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[Música] TV Câmara Campinas bem boa tarde a todos todas e todos [Música] bem-vindos aqui né A Câmara Municipal de Campinas estou aqui então como facilitador hoje dessa atividade construída aqui Pelas nossas convidadas né sobre coordenação aqui contato da Gabi né e da Gabriela Moisés que é coordenadora da organização guia up e Então a nossa conversa de hoje diz respeito aqui a questão da importância da educação menstrual no combate ao assédio sexual e é uma atividade da semana da juventude aqui na cidade de Campinas né é ontem tivemos aqui também uma atividade da segunda a conferência Municipal de juventude né pela sustentabilidade em particular nesse nesse tema que nós vamos tratar aqui com as nossas convidadas e especialistas né sobre coordenação da Gabi eu fiquei responsável provocado pela GEAP esse movimento de jovens mulheres aí que trabalham com a questão da dignidade menstrual fiquei responsável pela relatoria de um projeto que instituiu um programa de dignidade menstrual no município e ao iniciarmos esse trabalho nós identificamos na Câmara Municipal que haviam sete seis projetos em tramitação e muitas iniciativas nacionais assim dispersas então que nós fizemos foi agrupar esses projetos só que ao oferecer o projeto com assinatura de de 6 vereadores e vereadoras da casa e eu deixei de ser o relator e passei a ser um dos signatários aí então esse projeto foi a voto e passou em primeira discussão e agora nós temos uma mobilização né para poder votá-lo aqui na casa e finalmente transformar numa política pública então a mesa e depois eu já passo a coordenação da Gabi fico aqui como facilitador aqui acolhendo vocês né em nome da Câmara Municipal então como eu já falei a mesa nós temos a Gabriela Moisés coordenadora da organização guia up Campinas e Valinhos a Rebeca Cristina da voz da Juventude a Graciane Mendonça que é especialista sobre assédio sexual e a Luciana Teixeira que é da ONG Mulheres de Fases esse material ele está sendo gravado ficará disponível depois no site da câmara para que a gente possa utilizar e o importante é de que desse debate aqui nós teremos informações para subsidiar a tramitação de dois projetos esse que eu acabei de informar sobre esse programa dignidade menstrual nós vamos fazer com que esse material chegue aos vereadores que vão apreciar o tema e também a um projeto de combate ao assédio nas escolas que é de autoria da vereadora Débora e vai ser discutido também nessa mesa então Gabi passo a ti para ti a coordenação e fico aqui como facilitador né e um aprendiz sobre o tempo Obrigada Paulo a gente fez essa construção E aí eu apresento aqui que no debate certo comentou muito nada a presença da up Campinas e Valinhos eu acho que a gente vem fazendo muita incidência e a voz da Juventude do escola sem assédio vem fazendo essa pressão muito grande para que a gente consiga pautar direitos sexuais e reprodutivos aqui em Campinas então vou passar a bola aqui a gente que a gente tem o Paulo que permitiu isso aqui acontecer e Beca e eu estamos aqui organizando com essa conversa e vou passar a bola para Beca contar um pouco mais de como que a gente nada é esse salto da educação menstrual pro assédio sexual bom uma boa tarde gostaria de começar dizendo que eu fico muito feliz em estar aqui nessa mesa com pessoas tão especiais e com pessoas que estão verdadeiramente lutando pelos direitos sexuais e reprodutivos aqui na cidade de Campinas eu sempre costumo falar que esse tema é um tema que atravessa a juventude e atravessa a vida de crianças e adolescentes como um todo né e é por isso que a gente vê a importância dessa intersecção desses temas que é a educação menstrual mais puxado pela Gabi e o assédio sexual que é o tema que a gente tem puxado pelo voz da Juventude bom eu e a Gabi nós já fizemos uma roda de conversa no mês passado no dia 7 de Julho nós fizemos lá na Estação Cultura também fizemos uma roda de conversa com convidadas naquele dia e a gente tem entendido essa pauta da educação menstrual com uma ferramenta de combate ao assédio sexual a partir da perspectiva de que é a menstruação é para as pessoas que menstruam para as meninas Ela é ali muita das vezes a primeira etapa da vida sexual dela e isso está totalmente treinador assédio já que observando e pelas pesquisas que nós fizemos até pelo próprio Vaz da Juventude a gente tem as informações de que a maioria das adolescentes elas passam por situações de assédio sexual no decorrer da sua adolescência então é ali no período onde ela começa a menstruar em que ela começa também a receber elogios que não são muito afetivos que ela começa a receber toques que são indesejados e que essa situação começa a passar pela vida desses jovens que que menstruam então É nesse sentido que a gente vê a intersecção dessas pautas a menstruação e da e do assédio sexual contra jovens e também tem algumas outras questões que nós vamos levantar aqui na mesa que a questão da pobreza menstrual que a PL da dignidade menstrual discute isso né o combate a pobreza menstrual onde quando você não tem dinheiro suficiente nem para comprar um produto de higiene então necessário que é o absorvente você também também não tem forças Teoricamente para lutar contra situações de abuso e contra situações de assédio já que a questão da pobreza menstrual ela envolve ali questões mais profundas como evasão escolar E aí isso é muito importante porque na escola sem assédio Justamente que a gente propõe né que a escola seja uma plataforma de combate ao assédio sexual então quando adolescente ela tá faltando a escola por conta da menstruação dela por conta de não ter dinheiro para comprar itens básicos de higiene como é que ela pode ter a escola não só como lugar onde ela estuda Mas também como local onde ela pode achar um apoio em caso de assédio e abuso sexual perfeito eu acho que é um pouco menos nesse sentido mesmo da gente trazer essa multi interseccionalidade entre as temáticas entender que a gente começar a falar sobre corpo mesmo que a gente esteja falando da menstruação é um começo a gente começar a falar de limites falar sobre Entender esse processo que você tá passando da puberdade e também um processo que começa a ser muito sexualizado na nossa sociedade e a gente está tentando construir esses caminhos de como tudo isso se conecta para que a gente também possa atuar e não deixar nenhuma pauta nenhuma necessidade de lado E aí a gente né uma das formas da situação que a beca comentou foi o que a escola sem a cidade vem fazendo da sensibilizações dentro de escolas direto com jovens mas também né me ajuda aí tá certo né direto com as escolas Nós também com os agentes Então os profissionais ali presente e agora Campinas e Valinhos a gente organizou também conversas com jovens para falar sobre menstruação e fazer processo da educação menstrual de jovem para jovem E aí antes da gente passar fala para os nossos convidados eu acho que vale contar com a gente não tá aqui só para construir caminhos mas também para que a gente pressione para que esses caminhos que a gente está construindo eles virem políticas públicas aqui em Campinas e aqui vale falar é que a gente tem a lei que a gente chama de escola sem a sede mas que tem um nome bem mais longo é que tá em trâmite e também a lei pela dignidade menstrual que aí tá para começar a segunda votação e a gente quer que comece mas comece falando a gente Campinas se importa e a gente tá coletando assinaturas para isso então a gente colocou QR Code ali também tem como acessar é pelo link quem precisar tem como assinar no papel e o momento da gente falar de forma escrita com seu nomezinho lá junto para quando a gente vai falar para os vereadores que a gente vai colocar agora em votação e vocês vão passar porque a gente quer tá na hora tá na hora de pressionar e o Executivo a gente já sabe que ele se importa e ele também reconhece esse papel a Lu que tá aqui com a gente ajudou a organizar uma mulher de fases foi a mobilizadora pelo pacto pela dignidade menstrual que aí juntou o Executivo junto ONGs no movimento que já tá acontecendo tá na hora da gente assegurar isso como direito e assegurar isso dentro da forma em que o Executivo local funciona agora eu vou passar aí para as nossas convidadas eu acho que a gente pode fazer no formato mais de bate-papo mesmo eu e a Gabi anteriormente a gente tinha organizado para cada uma falar uma de cada vez mas acho que a gente pode direcionar no sentido de conversa e conversar com as pessoas que estão presentes aqui também então nós temos a graça e que é psicóloga e acadêmica em direito e a Luciana que como a Gabi já falou é presidente da organização Mulheres de Fases e eu gostaria de então iniciar esse bate-papo discutindo essas questões que vocês têm experiências né tanto na área da Psicologia como em organizações não governamentais como é que vocês enxergam essa questão da que nem a Gabi estamos trazendo né da menstruação como uma uma fase que atravessa pela Série sexual acho que isso é bastante interessante para a gente iniciar o bate-papo e também convidar os presentes a falar sobre isso também a levantar a mão a ter uma interação bem dinâmica que com a gente Oi Bom primeiramente Eu Quero Agradecer o convite para mim tá sendo uma honra um prazer poder compartilhar tanto conhecimento quanto absorver conhecimento Todos nós somos eternos aprendizes né então estamos aqui para compartilhar e para aprender e bom começando pelo por todo esse conceito por toda essa experiência o que eu tenho para compartilhar envolve diretamente as necessidades o direito humano em si em especial das mulheres né tratando ainda mais sobre a dignidade menstrual falando sobre educação informação que é o que nós temos como principal objetivo é fomentar é trazer é incluir pessoas é orientar pessoas que sofrem exclusão que sofrem com a falta de informação e a falta de informação ela está altamente ligada ao a falta de insumos né muitas vezes são pessoas que não têm acesso ao produto muitas não tem acesso aos insumos necessários Mas se tiver muitas vezes não tem a informação de como utilizar o período necessário de uso que acarreta em vários outros problemas bom entre tantos outros problemas nós sabemos que existem dentro do âmbito escolar evasões escolares por falta do próprio conhecimento seja seja de como utilizar um produto seja de ou seja de se entender o que está acontecendo com você né então eu passei por essa fase todos nós passamos por essa fase ou estamos passando e eu entendo completamente o desafio que é estar dentro do da escola sofrer preconceito sofrer chacota você passar pela fase da minha marca você vai estar na escola né então passar pela fase da minha marca e tem todos os desafios de vocês você não entende o que tá acontecendo com seu corpo e o teu colega começa a tirar sarro de você e já entra a questão de deveres sociais que já são impostos altamente quando você vira mocinha não é Então a partir daquele momento você se comporta assim você fala assado você não faz isso pelo amor de Deus você não aquilo então isso a gente todos nós sofremos com isso eu passei severamente por condições como essa então estar aqui poder trocar essas experiências poder incentivar