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Estúdio Câmara | Linguagens de Amor Diferentes Podem Causar Atritos no Dia a Dia?
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Estúdio Câmara | Linguagens de Amor Diferentes Podem Causar Atritos no Dia a Dia?

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Resumo editorial

O programa aborda as diferentes linguagens do amor - formas variadas como palavras, atos, presentes e toque para expressar afeto. Discute como mal-entendidos podem surgir quando pessoas demonstram amor de maneiras diferentes, causando atritos no dia a dia. Enfatiza a importância da comunicação, escuta ativa e acordos mútuos para compreender melhor as necessidades do outro em relacionamentos pessoais e familiares.

Descrição do vídeo

As linguagens do amor, palavras de afirmação, tempo de qualidade, atos de serviço, presentes e toque físico, explicam por que duas pessoas que se amam nem sempre se sentem compreendidas. No Estúdio Câmara desta sexta-feira, 23 de outubro, a apresentadora comanda um bate-papo sobre linguagens do amor no relacionamento com convidadas e abre espaço para o público relatar como demonstra e sente carinho no dia a dia. O programa também avisa sobre a audiência pública da Comissão de Política Urbana marcada para segunda-feira.

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar. Hoje, sexta-feira, dia 23 de outubro, chuvosa, né? E eu pergunto para você, como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Hoje eu quero te convidar para conversar sobre a linguagem do amor ou as linguagens do amor. Hoje a gente fala como nós demonstrada. Tem gente que demonstra carinho com palavras. Tem gente que prefere estar junto, fazer algo pelo outro ou de repente oferecer um presente ou demonstrar afeto pelo toque. E quando duas pessoas se gostam, mas demonstram esse carinho de maneiras diferentes, algo pode acontecer por falta de entendimento sobre as linguagens do amor. Então, eu gostaria de saber de você aí de casa e de convidar para participar com a gente. Como você demonstra amor e o que faz você se sentir amado? Você já parou para pensar nisso? Muito interessante. Hoje é um programa que vai nos ensinar sobre as linguagens do amor. Participe com a gente377. Enquanto você vai participando, a nossa produção já está a apostos para receber aí a sua pergunta, a sua mensagem, a sua experiência. Nossas convidadas também já estão conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las, mas agora eu atualizo algumas informações. Daqui a pouquinho a previsão do tempo e já já a gente retoma ao nosso tema central de hoje. Sexta-feira chuvosa, a linguagem do amor, aqui no estúdio Câmara. Ô, gente, olha, a comissão de política urbana da Câmara de Campinas vai realizar na segunda-feira duas audiências públicas, tá? Uma 10 horas e outra 11:30 para discutir 11 projetos de lei complementar de autoria do executivo. As propostas tratam de destinação de áreas públicas para equipamentos de saúde e educação, habitação de interesse social, regularização fundiária e imóveis municipais ocupados por organizações religiosas. As audiências serão realizadas no plenário da Câmara, transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, pelo canal do YouTube e a população também pode participar pelo site da Câmara, tá? Então, segunda-feira a partir das 10 da manhã, movimentação com audiências públicas na Câmara de Campinas. E na parte da tarde também, a 1 da tarde, a Comissão de Educação e Esporte da Câmara vai realizar uma reunião para discutir 10 projetos. Entre os destaques está a proposta que cria a Semana Municipal da Limpeza Digital, que incentiva a organização e a exclusão de arquivos digitais sem utilidade. A reunião também é aberta ao público, será realizada no plenarinho, tá bom? Você pode acompanhar aqui pela TV Câmara Campinas também. Gente, vamos com a previsão do tempo. Não precisa falar muito da previsão, não, né? Olha só, se cumpriu porque desde segunda-feira nós havíamos dito que o final de semana ia ser chuvoso no estado de São Paulo e aqui em Campinas hoje amanheceu desse jeito, né, com chuva. Então a previsão diz que nós temos hoje um dia nublado, com chuva forte eh durante todo o período, tá? À noite a chuva diminui de intensidade, mas ela não para. a mínima de 19, a máxima de 23º hoje para amanhã temos um tempo aí nublado, eh, na parte da manhã e à tarde. A previsão diz que teremos chuva forte, né, e à noite também. Então, é importante a gente, eh, prestar atenção na previsão pra gente poder se precaver um pouquinho. Sábado, mínima 20, máxima 26, vai ficar calor até. E no domingo, eh, o dia de exercermos a nossa democracia, né, o nosso papel de cidadão. Mínima 17, máxima 22º, mas domingo nós teremos chuva durante o dia todo também. Essa foi a previsão do tempo para você para este fim de semana. Um ótimo dia, uma ótima sexta para nós. Voltamos ao nosso tema central do programa de hoje. Vamos falar sobre as linguagens do amor. A gente costuma imaginar que quando existe amor, a outra pessoa, ela vai perceber naturalmente o que a gente sente, né? Mas nem sempre é assim. Uma pessoa, ela pode preparar o café da manhã, resolver um problema, cuidar da casa ou organizar a rotina para aliviar o dia do parceiro. Mas a outra pessoa, ela pode sentir falta de ouvir um elogio, de receber um abraço ou simplesmente ter um tempo para conversar sem distrações. E os dois podem estar tentando demonstrar carinho, mas sem perceber que existe uma diferença entre aquilo que oferecem e aquilo que o outro espera receber. A gente precisa entender essas diferenças e nós vamos aprender a linguagem do amor com as três convidadas que já estão aqui com a gente. Nós vamos apresentá-las, elas vão nos orientar. Quero dar as boas-vindas e bom dia a Vivian Pedroso. Ela é psicóloga clínica que trabalha com autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Muito obrigada pelo convite. Eu gostaria de parabenizar o programa, né, por trazer temas tão relevantes aí pro desenvolvimento emocional. Então, muito obrigada. Ah, nós que agradecemos a sua participação e a sua presença. Como eu digo, sem o aceite de vocês não tem estúdio Câmara. Então, muito obrigada por estarem disponíveis para nos orientar. Agora conosco a Débora Felipe. Ela é psicóloga clínica e organizacional com atuação em saúde mental e diferentes abordagens da psicologia. