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É o Bicho | Banho dos répteis: os bastidores do museu de história natural de Campinas
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É o Bicho | Banho dos répteis: os bastidores do museu de história natural de Campinas

38 views Publicado 03/10/2025 HD · 16:35

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No quadro É o Bicho, mostramos uma rotina pouco conhecida, mas essencial para o bem-estar animal: o banho dos répteis realizado todas as quintas-feiras no Museu de História Natural de Campinas, dentro do Bosque dos Jequitibás. 🐍 Serpentes e lagartos passam por um processo de hidratação em água morna, que ajuda na muda de pele, na remoção de parasitas e na absorção de água, garantindo saúde e qualidade de vida. O biólogo Felipe Brocanelli explica como essa prática contribui para a preservação da fauna e para a educação ambiental. Além disso, conheça mais sobre a Cobra do Milho (Corn Snake – Pantherophis guttatus), uma espécie dócil e muito popular como pet em diversos países, que também faz parte do acervo. 📍 O Museu de História Natural de Campinas é um espaço de conhecimento e preservação da biodiversidade, aberto ao público com exposições, oficinas e atividades educativas. 🔎 Informações práticas: Local: Bosque dos Jequitibás, Campinas/SP Funcionamento: Terça a sexta-feira, das 9h às 13h. Também abre no segundo domingo e último sábado do mês (9h às 12h e 13h às 17h). Ingressos: R$ 5,00 (inteira) / R$ 2,50 (meia). Entrada gratuita para crianças até 5 anos, idosos a partir de 60 anos e alunos da rede municipal. ✨ Assista ao episódio e descubra como ciência, cuidado e amor à natureza caminham juntos na rotina do Museu. 👉 Acompanhe a TV Câmara Campinas também nas redes sociais: 📸 Instagram: @tvcamaracampinas 📘 Facebook: TV Câmara Campinas 🐦 Twitter/X: @tvcamaracps ▶️ YouTube: TV Câmara Campinas

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Olá, [Música] [Música] começa mais uma edição do El Bicho, diretamente do Museu de História Natural de Campinas, que fica aqui dentro do bosque dos Jeqtibá. E hoje o tema é bastante curioso, viu? Vamos conhecer e entender o banho dos répteis. É isso mesmo. A gente vai entender a rotina do banho das serpentes que vivem aqui no aquário e também dos lagartos e também as espécies. Vamos entender tudo sobre esse tema que muita gente acredito que não sabe, viu? A gente vai conversar então com o biólogo Felipe Brocanelli, que vai trazer informações pra gente. Felipe, realmente é um tema muito curioso, né? saber que os répteis também necessitam de banho. Conta pra gente como que funciona. Esse já é um espaço dedicado para isso. Sim. Bom, bom dia, né, Cane? Eh, a gente tem aqui uma atividade que é muito legal, que muitas vezes a gente acha que só a gente toma banho, né? Só pessoas tomam banho. Na verdade, as cobras, nossas serpentes, lagartos aqui da Casa dos Animais Interessantes e do Museu também realizam esse tipo de procedimento. É um procedimento saudável pro animal. a gente estimula o eh o metabolismo do bicho, ele pode também eh se hidratar, ele tira ectoparas, ajuda na troca de pele desses animais. Então é um procedimento corriqueiro nessa rotina nossa que muitas pessoas não conhecem mesmo. E essa é uma oportunidade muito legal deles saberem que existe isso, né? Perfeito. Então vamos começar. Já é o momento então de mostrar pro pessoal de casa como que é feito isso. Eles já estão aqui preparados, quais são as espécies que nós temos aqui? Então aqui a gente trouxe para mostrar para vocês três espécies. Temos um lagarto que é lagartixa leopardo e duas cobras do milho. Um filhotinho, um macho adulto. E o procedimento começa da gente retirando eles dos recintos e colocando eles aqui nessas caixas plásticas. é onde a gente vai colocar a água do banho deles. Nós temos uma uma estrutura com água, onde