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Prefeitura de Campinas em parceria com a PUC lançam campanha futebol mundial sem racismo. Em continuidade, a iniciativa A cor do esporte abrace essa causa. Comissão de Política Social e Saúde realiza a quarta reunião ordinária de 2026 com tema de discussão: A popularização das canetas emagrecedoras e as consequências do uso indiscriminado e sem orientação médica. Câmara comemora os aniversários do mês de maio com muita conversa e confraternização. Olá, chegamos ao meio da semana, quarta-feira. 27 de maio de 2026, começa agora o jornal Câmara Notícia. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, mande a sua mensagem pelo número do nosso WhatsApp que já aparece aqui embaixo na sua tela. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região já sabe, né? Pode ir direto no 97829377 ou você tem a opção de enviar esta mensagem apontando a câmera do seu celular para o Qcode. Também já aparece uma mensagem na sua tela, o WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode enviar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. A Prefeitura de Campinas lançou ontem a campanha Futebol Mundial sem Racismo, uma iniciativa que une poder público, universidade, representantes do esporte no combate à discriminação dentro e fora dos estádios, pensando já na Copa do Mundo, Campinas lançou oficialmente a campanha Futebol Mundial sem Racismo, uma iniciativa que destaca o esporte como ferramenta de conscientização e transformação social. O evento foi realizado na sala azul do passo municipal e reuniu autoridades, representantes da PUC Campinas, Universidade Idealizadora do Projeto, Lideranças Políticas e Nomes ligados ao futebol. A mobilização dá continuidade à campanha AOR do Esporte. Abrace essa causa lançada em agosto do ano passado. Essa luta é uma luta diária, contínua, né? Então nós estamos reforçando mesmo, mas apontando a Copa, né? Sabendo da visibilidade que a Copa do Mundo possibilita. Então nós temos que com muito empenho, combater o racismo também nesse lugar. Então eu penso que essa campanha vindo com abraço essa causa e agora a gente tendo essa parceria também do Corinthians reconhece, né, a importância da campanha, eu tenho plena certeza que nós seremos coroados de pleno êxito. Não que o racismo vá diminuir, mas que a gente se fortalece na luta para o combate desse racismo. É isso. Tô muito feliz. A ação conta com apoio da Câmara Municipal da Ponte Preta e do Guarani, do vôlei Renata, do Ministério Público de São Paulo, da OAB Campinas, da Federação Paulista de Futebol e agora também do Esporte Clube Corinthians. A proposta é ampliar o debate sobre racismo e fortalecer ações de conscientização dentro e fora dos estádios. É uma honra da prefeitura poder fazer parte dessa luta, dessa luta conjunta que é da PUC, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, do Ministério Público e da Prefeitura e também da Federação Paulista de Futebol, dos clubes de Campinas, tanto clubes de futebol como basquete, vôlei e agora também somando aí a participação do Corinthians. diretoria do Corinthians se fez presente hoje aqui nesse evento para somar nessa luta tão importante. Corinthians não aceita. O Corinthians repudia e em nome do nosso presidente nós viemos aqui para abraçar essa causa aqui junto da prefeitura e da PUC, da Federação Paulista de Futebol, não é do Ministério Público que também se faz presente e vamos em frente que eu tenho certeza que todos juntos nós vamos chegar a um bom caminho. Para o pró-reitor de educação continuada da PUC Campinas, Luís Arlindo Feriani, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a promoção da igualdade e o enfrentamento ao racismo. Pra gente é uma um prazer, uma honra um evento como esse, porque fortalece, reforça um pouco o nosso compromisso, né? A PUC Campinas tem um um compromisso já longo, extenso, de longa data no combate ao racismo, né? Eh, apenas como exemplo, né? a gente tem todos os cursos da de graduação da universidade componentes curriculares, quer dizer, disciplinas obrigatórias que são cursados por todos os alunos, portanto, e que trato exatamente dessa questão, né? Eh, a a a questão de identidade cultural, eh grupos de estudo ou centro de cultura afro afro brasileira. Então, a gente tem uma uma história longa que sabemos ainda é pouco, é muito tem que ser feito, porque o racismo precisa ser combatido com constância, de forma permanente, mas nós nós temos expectativa de que eh iniciativas como essa que são fortalecidas nesse momento vão vão permitir que no futuro não tão distante a gente consiga e trilhar caminhos melhores, né? De acordo com a prefeitura, durante a transmissão dos jogos do Brasil na Copa do Mundo, na Arena do Torcedor em Campinas, os telões também vão transmitir o vídeo institucional da campanha e documentários com a temática antiracista, que agora vem a Copa do Mundo no dia 3 de junho e nós teremos aqui um espaço, Arena do Torcedor e nesse espaço será veiculado o vídeo que foi apresentado hoje chamando as pessoas para essa luta antiracista, principalmente no futebol. futebol e no esporte como um todo e também filmes que serão veiculados lá no espaço torcedor, filmes com temática antirracista, com temática de combate ao racismo. Então, mais uma vez agradecer a parceria de todos esses órgãos e tenho certeza que o combate ao racismo, seja no futebol ou em outros esportes e na vida, ele tem que ser contínuo. Não é um evento, não é uma ação só, é uma programação, é uma, é é uma persistência nessa, nessa luta para que um dia a gente eh eh verifique que o racismo eh virou coisa do