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Resumo editorial

O programa aborda procrastinação, explorando seus tipos, causas emocionais (inseguranças, medos, padrões) e impactos na vida pessoal, profissional e emocional. Propõe que compreender as razões pelas quais adiamos tarefas é essencial para transformar nossa relação com o tempo e as responsabilidades. Anuncia o próximo episódio sobre consciência do tempo e o fenômeno do "piloto automático" na vida moderna.

Descrição do vídeo

Procrastinar é falta de disciplina ou esconde medo e insegurança? O Estúdio Câmara desta sexta-feira, 11 de setembro, debate os perfis mais comuns de quem adia tarefas e quando esse hábito passa a prejudicar a vida pessoal, profissional e emocional, com participação do público pelo WhatsApp. Ao encerrar, o apresentador credita a grade especial de fim de semana à produtora responsável pela operação da emissora.

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oferece uma rede de apoio para a pessoa [música] com deficiência e suas famílias. Acesse o site e saiba mais. Conectar, comunicar, pertencer em [música] todos os lugares. Além de um direito, a inclusão é uma prática diária. A seguir [música] TV Câmara ao vivo. Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo nesta sexta-feira, dia 11 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E hoje quero te convidar para conversar sobre os tipos de procrastinação. Bom, quem nunca deixou uma tarefa importante para depois? um trabalho, uma conversa difícil, um compromisso médico ou até aquela decisão que já deveria ter sido tomada há muito tempo. Mas será que procrastinar é apenas falta de disciplina? Ou esse comportamento pode revelar emoções, inseguranças, medos e padrões que muitas vezes a gente nem percebe? Bom, ao longo do programa vamos entender por a gente adia algumas tarefas, quais são os perfis mais comuns de procrastinação e quando esse hábito começa a trazer prejuízos paraa vida pessoal, profissional e emocional. Então, participe com a gente, mande a sua pergunta, a sua experiência referente à procrastinação, né? Você tem deixado suas tarefas de lado? Eh, o que que você coloca na sua agenda que você não consegue cumprir? Aí você fala: "Vou deixar para amanhã". Principalmente nesses dias chuvosos, né? A gente pensa assim: "Ah, vou fazer alguma coisa depois do trabalho". Aí você olha lá o tempo, você fala: "Vou para casa, amanhã eu faço". Daí amanhã você não faz, depois você não faz. Isso é um tipo de procrastinação. E hoje a gente conversa sobre os tipos de procrastinação e como a gente sai aí desse ciclo. Então, mande pra gente a sua experiência, a sua dúvida. Estamos já com os nossos convidados. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. WhatsApp na tela para você. Nossa produção apostos 19978293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho voltamos então ao nosso tema central do programa de hoje. Olha, a Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas está com inscrições abertas para oficinas culturais gratuitas da Escola Municipal de Cultura e Arte. São atividades em diferentes áreas, como dança, teatro, música, capoeira e grafite para públicos de várias faixas etárias. As oficinas têm duração de até 6 meses e as vagas são limitadas. Entre as opções estão dança com bambolê, dança negra contemporânea, violão, jazz, funk, dança do ventre, teatro, capoeira e criação de mitologias pessoais. As inscrições são feitas pelo site da Prefeitura de Campinas na página das oficinas abertas, tá? Na Escola Municipal de Cultura e [música] Arte. Acesse lá uma oportunidade bem legal para você sair da rotina. Mais informação chegando, a gente fala da chuva, né? Campinas já registra o maior volume de chuva por um mês de setembro em toda a série histórica do CPAGRE, que foi iniciada em 1991. Nos primeiros 10 dias deste mês de setembro, foram acumulados 152 mm, superando o antigo recorde de 148 mm, que foi registrado em setembro de 2015. O volume também é quase duas vezes e meia maior que a média histórica para o mês de 62 mm. Bom, em casos de alaramento, inundações ou quedas de árvores, a população deve acionar a Defesa Civil pelo 199. Lembrando que este telefone, pessoal da Defesa Civil, trabalha 24 horas, tá bom? E falando em temperatura, em chuva, vamos à previsão do tempo para este final de semana. Bom, gente, a previsão é de mais chuva. Uma frente fria deve provocar instabilidade em Campinas e região até segunda-feira, dia 14. Para hoje, nós temos chuva forte ainda pela manhã. À tarde chove também mais um pouquinho, mas as nuvens começam a diminuir e o sol vem um pouquinho tímido. Porém, amanhã, sábado, temos um tempo nublado com chuva forte durante o dia. À noite chuva diminui de intensidade, mas não para. Para sábado, mínima 18, máxima de 23º. E no domingo temos solas nuvens. Chove rápido durante o dia e a noite, a mínima 15, a máxima de 18º. De acordo com a meteorologia, nós temos aí uma nova frente fria se aproximando. Nem saímos de uma, estamos já recebendo outra, né? E vamos simbora, ó. Cuidado. Se precisar, liga pra Defesa Civil, vamos nos hidratar. E a gente pode sim fazer de um dia cinza, um dia colorido, né? E a gente pode também parar de procrastinar em dias chuvosos. Gente, procrastinar é uma experiência humana bastante comum. A maioria das pessoas já adiou aquela TF importante, mesmo sabendo que isso poderia gerar problemas mais tarde. Durante muito tempo, esse comportamento foi associado apenas à preguiça ou à falta de organização. Mas as pesquisas mais recentes mostram que a procrastinação é um fenômeno muito mais complexo. Uma metaanálise publicada neste ano, liderada por pesquisadores da Universidade Normal de Pequim, eh reuniu mais de 60 63.000 viu participantes e encontrou a associação entre procrastinação e emoções negativas como ansiedade, estress. Mas aí sentir essas emoções significa que você procrastina ou procrastinar é o que gera essas emoções? A [música] gente precisa entender, né, como é que funciona essa questão da procrastinação e quais são os tipos de procrastinar. Então, para essa conversa sobre esse tema, nós recebemos aqui no estúdio Câmara o psicólogo, especialista em