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AUDIÊNCIA PÚBLICA - SEMANA DE PREVENÇÃO DE FEBRE MACULOSA 16 09 2019
Em destaque · HD Vídeo · AUDIÊNCIA PÚBLICA

AUDIÊNCIA PÚBLICA - SEMANA DE PREVENÇÃO DE FEBRE MACULOSA 16 09 2019

41 views Publicado 16/09/2019 HD · 1:44:38

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AUDIÊNCIA PÚBLICA - SEMANA DE PREVENÇÃO DE FEBRE MACULOSA. RESPONSÁVEL: LUIZ ROSSINI

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[Música] a tv câmara campinas estamos ao vivo aqui no plenário da câmara municipal de campinas onde dentro de instantes vai ser dado o início a uma discussão sobre a criação no calendário municipal de uma semana de conscientização sobre a febre maculosa sob a presidência do vereador luís corsini que é presidente da comissão do meio ambiente essa discussão é será compartilhada com outros profissionais e convidamos você que assiste neste momento a tv câmara para que acompanhem esses trabalhos esta discussão e se quiser vir pessoalmente participar aqui no plenário da câmara o convite é extenso a todos os municípios portanto a partir de agora acompanha essa discussão porque fala sobre a sua saúde a saúde de todos nós vamos prestar atenção boa tarde tão dando início à audiência pública convocada para discutir uma proposta de projeto de lei que cria a semana municipal de prevenção da febre maculosa e para debater esse assunto já compondo a nossa mesa de trabalho dessa audiência pública a minha direita andré von zuben que é secreta secretária interina de saúde né e também diretora a vigilância sanitária do município obrigado pela presença importante a minha esquerda o paulo anselmo felipe que é diretor do departamento de proteção e bem estar animal da secretaria do verde e meio ambiente e desenvolvimento sustentável entanto também o secretário rogério menezes neste momento obrigado paulo anselmo pela sua presença é também doutor rodrigo angerami média infectologistas do departamento de vigilância em saúde agevisa da secretaria de saúde de campinas e também à direita a doutora andrea riccardi doutor ricardo conde alves rodrigues que é médico veterinário do departamento de vigilância em saúde de visa quero agradecer a presença de todos em especial josé salomão fernandes é diretor da pro espe e ao seu amigo lá do thiago lira dois grandes militantes da causa ambiental do nosso município sempre presente nas discussões importantes na nossa cidade e também os representantes aqui dá do grupo de trabalho que foi criado exatamente para discutir enfrentar essa realidade um pequeno esclarecimento à a prefeitura através da secretaria de saúde criou um grupo de trabalho sobre a febre maculosa e várias ações têm sido executadas a partir das reuniões desse grupo que é multidisciplinar acho que 11 secretarias o compõem e nas discussões surgiu a proposta de se instituir uma semana no município de campinas de prevenção à febre maculosa essa demanda chegou até mim e eu apresentei uma proposta de um projeto de lei instituindo essa semana pelo regimento da câmara municipal de campinas é que aliás foi uma iniciativa minha toda vez que se for criar alguma data comemorativa ela deve ser precedida de uma audiência de um debate público para justificar a necessidade e importância ea relevância de você dedicar seja um dia ou uma semana sobre algum tema e obviamente esse tema que trata esta semana é da maior importância da maior relevância pelo que a febre maculosa pode acarretar a ao cidadão então a idéia hoje a gente falar um pouco da importância da de se ter essa semana a função que ela deve desempenhar e a gente também aproveitar o momento para aprofundar um pouco mais o conhecimento sobre como é a febre como ela é transmitida e que ações e medidas preventivas já estão sendo e devem continuar sendo adotadas para proteger aqui a nossa população então feita essa pequena abertura eu já passo a palavra a doutora andré vão subir obrigado e boa tarde a todos agradeço grandemente o vereador rossini pela iniciativa agradeço a câmara também por ter acolhido a essa demanda tão importante e aproveito para cumprimentar aqui o doutor paulo selma doutor rodrigo angerami doutor ricardo toro rodrigo do torricado da minha equipe e o paulo nosso companheiro de muitos anos também queria também agradecer a maioria heloísa que estão aqui tiveram protagonismo muito grande na nessa semana no decreto no grupo que vem estudando a febre maculosa então hoje vai ser um dia muito importante porque nós vamos conseguir fazer alguns esclarecimentos sobre essa doença lembrando que é uma doença endêmica no município de campinas nós temos casos há muitos anos mas série histórica bem grande é pelas características da nossa cidade é com ambientais é é uma preocupação ano após ano o departamento de vigilância em saúde nec no qual eu só a diretora tem um trabalho bastante tem um só com esse problema ea gente teve um avanço muito grande que foi o envolvimento de outras secretarias na temática eu gosto de dizer que quando a gente tem é doenças que têm determinantes ambientais no adoecimento a secretaria de saúde sozinha ela não tem sucesso porque porque são problemas que são problemas de saúde mas não podem ser problemas da secretaria de saúde tem que ter um envolvimento de outros enche os outros é outra secretaria dentro da estrutura da máquina pública para realmente a gente conseguir fazer o enfrentamento ao problema de maneira robusta com conteúdo e que a gente consiga mesmo trabalham nós fizemos duas coisas muito importantes né gente tanto montou um grupo técnico com presença de 11 secretarias no qual verde tem um protagonismo muito grande que está aqui esse grupo desdobrou com um decreto nem que foi um decreto regulamentador e que também trouxe coisas muito importantes que o doutor ricardo vai apresentam então nesse momento antes de abril de baixo passaria palavra produtor ricardo que trouxe a situação epidemiológica da febre maculosa brasileira em campinas vai falar um pouquinho mais sobre a doença muito obrigada queria aproveitar tocava anunciar a presença do doutor antónio jogo free de vasconcelos também médico epidemiologista grande amigo de longa data obrigado pela presença e depois nós vamos ouvi lo também obrigado por toque obrigado boa tarde cumprimento ao a nobre vereador pela propositura do projeto de lei caó que vem ao encontro daquilo que a vigilância pretende enquanto é divulgação para um agravo que tem uma característica é uma relevância fundamental para o município de campinas cumprimentando também os colegas da mesa o doutor rodrigo souto paulo doutor andréia e falar a idéia na verdade a tese algo é breve e que de alguma forma é é assim a gente consiga esplana nem aquilo que é a febre maculosa qual o significado dela num contexto estadual regional e sobretudo do município de campinas tem aqui algumas imagens nem com as quais a gente é pretende trabalhar na parte da tarde então a gente pegando mapa do estado de são paulo e eu tô aqui me virando um pouquinho também para ter uma imagem pouco mais clara para mim a gente vai notar que o município pintado em azul nem aquele uma freqüência dentro do estado de casos autóctones de febre maculosa é em termos numéricos maior e aí a gente vai notar que esse município exatamente campinas então dentro de um aspecto estadual a região metropolitana de campinas a região também de piracicaba elas assumem um protagonismo quanto ao número de casos né e dentro de um aspecto regional de campinas o município de campinas também assume um papel fundamental na quilo que é se refere ao número de casos notem que aqui é uma é uma é uma tabela que na verdade plana casos autóctones e hematológica de 2007 a 2019 e vão a gente pode notar lá embaixo que é 823 casos foram reportados e notificados dos quais 46% e se deram na região do gv 17 ou seja que ela é hoje 17 o grupo de vigilância epidemiológica da regional campinas e dentre os carros ocorridos no estado 82 ou 10 por cento e finalmente falando é e são os casos que ocorreram em campinas então nota em que a gente tem uma situação estadual em que a doença ela é predominantemente é acomete moradores da região de campinas e dentro da região de campinas a gente tem é a predominância deste município como detentora do maior número de casos aqui a gente nota que de 82 casos reportados aqui em campinas e vou falar isso aqui um pouquinho mais para frente também a gente tem algo que é é fundamental no nosso entendimento que a taxa de letalidade ou seja os indivíduos que são acometidos pela doença qual o percentual que evoluir para óbito ea gente vai ver que de é que em falando da febre maculosa essa taxa de letalidade é extremamente elevada na ordem de 46 por cento dando a entender que a cada fim de vida os que foram acometidos pela doença 46 evolui para óbito é então vamos a importância da maculosa no contexto de saúde pública no aspecto municipal é endêmica em campinas desde 95 dando a entender que é uma doença com a gente vai ter que conviver né e a gente convive e vai continuar tendo que conviver até pelo aspecto de do iphan biental que ela possui é uma doença de baixa incidência ou seja se a gente pegar apenas a a quantidade de casos que ocorre a cada ano a gente não vai ter ela como uma doença de grande importância no entanto à medida que a gente é vai verificar as taxas de letalidade aí a gente entende por que ele é tão relevante apenas como exemplo vou mostrar uma imagem daqui a pouco o ano de 2019 e até o momento a gente tem 10 casos de febre maculosa confirmados dos quais fat evoluindo para óbito nos dando uma taxa de letalidade de 70% é algo extremamente elevado a naturóloga ela não está restrita a nenhuma região de campinas ou seja é ele está é igual me igualmente não mas ele está é preventiva em em todas as regiões do município obviamente que há um predomínio em regiões que têm um caráter rural e silva chefe mas essa não é a única realidade e obviamente é um