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Bom dia a todos e todas que acompanham a Câmara de Vereadores de Campinas pelos nossos canais de comunicação, pelo Facebook, pelo canal da TV Câmara, eu sou o vereador Pedro Tourinho, eu sou presidente da Comissão de Política Social e Saúde e nós iniciamos agora a audiência pública quadrimestral de prestação de contas do Fundo Municipal de Saúde. Eu quero desde já agradecer aqui a presença do Reinaldo, do Fábio, que são técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e da Rede Mário Gatti, respectivamente, e também do Secretário Municipal de Saúde, doutor Carlos de Souza, e do presidente da Rede Mário Gatti de Urgência e Emergência, que é doutor Marcos Pimenta. Essa é uma audiência pública que vai tratar então da apresentação dos resultados financeiros, uma contextualização financeira e também uma contextualização e uma apresentação prevista em lei, ela deve acontecer uma vez a cada quatro meses e a gente tem tido então esforço para divulgar e tornar esse espaço aqui um espaço aberto para que as pessoas possam também tirar suas dúvidas a respeito da saúde e tudo mais. então quem quiser conversar conosco pode entrar nas nossas redes sociais, fazer perguntas para que eu possa, avaliando aqui, eventualmente encaminhá-las então para que sejam esclarecidas as autoridades que estão aqui hoje presentes. Como é sabido de toda a população dessa cidade, nós estamos enfrentando aquela que provavelmente é a maior crise sanitária já vivenciada nas nossas vidas, A situação do coronavírus é uma situação dramática no planeta inteiro e no Brasil particularmente assumiu contornos muito dramáticos em decorrência de uma série de decisões de governo que foram assumidas e de condições históricas, sociais, da nossa estrutura pública e isso tem infelizmente levado dezenas de milhares de brasileiros à morte. A gente tem ainda tido muita dificuldade para produzir um alinhamento e um entendimento comum no país como um todo, no estado de São Paulo e até mesmo na cidade de Campinas a respeito do que são as medidas necessárias e adequadas. E é claro, isso também vai ser tratado aqui nessa discussão, evidentemente, se tratando de um problema de saúde que atravessa a vida pública da cidade como um todo. Então eu peço para quem estiver nos assistindo que acompanhe as apresentações e após as apresentações certamente a gente vai poder conversar com as autoridades para esclarecer todas as dúvidas importantes a respeito da gestão da saúde na cidade. Então de novo muito obrigado a todos pela presença aqui nessa reunião. Quem vai iniciar a apresentação aqui hoje vai ser o Reinaldo que é diretor do Fundo Municipal de Saúde e vai apresentar um balanço financeiro da Secretaria Municipal de Saúde. quero agradecer pela tua presença, Reinaldo, e já conceder a palavra ao Reinaldo para que ele possa iniciar, então, os trabalhos. Eu estou vendo ele ali falando com o Fábio, ali do lado do Fábio. Nós vamos ter a apresentação, então, feita com um PowerPoint, uma apresentação de imagem aqui, mas nós vamos manter sempre o áudio aberto das pessoas que estiverem falando e, na medida que as dúvidas forem surgindo, a gente vai conversando aqui pela transmissão remota, tá bom? Muito obrigado, então, Reinaldo, a palavra está com você. E o Fábio também, mas, no princípio, o Reinaldo é que vai começar. Reinaldo, está com a palavra. Bom dia a todos. Para ficar mais tranquilo a apresentação, é uma coisa um pouco diferente, né, Pedro? Eu quero cumprimentá-lo, então, agradecer o espaço da gente fazer a apresentação do primeiro quadrimestre de 2019. Quero cumprimentar a todos os munícipes que estão nos ouvindo pela TV Câmara e aqueles que estão nos dando apoio aqui. nós estamos aqui num momento um pouco diferente, mas mantendo todos os critérios de segurança, né, para apresentação, distanciamento, vamos tocar então. Então, a apresentação ela ela Fabinho, para mudar aqui. Só um minutinho, gente, estou me adaptando aqui, não dá para enxergar direito. Ela ficou muito grande na tela. Eu vou cancelar o meu compartilhamento, ele compartilha daqui, que daí ele consegue ver a tela inteira dele melhor. Nossa, tá, né? Isso. Beleza, você vai apertando aqui para passar o painel, aparece uma setinha. Bom, seguindo, desculpa aí a adaptação aqui, mas é o primeiro quadrimestre de 2020, despesas acumuladas, nós estamos cumprindo a emenda constitucional e a lei 141 de 2012, onde o mínimo da aplicação constitucional é 15%, mas a nossa lei orgânica remete a 17% de aplicações mínimas em saúde no município de Campinas. Essa é a fórmula já bastante conhecida, de como se dá essa transferência, as despesas direta e indireta do município de recurso próprio pelos impostos constitucionais estabelecidos, então, na lei complementar. Nesse período, nós arrecadamos 1 bilhão 606 milhões e 74 mil de receitas federais, municipais e estaduais distribuídas. Nas municipais, 1 bilhão e 38 milhões, da transferência da Unimão, 26 milhões e 251 mil e das transferências do Estado, que é o ICMS, IPVA, R$ 541.153.000. Então, esse total perfaz R$ 1.606.074.000. No total dos recursos vinculados, entre a atenção básica, R$ 17.918.000, a vigilância sanitária, R$ 1.779.000, a média alta complexidade, R$ 93.728.000, assistência farmacêutica, R$ 2.347.000. Aqui nós encontramos já o coronavírus, a gente pôs lá que é o repasse para o Ministério fez nesse período de janeiro a abril para combate que o município usasse no combate à pandemia de 37 milhões 521 mil reais de recursos federais para o combate. Então, no total do recurso federal nesse período, com o adicional dos 37 milhões, foram 152.686.000. Por repasse fundo a fundo também, da fonte do Estado, mas que vem via fundo a fundo, foram mais 17.745.000. aqui nesse na questão do Estado do Estado também para o combate ao Covid-19 14 milhões 329 milhões mil é a segunda linha também esse recurso veio adicional ao combate do Covid-19 aqui a gente tem um destaque a fazer os repasses regulares do Estado que é dose certa primeira linha, glicemia e convênio Mário Gatti, aquele convênio que nós temos há alguns anos, que ainda não foi renovado, deixou de vir, então está atrasado aqui, dose certa, glicemia e o convênio do Estado. Então nós recebemos nesse quadrimestre quase que o mesmo valor em função da ausência desses recursos. Aqui, o Fabinho é o que está mais atrasado, nós aqui só tinha a dose certa quando teve essa, até abril, mas em maio recebemos mais um pouco da glicemia, mas estamos em vias de finalizar o convênio do Ouro Verde com outros valores, aí o Fabinho pode esclarecer, o doutor Marcos Pimenta aqui presente, que estão à frente da renovação desse convênio, da continuidade desse convênio. Então, o total recebido de recursos vinculados no primeiro quadrimestre, demanda da monta de R$ 171 milhões e R$ 42 mil. Aqui são as despesas da administração direta, ou seja, a rede e a autarquia estão apartadas, nós vamos mostrar no segundo slide. E nós fizemos aqui esse quadrimestre, em conjunto com a rede, a questão de tirar a folha do Mário Gatti e atribuir ela à rede Mário Gatti. Então, vocês vão perceber que deu um percentual diferente dos gastos com o pessoal. Então, nós gastamos com o pessoal na administração direta R$ 115.126.000,00, que equivale a R$ 41,56 da despesa. Consumo R$ 12.590.000,00, prestadores conveniados R$ 99.558.000,00, percentual de 35%, quase 36% da nossa despesa. em serviços R$ 46.543.000,00, obra R$ 869.000,00, equipamentos e materiais permanentes R$ 1.555.000,00, indenização e restituições R$ 743.000,00. A nossa pizza, só para demonstrar como é que a nossa despesa se enquadra, Então, pessoal e prestadores são os nossos maiores gastos, mas vejam como fica quase que dividido, o que nós gastamos com o pessoal com convênios, serviços 17%, consumo 4% e equipamentos e material permanente 1%. Já nas despesas da rede, a rede gastou 150 milhões 924 mil e a rede aqui são os dois hospitais nossos, Ouro Verde e Mário Gatti e todos os PAs e a despesa com o SAMU, toda a alta complexidade ela está demonstrada nesses gastos e depois pode ser aberta se assim for e pelo Fabinho, pelo Fábio que está aqui presente. Então, pessoal, encargos, 83 milhões, equivale a 55% dos gastos, consumo, 15 milhões, 10,20%, serviços, 51 milhões, 394 mil, 34%, obras, 262 mil, equipamentos, 15 mil, indenizações, 754 mil. O total então da despesa direta e indireta, ou seja, a despesa de todas as unidades básicas, a despesa da Secretaria de Saúde com a rede de urgência e emergência, R$ 427.911.000. Pessoal equivale a 55% das nossas despesas, serviços 34% e consumo 10%. Nós aqui temos separado todo o gasto por fonte de recurso, vale salientar que o que demanda na lei é o gasto do município que é a primeira coluna. Então, a administração direta 178 milhões e 26 mil, mais a administração indireta 135 milhões e 309 mil, e aqui tem todas as despesas da administração indireta na penúltima linha, num total de 313 milhões e 336 mil. dividido por cada uma das suas colunas, consumo, prestadores conveniados, serviços, obras, recursos próprios. No Estado, 2.467.000, tanto na administração direta como na indireta. E aqui vocês vejam que cai muito, porque nós deixamos de receber recursos do Estado, tanto dos recursos regulamentares quanto do convênio. Então, total de 6.965.000 liquidados com recursos da fonte estadual. Federal, de pessoal tem uma parte, 7.800.000, em consumo 6.400.000, Prestadores de serviços, 63 milhões e 30, serviços, 8 milhões, num total, então, de 86 milhões e 748 mil da administração direta, mais 18 milhões e 290 mil da administração indireta. Total de gastos, 105 milhões e 38 mil. Recursos próprios, tanto nosso, que aqui entra o devisa e lá do Mário Gatti, eles têm alguma fonte de recurso apartada lá, R$ 197.823,00. Em emendas, nós liquidamos com recurso de emendas, no caso aqui federal, R$ 1.593.000,00. Outros valores, R$ 106.000,00. A administração indireta aqui é o que liquidou com o Covid, pois veja, nós recebemos recursos de quase 50 milhões e só liquidamos até abril 673 mil, é assim, mas os recursos estão todos alocados, eles estão aguardando principalmente aquilo que demanda de maior gastos que foram em abril e março, que é a contratação de leitos com os hospitais, tanto da nossa rede, que é a ampliação dos leitos da nossa rede, Ouro Verde e Mário Gatti, quanto da contratação de demais hospitais. Então, esses gastos, a partir de maio e junho, que é quando efetivamente começamos a pagar, ele vai subir substancialmente. Então, no total geral nosso, entre recursos próprios, estaduais, federais, o Covid, liquidados até abril de 2020, abril de 2020, acumulado, janeiro, abril, 427.911.000. Aqui, pelas nossas liquidações, o municipal demanda 73% dos gastos com a saúde no município de Campinas, vem da fonte do Tesouro, sempre deixando é claro a participação do município na saúde de Campinas e diria que na saúde como um todo, isso não é uma questão só do nosso município, infelizmente as nossas despesas estão centradas no municipal, Não era um pensamento inicial de 2000, quando começou a estipular valores mínimos e descolou-se muito aquilo que o município investe com os outros entes. Nós aqui, por ser uma fonte importante, sempre colocamos todos os prestadores numa segunda despesa muito relevante para o município, que é os nossos convênios. Convênios esses que estão aqui todos os nossos hospitais, Os hospitais conveniados agora Porque praticamente toda a rede está separada agora E o Fabinho pode demonstrar quanto foi o gasto de cada um dos nossos hospitais Mas aqui tem, por exemplo, Aputo, 49 milhões e 26 mil Cândido Ferreira, 23 milhões e 629 mil Beneficência Portuguesa, 4 milhões e 924 mil a maternidade 13.719.000 e a irmandade 4.370.000, esse é o nosso complexo hospitalar, nós vamos enxergar na próxima administração alguns hospitais que nós fizemos convênios ainda, que vai aparecer a liquidação, que é o metropolitano, mas ainda em abril não tinha liquidação, isso por Covid, vejam que aqui ainda não tem, está lá a fonte federal e fonte municipal, Praticamente são os valores conveniados, a partir do momento que começarmos a liquidar com recursos que vieram de emenda, que vieram para o combate do Covid, nós vamos ter que adicionar uma coluna para deixar transparente aquilo que liquidamos de Covid federal ou de Covid estadual. Com o percentual, que é a primeira coluna de total das nossas despesas, que é R$ 313 milhões só de recurso próprio, com as receitas atribuídas pela lei complementar, nós chegamos a um índice de 19,51, acima dos 17% estipulado pela nossa lei orgânica. No primeiro quadrimestre, que é o quadro de baixo, o primeiro quadrimestre de 2019, de 18,34 e no primeiro quadrimestre de 2020, 19,51. Aqui demonstra desde quando foi atribuída a emenda constitucional em 2000 até a presente data, nós sempre nos pautamos por percentuais acima do mínimo atribuído tanto na emenda quanto na lei orgânica do município. Esse é um quadro que cada vez ele vai, cada vez ele se mantém sempre em ascendência, ou seja, que é o descolamento do orçamento praticamente atribuído à saúde com relação à inflação atribuída no mesmo período desde 2020. Nós até 2005, mais ou menos, até 2007, mais ou menos equilibrado, mas aí a partir de 2007, nesses últimos 13 anos, um descolamento total da inflação com os orçamentos necessários e aí atribuído. Como há um descolamento do repasse, os gastos ficam evidentemente aqui mais atribuído ao tesouro dos municípios, no nosso caso específico. Aqui terminamos a apresentação, estou à disposição para esclarecimentos, os telefones do fundo municipal, e aí vou pedir ajuda aqui só para retornar a tela. Bem, Reinaldo, vocês estão me ouvindo, pessoal? Estão me ouvindo? Bem, quero agradecer ao Reinaldo, eu estou aqui com um participante extra aqui, como tanta gente que está fazendo home office, acaba que tem participações extras de convidados que estão sempre em casa, né? Esse aqui é o Caio, que está do meu lado. Bem, pessoal, quero agradecer ao Reinaldo, então, pela explanação Acho que é muito importante a gente saber precisamente como é que está a situação financeira Da saúde no município nesse momento E eu já quero adiantar e passar a palavra para o Fábio Com o combinado de que a gente vai fazer as perguntas posteriormente às apresentações, ok? Então, Fábio, você tem a palavra para falar em nome da rede Mário Gatti de Urgência e Emergência. Fique à vontade. Papai, eu quero um jogo. Não, Cacá, agora não tem jogo. Papai está trabalhando. Bom dia a todos. Primeiro, cumprimentar a mesa, cumprimentar o Torinho, que está aí em casa fazendo esse exercício de transparência, demonstração das contas públicas, a apresentação de contas do Mário Gatti, ela é um complemento à apresentação de contas que o Reinaldo acabou de apresentar, ela é uma obrigatoriedade a partir da lei 2473 de setembro de 19, O modelo de apresentação aqui é para deixar claro aquelas despesas que o Reinaldo apresentou como despesas da rede Mário Gatti, abrir essas despesas entre que fonte de recurso fez cada uma daquelas despesas e em que unidade foi feito esse gasto. Inicialmente, eu vou mostrar a receita da rede Mário Gatti. As receitas da rede Mariogat são quase que exclusivamente provenientes de recursos repassados do fundo municipal, seja via convênio federal e estadual, seja recurso do tesouro e tem uma pequena parcela que ela é de 1% do total, que é uma receita que a rede recebeu diretamente. Sendo que desse repasse que a rede recebe para fazer suas despesas, 27% são recursos estaduais e federais, 22% são recursos que vieram exclusivamente para o combate ao Covid e 51% recursos do Tesouro. Aqui, na segunda pizza, a gente já observa, como o Reinaldo comentou, que o repasse do Estado, aquele convênio vigente, o repasse foi um tanto menor por conta de que o convênio está temporariamente suspenso. aqui estavam as receitas o total de 126.559.772 reais esse foi o montante que foi repassado para a rede ao todo nos quais 51% como já 50% como já havia informado são recursos do tesouro E agora, olhando para as despesas por unidade, do total gasto dos 158 milhões de despesas feitas pela rede Mariogat no primeiro quadrimestre, 37 milhões 