terapia cognitivo comportamental e psicoterapia baseada em evidências, o Rafael Polizel. Seja muito bem-vindo. Bom dia, obrigada pela sua participação, Rafael. Bom dia. Bom dia a todos vocês que estão acompanhando a gente também. Parabéns pelo programa. Eu venho acompanhado eh algumas temáticas aí envolvendo aspectos psicológicos. eu fico aqui à disposição para para ajudar a falar sobre [música] o tema, né? Vamos lá. Muito bem. A a gente que agradece a sua participação. Eh, nós estamos tentando contato também com a doutora psiquiatra, né? Ela tá com a gente já, produção? Sim ou não? Eh, sim. Não, não, né? Então, tá certo. Isso por, gente, porque choveu demais. A internet tá meia bugada, mas a gente vai continuar tentando o contato com a psiquiatra, doutora, que está a postos para participar conosco também, tá? Mas a gente depende então da internet que ela participa com a gente pelo Zoom. Se a gente conseguir vai ser maravilhoso, tá? Vai tentando aí, produção. Mas enquanto isso a gente já começa conversando com o nosso psicólogo Rafael. Rafael, quando a gente fala em procrastinação, né, tem muitas explicações, eu falei um pouquinho no início do programa, mas a gente está falando de que exatamente? O que que diferencia procrastinar de simplesmente eu escolher fazer algo mais tarde, ou amanhã ou depois? Uhum. Uhum. Eh, tá muito ligado com questão de prejuízos mesmo, né? A procrastinação, a gente sabe da importância da tarefa, a gente sabe que tem que fazer aquela tarefa. a gente sabe que tem um prazo para realizar aquela senão a gente vai ter prejuízos, [música] mas mesmo assim por conta de uma evitação, né, de um desconforto, uma vulnerabilidade a prazeres de curto prazo, a gente vai adiando, vai adiando, né? Quando a gente toma escolhas de não fazer algo, eh, geralmente os prejuízos em si só não são tão grandes. Quando a gente tem a procrastinação, a gente já sabe que a média longo prazo a gente vai ter prejuízos [música] ali que vão, eh, causar disfuncionalidades ali no nosso dia a dia. Então, eh, tá muito ligado também aquela questão da preguiça, né? O que é preguiça, o que é procrastinação, né? A preguiça geralmente quando eu descanso, no outro dia eu consigo exercer aquela atividade. A procrastinação não, por conta daquele desconforto, evitar aquele desconforto, no outro dia eu vou sentir a mesma coisa e vou continuar tendendo a evitar, né? Então é algo contínuo ali. Pois é, muitas pessoas dizem assim, né? Eu sei que eu preciso fazer, eu quero fazer, mas eu não consigo dar o primeiro passo. O que que acontece nesse processo entre a intenção e a ação? Porque quando a gente fala de procrastinação, parece algo assim, ah, só tá com preguiça e tal, mas não, gente, eh, quando ela vai para uma questão já clínica, é algo bem delicado de de ser orientado, de você poder orientar o paciente, porque ele sabe que ele precisa, ele entende a necessidade daquela ação, mas ele não consegue e fazer o movimento. Por qu por que que a gente trava diante disso? Uhum. a gente acaba ficando preso num ciclo, né? Isso é muito interessante que você trouxe. Eh, primeiro, procrastinação tá muito ligada eh com a evitação de um desconforto. A gente é vulnerável a prazeres de curto prazo, né? Justamente para evitar aquele desconforto. E aí também nós temos uma coisa que que joga meio que contra a gente. O nosso cérebro é vulnerável a consequências de de curto prazo, né? Então, ah, se eu quero evitar algum tipo de desconforto, seja por questões de ansiedade, perfeccionismo ou uma sobrecarga, né, e eu tendo a jogar aquela tarefa para depois para evitar essas essas consequências [música] eh eh ruins para mim naquele curto prazo pelo qual eu sou eu sou eu sou vulnerável. Depois eu tendo a me sentir culpado, porque eu sei que aquilo é importante, eu sei o quanto aquilo é significativo para mim. E aí na próxima vez que eu for entrar em contato de novo com ter que fazer essa tarefa, vai somar aquele desconforto que eu já tava sentindo junto com a culpa. Ou seja, o desconforto ele vai crescer, o que vai levar mais pressão e o que vai levar mais o comportamento de evitação e fuga daquela tarefa. Então a gente fica preso num ciclo no qual a gente não consegue sair. É importante algum momento quebrar. É verdade. Quando você fala de fuga, é importante também a gente salientar do nosso cérebro, né? Luta ou fuga. Ou você vai pro fight, ou você vai pra luta, você arregaça as mangas e vai embora, ou você vai fugir. Não tem meio termo, né? E aí a gente precisa entender como a gente funciona para de repente começar a entender que estamos procrastinando e que sim a gente pode quebrar esse ciclo e se essa procrastinação ela já não virou algo que a gente precise aí de um atendimento terapêutico, um atendimento psiquiátrico, psicológico, né? Porque isso sim pode eh ficar um pouco mais grave. A procrastinação, ela costuma ser vista como um problema de agenda, né? Mas os estudos comprovam e sugerem que ela está mais ligada à forma como a gente lida com as emoções desagradáveis, né, do que propriamente a administração do nosso tempo. O nosso cérebro ele nos protege. É uma proteção meio estranha. A gente aprende aqui com vocês, com os profissionais que passam aqui pelo estúdio, que o nosso cérebro ele eh nos protege, ele poupa a nossa energia. E aí quando a gente fala de procrastinação, acredito que ele entra também nessa proteção, não é, Rafael? Exatamente. Exatamente. Então, eh, eu quero que você imagine, por exemplo, uma pessoa que ela tem medo de errar. Uhum. E aí ela tem que enviar um e-mail específico, onde ela vai ter, talvez, que falar com pessoas de uma hierarquia maior. Aquilo causa um medo muito grande nela, um receio muito grande nela de cometer [música] um erro específico. O cérebro vai querer protegê-la. né, para não entrar em contato com esse com essa possível dor que ela tem, a interpretação de que aquele erro pode causar algo ali muito é prejudicial para ela. Aí ela vai tentar evitar a tarefa. Com o tempo, ela vai se prejudicar com isso, vai sentir culpa. aquele aquele movimento ele vai somatizar e ele vai continuar evitando. Então, não necessariamente a agenda ou planejamento tá ligado ali com o mecanismo de