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morbidades já tem indicação para a cirurgia bariátrica. [música] A seguir, [música] TV Câmara ao vivo. Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar hoje, terça-feira, dia 8 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Quero te convidar para conversar. Hoje nós vamos falar sobre uma sensação que muita gente conhece, mas nem sempre consegue explicar. [música] É aquele vazio, um vazio existencial. Vamos lá, vou te explicar. Você trabalha, tem suas conquistas, relacionamentos, paga suas contas, realiza [música] o seus sonhos, mas mesmo assim sente que está faltando alguma coisa. Se aparentemente está tudo bem, por que que a gente não se sente bem? Será que a gente produz e consome no automático sem tempo para digerir a nossa própria vida? e entender que sim, que está tudo bem. [música] É sobre essa busca por propósito que a gente vai conversar hoje. Vamos falar [música] sobre o vazio existencial. Conte para pra gente, participe conosco. O WhatsApp tá na tela para você. 199729377. Você tem aquela sensação [música] de que falta algo? Vamos lá. Você queria fazer faculdade, você fez. Você queria comprar uma casa, você comprou. Você queria eh ser um ótimo profissional, você é, mas mesmo assim falta algo. Você comprou o carro dos seus sonhos, [música] aí você ficou com o carro uma semana, mas você entendeu que você merece mais. E aquele carro dos sonhos que você tem hoje, ele representa para você algo que já passou. Você busca mais, mas será que esse buscar mais, esse vazio que a gente [música] sente, ele representa o que nas nossas vidas? Bom, a gente vai tentar entender hoje. Nossa profissional está no estúdio. A gente vai conversar com a Ana. Daqui [música] a pouquinho já as boas-vindas pra Ana, né? As considerações iniciais. Nós vamos falar sobre esse vazio [música] existencial que nós sentimos. Bom, enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, a previsão do tempo e já já voltamos ao nosso tema central do programa de hoje. Olha, gente, a Comissão [música] de Constituição e Legalidade da Câmara de Campinas eh analisa hoje, terça-feira, às 3 da tarde, dois projetos durante a [música] 13ª reunião ordinária. Um deles prevê que abrigos e outros serviços destinados à população [música] em situação de rua permitam a permanência de animais de pequeno e [música] médio porte junto aos tutores acolhidos. O segundo projeto estabelece atendimento prioritário a advogados e estagiários da OAB que estejam atuando em nome de clientes junto à administração pública municipal. Para ter direito à prioridade, será necessário comprovar a representação do cliente e os dois projetos receberam pareceres favoráveis na Câmara de Campinas. E a reunião é aberta ao público e será realizada no plenário da Câmara com transmissão aqui pela TV Câmara Campinas. Também pelo YouTube da emissora você é convidado para participar. E atenção você motorista que circula pela região do Shopping Iguatemi aqui em Campinas, hein? Nova dinâmica de trânsito. [música] A partir de hoje, a INDEC, que é a empresa municipal de desenvolvimento de Campinas, vai ativar um novo conjunto semfórico no cruzamento da Avenida Dr. Nelson Noronha Gustavo Filho com a Avenida Mackenze, na Vila Brandina. A mudança será acompanhada pela liberação de uma nova alça de acesso entre as duas avenidas. As intervenções fazem parte da primeira etapa de um projeto de mobilidade urbana paraa região que prevê outras obras e medidas de segurança viária associadas à implantação de um futuro complexo residencial. Então você que circula ali próximo ao shopping em Iguatemi, preste muita atenção porque tem novos semáforos, tá bom? Previsão do tempo para hoje. Vamos ver como é que fica o tempo hoje depois de tanto frio de ontem. O que que foi aquilo, hein, gente? Eu tava na glicero ontem acompanhando o desfile e eu vou te falar, congelei. Que frio. Olha, ontem a máxima ficou aí a 15º, né? Todo mundo com aquele friozão, mas hoje, ó, a mínima de 14, a máxima de 22. Então, subindo um pouquinho a temperatura, mas a previsão do tempo diz que hoje nós temos aí e nuvens com chuva passageira e à noite também com nuvem, porém com tempo firme, tá? Então, mínima 14, máxima 22º para esta terça-feira aqui na Metrópole. Bom, agora sim, voltamos ao tema central do nosso programa. Eh, vamos falar desse vazio existencial que às vezes a gente sente e a gente não consegue identificar o porquê. Bom, ter uma vida organizada não significa sentir que ela tem sentido. Percebeu isso? Então, o chamado vazio existencial, ele tá ligado à falta de direção, mas ele não é necessariamente uma doença. Muitas vezes, eh, a insatisfação que a gente sente é um convite pra gente repensar as nossas escolhas. O problema é quando a gente cai na armadilha de uma sociedade que valoriza o consumo e a produtividade tóxica, onde nenhuma conquista parece suficiente. aquilo que eu falei no início, você compra um carro que era dos seus sonhos, mas daí você tá com ele há uma semana e você já não quer mais ele, você quer outro, mas quem induz você a querer o outro, né? Bom, para discutir esse tema tão complexo, a gente recebe hoje a psicóloga e logoterapeuta, a Ana Paula Renault. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Bom dia, Ana. Bom dia. Obrigada a você. Uma alegria estar aqui com vocês hoje. Muito bem. E olha só, gente, eh, a produção tá me avisando, a gente tá com o neuropsicólogo, ele é psicólogo clínico e diretor do Instituto de Terapias Cognitivo, Comportamental e Neurociências, e a gente conseguiu conexão com ele. Que bom, Felipe Fernandes, bom dia, seja bem-vindo. Muito obrigada. Muito bom dia. É um grande prazer estar com vocês essa manhã e um tema muito especial pra saúde das pessoas. Muito bom, muito bom receber vocês, porque vocês vão nos orientar. Quando a gente fala de vazio, eu acredito que 100% de nós, seres humanos, em algum momento da vida, nós sentimos um vazio, mas a gente precisa identificar. Então, eu já começo com o Felipe, que a gente começa pelo básico, Felipe. Vamos lá. Ã, do ponto de vista clínico, o que caracteriza de fato o esgotamento que a gente chama de vazio existencial na rotina de nós, seres humanos? Muito bem. Olha, nós vemos muito na na no nosso dia a dia, as pessoas acreditam eh que às vezes é algo patológico, que é uma depressão, que é uma insegurança, mas nem sempre eh isso é voltado para uma depressão ou para uma tristeza profunda. Nós sempre buscamos por algo eh de acordo com as nossas experiências, as nossas vidas, né? eh, a qual acreditamos sobre nós, sobre o mundo, a qual nós temos como um grande princípio eh entender de fato assim o que nós temos na do nosso dia. Por exemplo, no trabalho, né? [roncando] Eu sempre estou aquele trabalho que eu posso estar feliz, mas sempre falta alguma coisa, né? Então, é muito importante a gente dizer, né? a gente perguntar às vezes eh o o que eh o que está faltando de fato que tá no meu ideal, aquilo que aquele gente idealiza e o que que a gente de fato tem o concreto ali do nosso eh seja no trabalho, seja na vida pessoal, no relacionamento amoroso. eh e tende a ter aquele pensamento, aquela crença de que tem uma insegurança do do futuro, né? Então, a gente precisa perguntar todo dia eh o que nós temos de princípios do nosso pensamento, das nossas emoções, das nossas crenças e trazem eh esse vazio, né? O que que é esse vazio pra gente? Muito bem. Agora, eh, eu direciono paraa Ana, que a Ana é psicóloga, logoterapeuta, escritora. E eu gostaria, Ana, que você trouxesse pra gente o que a logoterapia ã entende como esse vazio. O que que a gente pode trazer pro programa de hoje referente a a vazio existencial? Sim. Então o vazio existencial ele foi criado esse termo, né, por Victor Frano, que é o fundador da logoterapia, que é a terapia baseada no sentido da vida. Então o vazio, que que é esse vazio, né? É como vocês já falaram, mas eh Frank dizia que é a apatia, é o tédio, essa busca que nós temos para preencher algo, né? Então nós somos um ser, um ser biopsicoespiritual, né? mas eh que precisa ser preenchido. Nós sentimos esse vazio como pessoa, como ser humano. E quando a gente cai no reducionismo de reduzir as coisas, como você falou, né, de de compras, de carro, isso não vai nos preencher. Então, muitas vezes a gente precisa buscar é o sentido. E muitas vezes a gente vê que as pessoas buscam, buscam o poder, né, os status, busca também o prazer, mas não busca o sentido. Então, eh, como você falou, né? Eh, me esqueci o nome dele, ele é o Felipe. Felipe, como você falou, Felipe, não é uma doença, isso é importante a gente colocar aqui, né? O vazio existencial é essa apatia, esse tédio, essa pessoa que sente esse mal-estar, mas ele pode virar uma causa da de uma doença, entende? Não é a depressão, mas pode virar. Por isso que a gente tem que cuidar para, né, no sentido de uma prevenção mesmo. Muito bem. e tentar entender, né, o que que é esse vazio, porque tem uma diferença entre a gente tá frustrado com uma área específica da vida, que é natural a gente se frustrar em algum momento, né, como trabalho, com casamento e experimentar uma crise existencial mais profunda. Tem essa diferença? Sim, sim, vejo que sim. Então, quando eu sinto que eu tô nessa crise profunda, eu preciso buscar ajuda, né? Então, por isso que nós estamos aqui também como profissionais da saúde, como psicólogos, que é importante esse processo, né? Muitas vezes o vazio existencial ele já é preenchido, já ajuda, né, nessa busca do sentido da vida que Frank trazia com três valores, os caminhos, né, pra gente encontrar sentido. Então, de uma forma muito simples, né, o eh o valor vivencial, que é através das vivências, através da eh comunicação com as outras pessoas, com a família ou também contemplando a natureza. O vazio atitudinal é a atitude que eu tomo diante de uma de um sofrimento inevitável. [limpando a garganta] Como eu vou tomar essa atitude? Como eu vou me posicionar? E o valor criativo, aquilo que eu vou dar para o mundo. Porque o sentido também ele não está dentro, o sentido está fora, o sentido é concreto e cada um vai encontrar o sentido da sua vida, né? Então, criando algo para o outro. Então, uma vez eh uma criança me perguntou, porque eu trabalho também com crianças, adolescentes, né? como que eu posso encontrar sentido? Como é que eu posso me sentir bem comigo mesmo, né? E aí eu dei esse exemplo paraa criança no sentido de buscar um valor criativo, desenhar para alguém, ajudar um colega numa numa atividade de matemática, ajudar sua mãe a fazer um bolo para poder levar pra escola. Então, fazendo algo para o outro é algo que te preenche e vai te ajudando nesse encontro com o sentido da vida. Muito bem. A gente costuma mesmo, né, como vocês muito bem colocaram aqui, associar a felicidade às conquistas, né? As conquistas, conquistas principalmente materiais, um emprego melhor, uma casa, uma conta bancária tranquila, mas nem sempre o que melhora a vida por fora resolve o que incomoda por dentro. Uhum. Felipe, eh, de que forma a neurociência explica essa contradição de alguém que atinge o topo do sucesso profissional financeiro, mas biologicamente não consegue sustentar a sensação de bem-estar. É isso. É algo que a gente pode pensar que existem dois lados, né? existem a a questão do vazio existencial e de fato uma