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É o Bicho | Pitbull também ama: comportamento, treinamento e o fim do preconceito
Em destaque · HD Vídeo · É O BICHO

É o Bicho | Pitbull também ama: comportamento, treinamento e o fim do preconceito

204 views Publicado 17/07/2025 HD · 13:27

Descrição do vídeo

No episódio de hoje do quadro "É o Bicho", você vai conhecer a história inspiradora do Floki, um pitbull resgatado que enfrentava sérios problemas de comportamento, mas que vem se transformando graças ao amor, à rotina e ao trabalho profissional de adestramento. Com energia intensa, porte atlético e um olhar marcante, o pitbull muitas vezes é mal compreendido. Mas será que ele é realmente agressivo por natureza? Ao longo do vídeo, mostramos que a criação, o ambiente e os estímulos corretos fazem toda a diferença no comportamento do animal. Acompanhamos de perto o processo de reabilitação comportamental do Floki, com depoimentos da tutora Gabriela Huck Mussi e da adestradora Camilla Nogueira, que explicam como o trabalho com comandos, reforço positivo e estruturação da rotina tem mudado a vida de todos os envolvidos. Além disso, o neurologista veterinário Adan Peres Cabreira traz uma visão técnica sobre a saúde mental e os gatilhos comportamentais nos cães. Durante a reportagem, discutimos temas essenciais para quem convive com cães de grande porte, especialmente raças que carregam o estigma da agressividade, como o pitbull. Com base em entrevistas e registros do dia a dia do Floki, mostramos que: 🐾 O adestramento vai além dos comandos: é uma ferramenta fundamental para o bem-estar do animal e para a convivência saudável com o tutor e a sociedade. 🐾 A criação errada e a falta de rotina podem agravar comportamentos indesejados em qualquer raça, mas, no caso dos pitbulls, as consequências podem ser mais graves. 🐾 A focinheira não é castigo, é um instrumento de segurança e responsabilidade – especialmente em locais públicos. 🐾 O histórico da raça (antigamente usada em lutas) não define o comportamento atual de um cão bem cuidado e bem educado. 🐾 Mesmo cães tranquilos podem reagir mal a situações de estresse, e é dever do tutor saber intervir de forma correta. 🐾 Com amor, paciência, responsabilidade e conhecimento, qualquer cão pode ser um grande companheiro. Floki ainda está em processo de adaptação, mas já dá sinais claros de evolução. A mudança no ambiente, os estímulos positivos e a presença constante da tutora e da adestradora são a base dessa transformação. O episódio reforça que todo cão merece uma chance justa de viver bem — e que o maior segredo está na responsabilidade do tutor e na informação de qualidade. Este conteúdo é essencial para quem tem um pitbull, pensa em adotar um, ou simplesmente quer aprender mais sobre comportamento canino e o papel fundamental do adestramento na construção de uma convivência harmoniosa. 👉 Assista ao vídeo completo, conheça o Floki e inspire-se com essa jornada de superação, aprendizado e afeto! Deixe seu like, comente o que achou e compartilhe com quem precisa entender mais sobre o verdadeiro comportamento dos pitbulls. 🧭 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[Música] [Aplausos] Força, energia e um olhar intenso. Mas isso não significa agressividade. O pitbull é uma raça que precisa de estímulo, rotina e muito cuidado com o ambiente. Hoje no El Bicho, você vai conhecer o Floque, um cão resgatado com problemas de comportamento e entender como o adestramento pode transformar a vida dele e da família. Eu faço parte da ONG, né, Amor de Bicho. E aí eu tinha ido buscar um cachorro para levar para uma família. E a Carol, que é a dona da ONG, enfim, e pediu para eu levar o, ele chamava Thor para fazer exames e ele era um cachorro todo magrelinho e tudo mais, só pele e osso. E aí, tipo, eu olhei para ele assim, eu gostei do olhar dele, levei e aí eu fui, me apeguei, me apeguei. Eu não podia ter cachorro mais porque meus pais não queriam. Eu tenho um gato, um cachorro já. Eh, só que eu fiquei lá assim com meus pais, gente, é um pitbull. E eu sempre tive o sonho de ter um pitbull. E aí eu acabei adotando o Thor, mudei o nome dele pra Flock, justamente para ele começar uma nova vida, né? Porque ele ele teve duas doenças, uma dela foi a parvovirose, a outra foi acho que sinomose e inclusive ele é renal dois por conta dessas doenças. Eh, eu peguei ele, aí eu, aí ele inclusive mal andava porque ele vivia preso por uma coleira assim bem justa a uma parede. Então ele não comia e ninguém entende como ele sobreviveu. A Ung pegou, eu falei que eu queria ficar com ele, ele não tava para adoção ainda, mas como eu já participava, a Carol me deu essa oportunidade. Eh, e a gente começou a tomar conta dele. Ele foi só melhorando, só melhorando. Até que ele ficou esse cachorro super agitado. É, e aí eu comecei a ter um pouco de questões com a agitação dele, porque eu não estava acostumada, eu já tive boxer, enfim, mas não chegava perto da agitação dele. Só que nunca era um comportamento agressivo, mas às vezes a gente