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[Música] TV Câmara Campinas Boa tarde sejam todos muito bem-vindos a Câmara Municipal de Campinas para o evento em homenagem às famílias acolhedoras e em comemoração aos 33 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente convidamos para mesa de abertura a vereadora Débora Palermo membro da comissão permanente de defesa dos Direitos da Criança do Adolescente e da Juventude [Aplausos] convidamos também Wanderley amor Secretária Municipal de assistência social pessoa com deficiência e direitos humanos representando neste ato o prefeito Dário [Aplausos] convidamos também doutora Andreia Santos Souza promotora da Infância e da Juventude do Ministério Público [Aplausos] Jane Valente assistente social e pioneira no projeto da família acolhedora [Aplausos] Maria Angélica bolsonaro e Batista Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente [Aplausos] e por fim convidamos Maria José Jeremias coordenadora de proteção especial de alta complexidade da Secretaria Municipal de assistência social pessoa com deficiência e direitos humanos [Aplausos] convidamos os componentes da mesa tomate passamos inicialmente a palavra para vereadora Débora Palermo para abertura do evento desta tarde Boa tarde a todos presentes quero cumprimentar a mesa na pessoa da nossa promotora da infância doutora Andreia e dizer que essa tarde nós nos reunimos aqui para comemorar os 33 anos no Estatuto da Criança e do Adolescente que trouxe uma nova uma nova forma de cuidar proteger zelar por nossas crianças e adolescentes deixando o código de menores para trás e vindo uma proteção integral de fato para nossas crianças e também para falarmos sobre o programa serviços de família acolhedora que para mim é um dos serviços de programa melhor nós temos em Campinas maravilhoso e também podemos homenagear né famílias acolhedoras e também o pessoal da agência que fez o si logo maravilhoso Aí das famílias acolhedoras então sejam todos bem-vindos eu declaro aberta a reunião desta tarde convidamos os presentes para execução do Hino Nacional Brasileiro com letra de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva e também do hino da cidade de Campinas com letra de Carlos Ferreira e música de Antônio Carlos Gomes [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Música] relacionamos e agradecemos o seguinte representantes e autoridades que se apresentaram a este cerimonial Thiago Ferrari coordenadores executivo do Pic plano primeira infância Campineira Maria Helena Novaes Rodrigues presidente do condena e vice-presidente da guardinha Walter ris e secretário e tesoureiro do cmdca integrante da companhia de teatro SENAI Jairo Gondim filho coordenador do Core conselho de orientação Educacional cristão Vanessa Pavan relacionamento institucional e governamental do hospital Cândido Ferreira Andréia Ferraz coordenadora do movimento escolas abertas Marcos Bonato assessor da presidência do Instituto amor e carinho Ana Maria pivete Luiz diretora do projeto banho amigo Antônio Carlos cremasco Conselheiro do Conselho Tutelar Sul Paulo planta e Marcos Roberto do Rosário Conselheiros do Conselho Tutelar Leste Flávia Valéria Ribeiro e Laisa Campos conselheiras do Conselho Tutelar Noroeste Felipe Gonçalves a coordenadoria de políticas para a juventude Sandra Sula coordenadora de relações corporativas Aline vanutti Barreto coordenadora de Serviço Social do Hospital da PUC Campinas Juliana segatto coordenadora do Centro de Orientação familiar Coffee e do bom prato Maria Rosa Faria e Laura Melo da associação plantando a esperança e Gláucia Lopes representando o desperta déboras com a palavra para suas considerações iniciais Maria José Jeremias Boa tarde a todos e a todas Obrigada boa tarde a todos e a todas quero cumprimentar a todas as autoridades presentes na mesa e agradecer a vereadora Débora Palermo pela lembrança né do aniversário do ECA pela comemoração ao acolhimento familiar e o convite estendido a nós da rede da alta complexidade os dois serviços aqui representados sapeca e o conviver e dizer da importância dessa data da importância dessas duas comemorações né comemorarmos o Estatuto da Criança e Adolescente comemorando os 33 anos e também comemorarmos o acolhimento familiar então eu agradeço e digo da honra que tenho de fazer parte não apenas desse momento mas dessa construção histórica em Campinas né que é o acolhimento familiar Pioneiro no Brasil e que continua né desbravando ainda hoje desbravando mas vencendo os desafios que se apresentam muito obrigada passamos a palavra Agora a Maria Angélica bossoloni Batista Boa tarde a todos eu quero inicialmente cumprimentar a mesa na figura da vereadora Débora Palermo uma militante com muita garra há muitos anos já militando em defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente quem aproveito para cumprimentar por essa oportunidade por esse dia quero também agradecer a secretária vandercleia moro em nome do cmdca responsável pela pasta da Secretaria Municipal de assistência social pessoa com pessoa com deficiência e direitos humanos que tem apoiado de todas as formas todas as atividades do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente agradecer com muito carinho com muita gratidão a presença e a pessoa da doutora Andreia promotora da infância a quem a quem eu respeito e a quem contribui desde muito tempo eu tenho a honra e o prazer de dizer que já fui estagiária da Dra Andreia e com quem eu sempre aprendi e Aprendo muito não podia deixar de dizer de destacar que a presença da Jane Valente uma referência para todos nós no que diz respeito a criança adolescência ao direito da Criança e do Adolescente no município de Campinas e no Brasil às vezes é uma grande parceira uma grande mulher guerrida conselheira também no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e também gestora dessa rede Responsável pelo serviço de acolhimento familiar e ainda destacar a presença da Raquel que também aí nessa função funcionária pública gestora apoiando aí todos os processos de gestão juntamente com as Zezé serviços de acolhimento todos os profissionais aqui presentes todas as autoridades em nome do mdca eu penso que comemorar os 33 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente divulgando e valorizando acolhimento familiar como uma Medida de proteção parece ser uma escolha bastante acertada é um momento hoje de celebração sim de celebração dos 33 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente embora com certeza temos ainda que reconhecer e olhar para os inúmeros Desafios que estão postos na perspectiva de de fato o estado a sociedade e as famílias conseguirem cumprir o direito né e o dever do Cuidado integral com as nossas crianças e os adolescentes mas é um dia também permeado de muita emoção eu tenho aqui hoje o prazer Como eu disse de contar aqui na mesa e com todos que estão aqui presentes com muitos pessoas que forjaram a minha visão de mundo que forjaram minha trajetória profissional então não poderia deixar de agradecer as famílias acolhedoras que estão aqui crianças adolescentes que eu também não no lugar do CM poder público tive a honra e a oportunidade de poder acompanhar enquanto estive num serviço de acolhimento familiar e que foram forjando e traçando toda minha trajetória profissional e que me fazem hoje olhar para esse lugar do direito da Criança e do Adolescente numa perspectiva bastante diferenciada você me disse há na competência das suas atribuições ele vem construindo junto à Comissão da alta complexidade estratégias de sensibilização de divulgação quanto ao acolhimento familiar juntamente com o poder público juntamente especialmente com a Secretaria Municipal de assistência social eu queria Então acho que para encerrar dizer da imensa alegria de compor de estar aqui hoje de fazer parte dessa trajetória e aproveitar para colocar o mdca disposição do serviço de acolhimento à disposição dessa casa a disposição do poder público da sociedade em geral para que a gente juntos né possa afiança de fato proteção integral para as nossas crianças e adolescentes e sim divulgar o acolhimento familiar como medida protetiva e bastante assertiva para segurar o cuidado e a proteção das nossas crianças Muito obrigado com a palavra agora Jane Valente Alô boa tarde cumprimento em primeiro lugar a vereadora Débora Palermo com quem tem tido a grata alegria de alugar sobre assuntos tão importante para a área da infância do adolescência mas não de hoje né Débora eu acho que as nossas discussões e lutas parceiras já tem sido de muito tempo e ao mesmo tempo dizer de como este lugar é importante na nossa na nossa cidade na importância da efetivação dos Direitos da Criança e do Adolescente dizer também do meu agradecimento a doutora Andreia outra grande companheira acho que hoje nós vamos ouvir a Dra Andreia falar um pouco do ECA e quando ela deu uma sumidinha aqui de campinas ela ficou Ao lado né do Dr Paulo Garrido um dos grandes personagens né da elaboração do ECA no Brasil Então acho que a doutora Andreia tem uma trajetória muito importante acho que hoje vai nos ajudar aí com essas reflexões que Como disse aproveito para também cumprimentar querida Angélica nesse importante lugar que é o mdca onde a gente cria redes onde a gente cria cumplicidade acho que temos aqui vários colegas né que já foram conselheiros assim como eu também Zezé já tivemos várias frentes né Desse mdca tão importante para o nosso município cumprimento a secretária que também é responsável por uma pasta e políticas tão importantes Desse nosso município e que Ancora né o família acolhedora o serviço de acolhimento em família acolhedora que eu sempre digo que ancorado né está na Secretaria de Assistência mas ao ser efetivado ele precisa de todas as políticas públicas né porque a proteção integral ela só se faz com o conjunto Então acho que a intercetoralidade é imprescindível E para isso eu tenho que falar da minha parte né eterna né Zezé que a gente acho que sempre tivemos muito juntas nessa luta e continuamos né por onde quer que estejamos mas também quero muito cumprimentar as famílias acolhedoras sem vocês não tem serviço né então eu falo que a importância desta cumplicidade eu falo que Nós criamos diariamente um trabalho de confiança né confiança que é dada né para essas famílias numa cumplicidade mesmo de cuidados né junto com a equipe eu sempre digo não existe famílias acolhedora se não tiver serviço mas também não existe serviço se não tiver família colhedora então a importância deste compromisso de que Campinas eu tenho certeza que tem condições de ter muitos muitas outras famílias acolhedoras né e elas nos escutem né que venham e agradeço muito conviver Maria Helena sua equipe sapeca que está aqui presente a sua equipe mas também a cada um a cada uma que está aqui acho que logo mais vamos falar né dos nossos homenageados mas também preciso destacar né hoje o grande responsável por uma linda política interceptorial Thiago Ferrari responsável pelo plano Municipal pela primeira infância eu tava dizendo para o Tiago Ainda Ontem estavamos em Santa Catarina fazendo ali a valorização da importância dos planos municipais de primeira infância e por lá o Tiago já tinha passado as pessoas já conheciam o pic e o pique estava ali sendo referência para que a gente de fato possa vencer né o problema da vulnerabilidade social e a atenção que a gente quer que seja dado a criança e adolescente ela precisa começar na barriga e o quanto antes melhor mas antes tarde do que nunca né então vamos cuidar das crianças