desesperança, né? Então, por exemplo, a minha vida está péssima e não consigo imaginar nenhuma possibilidade de melhorar, né? Nada que nada que eu fizer vai mudar isso. Eh, e tem a questão do não, eh, por exemplo, não faço nada que parece ter sentido e não acredito que um dia isso possa mudar, né? Então, na visão da neuropsicologia, né, existem dois vieses na qual eu aprendi eh nas minhas experiências de vida e aquilo que de fato tem um fator emocional associado ao contexto, né? Então, eh, eu posso pensar, por exemplo, que a a o sentido da vida, eh, eu tenho que tá rico, eu tenho que tá conquistando tudo e e no fim, quando eu conquisto, de fato, quando eu tenho esse sucesso na questão financeira, por exemplo, eh eu sou frustrado porque estou em falta de uma amizade, de um relacionamento amoroso. Então, eh, esse sentido da vida que a gente tem que pensar de que há uma dificuldade, por exemplo, para eu associar ali o aquele pensamento que eu tô sentindo, aquela situação de fato explícita, eh, e de fato qual é o significado que eu tenho para esse pensamento, né? Eh, e o que me faz resolver esse esse problema, por exemplo, né? Então, ou eu vou ficar imaginando uma situação que possa vir a acontecer de fato ou claro, né, tem uma situação acontecendo, né, que eu preciso ter recursos de enfrentamento, eu preciso ter uma motivação, seja lá qual for essa questão da motivação ainda existente, né? Então, por isso é muito importante uma avaliação psicológica, né? volto a dizer que não é uma questão somente voltada à saúde mental de um contexto patológico, né, psicopatológico, né, mas como o colega falou, realmente eh se não há uma busca pelo pelo um cuidado, eh, seja por um lazer, seja por uma vida voltada somente ao trabalho, a gente pensa muito isso, né? trabalhar, eu tenho que produzir, eu tenho que 100%, eu tenho que ser um bom marido, tenho que ser um bom bom namorado, tenho que ser um bom funcionário, mas eu esqueço de fato que eu tenho que cuidar da minha saúde, né? Então o exercício físico ele é muito importante, né? O sono ele é necessário paraa nossa refiriação, seja da parte cognitiva, seja na parte de saúde física, né? e alimentação, tem que ser uma alimentação saudável, um lazer, eh um hobby, né? Então, eh muitas pessoas acabam de fato tendo esse vazio especial, esse vazio existencial de que a pessoa deixa de ser quem é aquela pessoa para se tornar aquilo que ela almeja, né? Então, eh, hoje em dia nós temos uma sociedade muito produtiva. Eu tenho que produzir, eu tenho que fazer, eu tenho que provar para o outro, né? Esse é o pensamento, a nossa queixa que nós trazemos, mesmo que às vezes inconsciente. Eh, e muitas vezes a gente deixa de esquecer, a gente esquece de fato quem sou eu, né? Quem é o Felipe, né? O que que eu gosto de fazer, eh, o que que me deixa feliz, né? Lembrando que a felicidade não é um algo constante que a gente tá tem tá 100% feliz a todo momento, né? É um estado, né? Então assim, de fato, assim, o que está faltando na minha vida, né? Sem ser, por exemplo, um trabalho, um dinheiro em si, que ele é muito importante, claro, mas para eu ter a minha autoestima, né? eu ter recursos para lidar com as minhas situações estressoras do dia a dia e ter, claro, uma esperança de vida, eh, no tanto no contexto de uma depressão, por exemplo, algo patológico, até mesmo uma autoestima, aquilo que eu almejo no meu dia a dia. Muito bem. É, gente, a gente percebe que nós passamos, né, por essa fase, de repente de um vazio existencial, uma, duas, 3, 4, cantas vezes na nossa vida, né? Algumas conquistas trazem uma satisfação passageira, mas logo em seguida elas dão lugar a um vazio. É o famoso ciclo do quando eu conseguir aquilo, aí sim serei feliz, né? A gente já falou aqui do carro, mas aí você consegue eh a promoção que você tava esperando e aí você já não tá satisfeito mais com essa promoção. Você pensa no próximo cargo. Ana, o ser humano, ele realmente ele é incapaz de se satisfazer plenamente? Existe alguém plenamente satisfeito, né? Tem gente que olha de uma outra forma e fala: "Ese aí só reclama da vida, né? Só reclama". Mas não é questão de só reclama. A pessoa tá insatisfeita. Será que existe alguém satisfeito? Isso é capaz? Olha o que eu vejo, como Frank dizia, né? A gente precisa buscar o sentido e o sentido vai nos levar à busca da felicidade. Mas o que que acontece? A gente quer buscar a felicidade por ela mesma. Então, nas coisas, né? Cesificando as coisas, reduzindo as coisas à felicidade. Então, na busca de um sentido, eu encontro a felicidade. Então, é capaz da gente se sentir pleno, mas é claro que não é 100% todos os dias, né? É, e eu me lembrei também que nós estudamos também sobre a questão da tensão. O ser humano, ele vive nessa tensão entre o ser e o dever ser. E é uma tensão saudável que a gente precisa até pra gente crescer, pra gente amadurecer. E isso pode gerar um vazio também, mas aí não é um vazio que vai nos levar à patologia, mas um vazio que vai questionar o que que eu tenho feito, como eu tenho buscado esse autoconhecimento, esse autocuidado comigo, né? Franco também dizia: "Não sou eu que vou perguntar pra vida. O que que eu faço? O que que a vida quer de mim?" Mas é a vida que pergunta para mim. Então, está sempre atento aos sinais que a vida vai nos dando, né? Então, o que Felipe disse sobre o pensamento é algo que também penso e Frank nos ensinou no campo de concentração, porque ele também sentiu, ele era psicólogo, neur psicólogo não, psiquiatra, neurologista, médico muito renomado, judeu. E aí ele foi pro campo de concentração lá. Ele sentiu também o vazio existencial, por isso ele criou esse essa esse termo, né, vazio existencial. e