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Estúdio Câmara | Alimentação saudável cabe no bolso?
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Estúdio Câmara | Alimentação saudável cabe no bolso?

35 views Publicado 03/02/2026 HD · 56:02

Descrição do vídeo

🥗💰 Comer saudável é caro? Ou é falta de informação? No Estúdio Câmara, o tema do programa traz uma discussão essencial para o dia a dia das famílias: como manter uma alimentação saudável sem comprometer o orçamento. Muita gente acredita que comer bem significa gastar mais, investir em suplementos caros ou fazer compras apenas em lojas especializadas. Mas será que a saúde está mesmo no preço da etiqueta ou nas escolhas que fazemos no mercado, na feira e na cozinha? 🤔🍎🥦 Durante o programa, especialistas analisam os hábitos alimentares da população, o impacto do salário mínimo no orçamento das famílias, e explicam como é possível equilibrar o prato sem desequilibrar as finanças. A conversa passa por temas como planejamento de compras, aproveitamento integral dos alimentos, consumo consciente e os riscos dos ultraprocessados, que parecem baratos no curto prazo, mas podem custar caro para a saúde no futuro 🍟🚫. O Estúdio Câmara também destaca a importância da educação alimentar, mostrando que pequenas mudanças na rotina — como escolher alimentos da estação, priorizar feiras livres, reduzir industrializados e organizar marmitas — podem trazer benefícios reais para o corpo e para o bolso 📊🥘. 👥 O programa conta com a participação de especialistas da área da saúde, que ajudam a desmistificar ideias comuns sobre alimentação saudável, obesidade, transtornos alimentares e comportamento alimentar, trazendo orientações práticas, acessíveis e possíveis para diferentes realidades sociais. 💬 E você também faz parte dessa conversa! O público é convidado a participar, enviar mensagens, compartilhar sua rotina alimentar e contar como organiza as compras: semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente. Cozinha todos os dias? Faz marmitas? Consome frutas, legumes e verduras com frequência? Sua participação ajuda a enriquecer o debate! 📺 O Estúdio Câmara é um espaço de diálogo, informação e cidadania, levando temas que impactam diretamente a qualidade de vida da população de Campinas e região. 👉 Assista ao programa completo, reflita sobre seus hábitos e descubra que alimentação saudável pode, sim, caber no bolso — com informação, planejamento e escolhas conscientes. 💡 Deixe seu comentário, curta o vídeo 👍, compartilhe com quem precisa ouvir essa mensagem e ajude a espalhar informação de qualidade! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar. Hoje, terça-feira, dia 3 de fevereiro. Hoje o nosso assunto mexe com o seu bem-estar e, claro, com o seu bolso. É, muita gente acredita que para comer bem é preciso gastar uma fortuna em lojas de produtos naturais ou então aqueles suplementos caros, né? Mas será que a saúde está mesmo no preço da etiqueta ou na escolha que a gente faz na feira? Hoje a gente vai descobrir como equilibrar o prato sem desequilibrar as finanças. E a gente quer você participando conosco. Manda sua mensagem pra gente. WhatsApp tá na tela. Conta aí você como é que você faz as suas compras, né? Eh, uma vez na semana, de 15 em 15 dias, somente uma vez ao mês. Você faz marmitas ou então você cozinha todo dia? E legumes, frutas e folhas. Qual que é a frequência que você coloca esses itens no seu cardápio? Participe com a gente. 1997829377. Os nossos convidados já estão no estúdio. Daqui a pouquinho vou apresentá-los. E hoje a gente fala de alimentação saudável, mas de um jeito que a gente pode pagar, tá bom? É isso mesmo. Muita gente fala: "Ah, mas comer saudável é caro demais. Será que é?" Vamos tentar descobrir e vamos ver se a gente consegue inserir uma alimentação saudável no nosso cardápio aí esse ano de 2026. Muito bem, vamos com informação. Olha, ontem aconteceu a primeira reunião ordinária do ano na Câmara de Campinas. Os vereadores aprovaram em primeiro turno dois projetos do poder executivo para concursos públicos, né? é o projeto de lei 133 de 2025 que cria a reserva de 30% das vagas, 25 para pessoas pretas e pardas e três para indígenas e mais 2% para quilombolas, com autodeclaração baseada nos critérios do IBGE e mecanismos de validação e recurso. Já também foi aprovado o projeto de lei complementar também do executivo 134 de 2025, que define regras gerais para concursos como etapas possíveis, exigências mínimas do edital, direitos como nome social e amamentação e veda concurso apenas para cadastro de reserva. Ainda na área da fiscalização, o vereador Rodrigo da Farmadic apresentou requerimento à prefeitura de Campinas cobrando informações sobre o abastecimento de medicamentos na rede pública após a mudança do almoxerifado municipal. Ele pede prazo para normalização, medidas emergenciais, lista de remédios em falta e também impactos no atendimento, especialmente de pacientes crônicos. O requerimento aprovado em plenário, será encaminhado ao executivo para a resposta no prazo regimental. Lembrando que tudo que aconteceu ontem na primeira reunião ordinária do ano, você confere hoje no Câmara Notícia com Gabriel Castro. Vamos lá, mais informação chegando. Olha só que legal, a sexta edição da Taça das Favelas em Campinas já tem datas, viu? Os jogos começam em 18 de abril e a decisão está prevista para 30 de maio. Serão cerca de 3.000 participantes em 48 equipes, sendo 32 masculinas e 16 femininas. O lançamento foi realizado ontem na sala azul do passo municipal de Campinas com a participação dos representantes da CUFA. As partidas devem acontecer na Praça de Esportes Argemiro Rock e afinal terá transmissão ao vivo com possibilidade de ocorrer no estádio Brinco de Ouro da Princesa ou então no Moisés Lucarelli. As inscrições já estão abertas pelo site e aplicativo da Taça das Favelas CUFA. Previsão do tempo para hoje. Precisa falar muito? Acho que não, né? Você já viu lá fora como é que tá? Chuva forte agora de manhã, diminui a tarde e à noite volta a chover com mais intensidade. Essa é a previsão do tempo. De acordo com o clima para você que acompanha a programação aqui da TV Câmara Campinas. Mínima 21, máxima 26º. Muito bem, informação e previsão OK. Agora vamos falar sobre alimentação saudável e vamos apresentar os nossos convidados. Olha, gente, manter a saúde em dia é o desejo de todos, mas quando a gente olha para os preços no supermercado, a conta nem sempre fecha, né? No Brasil, o salário mínimo atual desafia as famílias a buscarem o melhor valor nutricional com menor custo. Mas será que o barato dos ultraprocessados não sai mais caro lá no futuro? Para essa conversa fundamental, vamos apresentar três especialistas que vão nos ajudar a