Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
A presença de animais silvestres em áreas urbanas está cada vez mais constante. Neste episódio do El Bicho, gravado aqui na Associação Mata Ciliar, você vai entender porque isso está acontecendo e qual a responsabilidade do ser humano para melhorar essa convivência. O aquecimento global tem impactos significativos na vida selvagem. As chuvas mais intensas e o crescimento desenfreado das cidades tem tornado cada vez mais comum a presença de animais silvestres nas áreas urbanas. Isso acontece principalmente porque os centros urbanos estão cada vez mais aparecendo na casa deles. E aí às vezes um local que ele tava acostumado a passar o animal assim que percorre longas distâncias, uma hora ele percorre, é a mata que ele tá acostumado. A outra vez que ele vai passar no mesmo lugar, de repente é um território urbano e às vezes ele se vê tendo que passar para uma estrada, passar por um local que agora é urbanizado e pode se envolver em conflito com as pessoas, seja atropelamento ou mesmo que seja só assustando alguém, já pode causar aí uma bagunça. Às vezes as pessoas ficam assustadas e por medo e um pouco de não saber sobre o comportamento e as características do animal, podem causar mal ao animal por medo, por tentar se proteger, mas numa ação assim que falta consciência de entender qual a melhor forma de agir naquela situação. Falando em mudanças mudanças climáticas, mudanças de temperatura, isso vai influenciar todo o ciclo do animal que ele naturalmente ele é sincronizado com as estações do ano, com os períodos de estica e chuva. E quando isso muda, desorienta o animal e às vezes ele pode acabar mudando o comportamento para uma versão que não vai ser compatível com um ambiente urbanizado como tá agora. Um caso recente de uma onça parda encontrada dentro de um lava rápido no centro de Vinhedo, ilustra bem essa situação. O animal mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Guarda Civil Municipal, que usaram tranquilizantes para capturá-la. De acordo com os bombeiros, a onça saiu de uma região de mata. percorrendo um longo trajeto até chegar à área urbana. Como que tá o estado dela? Ela tá bem, ela tá em tratamento? Então, esse é um caso de uma onça que assim deve ter se perdido, apareceu lá por acaso e quando percebeu ela se viu encurralada, né? E essa é uma situação que pode gerar risco a uma pessoa, porque ela encorralada fica mais perigosa. Aí nós fomos acionados, fomos lá resgatar a onça e aí agora ela tá com a gente, mas como ela não tinha sofrido um acidente, ela tá em condições boas de saúde e a gente mantém ela num recinto para que ela não se acostume com as pessoas e a gente vai estudar a melhor forma de reintroduzir ela no ambiente natural. Ela vai ser reintroduzida aqui na região mesmo, em alguma mata aqui da região. É isso. A gente procura reintroduzir num local próximo ao que ela foi capturada, porque assim, todas as áreas de mata já tem uma dinâmica de populações de onça. Se a gente simplesmente pôr ela em outro lugar, sem pensar antes, a gente pode desequilibrar aquela dinâmica e causar outros problemas com onças na região. Então, a gente faz todo esse estudo para ver qual que é o melhor local mesmo para poder soltar elas. A onça parda, também conhecida como puma ou suçuarana, é considerada uma espécie ameaçada de extinção. Ela está na lista vermelha de espécies ameaçadas, tanto pela União Internacional para Conservação da Natureza, quanto pelo ICMB, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. As principais ameaças atuais para a espécie são a supressão e fragmentação de habitate devido à expansão agropecuária e a mineração, além da exploração de madeira para carvão. caça, a retalhação por predação de animais domésticos queimadas principalmente em canaviais e atropelamentos ainda contribuem significativamente para a redução da população em diversas áreas. No futuro próximo, a expansão da malha viária e ferroviária e, provavelmente a implantação de grandes complexos hidrelétricos também. poderão ameaçar a onça parda. Por conta do número de animais resgatados e precisando de ajuda, a entidade já está ampliando o seu centro de reabilitação. Quais são