as políticas que são extremamente necessárias existem milhares milhões de meninas mulheres pessoas precisando dessa atitude precisando dessa conscientização e é isso por enquanto Pronto boa tarde a todos a todas e a todos é uma alegria muito grande está aqui Recebeu o convite da Rebeca junto com a Gabi cumprimentos os demais da mesa Tô um pouco rouca mas quis Honrar o compromisso e falar de violência ela vai trabalho com violência contra mulher faz parte também do direito Municipal dos Direitos da mulher e essa violência quando no âmbito menstrual que a pobreza né a gente vê dentro das escolas hoje é reforço aqui a sua fala em nosso na verdade muitas mulheres não vão as crianças não vão para o colégio por conta que não tem absorvente em suas casas né nas escolas e isso tá tão perto da gente que muitas vezes quando a gente está num ciclo que a gente não vive isso só a gente se aproximar que a gente vê que tá tão perto da gente quando chega nesse período menstrual as meninas elas se ausentam da escolas e durante muito tempo não teve esse olhar porque que elas não estão indo para o colégio porque que elas não estão indo para escola né E aí vieram vários movimentos lindos movimentos e precisamos que se formam mais movimentos e precisamos que falamos isso colocamos em público falamos com as nossas crianças Eu morei durante muito tempo fora do Brasil e queria compartilhar como ela fora que não é não é difícil basta a gente querer fazer as políticas públicas efetivamente a educação da Saúde da adolescência uma matéria fundamental né em contribuição com a família a escola E a família tá orientando esse essa jovem e o jovem também né não seria uma matéria para exclusão do menino todos para fazer com que isso seja um assunto normal porque é um assunto normal deixar de ser Tabu a menina deixar de ficar com vergonha no momento que colocou o seu absorvente de uma maneira errada e acabou vazando que a gente sabe que até a forma existe uma maneira da gente colocar o absorvente ele não vaza se você respeitar o tempo e a forma correta de colocar isso para qualquer absorvente mas precisa dessa orientação existe aqueles que tem uma contenção maior né então ele tem uma durabilidade maior é um tempo maior ali no seu uso e tem aqueles que é mais em conta que o tempo de absorção é menor igual a fralda né mas se colocar direitinho não vai ter isso e muitas meninas mesmo colocando absorvente torna-se ficam inseguras porque eu coloquei o absorvente se vazou aí na dúvida amarramos a jaqueta a jaqueta no na cintura passei por isso inúmeras vezes e nos países por onde eu passei é o que eu falei é implementado a matéria né para as adolescentes em conjunto com a escola com a família e ali tem toda a cada 15 dias tenha essa educação né no desabrochar ali da parte dos 13 anos que já faz essa matéria né de orientar claro que os países por onde eu passei é um país de primeiro mundo né mas são coisas que se a gente se afirmar mais nas políticas públicas públicas cobrar mais eu acho que a gente consegue avançar porque hoje existe aí destinado alguns absorventes mas não cobre a necessidade da demanda né ficou muito restrito Então minha contribuição é essa né de falar que dá para a gente fazer inserir é bastante palestra nas escolas conscientização fazer comissões de né trazer esses jovens para conversar porque só assim a gente vai enxergar isso de uma forma natural como deve ser e esse tabu foi criado e a gente só nós também que conseguimos desmistificar isso aqui minha contribuição obrigada eu gostaria de fazer um comentário baseado no que a graça e a Luciana trouxeram que quando a gente começou o projeto escolas a campanha escola assim assédio né porque a escola assim assédio é uma campanha de mobilização que é mobilizado pelo coletivo volta de juventude mas como quando nós começamos essa campanha e foi a gente começou lá dentro da minha Campinas nós tivemos uma discussão entre o grupo de que como seria aceitação dessa mobilização principalmente levando em consideração que nós precisaríamos levar isso para dentro da escolas né então surgiu dentro da nossa discussão a questão de que é difícil falar sobre o assédio sexual tanto como é difícil falar sobre a educação menstrual porque são tabus na nossa sociedade e às vezes nós vemos assim né nós aqui que estamos nessa mesa que estamos aqui hoje nesse bate-papo para nós não é uma é para nós não é uma pauta Progressista é até algo natural mas para maior parte da sociedade brasileira até o momento é isso é um tabu e levam É para um lugar mais ali conservador de onde as meninas não tem a liberdade para falar sobre isso onde os jovens também não encontram-se a liberdade para falar sobre essas pautas e isso é muito interessante porque toda vez que conversa com uma escola cada escola faz uma um pedido diferente né então fala assim ah mas você vai vir aqui apresentar seu projeto mas não fala tal coisa sabe sempre tem alguma coisa ali que não pode ser falada Porque existe Claro por medo dos professores de entrar em conflito com os pais e a gente entende isso mas a gente faz isso por um caminho é para que aos poucos nós conseguimos nós possamos conseguir tirar esse tabu da sociedade e alcançar essa juventudes alcançar a população como um todo alcançar as famílias para que essas pautas deixem de ser Tabu e para que a juventude cada vez menos sofram com essas questões né acho que isso é muito interessante essa fala que vocês trouxeram né sobre a escola sobre como funciona nos outros países faz com que a gente possa refletir sobre o pé em que nós estamos aqui no Brasil que o pé em que a gente tá aqui ainda é um lugar de falar sobre coisas básicas né E isso que é às vezes torna esse projeto mais difícil mas tenho certeza que trabalhando de pouco em pouco nós vamos conseguir mudar muitas coisas Com certeza Eu acho que eu queria só acrescentar foi bacana trazer essas diferentes perspectivas mas sobre essa questão da Cultura em cima do que significa falar sobre cor para o sobre educação sexual e quando a gente foi fazer eu fui estar presente alguns espaços para realizar a educação menstrual esse bate-papo já vem para jovem falar sobre o ciclo é muita Evidente o quanto nos cochichos nas conversas no puxado da jovem que tá ali presente outras dúvidas existem e por mais que alguns espaços a gente tem aí dentro talvez do currículo de biologia alguns conteúdos vão falar nunca a gente realmente para para ter uma conversa em um espaço seguro sobre o que significa você tá passando por esse processo é o que significa a vivência da sua menstruação que tá ali dentro e eu Trago essa questão de novo da cultura porque eu acho que para mim ela ela representa um pouco de como que isso a volta isso te afeta né então algumas trocas que eu já escutei de jovens por são coisas que não parecem violentas mas que elas vão construindo forma que você vai pensando sobre essa vivência seu dia a dia por exemplo Ah eu sempre fico muito querendo ficar sozinho e minha família começa a ficar estressada com isso no período que eu tô menstruada e o que que isso conta sobre como você vai enxergar esse período então É bem interessante a gente pensar sobre tantas ferramentas que isso vai dar mas sobre ter informação para o entendimento desse processo por entendimento do que está acontecendo e o que a beca falou muito importante o papel que a escola tem dentro disso de ser um espaço seguro sem espaço diferente do que ele é hoje em dia então acho que quando a gente imagina a gente traz essas políticas públicas em específico a gente tá pedindo para que a gente tenha acessos mínimo de infraestrutura para a gente como que a beca disse né você ter direitos básicos também a sua realidade para que você tenha não quando você tira isso você passa para mais violências ainda mais difícil ainda você sair de certas situações e você identificar outro tipo de assédio que estão na sua realidade e combater isso então podemos trazer esses acessos que é o que perde também fala mas também trazer essa mudança da cultura da escola conscientizando os professores conscientizando as pessoas que estão ali presente e os próprios jovens porque a gente replica nas nossas próprias relações talvez a gente não tem aqui todas histórias mas a gente tem a percepção daquela realidade que a gente viveu a gente entende o que a gente tá falando mesmo que a gente não coloca em palavras Claras e como que a gente pode transformar esse jeito que a gente está cultivando as relações dentro da escola de jovem para jovem e realmente começar a normalizar o processo da menstruação e também os corpos que menstruam para que a gente diminua os casos assédio também a gente faz o corpo das pessoas que menstruam estarem menos sexualizados nas nossas realidades acho que isso acho que eu queria contribuir então como é uma roda de conversas Eu também vou sendo provocado aqui né até porque nessa questão nas questões que surgiram já vão dando elementos nessa coisa da formulação da política também né mas eu queria comentar Eu sou professor eu também lá do bentão né uma escola técnica do Centro Paula Souza então no meu curso em particular a maioria são são meninos né mas eu circulo por outros cursos por conta aqui da condição Na verdade nesse mandato eu tô acumulando funções tenho 10 aulas lá então frequentemente sou convidado assim em outras turmas e recentemente fui numa turma acho que do curso de Gestão que colegas são professores me chamaram a prosa justamente para falar da questão Legislativa do Poder Legislativo de projetos que a gente tava tocando e tramitando e chegou cheguei a debater esse projeto então eu percebia assim quando eu falei utilizei o termo pessoas que menstruam foi assim uma comoção de uma parte dos meninos que já estavam incomodados com outras questões né tem a ver um pouco com também com um cenário político que está instalado no país Mas eu senti muito incômodo por parte deles quando Eu tratei dessa questão das pessoas que menstruam né então é esse é um é um aspecto que revela assim uma questão estrutural que ainda tá instalada né Desse além do Tabu em si do tema também a questão do machismo que há em torno disso porque não se admite sair dos conceitos moralmente instituídos né e em particular eu tenho eu acompanho as publicações da Guia up né com frequência aparece aqui porque a gente e tem o visto a produção de materiais Eu acho que isso é uma questão essencial então a iniciativa de produzir rodas como essa que vão constituir materiais audiovisuais para trabalhos enfim essa disposição de frequentar as escolas para fazer o debate é essencial eu acho que ali é um núcleo importante porque ali que os conflitos Eles vão eles vão se dar também né além dos conflitos em toda a sociedade Então é isso não sei se vocês vão abrir tem outros aí queria fazer um convite também tipo a gente está trazendo muita questão das nossas perspectivas e muitas mas que conclusões que geram mais para conhecimentos Mas se vocês quiserem trazer vivências Eu acho que isso tem um valor muito grande assim então se vocês quiserem contar onde vocês sentem que na vida de vocês você teve presente não precisa ser as suas histórias do que vocês sentirem confortáveis eu acho que seria super agregador e a gente vai estar compilando