a gente aquece ela com aquecedores de aquário, ela fica morninha e isso é muito bom pros répteis que t um um metabolismo bem baixo. Então a água morna ele aumenta esse metabolismo, o animal consegue eh absorver água, principalmente pela cloaca e isso hidrata o animal também. Então o procedimento ele é bem simples, na verdade. Colocar o animal na caixa. A gente vai abrir então a caixa, expõe o o animal aqui. E esse procedimento acontece uma vez por semana. Como que é isso? A gente faz uma frequência de uma vez por semana. Os banhos duram em torno de meia hora e aí o animal ele fica eh não submerso, mas ele fica com eh uma lâmina de água no corpo dele para ele conseguir hidratar durante essa meia hora. E depois a gente tira o animal, volta ele para pro recinto dele e a gente continua com o ciclo com os outros animais que a gente tem também. Perfeito. Então vamos mostrar então como que é feito todo esse procedimento. Olha, já tá querendo sair, ó. já sabe que é horário do banho, mas a gente já vai pôr ela de novo, porque ela não pode sair, ela tem que ficar aqui. Então esse é um animal super tranquilo, é uma espécie eh não é brasileira, ela é exótica, mas é um animal bem pet, assim nesse mundo da da dos répteis. Esse animal pode ser comercializado, adquirido de criatórios legalizados. É um animal extremamente dócil, muito legal. Para quem realmente gosta desse grupo, quer ter um em casa, é o primeiro primeiro primeira espécie que a gente fala assim para alguém que não tem tanto conhecimento, um geco leopardo é uma boa opção pra pessoa. E é muito interessante, né? Muitas pessoas gostam, né, de animais silvestres, né, digamos assim, e exóticos. Então esse é uma boa opção, mas lembrando que mesmo quem tem em casa tem que continuar com esses cuidados. É necessário também esse banho, tudo certinho, né? Com certeza, né? Quando a gente tem uma uma vida aí no nas nossas mãos, a gente tem que cuidar corretamente. Então, alimentação, tipo de recinto, frequência de alimentação, o banho, a pessoa já tem que ter um conhecimento prévio antes de ter o animal, tem que conhecer o o bicho. Então tem muita informação na internet, nos sites próprios criatórios que comercializam esses animais, já existem os protocolos de manejo e criação que a pessoa pode ler, se interar e aí sim dar com todo esse conhecimento ter um animalzinho aí, porque a gente também tem que pensar no bem-estar deles, né? Perfeito. Então vamos ao procedimento. Enquanto isso a gente vai conversando também qual o tipo de alimentação deles. É diferente do da serpente, por exemplo, e da lagartixa? Sim, as serpentes são carnívoras, 100% carnívoras, se alimentam dependendo da espécie, né, de pequenos mamíferos, outros répteis, aves, ovos também tem serpentes que se alimentam de outras serpentes, né? Então é um cardápio bem variado, mas dentro desse desse halles vivos aí que são carnívoros. As lagartixas leopardo também são insetívoras, então elas vão se alimentar basicamente de insetos. pequenas baratas, grilos, insetos que elas encontram na natureza. Mas aqui em sob cuidados humanos a gente alimenta mais com larvas de de bisouros e pequenas baratas que são criadas também em nosso biotério. E qual periodicidade que ela se alimentam? Um animal adulto como esse aqui, a gente vai alimentar duas vezes por semana, tá? Com duas ou três e baratinhas, que geralmente é o que a gente faz. Ele tá super tranquilo, assim, é um animal que tem um metabolismo baixo, então ele não precisa comer todos os dias várias vezes ao dia, como a gente, por exemplo. Perfeito. Então vamos lá, vamos entender como que é feito então esse procedimento. O banho. precisa de uma temperatura exata ou é simplesmente mornar, sentir mesmo com a mão ali a temperatura, Felipe, é, a gente com os nossos aquecedores, o aquecedor ele tem um termostato, então a gente mantém numa temperatura que a