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O mercado campineiro completa 70 anos hoje e a gente preparou uma reportagem especial. Câmara aprova em primeira discussão projetos do executivo que tratam de estudo de impacto de vizinhança [música] e também de doação diária ao DEI2. Proposta apresentada na Câmara Municipal visa ampliar a divulgação sobre a possibilidade de doar parte do imposto de renda para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente e [música] também o Fundo Municipal da Pessoa Idosa. >> No quadro saúde agora vamos falar sobre o alerta das autoridades com o vírus ebola que tem chamado a atenção. Vamos [música] conversar com o infectologista que vai explicar tudo e falar sobre o cenário aqui no Brasil. Olá, [música] [música] [música] boa tarde. Começa agora o jornal Câmara Notícia nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, vamos conversar. Mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região já sabe, né? Pode ir direto. O número aparece aqui embaixo da sua tela, é o 97829377 ou você tem a opção de enviar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal Câmara Notícia, apontando a câmera do seu celular para o Qcode. A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. O Maio Furtacor nasceu em 2020 para coletivizar a luta pelo direito à saúde mental das mães. Aqui em Campinas, uma ONG realiza diversas ações sobre este tema. >> Quando ficou grávida, a Celina descobriu que a maternidade podia ser diferente do que esperava. Em vez de só alegria, vieram dúvidas, medo e um cansaço que ninguém falava. Foi aí que ela decidiu lutar, não só por ela, mas por todas as mães que sofrem em silêncio. O que começou como desabafo virou mobilização pelo direito à saúde mental materna. >> Comecei a fazer especificamente terapia com orientação, com com mães, com pais, alguns, né, os que se interessam. E e a partir do momento em que eu comecei a perceber que não era só estudar o desenvolvimento infantil, né, como especialista em desenvolvimento infantil, eu ia muito para essa para esse foco. O Maio Furta surgiu na minha vida assim pelo Instagram e eu já entrei em contato e já comecei a trabalhar com elas já desde 2020, porque justamente eu comecei a perceber que não era só o desenvolvimento infantil que a gente tinha que olhar, a gente tinha que olhar para essa mãe, né? O que essa mãe estava vivendo, a rede de apoio que ela estava tendo ou não. >> O nome Maio Furta Cor tem explicação. >> Maio, porque maio é o mês das mães, né? e furta cor, porque a cor furta cor é justamente uma cor que dependendo da da iluminação, dependendo do local onde você tá, dependendo de onde você se encontra, ela fica um pouco mais verde, um pouco mais roxa, ela furta a cor do entorno, né? Então a maternidade é a mesma coisa. dependendo do entorno, dependendo do ambiente que você vive, você tem uma maternidade mais leve, uma maternidade mais pesada, uma maternidade adoecida, uma maternidade saudável, dependendo do ambiente em que você se encontra dentro da maternidade e não é uma questão individual. >> Bom, pessoal, e olha só, esse banner aqui passa várias ideias, reflete exatamente aquilo que a ONG quer e mostrar para todo mundo. Olha só, saúde mental materna importa. Também uma outra frase bem interessante, assuma essa causa você também. E olha essa que bacana. Só é possível mudar o mundo cuidando de quem cuida de todo mundo. Ou seja, falando exatamente sobre a saúde mental das mães. >> O movimento Furtacor é um movimento que começou em 2020 com duas mães, Nicole Amorim e Patrícia Piper, uma psicóloga e uma psiquiatra. E hoje cresceu de tal forma que já é uma ONG. a gente virou ONG recentemente. É um movimento que luta por políticas públicas, por saúde mental materna, por tudo que envolve o maternar, né? Então, por um maternar mais saudável emocionalmente, mais coletivo, mais leve, que tem efetivamente políticas que que que dem que que peguem a demanda da maternidade, né? que que realmente ajudem, apoiem uma mãe, uma família e consequentemente uma criança. >> O movimento maio Furtacor nasceu para tirar a culpa e o isolamento de muitas mães. Hoje são encontros, rodas de conversa e apoio prático para quem está passando por isso. O objetivo é simples, garantir a atenção, informação e tratamentos adequados para a saúde mental na gestação e pós-parto. >> Hoje a gente é uma ONG e são é um trabalho voluntário, né? A gente não recebe por ele [suspirando] financeiramente falando, mas a gente é uma causa nossa. Então a gente realmente vai atrás, luta, a gente dá palestras, a gente capacita profissionais, né? A gente >> são várias ações, >> são várias ações durante, especificamente durante o mês de maio até então, agora como ONg vai ser durante o ano inteiro. >> Bom, pra gente concluir a reportagem, já faz alguns anos em Campinas que sempre é realizado um evento, né? pelo menos uma vez por ano. E esse vai ser no Taquaral agora, no fim de maio. >> É, a gente faz dois eventos todo ano, um no Taquaral, no portão seis do Taquaral, em que a gente leva diversas atividades pras crianças, pras famílias, pras mães, pros pais, né? A gente tem a fabriquinha de brinquedos, por exemplo, que é uma apoiadora do movimento, que leva os brinquedos inclusivos. Então ficam todos ali, a gente tem as