opção para aqueles que querem transformar, que querem modificar a sua imagem ou ter uma imagem diferente daquela que tá se desenhando, né? Na saúde integrativa, a gente vai sempre fazer usar o cabelo como marcador, trazer aí sugestões para diminuir o afinamento do fio antes mesmo da da calvice. Numa população como a nossa brasileira, isso é muito grande, o número é gigantesco. Deixo aqui de alerta que você, se já tem um pai, um vô, alguém da família que já tenha sinais de calvice, se antecipe nenhum diagnóstico, procure um profissional para fazer uma avaliação para muitas vezes não chegar a esse lugar ou ficar ali calvo a vida toda porque não tratou no início, né? Isso vai impactar o homem muito, né? Porque fala também sobre poder, viralidade, aquilo que ele imagina ser e que ele quer ser. Então, mexe totalmente com a autoestima do homem. Então, nós precisamos deixar pros meninos o alerta, busca informação, procure uma avaliação muito rápida e pra mulher vai mexer com toda essa questão de identidade, de poder, de vulnerabilidade. Você vê que nós mulheres até quando estamos em fase de paquerar, de namorar, passamos a mão no cabelo, estamos mexendo. Então, imagina uma mulher que ela perde essa imagem, né, essa característica. Ela não tem cabelo para mexer, ela não tem cabelo para jogar. A gente brinca muito com o cabelo, né? Então eu acredito que o transplante ele traz aí uma resposta muito rápida, que ali leva mais ou menos um ano, né, pra gente ver um resultado também. Mas eu acho que é maravilhoso. Acredito que as pessoas tenham que ter um pouco de paciência nas suas transição, seja capilar, seja na transformação do fio ou nem trazer os novos fios, que é que é o transplante. Eu acho que uma das primeiras coisas é se acalmarem, né? Você vai ver aí que no folículo piloso, ali onde nasce os fios, o que mais a gente vai ver hoje é cortisol. Então quando você fala assim, ó, caiu o cabelo, tô com estress, é o quê? é um nível de cortisol muito alto. Então, a gente tá falando de saúde, medicina do futuro, falando sobre saúde e bem-estar. Não é mais só sobre medicamento, mas é sobre posicionamento de vida, de escolhas, né? Porque não dá para você resolver um problema de cabelo aonde o afinamento, o que leva pra calvice, tem como seu gatilho o estresse e também o alto nível de cortisol. Uau! Vamos lá. Por isso sempre tem que est mais equilibrado possível, né? Porque o cortisol muito elevado, ele vai fazer com que você perca cabelo. Sim. E não só cabelo, mas você pode ter várias patologias, é, por consequência desse estresse, né, muito alto. Então, tem que equilibrar. É igual a Joelma falou, né, sobre a calvice, principalmente feminina, masculina. Eu acho que para pros homens é difícil, né, porque muitos não se aceita, mas ainda é aceitável, tá? A sociedade ela aceita o homem calvo, mas as mulheres é muito difícil. Eh, a sociedade ela não aceita uma mulher calva, ela vai, as pessoas vão olhar, vão criticar, vai falar que a pessoa não cuida desse cabelo nem nada. E muitas vezes já é genética, é de família. Então, o que que eu oriento? Se a sua mãe, se as suas irmãs já tem pouquinho cabelo e é nova, tem pouco cabelo, começa já cuidar agora. Você vai ver ali com adolescente com 14, 15 anos, aquele cabelo mirradinho um pouquinho. Gente, a gente tem produtos ativos pra gente deixar esse folículo mais forte para ela não perder ele, não perder esse cabelo antes do tempo programado. Então, dá pra gente remediar uma situação, postergar esse problema para mais pra frente, né? principalmente que existe da menopausa, né, Joelma, que a gente perde muito cabelo nessa fase da menopausa, então tem que cuidar antes para quando chegar esse processo você não sofrer tanto, os danos ser menor, ser mais reduzido. Uhum. É, eu acredito que até na menopausa para nós mulheres, a partir dos 35 anos, já observe todo o fio, porque já começamos a afinar, ter afinamento natural, né? Então, eu tô com 48, meu cabelo não é o mesmo de 25 anos, de 32. Quando marca a menopausa, acontece aquele último ano ali, aí já desenhou um pouco do