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Estúdio Câmara | Bruxismo é emocional? Como o estresse afeta seus dentes e seu sono
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Estúdio Câmara | Bruxismo é emocional? Como o estresse afeta seus dentes e seu sono

70 views Publicado 26/11/2025 HD · 53:45

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No Estúdio Câmara de hoje, vamos falar sobre um problema que muita gente tem, mas poucos realmente entendem: o bruxismo. Ranger ou apertar os dentes enquanto dorme, acordar com a mandíbula dolorida, sentir estalos ao abrir a boca ou uma sensação constante de tensão na face… tudo isso pode ser mais do que “apenas hábito”: pode ser o reflexo de um cérebro em sobrecarga emocional. Durante muito tempo, acreditou-se que o bruxismo era causado somente por má oclusão ou problemas mecânicos nos dentes. Mas hoje, a neurociência traz uma nova perspectiva: o bruxismo nasce no sistema nervoso central, em um cérebro hiperativado pelo estresse, pela ansiedade e pela falta de repouso real. Em outras palavras, não é só a boca que sofre – é a mente pedindo socorro. Para aprofundar esse tema, o programa recebe duas especialistas que unem saúde mental e saúde bucal: Ive Guedes – Psicóloga de abordagem Cognitivo-Comportamental (TCC) Patrícia Progiante – Cirurgiã-dentista Juntas, elas ajudam a responder uma pergunta central: “Bruxismo pode ser causado por emocional?” – e o que isso muda no tratamento. 🧠 Bruxismo, cérebro e emoções: o que a ciência mostra Quando o corpo vive em modo de alerta constante, o sistema nervoso fica hiperativado. A mente não desliga, o sono não aprofunda, o repouso não é restaurador. Nessa dinâmica, os músculos mastigatórios acabam se tornando um ponto de descarga da tensão mental. O ranger ou apertar dos dentes, seja à noite ou até mesmo durante o dia, passa a ser: uma forma inconsciente de liberar tensão um reflexo de um cérebro em sobrecarga um sintoma de que algo emocional e psicológico precisa de atenção Estudos recentes apontam a relação entre estresse crônico, dopamina, ansiedade e hiperatividade neuromotora, mostrando que o bruxismo não pode mais ser visto apenas como um problema mecânico, mas como um fenômeno multifatorial, que envolve: emoções sono rotina estilo de vida regulação do sistema nervoso 😬 Sinais de que o bruxismo pode estar ligado ao emocional Ao longo da conversa, vamos abordar pontos como: Por que períodos de stress intenso ou crises de ansiedade pioram o bruxismo Como a falta de sono profundo aumenta a chance de ranger ou apertar os dentes A relação entre perfeccionismo, autocobrança, hiperresponsabilidade e bruxismo Por que muitas pessoas só percebem o problema quando já há dor, desgastes dentários e estalos na articulação A psicóloga Ive Guedes explica, pela ótica da Terapia Cognitivo-Comportamental, como pensamentos automáticos, preocupações excessivas e dificuldade de relaxar podem manter o cérebro ligado em “modo vigilante”, mesmo durante o sono. Já a dentista Patrícia Progiante detalha os impactos físicos do bruxismo: desgaste dos dentes, trincas, sensibilidade, dor muscular, estalos na ATM (articulação temporomandibular) e até dor de cabeça persistente. 🦷 Diagnóstico e tratamento: mudou tudo? Se antes o foco era apenas ajustar a mordida ou usar placa, hoje o olhar é muito mais amplo. A visão integrada do bruxismo inclui: avaliação odontológica completa investigação do estilo de vida, rotina e nível de estresse identificação de gatilhos emocionais e comportamentais acompanhamento psicológico, quando necessário estratégias de higiene do sono e relaxamento uso de placa de proteção quando indicado, mas como parte de um plano mais abrangente O programa discute como essa nova compreensão – que liga bruxismo à hiperatividade neuromotora do sistema nervoso central – muda totalmente a forma de enxergar o problema: em vez de apenas “proteger o dente”, o objetivo passa a ser regular o corpo como um todo. 😴 Bruxismo, sono e qualidade de vida Outro ponto fundamental do programa é a relação entre bruxismo e sono: O bruxismo pode fragmentar o sono e impedir que o corpo entre em fases profundas de repouso. A falta de sono reparador aumenta ainda mais o estresse e a irritabilidade. O ciclo se retroalimenta: quanto mais tenso, mais bruxismo; quanto mais bruxismo, pior o sono. As convidadas apresentam estratégias práticas para quebrar esse ciclo, como: criar rotinas de descanso e desaceleração antes de dormir diminuir estímulos de tela à noite cuidar da respiração, do corpo e da mente buscar ajuda profissional ao perceber sinais persistentes Este episódio é um convite para você olhar para o bruxismo como um sinal do seu corpo e do seu cérebro, e não apenas como um “vício de apertar os dentes”. Se você ou alguém da sua família sofre com isso, vale a pena assistir até o fim, anotar as orientações e, se necessário, buscar ajuda especializada. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] Olá, muito bom dia para você que está ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Estamos chegando mais um estúdio Câmara hoje, quarta-feira, [música] dia 26 de novembro. E o tema de hoje, gente, mexe com a vida de muita gente, porque durante anos se acreditou que o bruxismo era apenas consequências da má oclusão ou algum problema nos dentes, né? Mas a ciência hoje mostra algo [música] muito mais profundo. O bruxismo nasce no cérebro em um sistema nervoso hiperativo e e hiperativado pelo estresse, pela ansiedade e também pela eh a falta, né, do repouso real. Quando o corpo entra naquele modo de alerta constante, a tensão vai se acumulando e precisa sair para algum lugar. E é aí que os músculos da mandíbula se tornam o ponto de descarga. O ranger dos dentes acaba sendo um reflexo de um cérebro sobrecarregado. No programa de hoje, a gente vai entender essa relação entre emoção, dopamina, estresse e hiperatividade neuromotora. E como isso muda completamente o diagnóstico e o