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Meio dia mais seis minutos, muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Vamos com as notícias do Legislativo, porque ontem foi dia da décima reunião ordinária. os vereadores se reuniram por mais de duas horas para discutirem e votarem os 11 projetos que estavam na pauta. O André Aranha acompanhou tudo e traz agora as informações. Seja bem-vindo. Boa tarde, André. Bom, é isso mesmo, Gabriel. Boa tarde para você, boa tarde para todo mundo. Acompanhando o Câmara Notícia, havia 11 projetos na pauta, todos foram aprovados. Bom, inclusive um de autoria do prefeito municipal, o vereador Paulo Haddad, que justamente o líder de governo na Câmara falou a respeito desse projeto sobre medidas em um centro espírita. Portanto, medidas que não estavam corretas, segundo o vereador, e houve essa mudança na lei. Vamos acompanhar o que ele disse. Uma desencorporação de uma área, na realidade, essa área já havia sido desencorporada, É um projeto de 1985, a Lei nº 5.612, mas havia uma divergência do montante, do valor exato, da metragem exata, vamos colocar assim, dessa área. Então, existia uma dificuldade para que isso pudesse ser registrado em cartório de uma forma que não tivesse nenhuma contestação. Então essa lei vem para, de alguma forma, consertar algo que lá atrás tinha sido apurado uma área de 9.800 e poucos metros quadrados e na realidade é uma área de 10.200 e alguma coisa metros quadrados. Então para que isso ficasse definitivamente acertado, sem nenhuma divergência perante o cartório que ia receber a escritura, ouve por bem o município, o prefeito encaminhar. E a gente lutou para que isso acontecesse, porque nós conhecemos bem todo o trabalho que é executado nesse lar, na casa do vovô, enfim. É um lar de idosos e também um grupo espírita que desde 1962 realizam trabalhos, enfim. É um projeto muito sério, que a gente fez questão de abraçar e ajudá-los naquilo que eles tinham como demanda. Bom, Casa dos Espíritos, né, vereador? Exatamente, Casa dos Espíritos, é um pessoal que tem um trabalho social, existe ali anexo a Casa do Vovô, que é do seu Antônio Martins, que é o avô da nossa querida Marilda, que hoje ela também está à frente dessa Casa do Vovô, que atende pessoas idosas acima de 65 anos, são 20 quartos que prestam serviço sem fins lucrativos, são seis refeições diárias, enfim, todo um acolhimento que dá gosto da gente ver. Bom, a modificação da lei é uma medida indispensável. Exatamente, por isso se faz necessário para que eles tenham a segurança legal para ter regularizado aquela área. Bom, está aí o Paulo Haddad conversando conosco no intervalo regimental, falando aí sobre esse projeto, né, primeira discussão e votação, portanto, projeto aprovado. Bom, também teve uma moção do presidente da Câmara Municipal de Campinas, o vereador Luiz Cocine, que apela ao governador do estado de São Paulo para a construção de uma unidade do restaurante Bom Prato no hospital da Unicamp. E, na verdade, essa é uma reivindicação antiga. Hoje, o Hospital das Clínicas da Unicamp recebe milhares de pessoas, não só de Campinas, de todo o estado e até de fora do estado de São Paulo, para fazer tratamento, procedimentos, exames, consultas. E, muitas vezes, elas ficam ali com fome. Ou tem que se recorrer a lanchonetes próximas e, muitas vezes, sem condição. Então, nós fomos informados, inclusive, que no passado já havia iniciado uma negociação com o governo do Estado para colocar uma unidade do Bom Prato lá. Existe uma área reservada para isso ali perto da região. Então, atendendo a solicitação de usuários, na verdade pacientes, do Hospital das Clínicas do Unicamp, que certamente pretende que isso seja implantado, porque isso seria importantíssimo para essas pessoas, Nós estamos apresentando essa moção de apelo para que o governo do estado retome as discussões, negociações e busque viabilizar a implantação de uma nova unidade do Bom Prato naquele local. Bom, inclusive porque hoje as pessoas comem fora do local, nem sempre