tendas, ficam todos ali no chão para que as crianças possam brincar, possam se divertir, para que a gente tem, por exemplo, o ano passado teve massagem, então as mães fizeram massagem, eh eh aurículoterapia e diversas outras atividades que a gente faz para que as mães possam ter, as mães, as crianças, as famílias possam ter um dia bem gostoso, mas com a intenção mesmo de que a gente leve essa causa. Então, muitas vezes a gente faz uma caminhada, esse ano a gente vai fazer uma caminhada do portão seis até o portão 5, onde a gente vai est com cartazes, com faixas, levando pra conscientização mesmo da população a importância dessa temática. Vai ser dia 24 de maio, das 8:30 às 13 horas, no portão 6 do Taquaral. E no dia 30 de maio a gente também tem um evento que a gente faz todo ano. Esse ano vai ser o quarto simpósio de saúde mental materna que vai ser no Teatro Bento Quirino, dia 30 de maio, das 9 às 14. Boa, todo mundo convidado, é de graça, não paga nada. >> Não paga nada. São eventos gratuitos sempre para que a população realmente possa entender a importância dessa demanda e dessa temática. >> E olha só, ontem aconteceu a abertura da oficina anual do programa Mais Médicos para o Brasil. O evento reuniu médicos do programa, supervisores, tutores, gestores municipais de saúde para debater o enfrentamento da sífiles, doença que registra crescimento contínuo aqui no Brasil, em todo o mundo. O encontro foi realizado na faculdade Aanguera, no Taquaral, e o prefeito Dário Saad esteve presente. Esse programa é um programa muito importante, são quase 100 médicos atuando aí diretamente no atendimento e também ajudando a melhorar a qualidade do atendimento à saúde lá na ponta, lá nas unidades básicas de saúde, no nosso centro de saúde. Então é um programa importante e hoje nós temos aí uma oficina que é uma discussão sobre uma doença que é muito antiga, mas infelizmente tem aumentado nos últimos anos, que é a sífiles. Então, hoje a oficina do programa Mais Médicos vai falar sobre Cfles, vai discutir, debater, eh, como enfrentar, como reduzir e como tratar adequadamente os casos de sífiles aqui na região de Campinas. >> E olha só, a oficina Locomover da Casa da Criança Paralítica de Campinas é finalista da 13ª edição do prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Este prêmio reconhece soluções com maior potencial de transformação social e reaplicação em diferentes territórios. A iniciativa se destacou pelos critérios de sistematização, efetividade, envolvimento comunitário, inovação social, evidenciando o impacto e a relevância do trabalho realizado por toda a equipe. E agora acontece uma votação popular que vai compor a nota final de cada instituição. Para votar, acesse o Qcode que está aqui na sua tela. E olha só, em tempos de compras rápidas e relações cada vez mais distantes, um lugar no centro de Campinas resiste ao tempo, apostando justamente no contrário, proximidade, tradição, memória afetiva. O mercado campineiro, conhecido como mercadinho da Barão, completa 70 anos e quem passa por lá encontra muito mais do que produtos nas bancas. Cada compra ainda vira conversa entre corredores cheio de aromas, bancas tradicionais e personagens conhecidos pelos frequentadores. O mercado campineiro segue como um dos retratos mais autênticos da vida de bairro em Campinas. >> Ambiente aqui é gostoso, viu? Eu trabalhava em dia, mudei para Campinas e tô amando morar aqui. Tá sendo a melhor coisa para mim vir trabalhar nesse mercadão foi uma das coisas muito boa na minha vida. Aí eu trabalho aqui na Impório, né? da Impório eu passar aqui para ser atender. Eu sou atendente aqui na na aqui na lanchonete, no café. E eu tô aqui para atender, né? Atender com sorriso. Os clientes que vem também são as pessoas boas. Eu também amo fazer isso, amo atender, sou da Bahia, sou comunicativa. >> Bom, e hoje o mercado campineiro completa 70 anos. E olha só, pessoal, preservando exatamente aquilo que atravessa o tempo, as relações humanas construídas. No dia a dia. >> A gente tá resistindo ao tempo, à modernidade, porque aqui o acolhimento é outro, né? É o olho no olho, o cliente que sabe o nome do dono da banca, a dona da banca que sabe o o que o cliente quer, o que ele gosta. Então nós estamos resistindo ao tempo. 70 anos. >> 70 anos aqui do do mercado campineiro. >> É. E eu, né, graças a Deus, tô aqui há 38 anos fazendo parte dessa história, né, né? Trabalhei 32 com meu pai, também foi, fez parte dessa história, mas ele já se foi, né? E a gente tá dando continuidade aí, já >> tá mais da metade do tempo aqui. >> Mais a metade do tempo, isso mesmo. Não sou um dos mais velhos aqui dentro, mas, né, no período que eu, esses 38 anos, faço parte desse desse grupo que é que faz mais tempo que tá aqui dentro, né? O aquário é o mais antigo por aqui. >> Aqui então é o lugar mais antigo do mercado campineiro. É a loja mais antiga. >> É a mais antiga. É, foi originário assim, é com o mercado original era é predominante de orientais, né, no começo assim. Aí meu pai veio para cá, ele é imigrante, né? Ele veio pro Brasil, no começo ele veio, começou na lavoura, né? Aí depois ele quis partir para uma cidade maior, né? Aí ele veio para cá e como ele era eh no Japão, ele morava numa rejal praiana, né, que era uma região que tinha