tratamento do bruxismo. Então fica com a gente, participa pelo nosso WhatsApp, já está aí na sua tela, manda lá. A nossa equipe já está aguardando a sua participação, tá bom? E eu quero saber de você, você tem mania de rangir os dentes e aí quando você acorda de manhã, você sente [música] dor na mandíbula, já foi a a ao médico, né, para para verificar essa questão ao dentista? Hoje a gente vai falar sobre isso enquanto você manda a sua pergunta, manda de repente a sua experiência ou a sua dúvida, né? Você vai mandando pra gente, a gente vai atualizando algumas notícias e daqui a pouquinho nós vamos conversar com a entrevistada que ela é especialista eh nesse diagnóstico e no tratamento de bruxismo, combinado? Então vamos lá para a notícia eh do legislativo. A Frente Parlamentar para acompanhamento, estudo de impacto e fomento, a implementação da atividade delegada [música] do município de Campinas realiza na Câmara eh uma reunião para discutir os próximos passos para a implantação [música] do programa na cidade. Criado por iniciativa do vereador Igor Diego, o colegiado acompanha a implementação da atividade delegada. É um convênio que permite [música] que policiais militares atuem em apoio ao município fora do horário de escala regular, reforçando policiamento ostensivo em áreas com maior índice de violência. O encontro vai debater impactos orçamentários, critérios [música] de atuação e possíveis benefícios para a segurança pública da cidade, reunindo, então vereadores, representantes da prefeitura, forças de segurança e sociedade civil, tá? A reunião é hoje às 10 da manhã, aberta ao público e será transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. E você é convidado todo especial. Se quiser participar também presencialmente pode chegar lá no plenário da Câmara Municipal. E a comissão eleitoral do Conselho Municipal da Juventude iniciou ontem a votação que vai escolher dos representantes para a sociedade civil, da sociedade civil, aliás, para a gestão 2026/2027. O processo é exclusivamente online e segue até o dia 2 dezembro às 23:59, [música] tá? Então podem votar moradores de Campinas a partir de 15 anos, me eh mediante credenciamento no próprio formulário [música] com envio de documentos com fotos, CPF, comprovante de endereço. Cada eleitor vota uma única vez, tá bom? E escolhe um candidato das vagas disponíveis. Duas são destinadas a movimentos estudantis. [música] A posse dos novos dos novos conselheiros está prevista para janeiro de 2026. Os documentos enviados serão excluídos após essa etapa. Lembrando que você é somente online essa votação. Então acessa lá o site da prefeitura, tá lá no Google Farms, você faz a sua inscrição, faz a sua votação e bora que bora escolher aí os novos conselheiros para 2026. [música] Revisão do tempo para hoje. Como que fica o tempo aqui na nossa metrópole? Campinas tem uma quarta-feira de céu nublado com possibilidade de chuva, tá? À tarde, mas agora de manhã prevalece aí o sol. Tem algumas nuvens no céu, [música] mas tem um solzinho aí para aquecer a nossa manhã de quarta-feira. Mínima 19, máxima 23. E à noite o tempo segue instável. [música] Agora vamos lá, gente. Bom, falar de bruxismo, né? Estudos recentes da das universidades brasileiras confirmam que o bruxismo tem origem no sistema nervoso central e não apenas nos dentes, tá? A pesquisa, por exemplo, da Universidade Federal de São Paulo reforça que o bruxismo ele está ligado à desregulação de neurotransmissores como a dopamina. Essa relação entre estress, ansiedade, hiperatividade neuromuscular explica porque tantas pessoas rangem os dentes mesmo com arcada dentária perfeitamente alinhada. Um outro dado da Universidade Estadual Paulista mostrou que alunos com estress mais chances de ter bruxismo. Então agora a gente precisa entender eh um pouco sobre o bruxismo e a saúde mental, né? Então vamos ver sobre essa conexão com a nossa convidada. Ela já está com a gente, eu a recebo pelo Zoom. Ela fala diretamente da cidade Canção Maringá, no estado do Paraná. Patrícia Progiante, ela é dentista com atuação em diagnóstico e manejo de bruxismo. Seja muito bem-vinda, Patrícia. Bom dia para você. Bom dia. Agradeço demais o convite. Que delícia tá aqui com uma conterrânea. Ah, maravilhosa. [risadas] feliz por ter você com a gente, até porque eu dei uma olhadinha nas suas redes sociais e olha, você especialista mesmo nessa questão aí do bruxismo e trazendo eh uma nova um novo entendimento, né, na clínica odontológica. Como é que essa mudança de entendimento aí do bruxismo, ela eh altera a forma de diagnosticar? Porque agora a gente consegue entender um pouquinho que o bruxismo está aliado à saúde mental. Eu gostaria que você explicasse pra gente sobre isso. Bom, primeiro queria muito agradecer o convite. É muito bom para mim estar aqui e ajudar a elucidar muita dúvida que a gente ainda tem a respeito do bruxismo. Então isso é primordial na odontologia. Primeiro, qualidade de vida. Então hoje a gente sabe que o bruxismo ele é um comportamento motor, ele não é mais considerado doença. Então a gente precisa entender que durante alguns momentos ele nos ajuda. Por exemplo, se você tiver um refluxo, o que que vai acontecer? A saliva vai ficar ácida. Esta saliva ácida, ela vai ter uma proposição em avisar o cérebro de que ela tá muito ácida. E isso pode fazer o quê? Fazer com que eu tenha eh uma corrosão dentária. Aí o cérebro rastreia essa informação, manda pro músculo. O músculo vai fazer um apertamento que vai ativar indiretamente a parótida, que é uma glândula. ela vai jogar a saliva e vai melhorar a condição de corrosão da boca. Então, a gente não falou de problema ainda. Olha isso, né? Impressionante. Agora, eh, quando o corpo vive em alerta constante, o que que acontece com o cérebro e com a musculatura da nossa face, né? Porque a gente sabe que nós vivemos hoje eh eh em uma correria assim alucinante. A gente sabe também que temos ansiedade, né? temos estress e