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Estúdio Câmara | Burnout digital infantil, Telas e Saúde Mental de crianças
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Estúdio Câmara | Burnout digital infantil, Telas e Saúde Mental de crianças

267 views Publicado 10/03/2026 HD · 59:20
Resumo editorial

O Estúdio Câmara coloca em pauta o burnout digital infantil, problema cada vez mais presente na rotina de crianças e adolescentes que já levou pacientes à internação em clínicas psiquiátricas. Não é apenas o cansaço de ficar o dia inteiro no celular, mas quadro de exaustão mental, emocional e comportamental ligado ao uso excessivo e desregulado de telas, redes sociais e jogos online. Em diversos países, incluindo o Brasil, médicos e psicólogos recebem pais relatando casos de filhos que passam horas conectados, brigam quando alguém tenta tirar o aparelho, deixam de comer, dormir e conviver com a família. As especialistas convidadas discutem o quadro, oferecem orientações sobre regulação saudável do uso de telas em casa, sinais de alerta que devem motivar a procura de ajuda profissional, e estratégias práticas para famílias campineiras enfrentarem essa nova epidemia silenciosa que afeta o desenvolvimento de crianças e adolescentes em todos os estratos sociais.

Descrição do vídeo

📱 No Estúdio Câmara, o tema desta edição é o burnout digital infantil, um problema cada vez mais presente na rotina de crianças e adolescentes e que preocupa famílias, escolas e profissionais da saúde mental. O programa discute como o uso excessivo e desregulado de telas, redes sociais e jogos online pode provocar exaustão emocional, alterações de comportamento, prejuízos no sono, na aprendizagem e no convívio familiar. ​ 🧠 Para aprofundar o assunto, o programa recebe Maria Bertelli, psicanalista de crianças e adolescentes, e Fernanda Corrêa, psicóloga clínica de crianças e adolescentes. As especialistas explicam, em linguagem acessível, como o burnout digital infantil se manifesta, quais sinais de alerta precisam ser observados pelos responsáveis e de que forma o excesso de conexão pode afetar o desenvolvimento psíquico, cognitivo e social de crianças e jovens. ​ 📲 Ao longo da conversa, o episódio mostra que o problema vai muito além de “ficar muito tempo no celular”. As convidadas relatam que o uso excessivo de telas pode estar associado a irritabilidade intensa, alterações de humor, baixa tolerância à frustração, dificuldades de atenção, prejuízos na escrita, no foco escolar e até sintomas semelhantes à abstinência quando o aparelho é retirado. ​ 👨‍👩‍👧‍👦 O programa também chama atenção para o impacto disso na dinâmica familiar. Pais e cuidadores muitas vezes se sentem perdidos diante das reações das crianças, e as especialistas reforçam que o caminho não é culpabilizar a família, mas construir orientação, rotina, limites e presença real no dia a dia. A conversa mostra que o acompanhamento profissional e o trabalho conjunto entre família, escola e terapia podem ser decisivos para reverter quadros mais graves. ​ ⏳ Outro ponto importante do episódio é a discussão sobre tempo de tela em cada faixa etária. As convidadas explicam que há recomendações de redução ou ausência total de telas nos primeiros anos de vida e defendem supervisão constante, pausas, equilíbrio e atenção aos momentos em que a criança deixa de brincar, conviver, se alimentar, dormir bem ou participar das atividades cotidianas por causa da tecnologia. ​ 🏫 A entrevista também aborda o papel da escola na identificação dos sinais de esgotamento digital, o agravamento dos sintomas em casos de TDAH e TEA e os riscos do uso indiscriminado de ferramentas digitais e inteligência artificial por crianças e adolescentes. O conteúdo mostra como o excesso de respostas prontas e estímulos rápidos pode comprometer habilidades importantes como paciência, escrita, interação social, resolução de problemas e autonomia emocional. ​ 💬 Com um debate sensível, atual e necessário, o Estúdio Câmara traz informação de utilidade pública para ajudar pais, mães, responsáveis e educadores a compreender melhor esse fenômeno da vida contemporânea. O programa reforça a importância da presença, do brincar, do vínculo humano e da busca por ajuda especializada quando o sofrimento emocional já está instalado. ​ ▶️ Assista ao episódio completo do Estúdio Câmara e entenda os sinais do burnout digital infantil, os riscos do excesso de telas e como proteger a saúde mental de crianças e adolescentes. ​ 💬 Comente como sua família lida com o tempo de tela das crianças. 👍 Curta, compartilhe e inscreva-se no canal para acompanhar mais debates importantes sobre saúde, comportamento e sociedade. ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com o Estúdio Câmara ao vivo na manhã desta terça-feira. Hoje já é dia 10 de março, hein? Que coisa. Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. Olha, a nossa conversa é sobre algo que parece inofensivo, mas já levou crianças e adolescentes à internação em clínicas psiquiátricas. Isso mesmo, crianças e adolescentes internados em clínicas psiquiátricas. Hoje a gente fala do burnout digital infantil. Não é só o cansaço depois de ficar o dia inteiro no celular, não. Isso é um quadro de exaustão mental, emocional e comportamental, ligado aí ao uso excessivo e desregulado das telas, redes sociais e jogos online. Em vários países, inclusive aqui no Brasil, médicos e psicólogos têm recebido pais desesperados contando histórias de filhos que passam horas conectados, brigam quando alguém tenta tirar o o aparelho, deixam de comer, de dormir e até de conviver com a família. A gente precisa falar sobre isso. E você também pode conversar conosco, né? Tem dúvidas, experiências? Tá difícil fazer uma regulação aí com o seu filho e com o celular, com as redes, né, com os jogos? tem uma pergunta, uma dúvida, uma experiência, manda pra gente. Tá aqui na tela, ó. Opa. Tá aqui na tela. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, as nossas eh entrevistadas já estão no estúdio. Daqui a pouquinho a gente vai apresentá-las e eu vou atualizando agora algumas informações do legislativo, combinado? Bom, na 10ª reunião ordinária que aconteceu ontem eh na Câmara de Campinas, em primeira discussão, a os vereadores aprovaram o projeto de lei complementar 123 de 2025 do Executivo, que altera a lei de 1985, que é a lei 5612. Esse projeto ele corrige a metragem de uma área pública que foi doada à Casa dos Espíritas no Jardim Santa Genebra, o Lar dos Idosos, Recanto Vovô Antônio. E essa mudança, ela atualiza a descrição eh e as confrontações, né, ou seja, o tamanho eh do lote do terreno para poder formalizar a a escritura e providenciar, então a doação. Toda a movimentação da reunião ordinária você acompanha no Câmara Notícia com Gabriel Castro. Hoje ao meio-dia, não perca. E tem mais eventos no legislativo. A gente convida você paraa reunião da comissão especial de estudos sobre a reforma tributária da Câmara de Campinas, que será realizada hoje às 2 horas no plenário José Maria Matozinho. O foco será nas expectativas e no acompanhamento inicial das mudanças da reforma tributária do consumo do município. Especialistas em áreas tributárias, contábil, fiscal e jurídica, vão debater, trazendo experiências do dos níveis federal, estadual e municipal. Essa discussão inclui visões da administração pública, do setor privado e também da tecnologia para implementação dessa reforma tributária. O vereador Luiz Yabico é o autor da proposta e também criou a comissão especial de estudos que segue avaliando os efeitos da reforma nas finanças e na estrutura administrativa da cidade. Integram a comissão os vereadores Carlinhos Camilô, Nick Schneider, Wagner Romão e Eduardo Magoga. A transmissão da reunião será ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, né? Você já sabe. Sinal Digital 11.3, canal 4 da Claro, 9 da Vivo Fibra e também no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. É importante que você participe, que não seja presencialmente no plenário, isso não dá para você ir, mas se for, você é convidado especial, vai ser muito bem recebido. Ou então participe também ao vivo pelo YouTube e assista aqui na TV Câmara Campinas, combinado? Vamos para a previsão do tempo, então, né? Tá friozinho aí? É, eu levantei hoje, tava frio de manhã. Olha só, a previsão do tempo indica que nós teremos hoje sol com algumas nuvens e chove durante o dia e a noite também, né? A mínima de 21, a máxima de 23º, né? Então, tá fresquinho. Vamosora. Terça-feira, dia lindo para mim e para você. E agora a gente fala sobre esse burnout digital, né? infantil, gente, infantil. Dói coração, sabia? Para você ter uma ideia da dimensão desse problema, hoje cerca de 93 a 95% das crianças e adolescentes brasileiros, né, entre 9 e 17 anos, eles já são usuários de internet, o que representa algo em torno de 25 milhões de meninos e meninas conectados. O celular é o principal meio de acesso e para muitos o único dispositivo disponível, especialmente nas famílias de menor renda. Se por um lado a tecnologia faz parte da vida, sim, eh, uma ferramenta de estudo, lazer, por outro, o uso sem limites pode trazer consequências sérias pro sono, o humor, o desempenho escolar e até para o desenvolvimento do cérebro das crianças. Hoje aqui no estúdio Câmara, a nossa proposta é traduzir esse tema em linguagem simples, explicar quais sinais acendem o alerta e o que os pais e as mães, os avós e os responsáveis podem fazer na prática dentro de casa, para proteger seus filhos sem demonizar as telas, porque a gente sabe que é preciso, mas tudo tem um limite. Então, para essa conversa, eu recebo duas especialistas que vivem esse tema todos os dias. A Maria Bertelli, ela é psicanalista de crianças e adolescentes. Seja muito bem-vinda, obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Bom dia. Prazer estar aqui. Muito bom falar desse tema, super importante, né? E espero que a gente que possa contribuir, né, com as informações aí necessárias pros pais e pros cuidadores dessas crianças e adolescentes. Muito bem. Vamos lá para completar então a nossa dupla de hoje. Vamos lá. A gente recebe, vamos ver quem é que tá conosco aqui. A Fernanda Correa. É isso mesmo, Fernanda Correa. Acertei, né? É Correa. Fernanda Correa, seja muito bem-vinda, Fernanda. A Fernanda, gente, ela é psicóloga clínica de crianças e adolescentes também. Muito bom ter duas pessoas com visões, né? Eh, para esse público que muito pede por socorro. Fernanda, bom dia, bem-vinda. Bom dia, bom dia a todos. Muito obrigada pela oportunidade. É isso mesmo, né? Uma geração que nos preocupa e estamos aqui para ajudar um pouquinho com a nossa experiência. Ah, é muito bom ter vocês com a gente, viu? Dar um coração quentinho, porque é triste a gente eh relatar esses dados, né? trazer esses dados de crianças e adolescentes que estão sofrendo, gente. É sofrimento. E eu quero alertar os pais aqui e a gente tem a tendência de olhar as crianças em um momento de, entre aspas, depois elas vão me corrigir se eu estiver errada, mas em momento de surto. E aí muitas vezes a gente não tem ideia do que tá acontecendo na mente daquela criança. A gente fala assim: "Ah, tá fazendo birra, tira o celular", né? Não é isso, não é isso. Maria, explica pra gente, para quem tá eh ouvindo esse termo de burnout digital infantil pela primeira vez, né? Como é que você explicaria em uma linguagem pra mãe e pro pai essa exaustão das crianças ligada às telas? Porque a gente arremete burnout para alguém que já eh vamos colocar o burnout do trabalho. Você trabalhou demais, demais? Você tá cansado? Mas para criança isso, explica pra gente, por favor. Sim. Porque justamente se a gente fizer uma associação com a questão do trabalho, né, essa exaustão ela começa no corpo, né? Então vamos pensar que o adulto tá lá se exaude de tanto trabalhar, mas tem também uma questão mental ali muito importante, né, cerebral mesmo, né? Então a criança que ela ainda está em desenvolvimento, que ela está ainda em preparação para esse futuro, eh ela não tem uma estruturação suficiente para suportar todas aquelas informações que se repetem, né, nas telas. Então, assim, é uma é uma coisa que a criança deveria estar. Então, vamos pensar, eh, a gente tá falando aí de uma de uma questão de 9 anos em diante, as crianças já terem um acesso eh aos celulares, né, principalmente as telas, de forma geral constante, eles ainda estão em desenvolvimento. E mesmo o adolescente que tá eh um pouco mais velho, né, que já tá um pouco mais adiantado nesse desenvolvimento, ele não está pronto para esse tipo de exaustão. Então, o cérebro ele não dá conta disso, né? Tem uma questão aí, eu sou da psicanálise, então a gente vai pensar numa questão psíquica, né, que já não é tanto eh cerebral na questão do cérebro em si, mas de uma sobrecarga psíquica que a criança e o adolescente não estão preparados ainda para suportar. Se o adulto, né, que já tem um um uma estruturação completa, ele já não dá conta quando isso eh ultrapassa os seus limites. Imagine uma criança eh pequena. E a gente tá falando aqui de você deu uma estatística aí a partir de 12 anos, mas a gente sabe que as crianças muito antes disso estão conectadas já, né? A gente vê, infelizmente, né? Carrinho de bebê com lugar para colocar ali tablet celular. Então assim, isso não começou ali, né? Quando a gente pensa numa criança eh exaurida, ela já começou esse esse contato com a tela, esse contato com a com a informação constante ali repetitiva, que é uma tela de de celular. Isso muito antes, né? Então, quando chega nessa nesse nesse quadro que estamos falando aqui de um burnout, isso já começou muito antes disso, né? essa essa construção, ela já tá ali contaminada por essa por esse excesso. Então, chega num ponto de de que não dá mais conta mesmo. Ai, gente, que que dó, sabe? Que triste isso. Mas que bom que nós temos eh como eh retomar esse caminho da educação dos nossos