passar por cima da procrastinação. Às vezes eu sou um excelente, inclusive planejador. Eu tenho uma agenda impecável, tenho uma lista de tarefas e eh eh corretíssima ali. Eu tenho todos os itens mapeados, porém eu não consigo ir pra ação por conta daquele mecanismo de evitar dor, igual eu falei, estar vulnerável a prazeres imediatos, né, que é algum do do dos casos ali de vulnerabilidade pra procrastinação, né? [música] Muito bem, interessante e importante a gente entender. Daqui a pouquinho nós vamos falar também dos tipos, né, de procrastinação. Quem é perfeccionista, né, procrastina gente e bastante esse negócio de ser perfeccionista já era, né? antes, há um tempo atrás, era e eh poxa vida, eu sou perfeccionista. Não, a gente não precisa ser perfeccionista, né? A gente pode errar, mas também é um perfil de procrastinação. Agora a produção tá me avisando que a gente conseguiu contato com a doutora. É isso, produção. Se é, então vamos lá. pode colocar ela na tela pra gente. Eu quero apresentar, dar as boas-vindas e dizer que eu tô feliz demais por a gente ter conseguido restabelecer contato contigo. Ela é psiquiatra PhD pela Harvard University. Eh, ela é mestre e doutora pela UFRJ, coordenadora de saúde mental e professora de psiquiatria da Faculdade de Medicina da FASM. Dra. Patrícia Cirilo, seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Muito obrigada. Ai, que bom que a gente conseguiu restabelecer contato contigo. A gente tá aqui com o Rafael. Rafael psicóloga e a gente tá conversando sobre procrastinação e aí a nossa conversa chegou até o momento em que o nosso cérebro ele tem luta e fuga, ele nos protege, mas essa proteção ele não consegue entender se essa proteção ela é correta ou não. Ele só faz essa ação. Eu gostaria que a doutora explicasse pra gente na linha da psiquiatria qual que é a sua avaliação sobre a procrastinação e a conexão com a gente adiar os os as agendas, os compromissos do dia a dia. [música] Assunto super interessante. Eu falo que a psiquiatria é um trabalho detetivo. A procrastinação ela não mais, ela é um sintoma. Uhum. E ele pode ter várias causas diferentes. Então, entrando nessa área que você estavam convenção, se você tem um transtorno ansioso, você pode procrastinar, por exemplo, pelo menos de hack falando. Se você tem deatividade LPH, você pode protestar por uma sensação médio, uma autotivação. Uhum. Então a gente tem que entendendo no quadro do paciente qual que é a causa. Para ficar mais complexo, pode ter mais de uma causa e num momento por um motivo, outro momento por outro. Muito bem, doutora. Agora, Rafael, é os tipos os tipos de procrastinação. Falei do perfeccionista, né? Por que que existe uma uma procrastinação pra pessoa que ela é perfeccionista? É um tipo de [música] de perfil que pode vir a procrastinar com mais facilidade. Uhum. Essa pessoa, ela ela geralmente ela desenvolveu crenças, né, em relação a a a ao medo de errar, ao fracasso, a incompetência. Então, quando ela tá diante desses desses dessas situações específicas, essa crença ela se ativa de alguma forma, né? E esse e essa dor ela ela ela ela começa a querer ser evitada de de alguma maneira. O cérebro tenta nos proteger, como você tava falando ali. Então, há uma intolerância ao erro, né, ou a probabilidade de errar, senão essas crenças elas são ativadas. aquela percepção de que eu sou incompetente, eu fracassei. Só que, é claro, né? Eh, querendo ou não, o perfeccionista ele tem ali, eh, parâmetros muito complicados para se cumprir uma tarefa ou para se qualificar como eh é bem-sucedido, né? Então, ele tenta evitar entrar em contato com essas tarefas específicas que possam causar essa dor, esse incômodo, [música] justamente para não sentir incompetente, um fracasso. Muito bem. A gente percebe que a gente tá eh quando a gente fala de procrastinação, é sempre a fuga mesmo, né? É a fuga de algo que nos incomoda, né? Doutora, outro perfil bastante eh comentado, que eu busquei algumas informações e vi, tem o perfil evitador, né? Ele vai de encontro com o perfeccionista, mas o que que normalmente essa pessoa que está tentando evitar? O que que ela tá tentando evitar quando ela adia uma tarefa repetidamente, né? Eu adiei hoje, adio amanhã, adio depois, não saio do lugar, fico travado. Tô evitando o quê? É, é o medo que paralisa. O que é o perfil evitador que procrastina? Então, de forma geral, é uma sensação alívio. Uhum. Não que isso seja consciente, sim, mas a pessoa, seja pelo motivo de força, pelo medo de é foco de motivação, sério, qualquer incerteza pode causar uma traga. Uhum. A gente chama tecnicamente sobre regulação emocional. Então, quando você tem essa dificuldade na regulação, isso é uma estratégia, procrastinação, uma estratégia. para alguma situação para você tá causando um desconforto e você tá buscando uma tranquilidade ali no meio do caos. Muito bem. É curioso, né? A gente observa que muitas vezes, igual a doutora falou, a gente não foge da tarefa em si, né? A gente acaba fugindo da sensação que a gente imagina que aquela tarefa vai provocar. E isso é algo que não é intencional, né? É algo que a gente faz muitas vezes sem perceber. Outro tipo de procrastinação que a gente observou, Rafael, é o impulsivo, né? Ele costuma trocar eh benefícios futuros por recompensas imediatas. Como é que isso acontece na prática, no nosso cotidiano, né? Eu troco benefícios futuros por e recompensas imediatas. Então isso vai me trazer eh aquela impulsividade mesmo. Uhum. É, para começar, a gente tá a gente tá sendo bombardeado atualmente por isso, [risadas] por estímulos, né? Diversos estímulos que dão, estouram dopamina na gente, né? Ou seja, prazeres rápidos, eh tudo tem que ser para ontem. Então o nosso cérebro não tava preparado para isso. Pensa que de 100 anos para cá, né, houve uma mudança global ali na velocidade de estímulos. né? Uma criança hoje, um adolescente hoje, ele tá muito vulnerável eh nesse aspecto. Então, querendo ou não, a gente já tá um pouco refém no dia a dia desse de dentro dessa vulnerabilidade estímulos ali de recompensa de recompensa rápida. Então, pensa, ah, se eu tenho uma tarefa onde o esforço é grande, onde eu tenho um desconforto associado