gente quer, gina em torno aí de 26º, 27º, é uma temperatura morninha que já dá um um um up aí no metabolismo do animal. Então ele, mesmo que ele não beba água, pela cloaca dele, eh, ele consegue absorver essa água e aí isso hidrata o corpo do animal. Como é uma espécie de região semiárida, um pouco mais desértica, ele não bebe tanta água assim. E daí o banho ele ajuda nessa nessa hidratação do animal também. E aí é uma é uma temperatura que não é tão fria para também não deixar ele com metabolismo tão baixo, mas também não é tão quente a ponto dele se queimar. É uma temperatura confortável que os animais gostam bastante, sim. E aí a gente coloca o animalzinho aqui na na lâmina d'água, né? Só para deixar o os pezinhos dele ali e a cloaca já fica em contato com a água também. Então é um animalzinho que já começa a se hidratar aí por absorção mesmo. Então esse é o nível de água que ele precisa e tem que permanecer durante 30 minutos. Isso a gente mantém a a meia hora. Aí é claro que essa água vai diminuindo de temperatura, mas ela se mantém numa faixa ideal aí para esse e animal. Então ele vai ficar aí agora esperando um pouquinho, meia horinha aí no banho e depois a gente só retira ele, dá uma secadinha e ele volta pra casinha dele. Perfeito. Vamos deixar então ele ali curtindo um pouquinho o spa dele enquanto a gente vai verificar os outros animais aqui que também praticamente é o mesmo procedimento, né, Felipe? mesmo procedimento. Aí vai variar de acordo com o tamanho da caixa e o tamanho do animal para eu vou colocar um pouco menos ou um pouco mais de água, mas a intenção é sempre fazer essa lâmina para que o animal, claro, ele não se afogue, embora as serpentes sejam boas, nadadoras, mas também não deixar pouca água a ponto do animal não conseguir absorver nada também, né? Perfeito. Qual a gente vai falar? Então, a gente pode falar que é a serpente conhecida também como cobra do milho. É isso mesmo. Explica pra gente o porquê desse nome cobra do milho. É uma um nome bem interessante, né? E sugestivo também. Essa é uma as duas serpentes aqui são da mesma espécie. As cobras do milho também não são brasileiras. É um animal exótico lá dos Estados Unidos. E eles ocorrem naturalmente em áreas onde existem muita plantação de de milho também nos corn belts, que o pessoal chama. E eh existe uma associação muito grande também entre a presa das cobras do milho e as plantações de milharal, né? A gente a pode ser que seja sugestivo a pessoa achar: "Nossa, a serpente está comendo milho". Não, né? Na verdade é a presa dela que se alimenta do milho, por exemplo, pequenos roedores, né? no nos silos de estocagem desse desse material, desses grãos, existe muito aí a presença de roedores também que vão lá para se alimentar e as serpentes também acabam indo para lá eh guiadas, movidas por esse por esses ratos roedores que estão ali e elas são muito encontradas nessa região. Tanto que o nome delas é popular acabou virando mesmo em inglês corn snake e agora pro Brasil no a cobra do milho. Felipe e essa espécie é uma espécie que também pode ser domesticada. Explica pra gente esse procedimento também. É, aqui no Brasil a cobra do milho, ela não tem autorização para ser comercializada. Em outros lugares do mundo, sim. Então, aqui no no Brasil a gente tem esse animal porque esse animal foi vítima de tráfico, então ele estava na nas mãos e na posse de pessoas que não tinha autorização para ter. E aí nas ações de fiscalização, o IBAMA, polícia ambiental retira esse animal da posse da pessoa e esse animal tem que ser encaminhado para um empreendimento de fauna. E a zoológicos é um exemplo desse, desses empreendimentos e a gente daí sim consegue manter esse animal sobs cuidados, tá? Opa. Perfeito. Então vamos então fazer o procedimento nessa serpente. Cobra do milho, né, pro pessoal de casa entender. Olha só, eu vou colocar ele