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AUDIÊNCIA PÚBLICA - DIA MUNICIPAL DOS POVOS INDÍGENAS
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AUDIÊNCIA PÚBLICA - DIA MUNICIPAL DOS POVOS INDÍGENAS

25 views Publicado 19/09/2019 HD · 1:37:42

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AUDIÊNCIA PÚBLICA - DIA MUNICIPAL DOS POVOS INDÍGENAS 18-09-2019

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[Música] a tv câmara campinas olá boa tarde estamos ao vivo agora são duas horas e 22 minutos e você vai acompanhar a audiência pública que hoje vai tratar do dia municipal dos povos indígenas a presidência do vereador gustavo petta acompanhe com gente bom dia a todos a todas é uma satisfação recebê los aqui na câmara municipal de campinas nós não estamos então dando início a uma audiência pública para discutir o projeto de lei que cria o dia municipal dos povos indígenas aqui na cidade de campinas é nesse sentido já gostaria de convidar pra compor com a gente a mesa que dos debates ronaldo tucano que é estudante da unicamp é a luciana denise caetano indígena do ponto de cultura é tino cidade pode compor a mesa aqui com a gente o sérgio max que é coordenador de promoção da igualdade racial que representa que o fábio custódio diretor direitos humanos ea elane joselayne que a secretária municipal de assistência social de pessoas com deficiência direitos humanos na cidade de campinas agradecer a presença também do sérgio e e o professor vilmar da rocha de angelis que é professor doutor do departamento de linguística o instituto de estudos da linguagem da unicamp certo é compondo a mesa obrigado pela presença e boa tarde compondo a mesa com com vocês quatro nós vamos dar início à audiência pública a ideia que a gente possa ouvir um pouco os nossos convidados e depois também abrir é para o público aqui presente para outras pessoas que queiram fazer o uso é da palavra e pra que a gente possa concluir no máximo até às 16 horas horário limite que nós temos aqui na câmara municipal de campinas para utilização desse espaço e também porque nós estamos ao vivo na tv câmara é nessa audiência pública é o dia internacional dos povos indígenas foi instituído em dezembro de 1994 né pela assembléia geral das nações unidas os membros da onu escolher o dia 9 de agosto porque nessa data em 82 ocorreu a primeira reunião do grupo de trabalho sobre populações indígenas neste ano a comemoração tem um significado especial porque a organização escolheu 2019 como ano internacional das línguas indígenas segundo as nações unidas os povos indígenas representam mais de 5% de toda a população mundial girando em torno de 350 milhões de pessoas distribuídas em mais de 5.000 etnias espalhadas por mais de 90 países em campinas os dados do último ibge aponta uma população em torno de 1.000 indígenas vivendo na cidade de diversas etnias sendo 80% vivendo em áreas urbanas no contexto urbano né esse número deve aumentar ainda mais por conta da excelente iniciativa da unicamp da criação do vestibular indígena né essa iniciativa da unicamp já na primeira edição registrou mais de 600 600 inscritos que disputaram em torno de 72 vagas foram matriculados 64 estudantes de 23 etnias diferentes do brasil para 2020 estão sendo oferecidas em mais 96 vagas e esse número pelo projeto tende a ir crescendo ano a ano né então em primeiro lugar assim elogiar muito a iniciativa da universidade de campinas na unicamp né po ter feito esse esforço por ter realizado o vestibular em são gabriel da cachoeira por ter feito uma iniciativa de inclusão de participação é muito elevado e que merece todo o nosso elogio e toda a nossa iniciativa o que é importante dizer também então que por com já decidi internacional nós recebemos aqui reivindicações de vários de alguns grupos indígenas que estão agora na cidade de campinas para a essa proposta de lei então eu como vereador nada mais foi do que um propositor de uma reivindicação legítima dos povos indígenas aqui na cidade de campinas né é é que é um dia que é reconhecido internacionalmente é como uma uma data importante histórica de simbólica para reforçar a resistência luta do povo indígena no mundo todo né alguns até me perguntar mas já o dia 19 de abril né mas eu tenho explicado para os vereadores aqui da casa de que o dia 9 de agosto é o dia que as populações indígenas têm como a principal referência por ser um dia internacional por ser um dia de resistência é talvez a gente possa até fazer uma similaridade lógico totalmente diferente até porque aqui existe um dia que é conhecido internacionalmente mas com 1 13 de maio eo 20 de novembro né no momento da criação do dia 20 de novembro que é o dia da morte de zumbi dos palmares e que é o dia considerado pelo movimento negro como dia de resistência e de luta do movimento negro nós já tínhamos o dia 13 de maio que era um dia mais oficial criado né de maneira mais oficial e não a partir dos movimentos né e esse debate acabou sendo superado tanto que nós temos hoje nós temos o dia 3 de maio nós temos um dia também marcado como dia de resistência do povo negro que o dia 20 de novembro então pra nós estamos fazendo essa audiência pública a partir dessa audiência pública esse projeto passa então a ser votado nas comissões e por final pelo plenário da câmara para poder e ao prefeito municipal e sancionado vira lei é muito importante a presença de todos vocês quero fazer só uma última consideração eu considero esse dia que na casa na câmara municipal um dia muito importante e eu acho que nós estamos vivendo dias de retrocessos em muitos avanços sociais democráticos que nós tivemos no último período muitas ameaças estão em curso nas diversas áreas do país isso não é diferente em relação à população indígena que sofre ameaças de todos os tipos netter desde ameaças já antigas que historicamente a população sofre com a ameaça da sua extinção né de violência é mas também agora o muito mais força por parte do poder executivo né a conquista histórica das demarcações de terras contínuas que foi reivindicado por muitas décadas pelo movimento indígena e que foi alvo de muitos debates até a sua consolidação inclusive passando por uma decisão do supremo tribunal federal está hoje é ameaçada por conta das opiniões e da posição política do atual presidente da república então reforçar com todos os aspectos em todos os espaços nem a luta de vocês é muito importante eu tô aqui de alguma forma mandando uma pequena contribuição ea gente e verificando o que a gente pode fazer mais né é muito importante a presença da prefeitura aqui porque eu acredito que com esse crescimento anual da população indígena em campinas é preciso pensar novas políticas públicas de acolhimento de participação ea gente precisa está atento a tudo isso então era isso que eu gostaria de dizer no início e passaria a palavra é eu por conta do tempo então a idéia é que cada um possa falar em no máximo uns 10 minutos pra gente poder depois ter a possibilidade do público também fazer uso da palavra antes de concluir a nossa audiência pública não passaria a palavra primeiro pra luciana que está aqui comigo lousanense caetano é que é do ponto de cultura etnicidade pra fazer o uso da palavra e lembrando a todos que nós estamos tão ao vivo na tv câmara também nas redes sociais no facebook a link pra todo mundo poder também compartilhar e divulgar essa nossa audiência agora foi kaká foi boa tarde a todos assim agradecendo muito mesmo é por aqui têm essa oportunidade também é se eu falar muito choro mas é porque é uma conquista uma conquista então vamos respirar um pouco a gente poder falar mas é assim a gente é importante e primeiro também agradecendo a todos os parentes que estão aqui os parentes kariri xocó frente pataxó a minha amiga e também quantas chove herrera tem ali parente acho que fui curu bar é né o povo todo tá em cima e assim a gente acha muito importante realmente é não é somente por é para dar visibilidade também né a gente precisa aqui como o vereador falou a gente tem aqui a terceira cidade do estado com maior número de indígenas e aonde estão esse número de indígenas a todos né então essa visibilidade e se e este mês que ele está propondo a gente vai ser muito bom para tudo que a gente faz aqui para o pessoal ver que a gente existe que a gente estar aqui a gente está nessa cidade está em outras cidades mas isso é muito importante e eu agradeço muito mesmo e se a gente conseguir chegar num acordo e que realmente esse agosto seja um mês pra gente pra dar maior visibilidade tá eu agradeço mesmo mesmo eles mesmos e muito obrigado a todos obrigado luciana então já passa a palavra também para o ronaldo é tucano também poder fazer uso da palavra e faculta cage ea oportunidade de vocês falarem também não só sobre essa questão da proposta do dia mas também de outros temas que são importantes para você eis a relação à cidade em relação à as políticas públicas a tudo tá bom 8 é ainda mostrar que a apple na cabeça é a tal moça ao bater o satã em anime tato mas se limitarmos a outra troncon a tonatto marcio mazza na nba ao bater o atual tv só ter outro nome e e karl marx é economista dessa moça ladrão com um concreto é boa tarde a todos ea