aí a gente vai ter que descarregar isso em algum momento. Então gostaria que você explicasse pra gente sobre essa descarga do nosso cérebro que acaba vindo para a nossa face, né, no rangir dos dentes, no apertar dos dentes. Então isso mostra essa conexão entre eh o bruxismo e a nossa saúde mental. Sim. Eh nós temos que entender, então que eu acabei de falar que a gente tem um comportamento motor fisiológico. Uhum. Ele tá sempre pronto, ele tá ali para nos proteger. Então a gente sabe hoje que geralmente a partir de 5 anos todo mundo em algum momento vai fazer um bruxismo que pode ser ranger e pode ser apertar e que hoje a gente tem um bruxismo que nem encosta dente. O que que acontece quando ativa o cérebro? O cérebro entende que é uma válvula de escape. Então, se você constantemente tá ativando o cérebro, ele vai liberar os neurotransmissores que vão ativar essa contratura muscular. E essa contratura muscular, ela é um sistema de liberação de todo esse sistema. Então esse sistema chamado sistema nervoso autômico, ele é feito para nos proteger. Então toda vez que você tá estressado, que você tá nervoso, que você precisa liberar essa energia e aí você não faz uma atividade física, você não dorme bem, você não come bem, você não modula bem, porque problema todo mundo tem, mas a gente tem que tentar encarar esse problema de uma forma melhor. E aí toda vez que isso não acontece, o sistema vai descontar em algum lugar. Uhum. E ele faz a contratura muscular. Qual é o problema? Que quando a gente faz dormindo, ela chega a quase 400 kg. Você tá brincando? Quase 400 kg. É inacreditável, né? A nossa sorte é que nenhuma fase do sono, porque se fosse o dia todo a gente não tinha dente na boca. Menina, que coisa impressionante. Olha só como é importante a gente entender como nós funcionamos, né? E aí a ciência vem vem trazendo aí atualizações, né? Vocês e eh que trabalham na odontologia também e aliando com a saúde mental, isso é fenomenal. Patrícia, agora eu queria que você explicasse pra gente o seguinte, até um pouco tempo, o bruxismo ele era reconhecido como uma doença, né? E hoje já não é mais. Então, assim, o que que mudou, como que como que tá essa questão? E e a partir de quando que começaram os estudos que entenderam, né, que foi que foi eh eh percebido a o bruxismo aliado com a saúde mental, o bruxismo e a saúde mental, eles estão conectados? Olha, a gente já tem estudos há um certo tempo, mas ontem, especificamente, por causa de um congresso que eu vou ter no final de semana, eu tava lendo um artigo aonde eles fizeram uma pesquisa que o nível de dor não é tão importante o grau da dor quanto a frequência da dor. Nossa! Uhum. Então, olha só, é diferente de você ter um dia que você não acorda bem, porque quem não teve um dia que acordou mal, aquela dor na face, apertou a noite inteira, que pode ser de estress e pode ser de apneia. Uhum. De não tá respirando. Aí você tem aquela dor, você acorda, melhora, toma uma medicação ou faz uma atividade física e sua vida segue. Pode perceber que a gente nem registra. Agora acorda todo dia com dor. Você pode ver que a gente muda totalmente o nosso comportamento. Você começa a criar no cérebro um medo de acordar, porque você vai ter dor. Então essa esse essa área neuro, né, neuromuscular que envolve toda a qualidade de vida, saúde mental, ela é importantíssima para qualquer tratamento que você venha fazer de bruxismo. Excelente. Então não adianta pensar que você vai fazer uma placa e você vai melhorar. Uhum. Muito. Temos que tratar a saúde mental. Olha só, né? Que que interessante e que excelente eh essa essa descoberta, porque às vezes você tá tratando lá só o bruxismo e aí você não tem eh resultado, né? é um um resultado tão esperado. Daí você fala: "Poxa vida, mas eu tô continuo com dor e continuo rangindo os dentes, continuo apertando os dentes, acordando com dor eh eh na nessa região da mandíbula". Eh, muita gente fala que acorda com uma dor insuportável, né? Então, como que tá sendo feito esse tratamento agora, Patrícia? eh saúde mental aliado com o tratamento para bruxismo. Então, vocês estão eh eh fazendo aí um alinhamento e uma conexão com profissionais de saúde mental. Como é que tem sido? Olha, muito obrigado por essa pergunta. Eu te agradeço porque assim, ó, a gente ainda, infelizmente, na odontologia a gente ainda encontra eh as pessoas entendendo que o bruxismo é uma coisa, ele é uma doença quando ele vira crônico, porque senão ele é só um comportamento motor. Uhum. Então, quando ele vira crônico, ele é uma doença e ela é multifatorial. Se são múltiplos fatores, eu preciso entender quem é meu paciente. Então, meu paciente, ele é apneio, dorme mal porque ronca, porque tem apneia. Ele é ansioso, ele tem uma postura de trabalho, ficar o dia inteiro sentado na frente do computador, ele tem um sono de qualidade independente. Então, você tá entendendo onde eu quero chegar? Se o profissional que tá te atendendo não conseguir rastrear multifatorial, nada vai funcionar. Porque se você não tratar todos os fatores, nenhum melhora. Vou dar um exemplo. Cervicalgia não causa DTM e nem bruxismo. Bruxismo e DTM não causa cervicalgia, mas a fonte de informação pro sistema nervoso central é a mesma. Então, se você vive tenso e não fizer fisioterapia, se você vive com problema de não entender o seu problema e não fizer terapia, se você vive numa postura errada e não se corrigir, desculpa, pessoal, não vai tratar. Excelente, né? E a importância aí eh da conexão entre os profissionais, a gente fala muito aqui no programa eh sobre isso, né? Porque você vai tratar algo, mas você precisa descobrir de onde vem a aquela a aquela situação. E de repente, como a gente tá falando aqui do bruxismo, pode ser que venha mesmo dessa questão aí da da saúde mental, do stress. Então você precisa aliar, né, o o seu psicólogo, a sua terapia. E é importante que os profissionais se conversem, né, referente ao estado do paciente e e eles possam