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Com 126.338 votos, dos quais 44.372 em Campinas, a vereadora Mariana Conte foi eleita deputada estadual e se torna a primeira mulher de esquerda eleita para o cargo pela cidade. Em entrevista gravada na segunda-feira, 5 de outubro, ela avalia a vitória e o cenário pós-eleição, com Tarcísio de Freitas eleito governador em primeiro turno, e detalha prioridades do mandato: defesa do Hospital das Clínicas da Unicamp contra a privatização e da Sabesp. A edição ainda acompanha o repórter André Aranha na Faculdade Anhanguera de Campinas, maior colégio eleitoral da cidade, com relatos de filas e santinhos pelo chão.

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A possibilidade de votar em sessões acessíveis é garantida pela justiça eleitoral. Eleições 2026. Você sabia que Campinas foi palco de uma experiência pioneira na apuração eletrônica dos votos? Durante o período da manhã ontem, Campinas registra poucas ocorrências, mas eleitores reclamam de santinhos espalhados pelo chão e demora nas filas. Olá, boa tarde. Semana começando. Segunda-feira, 5 de outubro de 2026, pós eleições. Começa agora o jornal Câmara Notícia. Quero agradecer a sua companhia, a sua audiência. Participe, mande a sua mensagem. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto. O número aparece aqui embaixo da sua tela, é o 97829377. Você pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você queira assistir aqui no nosso telejornal. Você já percebeu, Mariana Conte está aqui nos nossos estúdios. Eu abro a edição de hoje com a parlamentar, que ontem foi eleita deputada estadual com 126.338 votos. Eh, no total nós tivemos este voto, mas aqui em Campinas 44.372 na cidade, quase o triplo da eleição passada. Então, Mariana, primeiramente, parabéns pela expressiva votação e qual que é o sentimento no dia de hoje? A ficha já caiu. Seja bem-vindo e boa tarde. Obrigada, Gabriel. Obrigada a todo mundo que está nos assistindo. É um, claro, é uma satisfação enorme, porque esse essa votação é resultado de um trabalho, de uma história, de muita gente que se engajou na campanha, de tanta gente. Olha, foi uma campanha que eu recebi tanto carinho, tanto carinho, tantas pessoas, eh, com uma esperança mesmo, né? Eu sou a primeira deputada estadual de esquerda da cidade de Campinas, né? E toda a história Campinas nunca tinha eleito uma mulher de esquerda. E eu acho que assim, quebrar esse tabu é uma satisfação e é uma responsabilidade enorme também, pensando o cenário nacional, o cenário estadual e o cenário mundial, né? A extrema direita é um perigo real. A gente vê que a eleição, né, foi uma eleição muito muito delicada. a gente, Tarcísio de Freitas, eleito, né, em primeiro turno, com todo esse arrebento das privatizações, com pedágios, com a a Unicamp, a gente tá na luta contra a privatização do hospital da Unicamp aqui, um patrimônio da do povo da cidade de Campinas, com a privatização da Sabesp e a nossa região com água suja, água fedida. Ou seja, nesse cenário e eh o o Flávio Bolsonaro, né, eh que é um negacionista, que o pai já levou o país pro buraco durante a pandemia do COVID-19, 750.000 1 pessoas no cenário de Elinho a ia batendo as portas com efeitos climáticos extremos já sendo sentido, com o feminicídio de mulheres, né, o feminicídio batendo recordes. Então, nesse cenário todo, é fundamental que a gente tenha eh é um cenário difícil, mas eu a gente chega de cabeça erguida e eu acho que essa vai ser um mandato de deputado estadual com vô muito altiva, com muito ciência da minha responsabilidade, com muita força para enfrentar tudo isso. E eu quero quero fortalecer a a cidade de Campinas, lutar para defender os serviços públicos por medidas concretas em relação à emergência climática, por defesa da vida das mulheres. Todo esse trabalho que eu venho fazendo ao longo dos meus três mandatos agora, né? Três mandatos, quero fortalecer na Assembleia Legislativa, fortalecer Campinas, o interior, a nossa região, estado de São Paulo. Exatamente. Sobre o fim desta resposta. De que maneira esses três mandatos aqui na Câmara de Campinas te condicionou para esta eleição expressiva paraa Lesp? Ah, foi muito aprendizado, né, Gabriel? Um aprendizado muito grande. Sempre tive posições eh firmes, né? Posições firmes aqui, posições que nem sempre eram maioria, né? muitas grande maior parte das vezes a grande maioria das das votações fui perdi aqui, mas ao mesmo tempo eu acho que não é eh ao mesmo tempo a nossa o fato de ser muito firme, muito convicta, de me jogar nas lutas, de ouvir as pessoas, de atender aquilo que era as demandas, de nunca recuar por, né, não recuar, eh, isso não quer dizer ser, né, a gente ser flexível, mas ao mesmo tempo a flexibilidade com muita firmeza e muito coerente. Isso tudo me mostrou que é sim possível, que as pessoas estão olhando e que muitas vezes e que o que muda, né, é a força social, é a força política das pessoas. A gente caminhar junto é muito importante. Então, as vitórias que eu tive aqui, as vitórias que a gente teve, foi tudo com base na força, no engajamento, na na força de baixo, né? sem não, eu acho que eh eu já entendia teoricamente, né, pelas minhas pelos meus estudos, né, mas eu pude colocar na prática a ideia de que a força não tá em cima, né, a força tá embaixo, né? Eu escolhi escolhi estar do lado das mulheres, estar do lado da classe trabalhadora, defender serviços públicos, combater privatização, combater os ataques na previdência, né? Defender eh denunciar os corruptos, denunciar a as milícias, denunciar eh a extrema direita. tive a o prazer e a oportunidade, o orgulho de participar da missão humanitária que foi rumo a Gasa num momento muito crucial. Isso é uma coisa que eu acho que as pessoas não eh algumas pessoas entendem, mas é importante que as pessoas compreendam que foi naquele momento quando a gente juntou ativistas do mundo inteiro para ir na missão humanitária, era o momento em que o Netaniarro, primeiro-ministro de Israel, estava ameaçando invadir Gaza por terra. E o Donald Trump, esse psicopata que hoje tá no governo dos Estados Unidos, chegou a publicar um vídeo com Gaza feita ao resort dos bilionários e e foi assim e esse a mobilização que aconteceu em torno disso, né? e a 1 milhão de pessoas em Roma, greve geral na Itália, os portuários da Europa fechando a entrada de mercadorias, a luta dos estudantes nos Estados Unidos, luta dos veteranos das Forças Armadas nos Estados Unidos, luta pelo Brasil todo, o mundo árabe pegando fogo, aquele processo de luta que aconteceu