praia, peixes e ele sempre teve afinidade com peixes, né? E ele aí ele começou com aquarismo e aí ele se implantou aqui em Campinas, né? ficou eh começou a montar as lojinha ali no cantinho, aí foi aumentando, aí ficou três bancas aqui. >> E pouca gente sabe que até o terreno onde o mercadinho está instalado carrega parte da história da cidade. A área foi doada pela família da Maronesa Geraldo de Rezende, a Santa Casa de Misericórdia de Campinas. Esse terreno foi doado a em 1954, começou a construção e dia 21 de maio foi a de 1956 foi a inauguração. Realmente o terreno foi doado pela Baronesa com a intenção de por 99 anos ser um mercado. Então, nós estamos aqui na luta, né, contra o tempo, contra a modernidade, mas de coração muito quente recebendo todos os clientes. >> 70 anos depois da inauguração, o mercado campineiro continua sendo mais do que um espaço de comércio. É um lugar de encontros e muita história. >> Eu acho que as coisas são mais limpas, mais organizadas, né? Eu acho que sei lá, eu e outra, eu fiquei amiga das pessoas aqui. [risadas] Eu amo a o açogue da Janete, a Silvia, maravilhosos, né? >> Eu acho que esse é o diferencial, né? Fazer amizade >> a pessoas, pessoas são incríveis. >> Tá completando 70 anos o mercado. >> Uau! mais mais velho que eu. Então, um pouquinho. [risadas] >> Parabéns para ele, >> para nós. [música] Hora das notícias do legislativo, porque ontem foi dia da 30ª reunião ordinária. Os vereadores se reuniram para discutir e votar. 10 projetos que estavam na pauta. A Mirina Abreu chega agora com todas as informações. Seja bem-vinda e boa tarde, Mina. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a você que nos assiste. Na noite desta quarta-feira, entre os 10 projetos que estavam na pauta, os vereadores aprovaram dois de autoria do executivo. Um trata de alteração na lei de 2023 que doou uma área que fica entre a vila Pompeia e cidade de Jardim. para a mudança do prazo para a construção da sede do de Inter2 em Campinas. O líder de governo na Câmara detalhou a importância desta mudança. >> Essa área já havia sido destinada pro governo do estado de São Paulo para essa sede da Polícia Civil da Inter2, mas como nós estamos chegando no quase no limite do prazo, houve por bem fazer uma alteração, a retirada desses 5 anos. para que o estado de São Paulo, para as polícia civil, para que ela não perdesse esse terreno, para que ela pudesse realizar essas obras num tempo hábil, né? E que e e que esse terreno ele fosse eh destinado e desafetado e designado e utilizado sim pelo governo do estado. >> Lembrando que caso a finalidade da doação seja descumprida, o imóvel deverá retornar ao patrimônio municipal. Um outro projeto do executivo traz alterações nas regras do estudo de impacto de vizinhança em Campinas, uma lei de 2025. >> Esse estudo de impacto de vizinhança no nosso plano diretor, ele ficou um pouco defasado. Houve por bem e diante de algumas análises que eles impactavam em algumas moradias de interesse misto, por exemplo, né? você ter eh eh empreendimentos de cunho habitacional associado a comércio e serviço. Isso estava sendo de uma certa maneira travada. Então, houve por bem uma nova redação, uma alteração nesse projeto de lei complementar de 2025, né, para que a gente pudesse agora no no momento mais atual dar mais celeridade, dar oportunidade para aqueles empreendedores que querem eh e fazer novos empreendimentos ou algumas regularizações ou talvez também algumas outras alterações, algumas reformas. Também em primeira discussão foi aprovado o projeto de autoria do vereador Aíton da Farmácia, que institui em Campinas o programa Dois Sangue aqui, para possibilitar que essa doação seja feita, por exemplo, em laboratórios de análises clínicas da cidade >> e que a nossa cidade hoje só tem três pontos de coleta de sangue e é muito pouco para uma cidade tão grande como Campinas, até na dificuldade das pessoas doarem sangue, que muitos moram muito longe. Campinas é uma cidade imensa e trazendo esse projeto aqui para que a prefeitura faça convênio com os laboratórios de análises e clínicas, facilita e muito aquela população que mora em torno da cidade e que esses seis prontos ficam longe até por uma questão de ter mais doadores de sangue, porque como sabemos nesse inverno agora que está se aproximando, abaixa muito os doadores de sangue e a falta de sangue nos bancos de sangue da nossa cidade. Então, esse projeto dois sangue aqui é um projeto que eh, como é que fala? As pessoas vão ter mais locais, mais lugares para poder tá doando sangue, tá facilitando ela fazer doação, porque hoje acontece muito hoje da pessoa tá doando sangue, às vezes porque um parente, um amigo tá lá internado, a pessoa pede, ó, estamos precisando de bolsa de sangue para fulano, só precisa ir lá doar. E às vezes a pessoa fala assim, mas aonde os três lugar, né? E aí em Emocentro vai cuidar, o centro da Unicamp vai tá cuidando justamente como cuida hoje o mesmo processo, né? >> Todos os projetos aprovados em primeira discussão vão passar ainda por uma segunda votação aqui no plenário e se forem aprovados vão seguir para a sanção do prefeito. Mais informações você pode encontrar lá no site campinas.sp.lege.br. É com você aí no estúdio, Gabriel. Tá certo? Muito obrigado, Mina Abreu, pelas