estar acompanhando, né, a evolução do paciente, porque só aquela placa pro bruxismo, a gente percebe que pelo que a Patrícia tá dizendo, ela que é especialista em manejo de bruxismo, a gente percebe que só a placa do bruxismo muitas vezes pode ser que não funcione, né, Patrícia? Porque eu quero que as pessoas entendam que isso é um comportamento motor que todo mundo faz. Todo mundo faz. Então, por que que não tá todo mundo de placa? É porque não é todo mundo que é crônico. Então, se você se tornou crônico, você tem vários fatores que fizeram virar crônico. Por exemplo, aqui no consultório, paciente chega com zumbido, por exemplo, não tem como eu avaliar. Eu tenho que mandar cotorrino para saber se ele tem perda auditiva, se ele tem a uma labirintose associada. Um paciente que tem muitos problemas, como que um terapeuta, um psicólogo, até um psiquiatra não vai me ajudar? Uhum. Eu não consigo. Então essa interação multiprofissional hoje é fundamental para qualquer coisa na na área de dor crônica, tá? bruxismo, DM, zumbido. Mas, Patrícia, eu tenho zumbido e não tenho dor. Não interessa. É uma DTM. Olha isso, gente. Importante demais e essas explicações da Patrícia, porque eh você tem dados, Patrícia, de tipo assim, números de pessoas com bruxismo consegue fazer uma uma avaliação assim, vamos colocar aí eh de 100 pessoas, quantas tem o bruxismo? tipo esse esse rangeiro de dentes ou então o apertar, né, do do do dentes aí no dia no dia a dia e à noite também, né? É, eu vou te dar uma perspectiva. Quando eu fiz o doutorado, eu terminei em 2012, faz um certo tempo. A minha amostra [limpando a garganta] era uma amostra Brasil de levantamento bem restrita a Maringá. Uhum. Uma cidade de qualidade de vida excelente, você sabe. Sim. Esse ano ganhou como a melhor cidade para se morar no Brasil. Lá atrás era 16%. Nossa, hoje está chegando em 36. E eu vou te dar um dado muito triste pro nosso país. Nós somos o campeão mundial de depressão. Olha isso, né? Que lamentável. Lamentável. Lamentável. Ou seja, o bruxismo vai aumentar. Exatamente porque, né, o bruxismo associado, está associado à saúde mental. Saúde mental. Olha isso, gente. Impressionante. Tem muita gente que tem bruxismo e que tá sabendo disso só agora. E que bom que você está sabendo disso, porque tem gente que que tem bruxismo quando tem o desgaste, tem bruxismo e e ele descobre isso só quando percebe o desgaste dentário, né? sente dor, mas não não se incomoda porque a dor, na verdade, acaba se acostumando, toma um remedinho aqui, outro ali, não entende que isso precisa ser tratado e aí quando percebe o desgaste dentário, aí fala: "Opa, pera aí." Então, a gente precisa fortalecer a prevenção para que esse diagnóstico ele venha antes do dano, né? que é um dano, esse dano eh eh do bruxismo, ele ele é irreversível ou tem a gente pode reverter quando já tá bem avançado, Patrícia, como que funciona? Tipo assim, desde o do do diagnóstico, o tratamento e hoje aliado com a a questão da do tratamento da saúde mental, né? Tem como eh reverter isso? E e eu gostaria que você falasse da importância da prevenção, porque a gente fala de de que [limpando a garganta] prevenção é o melhor remédio e a gente pode prevenir o bruxismo também. Sim, a gente pode. Olha, fantástica a sua colocação, porque assim, hoje todo profissional da área e da odontologia, gente, ele tem vários sinais que ele pode procurar no paciente, mas você pode se ajudar. Então, vamos lá. A gente sabe que a gente tem hoje o bruxismo do sono e o bruxismo da vigília, que é o de dia. Mais um dados para vocês, tá? Uhum. Então, a gente ainda tá achando que a gente só arranja a noite e a gente faz isso o dia todo. O bruxismo do stress é o do dia. E aí pergunta para mim como que eu venho vai trabalhar o dia todo com uma placa na boca? Poxa vida. Então, o bruxismo do sono normalmente é vinculado a disturbo do sono. Então, se você dorme mal, acorda com dor, não tem um sono, você vive dormindo, encostado em tudo que é lugar durante o dia, uma placa não vai funcionar se você não resolver seu sono. Uhum. Se você fica o dia inteiro estressada assim, gente, você não vai trabalhar, a não ser que você trabalha em TI sozinho, mas não é o ideal. Você tem que treinar o seu cérebro para ele soltar essa musculatura. Então, vamos lá. Que que a gente pode ver? Uma língua dentada, deixa ela abaixada e olha no espelho, ela tem a marquinha do dente. Aqui na lateral tem uma linha branca, chama linha alba. Ela é bem característica de bruxismo. Um teste de pH salivar, uma saliva ácida, lembra no começo da nossa conversa? Ela pode estimular o bruxismo. Se você ronca, você vai apertar o rangê para você acordar e não morrer. E aí depois que acontece? A gente hoje, novembro de 2025, o bruxismo primário a nível de sistema nervoso central tem cura? Não. Ele tem controle. Uhum. Porque ele é o comportamento motor. Sim. Ele não é doença, ele não precisa assumir porque ele é um fator de proteção, ele não pode ser deletério. Então, dá pro profissional fazer algumas, né, alguns exames que ele observa, como eu acabei de falar, que você tá desenvolvendo. OK, desenvolveu. Vamos rastrear todo tá causando, controlar tudo e aí partir pra parte de reabilitação, que aí pode ser resina, prótese. Hoje, como você falou, eu sou doutora em prótese também, então a gente tenta sempre ser o mais conservador possível, porque dente é sempre dente. E eu faço implante, hein? E eu tento nunca extrair um dente, porque nada é melhor do que um dente. Verdade. Excelente. É verdade mesmo. Pode falar, pode continuar. Eu quero fazer só um comentário para pacientes que são que nós estamos falando, a implantodontia tem que ficar muito alerta, tá pessoal? Porque o dente eu brinco que ele é o dedo duro da boca. A união do dente com o osso tem um ligamento perodontal. Esse ligamento perodontal, ele tem a função de amortecimento, absorção de carga e informação pro cérebro de se você tá apertando, se você tá rangendo, se você tá