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada pela pelo convite que vocês fizeram também. Fiquei muito feliz e muito mais feliz hoje porque está chovendo e a gente vai falar de amor para dar uma aquecida então no nosso coração e no coração de todo mundo. Ai que maravilha. Para completar o nosso time do estúdio Câmara de hoje, a gente traz pelo Zoom Aline Ferraz, educadora parental, psicanalista e especialista em educação emocional. Ela trabalha com comunicação e fortalecimento de vínculos. seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Eu agradeço. É uma honra estar aqui com a presença de de pessoas tão importantes, né, na área da educação, na área da do desenvolvimento humano. E é uma honra trocar conversa com vocês hoje. Ai gente, a honra é toda nossa, pode ter certeza. Então vamos começar a nossa aprendizagem. A expressão linguagens do amor ficou muito conhecida e ajudou muita gente a conversar sobre afeto, né? Mas será que precisamos mesmo classificar cada pessoa em uma única maneira de amar? Bom, vamos começar entendendo o que existe por trás dessa ideia. Vivian, quando a gente fala linguagens do amor, o que a psicologia traz pra gente referente a esse conceito? Eh, o amor ele é uma emoção complexa, né? Eh, nós temos as emoções básicas de medo, raiva, tristeza e e o amor ele envolve a criação de vínculo, né? Então, cada um percebe e constrói isso na infância da sua maneira. Eh, então perceber que o outro ele tem uma outra perspectiva a respeito de como ele faz esse vínculo, como ele expressa e como ele recebe esse amor, eh, é muito importante para as relações, né? Então, entender até a partir da neurociência que naquele momento o nosso cérebro ele lê uma situação de segurança quando a eh tem ele sente o amor. Uhum. Muito bom. Agora, Débora, vamos lá. Uma pessoa, ela pode receber carinho, igual nós falamos agora no início do programa, atenção, cuidado no dia a dia, mas ainda sentir que falta alguma coisa no relacionamento. Então, como as diferentes formas de expressar e perceber o amor pode ajudar a gente eh tentar explicar essa situação? Bom, eh, eu posso dar o meu amor, a pessoa pode receber, eh, ela pode receber, mas é como se nós estivéssemos enviando uma encomenda e ela não estivesse chegando ao destino final. a gente envia um presente e ele não chega ao seu destino. E isso acontece muitas vezes porque assim como a Vivian falou, a pessoa ela traz ali dentro de si, dentro do seu contexto, do seu histórico de vida, eh algumas, vamos se dizer assim, a traços da sua personalidade e algo que faz muito sentido e que fez muito sentido ao longo da vida dela. Então, é muito importante e o relacionamento ele não se pautar apenas em rótulos, talvez, mas em conversas, eh, nós mulheres, por exemplo, somos cíclicas, então, enquanto hoje eu posso falar: "Ah, mas um eu te amo", não faz tanto sentido. Amanhã eu de TPM, eu quero muito mais esse eu te amo na minha vida. Eh, então é muito importante a gente pautar as nossas relações eh em um em diálogos constantes para que o nosso parceiro consiga compreender de fato eh o que tem feito sentido, o que não tem feito sentido e a gente consegue manter a chama, manter um relacionamento saudável e e até mesmo duradouro, que eh porque geralmente as pessoas existe ali o amor, mas elas acabam perdendo um pouquinho uma forma de enviá-lo e o outro também de recebê-lo. Muito bem. São duas vias, né? Você envia e você recebe. E aí, se não tem o entendimento, fica um pouquinho desafiador, não é? Agora eu quero falar com a Aline Ferraza, a Aline, ela é educadora parental também, né? Então, Aline, ah, vamos falar de família. a maneira como a gente aprende a demonstrar e receber carinho eh na infância, né, dentro da família, pode influenciar a forma como eh a gente vai se relacionar eh na nossa vida adulta. Bom, bom dia, novamente, com certeza o vínculo ele é construído desde a infância, né? Minha área de de atuação é a adolescência, mas se a gente pensar nesse vínculo construído desde a infância, nós vamos construindo como eu dou e como eu recebo afeto. E na adolescência é esse momento de construção da identidade, que é onde os conflitos eles aparecem. Por quê? Porque o adolescente ele vai colocar esse afeto no mundo e a família precisa estar disponível para que esse adolescente possa, nesse contexto de família construir um vínculo de uma forma mais assertiva. Então eu entendo que para que esse vínculo seja construído, para que esse amor seja eh colocado no mundo de uma forma que o adolescente sinta que ele está amando e sendo amado, precisa de um pilar de três pontas, né? eh, que eu falo bastante sobre isso, é escuta, presença e consciência, né? Porque a consciência da família vai trazer com que esse adolescente se sinta parte dentro desse contexto. Perfeito. Às vezes a pessoa está se esforçando para cuidar da relação, mas o parceiro não reconhece, né, aquele gesto eh como uma forma de amor, né, uma maneira eh assertiva de cuidar da relação. E aí isso pode gerar frustração dos dois lados. Viviam, vamos lá. Como que a gente pode diferenciar a preferência afetiva? Como é que a gente aprende? Nós precisamos aprender as linguagens do amor. Então, ah, primeiro eu acho, vamos do começo, quais são, né, as linguagens do amor? Porque a gente tá falando aqui, mas de repente o pessoal de casa eh pode não entender do que nós estamos falando. Então vamos explicar pro pessoal de casa quais são as linguagens do amor. Bom, eh tem toque físico, né, que é importante pensar aqui, eh o toque, dependendo da forma como ele acontece, ele pode representar o amor como ele pode ser muito incômodo, né? Então, eh, sempre perceber é a intensidade desse toque, como esse toque, onde esse toque e o outro dá esse sinais, principalmente se for criança, né? Eh, e o adulto sempre, como a Débora trouxe a questão do diálogo, né? eh o tempo de qualidade, que é um eh fazer coisas juntos, dar atenção, é como você escuta, tem interesse por esse outro naquela atividade, eh atos de serviço, que seriam eh atividades, né? Então, saber o que é importante pro outro, o que ele quer que você faça não no sentido de uma ordem, né, mas de uma sugestão do que é importante, o como aquela pessoa contribui, como que eu posso contribuir na relação presente, que seria um símbolo de amor, não necessariamente através de um de um bem que eu