processo biológico. Então, que as mulheres busquem, né, o quanto antes, não só conhecimento, mas buscar o mínimo. Eu sei que a tricologia é uma das áreas mais caras hoje. A gente tá falando para uma população brasileira, isso tem que ser dito, né? Sim. Então é muito importante que busque ali ter uma saúde eh aonde você traga saúde, bem-estar, longevidade. Busque, olhe pra vida ali a longo prazo. Nós somos muito eh rápidos, queremos respostas imediatistas, isso, queremos respostas rápidas. Na saúde não é assim, né? Nós estamos num num momento onde até o conhecimento que hoje é valioso, daqui a se meses alguém já derrubou, já não é mais aquilo. Daqui a tr anos ninguém nem lembra do que você falou. Então é muito importante ter paciência. Paciência eu acho que é um é a melhor pírula para todo esse processo. Uau, né? E agora, olha só, falamos da da questão da transição capilar, falamos da calvice. Gostaria de pontuar alopérsia. Alopérsia, né? Porque ah muita gente utiliza e a Naomi Campbell, né? Eh, aquela modelo internacional eh tem a Lopérsia. E quando a gente olha, você fala: "Nossa, mas como chegou esse ponto, né? As pessoas julgam. Como chegou esse ponto?" Agora você consegue eh se colocar no lugar dela e ter a empatia de imaginar se ela queria chegar a esse ponto, se ela teve controle, né, para que esse ponto não chegasse. Então assim, a lopércia é algo que eh atinge muitas mulheres e que com certeza também mexe muito com a saúde mental. Como que a gente faz para tratar a lopércia? como que a gente a ah entende quando está começando a acontecer isso, né? E o que causa a alopércia, Luci? Muita tem vários tipos de de alopécia, né? Mas muitas vezes eh a pessoa ela não ela tá perdendo o cabelo tudo ali, mas ela não consegue enxergar aquele montante. A hora que ela vai dar aquele start, ela tá com pouquíssimo cabelo, ela prende o cabelo, você vê o couro cabeludo ou ela usa o cabelo no meio, então tem aquele cabelo fininho, né? olosidade e aí que ela vai cuidar, vai atrás. Mas não, gente, essas coisas a gente tem que prestar muita atenção. Se você igual vai tomar banho, vê que tá caindo mais do que o normal, tem que procurar tratamento para ver o que que tá acontecendo. E o emocional fica muito abalado principalmente a Lopessa areata, né, Joelma, que é emocional, gatilho emocional e acontece tanto em crianças que eu já atendi, então a gente tem que prestar muita atenção. A lopés ariata é aquela alopcia pessoal que começa a formar buracos no seu couro cabeludo e aí começa pequenininho, passa despercebida, a hora que vê também já tá bem grande. E é de gatilho emocional. Então a gente tem que tratar primeiro ali as emoções. É, quando a gente fala de alopecia ariata especificamente, ela também ela traz um processo de de possivelmente de doenças autoimunes, porque imagine, né, todo mundo que vai passar por um nível de estresse, no outro dia o cabelo vai cair, você dorme com cabelo e no outro dia você tá com quedas em formas de círculo no seu cabelo. Não. Se acontece isso, também temos que olhar para todo o sistema imunológico, né? Porque um gatilho tão sistêmico de estress crônico levou uma queda capilar, assim como surtos, assim como fobias, né? Então nós temos também no nosso terreno biológico, no nosso ser, já estruturas que t mais fragilidade. Então é muito importante olhar para todo o processo, né? Tanto a calvice, é muito importante também deixar bem claro pras pessoas que ainda utiliza a informação, ah, se cai até 150 fios, é normal? Não é normal e também não deve se contar, viu gente? Não conte tantos fios, né? Ah, não, hein? Já pensou? Não tem pacientes que manda foto, né? Ela elas contam até a extensão, o tamanho do fio, quantos são e elas e não precisa ir para esse lugar. Muitas vezes, dependendo da quantidade, da qualidade do seu cabelo, se cair 20, 30 por dia, já é muito. Então não usa essa esse marcador. Hoje a gente vai ver na literatura, mas nos estudos atuais aí de 10, 20 anos, a gente já não usa mais essa informação, né? Tipo, caiu 150 fios, tá normal? Não, não, não, não tá normal mais