feliz, se o alimento tá sendo triturado. E quando você perde acidente, quem vai fazer essa função certinho? Ninguém. Então, cuidado, pessoal, com essa história de que implante é melhor que dente, não é? Ele é um bom, excelente substituto, mas ele não é melhor que dente. Olha só, inclusive para quem faz bruxismo, evitar ao máximo perder dente, porque eu perco o fator regulatório no eixo terminal, que é a boca. Excelente, excelente. E e a sua fala me fez pensar algo bem interessante, que às vezes eh situações que aconteceram, tipo, ah, eh lá atrás, né, preciso extrair o dente. E tem muita gente que relatou e que relata que dá uma sensação muito ruim de extrair o dente, porque dá a impressão que você está tirando algo de você. E agora o que você acabou de me dizer, tirando, tipo assim, você tá ah eh eh tirando, arrancando algo do seu corpo. Isso, exatamente. E é realmente isso que acontece. É, ele é um órgão, gente. O dente ele é conectado, né? Lá no meu Instagram tem várias imagens sobre isso. Ele é conectado. Eu tenho até um maniquinho aqui que eu adoro usar para mostrar transparente, que ele é conectado com o resto do sistema nervoso central. Uhum. Por isso que a gente sente dor. Por isso tem que anestesiar quando vai colocar uma broca, quando vai fazer uma uma restauração. Ninguém vai extrair um dente, fazer sem anestesia. Então por quê? Porque ele é conectado, ele tem um feixe nervoso que vai levar o trigmio, que são os, né, os nervos que estão aqui ajudando. Chega no trigmio, trigo sistema nervoso central, totalmente alinhado, conectado com a nossa mente, com o nosso cérebro, com a nossa saúde mental. Nossa, eu gostaria de parabenizar você pelo estudo, né, eh por trazer aí esse debate tão importante, porque eh você é especialista em manejo, né, dessa questão aí do bruxismo. Você tem algo que te impactou eh nessa sua história de vida profissional eh referente ao bruxismo, assim que você pode trazer pra gente e que seja também um alerta que você possa dar aqui para os telespectadores do nosso estúdio Câmara. Patrícia, nossa, eu tenho 30 anos de profissão, né? Então, a gente já teve algumas coisas que impactaram muito. O meu primeiro impacto muito sério foi o dia que uma paciente falou para mim que ela, depois que ela começou a tratar, que ela parou de ser Maria das Dores, ela salvou o casamento dela. Uau! Então assim, ela, isso foi um dos mais recentes, tava até no no fixado, agora a gente tirou, foi um rapaz que veio no curso, ele não é, eu dou aula, né? Ele veio no curso, ele teve eh uma uma agressão na rua, então perdeu dentes e virou uma coisa muito séria. E aí desenvolveu dor porque tava tudo torto, tal. E o dia que a gente, alunas, fizeram um início de dente de provisório, corrigiram o plano, diminuiu essa dor matinal, no mês seguinte ele segurou na minha mão e falou assim: "Professora, o dia que você tiver triste, eu quero que você lembre que eu estou agradecendo todos os dias pela sua vida". Nossa, eu nem posso falar muito porque eu sou, eu me emociono. Uhum. Né? Então eu falo que quem não tem empatia não trata DTM, não trata bruxismo, não trata dor, porque para nós tudo é importante. A minha eterna briga aqui com as meninas que estão aqui comigo no consultório há mais de 10 anos é: "Para de conversar com o paciente". [risadas] Eu falo assim, mas eu eu falo que tudo é importante. Não pense que o jeito de você dormir, o que você tá passando na sua casa, o que você passa no seu consultório. E agora eu vou aumentar o agravamento. A gente, eu atendia 10 crianças por ano. Eu atendo hoje por mês. Poxa, um bruxo. Olha isso, né? Eu ia te perguntar, mas você já tocou nesse assunto, a gente fala de bruxismo, você a gente pensa assim: "Ah, eh, adulto, né, mais a criança, a partir de a partir de quantos anos e eh já se tem aí o diagnóstico do bruxismo para uma criança?" Então, na verdade, a gente tem que lembrar algumas coisas que acontecem com a criança. Uhum. Todo mundo que já conviveu sabe que vai chegar uma hora que o dente dela vai trocar [limpando a garganta] e a gente percebe que quando troca o dente tá pequenininho. Então a gente tem que entender, lembra? Bruxismo é o comportamento motor. Então ele vai acontecer em alguma fase por liberação de estress na criança também vai fazer para esfoliar o dente e absorver a raiz e o dente trocar. Então tá tudo certo. Só que essa fase é normalmente quanto? Cinco. Aí dando uma escorregada até uns 8, 9 anos. Uhum. Decrescente, né? Muito pouco. O que não pode é o pai e a mãe chegar como chega aqui, a criança com 3 anos falando. Isso é super importante que eu vou falar. Doutora, eu preciso que você olhe porque ele range a noite inteira. Aí eu olho como é que tá o dente da criança? Tem criança que não tá arranjido, ele não tá pequenininho. Aí vocês conseguem me entender que isso é uma liberação do corpo da criança, só que não tá causando problema. Uhum. Porque eu tente tá normal, aí eu cato os pais. Como que tá essa criança? Ela tem rinite alérgica? Ela respira bem? Ela tem uma boquinha pequena. Eu não faço ortodontia, não faço odontopediatria, tá? Mas eu falo assim, que tal levar para um profissional adequado agora 3 anos dentinho já desse tamanho, opa, tem alguma coisa errada. E aí a gente tem que conversar com a família, tá? Aí a gente envolve fator emocional da criança, familiar, escola, onde ela frequenta, tudo tem que ser rastreado. Uau! Olha só a importância, né, de um diagnóstico, a importância de um olhar de quem realmente entende sobre a a toda a situação, né, e entendeu que esse alinhamento entre saúde mental e bruxismo pode ser eh a solução, né, de um problema que tá te trazendo aí, que que vem arrastando por uma longa data e de repente você tá aí e colocando a placa e sofrendo e com dor e tomando remédio e vai no seu dentista e não resolve. E aí você desiste porque às vezes a gente cansa também e a gente se acostuma, né? Então a pessoa acostuma tomar remédio. Ah, e aí você eh a dor ela minimiza, mas