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[Música] [Aplausos] A sexta-feira 13 carrega muita superstição. No bicho de hoje, você vai entender que gato preto é sinônimo de sorte. A Bárbara é tutora da Pit e do O, dois gatos pretos que mudaram a rotina da casa e deram novo sentido a sua relação com os animais. Foi adoção. Eu nunca tinha tido gato na vida. Tive cachorro quando eu era criança. E na pandemia, né, aquela coisa, a gente preso em casa, recluso e aí aquela aquela tristeza da pandemia, a minha mãe um dia falou: "Ah, vamos pegar um bichinho". Mas um cachorro ia ser muito complicado, porque depois que a pandemia acabasse, muita coisa para fazer, levar para passear, eu viajo muito, fico muito fora de casa, trabalho em horários super alternados, né? Então a gente falou: "Vamos pegar um gato". E aí a minha mãe falou: "Pega dois para eles se fazerem companhia". Porque existe também esse mito de que o gato se vira muito bem sozinho. Ele até se vira, mas o gato fica muito mais feliz quando ele tá acompanhado. E eles brincam muito, eles sentem muito a presença das pessoas. E aí, eh, tinha nascido três gatinhos numa aninhada na casa de uma amiga minha em São Paulo. E eu liguei e falei: "Vamos ver, é um sinal. Se ainda tiver gatinho lá, é um sinal que é para ser nosso". E aí uma das gatinhas ela já tinha dado para uma amiga que tinha criança, era uma gatinha super espuleta e tinha ficado um casalzinho que era bem o que eu queria e que era muito amigo e muito dependente um do outro. E aí a gente já fechou tudo, falou: "Olha, vou pegar, vou ficar com eles". Só que eles estavam mamando ainda porque nasceram na casa dela de dois gatos dela. A mãe se a mesa e o pai era um gatão preto, lindo. E aí a gente falou: "OK, vamos esperar duas semanas para desmamar". Eles finalizaram o desmame. Eu fiquei naquela ansiedade, parecia um filho para chegar, né? Compramos coisas, brinquedos, ração, areia. A gente começou a entender o mundo do dos gatos. E aí fui buscar em São Paulo, trouxe eles na caixinha de transporte e eles chegaram em casa e assim, foi amor à primeira vista. Eles chegaram, eles se deram super bem, muito curiosos, muito exploradores e a coisa mais linda, eles chegaram com dois meses pequenininho e a Pit já foi correndo na caixa de areia. Ela nem entrava direito porque eu comprei uma caixa alta de adulto, não sabia. Ela deu um jeito, entrou na caixa de areia, fez xixi e a gente falou: "Caramba, é é muito, é muito adestrado. O gato já vem da natureza assim, porque os pais já tinham ensinado na casa da minha amiga como fazer. Ozinho teve um pouquinho mais de dificuldade de entender isso, fez um xixi ou outro fora de lugar, mas foi aprendendo com a irmã e já foi entrando no ritmo certinho já. Seja no sofá, na cozinha ou na hora do descanso, os dois irmãos estão sempre presentes. A relação deles com a dona é de pura parceria. Eu nunca tinha tido gato e não sabia como eles eram carinhosos, porque a gente tem assim um preconceito, né, desde sempre de que, ah, o cachorro é muito amigo, o cachorro é muito carinhoso, o gato é independente, o gato é arisco, o gato é traiçeiro. E eles são tão carinhosos, tão queridos, gostam de ficar junto, são tão simpáticos, te olham no olho, assim, que isso foi a primeira coisa que me chamou atenção de como a amizade de gato e gente podia ser parecida com cachorro também, gente. Eles são muito queridos os dois, mas eles têm personalidade bem diferente um do outro. Então, a Pit, ela tem um jeito mais de gato mesmo. Então, ela é muito observadora, ela é tranquila, ela explora as coisas, ela cheira. muito. Ela gosta de ficar se esfregando, deixando o cheirinho dela. O ele tem um jeitinho que a gente fala que é mais de cachorro. Então o ele vem correndo te receber quando você chega na porta, quando você sai ele dá uma choradinha, ele gosta de estar junto, então tá todo mundo na na cozinha, vai fazendo uma comida, ele tá na cozinha deitado no meio da galera assim, porque ele quer ficar ouvindo ali as coisas. Eh, você vai deitar, o vai junto. Então ele ele te caminha pela casa, ele vai te seguindo igual um cachorro. Ela também faz isso, mas menos. Ele tem esse jeitinho muito carinhoso. E ela é super gato, deitou na cama, gosta de se enliar junto, de ficar aquela bolinha de pelo ali junto, pegou um cobertor, vem correndo para cima, amassa pãozinho. Ele adora cabaninha também. Então você pega qualquer coisa, ele já se