problema de relevância dada sua alta taxa de letalidade e esse slide ele é muito importante porque o que ele fala é uma febre maculosa é uma doença de caráter de início súbito e pouco específico ou seja do doente quando acometido ele começa com sintomatologia inespecíficas as quais podem ser facilmente confundidos com outras que são é muito mais comuns num no âmbito municipal é então é possível um confundimento inicial um quadro de uma gripe forte ou mesmo com quadro de dengue é então a afim tomator hoje a que inicialmente com febre calafrios e falei a inteira e premia conjuntival dores musculares e articulares não necessariamente todas as os sintomas que vão elencar os ali fazem com que algo que seja comum é o doente procurar por atendimento médico uma primeira vez uma segunda vez uma terceira vez e ele é diagnosticado com uma outra causa e tecnológica e é medicado ele é via de regra é medicado um antitérmico com um analgésico com uma sonoterapia e acaba evoluindo pra pra falar mais grave da doença ea gente vai ver em breve o tratamento é a chave para o uso fef para a não evolução para óbito não é uma vez que o tratamento é iniciado de forma tardia a chance daquele paciente evoluir é de uma forma não benigna é muito grande a transmissão ela ocorre é em decorrência da picada de um carrapato infectado não é obviamente o carrapato quando transmitir e tem que ter consigo a bactéria né e aí até um dado interessante que mesmo em regiões endêmicas é a o percentual de carrapatos infectados pela bactéria pela rickettsia rickettsii é exigida na ordem de 0,01 ou melhor 0,001 por cento ou seja a cada 1.000 carrapatos um teria a bactéria que é o agente etiológico da da febre maculosa e mais além da picada do carrapato infectado a que havia ainda um tempo mínimo de permanência do carrapato aderido à pele daquele indivíduo para que o carrapato tenha tempo hábil de transmitir a bactéria e esse tempo é de algo em torno de 16 horas para que o carrapato consiga fazia inoculação desse agente etiológico o período de incubação ele varia de dois a 14 dias com média de uma semana após a picada isso aí é é uma informação fundamental porque a pessoa que se expõe na picada de um carrapato ou ainda que exponham ambiente de risco e muitas vezes ela não percebe a picada de um carrapato ela tem que ficar atenta durante duas semanas porque o período qual pode ocorrer a manifestação clínica ea informação chave informação fundamental é esse indivíduo levar a equipe médica a informação de que ela teve contato com o carrapato ou ao menos que freqüentou uma área onde o carrapato pode é poder lista esse aqui é o ambiente uma escultura antygona kg enfim mais amplamente conhecido popularmente aí noé por carrapato estrela aqui um carrapato é adulto na imagem uma é uma confusão muito comum é ela decorre do fato de que o carrapato ele tem fases de evolução fases evolutivas então a gente tem a fase de larva a gente tem a fase de ninfa e a gente tem um carrapato adulto todos são o mesmo carrapato em momentos diferentes de vida a fase de larva é chamada popularmente de michael ii acho que todo mundo já ouviu falar no microfone adenir fifa o nome popular e vermelhinho e o carrapato adulta o carrapato estrela no entanto em qualquer fase da vida evolutiva de um carrapato âmbito do da espécie de desculpa com ele pode uma vez infectado pela bactéria transmitida pela al humano e hospedeiro primário tanto do carrapato como da bactéria é a capivara então é ela que tem condições de amplificar a população de anbyon desculpo o cavalo também têm essa propriedade essa característica mas a capivara é o único animal vertebrado que tem condições de fazer a riqueza que semeou a bacteremia montou uma vez infectada durante um período curto da vida dela ela produz bactéria que não temo é não técnico né e uma vez picada por carrapatos ela vai eliminar durante algo em torno de duas semanas a bactéria para o carrapato e assim o ciclo da doença se perpetua aqui é uma imagem que a gente vai ver então a a festa histórica de febre maculosa em em pessoas que moram residentes em campinas de 2007 a 2009 notem que a gente tem ano ano uma variação do número de casa e só esperado dentro de um de um ambiente acadêmico né a uma a uma uma variação anual é no atual ano a gente já tem um número de casos que fez equivale ao ano anterior e já relativamente próximo do ano de 2010 que foi o ano na série histórica em que a gente teve o maior número de casos e mais algo que chama mais ainda a atenção é a letalidade com a qual a gente está lidando para esse ano de 2019 na casa e 70% chegando muito perto da maior letalidade já observada até 2014 quando houve 71 cento de taxa de letalidade aqui é uma imagem que nos mostra que dos infectados por febre maculosa moradores de campinas a grande maioria deles 81 por cento adquiriu a doença em campinas em algum local de campinas em algum local provável de infecção dentro do município ao passo que é 16% foram adquiridos doença fora de campinas ou por uma atividade de lazer ou por uma atividade de trabalho acabaram se infectando fora de campinas mas são moradores de campinas e um pequeno número de casos cuja investigação epidemiológica não conseguiu chegar a um determinante é uma doença que tem um caráter de predominância indivíduos do sexo masculino ea explicação para esse fato decorre de que o homem via de regra ele se expõe mais ambientes em que a gente tem o carrapato ou por atividade de trabalho ou por atividades de lazer é uma doença muito ligada à pescaria aaaa trabalho é de capina de corte de mato e via de regra o homem que está mais exposto não significa de ver que a mulher uma vez picada por um carrapato infectado não vai se infectar e têm a doença da mesma forma aqui é uma imagem que nos mostra a há a distribuição de casos de acordo com a faixa etária e aí a gente verifica que a mácula ela foi um caráter é mais complexo ainda uma vez que a população diretamente afetada é aquela população economicamente ativa então é o óbito de um indivíduo nem fase economicamente ativa e assim um caráter ainda mais dramático e vão vamos entender que a mácula lógica é uma vez que ela não leve o indivíduo acometido óbito ela pode levar as sequelas de uma gravidade bastante intensa como por exemplo a amputação de mãos de pede pena rodrigo se pode falar é melhor depois é aqui apenas para a gente dar um link daquilo que tem significância é a atividade de lazer ou ocupacional nos casos de febre maculosa nota que quase 40% tão direta diretamente relacionado à atividade de lazer é um número importante 14 os casos com atividades ocupacionais então é nos cabe nem quanto técnicos de vigilância e é como propositores de medidas de prevenção focar sem dúvida nenhuma esse tipo de público nem aqueles que têm por hábito é fazer atividades de lazer ou ocupacionais em áreas de risco essa imagem é uma imagem que eu achei relevantes colocar porque é é a gente fazer uma análise do banco né uma análise é epidemiológica agente vai verificar aqui nos dos indivíduos que tiveram febre maculosa 62% relata um contato com o carrapato ok é algo esperado uma vez que o carrapato é o vetor mas notem o percentual de pessoas que não relatam o contato com o carrapato é somado ao ignorado a gente vai perceber que perto de 40 por cento dos indivíduos não falam do carrapato e não falam do carrapato muito provavelmente porque não perceberam não viram o capa tu tá então é a febre maculosa é ela pra que a gente pense nem em medidas de prevenção não basta a gente pensar no indivíduo foi parasitado em relato parasitismo hoje o conceito é outro é alguém que freqüentou uma área onde o carrapato possa estar presente aqui é dos casos confirmados aqueles que relata um contato com capivari vão entender contato com capivara e estar num ambiente onde a capivara não é ninguém abraçando uma capivara ou enfim não é esse contato que a gente que se vê aqui tá mas boa parte também dos indivíduos acometidos não relatam terem pensado em ambiente com a presença da capivara e aqui é é uma outra imagem que a gente acha bastante interessante e pertinente porque ela nos aponta a aas a funcionalidade da doença que até é antes da do edital df tomei a liberdade de falar com o vereador no sentido de a gente pensar uma uma semana de prevenção e controle que link né com a a distribuição da doença ao longo do ano porque a gente vai ver que há um forte predomínio para casos de febre maculosa partir de agosto é com pico em setembro outubro é em decorrência da fase de vida do carrapato que predomina em cada época do ano tá então a gente partiria já de uma proposta não é de de instituir uma semana no momento prévio ao pico é que o que vai ocorrer por volta de agosto então talvez como sugestão algo em torno de maio junho como um algo mais eficaz no sentido preventivo aqui o nosso bioma é tá escrito kg inferior mas houve uma mudança de nome hoje é o bioma escutam a ele que predomina é aqui na nossa região e é o agente é um perdão é o vetor da febre maculosa para outras regiões do estado de são paulo há outros carrapatos do gênero um bioma envolvidos e aqui é uma imagem eu vou tentar brevemente explicar lá a gente percebe que o carrapato estrela ele é um carrapato e ter o feno ou seja ele tem é durante a faa a sua fase de vida só a sua vida melhore devendo ele depende de três hospedeiros distintos tá então a gente tem a fase de lava que é o único em que predomina de março até junho ela vai para evitar um animal e para essa fase de vida ao carrapato ele é muito eclético quanto à fonte de alimentação ele pode para evitar desde um pequeno roedor uma ave um cão um gato um cavalo humano inclusive depois de um parasitismo que dura alguns dias no animal esse carrapato cai ao chão e sofre uma equipe divide ele vira uma ninfa e a ninfa nota em que ela vai predominar de junho a novembro que a fase em que a gente tem também o predomínio de casos de maculosa tá então enquanto houver um ambiente