informações. A gente segue aqui com as notícias do legislativo, porque a primeira parte da 29ª reunião ordinária foi dedicada às comemorações do Dia Municipal de Combate à LGBT Fobia. O encontro reuniu representantes do fórum LGBTQN+ de Campinas, também autoridades e lideranças do movimento para debater direitos, políticas públicas e o enfrentamento à discriminação. Por iniciativa da vereadora Paula Miguel, a primeira parte da 29ª reunião ordinária da Câmara Municipal de Campinas foi dedicada às atividades do fórum LGBTQIAPNA de Campinas em celebração ao dia internacional e ao dia municipal de combate à LGBT Fobia. >> A gente tem diversas políticas públicas no município de Campinas que são referências a nível nacional. Então, a gente teve o primeiro centro de referência eh eh LGBT do Brasil, né? Já tem mais de 20 anos hoje. A gente tem o ambulatório transcender, né, que é uma referência nacional também na hormônioterapia. Então, a gente precisa pensar para além disso, como que a gente fortalece esses equipamentos e como que a gente pensa outras políticas públicas de de enfrentamento dessa vez mais direcionado, a lesofobia, por exemplo, eh a transfobia, né, as dificuldades no mercado de trabalho para conseguir ter uma renda, quais são as dificuldades dentro do ambiente escolar, né? Quais são as dificuldades dentro dos postos de saúde, né? quando você não apresenta características, né, que são vistas pela sociedade, eh, representando um determinado gênero, né, isso facilita ou dificulta? Como que é o acesso ao ônibus, por exemplo, né? Então, são algumas políticas. O debate também contou com a participação do vereador Gustavo Peta, da vereadora Guida Calisto e da vereadora Mariana Conte, que acompanharam as discussões sobre políticas públicas, direitos e o enfrentamento à LGBT fobia no município. >> A gente tá no momento crítico, né? A extrema direita, no mundo todo, tem atacado e tem elegido a população negra, as mulheres, a população LGBTQ a mais, os povos racializados, os povos negros, o povo árabe como inimigos públicos, né? Inimigos internos, inimigos públicos. E a extrema direita tem se construído com essa pauta, tem utilizado essa esse alvo que vai colocando nos corpos, nos nossos corpos, nos corpos divergentes, nos corpos que estão eh fora dos espaços de poder, como uma forma de nos atacar, mas na verdade nos atacam porque eh como um elemento para ganhar força social e política, colocando como se nós fôssemos os responsáveis pela crise que tá instituída e é uma crise que não é nossa. sempre que for necessário, nós estaremos aqui fazendo valer, né, essa representação e pautando esse debate. Essa casa, ela tem tem que representar o povo, né? [roncando] E e a população LGBT que a mais ela faz parte da nossa população, precisa ser respeitada, precisa ter os seus direitos conquistados, garantidos e e nós não podemos nos curvar com nenhuma tentativa de ataque, de retrocesso, de absolutamente nada. Mas hoje nós enfrentamos também o crescimento da extrema direita, do discurso do ódio, eh, do discurso que estimula a violência contra a população LGBT no nosso país. Então, é muito importante a gente não deixar passar batido um dia tão importante, um dia internacional. Estiveram presentes no encontro o vereador de Valinhos, Marcelo Iosida, e a ex-vereadora Marcela Moreira, autora da lei municipal que instituiu o dia de combate à LGBT fobia em Campinas, relembrando os trâmites para aprovação da legislação criada em 2008 e destaca a mobilização em defesa dos direitos da população LGBTQI, a PN+. Gostaria assim de contar que eu acho que esse projeto de essa lei, na verdade, ela não foi aprovada eh simplesmente pela Marcell. Esse projeto de lei foi aprovado porque o movimento popular ajudou a escrevê-lo e ajudou a aprovação desse projeto de lei. Eh, inclusive, eh, o projeto sendo de combate à homofobia, porque naquele momento histórico, né, não havia eh, ainda uma articulação eh muito forte em relação às eh ditas letrinhas. Inclusive, foi no mesmo ano, mas foi posterior a isso, que foi decidido que eh o movimento deixaria de ser chamado eh GLBT e passou a ser chamado de LGBT. >> Também participaram do debate lideranças do movimento transícia Solara Dias Ferre, integrante do Conselho Municipal de Saúde e Suzi Santos, coordenadora da casa sem preconceitos. Eu vi essa lei, participei dessa construção, já fazia parte do grupo Identidade, já estava aí com a mãe Janaína percorrendo para dentro da antra da buscativa das nossas políticas para que a gente pudesse desenvolver para dentro dessa cidade. Mas eu quero frisar muito bem a questão da lei, foi que foi muito importante naquele período. gente era muito mais perseguidas doos que são hoje, muito mais mortalidade na na no município de Campinas. Isso não quer dizer que não deixou, mas a gente sofria muito represárias policiais, represárias da população. Então, foi muito importante eh construir eh junto com a Marcela eh e trazer essa lei. >> Projeto de lei prevê a entrega de medicamentos do SUS. o Sistema Único de Saúde nas residências de pacientes com mobilidade reduzida. >> Campinas poderá ter entrega domiciliar de medicamentos para pessoas com mobilidade reduzida. Esta é a proposta do projeto de lei do vereador Ben Lima, que pretende ampliar o acesso aos