filhos. E a gente precisa lembrar que o celular vai pra mão da criança por meio de nós pais, né? né? A criança ela vai ter o contato com o celular por meio de nós. Então a gente precisa de eh sermos educados a como educar essas crianças que já vêm conectados, né? Mas nós vamos dar o limite. A Fernanda psicóloga na prática sua de consultório, Fernanda, que tipo de comportamento você tem visto em crianças e adolescentes que já chegam com esse sofrimento por uso de telas, né? O que mais chama atenção nos casos, porque a gente trouxe aqui no início do programa crianças e adolescentes sendo internados em clínicas psiquiátricas por conta disso, né? Então, o que que você vivencia no dia a dia? Isso é real mesmo? Isso é real mesmo. As crianças e adolescentes tendem a chegar com humor muito alterado. É uma queixa constante de alteração do padrão de comportamento dentro de casa. na escola a gente começa a ter mais casos de distúrbios de aprendizagem, distúrbios de atenção. A gente já fala em TDAH eh, secundário a toda essa tecnologia que eles vêm experimentando, né? A gente sabe que existem muitos transtornos que são do neurodesenvolvimento, mas que estão se desenvolvendo tardiamente por conta do uso do da tecnologia excessiva, né? Como o próprio nome diz, né? O burnout ele fala do excesso, né? Nossas crianças estão hiperconectadas e isso produz uma hiper excitabilidade cerebral capaz de de produzir eh sensações muito parecidas com sensações de uso de substâncias psicoativas, é o que é muito grave, porque elas acionam sistemas de recompensa do cérebro, sistemas que eh são altamente prazerosos paraa criança, pro adolescente, pro adulto, né? Então, quando isso acontece, a retirada desses dessa tecnologia, ela traz muitos efeitos colaterais e esses efeitos colaterais atrapalham a vida cotidiana de toda uma família, né? Quando eles chegam para nós, eles já estão bastante desestruturados. E aí a gente tem que juntar tudo isso, né? E ajudar essa família a se reerguer. É, na verdade é a família, né? São os cuidadores, né? porque não sabe como lidar com essa situação. Exato. Eh, e a gente ouve relatos de adolescentes em abstinência, assim como você trouxe, né, aqui no programa. E quando que, Maria, a gente percebe a diferença, né, e a relação entre jogar um videogame, né, jogar, vou jogar, vou jogar um videogame hoje, né? E quando a criança já está num estágio em que ela está nesse burnout, qual que é a diferença de um simples ato de jogar um videogame para me divertir um pouquinho? E a situação do burnout? Olha, que a gente pode pensar em mudanças mesmo, né? como a Fernanda falou de comportamentos assim, eh, quando isso substitui, por exemplo, uma criança menor, vamos pensar no brincar, né? Então, assim, a brincadeira ela, ela não pode ser condicionada a esse aparelho, né? Ou o adolescente quando ele deixa de sociabilizar, né? quando ele deixa de fazer as suas eh atividades normais, então ele começa a ficar eh dependente daquele daquele aparelho, daquele objeto, ele se torna parte dele, então de fato, se torna uma dependência. Então há uma mudança ali. Os pais precisam estar muito atentos a isso, né? Os pais, os cuidadores, aqueles que acompanham a escola, né? A escola tem um papel fundamental também aí em questão de aprendizagem, como a Fernanda falou, eh quando isso cai, né? quando isso começa a não ter interesse pelo pelo que pelo aprendizado. Eh, tudo isso são sinais que vão apontando que algo não está certo. Então aí já é um alerta, né? Quando chega nesse ponto do burnout, é porque esses alertas eles foram eh não foram percebidos, né? E a gente sabe que pais e e educadores e todas as pessoas estão num excesso de trabalho, de ocupação. Então, no fim esse esse uso, né, excessivo, ele acaba entrando nesse lugar, né, daquele daquela falta que faz a presença de um adulto na vida daquela criança, daquele adolescente. Então, sinais vão meio por aí, né? Quando começa a acontecer mudanças eh significativas que começam a apontar que tem coisa, alguma coisa não está funcionando bem ali. Então, pode ser esse excesso de uso. Então, ele fica mais dependente daquilo do que começa a perder um pouco o contato com o restante do da vida, da realidade, né, da das coisas que estão acontecendo em volta. Exatamente. Você, mãe, pai, cuidador, né, enfim, responsável pela criança que tá aí na sua casa, você já parou para analisar? Às vezes elas estão falando aqui, as nossas profissionais nos ensinando, né, a perceber os sinais. E aí você para e lembra do horário do almoço, né, em que a criança ela tá tentando comer e tá tentando interagir no celular ou às vezes ela nem se alimenta por conta do celular. E a alimentação, eu vou falar que é algo que a gente precisa, né? A gente precisa se nutrir. E aí, como que você vai deixar uma criança eh comer ao lado do celular? Ela não vai. Ela tem que ter a a o foco, né, na alimentação, na nutrição. A gente precisa falar sobre isso. E aí a gente fala de alimentação, mas também tem a questão do sono, tem a questão do foco ah na escola. Isso se perde tudo, cai tudo por terra e a criança ela fica conectada simplesmente e literalmente no celular. Agora, Fernanda, nós vimos alguns vídeos na internet, coisa que chamou muita atenção, principalmente depois que até fizemos um programa sobre isso, depois que cortaram eh a ferramenta que manda mensagem naquele joguinho Roblox. E aí as crianças a partir daquele momento a e que surgiu assim um monte de vídeos mostrando a o grau de irritabilidade das crianças que tiveram o sistema, a ferramenta de mandar áudio nesse jogo. E aí me chamou muito atenção eh do nervosismo mesmo, né? E aí, muita gente falando que é birra, isso não é birra, isso não é birra, isso é descontrole emocional, é similar a um sintoma de abstinência, né? Eh, primeiro existiu um excesso, existiu existiram horas ali na frente daquele jogo, eh, para que a criança chegue a esse tipo de comportamento pela retirada daquela questão do jogo ou mesmo do jogo. Então, existiu o excesso antes, porque a criança que tem um repertório comportamental vasto, que brinca de outras coisas, que tem acesso a diversas ferramentas no dia a dia dela, tem uma rotina variada, essa criança, ela dificilmente vai chegar nesse ponto de de descontrole. Então, isso é um ponto importante. E esse descontrole, sim, ele muitas vezes ele é tratado como birra, né? essa criança não tem limites, esses pais não estão olhando, estão deixando essa criança muito à vontade. E não é só uma questão de limite, é questão realmente eh é de um de um de um descontrole muito grande, né? Eh, e trazer essa criança pro controle novamente não é uma tarefa fácil, porque aí a gente tem inúmeras formas de lidar com isso e nem sempre os pais em casa vão conseguir eh atender essa necessidade, porque no primeiro momento é isso mesmo, né? A birra, então vai pôr de castigo, às vezes vai, né, ser enérgico demais ou vai até contemplar a criança com alguma premiação, né? Olha, se você ficar calmo, eu te levo