um predomínio de ninfa a uma condição epidemiológica mais favorável há casos de febre maculosa que é exatamente esse momento que a gente tá vivendo aqui no no município de campinas a ninfa ela também é muito eclética quanto à fonte de alimentação então ela pode perfeitamente para si para evitar humano bem como outros animais por fim a ninfa ela vai até um animal ela ela para 20 feminino mal caiu fora novamente se transforma em adulto e um adulto cujo predomínio temporal é de novembro a março ele vai preferir para evitar um cavalo uma capivara que o hospedeiro primário do carrapato-estrela então a imagem ela tá aqui pra mostrar que há um predomínio do número de casos de maculosa de junho a novembro porque é o período em que a gente tem na natureza no ambiente o predomínio de dadá do estágio né de ninfa do carrapato-estrela para finalizar minha fala é no âmbito do do comitê municipal de prevenção e controle de arboviroses a e vinha sendo discutido a criação de um grupo de trabalho no sentido de evocar nem a a ações preventivas naquilo que se refere à febre maculosa tendo em vista a relevância do agravo aqui no município então esse grupo foi criado salvo engano 2018 então foram e técnicos de de várias secretarias de 11 secretarias além de índios municipais envolvidos na elaboração de um grupo de trabalho cujo objetivo final era a publicação de um decreto que é dentre outras coisas tinha por é objetivo desencadear no âmbito de várias secretarias aquilo que é seria pertinente no sentido de prevenção do agravo e o decreto foi finalmente publicado agora em janeiro de 2019 aqui uma imagem do decreto do plano de ação municipal intersetorial para a prevenção de febre maculosa em campinas é essa aqui é um ano não assustem com tamanho aqui da imagem na verdade é uma é eu entrei na prefeitura há 18 anos e era comum no âmbito da vigilância a gente fica sabendo de eventos públicos não eram realizadas em parques públicos ou espaços públicos com risco para febre maculosa que a gente já conhecia aquele risco ea gente vinha ficar sabendo da realização do evento ou no dia do evento ou pós evento ou pelo jornal como andré acabou de falar e aquilo nos incomodava muito no sentido de que como é que a gente enquanto municipalidade né não se conversa e não chega a um entendimento em um bom fluxo de modo que a vigilância lá ela tenha conhecimento prévio daquilo que é um evento público não é que vai ser o público é privado mas que vai ser realizado no no solo público de modo que um dos pontos para os quais o decreto é passou a a investir na língua enquanto o grupo técnico foi na criação exatamente de um fluxograma pra que quando é a a municipalidade ou então um ente privado tem a intenção de realizar um evento este seja previamente comunicado à vigilância de modo que a gente tenha condições de ir ao local previamente fazer um diagnóstico ambiental e é parte da premissa de emitir um relatório com uma série de recomendações às quais vão ser encaminhadas ao responsável pela realização do evento e também o dpj quando couber para que o manejo ambiental seja realizado de modo adequado esse fluxo é algo que tem é é validade desde a publicação do decreto ele passa por alguns ajustes até a manhã de ontem está aqui na platéia tem se esforçado no sentido de de fazer o o o detalhamento mais fino é do decreto porque há o que realmente envolve muita gente envolve é e e fala de um fluxo que particularmente não conheço é algo semelhante em nenhum local do país nem a gente realmente foi inovador quando propõe algo do tipo é no sentido de trabalhar fortemente o caráter preventivo aqui é um parecer técnico feito pela bióloga da da uvv a angela ela juntamente com técnicos de vigilância regionais têm trabalhado muito fortemente no sentido de avaliar cada local público ou privado no qual é eventos em a ser realizadas não apenas na investigação também de locais prováveis de infecção de febre maculosa brasileira então eu falei da da questão do dos eventos a alma uma uma vertente muito forte no decreto relacionadas à segurança do trabalho no então é é nós preocupados com os servidores da prefeitura e também com o terceirizado que presta serviço à prefeitura nef foi publicada uma ordem de serviço na qual a gente tem uma série de orientações ao trabalhador é que que está presente naquelas áreas de maior risco então ele tem uma série de recomendações que vão desde colocar fund ipi até manejo adequado da área néné e nesse trabalho também a gente fez uma uma cartilha é pra quem quem tiver interesse já se fala tem um link aqui na imagem e é uma cartilha com o foco no trabalhador e também no técnico de segurança do trabalho e uma cartilha que tem poder é é assim foi recomendado por que é ele é muito didática e ela tem inclusive uma riqueza de imagens e fotografias próprias nem a gente mesmo criou as fotografias com o apoio fundamental também na milena que não se encontra aqui mas queria deixar o registro e creio que seja material ou também muito recomendável sob o aspecto de de orientação para aquilo que é febre maculosa e quais seriam as medidas preventivas mais importantes sobre o aspecto ocupacional aqui é a carinha da cartilha à frente dela é a capa dela a o enfim a identidade visual é inclusive conversa com outros materiais educativos que a gente também tem a medida do possível é publicado aqui são imagens próprias é que um servidor da não vê o lado bom que gentilmente cedeu sua imagem pra a cartilha então seria o epis adequados para quando o indivíduo se expõe a uma área de risco é por fim é eu numa outra vertente do decreto sac é um mapa não é um mapa georreferenciado do qual é também do crédito aqui a figura de angela bióloga e da iv nossa engenheira do do cesad é ea gente nota cada ponto votado aqui no mapa a ponto vermelho pode ser um vermelho um pouco mais claro ou mais escuro se refere a um caso de febre maculosa ou mais casos a então onde está mais claro é um caso onde fica mais escuro dois ou mais casos o que é importante a gente verificar na imagem que primeiro febre maculosa hoje não é um problema ao distrito há uma única área ela está disseminada por campinas como um todo esse é um ponto importante é segundo pra cada caso que a gente verifica via de regra vai haver uma coleção hídrica importante próxima daquele e daqui daquele caso então é a gente vai notar aqui e ali na de viva com um pedreira é o rio jaguari a gente tem casa ali em todo o curso do atibaia desde a rodovia dom pedro ali na região leste região joaquim egídio subindo pela região do carlos gomes região do village há muito casa naquela região e no lago do café onde o ribeirão é quilombo na fia e subindo em direção à região do são marcos indo para a região de sumaré também acaso é o a bacia do rio capivari outro importante bairro chique de campinas 1 1 é com o número também é importante de casos então assim é e acho que é importante olhar a imagem para a gente ter esse tipo de destaque de que é uma doença hoje não circunscrita a nenhuma região de campinas e que via de regra tem um link com uma coleção hídrica seja um rio concorre com uma lagoa porque a gente sabe que são locais em que há uma predisposição inclusive de da presença do hospedeiro é primário do do carrapato aqui acho que é o último ou penúltimo perdão de ea o departamento de vigilância em saúde ele tem sido muito positivo no sentido de levar ao conhecimento da classe médica é aquilo que é aaa a situação epidemiológica do agravo é bem como a as questões mais voltadas à assistência então anualmente é realizado via de regra no fórum vermelho um evento cujo público alvo é a são os médicos enfermeiros e unidades de de saúde tanto da rede particular como da rede é pública do município de campinas no sentido de e provê essa equipe médica de informações sobretudo naquilo que se refere à abordagem inicial daquele paciente uma vez que a gente viu há pouco que a febre maculosa doença que tem um tratamento que é altamente eficaz desde que instituído no início de devolução do quadro e uma vez que esse paciente evolui a partir do quarto quinto dia de fitopatologia ainda que haja a administração do antibiótico recomendar a chance de evolução pra própria um caso não benigno ela aumenta muito e da mesma forma a gente tem é trabalhado é o tempo todo né com um informe sobre os quais tem por objetivo informar não apenas a aal público da saúde como também a população de maneira geral naquilo que é a febre maculosa no seu aspecto é municipal então acho que a abordagem que eu tinha para a via que era essa era a mãe tem fama mas dá um panorama geral do agravo e agradeço a oportunidade obrigado doutor ricardo tamos na audiência pública para discutir a implantação a criação da semana municipal de prevenção à febre maculosa é doutor ricardo nos falou com bastante propriedade sobre é a doença principal transmissor e medidas que a gente vai aprofundar agora de prevenção eu quero também anunciar a presença dos idn frutado diretor da defesa civil de campinas e convidam se dele para compor a mesa também se quiser que a vontade bom então já dando continuidade eu passo a palavra quem que gostaria d na sequência falar um pouco da doença doutor rodrigo bom boa tarde a todos boa tarde o vereador fosse me cumprimentando a todos da casa a agradecer o convite para nós é um privilégio poder estar aqui dentro dessa dessa casa e sobretudo pra poder tá falando de um tema que nos é muito caro né que essa maculosa como um desafio de saúde pública para nós no município de campinas acho que essa iniciativa da semana é ela tende a ter um potencial tremendo no sentido de servir como mais um dos trailers ou dos determinantes para que a gente consiga sensibilizar todos os entes envolvidos para o enfrentamento dessa doença de que se trata sim de um problema relevante um problema com o qual muito provavelmente nós vamos conviver por muito tempo um problema de saúde pública que passa por uma questão às vezes muito