não. Então, para cada tipo, quantidade, qualidade de cabelo, as cacheadas elas têm muito volume, mas quando molham esse cabelo, ele perde ali uns 30, 40% desse volume, né? Então é muito bom avaliar esse cabelo molhado e não só seco, né? Porque nos perdemos nessa informação. Uhum. A mulher leva mais tempo, né? Eu cuido de bastante cacheada também e elas chegam ali. Então eu tenho muito volume. Ela só tem volume, mas ela vai ter falhas capilares ali ao longo do tempo. E muitas das vezes esse volume também, né, da das cacheadas, porque eu sou cacheada, eu vivencio muito. É uma falta de nutrição desse cabelo. Aí esse cabelo, esse volume que ela acha que ela tem, não é que é um volume, é um cabelo que tá precisando de nutrição. Então ele tá armado, ele tá cheio, né? Mas é aquilo, né, Joelma? Hora que lavou, paf, acabou o cabelo. Não tem nada. Então, quando você fala de nutrição, Luciane, eh, Luciane, eh, alimentação, né, eh, tem muito a ver com a saúde dos nossos cabelos. Tem tem eh eh principalmente agora nessa fase que todo mundo tá usando, né? Eh eh medicamento para emagrecer, então eles não tão comendo verduras, frutas, eh carne na quantidade própria ali para aquele organismo. Então eu eu vejo, né, Ja que agora é daqui uns três, 4 se meses a gente vai ter um volume muito grande de pessoas procurando a terapia capilar por conta dessa dieta muito restrita, porque acaba fazendo, né? Então, interessante você tocar nesse assunto, porque é as duas aqui, a Luciana e a Jaelma, ã, essas canetinhas, né, o pessoal fala que um dos efeitos e dos e eh efeitos, né, é colaterais é a queda de cabelo, né, e é por conta da caneta ou é por conta da alimentação que a gente acaba, de repente quando faz o uso dessa caneta, acaba eliminando, né? acaba não comendo, não se nutrindo, na verdade reduz muito, né? Pode falar. No meu ponto de vista, eh, eu creio que é mais pela alimentação em primeiro lugar. Não sei se a Joelma concorda comigo, mas a pessoa fica muito restrita, né? E além de da restrição alimentar, principalmente as pessoas que usam por conta própria, não passa no médico para fazer exame, para ver como é que tá as taxas aí de vitaminas e minerais, talvez a pessoa já tá com com as suas vitaminas lá embaixo. Aí ela tá gordinha, ela quer emagrecer para ficar mais feliz, começa a fazer as vitaminas caem mais ainda. Aí a unha começa a quebrar, a pele fica ressecada, começa a ter problemas aí de gengivite, candidíase e queda capilar associado. É, também tem todo o estresse do corpo dessa privação alimentar, né? E o que vai aí a gente mexer com o sistema nervoso central. Tem muitos resultados lindos também. As canetas, a gente vê ali uma desinflamação. E eu acho que tá na desinformação a queda capilar nesse processo, porque se eu tô desintoxicando meu corpo, eu preciso eliminar. Muitas vezes essa essa iluminação também vai pro folículo piloso. A gente vai ver a inflamação por conta disso. Eu preciso, né, eliminar de alguma forma. E o couro cabeludo é uma forma também de fazer o que chamamos de troca metabólica, né? Então essa inflamação, assim como o cortisol, vai para onde? Vai pro folículo piloso. Então é muito importante, como a colega falou, né? Ter toda a parte nutricional, toda a parte alimentar, ter qualidade de sono, continuar os exercícios. Então assim, não existe uma receita pronta, eh, mágica, que vai resolver tudo. Nós gostaríamos, né? Mas são pilares do da saúde, né? Uma boa alimentação, eh, vai fazer um um processo de emagrecimento, tem que tá com acompanhamento. É o que eu acredito. Eu vejo que as meninas, e eu falo nas meninas porque é a maioria que fazem do que os meninos, né? Elas elas se submetem a coisas bem drásticas para por conta dessa identidade violada pela sociedade daquilo que espera de uma mulher. Nós estamos hoje chegando aos 40, 50, 60 e as pessoas querem ter a mesma imagem que tinha de 25. Não é assim, né? Vamos se aceitar em cada fase da nossa vida, tá na melhor versão do seu momento e não levar o corpo a um estresse tão grande, porque também passa por estresse, o que vai fazer essa