fez com que eles recuassem. Então, o cessar fogo, que é uma mentiroso, é uma farsa, mas foi um recuo do Donald Trump. Então foi o momento em que a humanidade estabeleceu um limite, sabe? A humanidade falou assim, ó, eh, porque se tivesse invadido Gaza por terra e e e expulsado aquelas pessoas, seriam centenas de milhares de mortos. Seria todo um povo apagado para fazer um resorte dos bilionários para Elon Musk. E aí foi a humanidade dizendo aqui, daqui não passa, existe um limite moral, sabe? Se eles tivessem feito isso, podiam fazer qualquer coisa. os eles se sentem os donos do mundo. Nós temos uma classe dominante no mundo que se sente dona do mundo e que agora tá com as armas voltadas pro Brasil, né? Depois teve o sequestro do Maduro, né? O o robô todo o petróleo ouro do Maduro para pagar a guerra, o conflito no Irã. E agora é isso se volta contra o Brasil com de olho nas nossas terras raras, de olho no petróleo, de olho na nossa Amazônia. Ou seja, eh às vezes eu recebi, né, muito apoio, muita solidariedade quando eu fui sequestrada, quando eu fui presa, você recebi muita solidariedade, mas ouvi críticas também, né, pessoas dizem: "Ah, mas o que que isso tem a ver com Campinas? O que que isso tem a ver com a com o Brasil?" E aí tá muito perto. É muito, muito perto. É distante, mas é muito perto. O mundo globalizado, em algum momento, ele acaba se encontrando cada vez mais. Eu tô muito convencida que o destino nosso, né, da de quem vive essa cidade, de dos trabalhadores, cada vez mais o nosso destino se liga ao destino dos trabalhadores dos povos do mundo. E a resposta, resposta para fim da escala 61, a resposta para um transporte público de qualidade, a resposta para um sistema de saúde público, essa para para salvar a vida das mulheres, para dar perspectiva pra juventude. Essas respostas elas têm que estar conectadas com a luta do mundo, né? Então eu acho que nem todo mundo entendeu, mas muita gente entendeu e essa votação é resultado disso. Omar, sobre a ALP, agora a base do governador reeleito Tarcísio de Freitas elegeu 65 deputados estaduais da próxima legislatura. Portanto, uma maioria até que confortável, porque ele tem os 2/3. Como que a senhora avalia isso? Olha, o tercoo de Freitas teve apoio de maior parte dos prefeitos no estado de São Paulo. É um governo horroroso, né? Basta ver o que fez com a escola pública, os professores adoecidos, adoecidos assim. Eh, eu eu eu fui professora da rede estadual logo que eu me formei na minha graduação e pensei um um curto período de tempo, mas ao longo desses anos sempre tive contatos com tantos professores, né, da rede estadual e eles nunca tiveram uma situação como essa. É a sede moral, é o adoecimento como projeto político, plataformização, entrada de plataformas, como se a plataforma substituísse os professores, que na verdade não substitui. é um projeto só para vender eh equipamentos, né? O FEDER, inclusive foi tem é acusado, né, investigado por beneficiar, enquanto secretário de educação, beneficiar a compra de equipamentos da empresa em qual ele era sócio. Então, assim, a gente vê que existem conflitos de interesses, né? Então, essa venda de equipamentos, o gasto público com eh equipamentos para beneficiar negócios a despeito daquilo que é a relação que faz uma educação, que é a relação humana, né? E os professores estão arrebentados, né? E se você um um país e um estado que tem professores arrebentados, não vai ter uma educação de qualidade. E é uma educação que é a educação dos pobres, né? a gente vê todas essas medidas, escola cívico-militar, essa papagaiada que eles vão apresentando. Eu sei, eu eu eu eu questiono assim, imagina se isso fosse feito numa escola de elite, né? Numa grande escola de elite, uma escola dessas que você paga eh sei lá, 3, 4, R$ 5.000, sei lá, uma mensalidade, não é colocado, não é. Isso é só para pobre, é destruir a possibilidade da nossa juventude ter acesso à educação de qualidade. Esse é o projeto. É um projeto que é para beneficiar poucos, né? A privatização da Sabesp. Sabespe é uma empresa pública, é uma empresa pública lucrativa, privatizada. as cidades aqui na NASA, a gente tem a SAN NASA, ainda estamos na luta, resistimos contra as privatizações da SANASA, mas existe uma pressão, uma vez privatizado, Sabespização de todos os as companhias municipais. Mas a Sabesp, Paulí, Hortolândia, eu participei e fui paraa Hortolândia na luta contra a água, porque a água tem cheiro de mofo. Agora, emergência climática, essa situação que nós estamos, Campinas, eh, com todos os benefícios fiscais para empreendimentos imobiliários, o domínio dos empreendimentos imobiliários na cidade de Campinas, a custa do quê? do aumento de PTU pro conjunto da população. Então, os os fundos imobiliários são beneficiados, a população paga o pato, a destruição da nossa dos nossos biomas, a APA do Campo Grande com um monte de empreendimento, APA de Campinas que é a que gente eu eu Gabriel, às vezes eu eu fico indignada porque não tem lógica. A AP Apa de Campinas, ela existe para proteger o rio Atibaia, que é a nossa única fonte de abastecimento de água. A água que sai da torneira vem lá do Atibaia. Sim. E a gente tá vendo os empreendimentos, condomínios tomando a APA de Campinas, água se planta. E no cenário de emergência climática que nós estamos, a gente tinha que cuidar, tinha que cuidar, não fazer negócios, porque esse, porque assim, na verdade, isso aumenta o custo de vida das pessoas, porque o aluguel explode. Aquele discurso, a gente enfrentou aqui o plano diretor na cidade, na no plano diretor e eu fui contra a lei que a lei 207 que ampliava o perímetro urbano por toda a cidade. E eu na época questionei, questionei, falei assim: "Olha, isso que vocês argumentam de que isso vai reduzir o custo da moradia é uma mentira? Batata de ter feito, o custo do aluguel explodiu. 