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É o Bicho | Despedida aos pets: como enfrentar o luto por um animal de estimação?
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É o Bicho | Despedida aos pets: como enfrentar o luto por um animal de estimação?

136 views Publicado 03/07/2025 HD · 17:53

Descrição do vídeo

Perder um pet é como perder um membro da família. Neste episódio do quadro "É o Bicho", abordamos um tema delicado e extremamente humano: o luto pela morte de um animal de estimação. A dor da perda de um cão, gato ou qualquer outro animal que nos acompanhou durante anos é real, intensa e muitas vezes incompreendida. Mas sim, o luto por um pet é legítimo e merece ser acolhido. Neste vídeo, você vai entender: 🐶 O que é o luto pet e por que ele pode doer tanto quanto a perda de uma pessoa 🧠 As 5 fases do luto — negação, raiva, negociação, tristeza e aceitação — e como elas se manifestam nesse contexto 📍 Como lidar emocionalmente com essa perda e buscar apoio ⚰️ Conheça o trabalho do Cemitério São Francisco de Assis, que oferece velório, sepultamento e cremação para pets, com todo o respeito e carinho que eles merecem 🧸 Veja como tutores eternizam seus animais por meio de taxidermia, memoriais personalizados, rituais de despedida e homenagens afetivas 💬 Descubra o papel fundamental do acolhimento psicológico, inclusive nos casos de luto prolongado ❤️ E mais: como seguir em frente sem esquecer — porque o amor por um pet nunca acaba, ele só se transforma A psicóloga Valéria Cassis explica a importância de validar essa dor, enquanto Pedro Megda, administrador do cemitério para animais, mostra que a despedida pode (e deve) ser feita com respeito, empatia e sensibilidade. Assista até o fim e entenda por que, mesmo quando um pet parte, ele nunca vai embora por completo. Ele vive em nós. 💌 Gostou do vídeo? Deixe seu depoimento nos comentários — como foi sua despedida, o que ajudou, o que você sentiu. Sua experiência pode acolher outros corações. 🔔 Inscreva-se no canal, ative as notificações e compartilhe esse conteúdo com quem precisa de apoio nesse momento tão delicado. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] [Aplausos] Amor, cuidado e companhia. Os animais de estimação ocupam cada vez mais espaço dentro das nossas famílias. E quando eles se vão, a dor do luto é real. Hoje no bicho, a gente mostra como lidar com este sentimento. Quando um animal parte, o vazio que fica é profundo. Para muitos tutores, são anos de convivência, afeto e momentos únicos. O luto, nesse caso, não é diferente daquele vivido por quem perde um ente querido. O animal, diferente do ser humano, ele está ali 24 horas por dia junto do seu tutor, da família que ele foi escolhido, né? E muitas vezes ele até escolhe. Então, é uma relação muito íntima ali do dia a dia, de amizade, de companheirismo, portanto, se torna tão importante que a sociedade ela tende a não validar esse sentimento que é tão genuíno, tão puro, é uma troca. E em relação às pessoas, a gente percebe que é bem diferente. Eh, nem sempre o enemlutado por um animal se sente acolhido na sua dor. Negação, raiva, negociação, tristeza profunda e, por fim, aceitação. As fases do luto também se aplicam à perda de um pet. Respeitar esse processo é essencial para a saúde emocional. Inclusive, eh, essas fases, elas são relatadas por uma psiquiatra, Elizabeth Kubler Ross. Ela escreveu um livro em 1969 sobre a morte e morrer. E ela fez um estudo com pacientes terminais. E com base nesse estudo é que ela escreve essas cinco etapas, mas não necessariamente ela ocorre nesta ordem ou a pessoa enlutada passa por todas essas fases. Normalmente sim, mas não necessariamente. A primeira delas que ela relata nesse livro fala sobre o processo de negação e a dor, o sofrimento. Ela se estendeu, é, não só para o paciente terminal, mas como um modelo para os mais diversos tipos de luto, incluindo a perda de um animal. Então, num primeiro momento, a pessoa pode não acreditar do por ela está passando por aquilo, ela tende a negar. Aí, num segundo momento entra raiva, eh, intitulada desta forma, hã, pode ser uma revolta, eh, disfarçada de raiva, mas dentro desse contexto, num terceiro momento, entra a barganha, que é a negociação. Então, a pessoa com suas próprias crenças que devem ser respeitadas sempre, ela tende a fazer algumas negociações. Se eu estou passando por isso, algo eu devo ter feito, aí também pode entrar um pouco da culpa. Eh, então eu farei tal coisa para que isso se reverta na expectativa de uma reversão. Aí num quarto momento, ela tende a ter episódios depressivos ou a própria depressão. eh fica por meses, talvez ali naquele processo e de tristeza mesmo, de sofrimento e retraição, e isolamento e por último, estágio, aceitação. Em Campinas, uma empresa oferece velórios e sepultamentos para pets. A estrutura é semelhante a de funerais humanos, a caixão, salas de despedida e até homenagens