uma alimentação das melhores, né, presidente? Sim, se você for no Hospital das Clínicas do Unicamp, você vai ver às vezes dezenas de ônibus, vans de outros municípios. Alguns trazem até marmitinha de casa, outros passam fome literalmente. Porque além do paciente que vai fazer o procedimento, o tratamento, vem um acompanhante, o seu familiar. Então, seria uma medida até de justiça, de solidariedade para essas pessoas, para que elas tenham acesso a uma alimentação boa, de qualidade, que o bom prato fornece e a preço acessível. Isso facilitaria que essas pessoas pudessem, além de cuidar da saúde, economizar e satisfazer uma necessidade que é de alimentação. Esperamos que o governo do estado, ao receber a moção, reavalie e atenda a essa reivindicação que é de justiça. Muito obrigado ao presidente Luiz Rossini, presidente da Câmara Municipal de Campinas, também conversando conosco no intervalo regimental da décima reunião ordinária. Conosco também conversou o vereador doutor Ianco, que apresentou uma moção número 44, que apoia o movimento Eles por Elas Hortolândia. Olha só. Estamos com o vereador Ney Prazeres, que é um grande amigo, meu paciente, meu grande amigo, vereador da casa de Hortolândia. Ele formulou um projeto que eu achei muito oportuno, o projeto fala a respeito dos homens, eles, nós, homens, por elas, ou seja, lutarmos por elas, nos mobilizarmos por elas, para que essas notícias que nos assolam diariamente, nos entristecem diariamente, sejam coisa do passado, que não aconteçam mais tantos feminicídios e tantas atrocidades que os homens, infelizmente, ainda insistem em cometer contra as mulheres, André. Bom, exatamente. A violência contra a mulher ainda representa um grave problema social no Brasil. Por isso, a necessidade sempre é ver essa conscientização, né, vereador? Exatamente. Talvez a cultura patriarcal, o machismo estrutural, ainda para muitos homens a mulher assume um papel de posse, de propriedade. E aí ao ter essa conotação de propriedade, muitas vezes muitos homens entendem que são possuidores daquela propriedade que seria a sua mulher ou a sua companheira. E aí fazem essas atrocidades, cometem esses crimes bárbaros, que realmente nos cansa. Como sociedade, como pessoas que pensamos no desenvolvimento dessa sociedade, realmente nos entristece muito e nos deixa muito perplexos diante de tanta crueldade e tanta maldade. O senhor pensa em fazer um movimento semelhante aqui em Campinas? Não tenho dúvida. Já conversei com esse meu amigo para a gente trazer para cá esse mesmo projeto. A gente está assumindo aqui esse compromisso de tentar trazer para cá também esse projeto, que é um projeto vencedor. Volto a frisar, os homens têm que se mobilizar para que essas notícias que diariamente a gente assiste nos telejornais, na mídia, parem de existir e de acontecer. Realmente é algo que nos deixa muito chateados e nós não podemos mais conviver com esse tipo de tragédia que acontece diariamente na nossa sociedade. Bom, Gabriel, confirmando a informação, portanto, foram 11 projetos todos aprovados, apenas uma moção rejeitada do vereador Gustavo Petro. E amanhã será realizada aqui no plenário a 11ª reunião ordinária. Gabriel Castro. Tá certo, muito obrigado, André Aranha, pelas informações. Eu vou dar uma pausa aqui nas notícias do Legislativo e eu vou voltar às notícias da Metrópole, porque a rede municipal Dr. Mário Gatti acaba de enviar uma nota informando que identificou sete pacientes internados na UTI adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti com a bactéria multiresistente KPC, situação que pode ocorrer em ambientes hospitalares de alta complexidade, que é monitorada rotineiramente pelas equipes assistenciais e pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. E aí a nota diz que, como medida preventiva e de segurança assistencial, foi instituído um plano de contingência com o objetivo de interromper este surto e a UTI adulto não vai receber novos pacientes a partir de hoje, terça-feira, de uma maneira temporária. A medida