comprei, mas que eu fiz, né? Às vezes até a gente diz: "Nossa, eh, foi um presente eh você ter surgido". Eh, então a presença ela também entra como um presente, aquela surpresa de você ter sido lembrado e se sentir importante. Muito bem, pode. Tem mais uma, tem mais uma que são palavras de afirmação, né? E, e eu acho que isso é muito importante, né? Independente da linguagem do amor da pessoa, a gente ter feedback, né? Então, eh, às vezes em sessão a gente ouve, ai, a pessoa melhorou isso, isso e aquilo. E aí eu pergunto: "E você falou isso para ela, né?" Eu, eu vindo para cá, recebendo mensagem de incentivo. Então, a palavra ela tem poder, ela tem poder de melhorar ou às vezes atrapalhar o nosso dia. É isso mesmo. Agora, então, eu pergunto pra Débora, né? Como é que a gente aprende a preferência? do outro, a preferência afetiva pra gente poder ser ou tentar, né, ser assertivo quando a gente fala das linguagens do amor. E aí, como é que faz para entender o que o outro gosta de receber? Bom, a gente parte aí de um princípio que ele vai doar até mesmo que inconscientemente que ele gosta de receber. Então, comece a observar o seu parceiro. Ele fala, ele ele se declara bastante, ele sempre traz aquele mimo, eh, ele sai com você para jantar, ela sai para jantar, faz um convite. Então, comece a perceber como que é o funcionamento dessa pessoa. também não esqueça de nutrir esse amor com, vamos dizer assim, eh, não, não somente com o que ele está entregando. entregue também, mas entregue um pouco mais, porque assim como o nosso organismo ele precisa de diversos nutrientes, eh, o do outro também, então deu um pouquinho ali de de palavras, de afirmação e tudo mais, começa nutrir também com outros eh outras atividades, outras emoções. Assim, você não fica naquela perspectiva de que, nossa, eu tenho que ser o que a pessoa deseja que eu seja e é muito difícil para mim. Então, quando a gente precisa também eh mudar a todo custo para que o outro se sinta bem e se sinta amado, mas nós estamos ali eh num esforço constante, não muito natural, isso não faz muito bem. Então, observe, entregue, converse, eh, tenham momentos de qualidade, então ali entre vocês dois para que vocês se entendam dentro da semana, dentro do mês, porque a gente consegue de fato entender o funcionamento, o o o que realmente a pessoa é, o que vem da personalidade, mas é importante ir um pouquinho além para que a gente não fique eh fazendo um esforço muito muito grande da nossa parte, isso se torne um desafio e não um cuidado. É verdade. Interessante na fala de vocês que pra gente de repente entender a linguagem do amor do outro e a nossa também, a gente precisa da comunicação, né? A comunicação ela faz parte da nossa vida a todo momento. A todo momento a gente se comunica. Mas eu quero perguntar pra Aline, como é que a gente pode se comunicar? como que a gente pode falar, né, sobre as nossas necessidades afetivas, hã, de forma clara, mas sem que essa conversa ela se transforme em uma cobrança, né? A gente tem que fazer uma abordagem, mas de que forma? Porque se eu for falar, olha só, analisa aí você em casa, né? Se eu for falar que de repente o que o outro está fazendo não está me agradando, eu posso causar aí uma situação um pouco ruim. Então, Vivian, como é que a gente faz para expressar eh Vivian, não, perdão. Então, Aline, eh, o que que a gente, como que a gente faz para expressar eh o que a gente tá sentindo sem eh agredir o outro, por exemplo? Bom, vamos lá. Então, trazer um muito importante que é o da comunicação não violenta, né? Quando a gente fala em comunicação não violenta, nós temos quatro passos para seguir. E esses passos são a chave de uma comunicação mais assertiva, né? Porque nós partimos dessa construção do vínculo através da observação. Então nós vamos observar o outro dentro das relações, mas também nós vamos nos observar como nós estamos nos comportando dentro das relações. E aí nós entramos para um segundo passo, que é a questão dos nossos sentimentos. Como foi falado hoje, a Débora falou, é muito importante a gente considerar como nós estamos nos sentindo nessa relação, mas também como o outro se sente nessa relação, né? para que a gente possa chegar no terceiro passo, que é a linguagem das necessidades. Então, quando eu falo pro outro o que eu estou sentindo, eu me coloco numa posição de vulnerabilidade e aí eu abro espaço para que o outro também fale o que ele está sentindo. Então, aí nós vamos poder chegar num consenso de necessidade. Qual é a minha necessidade dentro dessa relação, dentro dessa linguagem que eu estou tentando expressar? E qual é a necessidade do outro dentro dessa relação? Porque sempre tem que haver um equilíbrio entre o que eu estou sentindo e o que eu preciso. E é da mesma forma o outro, né? Não é eu impor o que eu sinto, o que eu preciso e nem a nem o vice-versa, né? Nem umhum outro pode se impor, nenhum outro pode colocar só o que ele precisa sem considerar o que eu o que eu preciso. E aí a gente chega num equilíbrio. E aí nós partimos pro quarto passo, que são os pedidos, que são os combinados, né, dentro das relações, principalmente das relações familiares, o que funciona muito são os combinados. Nós fazemos isso na educação, nós fazemos isso dentro com crianças, com adolescentes, né? Isso funciona muito. Isso também funciona com adultos, porque uma vez que eu coloco dentro, né, eu coloco na mesa tudo que eu preciso de uma forma vulnerável, porque colocando os meus sentimentos sem impor, nós conseguimos chegar em combinados claros para que essa relação melhore. Muito bem. Um detalhe bem interessante que vocês eh falando sobre a linguagem do amor, a forma da gente entender a nossa e a do outro também. Eh, eu penso que um dos problemas que envolve relacionamentos afetivos e familiares também é que às vezes a gente não fala, né? A gente tá, nós estamos conversando aqui sobre a importância de da comunicação, mas às vezes nós não falamos. A gente até pensa em falar, mas aí a gente guarda, a fala pra gente e a gente não se comunica. O problema é que nós esperamos que o outro entenda o que nós estamos sentindo. De repente você não fala, mas você age de alguma forma esperando que a outra pessoa tenha uma bola de cristal e vai entender o que você sente e vai fazer a abordagem, né, com você da forma que você quer que seja. Vivian, por que que nós