medicamentos de uso contínuo, que hoje são retirados nas farmácias que ficam nas unidades básicas de saúde, contribuindo para a continuidade dos tratamentos médicos. A nossa ideia é atender as pessoas mais vulneráveis da cidade de Campinas, especialmente os usuários do SUS, né, óbvio. E o foco é as pessoas que tem a mobilidade reduzida, eh, pessoas que têm uso de medicamento contínuo, como quem tem câncer, quem tem algum quem tem algum tipo de AVC, eh quem faz uso de algum medicamento contínuo e é usuário do SUS. Muitas pessoas não têm eh como ir à farmácia, eh não tem como se locomover todos os meses. Então a nossa ideia é que a prefeitura faça uma parceria público-privada. Nós sabemos que a prefeitura tem dinheiro, tem orçamento na saúde, que tá em primeiro lugar aí de orçamento para que atenda essas pessoas que mais necessitam na cidade de Campinas. O projeto prevê também ações como parcerias com instituições públicas ou privadas, convênios ou outros instrumentos legais cabíveis, articulação com programas e serviços já existentes no âmbito da saúde pública municipal. a prefeitura vai divulgar eh esse trabalho, esse serviço. Eh, quando a pessoa for numa consulta médica, o médico eh já detectar que é uma pessoa de baixa vulnerabilidade, ele já vai oferecer esse serviço pro pro paciente e assim a prefeitura vai eh entregar esse medicamento na casa dessa pessoa que necessita aí do serviço. Nós sabemos, na verdade, nós não temos esse número exato, é quem tem essa dificuldade de locomoção, mas não precisa nem ser um gênio da lâmpada para saber que muit muitas pessoas em Campinas necessita desse serviço, pessoas idosas, pessoas que tm alguma comorbidade. E é por isso que esse projeto de lei foi implementado aqui na cidade de Campinas. Destinar parte do imposto de renda para projetos sociais do município é uma possibilidade prevista em lei, mas que ainda é pouco conhecida pela população. Então, uma indicação protocolada aqui na Câmara de Campinas quer ampliar este acesso à informação. A proposta da vereadora Débora Palermo solicita a implantação de uma campanha permanente de conscientização sobre a destinação do imposto aos fundos municipais da criança e do adolescente e também da pessoa idosa. Entre as medidas sugeridas estão mensagens informativas nas contas de água e esgoto, nos carnês de tributos municipais, nos canais oficiais da prefeitura e em campanhas institucionais. Os fundos municipais da criança e do adolescente e também da pessoa idosa são geridos pelos conselhos municipais que funcionam aqui na Casa dos Conselhos em Campinas. Essa proposta na Câmara Municipal visa justamente ampliar a divulgação sobre a possibilidade de destinar parte do imposto de renda para fortalecer ações sociais aqui no município. essa indicação para reforçar junto ao poder público, para divulgar nas contas d'água eh a campanha de do fundo da criança e do fundo de idoso, porque as pessoas podem destinar parte do imposto de renda, né, até 1% da pessoa jurídica e até 6% da pessoa física, sem que isso custe nada mais para pro munícipe, pro contribuinte. Então essa campanha ajuda na divulgação, porque muitas pessoas, a maioria das pessoas não sabem que esse dinheiro pode ficar no nosso município, não vai pro governo federal e ele é investido em projetos, em serviços que atendem crianças e idosos. Segundo a justificativa da indicação, a destinação não representa aumentos de impostos para o contribuinte, porque é simples fazer a destinação, mas como as pessoas não sabem e também ficam com inseguras de fazer o o trâmite no na declaração, deixam de contribuir. E nós precisamos, principalmente agora depois da reforma tributária, que o município vai perder muita receita, nós precisamos redobrar o nosso nosso pedido, né, para esses fundos. para que não falte paraas nossas crianças, nem paraos nossos idosos. >> A vereadora ressalta que o mecanismo permite que parte do valor devido seja direcionada diretamente para ações sociais desenvolvidas no município. >> É isso aí. Quem não fez ainda, procure saber como é que faz. É simples, é super tranquilo, não custa nada mais. E esse dinheiro vai ficar aqui para atender nossas crianças, nossos idosos, não fechar serviços, né? Porque a minha preocupação mina é essa, sabe? na de de serviços serem encerrados por falta de de recursos financeiros, sendo que Campinas tem um potencial de 176 milhões de captação e nós captamos no último ano só 3 milhões. Então ainda tá muito a quem daquilo que a gente conseguiria para manter esses serviços. Por iniciativa do vereador Nelson OS, a Câmara Municipal de Campinas concedeu o diploma mérito jurídico Evino Silva Filho e também título de cidadão campineiro. Confira como foi. >> Em reunião solene no plenário da Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Nelson Oseri, foram entregues três honrarias. O parlamentar abriu a reunião elogiando os homenageados. É com grande alegria que estamos nos reunindo hoje para celebrar e reconhecer as valiosas contribuições de pessoas que com o seu trabalho, dedicação e amor por nossa cidade ajudaram a construir e moldar o município em que vivemos. em uma sociedade que muitas vezes se esquece, né, de valorizar aqueles que com as suas ações fazem a diferença no nosso dia a dia. Hoje temos a oportunidade de