a essa tarefa, competindo com estímulo que é prazeroso, tá? que agora, como a doutora falou, vai proporcionar alívio, eu tendo a ficar refém desse desse estímulo, né, desse desse [música] desse dessa situação, desse comportamento de adiar a tarefa que seria mais custosa. É como se o cérebro fizesse um cálculo, né, o quanto vale a pena engajar ou não em certa tarefa, porque quando a gente procrastina, a gente tem motivação para fazer aquela tarefa em específica e motivação para não fazer. a gente tem motivos também para não fazer aquilo, como por exemplo, ah, vai ser desconfortável, eu posso ficar aqui no celular, eu vou descansar, eu vou dar uma relaxada, né? Então a gente fica vulnerável, né? E acaba muitas vezes cedendo a recompensa de curto prazo. E hoje em dia o nosso cotidiano ele ele contribui, querendo ou não, por conta desses diversos estímulos para que isso aconteça, né? Uhum. Olha só, Dra. Patrícia, como o Rafael trouxe, a gente vive cercado por notificações, vídeos curtos, né? [música] e estímulos constantes. Qual a avaliação da psiquiatria referente a esse ambiente que acaba favorecendo procrastinadores. A gente precisa se atentar a que momento que a o ambiente, a rede social, esses estímulos estão nos favorecendo a para que a gente procrastine, para que a gente deixe para depois. Então, essa questão dos estímulos, ela tá muito ligada ao sistema de recompensa. Uhum. A gente quando que seja com um doce, por exemplo, você come, acha gostoso, daquela sensação ali que a gente brinca que tá liberando a serotonina no cérebro, você quer de novo. E isso vai fazendo com tudo, com os vídeos curtos, eles funcionam pro cérebro igual jogo de azar, por exemplo, tá? E aí a gente tem a famosa dopamina que é relacionada com a sua expectativa do resultado. Então a procrastinação ela tá muito ligada a esse sistema no qual você primeiro tem que antecipar o que que você acha que vai ser o resultado. Uhum. A gente acha que já é a sensação de prazer depois de ter feito, mas não é. é a gente tentando adivinhar antes de fazer para tomar decisão. Então, quando a gente começa a ter um funcionamento cerebral envieszado, porque a gente tá usando demais tela, a gente fica acostumado com aquele pico do prazer, com aquela dopamina rápida que a gente diz que é ruim. Então, qualquer coisa que não tem essa adrenalina maior, essa transação mais intensa, já é considerado como tag. E isso já é uma coisa que pode fazer com que você não tome atitude para alguma situação. Então, de forma geral, toda vez que o o corpo humano ele tem um padrão de comportamento e você começa a repetir aquilo, a gente vai desde criança agindo com as situações de uma forma e depois a gente não percebe muitas vezes que na vida adulta a gente continua fazendo aquilo de uma forma automática. Uhum. Então você já ir criando esse hábito e esse funcionamento cerebral, o cérebro ele é um circuito elétrico. Quando a gente acostuma ele a funcionar de uma forma desde da infância, ele já vai fazer a formação dele final em cima de um padrão que já é fora do normal. E aí você vai tender a ter um comportamento que não é o melhor. Muito bem. Nossa, gente, o nosso cérebro ele é magnífico, né? Mas ele também nos prega algumas peças, né? Ele ele tende naturalmente a valorizar as recompensas rápidas. Por isso que uma tarefa difícil frequentemente perde espaço para a procrastinação. Agora, falando em tipos de de procrastinador, tem o indeciso também, Rafael, aquela aquela questão que você eh tem dificuldade de escolher ou definir um caminho, né? Aí por conta dessa dificuldade e por conta também de saber que você de repente a ansiedade vem junto, né? Porque pode ser que o caminho não seja o caminho correto. Eu tô indecisa. Então eu vou parar. Eu paraliso. Gostaria que você falasse um pouquinho sobre esse movimento nas nossas vidas. Sim, sim. É igual igual você falou, realmente a gente tem algumas expostas ao enfrentamento do medo da ansiedade, que é igual você luta, fuga e a paralisia, ela também tá tá tá inclusa, né? Então muitas vezes a gente fica ambivalente frente a uma escolha. a gente tem motivos para mudança e motivos para não mudança. Só que muitas vezes esse medo do que vai acontecer, né? Às vezes eu eu tenho uma paralisia por conta de uma ansiedade, uma intolerância à incerteza, uma intolerância ao erro. É igual que a gente falou, muitas vezes essa essa essa paralisia na tomada de decisão pode estar ligada com alguma ansiedade em si ou até por conta do perfeccionismo mesmo que a gente estava conversando. É o medo de errar, então eu travo ali, né? Eu fico ambivalente, eu tomo aquela decisão, não tomo, qual que eu vou tá mais eh eh eh eh eh eh eh exposto ao erro ou não, né? E aí a pessoa ela fica ali tentando de alguma forma eh eh buscar, se reassegurar através de de de estratégias para buscar certeza e aí ela não consegue encontrar, claro, e ela tem esse esse travamento. Então, nesse caso, a procrastinação tá muito ligada eh ou a um desconforto, como eu falei, de escolher tomar uma decisão errada, né? Ou também intolerâncias à incerteza, né? o que está por vir por trás dessa dessa dessa minha decisão. Então, eu nunca acho que eu estou pronto. Vou adiando, eu vou adiando, eu vou tentando buscar informações, buscar certeza e e é claro que isso não é possível e a gente fica nesse ciclo adiando, adiando e não tomando uma decisão, ficar passiva ali do que pode acontecer ou de tomadas de decisões externas ali, né? É, é muito complexo, né? Porque quando a gente fala, ah, procrastinei parece algo tão simples, mas é tão complexo e e toma conta da nossa vida de uma forma que você acaba tendo prejuízos por isso. E aí quando você traz, Rafael, a questão da tomada de decisão, eu quero conversar com a doutora, eh, queria que a doutora nos explicasse sobre a questão do córtex pré-frontal, né, que ele é o responsável pela nossa tomada de decisões. Mas aí como que a gente faz para poder ativar esse sistema? Ele tá paralisado nesse momento em que a gente fica eh horas e horas pensando em começar uma tarefa, mas a gente não consegue tomar essa decisão. Doutora, então o córtex pré-frontal, ele é exatamente o que diferencia o ser humano dos outros