temos dificuldade de expressar o que nós sentimos? Eh, mesmo quando a gente gostaria que eh melhorasse essa relação, independente se é uma relação eh entre eh pessoas que estão um casal e uma relação familiar, essa dificuldade acaba atrapalhando quando a gente traz a linguagem do amor? Eh, eu eu percebo que isso vem muito da educação, né? O quanto não tem um espaço em casa. Eh, como que eu faço, né? A hora que a criança vem eh trazer alguma informação, expressar o que ela tá sentindo, ah, fica quieto, agora não dá, engole o choro, né? Então assim, o quanto não existe um espaço já desde a infância para essa emoção existir. Eh, por isso que eu parabenizei no começo, né, a importância da gente falar sobre isso, porque é muito importante para que se eh se tornem adultos eh adaptados e com uma boa relação, né? Não adianta ter um conhecimento técnico, ser funcional numa parte prática da vida, mas a emoção ela tá junto, né? Então, eh, essa questão de comunicar é o ouvir também, né? Essa disponibilidade para ouvir. E a gente vive muito no automático, muito na correria, na execução de tarefas, cheque, cheque, cheque. Fiz o meu dia, entreguei e e a gente atropela a si e ao outro, né? E, e esse espaço de diálogo, ele muitas vezes não acontece. Então, o amor ele não é a relação existe e ela vai por si só, ela é um combustível. Uhum. né? Ela precisa ser nutrida, precisa ter eh uma uma intencionalidade nessa relação, seja de toque, de escuta, de palavras, né, e todas essas linguagens. Então, essa intencionalidade de estar ali com o outro, nutrir essa relação, seja com filho, com pai, com mãe, no trabalho, né, as relações elas não vão por si só e as pessoas mudam, né? Então, eh, isso tira também a gente da zona de conforto, esse dinamismo. Então, a gente tem essa tendência a ficar no automático e seguindo a vida, mas aí a conta chega e os conflitos com isso, porque aí a hora que essa relação ela não tá nutrida, eu não estou abastecida, o outro não está abastecido, tudo o conflito emerge. Exatamente. É por isso que a gente precisa entender, né, sobre o que é o amor, as linguagens do amor, como que nós eh mostramos, né, o que nós gostamos de receber e como que nós oferecemos também o nosso amor à outra pessoa, né? Agora, Débora, quando uma pessoa sente assim que ela está eh oferecendo demais, né? oferecendo. Eu tô lá na minha linguagem do amor e vamos e vamos e vamos, mas não não tá surtindo defeito. Eu só estou oferecendo, não estou recebendo. Como é que ela pode avaliar essa relação assim? Eh, eh, como chegar para dialogar sobre esse essa doação que está sendo já exacerbada e a outra pessoa, de repente não tá nem recebendo o que ela tá doando, né? São duas pessoas. Eh, você falou, eu fui pensando, né? São duas pessoas desnutridas de afeto, vamos se dizer assim. Uhum. Porque enquanto uma tem ali tentado nutrir, tirando de dentro dela para colocar pro outro, o outro não consegue receber. Ele está recebendo, por exemplo, ferro, mas na verdade essa pessoa está precisando de outra vitamina naquele momento. E como que a gente faz então uma análise no nosso corpo? Eu eu falo muito do corpo porque eu sou psiconeuronologista, então eu sempre tenho esse olhar no todo. Eh, como que a gente hoje examina uma pessoa de fato para saber se ela precisa de de uma vitamina X, Y, Z? É feito exames, são feitos exames. E como que a gente examina o outro? É, como eu disse, tem ali o seu tempo de qualidade com a outra pessoa durante a semana. pergunte também eh de uma forma utilizando técnicas da ferramenta da das ferr da comunicação não violenta. Eh, do tipo estou percebendo, estou sentindo que estou sentindo falta do seu carinho. Então, verbalize de fato o que tem faltado ali para que você seja nutrido e não tem problema. Isso não gera uma desconexão, muito pelo contrário, isso conecta as pessoas. E quando a gente olha para paraas ferramentas ali, porque são ferramentas da as cinco linguagens do amor e deixar ferramentas dentro de uma caixa, ela não funciona. Eh, então, utilize as ferramentas, pegue aquela caixinha e utilize ela no seu dia a dia. Não precisa usar apenas uma, utilize uma, duas, vai testando até que você consiga de fato eh estabelecer um equilíbrio entre vocês e e vocês comunicarem de uma forma mais fluida, sem necessariamente ser utilizando uma única linguagem, uma única ferramenta. Exatamente. Aí vem a comunicação, né? a gente começa a se entender, mas a gente precisa eh ter uma noção também de quando é uma dificuldade de comunicação, porque aqui a gente tá se aprendendo a se comunicar, percebe, né? E quando a gente fala de linguagens do amor. Então, beleza, comunicação, ponto chave, pode ser uma dificuldade de comunicação, mas também pode ser um desgaste, né, da relação. Então, a gente precisa entender, nós vamos comunicar, mas como é que o outro vai receber a nossa comunicação? Então eu pergunto eh pra Aline, né, como é que a gente faz para entender? É uma dificuldade de comunicação. Eu não estou entendendo sobre a linguagem do amor, então eu não entendo e não conheço essa comunicação não violenta. Então eu tenho dificuldade. Ou é um desgaste, mesmo que eu use todas essas ferramentas, não surtiu o efeito. Como é que a gente faz para balancear, para entender, para diferenciar isso? Ela tá com a gente. Eu acho que não, né? Eu vi que travou lá, produção. Eh, ô, fala comigo. Eu vi que travou. Eu acho que deve ter caído a conexão da Aline, tá? Então, a gente continua por aqui e a gente e eu continuo essa pergunta, né? Como é que a gente faz para diferenciar isso? Eh, Vivian, a falta, a dificuldade da comunicação e uma relação que já está desgastada? Eh, é um desafio, né? Então, entender os próprios limites, entender as próprias necessidades, eh, e o quanto o outro tem abertura, né? Mas muitas vezes a gente vai numa expectativa de uma resposta imediata das coisas e não é assim. Do mesmo jeito que eh não se constrói o amor de um dia pro outro, a relação também não chegou ali de um dia pro outro, né? Então, pensar também o que fez eu me interessar por essa pessoa, o que tem de bom nessa relação, porque muitas vezes a gente fica focado no ruim, né? E esse ruim ele vai crescendo, tudo que a gente alimenta cresce, sim, né? E às vezes, na verdade, ele só tá tampando algo que tá ali. Às vezes tem um potencial de crescimento, ainda existe amor, mas às vezes não. Uhum. Muito