montar esse quebra-cabeça. Bom dia muito especial. Seja bem-vinda, Adriana Pereira. Ela é psicóloga clínica com 15 anos de experiência, especialista em transtornos alimentares e obesidade também. Seja bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Obada. Bom dia. Com a gente também para completar aí o nosso time, né? Olha só, três pessoas aqui super especialistas. A Bruna Patrão, ela é nutricionista, domina as estratégias da comida de verdade. Muito bom dia, Bruna. Bom dia, Rúbia. Prazer estar aqui de volta. Obrigada pelo convite. Uma pequena correção. Eu sou médica com especialização em nutrologia. Maravilha. Médica especialização em nutrologia, Bruna Patrão. E também mais um médico aqui, Víor Dias, referência em nutrologia e medicina integrativa. Seja bem-vindo. Bom dia. Muito obrigada. Sempre um prazer estar aqui com você. Maravilha, gente. Seguinte, já viu, né? três pessoas aqui que vão nos orientar referente à alimentação saudável, mas alimentação saudável que realmente cabe no nosso bolso. Não adianta a gente fazer aqueles planos mirabolantes, aquelas dietas que você sabe que você vai conseguir fazer ela um mês, mas daí depois você vai parar para pensar: "Poxa vida, mas tô gastando demais, então isso não vai caber no meu bolso." Então a gente precisa entender. Vamos começar com o Dr. Víor. Ah, pra gente começar o entender essa questão de básico, né? O que que é o básico? É caro ser saudável? Tem uma diferença entre o custo de prevenir doenças com uma boa alimentação e o custo de tratar uma enfermidade crônica no futuro pela nossa alimentação que de repente não seja tão saudável assim? Bom, com certeza, né? Um tema que vai render bastante conteúdo aqui pra gente, né? Eh, o primeiro ponto que eu costumo trazer pro pros meus pacientes aqui, pros telespectadores, é que comer bem não necessariamente quer dizer que você tem que gastar muito dinheiro para isso, tá? É importante que o prato seja equilibrado, que tem ali a quantidade de fibras, de vitaminas, de proteínas, de carboidratos e que, obviamente, exista uma constância com relação à alimentação, tá? Então, eh, o problema, o grande problema é a ingestão desenfriadamente de alimentos ultraprocessados, né? A gente vai falar muito e a relação desses alimentos ultraprocessados com doenças crônicas. E eu costumo brincar, né? Eu falo que o açúcar ele é barato lá no supermercado e quando eu digo açúcar, eu estou falando dos alimentos açucarados, eh, condimentosos, enfim, e caro pra saúde, porque isso traz uma grande consequência como diabetes, hipertensão arterial, câncer, doenças autoimunes, que obviamente vai trazer um preço não só pro paciente, pra pessoa, mas pro sistema público de saúde. Então, eh, acaba saindo mais caro lá na frente, né? Exatamente. É a famosa visão de longo prazo, né? Investir no prato hoje para não ter que investir na farmácia amanhã. Aí eu pergunto pra Dra. Bruna, do ponto de vista eh eh nutricional, né? Qual que é a sua avaliação da dieta? O que que encarece a dieta do brasileiro? É o preço do alimento em natura ou a ideia de que a gente precisa de produtos fits, aqueles produtos Mega Master, de embalagens bonitas pra gente ser saudável? Eu acho que é uma mistura, Rúbia. Então assim, fazendo até voltando um pouquinho, né, compreendendo esse assunto, voltando aos primórdios da nossa alimentação, né? Então, como tudo começou, caça, pesca, então frutas sazonais, a gente tinha sazonalidade, toda essa questão de comer o que está disponível na natureza e na época tinha um custo, né? O custo era muito mais físico, então tinha que correr, usar, usar o físico, caçar, buscar. Com isso a alimentação era muito mais saudável. E com isso também tinha muito mais convívio, né? O preparo dessa alimentação, o sentar para fazer essa alimentação, o estar presente nessa alimentação, né? E aí com o tempo a gente foi, a humanidade foi evoluindo, né? nós evoluímos, veio revolução industrial, veio os alimentos ficarem prontos para as prateleiras, que é o que nós temos disponíveis hoje. Então, ao passo que antigamente nós tínhamos mais saúde, tinha-se o problema do medo da escassez, que hoje a gente não tem mais, né? Tá tudo sempre disponível. Em quantos mercados tem perto da nossa casa? às vezes 24 horas que você consegue buscar um alimento rápido, ultraprocessado, que vai dar um pico glicêmico, insulinêmico. Muitas vezes existe essa busca, né? Então hoje nós temos muito mais essa oferta, os produtos voltados muito mais para as prateleiras e e deixamos um pouco de lado essa alimentação basal, primordial, essencial, né? Então, quando a gente fala em custo, é possível não gmetizar isso, é possível comer natural, saudável, sem dúvida a base, né? O arroz, feijão, o ovo, a carne, o peixe, a feira, a fruta, eles são e eh alimentos extremamente mais saudáveis que deveriam ser o nosso primordial, o nosso essencial. E não é necessário essa gurmetização, né? A busca pelo morango orgânico dos Alpes do Himalaia. Isso não, não existe essa necessidade, sem dúvida. Ah, bom saber disso, né, gente? É, é, é, a gente se confunde um pouco, né? Comida de dieta comida de verdade. A gente precisa ter o equilíbrio. O arroz, feijão e o ovo ainda são nossos maiores aliados. Eu acredito que arroz, feijão, a Bruna trouxe muito bem. pessoal antes lá no Homem das Cavernas lá eles caçavam para comer, então eles faziam exercício físico, se alimentavam de maneira correta, né? E aí tinha uma vida mais saudável. Será que é isso? Vamos lá, Adriana, psicologia agora, porque culturalmente a gente aceita, a gente aceita, né, eh, pagar caro em um, de repente um combo fast food e tal, do que investir o mesmo valor em uma um combo de alimentação saudável. Tem uma barreira psicológica que faz a gente eh eh ver o alimento saudável como um custo e o ultra processado como uma recompensa. O que acontece no nosso cérebro? Com certeza a gente tem, a gente vai trabalhar, a gente percebe muito a questão da alimentação numa num muito ligado a questões afetivas, né? Então a comida sempre vem como uma recompensa, né? Ah, você foi um bom filho, você fez uma questão, uma você teve uma boa nota na escola, toma aqui, você ganhou um docinho, né? Ah, então você trabalhei muito hoje durante o dia, eu mereço um hambúrguer, eu mereço alguma coisa, né? Então, sempre essa questão de troca, né? Parece ser fácil, eu tô cansado, então eu vou buscar uma coisa pronta, eu não vou cozinhar, eu não vou fazer isso que a Bruna trouxe muito bem. Eu não vou reunir a minha família para preparar uma comida, pra gente ter um momento de integração no final do dia, pra gente poder estar junto, entender o que tá ali. Então, ao mesmo tempo que se busca esse afeto, que se busca essa recompensa, tem esse distanciamento também da afetividade, porque tá cada um