você não trata a causa. A gente precisa ir na causa. E é o que nós estamos trazendo hoje aqui no programa é realmente isso, chegando na causa do problema, né? O que que está causando o problema? a sua saúde mental, que muitas vezes, né, pode lá não estar tão equilibrada assim, e vai ser sim uma um um escape aqui, ó, né? Aqui aqui, gente, é impressionante. Eu eu não não nunca acordei com dor assim, eu acho que não tem. Posso ter dia assim, às vezes no estresse, você dá uma arranjidinha de dente, mas eu eu não consigo imaginar a dor que isso causa, até porque você colocou aqui a a questão dos 400 kg, gente. Eh, é é um pouco assim fora [risadas] é fora do pensamento. Se a gente parar para analisar, né, a força que se tem na na na mandíbula, na mordida, a gente acaba se assustando, né? E que bom que a gente tem pessoas assim que estão buscando eh eh descobrir as causas, né? O que causa esse bruxismo tão agressivo, que muitas pessoas acabam eh sentindo, acabam se acostumando e agora tem a oportunidade de tratar, né? Porque muitas vezes irreversível não é, mas a gente pode tratar. Ô, Patrícia, eh, controle, exatamente, ter o controle. Olha só, agora 8:40 a gente, olha, 40 minutos a gente tá conversando aqui. Que bate-papo gostoso, quanto ensinamento você tá trazendo pra gente. A nossa produção tá avisando que nós temos perguntas para você, tá? Só dar uma dica. Isso, por favor. Então, pode colocar que daí daqui a pouquinho a gente já vai respondendo as perguntas, as perguntas dos telespectadores. Vamos lá, pessoal. Agora é para você que tá em casa me ouvindo. A o grande problema que o paciente procura sem ser a dor, nós temos dois pontos aqui. A nossa dor inicial de brutismo, ela não é deletéria. Então isso é um ponto muito importante. Por quê? Porque o paciente faz assim, um dia ele toma uma de pirona, um dia ele toma um dorflex, um dia ele toma um antiinflamatório. Quando ele chega no profissional, ele já tá com o cérebro mais do que acostumado. Porque o cérebro, pessoal, ele acostuma com o bom e com o ruim. Isso é um fato. Dente, começou a quebrar dente. Primeiro, que horas seu dente tá quebrando? Você tá acordando e aí o dente tá quebrado ou tá quebrando durante o dia? Então, bom lembrar a hora do bruxismo, porque se você tá fazendo à noite, você vai quebrar logo cedo. Uhum. E que que tá acontecendo com o seu sono? Quebrei meu dente. Pego o dente mão. Quando quebra, enlasca na base, não adianta brigar com o dentista, gente. A culpa é sua. Uau! Por quê? [risadas] Por causa da força, né? Olha o jeito da Porque de dia a gente aperta aim. Aham. Então o dente quebra na base. Uhum. De noite eu brinco que eu tenho um paciente que ele fala que ele não precisa de mim, ele precisava de oração, porque [risadas] ele fez uma polisonografia e aí ele ele tem aquele movimento involuntário das pernas. Então ele ele dorme assim, acorda assim e aí filmou o rosto e gente de noite rangendo, a gente faz um movimento que não tem explicação. Você pede pro paciente fazer de dia, ele não consegue. É. Então vamos lá. #radica. Tá morrendo tudo de um lado só. Desconfio da noite. Dói tudo. Desconfio do dia. Uau, maravilhosa. Adorei. [risadas] Muito bom. Nossa, como você tá ensinando a gente. Muito bom mesmo. Excelente. Agora sim. 8:43. Bora que bora, produção. Coloca na tela pra gente, por favor. Vamos ver se eu vou conseguir enxergar aqui, hein? Tenho visto essas placas baratinhas que a gente molda em casa. Elas eh eh ajudam a aliviar a tensão. Eh, isso eu tenho uma câmera na minha frente aqui. Elas ajudam a aliviar a tensão ou acabam eh estragando os dentes? Vamos lá, pessoal. Vamos parar com essa história de conhecimento errado. Placa de silicone não é tratamento com bruxismo, tá? Isso não sou eu que falo, é a sociedade mundial, não sou eu. Mas #ficaadica. Nós temos a Sociedade Brasileira de Dor Oro Facial, SBDOF. Existe um local lá no Instagram que você pode entrar para paciente numa linguagem simples. Você pode tirar suas dúvidas, quem são os profissionais, o que se preconiza no mundo. Então não é a Patrícia acha, porque quando a gente acha, a gente planta um pé de si, né, que vai nascer um monte de quase. Então, placa de silicone não é tratamento para baixo. Estou usando invisine. Ele terminei e ele me deu uma placa de contenção. Ela está no nome contenção. Se você tiver buchismo crônico, você tem que usar a placa estabilizadora na altura correta para ela ser efetiva. E outra coisa, se ela não for ajustada corretamente, constantemente, ela não serve para nada, tá pessoal? Uhum. É igual comprar uma planilha ou alguma outra coisa que precisa gerenciar um sistema e ele nunca for adequado. Estamos na mesma situação. Muito bem. Agora sim. Olha essa produção aqui maravilhosa, né? Tava, eu tava com o o retorno na frente, assim, a câmera tava na [risadas] frente, o pessoal já veio aqui, já arrumou, consegui tudo certo. Maravilha. A gente agradece pessoal aí de casa que está participando conosco. Nós estamos com a Patrícia, ela que eh trabalha, né, com essa linha aí do bruxismo, é trabalha com manejo de bruxismo. É assim que fala, Patrícia. É, olha só, é, né? Que interessante, controle e manejo do bruxismo. E está explicando pra gente que o bruxismo eles tem tudo a ver com a nossa saúde mental, como está, né, a a nossa a nossa saúde mental. você tem ansiedade, tá com depressão, pode ficar atento, porque às vezes você, né, pode ser que tenha aí eh eh alguma situação que vai envolver aí o bruxismo e a gente precisa cuidar dos dois, tá? Do dente e da mente. Ó, a terra rimou. Vamos lá. 8:45. Pode passar, produção, mais uma pra gente, por favor. Agora sim. Felipe Souza do Jardim Nova Europa. Sofro bastante com bruxismo e tenho percebido que quase todos os dias minha boca estala quando eu abro. Isso significa que o problema está piorando. Ai, que agonia. [risadas] Bom, vamos lá. Obrigada pela pergunta. É sempre uma oportunidade. Esse estalo precisa ser sempre avaliado por um profissional. Por quê? O paciente muitas vezes ele confunde um estalo numa setter 400 kg com estalo na articulação que chama ATM. Articulação templo mandibular. Então, ó, dois dedinhos, coloca a mão na articulação, abre bem devagar, contando um, dois, três, fecha devagar e perceba se tem um estalo. Infelizmente sim, o estalo é o deslocamento do disco, porque toda articulação ela tem uma cartilagem que é fibrocartilagem para que eu não tenha osso com osso. É o desgaste que dá no joelho, é o desgaste que dá no quadril e fica a oportunidade, pessoal. Todo mundo já baixou um dia e o joelho instalou. Isso não é motivo para você sair e vai operar TM. Uhum. Senão você tem que operar teu joelho. Então é um deslocamento, é um agravamento do caso, mas ainda tratável. Maravilha. De forma conservativa. Muito bom. Excelente. 