e dos adolescentes da nossa cidade do nosso país e que sabe o mundo né porque nós somos eu falo que quando eu vejo pessoas falando Ah é são refugiados né falo mais refugiados dentro de uma mesma terra né até nossa né E nós precisamos dar as mãos né então acho que a gente possa construir esse mundo melhor onde a gente não pensa que tem refugiados né E que possamos acolher as pessoas que precisam né então muito obrigado pela oportunidade de estar aqui é uma alegria muito grande [Aplausos] passamos a fala agora para doutora Andreia Santos Souza Boa tarde a todos todos bom cumprimentar também aqui a mesa Começando aqui pela vereadora Débora Palermo que também a gente já nos conhecemos há um tempinho né uns 10 anos pelo menos ela como conselheira Tutelar né E depois como vereadora sempre firme na luta aí da causa da Criança e Adolescente secretária vanderc também aceita e a carta né as nossas sugestões né de ações e tudo mais também bem parceiro ali da promotoria a Jane não tem o que falar companheira de muitos anos né a gente não fala antes né mas é bastante Zezé também e Angélica mesmo né que disse né revelou aqui que foi meio estagiário né Realmente no século passado segue no passado ainda 1900 Mas será que do passado bom eu tava aqui fazendo me fui pega assim meio de surpresa né vai falar e a Débora fez assim a ousadia de falar que eu não tenho prazo viu nem tempo para falar então é um assunto que me apaixona eu sou promotora de Justiça da infância 36 anos eu ingressei no ministério público para ser promotora da infância na época era curador de menores e eu trabalhei então o começo da minha carreira os três primeiros anos ainda na época da transição democrática né mais Ditadura do que democracia mesmo né e com o famigerado código de menores para ter uma ideia assim quem aqui nasceu depois de 1900 não 1990 depois depois né então tem menos de 33 anos né Muito bem Vocês não tem ideia o que que era ser criança no Brasil entre 76 e 90 que foi quando o estatuto chegou né quem tem quem é nasceu como eu antes sabe né criança não tinha vez não tinha voz criança não aparecia era eu cresci apareça tinha umas coisas assim assim não apanha da mãe apanha da polícia é assim é inflável né O que era ser criança no Brasil ainda hoje não é uma maravilha o estatuto é uma lei que não pegou ainda né do total né porque no Brasil a lei que nem gripe né alguém pega outros não né e o estatuto é uma que tá pegando aos pouquinhos e graças a luta de Uns poucos né mas que a gente é pouco mas somos persistentes né eu pelo menos Faz nove anos que eu posso me aposentar e não me aposento porque eu amo que eu faço eu falei bom eu ainda não resolvi então eu não posso parar né É um tipo até meio quilo arrogância assim de achar que é você que vai resolver mas para fazer assim um apanhado bem rápido né antes do Estatuto da Criança e Adolescente a criança ela era objeto do direito e objeto dos adultos então o pai a mãe Professor o padre o pastor qualquer adulto médico professor né Qualquer adulto que tivesse um controle uma relação com a criança ela tinha o controle daquela criança daquela situação não se pensava em direitos a criança não tinha direito a nada a criança era criança criança era um projeto aí que um dia iria crescer ou não e quando crescer se aparecer se ela ia então se expressar com o Estatuto da Criança e Adolescente um pouco antes até né com a Constituição artigo 227 nós mudamos no paradigma então a criança deixou de ser objeto do direito para ser sujeito de direitos então o direito é da criança não é nosso ninguém tá fazendo favor para criança nós não estamos fazendo mais caridade assistencialismo nós estamos garantindo direitos então se vocês pensarem no Direito do Consumidor que foi um código que veio junto com o estatuto ele veio alguns meses antes e a gente consegue entender muito bem né quer dizer você vai no supermercado hoje Se você vê lá um produto com data vencida você sabe que você tem o direito de lá e falar olha sabe só que tá vencido se você compra uma coisa e ela não funciona você sabe que você tem o direito de pedir a devolução do seu dinheiro ou a devolução da coisa né então que essa noção de direito não é aplicada no direito da criança Eu Tenho algumas teorias né primeira que criança não volta então a criança não voltando não é ela que vai falar por a criança também não entende então não é ela que vai falar nós adultos é que temos que fazer cumprir os direitos que são da criança não é meu eu e aí quando eu peço para secretária Eu não sei me dizer ou até para vereador alguma coisa não tá pedindo para mim né só que eu sou representante do Ministério Público que vai pedir em nome de quem não pode pedir e não pode não porque é porque tem dois aninhos porque tem oito porque não sabe tem direito que a criança não quer então ela tem direito a vacina que criança que vai querer ir lá tomar injeção né quer dizer é um direito dela da Saúde mas que ela entende como uma coisa ruim a criança tem o direito de ir para escola crianças se você deixar ela não vai para escola ela fica para a rua o dia inteiro porque é uma coisa chata então adulto tem que entender não isso é direito antes do estatuto se não tinha vaga na escola a criança fala espera criava vaga então agora porque o direito é uma coisa assim olha se alguém tem um direito uma outra pessoa tem uma obrigação não é a pessoa que tem obrigação não porque nós estamos falando de Direitos Humanos Direitos Humanos não não corresponde uma contrapartida a pior criança do mundo isso é muito difícil de entender o menino mais pior do mundo ele tem o mesmo direito que o melhor né então é você não tem que esperar a criança não pode ficar esperando criar vaga na escola né é o contrário Então por ela ser sujeito de direito nós jogamos no colo da família da sociedade e do Estado tá na Constituição a obrigação de garantir esses direitos então se ela tem o direito a família a sociedade é o estado tem a obrigação de suprir esses direitos então vaga na escola todos os remédios tem uma coisa que assim pouca sabe não é só remédio tratamento médico é qualquer coisa relacionada à saúde então órteses próteses e tratamento dentário óculos muletas e o que for que a criança precisar para o seu regular de desenvolvimento a sociedade a família o Estado tem obrigação de cumprir né agora um dos direitos mais importantes não tem direito mais importante que o outro você pode ter um direito que é primordial talvez por exemplo direito a vida você tem que garantir o direito à vida não adianta nada você tem uma escola maravilhosa que a criança morreu né então o direito à Vida direito à saúde e o direito convento familiar que é o que a gente tá falando aqui e isso foi uma revolução no estatuto porque a criança tem o direito de ser criada na família dela ou numa família né então preferencialmente eu falo que é como aquele círculos que quando você joga uma pedrinha na água faz um círculo menorzinho depois ele vai aumentando aumentando aumentando então primeiro a família nuclear pai e mãe e irmãos depois da família extensa ainda biológica né a voz tios né Depois de uma família afetiva vamos dizer se tem essa mais com algum vínculo de afetos padrinhos um tio mais afastado alguém que já tinha um contato com a família né e depois por fim o círculo maior a família substituta que aqui não tem vínculo biológico nenhum né com a criança ou com a família dela mas o primeiro a gente tem que criar a família na família Então não é mais nós não temos mais que pensar Então veja o problema da questão da adoção porque com relação como a gente mudou paradigma Como eu disse né a criança não é mais objeto Mas ela é sujeito de direitos as políticas públicas tem que estar voltadas para a criança comprou adulto então na questão da família principalmente né Nós temos que garantir famílias para as crianças que não tem pai e mãe ou família nós não estamos garantindo filhos para casais que não tem filhos nós não estamos garantindo crianças para casal que por algum motivo querem adotar ou quer ficar com a guarda né então às vezes as pessoas não entendem mas Puxa vida era uma pessoa financeiramente tava melhor a criança tá muito melhor acomodada com aquela família e o juiz devolveu para família biológica claro que o direito dela o meu direito a minha responsabilidade não é com adulto a minha responsabilidade é com a criança então aquela criança tinha que ser afastada da família né Tem horas que tem infelizmente tem muitos casos ainda que a gente tem que afastar né agora aí o afastamento também é uma outra situação ela é a Extrema ela é a medida última depois que foi tentado tudo então foi tentado porque o que primeiro tem que se fazer é garantir que aquela família tenha condições de ter a criança com ela né E aí é com as políticas públicas sociais mesmo que são políticas públicas não é mais assistencialismo gente não é entregar cesta básica não é da roupa não é ir lá fazer uma visitinha levar a criança para comer no McDonald's sabe não não é isso pode fazer isso cara não tem problema nenhum Mas isso não é política pública a questão é tem moradia decente com essa família tem emprego para todo mundo essa criança tem o pai e a mãe reconhecidos nós começamos inicialmente aqui por insistência da Jane eu agradeço um programa que eu já fiz numa outra cidade que eu trabalhava que deu muito certo só que era uma cidade menor né pequenininha de reconhecimento da paternidade das crianças que não tenha paternidade reconhecido nós estamos começando aqui em Campinas e assim eu já a gente já teve eu tô muito contente com o resultado porque em um mês e meio dois meses assim nós já tivemos uns 10 casos de reconhecimentos espontâneos a gente chama o caboclo lá na promotoria e fala aqui ó filho é seu ou não vai reconhecer ou como é que era então eles espontaneamente reconhece mas assim mas ela faz não quer tá bom então vamos lá vamos fazer um DNA vamos fazer vai ter que tem que reconhecer porque gente a questão e eu vejo aqui a maioria da frequência aqui do povo é de mulher a questão do abandono das crianças ela tem sexo e tem cor sabe então assim antes da criança tem uma mulher abandonada e a gente tem que sabe que cuidar disso com o olhar muito sabe especial né E fortalecendo a mãe se você fortalecer a mulher você acaba resolvendo Muitas das coisas da família né da criança e o serviço de família colhedora chegando aqui agora ele minimiza os efeitos porque o acolhimento ela é uma violação direito a convivência familiar por mais que seja uma Medida de proteção e ele só pode pelo menos a promotoria a gente tenta ser o mais como vou dizer assim mais cauteloso mas cuidadoso possível só afastar no risco porque o Estatuto da Criança e Adolescente no artigo 23 foi uma das grandes revoluções que o estatuto fez ele proíbe expressamente o afastamento da família por pobreza porque senão o que a gente tinha antes do estatuto era uma punição as famílias pobres elas perdiam os filhos né Nós tínhamos adoções internacionais assim hoje a gente tá vendo tem grupos de crianças no exterior que estão procurando as famílias biológicas aqui né que foram adotados na década de 70 80 não né 70 80 sobre essa desculpa ai é melhor ele ir com lixeiro italiano do que ele ficar aqui passando fome né então você imagina tira a criança da família tira do país tira dos costumes tira de tudo e sofre também xenofobia preconceitos no país de onde ele foi agora né E a família que era pobre acabou sendo punida pela pobreza porque você não dá conta Quem Somos Nós para falar com uma família não dá conta de criar o seu filho né claro que eu não tô