personalizadas. Cemitério foi fundado em setembro de 1996. A ideia foi realizada pelo meu pai. Em 96 ele teve essa ideia. Ele já tinha visto que tinha um cemitério na França, no cemitério PET. E aí também a ele sempre gostou muito de peds e a gente já tinha perdido alguns animais. Ele sempre ficou com essa cabeça, onde que faz o sepultamento, onde que as pessoas procuram e não tinha nada assim perto. Acho que tinha um ou dois em no Brasil inteiro, né? ele criou essa ideia, no começo só foi o cemitério. Varia muito de que de pessoa porque você vê assim, alguns velórios vem quatro, cinco, seis pessoas, então você vê muita p muas a família varia alguém muito triste, inconsolado como uma pessoa mais calma, tentando consolar e acalmar os outros familiares. Mas varia tanto homem não é não tem quanto mulher, quanto idoso, quanto criança, quanto jovem, o sentimento não muda sempre é muito doloroso, mas existe essa variação de conforme o pet veio a falecer. Os tutores podem escolher entre sepultamento coletivo, individual, cremação, com ou sem devolução das cinzas. O importante é garantir que a despedida ocorra com carinho e respeito. Hoje a gente, vamos falar, a gente tem tanto a parte de crematório que a gente inaugurou em 2009, na qual a gente possui três fornos crematório. Daí na parte de crematório possui a cremação individual no na qual seu pet cremado sozinho e as cinzas a gente devolve uma urninha personalizada. Tem variedade de tipos de urna, porém varia o preço conforme o tutor quer. Essa é a cremação individual, cremação coletiva, que é um outro serviço que a gente oferece, ele o pet é cremado com outros pets de outras famílias que optam por esse serviço de cremação coletiva. Esse esse processo, as cinzas geradas ficam pelo nosso jardim. A gente não devolve porque as cinzas são misturadas de outras famílias. E a gente possui espaço para fazer o sepultamento, tanto o sepultamento individual na Terra quanto o sepultamento individual nas gavetas verticais de granito. Ambos fazem um contrato de concessão de uso, 18 meses de permanência e possui uma taxa de manutenção da limpeza que a gente mesmo cuida do espaço. Nesse sepultamento individual já tá incluso a plaquinha de identificação com nome, data de nascimento e falecimento e um caixão de madeira. Uma outra dica são rituais de despedida, podendo chamar desta forma. Por exemplo, o fato também de um local como esse onde eu está conduzindo seu pet, se despedindo dele no momento já, né, do da morte, é uma forma também de acolhimento e carinho, um tipo de ritual, né, e também durante o processo ali do adoecimento dele também envolve essa essa prática que pode confortar o coração, o sentimento, né, dessas pessoas, dessa família, desde a criança até o idoso, eh, no momento de despedida. O que mais emociona os tutores é quando eles acabam, eles optam por se despedir no velório, que existe a opção de acompanhar ou não nos individuais. Então, o que mais impacta às vezes é quando ele chega no velório e se depara com o pet, porque muitas vezes eles ele não viu o óbito. Às vezes vem a falecer em hospital veterinário, a gente busca também 24 horas. Então o o impacto dele é quando ele chega no velório, parece que cai um pouco choque de realidade, assim, eles ficam bem impactado. Tanto que muitas pessoas pedem: "Ah, posso fazer velório de 30 minutos, uma hora? Quero ficar muito tempo com ele para se despedir". Quando chega no velório, as pessoas mudam de ideia, cara, 5 minutos para mim tá bom, já vi, pode realizar o procedimento. Então assim, é um pouco de choque de realidade, porque as pessoas não parece que cai a ficha só na hora de ir realizar o processo, que é aquele último adeus. Então é quando as pessoas acabam desabando mesmo, sabe? Outro caminho encontrado por alguns tutores é a taxidermia. A técnica antes associada à caça agora serve para eternizar os pets, preservando a aparência e mantendo a presença física do animal em casa. Tem pessoas que criam um laço tão forte emocional que ele quer preservar essa peça, né? É o o pet, ele quer manter um contato, mesmo depois que o bicho eh faleceu, ele quer manter um certo contato. Ele não quer esquecer totalmente da da imagem, o o afeto, o carinho, todo esse sentimento que que ele depositou, ele não quer deixar isso para trás. Então, uma forma da pessoa tá mantendo um contato é usando esse processo de taxidermia. É uma das formas aí. O primeiro procedimento que eu passe paraa preservação do bicho até chegar em mim é ele congel eh ele enrolar a o bicho num papel jornal, um papel absorvente eh ensacar ele no ensaco plástico, fechar bem a boca e congelar. é esse o procedimento, seja para aves ou para mamífero. Então, esses são os detalh detalhes que eu passo. Geralmente o que mais aparece para mim são gatos, né? Então, eu vou falar em cima de desse pet. Eh, eu levo mais ou menos a partir do momento que eu pego a peça da mão da pessoa, mais ou menos uns