passado, infelizmente ainda muito presente e a nossa luta é muito necessária. Tem os vídeos que serão transmitido. Haverá também uma lembrancinha, uma fitinha que será presenteado, jogador os os torcedores, né? O povo que vai assistir os jogos, receberão uma fitinha com as cores da bandeira nacional, verde, amarela, assim, não é o racismo. Esse essa vai ser a grande mensagem, porque nós temos plena certeza que todo mundo vai querer colocar essa fitinha, né? E todo mundo vai combater o racismo, entendendo que essa luta não é só minha de mulher preta, é de todos nós. O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Ciesp, Região Campinas, apresentou a pesquisa de sondagem industrial do mês de maio, realizada com as empresas associadas e tem dois fatores que t preocupado, a falta de mão de obra e a implantação da reforma tributária. A sondagem do esse mês do Ciesp Campinas mostra uma tendência que vem vindo dos últimos meses, queda de produção, queda de vendas. Mas nós também fizemos, como sempre uma pergunta volante e a preocupação, temos duas preocupações principais para as empresas associadas ao CESP Campinas, a falta de mão de obra, que é um problema crônico já de muito tempo, e a reforma tributária. A reforma tributária trará está trazendo muitas dificuldades e incertezas para o futuro das empresas, porque ela é uma caixa preta que ainda tá sendo descoberta, tá sendo aberta. Então as empresas cada dia têm uma surpresa. Isso daqui faz com que pro futuro a gente tenha muitas incertezas. Também nós temos uma preocupação muito forte em relação à alta taxa de juros, que faz com que o dinheiro fique muito caro para que as empresas utilizem no seu dia a dia, pois elas precisam sempre financiar sua mão de obra, seu fluxo de caixa, né? Então nós estamos aí um problema, problema não, vivemos um momento muito preocupante no futuro breve. Olha só, o cursinho popular professor Agnes Lemos busca orientar e ajudar a financiar inscrições de pessoas trans que estejam aí no último ano ou que tenham o ensino médio completo. As inscrições vão até o dia 5 de junho, sexta-feira da outra semana. Todos os cursos da Unicamp tem uma ou duas vagas reservadas exclusivamente para pessoas trans. São 111 vagas no total, sendo 47 para pessoas trans, pretas, pardas ou indígenas. Para disputar essas vagas é necessário fazer o Enem. As provas vão acontecer nos dias 8 e 15 de novembro e as inscrições estão abertas até o dia 5 de junho. Vamos com as notícias do legislativo, porque a primeira parte da 31ª reunião ordinária foi dedicada ao debate sobre a doença celíaca. Por iniciativa do vereador Paulo Hadad, a primeira parte da 31ª reunião ordinária foi dedicada a campanha Maio Verde, mês de conscientização sobre a doença celíaca, condição autoimune crônica caracterizada por uma reação inflamatória no intestino delgado, causada pela ingestão de glúten. Segundo o parlamentar, promover esse debate é fundamental para ampliar o conhecimento da população sobre a doença, que ainda é pouco discutidaento ou eh tenho informações sobre essa doença, uma doença pouco divulgada, né? Nós temos ainda grandes gargalos para diagnóstico dessa doença. Algumas pessoas, né, que tem a doença celíaca, que é a doença da da ingestão do glúten, né, enfim, de outros alimentos que produzem toda uma alteração no intestino delgado, onde os alimentos são absorvidos e muitas vezes elas passam anos da sua vida até que o diagnóstico possa ser fechado. Participaram do encontro três mulheres diagnosticadas com doença celíaca. Larissa Faleiro de Morais, nutricionista, Gabriela de Souza, empresária, e Amanda Berland, enfermeira. Durante a reunião, elas relataram os desafios enfrentados no dia a dia e as dificuldades para conseguir o diagnóstico. Muitos profissionais acabam tentando tratar os sintomas, mas esquecem de investigar a causa. Então, a doença celíaca pode eh manifestar vários sintomas, como dores nas articulações, diarreia, constipação, névoa mental. muito aquela sensação às vezes de esquecer algumas palavras. Eh, problemas neurológicos também, então, problemas de concentração, a gente consegue ver, principalmente em crianças, deficiência ali no crescimento. Então, algo que a gente vê também muito no consultório ali, crianças com dificuldade de crescimento. São inúmeros sintomas, até mesmo a infertilidade. Já tem de muitos casos de mulheres que passaram grande parte da vida tentando engravidar e sempre perdiam um bebê e depois de anos foram descobrir que era doença celíaca. As convidadas também chamaram atenção para a falta de estabelecimentos preparados para atender pessoas celíacas. Isso porque a contaminação cruzada, quando o alimento entra em contato com o glúten preparo, também representa riscos à saúde dos pacientes. É difícil às vezes você lidar porque são muitos desafios e como ainda é muita desinformação que a gente enfrenta e e falta de políticas públicas e também de uma forma geral de um hotel saber eh acolher a gente, porque não é tão difícil assim também. A gente também não é um bicho de sete cabeças, né? É possível fazer adaptações, né, para receber um cilíaco, né? E às vezes só que não tem, né? Então falta essa essa essas motivações, sabe? De um hotel saber receber a gente um hospital, porque eu mesmo, né, tive eh os meus filhos, eh fiquei internado e meu maior medo era esse, porque eu falei: "Como eu vou me alimentar no hospital?" Para o vereador, o encontro também serviu para pensar possíveis políticas públicas. voltadas à ampliação da oferta de produtos sem glúten com preços mais acessíveis. Uma outra coisa importante é tentar produzir ou ter uma política