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A Câmara Municipal de Campinas entregou pela primeira vez o diploma de mérito do audiovisual Irmãs Richerme. A honraria criada por iniciativa do vereador Dr. Ianco tem como objetivo reconhecer pessoas e entidades que se destacam na produção artística, audiovisual e cinematográfica. A escolha do seu nome para ser homenageada pela Câmara Municipal de Campinas também partiu de uma indicação da Câmara Temática do Audiovisual em reconhecimento a sua contribuição transformadora e multifacetada para o cinema e o audiovisual de Campinas. Sua trajetória atravessa a criação cinematográfica, o ativismo cultural, a pesquisa histórica e a gestão institucional. E é precisamente essa junção de papéis que torna sua história tão emblemática paraa memória audiovisual de Campinas. A homenageada dessa edição foi a cineasta da Peixoto Fonseca, idealizadora do Museu da Imagem e do Sominas. A indicação partiu da Câmara Temática do audiovisual de Campinas em reconhecimento a contribuição da cineasta para o desenvolvimento e a preservação da memória audiovisual da cidade. E quando a gente pensa que o cinema desde o seu nascimento precisava das mulheres, tanto na frente quanto atrás das câmeras, mas não necessariamente esse cinema deu a essas mulheres esse reconhecimento, a gente entendeu que era importante que houvesse um resgate dessa memória e uma associação direta ao nome da Daí, porque a Daí sempre foi uma agente do cinema. A Daí, como ela disse, apesar de ter sido colocada na situação ali de diretora, ela não, né, eh, se eximiu desse papel. Ela enfrentou isso como essas mulheres pioneiras enfrentaram em 1923. E a Daí, dessa maneira construiu a história do cinema de Campinas. E é por isso que a CTAV então sugeriu ao vereador que essa honraria fosse entregue a Daí Peixoto Fonseca. Como uma trajetória que une produção cinematográfica, pesquisa histórica e ativismo cultural, daí Peixoto foi uma das fundadoras do Cine Clube Universitário de Campinas. Nos anos 60, sua atuação ajudou a fortalecer o debate cultural e a estimular a produção audiovisual local, deixando um legado importante para o cinema campineiro. É, para mim hoje é um dia assim muito alegre, muito especial e que e claro que a família também tá sentindo que eh vale a pena, valeu a pena, né, sair da roça, estudar, né, e enfrentar o outro mundo, né, não que seja mal trabalhar na roça, que viver na roça, né, mas Eh, eh, a gente conseguiu abraçar um outro mundo.