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De Olho na Educação | Bullying
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De Olho na Educação | Bullying

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Resumo editorial

O episódio aborda bullying na escola, caracterizando-o como comportamento repetitivo e intencional direcionado a uma criança específica. São discutidas as diferenças entre bullying e conflitos normais, seus impactos na saúde mental e desempenho escolar. Apresentam-se orientações para pais sobre a importância da escuta ativa, criação de ambientes acolhedores em casa e observação de mudanças comportamentais em filhos e adolescentes.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

A orientadora pedagógica Luciana, entrevistada no De Olho na Educação, explica que o bullying se diferencia do conflito escolar comum por três traços: repetição, ausência de motivo aparente (muitas vezes um apelido ou uma característica física) e a presença de uma platéia que assiste à agressão. Ela também traça o limite entre bullying e brincadeira: deixa de ser brincadeira quando uma das partes chora, sofre ou pede para parar. Para a especialista, a escola precisa manter um ambiente de escuta ativa, em que a criança se sinta segura para relatar o que vive.

Transcrição completa do vídeo

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Bom, pessoal, é o quadro de Olho na Educação e olha, hoje a gente vai falar sobre um assunto muito importante, conversando aí com uma especialista que é a Luciana, orientadora pedagógica, que é justamente o bullying, não é? Qual o pai hoje em dia que não tem preocupação com o bullying? O bullying ele acontece. O bullying de fato ele está aí e precisa, logicamente ser resolvido, lhe dar com o bully, né, da melhor maneira possível a escola, os pais, as crianças. Tudo bem, Luciana? Prazer em revela. Tudo joia. Tudo André. Prazer é meu. Bom, esse certamente é um assunto, como eu disse, né, Luciana, que cara tira o sono de muitos pais, né? Sim. Tira o nosso também. Pode ter certeza que sim. Tira o nosso também, né? Como que é o bullying pra galera que tá em casa? Eh, obviamente que muita gente, eh, sabe, conhece, estuda, procura, vai pesquisar e tudo mais, mas o vídeo uma especialista que é na sua visão identificar, né? Eu acho que o ambiente escolar ele traz uma convivência. São diferentes crianças com diferentes famílias convivendo ali junto. Então, os conflitos existem, né? Os conflitos existem. O importante é a mediação, mas o bullye é caracterizado acho que por três coisas que a gente pode pensar. Ele é repetitivo, então é sempre acontece muitas vezes, né, insistentemente ali com a mesma criança, sem motivo aparente, uma característica física, um apelido, algo que é o ponto fraco daquela criança, né? E ela tem uma plateia, então tem o o que faz o bullying, quem recebe o bullying e uma plateia que eh assiste aquilo. Então a gente precisa saber identificar isso e diferenciar do conflito, porque é identificando isso que você consegue agir ouvindo as crianças, propondo conversas, propondo ações para que isso vá se quebrando esse padrão de se manter o bullying, né? O bullying deixa marcas profundas, profundas pra vida toda. Quem aqui não lembra de um apelido ou de um bullying ou de uma exclusão, né? Então precisa ter esse olhar e muito cuidado com isso. Bom, tem muita gente que fala, principalmente o pessoal da minha geração, e de fato é mesmo. Eh, nossa, mas na minha época tinha muito isso e não era boa. Tava tudo bem. É, você já certamente deve ter ouvido. Ah, e muitos apelidos. Claro que é brincadeira. Eu não sei a sua opinião é até importante você colocar. Eu acho que a brincadeira às vezes não passando ponto, não num, né? É inevitável. É inevitável. Exatamente isso. Eu acho que é uma brincadeira, olha, tal. Mas assim, a partir do momento que já parte isso, você tá falando com a perseguição, que não deixa de