pode entender dessa maneira justamente pelo porte dele, porque ele tem realmente uma uma mordida mais forte. Então ele chegava às vezes para brincar e principalmente com os meus pais que são mais de idade, eh, acabava às vezes que podia machucar. Então eu trouxe ele como uma forma de conscientização mesmo assim, de evitar que uma brincadeira pudesse virar algo que não fosse bom para nem para ele e nem pra gente. Quando ele chegou aqui, ele me mostrou que, apesar dele ser um cachorro que tolera bem outros cães, outras pessoas, ele tem um comportamento dócil, ele é um cachorro muito agitado, o que atrapalha um pouco no aprendizado dele. E é um cachorro muito eufórico, assim, ele gosta muito de brincar e explorar muito o ambiente. Adestramento de um pitbll não serve apenas para ensinar comandos. Ele é fundamental para que o cão tenha bem-estar e saiba como se relacionar com o mundo ao redor. O pitibu, ele é uma raça que gosta do combate, mas a agressividade de um pitbull, ela é igual de todos os outros cães. O cachorro, ele tem dois tipos de agressividade, uma predatória, que é aquela de caça que o cachorro precisa para se alimentar, e uma eh agressão em defesa, que é aquela que o cachorro usa para se autopreservar, né? Então, assim como qualquer outro cachorro, ele tem esse tipo de agressão que pode ser apresentada ou não ao longo da vida dele, mas o que diferencia o tipo de outros cães é a potência que ele tem na mordida. E como ele é uma raça geneticamente preparada para esse combate, ele tem, ele segura e dificilmente solta. Então essa é a grande dificuldade que a gente tem com os pits. A criação errada pode estimular um comportamento agressivo em qualquer raça, mas por ser um cão de grande porte, o pitbull precisa de alguns cuidados a mais para evitar acidentes. Os estímulos que esse com esse animal vai ser exposto durante a vida, né? Se ele tem interação com outros animais, tem alteração, interação com crianças, com outros seres humanos, eles têm todas as a possibilidade de serem de serem animais extremamente dóceis. Mas quando eles são, né, são restritos ali de estímulos externos e são incentivados a ter comportamentos eh de de agressividade, né, com relação à parte neurológica, né, alguns pacientes de qualquer raça podem sim desenvolver comportamento agressivo por lesões eh de uma região específica do do enccêfalo, né, que são é uma região que pode se predispor a comportamentos agressivos, mas isso acontece em qualquer raça, é inclusive em pacientes epilépticos no momento pós a crise epilépticas. É raríssimo, mas é relatado que alguns animais desenvolvem um comportamento agressivo pós uma crise, por exemplo. E isso acontece com com qualquer raça de de cão. Obviamente, se a gente tá falando de um animal de raça grande, né, esse efeito pode ser pior no animal de raça grande. Mas isso sim inerente a questões neurológicas, né, em pacientes que têm doenças específicas, assim como acontece também alguns distúrbios psicológicos em humanos, por exemplo. Caso aconteça de um cachorro atacar, é o que a gente não quer, então a gente evita, mas o ideal é que a gente proteja o rosto e a nossa barriga. Então é como se a gente ficasse em uma posição fetal mesmo, porque o cachorro vai morder o braço e a perna. E caso a gente tenha oportunidade ou outras pessoas que estejam no local vendo uma pessoa ser atacada, eh nunca bater no cachorro, jogar água, isso aí só estimula o cachorro a continuar mordendo. E o que pode o que pode acontecer? Ele transferir a mordida, né? Então ele solta quem ele tá pegando e pega outra pessoa. O mais adequado de se fazer nessa situação é pegar o pescoço. Então por isso que é muito importante todas as pessoas usarem coleira no em qualquer cachorro, mas principalmente nesses mais potentes, e puxar em direção à cabeça, porque isso vai fazer com que falte o ar para esse cachorro e ele busque uma alternativa de respirar. Quando ele busca essa alternativa de respirar, é quando ele vai abrir a boca e a gente consegue soltar uma pessoa sem danos maiores, tanto pra vítima quanto pro cachorro. O pitbull foi criado historicamente para brigas, mas isso não define o cão de hoje. Com o tutor presente em uma rotina equilibrada, ele pode ser um companheiro calmo e muito fiel. O pitbll, como ele tem essa necessidade de, como os outros cachorros, de usar a boca, de morder, atividades muito legais de se fazer com ele, é brincadeira de bolinha para ele caçar, né, uma caça lúdica, eh, brincar de cabo de guerra, porque ele vai morder e vai colocar toda a força dele. Essa brincadeira permite que a gente tenha o controle da boca do nosso animal, então a gente pode ensinar ele a soltar, ensinar ele a morder de novo. Então, a gente tá suprindo essa necessidade dele. E outra coisa muito legal da gente fazer com os nossos pitblls em casa é oferecer alguma coisa que ele possa destruir ou passar um tempo roendo. A questão do comportamento do animal, independente da raça, né, a gente fala assim, um animal de grande porte, um pastor, um hotweiler, incluindo o pitbull, ele