mais de prevenção do que de controle existem várias doenças que a gente consegue dizer nós somos passíveis de controlar doenças que são é controladas por vacina a gente pode ousar dizer somos capazes de eliminar mas essa é uma doença que tem muitos determinantes e esses determinantes como colega ricardo mostrou né vários deles nós não temos uma capacidade de intervir no sentido de almejar o controle ou eliminação mas a gente deve como ente público como um profissional da saúde que somos né evitar que casos ocorram e sobretudo em se ocorrendo casos que não se morra por essa doença que é uma doença tratável então queria louvar a iniciativa da semana e certamente vai ser 11 uma estratégia que vai nos ajudar em muito né a no enfrentamento da doença é um problema de saúde pública não só para nós em campinas é o ricardo trouxe os dados a região de campinas talvez ainda abriga o maior número de casos talvez por ser a região mais antiga mas o que a gente vê que é uma doença que está se expandindo no estado de são paulo a fora e está se expandindo para fora da região sudeste essa é uma doença que a gente dizia que tinha um eixo camping é é são paulo minas gerais é e hoje nós vemos praticamente todas as regiões do brasil concorrência da doença então a região talvez detém o maior número de casos talvez até por ter uma maior capacidade de pensar na doença investigado em se enfim então esse é um problema que a gente não pode dizer que é restrito a são paulo e aí eu acho que é muito importante mencionar que muito do que se produz de conhecimento no estado de são paulo na região de campinas o município de campinas é é exportado para outros outros municípios outros estados então a gente transfere tecnologia acho que essa semana talvez venha será inclusive motivo de que outras localidades outros municípios outros estados também pensem numa estratégia como essa porque a doença têm ampliando acho que tem uma questão bastante bastante complexa que envolve o comportamento humano como a gente ocupa nosso espaço nossos não é como a gente interage com o nosso ecossistema e isso nós sabemos que é um desafio não só para a febre maculosa para mais para uma série de outras doenças então é isso faz com que o enfrentamento dessa doença não seja simples como uma doença de dois pontos um agente que causa doença e um ser que está suscetível ao vírus uma bactéria a gente tem várias coisas envolvidas andréia falou dessa questão nem do desafio que é enfrentar e de fato nós temos que ser multidisciplinares temos que ser multissetoriais temos que ser inteligentes institucionais porque porque nós temos vários pontos que devem ser trabalhados quando a gente fala em prevenção especificamente em relação à não né não temos mais óbitos talvez essa seja a parte que me toca com mais propriedade além da secretaria o ato numa instituição de ensino né a unicamp e pra nós é extremamente desafiador né fazer com que as pessoas pensem numa doença cujo número de casos freqüentemente não excede a 10 no ano um cenário que nós muitas vezes temos milhares de casos de dengue e eventualmente de gripe e aí aquilo que é mais voltou uso mais volumoso acaba sendo mais sensível para quem faz a assistência né então talvez o grande desafio quando a gente fala em diminuir o risco de se morrer a letalidade o número de óbitos é fazer com que os profissionais da saúde e aí lembrando que nós temos uma uma cidade com características também bastante próprios nós temos uma cidade com uma população muito grande surpreendente mas nós temos uma cidade que tem uma retaguarda da saúde complementar também do nosso desafio é fazer educação médica e educação em saúde na rede pública e na rede privada né e isso passa desde o momento da formação no ensino médico então a gente tem atuado junto às instituições de ensino no sentido de falar para os alunos futuros médicos vocês vivem numa área em que essa doença é um problema se nós tivermos se tivéssemos a região amazônica o problema seria malária e se houvesse outra região com uma outra característica em dengue é que ele seria um problema para nós febre maculosa é uma doença que é importante do ponto de vista epidemiológico então a educação médica para nós é um alicerce extremamente importante um dos grandes desafios que nós temos na então é fazer com que essa informação chegue de maneira capilarizada a gente tem atuado junto às instituições de ensino sociedades médicas locais os convênios que tem sido extremamente receptivos tem nos convidado pra dentro dos seus espaços inclusive para poder fazer uma atividade direcionada às suas equipes né ainda assim a gente verifica aqui porque se morre de febre maculosa nesse município se morre de febre maculosa nesse município porque o paciente passa por uma duas três quatro e as suspeitas só vai ocorrer quando ele já está numa fase mais avançada de evolução a gente tem oportunidades perdidas nós chamamos isso de eventos sentinela e chamamos isso de oportunidades perdidas né então é o paciente que muitas vezes passa por um serviço ea hipótese é dengue e na segunda um quadro gripal e um quadro viral e ninguém pergunta para o paciente de onde é que ele é para onde é que ele foi o tipo de exposição de risco ele teve então isso pra nós é extremamente desafiador fazer medicina não é só identificar se não sintoma em prescrever o medicamento é conhecer onde aquele indivíduo está inserido que território que aqui qualquer a vida pregressa dessa pessoa do ponto de vista ter se exposto então pra nós da saúde a gente tem trabalhado a questão da educação médica de uma maneira intensa mas ainda assim a gente vê problemas qual é o motivo para baixo a suspeita eu já mencionei a questão do número pequeno de casos nós tem uma questão que mais profunda uma questão estrutural que tipo de médicos a gente está formando também eu acho que isso é uma questão um importante isso a gente não resolve do ponto de vista de secretaria mas a secretaria consegue provocar né a a discussão no sentido de que as instituições de ensino possam está aprimorando passa por uma questão também é que nós já mencionamos de educação da população papel da saúde né provê informações que façam com que as pessoas mudem comportamento ou eventualmente né passei a compreender os riscos aos quais tenham sido os que estão sendo expostas a gente sempre diz que nosso nosso maior objeto de desejo em relação à femama coloca é que todo paciente que seja suspeito nem o que tem um quadro que possa sugerir a doença saiba que aquilo pode ser um quadro de febre maculosa que o profissional da saúde pergunte se aquilo pode ser essa relação talvez seja relação um primária para que a gente consiga reduzir é o impacto da doença eu sou muito cético em relação ao falar da eliminação da febre maculosa sou parcialmente cético em dizem relação ao controle da doença mas eu sou extremamente otimista em falar prevenção da doença e reduzir a letalidade eu acho que enquanto prazo que nós temos que fazer é evitar que as pessoas adoeçam e uma vez que adoeceram evitar que as pessoas têm uma evolução desfavorável e aí passa por essa questão da educação dos profissionais da saúde da população em geral quando a gente fala de prevenção a gente tem as questões que o ricardo trouxe são diversos nichos distintos a gente tem uma exposição ocupacional que muitas vezes a profissão daquela pessoa e ela não tem como mudar de profissão e então o risco ele passa a ser freqüente nós temos algumas coisas que podem ser comportamentais ou seja pessoas que têm por hábito atividades de ecoturismo nós podem tomar a decisão de exercer aquela actividade ou não mas a gente não quer que as pessoas vivam numa redoma gente quer que as pessoas interajam com o meio ambiente e vida saudável passa por conviver com neco ambientes saudáveis então a gente tem que educar as pessoas mas eu acho que nós temos sim que discutir em relação à controle essa é uma doença primariamente suas origens elas são rurais né elas são silvestres elas ocorriam nem os casos ocorriam em áreas essa gente tivesse o protótipo o paradigma eram pequenas propriedades rurais próximos a rios córregos a pessoa que trabalhava com a sua população de animais ou ia pescar e hoje a gente começa a ver uma transição para a área urbana e isso torna o problema desafiador então a gente está falando de uma doença primariamente relacionada a um vetor que não era freqüente em área urbana envolvendo os pedreiros que são rurais como cavalo por exemplo mas também silvestres e por conta de uma série de desequilíbrios a gente começa a interface a gente não consegue mais diferenciar de uma maneira tão nítida aquilo que é primariamente silvestre que é primariamente rural porque a área urbana está contigo então esse pra nós acho que o grande desafio existem vários trabalhos hoje feito pelo pessoal da sucen pelo pessoal da esalq que mostra uma tendência não só de expansão da doença pelo estado de são paulo mas uma tendência de urbanização da doença talvez até por conta de desequilíbrios que nós mesmos criamos né mas é um enfrentamento que nós temos que fazer essa doença ela deixou de ser uma doença rural ela deixou de ser uma doença silvestre e ela passa a ocorrer em áreas primariamente urbanas onde há um grande número de pessoas ea em havendo esse grande número de pessoas o risco de muitas pessoas a adoecer esporão mesmo momento então esse eu acho que é um desafio ao lado da questão de diminuir a letalidade é como nós vamos enfrentar essa doença no espaço urbano pede urbano está se houvesse rural nós temos que trabalhar com a educação nós não temos como pavimentar a área de mata ciliar não temos como né acabar com a população de animais silvestres em áreas silvestres e os animais estão lá e devem continuar lá nós é que temos que nos é educar de como é que nós vamos exportar quando a gente resolve press espaço por outro lado a gente tem uma área uma questão das áreas urbanas é essa nós temos que discutir não só