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IMA testa apuração eletrônica paralela em Campinas nas eleições de 1988

Em 1988, operação da IMA digitou boletins de urna em Campinas e divulgou resultado antes da apuração manual oficial

Por Redação TV Câmara Campinas
Equipe de digitadores da IMA conferindo boletins de urna na apuração paralela das eleições de 1988 em Campinas, TV Câmara Campinas
Equipe de digitadores da IMA conferindo boletins de urna na apuração paralela das eleições de 1988 em Campinas, TV Câmara Campinas

Em 1988, a IMA, Informática de Municípios Associados, realizou em Campinas uma apuração eletrônica paralela à contagem oficial das eleições municipais. Enquanto a totalização oficial dos votos ainda era feita manualmente, a empresa digitou, conferiu e totalizou os boletins de urna em um sistema próprio, com autorização da Justiça Eleitoral.

Na época, os eleitores já estavam cadastrados eletronicamente na Justiça Eleitoral, mas a contagem dos votos dependia de centenas de pessoas e podia levar horas. A votação se encerrava às 17 horas e as urnas lacradas eram levadas ao ginásio esportivo da Unicamp, onde escrutinadores abriam cada urna e liam os votos em voz alta. Um fiscal verificava a leitura e outra pessoa anotava o resultado em planilha com papel carbonado.

O prefeito da época, José Roberto Magalhães Teixeira, teve a ideia de realizar a operação de contagem paralela em Campinas. Os boletins preenchidos à mão no ginásio da Unicamp eram levados em papel até o data center da IMA, no centro da cidade, por um grupo de motoristas, para que digitadores inserissem os dados no sistema.

Mais de 60 pessoas na digitação

Sem scanners ou reconhecimento automatizado de caracteres disponíveis naquele momento, a IMA montou uma equipe de mais de 60 pessoas para digitar manualmente os resultados de cada boletim de urna. Para evitar erros em um processo ainda experimental, cada ficha passava por dupla digitação.

A hora que chegava uma folha, o primeiro digitador ele digitava o sistema, já passava aquela mesma ficha para um segundo digitador que fazia a mesma operação sem saber quem tinha sido o primeiro digitador.

O segundo digitador era sorteado pelo próprio sistema. Quando havia divergência entre as duas digitações, a ficha ia para um terceiro digitador, responsável por conferir e definir o preenchimento oficial do voto.

Resultado pronto antes da apuração oficial

A apuração da IMA ficou pronta várias horas antes da contagem manual ser concluída, segundo a reportagem. A agilidade levou jornalistas a acompanhar os números diretamente na sede da empresa, no centro de Campinas, em vez de aguardar os boletins oficiais.

Essa apuração foi um perfeito sucesso. Inclusive a imprensa deixou de olhar para as apurações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e foram lá no prédio da IMA, no centro da cidade de Campinas, para acompanhar a apuração parcial que a IMA divulgava, porque ela era muito mais rápida.

O resultado da apuração paralela conferiu exatamente com o total apurado oficialmente. Mais de três décadas antes da consolidação das urnas eletrônicas no país, Campinas testou uma tecnologia que embasou etapas posteriores da apuração eletrônica usada hoje no Brasil.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no ELEIÇÕES da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Eleições | IMA 1ª Apuração Eletrônica Urnas.

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Eleições | IMA 1ª Apuração Eletrônica Urnas

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