8:47 manda sua pergunta pra gente. Aproveita. A gente tá aí com a Patrícia falando, né, sobre bruxismo, gente. Vamos lá. Eh, mais perguntas, produção, pode colocar aí pra gente na tela, por gentileza, por favor. Vamos ver qual é a pergunta e de onde vem. A Carla Antunes do Jardim Ouro Verde. É normal sentir dor de ouvido por causa do bruxismo emocional. Às vezes acho que é infecção, mas passa quando eu relaxo. Vamos lá. Vamos lá. Sim, a gente pode ter a sensação de dor no ouvido. A gente tem uma dor chamada dor por espalhamento. É a dor quando eu palpo e dói em volta do musulo, né? E aí vou vou pegar meu amigo aqui, abrir ele aqui aqui para dar uma [risadas] que dá uma ajuda. Meu meu esposo tá aqui, ele vai só tirar do eh eu tenho um grandão, chama Jarbas, né? E eu tenho cabeça. Ah, show legal. Então assim, o que que acontece, tá? Eh, esse músculo que que é uma céter que a gente tá vendo aqui, ó, tá? Ele irradia para várias regiões, tá? Essas regiões são regiões que podem ser ouvido, olho, fundo de olho, essa região aqui, ó. Então, por que que é tão importante que o paciente vá até o profissional? Porque a hora que ele palpar dói a região. Quando ele palpa, olho, fronte, ouvido e o paciente jura que é dor de ouvido. Uhum. E é uma céter. Então, se você não tratar uma setter, você vive no pedindo ajuda. Uau! Muito bom. Excelente. Vamos lá, né? Que aula, hein, gente? Vamos lá. 8:49. Faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. A gente tá aqui falando de bruxismo, quando o emocional aperta mais que os dentes, né? né? Às vezes você tá com emocional lá explodindo e você tá apertando seus dentes e você não consegue entender essa conexão. Patrícia tá explicando pra gente sobre essa conexão e sobre a prevenção, sobre o tratamento e a importância, né, do alinhamento aí eh dos dois profissionais, né, o profissional que vai fazer o manejo, né, do bruxismo e o profissional que vai fazer o alinhamento da sua saúde mental. Sensacional. Me permita um comentário. Eh, hoje, né, a gente sabe que a gente usa a placa para duas alterações, né, simples, né, alterações simples, não estamos falando de nevralgias e outras coisas mais sérias, né? Eh, a gente usa a placa para um bruxismo descontrolado e para DTM articular, que essa quando é o estalo da articulação. A DTM muscular é um nódulo de contratura muscular, é uma câra e um torcicolo. Uhum. Então, tem que associar a fisioterapia. Olha aí, mais um profissional associando, né, eh, com todo esse tratamento que envolve essa nossa região aqui, né, a região do nosso rosto, a nossa boca. Impressionante, maravilhoso, muito bom. Agora 8:50. Pode colocar mais, produção. Quantas perguntas temos ainda? Vamos lá, vamos até 8:55 respondendo aí o pessoal que tá com a gente em casa. Obrigada, viu, pessoal que tá participando. Show, muito bom. Helena Duarte do Jardim Santana. Tenho notado que aperto os dentes com força quando estou muito concentrada, mesmo sem estar estressada. Isso também é considerado bruxismo ou é só uma reação do corpo? Boa pergunta, Helena. Vamos lá, Patrícia. Fantástica. Não sei. Preciso te ver. Como eu falei aqui a entrevista [risadas] inteira, né? Pode ser só um comportamento motor. Você mesmo me perguntou e você mesmo acertou a resposta. Por quê? Porque pode ser só uma reação do seu corpo se ela não for deletéria, tá? Então, preste atenção. Não tenho quebrado o dente, não tô desgastando o dente, não tenho dor, percebo a minha concentração. Então, qual é o caminho? você já tem a autopercepção, então coloque, nós temos aplicativos, nós temos lembretes, um stit para que você nesse momento que você tá vendo que você tá apertando, você consiga, opa, desapertar e a vida segue. É um de controle motor. Muito bem. Exatamente. Olha só. E e tem como a gente hã eh fazer o nosso cérebro entender que a gente precisa aliviar, a gente precisa eh tem eh já que tem essa conexão, né, de cérebro, de mente e e essa nossa parte aqui, o o bruxismo, tem como a gente ensinar o nosso cérebro que ele deve diminuir? A gente consegue fazer isso? Sim, consegue. Isso chama neuroplasticidade e autopercepção. Uau! Né? Tudo a gente treina o cérebro para o bem e para o mal. Então, quanto mais você tem a autopercepção do seu corpo, de quem é você e de como a sua máquina funciona, você tira esse comportamento repetitivo motor. Uhum. sempre totalmente não, porque a gente falou que não tem cura, mas a gente consegue melhorar mais de 90%. Olha aí que legal. Al ensinar o nosso cérebro a relaxar para diminuir o bruxismo. Fenomenal. Muito bom. Mais pergunta, produção? É, então tá bom. Vamos lá. Olha aí, ó. Cheio de pergunta para você, Patrícia. Vamos lá. Vamos ver quem tá conosco. Marcelo Quintana da Vila Industrial. Nos fins de semana, acabo dormindo mais horas que o normal e às vezes acordo com a mandíbula dolorida. Dormir mais também pode aumentar bruxismo. Olha aí. Vamos lá, pessoal. E a gente não vai falar sobre isso, mas a gente sabe que nós somos, nós temos divisões no no dormidor, né? curto, regular e longo dormidor. Então, o curto sou eu. Eu até 6 horas é tranquilo para mim e fico bem, não fico dormindo durante o dia. O regular é até oito e o