893 foram feitas na unidade do complexo hospitalar do Ouro Verde, o que representa 23,85% do total. O hospital Mário Gatti, a unidade hospital Mário Gatti da rede Mário Gatti, teve um gasto de 69.383.000, representando 43,67% do gasto total da rede. Os PAs e o SAMU, um gasto de 30 milhões, 874, representando 19%, e a unidade administrativa teve um gasto de 20 milhões, que representa 13% do todo. Essa unidade, além da administração da rede, ela também representa as compras de medicamentos que são distribuídos para cada uma das unidades. A compra é feita de forma centralizada e distribuída. Para olhar por natureza da despesa agora, a despesa de pessoal da rede Mariogat, 53.386.000 na unidade hospital Mariogat, essa despesa é a despesa que o Reinaldo comentou que na apresentação dele, ela foi retirada da apresentação dele como um gasto da secretaria, ainda que no orçamento ela permaneça na secretaria, mas como é uma despesa destinada ao Hospital Mário Gatti, nada mais correto do que ela ser apresentada aqui. O total de despesas de pessoal representou 52% do total de despesas, As despesas com serviços, 59.337.000, representam 37,35% do total de despesas, cabe aqui destacar a despesa com serviços na unidade Ouro Verde, onde tem serviços médicos alocados ali. A despesa com materiais de consumo, 15.398.000, a maior parte delas feitas na unidade administrativa, a rede, que é aquela despesa que eu comentei, que todas as compras de medicamentos são feitas na rede, no almoxarifado, administrativamente, e depois são redistribuídas. Aqui, só uma demonstração do total de receita, 126 milhões, os restos a pagar do ano anterior são 40 milhões e 88 mil, mais as despesas que a rede de fato arcou, aqui estão excluídas as despesas de pessoal que a Secretaria de Saúde pagou, 74 milhões e 592 mil, dando resultado financeiro, neste momento, de 11 milhões e 878 mil. Aqui termina a apresentação, eu queria só salientar aquela questão das despesas com Covid, elas ainda não aparecerem nesse primeiro quadrimestre, mas no segundo quadrimestre elas vão apresentar aqui com um caráter bem expressivo por conta da sua multa. Agradeço a todos. Muito obrigado, Fábio, a apresentação sucinta, mas traz para a gente o que a gente precisa, só já depois te adianto, se você já tiver alguma prévia, mais ou menos de quanto que já veio e quanto que estima-se, quanto que veio para a questão do COVID seria muito interessante para que a gente pudesse ter pelo menos uma prévia se você tiver alguma informação depois sobre isso, eu agradeço se você puder trazer Mas, para a gente cumprir aqui o nosso rito, uma vez agradecendo você e ao Reinaldo pelas apresentações, eu já faço a palavra ao secretário municipal de saúde, Carmino de Souza, para que ele possa fazer a apresentação do RDQA e o relatório dos indicadores, para que a gente possa ter mais informações também sobre os indicadores e a situação de saúde do município. Então, Cármen, você, por favor, fique à vontade para usar a palavra. Bom dia a todos. Antes de começar, gostaria de fazer uma saudação a você, Pedro, presidente da Comissão de Saúde, agradecer a oportunidade ao meu colega Marcos Pimenta, presidente da Rede Mário Gatti, que me acompanha aqui. Nós hoje somos os responsáveis por cuidar desse momento difícil da saúde aqui no município de Campinas Queria agradecer a presença dos nossos diretores, o Reinaldo, a Sandrinha que estão aqui O Fabinho do Mário Gatti, dois colegas do DGDO que estão aqui, que ajudaram muito Como o Assírio Jorge, e nós temos alguns diretores que estão remotamente conosco o diretor do DEVISA, DS, do DEAR e do DGETES, que não puderam estar aqui, mas estão remotamente nos acompanhando. É um momento diferente, este vocês vão ver que o primeiro RDQA, ele tem dois meses praticamente sem nenhuma influência do COVID, que é janeiro e fevereiro, e depois dois meses já com uma influência importante da epidemia, ela vinha chegando, havia toda uma preocupação de que pudesse chegar a Campinas, a gente sempre disse que chegaria de alguma maneira, e depois toda a influência no nosso dia a dia. Eu costumo dizer que hoje nós temos duas secretarias, nós temos uma secretaria de saúde, que cuida de tudo, que sempre cuidou e tem que continuar, talvez em algumas áreas com um ritmo um pouco menor, por até redução da capacidade operacional para fazer tudo, e uma segunda secretaria, que é a Secretaria do Covid, onde todos os dias, sem exceção, nós fazemos uma gestão compartilhada de todos os nossos problemas ligados ao Covid. Pode ser que alguém que esteja nos assistindo imagine que no começo nós tenhamos exagerado no sentido do isolamento ou do distanciamento social, mas eu quero dizer a vocês que isso foi crítico, fundamental, para que nós pudéssemos nos organizar. Se a epidemia chegasse como ela é hoje, no mês de março, ou mesmo no começo do mês de abril, nós não teríamos a mesma estrutura e a mesma condição operacional que nós temos hoje. Hoje, até o momento, nós temos administrado essa epidemia de maneira muito responsável, de maneira muito efetiva, tanto que, certamente, com todas as nossas eventuais dificuldades, tenho certeza que nenhum cidadão de Campinas, nenhum paciente de Campinas, deixou de ter acesso e ter um acesso com qualidade na cidade. O planejamento que foi feito lá atrás ele vem sendo gradualmente incorporado, a gente sabe que você não pode assumir encargos contratuais ou encargos porque isso gera despesa automática, então nós temos administrado o nosso dia a dia fazendo sempre com que haja uma capacidade do sistema de atender a todos os pacientes que precisam. A cidade de Campinas é uma cidade complexa, é uma cidade que tem um conjunto de equipamentos estadual, municipal e privado, e isso tem que ser analisado em conjunto e tem que ser analisado na ótica da região metropolitana. Hoje, praticamente 100% de todos os equipamentos estaduais dentro do complexo do HC e também do AME só tem pacientes da região metropolitana, praticamente não existem pacientes de Campinas nesses aparelhos, muito pouco se tiver alguém. No campo privado é a mesma coisa, os hospitais de Campinas, dentro dos seus planos de saúde, também atendem pacientes de planos de saúde, como a Unimed, a Mil, convênios de bancos e assim por diante, independente de pacientes. Nós temos informação de pacientes que vieram do norte e do nordeste e foram atendidos. Aí precisa vir o Lula para dizer, olha, esse porra vai ser o candidato, ou não vai ser o candidato. Tem algum microfone aberto aí, por favor? Obrigado, obrigado. E é o município que tem arcado com toda a assistência do nosso município, é nossa obrigação, não tem problema nenhum. O SUS é um sistema único, quero deixar bem claro Mas essa partilha, de certo modo, na prática vem acontecendo E nós temos tido, em primeiro lugar, uma expansão controlada do nosso sistema municipal Os nossos hospitais hoje, praticamente estão todos eles dedicados ao Covid O Ouro Verde e o Mário Gatti com uma disponibilidade muito grande Depois o Marcos pode explicar um pouco melhor Um convênio que fizemos com a Casa de Saúde também é exclusivo COVID. E aí nós compartilhamos em outros hospitais as outras demandas. O nosso hospital da PUC hoje é o grande hospital de retaguarda para não COVID. Porque a vida segue, as cirurgias de grande porte, os tratamentos oncológicos seguem, as cirurgias cardíacas seguem. Então, é um desafio, porque nós temos hoje duas secretarias, uma da Covid, que não tem dúvida que tem que trabalhar quase todos os dias, e todo o restante. Bom, mas o que eu vou mostrar aqui não é a administração do Covid. Outro dia nós tivemos uma audiência pública aqui na Câmara, presidida pelo presidente Marcos Bernardelli, tivemos a oportunidade de conversar, e se for interesse da Câmara, a gente pode voltar e fazer uma discussão novamente, praticamente exclusiva do Covid, e isso é necessário, Pedro, porque a dinâmica do Covid é tão grande que praticamente o que nós conversamos de manhã à tarde pode ser diferente, o que nós conversamos à tarde no outro dia pode ser diferente, tamanha as adaptações e os ajustes que nós temos que fazer em todas as áreas, seja na área da vigilância, na área do Departamento de Saúde e assim por diante. Então eu vou mostrar o nosso primeiro RDQA, alguém coloca compartilhar, ok. Ok. Eu acho que não está sendo projetado. Ah, tá. Ok. Bom, então, é um pouco longo isso, eu vou tentar ser rápido, mas eu acho que a nossa obrigação de mostrar tudo e é de lei nos faz fazer uma apresentação um pouco longa. Então, vocês sabem, esse é um instrumento de monitoramento para vocês da Câmara, que são o órgão de controle legislativo sobre nós e toda a comunidade ter acesso. Então, vocês sabem, essa é a estrutura do Plano Municipal de Saúde, que é distribuído em eixos, o eixo de acesso aos serviços de saúde, integralidade da atenção à saúde, promoção e prevenção gestão do trabalho gestão compartilhada e controle social e apoio logístico todas as diretrizes que explicitam os eixos todos os objetivos são 13 e os indicadores são muitos indicadores e eu vou mostrar alguns que hoje me deixam muito contente porque mostra que a cidade continua funcionando independente da pandemia aqui estão os eixos interligados, e é aquilo que eu falei no começo da minha apresentação, é que a COVID trouxe um novo cenário, inclusive um novo cenário para a nossa apresentação do RDQA. Então, esse primeiro RDQA, certamente ele é influenciado pelo enfrentamento da COVID. Pode ser que alguns indicadores não estejam ainda definitivamente compilados e pode ser que haja alguma inconsistência por conta disso e que vai ser corrigido no segundo e no terceiro ou no relatório de gestão anual que vai ser feito já por uma outra administração, mas sem dúvida a partir de março o Covid interferiu de maneira importante na nossa vida. Esse era o momento do último dia da Covid, então vocês têm aqui o último dia de abril, então naquele momento nós tínhamos 292 casos com 14 óbitos. Esse era o momento do fim do primeiro RDQA. Bom, vamos falar agora de atenção primária, essa é a cobertura populacional de equipes da saúde da família, nós temos uma meta de crescimento, isso nós discutimos anteriormente, conseguimos crescer um pouco, poderíamos ter crescido mais, não fosse algum bloqueio ou algum retardo de incorporação, principalmente de pessoal, por conta da Covid-19. Vocês vão ver que algumas áreas são muito impactadas, por exemplo, a saúde bucal, que é uma área de extremo risco, tanto para o profissional, principalmente para o profissional, foi muito impactado nesse período, mas nós aumentamos as equipes de atenção básica, então a cobertura populacional estimada pelas equipes da saúde da família aumentou um pouco, com o ingresso de profissionais do concurso público. o programa Mais Médicos que acho que o Pedro participou de algumas reuniões, um sucesso nós estamos hoje com 46 residentes em saúde da família e comunidade, que é uma quantidade importante o programa Mais Médicos pelo Brasil que nós esperávamos que fosse descontinuado, na verdade não foi, ao contrário, nós recebemos ainda 23 médicos então pudemos manter e aumentar a nossa capacidade. Importante a participação aqui, eu quero lembrar, da Unicamp, da PUC, São Leopoldo Mandic e da Rede Mário Gatti, nessa ampliação do programa Mais Médicos Campineiros. Eu acho que isso é um legado que tem que ser preservado. O ano que vem nós podemos até fazer concurso para mais 60 médicos residentes. Esse ano a gente conseguiu 46, o que é um sucesso retumbante nessa área da saúde da família e comunidade. Foi contemplado o pleito de extensão da carga horária em 14 centros de saúde e foi criado uma figura chamada gerente de unidade básica, que não existia, com repasses do governo federal. Bom, aqui a saúde bucal, que é aquilo que eu acabei de falar, houve uma redução da saúde bucal, nesse meio ligado a meu ver, nós inclusive seguramos a convocação de um grupo de dentistas e seus auxiliares por conta da Covid, eles estavam no nosso planejamento, estão ainda, então logo a gente tem uma melhora desse cenário e nós vamos convocar. Aqui a exodontia que aumentou um pouco, praticamente as nossas equipes de saúde bucal estão trabalhando exclusivamente na urgência e emergência dessa área. Então houve um pequeno aumento do número de exodontia em virtude dos procedimentos que diminuíram e aí você acaba tendo as agudizações. Nós tivemos 1.020 extrações em cerca de 5.200 consultas aproximadamente nesse primeiro quadrimestre. aqui nós temos o programa da Bolsa Família esse é outro marcador que eu realmente ele é cumulativo ao longo do ano a gente ainda pode mudar isso mas a gente não tem muita clareza eu pelo menos não tenho muita clareza sobre a influência dessa epidemia, daquele auxílio emergencial sobre a questão do Bolsa Família então eu acho que esse é um indicador que a gente vai ter que entender melhor como é que ele vai se comportar quando essa pandemia passar, como é que nós voltaremos aos indicadores anteriores. O ano passado a gente evoluiu, chegamos a um percentual bastante razoável, de 52%, mas esse primeiro semestre foi de 20%. Como eu já disse, esse é um dado cumulativo, pode ser que a gente resolva isso. então ele é um cálculo semestral, aqui nós estamos fazendo um cálculo quadrimestral, portanto dois terços, entretanto a gente não sabe como vai ficar isso em relação à questão da Covid, já que algumas famílias do Bolsa Família migraram para o auxílio emergencial, aparentemente o valor um pouco maior. A saúde integrativa, a gente vem evoluindo dentro do município, Eu, hoje de manhã, no café com o prefeito, inclusive, teve uma pergunta sobre a questão da homeopatia na COVID e tem um projeto dentro do Departamento de Saúde sobre isso, e isso está sob a governança do Departamento de Saúde e sob a governança do doutor Abrão, que cuida da atenção primária. Mas aqui houve um aumento, a gente esperava aumentar um pouco mais, e aqui estão distribuídas as unidades que têm práticas integrativas. Então, no Distrito Leste, 3 de 7 unidades, no Distrito Noroeste, 4 de 13, Norte, 7 de 10, Sudoeste, 6 de 13 e no Distrito Sul, 5 de 15. Portanto, 43% das nossas unidades tem esse tipo de atividade em saúde. A proporção de medicamentos, eu acho que o ano passado, em 2019, nós começamos o ano com uma falta muito significativa de medicamentos na nossa rede Isso foi sendo melhorado, um esforço enorme do departamento administrativo e do departamento de saúde A Sandrinha está aqui, a gente sabe que a assistência farmacêutica, tivemos uma melhora e nós, no primeiro quadrimestre, pudemos chegar a um percentual bastante bom, de 90% de disponibilidade, e conseguimos ainda fazer compras de maneira que possa garantir, ao longo desse período de pandemia, um suporte à nossa população, principalmente de doentes crônicos, desses remédios. Esta é uma área que me preocupa particularmente porque com toda a crise econômica que nós estamos vivendo e principalmente com a elevação dramática do dólar, mesmo agora abaixo de R$ 5,00, o dólar ainda está muito mais alto do que estava no início da pandemia, onde estava em torno de R$ 3,50, por aí. A gente não sabe como isso vai se refletir na questão dos medicamentos, já que nós sabemos a nossa dependência muito grande em termos internacionais, mas eu diria que nós estamos neste momento com uma quantidade regular de medicamentos, conseguimos abastecer uma área difícil que é a área de saúde mental, talvez uma ou outra coisa possa estar faltando, mas na média nós atingimos um nível de assistência farmacêutica muito adequada, principalmente nesse momento de grande crise de saúde. Esse resultado, então, é devido a um conjunto de elementos, de procedimentos internos da administração nossa e as entregas de fornecedores, nós temos muita dúvida se os fornecedores iriam entregar, nós tivemos no início da pandemia uma grande especulação, seja em remédios, seja em insumos, mas felizmente a gente conseguiu ter um abastecimento, eu acho que dentro de uma economicidade correta. Bom, aqui são as internações sensíveis à atenção básica, esse é um programa que o Distrito Sul e o Mário Gatti já tem há algum tempo e que nós conseguimos manter, curiosamente, a gente