provisória foi adotada de forma técnica para garantir maior controle epidemiológico e segurança neste cuidado. Estes sete pacientes com bactérias vão ser mantidos isolados em um salão da UTI do hospital com uma equipe exclusiva para eles. E outros três que estavam na ala vão ser transferidos para leitos da mesma complexidade da rede. Também vai haver um reforço das medidas de limpeza e desinfecção. Novos pacientes que necessitarem de UTI vão ser transferidos para leitos no hospital Ouro Verde ou para vagas em outras unidades por meio da Central de Regulação Municipal. A Central e o SAMU já estão orientados a não enviar pacientes com necessidade de UTI para a rede Mário Gatti. O plano de contingência já foi encaminhado no final da manhã de ontem ao Departamento de Vigilância em Saúde e está sob análise. Então, esta é a situação do UTI no hospital da rede Mário Gatti. A gente segue informando aqui nos próximos dias no Jornal Câmara Notícias sobre esta situação, saúde dos sete pacientes e também a condição do hospital, quando que eles vão receber novos pacientes. Bom, a gente retorna às notícias do Legislativo, a gente já falou sobre a reunião ordinária de ontem e ainda sobre o dia da segunda-feira, só que um pouquinho mais cedo aconteceu a sexta audiência pública, que foi realizada no plenário da Câmara Municipal, foi comandada pela Comissão de Constituição e Legalidade e aí vereadores e a população debateram sobre o plano de cargos, carreiras e vencimentos do Camprevi. O presidente do Camprev, Henrique Romanini, explicou o projeto de lei complementar de autoria do Poder Executivo sobre o plano de cargo, carreiras e vencimentos do Instituto de Previdência Social do município de Campinas. O problema que o projeto de lei complementar quer resolver é a ausência, até o momento, de um plano de carreira, como a gente chama lá dentro, o plano de carreira dos servidores. O CAMPREV foi criado oficialmente como autarquia em 2004, pela Lei Complementar Municipal nº 10. Foi só em 2014 que ele teve a sua primeira estruturação administrativa própria, vamos assim dizer, com servidores próprios. A novidade no projeto de lei é a criação do fator G de governança, que vincula a parte da remuneração dos servidores ao desempenho coletivo. O fator G representa o trabalho coletivo. Para sua evolução funcional, o servidor vai passar pela avaliação de desempenho de competências, a sua avaliação individual dentro daquilo que se espera das atribuições de seu cargo. Mas a evolução vai ocorrer e a valorização desse serviço, desses servidores, vai ocorrer a partir da nota também do fator G. Quanto maior o fator G, maior o bônus de produtividade pago aos servidores. Essa é a nossa proposta, que obteça um incentivo para que o CAMPREV continue crescendo, continue representando cada vez melhor uma boa governança, uma boa gestão dos ativos e passivos previdenciários. Participaram da sexta audiência pública os vereadores Roberto Alves, presidente da Comissão de Constituição e Legalidade, os vereadores membros Eduardo Magoga e Nick Schneider. A vereadora Guida Calisto fez questionamentos. Desde 2004 não se tem um plano de cargos, carreira e salário. Isso fica mais uma vez comprovado o quanto nós estamos submetidos a administrações públicas, porque os governos compõem as várias administrações, e o quanto, por muitas vezes, não se tem esse olhar de garantir carreira, de priorizar a atuação do serviço público, do servidor público, que isso está intimamente ligado ao serviço que ele presta. A nossa luta sempre foi diminuir o distanciamento do pagamento das altas categorias, dos altos segmentos, que a gente sabe muito bem quais são. Muitas vezes são os procuradores, os auditores, são as carreiras que estão no topo e, por muitas vezes, são elas consideradas como carreiras de Estado, como se as outras não fossem. Então, existe uma certa tendência, muitas vezes, quando se vai discutir, de garantir determinados direitos, que eu entendo que são legítimos. No entanto, quando a gente olha as carreiras que estão