isso também no organizar assim causas problemas e soluções para que a gente possa levar um conhecimento aqui desse dessa conversa tá aberto gente é de vocês bom eu sou a Gabi eu sou advogada também sou militante feminista eu gosto de lembrar é por isso que nós estamos aqui e várias coisas me tocam principalmente nessa questão de direito reprodutivos de falar sobre menstruação de falar sobre assédio sexual porque antes de tudo a gente entendia como Tabu Pelo menos eu fui educada ficar menstruada não posso entrar na piscina não posso sair para qualquer lugar não pode colocar com roupa branca não pode usar saia porque eu posso abrir a perna Alguém vê alguma coisa eu não posso falar perto de ninguém que eu tô menstruada a gente inclusive coloca apelidos né aí tá de chico tá de não sei o que lá para não falar a realidade que você está menstruando você tem esse período menstrual todos os meses e você sofre nesse período fica mais irritada a cada mulher tem uma perspectiva e a partir do momento que a gente entende que nós não podemos falar sobre isso em ambientes de escola Faculdade Educação aqui na Câmara em qualquer ambiente porque temos um preconceito eu deixei de entender mais como Tabu e comecei a entender como machismo porque homens falam sobre os problemas deles isso é um planeta tratado todo mundo fala Inclusive a gente tem programação de ejaculação precoce em rádios em todas inclusive Ultimamente eu vejo porque que os problemas dos homens inclusive reprodutivos ou de prazer sexual são tratados em rádios publicizados em qualquer horário e a gente não pode falar de menstruação não pode falar de sexo sexual a gente não pode falar de problemas que nós sofremos por conta de preconceito então eu deixei de tratar como tratar como Tabu e comecei a tratar como machismo eu entendo preconceito né que a gente tem quando tem para levar isso nas escolas Eu também coletivo que chama Juventude manifesta e a gente ajudou articular né Chamamos o graupe chamamos também as mulheres invisíveis que também é um coletivo incrível acho que inclusive vai falar disso E começamos a tentar falar mais sobre isso com a juventude nas escolas especificamente e tem um preconceito dos jovens meninos por essa educação machista que a gente tem a gente tem como mulher né a gente vive recriando isso em alguns momentos Mas eles a gente entende que eles não levam isso a sério em vários lugares que a gente vai com doação e vai conversar tem crianças de meninas na verdade garotas que já estão né na adolescência de 16 anos que já chegaram a perguntar né como é que utilizava absorvente como é que a gente chega nesses ambientes e começa a falar sobre coletor menstrual que hoje é uma pauta tentar falar sobre sustentabilidade dentro do nosso dessa nossa pauta menstrual não tem como porque a gente tá no básico e a gente não tá no básico porque a gente não luta porque é isso que a gente tem que fazer né todos os dias lutar a gente não tá no básico por isso a gente tá no básico porque homens preferem não escutar a gente vem na Câmara fala sobre isso isso é levado na não só pelo vereador Paulo Buffalo por outros parlamentares aqui em Campinas e é ignorado Como está sendo hoje ignorado Essa é a fala não adianta a gente continuar tentando produzir essa educação e não levar isso para os espaços de política efetivamente política a gente educa faz o trabalho do poder público de ir na escola tentar educar tentar conversar tentar trazer para a realidade tentar falar para aquela menina que ela pode sim falar para as pessoas que ela está menstruada que ela pode sim falar que ela está com cólica que inclusive isso ajuda a prevenir doenças que nós temos no sistema menstrual e enfim devem ser tratados que excesso de cólica não é normal muitas vezes que não é normal você chegar num posto de atendimento para ser tratado e você ser a última da fila o que aconteceu muitas vezes comigo de falar que é frescura desmaio vômito não é sabe e enfim eu acho importante esses ambientes eu acho importante que a cobrança seja efetiva para quem está disposto a isso porque não adianta a gente tentar a política pública para chegar no executivo isso não ser cumprido não adianta a gente elogiar quando eles fazem uma fala falando que isso vai ser implementado quando não é aquilo tá sendo e o que está sendo feito uma política limitada para publicidade eu acho importante a gente discutir sempre levar e eu sempre estou disposta a falar sobre essas pautas principalmente pelos nossos direitos porque é só assim que eles vão ser garantidos e a gente vai crescer né e cada vez aumentar essa educação mas é isso perfeito antes de passar a palavra para outra pessoa eu gostaria de comentar o que você falou sobre o quem leva a sério é realmente a parte mais difícil já Já faz alguns anos que eu trabalho em outros projetos aqui em Campinas né tanto que o escola assim assédio é o trabalho mais recente que eu tô mobilizando agora e assim às vezes você tá fazendo um trabalho e só cinco anos depois você vê que as pessoas começaram a levar a sério o seu trabalho ainda mais quando você é uma mulher nesse lugar fazendo esse trabalho uma mulher jovem fazendo isso então demora Assim muitos anos para você começar a perceber uma uma repercussão daquilo que você tá fazendo e às vezes isso é um pouco frustrante né eu eu entendo a sua fala eu eu sinto que você também sente nessa frustração do quem leva a sério digo conversar com um rapaz ele não tá dando a mínima para que eu tô falando para ele vou conversar com o vereador ele não dá a mínima também que foi a Gabi veio aqui na Câmara essa semana falar com os vereadores convidados para ouvir o nosso debate hoje e sou o vereador Paulo apareceu então assim é muito difícil esse lugar principalmente para nós mulheres de entrar nesses espaços públicos entrar dentro da Câmara Municipal dentro da prefeitura dentro de escola e aí na nos primeiros momentos sempre é aquela impressão Nossa ninguém aqui tá me levando a sério ninguém quer ouvir o que eu tenho para falar mas também pela experiência que eu tenho vale a pena porque demora mas depois de um tempo você vê que realmente o que você faz impacto da vida de outras pessoas e Especialmente quando aquilo tá impactando a vida de pessoas que são parecidas com você outras meninas que um dia que nesse momento está nesse lugar que você já esteve um dia e isso eu acho que isso é o mais especial né você ter essa percepção o que entender quem tá levando a sério o seu trabalho é um processo mas eu acho que é o caminho para não desistir dele de continuar na mobilização e de continuar acreditando que dá para transformar que dá para transformar a nossa realidade e transformar a realidade da nossa comunidade também também quero comentar mas eu também quero que as outras pessoas comentem então sintam-se Livres Eu acho que algumas coisas que eu queria tipo pontuar sobre o que leva a sério eu acho que tem aquela questão né do como quem do território realmente entende o que está sendo acontecendo porque que isso deve acontecer então acho que esse ponto para a gente pensar né como solução gente eu tô tomando nota então vocês relem aquilo só mais para mim tá e mais assim essa pontuação do conseguir sensibilizar as pessoas para fazer uma mudança aos poucos ali da Cultura em cima disso sabe do que que a gente entende que as pessoas ao redor entendem como isso vai influenciando como a gente forma e eu queria trazer dois pontos aqui também que a gente ainda não tocou mas é sobre como que a gente pode começar a falar por exemplo de menstruação e eu vou passar essa pergunta para as convidadas sobre menstruação muito jovem por exemplo com oito nove anos como que a gente pode fazer esse trabalho e talvez até pontuar muitas vezes quando a gente faz esse trabalho dentro das escolas e até quando a gente vai fazer essa transição para exigir que isso vende política pública ainda mais difícil né porque a gente tá falando de vários outros pessoas que vão ter mais tabus do que só as pessoas daquela escola mas como que a gente pode pensar no limite do que deve ser conversado sobre a menstruação e sobre o corpo a lá na cidade dos oito nove anos eu posso fazer uma dentro rapidinho A Gabi fez uma pergunta muito importante para a gente trazer para reflexão mas é que uns dois anos atrás teve o programa do Estado de São Paulo de idade menstrual né que chamava dignidade íntima e na época eu ainda tava na escola a gente mobilizou a campanha dentro da escola e eu lembro que essa campanha era para era para os alunos a partir de 10 anos de idade Então acho que isso dá uma noção muito boa do que a Gabi trouxe de quando é o período menstrual acontece antes geralmente da idade que é prevista Então acho que falar desse programa ter essa noção de que isso também já aconteceu em São Paulo é importante bom nós da organização é inclusive nós temos um jogo um kit eu não sei se vocês já viram é um kit menstrual em especial para menarca para fase da menarca que é justamente o que é um kit que vem com quatro absorventes em formato de bichinho por exemplo já para estimular ali a curiosidade naquela menina naquela criança para ela se interessar porque já é um assunto muito evitado né E quando acontece quando acontece a menarca é tudo é um turbilhão né tudo acontece ao mesmo tempo você tem que se comportar pensar agir diferente então esse kit ele é um kit que vem com esses quatro absorventes em formatos de bichinho e vem um jogo dentro é um jogo de dominó então por exemplo vem numa ponta vem falando fazendo perguntas e na outra ponta existe uma resposta é uma das formas que nós encontramos de levar o conhecimento para criança existem inúmeras obviamente mas esse jogo ele prende a atenção da criança faz com que ela se interesse primeiramente e os pais em especial os pais porque Muitos pais têm dificuldade de falar sobre isso eu tive minha mãe não mas eu tive um pai que nunca falou comigo sobre isso e é engraçado como a gente percebe o reflexo disso no decorrer da vida porque toda a família com pode ter vai ter alguma mulher alguma filha alguma mãe uma avó todo mundo e Engraçado que Claro mais voltado para área para o mundo masculino a gente percebe que homens evitam falar disso né Isso se reflete naquela criancinha que tá começando todo esse alvoroço né ela não entende ela não tem muita informação e na escola onde deve ser um ambiente acolhedor de informação ela muitas vezes vai se ver morte com medo igual eu passei e eu tive que eu eu vivia aquela época onde para poder ter um absorvente isso ou com 11 anos que foi o período que Eu menstruei e com 11 anos eu me via tipo assim ó eu fazia meu Deus do céu eu preciso de um absorvente agora vazou a minha roupa que desesperador só que só o fato de eu solicitar para ir a secretaria porque era lá que tinha uma ajuda escassa mas tinha algum Socorro todo mundo já sabia então para mim era desesperadora eu solicitar para ir na secretaria para pedir acolhimento para pedir socorro e era horrível então assim e eu era uma criança tinha ali meus meus 11 anos então um dos meios que nós organiza Essa Mulher de Fases encontramos é essa é fomentar através da curiosidade é isso é importante de ser propagado inclusive em várias formas você já através de jogos seja através