prevenção nós temos que discutir e eventualmente controle então acho que esse espaço vai nos permitir né transitar também por essa questão do desafio que é o manejo em áreas urbanas então eu queria dizer que esse esse momento pra nós é extremamente rico ele está em consonância com aquilo que a gente considera como importante acho que o enfrentamento não é de único ente da do poder público né e acho que nós temos que começar a pensar nessa doença de uma maneira mais global existe hoje um conceito chamado saúde única hoje às origens vem do ano health é uma unidade de saúde que se a gente quiser enfrentar algumas doenças nós vamos ter que discutir não só a saúde humana mas também a saúde do meio ambiente a saúde dos outros componentes que são os vetores hospedeiros então acho que esse espaço é um espaço que extremamente rico e uma oportunidade e espero que se mantenha no sentido da gente poder potencializar essas diferentes estratégias obrigado obrigado doutor rodrigo é eu acho que cada falha tornando algumas coisas que têm surgido 1 suscitando uma série de dúvidas mas ele vai deixar para depois das disposições aí pra fazer os questionamentos inclusive abrir para o público poder perguntar se manifestar posso agora então propor o lance é uma palavra obrigado não sabia de agradecer o convite e se complementar mesa é realmente eu acho que esse espaço é muito importante é quem é um espaço de interlocução com as pessoas nem com a população e trazer a visão dos técnicos né temos de várias várias exposições aqui muito importante é sobre o problema é para que seja é possível as pessoas perceberem a complexidade é eu vou usar pra começar é o gancho que o que o rodrigo deixou da questão da medicina da conservação da saúde única nós vemos até o segundo terço do século 20 acreditando na teoria da transição epidemiológica que as doenças infecto-contagiosas estariam controladas como por conta da das vacinas dos antibióticos e é se abaixou a guarda com relação às doenças o que nós não contávamos é que os microorganismos assim como os vetores também são em processo de evolução os antibióticos as vacinas é os inseticidas eles foram um fator de seleção desses organismos então o que acontece que a gente experimenta o começo do século 21 no final do século 20 uma coisa que não acontecia é que foi a emergência o surgimento de novas doenças aquelas que nós já vimos trabalhando na que veio acompanhando o homem há séculos elas foram adicionadas de outras doenças né pra só pra citar final do século 20 a eds ebola e marburg começo do século 21 renda nipah sas merda agora ocorrendo então eram doenças que estavam em reservatórios de animais e que a ação do homem no ambiente é é acabou trazendo para as populações humanas então na nossa história na história da nossa espécie as primeiras doenças que nós contraímos foram aquelas de há dez mil anos atrás quando nós mexicanos animais nós viemos sofrendo com essas doenças e é tentando tratá las néné com auxílio da nossa ciência e essas doenças elas se modificaram então surgiram a questão das doenças remer gente aquelas doenças que se achava que estavam sob controle e elas mudaram de formato e voltaram a cometer os humanos e nesse processo também nós tivemos é principalmente do processo de organização da europa aqueles primeiros animais sinantrópicos foram aqueles animais que eram de vida livre se adaptaram à cidade com a colonização das américas muitos desses sinantrópicos eram problemas do brasil cruzamentos as três espécies de roedores que a gente tem duas são européia somese ática é o pardal a bomba são todos senão tropas que vieram do processo de crescimento e de formação das cidades na europa alguns com grande importância de doenças porém a gente pensar a peste bubônica é transmitida por uma pulga de rato ela foi um flagelo na europa no final do século 19 em boa parte da população morreu por conta disso agora nas américas não estamos sob um outro processo de ensino antropização animais da nossa fauna estão se tornando se no trópicos porque por um motivo muito simples nós fragmentamos o ambiente os predadores ficaram presos no ambiente e os animais eles foram se adaptando a viver no meio urbano então a gente quisesse excitá animais em processo de naturalização dá pra citar facilmente à capivari hoje em todas as cores coleções hídricas de câmbio que tem população de capivaras dá pra citar as maritacas amassou que as maritacas transmissão existem doenças como ornitose que embora não seja notificação compulsória tenha aparecido caso é que a gente fica sabendo inclusive centro de triagem inclusive com óbito de pessoas existe os gambás existe os ouriços que eles estão se adaptando à cidade por conta de um processo de urbanização é é é o nome dada ornitose é então o que acontece a gente está experimentando um momento que a gente na minha opinião tem que começar a pensar no conceito de saúde única mesmo da unihealth é e começar a tratar esses essas doenças do ponto de vista ambiental também entender que alterações que nós fizemos e tentar ver o que a gente consegue reverter essas alterações que fizemos se a gente tiver a ingenuidade de pensar que a gente vai controlar essas doenças do mesmo jeito que a gente vem tentando no último século e meio digamos assim do século 21 em século 21 ou senão desde desde de paz ter né no final dos anos 1800 eu acho que a gente corre o risco de ver essas doenças se expandindo e aumentando e além disso aparecendo novas que antes não eram a gente não não esperava no meio do século 20 um exemplo é a leishmaniose se você pegar livros aí antigos é no final da década de 80 você vai ver lá que fala lá e era nisso não se pega vários isso vai ter a mesma formação que a leishmaniose é uma doença que estaria controlada no brasil à medida que as matas foram sendo derrubados por quê porque se contrair a doença quando as pessoas entravam na mata é e o que aconteceu de fato o mosquito se adaptou ao a região perde urbana e hoje muitos municípios a essa doença está urbanizada e ela reaparece no estado como um todo o estado de são paulo inclusive chegando até a região de campinas então existe uma dinâmica e existe um quando ainda mais as doenças que envolvem vetores existe uma capacidade dos vetores de se adaptarem a novas condições quando a gente pensa num carrapato está pensando num ser vivo que está a mais de 300 milhões de anos na face da terra ele sobreviveu à boa parte das grandes extinções em massa eles ele sobreviveu aos períodos glaciais da terra em genialidade que a gente achar que um ser simples é fácil de combater e que é isso a gente vai conseguir resolver num curto espaço de tempo isso é muito difícil de acreditar eu pelo menos não consigo acreditar é eu acho que a gente tem que aprender mais boa parte do que a gente usa enquanto conceito são conceitos muito antigos bom lá no no departamento nós temos uma linha que estuda esses reservatórios em animais silvestres é e temos também é um projeto lá que nós iniciamos de trabalho com as capivaras que é o de vasectomia e salpingidis que tome a fazer a laqueadura das fêmeas para evitar novos indivíduos para evitar o aparecimento de filhotes e é nós entendemos que a presença desses animais em ambientes públicos ela pode ser ruim ou pode ser boa quando que ela pode ser boa quando você sabe que o ciclo do carrapato anual e você consegue um determinado período do ano tratará as capivaras de carrapato então de janeiro a março os carrapatos estão na forma adulta estão concentrados nas capitais se você tratá las você evita houve posição no ambiente e outra outra possibilidade seria de retiro os animais essa questão da retirada dos animais ela tem sido é tentado ao longo do passado recente da lagoa do taquaral foram criados tirado todas as capivaras três vezes do lago do café duas vezes e do parque ecológico de barão uma vez em todos eles houve repovoamento por quais motivos pelos mesmos motivos que fizeram com que elas repovoá sem outras vezes elas são distribuídas em todas as coleções hídricas e ela não tem predador o predador está extinto regionalmente e o nosso problema não é quantos e quantos a gente tira é quando a gente deixa de tirar quanta gente deixa o ambiente então todo esse processo de ensino antropização ele é complexo tanto que o rato rattner vejo que surgiu é na época de gengis khan já tinha relato de peste bubônica é ele continua até hoje as cidades brasileiras têm um índice altíssimo de de relação de pessoas roedores eles se adaptaram eles vivem na nossa anda nas nossas deficiências né é uma ingenuidade acreditar que esse problema da capivara e se você tirar a capivara você resolve eu acho que é esse talvez não seja o caminho nós não conseguimos resolver se essa questão então qualquer ideia a ideia do projecto é tratar estudar carrapaticidas que fossem viáveis para a capivara vasectomizado e fazer assalto em jacto mia e deixar esse grupo defendendo o ambiente de forma que eles não fossem o seu papel na doença que fosse o de produzir carrapatos fosse interceptado né então isso é uma é uma nós estamos na fase de estudar isso aí ainda é mais assim a gente acredita que pode ser uma solução e eu acho que existem que tenham um processo da comunidade científica ou do serviço público criar estruturas para gerar conhecimento a gente está apanhando por não conhecer muitas coisas a gente não sabe explicar coisas simples né porque juntos aí que está a 50 km daqui então não tem uma epidemia tão grande de dengue porque são paulo é uma cidade que vive a gente tem uma quantidade que comparada com campinas de casos de dengue menor é porque a gente tem sei lá febre amarela na ilha grande que está 33 km do litoral que mosquito que vou isso a gente não tem um monte de de resposta que a gente precisaria ter e é a gente fica muito dependente da academia para ter essas respostas é quando foi concebido a secretaria de saúde do estado e mesmo a área agrícola quando foi concebido