no peso. E ela é dócil. É macho, né? Esse aí é macho. É dócil. Esse é um macho dócil. Sim. Ele é muito ativo. Outras serpentes aí são mais tranquilas. Esse é muito ativo, mas assim, super dócil também. Aí eu preciso dar uma segurada nele para conseguir encher o balde aqui de água, porque senão ele sai do meu corpo. Mas tá agitado, tá agitado. Ele gosta muito de andar. Mas daí a gente coloca um pouco de água aqui e também permanece 30 minutos o mesmo procedimento, né? Permanece 30 minutos com o mesmo procedimento. Sim. A gente coloca ele aqui nessa lâmina de água. Esse é o Yok. Ique é o nome dele. Isso. O Yok. Essa cobra do milho, ele não gosta muito de banho, mas gosta de banho, infelizmente todos os animais precisam passar por esse procedimento pelo bem dele, né? Então, de novo, aqui ele vai ficar essa meia horinha eh aqui. Geralmente o animal sai, tira a cabeça da água, que ele não gosta muito, mas o principal é a cauda, ficar submersa ali, que é o que tá acontecendo. Então, é o que a gente quer que o animal eh faça, porque a cloaca dele fica ali no final da cauda, então no começo da cauda, desculpa. E aí ele vai absorver essa água aí do do banho. Perfeito. Então, Felipe, por último, nós temos aqui um filhote também, Cobra milho. Tem nome? Sim, essa aqui é a Fine também. É um filhotinho de cobra do milho. Chegou esse semestre aqui pra gente vindo de uma também ação da Polícia Ambiental. É um filhotinho, ainda vai crescer bastante, tem muito tempo ainda de vida, vai ficar com a gente sobre nossos cuidados e daqui uns anos vai estar do tamanho do do Y aí também. Qual que é o tamanho que chega sem aproximado? Esses animais chegam aí em torno de 1,20 a 1,5 m. É o padrão mesmo de de tamanho desses animais, né? Então essa aí tem bastante espaço para crescer ainda a Fine, né? Por ser filhote, tem algum procedimento diferenciado, algum cuidado que precisa ter mais atenção, Felipe? Eh, a gente, eh, faz um aumento da frequência da alimentação desse animal. Como ele é filhote, ele ainda tem muito para crescer. Essa alimentação, ela é aumentada a frequência. Eh, e a gente também tem que tomar bastante cuidado com relação ao aquecimento também. Como é um animalzinho que ainda não tem tanta experiência, a gente já tá fazendo essa dessensibilização nele para ele se acostumar com o toque humano, porque é um animal que tem muito potencial para ser utilizado em ações de educação ambiental com as pessoas, por ser uma espécie de dócil, por não ser peçonhenta. Então, a gente utiliza essas características de algumas espécies para já ir dessensibilizando esses animais, que é o nome da técnica, e passando a mão e tocando de pouquinho em pouquinho pro animal já se acostumar com esse toque, para lá na frente, no futuro, ele reconhecer o toque humano como algo que não é uma ameaça. Então essa essa atividade já começa desde cedo aí, tanto com banho quanto pegando o animal mesmo em outros momentos para ele realmente já sentir que tá tudo bem esse toque. Perfeito, Felipe. Muito interessante esse trabalho, muito curioso também. Realmente muita gente não sabia, eu particularmente não sabia que as serpentes, os lagartos precisariam, né, precisam de banho. Aí muito interessante conhecer também essa movimentação que é realizada aqui. Fala um pouquinho pra gente sobre o museu, né, de história aqui de Campinas. Muita gente acaba vindo aqui para o bosque dos Jequtibás e não conhece o museu. E ele é muito importante justamente pra conscientização ambiental, né? Isso. O Museu de História Natural, ele é um complexo com três prédios. Então, além do museu, faz parte o aquário, onde a gente tá aqui, e a Casa dos Animais Interessantes. O museu, ele é um espaço museológico educativo, que tem diversas vitrines, cujo o o os temas principais é falar sobre biodiversidade e conservação da natureza. Então temos aí a gente utiliza diversos animais