ele dizia que ele usava de truques, uma forma fácil de falar pra gente poder no nosso dia a dia também encontrar esses caminhos, né? E um dos truques era o pensamento, como você falou, Felipe, pensar coisas boas. Então, diante daquela situação que ele vivia no campo de concentração, que vinham pensamentos ruins, será que hoje eu vou estar vivo no final do dia? Será que que eu vou sair disto tudo aqui, né? Mas ele tentava trocar esses pensamentos por pensamentos bons e tentar lembrar coisas concretas da vida que ele já tinha passado. Uma cena assim que vem a minha cabeça agora, que é muito bonita, é um trato que ele fez com ele mesmo, né? Logo no primeiro dia em Auschwitz, quando ele chegou no campo de concentração, ele viu os seus amigos se jogando no cerca elétricas. se era o suicídio mesmo, era um vazio tão grande, um desespero que acabava se jogando na cerca elétrica. Então ele senta na sua cama, ele junta as suas mãos e ele diz para ele mesmo: "Eu não vou para o fio". Então eu tenho trabalhado muito isso com os pacientes, com as pessoas que estão, né, comigo, que é como é importante a gente fazer esse trato com a gente mesmo, né? Qual é o trato que você faz com você hoje? Se você tá nesse nesse sentimento, né, nessa falta de sentimento de falta de sentido, porque o sentido sempre está ali, né? Então, se você está com essa sensação de vazio, como você pode fazer esse trato, como o Víctor Franco fez, né, de não ir para o fio? Então, eu vejo que é uma situação também de atitude, né? nós temos que tomar atitude frente a essas situações. E ele dizia: "A atitude faz a personalidade brilhar. Então, para que eu possa brilhar, para que eu possa realmente encontrar um sentido, eu preciso tomar atitudes, fazer escolhas na minha vida, né? Muito bem. E você falando de Víor, eh, Frankel, né? Frank, então ele defendia que o homem é movido pela busca do sentido. É isso. E na prática, né, o que que significa encontrar esse sentido no meio a esse bombardeio que a gente vive hoje? Eh, eh, você falou do campo de concentração, né, de aos víos. Hoje a gente vive um bombardeio, né, mais um bombardeio digital. Verdade. E como é que a gente busca o sentido? Como é que a gente encontra o sentido, né? Eh, eh, como Frank eu disse, em meio a esse bombardeio digital, porque a gente vive numa era de comparações, a gente vive numa era de que as pessoas elas têm um vazio muito grande, porque a gente tá se comparando e a gente, eu não sou igual a você, você não é igual a mim e vai ter ali uma ponte, vai faltar alguma coisa, aí aí vem o vazio, como é que a gente busca o sentido diante desse mundo, esse bombardeio digital de comparações que a gente vive hoje, né? Sim. Então, como eu falei, através dos três caminhos, né, dos valores, atitudinal, vivencial e também o criativo, mas, por exemplo, de uma forma prática, né, com crianças, por exemplo, eu tenho tenho visto muito, é assustador, né, as crianças, o tempo de tela que elas ficam, né, e até os adultos também, mas crianças, adolescentes que já chegaram para mim dizendo: "Olha, não, minha vida não tem sentido, eu não quero mais viver". Então, antes a gente ouvia muito isso, a gente estava conversando, né? Antes a gente ouvia muito dos adolescentes, dos adultos, mas hoje até as crianças t trazido isso, né? E a gente sabe que é uma das consequências esse uso abusivo das telas. Então, o importante também para os pais que acompanham seus filhos, né, também na escola, no sentido de na educação, a gente tomar esse cuidado que qual é o tempo que você tá se dedicando às telas para poder diminuir e ter uma qualidade de vida na alimentação, no sono. Então isso eh também o lazer é importante, né? Estar com seus amigos, que muitas vezes os jovens hoje, por exemplo, eles dizem que estão com seus amigos, mas estão dentro de um quarto sozinho com os amigos na internet. Não tô dizendo que isso não é bom, mas que tempo você dá do seu tempo, do seu dia de hoje para isso? Porque nós somos um ser de relação. A gente precisa se relacionar com o outro também fora das telas, né? Exatamente. E Felipe, a gente trazendo, né, esse bombardeio digital de informação, de comparação, esse mundo corrido que a gente, essa vida corrida que a gente leva, né, no mundo, tá todo mundo sempre correndo hoje. Eh, estamos romantizando a correria, né? Ninguém tem tempo para mais nada. Aí, e aí você acaba entrando eh num viés de que você fala que não tem tempo, mas de repente você se vê consumindo eh eh a internet duas 3 horas por dia. Mas e aí, né? E o seu tempo do aqui e do agora? Como é que a gente faz para trabalhar tudo isso? Porque isso acaba gerando um vazio. Porque eu já ouvi pessoas dizendo que quando saem daí trabalha o dia todo, daí vai para casa e para não se sentir sozinho vai pra internet. aí tá lá com os amigos, tá trocando conversas, enfim, ã, se sente inserido nesse contexto, mas eh se deixa o celular de lado, vem aquele vazio que toma conta, né? Hã, o que que a neuropsicologia traz pra gente referente a esse mundo atual que a gente vive, a tecnologia, as redes sociais, esse mundo que a gente acha que estamos cercados, né, de de de pessoas, mas se a gente para para analisar, a gente tá lá dentro do nosso quarto sozinho. Como é que a gente faz uma mediação com esse vazio e esse é um contraponto, né? um vazio, mas aí um mundo cheio de gente que não existe, é um pouco confuso, a gente precisa entender. Perfeito, né? A Ana trouxe uma contribuição assim muito importante, né? Eh, que entra nesse contexto inclusive que nós estamos vivenciando aqui na no na era digital, né? Eh, [roncando] que são os nossos valores, que são as nossas motivações, né? E o nosso sentido paraa vida. Eh, o