queda capilar muito grande. Então, acho que é muito importante olhar todos os pilares, né? Um só não vai resolver. Excelente, né? Agora a gente fala de algo que eh também mexe muito, principalmente com a autoestima das mulheres, quando a gente fala eh eh de cabelo, né? e de identidade é a questão das mulheres que estão em processo de quimioterapia. Então, gostaria que você trouxesse pra gente, Jaelma, essa questão da quimioterapia, da perda de cabelo por conta da quimioterapia e do retorno desse cabelo depois da cura. É, não é nada fácil. Eu tenho pacientes há uns, acho que uns 10, 12, 15 anos atrás, nós não cuidaríamos dessa dessa paciente, né? Deixaria todo o processo químico passar. Hoje não, nós podemos cuidar dessa mulher durante o processo, né? E é doloroso porque você acompanha ali as fase. Infelizmente a químia ela é muito severa, né? A mulher vai ter realmente a queda capilar e pode ter uma transformação de fio a longo prazo. Acho que quando a gente vai ver, eu acho que o Janequin, um ator que fez, ele tinha um cabelo mais liso, depois da químia voltou um cabelo anelado, né? Então, pode ter essas mudanças e ela vai ter que se identificar. É muito desafiador. Tô com uma paciente, inclusive em tratamento que ela já perdeu 70%. Hum. Então, a gente foi, ela tinha um cabelo muito longo, a gente foi cortando ao longo do tempo para que ela acostumasse mais e ficasse confortável dentro do que é possível, né, nesse processo. Mas é desafiador e é um trabalho multidisciplinar, né? Então assim, não é só o tricologista, não é só o terapeuta, tem que trabalhar o emocional dela ali, porque não é fácil, né, ela se olhar ali e falar: "Gente, tô perdendo o cabelo". Muitas até raspa esse cabelo antes mesmo de começar essa perca, né, para passar por esse processo. Mas precisa de ajuda aí de vários profissionais, tanto da nutrição quanto do da emoção mesmo, né? É. E quando a gente fala de quimioterapia, não é só o cabelo, né? é o cabelo aqui são os cílios, a sobrancelha, né? E a gente consegue esse retorno gradual e eh de acordo com o tempo e eh desse tratamento. Olha, eu vou ver clinicamente falando, né, pelo meu histórico, a gente vai ter ali uma mudança em torno de um ano, né? Um ano, um ano e meio, depende de cada um, como a colega até falou sobre a questão do cabelo anelado, ele demora mais. Tem pessoas que tm uma fase de crescimento que chamamos fase anágenada. Vai passar por aqui, fica no ombro e acabou. Então as mulheres também não se sintam tão frustradas se percebem que seu cabelo não cresce como a da colega, como a da irmã, porque saúde, bem-estar é uma loteria, né, familiar. É verdade, né? São muitos ancestrais que passaram por nós para dizer: "Eu sou só eu, não, eu sou eu e todo mundo que passou antes, né? Eu meu cabelo também não cresce. Meu cabelo não cresce". Daí, tipo assim, meu cabelo não cresce, mas por quê? Não sei, meu cabelo não cresce. É, mas é a fase, não tem, não tem o que fazer, né? É, eu falo que é, ai tá bom, meu cabelo não cresce, não passa aqui do ombro, mas tá, ele tá com cabelo é com uma espessura legal, tá bonito, tá saudável, não tá caindo, não tem nenhuma caspa dermati ali, então tá tudo certo, gente. Falando caspa, dermatite, você me arremete à questão da higiene capilar também, que é muito importante. Ah, lavar o cabelo todo dia, lavar o cabelo ã duas vezes por semana, dormir com o cabelo molhado. Eu gostaria que vocês trouxessem essa informação. Vamos lá. Olha, falando em caspa aí, Dermatite, eu sou a prova viva, tá? Porque hoje eu sou só terapeuta, por eu tenho dermatiteorreica e eu sofri muito lá atrás, gente, porque eu não tinha o conhecimento, a terapia, até hoje eu acho que ainda falta divulgar um pouco mais, né, Trisc? A terapia, tricologia, né? Então, assim, eu não conseguia resolver o meu problema. Olha aí, fui no aí um profissional falou para mim assim: "Vai na terapeuta falando de tal". Aí eu fui lá, gente. Aí ela começou um tratamento, falou: "Lu, você já tá na área da do embelezamento, vai fazer terapia capilar que não sei". Fui fazer para cuidar