todas fico muito agradecido pelo convite é feito pela para os acadêmicos e dia da unicamp aqui não representa só um coletivo não representa uma pessoa só não representou nenhum a ninguém na verdade eu tô aqui simplesmente tem pra tentar defender uma causa que foi levantada no na cidade de campinas no estado de são paulo na verdade né é muito bom já ter essa iniciativa feita por você ea gente colaborar também porque querendo é uma iniciativa boa na qual afirma diversidade cultural existente no estado de são paulo a qual muitos anos e foi renegada foi violada foi determinada com essas discussões que vêm sendo feita agora a partir de agora na verdade feita por vocês aqui da câmara pô por todas as instâncias políticas que do estado de são paulo o que eu tenho para falar é que estamos aqui então para estar aqui a gente tem que dar visibilidade para os povos indígenas para a civilização indígena para o contexto cultural indígena para a diversidade dinheiro porque querendo ou não existe mais de ver aqui muita diversidade que chegou aqui através do vestibular indígena antes do facebook já tinha ea diversidade indígena aqui presente então a discutir política os indígenas têm que está inserida dentro da escola dentro das faculdades sendo professor em escolas públicas sendo professor em universidades e discutir a questão de como que a diversidade é passada no meio do dos ditos não indígenas por que não futuramente o indígena não discutir política no estado de são paulo na na câmara de vereadores de são paulo por exemplo no estado aqui na cidade de campinas porque não indígena porque não indígena eu acho que como disse eu fico muito agradecida é já a felicidade vocês ou para essa grande iniciativa que vocês tiveram que nós estamos tendo agora também passando a nossa ao povo de de são paulo de campinas em geral para dizer que estamos aqui para lutar pelos nossos direitos e não pra tomar direito de ninguém e sim pra agregar valores agregados diversidade passar a diversidade porque não nós não queremos ser melhor que ninguém apenas queremos nosso direito de fato porque ela exige ela é nossa então a gente eu creio eu que queremos passar para a população em geral porque muitas vezes nós somos oprimidos eu acho que isso nos estigmatizar mais ainda todos os dias na verdade porque somos taxados como incivilizados e através disso muitas pessoas de tira o nosso direito viola nosso direito ultrapasso o direito ao território é matam a gente morre indígenas todos os dias não estou falando que só indígena morre exige vários contextos de morte no brasil e no mundo mas os indígenas em geral eles são através dos estigmas dos estereótipos são mortos todos os dias eu acho que isso vem nós a trazer essa discussão de como dar visibilidade para vós indígena de como é tentar debater a política em dia aqui no estado de campinas como já disse eu não venho aqui porque eu eu eu sei eu sou eu vim aqui aprender para debater e aprender com meus parentes aqui porque querendo ou não todos nós indígenas temos voz não é uma pessoa não é uma não não é um coletivo não é não é um estado que dá a voz pra nós porque todos nós em dia nós temos voz temos capacidade e por isso devemos debater política também aqui na câmara dos vereadores de campinas legal na muito bom naldo participação então já já sigo para o professor vilmar professor gilmar da rocha de angelis que é professor doutor do departamento de linguística no instituto de estudos da linguagem da unicamp boa tarde o vereador estava obrigado pelo convite pela iniciativa né parabéns pela iniciativa boa tarde a todos é bem é eu não sou uma pessoa mais aficcionados de datas porque a gente anda pelo mundo aí vê proposições as mais variadas e estapafúrdia também é comum o dia da mulher do pastor não sei o quê dia da mulher dos vereadores é uma coisa louca têm sido aprovadas e aquela coisa mas é esse caso é bastante diferente é uma situação muito diferenciada por duas razões eu vejo a primeira por pelo que acho que já disse o vereador com outras palavras é eu vejo isso como um ato de resistência luta contra o governo durante esta nós temos hoje que é aliado e sustentado pelos maiores inimigos dos povos indígenas no brasil então é um ato político importante que uma cidade importante como campinas através da sua representação política da sua população que a câmara de vereadores é possa dizer isso que nós celebramos e queremos celebrar porque honramos a importância das sociedades indígenas no nosso país eu acho que é isso que significa essa sua proposição acolhendo a aas é a demandas que lhe foram apresentadas pelas comunidades então a primeira grande importância desse gesto pra mim eu estou a diferença essa proposição em relação a outras coisas que eu disse que são maluquices que se fazem por aí a outra importância do fato é ainda ainda aproveitando a lembrança do que o vereador fez na abertura existe o dia do índio mas exatamente nós vamos sair dessa há um esforço todo mundo comunidades é o instituições ongs lutam para que as escolas aproveitem aquele dia do índio de uma outra maneira mas ainda é o dia do índio é difícil a gente escapar dessa de tudo o que representa de estereótipo o que acaba sendo a comemoração escolar desse dia e aqui não tem quando se fala de dia mundial dos povos indígenas a própria denominação e no caso aqui o municipal né a própria denominação povos indígenas está dizendo outra coisa nós estamos falando de sociedades de respeitar e reconhecer a diversidade de sociedades e culturas é no nosso país então é eu acho que essas duas são os dois grandes motivos a joão rodrigues foi um grande linguiça brasileiro e professor da unicamp aposentou-se aqui né ele fez um estudo nos anos 90 é no qual ele é até reproduzir esse livrinho que a gente acabou de publicar que a revitalização de línguas indígenas que é um trabalho que a gente faz pela unicamp aqui no estado de são paulo é gente a produzir um pouco desse estudo dele ele chegou a um número que ninguém tem discutido com ninguém tem questionado porque ele é bastante factível bastante demonstrávamos assim de de que no ano de 1500 o brasil contaria em torno de 1175 línguas indígenas o que significaria sociedades indígenas diferentes no brasil hoje em termos de língua nós não chegamos a 170 sobreviventes é eu sei vocês conhecem o censo do ibge é que falem 274 mas os linguistas sabe que só um equívoco da forma com mg levantou então não é 274 línguas no brasil mas há umas 170 mas povos sim a ovos passam de 250 talvez sejam os perto de 300 sociedades diferentes muitas delas não falam uma língua é ancestral razões históricas que a gente conhece mas então essas 250 a 300 sociedades indígenas são as que sobre 01 desse enorme massacre seu nome extermínio e etnocídio gente viveu na história brasileira e que a gente pensa é umas coisas lá de 1500 e 1600 não assim em rondônia sistema ou população indígena assim até dez anos atrás assim a população não quer dizer que não se matam índios hoje ainda se mata você sabe quantos são assim disse encontrar 34 56 200 sobreviventes de uma sociedade pois terminado há 20 anos atrás li na o dono pará também né então essas coisas no brasil ainda são uma história muito difícil porque ainda é muito sofrida então acho que é muito oportuno muito importante que se faça esse tipo de de detêm esse tipo de momento pra chamar a sociedade brasileira no caso vai de campineira né como um alerta porque não se trata simplesmente também de pensar se a nós estamos só pensando que essas pessoas têm o direito de viver é mais do que isso para quem é como eu acompanhei a história do brasil vive a história brasil há 40 anos vegetal da amazônia 40 anos de história dos povos indígenas há 40 anos um pouco mais a gente eu digo às vezes nos alunos o que o nosso o que a nossa tecnologia que o nosso sistema de produção é capaz de fazer a gente já sabe aí tá aí a falta d'água a destruição dos recursos naturais aí vale do rio doce destruindo e os inteiros isso a gente já sabe que nossa com o pior que a nossa economia nossa nosso tipo de exploração econômica fazer já a a bastante conhecido mas as tecnologias indígenas e os conhecimentos ea e o relacionamento dessas sociedades indígenas com com o meio e com o ambiente natural nós estamos perdendo a oportunidade de conhecer e se nós perdemos isso não há futuro para ninguém não só para os íntimos pra nós também não só para as sociedades indígenas a sociedade não indígena também então todos estamos no mesmo lugar compartilhando uma vez na terra temos oportunidade de aprender com essa sociedade desde que a gente pelo menos no mínimo comecemos a respeitar e garantir a sua sobrevivência o brigadeiro da iniciativa parabéns e agradeço muito o professor formado pela participação e até fahel eu na verdade você foi a primeira é o primeiro projeto de lei meu que instituem um dia na cidade exatamente por essa preocupação é que o professor levantou porque realmente há uma certa muitas vezes uma uma banalização desse tipo de iniciativa por conta de razões eleitoreiras e outros tipos né é e mas acho que o professor conseguiu sintetizar bem a motivação que nos levou a partir da demanda de vocês apresentar esse projeto até por conta do momento