em tal lugar, eu te dou aquilo outro ou até te bonifico com algumas horas depois de de celular a mais ou jogo a mais, porque a gente tá falando de telas, né? Não só celular, é o videogame, é a televisão, é o YouTube. São todas as tecnologias que estão disponíveis hoje numa casa, né? O computador, enfim. Sim. Então, sim, é muito grave o que vem acontecendo, né? Então é grave e é desafiador porque a gente não aprendeu a lidar com isso, né? Os pais não sabem lidar com isso. A gente sabe o quê? O que falam que as crianças de hoje, né, dessa geração estão nascendo conectadas. Isso é público notório. Mas como é que a gente vai fazer para lidar com isso? A gente simplesmente vai inserir o celular junto com a mamadeira, né? É, então assim, a gente precisa ter uma atenção, porque isso pode prejudicar e já está prejudicando as nossas crianças, os nossos jovens, os adolescentes e os adultos lá na frente, né? Agora eu pergunto para você, Maria, como é que aparece para você no seu dia a dia, né? Eh, os o, desculpa, gente, os casos de crianças que já estão ali eh hiperconectadas. você tem recebido pacientes com essa eh essa situação e e como que os pais buscam o apoio? Porque quando a gente fala que nós não sabemos orientar essas crianças, é porque realmente a gente não sabe. Uhum. Né? Sim. Porque eh é novo isso, né? Se a gente pensar, né? A tecnologia ela já tá aí acontecendo há bastante tempo, mas assim, vamos pensar assim que até antes da do do evento mesmo da internet ali, dessa questão muito do de estar no celular, né, de estar à mão, as crianças elas tinham contato com a tela, por exemplo, na televisão, né? Então isso já já acontecia, porém a televisão ela não é um ela não é um objeto que você carrega, né, com você. Perfeito. Você tá ali, você pode poder, os pais estabeleciam horas, claro que nem todos, mas vão pensar que mesmo num excesso, mesmo uma criança ficando muito, muitas horas na TV, tinha prejuízos, por exemplo, na visão, a gente ouvia falar desse tipo de coisa, né? Eh, mas existia essa possibilidade de ir lá e desligar e tirar essa criança dali, né? Então, com com o celular, com os jogos, né? Com tudo isso, eh, é difícil dosar, né? dá o limite. Então assim, é necessário então que os pais estabeleçam também e controle sobre esses aparelhos. Mas o que a gente eh precisa pensar é que os pais também estão super conectados, né? Hiperconectados. Então assim, se tornou um objeto como parte nossa, assim, o celular ele é quase que uma extensão nossa, né? Se alguém perde o celular, não precisa ser uma criança. Um adulto que perde o celular entra em desespero imediatamente, porque todas as informações, eh, todos os contatos, né, ninguém mais lembra de números de celular, de telefones e e todas essas essas coisas, né? Eh, então assim, tirar, né, delimitar um espaço entre o que é o celular e a criança é difícil. E aí quando chega, né, quando chega no consultório, já chega numa questão mais de desespero. Olha, a criança não está dormindo, a criança está tendo comportamentos irritadiços, né? Tem tudo isso que a gente observa. E aí é nesse caminho, né, a gente trabalhar com os pais, né, nós que somos profissionais e que atuamos junto a crianças e adolescentes, é um trabalho nosso também trabalhar junto aos pais como como eh estabelecendo com eles, né, esses limites, né? Então, quando a gente atende criança, é extremamente importante trabalhar com a família, né, esse acompanhamento, porque é a partir daí que a gente vai conseguindo estabelecer com eles essa essa essa esse entendimento de que sim, é possível tirar, né? Existem outras brincadeiras e essenciais assim pro desenvolvimento da criança fora desse lugar da tela, né? Porque a tela é um lugar passivo, né? Que a criança tá ali, ela recebe tudo ali. Sim, né? Ela não tem, ela tem uma passividade diante da tela, porque tudo é dado para ela, né? Então, a gente trabalha com os pais, nós vamos trabalhando com os pais no sentido de orientar, precisa voltar para brincadeira, precisa ter tempo com as crianças, existem várias outras coisas que podem ser feitas, né? E é esse trabalho que vai ajudando a criança a se separar desse desse objeto que é o o jogo ou aparelho do celular, seja lá onde é que ela jogue, né? Então existe isso, essa necessidade de retornar um pouco pra atividade real, né? brincadeira, ela é real. Aí a criança está atuando na brincadeira, ela vai aprendendo a lidar com asções dela a partir das brincadeiras, né? Porque nem tudo dá certo. Então, e você tocou num ponto bem interessante que a criança recebe tudo que ela quer de bom, né? Tá no celular. E aí, Fernanda, com dando um gancho na fala da da Maria, eu percebo que as crianças hoje não tm mais paciência. Paciência para para analisar. De repente a criança tá lá no celular, vou vou citar uma cena aqui, a criança tá no celular, aí ela pede para você ã um pãozinho, né? Ah, tô com fome, mãe, faz um pãozinho para mim. Aí você vai pra cozinha fazer o pão. Em questão de segundos, a criança fala: "Tá pronto?" Mas esa aí, não deu tempo nem de passar um alguma coisa naquele pãozinho, né? E agora tá pronto e tá pronto. E a criança, ela perdeu a paciência de tudo. As crianças estão assim mesmo, sem paciência. Porque é tudo muito rápido e muito fácil no celular, mas elas não estão vivendo o aqui e o agora. Como vai explicar para esse serzinho tão pequeno que a vida não é assim, que tudo tem seu tempo e que o nosso tempo da vida real é diferente do tempo que eles estão vivendo dentro das telas, né? É algo bem desafiador, não é? Não, Fernando, muito desafiador. E essa questão é muito oportuna, porque a gente vem vivendo de fato uma uma geração de baixa tolerância e frustração, né? Muito do que a gente ensina para criança, eh, tem como referencial os modelos. Uhum. Família, né? E o que a gente faz com a criança. Então, uma criança que aprende a esperar é aquela criança que precisa eh gastar um tempo fazendo algo, né? Quando ela tá diante de uma tela, é tudo muito a toque de segundos, a toque do dedinho. Eu venho percebendo, inclusive no consultório, uma questão interessante que é a escrita. Ah, fala escrita. A escrita, ela não acompanha já naturalmente o que a gente pensa. A gente já pensa mais rápido do que a gente escreve. Uhum. Mas quando nós não tínhamos tudo isso, né, e a gente desenvolvia, né, processo a processo, nós escrevamos muito mais paciência. Hoje as crianças elas já não querem escrever, elas já chegam com dificuldades de coordenação motora fina, porque praticar atividades manuais requer tempo, requer paciência, requer controle e tudo isso está sendo eh diminuído, né? Porque até mesmo eh se por um lado a tecnologia ela é importante estar dentro das escolas muitos aspectos, em outros as crianças estão desenvolvendo menos outras habilidades que também são importantes, né? Eh, um simples manejo manual muitas vezes é prejudicado por isso. Então, sim, as nossas crianças estão cada vez menos tolerantes. Eh, não toleram frustração, não toleram a espera, não