ser uma perseguição, né, Luciana? Sim, sim. É uma perseguição. E o que a brincadeira, né, o que a gente fala muito para as crianças aqui é a brincadeira deixa de ser brincadeira. quando as duas partes não estão se divertindo. Excelente, né? Então, quando a gente traz as crianças, acho que a gente procura criar aqui na escola um ambiente de escutativa, né? Então, a criança se sente à vontade para nos procurar para conversar o tempo todo e toda a equipe fica atenta a essa, a manter esse relacionamento. Então, quando a brincadeira, o outro tá sofrendo, tá chorando, tá pedindo para parar, ela não é mais brincadeira, né? Ela não é mais brincadeira. Então tem uma linha tênue ali, mas é importante a gente estar sempre atento enquanto equipe. Boa. Não, sensacional. Isso mesmo. Agora chegar, não é garotada, ó, ganhei de você no futebol, perderam. Ó, meu time sim. E a gente vai resolver esse conflito também vai resolver, mas eles pegam o mais fraco. Parece que o elo mais fraco. Eles pegam às vezes, né? Eh, gostaria que você falasse sobre isso, essa questão de de característica física, né? Sim. Eh, pega uma criança com uma característica X, outra com Y, outra com Z e fica batendo e às vezes, ó, vamos supor, nós dois aqui usamos óculos e aí quando o agressor ali, inclusive eu uso e esqueci, falei pro Junqueira agora no carro, falei: "Jesus, para eu ler hoje vai ser difícil". E aí a gente, alguém vem colocar um apelido na gente de quatro olhos. Eu super bem resolvida, adoro o meu óculos, vai falar quatro olhos, vai falar: "Ah, sai para lá, tal". Já é o seu ponto fraco. A hora que ele fala, ei, quatro olhos para você, aquilo é um um uma ofensa, é algo que te traz um sentimento ruim, ele já vai perceber que você é o ela mais fraco e você vira o quatro olho da turma e aquilo toma era bem usado e toma uma intensidade muito grande, né? Eu acho que é isso que a gente observa assim. Como vocês fazem? Vocês chamam as crianças? Eh, não resolveu chama o os pais. Como que funciona isso? Tá, o bullying eu entendo que ele não tá restrito só ao ambiente escolar, então família, escola, todo mundo tem que estar muito sintonizado, prestando atenção no seu filho, tá? No tempo de celular, porque a gente também tem o cyber bullying, né, que é quando eles se provocam por aí. Então, mudança de comportamento, ficou mais quieto, ficou mais irritado, deixou de comer, eh, se tranca no quarto, não quer ir pra escola, capuz na cabeça o tempo todo. Tem sinais que você precisa ficar atento. O melhor, agir preventivamente. Se você acompanha, você consegue entender tudo isso, né, e agir de forma antecipada. O que que a gente faz aqui no colégio? A gente tem um projeto que chama projeto socioemocional. Eu entrei em sala, a outra orientadora do Fundamental do também entra em sala e na educação infantil também a partir do primeiro aninho. É um projeto que a gente trabalha com as crianças as questões socioemocionais, saber identificar sentimento, nomeá-lo, se colocar no lugar do outro, empatia e a gente leva isso para fora da sala de aula. Então o ambiente acaba sendo acolhedor paraa criança se sentir segura para procurar ajuda. É uma das principais, acho que ações que o colégio tem que ter para que as crianças se sintam seguras para buscar ajuda, porque às vezes o bullying é tão velado, né, que passa desapercebido, porque é algo que só quem faz, quem recebe, quem tá por perto assistindo, é que percebe. Eu tive uma criança que veio me procurar, olha, tá acontecendo uma coisa, não é comigo, mas eu quero te contar porque me incomodou, que é com um amigo meu, que é com uma amiga minha. E aí eu ela me contou e aí eu pude observar e qual era o problema até pra gente entender, né? Claro, era um apelido, era um apelido, né? Era um apelido. Então passava, tava incomodando. Aí quando passaram para ela, para ela fazer também, ela ela bloqueou. Se ela não se sentisse segura no ambiente para procurar esse tipo de ajuda, ela