de conversas Mas um pouco mais um pouco mais simples da criança entender porque isso não vai vir de casa na maioria das vezes porque os pais não foram orientados os pais não receberam esse tipo de informação Então eu penso que na escola a gente deve sim abordar esse assunto com essa criança com essa fase da menor arca por exemplo tentando sim falar sobre o corpo dela como funciona por que que ela tá sentindo aquela dor porque que desceu aquele sangue como que funciona é justamente para ela não entrar em choque ela tá eu quando disse pra mim eu achei que ia morrer então quantas crianças passam por isso então é sobre falar abertamente e quanto antes melhor até a criança antes dos nove antes da menarca vendo as vezes a mãe pegando um absorvente a mãe falando que tá com cólica que não tá bem que muitas mães evitam isso porque Ah é muito novinha para entender mas a criança é esperta a criança ela pega detalhes ela observadora então quando aquilo aconteceu com ela ela fala ah isso não isso me é familiar porque foi natural para ela então na escola na escola ela poder entender que virei mocinha né com a ela falou A Gabi falou e virei mocinha mas o que que compõe o virar mocinha tá tudo bem Fica tranquila não é o fim do mundo vai acontecer assim vai acontecer assado é inclusive uma situação que eu acho que faz total diferença tanto no âmbito escolar como no nosso dia a dia nós fizemos uma campanha no Campinas Shopping e nós fizemos uma pequena pesquisa dentro dessa campanha sobre perguntas sobre menarca é como que as mães viam as filhas passar por aqui por aquela situação que ela sentiam de ver a filha e se a filha tivesse junto a gente perguntava para menina como que ela se sentia e se isso era falado ou se ela sabia o que era menor 99.9% não sabia o que era menor né Então você já vê por aí que na escola tá faltando isso que é o que nós da organização estamos fomentando e estamos promovendo inclusive nós tivemos recentemente agora em Julho julho e agosto nós tivemos oficinas um Instituto Padre Haroldo e confiamos fazer esse assunto mais próximo da comunidade para falar com mães para falar com mulheres para elas desconstruírem para elas perderem esse medo para elas relaxarem porque esse é um assunto tenso para muitas para muitos e muitas então é um assunto tenso para então é levar esse conhecimento porque isso vai chegar isso já está chegando nas escolas inclusive agora em setembro nós temos oficinas em duas escolas já para sobre a educação menstrual com educadores dentro de escolas para ter essa fala essa fala desconstruída Sem muitas muitos jeitos para se falar porque isso só fomenta ainda o medo em segurança né E falar perto de meninos inclusive que é um ponto primordial nessa experiência que nós fizemos lá no Campinas Shopping eu me lembro de uma situação onde eu tava fazendo uma pesquisa e chegou uma mãe com a filha e dois irmão e o pai tava do lado quando ele percebeu que o assunto era menstruação ele pediu licença para se retirar não que ele não queria ouvir ele achou que era ofensivo para nós a presença de um homem ali aí eu falei não fique à vontade não tem problema nenhum é um assunto normal fique à vontade sua esposa passa por passou por isso passa por isso sua filha tá aqui vai passar por isso não se ausente sabe não se ausente porque isso constrói na cabeça da criança aquela coisa por que que ele não pode ficar perto porque que eu não tem pessoas que não podem eu não posso falar sobre isso perto de algumas pessoas sabe isso vai construindo Monstros Dentro da Cabeça assim então enfim entre tantos tantas experiências que eu presenciei Eu percebo que sim como eu falei nossa recentemente tivemos essas oficinas para comunidade agora em setembro em setembro iniciamos as oficinas dentro das escolas justamente com esse intuito de desde o mais novinho que tá entrando nesse universo de milhões de experiências e turbulências físicas e mentais para realmente desconstruir os tabus e tornar ele mais natural possível linda fala eu queria falar o seguinte esse comportamento ele vem de décadas né que acabou para a gente desconstruir é um processo quando a gente convida pessoas que achamos relevantes para estar aqui nos ouvindo e não vem desconsiderar Não desista Rebeca é assim mesmo não é só sobre o assunto é sobre qualquer assunto que vem é impactar muitas pessoas elas sabem o valor disso né Principalmente os homens Mas às vezes não quer escuta não que não entenda a necessidade então eu acredito que somente a educação ela pode transformar eu sou mãe de uma menina de 23 anos e sou mãe de um menino de 16 anos que já tem uma namorada e eu educo ele sobre a menstruação a gente não tem que falar só com a menina a gente tem que falar com o menino também claro que eu estou no lugar de Privilégio de conhecimento mas a gente tá falando da parte mais periférica que não tem acesso principalmente e muito menos a informação então é esse lugar que eu vou me voltar quando a gente fala de ter o acesso à informação implementar isso nas escolas e muitas vezes essas mães elas não sabem como lidar com esse tipo de assunto mesmo essas Mães de 30 de 25 30 anos elas não tiveram conhecimento e educação para falar com as meninas até mesmo essas meninas que hoje estão com 16 14 por volta de 14 16 anos que muitas vezes estão iniciando aí a vida sexual a orientação é o que e para o médico né para pegar orientação para ter a prevenção com a menstruação não é diferente né a gente falar para essas mães Elas têm dificuldade de orientar leva ao médico para ver qual que é o melhor método Como que o método não é o método pode ser absorvente como que e como colocar esse absorvente na íntegra mesmo né explicar para ela em outros lugares Ok países mais periféricos tem muita cartilha foi que você trouxe né cartilha que explica de uma maneira assim é introduzida aos poucos então acaba desmistificando isso então que eu acredito muito na na educação em todas as frentes na escola é falar com os médicos sobre isso também para que eles estejam preparados também quando receber cada vez mais cedo né as meninas de 8 9 anos nós como que vai lidar com isso né ter esse suporte E para isso fazer muitos trabalhos nas periferias né porque falar sobre esse tema não só voltado para as meninas mas orientar as mães também como que elas podem acolher nesse momento especial né nesse Marco né como que ela pode porque nesse momento que ela chega para mãe e fala da situação a mãe encara isso de uma forma muito natural vai fazer com que ela Se fortaleça também então durante muito tempo foi enxergado como tábua para desmistificar isso vai ser difícil então as novas gerações que virão com outro olhar para isso a minha filha de 23 anos super tranquila meu filho já conversei sobre veio a demanda do assunto né da namoradinha e aí eu perguntei para ele o que que que ele entende isso né Eu expliquei que muda muitas coisas é como é ser importante o apoio dele nesse momento né algumas conversas Deixar para depois né expliquei assim de uma forma muito leve e provavelmente no decorrer aí da sua evolução aí a gente vai ter uma segunda conversa com atualizações conforme a demanda e com as crianças não é diferente de novo mas a região periférica ela tem tempo para isso então por isso que ela precisa de ajuda a gente precisa estar lá falando falando cada vez mais de várias formas em várias linguagens identificar nosso público é porque de novo não é só a falta de insumo não é só o insumo mas a gente desmistificar isso mostrar que é uma coisa natural só que não vai ser em um ano não vai ser dois anos mas vai ter que ser numa velocidade incansável sempre a gente vai ter que estar sempre insistindo nesse assunto falando porque a transformação ela não vem de uma hora para outra só que é uma coisa de décadas né a gente vai abrir agora fala Então tá bom boa tarde a todos é um prazer tá aqui né revê-los aqui na mesa Gabi da que o Up né saudar elaboração desse projeto o vereador Paulo Buffalo aqui presente né Eu acho que esse é um tema muito importante e que nos traz alguns questionamentos né porque em muitas das falas a gente trata que essa questão do assédio nas escolas a questão da menstruação como se fosse um tabu e de fato ele é um tabu né na sociedade para que a gente possa debater mas ele não é apenas um tabu ele é uma falta efetiva de políticas públicas né e a gente precisa ser mais incisivo quando a gente fala a respeito disso E aí eu queria só citar aqui a questão em relação ao projeto da dignidade menstrual né Como projeto que vai para segunda votação na câmara aqui de campinas é um projeto aí que foi elaborado aí por seis os nossos vereadores né Paulo fez os nossos vereadores inclusive o Paulo buffo que foi relator desse projeto criador da urgência pública não é à toa que ele foi o único para aceitar o convite para estar aqui hoje porque ele foi o único inclusive que chamou os movimentos para participar né que chamou a game Up que chamou as mulheres invisíveis né que atendeu a demanda da Juventude o manifesta Quando trouxe a iniciativa da elaboração desse projeto e de juntar essas diretrizes né então a gente entende também quem são essas pessoas que de fato querem tratar esse assunto como política pública né A questão do absorvente ela é uma política ela não é o item de mercadoria do supermercado que inclusive custa o olho da cara ela deveria ser distribuída nas escolas ela deveria ser distribuída nos postos de saúde né nos sistemas prisionais Assim como as camisinhas exatamente E aí eu queria trazer um relato aqui com a Gabi citou inclusive da fala dela de uma comunidade que a gente visitou algum tempo para fazer atividade sobre dignidade menstrual que é a comunidade Menino Chorão inclusive uma comunidade muito periférica né Aonde a liderança é uma mulher negra né que não tem estudo mas que lidera toda aquela comunidade com garra com força né cuidando da horta das crianças e das mulheres que vivem ali ao entorno e ali tinha uma menina de 14 15 anos que nunca usou absorvente na vida ela menstruava já tinha três anos e ela só usou paninho desde então e na escola nunca ensinaram Como usa né E aí me preocupa um pouco também quando a gente fala que a gente precisa fazer esse debate nas escolas precisa de fato mas a gente precisa também chegar principalmente nas escolas mais lá do Fundão nas escolas mais periféricas né a Gabi que inclusive tá na mesa da Girl pela participou de uma atividade con osco no cursinho Popular né Eu também faço parte de um cursinho Popular que é o Lizete era Claro na escola da Emef do Oziel e a Gabi teve a honra de participar conosco lá fazer uma fala maravilhosa inclusive sobre a dignidade menstrual e surgiu inclusive alguns assuntos sobre assédio né Gabi porque é uma das falas dos companheiros foi que quando as mulheres estão menstruando elas ficam mais alvoroçadas né então parece como ela está no cio né considerando aí como se fosse é então então traz também esse reflexo da falta de maturação né como acompanhar bem Gente desculpa eu não lembro seu nome que a gente tem que discutir Esse assunto também com os homens né dentro das nossas casas né mas principalmente com os nossos parceiros né de atividades em geral Então acho que eu falei aqui três considerações que são importantes