taxidermizados nas vitrines para abordar esses temas também junto à população. E aqui no aquário e no serpentário, nesse nesses outros espaços, a gente mantém os animais vivos também paraa contemplação das pessoas, pra gente fazer o nosso trabalho de educação ambiental, tocar também as pessoas, informar muito sobre coisas que muitas vezes elas não sabem. E aí aqui a gente faz esse trabalho com as escolas, com atendimento, monitoria, atividades de extensão aos finais de semana com o público do bosque, levando o nosso trabalho para fora aí de forma totalmente gratuita. E é uma felicidade muito, muito grande pra gente poder tá informando a população e fazendo essas atividades com todo mundo. Perfeito. Então, muito bom conhecer esse espaço que leva informação e também a conscientização ambiental. A gente vai ficando por aqui nessa edição do Eu Bicho e para você aí de casa até o próximo programa. Até mais. [Música] [Aplausos] [Música] Olá, [Música] [Música] começa mais uma edição do El Bicho, diretamente do Museu de História Natural de Campinas, que fica aqui dentro do bosque dos Jeqtibá. E hoje o tema é bastante curioso, viu? Vamos conhecer e entender o banho dos répteis. É isso mesmo. A gente vai entender a rotina do banho das serpentes que vivem aqui no aquário e também dos lagartos e também as espécies. Vamos entender tudo sobre esse tema que muita gente acredito que não sabe, viu? A gente vai conversar então com o biólogo Felipe Brocanelli, que vai trazer informações pra gente. Felipe, realmente é um tema muito curioso, né? saber que os répteis também necessitam de banho. Conta pra gente como que funciona. Esse já é um espaço dedicado para isso. Sim. Bom, bom dia, né, Cane? Eh, a gente tem aqui uma atividade que é muito legal, que muitas vezes a gente acha que só a gente toma banho, né? Só pessoas tomam banho. Na verdade, as cobras, nossas serpentes, lagartos aqui da Casa dos Animais Interessantes e do Museu também realizam esse tipo de procedimento. É um procedimento saudável pro animal. a gente estimula o eh o metabolismo do bicho, ele pode também eh se hidratar, ele tira ectoparas, ajuda na troca de pele desses animais. Então é um procedimento corriqueiro nessa rotina nossa que muitas pessoas não conhecem mesmo. E essa é uma oportunidade muito legal deles saberem que existe isso, né? Perfeito. Então vamos começar. Já é o momento então de mostrar pro pessoal de casa como que é feito isso. Eles já estão aqui preparados, quais são as espécies que nós temos aqui? Então aqui a gente trouxe para mostrar para vocês três espécies. Temos um lagarto que é lagartixa leopardo e duas cobras do milho. Um filhotinho, um macho adulto. E o procedimento começa da gente retirando eles dos recintos e colocando eles aqui nessas caixas plásticas. é onde a gente vai colocar a água do banho deles. Nós temos uma uma estrutura com água, onde a gente aquece ela com aquecedores de aquário, ela fica morninha e isso é muito bom pros répteis que t um um metabolismo bem baixo. Então a água morna ele aumenta esse metabolismo, o animal consegue eh absorver água, principalmente pela cloaca e isso hidrata o animal também. Então o procedimento ele é bem simples, na verdade. Colocar o animal na caixa. A gente vai abrir então a caixa, expõe o o animal aqui. E esse procedimento acontece uma vez por semana. Como que é isso? A gente faz uma frequência de uma vez por semana. Os banhos duram em torno de meia hora e aí o animal ele fica eh não submerso, mas ele fica com eh uma lâmina de água no corpo dele para ele conseguir hidratar durante essa meia hora. E depois a gente tira o animal, volta ele para pro recinto dele e a gente continua com o ciclo com os outros animais que a gente tem também. Perfeito. Então vamos mostrar então como que é feito todo esse procedimento. Olha, já tá querendo sair, ó. já sabe que é horário do banho, mas a