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[Música] Hoje a nossa equipe do Elbicho veio até uma clínica especializada em ortopedia. Você vai ver que os cuidados com os petos vão além dos tratamentos de urgência. A ortopedia animal estuda e trata lesões nos ossos, músculos e articulações. Segundo o Instituto Brasileiro de Veterinária, entre 15% e 35% dos atendimentos nas clínicas envolvem problemas no sistema locomotor. com a evolução do mercado, da tecnologia, principalmente do conhecimento, o acesso ao conhecimento e a exigência principalmente dos donos, dos tutores, dos cães e dos gatos, tá cada dia mais segmentado. Então, basicamente todas as especialidades que nós temos na medicina hoje já existem na veterinária, né? E a ortopedia é uma delas que vem crescendo, né, e se eh consolidando no mercado como uma grande especialidade que hoje conta com recursos tecnológicos muito avançados e que nos permite fazer coisas que até então não nós não tínhamos eh recurso para fazer, né? Então, cirurgias avançadas, implantes avançados, eh recurso de imagem, tomografia, ressonância, tudo isso são coisas que hoje nos permitem avançar muito no nosso trabalho. Quais são os problemas ortopédicos mais comuns nos pets que você atende? É, é interessante, né, que dependendo de cada serviço, né, você vai ter uma doença que é mais frequente. Mas de uma maneira geral, o que que eu posso dizer? que na ortopedia mais especializada, mais segmentada, as doenças do joelho, né, são muito frequentes, né? Então, o cão tem e é muito frequente nos cães romper o ligamento cruzado, não como nós humanos que rompemos por causas traumáticas, né? Muitas vezes a gente rompe o joelho eh num exercício físico. O cão ele tem quadros degenerativos que levam a isso. Então, talvez a cirurgia que a gente mais realize no serviço seja é uma cirurgia para corrigir rupturas do ligamento cruzado no cão. Mas as afecções do quadril, né, as as displasias, né, que a gente tem na articulação do quadril coxo moral, os cães também t muito frequentes. Então eu diria que joelho e logo na sequência o quadril talvez sejam as mais frequentes da rotina. E hoje em dia temos cada vez mais atendido pacientes que têm deformidades ósseas, né? Então eles nascem com os ossos tortos. Isso prejudica as articulações e a locomoção. Então, a correção de deformidades óticas também tem se tornado cada dia mais frequente. O primeiro passo é a observação. O veterinário analisa a marcha do animal e verifica se existe dor muscular. Após isso, vem os exames que ajudam a confirmar o diagnóstico. A gente sempre e conversa muito com o tutor do do cão, do gato que a gente vai examinar, porque a gente tem que apertar um pouco, né? Então o nosso paciente ele é muito parecido com o paciente pediátrico, né? Ele não conta muito bem pra gente o que tá acontecendo. A gente tem que tentar descobrir. Então a gente tem que palpar, né? Apertar todas as articulações e os ossos desde a pontinha do dedo até a a conexão com a coluna, né? Com o esqueleto axial. Então quando é na perna, a gente vai do dedinho até o quadril e no braço, né? Da mão até o ombro. Então a gente vai palpando articulação por articulação, faz a amplitude de movimento, palpa a parte muscular, tendínia e óssea, a fim da gente tentar identificar eh anormalidades anatômicas, eh inchaço, dor, lesões, né? Então o paciente ele demonstra pra gente desconforto naquela região. Por isso que a gente tem que avisar os donos antes, porque os donos ficam bravos com a gente, né, que a gente tem que apertar. Mas assim a gente consegue fazer um exame e a partir desse exame ortopédico aí a gente solicita os exames complementares mais adequados, né? Se eu tô suspeitando, né, de uma inflamação tendía, às vezes a gente vai pedir um ultrassom, se eu tô suspeitando, talvez de uma deformidade, a gente vai pedir uma tomografia e assim por diante. Exames de imagem como raio X e tomografia ajudam a entender a gravidade da lesão. Com base nesse laudo, o médico define se o caso é cirúrgico ou se pode ser tratado com fisioterapia e medicação. Ele é muito relacionado à doença de base, né? né? Então, por exemplo, e ruptura do ligamento cruzado nos cães, a gente trata cirurgicamente, tá? Muitas outras doenças a gente pode tratar de uma maneira clínica. Então, hoje a gente tem a fisioterapia que nos ajuda muito, né? Então, os cães passam por recuperação, reabilitação com fisioterapia, os tratamentos clínicos por medicações, nutracêuticos, anti-inflamatórios. Então, você tem várias opções de tratamento além da cirurgia. Então, tudo depende da doença de base. As doenças que são, né, incapacitantes onde você necessita uma intervenção cirúrgica, a gente encaminha para esse departamento. Mas aquelas que a gente consegue, claro, evitar um procedimento cirúrgico, né, a gente vai com outro tipo de manejo e eles ficam muito bem. Em alguns casos, a cirurgia é inevitável. Fraturas, rupturas de ligamentos e luxações