pública que seja inclusiva, que dê condições desses restaurantes ou restaurantes ou lanchonetes oferecerem produtos acessíveis num preço acessível, porque a discrepância ela é muito grande. Um produto, uma farinha normal se custa cinco, uma farinha especial ela vai custar 40. Então é muito discrepante. Então políticas públicas de preço, políticas públicas de conscientização e políticas públicas de redução de impostos. O uso das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos indicados para tratamento de obesidade e diabetes tem se popularizado no Brasil. Mas o aumento da procura também levanta debates sobre o uso sem orientação médica. Em Campinas, aqui na Câmara Municipal aconteceu uma discussão sobre o tema reunindo especialista e população. O uso cada vez mais popular das chamadas canetas emagrecedoras. Os medicamentos como Zenpique e Monjaro, motivou um debate na Câmara de Campinas. A Comissão Permanente de Política Social e Saúde reuniu especialistas para discutir o uso e os riscos do consumo indiscriminado desses medicamentos. A obesidade é um problema de saúde pública, a hipertensão é um problema de saúde pública. E essa correlação, ela é muito importante porque ela traz uma luz pra sociedade, pra nossa população, que esse tipo de problema ele pode ser combatido com medicações muito bem prescritas para que a população possa se beneficiar desse medicamento. E esses medicamentos eles já foram, né, tiveram a comprovação de outros benefícios até a nível cerebral, com uma redução da da da do quadro de demência senil, o próprio Alzheimer, quadros de de Parkson, enfim, é algo recente, né, não tão recente, mas recente, que ainda pode ser descobertos, poderão ser descobertos outros outras ações benéficas para o corpo que não só o emagrecimento, não só o apelo estético, que aquilo que a gente imagina que não seria a motivação maior para que a pessoa pudesse cuidar da sua saúde. Durante o encontro, o endocrinologista e pesquisador Bruno Gelonese apresentou informações sobre o funcionamento das chamadas canetas emagrecedoras, os casos em que o tratamento é indicado e os impactos do aumento da procura por esses medicamentos nos últimos anos. Obesidade, diabesidade, diabetes e suas comorbidades são um assunto sério. Se envolve estética, OK? Estética pode ser menos sério, mas também é sério. Mas o mais importante é que não é uma falha de caráter, não é uma falha de desejo. Condenar alguém que tem a necessidade de cuidar de uma doença e que precisa de ajuda a uma condição de esquecido, abandonado, é de uma maldade monumental. Então minha proposta aqui é que a partir de uma discussão que a gente vem de tratamentos, mau uso, bom uso, que a pessoa portuadora de obesidade seja tratada com mais respeito e junto com isso entender que os avanços que aí estão devem ser aproveitados, bem usados e que o mau uso deve ser francamente combatido. O tema despertou o interesse da população que participou da discussão com dúvidas e opiniões sobre o uso das chamadas canetas emagrecedoras. Assistindo a sua palestra, eu entendi que a maior parte da procura é por causa desse estigma, da estética, etc., né? Ou uma boa parte dessa procura. E o que a gente vê no dia a dia, a gente tem contato com pessoas, ah, eu comecei a usar caneta, comecei a usar caneta. Tem muita gente que, e desculpa o termo caneta, né, mas é mais popularizado, tem muita gente que o faz sem passar para o médico. E eu temo que assim, eh, eh, todos esses benefícios que o senhor elencou, a pessoa pode falar: "Não, agora eu tô certa, agora é que eu vou comprar mais mesmo". Então eu queria que o senhor se assim entender, reforçasse a questão de ter uma pessoa eh que detenha a sabedoria técnica orientando, né? Esta pessoa que não precisava usar e tá usando, falou: "Opá, então eu tô me beneficiando". Se ela não tem doença nenhuma, se ela já está no peso normal, ela está só correndo o risco de ter efeito colateral. E se ela emagrecer muito, ela pode ter outros efeitos colaterais de longo prazo. Um deles se chama sarcopenia. É um nome bonito para perda de músculo ou osteoporose, porque ela consumiu pouca poucos nutrientes ou até cálcio, né? A gente segue aqui com as notícias do legislativo nesta quarta-feira. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. E olha só, o vereador Arnaldo Salvete apresentou um projeto que regulamenta feiras agroindustriais, agropecuárias, exposições, leilões, shows, eventos culturais e esportivos. A proposta obriga licenciamento na prefeitura e exige segurança, infraestrutura, mobilidade e responsabilidade ambiental. O projeto de lei do vereador Arnaldo Salvete regulamenta as feiras agroindustriais, também as agropecuárias, além de exposições, leilões, shows, exibições culturais, artísticas e eventos esportivos de diversas modalidades. Todos sabem que eu lutei muito para trazer rodeio para Campinas, mas teve aí uma situação que que o pessoal eh vamos dizer que muito preocupado com a questão de proteção aos animais, mas eu não poderia deixar de protocolar então uma versão nova, uma versão de trazer uma feira agro e eh pecuária e tecnologia para Campinas para poder a gente movimentar esse setor agro, uma vez que a gente vê no Brasil que o agro traz uma relevância na economia e acho que não seria diferente em Campinas. As feiras e os eventos também devem ser planejados de maneira a garantir a acessibilidade para todas as pessoas. Eu quero trazer para Campinas um evento nesse porte para somar com outros eventos que nós estamos eh buscando para Campinas, até por causa de ter uma área, né, e para grandes eventos. a gente eh eh que comporte esse esse