esperava, pode ser que esse fator mude no próximo RDQA, mas nesse primeiro, com a influência de dois meses da COVID, nós não tivemos uma piora, vamos dizer, desse indicador em relação ao que a gente tinha como meta e aquilo que a gente tinha no ano passado. Então o total de internações sensíveis à atenção básica foi em torno de 1.150, de um total de internações clínicas de 5.400, então essa é uma meta parcial, obviamente a gente vai ter que esperar, E o que nós percebemos é que alguns dados, uma redução de infecção no trato urinário e doenças inflamatórias pélvicas nesse período, outros indicadores como anemias, infecções, etc., tiveram um ligeiro aumento que a gente vai ter que acompanhar nos relatórios subsequentes. Essas são a taxa de mortalidade de pacientes jovens, pacientes de até 69 anos, mostrando uma taxa inferior ao do ano passado. São doenças crônicas não transmissíveis, doenças do aparelho circulatório, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. O que está colocado aqui é o nosso sentimento, que pode haver alguma subnotificação desses dados. Lembrar que a COVID desorganizou um pouquinho o sistema de informações, de modo que alguma coisa, pode ser que a gente no futuro, em análises agora mais focadas, a gente possa ter um número um pouco maior do que esse, mas esse é o número que a gente conseguiu recuperar do nosso sistema de informação. Aqui é a proporção de tuberculose com confirmação laboratorial, o indicador é igual de 2019, vamos ver se é um dado anual, mas entre os casos novos de confirmação laboratorial no ano passado, cerca de 60% evoluiu para cura, 10% abandonou o tratamento, em torno de 4% para óbito, e nós temos ainda 30% do ano passado em tratamento com esquema tríplice para tuberculose. Aqui a proporção dos casos com HIV e tuberculose, 93% dos casos, e a implantação do teste rápido de HIV em todas as nossas unidades contribuiu para o cumprimento desta meta. Vocês sabem, duas doenças oportunistas, HIV e tuberculose, e 93% já realizaram o exame para HIV, pacientes com tuberculose. Aqui a proporção de novos casos de ranceníase. Aqui tem um dado curioso, em 2018 foram diagnosticados 10 casos, no ano passado foram só 3 casos, e este ano, curiosamente, a gente tem um número um pouco maior de ranceníase. Então, em 2020, até o momento, nós já temos diagnosticado nove casos novos de ranceníase, de um total de 32 contactantes. Apenas 12 foram avaliados por hora. Talvez esse maior cuidado no exame clínico e etc. pode ter melhorado. A gente sabe que os jovens médicos aí normalmente não tinham muita familiaridade com a hanseníase. Ela hoje é uma doença relativamente rara, mesmo nove casos numa rede como a nossa, de mais de 100 serviços, é uma doença que pode passar sem que o médico faça o diagnóstico. Bom, aqui nós tivemos uma piora na realização de citopatologia oncótica do colo uterino, houve um impacto importante da COVID, nisso houve uma redução, nós vamos tentar correr atrás nos próximos relatórios, Então esse é um indicador anual, mas a gente já vê que provavelmente a gente não vai conseguir atingir essas metas que a gente gostaria por conta da Covid-19. Eu não tenho esse dado aqui, mas curiosamente, como sucesso eu acho que da política do Papa Nicolau ao longo de décadas, nós o ano passado tivemos um número de casos de morte por câncer de colo uterino muito baixo na nossa cidade, tão baixo que não aparece nas 10 primeiras causas de câncer na mulher a não ser na região noroeste, que é uma região ainda mais vulnerável, onde aparece. Mas isso não quer dizer nada, não podemos baixar a guarda e temos que voltar a fazer o Papa Nicolau, que é um método barato e extremamente sensível e importante, que mudou a história dessa doença no nosso município. Aqui é mamografia, também tivemos uma redução da mamografia. lembrar que a mamografia é abundantemente oferecida no nosso município. Nós temos muitos mamógrafos na área pública e essa redução provavelmente está ligado também à questão da COVID. Vamos ter que correr atrás para melhorar esses indicadores. Também é de avaliação anual e ao longo do ano nós vamos tentar melhorar isso. aqui a proporção de nascidos vivos com mais, com sete ou mais consultas, atingimos a nossa meta de 80%. Desculpem. Então, a ampliação de oferta para profissionais habilitados a realizar consulta de pré-natal, todos aqueles médicos da saúde da família e comunidade que nós mostramos lá atrás, eles vão trazer um impacto favorável nisso, eu não tenho a menor dúvida, além do trabalho que já é feito por enfermeiros e outros profissionais das unidades básicas. Esse é um indicador de gestação em adolescentes Então, meninas de 10 a 19 anos Nós temos mantido um indicador bastante honroso, eu diria Em termos nacionais e mesmo em termos estaduais Mas ele é um indicador de avaliação anual Me desculpem E, nesse primeiro quadrimestre, apresentamos valores inferiores à média do ano passado, que é de 366 partos nessas meninas. O percentual de recém-nascidos na primeira semana de vida, atendidos, esse percentual precisa melhorar. Então, esse dado é fornecido pelo nosso setor de informações e, de novo, ou essa consulta não foi feita ou talvez a informação não tenha sido ainda carregada sobre o nosso sistema de informação. Então, no segundo quadrimestre, nós vamos ter que avaliar este dado. Aqui é o número de testes de sífilis por gestante, 0,60, a nossa meta é de 2. Esse é o indicador anual também, precisamos tomar sempre cuidado. Então, o total de partes de janeiro a março foi de 2.043, os testes rápidos foram feitos em 1.235 e faltam ainda os testes sorológicos feitos pelo laboratório municipal. Os testes rápidos do laboratório municipal precisa haver uma compatibilidade Então existem testes rápidos, por exemplo, HIV e tem sorologia Tem HCV e tem sorologia De modo que isso precisa em algum momento ser somado Para a gente ter uma ideia da cobertura total Uma coisa que nos afligiu muito no ano passado e que felizmente esse ano a gente melhorou de maneira muito significativa é a questão da vacinação das crianças, principalmente a pneumocócica, a pentavalente, pólio e a tríplice viral. Vejam que nós atingimos a meta de cobertura vacinal e a que me deixa muito contente é a pentavalente. A pentavalente o ano passado nós não tínhamos. vejam esse quadro aqui que está colocado em 2019 com 0% porque não tinha, simplesmente vocês sabem que o município ele aplica as vacinas, ele é fiel depositário mas ele não compra as vacinas então quando há um problema de suprimento de vacinas através do Ministério da Saúde nós ficamos na mão e acabamos tendo uma redução de cobertura que é sempre muito ruim para nós mas esse ano melhoramos bastante isso. Esse daqui é a proporção de vacinas relacionadas ao calendário nacional, também é um dado cumulativo, deverá atingir a meta no final do ano, mas nós melhoramos em relação ao ano passado. Então, a avaliação é anual. Algumas coisas eu quero falar importantes. Primeiro, todas as nossas salas de vacina estão informatizadas, vocês vão ver em alguns slides posteriores que a gente renovou a nossa rede de frio, praticamente todas as unidades básicas de saúde estão com geladeiras novas, então nós temos sala de vacinas informatizadas e com rede de frio modernizada. a implantação no sistema ESUS, instabilidade na migração de dados de migração do ESUS para o sistema de vacina foi um problema, tem sido um problema e se considera a possibilidade da baixa cobertura está relacionada a essa mudança de sistemas eu não sei, mas eu acho que para o futuro o Brasil deveria ter um sistema só, para tudo Tudo está dentro do ESUS e que tudo estivesse interligado, porque esses múltiplos sistemas, eles acabam gerando grande dificuldade da gente ter a informação correta. Bom, aqui a proporção de óbitos investigados é um dado também acumulado, ele é melhor do que o do ano passado e provavelmente nós vamos chegar a um número adequado. A COVID também influenciou um pouco, nós tivemos que concentrar grande parte das equipes de vigilância sanitária nas ações da COVID, produzindo textos, protocolos, orientações, etc. E esta investigação de óbitos, ela deverá ser feita, nós temos até 120 dias para fazer isso e certamente faremos. O número de casos de sífilis congênita foi um número maior do que o ano passado, foram 24 casos, no primeiro quadrimestre, então, 82 gestantes com sífilis e 24 de sífilis congênita com dois abortos. Então, as recomendações aqui é maior vigilância neste momento, não deixar escapar isso, porque esse dado não é definitivo ainda, claro, mas nós tínhamos evoluído muito na questão da sífilis, tanto materna como da sífilis congênita, e não podemos perder isso. A proporção de óbitos infantis e fetais, nós avaliamos aqui um número um pouco maior do que o ano passado, é cumulativo também, estão sendo realizadas essas investigações, contudo, de maneira um pouco desacelerada pela razão exatamente que nós falamos anteriormente. Esse é uma coisa espetacular, a meu ver Nós não tivemos morte materna no primeiro quadrimestre Tomara que nós tenhamos isso mantido É quase impossível Mas não tivemos morte materna E vocês vão ver que a gente teve também Uma mortalidade infantil bastante baixa Então, não houve ocorrência de morte materna em mulheres residentes em Campinas de janeiro a abril de 2020. O número de equipamentos comprados à atenção básica, isso daqui vocês vão até dar risada, porque isso foi programado tudo em 2018, 2019, e aí chegou tudo de uma vez. Então, você tem quase 3.500 equipamentos que chegaram no primeiro quadrimestre. Claro que para chegar no primeiro quadrimestre, todo o processo licitatório anterior tinha sido feito anteriormente, e chegaram em quantidade importante. Aqui tem uma meta, essa meta não é à toa, provavelmente isso já está calculado com os processos que estão em andamento, e provavelmente a gente vai chegar na meta de reequipar a atenção básica de maneira importante durante esse ano de 2020. Aqui são as obras de atenção primária, nós entregamos neste primeiro quadrimestre dois equipamentos muito importantes e grandes, duas reformas enormes, que é o da Vila Costa e Silva e do São José. O São José é o nosso maior centro de saúde, ele tem mais de 2 mil metros quadrados, tem três andares, tem elevador, tem área de imagem, radiologia, ultrassom, e ele passou por uma reforma imensa e hoje ele está de novo funcionando. Nós entregamos ainda o Esmeraldina, que começou a funcionar nesse primeiro quadrimestre também. Esses dois a gente considerou em operação nesse primeiro quadrimestre. Vamos falar um pouco de média e alta complexidade. a razão de procedimentos de média e alta complexidade na população de Campinas em relação ao ano passado não mudou, isso era esperado que talvez a gente tivesse ou talvez tenhamos ainda uma piora em relação ao ano passado por conta da Covid-19. Então o total de procedimentos de média complexidade foi em torno de 6.200, em fevereiro de 2020 com a renovação do novo contrato da PUC nós ampliamos a oferta de exames para retaguarda do laboratório municipal então alguns exames complementares importantes e sofisticados foram aditados e o hospital da PUC ampliou a sua atividade como hospital de apoio ao nosso hospital municipal e alguns exames. Uma outra atividade interessante foi a recomposição da equipe do Centro de Saúde do Santos Dumont, com um médico endocrinologista, um assistente social, um psicólogo, a fim de possibilitar a habilitação desse centro de saúde como um serviço ambulatorial para acompanhamento ao processo transexualizador e implementar o fluxo de atenção. Então, este centro de saúde nosso passou a ser o nosso centro de referência no município de Campinas para o atendimento desses cidadãos, dessas pessoas. A razão de procedimentos selecionados de alta complexidade, isso ambulatoriais de alta complexidade, ele está um pouco superior ao do ano passado, vamos ver como se comporta ao longo do ano. Então foram 26 mil procedimentos de alta complexidade, uma coisa que o Marcos talvez possa daqui a pouco complementar é que a oncologia se regularizou muito com parcerias através do Hospital Mário Gatti, tanto na radioterapia como na quimioterapia, nós ampliamos o quantitativo de hemodiálise, terapia renal substitutiva, ampliamos, isso daí foi feito com a PUC, com a Beneficência Portuguesa, então ainda não temos a habilitação da radioterapia da PUC de Campinas, que poderia ajudar bastante, principalmente, o Hospital Mário Gatti. E ainda precisamos trabalhar para efetivar alguns procedimentos que a Covid acabou dando uma segurada com a polisonografia, eletroneuromiografia dentro do Hospital Ouro Verde, isso certamente será feito. A razão de cirurgias de média complexidade, nós mantivemos no primeiro quadrimestre, apesar da Covid, esse é o indicador anual, vamos ver se a gente consegue manter. A razão de internações cirúrgicas de alta complexidade, nós tivemos alguma redução nisso, E a recomendação é otimizar as ofertas destes serviços próprios e conveniados dentro dos protocolos já estabelecidos. A proporção de óbitos por acidente atendidos, isso cresceu. Talvez a cidade mais vazia, menos caros na rua, etc., permitiu que acidentados graves chegassem aos nossos hospitais. Esse é o número que está colocado aqui, que é muito superior ao do ano passado e muito superior, inclusive, à nossa meta, que seria de aproximadamente dois terços. Aqui nós estamos falando de 83% desses pacientes acidentados chegaram aos nossos hospitais e foram atendidos, foram cuidados apesar do óbito. Então houve uma melhora desse encaminhamento e é claro que isso se deveu a vários fatores, mas um fator importante foi o SAMU fazendo a cobertura da cidade toda com um número bastante significativo de ambulâncias e isso melhorou esse indicador. A proporção de pacientes por infarto agudo, vejam que aumentou o infarto agudo, acho que esse é um sentimento que todos nós tivemos nesse período de que algumas coisas poderiam aumentar e o infarto agudo do miocárdio aumentou nesse primeiro quadrimestre, vamos ver como isso se comporta ao longo do ano. Então, em relação aos óbitos por infarto agudo, houve uma piora, podendo-se justificar pelo prolongamento das restrições de assistência durante a pandemia. Nós temos que entender bem isso, talvez não seja esse o momento, mas acho que esse dado acende uma luz amarela e nós temos que trabalhar para entender o que aconteceu. A proporção de parto normal no sistema único de saúde está dentro da meta, então ele é um indicador cumulativo, a gente quer sempre estimular mais o parto normal, mas a gente tem mantido em torno de 40%. A cobertura dos CAPs, nós mantivemos dentro da média, em torno de 1,5%, não houve diminuição de serviço, o que houve foi um crescimento de usuários, e isso é bastante destacado pelas pessoas que trabalham na área de saúde mental. A ação de matriciamento realizado, isso praticamente não houve, parou, mas quando voltar, certamente será de 100%. Nos meses de janeiro e fevereiro, isso foi feito, mas com a chegada da Covid, todo mundo em casa e tal, isso mudou bastante esse trabalho feito nessa área. Aqui são os equipamentos também, o mesmo fenômeno que a gente acabou de falar para a atenção primária de compra de muitos equipamentos, nós também renovamos muito os equipamentos. Eu queria antecipar uma coisinha aqui, que é o seguinte, nesse mês de junho nós vamos finalizar a obra da Policlínica 2, uma das obras mais desejadas por Campinas há décadas. Então, agora, no dia 15, nós vamos fazer a vistoria da reforma, devemos receber a chave até o final do mês e, no mês de julho, nós devemos começar a mudança da Poli 2 para o prédio novo. É um prédio que fica na Glicério com Barreto Leme, um prédio que é o do antigo Bank of America, acho, o Lloyds Bank, não me lembro agora, e foi doado para o município e o município, em duas grandes parcerias, acabou fazendo essa reforma. Então, a Poli 2 vai ter uma casa nova extremamente adequada. Dentro da atenção psicossocial, nós entregamos o Capes Infantil, o Capes Travessia, uma obra também que ficou muito, muito bacana. ficou muito, era um prédio em ruínas que virou um prédio extremamente adequado e que está funcionando, a pena da Covid é que a gente não