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outubro rosa é uma das campanhas mais popularizadas pela conscientização do câncer de mama que é o mais letal entre as mulheres inclusive entre as mais jovens o câncer de mama no Brasil assim como na maior parte do mundo é o câncer mais frequente na população feminina excluindo-se câncer de pele Não melanoma eh pro Brasil agora os dados do INCA de 2023 estimam 73.000 novos casos de câncer de mama e para 2022 a expectativa eram 19 9000 mortes tá então é um câncer que representa saúde um problema de saúde pública desde que surgiu na década de 90 nos Estados Unidos o Outubro Rosa tem a função de conscientização para a doença mas nos países em desenvolvimento o desafio é ainda maior com aumento expressivo do número de casos e o desafio para o acesso ao tratamento no Brasil que é um país que tá em desenvolvimento a gente tem uma proporção muito grande de mulheres jovens com câncer de mama tá é é um retrato que é um pouco diferente de dos países mais desenvolvidos como na Europa nos Estados Unidos é cerca de 45% dos nossos casos acontecem em mulheres abaixo dos 50 anos que inclusive é a faixa etária que não está contemplada no rastreamento mamográfico eh preconizado pelo Ministério da Saúde do Brasil o aumento de caso entre as mulheres jovens tem sido um grande desafio essas mulheres que têm câncer de mama Nessa idade acabam tendo uma opção no plano de vida né então como é que eu vou preservar a fertilidade dessas mulheres Qual que é o melhor método anticoncepcional que a gente tem tem que utilizar nessa população eh a questão dos Testes genéticos né a gente sabe que o câncer de mam e mulheres jovens está muito associado ao câncer hereditário e daí o acesso ao teste genético no nosso país Ele não existe na saúde pública Então são alguns exemplos de desafios que a gente tem e um outro que eu acho que é muito importante a gente frisar são a a a questão dos atrasos que existem né que são fundamentais e que certamente impactam na chance de cura do câncer de mama então muitas mulheres conseguem fazer um exame diagnosticam mas não conseguem chegar a tempo de fazer o tratamento num período que é mais seguro autora do estudo sobre as disparidades raciais na mortalidade por câncer de mama de 2000 a 2017 em São Paulo e no Brasil a professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Alerta que no caso das mulheres pretas o problema é ainda pior nós sabemos que as mulheres pretas Elas têm eh uma tendência maior um risco maior de ter cânceres geneticamente mais eh relacionados que são tumores mais agressivos que acometem mulheres em idades mais jovens entretanto só isso não é o suficiente pra gente justificar esse achado que nós observamos de uma maior mortalidade por câncer de mama entre as mulheres pretas eh quando comparado com as mulheres BR brancas e também uma sobrevida menor segundo o estudo as políticas públicas e as campanhas devem ser para todas as mulheres a gente observou no estudo que esse câncer ele é diagnosticado em estadios mais avançados parece que o problema não é na realização da mamografia porque a mamografia para rastreamento ela tem a capacidade de fazer a detecção mais precoce de cânceres muito iniciais essas mulheres pretas elas estão se apresentando com tumores mais avanç ados então nos parece que o problema é mais a partir do momento que a mulher sente alguma alteração na mão ela percebe um nódulo ou alguma alteração ela tem dificuldade de acessar ao sistema de saúde para fazer todo o processo diagnóstico e também ter acesso ao tratamento a vulnerabilidade social somada as questões raciais agravam o cenário para as mulheres pretas acredito que a primeira eh estratégia para isso é a gente reconhecer que o racismo institucional que tá presente de uma forma velada entre as nossas instituições Pode sim tá dificultando o acesso dessas mulheres pretas ao diagnóstico e tratamento e com isso a gente tá tendo desfechos piores para essas mulheres as mulheres brancas Elas têm mais câncer de mama do que as mulheres pretas Mas aquelas mulheres pretas que têm câncer de mama quando elas eh observam quando a as campanhas chegam até ela até ela elas podem não se sentir reconhecidas como uma mulher de risco pro câncer de mama porque na maior parte das vezes a gente acaba direcionando essas campanhas com pessoas com mulheres que geralmente são brancas Então essa mulher quando ela eh tem acesso a essas campanhas elas não se reconhecem como uma mulher de risco para o câncer de mama