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[Música] [Música] No bicho de hoje, você vai conhecer a história da associação mata. A entidade já atendeu mais de 60.000 animais silvestres. Um trabalho que ultrapassa fronteiras. [Música] Desde 1987, a Associação Mata Ciliar desenvolve diversas ações para conservação da biodiversidade. Localizada no município de Jundiaí, é uma entidade sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública federal. Esse ano ela completa 38 anos, né? E como o próprio nome diz, mata ciliar, ela nasceu para trabalhar com eh restauração florestal, proteção de recursos hídricos e, principalmente a fazer o trabalho de produção de mudas, né, voltadas a princípio para áreas e lindeiras a a cursos d'águas ou minas, né, mas depois, de uma maneira geral, a gente trabalha com espécies de uma mata atlântica e cerrado como um todo. Esse viveiro aqui é um dos primeiros viveiros da mata ciliar e é um trabalho que nós começamos uma parceria com a ITEC Benedito Storani aqui de Juliaí, né? Eh, para justamente um era um começou como um viver escola, trabalhar com os alunos da escola técnica e hoje ele atende a população como um todo. A Associação Mataciliar, ela tem várias frentes de trabalho. Além da área da flora, né? Nós temos também um um trabalho muito grande com fauna silvestre, um trabalho voltado paraa educação ambiental e o que a gente chama de extensão rural. O viveiro tem capacidade para abrigar até 600.000 mudas. Atualmente são pouco mais de 150.000 1 de quase 130 espécies da Mata Atlântica e Serrado. E para manter todo o funcionamento da entidade, são muitas as frentes de trabalho. Além da área da flora, né, nós temos também um um trabalho muito grande com fauna silvestre, um trabalho voltado pra educação ambiental e o que a gente chama de extensão rural. Esses quatro braços da associação hoje nós para para conduzirmos os trabalhos dessa dessas ações, né, são mais de 40 funcionários diretos, né, funcionários colaboradores diretos entre técnicos, pessoal administrativo, serviços gerais, fora voluntários e estagiários. a atuação da mata ciliar, que também é um CRAS, ou seja, um centro de reabilitação de animais silvestres e Centro Brasileiro para Conservação dos Felinos Neotropicais, tem abrangência nacional e internacional. A gente tem um trabalho eh eh em parcerias com várias instituições no Brasil e também na área de reprodução, de conservação de felinos brasileiros com o zoológico de CCinato nos Estados Unidos, principalmente paraa reprodução assistida, né, eh, de grandes felinos e de Jaguatirica. O Cras, como a gente chama, eh, ele está aqui em Jundiaí desde 1997. Nesse período para cá, nós atendemos já mais de 60.000 1000 animais, né? Das mais variadas espécies que você possa imaginar. Eh, uma boa parte desses animais, infelizmente, chega em óbito ou vem a óbito logo em seguida que chega aqui para nós, né? mais de 30 a 40% desses animais a gente consegue voltar pra natureza e mais uns 30% aí do que sobra para da da da num geral, numa média, eh são animais que, infelizmente não tem mais como retornar pra natureza, são destinados a outras instituições ou ficam aqui conosco. Entre outras iniciativas, o presidente da associação destaca os projetos que promovem a conscientização da comunidade. a respeito dos recursos hídricos e com relação às espécies de animais em extinção. projeto de Olho nos rios, que é um projeto que nós trabalhamos eh com as comunidades rurais, justamente voltado à conservação de recursos hídricos, é fazer a gestão participativa dos recursos hídricos e ele abrange eh desde saneamento rural até a restauração florestal, passando por capacitação dos produtores, seus familiares, restauração eh eh e proteção de minas d'água, né? Eh, a gente implanta bacias de captação ou aquelas barraginhas, né, para infiltrar água na no solo, a água da chuva e fazer com que isso alimente as nascentes. O Vozes da Mata, ele é um projeto que ocasionalmente a gente coloca em prática, né? Eh, quando a gente quer chamar atenção de uma determinada região, eh, de algumas espécies, seja de pássaros, seja de