mas só para finalizar eu acho que saudar novamente a realização dessa atividade de todos vocês e do vereador Paulo Búfalo Por tá aqui e principalmente por acolher essa demanda do coletivo da Juventude manifesta e que foi atrás inclusive dos coletivos da game Up das mulheres invisíveis que tem uma atuação incrível aqui na cidade de Campinas também eu acho que isso faz diferença porque não é só você criar uma ideia de projeto de lei Mas você discutir com os coletivos que atuam nessa causa e discutir principalmente com as mulheres que são as mais afetadas com as trans né com as pessoas em si que menstrua é isso obrigado pessoal meu nome é Carlos Leonardo Eu sou professor também da rede estadual né e sou educador social do Clube Santo é só fazer aqui algumas alguns comentários no estado né as escolas do estado recebe a verba para comprar os absorventes por exemplo a nossa escola nesse ponto ela a diretora que passou por lá que se aposentou e a nova né Tem levado isso há muito a sério é claro que falta muita coisa não se fala no assunto e assim o absorvente fica lá para menina que precisa vai lá pede sempre tem não tem falta mas não é divulgado não é falado né não é feito constantemente mas já faz pelo menos uns quatro cinco anos que essa barba vem e tem sido pelo menos nas escolas estaduais tem sido pelo menos a compra tem sido levado a sério né mas precisaria realmente falar mais sobre nós professores realmente temos muitas dificuldades eu levei lá na escola nos ímper do professor da Escola Carlos cristóvãozinho aqui no Boa Vista eu levei a voz da Juventude através da Rebeca lá para dar palestra né e a Rebeca deu aparece para os professores e realmente surgiu as perguntas a diretora veio falar comigo mas o que exatamente ela vai falar olha cuidado com que vai falar porque pode chegar eu eu vi isso né pode chegar nos pais os pais pode não entender Professor Carlos examinou o material O senhor pode me dar uma cópia e ficou assim todo um suspense para falar sobre esse assunto até onde esse assunto podia chegar que os pais podia não entender embora foi uma palestra para os professores né depois acabou a palestra da Rebeca uma professora até pediu a oportunidade comentou e falou até que enfim tentei fazer isso aqui faz 10 anos fazer isso Graças a Deus chegou a Rebeca aqui com a voz da Juventude e tal e conseguiu fazer porque eu dando aula aqui dentro não consegui fazer isso foi a fala de uma professora que está lá muitos anos na escola e assim e por esses dias eu tive uma experiência que eu nunca tinha tido eu estou no estado desde 2015 hoje eu sou professor do fundamental 1 né os anos iniciais que vai até o quinto ano e já também mencionei no Fundamental 2 no ensino médio mas hoje eu me dedico mais ao anos iniciais você não peguei um terceiro ano e para minha surpresa acontecer algo que nunca tinha acontecido E aí eu vi como que o tambor é forte mas por que que o Tabu é forte inclusive levando em conta esse assunto de assédio sexual hoje o que acontece com os professores principalmente que os professores homens eu ouço isso todos os anos Principalmente quando começa o ano e tem as primeiras reuniões do ano para tratar como vai ser o ano sobre o material etc professores principalmente os professor homens Essas são as fases da diretora cuidado com toca na criança Cuidado para abraçar porque hoje tudo é denúncia porque hoje tudo é ouvidoria e que estão caindo matando as escolas tão pegando nos pés estão pegando nossos pés que somos diretores então professores tanto as mulheres mas principalmente os homens cuidado não fica abraçando criança então hoje por exemplo eu chego na escola graças a Deus As crianças gostam muito de mim Eles correm me abraçar que que eu faço eu faço assim eu levanto as mãos tanto que eu ouço Essa palavra não toca não abraça a gente tá se tornando mais frio então se a gente agora ter vibrando até o toque com um homem quanto mais no assunto né e para mim a surpresa hoje esses dias uma menininha chegou em mim falou assim professor eu preciso falar com o senhor Mas tem que ser no seu ouvido aí já veio a voz do diretor da minha cabeça não toca não abraça é uma coisa assim sabe porque fala todo fala direto né inclusive uma vez eu fui dar aula na escola Júnior aqui no centro e fui dar uma olhadinha falando assim aí eu fechei a porta tava muito bagulho fechei a porta daqui a pouco eu venho mais esperto ele falou Professor a nossa escola aqui nós não usamos a prática ele fecha a porta é portas abertas na hora bem normal falei também não sei que deu na minha cabeça foi deixa eu dar uma olhadinha lá fora a escola tinha só lá em cima e os outros eu olhei assim todas as classes estava fechada na verdade só a minha que é para ficar aberta né então você vê que tem essas coisas né então ela vem faz isso aí tá bom vem aqui eu vim catar um pouco preocupado você pode falar baixinho assim ela falou Professor Minha mãe mandou falar para o senhor que se eu precisar sair da sala a hora que eu quiser que o senhor precisa permitir isso não pode falar para ninguém porque eu tô saindo aí porque ela falou assim porque eu virei mocinha não é que ela falou eu confesso que me assustei aí eu falei assim Ah tá tá senta lá senta lá mas por quê Porque se eu não se eu não posso nem colocar a mão não posso nem dar um abraço porque é isso que você fala pros professores hoje professores cuidado o negócio tá feio o bicho tá pegando denúncia para todo lado não vai pagar né por não fazer nada então a gente tá assim então esse assunto Realmente é muito importante né porque olha como que a situação que nós chegamos né Tá bom muito obrigado a todos [Aplausos] você vê o depoimento de um professor né de não saber como lidar mas também olha a forma como é colocado para o professor não teria que fazer um treinamento numa sala com possíveis comportamentos de aluno como como se comportar não na cultura do medo né porque na cultura do medo não se resolve nada eu acho que o sentimento que você gostaria era de abraçar ou Parabéns isso é muito bacana né que que você fez ah tá bom tá bom vai para lá já que aquele medo né e não é dessa forma né não precisa ser dessa forma mas é dessa forma que tá sendo tratado e aí a gente não tá resolvendo nada né A gente só tá criando mais tá vou né porque se você tivesse a liberdade ou se fosse até orientado a tivesse até essa liberdade porque assim a liberdade ela deve ser dada e medida né então dentro de uma escola tem a diretoria a gente vai colocar as normas e a gente consegue medir isso né Se o professor tá seguindo conforme a gente tem ferramentas para medir isso né claro que tem uma demanda aí né de problemas Claro que tem em todo lugar tem a partir do momento que tem ser humano tem problema né e tem as pessoas que trabalham para solucionar ou colocar ferramentas para melhorar isso né mas não cada vez mais explanar o assunto né Porque quanto mais tiver informação de forma consistente aproveitar essa situação para pegar essa menina desmistificar tudo isso Ela poderia influenciar sua volta mais 10 meninas né Se alguém chegasse para ela e falasse amiga hoje eu tô menstruada como que eu vou falar com professor Relaxa eu fui lá na minha vez eu fui lá e o professor falou ah Fica tranquila isso acontece Parabéns senta aí é só você me sinalizar com a mão você sai não precisa justificar e se alguém tem um comportamento inadequado eu vou corrigir né de forma natural mas não né aí tá bom tá bom senta lá como que vai ser essa experiência que ela vai contar para alguém porque no momento que ela tá menstruando na maioria das vezes as amiguinhas também estão e é com elas também que elas vão contar as experiências que tiveram né então fica aí a minha observação na sua fala Boa tarde meu nome é Ana Cláudia eu sou também Educadora Eu trabalho com alfabetização e letramento só que agora eu tô nos anos finais né jovens e adolescentes a minha experiência um pouco diferente da dele né a escola onde eu trabalho tem mais abertura porém assim tem muitos obstáculos muitos né Com relação à questão menstrual é quando a menina pede assim fala assim olha eu preciso ir ao banheiro preciso trocar absorvente alguns professores ficam meio assim mas não pode ficar andando toda hora pela escola então impedem a pessoa de sair da escola porque uma escola muito grande e realmente difícil todo mundo ficasse circulando pelos corredores realmente tem a gente tem que prestar atenção para não ficar todo mundo toda hora nos corredores né então eu vejo assim a importância que tem quando as meninas falam que elas estão em duas escolas né para falar com os professores Ah deixa eu falar uma coisa gente que é super importante Tá além de do trabalho na educação eu tenho prazer de ser a mãe da Rebeca e do Léo e qual que é a importância que eu vejo de trabalhar os professores porque muitos gente tem essa dificuldade sabe não conseguem conversar com o aluno com aquele jovem aquela adolescente que está próximo dele sobre outros assuntos assuntos dele é o único exclusivamente a matéria que ele tem lá para passar deu esse é um problema muito grande também trabalho no estado e assim a gente percebe que tem alguns que não querem essa proximidade do aluno e eles nós ali nós que junte quem trabalha com jovens adolescente nós somos um canal de para eles se abrirem para falar o que tá passando sabe para ter alguém um professor que fala assim Nossa se eu conversar com aquela professora eu sei que ela vai me entender ela pode me orientar Graças a Deus eu tenho conseguido ser essa fonte lá onde eu estou né Eu trabalho no Miguel você é escura é uma escola muito grande na Vila Padre Anchieta e os alunos têm assim eu tenho bastante amizade com eles porém eu não sofro essa pressão de não pode fazer isso não pode fazer aquilo tem dia que eu até tenho que dar uma brecada porque eu tô numa sala e vem outro de outra sala falar ah Dona Ana que eles fala do dono né dona não sei o quê posso falar com você eu falo não espera eu chegar na sua turma quando eu estiver lá eu converso com você porque eu também não posso toda hora ficar deixando né as turmas se misturarem que faz parte das regras também então eu percebo assim a importância dos grupos irem até a escola conversar com os professores né passar essa importância um jovem falar para eles como eles gostariam de ser ouvidos né falar sobre o assédio falar sobre a importância desse período menstrual porque às vezes também fica aquele sentimento Assim eu não tenho obrigação de falar não tem obrigação na minha matéria não é isso eu não falo sobre biologia Eu não falo sobre Ciência não fala então não tenho nada a ver com isso e não é bem assim né tem que ter a gente tem que primeiro pensar no respeito a pessoa que está próximo da gente né deixar por exemplo as meninas falam assim posso ser o banheiro mas já geralmente já foram naquela mesma aula e aí a gente fala não vai não agora você espera então eu acho que isso não não deve acontecer eu acho que elas têm que ter liberdade né Para irem ao banheiro descer até a secretaria pedir absorventes né Essa questão do absorvente eu acho que inicialmente era fornecido mais agora só é fornecido que elas vão usar dentro da escola né pelo menos aonde eu estou não é fornecido para elas levarem para casa por