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O acolhimento, a troca de experiências e a discussão sobre inclusão marcaram a segunda edição do Vozes que conectam em Campinas, com o tema conexões que transformam o encontro reuniu famílias, profissionais e convidados para discutir desafios e possibilidades relacionados ao transtorno do espectro autista. do outro encontro que nós realizamos na Câmara, a gente conseguiu propor dois projetos de lei. Um já está sancionado pelo prefeito e o outro está indo paraa segunda votação na Câmara. Então é um encontro muito importante onde nós conhecemos os familiares e os profissionais que atendem também. Então há uma troca de experiência e principal, nós temos que ouvir as famílias. A inclusão tem que acontecer, mas do jeito correto, né? né? Apenas pegar lá a criança com té, o adolescente com té e vamos fazer de qualquer jeito. Não, há uma inclusão, principalmente tem um esse projeto de lei que eu disse no começo, nós queremos fazer a inclusão habitacional. Então, já passou pela primeira votação, agora vai pra segunda, onde aqui no município, eh, projetos habitacionais que vierem no governo federal, porque a prefeitura construirá casas, a gente quer que seja destinado um percentual para as famílias eh que tenham ali algum parente, que tenha o transtorno do espectro do autismo. Para as famílias, encontros como esse também são uma oportunidade de compartilhar experiências e encontrar acolhimento. mãe de filhos com autismo, Jaqueline Meirelles Pizza também atua na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Esse reconhecimento do trabalho das famílias, né? A gente tem um trabalho de de inclusão onde poucas vezes nós somos vistos e as pessoas não sabem também como acessar os serviços aos aos trabalhos propostos. Então suma importância a gente debater com a sociedade civil a realidade das famílias atípicas. A principal questão hoje é a aplicabilidade da lei. Nós temos excelentes propostas, nós temos excelentes trabalhos, né? Mas nós não temos a aplicação das próprias leis. A dificuldade do acesso ao diagnóstico, aos tratamentos, a a inclusão mesmo na sociedade, ela é muito complexa pra família típica, né? Aja vista que há toda uma rede de proteção. Há tantas famílias daqui, veja, eh, tantas pessoas dispostas a ajudar, mas a lei na prática ela não é aplicada. O diagnóstico do transtorno do espectro autista também pode ser o ponto de partida para identificar necessidades, buscar apoio e ampliar as possibilidades de desenvolvimento. Esse foi o foco da discussão proposta pelo psiquiatra Tabajara Dias. Na realidade, hoje eu acho que um dos pontos mais importantes para falar do autismo são das possibilidades. A gente tá vivendo uma sociedade que valoriza muito a a o diagnóstico. E quando tem o diagnóstico, aquilo funciona como uma sentença trágica e você fica perdido que você vai fazer. É importante as famílias e os próprios eh eh eh autistas entenderem que a gente tem muita possibilidade ainda, né, que pode se ter uma vida muito muito produtiva, muito saudável e que existe grandes autistas na história que fizeram grandes mudanças na vida das pessoas. A gente tem uma formação de conceito na cabeça da gente e autismo sempre foi uma coisa muito ruim e você não percebe que existem possibilidades e muitas possibilidades, né? Então, se a gente não vai atrás dessas possibilidades e não é uma possibilidade cara que você tem que pagar tratamento, nada disso. A própria comunidade, a própria situação nos oferece um monte de alternativa que você pode usar para que essas crenças autistas possam se desenvolver. Mais do que ampliar a conscientização sobre o autismo, o evento também abriu espaço para compartilhar experiências e apresentar ideias de inclusão e acessibilidade às pessoas autistas. A inclusão envolve diferentes dimensões do acolhimento das famílias ao acesso à educação, à saúde e aos direitos. Ao reunir experiências e conhecimentos, o evento busca manter esse debate em evidência. A gente fala muito em representatividade, né? A gente fala muito em ocupar espaços, né? E de repente do outro lado as pessoas acham que estão passando por tudo sozinhas, quando na verdade há toda uma cadeia por trás disso, há todo um trabalho, pessoas que vivem o mesmo que elas estão dispostas a lutar inclusive por elas, né? E a esse fica o meu chamado para que vocês também ocupem lugares, para que vocês venham em eventos como esse, para que vocês eh ergam a voz em prol da nossa própria comunidade, né? Nós vereadores, a gente propõe lei e fiscaliza a lei. Então, nós temos que eh temos que propor leis que vá atender o público, né, público eh que tem o autismo. A partir daí propor as leis, as leis começarem a entrar em vigor, fiscalizar para que a lei seja cumprida. Por exemplo, no caso do projeto habitacional, a lei eh vai paraa segunda votação, com certeza será aprovado e depois nós temos que ficar de olho se a lei está sendo cumprida, se as pessoas estão tendo acesso ao projeto habitacional também na área da saúde, né? eh como que a área da saúde tem olhado paraas pessoas que têm o terra, paraa família que tem o terra,