reverter isso, de olhar nos olhos das pessoas que se destacaram em suas áreas e agradecer por tudo o que fizeram pela nossa comunidade. Antônio Carlos Busab recebeu o título de cidadão campineiro. Nasceu em São Paulo. Aos 18 anos, ingressou no exército brasileiro, servindo em Brasília, onde se destacou no patrulhamento do Palácio do Planalto. Posteriormente ingressou na Guarda Civil do Estado de São Paulo e depois na Polícia Civil, onde atuou por 27 anos. Felipe Lila também recebeu o título de cidadão campineiro. Nasceu em São Luís do Maranhão. Na infância, nos anos 90, adorava desenhar. De 2001 a 2003, participou de algumas exposições coletivas na Academia Campinense de Letras, Clube Concórdia e Clube Cultura. Uma das obras no livro A Voz da Inspiração, terceiro, Casa do Poeta de Campinas. na Prefeitura de Campinas em 2022, fez mapas ilustrados para a prefeitura. Criação de cinco artes, região central com as Sete Maravilhas, APA Campinas, Souzas, Joaquim Egídio e Barão Geraldo. E por fim, o vereador Nelsoner entregou o diploma mérito jurídico Euvino Silva Filho para Rafael Agostinelli Mendes. O homenageado exerceu papel de destaque no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil, presidindo a Comissão de Direito Tributário da OAB Campinas nos biênios 2013/25 e 2016/2018, período em que promoveu importantes debates, eventos e iniciativas voltadas ao estudo e à difusão do direito tributário. Encerro esta sessão aqui solene com coração cheio de gratidão, né, e respeito por todos esses que foram homenageados e também eh todo o exemplo, toda a dedicação e o compromisso de cada um, né, e que continuem inspirando nossa cidade, a nossa população. E assim agradeço o meu muito obrigado pela presença de todos e que Deus abençoe Campinas e todas as famílias. >> A doença ebola acendeu alerta entre as autoridades após casos na República Democrática do Congo e também em Uganda como uma emergência de saúde pública. Vamos entender então como é que está o cenário no Brasil no nosso quadro saúde agora. Olá, [música] está no ar mais uma edição do quadro Saúde Agora e vamos falar sobre o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como uma emergência de saúde pública. Será que devemos nos preocupar aqui no Brasil? Sobre esse tema, convidamos o Dr. Alessandro Pascoaloto. Ele que é médico infectologista, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia e chefia o serviço de infectologia da Santa Casa de Porto Alegre. ele já está conectado aqui com a gente. Seja muito bem-vindo, doutor. >> Obrigado. Boa tarde e obrigado pela oportunidade. >> Bom, doutor, primeiramente, né, a gente vai falar um pouquinho sobre os fatores, né, que preocupam aí as autoridades, né, sobre o ebola. Queria então começar sobre essa questão desse surto, né, que tem alertado aí as autoridades e preocupando também aqui no Brasil, né? >> Eh, surto de infecção por ebola não é algo novo no mundo, né? Já tem muitos surtos relatados, de tempos em tempos eh isso foge ao controle e o que a gente vê agora é um grande número de pessoas que adoeceram e muitas que morreram por essa infecção. O grande problema da ebola que é uma infecção muito grave. Mas o lado que eh torna as coisas um pouco mais tranquilas, pelo menos na perspectiva do Brasil, é que é uma infecção muito localizada geograficamente para aquela região da África, né? >> Então o cenário, o que podemos dizer sobre o Brasil aqui, né? Exige um monitoramento falando desse cenário, doutor, né? As pessoas que elas estão em viagem, por exemplo, o que a gente pode levar em consideração aqui no nosso país? O ebola ele não se transmite tão facilmente como a COVID se transmitia, por exemplo, né? Porque ele não vai por via respiratória, não vai por via aérea. Então para pegar a infecção por bola, tem que entrar em contato com o doente, mas não só na pele, com as secreções do doente, com o sangue, com a urina, com algum material que possa carrear esse vírus. Então, as pessoas que pegam ebola são aquelas que chegam de modo muito próximo com as secreções de um doente. Então, é um familiar, é um profissional de saúde, é alguém que cuida do cadáver, é da pessoa que que morreu dessa doença. Então, é uma doença que se transmite com menos eficiência do que a COVID e ela vai passando então localmente para essas pessoas todas. O problema que eu vejo do Ebola [roncando] é que as manifestações clínicas dessa doença são muito pouco específicas. Então, começa com uma febre, uma dor no corpo, uma dor de barriga, uma dor de cabeça. Isso é isso é comum a muitas doenças, né? E mais tarde tem uma fase que se chamam de úmida, que é uma fase quando tem muita diarreia, dor abdominal, vômitos. E aí fica mais fácil de pensar em ebola. Mas o fato é qualquer pessoa que veio dessa região e que esteja doente, especialmente com febre, ela é potencialmente uma pessoa que possa ter doença, mas é fácil de conter. Essa pessoa fica isolada e a doença não passa, né? E não existe um tratamento, eh, porque não tem vacina, né, Dr. Alessandro, para que se faça esse controle também vacinal? Pode-se dizer de cura sobre essa doença? >> Existem medidas de prevenção e de tratamento, mas para um tipo específico do ebola, que curiosamente não é o tipo que tá acontecendo agora como causadora de surto eh no Congo e em