o a parte da internet hoje em dia, as redes sociais, principalmente, nós temos literalmente na palma da nossa mão, eh, esquemas de de como a gente pode falar de reforçadores, né? Então, o a dopamina não a dopamina que todo mundo fala, né, da do do de que é é o hormônio do prazercas, né, não necessariamente isso, né? Eh, mas está a todo momento ali tendo essa aprovação das pessoas. algo que possa reforçar o nosso comportamento, né? Se eu posto qualquer coisinha aqui, se eu falo qualquer coisa na rede social, eu ten um monte de curtida, né? Isso me motiva a repetir esse padrão de comportamento, né? é algo imediato, é um prazer imediato. Então, há uma tendência de reforçar aquele meu comportamento, de eu manter ali. Então, se eu tenho mais coisas mais importantes, tenho prioridades na vida, por exemplo, se eu tô me queixando que eu não tô tendo sucesso no trabalho, eh, eu vou para uma esquiva, né, que aí eu vou para as redes sociais, aí eu vou falar sobre um assunto que eu domino, que eu tenho eh a experiência e as pessoas acabam reforçando e se vê aquelas milhões de comentários ali numa notícia, por exemplo, e aí você recebe 1500 curtidas, por exemplo, né? Então, eh, isso é uma forma de eu sentir pertencente ao mundo, né? Então, [limpando a garganta] nos meus valores, na minha na minha motivação, aquilo tá ali a todo momento, eh, reforçando esse padrão de comportamento. Mas será que ele é saudável? Essa é a questão. Não tem problema de eu comentar alguma coisa no Instagram, por exemplo, ver um reals, ver uma, uma notícia. Eh, mas o problema é o que isso tá trazendo de prejuízo paraa minha vida. Aí que a gente fala que algo não é saudável, né? Que a gente precisa trabalhar isso, eh, colocar literalmente num papel e falar assim: "O que, eh, quanto tempo que eu tô gastando aqui de energia, inclusive numa rede social, por exemplo, eh, e o que de fato tô ganhando com isso?" Então, e o que isso, esse tipo de comportamento, ele se aproxima daquilo que eu realmente quero, que faz sentido para minha vida. Eh, estar próxima da família. Eh, então, poxa, às vezes eu tô almoçando com a minha família, mas tô na rede social ali no almoço, né? Eu deixo de interagir com aquelas pessoas que realmente fazem sentido para aquela pessoa, né? no sentido de que eu posso dizer de valor afetivo, de algo saudável, algo funcional, para manter um padrão de repertório, de comportamento ali, mesmo que inconsciente, muitas vezes, porque é automático, tá todo momento ali tendo a motivação, todo momento ali tendo um prazer instantâneo, só que eu esqueço de fato ali de estar próximo a relações sociais, algo saudável. Então, é o que eu falei anteriormente, então, ao invés de ficar eh sei lá, 10 horas numa rede social, eu vou lá fazer um exercício físico, vou dividir minhas tarefas, fazer um exercício físico, buscar um acompanhamento nutricional, um acompanhamento psicológico, né, acompanhamento clínico. Eu vou sair, eu vou viajar. Eh, eu est com aquela pessoa que faz um tempão que eu não vejo aquela pessoa e ela é muito especial para mim. Ela faz parte dos meus valores, faz parte daquilo que eu penso sobre o mundo, né? Então isso é saber diferenciar. Então, nosso cotidiano, a gente tá todo momento produzindo, produzindo, produzindo. A gente esquece esses esses pequenos detalhes que nos causam de fato e proporcionam prazer, proporcionam motivação, reforçam os nossos valores e pode seguir à frente com coisas saudáveis ao invés de somente, né, questões que não complementam algo real ali, né, aquela necessidade real fisiológica e emocional também. Muito bem. Quando o Felipe fala da gente estar sempre correndo, produzindo, produzindo, buscando eh eh um sentido, né, paraa vida, é o piloto automático, né, que a gente vive e que quando a gente vem eh e toma eh o rumo das nossas vidas com as nossas próprias mãos, a gente percebe o vazio que nós temos, né? identificar isso eh importante para que a gente possa dar sentido às coisas que de repente estão nos faltando. Mas quando a gente identifica pode ser que a gente perceba que nem está faltando tanto assim, não é? Uhum. Verdade. Verdade. Uma coisa também que é importante, né? Quando antigamente, quando a gente não trabalhava no domingo, que hoje quase tudo funciona domingo, né? Frank dizia do vazio também, da neurose dominical. Olha que interessante, porque durante a semana a gente trabalha, fica nesse automático e no domingo era o descanso, que hoje nem temos mais, né? Infelizmente que eu acho que isso é importante, essa tradição de tirarmos um dia para descansar. Então, as pessoas ficavam se sentindo eh vazias, sem não tinha um dia é agora, que que eu faço com esse tempo que me é dado, né? Então, a importância de viver o presente, né? De estar aqui agora vivendo o que que que a vida tá me oferecendo agora, né? para não ficar nesse automático. Muito bem. Outra coisa que que eu vejo, desculpa, né? Eh, a questão do conformismo. Muitas vezes, como eu não tenho essa atitude de buscar a ser quem eu sou, eu começo a buscar a fazer as coisas que os outros fazem. Então, eu começo a fazer imitando os meus colegas, né, os crianças, adolescentes, até os adultos, né? eh, entrando nessa coisa da moda, do reducionismo. E aí eu acabo entrando nesse conformismo de fazer o que os outros fazem. Ou então totalitarismo, é que eu faço aquilo que me é mandado. Então eu nem penso mais. Tudo que é feito, é falado, é a que eu faço. Então falou lá no TikTok, é o que eu vou fazer. Uhum. Isso também gera o vazio. Então, pra gente tomar esse cuidado para ter uma uma atitude, como eu falei, né, que a atitude faz a nossa personalidade brilhar, não estar nem no conformismo e nem no