primatas, por exemplo, né, eh, a gente coloca esse projeto como um um chamado, vamos dizer, à comunidade para que ela ouça essas vozes, né? São vozes que não têm um eco muito forte na nossa sociedade, né? São animais que a gente fala que não tem vozes, né? apesar de emitirem sons e ter cantos maravilhosos ou vozes maravilhosas, mas no sentido de que eh eles precisam ser ouvidos de alguma maneira e aí a própria comunidade tem que fazer isso, né? Ser também vozes desses animais. Mas a princípio, né, o projeto Vozes da Mata é justamente chamar atenção para aquele som que existe naquela comunidade. Um som que muitas vezes passa desapercebido, mas que ele é fundamental paraa preservação da biodiversidade local. O lobo guará é o maior canídio da América do Sul, podendo pesar até 36 kg. É um animal conhecido por suas pernas longas e seu pelo dourado. É considerado o símbolo do serrado, apesar de ocorrer em outros biomas. As populações de Lobo Guará vem sofrendo um declínio significativo por conta das alterações de paisagem causadas pela expansão urbana. Daí a importância da atuação da mata ciliar para reduzir o impacto dessas mudanças e propor novas estratégias de conservação. Temos também um um trabalho por projeto Guará, que tem como bandeira o lobo guará, um animal ameaçado de extinção, um animal presente na nossa região e hoje muito muito ameaçado também pela convivência com animais domésticos, né? Então, a gente tem uma porção eh eh de casos de animais eh eh relatados ou que chegam para nós ou que nós resgatamos, eh, que vem com sarna, sinomose, parvovirose, né? Eh, doenças que acabam matando um grande número desses animais na natureza. E a gente faz um trabalho então de acompanhamento desses animais, muitas vezes de resgate, mas principalmente de conservação das áreas aonde eles vivem. Ao longo dos anos, foram vários desafios enfrentados e conquistas alcançadas sempre em parceria com instituições privadas, poder público e com a sociedade. A gente procura envolver a a o poder público municipal para que ele tenha consciência de que a responsabilidade é do poder público. A legislação já estabelece isso, mas muitas vezes ou por desconhecimento ou por falta de estrutura, eh esse poder público precisa de um apoio ou de um conhecimento maior que seja levado aos seus colaboradores. É esse trabalho que a mata faz junto às prefeituras, junto junto aos municípios. E mais do que isso, né, a gente acaba recebendo esses animais, atendendo os animais e posteriormente retornando aqueles que têm condição de retornar paraa natureza, pros municípios de origem, mais próximo possível de onde eles foram resgatados. São mãos que ajudam a plantar hoje o amanhã de futuras gerações. O envolvimento da comunidade, ele é fundamental pro sucesso do qualquer projeto, né? Então, todo o trabalho nosso se inicia com uma aproximação à comunidade que nós vamos trabalhar. Eh, antes de qualquer ação prática, né, a gente busca ouvir a comunidade aquelas necessidades que ela tem ou entendimento que ela tem do seu território, né, principalmente, porque muitas vezes a gente vai estar fazendo uma intervenção numa determinada área, num espaço ou de uma propriedade ou de uma comunidade. Então, a gente precisa ter um entendimento e a aceitação dessa comunidade para que aquele trabalho possa ser feito. E aí a gente consegue fazer com que essa comunidade participe do projeto de forma integral. A população que assiste um programa como esse e que gosta de um programa como esse, ela vai se ligar na não só na problemática que existe, né, mas principalmente naquilo que de positivo pode ser feito paraa conservação das espécies. É, o trabalho da mata auxiliar, ele depende da participação da população, ele depende da atuação da população, não só com um agente é muitas vezes de alerta de uma situação grave que um animal esteja passando, mas principalmente de pressão, né, junto ao poder público para que legislações e políticas públicas sejam estabelecidas em benefício da nossa vida, né, da nossa qualidade de vida, mas através da biodiversidade que existe nos nossos municípios. [Música] [Música]