animais. Uhum. E é essa parte nossa da lógica. A a parte que a gente estava falando do sistema de recompensa é muito mais ligada a ao desejo. Uhum. E esses sistemas eles se relacionam. Só que o corpo, o ser humano, a gente acha às vezes que a gente toma decisões muito racionais, mas as nossas decisões são guiadas principalmente pelas emoções. Uhum. Então na hora se o cótex frontal tiver que brigar com o sistema de ele vai perder. Uau! a gente que a gente fala muito na psicologia, na psiquiatria, da questão de se conhecer, de uma autoconsciência, porque aí a gente começa a fazer com que o corte préfrontal consiga regular essas emoções e fazer com que elas comecem a funcionar de uma forma melhor. Tanto que a terapia ela vai funcionando nessa forma de ir te ensinando o hábito. A gente sempre precisa de muita recorrência de uma ação para virar hábito. E aí com isso, a gente pode conseguir fazer com que o córtex para frontal module o funcionamento do sistema de recompensa. Uau! Olha só que interessante, né, gente? Agora, doutora, referente a pessoas neurodivergentes e a procrastinação, o que que é psiquiatria? O que que a doutora pode trazer pra gente no programa de hoje? Porque a gente sabe que eh eh as crianças neurodivergentes, né, eh eh tem uma tendência a procrastinar. Só que agora também nós estamos tendo diagnósticos de adultos neurodivergentes que conseguem entender o a sua história de vida, né, fazer a sua linha do tempo e entender, de repente que procrastinou por conta, hoje entende que é por conta de uma neurodivergência que não foi diagnosticada lá no início, né? Ah, gostaria que a doutora trouxesse pra gente essa relação entre neurodivergência e procrastinação. Tem que entender que o cérebro ele já [roncando] vai ter um funcionamento diferente do que é um habitual. Então, a gente também tem que entender que os parâmetros que a gente vai ter não podem ser os mesmos. Eh, a gente também vai ter que entender qual que é a característica daquele indivíduo. Algumas pessoas elas podem ser mais intensivas, eh, outras podem ter ali mais uma dificuldade, uma comunicação social. E aí, mesmo que a gente estava falando, a gente vai ter que entender qual que é o motivo daquele sintoma. Então, a pessoa tá procrastinando porque ela eh trava por aquele contato social ou uma falta de interesse. Às vezes a gente tem uma exigência de que a pessoa aja de uma forma que a gente entende que o ser humano deveria, só que nunca 100% das pessoas vão agir daquela forma. A percepção também da pessoa, o nosso, os computadores, eles foram feitos em cima do funcionamento do cérebro. Uhum. A gente pega os dados, então, que a gente ouve, o que a gente enxerga, a gente vai processar aquilo. [limpando a garganta] E quando o cérebro funciona diferente, a forma de entendimento, a forma que a pessoa processa aquilo é diferente. Então, às vezes, a gente tem que entender que a gente tem que se comunicar de uma outra forma. Uhum. e também aceitar que aquela pessoa vai ter um padrão de comportamento um pouco diferente também do que talvez a maioria das a gente tem que respeitar isso também. Muito bem, né? tem que precisa eh ter o entendimento para que assim você possa ter eh eh o manejo correto, né, com com as pessoas. Porque quando a gente fala de neurodivergência, a gente ali a questão da procrastinação, eh quem não tem esse entendimento, às vezes pode falar assim: "Ah, mas olha só, né, tá aí parado, não faz nada, não se movimenta, não se mexe, é igual a questão da depressão, ah, tá chorando por quê, né?" né? Então a gente precisa ter o entendimento pra gente evitar a questão do julgamento, porque para essas pessoas que que estão se encaixam nesse padrão, eh, o julgamento ele acaba pesando ainda mais, né, Rafael? Exato. Exatamente. E e é interessante isso que vocês estão dizendo, porque, por exemplo, pessoas com TDH, né, elas têm um funcionamento diferente nessa parte do córtex frontal do do da parte executiva do cérebro relacionada a planejamento, tomada de decisão, controle de impulsividade. Então, a hipótese é que há menos dopamina, né, nessas regiões específicas, ou seja, e e a atenção, né, o foco, aquele aquele impulso de de começar, ele ele funciona de uma maneira diferente. Inclusive, alguns estudos mostram que as medicações para TDAH realmente eh vão para nesse nível de de regular esse tema. A doutora pode explicar bem melhor, né? Claro. E então é importante entender como meu cérebro funciona, entender as minhas características também como indivíduo, o meu contexto cultural, social, minha história de vida pra gente poder agir. Então não é como se tivesse uma lista eh com passo a passo para resolver a procrastinação. Ela tem todo um contexto específico que abrange o funcionamento do cérebro da pessoa, a história do indivíduo, a cultura, eh, e as experiências pra gente poder mexer, inclusive também identificar a motivação por trás do comportamento, qual a função do comportamento de adiar aquela tarefa em si. Aí depois que a gente vai lá e e consegue fazer o tratamento, consegue eh administrar um pouco melhor esses comportamentos, né? Muito bem. E é bem complexo, porque assim, a pessoa que procrastina, ela acaba tendo problemas eh pessoais, problemas de relacionamento, problemas de socialização, problemas eh na na parte do trabalho, né, no corporativo, né, Rafael, gostaria que você trouxesse um pouco pra gente, porque como a gente percebeu, eh, quem a pessoa que é procrastinadora, ela acaba adiando tarefas por um motivo, né? Então, seja por medo, seja por indecisão, seja por medo de falhar, enfim, e no trabalho, como isso é algo que vai afetar muito, não é? Uhum. Isso é, isso é difícil mesmo. Muitas pessoas que chegam ao consultório chegam por conta de demandas profissionais, porque às vezes você vê que a pessoa ela ela ela é super bem graduada, ela tem conhecimento técnico, ela tem ali e e e extremamente capacitada pro cargo, porém tem algumas questões que ela não consegue colocar em prática, não consegue agir por conta de alguma trava dentro dessas que a gente tá conversando, uma ansiedade específica, o perfeccionismo ou até uma sobrecarga, né? Enfim. Ah, e ela tem prejuízos ali, eh, bastante consideráveis