2023 o censo mostrava 54.000 casas em Campinas sem ter gente para morar e um monte de gente sem casa. E sobre isso que você tá citando, sobre os problemas da cidade de Campinas, você tá aqui na Câmara, você tá muito próximo desses problemas do cotidiano. Na ALP você vai acabar lidando com questões de todo o estado. Dá para manter Campinas e a região metropolitana como prioridades deste mandato? Claro, até porque a gente é influenciado por muitas políticas estaduais. Falei aqui da Rede estadual de Educação Básica, falei sobre as pressões que se colocam do governo Tarcísio sobre a cidade de Campinas com a privatização dos serviços públicos. Falei aqui sobre a questão do da do clima, que é um tema mais global e que a gente, né, não tem o clima não tem fronteiras, né, o clima, né, a a emergência climática é uma realidade. Também quero fortalecer a luta, não é? Eh, quero que e a ideia como mandato de deputado estadual é fortalecer as lutas na região, né? também não vou me deixar de de quero vou continuar dando minha opinião, participando das lutas, batalhando pelo que eu acredito aqui na cidade de Campinas, fortalecendo aqui na na nossa região e combatendo Tarcísio de Freitas, Dário Saad, que é alinhado do Tarcísio de Freitas, porque a força do Dário de privatizar, de acabar com os serviços públicos, de arrebentar com todo o funcionalismo aqueles que aqueles trabalhadores que prestam serviço paraa população. A força que ele tem é a força do do Tarcísio. Não dá para e não as coisas não estão desconectadas. Eu acho que cada vez mais o que eh eu aprendi é que as coisas se conectam, as coisas são conectadas, não há não. Essa existe uma narrativa histórica de uma cultura que desconecta as coisas. Ah, a cidade de Campinas como se fosse isolada. Não é, gente, não é. Nós precisamos conectar as coisas e é isso que eu tenho feito ao longo desses mandatos e é isso que eu pretendo continuar fazendo. O ex-vereador Paulo Búfalo é o primeiro suplente, portanto vai retornar aqui à Câmara de Campinas no ano que vem a este alinhamento com ele sobre pautas em comum pro munícipe que que está nos acompanhando. Olha, eu fiz essa campanha com muita confiança, porque eu conheço o Paulo, trabalhei com ele aqui na Câmara, a gente foi 4 anos dividindo o mandato, a nossa bancada e o Paulo é uma é um é um professor muito competente, que tem uma história longuíssima de luta, é uma pessoa muito comprometida, muito combativa. Então, eh fico muito feliz do Paulo retornar pra Câmara Municipal. A gente conversou muito nos desde que ele saiu, a gente conversou muito durante todo o período, mas desde que ele não desde eleição passada para vereador e agora no processo da campanha e a gente tem conversado muito, a ideia é que a gente possa fazer uma uma dupla também, sabe, pra gente se fortalecer, pra gente fortalecer, fortalecer a bancada do pessoal aqui na Câmara, fortalecer as lutas que acontecem pela cidade. Então eu tô muito com muita confiança, né? A Campinas não perde. Eu sei que tem muita gente, ouvi isso muito no Gabriel, pessoas que acompanha meu mandato, que gostam, fala assim: "Poxa, Mariana, a gente não quer perder você na Câmara". Eu falo assim: "Gente, fica tranquila. Campinas não perde nada. Com volta do Paulo, eu na lesp vai ser para fortalecer a nossa cidade e a região." Então eu tô muito, muito, muito feliz com isso também. Pra gente poder encerrar e eu até te liberar. Eh, eu sei que é muito cedo. O seu foco agora é na fiscalização do governo do Tarcísio de Freitas. Mas ser uma deputada federal ou uma prefeitura de Campinas é um objetivo a médio e longo prazo. Acho que é algo que há que se pensar, né? É claro que é muito cedo, as coisas t hora, cada coisa tem seu tempo. A conjuntura é uma conjuntura muito volátil, né? Eu acho que a gente tá vivendo a instabilidade como a regra e é difícil fazer planos de longo prazo. Agora é focar no trabalho. Quero fazer uma um mandato diferente, né? Eu acho que quero fazer. Quando eu cheguei aqui, eu acho que eh quando eu fui eleita pela primeira vez, eu era a única mulher de esquerda. E eu acho que de uma certa forma a gente conseguiu fazer uma diferença na cidade, sabe? Diferença na política e tudo mais. Eu eu quero, tô muito dedicada a refletir, pensar, planejar, eh, de fazer algo que seja marcante mesmo, sabe? Que a gente consiga dar uma sacudida. Mas agora esse é esse é o foco. O foco é esse. Aí a próximo, o caminho a gente vai vai o caminho vai se fazer, né? E e eu quero também ouvir as pessoas. É importante a gente ouvir as pessoas. Mariana Conte, muito obrigado novamente pela disponibilidade do tempo aqui com o jornal Câmara Notícia. Parabéns mais uma vez por esta expressiva votação e até uma próxima oportunidade porque ainda estamos em outubro, tem muita reunião ordinária, muita coisa para acontecer ainda, tem muita coisa pela frente, mas muito obrigado, viu? Obrigada, Gabriel, obrigada a todo mundo que me que nos assistiu, que apoiou, enfim. Eh, obrigada a vocês. E, ó, faço o convite para você. Continua aí, Mar. Porque olha só, o repórter André Aranha durante a manhã do último domingo percorreu os distritos do Campo Grande, do Ouro Verde, foi até o maior colégio eleitoral da cidade, a FAC, e vai nos contar o que viu, o clima, se tinha filas, se tivemos problemas. Então, chega mais, André Aranha. Bom, durante toda a manhã, nossa equipe percorreu vários pontos de Campinas, acompanhando, claro, as eleições em todo o Brasil. Começamos no maior colégio eleitoral da cidade, que é justamente a faculdade anguera de Campinas. Lá tivemos a oportunidade também de conversar com eleitores. Conversamos a respeito das eleições neste colégio eleitoral. São 113.546 eleitores, que é na verdade é a zona 275 com 113.500. 546 eleitores. Confirmando a informação, são 26 sessões eleitorais no local, alguns santinhos na durante, evidentemente, a nossa a nossa participação lá, alguns santinhos no chão, o que é proibido, complicando inclusive a situação de muitos idosos que estavam por lá, mas a votação foi bastante tranquila. Também tivemos a oportunidade depois de acompanhar o distrito do Ouro Verde, conversamos com eleitores e estivemos na Escola Estadual Professor Nilton Pimenta Neves, que na verdade são 18 sessões com 6.762 eleitores, pertence à zona 378. É a mesma situação lá, muitos santinhos, alguns idosos com dificuldade, inclusive muitas filas, não é? As pessoas que foram, evidentemente votar encontraram muitas filas, portanto, na zona 378. Também fomos, eh, em algumas escolas, não é? Eh, passamos em alguns locais de votação, como por exemplo no distrito do Campo Grande. O Campo Grande em Campinas é atendido pela zona 379 com 140.000 eleitores. Algumas escolas lá, Eovra de Pardo, eh, Muraro, onde estivemos também. E para fechar, a gente foi no distrito, além do Campo Grande, também no distrito do Ouro Verde e conversamos aí eh com várias pessoas. Na verdade, eh poucas ocorrências, apenas santinhos no chão, o que, confirmando a informação, complicou bastante aí a situação de idosos. algumas alguns colégios eleitorais com filas, um pouco de demora, mas no normal, pelo menos no período da manhã, onde nossa equipe esteve fazendo reportagem, entrando ao vivo com vocês aqui na TV Câmara Campinas, as eleições ocorreram eh de forma bastante tranquila. André