totalitarismo. Eh, você falando assim, a gente percebe que a a pessoa que vai, né, que que tenta ela perde o sentido da de quem ela é, né, porque ela está simplesmente fazendo o que as outras pessoas fazem. aão da identidade, né? Quem eu sou, eu fazendo isso porque eu quero, porque eu gosto, porque faz sentido para mim ou porque estou sendo comandado por algo, né, ou por alguém para que eu possa me e que eu possa caber, para que eu possa eh pertencer, né? É bem complexo, mas é legal da gente começar a entender o que faz sentido pra gente e dar uma olhada para dentro de nós e ver se realmente tem um vazio aí ou se você tá desenhando um vazio que às vezes nem tem, né? A gente precisa ficar atento. Isso faz bem pra gente voltar para si. Quando a Ana fala é de contemplação, a contemplação é maravilhosa, né? Eu gosto muito disso. Eu gosto de ir para um parque e observar, contemplar a natureza. Eu sinto, para mim, isso faz sentido para mim. Eu sinto que isso traz sentido pra minha vida, me traz pro aqui, pro agora. E de repente, nesse momento, eu percebo, opa, não é tão complexo assim como eu pensava que seria. Esse momento de contemplação faz a gente ter um equilíbrio de quem somos? Ana. Sim. Inclusive a respiração, né? Quando eu tô contemplando, por exemplo, a lua, contemplando o céu, as estrelas, porque é algo simples mesmo. E quando eu falo contemplação, a pessoa pode dizer assim: "Não, mas eu não tenho mar aqui. Eu não moro numa cidade que tem praia. Eu não tenho um sol bonito, eu moro num lugar que é bem nublado, mas ainda há sentido a gente contemplar, porque tem as estrelas, tem uma plantinha que você pode cultivar na sua casa e a importância da respiração. Então esse momento quando a gente tá contemplando algo, contemplando o belo e fazendo esse exercício de respiração, é algo que também nos traz para dentro de nós e perceber quem eu sou. Frank dizia também, nós somos um ser único e irrepetível. Não existe ninguém igual a gente, né? Só que a gente acaba querendo ser igual ao outro e é isso que acaba complicando também. Exato. Olha só que dádiva que temos, né? Somos únicos e irrepetíveis. E aí, às vezes, na maioria das vezes, será? A gente quer ser igual ao outro, por se nós somos únicos. Olha só que magnífico isso, Felipe. Exatamente, né? E e reforçando o que a Ana acabou de comentar, né? eh muito utilizado, por exemplo, mindfulness, não como uma técnica para eliminar o vazio, né? Essa de fato ter essa essa atenção plena no momento presente, naquilo que eu estou sentindo no momento ali, né? Eh, e como que eu posso mudar essa relação do pensamento, dos pensamentos, das emoções, das nossas experiências internas, né? Então, a gente acaba reduzindo uma tendência de agir automaticamente a a essas esses comportamentos automáticos, né? A essa esse, né? Então, assim, eh, traz assim, ao invés de pensar, não faz sentido, eh, eu, e não adianta nada eu fazer aquilo porque não vai dar certo, porque eu tô me espelhando na outra pessoa, né? Então assim, a a pessoa acesso acaba prendendo, né? Então eh estou tendo o pensamento de que nada faz sentido nesse momento, né? Então não tem problema de vez em quando eu sentir uma tristeza, eh, pensar de fato, né, que o que eu tô fazendo ali não faz sentido, ainda está faltando alguma coisa, né? que é o que nós estávamos discutindo lá com o começo, não é uma questão patológica exclusivamente, né? Então, com com estar conectado com o presente num parque, por exemplo, numa caminhada, respirar um um um ar, né? Eh, ver as árvores, ver pelo menos o o ouvir o os passarinhos piando numa cidade grande, por exemplo, como Campinas, como São Paulo, né? Então eu vou reduzir essa minha ruminação daquele pensamento, né? Então a pessoa ela tende a ficar menos tempo ali faltando alguma coisa na minha vida. Eh, ela acaba entrando em contato com esses reforçadores, por exemplo, ali. Então, vou perceber aquele momento ali que eu tô. Então, se eu tô acompanhada com alguém, caminhando com alguém, eu vou perceber aquela conversa. ou eu tô ouvindo uma música, por exemplo, caminhando ali, eu vou ouvir aquela música, eu vou sentir aquela música, eu vou me permitir entrar em contato com as minhas emoções, com os meus pensamentos, né? Isso automaticamente acaba tendo, contribuindo inclusive para uma intolerância ao desconforto, né? A perdão, né? Oo contrário, né? A tolerância ao desconforto, né? Então eu não preciso escapar imediatamente daquilo que eu tô sentindo, do tédio, do vazio, da ansiedade, da tristeza, lá que eu tô sentindo naquele momento, né? Mas eu vou ter uma clareza na escolha daquelas ações. Então, o que eu estou sentindo eh sem automaticamente ali perceber para que o que eu devo fazer, ah, eu tô fazendo errado, né? Então isso traz muito por entrar em contato com a vida, né? Então, estar presente o suficiente para perceber o que acontece quando entra em contato com a vida, com aquele momento específico. Excelente. Muito bom, né? Quanto a informação eh eh que se baseia, se norteia eh por conta do tal do vazio, né? vazio, existencial, algo que de repente todo mundo sente algum momento da vida que não sabe o sentido disso, que não consegue entender. E hoje na conversa com os dois profissionais, a gente entendendo que eh tudo bem, sentido vazio, tudo bem, mas a gente precisa alinhar. Será que realmente é um vazio mesmo? Será que tá te faltando algo? ou você tá querendo colocar sua vida única e exclusiva sua, esse ser único, eh, em comparação com outras pessoas e querendo ser algo que de repente não é para você, né? Então, tem temos que analisar aí com mais clareza essa questão do vazio. Agora 8:56, produção tá me avisando aqui, nós temos algumas perguntas, então