Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olha o esporte aí, eu sou o Rafael Turati e o tema de hoje, como vocês podem ver, é o parkour. E como sempre, a gente começa com algumas curiosidades, vamos conferir. O parkour chegou ao Brasil no ano de 2004 através do filme B13, 13º Distrito, Onde o protagonista do filme é o próprio criador do parkour, David Belli. Logo depois, alguns vídeos de praticantes começaram a fazer sucesso na internet e desde então, vem conquistando cada vez mais adeptos no país. E para falar sobre esse esporte francês, eu estou aqui com o Lucas Schultz, professor de parkour. Lucas, primeiro de tudo, é parkour ou le parkour? O esporte, na verdade, é conhecido como parkour. O le, ele é o artigo o em francês. Então, quando ele chegou no Brasil, muita gente falava le parkour, le parkour ou le parkour. Então acontece que você está repetindo duas vezes o artigo O e não se trata do nome do esporte, o nome é só parkour. É parkour. Isso mesmo. E o parkour surgiu na França na década de 80 em Paris, é isso mesmo? Isso. O parkour surgiu na década de 80 quando alguns amigos começaram a se desafiar a ver quem conseguia saltar mais longe, subir o muro mais alto. Começou como uma brincadeira de rua mesmo. e eles foram colocando, criando técnicas específicas a partir da experiência que eles já tinham com outras práticas esportivas, com um pouco das habilidades que o David Belli que é o principal nome fundador da prática, trouxe do pai dele que era bombeiro tinha experiência militar também, então ele usou muitas dessas técnicas para trazer esse desafio para os amigos e conseguir criar a modalidade E qual que é o nome dos participantes do parkour? Como que eles são conhecidos? Os praticantes de parkour são conhecidos como tracers E o parkour consiste em usar o próprio corpo como equipamento? Qual que é o objetivo da prática do parkour? Isso, no parkour a gente não usa nenhum equipamento específico A única coisa que a gente precisa é de um bom tênis que tenha uma boa aderência ali Uma roupa para prática esportiva que não limite os movimentos e já é possível praticar Então não é necessário joelheira, cotoveleira, capacete, luva, porque o parkour justamente ensina a gente a usar as habilidades naturais do nosso corpo para se locomover no ambiente. Lucas, e o parkour é considerado como um esporte radical? Sim, ele entra ali na categoria de atividades radicais. Apesar de outras atividades você precisar de equipamentos de segurança, o parkour não necessita disso. Então é mais uma coisa do corpo com o ambiente, você está preparado mentalmente para superar desafios físicos e mentais. Eu acredito que o tracer pode sofrer várias quedas, eles treinam bastante isso, como que é, ele calcula a manobra que ele vai executar? Sim, uma coisa muito importante, independente de onde você vai treinar, se é dentro de uma academia, se é na rua, A gente sempre tem que chegar, olhar o ambiente, ver se é um lugar adequado, se não é escorregadio E aí a partir disso a gente consegue fazer uma análise do salto Já se preparar mentalmente, se ali ia acontecer de eu cair, como que eu vou fazer nessa situação Como consigo amortecer esse salto, sempre tentando evitar possíveis riscos no esporte E falando em salto, o salto é um dos principais fundamentos do parkour, né? Isso, e existem várias técnicas, como chegar na pontinha do pé, ângulo certo de agachar, usar a mão para amortecer, tem o rolamento também, que é muito comum, depois dos saltos mais altos a gente usa para dissipar a energia em movimento, por aí vai. Quais são os outros fundamentos também que são importantes no parkour? Os fundamentos básicos do parkour tem a escalada, que nós chamamos também de wall run, corrida na parede, Temos o salto de precisão, temos o rolamento, temos o cat leap, que é quando a gente pula e se agarra num obstáculo pra depois fazer a subida Tem o lachê, que é os balanços na barra, que a gente balança pra saltar pra outro obstáculo e por aí vai E o legal, Lucas, do parkour é que dá pra praticar em vários lugares, né? Tanto indoor quanto outdoor, né? Isso mesmo, a gente consegue desde treinar técnicas específicas num ambiente específico para parkour Como consegue aplicar ele na rua, que é de onde vem mesmo a prática, ela começou na rua Então ela tem essa essência, as academias, os espaços para parkour Surgiu como uma alternativa mais segura da gente melhorar a técnica para aplicar