dentro desse, dessa área, por exemplo, profissional. E ela é impedida ali de crescer profissionalmente ou até também toma prejuízos por conta dessas dessas travas, né? Então, é interessante, é o momento de olhar com mais cuidado caso isso venha acontecendo com uma certa frequência. Muito bem. Agora, doutora, eh quais estratégias, né, a gente pode utilizar para quebrar esse ciclo da procrastinação ou então entender que essa procrastinação já tá virando uma patologia, né, e e precisa de um atendimento psiquiátrico ou uma terapia, um atendimento psicológico. sempre que vai virando um sofrimento paraa pessoa, que vai atrapalhando campos importantes da vida, como trabalho, estudo, relações interpessoais, é quando precisa de um tratamento. Uhum. Quando são casos mais leves, pode ser que só a terapia seja suficiente. Mas quando a gente também tem um diagnóstico de um trânstumo ocioso, de um TDH, pode ser importante associar a medicação. Muitas vezes até para psicoterapia evoluir, precisa já de um equilíbrio cerebral. Aí o Rafael pode até comentar às vezes de casos que estagnam e a gente precisa dar medicação para poder voltar a evoluir. Porque quando a pessoa ela vive ali no meio, ela percebe que ela não performe com os outros, vai entrando em várias questões de baixa autoestiva, não se sente capaz e isso vai gerando um strresse, uma autocobrança, vai gerando um desgaste. Muitas vezes a pessoa ela também tem uma noção de tempo diferente e talvez ela não perceba isso. Então ela tem certas cobranças, por exemplo, que ela pode não entender. Um outro funcionamento comum é que a gente fala de inércia. A pessoa ela demora para começar, mas quando começa ela engrena. E aí a pessoa muitas vezes também ela não tem facilidade que outras pessoas têm de às vezes em intervalos curtos fazer uma atividade ou a dificuldade da pessoa é de permanecer fazendo uma atividade por um tempo prolongado. Então a gente tem que entender qual que é a dificuldade daquele indivíduo para tratar em cima daquilo. E aí existem técnicas de hábitos, como você fazer pausas, você tá estudando, trabalhando, você ter períodos que você vai trabalhar e períodos que vai fazer pausas e pausas menores e maiores. Você já saber, você precisa de um tempo maior para uma tarefa. Então não adianta você tentar incluir uma tarefa num intervalinho ali de 30 minutos, 1 hora, você já sabe, de repente você vai precisar de 3 horas, você vai demorar para e quando você quer aproveitar aquilo. E as medicações elas vão ajudar tanto para o pensamento ficar mais organizado, para esse tempo para iniciar execução ser mais rápido, quanto se você, por exemplo, tiver uma comorbidade com ansiedade. A ansiedade ela vai dificultar muito você executar, vocêar. Então você controla a ansiedade, você também favorece a parte cognitiva e a performance. Uhum. Excelente, muito bem explicado, porque assim, a partir de repente da medicação você consegue regular para poder passar para o psicólogo e e o psicólogo tem mais, entre aspas, né, facilidade no manejo daquela pessoa. É mais ou menos isso que a doutora passou pra gente, Rafael. Exatamente. Exatamente. O nosso cérebro, ele funciona por repetição. Então a gente muda um comportamento e transforma ele um hábito através de repetição. Muitas vezes eh o o indivíduo ali, ele tá travado por questões eh inclusive de manejo fisiológico, né? Então aí que entram as medicações, as medicações vão ajudarem em alguns sintomas, em processos cognitivos, emocionais. Aí na terapia a gente começa a trabalhar a questão comportamental de pensamento. Aí ele vai conseguir se expor, mudar comportamentos e o nosso trabalho é repetir até que uma nova aprendizagem seja realizada e concretizada. Aí sim ele consegue, por exemplo, fazer um desmame do da medicação a média a longo prazo, justamente com um comportamento novo aprendido, né? Então, muitas vezes, o manejo medicamentoso é super importante pro processo. Importância da gente falar da saúde mental, importância da gente trazer temas assim que eh faz parte, né, do meu dia, do seu dia. Quem nunca procrastinou, né? E por que que a gente procrastina? Quais são os tipos de procrastinação que existem? Dá uma olhadinha aí para você, né? Eh, pensa essa semana, mas sem julgamento, tá bom? Só pensa essa semana aí. Quantas vezes você procrastinou? Por que você fez isso? De repente tá faltando algo, né? É importante você eh eh assistir o programa e já tá disponibilizado no YouTube, de repente assiste novamente. Vai que uma fala da da doutora ou aqui do nosso psicólogo pega você e você eh entende eh a abertura de um caminho mais leve para você seguir, né? Essa é a intenção do programa e a gente fica muito feliz com os profissionais que a gente recebe aqui, que nos orientam e de como a gente pode levar a vida um pouquinho mais leve e com mais entendimento. Agora 8:47, a produção tá me avisando aqui, nós temos algumas perguntas, então vamos lá. Pode colocar a primeira pergunta na tela, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá com a gente e o que fala sobre procrastinação. A Mariana Freitas do Cambuí, olha só, eh, ela diz aqui: "Às vezes faço várias tarefas pequenas para evitar justamente a mais importante, essa sensação de estar sendo produtiva pode esconder uma forma de procrastinação. Doutora, olha só a a Mariana eh compartilhando a experiência dela conosco. Perfeito. Isso é super comum. E o que que acontece? A gente tende a ir paraas urgências. Uhum. E aquela tarefa que era a nossa principal, a gente vai postergando ela porque a gente vai colocando na frente essas urgências. Uhum. Então é um treinamento de priorização, de gestão de tempo, de você entender que aquela tarefa que você priorizou, ela tem que continuar ali. Você vê se realmente aquela urgência que isou é realmente uma urgência. E mesmo que seja, tem que ser agora ou você pode seguir com que você tá fazendo e deixar essa para mais tarde para outro dia. E o que que é muito comum, por exemplo, no ambiente corporativo, né, vir de outras pessoas que trabalham com essas urgências. Então também saber colocar limite pro pedido das outras pessoas é importante. A partir do momento que você começa a aceitar uma vez, duas vezes, aquilo