na sua origem ela foi formada por grandes institutos de pesquisa que a finalidade é essa fazer pesquisa aplicada o instituto agronômico é um exemplo disso o instituto adolfo lutz em vários momentos em várias questões epidêmicas se criaram esses institutos pra responder essas perguntas que a gente precisa responder isso foi sendo desativado é o o minimizado com renan então a gente está hoje no século 21 precisando informações que a gente não tem usando um conhecimento muito antigo e com dificuldade de engatilhar essa coisa da saúde única brigadas obrigado paulo anselmo eu vou fazer o seguinte até por contar nossa nós estamos tendo aqui um nem esperava que eles teria tanta profundidade tanto conteúdo nesse momento que a gente discute a necessidade de criação da semana de prevenção à febre maculosa né acho que pelas falas fica a demonstrar a importância ea necessidade realmente de dedicarmos tempo e atenção é sobre esse fenômeno mas já queria abrir para a participação dos presentes que quiserem fazer uso fazer algum comentário algum questionamento alguma observação é a gente não tinha estabelecido nenhuma limitação de tempo vou deixar assim sob controle mas nós temos a mais ou menos assim um deadline aqui de 15 horas até 15 máximo 15 e 15 pra gente está encerrando essa nossa audiência mas eu já tô tornou free que iria se manifestar se quiser levar o microfone para ele depois o salomão a dificuldade unica hinos acho que a câmara consegue pegar foi pudesse identificar para ficar registrado nos anais sair da audiência perfeitamente a allot o meu nome é antônio jofre de vasconcelos eu sou médico tenho consultório no bairro do taquaral bem pertinho da lagoa do taquaral onde começou essa doença que eu chamo de epidemia de febre maculosa urbana assim que começou essa epidemia houve um alvoroço muito grande no bairro do taquaral foi feita uma reunião na igreja nossa senhora de fátima eu tenho um prazer imenso em rever aqui hoje o doutor paulo anselmo que é uma pessoa antiga no assunto é um porta-voz da história é um testemunha ocular da história a epidemia de febre maculosa urbana perdoe o pri se eu preciso frisar bem a parte que é febre maculosa urbana que começou no taquaral a febre maculosa era uma epidemia silvestre o início da febre maculosa dentro da cidade de campinas no ano de 2003 na lagoa do taquaral foi um caso muito interessante porque a febre maculosa se tornou estreou nesse dia em 2003 como urbana eu presto muita atenção à palavra urbana porque a febre maculosa silvestre é praticamente sem controle existe nos estados unidos existe do brasil no amazonas o mato grosso e tetra e não conseguiremos fazer muita coisa mas a silvestre e não mata muita gente quem está aumentando o índice de mortes é a urbana e não existia em campinas até 2003 estreou 2003 no meu bairro perto do meu consultório e isso me chamou muito atenção comparecendo a essa reunião na igreja nossa senhora de fátima com a honrosa presença do doutor paulo anselmo eu fui eleito pelo povo do bairro para defender o bairro do taquaral porque na época era o único foco da epidemia acontece que eu pensei que fosse fácil eu resolvi só que em vez de diminuir está aumentando cada vez mais e já faz 16 anos que o estudo essa doença dia e noite e vejo a doença aumentar cada vez mais ao ponto tem gente de ajudá lo ali é a menina pega o jornal por favor onde fala o correio popular de ontem não sei devia tar ontem o jornal correio popular diz claramente febre maculosa ameaça à saúde de campinas na primeira página a ti está quem não viu de veja agora estou aqui senhores na minha interpretação significa que a cidade de campinas está perdendo a guerra para a febre maculosa no ano passado houve quatro mortes neste ano até o mês oito já houve sete mortas mortos um aumento de 75% estamos perdendo de goleada para a febre maculosa nossos serviços de saúde lamentavelmente estão falhando precisamos mudar alguma coisa para uma forma mais eficaz a folha escrita a outra coisa muito importante é o seguinte a febre maculosa então tenha se houvesse a urbana eu presto atenção na urbana a silvestre eu dou por perdida eu acho que não terá controle como não teve controle até hoje nos estados unidos da américa do norte mas numericamente a silvestre e pouca significativa o que ameaça explodir é a febre maculosa urbana então ao que parece é a primeira epidemia de febre maculosa urbana do mundo que está surgindo e tentando e prosperando na cidade de campinas por isso estamos todos meio desnorteadas sem saber combater direito a eu digo claramente na minha opinião eu chamo essa doença de epidemia o pessoal atual da secretaria de saúde tenta dizer que não é epidemia que é uma endemia de fato eles analisam desde o ano de 2007 até o dia de hoje e seria uma endemia porém eu analiso desde o ano de 2003 pra mim é uma epidemia sim senhor eu fui professor de epidemiologia durante dez anos e curso de pós graduação da unicamp eu estudei muito epidemiologia e entendo um pouco do assunto a minha definição é epidemia assim eu escrevi um artigo no jornal correio popular no ano de 0 7 que eu chamei a vindoura epidemia de febre maculosa então já faz mais de dez anos que eu profetizei praticamente essa epidemia que hoje é crescente e que ameaça explodir em termos geométricos a eu estudei tanto assunto escrevi tanto sobre o assunto e falei tanto sobre o assunto que lá no hospital mário gatti eu sou médico aposentado do hospital mário gatti lá me apelidaram de doutor capivara eu não me ofende com esse apelido muito pelo contrário eu me considere honrado importante frisar alguns pontos ainda primeiro ainda tem pessoa que tem dúvida a respeito dos hospedeiros do carrapato eu não tenho dúvida nenhuma como eu me dedico a a a epidemia urbana pra mim o paul acap wahda é o único criadouro urbano de carrapatos então a grande causa mesmo da febre maculosa urbana de campinas temos que fazer um acordo deixar bem claro a culpa é da capivara assim o cavalo ea anta são secundários a anta extinto no estado de são paulo e dentro da cidade de campinas ou seja na área urbana existe muito poucos carrapato atacava los existe muito pouco cavalos e eles recebem certos cuidados de seus donos recebe um pouco de sentida etc a capivara é portanto é o único criador urbano de carrapato precisamos chegar a um acordo muito bem firme a respeito disso porque é isso que nos levará a erradicação total da febre maculosa urbana a existe uma coisa importante também que eu queria falar a respeito da time ou profilaxia ninguém ainda estudou muito bem porém nós devemos estudar um pouco mais eu sou da opinião de que quando chegar um caso duvidoso no hospital no primeiro dia o médico deve dar preventivamente o antibiótico que a docsis se lina houve bra medicina se assim a pessoa chegar pelo se pelo não se o médico receitar vibra me ensina o docsim disciplina está a salvo a vida dessa pessoa porque no primeiro dia essa doença tem cura muito fácil se esperar cinco dias até aparecer as manchas no tornozelo é tarde demais por isso a doença tem mortalidade de 100% se fosse adotada que os médicos já 10 em caso de suspeita de febre maculosa preventivamente vibra me ensinou docs e disciplina eu acho que o índice de mortalidade cairia demais iriam ser salvos muitas vidas se eu puder concluído pra concluir eu diria o seguinte o que nos afetou muito foi a constituição de 1988 eu diria que essa doença é uma doença política e 1988 para encerrar antiga ditadura militar o governo militar criou-se o ibama e proibiu se à caça de capivaras e a partir disso as capivaras foram se urbanizando cada vez mais foi que elas virão mais proteção dentro da sociedade do que na região urbana então na minha opinião a solução hoje eu queria batalhei tanto pela retirada de capivaras eu desistir hoje eu preconizo o seguinte a única solução hoje é desprovido de ir à caça de capivaras além disso o ibama é meio contra eu tenho uma acusação muito solene pra fazer eu acuso o ibama de assassinato culposo de muitas pessoas na cidade de campinas o ibama há dez anos atrás tem um decreto pronto só falta assinar em um decreto pronto para autorizar o bati de capivara mas não assina até hoje não sei se é por frescura se é por preguiça sé por negligência ou se o pessoal da urbana gosta mais das capivaras do que dos seres humanos finalmente eu queria dizer a última coisa a capivara é um animal extremamente prolífica prolífico ela se reproduz demais por ser um roedor como coelho então uma capivara fêmea pode ter gravidez ou prêmios três vezes por ano cada gravidez ela pode ter oito filhotes então uma só capivara a fêmea e um ano pode se transformar em 24 outras capivaras dessas 24 12 provavelmente serão fêmeas e depois de mais um ano elas vão ser 288 e depois de mais um ano vão ser 3456 é uma é muito prolífica demais precisamos fazer uma medida drástica se quisermos salvar mas salvar a vida dos nossos moradores da cidade de campinas muito obrigado obrigado doutor jofre bastante incisiva e nas suas colocações e na sua opinião quero passar agora a palavra então por nosso também amigo salomão é muito bom estar aqui nessa sessão acho que a solução é essa mesmo a prevenção as pessoas têm que ser orientadas ser humano tem que aprender a viver com os animais os animais são inteligentes são sensíveis devem ser preservados ninguém tem o direito de matar animais o ser humano é culpar tudo isso antigamente quando era criança e milhares de resquícios de matas em que os animais viviam nas matas o ser humano foi destruindo tudo quando cheguei em campinas em 67 campinas em menos de 300 mil habitantes foi para um milhão e 12 1 milhão e 200 mil assim de repente destruir toda a vegetação até o pouco que restou ainda querem destruir então o grande culpado dos animais silvestres está no meio urbano são os seres humanos e os seres humanos não reconhece isso eles querem se livrar dizer em vez de procurar conviver com os animais querem matar os animais é