gente já vai pôr ela de novo, porque ela não pode sair, ela tem que ficar aqui. Então esse é um animal super tranquilo, é uma espécie eh não é brasileira, ela é exótica, mas é um animal bem pet, assim nesse mundo da da dos répteis. Esse animal pode ser comercializado, adquirido de criatórios legalizados. É um animal extremamente dócil, muito legal. Para quem realmente gosta desse grupo, quer ter um em casa, é o primeiro primeiro primeira espécie que a gente fala assim para alguém que não tem tanto conhecimento, um geco leopardo é uma boa opção pra pessoa. E é muito interessante, né? Muitas pessoas gostam, né, de animais silvestres, né, digamos assim, e exóticos. Então esse é uma boa opção, mas lembrando que mesmo quem tem em casa tem que continuar com esses cuidados. É necessário também esse banho, tudo certinho, né? Com certeza, né? Quando a gente tem uma uma vida aí no nas nossas mãos, a gente tem que cuidar corretamente. Então, alimentação, tipo de recinto, frequência de alimentação, o banho, a pessoa já tem que ter um conhecimento prévio antes de ter o animal, tem que conhecer o o bicho. Então tem muita informação na internet, nos sites próprios criatórios que comercializam esses animais, já existem os protocolos de manejo e criação que a pessoa pode ler, se interar e aí sim dar com todo esse conhecimento ter um animalzinho aí, porque a gente também tem que pensar no bem-estar deles, né? Perfeito. Então vamos ao procedimento. Enquanto isso a gente vai conversando também qual o tipo de alimentação deles. É diferente do da serpente, por exemplo, e da lagartixa? Sim, as serpentes são carnívoras, 100% carnívoras, se alimentam dependendo da espécie, né, de pequenos mamíferos, outros répteis, aves, ovos também tem serpentes que se alimentam de outras serpentes, né? Então é um cardápio bem variado, mas dentro desse desse halles vivos aí que são carnívoros. As lagartixas leopardo também são insetívoras, então elas vão se alimentar basicamente de insetos. pequenas baratas, grilos, insetos que elas encontram na natureza. Mas aqui em sob cuidados humanos a gente alimenta mais com larvas de de bisouros e pequenas baratas que são criadas também em nosso biotério. E qual periodicidade que ela se alimentam? Um animal adulto como esse aqui, a gente vai alimentar duas vezes por semana, tá? Com duas ou três e baratinhas, que geralmente é o que a gente faz. Ele tá super tranquilo, assim, é um animal que tem um metabolismo baixo, então ele não precisa comer todos os dias várias vezes ao dia, como a gente, por exemplo. Perfeito. Então vamos lá, vamos entender como que é feito então esse procedimento. O banho. precisa de uma temperatura exata ou é simplesmente mornar, sentir mesmo com a mão ali a temperatura, Felipe, é, a gente com os nossos aquecedores, o aquecedor ele tem um termostato, então a gente mantém numa temperatura que a gente quer, gina em torno aí de 26º, 27º, é uma temperatura morninha que já dá um um um up aí no metabolismo do animal. Então ele, mesmo que ele não beba água, pela cloaca dele, eh, ele consegue absorver essa água e aí isso hidrata o corpo do animal. Como é uma espécie de região semiárida, um pouco mais desértica, ele não bebe tanta água assim. E daí o banho ele ajuda nessa nessa hidratação do animal também. E aí é uma é uma temperatura que não é tão fria para também não deixar ele com metabolismo tão baixo, mas também não é tão quente a ponto dele se queimar. É uma temperatura confortável que os animais gostam bastante, sim. E aí a gente coloca o animalzinho aqui na na lâmina d'água, né? Só para deixar o os pezinhos dele ali e a cloaca já fica em contato com a água também. Então é um animalzinho que já começa a se hidratar aí por absorção mesmo. Então esse é o nível de água que ele precisa e tem que permanecer durante 30 minutos. Isso a gente mantém a a meia hora. Aí é claro que essa