toleram um não. O não, né, que é uma coisa assim que também é gritante nos consultórios, né? Meu filho de 4 anos não aceita ou não, né? Uma questão de autoridade que está se perdendo, né? Porque o grito ganha muitas vezes, né? E para diminuir toda aquela confusão, né, eh, a permissão, ela acaba encontrando espaço para entrar. Então, tem muitas consequências que vão se arrastando aí com a questão das telas, né? Poxa vida, vocês falando e eu pensando aqui, né? Como está desafiador criar os nossos filhos. A tecnologia ela veio, gente, e é algo que só vai evoluir daqui pra frente, né? E olha, nós estamos falando aqui das telas, dos jogos. E agora com a inteligência artificial, qual que é a sua avaliação, Maria? A gente fica até com medo de falar desse assunto, né? Porque tem as grandes vantagens, né? Tanto da tecnologia, nós não vamos voltar, né, ao analógicó, nós não vamos é daqui paraa frente. Então, mas a a inteligência artificial, ela tá entrando em alguns lugares, né, pelo menos agora nesse primeiro impulso aí. eh, de substituição, né, que vai além além daquilo que a gente tem visto aí somente num jogo e tudo mais, né? Então, as crianças aprendem a pesquisar e ter resposta para tudo, né? Porque eles estão eh aptos a esse a essas buscas, né? Então, aquilo que a gente buscava nos pais, né, que as crianças buscavam nos adultos, nos educadores, nos cuidadores, né? Hoje está se perdendo isso porque é muito fácil você obter uma informação. Porém, essas informações elas também são informações eh prontas, né? Vamos dizer assim, é um modelo, né? Ali o que tá respondido. Então vamos pensar ali numa numa numa busca de inteligência artificial para dar uma resposta para determinados assuntos ou para resolver problemas, né? Ela tem uma uma ampla eh amplas possibilidades, não é? Eh, ela substitui, né, essa resposta da, né, que gera dúvida, né, na, por exemplo, na criança, vamos pensar, ou no adolescente, né, o que é mais ainda. Então, o que tem, acho assim, na minha experiência, né, o que tem impactado assim já de adolescentes que estão aí para tomar decisões sobre o futuro, né, o que vão fazer, o que vão estudar. Então vamos pensar aí, quem já tá no ensino médio, já tá nesse nesse processo de pensar o que vai fazer depois e tal, eles estão começando a perder esse entusiasmo pela pela escolha, né? Então assim, para que que eu vou estudar? Para que que eu vou para uma universidade se hoje eu encontro todas as informações? Eu estudo sozinho, eu escuto isso bastante adolescentes, né? Eu posso estudar sozinho, eu não preciso decidir sobre o que eu vou fazer agora, né? E isso é muito grave, porque eh como será, né? Nem tudo a inteligência artificial vai resolver, não vai? Então nós precisamos continuar tendo profissões ativas no mundo ali que use a inteligência a inteligência artificial, que use a tecnologia a seu favor, né? E não que se perca isso, né? Então assim, existem estudos aí dizendo que a gente tem agora uma uma geração menos inteligente que a anterior, que isso é inédito na história da humanidade, assim, né? sempre a próxima geração, ela vem mais desenvolvida, né, com inteligência, tanto que vai avançando, né, as descobertas, as pesquisas e tudo mais. E nós estamos perdendo isso. Então tem eh essa essas informações já de que essas gerações agora elas serão menos inteligentes que a anterior. Então isso é grave porque nós estamos perdendo capacidade cognitiva, né? E e estamos tendo problemas assim físicos também, questão de obesidade, né? Tem uma sé perda de visão. Eh, é muito, é muito sério. Então, inteligência artificial, ela talvez ela agrave, então, assim, ainda mais nesse sentido. Ela é excelente para muitas coisas, né? Nós nunca podemos dizer que a tecnologia ela é ruim, muito pelo contrário, mas que precisa ser utilizada de uma forma inteligente. Precisa ser conduzida de uma forma inteligente, né? Exatamente. Olha só a sua fala, né? Linca com o que a Fernanda trouxe, eh, da questão da escrita, a paciência, o movimento da escrita e o que acontece no nosso cérebro no momento que a gente está desenvolvendo a escrita, OK? E as crianças estão perdendo isso. Agora a gente falou de inteligência artificial e a Maria trouxe que já existem estudos que dizem que as próximas gerações já não terão a mesma capacidade cognitiva que a atual. Olha só isso, como isso é preocupante e a gente precisa se atualizar sim na tecnologia, mas nós não podemos deixar que tudo isso invada o nosso ser, não é? Eh, Fernanda, preocupante demais porque você trouxe a escrita e agora é a inteligência. Por quê? Tá fácil, né? Você olha lá, é o que eu vou ser quando crescer, né? Já não, quando a gente perguntava, nossa, quando perguntavam para mim, que que você vai ser quando crescer, eu pensava, né, em em nes profissões. E aí a cabecinha fazia assim uma viagem. É muito gostoso a gente viajar nos pensamentos, né? Pensar nas suas capacidades, o que você pode desenvolver, o que que você pode fazer. Agora você avalia só a preocupação. O que você vai ser quando crescer? Oi, Google. O que eu serei quando crescer? Poxa vida, eu não tinha parado para olhar com esses olhos que vocês trazem esse olhar assim mais apurado pra gente. Fernanda, dá um help. O que é isso? É a questão, de novo, a gente volta pra questão dos excessos, né, e pra disponibilidade que talvez não seja muito adequada pra faixa etária, para aquele momento, né? Então assim, é muito importante a gente entender que que eh tá tudo ao toque de um dedo. Por que que eu vou fazer um movimento que circula, que, né, ou por que que eu vou lidar com essa questão, né, com tanto trabalho, se eu tenho uma ferramenta que me dá resposta rápida, né? E acho que o básico tá faltando também, né? A questão das habilidades sociais, das relações sociais, da resolução de problemas. que profissional vai ser esse, né? Que tem a resposta através de uma inteligência artificial, mas por outro lado ele não sabe manejar o dia a dia, não sabe lidar com uma chefia, não sabe lidar, não vai saber lidar com a questão dos colegas, né, de interagir com esses colegas, porque vai faltar habilidades sociais importantes, né, do dia a dia que a IA não vai ensinar, né? Hoje é interessante falar da IA também no ponto de vista de que tem adolescentes buscando respostas para questões emocionais. É, sim. Numa tentativa de fazer terapia através da inteligência artificial, né? E muitas vezes contestando conosco dentro do consultório. Mas aí me disse isso, né? Você tá brincando, não? É verdade. Olha isso. É verdade. Isso contesta, né? o que a gente tá orientando, o que a gente tá direcionando com relação ao que ela viu ou ouviu pela IA. Então, é uma assim, o nível de gravidade ele é significativo, né? Eh, a tarefa escolar que não é pensada, trabalhada, planejada e assim, muitas vezes tá pronta, copiada, né? Eh, e vai ficando difícil até pros professores compreenderem, né? o que é copiado que esse meu aluno pensou, né? Então ele tem que juntar um monte de ferramentas também para