Aranha para o Câmara Notícia, tá certo? Então, muito obrigado, André Aranha, parabéns pelo trabalho. Bom, a gente segue aqui porque a repórter Camila Borges acompanhou também ontem o presidente da Câmara, o vereador Luiz Rossini, que foi às urnas pela manhã no colégio Progresso. Além de comentar a importância da participação nas eleições, o parlamentar avaliou a estrutura preparada na cidade para o dia da votação e destacou a participação de eleitores de diferentes gerações. O presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luiz Rossini, votou no domingo, logo pela manhã, no colégio Progresso, que fica na região central de Campinas, e integra a 33ª zona eleitoral da cidade. Depois de votar, ele falou sobre a importância de exercer esse ato de cidadania de eleição. Eu falo que é o momento máximo da democracia e o voto é o instrumento que o cidadão tem para depositar sua esperança naqueles que ele acredita que pode ajudar a melhorar as condições do país, do estado, né? Então o voto consciente é fundamental, é a oportunidade que a gente tem de melhorar as coisas, né? De repente o voto cidadão, ele quando você vota num candidato que você acredita, confia, você tá entregando ele uma missão que você espera que ele cumpra. Então esse exercício é fundamental paraa democracia. Olha aqui, ó. Eu já cumpri a minha obrigação hoje como cidadão. O presidente também comentou a estrutura preparada no município para o dia da votação, como a gratuidade dos ônibus e as ações de segurança. Eu acho que assim, as instituições públicas elas têm que se unir mesmo e fazer esse grande esforço de primeiro facilitar a vida de quem vai votar. Eu acho que o transporte gratuito é fundamental, né, para que as pessoas que moram mais distantes na periferia possam exercer o direito sem ônus. né? Essa é uma uma ação importante. Obviamente a presença das forças de segurança, Guarda Municipal, Polícia Militar, ajudam para evitar conflitos e até para fiscalizar se a legislação eleitoral tá sendo cumprida, né? Proibido boca de urna, proibido aglomeração, manifestação coletiva de voto, né? E às vezes as pessoas exageram. Então, a presença da guarda da polícia ajuda. Mas as últimas eleições em Campinas têm sido tranquilas. os cidadãos de Campinas têm sido conscientes. O movimento nas sessões eleitorais de Campinas reuniu eleitores de diferentes idades e o parlamentar destacou a importância de quem não tem mais a obrigatoriedade de votar, como os idosos com 70 anos ou mais e os adolescentes 16 e 17 anos. o voto do maior, do menor de 18 anos, né, maior de 16 e o voto acima de 70, que não é obrigatório, para mim é aquele voto mais consciente, né? principalmente essas pessoas idosas que às vezes com dificuldade de locomoção, como a gente viu há pouco, assim, é é a expressão verdadeira de quem quer ajudar, quem quer mudar, quem quer ser cidadão. É muito bonito. Nós temos assim uma população idosa grande e crescendo em Campinas. a gente tem uma expectativa grande dessa adesão massiva, né, desses idosos conscientes e também a juventude, né, a gente viu que teve um grande número de jovens de 16 anos que estão votando pela primeira vez. Eu acho que essas duas extremidades, eu falo assim, todos os votos têm que ser conscientes, mas esses que não são obrigados e vem porque quer, é porque quer falar: "Eu sou cidadão, eu quero ajudar a melhorar as coisas do meu país." E mesmo sem a obrigatoriedade de votar a partir dos 70 anos, muitos eleitores idosos fizeram questão de ir às urnas no último domingo. A participação mostrou que para muitos o voto vai além de uma obrigação. uma forma de exercer a cidadania e participar das decisões do país. A partir dos 70 anos, o voto passa a ser facultativo. Isso significa que a pessoa pode escolher se vai ou não a sessão eleitoral sem a obrigação de justificar a ausência. Mas neste domingo em Campinas, muitos idosos fizeram questão de ir às urnas. É o caso da dona Elizabe, que aos 71 anos foi uma das primeiras a chegar ao colégio Pio X, no centro de Campinas, antes mesmo da abertura dos portões. Desde menina, ato cívico faz bem pra saúde e faz bem pra gente, pro Brasil não estagnar, não estacionar, tem que ir pra frente porque eu amo meu país, né? E mesmo não sendo mais obrigatório, não tem por parar, como a senhora falou, tem que exercer esse papel cidadão, né? Enquanto eu aguentar, eu venho, se Deus assim me permitir. E ela não está sozinha nessa. Na região de Campinas, mais de 390.000 eleitores, com mais de 70 anos estão aptos a votar. E para o seu João Carlos Gameiro, de 85 anos, exercer o voto é mais do que uma obrigação, é um direito. Eu acredito que seja o dever do cidadão. Nós temos o direito de voto e temos que exercê-lo, embora eu já não precise mais, mas é que a minha própria formação me faz com que eu faça valer o meu direito de de eleger os nossos dirigentes. Para quem fez questão de exercer o direito ao voto, pessoas com deficiência ou com alguma dificuldade de mobilidade também contaram com o apoio da Justiça Eleitoral. Medidas de acessibilidade foram adotadas para garantir que todos pudessem votar com mais autonomia e segurança. Nem a chuva que caiu no meio da tarde em Campinas impediu que quem fez questão de votar fosse as urnas, como no caso das pessoas com alguma questão de mobilidade que votaram nas sessões acessíveis. Teve chuva, mas mesmo assim a senhora fez questão de exercer o seu direito à cidadania. É, enquanto a gente está aqui, vamos colaborar, né, com a em Já votou? Já votei, já tô tô indo embora. Uma pessoa já vestida para auxiliar as pessoas a botarem nas suas sessões com acessibilidade. Como que o senhor vê esse apoio? Muito bom. Ótimo que tem pessoas assim, né? tá organizado. Ela melhorou muito na questão de acessibilidade. Certo é que essa escola, o colégio Carlos Gomes, é uma escola que é um prédio histórico, ele é tombado, ele não pode ser aquilo reformado, não pode mexer. No entanto, naquela época não tinha uma acessibilidade como já tem hoje. Por exemplo, como é um prédio histórico, hoje você já tem uma rampa de ferro. A gente veio neste horário porque temos um filho autista, acomodamos eles e agora a gente veio, eu e minha esposa vai dar problema lá, então tem que ser rápido, né? A possibilidade de uma votação acessível é garantida pela justiça eleitoral. Em Campinas são mais de 12.000 1 eleitores e eleitoras nesta condição. Esta escola, inclusive, ela é adaptada com uma entrada separada para os eleitores nesta condição. As sessões acessíveis oferecem infraestrutura adequada, como rampas de acesso, largura das