que nós estamos vivendo eu queria agora passar a palavra para o sérgio sérgio max que é coordenador de promoção da igualdade racial aqui de campinas é muito importante a participação do sérgio porque eu também acho que a gente pode servir de uma oportunidade da gente é estreitar vamos assim há o diálogo que já existe mas que pode cada vez melhor entre a população indígena das cidades grupos que estão na cidade com a prefeitura de campinas e o sérgio o coordenador é da área que o que faz essa interface de diálogo e debate com a população indiana da cidade então sérgio boa tarde à mesa ao vereador a todos com planeta mesmo a todas essas pessoas aqui presente nessa tarde nessa tarde eu vou eu não salão vermelho quando leva um espaço da prefeitura o povo preto eu gosto de falar dessa tarde negra e aqui eu quero falar dessa tarde indígena porque eu gosto com isso demarcar o espaço onde estão lá para cá hoje a câmara municipal está a sua porcentagem maior presença indígena e é espaço dos indígenas que estão aqui em campinas então hoje eu então eu vou nessa tarde que nós estamos aqui numa tarde indígena então saudou a todos que estão há aqui quando a questão da data e vem o dia né dos povos indígena aí o professor já falou esse pessoal só falar sou educador também enfrenta a coordenadoria ou ela traz um novo significado dessa questão de ser ou indígena na cabeça do senso comum quer o dia do índio o dia do índio tornou nas escolas por todo aquele senso comum é eu não gosto bazar eu vou fazer alguma analogia com uma comparação um pouco com a questão do movimento negro respeitando cada um na sua identidade nacip nós não fazemos mas o dia 13 de maio nós dialogamos no dia 13 de maio após o brasil após 13 de maio até o dia 19 do índio não é ver até nós temos ver a aposta acabou o dia do índio e o dia 20 quem são os índios como estamos vivendo a onde estão é esses ressignificado que nós demos na questão do dia 13 agora e aí é nessa lei foi 13 isso chamar atenção em agosto 9 de agosto vamos de fato o olhar realidade o que essa indígena no brasil vamos parar diz a pena pintar nossas crianças sem sem sequer falar porque campos aquele 2 risquinho no rosto dela ela voltar pra casa né e trazer de fato que é nós eo a secretaria né o fábio já conversou com ele player que é o diretor já tenho alguns hihalua liliane já representa já teve presente quer da cp conversando também né e quando eles vieram se após a era pelé pra mim pouco das reuniões que tiveram o é preciso conversar los porque nós tivemos uma grande dificuldade e aí nós temos que assumir também falha nossa e nós encontramos ainda o mecanismo de localizar a onde estamos indígena aqui em campinas e aí na conferência nós tivemos a conferência promoção da igualdade racial na 3ª conferência nós tivemos presença e nessa quarta nós não tivemos a presença conferência regional que nós adiamos a rim campinas nós não tivemos a presença indígena então nós elaboramos nós estamos com um plano de promoção da igualdade racial que tem uma lacuna quando eu falo da promoção da igualdade racial que essa lacuna eu não posso colocar o coordenador da promoção da igualdade racial mas já estamos dialogando que a partir neste momento nosso parceiro ele vem passa por uma revista aí nós temos a revisão do plano essa lacuna vai estar completo eu não posso falar pra vocês assim como eu grito e quem falar de negro é negro eu posso falar das suas demandas mas não por vocês disse que sente a dor de ser indígena são vocês assim como eu sinto as dores e alegrias e negro as dores e alegrias e indígena também que ele sente são vocês então aqui o meu papel hoje prevendo essa o apoio total né há um projeto dessa lei porque vai trazer isso vai ser possível na escola conversarmos diferente diz um momento emergencial que nós estamos vivendo é emergencial porque o que nós estamos vendo no cenário político que está acontecendo quando nós falamos se a demarcação de terra quando nós entanto que a questão de política pública o que está acontecendo então nesse ato a cef não é abrir porque a porta sempre esteve aberta é mas falar onde essa porta a coordenadoria setorial de promoção da igualdade racial talvez a comunidade indígena aqui em campinas também não chegou a trípoli ela nasce em 2001 com coordenadoria de assuntos da comunidade negra lá em 2001 nós temos um conselho da comunidade negra não é isso é concedido em 2002 2002 nenhum em 2002 mas ela já deixou de ser é uma coordenadoria de promoção da igualdade racial nela lá nós tiver essa semana tive essa jaqueline queda da questão dos ciganos o dac de vocês que estão aqui foi com alessandro que o que eu conversei com ele nos colocamos só no olha tem um momento em que vocês estão preparando forte e intensa então após esse momento vamos conversar é o caso de termos o conselho nós diz a comissão indígena mas que vamos discutir política pública está sempre a coordenadoria mas aberto lá pra que nós possamos discutir promover esta a política pública nós temos um município de campina tem adesão à cee da pia então nós estamos no processo da senap nós temos atenções a se na pia todo ano tem algum vá a elas lanças de ti tais culturas populares culturas indígena cultura negra mulheres 777 e com isto nós possamos estar traçando de utilizando desse e felipa esse projeto está escrevendo um projeto que favoreça que contribui com a luta da população indígena é importante nós temos essa visão nós já fomos contemplados com 12 projetos né a estrela da linha de jovem na linha da estruturação da própria cpi a então nós estamos aberto vai ser esse projeto o marco eu não posso e nem devo como gestor lá apenas para servir o intermédio tente fazer quem tem construir são vocês porém eu compreendo que essa distância de saber aonde a servir como funcione com esse órgão atrapalhou um pouco essa é esse contato nossa mas eu venho aqui né com grande expectativa em mim com grande expectativa é que a partir daqui de fato nós vamos poder começar por realizar o olhar a onde estão os indígenas aqui em campinas e na revisão na revisão do plano de promoção da igualdade racial colocar aquilo que é as lutas eu não sei o que vocês trazem e agradeço aí pela audiência quero agradecer a presença fala do sérgio acho que ele é muito importante no sentido de de ampliar e de de permitir um diálogo mais intenso entre as representações ea comunidade indígena como um todo ea prefeitura municipal de campinas eu acho que isso é é muito importante é nós realmente vocês lembram uma coisa importante né no início dos anos 2000 é as pautas do povo negro da comunidade negra foram ganhando força e foram conquistando espaços institucionais mas esse conceito foi ampliado é a parte inclusive do governo federal que é o conceito da igualdade racial e isso acabou incluindo diversas outras matriz matizes matrizes tal nas discussões de políticas públicas então isso é muito importante acho que o canal fica mais aberto ea gente espera que isso possa produzir muitas outras iniciativas para além dessa da criação do dia dos povos indígenas na cidade certo eu queria então abrir pra saber se alguém quer fazer uso da palavra é totalmente aberto pessoa só se apresenta e fala o que achar que deve falar a gente só pede para se apresentar e usar o microfone porque nós estamos ao vivo na tv câmara e isso fica registrado depois também na nossa audiência pública tá bom então o que podemos trazer o microfone né só perde pra se apresentar e depois pode fazer uso da palavra o ataque com luan eu sou também com a taxa é só do sul da bahia e eu quero primeiramente agradecer o vereador por essa oportunidade porque até uma meia hora atrás eu ainda me sentia invisível e agradecer a todos vocês aqui por uma situação que por conta de minutos nós se tornamos pessoas mais importante então falando mais importante num no contexto de que nós estamos levando algum prêmio clima mais importante porque em menos de meia hora estou me sentindo visível porque é porque até aí nosso povo invisível nosso povo dentro do contexto urbano nós somos invisíveis para uma sociedade nós não existimos né onde nós procuramos mostrar a nossa resistência é que nós estamos aqui que nós estamos num contexto obama deixando os indígenas né broom a forma ou de outra nós deixamos a nossa aldeia mas nosso povo tá lá e nós precisamos garantir nossos direitos aqui é de tentar permanecer na cidade grande com direito que nós temos é que às vezes por ter arrancado da gente por uma violência entendeu então eu estou sentindo forte agora eu tô me sentindo forte porque por essa iniciativa porque como diz o o eu vou chamar de parente porque eu como eu gosto de considero né com as palavras que você usou antes aí de nem faz questão de falar que o negro fala do negro nos indígenas falamos dos indígenas mas nesse momento eu quero falar de igual pra igual de negro e indígena de indígena pra negro que eu quero agradecer porque nós temos que se une mesmo para poder fazer a força e para isso fazer com que aconteça as coisas né porque quando nós somos sozinhos nós não existimos né isso nós temos mais de uma pessoa a visibilidade é maior então eu quero deixar aqui meu agradecimento vereador parabéns porque não é todo mundo que ver nós