falando isso de tudo existem situações né Mas essa não pode ser a regra não é pobre Ah dorme todo mundo na mesma cama ah não tem não então vamos dar uma cama para eles então vamos Sabe tem que levar para escola tem que ter coisa para esses meninos fazerem né a mãe vão estar trabalhando por que que não tá trabalhando tem cinco filhos não tem marido não tem ninguém para ajudar não pode trabalhar quem não tem creche né então assim vocês deram todas as condições para ela ficar Aí você teve todas essas condições e ainda assim o risco existe aí é caso de se afastar né porque nós estamos mudando o nome da pobreza Então quem tá trabalhando quem trabalha aqui é com Assistência Social psicólogo enfim acompanhamento de família nós estamos mudando como o estatuto por aí pobreza nós inventamos uma tal de vulnerabilidade vulnerabilidade social que nada mais é do que a pobreza Então você tá por quem que tá vulnerável quem não tem uma casa para morar Quem mora em ocupação quem apanha do marido dia sim dia também E aí acaba saindo no álcool na droga porque até eu ia a gente entendeu se você tem filho para criar você não tem um emprego Você não tem uma renda Você não tem uma perspectiva você não pode sair para fazer um curso para qualquer coisa porque você tem um bando de criança Ah mas por que que foi ter esses filhos Uai entendeu ela tá fazendo que toda mulher faz só que ela engravidou ela não queria engravidar e aí a gravidez é culpa da mulher entendeu tanto é que os homens não tão reconhecendo a paternidade Nós temos muitos homens aí que reconhecendo tendo que reconhecer os filhos né Então tá muito fácil também né para acusar a mulher só a mulher né então o serviço de família colhedora ele minimiza essa violação ao direito da convivência familiar porque seja como for a criança está numa família então é na promotoria a gente vê a diferença e eu no começo foi a Jane que me convenceu eu tinha questões assim fala Poxa a família vai ficar com a criança a criança vai se afeiçoar depois ela vai ter que entregar essa criança que a família acolhedora é assim né mas no abrigo ela também se afeiçoa não ela também vai ser afeiçoar ao cuidador que tá ali só que são vários então ela não cria vínculo ela não acaba não sabendo depois transferiu afeto dela para a família que vai ser a definitiva seja dela de retorno que é o nosso a nossa pertence ao maior né seja com uma família substituta E então mas assim a criança tá sendo cuidada de uma forma específica só dela né Tem alguém que vai por ela vai pôr a criança para dormir vai contar historinha vai fazer a comida que ela gosta vai sabe sabe a temperatura da mamadeira entendeu que não abrigo não que não seja imaginação ótimas também as instituições Mas eles têm 20 para cuidar eles não podem ter esse olhar não dá para fazer uma comida para cada um não dá para fazer né um ritmo de cada um né então por melhor que seja não é aquela aquele aquele cuidado que a criança se sente amada né ela pode até se sentir cuidada protegida mas não assim eu afeto não cria né e agora para terminar eu tinha tava fazendo aqui E aí aqui é um apelo para vereadora né Nós temos super boa vontade todo mundo tem Boa Vontade como eu falei eu tô aqui há 36 anos trabalhando não me aposento e tudo mais minha avó dizia que de boa vontade o inferno tá cheio então não adianta Só boa vontade nós precisamos de dinheiro a gente precisa de não nós né as políticas públicas precisam de e assim é lindo isso aqui cumprimenta vereadora pela pela iniciativa de se cumprimentar uma lei que foi revolucionária para infância né Mas é para mostrar que realmente a criança Campinense ou Campineira é tem a prioridade absoluta na nas políticas públicas que tá realmente integralmente protegida é no orçamento que a gente vai ver vocês pensam o orçamento nosso da família naquilo que te é prioridade é onde você gasta o dinheiro se você ganha sei lá mil reais você não vai gastar com um sapato de 800 você tem sua família para alimentar você não vai fazer uma viagem você não vai comprar uma roupa você não vai para o cinema alguma coisa assim então qual é a sua prioridade ai pagar aluguel e pagar a prestação da casa e a comida escola dos filhos e aí vai sobrando então quando a gente vê o orçamento da infância é um negocinho assim você fala bom Cadê a prioridade então assim vamos sair do discurso sabe de que a gente tem muito para fazer e a gente pode mudar o mundo pela criança e nós estamos perdendo eu tenho feito visitas nas entidades de acolhimento nós temos uma menina que é campeã de judô que tá acolhida sabe inclusive disseram Olha ela tem potencialidade para ser campeão Olímpica tem uma outra que é uma artista plástica assim fantástica isso tudo que a gente tá vendo imagina o que deve ter por aí nas escolas sabe que tão para as vezes é o menino aquele danadinho da escola que a professora não aguenta mais e manda para o caps para ser diagnosticado com autismo tédio mas não sei o quê para tomar ritalina e na verdade é um furor criativo que o moleque tem que não estão sabendo usar o potencial dele entendeu então nós estamos perdendo por tráfico gente sabe nós temos um menino criança de 8 anos trabalhando já com modelo do tráfico então assim isso é inconcebível numa cidade como Campinas que é o maior município do estado de São Paulo que tem orçamentos tem orçamento maior do que alguns estados né e muitas capitais e que poderia ser e que é Pioneira já é Pioneira na questão do serviço família acolhedora não há dúvida isso é todo mundo que eu começo a falar mas você até você trabalha com a Jane você tem que falar nada porque todo mundo sabe de Campinas agora eu tava conversando com falando para Débora nós começamos há uns dois anos um projeto na promotoria também com a questão das crianças que ficaram órfãos por covid e que nas localizamos seis aproximadamente 600 Crianças em Campinas que perderam o pai ou a mãe fora e o pai e mãe fora crianças que morreu avô avó que cuidavam deles né e esse projeto daí também a Débora fez uma legislação temos um plano Municipal que tá aí em estudo agora para dor fantasias em geral e agora semana passada o ministro civil Almeida fez uma declaração a questão da orfandade é prioridade do governo e vai ter verba e nós vamos fazer já tá sabendo nós vamos sediar um evento aqui em Campinas no dia 4 de setembro porque Campinas é o município Pioneiro que é o único que tem lei municipal a respeito do assunto então a gente tem muita gordura muito chão para para fazer para crescer para ser exemplo para o país inteiro Então dona Débora Aproveita agora a votação da lei orçamentária que tá para chegar né exato entendeu E assim é prioridade mesmo então tem que ser prioridade não é quer dizer tantos os serviços que já existem que podem ser aperfeiçoados eu sempre falo né que eu tô muito satisfeito mas eu tô muito feliz mas não Tô satisfeita né sempre pode melhorar Então vamos melhorar para o ano que vem porque o dinheiro público é complicado né você tem que prever esse ano que vai gastar o ano que vem então se você não prever esse ano você só vai prever em 2024 em 2025 então uma criança que hoje tem três anos tá sem a família em 2025 ela tá com seis né cinco seis anos quer dizer o que ela precisa hoje já foi não é o que eu com seis anos ela vai precisar de outra coisa uma criança que tem 10 vai ter 12 de 10 para 12 anos tem um salto quem tem 12 vai ter 14 né então assim as necessidades daquela criança específica hoje não vão ser supridas né e a gente fica só enrolando né rolando né passando a coisa Ana é bom então eu vou terminar por aqui porque já passei várias noites agradecer todo mundo que são que é parceiro que eu tô vendo aqui é Cida Raquel né as famílias acolhedoras cumprimentava vocês são realmente essenciais né A promotoria tá sempre aberta disponível naquilo que é possível a gente fazer Claro que tem a função de fiscalizadora né é meio chata mas a gente procura fazer mais no diálogo do que na força na força mas se precisar né como os pais que a gente chama lá e conversa bonitinho para reconhecer né mas enfim então eu agradeço demais aqui a oportunidade e é isso e sucesso para nós aqui de campinas porque a gente pode fazer uma coisa muito linda como já tá sendo feito pode ser muito melhor ainda né Vamos ter felicidade de ter aí crianças daqui 30 anos né que hoje fala olha eu fiz parte daquele Daquela turma eu fiz parte disso daquilo como né A Angélica falou aqui que aprendeu alguma coisinha então assinado que não foi tudo em vão né é isso gente muito obrigada [Aplausos] com a palavra agora Vanderléia Secretária Municipal Olá boa tarde boa tarde a todos cumprimentar a mesa começando com a vereadora Débora Parabéns vereadora pela iniciativa não apenas essa mas várias as outras iniciativas doutora Andreia colocou as leis de alfandade que a gente tem estamos na regulamentação importante legislação sempre com esse olhar toda vez que eu ouço as falas da vereadora Débora ela fala vocês tem que lembrar que criança é prioridade absoluta Então ela traz isso intrínseco no seu mandato parabenizo por isso vereadora cumprimentar a doutora Andreia uma grata satisfação sempre construindo juntos e sempre com esse olhar de poder aperfeiçoar a política pública nossa presidente do cmdca e também gestora ali da Secretaria de Assistência Um Desafio gigantesco quem não sabe estar à frente ou fazer parte como os demais de um conselho de é algo voluntário é algo que se faz para além da monte de responsabilidade que já tem e a Angélica representa muito bem todos os Conselheiros de direitos que fazem esse trabalho com excelência e destaque aqui em Campinas é cumprimentar Zezé que também gestora da Assistência Social Zezé obrigada por estar aqui em seu nome cumprimentar a todos que estão aqui a Cida diretora Cida diretora de operações da Assistência Social é onde a gente tem essa política pública instituída que tem colaborado conosco feito um trabalho de excelência deu tempo ainda de falar que ela tem um compromisso mas deu tempo de avisar e eu anotei a pedir para Angélica passar para mim todos os nomes da equipe faz questão de citá-los aqui porque acho que foi a Jane que falou não existe família acolhedora sem as famílias mas também não existe sem o serviço sem atuação é um complementando o outro eu acho que acaba sendo todos uma família só né com o mesmo objetivo então a equipe do sapeca Paulinha a Mariana a Jocimara Juliana a Eliana Raquel todos que estão aqui Raquel me falaram um apelido mas eu não vou falar esse apelido porque Ah não é amor mandaram lá do gabinete falei não vai ser Raquel mesmo e eu não vou a equipe do conviver a querida Maria Helena que tava dando uma aula de português ali com palavras difíceis para nós a Mariana Aline a Tatiana cumprimentá-los da minha equipe também ainda tenho aqui a guele o Caíque acho que eu vi o Felipe em algum lugar aqui Juventude conectar lá pronta comprimento também o público presente em nome do Marcos e da Ana ali atrás e os conselheiros tutelares que estão aqui em nome do cremasco falar sobre família acolhedora eu posso dizer que eu não tenho tanta propriedade quanto essa mesa que aqui está uma mesa composta por mulheres e aí eu trago um destaque que nós temos ações e homens envolvidos além do nosso grande gestor que é o prefeito Dario que tem esse olhar sensível não posso deixar vou visitar aqui o grande amigo Thiago Ferrari que tem esse olhar para criança e adolescente no olhar dele acaba sendo criança e adolescente mas quando a gente vai toda ação que tem o pequeno porte de fazer isso não tem água e o pique e o pique e o pique é isso Tiago tem essa