portas ajustadas, a cadeirantes e até banheiros adaptados, além das urnas especiais e pessoas treinadas para o auxílio. Eu acho legal dessa escola também que todas as pessoas que estão de 60 a mais até 80 mais exercem a democracia. E aí eu me sinto como parte desse exercício também. Para quem não se inscreveu para o uso das sessões acessíveis, o voto foi garantido de outra forma. Eu eu teria que ter feito uma inscrição antes para poder volotar aqui embaixo. Eu não fiz, então eu paguei o preço. Mas eh foi legal, eles deram apoio aqui. Eu trouxe uma galera de três pessoas para me ajudar e subi as escadas. Votei. Para que esse direito seja garantido, logo após o segundo turno, é possível fazer o pedido para uma sessão com acessibilidade para facilitar o processo na hora do voto. A partir de novembro, vá na justiça eleitoral e peça, porque facilita bastante, né, pras pessoas poderem votar em lugares de fácil acesso. E isso é possível transferir os títulos para essa facilidade. Passa a eleição, a pessoa ela esquece. E é importante que nesse período, a partir de novembro ela peça acessibilidade, né? Porque essa escola, especificamente Carlos Gomes, é uma escola tombada. Então a gente não pode ter elevador, não pode, não pode ter uma alteração na arquitetura da escola, porque ela é um prédio tombado. Então é importante que o cidadão fique consciente peça acessibilidade. São quatro zonas aqui embaixo, quatro sessões aqui da zona 33 que tem acessibilidade, tem rampa e vai facilitar para eles e também pra gente poder ajudá-los também. Depois do encerramento da votação, começa uma outra etapa fundamental do processo eleitoral, a apuração dos votos. Em Campinas, as mídias das urnas eletrônicas foram encaminhadas aos cartórios eleitorais e, em seguida, transmitidas ao Tribunal Regional Eleitoral. A Mirna Abreu acompanha de perto esta operação e mostra como é que funciona o processo até a totalização dos votos. Desde o fechamento dos portões às 5 horas da tarde, o prédio que abriga a justiça eleitoral de Campinas contou com um apoio logístico que já aguardava a chegada das primeiras caixas com as mídias, contendo os votos dos mais de 667.000 eleitores que compareceram às urnas neste domingo, uma abstenção de 23.6%. A apuração começou com a chegada do material da zona eleitoral 380. Um pouco mais tarde, foram chegando aos poucos os materiais das zonas 33, 275, 378 e a 423. As zonas 274 e 379 foram as últimas a receber os materiais devido à distância dos locais de votação do prédio da justiça eleitoral no centro da cidade. Isso em razão da dimensão do da cidade de Campinas, né? Nós temos rotas aqui, por exemplo, que o local de votação tá 45 minutos indo direto até ele, né? A a rota um daqui é a rota mais distante de Campinas e já chegou, já foi apurada. Então, a a diferença de horário entre uma zona e outra é realmente a localização geográfica de cada local de votação. Aumentou um pouquinho o nosso tempo de votação nos locais, mas ainda assim foi muito positivo. Cada uma das sete zonas eleitorais fez sua logística para o recebimento do material, transferência das mídias para o Tribunal Regional Eleitoral, triagem da documentação e a conferência dos boletins de urna. Os pontos de transmissão instalados nos cartórios eleitorais utilizam o software próprio do TSE para ler a mídia e enviar os arquivos criptografados via VPN, uma rede privada virtual diretamente aos servidores centrais. a gente coloca essa mídia no no num computador para fazer a transmissão. É utilizado o sistema transportador web, né, que transmite esses dados até o TSE e que consolida esses dados através do sistema CTO. A urna eletrônica, ela é segura. Quando a gente faz a geração de mídia, carregamento dos dados da urna eletrônica, gera um código de correspondência entre essa urna e o servidor do Tribunal Superior Eleitoral. Quando a gente envia os dados da mídia de resultado, esse número tem que coincidir. Não serve qualquer mídia para fazer apuração, tem que ser a mídia gerada naquela específica urna para que isso possa ser apurado. Então, não tem como haver uma interferência nesse processo. E você sabia que Campinas já testava a apuração eletrônica dos votos há quase 40 anos? É isso mesmo, viu? Em 1988, a IMA realizou uma experiência paralela à apuração oficial e conseguiu totalizar os votos antes da contagem manual. Você confere todos os detalhes a partir de agora. Em 1988, os eleitores já estavam cadastrados eletronicamente na justiça eleitoral, mas a contagem dos votos ainda era feita manualmente. O processo envolvia centenas de pessoas e podia levar horas até que todos os votos fossem totalizados. prefeito na época Magalhães Teixeira, José Roberto Magalhães Teixeira teve a ideia de fazer essa operação de contagem paralela dos votos aqui em Campinas e tudo isso ocorreu com a autorização da Justiça Eleitoral perfeitamente. Então, o que que aconteceu? Eh, eh, depois que se fez a, a, as votações se concluíram às 17 horas, praticamente, as urnas eram lacradas, levadas para um local de apuração, que no caso era o ginásio esportivo da Unicamp, e ali tinha os escrutinadores, as pessoas que eram designadas para fazer a abertura das urnas eleitorais e a contagem dos votos. E essa contagem, ela feita praticamente no grito, né? uma pessoa com pegava o papelzinho por papelzinho, né? Lia o nome do candidato, uma outra pessoa verificava, tinha lá os fiscais e do outro lado alguém anotava numa planilha com papel carbonado qual que era o e eleitor. Essa apuração, ela chegava até o data center da IMA, que ficava no centro da cidade, em papel. Então você imagina, eu tinha que ter um batalhão de motoristas para trazer fichas enormes, conjuntos enormes de papéis preenchidos à mão até uma central onde que tinha digitadores para poder fazer a digitação desses dados e colocar no computador e onde que fazia-se então a a totalização dos votos. Por ser uma experiência pioneira, o trabalho também envolvia desafios tecnológicos. A equipe precisava garantir a agilidade do processamento, conferir as informações e reduzir o risco de erros em um sistema que ainda era experimental. Naquela época, o desafio era realmente você comprovar que o processo digital ele era seguro e ele era eficiente e rápido. E para isso a gente montou eh um batalhão de pessoas, mais de 60 pessoas trabalhando na digitação, né? Então era assim, não tinha scanners na época ou então o CR para você fazer o reconhecimento automatizado dos votos. Então você tinha que pegar papel por papel daquele boletim de urna que foi preenchido lá no no no ginásio