bem. Ô, Débora, eh, reciprocidade, né, como que ela entra nessa questão das linguagens do amor? a reciprocidade, eh, eu a meu ver ela entraria muito no eh vou vou trazer aí um um caso aí de atendimento que eu já tive de casal mesmo, em que o em que um traz ali ah, porque ela nunca está satisfeita e ao contrário também ele nunca está satisfeito. E a minha pergunta é, mas você perguntou de fato se o que você tem entregue eh tem eh está satisfazendo de fato a outra pessoa e o que ela tem feito por você, você tem também reconhecido de alguma forma, porque precisa ter essa troca, mas ela precisa estar claro entre ambos. Ela não não pode ser algo em que um fala: "Ah, eu dou, dou, dou". O outro não, mas eu também estou doando, doando, do ninguém está sentindo reciprocidade porque não existe ali de fato a a comunicação do que um tem feito, do esforço e não existe a verbalização. a gente entra naquele modo, aí a gente volta a falar do de quando nós éramos criança, engole o choro, a gente entra naquele modo silencioso e e não fala ou senão a gente assume um papel de 5 anos de idade e a Débora de 5 anos de idade eu não vou falar se ele quiser ele que perceba, ela que perceba. Então como que vai existir essa troca, essa reciprocidade? Olha, fez por mim, eu também vou fazer. Se as pessoas mal se conversam, né, e eu também não tenho a maturidade, é muito importante, então, a gente ter todo um olhar amplo do nosso e do outro, um cuidado amplo. Muito bem. Agora 8:39, produção. Ah, ela voltou. Olha só, Aline, você tá com a gente aí. Que bom que você voltou, viu? Internet é assim mesmo. Nós estamos ao vivo e tá chovendo, né? Eu não sei. Tá chovendo aí onde você está? Tem muito chuva na noite toda. Uhum. Então, eh, a internet quando tem chuva a gente sabe como é que é, mas agradeço aí o seu retorno. E a gente tá falando aqui da reciprocidade e a Débora falou da reciprocidade, né? Eh, eh, referente à questão eh do casal, mas a eh reciprocidade, a reciprocidade na questão familiar, né? Já que você é educadora parental, eu gostaria que você colocasse a conexão das linguagens do amor e a reciprocidade dentro do do da da família mesmo. Eh, aqui nós estamos falando sobre várias eh nuances, né, de relações, porque quando a gente fala da relação do casal, a gente tem a disponibilidade que o casal precisa encontrar para caminhar junto, né, na educação dos filhos, principalmente. E aí quando a gente fala do adolescente, né, o adolescente ele criou formas de amar ao longo da vida dele. Então dependendo da disponibilidade que ele teve, dos convidados que foram construídos, ele vai se tornar um tipo de adolescente ou outro tipo de adolescente, dependendo do que ele encontrou ao longo do caminho dele. E aí muitos pais quando eles me procuram, eles falam: "Poxa, Lene, eu não reconheço mais o meu filho. Eu não reconheço mais a minha filha". Mas por que que isso acontece? Porque o adolescente ele está construindo a identidade dele e como eu falei, ele está colocando o que ele está construindo pro mundo e muit das vezes ele une tudo que ele recebeu do ao longo da vida dele para poder culminar na adolescência. Então, nesse momento que ele está colocando no mundo, os pais não conhecem mais o filho. E aí, aonde precisa entrar uma disposição dos pais em conhecer novamente os filhos, em conhecer essa pessoa que está sendo construída. É claro que ela vem sendo construída ao longo da vida, desde a infância, né? Na infância a gente já tem muitas preferências, muito do que a criança é o que ela vai se tornar. Mas na adolescência isso é muito latente. Então se os pais não conseguiram construir isso na infância, é tempo de fazer isso correndo na adolescência, né? Então isso está no automático, essas dificuldades que nós temos nas relações, precisa entrar entrar a presença e entrar a consciência dos pais, principalmente, porque ele está conhecendo essa nova pessoa que está se formando. Muito bem, agora 8:42. Produção tá me avisando aqui. Nós temos algumas perguntas, pessoal tá em casa querendo saber da linguagem do amor e é importante, né, a gente conhecer e também não se julgue, tá? E eh, se você não conhece, busca na internet, assiste o programa, elas já explicaram pra gente quais são e como que a gente faz para demonstrar e para entender de repente qual a linguagem do de do amor que a outra pessoa gosta. E aí a gente de repente pode melhorar, né? e ter uma diferença nas relações e diferenças positivas, viu? Vamos lá. 8:43, pode colocar na tela pra gente, produção, temos algumas perguntas. Vamos ver o que que o pessoal de casa tá falando. Vamos lá. A Vanessa Ribeiro do Parque São Quirino, vamos direcionar para você, tá, Vívia? Olá. Por que algumas pessoas precisam de demonstrações de carinho com tanta frequência, enquanto outras ficam tranquilas, mesmo sem receber tanta atenção? É pergunta legal, né? Porque tem gente que tá de boa, tá tranquilo e tem outras que, na verdade, ficam até frustradas, né, Vívia? É, possivelmente essa linguagem do amor aí é tempo de qualidade, qualidade, onde a pessoa ela precisa de uma atençãoade eh maior da dessa presença. Uhum. dessa escuta, né? Mas isso vem muito dessa caixinha às vezes que a pessoa não se abastece, né? a gente vai com a expectativa do outro suprir, principalmente isso numa relação adulta. É muito complicado, né? Igual a Débora fala: "Ah, eu de 5 anos me colocando na relação, né?" Mas eh, então é importante comunicar e não entender que é uma responsabilidade do outro suprir, né? Então assim, se o tempo de qualidade é importante para mim, como que eu vou me proporcionar esse tempo de qualidade também? e e comunicar isso na relação, não esperar que o outro adivinhe. É muito comum a gente ouvir, mas não é óbvio, ele sabe que eu sou assim, ela sabe que eu sou assim. Não, você precisa verbalizar o outro traz uma outra perspectiva, tem uma outra personalidade, um outro funcionamento. Então ele não tá enxergando a mesma coisa que você. Importante a gente ressaltar isso. E voltamos lá na bola de cristal, né? Todo mundo acha sim. por favor. Eu gostei muito da fala da Vívia. E em complemento existe também aquela pessoa que se coloca em relações nas quais ela de fato não recebe afeto. Então não é que ela eh goste muito de receber afeto. Por algum motivo, ela tem se colocado em relações que ela não recebe afeto e o mínimo que ela sente falta, ela