enfia no meio. Então eles são muito queridos e muito próximos da gente. A artista e bruxa moderna Daniele, que trabalha com simbologia mística, conta que mesmo sendo tão afetivos, gatos pretos ainda são vítimas de preconceito em datas como a sexta-feira 13. O gato preto, ele foi relacionado eh devido a Papa Gregório, né? Ele junto com as bruxas, ele queimava os gatinhos achando que trazia mal agouro ou um certo tipo de azar. Mas isso pela conta da tonalidade do gato? Sim. Sim. Porque para bruxo gato preto, ao contrário, é um símbolo de proteção, um símbolo de bem-estar, né? Então, tudo que ele relacionava à bruxaria, ele queimava e, infelizmente, os gatinhos pretos iam nessa juntos. Ela explica como o gato preto foi demonizado ao longo da história e reforça que o preconceito contra os gatos pretos é antigo e injusto e ainda impacta adoções e o bem-estar dos animais. Não é triste isso, mas isso vem, né, de tempos remotos. Eh, a sexta-feira 13 é os dias onde mais fazemos rituais. Então, existem várias linhas de magia. Eu, por exemplo, jamais eu trabalharia com magia negra, com sacrifício, mas é onde se usa o gato preto para feitiços de destruição. Nós protetores, né, eu assim como protetora também animal, nós fazemos campanhas, não doamos gatos pretos em época de quaresma, em época de sexta-feira 13. E algo que poucos conhecem é que não são só os gatinhos pretos, gatos de cores únicas também vão. Um branquinho, um amarelinho, né, um cinza, um gato de cor última também vão sempre não castrados. E mas enfim, o gato preto, ele ainda é a vítima principal dessa ignorância que ainda vemos por aí. Acho que as pessoas ficam com um pouco de de receio de falar, mas eu já senti os espantos. Então, eu tô falando que eu tenho gato conversando em algum lugar e aí a pessoa fala: "Ah, deixa eu ver foto". Eu mostro a foto dos dois, a pessoa fala: "Ai, são pretos". Então você sente que a pessoa não tava esperando isso, esperava qualquer outro tipo de gato e estranha que seja preto. E eu encaro na naturalidade, são, eles são lindos e eu mostro foto e converso e as pessoas geralmente quebram o gelo. Mas esse impacto inicial eu percebo e pode ser que tenha sido carregado com preconceito. Para ela, o gato preto é um animal de poder ligado à intuição, proteção e mistério. E devemos retomar o respeito e a admiração por essa figura. O que você diria para alguém que ainda acredita que gato preto dá azar? Besteira, gato preto da amor. Eu tive momentos de muita depressão, onde eu tinha o Miguel, que era um gato preto, lindo, maravilhoso, aonde ele me tirou dessa depressão. Quando eu vinha com pensamentos intrusos ou pensamentos malfeitores, ele vinha, ele me lambia, ele me dava carinho, ele ronronava. E foi onde eu coloquei ou não, eu tenho que lutar por você. Eu não sei se é por conta desse estigma, né, que tem sobre o gato preto, mas parece que eles retribuem quando são adotados, porque são gados extremamente amorosos e dóceis. Quem tá pensando em adotar de qualquer forma, qualquer tipo de bicho, tem que tá realmente interessado no amor e no afeto daquele bicho. Então, se a pessoa tem qualquer tipo de receio ainda sobre a pelagem do bicho, ela ainda não tá pronta para esse amor, sabe? Então, tira todos os preconceitos da sua cabeça. Se você quer um animal na sua casa, eh, não existe uma coisa mais amorosa do que ter um bicho, porque é completamente desinteressado. Ele não tem essa noção de que, eh, você tá dando alguma coisa em troca ou ele tá vivendo na sua casa à suas custas. É o puro amor aquilo. Então, se você quer adotar um bichinho, adote sim. Qualquer tipo de pelagem, gato preto, tenha na sua mente. São gatos carinhosos, gatos que vão conversar com você, que vão estar ali o tempo todo junto com você. Então, adote com responsabilidade e amor. Quando você tem essas duas coisas, responsabilidade e amor, você não se preocupa com mais nada. Você vai adotar aquele bichinho que faz os seus olhos brilharem. E o gatinho preto é amor puro. Seja do ponto de vista afetivo, clínico ou espiritual, uma coisa é certa: Gato Preto dá trabalho e dá muito amor também. Para quem convive com eles, como a Bárbara, a verdade é só uma. Não existe azar, existe cuidado, dedicação e um amor que transborda. Cato Preto dá muita sorte. Azar. O que dá? É preconceito. Isso é um azar. Viver com pessoas preconceituosas é um azar. Viver com gatos pretos é a mais pura sorte. [Música] [Aplausos] [Música]