primeiramente de mim. E mudei totalmente de profissão, graças a Deus, porque eu sou extremamente realizada. Mas sobre as dermatite, né, as pessoas falam assim: "Ai, meu Deus, não vou lavar o cabelo, lava, não lava, uma vez na semana." Gente, quem tem dermatite, excesso de oleosidade, tem que lavar esse cabelo praticamente todo dia. Todo dia. Por quê? O couro inflamado, com excesso de oleosidade, a umidade, vai aumentar essa inflamação do couro, essa dermatite. Então as pessoas pode descer também pra sobrancelha, vai prender o cabelo, vai ver tudo aquelas caspinha, né? É, e as pessoas, muitas pessoas acham que é falta de higiene, que é falta de lavar e não é, tem que cuidar mesmo internamente. Eu, por exemplo, a minha dermatiche, ela e ela ataca, né? Eu falo que ela me ataca assim, principalmente quando eu não durmo direito. Se eu tô num num quadro de ansiedade, de estresse, de preocupação com alguma coisa, batata. Olha aí. Isso que eu cuido, eu uso produto próprio pro meu couro cabeludo. Então eu uso um produto próprio pra minha dermatite do couro cabeludo e eu uso outro produto pra fibra capilar. Olha que chique, gente. A gente tem que ter dois produtos ali. É porque precisa aprender. Porque muitas pessoas acabam comprando um certo produto ali por conta da dermagite, oleosidade, aí fala assim: "Nossa, mas a minha fibra ficou estupidamente ressecada". Gente, tem que usar um pro couro e outro, por exemplo, se tem mechas, se é um cabelo mais crespo, mais seco, mais hidratante, mais suave pra fibra. Então é diferente. Então, o cabelo, a raiz, né, a o meio e as pontas, como é que é? Hoje quando a gente vai falar de no mundo ideal, né, todo mundo deveria ter dois tipos de shampoo. um dedicado para o seu couro cabeludo específico, seja ele com dermatite, seja um cabelo, um couro cabeludo sensível, tem várias possibilidades. E outra, por fio, porque a o a cosmetologia ela tem como objetivo tratar só o fio, então ela vai dizer maciez, brilho, toque sedoso, eu preciso disso no meu corpo cabeludo? Não. Então, muitas vezes as patologias também são causadas por falta de conhecimento na cosmetologia, no produto que vai ser utilizado. Então, se você não sabe, use pelo menos um shampoo de couro cabeludo, porque ali, né, a gente vai usar que o couro cabeludo é uma grande terra, onde eu vou arar primeiro ela, botar a sementinha, cuidar para depois nascer o fruto, que seria os fios. Então, se eu pudesse dar uma dica, se tem duas possibilidades de shampoo, tenho pelo menos uma que seja de couro cabeludo. Uau! Olha, interessante. E você falou assim da lavagem, né? É, principalmente quando a pessoa tá passando por um processo de queda capilar, ela tem medo de lavar esse cabelo, porque quando ela vai lavar, sai aqueles estuches e ela fica mais desesperada e ela fala: "Cada vez que eu lavo esse cabelo, cai mais, cai mais, cai mais". Não, gente, não é assim não. Não cai mais o condicionador, né? Que é o tem que lavar o cabelo, sim. Eh, cada couro cabeludo tem uma necessidade, mas no meu ponto de vista, né, para quem tem dermatite, tem essa possibilidade de lavar todos os cabelos, seria o ideal, no meu ponto de vista. E para quem não tem, lavar o cabelo de assim, dia não, acho que é primordial, até também para evitar futuras doenças do couro cabeludo, como fungos, né? Sim, sim. Também e não dormir com cabelo molhado também. Eu sei que é difícil. Por exemplo, tem dia que eu treino à noite e aí meu couro cabeludo fica todo suado. Que que eu faço? Eu chego em casa, eu pego o jato do secador e seco o couro cabeludo. Aí você pode secar num jatinho morninho ou frio, né? Só para eu não dormir com esse couro cabeludo ali molhado, porque eu sei que para mim vai ser pior ali a consequência. Entendi. Muito bom, gente. Olha que bate-papo gostoso, né? A gente tá falando aqui da questão dos nossos cabelos, é a nossa identidade, né? Você que tá passando por uma transição capilar, você que de repente tá fazendo aí um um transplante, né, de cabelo, implante de cabelo. Transplante tem transplante e implante, né? Os dois termos podem ser os