na rua Da forma correta e conseguir fazer saltos mais longes, mais difíceis Requer muita concentração e dedicação? Como que é? Sim, é um esporte que você precisa estar o tempo todo muito concentrado, porque qualquer erro ali pode acabar gerando um acidente. Então, o praticante de parkour, o tracer, ele precisa estar sempre, a todo momento, prestando atenção no ambiente em volta, no que ele está fazendo, para conseguir treinar de uma forma sempre segura. Repetição no parkour é essencial, então? Sim, sim, a gente aqui nas aulas a gente divide até a nossa programação de treinos com focos diferentes Então a gente tem uma semana que a gente foca em aquisição de habilidades, aprender técnicas novas Tem uma semana que ela é justamente voltada para repetição Que é onde a gente deixa o movimento automático, consegue criar mais confiança E por último a gente tem sempre uma semana de percursos que a gente acaba pegando essas técnicas novas e aplicando dentro da combinação de outros movimentos. Eu acredito que cada transfer tem o seu estilo de parkour, né? Como que seria isso? Sim, cada pessoa tem o seu estilo de treinar, tem suas técnicas favoritas. O parkour é uma coisa muito aberta, não existe um jeito certo de se passar um obstáculo. É claro que existe um jeito que você não vai se machucar, o jeito seguro. Mas dentro do jeito seguro você pode achar milhões de maneiras de fazer a passagem por cima de um obstáculo De repente o cara gosta de treinar um parkour mais rápido Então ele acha o jeito mais rápido de passar por cima de uma mureta O outro já tem um estilo mais assim que busca a beleza do movimento Então ele vem, passa o mortal, cada um vai tendo a sua maneira de ultrapassar os obstáculos E no parkour, o tracer, que é o atleta, ele tem que ter muita condição física, né Lucas? Sim, sim, o tempo todo tem que estar treinando o condicionamento físico junto Porque é o que faz o atleta ser mais forte, conseguir aguentar a prática esportiva E também progredir, né? Chega um tempo que a técnica, ela se limita ali Conseguiu fazer bem a técnica, pra gente conseguir ir mais longe, conseguir avançar a gente também precisa estar preparando o nosso corpo, ganhando mais força para superar esses limites. E quais os principais benefícios que o parkour traz? O parkour trabalha coordenação motora global, equilíbrio, força, várias habilidades, tanto físicas quanto mentais também, porque ele vai estar o tempo todo se preparando mentalmente para fazer um salto, vai estar aprendendo, apesar de ser um esporte individual, O tempo todo ele é praticado em grupo, então ele vai estar aprendendo a lidar com o grupo, um ajuda o outro, um motiva. Então todos esses aspectos físicos e mentais são sempre muito trabalhados no parkour. Como que são as competições no parkour? São três modalidades? Isso, a gente tem nas competições hoje oficiais, a gente trabalha com três modalidades, que é o speed, o skill e o style. O speed são provas de velocidade, onde o objetivo é sair de um ponto ao outro sempre o mais rápido possível. Aí as provas de skill são movimentos isolados Onde o objetivo é fazer o salto perfeito Cravando lá, chegando na pontinha do pé Mostrando que você tem domínio total sobre a execução daquele movimento E a gente tem as provas de style que é um pouco mais da parte acrobática Então o atleta tem ali um minuto de apresentação Onde ele pode demonstrar todas as suas habilidades dentro do espaço que foi determinado Além dessas competições, há outros estilos que hoje em dia também utilizam muito o parkour. Existe, por exemplo, o World Chase Tag, que é um campeonato mundial de pega-pega. A maioria dos praticantes que vão para essas competições são praticantes de parkour. Esse ano, pela primeira vez, o Brasil participou do mundial também, que foi bem bacana. Então essa também é uma das alternativas de competição que utilizam no parkour. E eu acredito que o tracer tem que ter consciência de quais são os limites dele, né? Isso, é muito importante você saber até onde você consegue se desafiar. E é muito legal quando você está praticando que você chega num ponto que você vai fazer um salto. Você olha para ele e você tem que saber identificar daquilo que está fora do limite, que você não consegue fazer, para aquilo que é um medo, de repente, de travando. E você tem capacidade para desafiar, mas ali você tem que quebrar um boqueio mental para conseguir executar o salto. E o Lucas, o