evento como outros eventos. Então, a luta nossa não é só a que eu sempre falei, não é só o rodeio, é trazer para Campinas. Eu acho que Campinas tá na hora de ter um local apropriado para grandes eventos, para fazer grandes feiras, inclusive essa feira agro tecnológica e para Campinas. Segundo o projeto, os eventos deverão adotar práticas sustentáveis, garantindo a preservação ambiental. Nós vamos ter que rever a questão eh de proibição de animais em locais de feiras, né? Uma vez que nós vamos fazer feiras, é lógico que vai ter exposição, né? Vai ter a a ideia é trazer para Campinas. Inclusive hoje eh conversei com uma um grande eh empresário na área de agropecuária de trazer essa feira eh para Campinas com vários setores da economia e da tecnologia. E é importante a gente rever essa situação, não tal, não talvez do rodeio, né, como a gente, mas de a questão de animais em locais de eventos. Ainda segundo o parlamentar, a feira movimentaria ainda mais a economia de Campinas. Você pega a Ribeirão Preto, que tem a Agro Show que amor, feira agro, né, o que movimenta, né, Ribeirão Preto. Então eu acho que Campinas, se não pode ter o rodeio, por que não ter a segunda maior feira de eventos na área de agronegócios? Projeto de lei complementar protocolado aqui na Câmara Municipal quer criar um adicional de penosidade para servidores públicos municipais que atuam em situações de intenso desgaste físico e emocional. A iniciativa é da vereadora Guida Calisto. Um projeto de lei complementar apresentado na Câmara Municipal de Campinas quer garantir adicional de penosidade a servidores públicos municipais do quadro geral e de autarquias. O projeto protocolado pela vereadora Guida Calisto prevê o benefício para profissionais que atuam em situações de grande desgaste físico e mental. Existe uma ausência de uma normativa que possa regulamentar isso com relação aos trabalhadores do serviço público. Nós percebemos que as as normas regulamentadoras, as NRS, elas são muito mais eh utilizadas, elas resguardam muito mais os trabalhadores da iniciativa privada. Já os trabalhadores do serviço público, existe uma certa ausência com relação a essa situação, ou seja, uma proteção numa situação de insalubridade, de periculosidade, que os servidores públicos estão submetidos. Então, primeiro ponto é a gente identificar essa ausência. Segundo o texto, o adicional poderá ser destinado a servidores que realizam atendimento direto e contínuo a pessoas em situação de violência doméstica, abuso sexual, dependência química, transtornos mentais severos ou acolhimento institucional. é proteger servidores públicos que no no exercício da sua função podem adquirir algum tipo eh de patologia, de adoecimento, algum tipo de prejuízo na sua saúde por conta da sua função. Exercendo essa função cotidiana, rotineiramente, isso pode eh ocasionar algum algum prejuízo na saúde. Então, por exemplo, no meu caso, eu sou monitor de educação infantil. Existe um alto número de afastamento para tratamento de saúde entre as monitoras educadoras infantis, por exemplo, com situação eh de doença na coluna por conta do abaixo a levanta, por conta de carregar as crianças, por conta de levantar peso, enfim. O adicional de penosidade é diferente dos benefícios relacionados à insalubridade e à periculosidade, por estar ligado ao impacto mental e ao sofrimento enfrentado pelo servidor durante o exercício da função. Então, nesse sentido, eh, garantindo o pagamento de uma penosidade, um adicional que venha que venha suprir esse prejuízo, pode garantir que esse esse profissional tem a condição ou de fazer um tratamento adequado ou de buscar, né, aí a assessoria eh de um profissional que possa garantir que essa doença não venha eh acometer, né, esse esse profissional e a população não venha sofrer o prejuízo da ausência desse servidor. O Câmara Integrada comemorou os aniversários do mês de maio em um clima de muita amizade e confraternização. Mais do que comemorar aniversários como do Osvaldo, por exemplo, a confraternização reforçou valores como união, amizade e companheirismo, marcas presentes no dia a dia da Câmara. muito importante. Eu acho assim extremamente importante esse momento de congressamento, de reunião, de confraternização mesmo e de as pessoas se unirem em torno de uma data comum para todos, que é o aniversário, os aniversários do mês, né? Um momento de muita alegria aqui na Câmara Municipal de Campinas, porque os servidores, os comissionados também, os terceirizados podem se reunir, bater papo, colocar a conversa em dia e claro, né, gente, comemorar os aniversários do mês de maio. Pois é, o clima foi de integração durante a confraternização em homenagem aos aniversariantes, promovida pelo Câmara Integrada. A programação contou também com um momento de conscientização sobre auditoria interna. O Câmara Integrada é um programa da Câmara Municipal de Campinas que que junta os aniversariantes, os colegas durante o mês de maio e no mês de maio também é o dia mundial da promoção da auditoria interna. Então o IA, que é o Instituto dos Auditores Internos presente em mais de 60 países, ele tem essa essa esse evento no mês de maio chamado de IAMEI. E a gente juntou as duas coisas, o o a Câmara Integrada com o IAMEI para fazer a divulgação, a conscientização da importância da auditoria interna aqui na Câmara de Campinas. A iniciativa destaca o compromisso do Câmara Integrada em promover ações que incentivem a integração, respeito e o espírito de equipe, criando, claro, um ambiente cada vez mais acolhedor e colaborativo para todos. É sempre muito legal participar desse evento aqui