ali mais na base, as carreiras, né, existe um distanciamento de remuneração muito grande. Ao término, após uma hora e meia de discussões sobre o projeto, o presidente da comissão, vereador Roberto Alves, aprovou a iniciativa. Foi uma audiência longa, essa audiência do CAMPREV, porque é o que eles esperam há muitos anos. Nós estávamos agora há pouco falando com os servidores do CAMPREV e eles estavam pedindo, por favor, que aprove logo, não deixa mexer em nada, porque nós estamos aguardando esse projeto de lei, nós estamos aguardando ser aprovado. Então já há longos anos que eles estão esperando e eu tenho certeza que vai passar nesta casa, o prefeito vai sancionar e vai ser bom para todos os servidores do CAMPREF. Na sequência, na sétima audiência pública, a Comissão de Constituição e Legalidade discutiu o substitutivo total ao projeto de lei complementar da obrigatoriedade de recomposição de vias, calçadas e demais espaços públicos danificados por obras A nova proposta enviada à Câmara de Campinas pretende aumentar a efetividade no controle e na reparação dos danos causados durante intervenções em logradouros públicos O texto prevê que os responsáveis pelas obras realizem a reconstituição adequada das áreas afetadas sem prejuízo da aplicação de penalidades administrativas ou contratuais Você vai lá, autorizado pela administração pública, através daquela legislação, como é que você vai usar o espaço público e depois, como que fica? E esse é o grande problema também. Nós cansamos de andar pelas nossas ruas e vermos buracos, vermos coisas mal feitas, reparos de vias públicas muito mal feitos pelas concessionárias e a Sanasa é uma delas, como eu disse, nós não estamos aqui defendendo a Sanasa não. apesar de ser uma empresa nossa e coisas mal feitas, que a partir de agora, com essa aprovação dessa lei, isso também terá uma disciplina, um regramento e, caso não se repare no devido tempo, como eu vou mostrar rapidamente aqui, terá as penalizações, inclusive pecuniárias. A sétima audiência pública foi comandada pela Comissão de Constituição e Legalidade, do presidente interino Roberto Alves. Os vereadores, membros Eduardo Magoga e Nick Schneider fizeram questionamentos. com as pessoas físicas. Nós chegamos a um absurdo. Eu peguei um caso, presidente Roberto, na Vila Castelo Branco, viu, vereador Eduardo? De uma cidadã que não conseguia entrar na sua casa porque a CPFL fez uma manutenção, alguma coisa no posto, e deixou o fio passando na altura da garagem. Não conseguia entrar com o carro na garagem. Eu fico preocupado com a sobrecarga na secretaria do senhor, porque o senhor que vai ser o responsável para dar a documentação para essa empresa poder atuar e também vem da secretaria do senhor a fiscalização, a atuação e a aplicação dessa multa. E uma última pergunta. A multa, essa multa que serão colocadas sobre essas empresas, que a intenção não é multar, não fizemos o projeto para multar. A intenção é que eles respeitassem os lagradouros públicos da nossa cidade e mantivesse em ordem, presidente. Mas infelizmente, às vezes é através da multa que você vai fazer isso funcionar na cidade. Essa multa fica direcionada à Secretaria do Senhor para aumentar a efetividade da Secretaria de Fiscalização ou a questão da multa entra simplesmente para o Tesouro Público Municipal. Por fim, o presidente da Comissão de Constituição e Legalidade, o vereador Roberto Alves, acredita que este projeto substitutivo total vai fazer com que as empresas tenham mais eficiência após a realização de uma obra na cidade. É uma dificuldade, vai, faz um asfalto tão bonito, arruma a cidade, deixa a cidade toda arrumada, aí chegam as concessionárias e quebram, mas não fazem, elas não refazem do jeito que ficou. Então elas quebram a calçada, quebram o asfalto e deixam de qualquer maneira. Ou fazem de qualquer jeito. Não, tem que ser penalizada e nós vamos votar para que seja aprovado esse substitutivo e para que seja, sim, penalizado. Quebrou, tem que fazer certo, não de qualquer maneira. Meio dia mais 