pôde visitar todas essas obras, a gente liberou para utilização, é claro, não tem por que não usar, mas eu tive a oportunidade de visitar, faltava umas duas, três semanas para acabar a obra e realmente ficou muito bom esse CAPES travessia. Os dados da vigilância, bom, este é o dado que eu gostaria muito de mostrar para vocês, que realmente me deixa muito feliz. Claro que é uma análise interina ainda, é uma análise dos primeiros quatro meses, mas eu acredito que é a mortalidade infantil mais baixa da história de Campinas, 6,07. Vamos trabalhar muito para que isso se mantenha. Então vejam, mortalidade infantil de 6,07 e mortalidade materna de 0 nesse primeiro quadrimestre. São dois grandes troféus que a saúde pública de Campinas pode apresentar à sua população. Eu realmente fiquei muito, muito feliz e vejam que o numerador é de 31 e o denominador de 5.100 partos de pessoas que vivem em Campinas. Então, claro que nós queremos trabalhar, mas é muito difícil baixar disso, muito, muito difícil. a estrutura toda, hoje nós podemos dizer que temos uma estrutura de pré-natal, nós temos uma assistência ao parto e depois UTIs neonatal de qualidade para sustentar esse número de 6.07. Aqui é o indicador de mortalidade materna, de novo, zero, não houve ocorrência de mortalidade materna, esse é o dado da vigilância, Número de AIDS em criança com menos de 5 anos Continuamos não tendo criança Então desde 2018, felizmente, nenhum caso de HIV de transmissão vertical Na nossa cidade Aqui é o número de testes para HIV realizado E isso é exame rápido, não é o total A gente não tem compilado aqui todos os dados sorológicos de HIV Aqui está faltando os dados do laboratório que a gente precisa agregar esse número. Então, são os testes rápidos sem inclusão do laboratório. Isso vale também aqui para o anti-HCV, que é o da hepatite C, também são só os dados de testes rápidos feitos em UBS. A proporção de casos de notificação compulsória, Encerrado foram 73%, aproximadamente a meta, mas um pouco abaixo, precisamos melhorar um pouco. A proporção de óbitos com causa definida, praticamente todas as mortes, isso é muito bom, todas as mortes na nossa cidade foram praticamente esclarecidas, Então, o resultado é muito bom, praticamente todos os óbitos esclarecidos, e isso é melhor que a média nacional e do estado de São Paulo. O coeficiente de letalidade por dengue, bom, nós tivemos em torno de 3.200 casos de dengue este ano, zero mortalidade, isso é muito bom. Nós esperávamos um ano talvez um pouco mais difícil, Não sei até que ponto a questão da Covid Fazendo com que as pessoas ficassem em casa Cuidassem dos seus quintais, das suas caixas d'água Das suas calhas, etc Dos seus vasos Possa ter influído nisso Mas o fato é que nós tivemos um ano sereno de dengue Com mortalidade zero E isso nos alegra muito Porque era o segundo ano do ciclo e se esperava um número de casos talvez um pouco maior, mas isso eu acho que agora, nós já estamos no dia 8 de junho, nós podemos praticamente consolidar esse número, dificilmente, seria um azar muito grande se tivéssemos alguma morte com dengue já praticamente saindo do ciclo, normalmente, vocês sabem, o pico é no final de abril, maio, março, às vezes já tivemos anos com março, mas junho, com a temperatura caindo, esse número de casos se reduz muito. Isso é controle de visitas a domicílios, eu vou passar o próximo slide, que é mais autoexplicativo, Campinas tem 430 mil domicílios, nós visitamos esse ano 274 mil, o que corresponde a dois terços aproximadamente de todos os municípios de Campinas. Devido à pandemia, a gente, como já falei, a gente concentrou as equipes, mas nós temos hoje parcerias muito importantes para visitar, para nebulizar, para fazer o trabalho de educação, trabalho dos agentes comunitários de saúde, enfim, telemedicina, telefone, uma série de coisas, e nós estamos tentando manter esse programa de controle vetorial da dengue de maneira muito restrita. O número de notificações de saúde do trabalhador foram 107 no período, é cumulativo, o decreto de quarentena realmente deve ter comprometido algumas notificações, tanto que elas diminuíram ou realmente diminuíram com a diminuição da atividade econômica. econômica. Atividades do Sereste todas são vistas, o Sereste, como vocês sabem, o Sereste não é de Campinas, ele é de Campinas, claro, ele é do Devisa, mas ele tem a atribuição de fazer um trabalho em toda a região metropolitana de Campinas. Então, nós tivemos um caso de acidente fatal de trabalho notificado e investigado, apenas um caso nesse primeiro quadrimestre. A proporção de acidentes de trabalho graves investigados, foram 28%, foram 25 acidentes de trabalho graves que foram notificados e 7 foram completamente investigados. Então, uma morte e 25 acidentes. Nesse prédio que eu falei da Poli 2, ali tem um painel que é do Ministério Público do Trabalho que mostra, o Ministério Público do Trabalho chama de acidentômetro. Eles apresentam ali todos os acidentes de trabalho do Brasil. É como se fosse um impostômetro que tem em São Paulo e eles apresentam todos os acidentes do Brasil em tempo real. Então, aquele painel é um painel de parceria nossa com o Ministério Público do Trabalho ligado aos acidentes de trabalho. proporção de procedimentos de ocupação nas notificações de agravos ao trabalho, foi atingida a meta, abrangência do Sereste, esse é um dado também que deve se acumular e deve ter tido uma influência na sua redução em relação a COVID-19 o número de cursos de especialização Bom, a epidemia do coronavírus realmente impactou em muitas coisas e acho que a área de educação é uma das que a gente teve realmente redução e esses são os cursos de responsabilidade do Sereste. A situação de emergência sanitária e o decreto de quarentena mudou o processo de trabalho do Sereste e das instituições de ensino, então houve uma certa paralisação desse trabalho. Bom, aqui é a implementação de vigilância no município, os sete grupos de ação foram todos feitos, aqui nós temos a visita do serviço de terapia renal substitutiva, eles têm que ser visitados todo ano, nós temos o ano inteiro para visitar. No primeiro quadrimestre foram visitados 18%, ainda serão visitados todos até o final do ano. Isso vale também para os serviços de hemoterapia, os bancos de sangue, também serão todos visitados até o final do ano. A proporção de hospitais inspecionados, 15%, mas todos deverão ser visitados até o final do ano. Foram inspecionados três hospitais, os hospitais de campinas. A proporção de indústrias de medicamento também deverão ser todas visitadas, nós temos seis indústrias que produzem remédios em Campinas e todas são obrigatoriamente visitadas todos os anos, e esse ano ainda nós não fizemos isso, pelo menos no primeiro quadrilhão. A proporção de indústria de produtos classe 3 e 4, 10% de visitas, 50% deverão ser visitadas. As inspeções foram canceladas pela Anvisa e pela Comissão, perdão, a Vigilância Sanitária do Estado, até que se ultrapasse o COVID. A proporção de indústrias saneantes também deverão ser visitadas ao longo do ano. Houve um planejamento, mas com a Covid ele foi suspenso. Óxido de etileno, acho que nós temos duas indústrias de óxido de etileno. Uma foi visitada, a outra ainda será visitada. Aqui os hipermercados, também tem um trabalho muito contínuo com eles, então tem que visitar e ainda não conseguimos fazer por conta da pandemia. Aqui é o número de equipamentos imunobiológicos, como eu falei, são 64 novas geladeiras para armazenamento de vacinas e outros imunobiológicos das nossas unidades de saúde. Nós temos 66 centros de saúde, são 64 novos equipamentos, câmaras frias, praticamente a renovação de toda a nossa rede de frio. Em questão de trabalho e educação permanente, nós tivemos ainda alguma atividade, 10 ações de educação através dos SETS, são ações realizadas e apoiadas para 613 profissionais. Aqui são os serviços de saúde do município, no campo da prática de ensino em serviço, são 62. Hoje, a nossa rede de saúde é praticamente um campo de estágio imenso. Praticamente todas as universidades, faculdades e escolas técnicas usam a nossa rede. Seja ela a rede de atenção básica, policlínicas, hospitais O Mário Gatti tem milhares de estagiários todos os dias trabalhando lá E o SETS faz um trabalho de promover a educação em serviço em toda a nossa rede Bom, aqui estão as admissões do nosso serviço Nós temos em torno de 4 mil a 4 mil e 50 trabalhadores nós em março, em abril contratamos, tanto aqui não estão os contratos da rede Mário Gatti, acho que foram 210 trabalhadores e nós chamamos 122 para a nossa rede de atenção primária aqui não estão computados aqueles médicos que eu falei anteriormente os residentes, os médicos do governo federal, etc aqui são os nossos profissionais contratados por concurso público então nós chamamos no primeiro quadrimestre, depois chamamos um pouco mais, enfermeiros, farmacêuticos, que é mais técnicos em farmácia para atender o nosso dia a dia de dispensação de remédios, 35 médicos, esse número é maior do que esse, no próximo quadrimestre a gente vai mostrar, e outros universitários, teólogos, psicólogos, assistentes sociais, que compuseram essa chamada do mês de abril, principalmente. Controle social, então, o plano municipal de saúde foi enviado, a programação, o relatório anual de gestão também já foi enviado, o primeiro RDQA também já foi enviado, devido à pandemia não foi possível ainda apresentar o relatório do ano passado ao Conselho. Esse é um programa muito bacana. Eu gostaria muito de terminar a minha gestão com 100% dos nossos serviços informatizados. Hoje nós temos 65% dos nossos serviços 100% informatizados. E aqui estão separados por atividade. Então, nós temos 49 de 66 centros de saúde completamente informatizados, serviços de saúde, todos eles, são 65%, 78 de 120 serviços, porcentagem de unidades básicas já cabeadas, portanto, preparadas para receber os computadores, e a porcentagem de serviços de saúde, todos cabeados, 95%, 80% cabeado. Lembrar que 100% dos nossos serviços, mesmo os serviços rurais, eles têm algum grau de informatização. Muito rapidamente, isso vai ficar disponível, mas como aumentou muito a participação dos parlamentares, tanto de nível federal como estadual, no financiamento da saúde, através das emendas parlamentares, nós resolvemos disponibilizar esses quadros no nosso relatório, a gente não foi em todas as apresentações, acho que essa é aquela que a gente está colocando com maior detalhe, todos os recursos que foram recebidos neste primeiro quadrimestre através de emendas parlamentares. Então, você tem aqui fonte federal, fonte estadual, aqui você tem mais emendas parlamentares de fonte federal. Vejam, o que está em amarelo são aquelas já ligadas ao COVID. Esses recursos têm que ser obrigatoriamente ligados ao COVID. Aliás, um cuidado imenso que nós vamos ter na secretaria e na rede Mário Gatti é na apresentação das contas desses recursos ligados ao COVID. Aquilo que eu falei no início da minha apresentação, que nós temos duas secretarias, isso vale inclusive para o aspecto orçamentário e para o aspecto financeiro. Então, esses recursos que vieram para a Covid, eles têm que ser obrigatoriamente gastos no enfrentamento da Covid. Então, vocês vejam vários parlamentares, provavelmente conhecidos de vocês, apresentaram várias emendas e pagaram, é um valor que não é desprezível, é um valor importante e que tomara que a gente continue aumentando. Aqui, de novo, nas várias funções, aqui já tem o Covid, que não está em amarelinho, mas aqui são emendas para os nossos parceiros ou nossos hospitais públicos. Então, tem bastante recurso de incremento MAC, por exemplo, o Mário Gatti, tem para a Irmandade, tem para a Beneficência, para a Maternidade, para a Casa da Gestante, para a PUC, para o Pernido Bonier, Hospital de Amor e assim por diante. Esses recursos são do primeiro quadrimestre. Esta semana passada, teve um repasse muito substancial para as entidades filantrópicas, e nós ainda estamos ultimando o processo de transferência desses recursos para essas entidades. Muito obrigado. Muito obrigado, senhor secretário quero agradecer pela explanação vamos então passar a palavra para o secretário Marcos Pimenta para que depois a gente possa fazer as perguntas aos quatro apresentadores aqui, já agradeço a sua disponibilidade então, senhor Pimenta, fica à vontade para fazer uso da palavra doutor Marcos Pimenta se encontra? Só um minutinho, pessoal, porque a imagem do Dr. Pimenta aqui não está presente aqui. Acho que ele está voltando aqui para a câmera. tem que falar com o presidente o que que houve? o Pimenta teve que sair? ele está com o presidente da Câmara está com o Marco Bernardelli? agora? bem, senhor secretário, acho então que a gente vai ter que fazer a conversa aqui sem o Pimenta então pode ser? pode, até ele chegar aí nós vamos Bem, então, acho que gostaria de agradecer ao secretário, ao Reinaldo e ao Fábio pelas colocações. Eu acho que é importante, antes de dar prosseguimento aqui para a nossa discussão, eu colocar aqui, como presidente da Comissão de Política Social e Saúde, o meu entendimento sobre o processo que Campinas está deflagrando na data de hoje. Para quem não sabe, o governo do Estado anunciou, a margem que todo mundo deve saber, anunciou há cerca de 15 dias atrás, mais ou menos, um plano de flexibilização das ações de quarentena, de isolamento social, que não implica no fechamento, na interrupção das ações de quarentena, mas implica numa mudança no caráter e na maneira como se organiza esse processo. E a gente... Ah, o doutor Pimenta voltou. Já voltou. Tudo bem, o que eu vou colocar acho que é pertinente e dialoga com a fala que o doutor Pimenta certamente nos fará. E a cidade de Campinas foi classificada, a região metropolitana de Campinas foi classificada na chamada fase 2 desse processo de reabertura e flexibilização, que é uma fase já, vamos dizer, mais avançada do processo de isolamento e quarentena, o plano de vídeo está em quatro fases distintas, fase 1, 2, 3 e 4, sendo que a fase 4 é a fase de maior flexibilização e a fase 1 é a fase de maior restrição. E o plano lastreia os parâmetros de decisão para a inclusão do município em uma fase ou em outra fase, em parâmetros epidemiológicos e em parâmetros de disponibilidade de serviços assistenciais de saúde para que a gente possa assegurar que o chamado colapso do sistema de saúde, um excesso de mortes evitáveis em decorrência do coronavírus, não se dê. E a gente não tem que passar pela gravidade, pelo drama que muitos lugares passaram de enfrentar o coronavírus sem as principais armas para o enfrentamento, que é a assistência hospitalar em saúde, principalmente. Então, Campinas foi classificada como fase 2, e o que nós vimos, então, foi que a cidade se esforçou para tentar, pelo que eu entendi, ampliar os leitos, e eu gostaria que o doutor Pimenta incluísse, como responsável pela assistência hospitalar de boa parte do município, já incluísse na sua explanação um pouco de um esclarecimento a respeito do que se obteve nesses últimos 10 dias, então, com esse adiamento de sete dias, em termos de abertura de novos leitos e de ampliação da nossa capacidade, eu sei que isso não está exatamente previsto na prestação de contas do quadrimestre passado, por se tratar de uma ação que acontece agora, mas eu acho que não faz nenhum sentido a gente ter aqui a oportunidade de dialogar com os senhores no meio dessa crise, que é a maior crise sanitária que a gente já viveu, e a gente não fazer um comentário que trate dessa questão dos leitos hospitalares, da ampliação e da maneira como os hospitais estão se preparando e se estruturando diante dessa crise que certamente está levando os serviços a uma situação de muito desgaste, de muito estresse. Então, para não prolongar, depois que o doutor Pimenta falar, eu faço as perguntas, eu gostaria então, doutor Pimenta, que o senhor, na sua apresentação, se possível, já trouxesse esses dados da questão de como é que está se organizando a questão dos leitos, do enfrentamento do Covid, junto dos demais dados que o senhor vai trazer. Muito obrigado, então. O documento voltou, a palavra está com o senhor. Bom dia, Pedro. Bom dia, Cármino e todos aqueles que nos assistem, inclusive pela TV Câmara. É uma grande preocupação com relação à disponibilidade de leitos hospitalares. A gente sabe que 5% dos pacientes acomodados pela Covid precisarão de um leito hospitalar. 