triste uma coisa dela inclusive um médico que que foi o que foi são formados para salvar a vida quer matar os animais o é o ser humano é tão ruim por favor é só vamos falar do projeto é o de outro lado veja nesse 52 anos que está em campinas deve ter morrido no máximo 30 pessoas com febre maculosa num ano só em campinas foram assassinadas mais de 200 pessoas morrem pessoas com raio num desmoronamento enchentes câncer doenças cardíacas ea cimpor demora em milhões de pessoas aqui em campinas na hora me centenas de milhares de pessoas em acidentes automobilísticos acidentes empate e assim cuidar agora porque morreram 30 pessoas em 52 a capivara culpada de tudo é brincadeira então também temos é que controlar a doença o ser humano tem que se precaver né tem que ser precavido ele como se precavendo das demais doenças e tem que se precaver também afirma com lógica e de outro lado como já está mais do que dito a febre maculosa é perfeitamente curável e e e se essa semana de prevenção e e logicamente já pode comer pode começar desde já a orientar a medicina os médicos para que o próprio doutor jogo aqui disse quando uma pessoa parecer com a doença que parece confiar maculosa é procurar saber se é ou não é o medicamento que não não vai matar a pessoa vai aplicar o mesmo então eu acho que nós temos que ter juízo preservar os animais são seres que merece toda a nossa consideração e quero parabenizar o rossini por essa semana por essa semana de prevenção à febre maculosa é muito importante muito obrigado obrigado salomão perguntas fiel mas alguém da platéia gostaria de usar a palavra senão eu vou voltar para a mesa mas antes aqui em quando o doutor ricardo sugeriu eu também considero e é oportuno a gente alterar a data é o período da realização da semana ficou como indicativo aí maio junho depois a gente pode conversar e aí a gente já catarina qual seria melhor melhor período ea gente altera o projeto de lei é para que essa semana ocorra no período que seja mais eficaz vamos chamar assim é a própria mesa a partir das falas também tanto do dow jones quanto do salomão queria acrescentar duas coisas aí depois cada um responde se manifesta é não existe controle vacinal sobre essa bactéria portanto não dá para de pensar em acabar com a bactéria aí circulando e o seu vetor principal é hoje a capivara no meio urbano existe essa proposta de acabar com as capivaras é como é que isso pode ser visto nós temos hoje restrições obviamente de laden é que no meio urbano no meio urbano no mesmo ano se você liberada à caça de capivaras algumas talvez 10% ou 20% e iriam morrer sim mas a capivara é muito arisca a maior parte iria fugir para o mato onde é o verdadeiro lugar delas não sou contra a capivara sou contra capivari a dentro da cidade perfeito é aliás assim aqui pela internet têm chegado até algumas perguntas ou sugestões é poder para luciana ela falou por favor estou de uma forma de retirar as capivaras de perto da população não posso levar meu menino para brincar na pedreira do chapadão por conta das placas de alerta de de área de risco é é claro que essas soluções extremistas não são possíveis nós já vimos um condomínio o condomínio alphaville que recebeu autorização para retirar todas as capivaras demover já houve um momento que as capivaras que lago do café tiveram autorização para serem abatidas a é mas a gente não consegue controlar o fluxo de capri vala pelas redes pelas razões que já foram expostas à a autora paulo anselmo disse o seguinte é então que meios a gente tem se a gente não pode e não são todas as capivaras que vão transmitir a doença mesmo sendo portadora do cabo do carrapato-estrela pelas razões que o doutor ricardo já colocou né existe método que a gente possa mesmo na convivência com a capivara tratar capivara pra que ela é não seja portadora e também do vírus porque ela passa a ser hospedeira do da vírus não da bactéria na quando ela é contaminada pelo próprio entender um pouco esse circo e e por último que eu queria a partir da fala aí é o seguinte do doutor josé né ficou claro que é importante talvez a gente rever os protocolos dos centros de saúde quando recebem pacientes com alguma gripe com febre com alguma sintomatologia sinto amor sim como é que chama assim tomar toda a sintomatologia que não consegue falar é tal doença primeiro incluindo na amnésia o seguinte você freqüentou alguma área nos últimos dias e tal que a presença da capivara e se essa proposta do doutor jovem doutor rodrigo d eventualmente sob suspeita já se é possível depende é é respeitar o aplicar e um antibiótico profilaxias inicial e permitiam eu vou passar aqui já só são as questões que eu notei aqui foram levantados para a gente tentar voltar lá é em seguida produtor rodrigo produtor paulo pra eles aprofundarem tanto na questão das capivaras como na questão de diagnóstico e tratamento mas eu queria fazer uma observação nós estudamos esse problema desde 1997 né onde houve os primeiros casos ou ezes é da mesma forma não é que a gente ouviu aqui eu queria até fazer uma citação que por conta mesmo dá problema que a gente tem aqui em campinas é foi muito aprofundado esse estudo não é um problema de solução fácil extremamente complexa se fosse fácil nós já teríamos resolvido não é legal pra ninguém mas eu eu vou colocar uma coisa que eu acho bastante importante o doutor rodrigo siramy hoje é considerado um dos maiores especialistas em febre maculosa do brasil junto com o professor da usp chamado marcelo a bruna é que toda muita o carrapato ea capivara o doutor rodrigo ao médico que mais seis publicações acerca da febre maculosa brasileira convidou aqui nunca viu o currículo dele olhar porque é é uma pessoa que dá palestra no brasil inteiro sobre esse problema tudo isso que foi falado aqui não foi pensando já foi discutido já foi científicamente estudado mas é claro que a gente está numa evolução paulo treva algumas novidades porque em um momento da história a gente achou que realmente retirar as capivaras daria certo ea gente já viu que é um roedor e como um roedor vai ocupar espaço ela volta a ocupar aqueles nicho nichos ecológicos justamente porque tem alimento água abrigo e aqui é uma área que tem problema conceitualmente nós somos a epidemiologista dentro do nosso departamento né é já se constituiu uma epidemia depois que a gente trabalha com um diagrama de controle série histórica já é uma endemia que na verdade é até pior porque todo ano a gente tem casa tem óbito são conceitualmente é uma endemia sim enfim eu acho importante que cada um deles falarem como especialistas essa questão porque a gente estuda profundamente o assunto não trata de um assunto fácil e com uma solução só mas a gente tem algumas evoluções eu acredito que essa nova idéia de trabalhar com um controle reprodutivo de fêmeas e machos é bem interessante sobre a rede pública e privada de saúde que meu profilaxia profilaxia eu vou deixar o doutor rodrigo que é um grande especialista ele vai ser capaz de dar todas essas respostas ea gente gostaria muito que as pessoas é confiar 100 que é um problema que a gente vem se ocupando enquanto secretaria de saúde e aqui pesquisas que não foram feitas por nós foram feitas no nosso território de atuação por muitos professores de faculdades que a gente tem muitas respostas a dar mais nenhuma sinto obrigado andréia tem primeiro doutor rodrigo botar doutor joão queria cumprimentá lo e dizer que em relação a boa parte da sua fala faço minha faço minhas as suas palavras né é acho que nós como médicos humanos né imaginar que a gente eventualmente pode perder vidas humanas por uma doença que sim é passível de tratamento ambulatorial ambulatorial com o medicamento que está disponível na rede pública ou seja que não onera a população ela está disponível é frustrante do ponto de vista médico e aí pra mim somam-se duas questões eu enquanto médico e eu enquanto parte e do poder público né então a pra nós isso é extremamente frustrante e todas as vezes que a gente vê uma morte evitável ah como eu disse boa parte dos óbitos que nós tivemos e não a sua totalidade ano após ano se dá pela baixa suspensão ou seja é são pessoas que passam procuram por atendimento e tem a sua sede quadro clínico inicial confundido com doenças que são mais freqüentes então isso para nós é extremamente desafiador e como eu havia dito senhor militou inclusive na área de educação médica também passa por uma questão de voltar os primórdios ou seja ensinar a fazer uma amnésia e saber que diagnóstico clínico não é baseado só em sinal e sintomas nos antecedentes pessoais e epidemiológicos enfim né então eu faço suas as minhas palavras o protocolo né e é um protocolo que a gente teve a oportunidade de discutir aqui em campinas mas a gente acaba também participando de outras esferas atualmente a gente tem trabalhado né a gente foi consultado pela organização panamericana de saúde porque o méxico está vivendo uma situação muito semelhante à nossa e aí a idéia era a gente contribuir com aquilo que a gente tem de experiência e aí a gente trouxe inclusive as nossas frustrações e limitações até para que eles consigam também pensar em estratégias mas o tratamento de febre maculosa não é baseado na confirmação do diagnóstico confirmado de forma curiosa via de regra ele vai chegar semanas que sai meses após a suspeita inicial porque por uma questão de nós não temos uma tecnologia hoje que permita capilarizar o diagnóstico então a laboratórios de referência poucos no país e um deles é o instituto adolfo lutz de são paulo que pra nós é um laboratório de muita referência bons resultados mas é um único laboratório para atender uma demanda do estado todo então o diagnóstico muitas vezes é tardio por conta dessa questão do referenciamento e porque o próprio diagnóstico mento do laboratorial utilizado não permite um diagnóstico que nós chamamos de beira de leito ou seja esse diagnóstico geralmente é no retrovisor ele acaba tendo