marca de trabalhar e tem uma equipe muito forte junto com ele com esse olhar tem ações efetivas e doutora Andreia sempre dá sempre dá para a gente olhar e ter esse olhar para cá mas toda vez eu tava dizendo que a gente fala é família colhedora eu vou às vezes em algumas cidades fora a gente tem congresso tem alguma reunião toda vez que eu estou fora e aí alguém ah De onde você é Campinas Ah deixa eu nem Valente é assim aonde eu vou o nome da Jane leve e é importante e é bacana ver isso porque você traz Jane você é uma referência uma referência não só em família acolhedora porque falam assim a minha família colhedora mais uma referência que falam de você com muito carinho com uma técnica com uma profissional que deixou a sua marca não só deixar a família acolhedora é uma marca é uma marca mas de nada adianta se a gente não coloca humanização nisso e você deixou não tem uma pessoa que eu não fale que não fale com você de tanto um carinho uma delas todos os dias tá comigo é o Carlão todos os dias fala com carinho de você então eu agradeço por todo o conhecimento que você tem deixado por tudo que você continua contribuindo conosco e com o Brasil no geral transformando vidas porque família acolhedora acho que o louco que a vereadora colocou ali é bem isso é oportunidade de transformarmos vidas é isso que estão fazendo e é aqui que as famílias acolhedoras estão eu anotei o nome de uma família representando todas as outras eu não sei se vocês lembram da solenidade do Salão Azul eu errei umas 10 vezes Mas ó Samuel e Michele acertei não casei com outras pessoas em nome de vocês dois cumprimentar todas as famílias acolhidoras que aqui estão e dizer que sim o eca completa hoje 33 anos eu sou Vivi a minha Acho que foi a infância sem eca e adolescência com eca não vou entregar a idade Tá não vamos entregar mas Vivi a minha infância sem o eca e a minha adolescência com eca fui conselheira de Tutelar é porque o eca trouxe isso e nós temos dito que a política pública não é algo perfeito não é perfeito nós temos o eca que é uma lei importantíssima Mas ela tem que ser aperfeiçoada daí a família acolhedora foi depois que o eca foi criado e nós tivemos o aperfeiçoamento e eu acredito que esse aperfeiçoamento como é feito através de diálogo de trabalho é isso que nós estamos propondo para dizer que de fato políticas públicas efetivas alcancem as pessoas e alcance quem dela precisa não adianta ter uma política pública ótima uma política pública excelente como é a família acolhedora a Cida Sempre quando tem oportunidade vai lá no gabinete fala secretário Vamos fazer uma ampla divulgação temos poucas famílias acolhidores então do que adianta a gente ter uma política pública tão importante se ela não chega a população e De quem é a responsabilidade é nossa é nós enquanto poder público de divulgar e essa oportunidade que a vereadora Débora está dando aqui de podermos chamar atenção de dizer que existe esse serviço que é importantíssimo que pode alcançar muitas vezes tem muitas famílias por aí que podem ser família acolhedora mas nem imagina o que exista isso nem sonham que podem fazer parte Então a nossa responsabilidade de fazer essa divulgação e este evento aqui traz Chama Atenção para isso e vamos sim divulgar ainda mais Mas é com diálogo e é com muito trabalho trabalho de todas as partes envolvidas e isso eu posso dizer que tem na gestão do nosso prefeito Dário um olhar que o coaduo com o olhar da doutora Andreia que quando nós fortalecemos a mulher fortalecemos a sociedade foi muito bem colocado aqui a maioria são mulheres e os homens que estão aqui alguma mulher trouxe eu tenho quase certeza não vou entregar os mas quase certeza que algum momento outro tem exceções tem exceções pronto mas a gente fortalecendo a mulher eu acredito que tem temos uma sociedade mais forte e nessa gestão eu não posso deixar me furtar de colocar as ações que o prefeito dar tem feito e tem olhado para fortalecer tanto a mulher com uma criança e o adolescente a primeira delas que eu trago com muito carinho porque foi construída junto né Doutor André o Campinas protege um benefício que tinha o olhar para os órfãos do a doutora Andreia sempre tava lá pautando e os órfos do convite não é esse a expressão gente essa é o termo que todo mundo utiliza mas aquelas crianças e adolescentes que perderam pai e mãe em decorrência do covid Campinas foi uma das únicas cidades que só não tenha sido a única foi a única tenho medo de dizer que a única para não dizer que pronto Municipal foi né Porque eu sei que teve um Estadual né foi a única cidade que teve esse olhar para as famílias que tinham crianças e adolescentes e cujos pais tinham perdido pais ou responsáveis legais que ele tivesse morrido devido ao convite fazendo um auxílio era para substituí-los impossível ninguém substitui pai e mãe mas era para auxiliar aquela família e Como nasceu essa lei da escuta do diálogo e do trabalho de fazer tornar isso possível então é muito importante quando a gente junta os interesses dos esforços além desse termos o maior benefício de essas rendas de Campinas que é o renda Campinas com um olhar para a mulher outro benefício muito importante que foi construído junto com o Conselho Municipal da assistência social em conjunto definindo os critérios é o benefício eventual que é o auxílio natalidade toda mulher Campineira que tenha filho de 0 a 3 meses tem direito a receber esse auxílio além de outras políticas públicas já consolidadas como o Felipe tá aqui o Juventude conectada nós temos a implantação e o fortalecimento do suas com instalação de novos creas de novos Cras que a gente tá falando da política pública chegando no atendimento tudo isso para quê para que nós possamos garantir que as nossas crianças e adolescentes possam crescer e se desenvolver nós temos dito criança e adolescente é o nosso futuro e quanto que a gente tem que cuidar deles hoje é hoje é agora é para já a política pública para crianças e adolescente tem que ser urgente emergente temos que todos nos unir então eu falei um pouco do meu olhar para essa política pública mas trazendo aqui a realidade de uma cidade que é destaque é vitrine principalmente falante de família e colhedora mas que tem muito a crescer ainda podemos contribuir muito é possível não pode ser tá perfeito não tá perfeito é aperfeiçoado e nessa gestão Com certeza a gente vai poder caminhar ainda mais com ações voltadas para garantir os Direitos da Criança e Adolescente muito obrigada [Aplausos] agora voltamos a palavra para vereadora Débora obrigada bom pensando nos 33 anos né do ECA e discutindo ali com gabinete nós decidimos né O que que a gente pode estar dando ênfase né O que que a gente pode estar falando nesse aniversário de 33 anos essa lei que é de extrema importância e aqui eu já faço uma saudação especial para os meus colegas conselheiras tutelares agradecendo a presença que trabalham 365 dias por ano 24 horas por dia protegendo nossas crianças e adolescentes eu estive lá 12 anos eu sei a tarefa é árdua é de muita responsabilidade muito compromisso com a infância com adolescência né E eles estão ali todos os dias eles merecem toda a nossa reconhecimento esses 33 anos dessa lei que Como disse muito bem a doutora Andreia ela é como nós como outras leis né Nós somos campeões em fazer escrevemos leis muito bem feitas muito bem escritas e que ficam no papel mas a gente está aí que eu falei nós somos pouco mas a gente faz barulho né a gente não vai dar não Vai Dar sossego enquanto Criança e Adolescente não for prioridade absoluta de verdade né nas políticas públicas na destinação de recursos a gente vai continuar falando isso como a secretária falou eu falo em toda ansioso ninguém aguenta Acho que mais mas a gente tem que lembrar né Às vezes a gente é como filho né Às vezes você tem que falar todo dia para o filho você tem que tomar banho tem que tomar banho ele esquece então ele tem que lembrar todo dia então a gente tem feito isso por muitos anos aí e na discussão de uma pauta eu falei família acolhedora porque tem duas coisas que eu sempre falo para todo mundo e sempre que eu falo as pessoas não conhecem quer destinação de recurso do imposto de renda de um e Seis por cento eu não sei quem é que sabe mas que a gente pode deixar um por cento pessoa jurídica até 6% pessoa física no município do Imposto de Renda sem que isso custa nada mais para nós e ninguém sabe Nossa Débora não sabia disso daí eu sento explico E aí a gente consegue mais uma pessoa para que esse dinheiro fique no fundo da Criança e Adolescente e seja investido em políticas públicas para a infância adolescente com a gestão do cmdca e Secretaria de assistente social e outra coisa que eu sempre falo para todo mundo da família acolhedor e as pessoas fala Débora não sabia que tinha isso então falei nós temos a obrigação de divulgar né aquilo que é bom a gente tem obrigação de divulgar e a família acolhedora não preciso falar mais do que já foi falado que é é uma forma de amenizar a dor dessas crianças que são afastadas a sua família porque por pior que seja a família por pior que seja a família a criança não quer sair de lá porque ela não conhece outra realidade a criança ela que tá no ambiente violento ela não Conhece outra forma de vida de tratamento Então quando você tira ela daquela família ela sofre e ela sofre muito então se a gente conseguir colocar no outro modelo de família onde ela vai conhecer uma nova forma de convivência familiar nesse período de dor de Sofrimento onde ela vai receber afeto carinho cuidado até que o judiciário Decida se ela volta para família de origem se ela vai para família extensa ou se ela vai ser destituída e vai para adoção é maravilhoso então eu sou muito fã né Desse do serviço de acolhimento desse modelo de acolhimento né dessas famílias que hoje nós iremos aqui homenagear duas mas em nome dessas duas a gente homenageia todas essas famílias né todas as famílias que se propõem a acolher crianças Então hoje à tarde nós vamos ouvir a Jane que vai estar falando que a Jane Dispensa comentários quando ele fala da Jane né das Zezé também que vai falar sobre os dois serviços que nós temos em Campinas Campinas tem dois serviços de família acolhedora né e para que a gente possa não só ouvir mas o que o meu pedido para vocês hoje é que vocês falem para todo mundo que tem isso em Campinas né que além de vocês pensarem desse em ser uma família mas também que vocês nos ajudem a divulgar as famílias o serviço de família acolhedora que eu falo que é o maior Dom né Maior dom que Deus deu para o ser humano é o amor eu acho que você quando você se propõe a cuidar de uma criança ou adotar uma criança não para se cumprir como a doutora Andreia falou não para fechar aquele aquele a vontade sua aquele sonho seu mas pensando naquela criança que precisa ser cuidada amada é o maior exercício e o maior demonstração de amor então nós vamos ouvir agora nas palestras e eu quero assim que era o deseja muito Que isso fique no coração de cada um de vocês obrigada [Aplausos] Nossa gostaríamos de agradecer mais algumas presenças né que se registraram este cerimonial é a Maria Aparecida modenese Barbosa que a diretora do departamento de operações de assistência social da Secretaria de Assistência Social a Pastora Márcia Pinheiro da Igreja do Evangelho Quadrangular Márcia cerejo da onde Talita Andreia Cleto representando o Coordenadoria despertar Débora aqui na cidade de Campinas ela ele Talita tradução do projeto bom amigo Cássia Rodrigues lasca Douglas Vinícius representando o pastor Tiago cori Patrícia perdão Patrícia