Uganda. Então o que tem de diferente é que é um surto que não é causado pelos subtipo aire lá, que era o tipo que eles tinham o que fazer, digamos, contra essa infecção. Mas mesmo quando se trata, tem que tratar muito rápido, tipo com 2, trê dias de doença. E nesse período a pessoa tem sintomas que são muito comuns a outras doenças. Então não é fácil. Por isso o alerta da OMS, porque é uma doença que mata muita gente. Quando eu falo muita gente, mata quase metade das pessoas que pegam a doença. Então, mata muita gente, eh, e é difícil de reconhecer e o tratamento é pouco disponível ou ela ou é ou é eficaz só para um tipo mais restrito desse vírus, né? Então, essa é a preocupação. Por outro lado, eh não existe um risco real de uma pandemia por esse vírus. Se a gente pegar quantos casos já tiveram nos Estados Unidos, por exemplo, eu acho que são quatro ou seis casos, um caso na Itália, um ou dois no Reino Unido, é tudo muito pingado assim, que gente que viajou e e caiu naquele país ou de lá se infectou. Então, uma vez identificado, o paciente é isolado, acabou a transmissão da doença. Então, reforçando, é uma doença de preocupação, mas é uma doença que não tem o potencial, como o COVID tinha, de se espalhar pelo mundo. >> Tá certo, doutor? Mas assim, eh, diante, né, desse cenário, falando sobre o tratamento e também do desafio desse diagnóstico, né, fica até complicado falar sobre essa propagação, né, porque se o diagnóstico ele precoce, ele é um desafio, então precisa realmente dessa, desse monitoramento, né, eficaz, esse alerta, principalmente na questão também de saúde dos próprios médicos, né, as pessoas que estão lidando com esse esse paciente com essa doença também, porque tem todo um manuseio diferenciado, todo um protocolo diferenciado diante desta doença. >> Sim, os médicos têm que tomar as devidas medidas de bloqueio, digamos assim, de roupa, luva, né, para não entrar em contato com as secreções do paciente. Os pacientes têm que ser rapidamente identificados, diagnosticados. E o teste é um teste que não é simples, não é disponível para, pelo menos aqui, né? Tem que se fazer um PCR para o vírus ebola. Eh, talvez tenham laboratórios no Brasil que disponham, mas não é um teste disponível na saúde pública, claro, até porque essa doença não existe aqui. E os pacientes têm que ser então efetivamente tratados, uma vez diagnosticados, né? E e acima de tudo tem que haver um bloqueio e separando quem tá doente, quem não tá. Mas o que eu vi na, pelo menos pela mídia, porque eu não visitei esse local, eh, é que tem um número limitado de doentes, mas tem um número gigante de pessoas que estão, que adoeceram e outras tantas que morreram de causas parecidas e que ainda não foram investigadas. Ou seja, eh, esse surto possivelmente é bem maior do que foi documentado, né? Mas ainda reforço, isso não significa risco pro Brasil. Isso é um risco para eles que lá vivem num país que tem muitos conflitos armados, que tem uma desestruturação do sistema de saúde. Então acho que a OMS fez bem em alertar sobre a preocupação em relação a essa doença. >> Perfeito. Bom, falamos então sobre essa questão aqui no Brasil, que não há risco, então, né, de surto pandemia aqui. Então, esse cenário a gente pode ficar, né, tranquilo quanto a isso. Mas queria, doutor, que eh você falasse sobre o vírus em si, né, entrasse um pouquinho nessa questão de como surgiu, porque é uma doença já, né, antiga que a gente já fala sobre aqui, não chegou no Brasil, mas quando há essas informações de surto em outros lugares, né, sempre tem também tem esse alerta aqui, mas já é uma doença considerada antiga, né? >> Ela é antiga porque na verdade assim, o primeiro vem a doença, né? E aí mais tarde se identifica o agente que causa doença, que é esse vírus. Tem que ter técnicas adequadas para identificar o vírus, né? [roncando] Então o vírus é recente, mas a doença é bastante antiga e o que parece é que ela chega nos humanos por morcegos. Então, por algum motivo, ou o morcego ou outro animal eh se infecta e ele transmite pros humanos que uma vez infectado vai aí sim o de humano para humano é o grande mecanismo de transmissão. Vai passando para uma pessoa, para outra, para outra, até que se perceba, opa, tem muita gente adoecendo eh de uma doença grave que causa diarreia e mata. Mas isso é, a gente pensa bem na África quantas doenças causam diarreia e matam, né? Então não é fácil de dizer: "Opa, isso é isso é Ibola, né?" Então tem que ter um teste que daí ele se identifique e comece se colocar números nessas doenças [limpando a garganta] e se instale as medidas, como eu comentei, devidas para separar quem tá doente e quem não tá. Eh, não é fácil, não é nada fácil, mais em países pobres, né? Então, a gente percebeu fazendo, né, essa pesquisa diante da doença e também nos lugares, né, que ela está eh disseminando, ela geralmente afeta as pessoas em situação de mais assim vulnerabilidade nessas regiões, né, propriamente dizendo sobre esse caso agora então que tá tendo essa informação, doutor, >> esses são sempre os mais vulneráveis, que são os que se prejudicam, né, eh, em zonas de conflito, onde tem deslocamento de pessoas que tem onde tem fome, [roncando] eh, onde tem violência, onde o sistema de saúde está estruturado. Eh, esse eh cada vez mais é o