dois termos podem ser utilizados. Então, tá bom. E esse programa é bem interessante para você ou então você pode compartilhar porque já tá disponível no YouTube, tá bom? Gente, vamos lá. Faltando 10 minutinhos para as 9. A produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas, então vamos tentar responder aí umas quatro perguntinhas pra gente ir para as considerações finais, combinado? Vamos ver quem tá com a gente. Vamos lá, então. Vanessa Rocha do Jardim do Lago. Quando alguém olha no espelho e sente que não se reconhece mais por causa do cabelo, por onde começa um cuidado mais gentil consigo? Ô Vanessa, bom dia. Vamos lá, Jaelma. Eu acho que a primeira coisa é não trazer o cabelo como sua identidade maior. Ela faz parte de você, mas não é você por inteira, né? A gente fala que são fragmentos de nós mesmos. Então, seja gentil, tenha paciência para passar por esse processo de olhar no espelho e não não se identificar, não o seu cabelo, não falar mais quem você é no momento. Então, vá construindo essa identidade aos poucos, reconhecendo essa mudança capilar, seja afinamento, seja perdas de fios. Então, tenha gentileza, como você mesmo pediu, né? Tem empatia. Normalmente nós somos mais gentil com o outro do que com nós mesmos. Então, pratique mais a autoentileza, né? Muito bem. Oi, pode completar. É, eu complementaria também é você olhar para para esse cabelo também que você sempre vai olhar, vai falar: "Nossa, como você tá feio, meu Deus, não te aguento." Começa a olhar com carinho, falar com o cabelo, porque o nosso corpo ele sente o seu cabelo, ele também vai sentir. Por mais que falem, né, que o fio é morto, tá? O fio é morto, mas internamente como ele cresce, né? Então, começa a olhar e falar: "Cabelinho, você vai ficar lindo, maravilhoso". É verdade, né? Uma autocompaixão. Isso é muito bom. 8:52. Pode colocar mais uma pra gente, produção, por favor. Ah, Rodrigo Farias do Jardim Chapadão. Por que falar sobre calvício ou transição capilar ainda é tabu mesmo sendo algo tão comum? Qual que é sua avaliação, Lu? Eu acho que é falta de informação mesmo. A população. É, não tem outro motivo. As pessoas têm que se informar um pouco mais. E hoje, graças a Deus, tem as redes sociais aí que que tem ótimos profissionais dando dica, ensinando o que fazer, como fazer, porque a maior parte das vezes as pessoas não sabem que existe um profissional ali para auxiliar ele ali nesse processo, né? E às vezes acha natural cair cabelo, né? Assim, cair cabelo, ah, tá bom, caiu hoje, caiu amanhã, caiu depois, ah, tô envelhecendo, o cabelo tá caindo mesmo, né, Ja? Sim. as mulheres cacheadas, ela tem muito uma fala, eu tenho muito volume, eu tenho muito cabelo e elas vão deixando ali achando natural a quantidade de cabelo. Mas eh é normal, a gente precisa falar mais sobre esse tema, né? Trazer um pouco de empatia, de cuidado, saber que é um momento de vulnerabilidade, mas que vai passar. Tudo passa nessa terra. Examente. Nossa. E assim, e conversando com vocês aqui, vem tantas perguntas, tantas perguntas referente à saúde capilar, a questão da saúde mental envolvendo a conexão com o nosso cabelo, que a gente podia ficar falando aqui um tempão, é muita coisa mesmo. E é importante a gente trazer informação com pessoas que realmente sabem do que estão falando, que são especialistas, né, nesse quesito aí do nosso da saúde do nosso cabelo e a saúde mental. 8:54 dá tempo para mais duas, a gente vai até 9:5. Então, bora que bora, produção. Vamos lá. Vamos falar de cabelinho porque meu cabelinho tá aqui, ó. Ai, meu Deus do céu. Olha aqui, eu vou te falar, viu? Isso aqui é um problema muito sério. Olha só. E não é só meu problema, não. É geral. É geral. Geral. É geral. Vamos lá. Michele Araújo do Campus Elísios. Algumas pessoas dizem que o cabelo começa a melhorar quando a vida desacelera. Existe relação entre ritmo de vida e saúde dos fios. É aquele negócio do stress, né? Existe, né? Existe é qualidade de vida. Eu falo que a gente tem, eu sei que é difícil, gente, porque a vida do brasileiro é uma loucura, mas a