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O Brasil voltou a conquistar o ouro olímpico no vôlei de praia feminino após 28 anos. A dupla Duda e Ana Patrícia garantiu a tão sonhada medalha depois de vencer as canadenses Melissa Humana Paredes e Brandi Wickerson por dois sets a um na grande final em uma quadra montada aos pés da Torre Eiffel. Em sua segunda Olimpíada na carreira, o treinador da dupla brasileira, o campineiro Lucas Palermo, de 39 anos, foi fundamental nesta trajetória de colocar o Brasil no lugar mais alto do pódio. Para mim, acho que um ponto chave, uma virada de chave, foi quando a gente jogou o primeiro jogo e a nossa parte tática acabou funcionando muito bem. Tudo que a gente estudou funcionou muito bem durante o processo do jogo. E isso deu mais tranquilidade para as meninas falarem assim, cara, nossa comissão está 100% focada em fazer a parte tática ali e dali para frente nosso trabalho foi muito mais tranquilo. Eu ainda estou meio que sem entender o que aconteceu, no jogo da semifinal teve uma situação que ficou muito engraçada eu tava de chinelo, meus pais estavam sentados na parte assim do meu lado esquerdo aí eu saí correndo e eu tinha perdido meu chinelo eu achei que eu tinha perdido meu chinelo aí comemorei com eles, comemorei com o pessoal galera, eu perdi meu chinelo eu não sei onde tá, aí eu, Lucas você para de ser maluco, você tá com o chinelo no pé de tão anestesiado que eu tava, né, acho que assim foi um negócio muito maluco e da final, bicho, a gente ainda não entendeu muito bem a dimensão disso daí. Da semifinal pra cá, se a gente conseguiu cochilar duas horas por dia assim, pra dormir sério, foi muito. Tanto eu quanto as meninas, nós não conseguimos parar um segundo. A emoção que as meninas proporcionaram pras pessoas que estão assistindo, foi uma coisa maravilhosa, cara. O que eu assisto, né, nas Olimpíadas e eu sentia, elas duas estavam propiciando pros outros. Formado em Educação Física pela PUC Campinas, Lucas é ex-jogador de vôlei de praia e quadra e já atuou em diversas funções dentro da modalidade, como analista de desempenho, preparador físico e assistente técnico. E é com essas experiências dentro e fora da quadra que Palermo faz todo o trabalho tático das meninas e sempre com o apoio da tecnologia. Eu sou uma pessoa que adoro tecnologia, adoro, mas sabe, eu gosto de ter o último videogame, eu gosto de estar vendo coisas diferentes, eu gosto de fazer análise de vídeo, biomecânica, Então, eu gosto de tomar decisões baseadas em alguns fundamentos. Esses fundamentos, eu acredito que a tecnologia consegue auxiliar bastante a gente. Cria da Associação Campineira de Vôlei de Praia, o treinador olímpico falou como o ouro em Paris pode impactar o vôlei de praia brasileiro. Eu acredito que a gente só vai ter qualidade se a gente tem quantidade. Acho que essas pérolas que nascem são, entre aspas, sorte. A gente só consegue garimpar se a gente souber aonde garimpar. Se eu tenho um número de praticantes, eu tenho onde conseguir identificar. Eu acredito e espero que sirva como um exemplo para todo mundo. Independente de onde você nasce, independente da sua condição, se você trabalhar, se você sonhar, se você guardar o seu momento, você vai conseguir alcançar os seus resultados. Hoje existem várias ferramentas, várias formas de você conseguir viabilizar isso. Seja através do FIEC aqui em Campinas, seja através do CBC, através de algum clube. Aqui nós temos clubes maravilhosos, tem bastante clube que é afiliado ao CBC, O Márcio Oliveira, presidente e coordenador da Associação Campineira de Vôlei de Praia, também falou como a conquista da dupla brasileira pode mudar o cenário da modalidade. O esporte depende muito de resultado. E, na verdade, as pessoas não veem o que acontece por detrás de um resultado. As pessoas estão vendo uma medalha olímpica hoje, através do Lucas, mas para o projeto de Campinas e para o vôleibol de praia, de modo geral, no Brasil todo, com certeza vai mexer com a população, com as pessoas que são interessadas em praticar o vôleibol de praia, porque, logicamente, vislumbra também. Isso dá uma motivação maior para que todo mundo pratique. Então, aquilo que a gente espera, mas, na verdade, que deveria ser uma coisa natural, é uma procura maior pela modalidade, já que ela sempre foi vencedora. E, na verdade, agora a gente sedimenta ainda mais com essa medalha de ouro para Campinas, para o Brasil e para o mundo.