e Olívia que são conselheiras tutelares Sul Gabriela Linhares que conselheira Tutelar Sudoeste Patrícia tambeiro que é da do Pestalozzi Estela Cardoso da igreja reviva Church e a Sheila Bezerra que é assessora do gabinete do vereador Fernando Mendes bom tô convidamos agora a tribuna a senhora Jane Valente para sua explanação sobre a criação a importância das famílias acolhedoras que hoje fazem parte das políticas públicas de muitas cidades Olá com muito prazer que eu falo desse tema aliás eu acho que Eu Ando falando dele todos os dias da minha vida e dizer que o serviço de família colhedora ao nascer em Campinas ele nasce no momento e que Campinas tinha ali uma preocupação muito grande em 1997 em colocar todos os serviços do ECA né E aí é que naquele momento nós estávamos montando os fundos da criança o conselho da Criança e tínhamos alguns serviços muito inovadores também o renda mínima foi o primeiro serviço né programa naquele momento um programa que era inédito no país de repasse de recurso esse programa ele se tornou no Bolsa Família então ele teve a raiz aqui em Campinas nós fomos trabalhamos nele né e tivemos o serviço de família acolhedora só que é tão interessante contar isso porque o serviço de família colhedora não estava no Estatuto da Criança e do Adolescente e ele nascia ali naquele momento e aí eu sempre falo né que quando dizem que eu sou a precursora eu posso ter estado junto da precursora mas a precursora foi a Maria Helena barbette em Campinas que junto com a Denise Landim iniciaram né esse serviço por onde elas passavam todo mundo falava assim nossa mas isso é coisa de louco né cuida cuida de uma criança e depois deixa a criança embora então era assim eu estava por perto porque naquele momento eu era coordenadora dos programas de família e nível Central né Na secretaria da assistência e o sapeca ele era um dos serviços da da dessa Coordenadoria Mas no ano de 2001 eu fui ser assistente social né no sapeca e de lá nós sempre dizíamos nós precisamos de um modelo a gente procurava no eca o eca se justificava no artigo 34 mas ele olhava no artigo 90 do ECA onde tinha lá todos os serviços família colhedora não estava lá uma luta grande né Maria Helena a gente tava lá no Conselho da criança a Maria Helena barbeth é outra essa Maria Helena que tá aqui estava o presidente do conselho da Criança e nós trabalhamos intensamente no ano 2000 para que o conselho Não cuidasse mais da Criança e do Adolescente e sim do grupo familiar da Criança e Adolescente então nós tivemos a resolução de família naquele ano e tivemos a resolução de abrigos na sequência e um dos nossos objetivos e que não foi atingido até hoje mas eles ele foi atingido em parte e eu vou explicar como a gente queria que todo abrigo tivesse um serviço de família colhedora para zero a seis anos eu quero dizer que não todos porque só a guardinha teve o seu segundo serviço né de família colhedora mas nós já chegamos a zerar crianças de 0 a 6 anos em Campinas num determinado momento Então acho que de alguma forma foi atingido e precisamos voltar atingir mas também precisamos avançar para as outras idades porque esse espaço é um espaço muito importante para qualquer idade e eu volto a dizer porque eu gosto dessa frase né que nós falamos que que a gente antes quanto mais cedo melhor mais antes tarde do que nunca porque todos nós queremos ser cuidados né independente da idade que nós estamos Mas você vou falar um pouquinho mais rápido mas em 2005 nasce em Campinas no segundo coloque internacional acho que Campinas tem sido um berço de de levar esta proposta né para outros lugares e em 2005 nasceu o grupo de trabalho Nacional pró convivência familiar e Comunitária que nasce com coordenação da terra dos homens mas nós fizemos parte dessa concepção e foi onde nós começamos a falar da família acolhedora em diversos lugares e em quatro eu tinha ido para Argentina porque nós estávamos lá com o Fórum latino-americano de acolhimento familiar e eu dizia para as meninas né que estavam estávamos juntas trabalhando a gente precisa ir a gente precisa ir porque nós precisamos de modelo porque é muito difícil né quando você começa uma coisa Ah nós precisamos de modelos aí quando eu fui para lá foi lá prata foi uma alegria imensa porque cada sala falava de família colhedora eu falei meu Deus tô no paraíso né porque sem nenhum lugar quando a gente fala entende lá só falava disso então tinham crianças acolhidas né E nós nos escrevemos nessa Internacional e quando eu voltei eu disse para a equipe né Nós somos modelos nós não vamos mais procurar modelo nós vamos aperfeiçoar o nosso modelo porque nós estamos no caminho certo tudo que eu vi conheci né e depois disso nós estamos Montamos a rede latino-americana de acolhimento familiar fazemos parte dela até hoje naquele momento nasceu essa rede e assim foi e o grupo de trabalho que nasceu em Campinas em 2005 hoje é um grande movimento nacional com representante de todos os estados brasileiros que luta em primeiro lugar pelo direito da criança viver com a sua família se ela não puder viver com a sua família viver com a família extensa se ela não puder fazer isso que tenha como nós temos em Campinas e pouco falamos disso nós temos casas com mãe criança junto para não precisar separar a mãe e o bebê a mãe e a criança ou a gestante que tá precisando de cuidados Campinas é referência onde nós vamos e nós dizemos que nós temos quatro né Nós temos uma da assistência para adulto nós temos uma da Saúde nós temos uma outra da assistência que é para Mulheres vítimas de violência e nós temos uma casa lar para adolescência adolescente com bebê então nós realmente temos o compromisso em Campinas e não separar as crianças dos seus pais e aí quando isso não tem jeito aí vem a lei 12.010 que eu digo que foi responsável né Por mudar o estatuto da criança adolescente com grande força deste movimento Nacional próprio verso familiar e Comunitária e o Família curadora entra para o artigo 90 do ECA em 2009 Então hoje dali para cá só teve aperfeiçoamento legal inclusive autorizando recurso Federal para pagamento de famílias acolhedoras e nós precisávamos E aí eu chego nos nossos homenageados né nós lutamos muito para ter uma imagem uma imagem porque não existia como ainda lutamos mas eu digo que já estamos no bom caminho hoje mas lá no passado você falava de família colhedora todo mundo falava Ah então é criança para adotar se é para criança para adotar então nós podemos fazer o entrar por família acolhedora porque queremos adotar a gente não acolhimento é uma coisa adoção é outra coisa E aí nós começamos a procurar uma forma de melhor comunicar isso e foi quando nós chegamos né junto com a fiac né Nós chegamos a Humberto e é o Roberto que trouxeram acho que a primeira campanha que quando a gente olhou a gente diz é essa né Essa Porque a gente já tinha tentado várias com direito a bolinha de chuva é naquele dia conforme chegou né o guarda-chuva ele foi lançado lá na fiac e nós falamos ah a gente quer bolinho de chuva porque já que vai ter o guarda-chuva né vai ter bolinho de chuva Gente eu nunca vi chover tanto em Campinas como choveu naquela noite eu acho que a chuva chegou realmente para dizer que nós estávamos no caminho certo passou um tempo eu chamei um dia né O Humberto já tava trabalhando em outro município chamei o Roberto lá na minha sala naquele momento eu estava como secretária e falei ai Roberto tem um pedido para te fazer sendo doaria né os seus direitos autorais para que a gente possa levar esta campanha de Campinas e ela se tornar uma campanha Nacional porque a gente quer que a pessoa bata o olho e começa a criar no país como um todo uma identificação né Aí ele procurou falar com Humberto eticamente né que pudesse ser feito isso e ele doou naquele momento os direitos autorais e o prefeito Jonas Donizete a época né fez uma homenagem aos dois mas aí não ficou aí né Nós queremos queremos doar esta campanha para o Ministério do Desenvolvimento Social que tinha gostado muito da imagem né desta campanha E aí nós então fomos a Brasília né doamos a campanha para o nível Nacional ela foi assumida e eu falei que eu queria agradecer muito Débora por estarmos aqui podendo fazer essa homenagem porque eu digo Eu acho que o Humberto e o Roberto não tem dimensão não tem nem meninas dimensão onde o guarda-chuvinha foi parar Vocês não fazem ideia aquela menor cidadezinha de lá né no norte do país ou no centro-oeste onde quer dizer às vezes alguém estiliza o guarda-chuva aí agora virou né a gente põe guarda-chuvinha em todos os seminários que vai e sai a gente só não aprendeu dançar frevo ainda mas quem sabe a gente pode né mas foi isso tem sido uma referência no país né então eu antes de passar que eu trouxe aqui um vídeo para vocês verem só um pouquinho né disso eu quero dizer que hoje nós também Montamos uma colisão Nacional pela acolhimento familiar desde 2020 e esse material que está aqui ele é um guia de acolhimento familiar que nós fizemos com seis cadernos e se vocês notarem tá aqui o guarda-chuvinha ele ele tem sido doado né gratuitamente grande parte deste material foi a metodologia de Campinas aperfeiçoada né Para que ela pudesse se tornar uma metodologia replicável e hoje ela tem sido distribuída assim Brasil afora porque a nossa grande preocupação é que ela seja ampliada com qualidade e eu vou dizer para vocês dizem né que os como é que a gente fala que os aprendizes superam os mestres né e eu quero dizer que temos muitas e muitas cidades com muito mais famílias acolhedoras mas eu acho que a gente como mestre né como precursores que somos precisamos também ampliar o número de famílias acolhedoras né Para que mais crianças e adolescentes possam usufruir deste de possibilidades Então a gente vai passar eu não vou falar muito do serviço porque eu acho que a gente tem um filminho que que tá sendo feito foi feito pelo Ministério eles têm um curso EAD é feito pelo Ministério que isso tem sido utilizado no Brasil todo e na sequência a gente quer algumas imagens né Para que vocês possam realmente sentir onde é que vocês estão aí com essa ideia brilhante que vocês tiveram então muito obrigada muito obrigada a todos que estão presentes a gente vai assistir um filme agora muito preparado aí pelo João né João e que foi muito bom vamos lá [Música] Este é o João sua família está com problemas e não está conseguindo oferecer os cuidados e a proteção de que ele precisa por isso o juiz determinou que para a sua proteção João deve ser temporariamente afastado de sua família e encaminhado para uma família acolhedora até pouco tempo o município de João contava apenas com um abrigo institucional para acolher crianças e adolescentes nessas situações Mas recentemente foi implantado no município o serviço de acolhimento em família acolhedora que oferece um acolhimento bem mais adequado ao desenvolvimento das crianças mas afinal o que é o serviço de acolhimento em família acolhedora ou sfa o FFA é um serviço do sistema único de assistência social suas que possibilita o cuidado temporário em caso de famílias acolhedoras para uma criança ou adolescente que no momento não pode permanecer na sua família de essas famílias são selecionadas e recebem informação para oferecer a atenção adequada para cada criança e adolescente sob seus cuidados a família de Anne Francisco passou por todo esse processo antes de receber João em sua casa quando João chegou toda a família estava preparada para recebê-lo e proporcionar a ele a segurança e o afeto de que ele necessitava nesse momento difícil de sua vida na casa de