água vai diminuindo de temperatura, mas ela se mantém numa faixa ideal aí para esse e animal. Então ele vai ficar aí agora esperando um pouquinho, meia horinha aí no banho e depois a gente só retira ele, dá uma secadinha e ele volta pra casinha dele. Perfeito. Vamos deixar então ele ali curtindo um pouquinho o spa dele enquanto a gente vai verificar os outros animais aqui que também praticamente é o mesmo procedimento, né, Felipe? mesmo procedimento. Aí vai variar de acordo com o tamanho da caixa e o tamanho do animal para eu vou colocar um pouco menos ou um pouco mais de água, mas a intenção é sempre fazer essa lâmina para que o animal, claro, ele não se afogue, embora as serpentes sejam boas, nadadoras, mas também não deixar pouca água a ponto do animal não conseguir absorver nada também, né? Perfeito. Qual a gente vai falar? Então, a gente pode falar que é a serpente conhecida também como cobra do milho. É isso mesmo. Explica pra gente o porquê desse nome cobra do milho. É uma um nome bem interessante, né? E sugestivo também. Essa é uma as duas serpentes aqui são da mesma espécie. As cobras do milho também não são brasileiras. É um animal exótico lá dos Estados Unidos. E eles ocorrem naturalmente em áreas onde existem muita plantação de de milho também nos corn belts, que o pessoal chama. E eh existe uma associação muito grande também entre a presa das cobras do milho e as plantações de milharal, né? A gente a pode ser que seja sugestivo a pessoa achar: "Nossa, a serpente está comendo milho". Não, né? Na verdade é a presa dela que se alimenta do milho, por exemplo, pequenos roedores, né? no nos silos de estocagem desse desse material, desses grãos, existe muito aí a presença de roedores também que vão lá para se alimentar e as serpentes também acabam indo para lá eh guiadas, movidas por esse por esses ratos roedores que estão ali e elas são muito encontradas nessa região. Tanto que o nome delas é popular acabou virando mesmo em inglês corn snake e agora pro Brasil no a cobra do milho. Felipe e essa espécie é uma espécie que também pode ser domesticada. Explica pra gente esse procedimento também. É, aqui no Brasil a cobra do milho, ela não tem autorização para ser comercializada. Em outros lugares do mundo, sim. Então, aqui no no Brasil a gente tem esse animal porque esse animal foi vítima de tráfico, então ele estava na nas mãos e na posse de pessoas que não tinha autorização para ter. E aí nas ações de fiscalização, o IBAMA, polícia ambiental retira esse animal da posse da pessoa e esse animal tem que ser encaminhado para um empreendimento de fauna. E a zoológicos é um exemplo desse, desses empreendimentos e a gente daí sim consegue manter esse animal sobs cuidados, tá? Opa. Perfeito. Então vamos então fazer o procedimento nessa serpente. Cobra do milho, né, pro pessoal de casa entender. Olha só, eu vou colocar ele no peso. E ela é dócil. É macho, né? Esse aí é macho. É dócil. Esse é um macho dócil. Sim. Ele é muito ativo. Outras serpentes aí são mais tranquilas. Esse é muito ativo, mas assim, super dócil também. Aí eu preciso dar uma segurada nele para conseguir encher o balde aqui de água, porque senão ele sai do meu corpo. Mas tá agitado, tá agitado. Ele gosta muito de andar. Mas daí a gente coloca um pouco de água aqui e também permanece 30 minutos o mesmo procedimento, né? Permanece 30 minutos com o mesmo procedimento. Sim. A gente coloca ele aqui nessa lâmina de água. Esse é o Yok. Ique é o nome dele. Isso. O Yok. Essa cobra do milho, ele não gosta muito de banho, mas gosta de banho, infelizmente todos os animais precisam passar por esse procedimento pelo bem dele, né? Então, de novo, aqui ele vai ficar essa meia horinha eh aqui. Geralmente o animal sai, tira a cabeça da água, que ele não gosta muito, mas o principal é a cauda, ficar submersa ali, que é o que tá acontecendo. Então, é o que