da Unicamp e os digitadores eles preenchiam um a um os eh resultados parciais e eh do fechamento de cada urna. E só que tinha um problema e se tivesse um erro da digitação, você já tinha o problema da da possibilidade do erro do preenchimento da contagem dos votos no local lá, né, da apuração pelos escrutinadores, embora pequeno poderia ter porque era manual. Aqui em Campinas, aqui na imã, a gente não poderia ter esse tipo de problema, senão ia ser um um erro em cascata. Então era feito da seguinte forma. A hora que chegava uma folha, o primeiro digitador ele digitava o sistema, já passava aquela mesma ficha, aquela mesma folha de apuração de votos para um segundo digitador que fazia a mesma operação sem saber quem tinha sido inclusive o primeiro digitador. Ele, o segundo digitador era sorteado pelo sistema e preenchia aquela ficha novamente em duplicidade. E se tivesse alguma alguma algum preenchimento errado, então essa ficha ela voltava para um terceiro ditador para fazer a conferência e a a o preenchimento oficial do voto. Mais de três décadas antes da consolidação das urnas eletrônicas, Campinas foi pioneira e utilizou a tecnologia para acelerar a apuração dos votos. O resultado da experiência ficou pronto várias horas antes da apuração manual. A agilidade também fez com que a sede da IMA, no centro de Campinas, passasse a receber profissionais da imprensa em busca das informações mais atualizadas sobre a eleição. Essa apuração, ela foi um perfeito sucesso. Inclusive a imprensa, ela deixou de olhar para as apurações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e foram lá no prédio da IMA, no centro da cidade de Campinas, para acompanhar a apuração parcial que a IMA divulgava, porque ela era muito mais rápida. Inclusive, a apuração da IMA, ela terminou praticamente um dia antes da apuração oficial pelo TCE, né? Então isso isso comprovou que o sistema era eficiente. Ele bateu, né, exatamente com o valor depois a da apuração, porque a apuração nós fizemos era paralela na época e bateu exatamente com a apuração feita pelo Tribunal Superior Eleitoral. A experiência de 88 mostra como a tecnologia já era utilizada para buscar mais agilidade e precisão na apuração dos votos. Uma trajetória de inovação que segue fazendo parte da história da imã e do município de Campinas. Ela levou pro Brasil essa possibilidade, esse teste de tecnologia que embasou as as construções dos próximos passos que nós conhecemos hoje, como a urna eletrônica e aporação. Inclusive, na época a IMA, ela praticamente inaugurou a ansiedade dos jornalistas de ficar dando play lá no no no voto parcial, não é verdade? Que hoje todo mundo faz isso pelo celular. E na época os jornalistas iam lá na porta da imã para ficar dando esse replay para ver qual que era o voto parcial. Bom, pra gente poder fechar então este domingo de eleições, aqui em Campinas, 873.613 estavam aptos a votar, mas apenas 667.699 compareceram as urnas. 76,43%, ou seja, 205.914 pessoas não votaram uma abstenção alta de 23,57%. No Brasil, os números de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral foram comparecimento de 125.275.835 eleitores, o que deu 78,92%. Só que 33.469.244 pessoas não votaram uma abstenção de 23,57%. Votação dos vereadores aqui de Campinas para deputado estadual, a Mariana Conte, que já entrevistamos nesta edição, mas confirmando, recebeu 126.344 votos e foi eleita. O restante não foi eleito. O Igor Diego recebeu 37.999 votos. O Gustavo Peta 33.311. A Fernanda Solto com 21.792. A Débora Palermo recebeu 16.168 votos. Nelson Oster com 13.334. Luiz Cirilo 11.358. E o Aílton da farmácia com 7.770 votos. Para deputado federal, nós tivemos dois candidatos, ambos não conseguiram uma vaga no Congresso. A Guida Calisto recebeu 21.559 votos e o Marcelo Silva 10.628 votos. Bom, era inevitável, óbvio, mas não deixa de ser triste, né? A Ponte Preta perdeu de novo e desta vez foi sacramentado. Mais um rebaixamento na história. Foi o jogo de ataque do Cuiabá contra a defesa ponteana. Então a macaca conseguiu segurar apenas 25 minutos porque aí após cruzamento da direita, Júlio não conseguiu afastar nem o zagueiro Gabriel Carã só atrapalhada. E aí, Kauan Cristian? Fácil, fácil na pequena área, colocou para o fundo das redes. 1 a 0 Cuiabá. Aos 36, aos 40 e 46, Vinícius, o goleiro ponte pretano, evitou o pior. Na etapa final, Gabriel Carã quase fez contra, mas Vinícius salvou mais uma. Até que aos 21 minutos, Júlio não conseguiu proteger. Pedro Henrique esperto, tomou a frente e foi calçado. O Varvil dentro da área, é pênalti. O próprio atacante foi para a bola e bateu firme, forte no alto para definir. Cuiabáis, Ponte Preta zero e decretou Ponte Preta rebaixada. Está de volta à Série C em 2027. É o segundo rebaixamento do clube no ano. Caiu no Campeonato Paulista e agora no Campeonato Brasileiro da Série B. Olha o ano de 2026 da Ponte Preta. Apenas quatro vitórias, cinco empates e 32 derrotas. sofreu 81 gols neste ano. É crise financeira, administrativa, técnica, tudo errado na Ponte Preta. Então, algo precisa ser feito para o clube aí conseguir se reerguer. Rebaixamento pra Série C foi com sete rodadas de antecedentes. Então, olha que vergonha. A Ponte volta a campo amanhã na terça-feira em Daiatuba, porque o gramado do Moisés Lucarelli não tem condições de receber uma partida de futebol. Então, mais uma vergonha. Amanhã, 9:35 da noite, a Ponte recebe o Juventude no estádio Ítalo Limonge. Amanhã a gente fala mais aqui sobre este confronto no jornal Câmara Notícia. Bom, na hora de presentear as crianças, muitas pessoas pensam logo em brinquedos. Mas será que o presente precisa ser algo que vem dentro de uma caixa? Experiências, brinquedos caseiros e até a tecnologia podem ser alternativas. Sobre essas possibilidades, nós vamos falar a partir de agora no nosso quadro Na Ponta do Lápis. Olá, está começando mais um na ponta do lápis. E olha só, o Dia das Crianças já está aí e com ele a preocupação de como presentear a criança da sua casa, dar um presente, uma experiência, levar para o parque ou fazer algo em casa sem comprometer o orçamento. Mas quem está aqui comigo e vai trazer um pouco mais de detalhes sobre esse dia tão especial e tão aguardado para muitas famílias, é ela, Silvia Salomão. Ela que é professora de pedagogia aqui do Centro Universitário Unimetrocamp. Silvia, seja muito bem-vindo a mais um Na Ponta do Lápis. Olá, tudo bem? Bom dia, Silvia. Para começar a nossa entrevista, eu quero primeiro que você explique qual é a importância do dia das crianças e de lembrar essa data, não