eu acredito que dê pra gente responder aí algumas. Pode colocar na tela a produção, vamos ver para quem que a gente direciona a pergunta. Vamos lá. Deixa eu ler aqui o Carlos Henrique do Parque Itália. Olha isso, que interessante. Depois de uma aposentadoria, algumas pessoas sentem que perderam uma parte de quem eram. Por que o trabalho pode ocupar tanto espaço na nossa identidade? Nossa, ocupa tanto que pergunta assim: "Quem é você, né?" "Ah, eu sou jornalista". Verdade, né? Verdade, Ana. E por que que a gente age dessa forma? Sim. E o trabalho acaba nos levando aquilo que a gente falou, ao reducionismo, né? sendo somente aquilo. Então eu eu entro nesse automotismo, ficar sempre falando, sendo sempre aquela mesma coisa. Então, quem sou eu? Eu sou mãe, eu sou uma pessoa, né? Eu sou uma esposa, não sou somente uma psicóloga, né? Então, a importância e só que aí que vem essa questão da aposentadoria, porque aí quando eu estou aposentado, me sobra muito tempo que eu não tô acostumada. Então, encontrar sentido nas pequenas coisas, né? Não é fácil mesmo. A gente tá numa sociedade de trabalho que a gente tem que produzir o tempo todo, né? Uhum. E quando para pra aposentadoria realmente é algo que que nos faz pensar muitas coisas, mas aproveitar esse momento dessa tensão, como eu falei, né? A tensão entre o ser e o de ser agora sendo aposentado. O que que eu posso fazer com esse tempo? Muito bem, Carlos Henrique. É isso, viu? O trabalho ele ocupa espaço na nossa identidade, sim, mas a gente precisa rever esse conceito, tá bom? Grande abraço para você. Obrigada pela participação. Pode colocar mais uma na tela, produção. Agora a gente direciona para o Felipe. Vamos lá, por gentileza. 8:58, estamos ao vivo. Estúdio Câmara hoje falando sobre o vazio existencial. muito complexo, mas se a gente conseguir entender, a gente eh eh vai direcionar uma vida mais leve e de repente sem vazio. Ó, Marcelo Ribeiro do Jardim eh do Santa Genebra, quando a pessoa percebe que investiu muitos anos em um caminho que não deseja mais, como evitar a sensação de que perdeu tempo de vida? É, Marcelo, muita gente, né? ah, passa por essa situação e eu acho que é uma pergunta bem pertinente. Felipe, por gentileza, nos ajude. Pergunta incrível e complementa também a resposta anterior da Ana, né? A gente tem um uma sensação, volto dizendo, a sensação, evitar a sensação de que perder tempo na vida, né? Talvez eh realmente muitas coisas na nossa vida acontecem, a gente permanece há muito tempo. Eu posso falar um exemplo próprio, inclusive, né? Desde que eu iniciei a faculdade, eu me dediquei paraa psicologia hospitalar, era aquilo que eu queria. E eu investi 10 anos da minha vida na psicologia hospitalar. Eh, e assim, a partir do momento que eu que eu precisei sair dessa área específica, me veio um vazio existencial, me veio uma depressão de fato, né? Entra em contato com o luto, né? entra em contato com aqueles sentimentos negativos, mas é é colocar ali num espaço, pode pôr num papel, pode pôr, né, expressar de fato, deixar expressar assim o que eu conquistei ao longo desses anos, o que eu perdi ao longo desses anos, tudo na vida, seja para uma escolha ou algo imposto pela nossa vida, né, nós temos ganhos e perdas, né, e não importa o qual foi mais do que qual, ali aconteceram coisas boas. Então, o que eu aprendi com essa experiência de vida, né? O que eu poderia usufruir dessa experiência de vida, por mais negativa que tenha sida, né, sido, eh, o que eu posso utilizar daqui para frente para resolver essa situação, né? Eu posso buscar uma ajuda, eu posso conversar com alguém, eu posso, né, ir a uma a uma religião específica, né, o que faz sentido na minha vida continuar, né? Então, o que foi já aconteceu, né? Ficar pensando no passado, ah, eu deveria isso, deveria aquilo, entra num contexto que na psicologia, na terapia contiva comportamental, nós chamamos de eh crenças intermediárias ali, né? E se eu tivesse feito aquilo seria diferente? Será? Não tem. A gente não tem controle sobre o passado e nem sobre o futuro, né? Muitas vezes na nossa vida nós temos menos controle do ambiente ali, eh, mas nós temos o controle naquilo que nós fazemos. Então, o que eu aprendi daquela situação? O que eu posso fazer a partir desse momento? O que cabe a minha pessoa fazer diferente, né? Quais estratégias eu vou usar? Isso tudo eu vou colocar no papel o que eu aprendi, o que eu sinto nesse momento e o que eu posso fazer de diferente. Muito bem. É tão interessante quando você fala, né? Nós não temos controle nem do passado e nem do futuro, né? E nós estamos no presente e o nome é presente. É como o desenho do kung fu panda, né? presente é para se viver um presente. Então a gente precisa aprender a viver mais o presente. Agora 92, a última pergunta, a gente direciona pra Ana e a gente já vai para as considerações finais, tá bom? Quero agradecer você que tá aí com a gente participando desse programa bem interessante, como todos, né, os programas aqui da TV Câmara Campinas. Mas hoje a gente falando de vazio existencial ao vivo aqui no estúdio Câmara, a Elane Barbosa do Padranieta. Uma vida simples e sem grandes conquistas também. pode trazer realização ou aprendemos a acreditar que sempre precisamos fazer algo extraordinário. É, eh, o pessoal eh eh glamoriza muito, né? Estou sempre extraordinário, estou sempre performando, mas a Elane perguntando se uma vida simples e sem grandes conquistas, se fizer sentido para você. Sim. É como a gente comentou, né? É no simples mesmo, né? A gente complica demais a vida, né? Ah, exatamente. E como o Felipe tava falando, eh, o passado, tudo aquilo que eu já vivi tá lá no celeiro da minha