exigem técnica e precisão. Uma das mais comuns é a luxação de patela, que atinge principalmente cães de pequeno porte. A gente brinca, né, que o nosso paciente não faz repouso no pós-operator, né? Então a gente tem que criar mecanismos para tentar conter ele, né? Então assim, as cirurgias ortopédicas geralmente elas levam implantes, né? Boa, talvez poderia dizer que a maioria delas vai implantes, né, placas, parafusos ou outros, né, análogos. E o que que a gente tenta orientar, né, o paciente ele deve apoiar, ele deve pisar, mesmo que ele fez cirurgia recente, né? O apoio do membro ele ajuda no processo de consolidação de um osso, por exemplo. Então é importante, o que ele não pode fazer é excesso de atividade física. Então o que que a gente pede pros proprietários, né? a gente não consegue deixar um cão de cama com o pé para cima ou usando muleta, né? Não, na prática não é viável. Então a gente restringe o espaço, né? Coloca ele num espaço menor, numa superfície plana, aonde ele não tenha como saltar, como pular, né? Ou fazer um excesso que possa prejudicar aquela cirurgia. E isso geralmente se mantém ao redor de 45 dias, né? Os 15 primeiros tem que ter uma tensão especial. Por quê? Tem os pontos. Então, um curativo diário, tem que ter uma proteção sobre esse curativo, porque às vezes o paciente pode, né, levar a boca até essa a incisão cirúrgica e contaminar. Mas passando, né, as duas primeiras semanas, removendo os pontos, a gente mantém aí mais um mês aproximadamente de repouso e através do acompanhamento radiográfico, conforme a gente vê a consolidação da cirurgia, né, da parte óssea, a gente começa aí gradativamente liberando esse paciente para retorno das suas atividades eh cotidianas. Muitos tutores se deparam com diversos diagnósticos, mas com orientação correta, o pet ativa. Como a gente já mencionou, né, a ruptura do ligamento cruzado é a doença mais comum, né, e, né, por coincidência é a da nossa paciente que a gente vai acompanhar hoje, né, ela chegou, né, com a claudicação, mancando muito da da perninha, né, do membro pélvico, que a gente fala. E durante o exame ortopédico, a gente constatou, né, a instabilidade no joelho. Então, quando rompe o ligamento cruzado, a gente consegue sentir os ossos transladando entre si, né? Através desse exame clínico, né, a gente pede uma avaliação radiográfica e o raio X nos ajuda tanto no planejamento cirúrgico, né, e muitas vezes até para confirmar esse diagnóstico. Então, o quadro dela é um quadro de ruptura do ligamento cruzado e hoje o que a gente vai fazer é uma cirurgia para melhorar a mecânica desse joelho, para ela poder voltar a apoiar com segurança, sem sentir dor. Com tratamento adequado, a história é de superação. A ortopedia veterinária é mais do que técnica, é uma porta aberta para a saúde, o conforto e a felicidade dos bichinhos. Cada cão ou cada raça, pode assim dizer, tem um limiar de dor. Tem pacientes que muito pouco já expressam muita dor e tem outros cães que a gente vê que eles eh toleram muito a dor até que o seu tutor perceba que isso está acontecendo. Então assim, mancar não é normal, a claudicação não é normal. Se o cão tá claudicando, né, a gente tem que tentar identificar a causa de base. Muitas vezes os tutores nos relatam relutância ao exercício. Aquele paciente que ele é super ativo, gosta de brincar, saltar no sofá, saltar no carro, de repente ele não quer mais fazer essas atividades. Antes ele subia a escada, agora ele evita. Antes ele subia no sofá, agora ele não quer mais. Evita brincadeiras, evita passeios ou caminha um pouco e sente e senta, né? Isso tudo são sinais que podem tá, o paciente pode estar sentindo dor. A gente tenta identificar essa diminuição de atividade. A própria expressão, né? Eles ficam com a coluna mais arqueada, evitam fazer exercício, eh se restringem mais ao espaço deles. Então, esses sinais chamam atenção. Às vezes, quando você tem artrose, por exemplo, dias frios tende a exacerbar os sinais clínicos, né? Eles sentem mais no frio, né? E isso também tem que chamar atenção do tutor. Então, quando a gente tá suspeitando, quanto antes a gente faz o diagnóstico, inicia o tratamento, melhor é o resultado. Muitas vezes as pessoas têm receio de vir porque, ah, eh, eu não vou lá porque eu eu creio que eu já vou passar por cirurgia. E isso nem sempre é verdade. A cirurgia é um dos recursos que nós temos, né? Quando a gente pega doenças na fase inicial, muitas vezes você tem excelentes resultados com tratamento clínico, fisioterápico e análogos. Então o que a gente tem que fazer hoje é diagnóstico, né? E o profissional que ele atua na especialidade, né? É sempre bom a gente investigar o lastro da empresa, dos profissionais, que hoje em dia a gente sabe, né, que tá muito perigoso o o mercado, mas a gente tendo uma recomendação, uma confiança, é a melhor coisa que a gente pode fazer para diagnóstico precoce, para longevidade e qualidade de vida. [Música]