como como humanos né então eu estou me sentindo assim honrada de estar aqui nessa tarde quero falar para vocês que eu tô me sentindo forte e otacílio daqui fortalecido na minha luta porque eu não paro de lutar nenhum momento é mesmo que meus parentes estejam um pouco distante de mim que eu tô alguns quilômetros é afastado deles mas quando é pra lutar eu luto ao lado deles estava com meus parentes aqui está de parabéns porque eu não esperava que a ter uma quantidade dessa né é eu estou surpresa eu estou surpresa e agradeceu etnicidade luciana e parabenizar também pela conquista que nós tivemos porque não foi você que teve a conquista não foi não foi a lei que foi o idealizador eu acho que é uma luta que vocês estão lutando por todos nós então eu quero agradecer deixar meus parabéns pra você e falar que estamos juntos precisar de mim é só dar um alô que nós estamos aí lutando junto e quero agora eu quero aprofundar um pouco mais né nessa fala mim quando eu estava lá na marcha das mulheres lá em brasília uma das coisas quando nós ocupamos a cesárea topo chão um pouco mais o assunto quando nós ocupamos a sesai é uma das questões que sempre eu gostava de falar porque eu como no contexto urbano eu me sinta desamparada na na saúde entendeu porque nós não temos agora nós temos bastante para a gente aqui e quero falar pra vocês que nos parecem passar mal porque eles já estão aí e se adaptando à cidade grande eles comem o alimento ele passou mal assim como eu passo assim como os do teto passa né é e quando a gente vai ter que sentar nos fila e esperar o dia todo para ser atendido nós temos um direito é de igualdade nos meus parentes eu sei não sei se eu vou tá falando besteira que porque pelo menos eu não tenho conhecimento da cni campinas ter um ambulatório indígena então sempre lá durante todo a marcha das mulheres eu coloquei isso porque eu acho que a gente deve lutar que os meus parentes por um ambulatório indígena que dentro da cidade de campinas porque nós estamos aqui mais de mil indígenas eu acho que é necessário é necessário porque nós não temos saúde de ferro né nós somos iguais mas com direitos diferenciados então eu quero deixar aqui um agradecimento a cada um de vocês e falar que eu estou mais forte na resistência que nós é resistir para existir isso estamos juntos é meu parente muito obrigado muito obrigado vereador de gago agradeço e até dialogando com que você falou no final nós até convidamos aqui mas acho que por algum motivo não pôde vir o doutor paulo abate ele vai chegar atrasado né não tá ótimo porque o doutor paulo abate ele é médico aqui da rede municipal e também professor da unicamp e ele é especializado e estuda a questão de saúde indígena tem dado um suporte para os alunos da unicamp e então ele deve estar chegando aqui porque ele ele tá vamos assim de alguma forma liderando a idéia de ter um uma iniciativa dessa no âmbito do município de campinas então não espera que ele chegue para ele poder também conversar com com a gente é têm maior ou mais alguma fala assim só se apresenta e boa tarde a todos eu sou o lucas querino do estado da amazônia etnia ticuna é que eu queria falar um pouco é parabéns acho que é uma conquista da iso que está acontecendo agora tipo eu acho que o senhor está cumprindo um papel seu papel não é comum um cidadão que está na frente é que leva a um pouco na prática que está no papel também é tipo à noite a nossa constituição que é 88 e o marco que marcou nossas vidas uma vitória que antes era entregue integracionista nessa visão e agora tem temos que respeitar ea cultura e dialogar com a população e tatá sendo cumprido esse papel agora pela minha visão na minha concepção e tipo falar um pouco da política eu acho que a gente poder devemos é desenvolver mais a um projeto dentro da comunidade também porque é o fala do nosso é presidente atual governo que é você tem que tirar o indígena a nado no território dele pra poder de trazer para a cidade eu acho que não é essa visão tipo concepção seria o melhor é tipo você desenvolver a economia dentro das duas comunidades é com um projeto não você não precisa necessariamente tirar a população lá e nem precisava fazer isso então eu acho que é um ponto muito importante a gente debater isso como a economia indígena dentro de uma comunidade territórios demarcados é é isso que eu queria uma lâmpada [Aplausos] é queria sei que estou muito feliz é agradecer demais a o deputado é e contar um pouquinho de que como também quando falou né a gente sente um pouco que é devagarzinho mas as coisas estão caminhando né eu acho que o edno cidade tem um conjunto muito grande de mazelas acontecendo nas aldeias e na cidade e se a gente não trouxer a visibilidade a essas questões a gente não sai muito do lugar é só para vocês terem idéia é a gente tem relatos no nosso grupo diários de indígenas sendo recente rejeitados nos espaços escolares né a gente tem relato de filhos indígenas que sofreram preconceitos né a gente tem indígena que passou por espaço de saúde e que foi negado esse lugar de saúde a gente tem um indígena que porque só tinha uma carteirinha da funai foi é indicado que ele procurasse espaço de saúde mais próximo de sua aldeia para poder ser tratado né é é a gente tem um dos livros didáticos contando que a gente conhece né as mazelas que estão nos livros didáticos né é e poder fazer alguma coisa do menor que seja né isto é uma data que possa abrir o diálogo e colocar quem é esse indígena contemporâneo a gente tem relato de indígena tem muita gente que fala da avó caçada a laço em relato de indígena nosso momento que foi colocado um saco na cabeça uma criança de 10 anos de idade dentro da sua aldeia e trazido para a cidade ela nunca mais viu o seu povo né e ela teve que aprender a língua portuguesa na marra e ela viveu como semi escrava como empregada doméstica mal tratada em casa de família centros urbanos né então a gente dizer da visibilidade e trazer um pouco do diálogo contemporâneo todas essas questões é fundamental a gente consegue olhar hoje presta data e entender que ela é um início de alguma coisa dentro da cidade de campinas que possa marcar a cidade né pra colocar a cidade num outro patamar néné e eu acho que a gente tem que pensar que o indígena na aldeia com um amigo ela falou né e que ele tem o direito de escolha e que eu indígena também está na cidade né ele tem direito na aldeia ou na cidade a saúde a educação a respeito à dignidade humana né e assim estar se representando em todos os espaços né a questão central do haiti na cidade é que assim a gente quer ver a cara da diversidade nas mesas a gente não aguenta mais um jeito só né não quero agradecer neste momento né e esperar que ele gere esses frutos porque é só o início de uma luta né é um ganho mas o início de uma luta muito maior obrigado boa tarde meu nome é liliane trabalho junto com max na na coordenadoria de promoção da igualdade racial e queria agradecer alessandra luciana todos por estarem estar junto com vocês êêê e voltar a minha história e voltar muito a minha história porque quando a gente fala do fatídico 13 de maio nós estamos contando de uma história de escravidão que eram dos negros e dos índios os negros e os índios nessa história da escravidão perderam a identidade perderam o chão perderam a terra perderam amigos perderam famílias e esse 13 de maio ele é só um dia em que ficou benéfico para todo mundo a linda a princesa isabel libertou libertou que nós estamos correndo atrás das nossas vidas até agora das nossas histórias das nossas culturas do nosso chão e nós negros nós índios nós sic ciganos nós quilombolas nós temos o direito disso como seres humanos a legislação nos dá esse direito então quando a gente ouve relatos de que essas pessoas são rechaçadas pela sociedade sociedade que estão também sustentada por nós e pelas nossas leis e nós nos vemos à margem das leis brasileiras por sermos índios percebemos negros por ser por sermos ciganos a ou seja lá o que foi é um crime e nós temos que levantar isso nós temos que trabalhar isso quando vocês quando max fala no dia depois essa nossa briga o sistema nacional de promoção da igualdade racial ela vem pra isso nós somos seres humanos igual a todo mundo igual a todo e que igual a todas as pessoas que têm direito de sair matar botafogo porque acha bonitinho e hoje sem policial né então qual é o direito que nos assiste qual é o direito que assiste às pessoas que têm poder e esse poder aqui no brasil em realizado esse poder econômico e se poder hierárquico com esse poder político manda no brasil mas quem sustenta o brasil somos nós então assim não é a terra indígena que é boa para garimpo a terra indígena é boa pra índio não é boa para garimpo então são essas coisas que nós temos sim que nos juntar usar as nossas leis e nunca nunca mais nos sentimos oprimido oprimidos por uma política que é nossa por uma terra nossa as primeiras pessoas habitarem se brasil foram os índios tá muito obrigado a todos [Aplausos] quero saudar os parentes aí presente né e não indígena também presente aqui mil de nós é uma satisfação estar aqui nesse espaço né um espaço que é nosso também que o brasil tem que ser indígena só porque a gente vem de uma área