Ana e Francisco João pode participar da rotina da família e acompanhá-la em passeios e atividades cotidianas Como ir ao mercado Caminhar Pela vizinhança e brincar no parquinho próximo de casa para ajudar nos gastos com os cuidados com João a família de Anne Francisco recebeu um valor mensal na forma de bolsa auxílio além de outros benefícios estabelecidos na lei municipal que criou o serviço [Música] ser família acolhedora não é uma tarefa simples por isso durante todo tempo que João esteve em sua casa a família de Anne Francisco foi Acompanhada pela equipe técnica do serviço que ofereceu o suporte necessário para o desenrolar dos Desafios e descobertas que ocorreram durante o acolhimento de João ao mesmo tempo a equipe técnica acompanhou os familiares de João trabalhando para que as dificuldades que levaram ao seu acolhimento fossem superadas e ele pudesse voltar para sua família assim depois de um tempo João pode retornar para junto de seus familiares de forma segura e hoje vive feliz com sua família de origem João se despediu de forma carinhosa de Anne Francisco e guarda até hoje no coração a lembrança do tempo em que passou na família acolhedora e tudo que aprendeu com ele um tempo depois que João voltou para a casa de sua família [Música] depois mais outra e seguiram assim por muitos anos com sua casa e corações abertos para acolher crianças e adolescentes que estejam vivendo momentos difíceis em sua vida familiar O Retorno seguro para a família de origem é o que se busca para as crianças e adolescentes afastados do convívio familiar mas nem sempre isso é possível nesses casos a criança ou adolescente será encaminhada para uma família adotiva que esteja cadastrada junto a Vara da Infância e a juventude é importante lembrar que a família acolhedora não vai adotar o acolhido Por isso as famílias cadastradas para adoção Ou que tenha um desejo de adotar não podem ser famílias acolhedoras Você já pensou em ser uma família acolhedora sua família pode fazer a diferença na vida de crianças e adolescentes às vezes tudo que uma criança precisa para atravessar o momento difícil é ser acolhida provisoriamente por outra família Essa é a proposta do serviço família acolhedora transformar as dificuldades de hoje em possibilidades de futuro para saber mais sobre o serviço família acolhedora Acesse o site www.familia acolhedora.org.br ou vá até a Secretaria de Assistência Social do seu município família acolhedora a tempestade passa a vida continua [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Aplausos] eu só diria que se a gente continuar no Google a gente vai descobrir muitas e muitas das outras cidades do Brasil então muito obrigada para vocês eu acho que vocês foram muito inspirados né que essa inspiração permaneça e que a gente continue a efetivar tudo isso né Muito obrigada famílias acolhedoras muito obrigada equipes que estão aqui E que juntos a gente possa continuar fazendo isso muito obrigada [Aplausos] convidamos agora a tribuna a senhora Maria José Jeremias para sua apresentação sobre os serviços de acolhimento sapeca e conviver eu falei para Jane que depois desse filme talvez nem precisasse tanto da minha fala porque um vídeo bem didático né Mas vamos lá antes de falar propriamente de sapeca e conviver eu acho importante situar esses dois serviços dentro da rede da alta complexidade nós chamamos de alta complexidade um nível de organização dentro da política de assistência social onde estão situados os serviços de acolhimento tanto para crianças adolescentes quanto para adultos mas eu represento especificamente a coordenação da proteção especial de alta complexidade para crianças adolescentes jovem e mulher vítima de violência de gênero Então antes de falar de conviver e explicar que Campinas tem hoje 27 serviços de acolhimentos para crianças e adolescentes são 25 institucionais e dois serviços de acolhimento familiar então fica meio estranho né para quem não tá talvez muito familiarizado com o assunto mas nosso município tem sete abrigos institucionais para crianças e adolescentes 16 casas lares que são os abrigos têm capacidade para 20 crianças e adolescentes casas lares tem capacidade para 10 acolhimentos e tem um RH diferente é pai e mãe social então nós temos 16 casas lares para crianças e adolescentes uma casa lar para meninas grávidas eu com filhos também capacidade é 10 temos uma casa de passagem para crianças e adolescentes temos os dois serviços de família colhedora temos duas repúblicas para jovens de 18 a 21 anos e temos um abrigo para Mulheres vítimas de violência de gênero Então isso é o que está debaixo do guarda-chuva da Alta complexidade criança adolescente e também mais uma vez eu quero citar A equipe que trabalha né juntamente comigo além dos coordenadores dos serviços de acolhimento as equipes técnicas também eu tenho duas apoios técnicos que sem elas o trabalho ficaria bem menos com qualidade uma está aqui que a Maria Raquel Nascimento e a outra é a Vera Regina de Almeida não está aqui porque tá trabalhando em outras frentes nesse momento mas é importante citar né fazemos parte da política da Secretaria de Assistência Social e do departamento de operações de assistência social a Cida que é a diretora e que já não está aqui nesse momento né E aí então dentro desse dessa rede de alta complexidade é que se encontram o sapeca e o conviver e eu vou falar rapidamente espero acertar Então o que é um serviço de acolhimento familiar nesse sentido acho que vocês já estão compreendendo um pouco melhor melhor é o serviço de acolhimento em família acolhedora se no acolhimento institucional a criança e adolescente ficam em abrigos ou casas lares né dividindo espaço com 20 com 10 e com trabalhadores que se revezam em turnos o acolhimento familiar oportuniza a vida em família Então essa criança normalmente criança ou adolescente vivenciou algumas violações na sua família biológica a família acolhedora trará ela a oportunidade de conhecer um outro modelo de família e quando eu falo modelo de família também penso ser importante ressaltar que nós não estamos falando apenas do modelo tradicional de família mas o serviço de familiar ele ele permite as diferentes configurações de família que a nossa realidade hoje tem então famílias e diferentes etnias de diferentes condição sócio econômica nós não buscamos famílias ricas para serem famílias acolhedoras mas buscamos famílias que queiram acolher diferente orientação sexual também de diferentes crenças então o família acolhedora é um serviço bastante democrático se eu posso dizer dessa forma porque o que importa para nós realmente é que a criança tenha convivência com uma família que possa cuidar e protegê-la provisoriamente baseado então no Estatuto da Criança e do Adolescente E aí desde 2016 que o acolhimento isso obrigado lei 12010 de 2009 que é incluiu o acolhimento familiar no Estatuto da Criança e Adolescente e nesse sentido Então realmente muito antes do ECA prever né Nós Campinas Já executavamos o acolhimento familiar nós e outros municípios mais Campinas sendo a precursora então é muito importante aí também está fundamentado no plano de convivência familiar e Comunitária na tipificação Nacional do serviços sócio assistenciais e nas orientações técnicas para os serviços de acolhimento e em 2016 a lei da primeira infância que também coloca o acolhimento familiar como preferencial para crianças de 0 a 6 anos O que é uma família colhedora bem eu já na minha fala já já disse isso né mas são famílias da comunidade habilitadas e acompanhadas pelo serviço de acolhimento em família acolhedora são famílias voluntárias e que é importante né que todos da família compreendam e queiram fazer parte queiram acolher uma criança em sua casa então esse é o trabalho das equipes técnicas de conversar de avaliar de explicar para família acolhedora o que é esse serviço no qual ela está entrando alguém aqui na mesa já disse a família colhedora ela não é autônoma ela só existe porque tem um serviço de acolhimento familiar e ao mesmo tempo o serviço de acolhimento familiar só pode exercer esse esse acolhimento contando com famílias acolhedoras e é importante que haja desculpa que não haja vínculo de parentesco com a criança isso equivale dizer que tios avós não são família colhedora são o que nós chamamos de família extensa mas que entram num outro momento do trabalho com essa criança a família acolhedora Então ela não pode ter vínculo de parentesco com aquela criança que ela vai acolher e também estou me repetindo mas acho que é importante a família acolhedora ela não pode ser candidata a adoção o nosso objetivo não é criar um atalho para quem pretende adotar então ela vai acolher durante o tempo que a criança precisa estar afastada da sua família biológica mas o nosso trabalho é que ela volte depois para sua família então nós temos dois serviços o sapeca que foi implantado em 1997 está completando esse ano 26 anos e o conviver que é o que vem a seguir que foi implantado em 2006 os dois serviços têm a mesma Equipe técnica né então tem coordenador psicóloga tem social pedagogo e as famílias acolhedoras com quem desenvolvem o seu trabalho quem pode ser família acolhedora Eu já coloquei já falei né mas tem que residir no município de Campinas possuir ao menos um membro maior de 21 anos sem restrição de gênero ou estado civil apresentar idoneidade moral e boas condições de saúde não estar inscrito no Sistema Nacional de adoção e acolhimento que é o sna possuir disponibilidade para participar do processo de habilitação e das atividades do serviço pelo menos duas vezes no mês fazemos reuniões à noite com a presença das famílias acolhedoras e antes de começarem a colher o candidato vamos assim dizer passa por um período de Formação que são seis encontros normalmente realizados à noite onde são trabalhados alguns temas de formação mesmo para que a pessoa compreenda onde ela está e todos os membros da família estarem de acordo com aquele acolhimento os critérios para um bom resultado nessa modalidade de acolhimento é o respeito e a valorização da história de vida da Criança e do Adolescente em suas famílias então a criança quando ela vem para o acolhimento ela já viveu uma história e essa história não pode ser apagada tenha sido a história que for se for uma história de violência nós vamos trabalhar aquela violência para que ela consiga superar esse traumas mas também houveram momentos felizes na família biológica e que precisam ser lembrados por essa criança é a corresponsabilidade a família guardiã recebe um termo de guarda expedido pela Vara da Infância e ela é corresponsável juntamente com a equipe do serviço precisa ter empatia amor carinho educação comunicação adequada a faixa etária da criança que ela está colhendo já dissemos aqui família acolhedora Precisa amar a criança esse medo vou pegar amor e depois ter que devolver nós esperamos que quem é família colhedora pegue amor naquela ame Sim essa criança durante o tempo que a criança esteja na sua casa seja o seu filho e aí a criança terá liberdade de chamar ou não de pai e mãe mas amor ela precisa receber e quando chegar o momento da Despedida as equipes técnicas estão presentes para ajudar a família a superar essa separação e a criança que eu tenho que dizer para vocês Desde o Primeiro Momento Ela está na espera do momento da Separação ela quer voltar para família dela ou mesmo para uma família definitiva E aí respeito as leis as diretrizes as normativas ter flexibilidade disponibilidade e parceria o fundamental é ter disposição afetiva e emocional para participar