no seu celular, cada um na sua correria e não tem esse momento de sentar e preparar e fazer a integração familiar como se tinha antigamente, né? que traz aí também o pensar, o que é que a gente vai vai colocar, né, eh, para nossa paraa nossa nutrição, o que que a gente vai colocar pro nosso organismo, que seja realmente nutrir e não trazer recompensas emocionais. Nossa, né? Se a gente para para analisar, é o autoconhecimento, né? A gente se a gente começa, a gente começa a entender por que a gente dá mais valor financeiro ao que nos faz mal, né? Porque a gente acaba dando valor ao que nos faz mal mesmo quando a gente para para analisar a questão da alimentação. Ó, o relatório da ONU de 2024 aponta que a América Latina tem um dos custos mais altos para uma dieta nutritiva, né? Então eu pergunto pro Dr. Bruno, como é que a medicina integrativa ela orienta o paciente a a blindar a saúde sem estourar o orçamento? OK. Eu tive acesso a esse estudo, na verdade foi um relatório publicado em 2024 com dados de 2022, né? É um estudo em que há o apontamento dos alimentos, da alimentação saudável no mundo e os países da América Latina e do Caribe ficaram como índice de pior alimentação, né? Uma alimentação saudável mais cara, se eu não me engano foi,50 por pessoa. E o que que isso nos traz, né? nos traz que eh eh apesar de estarmos em regiões tropicais de abundância, né, com relação a clima, a alimentos saudáveis, muitas pessoas às vezes acabam escolhendo alimentos ultraprocessados, alimentos que não são de tanta qualidade por dois motivos. ou por questão de acesso, uma questão financeira, né? E o outro é o que a gente tá falando aqui, que é o apego emocional ao alimento, principalmente ao açúcar refinado. Nós sabemos que o excesso de açúcar, a busca desenfreadamente por alimentos açucarados liberam dopamina. Dopamina é um neurotransmissor relacionado à recompensa, né? Aquele mesmo neurotransmissor que a gente libera em situações em que a gente tá feliz, né? E isso gera um ciclo vicioso. A pessoa quer comer açúcar porque ela quer ficar feliz, é um alimento rápido, barato. E o que que esse relatório nos traz? que obviamente os países que têm uma um um custo mais elevado para alimentação de qualidade, como os países do Caribe e da América Latina, incluindo o Brasil, muito provavelmente quer dizer que essas pessoas estão comendo mal, ou seja, essas pessoas estão e eh substituindo alimentos saudáveis, já que eles são caros, por alimentos ultraprocessados, que são, na grande maioria das vezes, baratos. E aqui, o que que a gente tá falando de ultraprocessado? Às vezes a a o pessoal que tá em casa não sabe, né, decifrar. Nós estamos falando de bebidas açucaradas, refrigerante, bolacha, biscoito, eh não necessariamente um alimento, um alimento e light e ele é saudável. Inclusive eu participei de um programa aqui com você, a gente falou muito sobre isso, né? Tem existem muitos alimentos light que são ultraprocessados, né? Eh, então a minha visão integrativa respondendo à sua pergunta é que eh é preciso a conscientização. Muitas pessoas acabam não se organizando do ponto de vista eh financeiro, acabam optando por alimentos de péssima qualidade, por uma busca afetiva, né? E na grande maioria das vezes não é por problema financeiro, porque já respondendo aquela primeira pergunta, um arroz não é caro, entre aspas, o feijão, uma sardinha, um ovo, um tomate, uma salada. Então, na grande maioria das vezes, as pessoas acabam comendo alimentos ultraprocessados, alimentos açucarados, para satisfazer um problema eh emocional. Uhum. Comendo as emoções, né? Se a gente para para analisar. Quantas vezes você já comeu sua emoção essa semana? Hum. É, eu acho que eu comi minha emoção ontem. Se eu parar para analisar, por favor, Dr. Bruno, puxando um gancho do que o Víor comentou em relação a a questões de confusão, né? Então, muitas vezes, eh, ah, é light, éite, é sem glúten, é sem lactose e aí entende entende-se que é saudável. Exatamente. Aí tem esse um ah, mas não tem glú. Eu pego muito isso no consultório, eu percebo muito isso no consultório. Ah, eu eu comprei esse produto é light, quando você vai ver não tem nada de nutriente. É zero nutritivo, porém é light, porém é di, porém não tem glúten. E aí entende-se como saudável. E não é, ao passo que nem tudo que é natural é saudável também. Então, um paciente diabético, eu recebo muito isso também. Ah, mas mel, mel é natural. Eu falo: "Não, mas o mel no seu caso, por isso a necessidade da gente conscientizar. Quanto mais natural o alimento, melhor. Mas nem tudo que é natural vai ser 100% saudável e aplicável à saúde. E nem tudo que vem num rótulo bonito, 100, 100, 100, sem, vários 100, né, vai ser saudável e nutritivo para o corpo, né? Uau, que confusão. Ainda bem que nós temos vocês para poder desmistificar tudo isso, porque realmente causa uma confusão muito grande. Você imagina uma pessoa que tá lá aprendendo a ler rótulo e e quer se alimentar de uma forma, né, saudável e opta por esses alimentos aí que você precisa entender, ler tudo que tá escrito, vai dar uma confusão total. Eu falei de comer as emoções. Gostaria que você trouxesse pra gente eh essa questão de comer as emoções, porque às vezes a gente acaba se confundindo, né? Você você faz uma alimentação saudável segunda a sexta, aí chega final de semana, aí vem um tédio, aquele tédio de domingo principalmente, que domingo dá aquele tédio assim, não sei o que que acontece. Tem pessoas, a gente já fez um programa sobre isso, tem pessoas que entram uma uma deinha no domingo e aí domingo à tarde, domingo à noite, vai lá, abraça um pote de sorvete, vai pra frente da TV, mas esqueceu que durante a semana comeu arroz, feijão, ovo, alface, cenoura e tá comendo as emoções. É, eu diria que eu não sei se a pessoa esqueceu, às vezes é proposital, né? Eu mereço. Eu mereço. É, eu mereço. Eh, doutor trouxe uma coisa interessante da questão da dopamina, né? A gente precisa de de prazer imediato. Isso, né? Eu não quero prazeres. Eu não quero entender o que é que tá o que que tá me causando um sofrimento, uma angústia interna, né? Então, eu preciso de um prazer imediato. E o que que o que que traz isso? É, é as comidas açucaradas, eh, gordura, né? Eh, coisas eh palatáveis, né? Isso traz um prazer muito grande. Então, eh, muitas vezes eu vou buscar esse prazer, né? Muitas vezes eu tenho questões que estão muito internas, que eu não faço nem ideia do que possa estar fazendo com que eu vá buscar uma comida, com que eu vá me alimentar eh de uma maneira que vá me fazer mal hoje ou futuramente. E e eu então eu vou buscar só uma uma medicação que vai me tirar fome, vai me tirar a compulsão, né? Mas essa medicação não vai tratar o que tá causando essa compulsão. Exato, né? E aí a gente vai