longo dormidor, que são os adolescentes, tá? Um dia a gente pode vir falar sobre isso. Legal. Precisa de 10 horas. Uau! [risadas] E aí a gente tem uma privação para ter vida. Uhum. Você trabalha, você tem que produzir, os boletos têm que ser pagos, então você não consegue dormir tudo que você consegue. E aí durante o final de semana a gente tem uma tendência a compensar. Muito bem, Marcelo. Se você tiver a eh dormindo mal, você está acordando com a mandíbula dolorida por causa do seu padrão de sono. Postura na cama, travesseiro, tá? Mas dormir demais não causa bruxo, senão todos os adolescentes teriam, né, gente? [risadas] Muito bom, muito bom. 8:54, a última pergunta e a gente já vai paraas considerações finais. Pode mandar a produção, por gentileza. A gente falando aqui sobre bruxismo, né? E claro, a a a sua conexão aí com a nossa saúde mental. Gabriel Prado do de Barão Geraldo. Eu trabalhava em escritório e o bruxismo era forte. Mudei de rotina e quase sumiu. Sério? A mudança de ambiente pode influenciar tanto assim? Olha, interessante. Sim, isso é muito importante, pessoal. Eu eu já tive eh eu tive, não, né? Eu tenho uma paciente que ela reclamava demais do ambiente de trabalho, muito parecido com o que você tá me falando. E aí ela temha ela tinha, além de tudo essa dificuldade de acostumar. E um dia eu tive que falar para ela assim: "Minha querida, ou você muda de emprego ou nós vamos ter que tratar a sua aceitação no emprego". Ah, mas eu ganho super bem. Eu não quero abrir mão do que ele me dá. Eu quero. Bom, então terapia, você vai entender o que tá acontecendo e vai abrir um consenso no seu, na sua mente, no seu corpo, de que aquilo é o que você quer. Então você tem que acostumar e parar de deixar que esse ambiente acabe com você. E tá certíssimo. O nosso colega aí que colocou, não deu para mim, então eu tenho que sair. E provavelmente se praticamente sumiu e virou um comportamento motor, excelente, ele não estava crônico ainda. É o sonho de consumo de todo mundo que trata bruxo. Muito bem. Nossa, Patrícia, quase uma hora conversando com você. a gente fica muito feliz, né, em ter eh eh essa conexão contigo. Obrigada. Quero agradecer pelos ensinamentos que você trouxe aqui no programa de hoje, eh por compartilhar essas informações que eu acredito que são primordiais para quem sofre com o bruxismo, entender que a gente precisa tratar, né, o nosso corpo e a nossa mente e que tudo está alinhado. Então, considerações finais, por gentileza. deixa eh uma mensagem aí para os nossos telespectadores e mais uma vez muito obrigada pela sua participação. Eu agradeço. É sempre muito bom poder tá informando quem sofre com esse problema e muitas vezes nem sabe o que tá acontecendo. Mas pessoal, eu quero que vocês entendam, todo mundo aqui que tá nos ouvindo, eu sou uma paciente e trato o bruxismo. Eu eu, né, no meu ritmo de vida, eu falo que não tem como eu não usar uma placa, por exemplo, quando eu tô viajando. Então, eu quero que vocês entendam que tem tratamento, tem controle, tem manejo. Você não precisa viver com isso. Você precisa procurar um profissional que entenda o que tá falando e que acolha a sua dor. Maravilhosa. É isso, gente. a gente precisa entender que às vezes, né, eh, o bruxismo é um sinal do corpo, um sinal do corpo pedindo para você desacelerar. É isso mesmo. É um aviso, né, de que seu cérebro precisa, ó, acalmar, desacelerar. Tratar os dentes é importante, mas entender a origem emocional e aliar essa esse tratamento emocional com o tratamento dos seus dentes faz toda a diferença. Então a gente tem mais é que agradecer a Patrícia, agradecer você de casa pelas perguntas e que conteúdo importante já tá disponível lá, porque nós estamos ao vivo aqui na TV Câmara Campinas, também ao vivo no YouTube. Você pode compartilhar esse programa com tanta informação para as pessoas que você ama e para as pessoas que você conhece, que de repente sofre de bruxismo. E esse alinhamento aí de saúde mental e saúde bucal pode ser que leve a uma melhor qualidade de vida, combinado? A gente agradece você. Lembra que amanhã nós temos mais Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas e amanhã a gente fala sobre diálogos imaginários. Bom, desde criança tem gente que tem um amiguinho imaginário, né? Então, e tem gente que adulto fala sozinho. Bom, eu me pego falando sozinha várias vezes, mas por que que a nossa mente cria essas conversas, essas discussões internas, diálogos imaginários e quando isso é normal e quando isso é preocupante? situações cotidianas como tomar banho, caminhar, dirigir, tentar dormir e de repente a mente cria diálogos que a gente acaba conversando com quem? Por que que a gente fala [música] tanto? É uma conversa interna, é algo que precisa ser tratado ou está tudo bem? É normal? O que que a psicologia explica [música] sobre isso? Amanhã vamos conversar sobre diálogos internos aqui no estúdio Câmara. Então fique ligadinho com a gente. Te esperamos amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã. Eu vou entregando aqui pra Central de Informações. É central de informações, porque a Íria, a nossa jornalista de inteligência [música] artificial, vem atualizando todas as informações aqui de Campinas. Informação do Legislativo, Brasil e Mundo para você. Ao meio-dia nós [música] temos Câmara Notícia com informações também do legislativo e aqui da nossa metrópole. E a programação da TV Câmara Campinas sempre, né, [música] feita com muita responsabilidade, muito carinho aí dos nossos profissionais aqui do grupo Mais de Comunicação. [música] Um abraço grande, fique bem, se cuide, tá bom? Cuide da saúde mental, porque faz toda a diferença pro restante aí do [música] nosso corpo, tá certo? Beijo grande. Valeu. Obrigada, Patrícia. Um abraço aí pros meus conterrâneos de Maringá. Fiquem todos com Deus [música] e até amanhã. Valeu, tchau. Tchau. [música] [música] [música] [música] [música]
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