com os servidores. É um momento descontraído, né, onde as pessoas, servidores se reúnem, terceirizados, efetivos, comissionados, estagiários, enfim, todo o grupo da Câmara se reúne para passar o momento de descontração, comemorar os aniversariantes do mês. Então isso traz mais união, né? Faz com que as pessoas eh saiam um pouco de cada ambiente para entender um pouco a particularidade de cada um. Isso quebra o gelo, faz com que o trabalho renda melhor. Pois é, essa é uma das ações aqui da Câmara Municipal de Campinas. É mais uma dessas ações de integração que visa no frigir dos ovos aí buscar o resultado do melhor trabalho que a gente pode entregar pra sociedade, porque servidor feliz faz um trabalho feliz. Os aniversariantes receberam o carinho dos colegas e participaram de um momento especial, preparado com muito cuidado e dedicação. Foi meu aniversário sábado e tô prestigiando e tô comemorando junto com o pessoal da Câmara e é um evento muito interessante pro servidor. É um evento muito, você vê boa integração, né? tá lotado, tá prestigiado e é uma coisa legal para descontrair um pouco e para comemorar e para também fazer uma uma aproximação do pessoal para cada vez estar numa melhor prestação de serviço, né? Senão você encontra com os colegas de uma forma mais informal e tem sempre a oportunidade de estreitar os laços e tornar o ambiente cada vez melhor, que acho que é um dos objetivos aí do evento. Quanto tempo de casa já, hein? Ah, André, eu tô fazendo aí 20 anos de casa esse ano. Acho que eu tava antes de ser efetivo, eu trabalhava no gabinete de vereador, né? Eu era assessor, fui assessor aí durante 9 anos, já tô há uns 11 no quadro efetivo, então tô há bastante tempo já na casa. Serve para para esse momento de convívio mesmo, né? Conhecer as pessoas, rever amigos e trocar ideias, saber onde tá um, onde tá outro. É muito legal, muito bacana isso. Tornados, furacões, alertas de tsunamis, enchentes, eventos climáticos extremos. Todos esses fenômenos têm acontecido com cada vez mais frequência. Por quê? É o que a gente acompanha a partir de agora no nosso quadro, o giro ambiental. Nos últimos anos, o mundo tem acompanhado uma sequência de enchentes, ondas de calor, incêndios florestais, secas prolongadas, furacões e tempestades cada vez mais intensas. No Brasil, tragédias recentes, como no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e diversas regiões, reacenderam uma pergunta importante. Afinal, por que os chamados desastres naturais estão se tornando tão frequentes? E para conversar sobre esse tema, recebemos hoje no Giro Ambiental o professor Raul Reis Amorim, do Instituto de Geociências da Unicamp. Professor, seja bem-vindo ao Giro Ambiental e obrigada por aceitar nosso convite. Bom dia a todos. Prazer estar aqui com você pra gente introduzir o tema quando se fala em desastres naturais, do que exatamente estamos falando? O que caracteriza um evento extremo como esse? Bem, eh, geralmente eu gosto de esclarecer uma questão que é importante, né? desastre é todo evento que afeta diretamente a sociedade, né? E isso pode ter uma origem relacionada a um processo deflagrado ou iniciado por um fenômeno natural ou por um fenômeno eh de origem social econômica, né? Como, por exemplo, rompimento de barragem também causa desastre, mas só que por conta de da origem def como um desastre tecnológico, né? Então, o que se fala chama de desastre natural, na verdade é um evento que causa danos à sociedade, que é deflagrado por um fenômeno natural, mas que só eh ocasiona ou forma um desastre propriamente dito, porque você tem uma estrutura social que não dá conta de absorver aquele fenômeno, né? E entrando na segunda parte da questão, que é o evento extremo. O evento extremo são fenômenos naturais que ocorrem com uma intensidade e com uma frequência cada vez mais intensa, né? Então, quando a gente eh observa esse cenário de mudanças climáticas globais, o que a gente tem percebido é que a atmosfera da Terra ela tem tido uma resposta totalmente diferente aos padrões normais, no do que nós denominamos de normais. climatológicas, ou seja, você até tem o mesmo padrão, né, em relação às médias anuais de chuva, de temperatura, só que eh em dados momentos, né, do ano, essa esse evento ou ô de calor ou tempestade, ele ocorre de forma muito intensa, num período muito curto e de forma muito severa. Então, se a gente for fazer uma análise estatística, né, eh os volumes de chuva eles não aumentaram tanto. O problema é a concentração deles. passaram a ser mais irregulares. Nós temos mais dias quentes e secos e quando ocorrem as chuvas elas ocorrem de maneira mais intensa e mais concentrada, certo? Eh, e o que a gente pode apontar que mudou nas últimas décadas para que esses fenômenos estej acontecendo cada vez com mais frequência, como eu citei também inicialmente. Bem, a grande questão nesse caso tá relacionada a uma transformação, né, que a sociedade desencadeou da própria forma de lidar com o nosso planeta, né? Na verdade, isso é um efeito cumulativo. Se a gente for parar para analisar, ao longo dos séculos, a gente tem alterado a superfície da Terra. E para entender o sistema climático, né, a gente tem que entender que ele todo conectado, ele é há uma conexão entre o que se faz na superfície terrestre, né, e a atmosfera. E quando eu retiro a vegetação natural, removo as florestas, as savanas, né, consequentemente eu altero a forma como a radiação solar é interceptada aqui, né? Então eu substituo plantas por asfalto concreto, né? Eh, eu altero o curso dos rios, né? Então tudo isso vai alterar a dinâmica climática. Se eu altero o