de uma ação que pode mudar a vida de uma criança e de sua família nós fazemos esse trabalho de divulgação como que estamos fazendo aqui hoje também nas redes sociais vocês poderão encontrar informação a imprensa que sempre tem aberto oportunidades para divulgarmos aqui eu falo das fases de Formação mas eu já falei aqui né então não vou me deter a isso as famílias participam de processos grupais e também atendimentos individuais onde são discutidos temas como os direitos da criança violência doméstica as etapas do desenvolvimento infantil e temas que sejam específicos conforme a própria necessidade que a equipe ou as famílias vão identificando depois né desse processo de formação é dado uma devolutiva para as famílias tanto as que vão realmente participar do acolhimento familiar como aquelas que porventura foram avaliadas como ainda não Preparadas para fazerem parte do serviço né porque pode acontecer da pessoa se interessar participar do processo mas ao final a própria família entende que não está preparada ou a equipe técnica avaliar que ela não está e isso será dito bom vou pular essa parte essa parte bom durante todo o acolhimento trabalhamos com a família da criança a família de origem né que são os pais ou a família extensa os parentes com a rede de serviços envolvidas no atendimento aquela família é trabalhado com a criança e com adolescente e também a família acolhedora que passa por atendimentos acompanhamentos Pode ser que durante o processo a família acolhedora em frente algumas dificuldades ou desafios no Cuidado com aquela criança mas ela terá suporte tanto dos profissionais da Equipe técnica como porventura da rede Se for necessário os dois serviços realizam um projeto chamado fazendo minha história que é a composição de um álbum com a criança onde são registrados os momentos que ela vive se for criança pequena bebê desde primeiro instante que ela dá o primeiro passo começa a falar as brincadeiras aí da escola fotos que ela tenha da própria família e fotos tiradas com a família acolhedora trabalho muito importante para justamente registrar na sua memória esse tempo em que ela está no acolhimento familiar e prepará-la para o próximo passo o sapeca realiza nas férias um outro projeto chamado sapecando nas férias que são Encontros com as crianças e adolescentes acolhidos em que de maneira lúdica e recreativa Tá certo Paulinha né trabalho com a criança esse tempo que ela tá vivenciando do acolhimento familiar estou falando rápido mas as coordenadoras dois serviços estão aqui depois vocês tiverem interesse em saber mais o conviver realiza um projeto chamado novas páginas que é um trabalho com as famílias de origem foi realizado em parceria com a fundação feac em que normalmente a família vem ao serviço a família de origem vai até o serviço e a criança é levada até o serviço para receber a visita da família nesse projeto novas páginas houve uma inversão E a equipe leva a criança até a casa da sua família de origem quer dizer ela volta a sua casa para visitar a sua família passar ali um tempo e isso já vai preparando a também para o momento da reintegração né trabalho muito exitoso e muito belo E aí nesses 26 anos de acolhimento familiar em Campinas nós acolhemos 467 crianças e adolescentes desses 223 foram reintegrados a sua família então isso dá um pouco mais de 50%, O que significa que estamos Cumprindo com o nosso objetivo que é a reorganização da família biológica ou da família extensa para que a criança permaneça na sua família 80 crianças Voltaram para a família de origem e 163 para a família extensa E aí eu finalizo então com essa slogan a tempestade passa e a vida continua e quero também convidar a todos vocês a dizerem sim para o acolhimento familiar acho que foi Doutor Andreia que em algum momento disse o que nos desafia né ela já poderia ter se aposentado e mesmo assim ela continua trabalhando hoje de manhã antes de sair de casa eu assisti a uma notícia triste não telejornal falando de um município aqui do Brasil e que uma creche privada foi denunciada por maltratar bebês maltratar crianças né dando calmante para criança dormir ou ameaçando para que a criança não chorasse E é claro a gente não pode ouvir uma história como essa ou com tantas outras que temos assistido e aquilo não nos incomodar todas as seu osso uma notícia como essa me impacta demais e hoje quando eu terminei de assistir a essa notícia eu tava sentada já no sofá com a minha bolsa com meu material de trabalho né e eu ouvi isso daí eu falei levantei falei para minha irmã eu falei deixa eu ir trabalhar deixa eu ir trabalhar porque enquanto tiver criança sofrendo violência enquanto for necessário denúncias como essas né infelizmente numa instituição que deveria ser de ensino e de cuidado ou crianças na família que sofrem todas as vezes que vocês ouvirem no noticiário de Campinas que uma criança sofreu uma violência foi encontrada em cárcere ou um bebê foi abandonado vocês podem ter certeza de que o Conselho Tutelar será acionado que o ministério público será acionado e que infelizmente nós da alta complexidade também seremos acionados nós queremos ter mais famílias acolhedoras para que essas crianças nesse momento de tempestade possam estar no ambiente familiar Se não for possível elas estarão no acolhimento institucional hoje o sapec conviver representam 10% das crianças da capacidade que o município tem para acolher Campinas tem 422 nós chamamos de metas né 422 metas ou vagas para o acolhimento familiar tá quase tudo preenchido infelizmente né 10% o acolhimento geral sim 10% apenas ou seja 40 metas são para acolhimento em família colhedora mas nós queremos crescer pelo menos 20% até 2025 então para isso nós precisamos que vocês aqui quem sabe se candidatem a serem famílias colhedoras digam sim ao acolhimento familiar e que nos ajudam também na divulgação para que nós tenhamos um número muito maior Se necessário de crianças acolhidas em famílias acolhedoras então eu assim como Dr André eu não quis ainda me aposentar E todas as vezes que eu escuto uma notícia como essa eu penso eu preciso trabalhar né eu preciso me dedicar mais e que era Deus que eu tenha a vida e saúde por muito tempo ainda mas que daqui a pouco nós possamos chegar aqui Dizer para vocês que não precisamos mais falar em acolhimento que não mas colocar crianças seja em família colhedora ou em acolhimento institucional porque o nosso trabalho com as famílias biológicas as famílias de origem estará tão de excelência que as crianças permaneceram na sua própria casa é isso nosso sonho e é isso que se Deus quiser nós vamos alcançar Obrigado a todos e obrigada Débora Palermo pela oportunidade e obrigado ao Roberto e Roberto por fazerem Esse logo tão maravilhoso né que a nossa marca eu quero eu me despedi Mas eu quero voltar eu quero agradecer as famílias acolhedoras todas que não estão aqui mas que posteriormente né vão assistir as famílias que hoje serão homenageadas a Maria Helena Novaes e a guardinha que aceitaram o desafio de serem parceiros do poder público na execução não só do acolhimento familiar mas de outros serviços né que também é parceira e ao sapeca que é o serviço inteiramente público uma equipe que apesar de todos os desafios que diariamente nós enfrentamos trabalha com bastante valentia então obrigado Mais uma vez [Aplausos] Nossa agradecemos as palestrantes né pela pelo conteúdo abordado e convidamos as famílias acolhedoras que receberam as homenagens hoje ok então vamos passar a palavra para vereadora Débora Palermo para Então se fazer seus discursos sobre os homenageados obrigada eu vou fazer um breve histórico dos nossos homenageados né antes de entregar a homenagem a merecido homenagem vou falar primeiro da senhora Idelma Aparecida Fernandes Oliveira que vai receber o diploma de mérito Herbert de Souza Betinho a jornada da senhora Idelma no serviço de acolhimento familiar iniciou-se em 2010 ano em que ela passava Então por questionamentos pessoais onde desejava fazer algo relevante em prol do seu próximo ser útil fazer a diferença na vida das pessoas muito incomodada com seu estilo de vida tranquila e no seu ponto de vista egoísta Falou então com seu esposo Kleber que prontamente a incentivou acolhendo sua preocupação incentivando a buscar então uma forma de fazer algo como queria um certo dia ela estava na internet e se deparou com o informativo sobre o serviço em família acolhedora e Delma fez uma ligação para o serviço agendou uma reunião informativa e foi voltou para casa convite convicta e quer exatamente o que queria fazer chegando em casa compartilhe com seu esposo sobre tudo que tinha ouvido ali e ele então mais uma vez se coloca ao seu lado disposto a viver o acolhimento familiar após o curso de formação então foram aprovados pelo serviço e o judiciário para acolher nossas crianças iniciou-se então a espera por uma criança não demora muito Receber em sua casa criança um garoto de 7 anos como a história de multi múltiplas violências e com muito com muitos comprometimentos fala motora neuropsicológica Iniciando um enorme aprendizado costumam dizer que ele veio para que pudessem viver plenamente o acolhimento com as dificuldades especificidades amplas e então avaliaram se dariam conta de tão nobre mais difícil o trabalho de lá para cá viveram 12 lindas histórias e transformação Cada uma com suas complexidades demandas mas em todas experimentaram entrega em prol de alguém que antes nem conheciam vivendo um amor incondicional na sua plenitude e aprenderam com cada criança o poder transformador que tem o amor como resilientes fortes guerreiras que são essas crianças então é Idelma e o Kleber Samuel Thomas de Melo Graciano também vai receber o diploma de mérito Herbert de Souza Betinho o senhor Samuel Thomas de Melo Graciano e sua esposa a senhora Michele Cardoso Gonçalves Graciano fazem parte do programa Família acolhedora de Campinas iniciaram em 2021 o processo de capacitação para a família acolhedora e rapidamente se formaram conhecer o programa através de um evento em sua igreja sentiram-se muito desejosos de acolher uma criança pelo fato de ter experiência com acolhimento institucional em uma ONG na cidade do Recife como voluntários trabalharam um projeto que auxiliam crianças em vulnerabilidade deixarem a deixarem de morar nas ruas embora serviços como eles sejam totalmente necessários atuando nos abrigos perceberam que embora existam esforço para garantir as crianças uma experiência familiar encontraram apenas na família acolhedora algo efetivo em relação a isso uma vivência familiar para criança e der e dela com sua família essa junção de criar uma experiência de amor realmente transformadora hoje estão em seu terceiro acolhimento já totalizando cinco crianças a pequena Lila faz parte de suas vidas e sente-se ainda mais inspirado do que nunca para colher levando o exemplo do papai do céu que através de Cristo também os ama com o amor adotivo esse amor que ama voluntariamente e não perde nada em troca vivem isso todos os todos os dias e principalmente na vida de todas as famílias acolhedoras que juntos estão nessa missão e agora soma criativa vai receber um diploma de honra ao mérito senhor Roberto galhan e Humberto Almeida os publicitários são os autores da campanha famílias acolhedoras produzido em parceria com Conselho Municipal da Criança e Adolescente cmdca e com a fundação feac a campanha foi doada pela prefeitura de Campinas ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário no dia 31 de Maio de 2017 evento em Brasília o objetivo é disseminar o serviço de acolhimento