é muito eh relacionado com a com a questão genética, que foi a o o motivo por qual aquela raça foi selecionada. No caso do pitbull, né, eram animais que eram utilizados inclusive inicialmente pra rinha, para outras e atividades. Então ele tem essa predisposição genética porque foi a seleção que foi realizada. Mas posteriormente, né, o esses animais eh são criados hoje em dia para para outras finalidades, como animal de companhia. O pitbull, inclusive, ele é um animal que, como cão de guarda, ele é até um animal não muito indicado, porque ele não um animal que é exposto, né, um ambiente adequado e a estímulos adequados. É um é um animal superdil, então ele é muito menos reativo a uma pessoa estranha do que até outras raças. Então o pitbull tem essa característica. a gente no nosso dia a dia, né, os pitbulls aqui pra gente são animais que são os menos agressivos que a gente vê, é porque eles são, se eles são expostos a estímulos positivos, eh, na um, com um ambiente adequado, eh, com uma criação adequada, eles vão ser animais extremamente dóceis e, inclusive interagindo até com outros animais de maneira bem cuidadosa, é, até mais do que outras raças, mas esse animal animal até em virtude da seleção, se ele for exposto a outra ao outro lado, né, animais que vão ser estressados em ambientes pequenos, sem estímulos, aí sim eles com uma um manejo inadequado ou que estimule, né, essas características e de briga e de agressividade, aí sim esse paciente pode se tornar perigoso e oferecer algum risco, mas por conta dessa predisposição da seleção. Mas tirando isso, né, são pacientes super é dóceis e tranquilos. Mesmo cães tranquilos podem reagir mal em situações de estress. Por isso, o uso da focinheira em locais públicos é fundamental e um ato de responsabilidade. A homogeneidade, né, do comportamento do pitbull, do pitbull e dessas raças grandes e eles terem esse potencial e, né, por ser um animal grande, é difícil da gente entender quem são os animais que foram expostos aos estímulos corretos, que tiveram contatos com crianças, que tiveram contatos com outros seres humanos. E por a gente não ter essa homogeneidade dos de todos os animais, né? Eh, por isso que é indicado a utilização da focinheira como uma medida preventiva de mesmo animal que é extremamente dócil, às vezes ele vai, ele pode ser que ele nunca tenha tido contato ou tenha uma má experiência, por exemplo, uma criança e ele reage de maneira específica para esse para essa situação. é, por não conhecer as características inerentes de cada animal, de cada é de cada cão, é, se faz, né, de maneira preventiva essa a utilização de focinheira para que se mitigue os ataques, né, e não tenha esses riscos no dia a dia. Eles são muito cheios de energia e se você não tiver a consciência de que é um cachorro grande que cheio de energia, vai dar problema. Vai dar problema assim como dá com qualquer outro cachorro. É. É, tem, eu moro perto de um bosque, lá tem um monte de cachorro que vive solto e nem é pitbull e dá problema. Um dos meus cachorros resgatados que eu tenho, é, foi pego nesse bosque justamente porque ele estava sem coleira atacando outros cachorros e ele era simplesmente um SRD, seja um viraata, mas estava dando problema. Então, não acho que isso seja uma questão de cachorro, mas sim uma questão de conscientização das pessoas mesmo, de entender que precisa sim é ter coleira, ele pode ser o mais que for coleira, não tem essa de andar solto. Caso uma pessoa tá andando na rua e tem um pitbull solto, como que ela tem que agir assim? Quando a gente encontra um pit na rua, como qualquer outro cachorro, a gente tem que evitar andar bruscamente na direção dele, evitar olhar nos olhos para que o cachorro não se sinta ameaçado, que a partir do momento que o cachorro se sente ameaçado, ele pode entrar nessa agressividade por defesa. Então, o ideal é que a gente se afaste de maneira calma, com amor, rotina e respeito. O Pit Bull deixa para trás a fama de perigoso e se torna um parceiro para toda a vida. O Flock ainda está aprendendo muita coisa, mas a transformação já começou. Como todo relacionamento com respeito, paciência e muito amor. Ele começa a me obedecer um pouco mais, fica no lugarzinho dele quando eu peço, ele respeita um pouco mais meus pais. Então ele senta, meus pais chegam, eles entram, brincam com ele, sem muitas, muitos problemas. A principal eh função do adestramento é conscientizar as pessoas. Então, quando a gente fala de cães como Pitbull, conscientizar sobre o uso de ferramentas que garantem a segurança tanto do nosso cachorro quanto a nossa e do próximo. É focinheira, enforcador, um uma guia de qualidade, né, que não vai abrir ali o mosquetão. É lei, né, e as pessoas deveriam se conscientizar. Mas o adestramento dentro de casa, ele permite que o cachorro seja mais tranquilo e equilibrado, que ele aprenda a controlar os seus impulsos, ter uma obediência mais limpa, né, o que faz ele respeitar na rua. [Música] [Música] [Aplausos] [Música]
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