vai virando ação e vai também virando um hábito. Então é um pouco também função nossa treinar os outros a como agir com a gente e o que poder, o que pode ser exigido de nós. Excelente, doutora. Olha só, né? É função nossa treinar os outros de como agir com a gente, né? De repente você se entrega, vai, vai, vai e aí você as pessoas perdem, né? o limite, não tem um pouquinho da noção do limite, isso acaba te acarretando eh eh um peso e aí de repente você acaba procrastinando por medo, por insegurança, por baixa autoestima. Então é tudo está interligado. Agora 8:50, mais uma pergunta pra gente na tela. Direcionamos agora pro nosso psicólogo Rafael. Vamos ver quem é que tá com a gente. Ana Paula Lima do Parque Prado. Olá. sempre fui organizada, mas de algum alguns meses para cá comecei a adiar tudo. Uma mudança repentina assim pode indicar que a minha saúde mental precisa de atenção. Uhum. Eh, é sempre importante você, a primeira coisa que eu sempre indico para pacientes que começam a diar tarefas é identificar a função do comportamento, porqu desse comportamento. Quando eu tô diante de uma tarefa específica, seria importante fazer um um exercício de automonitoramento e se questionar o que que eu tô pensando a fazer essa tarefa? o que que sentimentos ao pensar em realizá-la aquilo me proporciona, né? Então, primeiro passo, é importante você identificar eh qual o seu pensamento sobre essa tarefa? talvez que emoções você sinta em relação a ela para depois a gente entender se eu tô tentando evitar essa tarefa especificamente por alguma dor específica ou alguma fragilidade específica e aí sim buscar ajuda. Então, se fosse dar algum conselho aqui, fazer essa tarefa de de automonitoramento, tentar entender o por eu tô deixando de realizar aquela tarefa para aí sim entender se é necessário a busca de ajuda, porque se isso se torna frequente é perigoso generalizar e aí sim vai ficar algo mais disfuncional pra tua vida e aí sim trazendo mais prejuízos, né? Muito bem. Vamos lá, gente. Estamos ao vivo. TV Câmara Campinas hoje falando sobre procrastinação, os tipos, né, de procrastinação que temos e que sim, ela faz parte da nossa vida. Não é uma patologia, eu posso procrastinar, você pode procrastinar, mas a gente precisa estar atento quando isso eh ultrapassa o limite e aí sim a gente precisa recorrer aí aos profissionais de saúde mental. 82. Pode colocar mais uma na tela, por gentileza. da produção. Vamos lá ver quem tá com a gente do Jardim Proença. É a Daniela Ramos. Bom dia, Dani. Como esperar a vontade aparecer, hum, para começar uma tarefa? É possível agir mesmo sem motivação ou ela sempre precisa vir primeiro? Essa tal da motivação, doutora, ela vem quando, né? Ela vem, a gente precisa começar a fazer a tarefa para que a motivação venha ou a gente tem que ficar esperando a motivação chegar? Assim, a gente às vezes tem um conceito de que as coisas são muito naturais e não são. Uhum. É claro que se a gente tem uma referência do que é o nosso normal, que é o normal do ser humano, esse é um padrão importante da gente comparar. Uma coisa que eu trabalho muito com os pacientes é não se comparar com uma fase que pior, às vezes você tá numa melhora parcial e aí você se contenta. Uhum. Tá. E outra questão muito comum é o paciente não saber o que que é um normal. Mas aí, por que que eu tô falando isso? Se você sente que tá difícil demais, vale a pena procurar um profissional para entender isso melhor. Porque a vida ela não é para ser muito difícil, mas ela também não flui o tempo inteiro. A gente tem que se esforçar. E muitas vezes a gente percebe que a gente tinha uma forma de funcionar e esse padrão mudou. Sempre que existe uma mudança de padrão de funcionamento também é bom avaliar. a gente, se a gente percebe que a gente precisa de mais esforço para iniciar ou até durante as tarefas, a gente tem que entender isso. É, é um desgaste temporário, é alguma coisa mais eh intensa, por exemplo, pode ter um episódio depressivo, burnout, alguma coisa se associando. Então a gente tem que entender como algumas dessas, por exemplo, se a gente tem um TDH, ansiedade, isso é muito comum vir desde criança. Então, às vezes a gente se conhece de certa forma, é muito comum do ser humano generalizar e achar que todo mundo é daquele jeito. Uhum. E muitas vezes na vida adulta que você vai entender que não era para ser daquele jeito. Então, vale a pena procurar um profissional. De qualquer forma, você tem que tentar fazer um esforço para fazer. Muitas vezes, com esse esforço você consegue engrenar. Se você mesmo com esforço não tá conseguindo evoluir ou se, por mais que você queira, você nem consegue fazer, tem certas situações que a gente até sabe que vai ter um prejuízo. Vou dar um exemplo simples. Uma conta que você tem que pagar um boleto. Uhum. Você sabe que se não pagar vai ter juros. Tem mesmo assim tem gente que não faz. Uhum. Então isso é um sinal de alerta. A gente tem que entender a intensidade e os prejuízos da situação. Muito bem. Muito bom. 855. Impressionante, né? Até a questão de pagar um boleto. Algo tão simples que deveria ser natural, mas quem está diante da procrastinação, eh, pode acontecer, né, Rafael? Uhum. É, eu costumo até usar, eu costumo até usar esse, essa metáfora para explicar pros pacientes algumas questões, né? Quando a gente procrastina e eh e deixa a tarefa para depois, é como se a gente tivesse comprando alguma coisa realmente pagando crédito. Sim. Vai vir, vai vir com juros, né? Às vezes a gente tem que pagar coisas igual que a gente tava falando da questão da vontade no débito. O dinheiro vai sair da conta agora. a gente é necessário um esforço para ter aquele bem, pagar aquilo. Eu vou ter um um esforço agora a curto prazo, que seria esse esse esse prejuízo débito. Porém, a média a longo prazo, a dívida tá quitada. A média longo prazo, se eu pagar no crédito, a gente tem a certeza que que a parcela vai vir muitas vezes com juros e a gente vai ter que arcar com isso, né? Então, quando a gente mais ou menos esse esse movimento, o o o valor a ser cobrado, ele não vai deixar de ser cobrado. Muitas vezes ele é cobrado e com juros, né? É por isso que a gente precisa cuidar. 