não viria me contar, né? Então acho que é isso. O passar segurança. Segurança. Me conta. Muitas vezes eles contam, mas você não conta que fui eu. Você não conta que fui eu que falei. Mantém. E a gente mantém porque pra gente, tanto quem faz o bullying como quem sofre, como quem assiste, precisam de ajuda. Claro. Porque se o colégio também for, né, Luciana, expor quem tá vindo fazer, né? Não, não é demand o tempo todo dedurando. Eles perdem a confiança. Perdem a confiança. Isso não vai mais acontecer. A escola certamente vai ter muito mais dificuldade para resolver eh o o problema. Sim. E a E aí só complementando, é isso, é trabalhar com a criança, com a família, né? para que todos nós a possamos estar ali do lado da criança e entender qual a dimensão que isso está tomando. Você falou aí da família, imagino que eh também não deve ser fácil, né? Porque existem pais de todos os jeitos, né? Existem os pais que não concordam que o filho tá fazendo bullying. Existem os pais que querem eh ajudar a escola a resolver o o problema, né? E é mais ou menos por aí. Então, e os pais que cobram, né, e ações e a gente tá ali fazendo, mostrando. Culpa é da escola que meu filho tá sendo chamado de a comunicação é essencial, porque daí e o pai vai poder observar, por exemplo, quem faz o bullying, ele também é inseguro, né? Ele ele usa aquilo, aquela brincadeira como uma defesa. Eu eu ataco primeiro antes que eu fique exposto. Então, todo mundo precisa de ajuda, né? Todo mundo precisa de ajuda e a nossa comunicação é essencial. Acho que família, escola, né? Se a gente precisar de outros terapeutas que ajudem essas crianças, é importante também. O bullying é muito complexo, né? Ele ele hoje a gente percebe o quanto as crianças sofrem, o quanto as crianças acabam eh buscando até outras alternativas, se isolando, se machucando. Então, a gente precisa olhar com cuidado. É crime, né? É crime. Então a gente tem que deixar isso claro em algum momento na nossa fala. Se aquilo, se a gente já tentou estratégias, isso não para. Os pais são responsabilizados pelo crime, principalmente pelo cyber bullying. Explica isso pra gente. O cyber bullying é um bullying que acontece em redes sociais e a gente perde o controle muito mais do que, né, na na convivência entre as crianças. Ele coloca quem faz o bullying numa posição mais confortável, porque ele não tá vendo o sentimento do outro, arrasta uma multidão, né? É terra de ninguém, né? Terra de ninguém. Caiu na rede, em 1 do TR, acabou. Você não, você pode apagar, você pode print que não para mais, não para mais. Então é muito mais grave, né? É crime, né? Tem uma lei de proteção, eca digital ali pra gente e os pais são responsabilizados. são responsabilizados. Então, acompanhe o seu filho nas redes sociais, fique atento a sintomas, a mudanças de comportamento, porque eles são sinais que você pode perceber justamente para entender o que é que tá acontecendo. Deixar a criança nas redes sociais, nos jogos online, no WhatsApp, em grupos por muito tempo sem supervisão. É um risco que se corre ali, tá boa. Ô Luciano, aí toda escola, todo colégio tem sempre aquele, não é, que agita mais, né? Sim, sempre. Isso. Desde a minha época. Sempre. E ali aquele também é aquele também precisa de ajuda, né? Aquele também precisa de ajuda. Muitas vezes ele é o engraçadinho, é o que põe apelido em todo mundo, é o bagunceiro, é o que quebra tudo. Existe ainda aquele negócio do popularzinho do colégio, o bonitão entre as meninas. Sim, existe, existe e mais cedo ainda do que a gente imagina, né? Existe porque a criança precisa também se sentir fortalecida de alguma forma. Aquela criança também não tá bem, emocionalmente mais instável, mas brincando ou fazendo um bullying com outro, ele se sente mais fortalecido. Então ele também precisa ser ouvido, acolhido. O trabalho é em conjunto com quem faz o bullying, com quem sofre e com a plateia que assiste e se omite