15% terão a doença, 80%, 85% não desenvolverão nenhum tipo de sintoma ou se desenvolver vai ser um sintoma extremamente leve. Então a gente está se preparando, nós já ampliamos significativamente o número de leitos hospitalares, tanto na unidade Ouro Verde quanto na unidade Mário Gatti. Eu cumprimento todas as nossas equipes assistenciais e principalmente administrativas, o nosso pessoal que conseguiu deixar preparado previamente os chamados kits UTI. Kit UTI significa aquilo que é necessário para um leito de alta complexidade, que é respirador, monitor, bomba de infusão. Então, nós já tínhamos preparados kits de UTI para poder colocar em atuação neste momento, este momento realmente é o momento que nós estamos vivenciando a necessidade de maior leitos de alta complexidade, de terapia intensiva, mas ainda não estamos tendo a falta desses equipamentos que montam um leito de terapia intensiva. Na semana retrasada, nós ampliamos 15 leitos de terapia intensiva na unidade de Ouro Verde. Na segunda-feira passada, nós ampliamos 10 leitos de terapia intensiva na unidade de Mário Gart e hoje estamos ampliando 20 leitos de terapia intensiva na unidade Mário Gatti, totalizando aí 30 leitos a mais no hospital Mário Gatti e 15 leitos a mais na unidade Ouro Verde. Realmente é um aumento muito expressivo, quase que dobramos o número de leitos de terapia intensiva voltados especificamente para a COVID-19. Lembrando que dos 40 leitos normais ou já regulares de terapia intensiva do hospital Ouro Verde, 30 já estavam voltados para a COVID. Dos 17 leitos existentes no Hospital Mário Gatti, 14 do local específico ou regular, vamos colocar assim, do Mário Gatti, 14 já foram convertidos para Covid, já tem praticamente um mês, 40 dias, nós estamos com essa realidade. Os demais leitos são leitos convertidos, nós convertemos leitos de enfermaria, Hoje, o primeiro andar, para quem conhece a unidade Mário Garty, a questão do bloco de internação, que são quatro andares, o primeiro andar foi totalmente convertido para terapia intensiva COVID, graças a essa possibilidade que fizemos previamente, essa adequação, mandamos para manutenção os respiradores, ampliamos contratos de locação de monitores. Então hoje nós estamos num momento, não digo tranquilo, mas não há nesse momento essa sobrecarga assistencial nas nossas unidades, tendo em vista esses leitos que estão entrando hoje em atuação. Além, é lógico, de todo o trabalho feito brilhantemente pelo Cármen, pela Secretaria Municipal de Saúde, de buscar junto à iniciativa privada outros leitos de terapia intensiva. Então, Casa de Saúde, Beneficência Portuguesa, Samaritano, todos realmente num momento de grande participação para ofertar aos leitos, ao serviço público, esses leitos de alta complexidade. A gente sabe que 40% da população de Campinas e região é assistida por planos de saúde, pela iniciativa privada, pela saúde chamada de suplementar, e que também está passando por um momento também de aumento de necessidade. Você colocou muito bem que um dos parâmetros para poder acompanhar a questão da flexibilização, a flexibilização a gente sempre tem colocado de público, não significa que acabou a pandemia. É importante que a população tenha essa sensação, essa percepção, que a flexibilização permite que haja uma maior circulação de pessoas e que, consequentemente, o vírus também vai estar circulando mais. Ou seja, vai aumentar o número de doentes? É bem provável que sim. Ah, será que nós já atingimos aquele palatô ou aquele momento em que já existe uma imunidade comunitária que vai fazer com que a nossa curva se achate? Essa é uma pergunta que nós não temos segurança total para poder responder. Mas não é possível manter o isolamento social, o distanciamento social por mais tempo, então nós vamos ter que flexibilizar e acompanhar. Já existe também um consenso dentro do município de que se essas medidas de flexibilização à movimentação social levaram a um grande aumento de número de doentes e, consequentemente, a utilização das leites hospitalares, que é em torno de 5% desses doentes, precisará voltar atrás, o município já tem total segurança nesse sentido de que o processo de flexibilização à movimentação poderá passar por um retrocesso, ou seja, voltar um passo ou vamos manter, ampliar realmente até a própria mobilidade. É um momento muito delicado que a gente tem que acompanhar dia a dia. Nós estamos avaliando, inclusive, cenários B, C e D de aumento de necessidade de leitos. Nós temos que nos preparar até para essa necessidade e isso nós já estamos fazendo de uma maneira muito ativa. Destaco também a questão da abertura dos mais 18 leitos de enfermaria COVID. A gente distingue a questão da necessidade hospitalar dos leitos de alta complexidade, que são os leitos de terapia intensiva, e os leitos de menor complexidade, que são aqueles de enfermaria, que nós chamamos de enfermaria COVID. E já apesar de estarmos programando para o dia 15, que seria para a próxima segunda-feira, a abertura dos mais 18 leitos no Hospital de Campanha, que foi aí, agradecemos sempre, tanto a liberação do espaço físico pelo Patuleiros, pelo Wesley, presidente da Patuleiros de Campinas, que teve, de pronto, disponibilizou o espaço físico, assim como a ONG Expedicionário Saúde, que montou já 36 leitos e está entregando nesse final de semana, ou melhor, entregou nesse final de semana mais 18 leitos de enfermaria Covid montados ali com custo zero para o município nós só estamos colocando lá a parte operacional, a contratação de uma empresa para fazer toda a parte operacional ela não é plena porque a parte de exames, a parte de movimentação de pacientes está dentro da gestão da unidade, principalmente Mário Gatti e Ouro Verde e o SAMU também trabalhando em uma maneira muito positiva dentro do hospital de campanha Mas já determinei, já no sábado, que a gente antecipasse do dia 15, que seria a próxima semana, para esta semana, a abertura também de mais de 18 leitos de enfermaria COVID. Esta unidade, chamada Hospital de Campanha, foi um grande momento, foi providencial a possibilidade de termos esses leitos. já temos 36 leitos em atuação, esse final de semana atingimos a ocupação plena desses 36 leitos, por isso que a gente já determinou a antecipação da abertura dos demais 18 leitos já para o meio desta semana. Existe além desses 54, mais 30 que já estão sendo montados para que a gente possa chegar aí, no caso, se for preciso, a 84, e depois até mais 30, chegando até 114 leitos de enfermaria COVID ali no espaço do patrulheiros. Então, o momento é de, ainda, incerteza para sabermos qual vai ser o comportamento do número de pessoas doentes, com a flexibilização, estamos nos preparando de maneira muito ativa para acompanhar este comportamento, para que, se necessário, até sugerirmos, e o Cármen tem feito de uma maneira muito brilhante todo esse movimento, sugerirmos até um retrocesso à questão da flexibilização. Hoje, no momento, estamos ampliando esses 20 leitos na unidade Marugate, já foi também ampliado no final de semana, 10, 10 leitos da Cármen, 12 leitos no final de semana, junto aos hospitais privados de Campinas, para poder já acompanhar isso de uma maneira muito objetiva, E até o momento não tivemos falta de leitos de alta complexidade, que o que mais nos preocupa é a questão do leito de alta complexidade, aquele que demanda de equipamentos específicos, até o presente momento não tivemos essa falta, porque nós conseguimos reservar, montar esses kits UTI, já mais de 40 dias já tínhamos isso já previsto, e para colocá-los em atuação, e este é o momento que nos colocamos em atividade. Presidente Pimenta, só uma coisa, desculpe interromper o senhor. Então, somando os leitos que o Cármen acabou de falar e os que o senhor falou da ampliação, o nosso total de leitos disponível para a Covid, o senhor consegue me dizer só esse número de forma consolidada? Nós não estamos te ouvindo, Pedro. Vocês estão me ouvindo agora? Melhorou? Agora sim. Bem, desculpe interromper o senhor, o senhor em seguida já retoma a tua colocação. O senhor falou de vários blocos de ampliação de leitos, mais leitos já existentes, mais os leitos que foram comprados da iniciativa privada. Seria possível falar, então, o número consolidado de leitos que está disponível para o SUS Campinas para cuidar do Covid, somando o setor privado e o setor público, para a gente poder fazer esse acompanhamento? Só para colocar, o senhor pode continuar, mas só ver se o senhor mais o Carmen não consegue me dar esse número totalizado. Acho que o Carmen não queria ter essa totalização. Eu tenho o controle das unidades da rede Mário Gatti, mas se formos pensar... Desculpem aí, quem tem o controle total da mesa que nós colocamos assim, da regulação de leitos, é a central de regulação de leitos do município, que também tem feito um trabalho muito brilhante, até para poder fazer a movimentação desses pacientes, é interessante porque, como também a gente sabe, a vida continua, continuamos tendo infartados, infelizmente atropelados, pacientes que sofrem diversos tipos de trauma, armas de fogo, armas brancas e que demandam leitos de terapia intensiva também, não Covid. Então, a central de regulação do município é que tem feito todo esse mapa, é um cenário realmente como se fosse uma grande mesa de operações, eu acho que o Cármino tem essa informação muito mais precisa, que envolve não só os leitos da rede Marugate, mas também dos demais entidades, instituições, hospitalares aqui de Campinas. Então, vou passar para o Cármino aí. Não tem como voltar a imagem aqui? O senhor está na imagem, Cármeno, e o teu áudio está lá. Ok. Eu queria fazer algumas observações, viu, Pedro? Porque eu acho que tem tido... Claro que a gente sabe que o isolamento social, distanciamento social, é fundamental e, do ponto de vista sanitário, ele tem que ser mantido independentemente do que façamos. Então, quero deixar bem claro que essa é a posição do município, a posição da saúde, não resta dúvida sobre isso. Hoje nós estamos a cinco dias de completar três meses do nosso primeiro ato de distanciamento social, e foi no dia 13 de março. E o que nós vimos, e foi fundamental, foi fundamental, o que nós vimos é que a população aderiu a isso de maneira bastante razoável, por um período, e parou de aderir, começou a diminuir a adesão. O Brasil é um país injusto, ele tem muito poucos mecanismos de proteção social e as pessoas começaram a desobedecer, a sair, a sair. Nós tivemos longos feriados em São Paulo com baixa adesão, longos feriados em Campinas com baixa adesão. E eu quero deixar claro para você, eu prefiro viver num estado civil do que num estado policial ou fiscal, onde a gente queira... Qual a ideia? A ideia é que a gente faça algum tipo de mobilização da sociedade com corresponsabilidade. Tanto que nós colocamos para os estabelecimentos hoje a obrigatoriedade de um certificado de estabelecimento responsável, onde ele sabe que tem que fazer aquelas horas, tem que proteger o seu trabalhador, tem que proteger a pessoa que vai ali, tem um número de pessoas, tem que disponibilizar álcool em gel, tem que disponibilizar água e sabão e assim por diante. Para você ter ideia, mais de 5.500 estabelecimentos fizeram o certificado. E o que nós víamos é uma ação clandestina na cidade. Muitos estabelecimentos atuando de maneira absolutamente clandestina e sem que nós conseguíssemos controlar. Então, essa questão do distanciamento social e do isolamento social, ele é dificílimo de ser retomado no nível que a gente precisaria retomar. Quer dizer, a essa altura, três meses após, pensar num eventual lockdown seria muito difícil de ser aceito até pela própria sociedade. Então, o que nós estamos fazendo, com muita responsabilidade, com muito cuidado, você é presidente da Comissão de Saúde aqui, você sabe que não teve nenhum cidadão de Campinas que ficou sem ter acesso e sem ter qualidade de acesso. Nós trabalhamos todos os dias, eu, Marcos, a Andrea, a Érica, a Mônica, todo mundo, todos os dias fazendo essa avaliação. Nós mais que dobramos o número de leitos de UTI. Nós tínhamos 90 leitos conveniados de UTI e hoje nós temos 182 leitos. Hoje, 182 leitos. Tomando, então, público e privado conveniados, 182. gestão municipal. Municipal, própria. Gestão municipal. Aí que está. É isso que nós temos que fazer a população entender e não podemos deixar de explicar direito. Quer dizer, Campinas tem uma gestão estadual onde você tem os leitos da Unicamp e do AME que hoje estão quase que exclusivamente no atendimento à região metropolitana de Campinas. Certo? Quase que exclusivamente. É importante aumentar esses leitos, é importante que o HC tenha um apoio do governo estadual, é importante que o AME aumente, existe o compromisso para esta semana de aumentar 18 leitos no HC e 10 leitos no AME, leitos de UTI. Tudo que eu estou falando é UTI, tá bom, Pedro? Não estou falando de leitos de retaguarda. Estou falando de UTI, que é onde esses leitos, eles estão quase que integralmente disponibilizados à região metropolitana. O hospital de clínicas da Unicamp, de onde eu sou, ele não teria condição de aguentar a demanda da cidade de Campinas. Não teria essa condição. Então, ele tem sido uma importante retaguarda à região metropolitana. Então, os leitos privados que têm tido, digamos, uma sobra aí na ordem de 30%, 35%, 28%, oscila por aí, eles também atendem, como disse o Marcos, 40%, 45% da população tem plano de saúde. Mas tem muita gente de fora de Campinas que também usa leitos de Campinas. Nós tivemos informação, por exemplo, de pessoas que vieram do Pará, do Amazonas, que vieram do Nordeste, pessoas que têm dinheiro, que têm plano de saúde e que vieram tratar em Campinas, no sistema complementar. Ocupa leito de Campinas. Então, o esforço que nós temos feito no âmbito do município, que é um esforço que vocês podem ter certeza, importante, e eu quero dizer que nós temos um município muito solidário, Muito solidário Eu tenho tido uma solidariedade impressionante Dos meus colegas Dos outros hospitais Privados O Vera Cruz que gerencia a Casa de Saúde A Santa Casa Beneficência Portuguesa O Hospital da PUC A PUC já fez três expansões de leitos Você é professor lá Você pode checar lá A PUC acabou ficando Como o nosso grande hospital Não Covid Porque nós precisamos continuar cuidando das outras coisas, não é? Então, essas expansões da PUC dentro do cenário Covid foi para atender doentes não Covid, mas fundamental também, porque nós não podemos, quer dizer, num pacto que nós estabelecemos inicialmente, é que a nossa rede hospitalar municipal seria fundamentalmente o nosso suporte ao Covid. Então, Mário Gatti e Ouro Verde são hoje, apesar de ter outras atividades ali, mas são um grande suporte Covid. E nós temos os hospitais contratados. A Beneficência Portuguesa, por exemplo, não tem Covid, mas tem leito de retaguarda que ajuda na retaguarda total. Já a Irmandade, ela não só disponibilizou leito semana passada, como disponibilizará pelo menos mais 10 leitos, podendo chegar até 15 leitos durante essa semana ou na semana que vem. O Hospital Metropolitano também tem 15 leitos que nós devemos resolver um probleminha jurídico aí que está na Secretaria para poder contratar. Então, nós estamos nos adaptando a cada movimento, a cada movimento. Nós não chegamos ao nosso limite, quero deixar bem claro, temos a possibilidade de crescer um pouco ainda, e não tivemos nenhum paciente que não tenha sido atendido no município. Nenhum. Isso daí, para mim, é a coisa mais importante. Para mim, os números, não sei o quê, tal, tudo bem, são parâmetros. Mas, para o secretário, o fundamental é garantir acesso e qualidade de acesso. Enquanto nós estivermos garantindo qualidade de acesso e acesso a todos os nossos trabalhadores, aos nossos cidadãos, isso é a coisa mais importante. Nesse momento, nós estamos avaliando qual é a real situação epidemiológica do município. Nós estamos começando