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A primeira parte da 34ª reunião ordinária da Câmara de Campinas debateu a chamada limpeza digital, um conjunto de práticas que busca reduzir os impactos ambientais gerados pelo uso da tecnologia. A iniciativa foi proposta pelo vereador Wagner Romão e integra as discussões sobre sustentabilidade e consumo consciente. Nós temos que tratar desse assunto realmente como um assunto de do mesmo nível do que a gente trata de aquecimento global, de mudanças climáticas e sobretudo de resíduos sólidos, né? Eu tenho presido uma comissão especial de estudos sobre resíduos sólidos aqui na Câmara e esse tema aparece como um tema muito relevante. A gente eh recicla muito pouco do nosso chamado lixo eletrônico. Lixo até é uma palavra ruim de usar. É melhor a gente falar de resíduo, porque esse resíduo ele pode ser muito aproveitado, né? Eh, e a gente aproveita muito pouco. O Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos dessa natureza. E nós exportamos esse resíduo, né? Um resíduo que tem minerais como ouro, como cobre, que eh e que podem ser minerados de uma maneira muito mais barata do que recolher e na natureza, no extrativismo mineral, como a gente conhece, né? O tema chama a atenção para o chamado lixo invisível. A especialista Aline Galante comentou sobre o assunto. O armazenamento de apenas 4% de dados e 4 GB de dados por 1 ano equivale à emissão de 1 kg de CO2, o que torna a gestão eficiente de dados uma necessidade tanto ambiental quanto operacional para as instituições. A produção de um único computador de 2 kg exige 800 g de matériasp, reforçando a necessidade de estender a vida útil dos equipamentos. E aí a gente fala aqui do o que que é resíduo digital, né? O resíduo digital ele é chama são arquivos duplicados, são e-mails antigos, backups ou cópias de arquivos redundantes, são versões repetidas de documentos ou fotos e todo mundo tem, né? A discussão também abordou os reflexos ambientais do armazenamento digital e a destinação de equipamentos eletrônicos. Regina Micaroni e Sebastião Eleutério destacaram os desafios para tornar o uso da tecnologia mais sustentável e os benefícios dessas práticas para a cadeia produtiva do Brasil. Esses 2.4 milhões ficando no Brasil, sendo reprocessados aqui no Brasil, essa riqueza toda vai ficar aqui. É uma matériapra limpa, pronta para uso. Joalheria, eletrônica, tudo que você imaginar que precisa de metais e hoje tudo precisa de metais, poderia ficar aqui. a gente oxalá a gente consiga isso tudo e isso vai no escopo do da sua da sua atuação. O armazenamento de dados consome, conforme o vereador eh mencionou, consome energia e recursos naturais. Então, a gente precisa fazer essa limpeza do ambiente digital e essa data escolhida para o World Digital Cleanup Day foi em março, dia 21 de março, para tentar eh reduzir ou eliminar esse resíduo digital, né? M.