buscar então na na na no processo de psicoterapia quais são as causas dessa compulsão, o que tá me fazendo buscar esse prazer imediato, por que eu não posso buscar outros prazeres na minha vida que não seja esse prazer imediato? Exatamente. Agora, falando em prazer, você sabe que eu tenho me cuidado muito nessa questão de alimentação, porque sempre é momento de aprender, sempre é tempo de aprender. E dieta é assim, se você começa, daqui a pouco você para, daqui a pouco você começa, não adianta, porque se você não tiver alguém para te orientar, não adianta, a gente não vai conseguir seguir. Só se você for muito disciplinado demais da conta. E aí quando eu vejo eh que eu vou ao supermercado e daí eu dou uma olhadinha assim na minha cestinha, que eu já nem pego o carrinho mais, a minha cestinha da semana e aí levo para casa, eu descasco mais e desembalo menos. Ai eu fico feliz demais. Só que agora eu preciso entender como a gente faz também para aproveitar o que nós descascamos, porque a gente acaba jogando as cascas, tá? sementes fora. E aí a gente precisa aprender a usar esse alimento de uma forma que a gente vai fazer o nosso dinheiro render, porque a gente tá aqui falando de alimentação saudável, que legal. Comprei cenoura beterraba e tal, fiz e aí eu peguei e joguei fora aquela casca. Eu já tô feliz que eu tô descascando mais, mas eu preciso pegar essa casca e trazer pra minha panela e pra minha dieta. Como é que a gente faz? É possível por Super possível, Rúber. Olha, é um assunto. Inclusive, ontem eu estava conversando com a minha irmã sobre isso e ela, minha irmã não é muito boa na cozinha, aí ela me pediu orientação para fazer uma sopa, ela, como é que eu começo? Aí eu falei: "Pegue os vegetais e higienize e corte". Não precisa descascafre, não necessariamente. Você, se você higienizar bem a cenoura, você pode, inclusive cortá-la e consumir a casca e está tudo bem. Sério? Nossa, que facilidade. Então, já é um ponto. Agora, em relação a aproveitar, eh, não sei se você sabe, é possível fazer um tempero delicioso com a casca da cebola, aquela casca que você higieniza, você tira, deixa secar, leva ao forno, depois você tritura, mistura com ervas. Então, assim, tudo é sim passível de ser aproveitado na cozinha, né? Nem tudo. Tem cascas que você vai, casca na melancia, você não vai conseguir aproveitar. Mas dá para fazer doce. Mas você não é possível com R assim, eu acho que o o não pode comer também isso. O equilíbrio, eu acho que o não poder, a proibição, ele vai levar, né? É, Adriana vai poder falar com com maestria aqui para você fala que não. Ah, eu vou comer só porque não pode. Exatamente. Exatamente. Equilíbrio. Eu acho que essa é a palavra, né, em tudo. Então essa sua busca. Parabéns pela sua escolha, né, de buscar os alimentos em natural. Você trouxe aqui, ó, meu meu ouvido até deu um estralinho. Falei: "Ai, que delícia!" Semanalmente, porque os alimentos estragam, né? Então, esses alimentos que a gente fala dos primórdios da humanidade, então a gente tá falando de frutas, verduras, sazonalidade, aqueles da estação daquele momento, eles vão estragar na geladeira, né? Então, por isso da semana a dica de fazer a compra na feira, no frut e não ficar porque tem uma parte do mercado que vai ser de produtos e naturais, né, dos alimentos e e uma outra grande maioria, diria que mais de 70% do mercado de produtos alimentícios, né, do que o Víor trouxe como os processados e ultra processados. Então, só para pro para pros espectadores entenderem, né? Um morango é um alimento em natura, uma geleia de morango é um alimento processado. Um danoninho de morango é um alimento ultra processado. Então ele passou por um processo ultra processado. Ele não foi minimamente processado para virar uma geleia, tá? Então quando a gente fala: "O que que seria melhor? Um danoninho ou uma geleia?" Uma geleia. Então, porque ele é menos processado do que um um um daninho, entende? E o interessante é que quanto mais, tá pegando um gancho, doutora, quanto mais ultra processado é o alimento, mais aditivo tem, porque esse alimento mais palatável fica também. E mais palatável tem que ter, tem que mascarar um pouco isso, né? E aí fica muito tempo lá na gonda do supermercado. Isso é um grande problema também. Ah, perfeito. Olha aí, né? Agora, quando a gente fala de cozinha, cozinha é um lugar de criatividade, cozinha é um lugar de conforto, né? E aí tem esse mindful cooking, é uma cozinha com atenção plena, né, que é uma tendência crescente, que transforma o ato de cozinhar em uma tarefa eh eh rotineira, eh que é uma tarefa rotineira, aliás, em um autocuidado da saúde mental, uma reconexão sensorial, né? Só que precisa ser sem pressa. Eu gostaria que você falasse um pouquinho eh dessa presença no aqui, no agora da cozinha, quando a gente está de repente preparando a alimentação da família ou fazendo as nossas marmitas da semana, porque é importante a gente colocar a nossa presença no que estamos fazendo. E a cozinha ela dá sim um um aquela coisinha gostosa de relaxamento, se a gente souber. né? E e fazer isso com verdade, com aquilo agora. Não adianta pra cozinha, corta, corta, corta, corta, joga na panela, sai correndo, faz. A gente precisa se dedicar, não é? Qual que é a importância disso, Adriana? Até porque em tudo que você coloca a sua atenção, você vai eh ter muito mais eh consciência do que você tá fazendo, escolhas, né? Como você tá preparando, por você tá preparando aquela alimentação, o que você vai ingerir, o que você o tipo de preparo, né? H, e até mesmo vai ser um momento, como você bem disse, né? É o momento de você se tranquilizar depois de um dia de trabalho extremamente difícil e que você vai até se acalmar para depois a hora que você for se alimentar, você não tá comendo tudo de uma vez, como se tivesse extremamente apressado e comendo mais do que o necessário, né? Então é isso também faz parte do você estar eh conectado com você, né? e coloca o gancho do que eu tava falando anteriormente. À vez eu pedir uma comida, pedir um hambúrguer, vamos lá comer essa coisa que vai me trazer um prazer. Traz os filhos, traz marido, vamos pegar uma um tempo de de qualidade com a família, vamos preparar isso aqui juntos, vamos fazer um momento de de de conexão da família. Isso tudo eh você ensina os filhos a comer, você ensina o que que é um legume, você pega hoje em dia uma criança que não sabe o que é uma abobrinha. Poxa, infelizmente as crianças não sabem, né? Então você vai ensinando, você vai conectando tudo isso, né, na na na mentalmente, né? Isso é muito importante. E é tão gostoso quando você vai pra cozinha e você faz lá, eu no caso faço marmita, né? E aí depois você vê as marmitinhas montadinhas, tudo bonitinho assim, você fala: "Yes, consegui, né? É