hoje um grande inquérito na cidade, nós vamos fazer 1.700 exames, isso foi estudado, a aleatorização foi estudada, o tamanho amostral e etc. e nós terminamos no sábado, e vamos ver qual o resultado, com o trabalho do Ibope com a Universidade Pelotas. Então, eles fizeram a segunda fase, quinta, sexta e sábado, a gente não quis começar o nosso inquérito para não ter um overlap com o trabalho deles, então eles terminaram no sábado e vamos ver o resultado, você se lembra, o primeiro inquérito deles era de 2 em 237, portanto, menos de 1% de pessoas que já tiveram contato com o vírus. Mas esse trabalho já é antigo. Nós vamos ter o da semana passada e agora vamos, duas semanas, trabalhar em campo. As ruas já foram sorteadas, os bairros já foram sorteados, as casas já foram sorteadas, de modo que nós vamos ter uma visão melhor do ponto de vista epidemiológico do que está acontecendo na nossa cidade. Nós temos uma preocupação que nós já passamos para o Ministério Público, mas que é público de todos, a dificuldade muito grande de comprar mil relaxantes no Brasil. As indústrias de produção de mil relaxantes, aí, acho que a Cristal é a maior aqui na nossa região, mas tem Eurofarma, tem outros, não estão dando conta de produzir e isso, para quem trabalha em UTI, sabe o quanto é importante. Nós tivemos uma conversa com o Ministério Público na quinta-feira, isso foi passado para eles, e nós estamos juntos tentando equacionar esse problema, que não é um problema de leito, é um problema de como nós vamos manter essas pessoas de maneira adequada e poder fazer inclusive os procedimentos que têm que ser feitos durante o período de internação na UTI. Os nossos indicadores, a gente na sexta-feira soltou o último boletim epidemiológico, apesar de haver, digamos assim, essas dúvidas que a gente tem que tirar, na verdade os indicadores de Campinas são bons indicadores. Quando a gente pega a relação, por exemplo, de morte por milhão de habitantes, nós estamos num nível muito bom. Tomara que a gente consiga ultrapassar. Tem gente que não gosta do que eu vou falar, mas essa travessia seria inevitável. Em algum momento, nós íamos ter que enfrentar o vírus, não tem como não passar sem enfrentar o vírus. E nós nos preparamos. Lá no início, quando se falava, olha, precisa preparar, nós nos preparamos, nós compramos EPIs, nós compramos remédio, nós fizemos parcerias, nós ampliamos leitos nos nossos hospitais, enfim, nós fizemos aquilo que o sistema de saúde tinha que fazer para garantir acesso. A questão hoje, se deve ou não flexibilizar, é uma questão, a meu ver, que do ponto de vista técnico, puro da saúde, não deveria. Mas que do ponto de vista da sociedade brasileira, ninguém, nenhuma cidade, nenhuma região do Brasil conseguiu fazer o isolamento social mantido por um período muito longo. Então, isso é um problema. Existem pessoas e até pesquisadores querendo comparar coisas que não são comparáveis. Eu não posso comparar, por exemplo, Florianópolis com Campinas. Florianópolis é uma ilha, você fecha a ilha, não entra ninguém, não sai ninguém. Aqui nós estamos numa cidade com um entroncamento imenso, Campinas é coligado com 214 cidades por terra, não sei quantos por avião dentro do Brasil, fora do Brasil, quantos milhares de pessoas vão e voltam a São Paulo todos os dias. Isso acontece também com Ribeirão Preto, acontece com outras cidades que são cidades de entroncamento, onde você tem maior possibilidade de, claro, ter o contato com vidros. Então, quero deixar bem claro que nós estaremos à disposição aqui da Câmara para outras conversas, essa nossa reunião não era para tratar do Covid, mas eu entendo que o momento, senti falta, Pedro, de você no dia que eu vim na Câmara. Você deve saber o motivo da minha ausência, né? Não, não soube. A minha filha estava nascendo exatamente na hora em que você estava falando aqui E, para complicar, ela acabou precisando de três dias de UTI depois do parto. Então, eu tive alguns dias de bastante ansiedade e angústia, mas, felizmente, agora a Estela, minha terceira filha, está bem. Ela nasceu no dia 13 de maio, às oito da manhã. Ela está super justificada. Parabéns e saúde para ela. Obrigado. Mas acho que é isso. São os comentários que eu tinha que fazer, deixar a você e a população tranquila que nós estamos realmente trabalhando muito, muito para não termos, digamos, um sistema que não suporte. Nós temos ainda algumas expansões a fazer, se forem necessárias, provavelmente vamos fazer, independente de ser necessário ou não, Porque nós precisamos ter tranquilidade, nós não podemos viver com as dificuldades de leito. Agora, a cidade é uma cidade muito complexa. Nós precisamos do Estado no complexo da Unicamp, ampliando leitos, e vamos continuar com essas parcerias com a iniciativa privada. e no âmbito dos nossos hospitais, aquilo que for necessário fazer, nós vamos fazer. O Marcos, a Cíntia, lá no Ouro Verde, eles têm essa visão de que, se eventualmente for necessário, mais áreas serão abertas para atender a eventual demanda. Eu acho que são esses os comentários. Te agradeço demais pela tua explanação, Cármen, o Pimenta também. Eu acho que é isso que nós precisamos, um diálogo franco aqui, entre as partes, para que a Câmara possa orientar, esclarecer as pessoas sobre o que está acontecendo. Quero fazer aqui um comentário de que eu não tenho a menor dúvida do esforço que a Secretaria Municipal de Saúde tem feito e a Rede Mário Gatti para poder enfrentar essa crise sanitária que a gente está vivendo. A ampliação de leitos é indiscutível, Campinas, nesse sentido, se destaca entre várias cidades do Brasil, no sentido de ter conseguido ampliar a sua capacidade de leitos hospitalares numa proporção superior a que a maior parte dos lugares conseguiu, felizmente nós somos um município com um parque hospitalar vigoroso, amplo, que foi construído ao longo de várias décadas no Sistema Único de Saúde da cidade e também na rede privada que agora nos serve como aliada e parceira, então eu acompanhei a angústia, a preocupação de vários técnicos, da Sandra, da Andréia, de várias figuras que estão aí trabalhando com a Secretaria Municipal de Saúde e eu acho que a gente tem que reconhecer o esforço dessas pessoas e, é lógico, reconhecer ainda mais o esforço dos trabalhadores da área da saúde que estão na ponta aqui. Nós já tivemos muitos trabalhadores adoecidos por Covid, Nós temos, tem agora amigo meu, médico, pessoa querida, importante, que está na UTI do Hospital Ouro Verde. Então, estou aqui rezando pela que ele fique bem, que é uma pessoa que eu admiro muito, não vou mencionar o nome dele aqui, mas talvez o Marco Pimenta saiba de que médico eu estou falando, lá do Hospital Ouro Verde. E desejo a sua plena recuperação, o mais rápido possível. Mas eu não posso aqui deixar de fraternalmente fazer uma crítica aos dois gestores nesse momento, porque vejam bem, a discussão de fatos sobre a flexibilização ou não das ações de quarentena, ela não é uma discussão em que o Brasil está separado do acumulado de aprendizado e conhecimento do resto do planeta e nem o comportamento do coronavírus é um comportamento que ele vai se dar no Brasil de forma absolutamente distinta do que acontece no resto do mundo, a gente sabe que o SARS-CoV-2, que é o vírus que provoca a doença, ei molecada, meus filhos aqui, invadindo a sala aqui, o vírus que provoca a COVID-19 é um vírus que tem uma capacidade de disseminação muito intensa e elevada, e infelizmente tem de fato uma capacidade de levar os pacientes à hospitalização muito, muito superior a todos os quadros similares a essa doença, quadros que parecem, do ponto de vista da sintomatologia, similares, e a gente sabe que a COVID-19 é uma doença diferente de qualquer gripe, ela tem repercussões sistêmicas muito mais amplas do que os quadros gripais que a gente está acostumado a ver, a gente agora vê, por exemplo, a descoberta dessa síndrome inflamatória multissistêmica em crianças, uma situação apavorante para a gente que estava relativamente tranquilo com a saúde das nossas crianças, agora já sabe que não pode mais ficar tranquilo com as nossas crianças no contexto dessa epidemia. E o fato é que, de modo geral, o que se convencionou e se reconheceu como elemento que permite a necessária flexibilização, porque há tanta constituição de um plano de flexibilização, quanto a sua discussão com a sociedade, são imprescindíveis para restituir às pessoas um elemento de previsibilidade, um elemento de capacidade de planejamento e da perspectiva para as pessoas de que o esforço que está sendo feito para conter o vírus, ele faz sentido porque há sim uma luz no fim do túnel, uma perspectiva de retomada e de devolução das pessoas à normalidade ou a uma nova normalidade que vai permitir as pessoas manterem a sua vida, a sua dignidade material, que é algo que está fortemente comprometido por essa crise. No entanto, da mesma forma, praticamente todos os países do mundo que enfrentaram a crise do coronavírus até o momento, numa proporção similar à que nós estamos enfrentando no Brasil, eu estou falando especificamente em número de casos diagnosticados, em número de óbitos, que representam um certo grau de disseminação da doença na comunidade, elas tiveram alguns elementos de cautela que infelizmente, e o secretário assumiu isso agora ao colocar que do ponto de vista da saúde não se encontram presentes nem em Campinas, nem no estado de São Paulo e nem em nenhum lugar do Brasil nesse momento, que é uma queda sustentada por um período longo de tempo do número de casos, de fato a gente ainda tem margem para acolher novos pacientes em unidades de terapia intensiva na cidade de Campinas, esse esforço que os senhores estão colocando de ampliar leitos é necessário, é imprescindível eu diria e me alegra que isso esteja sendo feito, porque eu sei que o entendimento dos senhores jamais seria o de negligenciar a gravidade dessa crise do ponto de vista da oferta de serviços assistenciais. No entanto, do ponto de vista das condições epidemiológicas, das condições do que se pode prever sobre o comportamento desse vírus, é indiscutível também, e eu sou médico-sanitarista, tenho me dedicado muito a estudar e principalmente a ouvir os meus pares também, ao ouvir outros infectologistas, sanitaristas, técnicos de diversos setores da área de saúde pública, existe uma compreensão consensual de que promover a flexibilização das ações de isolamento social na vigência de uma curva ascendente de novos casos, de uma curva de ampliação da ocupação de leitos hospitalares, tanto de enfermaria quanto de UTI, na vigência de uma taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva, numa ordem superior a 80% dos leitos para a COVID, agora a gente vai fazer o quê? A gente vai dilatar esse número, mas eu posso dizer com tranquilidade que nós vamos brevemente, novamente, lidar com um percentual de ocupação desses leitos COVID muito superior ao adequado, ao seguro, ao necessário para que a gente não vivencie uma situação de escassez de leitos. É fato que a gente não vivenciou ainda, felizmente, eu parabenizo a equipe da Secretaria Municipal de Saúde, uma situação em que um paciente que precisa de um leito de UTI não obteve esse leito. Isso é um fato que tem que ser reconhecido. No entanto, o que a gente pode dizer com tranquilidade é que as taxas de isolamento social caíram e em reconhecendo o comportamento já sabido desse vírus, em reconhecendo o comportamento já sabido desta doença, estes leitos que estão sendo abertos vão muito rapidamente serem preenchidos. E não pelo fato dos novos casos da flexibilização que começou hoje, pelo fato de que desde a semana passada as taxas de isolamento já caíram sensivelmente e as pessoas já estão se contaminando há mais de uma semana, o que significa que nós já teremos um aumento do afluxo de novos casos em decorrência das baixas taxas de isolamento dos últimos dias. sem falar dos novos casos que vão acelerar neste momento. O doutor Pimenta reconheceu que ocorrerá uma aceleração do número de casos e o doutor Cármen também colocou isso de alguma forma, que do ponto de vista de saúde não seria prudente fazer isso. O problema dessa situação, então, é que não há indicador de saúde que nos permitisse trabalhar a questão da flexibilização com a garantia de que o compromisso primeiro do que estamos fazendo é a garantia, a preservação e a proteção da vida das pessoas. Porque mesmo que a gente tivesse uma quantidade muito maior de leitos, ainda assim a gente sabe que o número alto dos pacientes que vai ocupar esses leitos hospitalares vai morrer. Então, o debate que o doutor Carmo coloca sobre eu não quero um estado policial, um estado fiscal, Eu também não quero um Estado omisso, e nós estamos vivendo uma situação de um Estado omisso, um Estado que desinforma a população, eu não estou me referindo aos senhores secretários, ao prefeito municipal, não estou me referindo a eles, eu estou falando de uma catástrofe nacional, que é a presidência da República nesse momento, a ausência de um Ministério da Saúde comprometido com o saber técnico, um Ministério da Saúde que agora se esforça para ocultar o número de casos de Covid-19, Isso é um drama, que eu não tenho a menor dúvida que todos os senhores médicos aqui comprometidos com a vida devem estar sentindo o que eu sinto, que é asco de ver a nossa crise, o nosso SUS construído ao longo de décadas, agora sendo tratado dessa forma, com fins políticos, covardes. Então nós já temos um Estado, um governo federal que se revela indiferente à vida do povo brasileiro e o que se espera dos gestores nas esferas infra-federais, tanto estaduais quanto municipais, é que não dialoguem com essa indigência política, essa indigência sanitária que hoje ocupa o Ministério da Saúde, que se comprometa em proteger a vida, pelo menos, daqueles que estão sob a nossa responsabilidade. E aí eu tenho tranquilidade, como sanitarista, como técnico, e como o Feito eu falei, técnico que ouviu outros pares, para dizer que, neste momento, o adequado, secretário, seria que a gente adotasse medidas de intensificação do isolamento social. intensificação para que a gente suspenda essa curva ascendente de novos casos que tomou corpo em Campinas nós tivemos muito sucesso, eu tenho que parabenizar o senhor, nos momentos iniciais do enfrentamento dessa crise, a taxa efetiva de transmissão do vírus, o RT ele chegou próximo de 1 que seria o ideal para a gente conseguir efetivamente sufocar essa epidemia na cidade de Campinas, que não é uma ilha, de fato E aí cabe colocar que eu sinto falta de uma coordenação regional, metropolitana, por parte do prefeito, exercendo esse imenso poder que Campinas nos dispõe de ser o grande gerente, o grande coordenador, o grande motor político da região metropolitana de Campinas. Se a gente não tem condição de transformar Campinas numa ilha, a gente tem condição de transformar a região metropolitana num bloco, numa unidade, mas isso não acontece. Então, o fato é, pelo menos aqui entre nós, o que deveria ser feito seria a ampliação rigorosa, porque se por acaso a gente enfrenta um adversário, porque se um adversário no governo federal, quando eu digo a gente que defende a vida das pessoas, enfrenta um adversário vendendo para as pessoas falsas curas, para as quais não existe evidência científica de eficácia, imagina que horror você ter uma epidemia feita essa, em que a gente vê um presidente executando o maior charlatanismo, prometendo para as pessoas que um remédio vai de fato proteger a vida delas, quando o corpo de evidências científicas, eu estou falando para um cientista renomado, que é o secretário Carmino de Souza, um cientista conhecido e que sabe a importância do rigor científico, quando de qualquer recomendação em saúde, a gente viu o presidente passar por cima de toda a bagagem de construção técnica que o senhor tem, que eu tenho, que o Pimenta tem, que todo mundo a saúde precisa ter para cuidar da vida das pessoas. Então, a gente vê essa situação dramática. Não navegue nessa maré de insensatez que vai levar os nossos munícipes à morte num período curto de tempo. A gente sabe que daqui a poucos dias, com a flexibilização que agora acontece, nós