existência, faz parte do quem eu sou hoje. Por mais que tenham sido eh situações que eu hoje eu vejo que não tem sentido, mas fez parte de mim, né? Então, muitas vezes, eh, a gente fica esperando algo pro futuro, por exemplo, ou para o presente desse extraordinário, mas prestar atenção no simples, no agora, para encontrar realmente o sentido, que o sentido tá aí, ele tá fora e ninguém pode dar o sentido para o outro, né? Então, é você que encontra o sentido no seu dia a dia mesmo. Então, é importante buscar isso, né? não ficar pensando em coisas grandiosas, porque a gente pode encontrar nas pequenas coisas. Exatamente. Você fica sempre buscando o extraordinário, o extraordinário, você vai acabar sentindo o quê? O vazio. Porque de repente o extraordinário do outro não é um extraordinário para você. E se você se volta para si mesmo, você vai entender que sim, que tá tudo bem, uma vida simples, que faz sentido. Esse negócio de comparação acaba judiando muito da gente. A gente precisa aprender a separar quem somos, né, e quem é o outro. Gente, o 94, que complexidade, né? Mas é bom porque daí a gente abre caminhos e estradas pra gente começar a aprender a lidar com essas sensações. Isso é muito bom. É bom receber vocês profissionais, né, que estão gabaritados para poder nos orientar referente a algo tão importante que acontece nas nossas vidas, né, o vazio existencial e que se a gente não souber lidar, pode ser que a gente entre por um caminho que vá sim virar uma patologia. Mas importante ressaltar que o que vocês trouxeram pra gente é que sentir um vazio de vez em quando tá tudo bem. A gente precisa aprender a ver que não tá tão vazio assim. Agora, se isso começar a interferir na sua vida todos os dias, aí vale a pena e é preciso buscar sim uma ajuda, porque aí precisa de um manejo de profissionais da saúde mental. Quero agradecer demais a participação de vocês, Ana. Que prazer conversar com você. Obrigada pela sua participação, viu? Deixa uma mensagem aí pros nossos telespectadores referente ao programa de hoje, né? A gente sente um vazio e tá tudo bem. Sim, uma alegria estar aqui com vocês. Obrigada também pelo convite. E a o o a mensagem que eu quero deixar é que sempre há um sentido. Por mais que você sinta essa falta de sentido que é o vazio, mas sempre há um sentido na vida. Em qualquer situa qualquer situação, qualquer circunstância que você pode estar vivendo, sempre há um sentido. Então precisamos buscar, aprender a buscar sentido no vazio que sentimos. Uau! Olha só, quero agradecer também ele que participou pelo Zoom. Fiquei muito feliz de conseguir conectar com você, viu, Felipe? Obrigada, querido. Gratidão pela sua participação. [limpando a garganta] Eu que agradeço. Agradeço pelo convite, pela oportunidade de estar com vocês nesse momento. Assim, foi muito especial. Eh, e essa mensagem, né, eu compartilho com a com com o mesmo valor, né? Faça pequenas coisas no dia, né? um um algo que você possa fazer por você, seja que eu tenho uma depressão, não consigo levantar da cama, só de fazer um café da manhã já é uma grande conquista para aquilo que eu tô vivendo naquele momento, né? Então, é estar presente, eh, respeitando a si mesmo nos mínimos detalhes. Muito obrigado mesmo pela essa oportunidade de participação de hoje. Me desculpem, estava ternar, tava passando mal, mas consegui deu tudo certo. Eh, e desejo um excelente dia para todos vocês espectadores, para vocês, para todo mundo tá ouvindo. Eh, uma excelente semana, uma excelente semana para nós, Felipe Melhoras, para você. Muito obrigada por mesmo assim não estar tão bem participar com a gente, nos orientar no dia de hoje, viu? Obrigada. É, imagina. Nós que agradecemos. É isso, gente. Talvez o vazio não seja um sinal de que precisamos colocar mais coisas na vida para preencher. Talvez ele seja, na verdade, um convite pra gente parar, pra gente olhar para dentro e perguntar o que realmente faz sentido para mim, né? Então, faça isso hoje, se olhe com carinho, lembre-se que você é único e pergunte o que faz sentido para você. Pode ser que você encontre um monte de respostas nesse movimento. Agradecendo mais uma vez você que participou com a gente, os nossos convidados do programa de hoje, desejando a você uma ótima semana. Lembrando que ao meio-dia temos Câmara Notícia com Gabriel Castro e a programação da TV Câmara Campina Segue feita com muito profissionalismo e muito carinho de toda a nossa equipe do grupo, mais especialmente para você que tá aí do outro lado. E amanhã tem mais estúdio Câmara e vamos debater a leitura diante do consumo de adaptações multimídia, tá? Do papel para as telas. O que muda quando um livro vira filme, série ou jogo? Será que a história continua a mesma? Faz quanto tempo que você não lê um livro? Ou então você leu um livro e foi assistir o filme do livro e você viu que de repente não tinha nada a ver? Bom, as adaptações ajudam a despertar o interesse pela leitura ou afastam as pessoas dos livros. E como o excesso de telas impacta a nossa imaginação? A gente vai fazer esse contraponto amanhã. Então, venha conversar conosco sobre leitura, literatura, telas e as novas formas de contar histórias. Uma mesma trama. e caminhos diferentes amanhã aqui no estúdio Câmara a partir das 8 da manhã. Agora 98 entregando então mais um mega conteúdo disponível no YouTube para você. Você pode compartilhar já tá lá, tá certo? Então aproveite e compartilhe com quem faz sentido para você o programa de hoje. Grande abraço, fique bem e até amanhã. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] Eu [música] não diria que a mulher ela tem a possibilidade de resgatar quem ela era antes, né? Na verdade,