demarcada não quer dizer que o indígena pode optar o espaço urbano o brasil é nosso então esse espaço é nossa e o parabenizo é por essa iniciativa né não por sua vontade mas e cinco por dia as pessoas requisitando você pra que aconteça isso então isso é muito bom muito importante para nós as pessoas que estavam que estão chegando para somar à luta é uma luta de dar visibilidade não só descer presente como indígena mas sim toda a estrutura de bagagem que cada etnia carrega dentro de si porque os acadêmicos indígena vem de toda de toda a região do brasil e cada um tem a sua história sua bagagem o seu jeito de ser lidar com as coisas também então vimos disso os ou ser bi tucano o tucano aquilo da política do partido nem tucano nem tucano pássaro né e sim uma etnia que foram que fomos apelidados que na qual na minha língua somos chamados de ea maçã e faço parte da comissão assessora do antígeno racial dos direitos humanos em campo junto com a professora malu e fico muito feliz de estar ouvindo isso essas partilhas de sabedorias experiência seja ela boa ou não isso nos educa bastante pra mim inclusive nesses espaços de aprendizado não é inclusive eu não deixaria de falar um fato ocorrido aqui acho que campinas se não me engano um trabalho escravo de uma parente nossa que foi um pouco muito preocupante pra mim nenhum trabalho escravo que trouxeram ela de da região nossa porque muitos dos nossos parentes no inclusive nós não temos muito do nosso nome dominamos na nossa expressão expressa língua portuguesa bem direito né já é a segunda língua esse fato ocorreu de fato aqui na cidade de campinas o trabalho escravo a reportagem também não citou nome né eu acho que é de fato verdade mesmo paredes compartilhando isso um pleno século 21 em 2019 vem acontecendo esses relatos essas coisas eu acredito que as políticas públicas dando visibilidade à presença indígena eu acredito que vamos tentar nos fortalecer quebrar esses tipos de violências que vemos sofrendo né e imagine esse caso aconteceu imaginem várias pessoas poderia até acontecer tal acontecendo aqui dentro da cidade imagine outras mulheres indígenas que vêm trabalhar por aqui e que são que desconhecem né de fato quando a gente não conhece uma cidade grande é muito difícil porque quando ele é esse fato me preocupa bastante né eu imagino quem é essa pessoa também é um fato muito preocupante não é desse tipo de violência que vem acontecendo os povos originário uma vez eu estava vendo uma mensagem nas redes sociais porque quem domina mais nesses espaços são elite brasileira né a burguesia brasileira dita civilizada como diz o meu parente naldo em que domina nesses espaços dizia o seguinte uma escreve uma frase comparando-o dizendo que o maduro está matando o povo venezuelano e no brasil a elite brasileira não está matando os indígenas está matando assim o indígena está passando fome porque há há há os fazendeiros num limita o trabalho de da pessoa os garimpeiros estão invadindo a amazônia o bryan estão matando a não só o indígena mas nas periferias do da cidade grande que mora lá é indígena o indígena a partir do momento que ele sai da comunidade originária ele vai quando vim para a cidade ele vai para a periferia e lá ele morre também passa fome não só o indígena que morre morre negro lgbt s esse é o brasil que nós estamos vivendo nos dias atuais não é só na venezuela que morre gente aqui no brasil também estão matando gente isso que temos que ver esse olhar esse olhar mais sensível para com nós então é esse movimento que o senhor está fazendo é é muito gratificante para para nós estamos presente nos dias atuais aquino no centro urbano de aqui de campinas não é esse espaço essa coragem que o seu tem a ousadia que eu tenho nem pra música receber nesse neste momento é só isso mesmo [Aplausos] só lembrando pra se apresentar no começo e pode falar a gente vai na verdade houve mais algumas pessoas que queiram fazer uso da palavra depois a gente vem pra mesa para fazer algumas considerações encaminhar a audiência tá bom boa tarde a todos ea todas é meu nome e aponiã isso da etnia guajajara eu sou guajará na verdade e venho do estado do pará da região sudeste do pará para quem não conhece eu vim da cidade de marabá do pará pra quem não conhece marabá bem falado da questão da mineração da questão da extração da também de madeira entre outras questões que é explorada naquela região e que era que parabenizar a vossa excelência pelo trabalho que também foi solicitado por outras pessoas também que são companheiros seus que também estão sendo requisitado a você a fazer se esse planejamento esse projeto e caminhando pra autoridade maior que o prefeito daqui da cidade que tem um poder de decisão além de vocês também mas que eu fico feliz por essa iniciativa parece eles esse contexto criado ideologicamente por vocês aqui dentro do município dentro da cidade de campinas a qual a sociedade venha a olhar com mais cuidado mais carinho para os povos indígenas ao qual estão chegando de todo lugar do brasil e do mundo aqui na cidade de campinas na verdade eles vêm pra cá os povos indígenas de todo lugar do brasil e do mundo também questão de iniciativa de estudo buscar o conhecimento e desenvolver realmente o seu conhecimento não só como indígena mas também que é capaz de chegar aonde quiser também à corte a a convenção 169 da oit disse que há o indígena ele tem que ser consultado previamente antes de qualquer coisa então a gente está sendo consultado parabenizo também por essa iniciativa porque tudo para tentar colocar dentro dos parâmetros legais das leis que regem esse país e qual a constituição federal e do artigo 132 fala que nós temos o direito de dizer de ingressar em juízo em direito pelos nossos direitos garantidos dentro da constituição aqui também não é diferente ao município de campinas também o parabenizo por que essa iniciativa que está começando engatilhando aos pouquinhos é desse modo que a gente vai trabalhar num processo construtivo um trabalho realmente diálogo um trabalho de troca de saberes e conhecimentos sabendo que realmente somos nós e mostrando à sociedade quem são os nós de verdade porque essa durante nessa pleno século 21 como foi falado tem muitas pessoas que não conhecem o que é indígena na verdade da unita vino porque tem muita gente que não sabe o que isso então aqui eu quero trazer também uma reflexão quero refletir com vocês é é transmitido para quem está assistindo a olhar para a amazônia não com o olhar de exploração olha para a amazônia com o olhar realmente de como papa francisco fala um olhar realmente de uma ecologia integral um olhar de uma responsabilidade social integral na amazônia a sociedade infelizmente há essa margem de tarde da de se registar é que está colocando outros olhares no empreendedorismo dizer sim do capitalismo que fala mais alto a explorar nossa amazônia a explorar realmente as riquezas da amazônia da biodiversidade então aqui também campinas foi um lugar também dessas dessa onde há sim uma grande floresta hoje está tão desgastado hoje já tem dono hoje tem título dizer sim porque hoje em dia nosso brasil na verdade foi de basicamente não foi invadido faz basicamente jardins já tinha indígena que morando aqui né eu lembro bem que eu trago é memória de um autor que chama o livro extrosão dizer assim ele quando ele começou a iniciação científica nos na sua tese ele também vê que o brasil que ele não era em janeiro ele veio pra cá e fez seus estudos na sua na eu perguntei com o professor foi ele fez isto aqui no brasil de uma etnia só que a etnia não existe mais aí eu fiquei pensando porque eles ainda por causa que a aaa como a sociedade ela vai crescendo essa escultura também vão desaparecendo vão ser neste incluído a questão do orçamento vão crescendo e nós estamos que mostra nós estamos sendo basicamente nós estamos desse tamanho com a atualidade basicamente mais do que são paulo então assim eu peço encarecidamente é que a compreensão é de vocês também né os parentes estão aqui a gente pensar um pouco sobre a questão da amazônia porque eu basicamente eu faço parte da replan da replan juventude e acompanho todas as questões ambientais todos e mais mas não é o fato de acompanhar também o fato também de defender é um fato também a gente acompanhar e estamos aqui de braços aberto também em campinas e ouvindo para a tua que representando o pará é como indígena eo meu estado também com um estádio grande aglomeração de minério que está sendo explorado de noite 24 horas trago presente também que a empresa mineradora vale ela vai implementar uma nova já tem mais mais é usinas e mais erros disse que ela comprou uma das também usinas da hidrelétrica de belo monte é uma das que financiam também entre outras questões que ela também financiou a construção da hidrelétrica de tucuruí no pará há onde também os indígenas que moram naquela região que são os gaviões a grande estratégia da montanha foi remanejado porque a sua estreia fora é engolida pela pelo alargamento da galera de tucuruí ir eu trago essa memória porque angustiante a gente olhar a situação desse governo atual e acabando com nossa terra acabando com os povos indígenas disse mãos podem virar a a passando como