custo dos rios, se eu diminuo, por exemplo, o número de nascentes, se eu diminuo a vazão dos rios, né? consequentemente, eu altero elementos chaves pro clima, que é o cic próprio ciclo hidrológico. Eu altero, processos de evaporação, altero processos de infiltração, de interceptação. Então, muitas vezes acaba acontecendo eventos extremos como os necessidades comis inundações, por exemplo, por local ondeia ter uma vegetação responsável por interceptar a chuva, né, e infiltrar, na verdade acaba acontecendo o seguinte, eu tenho tudo isso impermeabilizado, uma parte de impermeabilizado. Então a água, que deveriam ter vários caminhos, elas acabam escoando com maior velocidade para dentro dos canais e isso faz com que ocorram com mais frequência. No caso, dando exemplo aí das inundações, né? A gente pode aplicar isso a outros fenômenos, as ondas de calor. Por que que as ondas de calor ela tem se densificado cada vez mais? Porque cada vez mais nós temos áreas urbanas, né? Então, a própria forma de absorção da radiação solar que converte a luz em calor se dá em materiais muito distintos, né? Cada vez mais eh, prédios espelhados, concreto, asfalto, né? Que fazem com que eu tenha uma alteração do que nós chamamos de albedo, né? ao invés da gente refletir a luz, a a superfície refletir a luz, ela acaba absorvendo mais e ao absorver mais gera mais calor. E professor, muitas pessoas enxergam esses episódios como eventos isolados, né? Mas pelo que você tá me falando, a gente pode considerar que eles têm uma conexão entre si? Sim, eles têm conexão. Por quê? Porque na verdade quando a gente pensa na superfície terrestre, a gente tem que entender que os elementos naturais eles estão totalmente combinados, né? Se eu for pensar, ah, mas com o aumento das temperaturas, eu vou diminuir os eventos de precipitação extrema, eu vou ter só ondas de calor? Não, eles são conectados pensando, se eu tenho mais calor, consequentemente eu vou ter mais evaporação. E quando isso chega, por exemplo, à superfície do oceano, eu tenho mais evaporação no oceano, né? Eh, se eu tenho mais calor na superfície do oceano, essa água vai ser mais quente. Então, eu vou conseguir deflagrar uma série de fenômenos, muitas vezes eh em cadeia. Por exemplo, quando ocorre eh, furacões, ciclones na superfície do oceano, né, geram tempestades mais intensas que vão reverberar, por exemplo, em fenômenos em em cadeia, né? você tem um furacão, na sequência você já vai ter fenômenos relacionados, por exemplo, a inundações, né? Se você fizer uma análise desses históricos, vai ver que vem o furacão que chega ao litoral, mas isso empurra bastante chuva pro oceano. Outro outro exemplo que é bem interessante, né, é que a própria dinâmica da atmosfera, ela eh tem mecanismos muito distintos. Então, ao mesmo tempo que uma parte da superfície terrestre você tem a formação de ondas de calor, em outra você tem o desenvolvimento de outros mecanismos como frentes frias, né, zonas de convergência que geram umidade. Isso, por exemplo, eh, ocasionou, por exemplo, no Rio Grande do Sul, uma das grandes tragédias, porque no centro do país a gente uma grande onda de calor, né, que era tão intensa que impediu o avanço da Frente Fria. O que que a Frente Fria fazendo? Ela estacionou lá. Isso toda chuva que poderia ter sido dissipada por todo o território acabou concentrada lá naquele cenário, por exemplo. E até que ponto eh desses desastres eh deixam de ser apenas naturais, né, e passam a ter uma relação direta com a ação humana? Quando a gente pode identificar essas diferenças? Olha, eh, o que que eu acasei fazendo a ressalva no começo de que os desastres são deflagrados por fenômenos naturais? E na verdade assim, os cientistes técnicos tem a necessidade de classificar isso, né, em relação à origem, né? Mas se a gente for parar para pensar eh o que de fato eh afeta e causa grandes danos a a relacionados à desad são áreas ocupadas pela sociedade, seja em áreas urbanas em que você tem maior concentração de atividades econômicas, que você tem maior concentração, né, de pessoas vivendo, mas também no meio rural. Então assim, o que que é o desastre natural? é quando um ou mais fenômenos naturais eles ocorrem de forma a causar uma desordem naquele sistema e isso pode eh ocasionar prejuízos, danos, né, que podem ser desde danos materiais a imateriais. Então, de fato, tem uma conexão, né? Porque para se definir algo como desastre, ele tem que afetar a sociedade. E onde está a sociedade são locais em que, de fato, em algum grau, você já tem uma transformação da paisagem pela ação humana, seja pro desenvolvimento da agricultura, da pecuária, seja como área residencial, comercial, industrial, eh produção ou geração de energia. Então, o desastre ocorre onde a sociedade atua. Essa é é é a questão chave. Então, tem uma conexão, certo? Eh, nos últimos tempos, né, muitos especialistas têm falado também na desigualdade, eh, como esses desastres atingem as populações, né? Falado também sobre o racismo ambiental. Eh, na sua visão, as populações mais vulneráveis, elas sofrem mais com isso? Sim. Na verdade, a grande questão eh tá associada a como determinadas parcelas da população respondem a esses eventos, né? Então, evidentemente que se você tem eh uma comunidade em que você tem boa infraestrutura, em que você tem os serviços públicos, vamos pensar, vou dar o exemplo associado ao que acontece muito no Brasil, são eventos associados à chuva. Então tem que ter uma articulação entre o evento e como aquela parcela da cidade ou da sociedade vai absorver o impacto dessa chuva. Então, ter uma infraestrutura adequada associada