acha que é uma frequência, ela acha que está buscando eh de uma forma muito constante. Por quê? porque ela tem se colocado em relações em que não em que em que pessoas não a valoriza, em que pessoas não dá o mínimo do que ela precisa, do que ela gostaria, do que todos nós gostaríamos quando a gente fala de atenção. Então, e é importante a gente ter também um autoconhecimento para que a gente não se culpe, não se julgue. Ah, eu gosto muito, eu sou carente, não. Às vezes você não é carente, às vezes por algum motivo você coloca em em relações em que as pessoas acabam te rejeitando, em que pessoas não se conectem com você. Então, tenha também o autoconhecimento, faça sua avaliação, se conheça, se perceba para que você encontre um parceiro que quando ele der o mínimo de afeto, você vai explodir de felicidade por dentro, porque às vezes está muito mais também algo que a gente não encontra dentro de nós e a gente acaba se machucando por isso. É verdade. Autoconhecimento, autocompaixão, né? A gente tem que olhar pra gente às vezes também, né? Porque exato, porque a gente transborda o que a gente sente, né? Então, confirmação, né? Onde aquela dor, aquela ferida, aquela falta, ela também eh se reproduz e se repete nas relações. Olha aí. Muito bem. Mais uma pergunta, a gente direciona agora para Aline. Vamos lá, produção. Pode colocar na tela, por favor. Estamos falando das linguag da linguagem do amor, as linguagens do amor, né? Gustavo Martins, Parque Industrial. Um casal pode ter uma relação saudável, mesmo sem ser muito romântico ou romantismo precisa fazer parte de qualquer relacionamento. Uma boa pergunta, viu, Gustavo? Vamos lá. Eh, Aline, traz pra gente aí a a sua resposta para o Gustavo Martins do Parque Industrial. Primeiro, nós precisamos pensar, nós precisamos ser consciente daquilo que eu preciso, né, dentro de uma relação, né? Eu preciso curar as feridas que eu tenho para que eu não queira que o outro faça aquilo que eu preciso fazer por mim mesma, né? Isso é um ponto. E o segundo ponto é essa relação não romântica, ela me satisfará, ela me fará feliz porque os combinados eles são muito importantes dentro de uma relação, porque depois o outro ele não vai se tornar uma outra pessoa ou aquilo que eu espero que ele seja, porque ele sempre foi daquela forma. Eu que idealizo um outro dentro de mim e gostaria que ele fosse aquela pessoa. E por isso que os conflitos aparecem depois. No começo bonito, né? Eu tenho várias idealizações dentro daquela relação, mas depois que o tempo vai passando, eu vou me decepcionando. Mas por que que isso acontece? Porque eu não fiz combinados claros naquela. Ah, eu preciso de romantismo. Ah, eu não preciso de romantismo. Isso tá bom para você? É o mesmo quando acontece, quando o casal se encontra e precisa combinar as questões dos filhos. Ah, um a mulher não quer ter filhos ou o homem não quer ter filhos. Isso lá na frente vai te pesar, não vai te pesar. Então o combinado ele é muito importante dentro das relações. E por isso que o nível de consciência ele é fundamental. Ele é fundamental por quê? Porque as pessoas precisam se conhecer sem julgamento, sem achar que eu sou menos que o outro, mas se conhecer naquilo que eu preciso ou não preciso. Olha só, né? Aconhecimento e o combinado. A gente combina, a gente precisa falar combinado, comunicação, né? E comunicação não violenta faz toda a diferença eh no entendimento, né? do outro, eh, diante daquilo que você está tentando passar. 8:49, mais uma pergunta pra gente na tela. Vamos direcionar paraa Vívia. Vamos ver quem é que tá conosco. Juliana Ribeiro, Jardim Guanabara. Meu pai ficou mais carinhoso depois que virou avô. É comum uma pessoa demonstrar um lado mais afetuoso numa fase diferente da vida. As duas quiserem, podem comentar. Vai lá, V. É, eu ia falar se Aline quiser complementar, né? Mas é é diferente, né? a relação de avô e de pai. Eh, o pai e a mãe, eles têm uma responsabilidade que os avós eles não têm, né? Então, essa responsabilidade ela muitas vezes vem com uma cobrança, né? Então, os pais eles ficam muito mais preocupados em cima dos filhos do que os avós. Os avós ficam com a parte, né, mais gostosa e com certeza, né, conforme a gente vai amadurecendo, eh, existe uma tendência da gente ser mais eh, autêntico e espontâneo. É isso mesmo. Débora, quer trazer uma avaliação sobre essa essa pergunta da Juliana? Bom, deixa eu pensar efetivamente o que que dá para ser dito, porque eu sou tia e eu sou tia com açúcar, né? Eu sou essa. Eu com a minha irmã sempre fui muito firme, a gente sempre foi muito firme, uma com a outra, minha mãe também e tudo mais. Eh, no entanto, existe mesmo essa questão da responsabilidade do educar, do de de uma bagagem que existe em cima do cuidador efetivo, né, do cuidador direto. Então, ele assume um papel e ele acaba dando um amor dentro daquelas condições. E e o bom de tudo isso é que com o passar dos anos ele pode expressar é com os filhos, netos, sobrinhos e e de fato tirar de dentro dele aquele lado mais doce também que o pai e a mãe precisou segurar um pouco mais firme. Então, é aproveitar esse momento, os filhos reconhecerem o os seus pais como o um pai doce, uma mãe doce com açúcar. É um momento. É, então, uma delícia. Muito bom. Ô, Aline, vamos lá. Nossa educadora parental eh eh traz assim um uma visão sua referente à pergunta ali do nosso telespectador, né? o avô, o avô mais carinhoso, né, do que de repente foi com o filho. Isso é natural, isso acontece. As nossas psicólogas aqui explicando pra gente que é um outro tipo de responsabilidade, né? Vamos colocar aqui agora. Eu queria que você trouxesse pra gente a sua visão como educadora parental e familiar, né? É um outro tipo de relação, né? Na verdade, porque os avós eles tem o papel do com do pai e da mãe com açúcar, né? como a gente costuma dizer. Mas o que que acontece? O que que a gente percebe? Que os pais, que os avós muitas vezes eles tentam eh suprir algo eles acham que faltaram em relação à afeto na relação com os filhos, então eles querem suprir com os netos, né? Então muitas das vezes os pais trabalharam muito, eh ficaram fora, não estiveram presentes em muitas fases dos filhos. Então eles tentam compensar isso com os netos. E aí esse o cuidado precisa ter também, porque os os avós também exercem uma responsabilidade em relação aos netos. Por mais que