8:56, a última pergunta do programa de hoje e aí a gente já vai para as considerações finais. Pode ser, produção? Vamos lá, então. Pode colocar na tela pra gente, por favor. Fábio Correa do Barão Geraldo. Usar muito café ou energético para conseguir cumprir tarefas pode piorar a ansiedade e manter o ciclo de adiamento. Ah, tá empurrando, né? Ô, Fábio, vamos lá, né? Vamos tomar um cafezinho porque eu consigo. Vamos tomar um energético que eu dou conta. E aí, [risadas] Rafael, como é que faz, hein? É, muitas vezes e a cafeína, né? É, o o próprio energético ali, ele pode dar um maior estímulo, sim, uma maior energia, mas não necessariamente significa que você vai conseguir engajar na tarefa por conta disso, né? Até que a gente falou, eh, a o desconforto que você tá evitando, a dor que você tá evitando realizar aquela tarefa, ela pode ter diversas eh características eh específicas. O que a gente pode conversar é é muitas vezes é qual a função de você tá utilizando essas substâncias para tentar engajar nessa tarefa. é um cansaço, né? É uma preguiça, é uma fadiga, é uma sobrecarga. Se for uma sobrecarga, que tal a gente dividir em tarefas menores, eh, administrar melhor o seu tempo, né? Então, isso muitas vezes pode revelar uma uma disfuncionalidade nesse quesito, em questão de gerenciamento de tempo, de agenda, ou até na forma de como você lida com as suas tarefas em si. Muitas vezes eu falo, até brinco com meus pacientes, né, o do por uma hora, né, muitas vezes a pessoa fala: "Não, ten que estudar uma hora. É uma hora, vou estudar de tal hora tal hora". Quanto tempo você estuda hoje? Ah, 0 minutos, né? Então ele quer passar do 880 muito rápido, né? Então muitas vezes pode ser uma estratégia compensatória o uso de de estimulantes para você adotar ali, né, uma regra que tem que ser questionada, né? né? Pô, se eu estudo hoje nada e quero passar para uma hora, por que desse tempo, né? Ou por eu não posso começar com 15, 20 minutos e treinando aos poucos o aumento eh dessa habilidade, né? Então pode estar funcionando como uma estratégia compensatória assim diante de alguma questão ou de sobrecarga ou gerenciamento de tempo, entre outras questões que têm que ser avaliadas, né? Muito bem. Bom, a gente agradece a participação sua aí de casa, né? eh com as experiências, as dúvidas sendo respondidas aqui pelos nossos convidados do programa de hoje. Agora 8:59, a gente segue então para as considerações finais. Rafael, quero agradecer demais a sua apresenta, a sua presença, aliás, perdão, as suas reflexões, né, e compartilhar o conhecimento, nos orientar. Então, foi uma satisfação receber você aqui hoje. Muito obrigada. Obrigado pelo convite, obrigado a todo mundo que assistiu. Se precisar, busque ajuda. Temos tratamentos eh bastante atualizados sobre o tema, então não é necessário permanecer sofrendo. É verdade, né? A gente precisa de entendimento e se precisar busque ajuda. Não hesite em buscar ajuda. Não fique com vergonha. Eh eh acho que comunicação, a gente precisa falar e dar eh nome, né? a nomear os nossos sentimentos paraa gente poder ter um entendimento melhor. Doutora Patrícia, muito obrigada pela sua participação, pelas contribuições compartilhadas com a gente, eh, pelas orientações no programa de hoje. Gratidão. Eu que quero agradecer. Esse é um tema muito interessante. A gente poderia ficar aqui ainda falando sobre isso. Quero só ressaltar que o sono também é muito importante. Não apenas dormir toda a noite, mas sentir que você acorda descansado. Então, muitas vezes isso também é uma questão que as pessoas não dão valor necessário. E sobre tratamento, a gente tem uma gama de outras coisas aí, não sei se vocês já ouviram falar de neurofedback, de aparelho. Então, a medicina, a psiquiatria evolui muito e a gente tem a tecnologia ao nosso favor. Muito bem. Nossa, gente, fechando aí a semana com chave de ouro, com bastante ensinamento, né, muito conhecimento e informação pra gente. Hoje nós falamos de procrastinação, né, os tipos de procrastinação. A gente lembra você que procrastinar faz parte da experiência humana. O problema não está em adiar uma tarefa de vez em quando. O desafio surge quando o adiamento vira um padrão e começa a limitar escolhas, comprometer objetivos e gerar os sofrimentos. Talvez a pergunta mais importante não seja por eu deixei para depois, mas sim o que eu estava tentando evitar naquele momento em que eu deixei a determinada ação para depois. Entender essa resposta pode ser o primeiro passo para mudar a relação com o tempo, com as responsabilidades e também com nós mesmos, tá? Quero agradecer então você mais uma vez, aos nossos convidados. Quero te lembrar que a programação de final de semana da TV Câmara Campinas está excelente, feita com muito carinho e muita, muito profissionalismo de toda a nossa equipe do grupo, mais especialmente para você. Ao meio-dia, Câmara Notícia com Gabriel Castro hoje. Então, fique por dentro de tudo que acontece no legislativo e também aqui na cidade de Campinas. E na próxima edição do estúdio Câmara nós vamos falar sobre um comportamento cada vez mais comum na nossa vida moderna, né? Você já teve a sensação de estar vivendo no piloto automático? Pois é, uns procrastinam, outros estão no piloto automático e nem percebem que a vida está indo, que está correndo o tempo, cumprindo tarefas, seguindo rotina, chegando ao fim do dia sem perceber. para onde o tempo foi? Então, na próxima semana, a gente discute como a falta de consciência sobre o próprio tempo pode afetar relacionamentos, trabalho, saúde mental e qualidade de vida. Então, não perca, nós te aguardamos de segunda a sexta, a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas e ao nosso estúdio Câmara, trazendo sempre questões comportamentais que nos ajudam aí a aliviar o nosso dia a dia. Um grande abraço para você, bom fim de semana. Se cuide e até segunda, se Deus quiser. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] Antes de qualquer característica [música] física, sensorial ou intelectual, existem histórias, talentos e sonhos. Quando enxergamos primeiro a deficiência, [música] deixamos de reconhecer isso. 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