exemplo Elas têm o que elas vão precisar fazer naquele período que elas estão na escola então assim eu acho que deveria ser mais né deveria ter talvez por ser uma escola muito grande lá tem um número muito grande de alunos tem um pouco mais de controle mas lá está assim não tem por exemplo se a menina fala assim olha eu preciso levar pra minha casa ela ninguém vai negar o pessoal da secretaria vai entregar porém também não é divulgado isso o ideal tá o ideal é que elas possam realmente Levar né Mas no geral eu uso elas pedem e e a fornecido o uso que durante que elas estão lá dentro da escola o período que elas estão na escola mas sim já me relataram que quando precisar você ai eu preciso levar para casa também foi fornecido para levar mas não é divulgado entendeu é meio assim se pedir eu dou se não pedir vou deixar quieto não vou falar nada para ninguém sabe assim para que não haja aquele excesso né de pedidos então talvez daí precisar ser revista também né Verificar como que como que pode realmente pedir né até alguma informar melhor sobre essa questão lá na escola onde eu estou mas é isso é a importância das meninas terem essa abertura né de conversar com os coordenadores passar o projeto posso falar com os professores eu acho que abre muitos olhos sabe eu acho que cai algumas alguns tá buscarem né e a pessoa fala assim poxa vida não custa nada eu ouvi a pessoa né vir para vir falar que vem falar comigo eu saber o que tá acontecendo com ela né Eu acho que isso é muito importante eu acho que os educadores precisam sim ter uma uma orientação maior de como tratar essa questão nas escolas fazendo só uma uma colocação Por exemplo essa abertura essa esse acolhimento do aluno Nossa ele é tão fundamental porque a gente tem que lembrar que é nessa fase que estão sendo construídos futuros Breves adultos que ali dentro começa as Primeiras Experiências mas por exemplo um breve relato meu mesmo na escola eu não tinha essa abertura nem com professores nem com alunos Então o que aconteceu eu entendia que se eu precisasse me expor de alguma forma mesmo que fosse por emergência eu chegava naquela situação de vítima mesmo com medo só pensa e isso eu levei para vida adulta Então teve empresas posteriormente no futuro me deu um golpe porque a falta de acolhimento que eu tive eu não soube procurar pela pelo acolhimento ou me impor depois de adulta por muito tempo eu sofri isso por exemplo na no próprio trabalho quando a gente quando nós estamos menstruadas a gente vai mais ao banheiro a gente precisa ir mais ao banheiro e na escola não era diferente então eu precisava ter que ficar justificando justificando e você e aquilo vai ficando constrangedor não deveria não deverá ser constrangedor continuar sendo constrangedor mas era então quando eu precisava tinha que justificar eu tinha que justificar e muitas vezes eu ouvi professores falando assim de novo de novo é quantas vezes eu tive que inventar que tava com infecção urinária porque se eu falasse que tava menstruada e todo mundo tirava sarro então muitas vezes eu fingia eu falei não tô com infecção urinária e minha mãe falou que eu tenho que ir toda hora no banheiro enfim E isso se refletiu na minha vida adulta Trabalhei na minha empresa onde tinha um gerente que toda vez que eu solicitava para me aposentar eu preciso ir no banheiro rapidinho preciso ir rapidinho ele falava de novo de novo e ele não deixava eu ir então você vê engraçado ele não me deixava ele não me deixava sair e o que que eu fazia eu não ia e o pior de tudo que acontecia nessas muitas vezes aconteceu comigo eu usava estava usando absorvente interno na época parecia de informação e absorvente interno como qualquer outro absorvente ele tem um prazo para troca e muitas vezes eu digo extrapolei esse período eu fiquei ali 10 horas eu já cheguei a trabalhar 16 horas energia e ficava oito oito horas com um absorvente interno e isso me gerou inúmeras infecções urinárias E isso acontece na escola isso acontece então isso se refletiu na minha vida adulta por muitas vezes eu corri vários tipos de risco que que podem atingir não só as meninas na escola como as mulheres de adultas é até infecções uma delas aquela doença a síndrome do choque tóxico por exemplo né que é uma doença mata é Rara mas mata e ela e ela geralmente acontece pelo que pela falta de informação aquela menina ela não recebeu uma instrução nem de casa nem na escola muitas vezes por isso a importância da educação menstrual ela não tem conhecimento de que se ela passar do limite do uso daquele produto daquele tem sido vai gerar uma consequência grave como teve o caso inclusive de uma modelo eu não me recordo de que país eu acho que é França é uma modelo que ela perdeu as duas pernas por conta de uma infecção gerada por causa de um absorvente interno ou seja falta de informação LCD ou ela passou o prazo e acabou amputando perdeu por conta dessa dessa infecção dessa doença chamada a síndrome do choque tóxico ela são bactérias ela vai compondo vai proliferando ela vai tomando conta do corpo ela é rápida os primeiros sintomas muitas vezes são relacionados a que a gripe Ah uma coriza uma dor de cabeça uma indisposição e isso muitas vezes na escola se uma menina que jacaré se de informação ela chega e tá relatando essas essas o que tá acontecendo com ela esse sentimentos essas sensações ela tá relatando e ela não tem o start ali para perceber opa pera aí é um sinal eu uso um absorvente eu posso tá correndo risco porém o tempo e é uma doença que realmente mata então você vê a informação nas escolas faz toda a diferença como eu falei começa ali as nossas Primeiras Experiências mas a gente carrega para a vida se a gente não formentar se a gente não se posicionar e lutar por isso agora Realmente cada vez mais porque vai vai se decorrer a gente sofre as consequências e acaba reagindo da mesma forma que agir na escola abaixa a cabeça e aceita então por isso que hoje eu realmente luto batalho compra briga mesmo para porque eu senti na pele isso sabe sentir tanto quanto Menina quanto adulta já então é isso queria colocar uma coisa interessante na escola semana passada eu ainda peguei uma tela antigo didático quando eu comecei que tinha um desenho das cegonha carregando bebezinho né E esse ano aqui agora no segundo semestre chegou o material ciências naturais humanas para o quarto ano e o assunto Tá um pouco mais explícito né aí uma professora me procurou do quarto ano Professor Preciso falar com o senhor tá envolvido nesses assuntos aí a senhora viu o material do quarto ano tá bem explícito dessa vez o assunto eu tenho que falar mesmo aí eu falei para a professora falou assim agora que tem que aproveitar para falar para ajudar eles aí a preocupação mas se os pais vierem se os pais vierem contra mim porque eu tô bordando esse assunto eu falei assim filha agora no material didático você vai mostrar o material e acabou ninguém pode falar né então assim o material como o vereador falou ele é muito importante porque até Devido os tabus o próprio material didático isto é uma defesa para a gente porque realmente é você falar porque você quer fazer um social né pode realmente dar problema para os professores que deu já no passado então o pelo menos o quarto ano desse ano no estado já veio um material didático abordando o assunto sexual né e do corpo humano né conhecer o corpo humano então eu falei isso pra professora e ela acabou conseguindo ministrar aula dela mas mas tranquila mas só para você ver como que tá a mente dos professores entendeu a preocupação que eles têm a preocupação é a reação dos Pais lá fora entendeu e eu queria só tipo no que você falou essa questão do material didático né acho que isso de novo eu vou puxar essa cordinha o quanto você abrir um livro se impacta na cultura que vai ter lá nas relações mas o que ali não colocou a gente precisa virar política pública né enquanto isso vem para defesa no sentido de tornar aquilo a base e não algo que ainda pode ser debatido em cada contexto e território diferente e não acho que era isso que eu queria pontuar e trazer uma perspectiva também que ali não colocou da que a gente precisa levar isso para vários outros espaços e diferencialidades então isso precisa chegar de alguma forma e trazer tentar Trazer isso de alguma forma você perspectiva de que a gente precisa começar acho que levar esse debate que a gente está tendo também para outras áreas porque a gente precisa falar sobre infraestrutura principalmente aqui em Campinas a gente precisa começar a falar sobre outros acessos porque tem algumas coisas básicas a gente não consegue levar para levar os acessos que são as dignidade menstrual e o direito então a gente sabe que estão surgindo ocupações e outros espaços e muitas vezes ali não consegue nem chegar O saneamento e a gente precisa que isso chegue para que a gente também possa falar sobre o absorvente para que a gente possa falar sobre o direito para que a gente possa falar sobre educação então a gente já tinha batido também nessa tarefa numa conversa que a gente teve na roda que foi na situação cultura e eu acho que vale a pena a gente Trazer isso de novo e talvez não tentando ser tão polêmica mas assim o papel que a gente que eu acho que a gente pode mirar que imaginar que a gente precisa trazer essa incidência de realmente cobrar do Estado essa presença que é muitas vezes fala que tá ali dentro que não vai atender que não se preocupe para ir para a estrutura por qual porque tá em um espaço que às vezes é vulnerável e precisa que a questão né da moradia mas a gente mas já tá ali sabe você tem pessoas vendo aquele espaço e precisa dos acessos então a gente acho que é uma coisa que a gente não pode falar quando a gente fala sobre o direitos sexuais e produtivos é porque a gente conversa sobre absorvente mas a gente também coloca na pauta de dignidade menstrual você ter acesso ao banheiro você ter acesso privado para fazer a troca do absorvente eu acho que essa contribuição que eu queria colocar mas é isso gente mais tem alguma fala eu vou falei para Rebeca que fazer uma provocação E aí eu acho que até para que a gente siga no debate tem Esse aspecto né que é que a Gabi coloca da questão da presença do estado e nós precisamos inclusive organizar essas coisas na nossa cabeça senão a gente fica com esse olhar panorâmico né E nós vamos ver tantos problemas Enfim acho que então a gente precisa mais Preciso olhar de fato e tem uma outra questão do Estado em si que aí a gente tem que debater na questão das políticas públicas né que é a presença desse estado como um garantidor de que a política ela vai tratar das coisas de maneira que o estado é Laico Então vai tratar das questões né independente ele vai respeitar as várias confissões religiosas inclusive vai proteger a manifestação da religiosidade só que não dentro da política pública eu digo isso porque nós tivemos recentemente estamos tendo muita influência disso ainda é do debate de proibir por exemplo os planos Nacionais no plano no próprio plano Municipal de Educação qualquer referência à educação sexual qualquer referência a gênero por exemplo Então essa a presença do estado conforme a arbitrais ela é importante também porque o estado ele constitucionalmente ele