eles tenham essa a responsabilidade seja dos pais, né, de prover, de criar, os avós também exercem, porque os avós também são essa figura próxima à criança, né? E você percebe quando os avós de alguma maneira eles precisam assumir essa essa esse papel de pai e de mãe pela falta ou por ele razões que acontecem, os avós retornam a ser os pais e as mães que eles foram. Então essas relações elas precisam ser equilibradas de alguma maneira, né? Os avós, sim, eles não têm a responsabilidade de criar, mas eles têm a responsabilidade de de dar amor, de suprir emocionalmente aquela criança de alguma maneira, mas também não pode cobrir o que os pais estão fazendo. Então, precisa ver o equilíbrio. Aí a gente retorna nos combinados novamente. Muito bem. A gente tá aprendendo muito hoje, principalmente sobre os combinados, hein? 8:53, a última pergunta do programa. A gente vai direcionar paraa Débora. Vamos ver quem é que tá com a gente. Pode colocar na tela. Felipe Souza, Nova Europa. Minha filha adolescente não gosta mais que eu demonstre afeto na frente das amigas dela. Isso é uma fase normal. Como respeitar esse espaço sem deixar de ser carinhoso. É um detalhe da adolescência, né, Débora? Eu passei por isso também, viu? Eu também. Eh, mas é muito é muito importante essa pergunta porque ela fala e na própria pergunta já tem algumas respostas. Então, por exemplo, ela não gosta que eu demonstre afeto, ela está ali passando por um processo de de individualização dela. Ela está crescendo, não faz mais parte, não é mais aquela criança dependente, ela quer criar a sua independência. Então, é isso que acontece na adolescência. Nós queremos ali ser suficiente e qualquer coisa, qualquer qualquer situação que a gente sinta perto de amigos que que alguém vai ver a nossa vulnerabilidade, nossa nosso jeitinho um pouquinho mais infantil quando tá ali na pré-adolescência, isso acaba causando ali alguns conflitos. No entanto, como respeitar esse espaço? Respeitando esse espaço de fato. E aonde é esse espaço? Na frente dos colegas. Uhum. Eh, então você não precisa deixar de dar um beijo no seu filho, na sua filha, um abraço, demonstrar o seu carinho, o seu amor, falar eh o quanto você ama, mas também respeite esse espaço, identifique esse espaço e respeite ele. Eh, então acho que a as respostas elas estão na nas próprias perguntas. Sim. É, a gente tem que tomar cuidado mesmo, porque às vezes a gente demonstra um carinho, um amor um pouco exacerbado, porque pai, mãe, cuidadora, a gente ama, né? E aí não é o momento correto. E aí o adolescente, o jovem, ele vai sim ficar com vergonha, né? Porque ele está numa fase de desenvolvimento, ele quer independência. Aí a mãe, o pai chega lá, um cuidador chega lá, a ti tch tch bonitinho da mamãe, poxa vida, não faz isso, né? Então assim, a gente precisa e essa fase da adolescência, Vivi ela é um pouco delicada, né? E e aí a gente também tem que cuidar com o tanto de amor que a gente vai demonstrar e na frente de quem é, porque faz parte dessa fase, não é? Entender o contexto, né? Porque a criança ela tem um contexto muito reduzido social, né? É onde os pais levam, né? Na escola. Agora o adolescente ele começa a ampliar e o adulto ainda mais esses contextos, né? Então, do mesmo jeito que não faz sentido, num contexto profissional, você vi oi, né? Entre os amigos, ele tá criando uma nova persona, uma nova identidade ali, né, de de se entender como indivíduo, querendo ser adulto, né, querendo ter sua própria opinião. Então, eh às vezes isso eh causa vergonha porque coloca num lugar de infantilização, né? E aí não, eu tô crescendo, eu já sei, eu consigo sozinho, né? Então respeitar o contexto, isso é importante, né? Às vezes em casa não tem ninguém vendo, né? Fica mais à vontade. Exato. É muito bem. Tem que respeitar o contexto e e entender que eles crescem, né? E a gente cria essa turma aí é pro futuro, é pro mundo. E é legal demais ver quando eles estão voando independentes, né? Mas que dá vontade de pegar, botar no cóo faz tchu tchu tchu da mamãe. Ah, isso dá, mas a gente tem que segurar a onda. Eu sei como é. Agora 8:57. A gente vai pro encerramento. Quero começar então as considerações finais com a Aline que tá com a gente aí pelo Zoom. Ô Aline, você tá falando de onde? Bu das artes. Embu das Artes. Muito bem. Quero agradecer demais, viu, a sua participação aí com a gente. Obrigada por estar conosco, por nos orientar, né, nesta sexta-feira chuvosa sobre as linguagens do amor. Quem sabe alguém que tá assistindo possa refletir e começar a praticar aí essas linguagens do amor em casa e ter aí um efeito extraordinário no final de semana, né? Então, considerações finais, por favor. Obrigada por você estar com a gente. Eu que agradeço novamente. Foi um prazer estar aqui na presença de vocês. A gente conversar um pouquinho sobre a linguagem do amor e trazer, né, trazer a família para essa roda de conversa que é muito importante, né, ou a base da nossa sociedade é a nossa família, é onde nós possuímos os nossos vínculos, as nossas relações e é onde a gente vai se colocar pro mundo a partir das nossas relações de família, né? Então nós precisamos ouvir, né? Então vamos colocar aqui como base a escuta, a observação dentro das da nossa família. Por mais que sejam os nossos filhos, os nossos pais, os nossos irmãos, nós precisamos ouvir e respeitar a individualidade de cada um. Para poder sim ter boas relações, nós precisamos ter essa conexão de presença, né? Então, nos colocar presentes nas relações, ouvindo e sendo ouvido, né? para que a gente possa construir essas necessidades de uma forma adequada para todos, né? E quando a gente fala de adolescência, a gente ter esse olhar que o adolescente, ele está buscando a sua construção de autonomia, a sua construção de identidade. Então ele vai oscilar às vezes, às vezes ele vai querer carinho, às vezes ele não vai querer e tá tudo bem, ele tá se construindo, ele tá se entendendo pro mundo. É isso. Eu quero muito obrigada mais uma vez por estar conosco. Quero agradecer também a Débora, né, que eh está presente com a gente aqui. Eu vou contar a Débora. A Débora chegou em Campinas hoje. Ontem cheguei ontem. Chegou ontem. Mal. Seja bem-vinda nessa cidade que é muito acolhedora. Me acolheu, que eu também não sou aqui de Campinas, mas assim, eu adoro esse lugar, né? E a Débora tá chegando hoje