a sistemas de drenagem, seja bueiros, sistemas mais amplos de macrodrenagem ou mesmo a questão das obras de contenção, né, que podem acontecer nas encostas ou mesmo nas drenagens, é um efeito importante. E aí, muitas vezes, o que acontece com as populações mais vulneráveis é porque elas ocupam áreas mais periféricas das cidades que no geral foram eh ocupadas historicamente de maneira espontânea, ou seja, a população vai adquirindo seus lotes, os seus terrenos, vai construindo, né, mas muitas vezes sem usar as técnicas de engenharia adequadas. Muitas vezes a população acaba aterrando áreas de margem de rio, fazendo cortes em costas, né? e isso consequentemente tornam aquela moradia mais frágil. Além disso, nós temos questões, né, associadas a como essa população mais vulnerável se estrutura, né? Geralmente elas são compostas por lares com bastante gente, ou seja, é uma são lares com numerosos em que você tem um número grande de crianças, de idosos. Muitas vezes o chefe da família eh são mulheres, né? Eh, claro, evidentemente que a gente historicamente tem um histórico de que mulheres e a população preta e parda tem menor acesso à renda, à escolaridade. Então, tudo isso, evidentemente, vai criar um conjunto de fatores que vai elevar a vulnerabilidade social dessas comunidades, associadas, evidentemente, a menor acesso à infraestrutura e a políticas públicas que as tornam mais vulneráveis esses eventos, certo? Porque professor, hoje a gente pode afirmar que essas esses eventos climáticos tendem a acontecer com mais frequência. Olha, os números eles acabam nos trazendo isso, né? Se a gente observa o banco de dados de desastres eh naturais eh a nível global, a gente percebe que tem aumentado cada vez mais esses eventos. Eu vou dar, vou comentar alguns alguns casos aqui no Brasil, só pra gente ter uma ideia. Eu vou pegar alguns exemplos de grande proporção, né? Se a gente pega os dados, né, e as ocorrências que têm eh sido definidas aqui no Brasil, de 2020 para cá, nós tivemos grandes eventos, né? A gente vamos pegar começar 2021, né? Dezembro de 21, nós tivemos dois grandes eventos no sul da Bahia, né? um que atingiu mais o extremo sul, praticamente toda aquela região de Tamaraju, Porto Seguro e Anápolis, tipo 8 de dezembro e no final eh no Natal de 21, mais ao sul da Bahia da região Cacau a gente pegou ilhusuna, toda aquela região ali. Logo em 22 nós tivemos um evento bastante intenso, foi Petrópolis em 15 de fevereiro de 22. Aí no no próprio julho 1 22, entre junho e julho, tivemos a região metropolitano de Recife e Alagoas. Depois 2023 de fevereiro de 23 o caso de São Sebastião, né? Aí na sequência temos o grande caso de de que atingiu praticamente todo o estado do Rio Grande do Sul e em 24. Então se a gente for parar para observar e aí eu poderia enumerar vários outros, né? que não, na verdade, não é só a quantidade de eventos que aumenta, mas também o impacto e a dimensão que eles alcançam, né? Então, se a gente for observar, né, nos últimos anos, a gente tem aumentado a frequência, é, quantas vezes esse fenômeno tem se repetido, mas também o impacto da que eu denomino de magnitude. Cada vez mais áreas estão sendo afetadas, né? Então o efeito dessas chuvas, eles têm desencadeado até muitas vezes o que nós chamamos de riscos híbridos. Ou seja, ocorre a chuva e no mesmo lugar você deflagra diferentes tipos de fenômeno. Por exemplo, vou dar um exemplo concreto em Petrópolis. Petrópolis você teve deslizamentos, né, lá na região do morro da Oficina, mas em um outro ponto da cidade, na região central, ocorreu uma grande inundação que tombou dois ônibus e matou uma dezenas de pessoas. Em outro ponto da cidade ocorreu enchurrado, em outro ponto da cidade ocorreu alaramento, né? E aí muitas vezes se interfere no da forma até como os os desastres são notificados. Como é que a Defesa Civil vai eh identificar isso, né? Ela vai chamar, vai falar que foi inundação, que foi movimento de massa, que foi churrada ou que foi alaramento. Não, ela acaba classificando isso como tempestade eh convectiva chuva intensa. Por quê? São vários fenômenos sendo deflagradas a partir dos eventos de precipitação extrema, né? E aí é o grande cuidado que a gente tem que ter como pesquisador de fazer a análise dos registros transcritos desses dessas ocorrências, porque a chuva em si, uma tempestade, não é, a chuva não é desastre, mas o que decorre dela sim. Então, é lendo essas observações, a o descrito desses textos, que a gente de fato consegue identificar que desastres se deflagraram a partir da chuva. Dos que eu citei de Petrópolis, quatro pelo menos, né? Movimento de massa, inundação, alaramento, enchurrada. Então, para entender o fenômeno, a gente tem que ir mais a fundo, não é só olhar a notificação. Por isso que eu digo cada vez mais frequente uma série desses fenômenos. Sim. E o senhor citou agora vários desses eventos que, infelizmente, ceifaram a vida de muitas pessoas. Eh, e você acredita que o Brasil ele tá preparado para lidar com esse novo cenário climático, que esses eventos vão acontecer cada vez mais? Na verdade, a gente precisa de fato eh de um processo grande, primeiro de compreender de que o fenômeno ele tende a se intensificar e ele não vai ser isolado, né? Então não vai ser só o Rio Grande do Sul, né, que vai ter a suscetibilidade de que ocorra isso. Na verdade, eh, nós estamos num país tropical, né? Estamos em um país em que diferentes sistemas atmosféricos geram chuva e, além disso, a depender de outros fenômenos externos ao território brasileiro, essas chuvas podem acontecer em épocas do ano distintas e de forma intensa. Por