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É o Bicho | Exodontia em equinos: como foi a extração de dente da égua Phalena
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É o Bicho | Exodontia em equinos: como foi a extração de dente da égua Phalena

309 views Publicado 07/11/2025 HD · 10:18

Descrição do vídeo

No quadro “É o Bicho” desta edição, você acompanha de perto um procedimento importante realizado na clínica veterinária do Hospital da PUC-Campinas: a extração de dente (exodontia) da égua Phalena, uma das equinas residentes que fazem parte das aulas práticas de medicina veterinária. Quem explica todo o processo é a médica veterinária Danielle Baccarelli, que mostra por que o cuidado odontológico em cavalos é fundamental para o bem-estar, a alimentação e até o desempenho desses animais. A Phalena está na faculdade há cerca de cinco anos e é usada como modelo de ensino para alunos de graduação e pós-graduação. Esses animais residentes exigem manejo diário, acompanhamento de saúde e avaliação odontológica periódica, porque, ao contrário de cães e gatos, os cavalos têm dentes de crescimento contínuo (são hipsodontes). Isso significa que, ao longo da vida, podem surgir pontas, ganchos, dentes de lobo, fraturas e até infecções dentárias que precisam de intervenção. A exodontia em equinos é indicada quando o dente está comprometido, fraturado, causando dor, dificultando a mastigação ou oferecendo risco de infecção. No caso apresentado, a equipe organizou todo o ambiente, sedou o animal e posicionou a Phalena no brete de contenção, garantindo segurança para o cavalo e para os veterinários. Antes de iniciar, a boca foi lavada para remover restos de alimento e permitir uma boa visualização. A técnica utilizada foi a extração intraoral, que é o método menos invasivo e o preferido quando o dente permite esse acesso, porque reduz o risco de complicações e pode ser feito com o animal em estação (de pé). Durante o programa, a veterinária explica que existem três técnicas principais de extração dentária em equinos — intraoral, repulsão e bucotomia — e que a escolha depende do dente, da posição e do quadro clínico. Também fala sobre o fato de que muitas alterações dentárias em cavalos são consequência da domesticação e do confinamento, que mudaram a forma de alimentação dos equinos e aumentaram os casos de problemas na arcada. O vídeo mostra ainda os cuidados pós-operatórios, como: dieta mais macia por alguns dias; observação de inchaço, dor ou secreção; curativos locais; redução de esforço físico; acompanhamento veterinário até a cicatrização. Outro ponto abordado é a importância de fazer exame dentário pelo menos uma ou duas vezes por ano, porque isso ajuda a prevenir lesões na boca, melhora a mastigação e faz o cavalo aproveitar melhor a ração. Você também vai saber quantos dentes um cavalo pode ter, a diferença entre machos e fêmeas e por que surgiu o ditado “cavalo dado não se olha os dentes” — expressão que tem tudo a ver com a idade do animal e a forma como os dentes denunciam quantos anos ele tem. Este episódio mostra, na prática, como a medicina veterinária de grandes animais trabalha com técnica, contenção segura, equipamentos específicos e supervisão de profissionais especializados, sempre priorizando o bem-estar do cavalo. Assista até o fim para entender: por que os cavalos precisam de odontologia; quando a extração é realmente indicada; quais são os riscos de não tratar um dente comprometido; e como o ensino com animais residentes contribui para formar bons veterinários. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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O bicho de hoje é daqui do Hospital Veterinário da PUC Campinas. A gente vai falar um pouquinho sobre procedimento odontológico nos equinos. A paciente de hoje é uma égua a falena. A clínica veterinária do hospital da PUC conta com dois equinos residentes. A égua falena chegou a cerca de 5 anos na faculdade e é um modelo fundamental para o estudo da medicina equina. durante as aulas oferece aos alunos uma experiência prática desde anatomia e manejo básico. Nós temos hoje hoje dois cavalos, né? E essa égua que é a falena