parkour é uma filosofia de vida? Sim, o parkour faz parte de uma filosofia de vida. Quem pratica parkour leva isso para outras coisas, outras atividades do dia a dia. Essa ideia de superação constante, essa ideia também de sempre estar ali e ajudar o próximo. Isso tem muito a ver com os praticantes de parkour e o que eles levam para a vida deles. E existem duas frases que são consideradas o lema do esporte, que é ser forte para ser útil e ser e durar, né? Isso mesmo, a frase ser forte para ser útil, ela vem do método ginástico francês de George Herbert, que foi uma das inspirações na criação do parkour. A partir disso foi criada a frase ser e durar, que virou o lema do parkour de fato mesmo, baseado nesse ser forte para ser útil do método natural. Inclusive eu tenho a frase tatuada Que é uma coisa que eu levo para a minha vida O tempo todo estar treinando, ser forte Para durar, conseguir praticar parkour para o resto da minha vida Pessoal, estou aqui com o Nauan Ele que também é professor de parkour Naô, você trocou a ginástica artística pelo para-curo? Como que foi isso? Então, na verdade, quando eu tinha uns 12 anos, mais ou menos, eu era atleta de ginástica, eu era ginasta. Aí depois a minha mãe me tirou, aí eu fiquei sabendo que a galera que treinava junto comigo foram para as ruas treinar, porque a gente não fazia mais no ginásio. Aí quando eu era criança eu falei, nossa, que legal, eu quero continuar também junto com eles, com os meus amigos. Aí eu fui para as ruas treinar, o que até então eu achava que era uma ginástica das ruas, Mas aí mais pra frente eu acabei percebendo que eu tava praticando parkour. Aí eu acabei me apaixonando aí pelo esporte e tô até agora no ramo. E foi paixão à primeira vista? Como que foi? Por ser bem parecido, alguns movimentos, bem parecido com a ginástica, eu gostei bastante. Logo de primeira eu já gostei, me identifiquei bastante. Galera, estou aqui com o Cauê, ele que tem 10 anos e já pratica parkour. Cauê, como que você conheceu o parkour? Por que resolveu praticar parkour? Quando eu tinha 4 anos, eu gostava muito de ficar pulando na minha casa, fazer um parkour escalando as coisas, virando mortal. Então, enquanto o tempo passava, eu cheguei a um momento que eu encontrei essa escola de parkour junto com o meu pai. O meu pai quis me inscrever para melhorar minhas habilidades e eu consegui ficar melhor e virar um profissional de parkour. E pra você, como é praticar parkour? É uma atividade muito legal, porque tem muita coisa divertida Tipo, você aprender a virar mortal, escalar as coisas E sem tirar que desafia muito a sua capacidade física O que você mais gosta no parkour? Quando você está praticando, o que você mais gosta de fazer? Ah, eu gosto de fazer as escaladas, fazer os pulos, essas coisas E você acredita, Cauê, que você se desafia o tempo todo no parkour? Sim, para mim, desafia muito eu para passar os meus limites que eu tenho, eu ultrapasso muito os meus limites para conseguir escalar paredes, fazer um vault, alguma coisa assim. Você hoje tem 10 anos e pretende continuar praticando parkour? Sim, eu quero praticar até os 18, 19, até quando eu puder. Pessoal, agora estou aqui com o Cauã, que há oito anos pratica parkour. Cauã, como que você conheceu o esporte, como que você conheceu o parkour? O esporte eu comecei ele quando era bem pequeno, algo quando eu tinha dez anos por aí. E eu descobri ele através da internet. Eu fui vendo vídeos por diversas redes e eu gostava de passar muito tempo comigo mesmo. Daí eu encontrei vídeos desse esporte, de uns caras pulando, fazendo acrobacias, e isso me interessou bastante. Pra mim foi um negócio muito de filme isso, eu achei muito bacana, pensei, pô, quero fazer isso. O que chamou mais sua atenção no parkour? É um esporte muito abrangente. Sim, você pode desenvolver a força, você pode desenvolver o foco, o seu equilíbrio, mas isso varia muito com o praticante. É um negócio que eu me achei muito, isso me permite muito me expressar, ainda de uma maneira que é um esporte que não só ele é individual, como você também está em grupo, é um negócio muito social, isso me ajudou muito também quando eu era criança, porque eu era uma pessoa um pouco quieta, era meio tímido, e essas aulas acabaram me ajudando muito no quesito de que eu acabava me inserindo no grupo, eu acabava me inserindo em algo que eu entendia, que eu gostava, e foi maravilhoso para mim. 1, 2, 3, 4