observar e entender se aquilo não veio pronto, né? O que que essa criança pensou, o que ela elaborou, o que ela trouxe para mim, né? Como conteúdo que ela estudou, né? Tudo vem muito pronto. Então tem tudo isso acontecendo, gente, que coisa, né? E tudo isso acontecendo. E olha só, na Alemanha foi inaugurado recentemente uma clínica para crianças e jovens dependentes digitais. Exatamente. É triste a gente trazer, né, essas informações, mas é importante a gente falar sobre isso, porque é só falando que a gente vai conseguir entender a gravidade do que está acontecendo e aí encontrar caminhos pra gente poder eh melhorar a qualidade de vida dos nossos filhos, né? Quando a gente escuta esses relatos, fica claro que o problema não é só aparelho, gente, mas a forma de como a família, a escola e até a sociedade lidam com essa criança. Você já percebeu? Até ela virou babá, né? virou compensação, como vocês muito bem trouxeram aqui. A gente eh troca a tela, troca al tela por algo que você vai fazer, vira o refúgio e de repente vira a única fonte de prazer dessa criança, né? Então aí o que acontece? Tirar o celular é como você fosse arrancar a única coisa de bom que aquela criança tem durante o dia, né? e durante a noite e durante a madrugada, porque às vezes tem crianças que nem dormem, que viram e aí precisam ir pra escola, daí dormem na sala de aula, aí o pai é chamado, né? E os pais como estão reagindo a tudo isso? Os pais eles como que eles reagem, Maria, a isso, a a essa situação? Eles entendem que está faltando de repente eh um manejo em casa que a responsabilidade é deles ou não? Tem uma resistência aí? Sim, tem uma resistência, né? Eh, nem sempre, né? Eh, quando a gente trabalha com criança e que os pais vêm, nem sempre eles entendem e aceitam. Então, muitas vezes a gente tá fazendo um trabalho ali com a criança, criança principalmente, né? adolescente também, mas o adolescente ele já tem um pouquinho mais de é diferente, são, né, a gente trabalhar com a criança, criança mesmo aí antes da da pré-adolescência e trabalhar depois com o adolescente. Eh, muitos pais não não eh não resistem bastante, só chegam, né, a procurar quando realmente tá num estado já que não dá conta. E mesmo assim, eh, alguns terceirizam muito isso, né, essa responsabilidade. Então, eu estou levando paraa terapia e estou fazendo o melhor que eu posso por isso. em casa, né? Como é que é o trabalho em casa, porque é um trabalho conjunto, como eu falei anteriormente, assim, pais e e e o terapeuta, né? Seja ele em que linha ele trabalha, que abordagem ele trabalha, é um trabalho é junto, assim, precisa muito da colaboração, acho que a Fernanda concorda comigo, né? Muito da colaboração dos pais para que esse trabalho que nós fazemos com a criança, ele funcione, porque eles, vamos pensar que nós fazemos uma sessão semanal com essa criança, que é o mais comum. né? A gente fica ali uma horinha com essa criança por semana, mas o restante do tempo é com a família, né? Então precisa ter uma conscientização assim, né? Eh, quando a gente fala do quando você falou, né? Quando tira isso que é a única fonte de prazer da criança, nós estamos falando também do único outro que ele tem, né? Então, que esse outro ele precisa ser humano, né? Ele precisa ser humano como a criança, né? A criança ela não aprende eh ela não aprende através da fala do que o outro fala, mas aqui do como o outro se comporta com ela, né? Desde é espelho desde o início, assim, desde o primeiro, desde o primeiro momento de vida da de um bebê, né? Ele vai passar a se desenvolver a partir do olhar do outro, que inicialmente a mãe, vamos pensar numa situação mais comum, né? E e depois com os outros que vão aparecendo nessa relação, né? Se esse outro é um aparelho fixo, né, uma tela fixa que dá para ele tudo aquilo que ele quer, ele não vai saber fazer essa essa essa interrelação, né, que Fernanda falou sobre a questão da socialização, né, como a criança vai socializar se essa se esse outro, né, vamos pensar assim, ele é uma ele é uma tela, né? A linguagem ele desenvolve através da da fala da de quem cuida, né? Nós aprendemos a falar porque outra pessoa fala com a gente, né? Se um bebê, se um bebê for colocado com animal, com cachorro, por exemplo, vai aprender lat, ele vai aprender a falar, é pensar numa coisa bem, né? Eh, fora assim de de do comum. Então, é preciso que que os pais sejam presentes. Existe, né? Existe ainda tanto que nós estamos nessa situação. Não é que os pais muitas vezes eles não queiram, mas às vezes eles não se dispõem de tempo. Educar, né, eh, desenvolver um outro ser humano é extremamente difícil. desenvolver outro ser humano. Fernanda, do céu, olha, é um tema assim que a gente trouxe, mas a complexidade que vocês estão apresentando paraa gente é algo que preocupa de um nível hard, assim, é algo assim que saiu um pouquinho da dimensão, né? Saiu um pouquinho, acho que do do do controle, a gente pode dizer assim, né? Olha só, tem uma pesquisa da Tic Kids Online Brasil que mostram que a maioria das crianças e adolescentes se conectam todos os dias, muitas vezes pela primeira vez, pela primeira vez antes dos 6 anos de idade e usa o celular como principal dispositivo, né? Então são pesquisas, são dados. Então, diante dessa realidade, Fernanda, que tipo de limite eh prático de tempo, horário que você considera mínimo para proteção da saúde mental de uma criança, né? Eh, aqui a gente tá falando de tempo de tela, porque se eu se eu for falar de limite de idade, a gente sabe que e vocês me falaram que tem carrinho de bebê já com Eu não vi essa, eu vou procurar, gente. Eu não tô acreditando. Carrinho de bebê já com eh o suporte pro celular. Meu Deus do céu. E agora, né? E quanto tempo essa criança quanto tempo seria saudável para uma criança ou um adolescente ou um jovem ficar eh no celular? Existe o que é ideal e existe o que os pais, as famílias conseguem fazer. Mas já existem eh diretrizes eh sugerindo de uma forma bem pontual a o tempo de tela como como uma ferramenta para que os pais consigam lidar melhor com esse tempo. Então assim, é recomendável, né, que de zero a 2 anos é zero telas, zero telas. A gente tem ali eh uma circuitaria cerebral que tá iniciando, né? E essa hiperconectividade, ela excita demais o funcionamento cerebral. Ela é totalmente inadequada para essa faixa etária de dois a 5 anos, né? Eh, recomenda-se uma horinha, uma hora, né? E essa uma hora, ela não precisa ser uma hora inteira, né? Pode ser um pouquinho agora, um pouquinho depois, com supervisão. Vamos assistir juntos, então, vamos assistir um desenho, vamos assistir um programa educativo, a supervisão presente, né? Dos 6 aos 10 anos. Então, já dá para aumentar um pouquinho mais. A criança, quanto maiorzinha ela vai ficando, a tendência é que ela passe mais tempo se concentrando nas atividades. Porém, ainda assim com supervisão, com pausa entre esse tempo, né, para que ele realmente não seja uma dose única e excessiva, né? E aí quando a