e nós temos o Panamá que tá ali no pasto. Eh, são éguas, são cavalos que auxiliam em aula, né? Eles são usados apenas para procedimentos não invasivos, então para oscutação, para para avaliação de mucosas, avaliação de temperatura. Então, os alunos participam aí da vivência com esses animais. Hoje a gente tá com dois equinos. Nós temos também bovinos, temos caprinos, temos ovinos. Eh, mas residentes são esses. E aí os outros cavalos são realmente pacientes que vem ficam internados com a gente. Os cuidados com cavalos residentes em faculdades exigem atenção especializada à saúde, bem-estar e manejo diário. E cuidar dos dentes de um equino é de grande importância. Na verdade, os animais aqui eles são manejados anualmente ou semestralmente, dependendo da necessidade. E a gente já tinha essa esse diagnóstico há mais ou menos se meses de que ela precisaria extrair esse dente e e agora deu tudo certo e eles vieram para fazer a extração. Na verdade, o dente quebrou em alguns pedaços, ele foi fragmentando e agora precisa tirar o o finalzinho dele para ele conseguir para ela conseguir escatrizar ali a gengiva. E é perceptível um comportamento assim diferente neles, de dor, algo assim? Como que vocês percebem? Na verdade é um é bem dolorido, né? Nela, o dela já tava um pouco mais crônico, então ela não tinha um comportamento doloroso por causa disso, mas geralmente esses cavalos apresentam até fístolas dentárias, né? Então drena a secreção. Se for para se for dente maxilar, pode ter aumento de volume, pode ter aumento de volume embaixo, pode fistular, pode ter secreção nasal. Então, eh, tem alguns sinais, sim, e com certeza é dolorido, né? Então, para animais que são montados, isso pode agravar aí o comportamento com relação a isso. Então, precisa manejar realmente. Eles passam por uma por um procedimento chamado odontoplastia, né, que é uma nivelação dos dentes. O dente do cavalo, ele estrua da mandíbula e da maxila continuamente, né, eles desgasta ao longo da vida. Então ele precisa de manejo periódico aí para manter esse dente sempre em ordem para ele conseguir mastigar adequadamente. Os procedimentos odontológicos podem incluir lixamento dos dentes para desgastar pontas e ganchos de esmaltes, prevenindo lesões na boca e melhorando a mastigação. Exame clínico detalhado, avaliação da oclusão dentária, presença de dentes de lobo ou outras anomalias e extração dentária, remoção de dentes. A isodontia em equinos também pode ser um método escolhido para o tratamento de alguns tipos de fraturas dentárias. Caso o dente avaliado esteja solto, o recomendado é que seja extraído para que não cause outras complicações. Os pré-molares e molares superiores são os dentes que são acometidos por fraturas com maior frequência. Exodontia intraoral, procedimento menos invasivo, é o método preferido por apresentar menor risco de complicações e é realizado como cavalo sedado e em estação de pé. Todos os procedimentos são realizados por alunos de medicina veterinária, graduação ou pós-graduação, sob a supervisão de médicos veterinários, docentes e especializados na área. Agora, equipamentos organizados, tudo pronto para iniciar o procedimento. A falena já está no Bret, que é essa estrutura de contenção que restringe os movimentos do animal, garantindo a segurança tanto do cavalo quanto do médico veterinário durante a cirurgia. A boca é lavada com água para remover restos de alimentos e facilitar a inspeção. Todo procedimento que precisa colocar o abribocas, né, que é esse instrumento que mantém a boca do cavalo aberto, precisa de uma sedação. Essa sedação geralmente é feita com alfa 2 agonista, né? o mais moderno que a gente usa hoje em dia é a detomedina. E em torno de 5 a 10 minutos após a ingestão, ele já vai est eh já vai est cedado a ponto da gente conseguir abrir a boca, né? Procedimentos que não são não geram dor como a odontoplastia, não precisa geralmente fazer a a anestesia local, mas pra extração precisa fazer a anestesia local associada. E quanto tempo mais ou menos demora? a gente percebeu ali que tá bem tranquila, ela tá bem tranquila, nem precisa de muita gente também para fazer esse procedimento, né, doutor? É, na