bom demais isso." E a importância de da gente cozinhar com amor, com carinho, porque a gente tá nutrindo o nosso corpo, né, doutor? Existem estudos inclusive que nos mostram que quando a gente traz atenção plena pra cozinha, que é o mindful cooking ou mindful eing, né? O que que é mindful? Mindful vem de mindfulness. Mindfulness é atenção plena. Uma das estratégias que muitos psicólogos usam é para trazer a pessoa com ansiedade pro presente. Então, a partir do momento que você vive o presente, você acaba diminuindo estressores, acaba diminuindo essa ansiedade. E o mindful eating ou mindful cooking é o estado de presença plena no ato do do cozinhar. Normalmente, e comida é social, pelo menos aqui no Brasil, né? Quando você chama alguém pra sua casa, você chama para comer, para beber. E o interessante é que os estudos nos mostram que quanto mais você cozinha, mais você presta atenção no que você tá comendo, o que você tá colocando na sua casa. Então, a probabilidade de você colocar coisas que não são saudáveis é muito menor, tá? Lógico que existem exceções. Você vai chamar para fazer uma pizzada em casa, né? são exceções, mas na grande maioria das vezes a gente acaba tendo uma atenção maior na qualidade dos alimentos que a gente tá ingerindo, que é o lance da marmitinha que você falou, que você olha, fala: "Nossa, que legal, ficou bacana minha marmita. Você fica feliz com acho, eu entendo também que você tá envolvido em todas as etapas do processo. Então assim, você foi à feira, você comprou, você escolheu os alimentos, você levou pra sua casa, higienizou, preparou esses alimentos, né? E eu gosto eh eh puxando até o que o que a Adriana tava tava falando, né? Você estar naquele momento. Eu gosto de preparar para aquele momento. Liga uma música gostosa pro momento que você vai cozinhar, chama as crianças, né? Eu tenho dois filhos, eles participam ativamente de toda o preparo da comida em casa. Eu gosto muito de uma taça bonita. Eu adoro uma taça bonita. Coloco uma água com gás, um alecrim, um gelo e é o meu momento de cozinhar, sabe? admirando aquele alimento, curtindo aquele alimento, entendendo de onde ele veio, a procedência dele, como que eu vou preparar e dicas, né? Ai, vou pegar essa abobrinha, vou fazer de um jeito diferente. Ao invés de fazer refogada, como eu sempre faço, hoje eu vou fazer assada, vou trazer um tomate junto. Que gostoso, que delícia. Vão surgindo ideias, a gente vai conectando muito mais, né? vai vai fluindo e vai sendo muito mais saudável e nutritivo. Exatamente. E quando você faz, você cozinha, né, eh, é gostoso porque você acaba se cuidando em, de repente comer algo fora ali do que você se programou pra semana. É impressionante como a gente dá um start, né, Adriana? Eu queria que você trouxesse isso, porque isso acontece comigo, né? Eu eu quando faço a marmita ali bonitinha, eu de repente vou ah não, eu vou vou pular um pouquinho aqui, vou não pera lá, né? Olha só o esforço que eu tive. Olha que gostoso que é. Olha que bonitinho. Por que que eu vou fazer uma coisa que, né, agora não, não é o momento. O que que acontece no nosso cérebro? Porque a gente tem essa questão da recompensa e o alimento ultraprocessado, aquela pizza, aquele negócio, claro, traz aquela recompensa imediata, mas quando a gente ter está nesse processo, né, de comprar o alimento, de cozinhar e de fazer aquela marmita bonitinha, a gente acaba se segurando um pouco. O que que é isso? É uma disciplina? É o quê? Sim, um pouco da disciplina, né? Eh, mas eh é um pouco do que você tá fazendo, você tá se propondo, você tá se eh eh se comprometendo com você mesmo. Legal, muito bom, né? Tem uma questão de comprometimento. Então eu estou fazendo isso. Você tá se programando também, né? Você não tem muita questão. Claro que quando você eh vem a questão emocional, eu tenho a minha comida pronta e ainda assim eu quero buscar uma outra comida, né? que não é isso que eu quero agora, porque o meu emocional tá falando mais alto, mas você tem uma programação ali, né? Uma outra coisa importante também que é a questão que a gente fala do prazer, né? Então assim, se eu preciso de um prazer com alguma coisa, né? Se eu tenho restrições, a Bruna trouxe uma questão, ah, eu atendo, né? Vem um paciente diabético que não, ah, como que eu não posso comer mel, né? Então, eu vou perdendo prazeres na minha vida. Eu não posso comer coisas que antes eu comia muito, que eu me fazia, me trazia muito prazer. Então, que outros prazeres eu vou colocar na minha vida que não precisa ser necessariamente aquele que vem dessa desse tipo de alimento, né? Então, de repente, quando você tem esse ato do cozinhar, de preparar aquilo, são prazeres que você vai conquistando e você vai colocando também pra sua vida. É verdade, né? Mas você pode ir substituindo, não fica só aquele prazer imediato que você tinha antes. E essa essa questão de buscar prazeres, né, quando a gente fala no lifestyle, né, o estilo de vida, acredito que o Rúbia trouxe, que tá passando por esse momento, né, de transformação, eh, essa busca aí você começa a cozinhar, a buscar os alimentos, trazer pra sua casa, melhora a questão familiar e aí você tá num estilo de vida, o que que eu tô buscando? Uma alimentação mais saudável. Com isso eu vou buscar me exercitar. que é uma fonte de prazer que vai me ajudar inclusive a me alimentar melhor, né, por uma regulação hormonal. Inclusive eu tenho uma busca. Hoje eu acordei cedo, eu fui paraa academia, eu me esforcei ou eu fiz uma caminhada, ou eu fiz exercícios em casa mesmo, mas eu eu já me exercitei. Então assim, o meu corpo já recebeu uma dose de prazer. Eu não preciso buscar isso na alimentação, em alimentos hiperpalatáveis, né? E eh ultraprocessados, cheios de açúcar. Então eu consigo. Então eu já me exercei, já busquei o prazer. Que que eu quero fazer? Tô me cuidando. É um ciclo. Se eu estou me cuidando, eu já me exercitei, eu vou me alimentar melhor. Então é uma é é um compilado, é um estilo de vida que a gente fala. Por isso que a gente bate tanto na tecla, né, nós médicos, da mudança do estilo de vida. Então virar essa chave de fato para um estilo de vida saudável. E uma coisa puxa outra. O pessoal que vai pra academia acaba malhando, ainda não trabalhou bem a dieta, mas com o exercício físico, automaticamente, eu vejo muita gente falando: "Nossa, comecei a malhar, mas daqui dois meses eu já não como mais o que eu comia antes, eu já ajustei a minha dieta ou então vice-versa". Então a gente vai se acostumando, porque a gente se acostuma, o nosso cérebro se acostuma, né? E ele não tem a definição do que é certo ou errado. Então, se você tá fazendo algo certo aqui, ele vai se acostumar também. Pode ficar tranquilo. Agora, como nós estamos falando aqui de alimentação