seis dias para tirar a pele, eh fazer todo o processo de da montagem da cabeça, que é forma de gesso, né? E e aí eh conservar a pele e depois vim enchendo ela. Levo mais ou menos uns seis dias. A dor da perda pode durar meses. Criar um memorial, buscar apoio psicológico ou apenas falar sobre o que sente são formas de viver o luto de maneira saudável. Passados 6 meses, é uma estimativa, eh, um tempo onde o processo de superação, ele teoricamente já deveria estar mais superado. Esquecer nunca, né, fica na memória. porém já com um pouco mais de ânimo pra vida. Então, o ideal é sim buscar alguma terapia, porque o luto em si não é uma doença, não deve ser tratado desta forma, é um processo. Então, a terapia, sem dúvida, pode fazer muito sentido para essa pessoa nesse momento. E quando o luto se transforma em um problema mais sério, justamente quando ela realmente não vê mais sentido. essa pessoa, ela se isolou de uma tal maneira que ela não consegue se relacionar, ela não consegue sair, ela tende às vezes até perder outras eh situações na vida, como um emprego, por exemplo, até pela falta de eh acolhimento, de compreensão, né, nesse momento que ela está passando. Então se pode se tornar crônico. É importante então a família tá ali para auxiliar e ficar atentos aos sinais. Sim, a família é muito importante neste processo eh de entendimento, de colaboração, eh sempre ali no sentido de estar à disposição para alguma ajuda. Às vezes até, inclusive, se possível, eh, cuidar da casa para essa pessoa, fazer um almoço, uma janta, eh, de alguma maneira ela sentir que ela não está sozinha. É saudável adotar um novo pet logo após a perda? Para algumas pessoas pode ser que sim, não necessariamente. De modo geral, o esse processo do luto, ele tende a ser ainda mais longo, uns três primeiros meses ainda considerado curto, porém eh a pessoa ela já consegue elaborar melhor esse período longe do seu pet. Então, a questão não é substituir um animal pelo outro, porque nunca será substituído, assim como uma pessoa não substitui, né? Então, o ideal é que ela sinta dentro do íntimo dela se ela está preparada para amar da mesma maneira um novo animal. Seja por meio de uma cerimônia, de uma lembrança ou simplesmente do tempo, o que importa é respeitar a dor e o amor que existiu, porque quando o animal parte, ele nunca vai embora por completo, fica no coração para sempre. [Música] a gente vê muito, a o que mais assim me pega são pets que principalmente de famílias que são mais idosas, que eles só é é o idoso ou a idosa somente tem esse pet, então é muito sofrimento que daí a pessoa vem, visita. A gente já presenciou alguns pets que salvaram a vida, principalmente de pessoas daí mais nova, que a mãe conta para para nós, que tirou o filho da depressão, que tirou a filho de um fazer um suicídio, de cometer algum algum ato delinquente, sabe? Eh, que o filho tava passando por depressão, o filho tava envolvido com drogas. A gente, essas situações acaba marcando um pouco a gente, porque você fala assim: "Pô, um animal salvou uma vida, sabe? Então tem toda uma história, tem toda uma recordação. E a questão desses idosos a gente acompanha, né? Porque eles contam um pouco pra gente, pô, esse pet, eu perdi minha esposa, só sobrou eu e ele, meus netos já moram fora, meus filhos também já estão fora. Então é é a única companhia dessa família. Então assim, isso toca um pouco a gente mesmo, né? Eu tenho pet, já perdi pet e sei o quanto que é doloroso, mas essas histórias mesmo se emocionam mesmo, impacta assim, sabe? a gente já teve pelo menos umas quatro, cinco famílias que chegaram a visitar todos os dias durante um ano. ela pode eh uma forma de guardar as boas memórias, criar eh eh fotos eh às vezes até um um portaretrato, né, para que guarde ali na memória alguns eh momentos que foram vividos, assim como às vezes algum objeto daquele animal, eh um brinquedinho, uma roupinha, Isso também faz com que essas memórias se tornem ali do cotidiano, né, ali dela é poder eh se recordar daquele momento de coisas vividas, né? Só que de modo geral isso ainda são representações físicas, né? às vezes filminhos que que possam ter, mas nada exclui o a sensação de tantas coisas feitas em comum ali, passeios. Lembrando também que o luto em si não envolve somente o momento da perda, mas às vezes o processo. Então você tem um animalzinho que está bem, você levou para uma rotina e de repente descobre que ele está com algum diagnóstico. Então esse processo de luto, ele também ocorre durante este período. às vezes se torna até mais é fácil para essa pessoa depois a preparação, porque durante esse período o lado bom é que ela passa a dar mais atenção, ela passa a curtir mais cada momento com o seu pet em tratamento durante o processo de tratamento. Então ela pode guardar mais recordações, inclusive deste animalzinho. Ja. [Música] [Aplausos] [Música]
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