exemplo, ontem se anunciou na mídia que novamente nós estamos voltando a um cenário de uninho, né, que muda de a dinâmica atmosférica aqui no território brasileiro. Já se fala de previsão de mais chuvas intensas, por exemplo, no sul do país, né? Mas essa questão, ela não tá para além. essa compreensão, ela também tá associada a diminuir a vulnerabilidade social, né, dessas comunidades, principalmente diminuindo aí o que se denomina de racismo ambiental, né, proporcionando a essas populações acesso à moradia, a infraestruturas resilientes a esse tipo de fenômeno, né, e evidentemente adaptar as cidades a essa esse novo contexto, né? Então, por exemplo, a gente tem a presença de rios urbanos. Esses rios urbanos, eles têm que tá eh na sua melhor plenitude para absorver e receber essa água que vai ser direcionada da cidade. Então, eh literalmente criar mecanismos, né, que permitam eh a sociedade absorver isso. E nada eh não tô pensando só em obras de engenharia, não. Tô pensando mesmo em processos de recuperação de vegetação para aumentar a infiltração, né, que é um elemento chave, né? Se você aumenta as taxas de filtração, você diminui comamento, isso consequentemente vai gerar muito menos impacto. Então, literalmente, a gente precisa fazer uma força tarefa, né, de forma em que eh adaptar as cidades a esse novo contexto. Muitas das obras de drenagem, elas foram construídas em outro período. Por exemplo, muitas cidades canalizaram seus rios há 30, 40, 50 anos atrás, em que o cenário, né, era diferente. Então, precisamos adaptar essas áreas urbanas, esses cenários, né, principalmente associados à drenagem, né, ao contexto atual. Isso é fundamental. Professor, pra gente encerrar, eh além do papel do poder público para eh conseguir eh um enfrentamento diante essa crise climática, qual também o papel da sociedade, né, da população, eh, para com o meio ambiente? Eu acho que a primeira eh questão chave é que a sociedade ela tem que entender que ela pode participar de forma ativa, né? E de que forma pode fazer isso, né? Por exemplo, em áreas em que a gente tem a suscetibilidade, né? O perigo de que fenômenos, né, que podem deflagrar desastres eles ocorram, né? As comunidades elas podem atuar de maneira eh bastante ativa, né? pensando, por exemplo, em mecanismos associados à prevenção, né, ou mesmo eh mecanismos associados a eh auxílio entre as pessoas, as próprias comunidades, para tentar evitar as tragédias. Então, de que forma pode acontecer isso? eh a identificar ou criar ou buscar mecanismos para criar pontos de apoio, pensar rotas de deslocamento em caso de desastre, é identificar as moradias em que a gente tem pessoas mais vulneráveis, por exemplo, eh localidades, tem muita criança, muito idoso, precisa da ajuda, né, das famílias para poder, de uma certa forma se deslocarem, né, em um uma eminência da ocorrência de desastre. Isso eu tô falando num processo de de risco eminente de des de desflagrar, mas e a média e longo prazo, de que forma a sociedade ela pode atuar, né? Buscando práticas mais sustentáveis possíveis, né? A gente sabe que alguns hábitos de determinadas comunidades podem intensificar ou acelerar esses fenômenos, né? Como, por exemplo, o descarte regular de resíduos, né? a alteração da superfície de maneira irregular, não utilizando conhecimento técnico. Quando eu aterro uma área, eu corto encosta para ampliar o meu quintal, para construir uma parte da minha casa. Então, a ideia é combinar, evidentemente, práticas mais sustentáveis, mas também utilizar de de técnicas mais seguras na intervenção da paisagem, que muitas vezes eu, ah, eu vou tirar aqui meio m aqui do terreno para construir meu muro, mas a depender da forma como ele corta isso, ele pode, por exemplo, acelerar, né, aumentar a inclinação no terreno e acelerar, por exemplo, o escoamento da água, que em cadeia pode ocasionar uma tragédia muito maior, né? Então, eh pensar nessa articulação entre práticas mais sustentáveis, dar acesso a essas comunidades e essas populações, as políticas públicas essenciais e pensar também nas áreas em que esses fenômenos já acontecem, né? Então, criar mecanismos, né, de articulação entre as comunidades para que elas em si busquem essa resiliência, que elas busquem, né, eh, se articular para evitar danos, mortes, etc. Eh, professor, o Giroal, ele fica por aqui. Eu agradeço a sua participação e a contribuição com todos esses esclarecimentos e informações. Agradeço e muito obrigado pelo convite, eu agradeço também a sua audiência e agora você acompanha as curiosidades e informações sobre o meio ambiente. Até o próximo giro ambiental. O aumento das temperaturas já está impactando a prática de atividade física no mundo. Um estudo da revista Lan Global Health aponta que o calor eleva o sedentarismo e pode causar até meio milhão de mortes prematuras por ano até 2050. A pesquisa analisou dados de 156 países e mostra que meses acima de 27,8º aumentam a inatividade, principalmente em países de baixa e média renda. Para amanhã quinta-feira, as nuvens mais carregadas vão embora, vão se distanciando aqui da cidade de Campinas. Então, o sol aparece com mais intensidade, céu azul, não tem mais previsão de chuva. Só que como estamos no outono, aquele clima, aquele friozinho vai se intensificar. Os ventos deixam a sensação térmica baixa. Então, olha só, quinta-feira de mínima de 13º. A sensação térmica pode ser até mais baixa. Ao longo do dia, essa temperatura sobe, mas ela não passa dos 24º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na quinta-feira. Até lá. Ciao. Ciao. เฮ
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