mais importância do ponto de vista epidemiológico do que na prática clínica por isso que a gente tem uma abordagem que pensou em febre maculosa trate essa é a regra está em todos os manuais e tudo mais qual é o nosso problema nosso problema é fazer com que as pessoas pensem anos então esse é o grande desafio porque porque toda vez que se pensa em febre maculosa a gente tem uma intervenção muito precoce então os profissionais que reconhecem precocemente e tratar precocemente a evolução via de regra benigna os casos que nós tivemos com a evolução desfavorável foi por conta de profissionais que não pensaram precocemente na doença e isso vai acabar sendo detectado a suspeita só tardiamente então é que fique muito claro que por não haver uma tecnologia que nos permita diagnóstico que nós chamamos de beira de leito de ponte of care ea o tratamento indicado na suspeita aí pode haver a seguinte pergunta não então nós vamos tratar muitas pessoas que não vão vir a ter confirmação sim nós vamos tratar muitas pessoas que não vão vir a ser confirmado como foi maculosa talvez se confirme como dengue como leptospirose e como o quadro viral inespecífico mas a grande questão é nós não aguardamos o tratamento eu acho importante ressaltar que dentro desse esforço ricardo trouxe alguns materiais todos os anos no período que antecede aquele período que a gente considera mais crítico a gente dá um faz uma um booster uma dose de reforço para os colegas então a gente diz para todos os documentos técnicos de como suspeitar como tratá se o caso for grave como eu devo me comportar encaminhar ou não isso pra rede pública e da rede privada e finalizando dentro dessa lógica inclusive de tratar precocemente foi um avanço tremendo nesse município que foi a aquisição da tóxico lina numa apresentação de a comprimido solúvel porque para tratar crianças então nós estamos agora junto aos pediatras tentando sensibilizá los pra que né deva ser tratado tratado precocemente até onde eu tenho conhecimento salvo algum gana o equívoco esse é o município é o único município que incorporou na sua rede a docs inclina solúvel para uso pediátrico nenhum outro município até onde eu saiba o tempo então eu acho que isso é extremamente importante trazer ea última na última mensagem é essa ano após ano nós não podemos pensar em febre maculosa sua hora que surgiu o primeiro caso nós temos que manter um tônus ao longo do ano todo conhecendo até esse padrão sazonal e nos antecipando nas diversas esferas da educação da educação médica no sentido de dizer é um problema o número de casos não é grande mas são mortes evitáveis ainda que seja pequeno número de casos é e ainda que o número de mortes possa ser menor do que uma outra infinidade são mortes que não deveriam ocorrer então uma morte para nós não é aceitável né porque porque é passível de tratamento é isso obrigado todo o trigo paulo semana existem algumas premissas de controle populacional que às vezes elas elas passam à margem assim dessa desse raciocínio vamos abater o que acontece isso é muito estudado em roedores em outras espécies animais primeiro existem três determinante para uma espécie se instalar seriam eles é alimento abrigo e água ea capivara é ela ela depende desses três dessa tríade a população ela não cresce indeterminadamente ela cresce até o limite desses recursos estarem disponíveis então se você for em alguns parques e tem como a sede ser como você prevê a população de capivaras por exemplo lago do café tem sempre por volta de 30 vezes um pouquinho mais um pouquinho menos se você chegar lá e colocar 60 capivaras dali dois meses vão ter que 30 porque o recurso alimentar é para 30 é então ela dificilmente vai crescer anos que é 30 por volta disso é porque o recurso que tem disponível se você vamos pegar a pensar num parque que é mais fácil de entender o conjunto se eu pego e mata um adulto que vai acontecer aquele alimento que aquele adulto consumia ele vai servir para viabilidade de vários filhotes porque as fêmeas produzem uma grande quantidade de filhotes no ano e boa parte dele acabam morrendo não se estabelece por falta de alimento se eu tinha um adulto eles vão se estabelecer então você aumenta com isso a migração isso é muito estudado em roedores foi 2 que até o número que que sempre está disponível que a cada adulto né da casta alfa que você tira de de ratazana do ambiente ela chegou lá e do raticida tiro a ratazana você viabiliza sete jovens que iriam morrer quando eles não morrem quando jovens eles vão chegar até uma fase que eles têm a capacidade de emigrar então se a gente for pensar o que acontece com a al jawaja porco com a liberação da caça nada mais é isso foi se liberando a caça e foi se dispersando a população esse problema que começou na fronteira do brasil com a argentina rio grande do sul hoje já está aqui na nossa região então a liberação da caça não é a solução mas como é que a moça faz a onça é que é o predador natural no qual é uma capivara por dia mas ela tem respeito onde ela está circulando a capivara não vai então ela restringe aquele outro fator que a área ela diminui a área de vida da capivara é então essa essa questão e isso tem vários exemplos né na década de 80 o centro de controle de zoonoses sacrificavam cães como forma de controle populacional a cidade de são paulo como pára de fazer isso em 2003 e não conseguia porque porque existe um grande potencial dos animais de reproduzir e eles vão ocupar o espaço que tem esses três fatores que eu falei se você tira um adulto vários filhotes estabelece consegue chegar à puberdade com o que sobrou de alimento e esse mesmo raciocínio para fazer capivari dá pra fazer um javaporco a a secretaria do verde junto ao departamento do governo tem um projeto que chama reconecta que é um projecto que que trabalha no sentido de regionalmente se reconectarem os fragmentos de mata pra quê pra dar fluidez para os animais para trocas genéticas e também para tentar restabelecer esse desequilíbrio ecológico que está trazendo esses animais para a cidade à medida que você da fluidez também aos predadores então a ideia talvez em em 10 15 20 anos a gente tem uma condição melhor por conta desse projeto agora a gente não começar a restabelecer o ambiente que trouxe esses animais acho muito difícil por outros meios a gente conseguir isso são 15 14 como o nosso limite a 15 quinze vou ter que encerrar essa audiência pública mas eu acho que pelo debate até pela forma enfática com que todos se manifestaram na angústia da platéia mostra importância assim de nós termos não só a semana de prevenção à febre maculosa mas como isso seja algo é pensado ao longo do ano e é bom ver que a nossa secretaria de saúde através da vigilância sanitária da ses e da secretaria de verde meio ambiente e desenvolvimento sustentável através do dpf departamento de proteção e bem estar animal tenho certeza também da defesa civil têm adotado medidas no sentido de tentar enfrentar essa realidade nós não queremos realmente que 10 se transforme 20 transforme 30 tem que pensar no sentido dizer ah é com os recursos que a gente tem e da forma é tecnicamente legalmente permitido eu quero então agradecer ao ricardo pela exposição muito boa a doutora andréa também pôde estar presente hoje aqui como secretária interina de saúde o paulo anselmo e também o doutor rodrigo salomão obrigado doutor jofre e quem acompanhou essa audiência pública e já quero dizer que foi já acatada que a sugestão de mudança de data né a gente só vai ver direitinho ajustasse final de maio eo começo de junho pelo que for mais conveniente a gente muda no projeto de lei e da seqüência ea tramitação do projeto na casa obrigado pela presença de todos boa tarde está encerrada presente à audiência pública [Aplausos] sob a presidência do vereador luiz rossini essa discussão rendeu bastante e com certeza é não só a data será decidida mas muitas providências não é vereador sem dúvida primeiro ficou assim demonstrado a importância realmente de termos uma semana é de prevenção à febre maculosa que é um problema sério é algo que pode ser controlado é uma doença que pode ser evitada ea gente pode admitir mais que pessoas morreram por ter contraído febre maculosa apesar dos técnicos entender em todo ciclo transmissão né é um problema complexo e assim a partir dessa audiência que nós já coletamos algumas sugestões e na hora que define a semana a gente quer que essas medidas inclusive de profilaxia como as que foram sugeridas pelo doutor john freeman elas possam ser incorporadas no procedimento no protocolo de tratamento nas unidades básicas de saúde é quando receberem alguma pessoa com suspeita de febre maculosa mais do que isso assim as ações de prevenção é quais medidas que a gente pode fazer não só de conscientizar a população de como frequentar e como se comportar nos ambientes que tem a presença de capivara e como também a secretaria do verde e meio ambiente e desenvolvimento sustentável pode adotar medidas de controle populacional e de cuidados de manejo adequado com as capivaras eu acho que tá assim avançou bastante e fiquei feliz uma debate muito rico mas é importante a gente enfrentar essa realidade e assim como você disse não apresenta na chamada né da audiência pública é uma coisa que trata da saúde da população então a gente tem que tratar isso com muito cuidado e responsabilidade muito obrigada vereador e nós encerramos aqui esse momento essa audiência que discutiu esta data para a semana de conscientização e prevenção à febre maculosa e daqui a pouquinho logo às 16 horas acontece aqui no plenário da câmara a o tema com o tema lei do puxadinho a com a presença de vereadores pessoas é que vão discutir esse tema e nós teremos aqui a jornalista mina conduzindo brilhantemente esse evento dá certo então contamos com a sua audiência continuem ligados na tv câmara campinas [Música] a tv câmara campinas
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