só nesse dia, mas lembrar das crianças em todos os outros dias. Muito bem lembrado, né? É, é sempre bom a gente ressaltar que o Dia das Crianças é um dia que visa homenagear todas as crianças e as diferentes infâncias no Brasil. Então, para que a gente não perca de vista nesse dia, antes de mais nada, antes da gente estar falando em presentes, que a gente possa preservar os direitos de todas as crianças, né? Direito à saúde, direito à educação, à moradia e direito ao brincar. Bom, agora a gente chegou no brincar, né? Eh, muito importante que a gente consiga dar nosso tempo de qualidade paraa criança. Acho que isso é o maior presente que a gente possa dar, a nossa participação na vida dela, a nossa atenção e escuta plena. Pensando nisso, a gente pode pensar em alternativas de presente sem pensar em grandes custos, porque o mais importante é a nossa presença na vida dessa criança. Então os presentes podem ser, né, a gente pensando nessa interação social com com a com as infâncias, né, olha, a gente pode passear com as crianças, né, em parques públicos, museus, saídas, eh, nesse evento que geralmente a cidade proporciona, né, alguns eventos públicos e também, inclusive oficinas. Hoje a internet ela oferece muitas oficinas, muitos, muito tutoriais para fabricação de brinquedos, de materiais, de jogos, né? Então isso também é muito importante. Eu acho que a gente pode por essa via também alternativa das crianças construírem seus próprios seus próprios brinquedos, mas com a presença da família, dos seus entes queridos. Ô Silvia, e você citou aí a questão da experiência e dos tutoriais. Se eu escolho então presentear a minha criança, seja o meu filho, o meu sobrinho, o meu primo, se eu decido, então presentear, dá um presente, como eu faço para escolher esse presente? Como que eu estabeleço um limite? É melhor dar brinquedos didáticos, educativos? Como eu faço essa escolha? Olha, muito interessante. A gente tá pensando nisso, né? na hora que a gente vai eh se propor a comprar um presente, é muito importante que sejam assim, no caso, vamos supor, brinquedos, brinquedos inteligentes que tenham a intencionalidade de algum objetivo, né, do conhecimento, eh, da aquisição de novos conhecimentos. Então, eu sou a favor, sim, de brinquedos mais educativos. Para isso, para as crianças mais velhas, eu sempre penso e sugiro brinquedos que vão estimular a cooperação, autonomia da criança, construção de novos conhecimentos e sempre a interação social na indo contra a questão das telas, né? Porque hoje as crianças se encontram no isolamento social e muito eh adictas das telas. Então, jogos de tabuleiro, jogos com regras, jogos de mesa, jogos com cartas para as crianças a partir de uns 7 anos. E para as crianças mais novas, eu penso que a intencionalidade é mais levada à exploração da criança, investigação e ao faz. Então eu sugeriria brinquedos para essa faixa etária, pensando nessas questões. Aproveitando um pouco o gancho do final dessa sua resposta da questão das crianças mais pequenas, muitas vezes elas nem têm noção dessa questão do presente, da questão do valor mesmo, de de querer um presente caro, um brinquedo caro, mas essa coisa da imaginação. E você estava falando também da questão do brincar, como que as pessoas que estão nos acompanhando em casa, os pais, muitas vezes de crianças mais novas, pode aproveitar uma oportunidade como essa, que é o dia das crianças para transformar e se brincar em algo rotineiro e trans não precisa gastar muito para realizar isso. transformar isso também em algo da rotina da criança, essa questão do brincar, da imaginação e a além disso tudo dá uma atenção especial pra criança e ali acaba criando uma rotina de cuidado e de olhar mesmo para as crianças. É sempre bom a gente lembrar que o brincar faz parte da do desenvolvimento da criança, né? E ele faz parte desse crescimento da criança e ela vai ler o mundo em seu entorno a partir do brincar. Ela constrói novos conhecimentos brincando. Então o brincar ele é fundamental, seja dentro do ambiente doméstico, na família, seja na escola. Hoje o brincar é mais um é mais um direito a à educação, ao crescimento dessa criança. Então é importante que tem um brinquedo simples. Não necessariamente são brinquedos caros como panelinhas, bolas, cordas, bonecos, fantoches. São brinquedos muito interessantes e que propulsa esse crescimento na criança. E para as crianças mais velhas, que muitas vezes os pais podem podem pensar que, ah, meu filho já tá velho, então ele só vai se importar com presente material, com aquilo que eu posso dar para ele, seja brinquedo, eletrônico. Mas as crianças mais velhas, elas também podem aproveitar dessa questão do brincar? Com certeza, né? O brincar só vai mudando um pouco a faceta, né? Se as crianças pequenas, mais ou menos de zero a seis tão muito ligadas, né, no jogo simbólico, no faz de conta, brincar de casinha, brincar de papai, de mamãe, de médico, de motorista e também brinquedos de construção. As crianças mais velhas vão levando essa questão da loticidade para as questões eh dos jogos, jogos com regras, jogos de cooperação, né? Então, jogos que levem a novos conhecimentos, né? Isso é brincar também. E a gente sai um pouco da caixa pensando que brincar é só tela, né? Que brinquedo é só tela, que presente é só questões digitais, recursos digitais. Acho que a gente precisa est revendo isso e levando essas crianças, tanto as pequenas quanto as maiores, para as questões da interação social, da exploração, da cooperação e principalmente do convívio. E esse convívio social é fundamental para um pras crianças no seu crescimento, para que elas sejam adultos saudáveis. E a gente estava conversando um pouco nos bastidores antes de começar a nossa entrevista da questão que a tela às vezes pode entrar como um auxílio, como como uma parceira aí na questão da elaboração dessas brincadeiras que hoje em dia tem muito tutorial que que a criança não precisa necessariamente estar conectada às telas, mas a tela pode ser utilizada na hora da criatividade para quem está nos acompanhando em casa para criar uma experiência ou até mesmo criar um presente para dar para criança. Como funciona isso, essa questão dos tutoriais? Olha, eu acho que as questões digitais elas entram muito bem como recursos na nossa vida, né? Hoje é inviável a gente pensar em viver sem a internet, sem todo esse conectivismo, mas é importante a gente ensinar pras crianças os momentos adequados para a gente ir para essas telas. Então, podemos eh criar uma oficina em família, oficina em casa, com os