saudável ou acessível, vamos lá, uma cesta básica, o salário mínimo, né? Como que eu consigo? Poxa, Rúbia, eh, você está falando coisas aí que não faz parte da minha rotina, do meu cotidiano, porque eu sou um assalariado. É possível a gente ter uma alimentação saudável, mesmo ganhando um salário mínimo, doutor? Claro que é possível. Eh, o importante são as escolhas. Uhum. né? Existem muitos momentos em que, obviamente, a gente quer comer algo diferente, quer comer uma pizza, quer comer, fazer uma alimentação um pouco diferenciada, mas o arroz, o feijão, a salada, a verdura, o legume, ovo, a sardinha, que é um alimento super nutritivo, não é caro. Você quer um alimento barato e super nutritivo, o fígado bovino. Uau! um limãozinho, é um é um baita de um alimento. Então assim, nós estamos falando de escolhas eficientes eh pro dia a dia. Sim. E aí, em determinados momentos, é lógico que é válido também a exceção comer algo diferente. Então, comer bem não necessariamente quer dizer que você vai gastar tanto dinheiro. O que é importante é obviamente você fazer todo um uma um pensar um planejamento alimentar acerca e dos alimentos que vão colocar em casa no dia a dia, né? E a exceção não virar regra. O que não pode é comer pizza todo dia, comer fast food todos os dias e deixar um alimento saudável pro final de semana. Muito bem. Pode completar, por favor, sobre essa questão da alimentação saudável quando a gente ganha um salário mínimo. Vamos lá. Aí você ou então você recebe aquela cesta básica. Tem tem empresas que oferecem uma cesta de alimentos para pr para o funcionário, né? E nessa cesta de alimentos tem arroz, tem feijão, tem a sardinha, tem o macarrão e a gente consegue se alimentar assim de uma forma concordo. Concordo plenamente com o que o Víor disse, né? eh trazer isso pro hábito. Então assim, o que eu como sempre, o que eu como todos os dias e o que tá presente nessa cesta, o arroz, o feijão, a sardinha, aí a a busca por esses alimentos, né, de de feira, os ovos, os ovos são meus meus queridinhos ali, né, a um custo baixo e e um dos melhores alimentos que a gente tem, né, e em termos de para mim é leite materno e ovo. É, são os tops interessantíssimo. É, então é eh é super possível, né? E na sexta muitas vezes vem alguns alimentos para momento da exceção, né? Então a gente sabe que vem ali às vezes um pacotinho de salgadinho, uma bolacha, que aquilo não seja a base, que aquilo não seja o hábito e também a gente entender a estratégia. Então, já que falamos, né, do estilo de vida, o momento de comer cada um daqueles alimentos, né? Então, por exemplo, à noite eu diminuo um pouquinho a quantidade do arroz e coloco um pouquinho mais ovo. Então eu diminuo um pouquinho o carboidrato antes de eu dormir e trago um pouco mais de proteína. É uma estratégia com o que eu tenho diante de um salário mínimo, uma cesta básica. Então, usar aquilo que eu tenho com estratégia é super possível. Excelente. Excelente. A gente também pode, tem a questão de de plantar em casa também, né? Porque a gente fala aqui de alimentação saudável, supermercado, você vai lá, vai comprar um um um verde, né, uma salada e tal, você pode fazer uma hortinha em casa. E essa essa questão de fazer uma horta em casa, já trouxemos isso aqui no programa também, é uma maravilha pra nossa saúde mental mexer com terra, né, e ver você plantar e crescer e depois você poder se alimentar. Que que a psicologia traz pra gente sobre isso? Porque também é uma opção legal. Com certeza. Eh, é uma uma um recurso para você até trabalhar a questão de estress, de ansiedade, eh você poder ali também muito também você com você, né? Aquele momento você tá fazendo algo totalmente dedicado, que exige que você se dedique uma atenção plena naquilo que você está fazendo também, né? o cuidado, o que que essa planta precisa, o que que eu preciso colocar água, eu preciso colocar uma adubação, eu preciso, o que que eu preciso fazer aqui, né? Então é uma dedicação, é uma uma atenção muito grande que você tem que colocar ali também. Então para trabalhar estress, ansiedade é extremamente importante também. Ol que legal, doutor pontua algo? Eu acabei te cortando, desculpa. Não, o papo tá tão gostoso que eu segindo fluxo aqui. Eh, o que eu queria pontuar é que a OMS, né, Organização Mundial de Saúde, recomenda uma ingestão calórica no máximo eh de 10% de açúcar na dieta pro homem, né? Mas com uma recomendação de 5%. E se a gente trouxer isso para número, nós estamos falando de 25 g de açúcar por dia pra mulher e 35 g pro homem. Às vezes muitas pessoas consomem isso num cafezinho. Café que é 25 g de açúcar. O que o que que é uma colherinha de chá? O que que é 25 g? Normalmente uma colherzinha de chá são 5 g, né, gente do céu, né? E e a OMS coloca pro sal refinado 5 g. Uau! Então, é, é importante a gente falar de números, porque você que tá em casa às vezes não tem essa percepção, ah, o que que é muito, o que que é pouco. Então, é só a gente parar para refletir como é que funciona a alimentação hoje do Brasil. Normalmente a pessoa vai tomar café, ela coloca 20 g de açúcar um que eu perguntei. E o açúcar é devastador pra nossa saúde, né? E muitas vezes, Vitor, esse açúcar tá escondido, né? Então, inclusive com outros nomes no na lista de ingredientes, muitas vezes não está açúcar, tá xarope, tá glicose, açúcar invertido, então tem vários nomes pro açúcar e aí tem essa quantidade. Então são 25 g dia. Ok. Ok. Isso eu já coloquei no meu café, só que eu vou comer um bolinho industrializado. Ali já tem 50 g. Então assim, eu já tô em três vezes a meta num mínimo de de alimentação que eu fiz, um bolinho, outro processado e um café. fora todo o resto, se eu for comer mais alimentos ultraprocessados. Daí voltando um pouco no que havíamos falado anteriormente, da importância da gente preparar, né, de nós prepararmos o nosso alimento. Se eu que preparei essa salada de frutas, eu sei o que eu coloquei nela e eu sei que eu não coloquei açúcar, né? E mas se eu compro uma pronta, nossa, tão docinha, será que tem alguma coisa? Dificilmente as pessoas sabem, né, ler o rótulo, entender o que tem ali, que muitas vezes tá um pouquinho mascarado, né? O açúcar tá com outro nome que não o nome de açúcar. Exatamente. E sem contar que essa questão do açúcar, né, ela ela vicia, o açúcar vicia mesmo, né? E isso traz aí um transtornozinho pra gente também quando a gente fala de saúde mental, né, Adriana? Tudo que a gente vai ter de de prazer, né? Eh, é como se fosse, você vai falar em vício, é como se fosse uma droga, né? Então, depois para você conseguir tirar isso, né? Acho que os dois podem falar muito bem sobre isso. É difícil porque você quer, né, eh, quer esse essa essa e esse prazer, né? Você quer sentir esse esse eh essa sensação