vamos ter um maremoto, um tsunami de novos casos nos hospitais de Campinas. O HC hoje, na Unicamp, começou a convocar, a chamar residentes, outros técnicos de outras áreas, para poder cobrir os quadros que estão sendo demandados para o atendimento da população. nós vamos passar por uma situação muito dramática, isso não é catastrofismo, eu não sou profeta do caos, eu sou um técnico comprometido com a vida e que entende que na situação de ter que proteger a vida das pessoas, especialmente das pessoas que ainda estão confusas pelo esforço de desinformação que foi feito no nosso país, que faz do nosso país, aí sim o nosso país, uma ilha no mundo, em termos de desinformação, de despreocupação e desorganização no enfrentamento dessa crise, uma ilha, porque os outros países do mundo, praticamente na sua totalidade, que enfrentaram algo parecido, tiveram coragem por ter lideranças corajosas, lideranças comprometidas com a vida, sim, de promover remédios duros, e o senhor tem razão, secretário, quando fala que as políticas de proteção social são escassas, Eu concordo que isso agrava a nossa situação, mas o correto a fazer é pressionar publicamente o agente maior da política econômica nacional, que é o ministro Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro, para que medidas de proteção sejam adotadas. Nós temos acesso aí, o prefeito é o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, cadê um silêncio no que diz respeito a essas medidas de proteção social, sem as quais fica muito mais difícil fazer a proteção das pessoas. E, no entanto, o saldo de toda essa confusão que nós estamos enfrentando vai ser o saldo, aqui em Campinas, certamente não de milhares, mas de dezenas, provavelmente, talvez até centenas, de vidas desnecessariamente perdidas. que em outras condições de gestão, em outras condições de compromisso com a vida, em outras condições de consenso, de produção de consenso, de diálogo social, de organização da vida pública dessa cidade, não seriam perdidas. Que, feito eu disse, até mesmo tendo leitos de UTI, a gente sabe, quem vai para um leito de UTI, quem cai num tubo com Covid-19, tem uma mortalidade que é no mínimo da ordem de 40%, 50% em alguns estudos mais alta do que isso. Então, nossa primeira prioridade tinha que ser, além de oferecer leitos, garantir que as pessoas não vão contrair essa doença. Aí fica essa pergunta, é impossível, nós vamos ter que enfrentar a doença em toda a sua potência? Não! Não era necessário isso. toda a estratégia global de enfrentamento dessa doença diz respeito a postergar essa onda, a protelar essa onda, a não enfrentar esse vírus de frente, porque ele já demonstrou que ele é capaz de detonar todo mundo quando a gente enfrenta ele de frente. Na Espanha foi feito um inquérito que mostrou que 7% da população tinha contaminado por esse vírus. Há duas semanas atrás, saiu outro inquérito do município de São Paulo, que mostrou cerca de 3% no município, nas áreas onde a situação estava mais grave, cerca de 5%. Os lugares onde a gente tem mais contaminação pelo vírus é o Amazonas, por exemplo, com cerca de 10%, sendo que tudo o que nós não queremos é o que o Amazonas viveu. O Amazonas viveu uma situação de colapso do sistema de saúde, dezenas de pessoas morrendo sem assistência, colapso funerário. Nós não queremos ter que passar perto disso com 10% da população contaminada. O inquérito que vai ser realizado pela Secretaria Municipal de Saúde aqui, vamos dizer que ele revele que num contexto esdrúxulo, a gente tenha tido 15% da população com contato com o vírus, secretário. 15%. Nós ainda temos um imenso rebanho de suscetíveis, de pessoas vulneráveis a essa doença, que se por acaso passar perto delas adoecerem, e eu acho que é muito menos de 15%, o nosso sistema de saúde, com toda a ampliação que os senhores estão fazendo, não vai dar conta. Não vai dar conta. E o senhor sabe disso. E o Pimenta sabe disso. Então eu quero que os senhores, por favor, não somemos, eu sei que os senhores ocupam funções importantes, são figuras de confiança do prefeito, mas o nosso papel, o papel dos senhores agora é de defender a vida, os senhores são secretários e gestores da saúde dessa cidade. Tem que defender a vida, nós não podemos perder o nexo do que é o que nós vamos vivenciar nessa cidade em termos de vidas desnecessariamente perdidas. As vidas que seriam necessariamente perdidas pelo Covid A gente sabe, vai acontecer O problema é que não são todas as vidas que vão ser necessariamente As vidas que inevitavelmente a gente perderia Se a gente tiver uma ação organizada do poder público municipal Em toda a região metropolitana de Campinas Com coragem Eu não vi carro de som na rua Falando com as pessoas Eu não vi propaganda na televisão Na quantidade necessária para orientar as pessoas ainda tem um monte de gente que acha que é uma gripezinha, que caiu na mentira do horroroso Jair Bolsonaro e acha que é uma gripezinha, gente que acredita que dá para matar no peito essa doença e levar a gente jovem, que não entendeu que jovem também morre desse quadro, que criança morre, nós perdemos uma criança de 5 anos essa semana, nós vamos perder outras provavelmente ao longo dessa crise, para quê? Por quê? Porque a gente não consegue fazer o isolamento social 15 dias de lockdown, de tranca-rua nessa cidade e, certamente, numa coordenação com a região metropolitana de Campinas, com barreira sanitária, com o uso adequado dos nossos fatos, recursos sanitários, para fazer um controle rigoroso, com ampliação da testagem, que já tem sido um dos esforços que eu sei que o secretário tem feito, que o Pimenta tem feito, reconheço esse esforço, esse esforço existe, mas ainda é insuficiente. essas ações articuladas estão ao alcance do poder público municipal. Não fazê-las é uma escolha, uma escolha que vai ter como consequência a morte desnecessária de pessoas. Às vezes, daqui a alguns meses, nós já vamos ter alguns medicamentos que podem demonstrar uma melhora do curso do Covid, se não uma melhora dramática, mas uma melhora parcial, e aí uma mortalidade de 50% de entubados na UTI pode cair para 30%, para 35, e nós vamos salvar várias vidas, esse é o esforço do qual eu estou falando, e aqui é uma crítica fraterna, mas contundente, que eu não posso deixar de fazer, a essa situação, porque eu entendo que, por mais que a gente amplie leito, é a gente cavar um poço que ele pode não ter fundo, ele pode não ter fim, eu não estou aqui falando, igual falei, não sou profeta do caos, eu sei que os senhores estão fazendo um trabalho muito rigoroso, que está fazendo a gente avançar num dos braços para enfrentar essa crise e eu aplaudo os senhores por isso. Esse braço está sendo bem enfrentado, mas o outro braço, que é o braço do qual a gente, para poder efetivamente funcionar, a gente precisa de coesão social, liderança política, firmeza nos agentes sanitários que vão informar, orientar. Senhor secretário, o prefeito confia no senhor, ele acredita no que o senhor fala, eu sei do prestígio que o senhor goza junto ao prefeito. O senhor acabou de falar aqui, do ponto de vista da saúde, não seria adequado a gente abrir. Então, secretário, essa tem que ser a sua voz, e a sua voz tem que ser alta, ouvida. O senhor está cumprindo uma tarefa nesse momento, que ela é talvez a maior tarefa que o senhor já cumpriu na vida do senhor, e eu sei que o senhor já cumpriu várias grandes missões. O senhor já foi secretário estadual de saúde, o senhor é um hematologista brilhante, uma figura com uma história brilhante na organização da estrutura de hemoterapia nesse país. Então o senhor é uma figura que tem um legado brilhante para deixar para os seus filhos, para os seus netos, para todo mundo, para lembrar do senhor como uma figura de brilho. No entanto, ser leniente com a flexibilização nesse momento é uma mancha na imagem de qualquer figura pública da área da saúde. Nós que gostamos de estudar, que já lemos, nós sabemos que hoje, quando a gente olha o que aconteceu no enfrentamento da gripe espanhola em 1918, que foi o quadro mais parecido com o que nós estamos enfrentando hoje que nós já vivemos, as pessoas que erraram nesse tipo de questão, elas não ficaram bem na história, não ficaram bem na história e a gente não pode permitir que a gente vá ficar mal na história, o nosso papel agora é de enfrentar e de ser médico, médico, de defender a vida das pessoas, então esse é o apelo que eu quero fazer ao doutor Pimenta, ao secretário Carmo, que são pessoas que eu falei que eu respeito imensamente, um apelo que ele diz respeito a defender a vida dos campineiros, desrespeito a defender a vida dos trabalhadores da saúde, que vão adoecer mais se a gente tiver mais gente doente, vão adoecer pior, mais gravemente, a gente sabe o quanto que o Covid afeta de forma desproporcional os trabalhadores da área da saúde. Então, em nome da vida de todas essas pessoas, que é mais de um milhão de pessoas que ainda não tiveram contato com esse vírus, é que eu quero dizer que eu não concordo sob hipótese alguma com a flexibilização que está sendo feita hoje, eu acho que a ação de um poder público responsável, comprometido com a vida e comprometido com a economia, porque o que se tem demonstrado na literatura técnica, na área da economia também, o Federal Reserve Bank, o Banco Central americano, publicou um paper de 40 e tantas páginas em que eles fizeram um estudo demonstrando que as cidades que enfrentaram, durante a gripe espanhola, que é a única diretriz que nós temos para comparar, a situação da doença, de forma contundente, promovendo ações responsáveis de isolamento, fazendo bloqueio, e mesmo retomando o bloqueio no tempo certo, tiveram uma recuperação econômica mais rápida e mais vigorosa do que as cidades e os localidades que não tiveram esse tipo de ação. Então, por todos esses motivos, secretário, eu sei que é difícil ouvir os senhores com todo o cuidado e tudo mais, eu quero só dizer que não há justificativa para a gente fazer isso nesse momento. Eu teria algumas perguntas para fazer para os senhores, eu não sei se os senhores vão poder respondê-las ou não, mas eu quero realmente deixar aqui esse manifesto, essa posição e apelar para o senhor pelo bom senso e pela defesa da vida, porque eu respeito demais o senhor como médico, o senhor apimenta como médico e todos os técnicos e é isso que eu quero continuar fazendo, respeitando os senhores pelas figuras brilhantes que os senhores são. Enfim, é isso, eu não sei se lamento aqui pela extensão da minha fala, mas eu não poderia deixar de fazê-la para os senhores e, em seguida, talvez, colocar algumas perguntas, se tiver a condição de a gente fazer essas perguntas aqui agora. Bom, Pedro, são meio-dia e dez, eu não sei até que horas nós vamos aqui. Você que... Eu estou à disposição dos senhores, Eu quero ouvi-los, quero dialogar com os senhores, não tem problema. Os senhores aqui vão dar o teto da nossa conversa. O que eu gostaria de perguntar para o senhor, diz respeito mesmo à questão dos leitos, dos profissionais afastados, eu queria saber se existe um balanço já do número de profissionais afastados. Eu tinha uma pergunta a respeito da portaria 898 do Ministério da Saúde, de que ela previa ampliação de leitos, mas eu tive conhecimento de que houve uma utilização parcial dos valores previstos na portaria 898. Se o Reinaldo quiser falar disso também, seria útil para nós nesse momento. Enfim, algumas questões. Bom, eu preciso responder alguma coisa. Primeiro que, muito obrigado pelo conceito que você tem a meu respeito. Eu acho que a única coisa que eu digo é que existem circunstâncias sociais que fazem com que todo esse, digamos, esse modelo que eu absolutamente concordo, como você falou, muda o rumo das coisas. Nós estamos vendo hoje, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França, na Itália, mobilizações de milhões de pessoas, numa fase onde eles deveriam estar em casa, deveriam estar em casa, quer dizer, contra determinados fenômenos sociais, o que aconteceu no Brasil é que as pessoas pararam de obedecer, você colocou uma situação real, que é a falta de comando, a falta de comando único. Eu assisti várias vezes a primeira ministra da Nova Zelândia, assisti o primeiro-ministro da Itália, a Angela Merkel, vários grandes estadistas, dizendo, olha, é por aqui que nós vamos. E eu me lembro, quando houve a abertura da Itália, e a Itália não abriu numa situação tão favorável quanto você está falando. Ele já tinha 30 dias do pico 32 dias, precisamente Mas não era tão perfeito Não era homogêneo no país Não era homogêneo no país Eu sei porque eu converso todos os dias Com os meus amigos italianos Mas ele dizia, olha, daqui pra frente O nosso futuro Será aquilo que nós fizermos O nosso futuro será aquilo que nós fizermos Se nós mantivermos a quarentena Mantivermos em casa os vulneráveis pudermos sair o mínimo possível, etc., nós teremos um futuro melhor do que se nós saímos todo mundo para a rua, etc. Então, deixar bem claro que, eu já disse, hoje é o 85º dia de quarentena em Campinas. Nós estamos há quase três meses em quarentena. Há um fenômeno natural de esgotamento, de cansaço. As pessoas não estão ficando mais em casa, os comerciantes estão abrindo de maneira clandestina. Nós temos que reconhecer isso. Nós não podemos, na saúde, ter a presunção de que nós sabemos tudo o que a sociedade quer e tudo o que a sociedade deve fazer. Então, eu acho que, de um lado, reconhecer que o isolamento é importante e pedir para que ele continue sendo feito, o distanciamento continue sendo feito. Do outro lado, movimentos sociais, que não é de Campinas, que não é da região metropolitana, que não é do estado de São Paulo, é do Brasil inteiro, do Brasil inteiro. Nós temos hoje vozes dissonantes dentro do comando da saúde do Brasil, inclusive, não só do comando político. O teu discurso é correto, politicamente correto. Eu faria o mesmo se estivesse do teu lado, se eu estivesse na tua posição. Mas ele escapa um pouco da realidade que o país está vivendo Ele escapa um pouco de tudo o que aconteceu Então eu acho que nós vamos continuar trabalhando pelo isolamento Vamos continuar falando, vamos continuar fazendo o que é possível Mas nós temos que entender que existe uma realidade social que nos constrange a proteger a sociedade, independente do que nós tenhamos na mão, nós temos que proteger. E eu, de tudo que você falou, eu rejeito frontalmente qualquer responsabilização. Com todo respeito, eu não serei responsabilizado, porque temos feito tudo o que existe de possível na nossa cidade. Eu acho que tem um microfone aí. Então, viu, Pedro? Eu respeito muito a posição e entendo a posição de quem está, mas existem situações que a sociedade te coloca e que você não pode fugir. Não tem como Campinas comandar a região metropolitana ela por si só. Não tem como. Existe alguém que cuida da região metropolitana, tanto na saúde como fora da saúde. E eu acho que há uma solidariedade bacana entre os municípios da região metropolitana. Eu não acho que nós estamos absolutamente a Deus dará. O plano metropolitano da região de Campinas existe, existem muitos municípios que estão cuidando, e vou dizer, alguns municípios que gostariam de fazer uma abertura muito mais rápida e muito maior do que está sendo feito em Campinas. Nós estamos conversando num momento onde Campinas não fez abertura nenhuma. Está abrindo agora, ao meio-dia. Certo? Quer dizer, até então não tinha abertura. Que abertura que tinha? Então, a quarentena continua, continuará, e nós vamos continuar defendendo isso. Agora, existem situações, se a situação epidemiológica piorar, como você e o Marcos falaram, a ponto de a gente ter que voltar atrás, O próprio prefeito já disse que volta atrás. Nós não temos nenhum problema de dar um passo atrás. Nenhum problema. Mas hoje nós vivemos uma exaustão. Hoje a sociedade vive uma exaustão. A sociedade não consegue mais tolerar o isolamento social, apesar de ser a melhor medida que nós possamos fazer. Mas essa é a realidade que nós temos. Do ponto de vista da saúde, nós temos que cuidar das pessoas, independente de qual cenário se apresente. Essa é a nossa obrigação. É a nossa obrigação e vamos continuar