verdade, esse procedimento ele é feito por especialistas, né? Eu sou cirurgia geral, mas eu não faço a parte de odontologia, então a gente conta aí com os colegas para fazer o procedimento de extração. Eh, a o tempo é muito variável, né? Depende da da dificuldade que esse dente apresenta, do tamanho que esse dente apresenta, do grau de fratura que ele apresenta. Então, não tem uma regra, né? Mas tem procedimentos aí que podem levar até algumas horas. O pós-operatório de extração de dente em cavalo envolve cuidados com a dieta, evitando alimentos duros por um período, restrição de esforço físico e monitoramento para sinais de infecção, como o aumento da dor, inchaço e secreção. O acompanhamento veterinário é essencial para orientações específicas e para garantir a cicatrização adequada. Na verdade, a gente vai fazer curativos, né? a gente coloca como se fosse um silicone para tampar esse esse orifício que vai ficar. Isso é trocado periodicamente. A gente tem que fazer a higienização da boca dela, lavar a boca dela com água repetidas vezes. E eu tava perguntando para eles inclusive a necessidade ou não do antibiótico no pós-operatório, mas eles têm, eles dizem que só realmente se tiver alguma complicação muito grave, que não é o caso aparentemente. Então ela vai ficar com analgésico alguns dias, mas a alimentação não vai mudar, ela vai continuar comendo o volumoso e o concentrado dela normalmente. Aí vocês vão avaliando, verificando o comportamento dela nesse período, né? Quanto tempo demora a cicatrização? Mais ou menos? Ah, é uma cicatrização que vai levar aí em torno de 30 dias. Geralmente, como eu falei, é muito variável, né? Como dela é um orifício pequeno, capaz que antes disso a gente já consiga eh liberar ela, vamos dizer assim, no pós-operatório, tá? Como que ela ela tem só um fragmento, né? O dente quebrou em vários várias porções. Talvez isso seja um pouco mais rápido. A extração correta também garante a remoção completa do dente, prefinindo futuras complicações. Quando tem a presença de algum obscesso, quando tem drenagem, quando tem fístola, que não não se aplica ao caso dela, né? Então ela ela é, vamos dizer assim, ela é um paciente crônico, ela tem essa afecção de forma crônica, não tem nada muito ativo. Então a gente vai remover o dente para melhorar a qualidade de vida, melhorar a mastigação, mas a princípio sem grandes complicações. Assim como os humanos, os cavalos têm dois conjuntos de dentes ao longo da vida. O primeiro conjunto é chamado de dentes decíduos ou dentes de leite. E o segundo conjunto é chamado de dentes permanentes ou dentes de adulto. A numeração de dentes varia, né, mas eles têm em torno de seis, eles têm seis incisivos em cima, seis incisivos embaixo, podem ter ou não os caninos e tem basicamente seis dentes em cada em cada arcada, eh, cada lado da arcada, né? Então, a gente tem aí eh dentes pré-molares, molares, os caninos e os incisivos. Cavalos machos adultos geralmente tem entre 40 a 44 dentes. Eles possuem quatro dentes caninos, também chamados de gaviões ou presas. Éguas, fêmeas adultas, geralmente têm entre 36 a 40 dentes. Na maioria das vezes, elas não desenvolvem os dentes caninos. ou se o fazem, eles são muito pequenos e podem nem mesmo erupcionar. Na verdade, geralmente os machos tendem a ter os dentes caninos e as fêmeas podem ou não ter, mas com relação a pré-molares e molares não não tem diferenciação. O acompanhamento por um profissional é fundamental para prevenir doenças, tratar problemas existentes e garantir o bem-estar do animal ao longo da vida. Ajuda a manter a boca do cavalo confortável, favorece um melhor desempenho com freio, rédia e, acima de tudo, um cavalo mais saudável que pode viver mais. Agora, a caráter de curiosidade, de onde vem o ditado cavalo dado não se olha os dentes tem origem nos negócios de venda de cavalos. O dono sempre tenta fazer o animal passar por mais novo, o que representa um preço maior, mas o que acontece é que os dentes do cavalo não nascem ao mesmo tempo, só no quarto ou quinto ano de vida completa da arcada dentária. O El Bicho fica por aqui. Até a próxima edição. Tchau.
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