gostosa que é de comer um chocolatezinho, né? Ai, tem tá estressada. Ai, vou comer um chocolate para desestressar, né? É o cérebro dando um sinal. Açúcar para mim, açúcar para mim, né? E a gente volta na questão que você não desestressa porque você não tá tratando a causa, né? Você tá mascarando. É como se você tivesse uma dor de cabeça, tomasse uma aspirina e essa dor de cabeça não passa, né? Então você vai tomar outra aspirina até quando? Você não vai buscar o que que tá causando essa dor de cabeça. Não, você vai fazer exames, você vai buscar o que tá causando essa dor de cabeça para você tratar a causa. É a importância, né? quando a gente, nós temos aqui, ó, dois doutores, temos a nossa psicóloga e a importância desse tratamento integrado, né? Se você puder eh estar com com eh eh toda uma equipe eh em sua volta, eu acredito que a gente consegue eh essa questão de obesidade, ansiedade, né? Tem como, tem tratamento, tem pessoas especializadas. E que bom que a gente pode trazer vocês aqui para poder de repente abrir, né, um pouquinho mais a nossa mente. Poxa vida, o que que são 25 g de açúcar, gente do céu, quantas gramas de açúcar eu já consumi agora de manhã, entende? Então, como é bom conversar com vocês. Maravilha. Olha, 8:50, falta 10 minutinhos para as 9, a gente vai até 9:5. Então, o seguinte, tem algumas perguntas. Eu queria falar tanto, mas tanto, porque tem a questão do Light, do DI, esse negócio do zero, que também tá uma polêmica aí, tem a questão da comparação, tem a questão da rede social, é tanta coisa que a gente quer falar, mas a gente tá com pouco tempo, né? Pouco tempo não é o tempo do programa, mas é que assim, o papo tá gostoso e a gente tem que ah atender os nossos telespectadores. Então, tem bastante perguntas, mas como estamos com tempo escasso, uma pergunta para cada um, tá? E aí a gente já vai pras considerações finais. Uma pena, mas tá bom, né? A gente precisa entregar. Vamos lá. Ô produção, pode colocar na tela pra gente, por favor. Vamos ver o que que o pessoal de casa tá falando aí. Oi, Fernanda Araújo do Jardim São Marcos. Bom dia. Vamos lá. Muitos alimentos do dia a dia t açúcar escondido, que a doutora acabou de falar. O que mais engana o consumidor e como aprender a ler rótulos sem complicação? Vamos lá, doutora Bruna. Bom, uma dica é a gente entender, né, o esses nomes. Então, quando você vê glicose, xarope de glicose, açúcar invertido, açúcar, maltose, tudo isso são os nomes do açúcar. Então, estar atento a esses nomes. Outra dica é olhar no rótulo a quantidade de carboidratos e calorias, tá? Então, quando tiver muito açúcar, vai ter muita caloria e vai ter muito carboidrato também. Então atenção, nesses pequenos itens, você já consegue fazer uma escolha melhor de um alimento ultraprocessado. Excelente. Tá vendo a gente aprendendo ler rótulos, né? Pode colocar mais uma na tela, produção, por gentileza. Vamos lá. 8:52. A Mariana Lopes do Jardim Florense. Muita gente come por ansiedade ou cansaço. Como perceber quando a fome é emocional e não física sem cair na culpa ou em dietas muito rígidas? Essa culpa de comer, gente. Você come, come, come. Depois você fala: "Nossa, que que eu fiz?" Né, Adriana? Socorro. Primeiro de tudo, eu estou sentindo fome. Então, que que eu tô sentindo, né? Nós temos dificuldade de nos perceber também, né? Porque nessa correria, nessa coisa agitada que a gente tem, a gente não se percebe, né? E é importante parar e pensar o que que eu estou sentindo neste momento. Eu tenho sintom eu tenho essa sensação de fome mesmo, né? Ou o que eu tô sentindo é uma agitação, é a minha mente acelerada, eh, eu tô sentindo o estress porque eu tive um dia super difícil, acabei de dar uma discussão no trabalho, briguei com meu marido, briguei com a minha esposa, é fome, né? E então isso dá para você diferenciar. Uhum. Né? Então, nessa diferenciação, o que que eu faço? Eu sei que é difícil ali no momento de tudo isso. É, o interessante é você pensar, se eu não não é fome, eu vou ter que buscar alguma outra coisa, vou fazer um, vou buscar uma outra tarefa, vou tentar eh uma coisa diferente do comer ali na compulsão, buscar ali naquele momento. Ã, eh, a primeira coisa que eu vejo, o prazer imediato. Sim. É. E aquela questão da respiração, se voltar para aqui e pro agora, funciona nesses momentos assim bastante. Hum. Porque é exatamente isso, se perceber. Uhum. Né? Quando você se percebe, deixa eu entender o que que eu tô sentindo, o que que eu estou pensando, o que que o que que eu quero realmente cuidar do que está acontecendo comigo, né? E não só mascarar o que está acontecendo comigo agora. É verdade, né? A gente às vezes dá assim uns negócios, fala: "Nossa, quero comer alguma coisa agora". Aí você olha a geladeira, só tá suas marmitas lá. Daí, ai eu vou pedir alguma coisa aqui, né? Quem nunca? E a gente precisa se voltar para aqui, para agora, dar aquela respirada, né? A nossa psicóloga tá dizendo que, ó, dá para dar uma acalmada, vale a pena tentar, viu? Vai que você consegue. E aí ficar que tipo de fome é também, né? Temos fome social, emocional, habitual, fisiológica. Nossa, mas quanta fome. Rúia, você já tem uma estratégia muito boa. Só aqui já deu para perceber. Não abrir a geladeira não tem. Será que eu vou? Eu vou eu vou me render a ponto de sair de casa para buscar um doce. Não vou. Água respira. É, eu já troquei carrinho. Não, mais só cestinha, entendeu? E aí semanal e na feira. Exato. Tem locais do do do supermercado que eu nem passo assim, eu vou por aqui. Não vai lá, fica porque senão já viu, né? Ideal é fazer compra sem fome, hein? Totalmente. Nossa, você vai com fome, você vai direto na padaria do supermercado. Vamos lá. 8:55. Mais uma pra gente, por favor, gente. Vamos lá, produção. André Luiz do Campo Grande, o consumo excessivo de açúcar, olha aí o açúcar, né? Sempre, né? Pode causar problema além da diabetes. Quase sinal de alerta. o corpo costuma dar antes de algo mais grave, doutor. Nossa, os alertas são tantos. Primeiro, quando a gente ingere um açúcar, isso desencadeia no nosso corpo uma série de reações bioquímicas, né? Então, quanto mais açúcar a gente come, o nosso pâncreas, que é um dos órgãos responsáveis por neutralizar isso, produz um hormônio chamado insulina. A insulina vai lá, pega esse açúcar, leva pra célula, pra célula usar esse açúcar como combustível, né, para metabolizar. E aí o excesso do açúcar dessensibiliza o nosso paladar. Então a gente quer cada vez mais comer açúcar. Por isso que a gente falou dessa questão do vício. É importante dessensibilizar as nossas papilhas gustativas para que ao longo do tempo aquele excesso de de açúcar no café já não faça tanta mais falta, né? O segundo motivo é a liberação imediata de dopamina. Por que que quando vocês