um rolo compressor por cima da gente e colocando para vir para a cidade e quando chegamos aqui as pessoas olham para nós e face que vocês estão fazendo aqui aí você olha pra mim e falou assim eu vejo que eles estão fazendo conosco é então aqui eu quero assim eu trago um pouco essa angústia mas também traga uma reflexão para você refletir quando vocês forem é onde há sim pensar sobre a amazônia que está acontecendo amazônia no território brasileiro eu tô me traga o presente também que nós é só tem única pessoa que nos defende na câmara dos deputados néctar las não só como ela como a gêmea o alexandre mas também tem outras também estão lá defendendo a nossa causa da terra indígena então é isso que eu quero trazer também presente pra vocês aí nós estamos vivendo o contexto urbano o indígena ele tem um livre arbítrio de onde quiser coletivamente ele tem o direito como nintendo a comunidade também fora da comunidade então eu trago presente essa a minha fala diante da situação e que a unicamp também há os professores a maioria também ou a minoria também têm conhecimento dessa questão da terra indígena eu parabenizo também alguns professores das humanas que estão sempre de braços aberto é a dialogando com a gente discutindo com a gente há algumas questões da área das humanas eu trago aqui presente e assim eu sou das ciências sociais fazem sociais sou bem crítico também certas relações com o professor ou pois é quem for eu também sou um pouco crítico em relação a alguns contexto que as vezes que está lá no passado que teve gente vê lá não sei da onde para ajudar mais indígena aqui e por que o brasileiro mesmo estuda a sua própria territorialidade porque no dado porque o brasileiro não pensa de dar valor à sua própria riqueza que está estudando porque o brasileiro dá mais valor que está lá fora e vem pra cá pra falar e quando falar a verdade é mesmo porque eu vim do estado por exemplo que tem a cultura do carimbó do açaí do tacacá de que se cada que o povo brasileiro faz um livro relativamente do nó próprio estado é do conhecimento do brasileiro que tem conhecimento são só os ingleses franceses e italianos que escreve tantos livro total são só os que têm conhecimento porque nós mesmo que nós não temos conhecimento nós somos o próprio da história porque é um tanto os estudos que foram feitos pra cá unicamp demonstra tanto aí depois os próprios alunos processos que questionam se os índios no meu só começou em papel também que estão aqui na universidade cada que estão lá na usp por exemplo cada que têm indígena na usp não tem a unicamp teve um maior revolução porque os estudantes da opressão às pessoas que realmente estão aqui que são vocês o com a pensão pequenas partículas de semeadura que foram compartilhar com vocês é que nos apoiar que apoiaram aqui tem o vestibular indígena é que tenha outra instância maior nos apoiando para essas questões se realmente ser dizimado sair do papel e vim pra são então aqui eu trago presente também que a maioria dos estudantes da unicamp professores entre outros que realmente tem amor a compressibilidade pelos povos indígenas não só indígena também como negro entre outras organizações sociais é que realmente estão preocupado justamente com a gente há no momento é pela questão climática aqui eu trago presente essas questões aqui ó encerro minha palavra que se não falar até mais mas depois mais alguém gostaria tá então nós vamos ver vocês duas malu c ea gente depois vai aqui para a conclusão boa tarde eu me chamo de um eu sou da etnia de sam do eu venho do amazonas são gabriel da cachoeira eu sou ingressante do vestibular indígena da unicamp de desse ano o inglês e eu faço letras na unicamp noite tudo de sua linda da linguagem no iel é eu queria agradecer também à fala dos parentes que tanto quanto os outros falaram os falaram aqui é pra mim é isso é uma iniciativa muito boa eu gostaria que todos os outros órgãos também não só que de campinas se outros também tivesse essa iniciativa e se o dia 9 de de agosto que falo tanto agosto agosto eu tô falando errado eu aparente ali quase me fez chorar quando ela acabou de dizer que a gente a partir desse momento se sente mais visível quantas pessoas aqui em campinas hoje se se estão assistindo nós diz assim poxa eu sou indígena e não tive coragem de dizer nunca que eu sou indígena porque porque tem medo de repressão é repreendido tem medo de ser perseguido e então estamos aqui hoje lutando por essa iniciativa que que hoje será presente será lembrado daqui em frente se deus quiser vamos conquistar esse espaço que é por nosso direito e eu eu num eu sempre estarei presente por mais que eu espero que na próxima no próximo encontro vem mais parente para ajudar nessa luta e quero agradecer também ao professor fala dele pra pra que o isso aconteça nós temos que está presente estamos presentes e estaremos sempre e agradeço também ao vereador pela iniciativa e pelo pelos que sempre estiveram ali com o tucano o tucano e hoje está sendo até botando em prática isso agradeço a todos que estão presentes nesse dia e nas próximas também estaremos e quem sabe com mais parentes aqui pra dar essa força essa luta e dizer que no estado de campinas ou como nos estados de campeão no município de campinas como vereador começou falando sou quase mil indígenas e como eu falei que esses mil quem sabe os 19 apareçam pra que se identifiquem vão quem sabe talvez tenha cultura estamos aqui com 23 20 dias diferentes na unicamp e temos todos de culturas diferentes estavam aqui para compartilhar também e queremos que eles venham se sejam visíveis pra gente ter essa troca de conheceres que a gente tem eu agradeço como diz a minha parente seu fala muito começar a me emocionar e não vou querer parar de falar tá bom muito obrigado e boa tarde [Aplausos] bem boa tarde a todos eu sou maluco sou pesquisadora da unicamp é eu só queria falar muito rapidamente um testemunho de branca que mora em campinas há mais de 30 anos e que pouquíssimo conhecia a respeito das culturas indígenas até pouco mais de dois anos quando tive a oportunidade de começar a participar de um grupo de trabalho para pensar as trocas de saberes dentro da universidade é que não sejam da forma como estamos acostumados a fazer a transmissão de conhecimento uma família pra cá mas sim pensar trocas de saberes é de maneiras diversas de acordo com as nossas culturas brasileiras né que existem mas que não conhecemos e tive essa oportunidade de participar desse grupo de trabalho logo depois na unicamp foi aprovado no vestibular indígena que eu acho que é uma outra grande oportunidade oportunidade em que sentido de que nós brancos habitantes deste município tenhamos contato e contato próximo com toda essa fonte de saber que é um saber que só me enriqueceu que vem não transformando a minha maneira de viver como eu já disse para alguns mas transforma a maneira como eu vejo a vida e isso pra mim tem sido riquíssimo e eu creio que essa iniciativa a gustavo que você está colocando hoje como projeto de lei que eu sei que é resultado da luta de muita gente que já tava que antes batalhando por isso ela vai trazer para a população de campinas a oportunidade de vivenciar isso que eu estou tendo a oportunidade de vivenciar e que eu quero dizer que tem sido é uma descoberta coberta de um brasil que existe de um brasil que é muito anterior a todos nós de um brasil que tem uma riqueza incrível e que nós por uma série de motivos e opressões não conhecemos né então eu acho que essa data que está sendo proposta é muito sines igne ficar ativa desses símbolos todos e eu queria também agradecer essa iniciativa iniciativa de todos que vêm lutando por isso aqui até agora obrigado a marcar muricy pataxó muitos nem conhece mas há quem me conhece sou municipal chove no extremo sul da bahia eu vou primeiramente eu vou agradecer a luciana que é a segunda vez que eu estou aqui é uma oportunidade e agradecê-lo por ela eu estou aqui pela segunda vez pelo convite ela fez a mim não mais uma vez novamente e por convidados parentes kariri xocó que também está representando o seu povo aqui e desde já que o pega um pedacinho da conversa do professor quando ele falou que a gente fala é que ele sabe é que existe 170 poucas línguas indígenas mas existe milhões de índio e o que para barbarizar os eu não sei falar bonito sabe falo do meu jeito o seu saber no qual motivo muitos indígena não fala a língua tem poucos anos em pouquíssimo aqui a minha parente prima que a gente estamos resgatando a nossa língua que hoje se chama pat curran se você joga para si muricy fala todo esse dialeto o empate hawn eu não vou não sei falar algumas palavras com algumas coisas como minhas música que a gente fala em patshun ram que a minha língua em português e inglês na nossa o pataxó é pat curran e também agradecer o parente ali eu num sei ele que ele tudo que ele falou né foi incentivar um item que está na escola onde tem da faculdade o índio tem que tá onde ele quiser o que nós podemos né então se você pode você quer você consegue e desde já pegando a palavra do parente também que ele falou assim que ele sente a dor e nós indígenas sentido então quem sente a dor é que geme ele sente a dor do preconceito nós