fazendo. Então, eu não vim aqui para discutir a Covid, nós podemos marcar uma conversa melhor. Eu acho que você aproveitou o momento, fez o teu depoimento, eu respeito. Mas acho que a gente pode marcar uma outra hora Eu vim aqui apresentar o RDQA E poderia ter trazido uma série de outras informações técnicas Da evolução da nossa pandemia Ou da epidemia na nossa cidade Para que nos ajudasse, inclusive, para entender todos os cenários Isso nós não pudemos fazer Não foi uma reunião O teu discurso é eminentemente técnico de um lado Mas muito político do outro Então, eu acho que a gente precisa marcar uma outra hora para conversar melhor. Eu gostaria também, como foi citado, Pedro, de manifestar com relação às colocações. Grande parte do ponto de vista técnico, você tem a sua fundamentação, ela é totalmente arvorada em aquilo que aconteceu no mundo, mas a gente tem que ter essa sensibilidade de qual é o momento e a flexibilização é inegável, já estava acontecendo não só em Campinas mas também pela própria sociedade a nível Brasil muitas críticas podem acontecer principalmente quando se olha para trás a questão inclusive foi colocada recentemente agora vai ter que liberar porque começou-se muito cedo a restrição A quarentena no Campinas começou muito cedo Porque não tinha o número de casos ainda Olha, foi por sorte, não digo, mas foi por técnica Que foi começada a quarentena em um momento tecnicamente adequado lá atrás Porque se não tivesse acontecido aquela quarentena Já há quase 60 dias Nós estaríamos hoje sobrecarregados com uma sazonalidade pediátrica E isso seria realmente uma grande sobrecarga e aí sim estaríamos realmente de uma maneira muito desconfortável para poder tratar duas grandes patologias, Covid e sazonalidade pediátrica, que sobrecarregava e sempre sobrecarregou os nossos leitos hospitalares de uma maneira simultânea. Então, é lógico, sempre vai acontecer a crítica, ela terá que ser assumida no papel de gestora, inclusive eu coloco realmente que assuma qualquer tipo de posicionamento, mas nós, a gente teve toda uma técnica para poder discutir o momento de iniciar a quarentena, todo momento também uma discussão técnica para discutir a flexibilização da quarentena e que se for preciso, acompanhando inclusive esse um dos critérios da questão da internação hospitalar, a utilização dos leitos de alta complexidade, retroagir, retroceder, voltar um passo. Isso já está, assim aconteceu no mundo, assim tem acontecido no mundo, os governos flexibilizam e voltam, se necessário, a partir de parâmetros. Realmente, também concordo com o Carmen, eu discordo com a Ana, de nos responsabilizar sobre eventuais mortes que venham a acontecer. Não, nós estamos fazendo de um ponto de vista técnico. Se é possível manter a flexibilização ou necessário retroagir, assim nós vamos fazê-lo. Sempre baseados em números, em questões técnicas. Com relação, realmente, à reunião, que era voltada à apresentação dos dados financeiros da Secretaria de Saúde, da Rede Mário Gatti, me mantenho também à disposição para poder, com total transparência, os números COVID estão nos obrigando até fazer toda uma reengenharia financeira, do ponto de vista de utilização adequada, o recurso é um recurso que vem carimbado para o enfrentamento da pandemia, Então nós estamos publicizando todas as informações, os nossos dados são todos transparentes, publicados, da perfeita utilização desses recursos que estamos recebendo de uma maneira específica para fazer frente ao enfrentamento da Covid. E os demais recursos também, tudo que nós fizemos sempre foi transparente do ponto de vista de publicar as licitações, os processos, quem foi que ganhou, quanto ganhou, por que ganhou, a economicidade para a municipalidade, para o contribuinte daquilo que a gente tem feito de uma maneira muito objetiva. Então, também me coloco à disposição para continuarmos a conversa sobre enfrentamento da pandemia, mas nessa nossa reunião específica também, para poder discutirmos, talvez pelo não adiantar da hora, são 11h20, medir 20 talvez não seja possível, mas para que a gente possa estar discutindo também as questões financeiras, que era o foco maior da nossa reunião, mas que a gente tem que levar também para o munícipe saber como está acontecendo a utilização de esses recursos que são de todos nós, todos nós que contribuímos, todos nós que pagamos nossos impostos, é importante que a população saiba de uma maneira muito transparente esta perfeita utilização. Agradeço realmente a possibilidade de estarmos aqui e já adianto também que eu tenho uma reunião agora, logo às 13 horas, para poder traçar alguns outros objetivos, então não vou poder continuar muito tempo mais aqui na nossa reunião, deixaria a critério do Carmen, se assim for possível, permanecer, mas eu vou ter que me ausentar. Muito bem, agradeço a tua resposta, então, doutor Pimenta. Eu tinha feito uma pergunta aqui, talvez, não sei se o Fábio ou o Reinaldo vão saber responder, sobre como é que está sendo utilizado o recurso que foi destinado pelo governo federal, da portaria 898, de 20 de abril de 2020, que é um recurso que trata de valores para a expansão de leitos de UTI, eu entendi que foi usado parcialmente, queria saber qual que é o percentual que já foi usado e como é que isso está ajudando o nosso caixa nesse momento, esse recurso então ele é do primeiro quadrimestre ainda, ele é de 20 de abril, mas pelo que eu entendi ele foi utilizado posteriormente, só para as pessoas entenderem, se trata aí de um valor que está previsto para que Campinas pudesse ampliar os leitos de UTI. Tem outras perguntas, que o Odair Pires de Oliveira, do Sindicato do Sindicato de Saúde, perguntou ao secretário quando é que vão chegar os testes rápidos para os profissionais de saúde e saber também se está sendo aberto o CATE dos profissionais de saúde que estão adoecendo por Covid. Chegou aqui nas redes sociais da Câmara. O Alexandre Pereira gostaria de saber sobre a informatização na saúde, sobre os percentuais e como é que, se isso vai ser feito também nos hospitais, nas unidades de pronto-atendimento, se os sistemas vão ser interligados. E por fim, uma última pergunta aqui, queria saber, a Renata, que tem duas perguntas, perguntando sobre as consultas, como é que vai funcionar agora com o processo da flexibilização e tudo, sobre as consultas eletivas na rede do SUS Campinas, as consultas de especialidades, como é que as pessoas devem procurar isso, atendimento presencial e onde pode ser denunciado quem não estiver utilizando máscara dentro do ambiente de trabalho também, Se a empresa ensina a tomar providências, ela gostaria de saber como é que deve ser feita essa fiscalização. São perguntas que chegaram pelas redes sociais da Câmara. E, bem, é isso. Se os senhores quiserem responder em seguida, a gente já pode caminhar para o encerramento aqui dessa audiência. Bom, todo o gasto ligado ao Covid está disponibilizado no portal da Prefeitura e foi criado um portal da transparência, onde está ali todos os contratos. Você pode ver tudo que entrou, tudo que foi gasto, para onde foi gasto, para onde foi empenhado, seja em insumos, seja em remédios, seja em contratos de prestação de serviço. Então nós criamos um portal da transparência exclusivo para o Covid, onde tudo isso pode ser olhado, Pedro. É claro que nós ficamos muito preocupados em gastar muito bem o recurso que veio, uma parte obviamente foi para a rede Mário Gatti, uma parte foi para abastecer toda a nossa rede de insumos, EPIs. Nós tivemos que investir em quantidade de EPIs importantes e depois todos os contratos de prestação de serviço. Nós não cometemos nenhuma violência administrativa, tudo pactuado, tudo com valores estabelecidos. Então, eu te convidaria a visitar o site e o portal da Transparência, onde tudo isso está lá. Se a gente tivesse tido tempo, poderia até mostrar, mas hoje está tudo colocado lá, tanto o nosso como da Rede Mário Gatti. Em relação às perguntas que são mais ligadas à questão trabalhista, nós estamos deixando o Sereste com a incumbência de fazer essas análises. Nós não vamos, nós vamos partir do geral para o particular, ou melhor, do particular para o geral. Então, todas as unidades que nós tivermos algum tipo de problema, eles serão feitos em primeiro lugar. Então, nós estamos fazendo os testes rápidos em unidades onde algum caso já existiu e aí nós vamos estudar todos os contactantes, seja do trabalho, seja da família, e esse programa de análise de todos os trabalhadores está sendo desenvolvido pelo DEVISA através do Sereste. Através do Sereste. A gente pode depois pedir para mostrar um pouco melhor esse dado. E a outra coisa, qual era? Ah, dos ambulatórios. Então, os ambulatórios estão a cargo do Departamento de Saúde. Eu vou pedir para a doutora Mônica entrar em contato com você e passar, mas a ideia é começar a fazer, porque os ambulatórios fechados muito tempo, isso implica em problemas, em reagudização de casos crônicos. Então, apesar de a gente ter disponibilizado e facilitado a questão da utilização de remédios para doentes crônicos, a gente sabe que isso não substitui a visita médica. A gente teve um trabalho muito grande feito por telefone, a gente colocou em cada tablet de cada agente comunitário de saúde, a gente colocou um chip de modo que o tablet se transformou num telefone e ele se comunicava com a população através do seu tablet. Então, os agentes comunitários também fizeram, de maneira remota, muito do seu trabalho e puderam manter esses pacientes. Existe um trabalho do SAD, trabalho também feito para as pessoas que têm tratamentos paliativos, que é um tratamento fundamental de ser mantido e reativado, de maneira a dar segurança para outros casos que não só os do COVID. Então, acho que a tendência é, devagarzinho, a volta dos ambulatórios. Eu não sei no Mário Gatti, acho que a ideia é a mesma, que a gente comece a cuidar dos doentes crônicos também. Acho que é isso. Muito obrigado, secretário. Não sei se o Pimenta tem alguma... Eu acho que eu tenho uma questão sobre a integração da informatização entre a rede... Ah, a informatização. Então, a informatização, eu mostrei na minha apresentação, hoje 100% da nossa rede tem algum grau de informatização e as nossas UBSs, hoje nós temos pelo menos 70% delas completamente informatizadas e estamos trabalhando para... Eu acho difícil que a gente chegue a 100% da rede informatizada, mas nós vamos trabalhar para deixar o máximo de informatização usando o ESUS. Então, quando a gente usa o ESUS, a informação fica muito mais farta. Então, tem unidades onde a implantação do ESUS praticamente multiplicou por 5 o número de atendimentos, quer dizer, não é que aumentou em 5, nunca aumentou em 5, é que a informação passou a ser disponível. Então a informação, a informatização é um instrumento gerencial extremamente importante para a gente ter informações gerenciais adequadas do sistema. Eu estou bastante contente esse ano com a velocidade com que a gente está conseguindo aumentar a informatização. Em relação às unidades de pronto-atendimento, acho que o Marcos pode explicar, mas também eu acho que há um trabalho muito forte de informatização, tanto da rede Mário Gatti, a implantação do AGHU e seus módulos todos, e depois o interfaciamento com as unidades de pronto-atendimento e pronto-soportes. Com relação à informatização das unidades da rede Mário Gatti, ela é um pouco diferente do que acontece na atenção básica, nós não vamos usar o ESUS-AB e nem o ESUS-OSP, porque na unidade Mário Gart, nós já implantamos de uma maneira muito positiva o sistema chamado a GHU, que envolve os hospitais universitários federais. Foi muito exitosa essa implantação e agora nós estamos levando esse mesmo sistema para as unidades de pronto-atendimento e para o Hospital Ouro Verde. É importante destacar que o AGHU é um sistema público, ele é implantado por uma empresa que faz a gestão, é por uma autarquia, não sei se é autarquia, é uma entidade federal que faz a gestão dos hospitais universitários federais, chama-se IBSER. Nós temos uma grande parceria com a EBSER, inclusive já tivemos, a semana passada, coincidentemente, a EBSER esteve conosco, já buscando as informações a respeito de como foi feita a implantação do AGHU na unidade Mário Gatti, é um sistema aberto, colaborativo, todos os hospitais universitários que participam da implantação do AGHU disponibilizam aquilo que melhorou o sistema, e nós desenvolvemos um módulo muito positivo para o AGHU, que é o módulo de urgência e emergência, que é o que a IBCER está, inclusive, buscando conosco essas informações. Então, agora, já para o início do segundo semestre, nós já começamos a implantação do AGHU nas unidades de pronto atendimento e também na unidade Ouro Verde, onde todas as unidades de urgência, emergência e hospitalares vão estar interligadas. interligadas não só na base de dados de identificação do paciente, mas também de todos os dados clínicos. Ou seja, se um paciente ficou internado na unidade Mário Gatti ou ficou internado na unidade Ouro Verde, quando for atendido numa UPA, o profissional da UPA, da unidade de pronto-atendimento, vai conseguir acessar os dados da internação. Se ele foi atendido numa UPA e foi para o hospital, o profissional do hospital, ou qualquer um dos dois hospitais aí poderá também acessar aquelas informações, e não é só informação clínica, mas também informações de exames laboratoriais, exames de dados, ou seja, informações de exames de imagem, todos serão compartilhados. Então, agora, para o início do segundo semestre, é uma pena que nós tivemos uma pandemia na nossa vida, isso era previsto para o início do ano de 2020, mais notadamente entre março e abril era o nosso cronograma, que nós tivemos que adiar para o início do segundo semestre. Então, a formatização dos dois hospitais, Mário Gatti e Ouro Verde, no Mário Gatti já está 100% implementado, agora iniciaremos com as UPAs e com o SAMU através do AGHU. bem, perfeito tem alguma resposta sobre a questão da portaria 898, não sei se o Reinaldo ou o Fábio saberiam me dizer eu estou aguardando, o Reinaldo ou o Fábio vocês me ouviram ou não? 898. Pedro. Oi. Na verdade, em lugar de me ater a essa portaria, eu conseguiria para você... Conseguiria, perdão? Eu conseguiria te passar os números Conforme você comentou Você inclusive já tinha feito essa pergunta No início da apresentação Logo que eu terminei O que eu consigo te passar De número Eu não vou me ater A aquela portaria Eu vou passar todos os recursos Sejam eles estaduais, federais Ou emendas parlamentares foram repassados na soma o total de 68 milhões de reais para o enfrentamento da Covid-19, 68 milhões, dos quais 41 milhões já estão de alguma maneira utilizados. Seja, já estão empenhados ou estão em processo de licitação, já com dotação indicada. Desses 68, dentro da rede Mariugat, 27 milhões e 877, é o que está destinado à rede Mariugat. E destes, 23.175.000 já estão indicados com as suas respectivas dotações orçamentárias. Está certo. Bem, eu acho que não tem mais pergunta aqui. Eu gostaria então de caminhar aqui para o encerramento dessa audiência pública, agradecendo muito a presença do Fábio, do Reinaldo, do Carmen, do Marcos Pimenta. reiterando a orientação para as pessoas. Eu vi agora as fotos das ruas, da 13 de maio, agora pela manhã, com filas, aguardando a entrada no comércio, uma situação muito preocupante, aglomeração de pessoas, reiterar o esforço para que as pessoas não se comportem dessa maneira, reiterar o pedido à Prefeitura Municipal para que amplie o número de ônibus que estão circulando, de carros circulando no transporte coletivo municipal, para que os ônibus não fiquem tão lotados como eles estão. e que o poder público fiscalize as medidas de proteção individual e coletiva que têm que ser tomadas nesse processo, como, por exemplo, a utilização de máscaras, a disponibilização de álcool gel, álcool 70, para que a dor que a gente vai ter que sentir com esse processo de reabertura se dê de forma menos aguda, menos sofrida e menos mortal do que a gente potencialmente pode viver. Então é isso, muito obrigado a todos e a todas e eu gostaria de declarar encerrada essa audiência pública.