mundo que a gente vive, né? É o mundo das guerras e e as e pobres das populações que vivem nesses locais que ainda são acometidas por doenças, somado a toda o problema social que ali já existe, né? e eh o senhor, né, como infectologista e também chefeando, né, um departamento específico, doutor, como que tá sendo feito então esse monitoramento eh nos aeroportos, né, nos locais onde tem bastante aglomeração, né, nesse nessa questão mesmo de tentar eh evitar essa disseminação aqui pra gente também ou em outros lugares, né, também da África, falando sobre a região, como que que o senhor enxerga, né, essa situação então desta doença como letal, né, >> muito letal. [limpando a garganta] Eu eu acho que a medida mais eh mais óbvia, digamos assim, que uma vez que essa doença ela tá restrita a uma área geográfica relativamente pequena, né, eh eh é rastrear todos os pacientes que cheguem com sintomas dessas regiões. Eh, agora a partir de isso é o ponto um. Agora, o que se faz a partir desse rastreio? Para onde vão essas pessoas? Eh, quem vai ver se elas têm sintomas ou não, se elas estão isoladas ou não, que tipo de teste vai se coletar, para onde vai esse teste? Eu não vou saber te dizer como esse fluxo tá montado. Eu não sei. O que eu o que eu posso te dizer é que nós deveríamos, eu acho, pelo menos num país como o nosso, ter centros capacitados a fazer diagnóstico de condições como essas, porque é só ter um teste no freezer, num laboratório de referências de biologia molecular. para que quando surgissem casos não precisasse mandar, sei lá, talvez a Fio Cruz tem esse teste ou outro laboratório de referência no país, mas isso deveria ser um pouco mais descentralizado no Brasil, eu acho. Não tô falando aqui só de bola, tô falando de doenças que possam ser de importância para para pro país, né, para que se faça o diagnóstico mais rápido, porque enquanto não tem diagnóstico, fica tudo de uma incerteza muito grande, né? Então assim, é é difícil falar se se é esse vírus, né, falando sobre essa epidemia, vamos supor que infelizmente, né, chegasse aqui no Brasil, você acredita que talvez não o país não eh estaria preparado para lidar com esse tipo de de vírus aqui? >> Eu acho que não estaria se fosse em larga escala, tá? Mas não é o caso do Ebola, é porque ele se transmite pessoa a pessoa. Então, eh, instalando uma medida de isolamento, por exemplo, chegou uma pessoa suspeita e deixando aspas em quarentena, essa pessoa poderia ser o suficiente para acabar com uma chance de surto, entende? Porque é um caso isolado. O que eu tô dizendo é que para outras tantas doenças ainda a gente carece de testes estocados nesses locais tais que possam, quando necessário, dar uma resposta mais rápida. Eu digo aqui, por exemplo, nós tivemos uma enchente no Rio Grande do Sul gigante há do anos atrás e tem doenças, como era o caso da leptospirose, nós queríamos ter um teste para leposfirose, não tínhamos. E quando esse teste veio e chegou tipo três semanas depois, ele foi para um laboratório só, mas a doença acontecia em vários lugares do estado e não tinha mais estrada para mandar amostra para um lado pro outro. Eu quero dizer que eu tô defendendo a importância de a gente ter recursos, diagnóstico disponível nos diversos locais desse país continental, que é o Brasil, perante diferentes situações. Ebola, falando especificamente, eu não tô muito preocupado não, porque é uma doença bem localizada de dois, por enquanto, dois países da África, então é mais fácil pegar quem vende de lá, quem tem sintoma, e deixar essa pessoa em isolamento em quarentena [limpando a garganta] até que se investigue, né? >> É mais fácil de monitorar, né, doutor? mais fácil ter esse controle fazendo esse monitoramento, né, diante desses pacientes. >> É, é assim. Agora, lembra, lembre da COVID, por exemplo, quando nós tivemos uma epidemia sem proporção nesse país, no início não tinha teste, não tinha teste de diagnóstico. E esse teste veio para para alguns laboratórios privados, ele veio pro estado, mas o estado ainda não tinha como dar conta da quantidade de que tinha. Ou seja, e eu tô aproveitando o teu assunto aqui para defender a importância da gente ter teste diagnóstico nesse país para qualquer doença que seja de interesse médico e e que possa vir a acontecer num contexto menos mesmo que menos provável, né? Perfeitamente, doutor, tendo esses testes de prevenção, né, para que consiga aí ter um diagnóstico mais precoce, não só dessa doença que nós estamos falando, ebola, mas tantas outras aí virais e, infelizmente, letais também. Eu quero agradecer a sua participação aqui no programa. Muito obrigada, viu, por trazer esclarecer tudo pra gente. >> Obrigado vocês. >> Muito obrigada, doutor, pela sua participação. Bom, o quadro saúde agora fica por aqui. Temos um encontro marcado na próxima edição. Até lá. >> [música] >> Hoje o sol apareceu entre muitas nuvens. Não tem previsão de chuva para esta quinta-feira. Para amanhã sexta, uma condição muito parecida, viu? O vento deixa a sensação térmica baixa e com isso o friozinho continua. Vamos às temperaturas porque o tempo fica nublado nesta sexta-feira com mínima de 15º e a máxima não passa dos 21 aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na sexta-feira. Até lá. Ciao. Ciao. [música] >> [música]