as espécies de animais silvestres que geralmente costumam aparecer mais assim na nas nos centros urbanos? Olha, as espécies são principalmente aquelas que são quase animais sinantrópicos, ou seja, animais que estão acostumados a viver no meio urbano. Por exemplo, maritacas que se acostumam bem a viver no meio urbano, os gambá também costumam viver bem no meio urbano, os saguis. Então, essas são três espécies que chegam bastante aqui, assim, todos os dias, pelo menos uma dessas vai chegar. A gente tem mais de 1000 animais aqui em processo de reabilitação ou em cativeir que não vão mais poder ser habilitados. Além da estrutura, a associação conta com profissionais preparados para os atendimentos. Como que os animais geralmente chegam aqui? Qual que é o procedimento que eles passam? Todo o processo aqui a gente tá na frente da parte do hospital mesmo, que é a parte de mamíferos. Então a gente atende dos demais mamíferos aqui e todas as cirurgias acontecem aqui. Os animais eles costumam chegar em condições críticas. Muitas vezes eles sofreram acidentes graves, muitas vezes eles sofreram acidentes e demorou um tempo até alguém resgatar eles. Então a situação dele foi se agravando com o tempo. Então é sempre uma luta assim contra o tempo pra gente conseguir salvar esse animal antes que ele cruze uma linha que já não tem retorno. Mas de qualquer forma a gente sempre prioriza o bem-estar deles. Então assim, a partir do momento que ele chega, a primeira coisa que a gente faz é tirar as mazelas para que ele não sofra mais. E a partir daí a gente vai fazendo o suporte, tratamento suporte dele e tratando as demais lesões ou doenças que ele tenha para depois só quando tiver a alta clínica a gente poder fazer a reabilitação e pensar na soltura. Isso em média demora quanto tempo? Isso pode variar bastante. Pode tanto ser um animal que tinha uma lesão superficial, mas ele tá muito arisco, ele tá bom para soltar e pode ser muito rápido. Sim, pode ser coisa de um mês, mas pode ser uma questão de um animal que tem uma lesão mais grave, que vai ter um longo tempo de tratamento e aí para fazer o tratamento, ele se acostumou com a minha presença. Aí depois que eu termino o tratamento, tem todo um processo de reabilitação. Aí isso depende do comportamento do animal, como que ele vai reagir, pode levar anos. E tem aqueles animais que não chegam nem a sair, né? Infelizmente por é, ele pode ter alguma sequela, uma lesão grave que vai impossibilitar ele de fazer os comportamentos naturais. Então, nesse caso, não dá pra gente soltar ele, a gente tem que manter ele em cativeiro. Os animais que não voltam para a natureza vivem nos recintos da mata ciliar. É nesses espaços que simulam habitates naturais que eles recebem todo o cuidado necessário. A gente vai colocar no recinto prando pelo bem-estar dele. Então a gente vai colocar o recinto que favoreça ele ter as características naturaisão se formáveis. vai ser o recinto que ela possa voar, que ela possa se exercitar, vai ser o recinto que eles podem procurar alimento que a gente vai ofertar. A gente tem um um cronograma de de enriquecimento ambiental, então a gente põe estímulos aí para estimular ele, ter uma coisa nova também, não ficar na monotonia todos os dias. E qual que é a orientação pra população quando ela encontra um animal silvestre? O que que ela precisa fazer? O que que ela não deve fazer? Olha, a primeira coisa é assim, prezar pela própria segurança. Então, nunca vai direto ir pôr a mão. Por mais que a gente queira salvar o animal, a gente tem que pensar em nós também. Então, evitar pôr a mão, evitar eh se colocar em situações de risco. Às vezes, se você tá numa estrada em movimento, tem que prar primeiro pela sua segurança. Depois a gente aciona as instituições, as autoridades responsáveis e elas já vão ter pelo menos uma instrução de como agir ou quando não vão ter um treinamento para poder ir lá e se resgatar. Mas no geral vai ser a gente proporcionar a segura, um sentimento de segurança para esse animal, para ele não querer atacar ninguém, só ficar escondido. Vamos guardar esse animal, preservar ele numa caixa, algum tipo de recipiente para que ele possa ser transportado em segurança pra gente.