aqui. Retornou para Campinas. Ai, que maravilha. aqui. Seja bem-vinda novamente. Eu gostaria eh de falar com você eh antes das considerações finais sobre esse e-book que você disse pra gente. É um e-book das linguagens do amor e como é que tá, onde que a gente encontra. Isso. Eh, eu já estava escrevendo e quando eu recebi o convite, eu falei: "Nossa, que bacana, vou falar sobre ele". Eh, eu criei um e-book que ele faz a conexão com uma com a ciência. As cinco linguagens do amor, ela não é um estudo científico. No entanto, existe a em 2024, uma psicóloga de Toronto, ela fez uma pesquisa e ela trouxe aí a teoria da responsividade. A teoria da responsividade, ela ajuda a gente colocar em prática as cinco linguagens do amor. E o meu ebook, ele está disponível no meu Instagram. Uhum. O nome é Duas. Deixa até pegar certinho aqui para já passar para vocês duas perspectivas e uma verdade. O amor se constrói com cuidado. Uhum. Eh, então ele vai falar um pouquinho das cinco linguagens e ele vai trazer porque as cinco linguagens ela traz ali encher um tanque com um único combustível. A teoria da responsividade, ela vai falar do nutrir, da dieta do afeto. Então você, ela vai falar do nutrir. Nesse book eu faço essa união de ambos. Eu trago também eh um diário para que a pessoa observe o que que eu fiz em relação ao outro. Não, não apenas cobre do outro, mas quem eu tenho sido dentro dessa relação. Então, ela eh esse ebook assim eu escrevi, foi muito bom e muito gostoso, porque eh traz aí algo interno nosso e a gente consegue se perceber dentro de relações, quem eu sou, quem é o outro e e ver que existe o cuidado que não precisa ser eh que não precisa chegar junto com o desgaste. a gente pode ali nutrir para que a desnutrição do afeto não chegue. Maravilhosa. Muito obrigada pela sua participação e seu fiquei super feliz. Ah, a gente que fica feliz com você aqui e também ficamos feliz com você, Vivian. Obrigada por compartilhar com a gente tanto conhecimento, por orientar também nessa sexta-feira falando de linguagens do amor pra gente fechar o programa com chave de ouro. Então, gratidão pela sua participação, considerações finais, por favor. Eu que agradeço imensamente esse convite, esse espaço de troca aprende demais hoje com essas profissionais incríveis. Eh, e eu queria falar um pouquinho da diferença da paixão e do amor, né, que muitas vezes isso fica misturado, né? E a paixão, ela vem de um lado mais instintivo é uma intensidade emocional, uma visão mais idealizada, né, onde não, eh, a razão e a emoção, a razão ela fica um pouquinho de lado, né? Então, o amor, entender que o amor ele é uma escolha, ele é uma dedicação, né? Ele precisa ser nutrido, né? Então, eh, e importante também pensar na flexibilidade, né? Eu não preciso eh querer caber no que o outro tá me trazendo e nem fazer o outro caber no que eu quero, né? O saudável é a flexibilidade, é o ceder. Na flexibilidade eu não deixo de ser quem eu sou, né? Mas eu cedo a o que é possível para estar nas relações, né? Então, esse combustível de se nutrir, ter tempo para si e se dedicar à relação. Então, o amor ele é uma escolha, ele exige esforço, ele exige dedicação, seja o amor próprio e o amor nas relações. Eu posso só então falar uma frase que eu coloquei no livro que tão ao encontro. Eh, eu eu escrevi uma frase, ela foi falando, foi representando o fechamento desse ebook, que é quando o afeto, no caso, o amor, quando ele encontra a sintonia certa, o relacionamento ele deixa de ser um desafio e ele passa a ser um refúgio. que de fato os nossos relacionamentos eles precisam ser os nossos refúgios ou aquele lugarzinho de pertencimento em que eu possa chegar ali e desabar. É isso que o relacionamento precisa representar na nossa vida. Então, enquanto ela trouxe ali e falou sobre o amor, de fato, quando você encontra a sintonia certa, deixa de ser um desafio e ele passa a ser o nosso refúgio. Uau! E nós temos muito que aprender, né? E que bom que a gente tem oportunidade de aprender todos os dias aqui no estúdio Câmara com essas convidadas maravilhosas, todos que passam por aqui deixam assim um conhecimento imensurável pra gente. E a gente só tem agradecer as nossas convidadas, você aí de casa, muito obrigado pela sua audiência, pela sua companhia. Quero desejar você um ótimo final de semana, uma ótima sexta-feira e que a gente possa sair daqui do programa hoje com uma reflexão importante. Nem sempre o outro demonstra amor da maneira que a gente espera, mas é conversando, é escutando, é construindo acordos combinados que nós podemos compreender melhor as necessidades de cada um. O importante é que o carinho não fique apenas na intenção, mas também apareça no respeito, na atenção e nas atitudes do dia a dia, tá bom? Olha, ao meio-dia, Câmara Notícia com Gabriel Castro. Eh, no domingo teve a Câmara Campinas, né, cobrindo, fazendo a a cobertura das eleições 2026. E na segunda-feira nós temos mais estúdio Câmara para você e nós vamos falar sobre paladar infantil e transtorno alimentar. Vamos lá. Ou recusar um alimento, por exemplo, você já ouviu que, ah, você não quer, você tem paladar infantil ou então se você gosta muito de alguma coisa, eh, que é de criança, alguém te fala: "Nossa, mas isso é comida de criança, isso é paladar infantil". No próximo estúdio Câmara, a gente vai tentar entender essa diferença entre não gostar de determinados alimentos, ter seletividade alimentar e apresentar um transtorno alimentar, porque algumas pessoas elas eh têm dificuldades com certas texturas, evitam experimentar comidas novas e mantém um repertório alimentar muito restrito, né? E quando isso deixa de ser uma preferência e começa a afetar a saúde e a rotina. Então, a gente vai conversar sobre eh esse assunto paladar infantil na próxima edição do estúdio Câmara. Bem interessante. A gente convida você para estar conosco a partir das 8 da manhã, tá bom? Grande abraço, bom fim de semana. Se cuide, pratique as linguagens do amor, descubra qual é a sua, qual é do seu parceiro, qual é da sua família, coloque em prática, faça um combinado, utilize a comunicação não violenta. Tenho certeza que vai ser um final de semana top, ainda mais com essa chuva que você vai ficar em casa curtindo a galera, tá bom? Então, um grande abraço, fique bem e até segunda. Se cuida. Ciao. Ciao.
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