qualidade de vida a gente tem que buscar desacelerar, estressar menos. Tem coisa que dá para você deixar ali, sabe? Ah, não tenho o que fazer, eu vou ficar estressada por isso, porque o estresse ele interfere sim nesse processo. Quando a gente fala sobre isso, desacelerar também tirar um momento para si, né? Eu sei que a rotina é bem alucinante de muitos nós brasileiros. Uhum. Mas chega ali um pouquinho, chega em casa depois da janta, faça o seu chá, desacelere, faça isso de forma consciente, intencional. Vou desacelerar. Faça um chá, descansamente, tem uma boa qualidade de sono, evite as redes sociais pelo menos 1 hora, duas horas antes, né? Que você desacelere. Às vezes a gente não vai desacelerar o ritmo. Preciso trabalhar, pegar crianças, fazer janta. Eu eu sou eu sou profissional, sou empresária, sou mãe, sou esposa. São, como é que eu desacelero? Eu vou ter que fazer isso de forma intencional, tirar um tempo para fazer caminhada, tomar um chá, descansar, meditar, orar. Cada um faz o seu ritual. Se for preciso, coloca na agenda. Tal hora desacelerar, né? Porque já que a gente segue a agenda, vamos botar na agenda pra gente desacelerar também. Quem sabe a gente segue isso melhor, com mais frequência. mulheres, nós ficamos muito sobrecarregadas. Então, mas a culpa é da gente, viu? É da gente, por é a gente tem que saber distribuir tarefa na nossa casa, na nossa família, principalmente temos que delegar, porque se você quiser fazer tudo, gente, como que a gente consegue desacelerar se você tá imensamente sobrecarregada? Não desacelera. Olha, você vai fazer isso, fulano vai fazer aquilo, berto. Eu vou fazer isso aqui. Delega funções. E se não fizer, não vai ter jeito. É verdade. Dá tempo para mais uma, produção? Vamos lá então. 8:56. Daqui a pouquinho a Íria tá chegando com informações direto da Central IA e de jornalismo aqui da nossa TV Câmara Campinas. Carlos Eduardo Pacheco do Castelo. Muitos homens escondem a Calvice por anos. O que esse silêncio diz sobre a masculinidade e medo do julgamento? Já é uma Vamos lá. Ah, Carlos, isso é real, né? É verdade. Eh, você, eu já tratei muitos empresários assim com a expressão de patrimônio financeiro gigante, mas ele fala: "Eu conquistei tudo, mas ainda tem esse cabelo". Poxa, sério? Isso sim. Ele fala, isso também é um é um marcador social. Antigamente, eu tô falando aí nas primeiros processos de reinado, a peruca maior determinava quão rico ele era. Então, sim, cabelo está totalmente associado a poder, a estatus e a finanças, né? Então o homem que ele carrega mais essa esse estigma de é o provedor, é o que cuida da mulher, então ele fala: "Poxa, sem cabelo tá ruim, né?" Mas não tá ruim não, meninos. Continue, busque os recursos, como a gente falou, de implantes, de tratamentos, tem tanto, tem tanta possibilidade, não se escondam, tá? Muito bem. Vamos lá, produção. Dá tempo para mais uma? Se der, pode colocar na tela. Se não der, me avisa aqui. A gente já vai pras considerações finais. Acho que dá, né? Vamos lá, então. Eh, Aline Santos do Nova Europa. Na transição capilar, surgem fases difíceis em que o cabelo parece não responder os cuidados. Como manter a confiança quando o resultado demora? Vamos lá, Lu. Paciência. Uau! Se você está bem orientado, né, dos produtos, de como fazer no dia a dia, é paciência. Não tem outro caminho, não tem como atropelar esse processo. Nada é do dia pra noite. Exatamente, né? No momento que nós estamos, né, aonde tudo acontece, parece que não está lá de dedo. O que tá acontecendo no Japão, eu consigo ver agora. O que tá acontecendo a guerra em Israel, eu consigo ver pela tela do meu celular. E as pessoas pensam que o processo biológico tá na mesmo tempo e não tá. Então tem tempo, há um processo para acontecer. acompanha os processos com a profissional que tá te acompanhando para que ela possa marcar, né, ter uma previsão, olha, agora vai acontecer esse momento, esse, porque ela espera aquilo que tá por ver, né? Igual no caso da nossa colega que fez a pergunta, talvez ela também não tá conseguindo ver esse resultado, porque