sente a dor do racismo nós sente a dor do preconceito ele sente a dor do racismo em falar na saúde como aparente falou aqui anunciando não sabe mas a semana passada estava com um probleminha de saúde ela me levou no posto eu fui discriminada lá uma mulher que rompeu tava que foi por de seda foram assim vem cá você mora aqui como em dia você você em dia você mora aqui você só tá passando o dia do casillas que eu morasse aqui eu poderia ter direito mas eu falei não eu sou da aldeia passando e eu não respondi ano simplesmente peguei o papel isso aí foi por isso luciana que eu não fui atendida eu sofri isso mais uma vez então quando a aparente também com a falou na saúde eu lembrei entendeu é aí que entra o índio não precisa tá aqui em campinas que eu tô hoje eu tô feliz com esse lugar se eu pudesse eu morava aqui mas eu tenho compromisso com minha aldeia eu só vi um de mês em mês porque eu preciso sair para trabalhar bateu trocado porque nós estamos passando dificuldade e divulgar nossa cultura nossa tradição do que nós existimos patachou existimos nós patachou foi o dos índios que mais sofreu porque tudo começou e porto seguro na aldeia mãe que se chama barra velha lá que começou o massacre então quando o professor falou que depois o professor falou de porta vocês nós vocês sempre teve porta aberta mas precisava de alguém pra lia então onde entra o vereador eu te agradeço por você ser nosso guia da oportunidade de nós hoje está aqui falando da nossa cultura do nosso povo dando força a eles e como diz o parente a gente vai ver foi assistir e hoje o índio pode falar 'eu existo' aqui em campinas porque tem muitos indígenas aqui que não fala que é indígena muito tempo eu menti mim mesma eu tinha vergonha de falar que vai originar mas hoje depois desse dia eu vou falar o prouni tem eu sou indígena eu tô aqui para lutar por meu povo e nós indígena tem uma coisa como mulher falou que estava lá em são carlos ela muricy o que eu acho bonito em vocês indígena é que vocês trata uma moto como parente é falei porque nós têm o mesmo sangue que corre na mesma veia e todo indígena é parente aqui fica a mesma ladainha agradece num [Aplausos] bom gente eu quero realmente é agradecer a participação de todos acho que a gente teve uma uma audiência com uma ampla participação muita gente falou que teve a oportunidade de falar chegou eu queria só eu sei que ele deve estar preparado pra isso mas o doutor paulo abate acabou de chegar e ele estava trabalhando no centro de saúde e um dos temas que apareceu aqui lotufo seguinte que é o tema da questão do ambulatório indígena de você ter um tratamento especializado levando em conta todas as particularidades dos povos indígenas ea gente sabe que você tem ajudado já dentro da unicamp né vários relatos tudo que você também da unicamp e também é da rede aqui municipal então saber e aqui tal ataque com a gente o professor viu maquiar da lingüística da unicamp é o sérgio que é coordenador da igualdade racial da prefeitura né ea luciana eo naldo que represento aqui de alguma forma os povos indígenas aqui na mesa e também já falado mas a gente está num no tempo final mas se você pudesse falar um pouco seria importante legal boa tarde pessoal obrigado viu gustavo pela pelo convite desculpe o atraso de vida obrigado pelo convite todos os nossos alunos nossos colegas indígenas então nessa missão então só para contextualizar um pouco a parte jurídica e tem a política nacional de saúde indígena é uma política de 2002 vocês vejam o hiato entre a constituição de da lei de 1990 é da lei orgânica da saúde que em 1990 ea política nacional de saúde indígena só veio muito tempo depois né então o hiato bem grande é de 12 anos ea política nacional é clara mesmo indígenas não em contexto de aldeia não aldeados tenha têm direito ao atendimento diferenciado com respeito a todas as especificidades do ponto de vista do acesso diferenciado das competências interculturais então isso de alguma forma dá respaldo para iniciativas no que concerne à saúde indígena fora do contexto de aldeia indígena de territórios indígenas então é assim tá dentro da política nacional é uma lei é uma existe uma jurisprudência que normatiza a necessidade dos serviços de saúde estarem articulados e organizados pra oferecer serviços que dêem uma atenção diferenciada no que concerne esse tipo de atendimento então é com base nesse nesse contexto cabe a gente mediante articulações do poder público com a universidade criar esses espaços que vamos que podem ser os ambulatórios nem os ambulatórios especializados em saúde indígena como está na política nacional que a casa do índio que são os casais é que são estruturas de acolhimento para familiares que eventualmente precisam fazer lamento aqui é o enfim todo o suporte para um atendimento ambulatorial então está dentro da política e cabe a gente tem uma agenda de tentar ter um processo de lutar por isso né é por teta dentro da política nacional de saúde indígena então a unicamp tem se esforçado no do ponto de vista da saúde de se organizar para prestar esse atendimento diferenciado mas eu entendo que tem que ter pressão é do dia dos estudantes dada toda a comunidade indígena de campinas no sentido dela também tem esse protagonismo de fazer a gestão desse processo do ponto de vista de formação de recursos humanos pra isso né ii mediar isso com o poder público municipal né e o próprio ministério da saúde fez a prerrogativa de fomentar junto ao município a oferta desse serviço então acho que é esse primeiro momento é importante para a gente ter essa contextualização e no sentido de a gente pensar uma agenda de desdobramentos pra só aplicar o que está na política nacional de saúde indígena então acho que é para a gente refletir sobre isso e ver o que a gente pode fazer nesse sentido tá bom agradeço a presença ea oportunidade de falar paulo obrigado então vou verificar aqui na mesa quem gostaria de fazer alguma observação e depois a gente vai pra alguns encaminhamentos a emoção agora já passou na mentira então é assim só ressaltando realmente nesse negócio da saúde doutor é eu também passei por isso eu fui tomar uma injeção eu tava com um brinco de pena porque eu ando assim que a pessoa virou pra mim e falou assim eu não vou te aplicar a injeção que você tá com essas penas e pode gerar falei não vou tirar não aí sim eu não sei acho que ela vai comer das pernas enfim e eu falei que não ia tirar então ela teve que procurar uma outra pessoa pra me aplicar a injeção mas eu fiquei em uma meia hora e 40 minutos realmente é um grande problema pelo menos eu passei a aparente passou acho que aparente pataxó também então assim é complicado pra gente e assim eu só queria deixar uma coisa aqui né o seguinte o que o parente falou lá em cima é verdade invadem a nossa terra automaticamente a gente tem que sair né não tem muito que fazer é hoje a gente briga a gente sai e o indígena ele é um bichinho às vezes eu vejo algumas algumas colocações no face um bichinho lá coitados aro e saiu está invadindo a casa de fulano beltrano querem matar toda aí o pessoal fala não no mato que o bichinho só invadiu que invadiu a casa dele tá então creio eu que o indígena seja da mesma forma vão invadir na nossa terra ea gente tem que sair né você vai sair diz ainda a esses dias eu coloquei uma postagem da seguinte forma tão preparado para sair e estão preparados para aceitar todos os indígenas na cidade tenho certeza que quer entrar no território e mandar tudo quanto é indígena capacidade tão preparado pra isso eu acho que não né então acho assim se só tem um pouquinho aqui então vamos receber esse pouquinho conviver com eles porque creio que esse mundo indígena que tem aqui no brasil vamos colocar só o brasil né mas assim toda vez que se invadirem uma terra com certeza eu queria saber se estão preparados para receber a gente aqui fora porque afinal de contas eu coloquei lá nem que as nossas flechas são mais rápida que seu raciocínio será que estão preparados eu acho que a gente tem que pensar sobre isso e eu vou eu vou passar pro ronaldo lembrando assim como eu disse no começo né eu encaminhei essa proposta a partir de uma reivindicação que foi dada pela luciana mas também por outros indígenas e também pelo naldo e pelo ar lindo né que também não está aqui hoje mas que esteve também com a gente é aqui na câmara reivindicando é essa pauta também então como foi dito eu fui simplesmente o propositor porque é necessário ter um vereador que apresente que se comprometa com a pauta mas a a origem dessa reivindicação partiu de vocês tanto por isso que está aqui anuncia ronaldo representados que foram dois grupos que chegaram até a gente não foi é só está finalizando né só agradecer de novo pelo convite poderia estar falando aqui em nome de várias pessoas também é e esse projeto é importante para nós como indígena a equipe como eu já disse no começo para debater a política a saúde a educação aqui em campinas na verdade né porque nós indígenas gente quer falar de nós mesmos agora nem para desconstruir essa imagem colonizadora invasora que é reproduzir a todos os dias na tv é nos livros de história literatura até nossa própria linguagem também é porque uma fala que foi