gente começa a entrar na na adolescência, a puberdade, depois os 10 anos em diante, a adolescência, no máximo 3 horas, né? E quando a gente começa a ver que ficou perigoso, quando a passa para além desse tempo e eh situações cotidianas começam a deixar de de ocorrer. Então essa criança ou é adolescente já não brinca mais com os coleguinhas, não sai com os outros adolescentes da mesma idade para fazer uma atividade ao ar livre, se recusa a estar em reuniões familiares ou quando está está isolado da família, né? Não senta, não conversa. Então, quando esses sinais estão começando a aparecer, já é um ponto importante pra gente olhar. A gente já tem critérios diagnósticos estabelecidos dentro da CID, também dentro do DSM, que são eh manuais diagnósticos de transtornos mentais, né? Eh, indicativos de dependência de internet. Poxa vida. Então, a gente já tem isso como uma categoria estudada e aplicada, né? Então já se é possível direcionar esse diagnóstico, né, específico de dependência internet, dependência digital. Sim, porque aí entra realmente na linha dos transtornos, do controle do impulso. Uhum. Né? E aí vai pelo caminho dos transtornos, como a dependência de substâncias psicoativas, dependência de jogos, excessos. Então aí entra como dependência de internet. Seríssimo, seríssimo esse nosso bate-papo de hoje e esclarecedor, né? Eh, vem trazendo aí informação e orientação para os pais e os cuidadores. A gente precisa fazer alguma coisa, né? Nós precisamos cuidar das nossas crianças. E olha só que legal, tem a Disney tá lançando eh o Toy Story 5, né? E olha só, gente, produção trouxe para mim aqui um um uma informação bem interessante. O Toy Story 5 traz e como vilão um tablet. É isso mesmo, um tablet infantil controlado por inteligência artificial. Olha só que metáfora que traz pra gente, né? Eh, acho que um o que a gente tá vivendo hoje, né? como a tecnologia tem ocupado a vida das nossas crianças a ponto de ser desenvolvido aí um filme, né, eh, onde o tablet controlado pela inteligência artificial, né, eh, é o grande vilão. É, que bom, né? Que bom se a gente pudesse ver dessa forma e as crianças também, né? porque é algo que a gente precisa eh ter bastante atenção e muito cuidado. Produção, tá me avisando que nós temos eh algumas participações, então vamos responder porque já é 8:52, eu nem vi o tempo passar a gente falando, é muita informação, gente, a gente precisa falar sobre isso e aí às vezes a gente sai do roteiro porque eh eh são tantas coisas que envolvem, né, tantas informações e e ensinamentos que envolvem essa questão do burnout digital infantil. E a gente tá falando das nossas crianças, né? E elas estão sofrendo e os cuidadores também sofrem porque não sabem como fazer diante desse surto que que está acontecendo com as crianças por conta dessa dependência digital. E isso preocupa, preocupa tanto que a gente já tem aí a questão de crianças sendo internadas em clínicas psiquiátricas porque estão dependentes, né, da tela, da internet, das redes, enfim. 852. Vamos lá, produção, pode colocar pra gente, por favor. Ã, primeira pergunta. Diego Moreira do Jardim Garcia. Quais exames ou testes costumam mostrar que aquela criança já está com atenção, memória ou aprendizagem prejudicadas pelo excesso de estímulos digitais? Já tem exames que mostram, Fernanda, isso? Exames específicos não, mas a gente tem hoje algumas ferramentas. Então, além da entrevista clínica que a gente faz com a família, eh, explorando bastante a história, o cotidiano, eh, que é um momento crucial na avaliação de qualquer quadro clínico e esse especificamente também, a gente tem a possibilidade, eh, quando essa criança chega com algumas queixas como déficit de atenção, distúrbios de aprendizagem, eh, e também comportamentais, a avaliação neuropsicológica, né, que é um conjunto de testes, eh, que a criança é submetida a fazer, onde ela pode eh mostrar o desempenho atencional, cognitivo, eh mais amplo, né? Falando um pouquinho aí de funções executivas, que é um conjunto de habilidades relacionadas ao planejamento, a resolução de problemas, a organização diária, tudo isso a gente consegue eh ter uma amostra através de de testes psicológicos padronizados, né? Bem, são várias sessões que a criança é submetida. Ao final disso, a gente faz uma devolutiva com os pais e a gente consegue direcionar bastante com essa avaliação, que ela é bastante detalhada, o qual caminho vai ser, né, importante a gente seguir. Poxa vida, mas que bom, né? Que bom que a gente tem como eh visualizar toda essa situação. Pode colocar mais uma pergunta na tela, por favor, produção. Vamos lá. Vamos ver quem é que tá conosco. Simone Duarte do Jardim Proça. Como a escola pode perceber que um aluno está em esgotamento digital e não apenas desinteressado e de que forma pode apoiar a família nesses casos, Maria? Eh, eu acho que mudanças, né, assim, eh, pontuais, né? Então, uma criança que tá se desenvolvendo bem, eh, ou que ela já tem, eu acho que assim, a escola ela tem esse papel fundamental porque ela tá na ela tá acompanhando, né, realmente, não que os pais não acompanhem, claro que os pais, mas a vivência dentro da escola é bem extensa hoje em dia, né? as costum ficar muitas horas ali. Então assim, eh, acho que qualquer sinal, né, que a criança começa a mostrar de que as coisas de que tá tendo mudança, se não tá tendo, então avaliar, né, o que que é que tá acontecendo, chamar esses pais, conversar com esses pais, né, ver como é que tá, como é que tá indo assim, eh, em casa, quanto, então aí entra, né, quanto tempo fica, quanto tempo usa esse uso do celular e é somente para as atividades, realmente, porque hoje as crianças usam para as atividades, tem os tablets e tudo mais. E assim, eh, como é que, como é que os como é que orienta os pais, né? Assim, a, a, é isso, né? Esse contato, a família, ela precisa estar em contato. Acho que quando a gente volta para essa questão da atenção, né, da observação, não é só a escola, mas os próprios pais estão acompanhando essas crianças, como é que tá sendo? E aqui acho que a gente pode falar um pouco assim de que nenhuma, nenhum momento, né, nós como profissionais estamos aqui para dizendo: "Olha, a culpa é dos pais, né? Os pais estão fazendo tudo errado, a escola não tá prestando atenção. Não é isso, mas é que essa essas coisas elas aconte a coisa tudo tão rápido, tudo novo, tudo rápido, tudo novo, é tudo rápido. A Fernanda falou da questão da patologia, né, que já tá classificada como patologia. Então é uma doença da modernidade, da pós-modernidade. Então assim, é tudo eh eh atenção, né? Como é que vai ser, como é que essa criança tem vindo e quando é que isso começou, porque uma criança ela não se desinteressa da escola, né? ela perde, ela então ou a escola não tá sendo interessante para ela. Por que que não tá sendo interessante? Porque ela tem outra coisa que é mais interessante para ela do que a escola, do que o aprendizado, do que o contato com os outros, com os