deve ser Laico é plural do ponto de vista das várias religiões enfim não tem a ocupação do espaço no estado enfim e o respeito a pluralidade mas ao mesmo tempo ele é Laico a política pública ele ela tem que passar ilesa né a essas questões Morada das várias Morais religiosas aí esse é um princípio ético inclusive né Então queria destacar isso porque é um outro problema que nós vivemos tem essa questão desse cuidado rigoroso enfim né E que nós precisamos ter um aprendizado nisso ainda a gente tem discutido muito isso na escola é uma das questões é que nós precisamos nos colocar na condição do outro quer dizer o meu Sei lá o meu toque meu carinha as minhas palavras como é que o outro vai vai ter essa percepção é difícil mas nós precisamos fazer esse exercício agora tem essa outra outra questão também que é essa um verdadeiro sequestro da das políticas públicas do material didático e basta olhar aqui no Estado de São Paulo não é porque não é só o bom negócio é bom negócio também que que pretendem ao não aderir ao Programa Nacional de livro didático é bom negócio porque vai contratar quem interessa mas não é só isso tem a ver vem com que material será destinado para os filhos e filhas aqui para os estudantes Paulistas né nesse caso debatendo esse tema atual então é essa interferência né é dado moralismo religioso sequestrando assim o estado isso nos atrapalha totalmente ao trazer qualquer debate seja a questão do assédio da dignidade menstrual do combate ao machismo a lgbtfobia a violência contra mulher fica tudo sendo temas proibidos eu a gente vai fazer uma dinâmica para poder encerrar mas antes eu queria resgatar um pouco do que a Luciana tava falando né e assim é claro que eu não vou aqui contar todas as minhas experiências da minha vida escolar porque vai levar muito tempo mas eu acho que já quando eu tava terminando o ensino médio eu comecei a ter uma percepção da escola que era a seguinte visão né a escola foi o primeiro lugar onde a gente onde eu consegui pelo menos perceber as opressões que a gente sofre dentro de uma sociedade então Principalmente quando você é mulher então a escola ela é cheia de regras que não fazem sentido né e muitas dessas regras elas não são institucionalizadas no sentido do estado não tem nenhuma regra no estado falando que que o aluno não pode de short para escola não existe mas dentro da escola fala assim o tempo inteiro que você não é para ir de short na escola que existe genética dentro da escola que tem a roupa certa para ir mas não é uma é uma regra que se impõe sobre os alunos que nem não é nem mesmo institucionalizada né e é um exemplo E aí tem essa regra de banheiros né que é muito comum inclusive um dos meus grandes traumas de infância que não aconteceu comigo mas eu tinha uma nos meus primeiros anos da escola eu tinha uma professora muito rígida né já na Educação Básica tive uma professora muito rígida e eu lembro que várias vezes aconteceu a situação de colegas né tanto meninos quanto meninas pedirem para ir para o banheiro e a professora falava assim não você vai esperar até o intervalo e os meus coleguinhas faziam xixi na roupa né Eu nunca aconteceu comigo de eu ter que fazer o xixi na roupa mas eu vi isso acontecendo com meus colegas e eu acho que quando a gente entra na pauta do assédio é sobre isso também porque a gente às vezes não sofre o assédio sexual às vezes não acontece com a gente mas a gente sempre conhece um colega que sofreu e é assim é o mesmo sentido né eu vi meus colegas sofrendo ali na escola quando era criança o que o que a professora fazia inclusive não deixa de ser uma forma de assédio né de deixar a criança chegar ao ponto de fazer xixi na roupa sim com certeza o de roupa também e é interessante na roupa É que geralmente a justificativa que você não pode com aquela roupa para evitar que você seja sediada né E então perpetua um discurso na nossa sociedade de que você você merece assediada se você tiver com tal roupa né sim exatamente então a escola ela não é para ser esse espaço de opressão mas como nós passamos aí 12 13 anos dentro da escola é acaba sendo o primeiro lugar ali onde você começa a perceber opressões dentro da sua vida e que você leva para sua vida inteira Como é o seu caso de mesmo sendo adulta mesmo estando no trabalho você aceitava que seu chefe não permite que fosse no banheiro como se você ainda fosse uma criança na escola esperando a hora do intervalo para usar o banheiro porque aquilo Começou quando você tinha seis anos de idade A professora falou não só pode ir no banheiro na hora que tocar o sinal no intervalo então a gente não pode mais permitir a gente tem que levar a nossa luta para que a escola não seja mais esse lugar do início da nossas opressões a escola tem que ser verdadeiramente o lugar de libertação para que a gente não chega na fase adulta ainda permitindo que a gente sofra esse tipo de coisa e não permitindo que nos calem que retirem nossos direitos que retirem políticas públicas importantes para nossa Constituição enquanto sociedade para que não se retire livro didático para falar que vai entregar slide para aluno Então o que a gente faz aqui hoje é muito importante todas as falas todas as participações foram muito importantes mas a gente realmente vê que como a graça disse tudo sempre volta para educação e é que na educação que começa tudo né uma vez alguém falou para mim assim existe três instituições no Brasil que é cheio de grade de câmera a minha escola inclusive tem cheia de cama tem até na sala de aula tem câmera na minha escola são três instituições presídio hospício e escola só eu fazer uma finalização bom Realmente o reforço aqui a importância da educação menstrual nas escolas porque eu senti consequências severas sobre falta disso e enfim a gente entendendo a gente conseguindo ter a informação esse acesso esse acolhimento a gente vai conseguir perceber o que que tá sendo um assédio moral e o que que está sendo uma assédio sexual né uma importunação sexual então por isso é importante o assédio moral ele tá totalmente relacionado a consistência é algo que você sofre recorrente vezes então posso não não pode de novo de novo ou uma piada uma brincadeira uma ofensa de mau gosto ali ofensa nem existia ofensa de bom gosto mas uma ofensa Então tudo isso Ali vai se tornando o assédio vai construindo o assédio moral né e o assédio sexual a importância de se aprender isso dentro já da escola aí a identificar o que que é um assédio sexual é a importunação é a piadinha e querer se aproximar é ficar com esse papinho de que agora é mocinha que inclusive rapidamente foi uma coisa que eu também Vivi então quando comecei a entrar na puberdade eu tinha que ficar ouvindo piadinhas na hora do recreio Tipo olha ela já tem peitinho sabe então isso vinha tanto de linha tanto de alunos dos meus colegas de sala quanto na rua de adolescentes o pessoalzinho da do ensino médio que passava e falaram Ela já tem peitinho Ah ela já é mocinha Então a gente vai entendendo se a gente percebe que isso é um assédio sexual a gente vai a gente vai conseguindo se blindar a gente vai conseguindo se defender a gente vai reagir e não vai se tornar aquele adulto que eu me tornei anos atrás mas que eu me tornei que abaixava a cabeça que achava que aquilo que era daquela forma então por isso a importância da informação com a importância para essas meninas para essas crianças para essas pessoas identificarem para poder se defender para poder se conhecer e e eu costumo dizer assim sabe a falta de informação ela também mata gente ela mata ela mata sonho ela mata projetos ela mata planos ela mata oportunidades e a gente vê a gente acompanha inúmeros milhares de casos de meninas de crianças de pessoas sofrendo constantemente a exclusão seja a evasão escolar é porque porque não tem alguém porque ela no primeiro não tem formada e segundo não tem alguém que fala assim é bata na mesa e fala assim quem é você para falar isso daí não tem alguém ela não se sente defendida então a gente realmente fomentando e criando cada vez mais ambientes como esse extremamente importantes é que a gente vai realmente construir um presente um futuro melhor com certeza perfeito a gente vai passar agora para dinâmica E aí a gente vai encerrar assim que a gente acabar a Gabi vai explicar como vai funcionar mas a dinâmica vai passar ali na no telão tá para vocês acompanharem como é que a gente vai tava notando com a gente tivesse já na dinâmica foi ele fiz anotações e vários pontos eu não consegui organizar 100% e sim ter uma causa de problema então vou pedir ajuda para vocês não preciso do microfone a gente só vai colocando para a gente organizar em o que que é sintoma o que que é problema e o que que a causa o que que tá gerando para ser um sintoma e um problema pode ser gente vocês vão falando ah é porque aqui ó fica nesse sentido ficou o problema aqui o sintoma do Topo porque aqui tem um post de escrito problema e amarelo aí a gente tem duas linhas que embaixo tá em causas amarelo e sintomas que o post-it amarelo também Aí a gente traz Então a gente vai fazer esse esquema justo pode ser acho que a gente pode começar com certo [Música] vamos começar então pensando no qual que é o problema que a gente tá falando a gente já colocou matemática mas bora pensar em outros nomes outras coisas que a gente pode levantar com o problema aí agora eu amo muito vocês é porque tá tão bagunçado tá bom [Risadas] a gente tem aqui a primeira fala que foi na questão a primeira para começar a questão da roupa como é colocado para prevenir o assédio mas acaba sendo uma sede por si só o pensar sobre a prevenção disso problema causa ou sintoma por exemplo você a escola haverá comentar contigo sobre a pessoa não poder usar um short ou alguma coisa do tipo porque vai te prevenir digamos assim do acesso do assédio mas isso acaba sendo assédio em si então a gente coloca como um sintoma eu coloco como sintoma a outra parte que a gente tem aqui é o comentário sobre Quem se importa dentro da política e aqui a gente tem um post-it verde que está escrito os políticos que se importam e a gente tem a parte de baixo causas parte do meio problema parte de cima sintomas causa [Risadas] eu acho que é sintoma Eu acho que o que liga nisso é eu acho que eu acho que é sintoma também os políticos o post-it é os políticos flechinha que quem se importa não talvez seja um problema né o fato é só a causa mesmo que eu limitaria Aquelas imagens eu acho que a gente eu vou colocar aqui de outra cor que é o programa que comentaram colocando na cor de post-it rosa e escrevendo ele como dignidade íntima que foi o comentário que fizeram sobre trazer tudo isso que já o que já está meio que sendo feito mas não chega em todas as escolas o outro que a gente tem é material didático dentro das escolas e aqui foi o que trouxeram sobre isso talvez ajudar a promover a educação sexual que às vezes vem com uma barreira mas também o próprio material ele é uma solução então a gente coloca isso como que um sintoma uma causa uma solução que vem sendo boa colocar então de Rosinha então post-it material didático dentro das escolas da cor rosa pertinho aqui do dignidade íntima outro que a gente tem um post-it verde que está escrito a cultura dos professores