bem interessante do parceiro aqui do amigo é é de que dê a nu a 19 de abril ela é puramente é o dia que mais estigmatizam indígena ainda na verdade é porque a gente vai lá é reconhecido por duas listas em um cocar na cabeça e um corte de cabelo redondo e através disso aí as crianças do nosso brasil o futuro do nosso brasil vão reproduzir essa imagem todos os dias estigmatizando estereotipando os indígenas é tá achando e no final sofrendo violência de várias formas possíveis é uma fala que eu queria deixar uma má forma provocativa na verdade né que é o seguinte eu não sou índio não sou indígena eu me considero apenas de epá maçã eu não gosto nunca vou gostar de ser chamado de índice porque eu não uso o nome que foi usado para a cesta e exterminar os povos indígenas carregar sangue nesse nome carrega termina nesse nome eu uso indígena porque eu sou obrigado porque eu sou obrigado por questões políticas por questão de demarcação de território por questão de luta eu uso o nome indígena porque eu quero bem dos meus parentes com o nome indígena nos fortalecemos como o movimento indígena e através disso usamos esse nome para nos fortalecer mas no âmbito político sem o nome indígena não teria o vestibular indígena mas nunca em consideraria um indígena apenas um é para maçã tucano vindo de do interior de são gabriel da cachoeira na na tríplice fronteira entre brasil colômbia e venezuela na comunidade mais conhecida com para cachoeira através disso conversar aqui com vocês e quebrar os estereótipos essas lutas que a gente vai ter agora pra frente vão ser difíceis mas lógico sempre tendo essa parceria com os amigos que são lutas que lutam a mesma causa que o luto que lutam a mesma tem o meu objetivo que sempre sonharam com a inserção da diversidade cultural indígena nas universidades e nas escolas nos espaços públicos na saúde porque quando se fala na saúde é um negócio muito mais complicado ainda porque saí porque porque existe várias etnias diferentes no brasil cada uma com a sua especificidade cada uma com a sua cultura o seu modo de ser a aam o seu convívio na sua comunidade na sua aldeia como queira ser denominada porque nós somos livres para pensar como a gente quer ninguém nunca restringe a a característica indígena é muito bizarra sabe por quê porque nós indígenas onde se encontra antes se cumprimenta antes elogia a gente sabe que o outro indígena tem a sua própria luta nos consideramos parentes em outros lugares irmão de de luta muitas vezes as pessoas acham estranho é porque as pessoas só tom esse sistema dito ocidental na verdade né como disse o parente lá porque a gente nunca debateu filosofia do próprio brasil do próprio indígena a literatura indígena porque nunca debateu medicina indígena porque a gente nunca debateu as questões que sempre tiveram aqui no brasil a gente sempre foi escondido nesse meio aqui a gente sempre foi escondido é massacrada por questões políticas essa parte da educação é muito interessante porque querendo ou não passam reproduzir todos os dias a mesma coisa e no final as pessoas acreditam naquilo porque eu porque meus parentes não debater educação nas escolas por todo o próprio parente quebrando os estigmas quebras estereótipos mudando a visão da literatura mudando a visão da história nós indígenas próprios indígenas falando da história brasileira e de como o brasil se tornou o brasil porque antes do brasil x chamado brasil já existe mas aqui já estávamos aqui e já fazem uma diferença aqui meus avós meus antepassados toda a geração do passado morreu principais se chamar brasil na verdade é isso que angustiante para mim como e é para maçã tucano dá-se tenho orgulho de ter parentes tucanos de longe tenho orgulho de ver parentes acadêmicos indígenas aqui a de que adentram dentro de uma academia eu quero ver futuramente um indígena de todos os estados brasileiros nem dentro da unicamp estudando porque é o nosso direito de bater ciência debater política porque nós indígenas podemos fazer isso têm mais capacidade disso e precisamos disso se não fosse por isso nem saíram da nossa região porque estão invadindo nossas terras tão invadir a nossa casa vamos expulsando pra fazer pra discutir política precisamos estudar agora tem a ferramenta do dito não indígena para poder debater para podermos defender e lutar pelas causas indígenas porque a gente nunca foi uma causa sempre fomos uma afirmação nunca foi uma questão simplesmente uma afirmação do sesi não indígenas que tornaram nós uma questão sempre foi uma afirmação nunca uma questão nunca fomos nunca nós entre indígenas debatemos e ficamos é estigmatizado outro não indígena nos tornar uma questão agora estamos aqui para nos defender e nos afirmar em todos os contextos sociais políticos e educacionais possíveis obrigado bom gente antes de ouvir o sérgio sérgio é vai querer falar sério tá no jogo sérgio a gente tá indo pro final da nossa é reunião e nós vamos ter alguma ideia tem alguns encaminhamentos aqui né em relação ao projeto de lei ele passa agora tramita na casa há pelas comissões e depois vem propor para a votação final nós vamos avisar todos vocês do dia da votação final que eu acho que seria importante um dia de celebração e também de da presença de vocês aqui até pra discutir com outros vereadores convencer todos os vereadores aprovarem um projeto né é muito importante também a presença da coordenadoria aqui porque isso também já é um caminho para a sanção do prefeito que a coordenadoria representa que o poder executivo né nós estamos aqui no poder legislativo lá poder executivo então vamos trabalhar com isso agora como desdobramento disso acho que pelo menos tem várias portas tem duas em especial que a gente deveria anunciar que a presença do vereador flores que está aqui conosco é duas fotos especiais relacionadas à educação e saúde então a gente tem que ea presença do sérgio que é importante pra ver como é que a gente desdobra em reuniões de vocês com as respectivas secretarias tanto para discutir questão curricular como foi muito abordado aqui como a questão também que foi muito bem falar daqui até do ponto de vista legislativo e e jurídico pelo pelo paulo tá bom então sérgio depois a gente faz o encerramento em breve mesmo que eu falei estamos aberto tudo é só mesmo colocar onde nós estamos néné assemp fica na campos salles 427 no palácio da mogiana e nós temos a cpi nós nos consideramos o centro de referência em direitos humanos invenção combate racismo e discriminação religiosa existe aqui em campina na francisco glicério ela viria então casos aqui que ocorrer é a designação caso de qualquer espécie é stella é pra todos é teu a promoção da igualdade racial falando do racismo então falando dessa etnia ou daquela é pra todos então que ocorrer a um caso num mês procura-la nossa quem é responsável fica lá pelo serviço ela já que lille mas eles já temos um corpo de funcionários que está lá para atender e fazer os encaminhamentos então a gente queria realmente agradecer muito aqui a presença da luciana quer do ponto de cultura de nossa cidade donaldo é estudante da unicamp sérgio max que é o coordenador da promoção da igualdade racional do professor vilmar do instituto de estudos da linguagem da unicamp e dizer que realmente foi uma tarde é com valor histórico muito importante para a cidade de campinas eu considero dessa forma né a participação de vocês é e quero também agradecer a vocês pela oportunidade é desse diálogo desse aprendizado desse processo de aprendizagem que a gente tem é tanto junto a vocês e e sendo também em parceiro da luta que vocês têm é na cidade de campinas no país nós estamos realmente vivendo um momento muito difícil da história do nosso brasil né de muita perseguição de muita ameaça há muitos direitos conquistados isso não é diferente em relação ao povo indígena que historicamente sempre foi excluído sempre foi perseguido né no nosso país e que agora vive um momento também de muita dificuldade mas é nas dificuldades que a gente também deve se afirmar enquanto um país diverso enquanto um país plural e democrático nós precisamos reivindicar essas características que são as características que fazem de nós um país realmente muito rico diferente de todos os outros então eu queria dizer isso então vamos à luta né temos muitas pela frente algumas aqui a gente já traçou outras vocês vão traçar e na medida do que for possível a gente vai está caminhando junto e lutando conjuntamente tá bom muito obrigado uma boa tarde a todos ea todas agradeço a todos os funcionários da câmara tv câmara pela oportunidade de ter transmitido ao vivo essa audiência pública boa tarde [Aplausos] [Música] na semana passada um fundo trabalhou quais um em são paulo vamos tirar uma foto vamos fazer um registo você então acompanha a audiência pública que tratou do projeto de lei sobre o dia dos povos indígenas em campinas agora você fica com a nossa programação até mais [Música] a tv câmara campinas
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Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
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Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

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