colegas de escola, com os amigos, né? Tem todo esse conjunto de coisas aí que podem ser observados. Exatamente. É a ideia, né? Como você muito bem trouxe, Maria, não, os pais, gente, nós estamos aprendendo, né? E a gente ressalta aqui mais uma vez que não é é culpar ninguém. Ninguém tem culpa. A tecnologia ela ela veio e ela ela está, gente, se atualizando na velocidade da luz. Eu troquei de celular, eu tô apanhando para poder colocar tudo que eu tinha no outro no celular novo, né? Aí você eh tem uma criança e você vai ter que se adaptar, você vai ter que aprender, a gente tem que aprender a lidar com isso, né? Porque senão sim, os pais vão sofrer, as crianças vão sofrer, todos nós vamos, porque isso, infelizmente, está afetando a nossa saúde mental. Então é a questão mesmo de aprendizado, porque a gente não foi ensinado, não deu tempo para ensinar, porque é tudo muito rápido, né? E é sobre isso que a gente tá falando hoje aqui, tá bom? Vamos lá. 8:57. Mais uma pergunta. Vamos lá, por favor, produção, quem está com a gente? Marcos Vieira do Swift. Quando já existe um diagnóstico, nossa, Marcos, muito bom você pontuar isso, um diagnóstico de TDH ou TEA, o uso excessivo de telas agrava os sintomas, que tipo de cuidado extra essas famílias precisam ter, Fernanda? Sim, os sintomas se agravam. Eh, tudo aquilo que a gente vê numa criança típica nessa condição do TDH e do TEA, eles também são muito complexos e podem exacerbar alterações comportamentais, dificuldades de concentração, de atenção, né, de se organizar, de fazer todas as as atividades do dia a dia que já são desafiadoras pela condição clínica que que já se apresenta. Então, mais isso pode ser um agravante de novo, né? A questão dos limites, né? Eh, numa condição como essa, é claro que cada caso é um caso, né? Precisa ser olhado cuidadosamente, eh, e entendido dentro daquela dinâmica o que fica melhor. Mas de um modo geral, eh, é muito importante, né, num contexto de TDH, que a gente tenha limites claros, que a gente tenha uma redução significativa dessa exposição, né? a gente já tá falando de uma mente que já tem uma excitabilidade produzida pela hiperatividade, já tem um quadro impulsivo. Então, se a gente já tá falando de transtorno do controle do impulso, as duas coisas não podem ficar muito tempo combinando, né? A gente tem na literatura muitos casos agravados, né, de TDH comorbidades, como a questão tecnológica e outras questões, né? uso de maconha, por exemplo, em TDAH é muito alto por causa dessa confusão toda que acontece quimicamente falando dentro da gente, né? Então, a questão dos limites, no caso do TEA, a gente tem especificadores ainda um pouco mais específicos, né? A gente tem níveis de gravidade, de severidade e de apoio. Então, precisa ser analisado com cautela caso a caso. É, gente, 9 horas pontualmente, a gente vai chegando ao final do programa. com muitas dúvidas ainda, muitas, muitas, mas feliz porque a gente pode falar sobre e a gente eh entende que tem caminhos, né, para reverter toda essa situação. Então, eu quero agradecer demais a presença de vocês. Eh, foi assim muito educativo o programa de hoje. Vocês nos ensinam e eu fico muito feliz de poder ter vocês com a gente. Maria, muito obrigada pela sua participação, considerações finais e assim que troca brilhante. Obrigada, viu? Eu que agradeço. Muito obrigada mesmo pelo espaço. Acho super importante a gente poder estar direcionando esse esse essas informações pros pais e poder, né, eh, trocar. Então, assim, eh, se acho que tem uma coisa que a gente pode dizer, eh, cuidem das crianças, né? Hum. As crianças vida real, pro mundo real, pro presença tanto do dos da presença da do outro, né, dos pais, dos cuidadores, mas a presença do mundo, assim, do mundo externo, da brincadeira. É isso que faz com que a a saúde, né, retorne. Eu acho que esse é um passo importante, assim. Exatamente. Vamos pular amarelinha, né? É. Vamos brincar de forca. Ah, lembra da stop, gente, que delícia, né? a gente precisa, eu acho que retomar, aliás, retornar um pouquinho, né? Ô Fernanda, obrigada, viu? Eh, por compartilhar sua experiência conosco, por nos ensinar, por trocar com a Maria aqui, né, experiências, falas, informações. Eu acho que foi assim um programa muito bom, com muita informação, apesar de que a gente precisava falar mais sobre isso, mas a gente abriu um caminho bem legal aqui hoje. Obrigada, viu? Eu é que agradeço pela oportunidade e quando, né, a gente não consegue ajudar, existem os profissionais que estão aqui para ajudar. Então, não deixem de procurar ajuda quando a eh a situação ficar num ponto que você não sabe o que fazer. Nós estamos aqui para isso, né? Então, é tudo novo e nós estamos aqui para ajudar. Procure ajuda. Muito bem. É isso mesmo, gente. Precisamos aprender. E a gente aprende todo dia, né? A vida é movimento, a gente tá se movimentando e nesse movimento a gente busca aprendizado. E é isso que a gente faz aqui, graças ao aceite aí das nossas profissionais, que a gente consegue entregar esse tipo de conteúdo para você que tá aí do outro lado e a nossa equipe também, né, que eu vou te falar, viu? Encontrar vocês, vocês são ouro pra gente maravilhosas. Muito obrigada. E você aí de casa, obrigada pela audiência, pela companhia. Eh, ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro e lembrando que nós também temos a ÍRA daqui a pouquinho direto da Central Iá, né? Tá vendo só a inteligência artificial de uma maneira assertiva, trazendo para você informações atualizadas, né, aqui de Campinas, Brasil, mundo, cotação do euro, dólar e tudo atualizadinho para você. A Iria, a nossa jornalista de inteligência artificial, que atualiza as informações todos os dias aqui depois do estúdio Câmara. E amanhã a gente fala do quê? Amanhã nós vamos falar sobre, nossa, honrando os nossos cacos. Ô gente, sabe a nossa história? Então, ah, nem todas as histórias de vida são histórias de vidas perfeitas. Aliás, será que existem histórias de vidas perfeitas, né? E aí nós temos em momentos que a gente precisou juntar os nossos pedacinhos. O que você fez com esses pedacinhos que você juntou? você colocou numa caixinha e jogou para lá ou você tentou colar esses pedacinhos com fios de ouro e transformou em uma experiência maravilhosa e você honra tudo isso. Então é sobre isso que a gente vai falar, né? Você honra a sua história, você traz a sua história para o seu novo caminho. Então amanhã, a partir das 8 da manhã o tema é honrando os nossos cacos, né? Como é que você ressignificou a dor que você passou durante a sua história de vida e como você traz ela pro aqui e para o agora? Então não perca, é amanhã estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo e a gente conta com a sua participação, com a sua presença. Grande abraço, fique bem, cuide-se, cuide da sua criança também. A gente segue aprendendo porque a vida é movimento, combinado? E até amanhã. Tchau, tchau. Bom dia. Ja.
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