pode ser que ela esteja com couro cabeludo inflamado e um couro cabeludo inflamado, esse cabelo não vai crescer, ele vai ficar ali, ó, pedalando. Então tem que desinflamar aí, é avaliar e e desinflamar se for necessário. Muito bem, gente. Quanta informação boa pra gente aqui no nosso estúdio Câmara, né? Eu fico feliz demais em conseguir trazer esse tipo de conteúdo para você que tá aí do outro lado, mas isso só é possível por conta da nossa equipe que é Mega Master, sabe? A equipe consegue encontrar vocês, gente. Que maravilha. A gente fica muito feliz em recebê-las. Muito obrigada. A gente vai para as considerações finais. estão deixa uma dica para essas pessoas que estão passando por esse momento, né, e que de repente estão ali meio e eh frustradas por conta da perda da identidade, tentando buscar, retomar, né, quem quem são. Então eu quero que vocês deixem uma fala assim de empoderamento para essas pessoas, porque vai passar, né, Lu? Vai passar, gente, tudo passa. E se vocês precisarem de ajuda ali para ter um norte, procura um profissional ali para orientar vocês ali para passar por esse processo com mais calma, tranquilidade. Gostaria de agradecer a sua participação com a gente aqui. Muito obrigada eh pela troca, pelas dicas, por tanta informação muito assim, acho que primordial para esse assunto que às vezes não se fala em lugar nenhum e a gente precisa falar. Ser mais divulgado, precisa divulgar mais. Eh, eu vejo que falta informação aí pra população ainda. Ainda falta informação. Obrigada pela sua participação, tá? Ob agradecendo você também já é uma maravilhosa. Muito obrigada por trazer a informação, por trocar com a gente acho que esse conteúdo que é tão preciso. Gratidão. Eu que agradeço. Deixo aqui uma uma dica para todas as mulheres em em especial. Todas nós temos muitas atividades para fazer, uma vida muito corrida. Não se culpe tanto se você também não pode fazer uma consulta ou não tem tempo nem investimento para isso. Mas como a Ruber falou, coloque na sua agenda ali um tempo de desacelerar, cuidar um pouquinho de você. Se você diminuir seu estresse, o seu cabelo agradece e ele vai florescer. Ai, que lindo. É isso, gente. A gente vai encerrando o nosso estúdio Câmara de hoje, agradecendo imensamente então a Lucian Rodrigues e a Jaelma Paixão. Hoje a gente aprendeu aí que o cabelo é comunicação, é ancestralidade, é cura e que você possa se olhar no espelho com mais gentileza e buscar a sua melhor versão de dentro para fora, né? E tenha paciência porque é todo um processo e o que é bom é que a gente sabe que vai passar, tá bom? Um abraço grande para você. Lembrando que amanhã, quinta-feira, a gente tem estúdio Câmara ao vivo. Nosso tema amanhã, olha, é bem interessante. A gente vai falar de cleptomania, muito além de um simples furto. A gente tá falando de um transtorno de controle de impulsos que gera uma vontade incontrolável de levar objeto sem qualquer valor financeiro ou utilidade real. Isso é um ciclo doloroso, alívio imediato, que logo dá lugar a culpa profunda e muita ansiedade. Você já parou para pensar? Você conhece alguém cleptomaníaco, a gente vai entender a as diferenças fundamentais entre o crime e a patologia e discutir onde termina a responsabilidade individual e começa a doença, né? E a gente precisa também falar do estigma social, o julgamento de quem sofre com a cleptomania e, claro, trazer aí os caminhos para o tratamento e para o acolhimento. Um programa leve, informativo e essencial para quem quer entender melhor a mente humana e falar sobre kleptomania. Amanhã, 8 horas da manhã, ao vivo aqui na TV Câmara Campinas e também no YouTube. A gente conta com a sua participação e presença. E a ÍRa vem chegando aí direto da Central IA, trazendo informações atualizadas para você de Campinas, Brasil e Mundo, cotação do dólar, euro e muito mais ao meio-dia Câmara Notícia e o movimento do legislativo de Campinas você confere durante todo o dia aqui na TV Câmara, tá bom? Abraço grande. Fique bem, cuide-se, coloque na agenda. desacelerar e até amanhã. Ciao. Ciao.