aquilo, né? É conjunto, é um conjunto de ações. Poxa, nossa, é espetacular a entrevista, Luciana. A gente tava inclusive conversando, né? Eh, confiança, eu acho que é importante também a confiança. Até eu falei de fazer um esporte e tudo mais. O meu filho, por exemplo, faz taondô. Então, assim, a disciplina, confiança, isso ajuda também. Sim, ajuda e vai ter, ele vai conviver com outras crianças em outro ambiente, com outras regras, né? Ele vai ter outros amigos. E esse fortalecimento do emocional, eu confio em mim, eu sou capaz, né? até para se posicionar, até para ter um olhar de empatia pro outro, tudo isso contribui muito. Tudo que saia do celular, na minha opinião, é ganho. Bom, essa é uma preocupação que eu tenho. Tava até falando para você, né? Meu filho tem 6 anos e lógico, né? Eh, eu jogo bola com ele, brinco de tudo, tal, mas tem aquele momento que ele tá no no tablet e nem pega o celular da mãe. Eh, às vezes minha esposa tá fazendo alguma coisa, eu tô fazendo alguma coisa, ajudando em casa e tudo mais. E daí, eh, se ele não pega, ele não para. aquele aquele respiro, mas não é legal. Isso me incomoda. Uma dica assim, né? E pensando enquanto mãe, tia, que eu sempre gosto, põe na televisão, né? Se é algum filminho que ele vai assistir, põe na televisão. Você sabe o que ele tá vendo, você tá ouvindo, você consegue fazer alguma intervenção, de repente fala: "Nossa, que atitude ruim desse personagem." Não deixa ali sozinho com o dedinho, né? Porque ali entram inúmeras informações, por mais que você bloqueie, né? que tem o perfil infantil. Bom, ele tá vendo futebol porque sabe tudo de futebol, né? Põe na tela de longe você consegue. E aí, filho, foi gol de quem? O que que aconteceu? Você não deixa imerso naquele mundo que desliga da realidade e fica só olhando aquilo. Isso pode te ajudar. Boa, Luciana, muito boa a sua entrevista aqui, porque esse é certamente, cara, um assunto bem bacana, complexo, eh, bem interessante, muito importante das pessoas eh tomarem conhecimento, ainda mais com uma especialista aqui, não é? Como a Luciana conversando conosco. Então, por favor, Luciana, esse quadro a gente tava falando, né? Tem muitos pais que assistem o de Olho na Educação, ele fica rodando na programação, ele vai pro YouTube. Também gostaria das suas considerações finais aqui no quadro de Olho na educação. Tá assim como na escola, a gente cria um ambiente de escutativa e efetiva. Crie isso em casa. Estejam próximos aos seus filhos. Que ele que ele possa te procurar e se sinta seguro para falar sobre sentimentos, sem críticas, sem eh lições ali muito extensas, broncas que a gente, né? Ah, mas você também não foi. Ah, por que que você não fez isso? Mas valide o sentimento, né? Crie em casa um ambiente acolhedor, que a criança se sinta segura para poder contar o que ela sente sem ser criticada. Essa escuta ativa esteja presente na vida do teu filho, né? Observe as mudanças. Isso garante. Isso. Muito importante. Você falou até o que você falou uma hora do capuz aí, muito tempo ali, né? A gente sabe que os adolescentes é aquele calor de 40º, aquela criança querendo se isolar. se escondendo, não querendo ir pra escola, não querendo estar. Isso acaba pricando no desempenho escolar, né, cara? Porque a criança ou adolescente fica tão eh preocupado, triste, noiado, né? Falando o português claro, né? Que a garotada costuma usar depressivo, né? Que acaba estudando, indo mal na escola. Isso né? O futuro prejudica o presente. Sim. Sim. Observe esses comportamentos. Se for preciso, busque ajuda de um especialista, né? Mas cuide do emocional do seu filho, da da inteligência emocional, desse repertório do sabilidade, da escuta, do acolhimento, né? Acho que mais um uma missão aí pra gente enquanto pai e mãe, tá próximo dos nossos filhos. Imagina que é isso. Valeu. Bom, pessoal, eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao
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