flechinha não conseguir ir trocar o absorvente que a gente está comentando sobre qual a informação ali dentro das escolas que foi que trouxeram pensa que a gente o que a gente tiver com problema a gente vai ter que pensar em causa em sintoma Então qual que seria a causa disso machismo machismo sim mas acho que a gente pode colocar a foto de política pública para isso também mas é porque a política pública ela vai permitir a transformar com a cultura dentro disso fomentar através da curiosidade solução certo que a gente vai colocar Então como Rosinha para dominar ele como solução uma falta efetiva de políticas públicas problema post-it verde é uma falta efetiva de políticas públicas causa problema ou solução que foi pesado que acho que foi aquela posição da certíssimo a gente também tem outro post-it verde que tá escrito sensibilização de Agentes coloquei aqui então esse post-it estava Verde virou Rosa Meninas vocês estão indo um beijo tchau tchau escrito que é conversado dentro das rádios como isso influencia na cultura que foi um pouco do que a Gabi trouxe que tá sendo permitido essa conversa eu acho que isso é sintoma sintoma de tipo dos tabus aquilo que a gente tem acesso boa a gente tem outro positiv verde que tá escrito quem leva a sério e é isso daqui a gente está trazendo na questão que vocês pontuaram do próprio território da comunidade acolher aquilo então acho que a gente pode eu vou até colocar aqui território Barro comunidade Eu também acho que é sintoma acho que é sintoma é tipo enraizado da cultura ali dentro falta de informação [Música] falta de informação é a causa a gente tem outro post-it verde escrito ou acolhimento do aluno dentro das escolas boa gente eu tô adorando essa dinâmica nem achar que essa é tão gostosinho assim eu tinha pensado outra coisa a gente tem aqui também outro post-it verde que tá escrito nós precisamos levar essas conversas para as regiões mais periféricas outro post-it verde tá escrito o absorvente não é uma mercadoria é uma política pública [Música] problema o absorvente será uma mercadoria eu acho que a gente pode dividir pode colocar isso como um problema talvez como uma eu acho que é um problema em si né Porque por mais que ele gera outras coisas ele é um problema né E tem outras coisas que ela vai existir Então vamos colocar como solução e colocar um outro post-it trocamos o post-it verde pelo rosa e está sendo criado um outro post-it verde escrito o absorvente não é uma mercadoria não absorvente como mercadoria a gente também teve um outro ponto aqui que surgiu que é o trabalho direto com os professores então Poxa tinha escrito trabalhar os professores solução boa virou post-it Rosa colocando aqui na parte dos post-its outro que a gente tem a necessidade a necessidade existe há muito tempo que foi uma pontuação que eu vi que vocês trouxeram ninguém falou exatamente mas que eu anotei que é de que existe muito tempo então tá muito tempo sem necessidade problema também acho acho que tipo a questão de existir há muito tempo é um problema e que a gente que gera sintomas mas também tem suas causas outro post-it verde que a gente tenta é escrito como já nos organizamos para essas demandas que é questão dos coletivos existirem de trazer isso para conversa eu acho que isso é solução certíssimo quanto tempo para esperar a mudança cultural teve uma fala que eu achei bem importante que é a periferia tem esse tempo para esperar essa mudança acontecer eu coloquei ela como tural para trazer todas as questões que a gente falou isso é o que causa sintomas problema quem tem tempo para esperar a mudança cultural eu vou colocar mudança cultural de acessos Também acho a gente já tá acabando [Música] dá tempo sim dá tempo sim e a gente vai colocar eu acho que fez muito sentido a gente colocar tudo isso em alguma forma escrita sabe para que a gente vira isso realmente um documento de que a gente conversou uma conversa que a gente não teve aqui mas a questão da eficiência das ouvidorias então papuff gente eu vou jogando vocês vão falando a eficiência das ouvidorias dentro da escola então o problema causa ineficiência combate ao assédio é a questão do profissionais e a cultura do medo dos profissionais eram realmente aprender as ferramentas sintoma outros materiais de higiene conseguir chegar a informação de que existem esses materiais presença do estado para tratar os debates para além da moral mas com base nos dados a necessidade de conhecimento multidisciplinar entre as áreas então que todas as áreas tenham conhecimento sobre educação menstrual solução kit menstrual fase da menor que estímulo da curiosidade jogo de dominó a gente gerou bastante solução né gente como chegamos em ambientes que não levam a sério porque está no básico ainda Eu acho que eu também acho que eu escrevi meio errado mas a menorca é um turbilhão acho que eu vou colocar isso de uma outra cor é tipo uma contratação virou Azul O que é definido como normal as violências do cotidiano é um problema né pode ser uma causa é verdade né que a gente falou bastante dos tabus a gente queria e por último que é a Estreita fácil extrapolar no uso dos absorventes internos que já podem gerar doenças é sintoma certinho gente a gente organizou as ideias levando todos os debates deu tempo é porque é tudo a gente escreve isso gente de um jeito bonitinho porque essa daqui são tipo anotações cabeça de Gabi devia ter feito mais organizado Mas é isso é boa vamos fechar assim com certeza gente eu queria eu vou querer antes de passar para a gente fechar para o Paulo para vaca fechar realmente reforçar é vocês têm acesso ao QR Code é quem precisar do link também pode para enviar para as outras pessoas vocês podem pedir para a gente por favor e divulguem isso sabe isso importa sabe a outra conversa quando a gente chegar aqui com mil assinaturas que a gente vai chegar aqui Fala alguma coisa bom gostaria de agradecer a todos pela presença como a gente já comentou aqui no início dessa dessa roda de conversa é muito difícil mobilizar as pessoas e é muito difícil fazer as pessoas levarem a sério a nossa a nossa causa mas é importante que nós estejamos aqui que nós tenhamos dedicado esse tempo a gente conseguiu fazer a nossa atividade numa sexta-feira 4 horas da tarde então a gente entende todas as dificuldades em volta disso de mobilização de acesso a câmera Municipal e mais é um espaço importante para nós ocuparmos a câmara municipal é um espaço ideal para fazer isso para fazer esse debate para pressionar essas políticas públicas para incentivar que outras jovens estejam aqui no meu lugar no lugar da Gabi então eu quero agradecer ao vereador Paulo Búfalo agradecer a Luciana e a graça e pela participação de vocês por terem aceitado o nosso convite por trazer esse diálogo tão importante carregado com a experiência de vocês foi realmente muito bonito o depoimento de vocês a forma como vocês falaram sobre o assédio a questão da educação menstrual e agradecer também a Gabi por esse trabalho que nós estamos envolvendo juntas tem sido muito importante também desenvolver isso ao seu lado eu sou muito grata a você pelas mobilizações que a gente já fez durante esse ano e que a gente vai continuar fazendo então muito obrigada a Gabi e muito obrigada pela presença de vocês nessa tarde para fazer uma roda de conversa e para trazer essas pautas que são tão pertinentes da Juventude de Campinas e onde a gente realmente precisa desse espaço para fazer as coisas acontecerem e fazer a transformação que a gente precisa aqui em Campinas a minha rede social é @rebeca cristinasp se vocês quiserem acompanhar meu trabalho e tenha rede social do Voz da juventude que é @volta da juventudecampinas onde a gente divulga como a gente está mobilizando a campanha escola sem assédio Então se puderem seguir lá vai ser bastante importante também para ajudar na nossa campanha isso eu tô tentando aqui divulgar o doutor up porque a gente teve que mudar que tava hackeando os que estava escrito com gropy Então eu não sei se eu vou achar eu vou passar o meu e vai estar na minha Bio o meu @gabiz é primo Moisés quando a Gabi ajudar a achar a gente passa às vezes bom eu quero reforçar mais uma vez a minha gratidão ao convite ao espaço a câmera Vereador meninas Gabi Rebeca Greice os convidados o pessoal que acompanha porque é fundamental a presença de vocês né muita gente poderia olhar com outros olhos assim aff tá vazio não tá vazio é assim é assim que tem que ser tá aqui quem se importa é assim que vai crescendo então quero agradecer a atenção agradecer a participação de todos e reforçar a importância desse movimento desse acolhimento desses momentos da gente falar cada vez mais sobre se tornar cada vez desconstruir tabus e tornar cada vez mais esse assunto extremamente natural tanto para a sociedade quanto dentro quanto dentro de casa e bom vou deixar Ah então eu vou passar depois mais detalhes para vocês ele ele vai ser vendido Mas ele foi uma linda vou trazer para vocês ainda mais detalhes dele é a coisa mais linda é um dos nossos xodózinhos e você vai se apaixonar tanto quanto nós mas eu vou divulgar vai ter também nas nossas redes sociais que inclusive é Org ponto Mulheres de Fases para quem quiser acompanhar lá nós vamos trazer mais como que funciona mostrar ele na prática enfim entre outros projetos obrigado Mais uma vez a todos queria agradecer aqui a oportunidade com a Gabi com a Rebeca uma alegria muito grande tá comprando a mesa aqui com seu Paulo vereadora Luciana e agradecer a todos os presentes que linda tarde que tarde rica né acredito que quanto mais a gente falarmos sobre o assunto é mais pessoas vão ter acesso a esse material e aos pouquinhos a gente é um caminho lento eu reforço aqui para Gabi e para Rebeca Não desistirem mesmo que tiver uma pessoa aqui essa pessoa vai sair transformada com informações extremamente importantes e assim mesmo né e foi assim durante muito tempo e muitos assuntos que hoje a gente tem mais liberdade de falar e esse também será eu acredito que daqui uns dois três anos na velocidade que estamos a gente vai estar falando de forma diferentes aí eu quero poder falar para os meus netinhos de uma forma diferente eles vivenciarem de uma forma diferente não desistam tá muito obrigado pela oportunidade rapidinho o arroba é a roupa Campinas ponto Up valeu bem então encerrando aqui a atividade agradecer a Graciane Mendonça especialista sobre assédio sexual a Luciana Teixeira da UnG mulheres de fase e as duas organizadoras aqui dessa atividade a Rebeca Cristina do Voz da Juventude e a Graciela Moisés coordenadora da organização Campinas e Valinhos da nossa parte aqui já fica o compromisso de nós abrimos outros espaços nas comissões aqui onde nós estamos presentes ou nas outras comissões da casa e ainda provocar a TV Câmara a fazer um programa específico com as meninas enfim né das várias programações que vai ser assim muito muito legal também para poder divulgar Essas atividades e da do projeto lembrar que tem algumas redes que está circulando ou a nossa petição e um abaixo assinado né para que a gente consiga aí também dar esse impulso na tramitação do projeto aqui na casa tá bom então boa tarde todos todos e todos [Aplausos] [Música] TV Câmara Campinas