mulheres, a gente tá participando de um programa hoje com três mulheres, por que que vocês mulheres quando tem TPM normalmente busca o quê? Chocolate. Porque o chocolate tem bastante açúcar. O açúcar é uma forma rápida do cérebro usar isso como fonte de energia, né? Isso libera muita dopamina e isso gera-se um ciclo vicioso. E o outro ponto é a questão da inflamação. Uhum. O açúcar ele é extremamente inflamatório e o ponto é quanto mais açúcar, mais resistência a suas células tem a insulina que é aquele hormônio produzido lá no pâncreas para neutralizar. Isso aumenta o risco de pré-diabetes, depois diabetes. A diabetes a gente sabe que é um fator de risco para doenças crônicas, para muitas inflamações, pro câncer, para uma imunocência precoce, que é, ou seja, uma diminuição da nossa imunidade, o que obviamente é um prato cheio para as doenças crônicas. É, gente, alimentação saudável com o custo que cabe no nosso bolso é possível? Então, a gente vai para as considerações finais e a resposta dos nossos profissionais, né, que deixaram aqui e bem aberto pra gente que sim, é possível se alimentar de forma saudável. Gostaria de agradecer, tô triste por terminar, mas eu preciso entregar, então tá bom. Agradecer do Dra. Bruna, muito obrigada pela sua participação, pela presença, por trazer pra gente eh algumas falas que assim, se a gente para para analisar, fala: "Nossa, que que eu tô fazendo?" Olha o que eu posso fazer. Que legal. Show de bola. Muito obrigada. Eu que agradeço, Rúbia. Agradeço o convite. Um prazer estar aqui, compartilhar um pouquinho de conhecimento e trazer pro público de casa essa possibilidade. É possível, é viável, independente da situação. Então, falando em em salário mínimo, em cesta básica, é possível, é viável, né? E e nós temos que buscar esse equilíbrio, né? alimentação saudável, prática de atividade física, busca por prazer, busca por presença. Eu acho que esse esse macro do estilo de vida saudável. Excelente. Agora, só uma dúvida, ovos, né? Cozido, frito, de que jeito? Porque tem gente que fala: "Vou comer, eu não aguento mais comer ovo cozido". E aí, como é que a gente faz? O ovo coz, o ovo frito ele ã faz bem? A gente pode comer? O problema do ovo frito é o óleo, né? Então, se a gente conseguir eh fazer esse ovo a poch, por exemplo, então na água, a gente diminui a questão do óleo. Faça mexido e eh faça cozido, gema mole, só tira a casquinha, outras formas. Vamos reinventando o ovo. Mas é possível sim. Maravilhosa. Obrigada, Adriana, nossa PI, muito obrigada pela sua participação e por trazer pra gente a importância, né, eh, da alimentação e também da nossa saúde mental. a gente tem que prestar atenção porque não podemos comer as nossas emoções, porque a obesidade é algo que está aí, é real e é uma doença, né? E a gente precisa de ah cuidados especiais para que a gente tenha uma boa qualidade de vida. Gratidão pela sua participação. Eu que agradeço estar aqui, poder compartilhar um pouquinho de conhecimento com todos. Eh, sim, vamos pensar que o comer não tem que ser emocional, é uma fuga, é uma é algo que a gente sempre busca. Eh, Dr. Víor, eu trouxe uma coisa importante, é social, então é muito difícil, né? Dentre a as dificuldades que a gente tem, né? As pessoas falam às vezes o comer, né, para dentro da obesidade, as pessoas falam é como um vício, né? Então você pode tirar o álcool para um alcólatra, você pode tirar eh uma droga, né, pro drogadito, mas como é que você tira o alimento, né? Mas a gente tem que pensar que você trabalhando a questão emocional, você vai entender que o alimento ele vem pra sua vida para te nutrir, né? E não para suprir outras questões emocionais que não essa, né? A questão social vem, uma recompensa às vezes a gente vai querer o final de semana vai existir, mas a principal função da alimentação tem que ser a nutrição. É isso. Que possamos estar bem nutridos, né? Dr. Víor, obrigada pela sua participação mais uma vez, pela sua presença e por compartilhar com a gente também tantas informações precisas. Muito obrigada, sempre um prazer estar aqui compartilhando conhecimento com vocês. Agradeço o convite. A gente como profissional da saúde, a gente fica muito feliz em poder contribuir com um pouco do conhecimento que a gente tem, porque eu acho que a gente tem um dever moral com a sociedade, né? Compartilhar essas informações a fim de que as pessoas possam ter mais qualidade de vida e, obviamente, que essas pessoas tenham mais longevidade, uma longevidade saudável, né? Respondendo a sua pergunta com relação do comer, né? se comer saudável é caro? Se é possível comer de forma e eh eh é ponderada? Sim, é possível. Eu coloco que é uma lista de alguns alimentos que você vai concordar comigo que você consegue colocar na sua mesa, que é o ovo, o arroz, o feijão, a salada, a verdura, o legume. Você pode criar uma uma hortinha orgânica, você pode até, dependendo do espaço, colocar uma criação de galinha caipira. Eu tenho na minha casa, eu comprei um sítio para ficar cada vez mais lá afastado, né? A gente tá mudando. Antigamente as pessoas vinham pra cidade, agora a gente tá indo pro campo, né? Eh, e a a frase final que eu tenho para vocês é: "Descascar mais, desembrulhar menos". Uau! Tô fazendo, tô aprendendo. É isso, gente. Agradecemos mais uma vez, então, aos nossos convidados, a você de casa e a gente aprendeu hoje que saúde é investimento, né? E que o básico bem feito é o que realmente transforma vidas. Comer bem, gente, é um direito, é uma escolha que começa na nossa mente, passa pela nossa cozinha e vai ditar a nossa qualidade de vida. Então, presta atenção aí que você tá fazendo. E sim, é possível. A gente consegue se alimentar de uma forma saudável, gastando eh pouco, gastando menos, né? Então, preste atenção aí, troqueinha no mercado, tá bom? No programa de amanhã, a gente tem um tema que toca profundamente a nossa identidade. A gente vai falar de cabelo, reflexo e reflexo e imagem. Vamos trazer dois assuntos que vão além dos fios, né? Como a transição capilar e o implante transformam a autoestima englobando estética, paciência e o resgate da identidade natural. Quais os impactos emocionais e como lidar com a insegurança nesse processo de libertação? Vamos falar dos cabelos amanhã aqui ao vivo no estúdio Câmara e contamos com a sua audiência, com a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia daqui a pouquinho, né, já. E a programação da TV Câmara Campinas está feita com muito carinho, muita responsabilidade de toda a nossa equipe, especialmente para você que tá aí do outro lado. Mais uma vez agradecendo a nossa equipe, os nossos convidados, você de casa, beijo grande, cuide-se, nutre o seu corpo e até amanhã. Ciao. Ciao.
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