irmãos, com os primos, os colegas, de construir algum brinquedo. E hoje, se você abrir algumas plataformas, né, o mesmo YouTube, eh tem inúmeras propostas de brinquedos, né, e com recursos muito fáceis de de serem feitos. E hoje em dia se discute muito a questão da relação que os pais estão construindo, que os pais, que os familiares, os parentes em geral estão construindo com as crianças. Às vezes aquele momento em que a pessoa está lá na casa dela, compra um kit às vezes de miçanga, de produtos assim, pode ajudar a elaborar ainda mais uma relação dos pais com aquela criança. Isso também é importante, esse momento de interação, às vezes que é uma coisa que não é tão cara, a gente consegue às vezes com R$ 10, 20, R$ 30 comprar um kit de miçanga e ali perder uma tarde inteira dentro de casa mesmo com a criança. Isso também é importante, não só muitas vezes pra relação, mas às vezes até pro desenvolvimento da criança. A criança ali consegue adquirir um gosto pela coisa às vezes do artesanato, de ficar ali desenvolver a coordenação motora também da criança. Como que é isso? Conta pra gente. Ah, é muito bom. É um kit de miçangas, né, de materiais não estruturados, passam a ter um outro sentido, um outro valor a partir da construção. E aqui no caso, na construção coletiva, né? a criança não vai estar sozinha fazenda, ela vai est vai estar com a mediação do outro adulto e de e provavelmente de outras crianças. Então isso é muito importante. E outros materiais não estruturados também, como gravetos, barbantes, eh folhas, dá pra gente criar outros brinquedos também, né? E vamos lembrar também dos brinquedos do passado que tem atravessado gerações, né? como a pipa. A pipa é um brinquedo que pode ser feito em família e brincado, né? E brincar depois lá fora. Já estão aí melhorando a qualidade da experiência ao ar livre. Então é excelente construção de brinquedos, né? E a e ess a compra desses materiais geralmente eles não são tão caros, eles são bem acessíveis e a criança deposita ali nessa construção, além do valor da construção, da cooperação, ela vai depositar ali um valor simbólico, né? vai criar uma pequena joia, vai criar um chaveiro, um outro brinquedo, né? Então essa intencionalidade é muito importante nesse momento de se presentear, né, além do material, mas com a presença de qualidade do dos pais, da família, né, entre os parentes e além de ajudar no desenvolvimento muitas vezes da da própria criança, certo? Isso além de ajudar no desenvolvimento, né, que é muito importante. E falando em desenvolvimento, toda essa questão do digital que a gente estava falando, que a gente trouxe até aqui, a gente está falando do município de Campinas, que tem muitos lugares, muitos parques, muitos espaços ao ar livre. Qual a importância também de pegar uma data, usar a data apenas como um pretexto, mas para levar a as crianças para esses lugares, deixar elas ocupar esses lugares e muitas vezes deixar com que esse tipo de de experiência, esse tipo de passeio se torne também um ambiente de socialização, levando em consideração que essas crianças encontram outras crianças e a partir disso vir transformar isso em rotina da criança. Isso é muito importante, né, que a gente eh faça disso uma rotina e não só. Na verdade, o Dia das Crianças é um lembrete, né, para que as crianças e a infância não sejam esquecidas, sejam eh homenageadas e honradas na principalmente na preservação da dos seus direitos, mas que a gente faça disso uma rotina realmente, como você disse, desses passeios, dessas idas a praças, né? que a gente não perca de vista que a criança como uma pequena e grande cidadã, ela faz parte da cidade também, mas ela depende do adulto para ela ter acesso a esses espaços públicos, que a gente tenha um tempo de qualidade, de atenção e escuta plena diante da infância e das nossas crianças, para que eles possam realmente ir pra cidade, né, fazer pequenos passeios e ir em bosque, museus, né, expos e tem muito evento gratuito. Então, acho que a gente vale a pena a gente pesquisar e correr atrás mesmo. Silver, e agora para finalizar a nossa entrevista, qual dica você, qual recado você deixaria para os pais que estão nos assistindo, nos acompanhando para transformar esse dia das crianças não só em algo eh que seja pontual, mas como você mesmo falou nessa sua última resposta, a questão de transformar isso em rotina. E a partir desse momento que a gente está aqui debatendo como presentear ou ou transformar experiências para crianças, mas a partir desse ponto, olhar para a criança com um olhar diferente e realmente olhar para a criança como indivíduo, como um sujeito. Isso. Olha, a criança ela é um sujeito protagonista da sua vida, né? Mas ainda depende dos pais. Então é importante que os pais a vejam como esse sujeito em construção que tem especificidades dela de desenvolvimento, de crescimento, de construção de identidade. Criança tem muito que dizer para nós. Então essa escuta atenta e plena é muito importante que a gente desenvolva com as nossas para para com as nossas crianças, né? ela não é um como você acreditou muito, né, na educação, ela não é um pequeno adulto, ela não é um adulto em miniatura, ela é um sujeito específico. Então, se a gente também travar com ela, né, diariamente um diálogo, eu acredito que a gente vai descobrir muita coisa boa dessas nossas crianças que estão em nosso entorno e elas vão dar muita, muitas dicas do que elas necessitam e pra nossa surpresa, provavelmente não são brinquedos caros. Fiquem atentos. Eu acredito que muita novidade vai surgir e a gente vai ficar surpreso com o que as crianças têm a nos dizer, tá certo? Então, Silvio, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de conversar com a gente. Obrigada a vocês. Bom dia. Na ponto do lápis de hoje, então, você descobriu como transformar o dia das crianças em algo muito além de uma data pontual. Você consegue presentear, dar uma experiência e a partir disso construir uma nova relação com seu pequeno. Na ponta do lápis de hoje vai ficando por aqui, mas eu volto semana que vem. Até mais. Para amanhã, terça-feira, o tempo segue. Instável, nebulosidade em alta com o sol tentando aparecer, mas há possibilidade de chuva e deve vir na na forma de temporal, viu? com venda e raio. Então, muita atenção nesta terça-feira. E com isso a temperatura não sobe, fica amena até um friozinho, viu? Olha só, mínima de 18 e a máxima não passa dos 24º aqui pra cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na terça-feira. Até lá. Ciao. Ciao.
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