a gente quer que o animal eh faça, porque a cloaca dele fica ali no final da cauda, então no começo da cauda, desculpa. E aí ele vai absorver essa água aí do do banho. Perfeito. Então, Felipe, por último, nós temos aqui um filhote também, Cobra milho. Tem nome? Sim, essa aqui é a Fine também. É um filhotinho de cobra do milho. Chegou esse semestre aqui pra gente vindo de uma também ação da Polícia Ambiental. É um filhotinho, ainda vai crescer bastante, tem muito tempo ainda de vida, vai ficar com a gente sobre nossos cuidados e daqui uns anos vai estar do tamanho do do Y aí também. Qual que é o tamanho que chega sem aproximado? Esses animais chegam aí em torno de 1,20 a 1,5 m. É o padrão mesmo de de tamanho desses animais, né? Então essa aí tem bastante espaço para crescer ainda a Fine, né? Por ser filhote, tem algum procedimento diferenciado, algum cuidado que precisa ter mais atenção, Felipe? Eh, a gente, eh, faz um aumento da frequência da alimentação desse animal. Como ele é filhote, ele ainda tem muito para crescer. Essa alimentação, ela é aumentada a frequência. Eh, e a gente também tem que tomar bastante cuidado com relação ao aquecimento também. Como é um animalzinho que ainda não tem tanta experiência, a gente já tá fazendo essa dessensibilização nele para ele se acostumar com o toque humano, porque é um animal que tem muito potencial para ser utilizado em ações de educação ambiental com as pessoas, por ser uma espécie de dócil, por não ser peçonhenta. Então, a gente utiliza essas características de algumas espécies para já ir dessensibilizando esses animais, que é o nome da técnica, e passando a mão e tocando de pouquinho em pouquinho pro animal já se acostumar com esse toque, para lá na frente, no futuro, ele reconhecer o toque humano como algo que não é uma ameaça. Então essa essa atividade já começa desde cedo aí, tanto com banho quanto pegando o animal mesmo em outros momentos para ele realmente já sentir que tá tudo bem esse toque. Perfeito, Felipe. Muito interessante esse trabalho, muito curioso também. Realmente muita gente não sabia, eu particularmente não sabia que as serpentes, os lagartos precisariam, né, precisam de banho. Aí muito interessante conhecer também essa movimentação que é realizada aqui. Fala um pouquinho pra gente sobre o museu, né, de história aqui de Campinas. Muita gente acaba vindo aqui para o bosque dos Jequtibás e não conhece o museu. E ele é muito importante justamente pra conscientização ambiental, né? Isso. O Museu de História Natural, ele é um complexo com três prédios. Então, além do museu, faz parte o aquário, onde a gente tá aqui, e a Casa dos Animais Interessantes. O museu, ele é um espaço museológico educativo, que tem diversas vitrines, cujo o o os temas principais é falar sobre biodiversidade e conservação da natureza. Então temos aí a gente utiliza diversos animais taxidermizados nas vitrines para abordar esses temas também junto à população. E aqui no aquário e no serpentário, nesse nesses outros espaços, a gente mantém os animais vivos também paraa contemplação das pessoas, pra gente fazer o nosso trabalho de educação ambiental, tocar também as pessoas, informar muito sobre coisas que muitas vezes elas não sabem. E aí aqui a gente faz esse trabalho com as escolas, com atendimento, monitoria, atividades de extensão aos finais de semana com o público do bosque, levando o nosso trabalho para fora aí de forma totalmente gratuita. E é uma felicidade muito, muito grande pra gente poder tá informando a população e fazendo essas atividades com todo mundo. Perfeito. Então, muito bom conhecer esse espaço que leva informação e também a conscientização ambiental. A gente vai ficando por aqui nessa edição do Eu Bicho e para você aí de casa até o próximo programa. Até mais. [Música] [Aplausos] [Música]
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