familiar que em Campinas é desenvolvido há 20 anos pelo sapeca os publicitários abriram mão dos direitos autorais do material e Campinas está colocando a campanha de Exposição de todo o município que queira utilizar o serviço de acolhimento familiar o material estará disponível no site MDS A ideia é criar uma identidade nacional para o serviço de família acolhedora no dia 13 de Junho 2017 a Prefeitura de Campinas prestou homenagem aos dois publicitários da agência soma criativa de Campinas em solenidade realizada no salão azul da prefeitura municipal e hoje com muita alegria os senhores Roberto Galileia e Humberto Almeida da soma criativa serão homenageados pela Câmara Municipal de Campinas então convidamos primeiramente para receber o diploma de mérito Herbert de Souza Betinho a senhora e Delma Fernandes Oliveira acompanhada pelo seu marido Kleber [Música] bom mas nós convidamos a senhora e Delma Fernandes para o seu discurso de agradecimento [Música] ai é um prazer tão grande está aqui uma honra agradeço imensamente a vereadora a todos que estão aqui é esse ano se fazem 13 anos que estamos nessa caminhada e ao iniciarmos iniciamos com Raquel Angélica no sapeca e eu quero dizer que muito do que nós nos tornamos como família acolhedora nós devemos a vocês aprendemos muito como eu disse meu primeiro acolhimento Sem dúvida foi o mais desafiador não digo difícil porque quando a gente faz o que ama não é difícil mas foi desafiador e realmente ali nós vimos que é o amor que ia curar e amor a gente tinha nossa família tinha muito então porque não né Eu ouvi uma eu vi eu vi uma frase numa rede social da Jane outro dia que diz que toda criança para se desenvolver bem precisa de alguém que seja louco por ela nós somos loucos né muito loucos loucos por todas as crianças e aqui foi dito que a criança ganha muito né mas vocês não tem noção do que a gente ganha Vocês não tem noção do que nós nos transformamos em 13 anos vocês não tem noção do que foi transformada ao nosso redor em 13 anos eu tenho hoje um filho de 19 anos cursando psicologia porque ele tem o desejo de ajudar crianças que precisam isso com certeza resultado de todo aprendizado Ele é um menino que sempre nos ajudou em todos os acolhimentos todos e ensinar o amor é a melhor coisa que a gente pode ensinar para alguém né e as palavras ensinam o exemplo arrasta e na família nós podemos dar exemplo para as crianças e a doutora Andreia não está mais mas ela disse que a criança não sabe do seu direito e eu quero dizer como família acolhedora eu ensino direito da criança Hoje Eu Estou colhendo uma menina de 8 anos e outro dia ela chega em casa e me diz assim mamãe você não sabe meu amigo disse que o pai dele bate nele e eu disse que não pode que pai não pode bater no filho e ela até então ela vem de uma violência física né Onde Ela vivia ela aprendeu que ela não podia inclusive chorar porque ela apanhava e hoje ela ressignificou isso então hoje ela é uma sujeito de direito ela sabe direito dela e ela reivindica isso né uma menina cabeça baixa que eu olhava para baixo não olhava para as pessoas e hoje ela diz assim eu quero isso eu não quero isso vamos brincar eu não quero brincar com você disso então ela é uma criança que hoje reivindica os seus direitos né e gente sai do egoísmo Para de olhar para a vida lá dentro da tua casa tem um mundinho confortável mais doído do que a dor de alguém que não pode falar a dor de alguém que ninguém ouve não deve existir para você o seu egoísmo não pode ser maior que isso seu egoísmo não pode ser maior do que a dor dessa criança né então ela só precisa de amor e acho que todo mundo que tá impossível não amar ame ame e para amar quando a gente ama a gente cuida de uma música né quando a gente ama a gente cuida e é verdade muito obrigada [Aplausos] agora a senhora Maria Helena Novaes Rodrigues fará entrega de um mimo para homenageada [Música] [Aplausos] [Música] [Música] convidamos agora para também receber o diploma de mérito Herbert de Souza Betinho o senhor Samuel Graciano acompanhado pela sua esposa Michele [Música] [Música] [Música] convidamos para ser Samuel Graciano precisa discurso de agradecimento quero agradecer a todos presentes É uma honra poder tá aqui nessa nessa data tão especial para causa da criança né e com pessoas muito especiais que é às vezes é a Jane a Débora que não teve nenhuma reunião sobre família acolhedora que essas três não tivesse presente e que eu também pudesse falar É uma honra para mim eu nunca imaginava que quando eu entrei lá no sapeca uma segunda-feira à noite eu podia viver coisas tão maravilhosas sendo família acolhedora né e é uma vitória também porque a gente é tão presenteado por ser família acolhedora e a gente acaba nem olhando para o ônus porque cada momento com uma criança especial isso é um presente para nós eu sou nordestino eu fiz um cordel tava lá na hora do meu almoço e eu queria Celebrar esse momento dessa forma eu vou ler aqui para vocês um cordel se alguma palavra outra não rimar por favor não rir de mim fala assim não tem título né Fiz um cordel para expressar minha alegria ser família acolhedora mudou totalmente a minha vida hoje é dia de festa comemorar o aniversário do Estatuto da Criança que coisa boa é acolher sendo adulto a gente volta a infância como é bom ser amado na primeira infância mesmo passando tanto tempo ainda tenho comigo a doce lembrança a gente brinca ama e cuida viva vive como se fosse o último dia mas o que quer toda criança realmente é ser assistida amor não se compra o amor a gente cria você cria criança e ela vai te amar por toda uma vida parece que foi ontem chegando no tal do sapeca igual a cachorrinha Julie estava com rabinho entre as pernas são experiências únicas Vivemos coisas sem igual ser família colhedora é se tornar um mestre do amor incondicional um dia a criança pode ir embora e aquela dor é insuportável de ter mas digo a todas que foram Enquanto Eu Viver jamais me esquecerei de você Nem me importa a família para onde vai o acolhido enquanto estiver comigo eles são como se fossem meus filhos uma família colhedora é igual um guarda-chuva a tempestade passa mas a vida continua fácil do acolher a missão da minha vida pois quem ama não se alegra com a injustiça comigo nem sempre foi assim com esse coração cheio de amor se alguma coisa boa em mim aprendi com Jesus o meu senhor que de todos os filhos do pai espalhado por aí ele continua sendo o maior acolhedor Então essas são as minhas palavras mais uma vez queria agradecer a todo mundo que tornou isso responsável é muito Nobre a causa da família acolhedora eu nunca me senti tão orgulhoso por poder fazer parte de algo como eu me sinto orgulhoso de ser família acolhedora e a minha esposa a gente tá cada vez mais apaixonado com tudo que envolve isso e se sentindo muito especial de poder fazer parte de algo que vai transformar a vida dessas crianças encerra-se a minhas falas [Aplausos] neste momento a senhora Maria Raquel Graciano fará entrega de flores nas homenageados e sua esposa homenageado e sua esposa [Música] [Aplausos] por fim convidamos para receber o diploma de honra ao mérito em nome da soma criativa os senhores Roberto galhan e Humberto de Almeida [Aplausos] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] convidamos os homenageados para seus agradecimentos o nome da instituição [Música] [Música] é gente boa tarde é uma alegria estar aqui e eu só tenho eu trabalhei toda a minha vida toda praticamente grande nunca aprendi a fazer discurso tá isso você desculpa o improviso mas o fato é que eu tava comentando com Roberto e eu acredito que a gente é que tem que agradecer a oportunidade de uma contribuição de uma modesta contribuição Nossa a gente vê que tá dando resultado que tá ajudando um serviço tão importante contra o família acolhedora a colher [Aplausos] com a palavra a vereadora Débora Palermo para as suas considerações finais e Encerrar este evento antes do encerramento quero passar a palavra para Jane né eu só quero agradecer agradecer a todos mas eu também queria agradecer a Margarete minha querida amiga ao João ao Jaque toda a equipe que não mediu esforços viu gente para fazer isso tudo acontecer e isso é muito importante né Débora esse coletivo e muito obrigada por pela sua sensibilidade obrigado por estar conosco né ao se você me disser a Campinas a Prefeitura de Campinas que tem feito essa florzinha Florescer cada vez mais muito muito obrigada mesmo Eu que agradeço Jane né então vou começar pela Jane agradecendo a presença todo o trabalho né a dedicação de uma vida né em benefício das crianças da área social fazendo a diferença na cidade não só na cidade como nós dissemos aqui hoje se você já é uma referência nacional e até Internacional e olha em nome das Crianças Jane eu vejo toda minha caminhada né dos 12 anos do Conselho agora que esse período a Jane sempre batalhando trabalhando em prol das crianças e sendo uma voz né daqueles que não tem voz né então não só as crianças mas as pessoas que estão também uma situação mais vulnerável então Jane em nome das Crianças dessas pessoas quero te agradecer igualmente às vezes é também né mas todo esse ano né esse pessoal todo aqui é a todos esse tempo caminhando junto numa pauta numa que não é de muita gente mesmo quando eu como a doutora Andreia falou é criança não é muita gente que defende essa políticas públicas os direitos né ainda tem muitos discursos contra né o eca contra os direitos das crianças e nós aí mas nós somos poucos nós vamos fazermos barulho e a gente vai continuar fazendo Obrigada Zezé por toda essa dedicação todo esse cuidado esse carinho né e estendendo também reserva não tá aqui a secretária mas a toda a Secretaria de Assistência Social aos técnicos que dia e noite também a gente sabe que trabalho e trabalham muito é uma área que trabalha muito e para que nós temos uma cidade mais justa igualitária né que é o que a gente pensa e sonha Angélica né companheiro também de todos esses anos né agora a frente do cmdca que é onde as políticas públicas são pensadas trabalhadas então é uma é um trabalho árduo e de muita é muito difícil mas a gente sabe que você dá conta muito obrigada Angélica eu não posso deixar também de agradecer a doutora Andreia que esteve aqui né Mas precisou sair as duas tinham compromisso a Maria Helena Novaes que Dispensa comentários né a Maria Helena desde que eu me conheço por gente antes do Conselho a Maria Helena já já era a Maria Helena da guardinha e trabalhando aí pela por Campinas em tantas frentes Obrigada Maria Helena as meninas do serviço de acolhimento Sem palavras para todo o trabalho que vocês fazem maravilhoso que foi falado aqui né Maria Raquel então eu agradeço demais o Tiago que já foi eu acho do Thiago do Pique que esteve aqui com a gente também que vem desenvolvendo um trabalho aí na frente da primeira infância Campineira extrema extrema importância e relevância ou nosso querido Felipe do Conselho da Juventude e também trabalha incansavelmente políticas públicas para juventude que são tão importantes né Felipe então e todos vocês que estiveram conosco aqui hoje à tarde muito obrigada é que essa chama da família acolhedora o coração de vocês e que esse fogo se Alace por Campinas por todos os lugares para que mais gente venha a fazer parte desse time maravilhoso né da Idelma do Samuel né E que menos crianças estejam institucionalizadas apesar de quem são muito bem cuidadas nos serviços de acolhimento também são muito bem cuidadas mas nada como o carinho de uma família muito obrigada a todos e uma boa tarde [Aplausos] [Música]