25 minutos, muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Olha só, na Semana da Mulher nós vamos falar de liderança feminina na administração pública. No Brasil, apesar de estar em ascensão, ainda é preciso lidar com desafios. Em Campinas, elas ocupam cargos do alto escalão no Poder Executivo e Legislativo, mas acreditam que ainda há muito espaço para fortalecer a equidade de gênero, promovendo ambientes mais diversos e eficazes. A ascensão das mulheres no serviço público no Brasil é um espelho da luta feminina pela liderança no mercado de trabalho Na iniciativa privada, em geral, elas ocupam 39% de cargos gerenciais Na pública, este número fica entre 38% e 45%, dependendo da esfera de poder Na Prefeitura de Campinas, as mulheres representam 69% dos servidores, dos quais 45% tem algum cargo de coordenação ou gestão com 11 mulheres no alto escalão. A gente tem uma facilidade de imaginar onde as mulheres podem ou não podem estar. Então, naturalmente, a gente imagina a educação, é, mulheres, né, no final de contas, o cuidado, né, aproxima mais do que das características que são femininas. A saúde, a mesma coisa, a assistência, a mesma coisa. O desafio é a gente repensar isso, esse paradigma, né, então, assim, existe lugar para as mulheres ou a gente pode ocupar qualquer lugar. E essas características de cuidado, elas só cabem nos lugares onde se presta o cuidado direto, ou o cuidado também pode ser visto nas finanças, o cuidado pode ser visto também numa obra, numa engenharia. A nova secretaria, criada em 2025, inclusive tem como tema as políticas públicas para as mulheres. Tem sido um grande desafio estar à frente dessa secretaria. eu nunca tinha trabalhado num ambiente onde realmente só tem mulheres, era o contrário, eu venho da iniciativa privada, eu sou engenheira, eu venho de indústria automobilística, ou seja, predominantemente homens, e de repente agora eu me encontro nessa situação. Na Câmara Municipal, a atual legislatura conta com cinco vereadoras eleitas pelo povo. As servidoras efetivas e comissionadas somam um pouco mais de 37% do total de colaboradores do Legislativo da cidade. Em cargos de chefia em gabinetes, as mulheres representam 33% e 28,6% estão em cargos de coordenação ou diretoria de setores. Dos 427 servidores, 161 são mulheres, incluindo concursadas e comissionadas. São 10 ocupando coordenadorias e secretarias. 11 dos 33 gabinetes parlamentares são chefiados por mulheres. Na alta gestão, encargos de diretoria são três, que estão à frente de trabalhos que impactam diretamente no funcionamento do legislativo. A Jaqueline, que atuou como coordenadora em outro setor, assumiu recentemente a Diretoria de Gestão de Pessoas. E da vida até pessoal, porque tem a parte do acolhimento, de toda situação de saúde, qualidade de vida, desempenho, desenvolvimento funcional, folha de pagamento, que a gente sabe que é de extrema importância também, toda a parte de gestão funcional do servidor. À frente da Escola do Legislativo, apesar da experiência acadêmica, Nelly diz que se deparou com muitos desafios que vieram ao longo da carreira na Câmara. Quando eu cheguei aqui, eu nunca tinha ouvido falar em Escola do Legislativo. E aí eu cheguei, a Escola do Legislativo da Câmara de Campinas já estava constituída dentro da resolução, no papel ela já existia, e eu cheguei com a missão de fazer ela acontecer. No início era só eu na lista legislativa, depois veio uma outra técnica legislativa, não só nós duas. Um desafio imenso, porque ingressaram junto comigo mais de 150 servidores de carreira. No ano seguinte, 2015, houve mudança de legislatura, então eu tinha que aprender a ser pedagoga, construir a nossa Escola do Legislativo, ajudar a capacitar todas essas pessoas ainda. A procuradora-chefe da Câmara, que atua no Departamento Jurídico do Legislativo, lembra que a conquista feminina é desafiadora desde a graduação. É tudo uma questão histórica, né? Então, primeiro você tem as mulheres chegando na faculdade, que vem lá de trás, que é um ponto importante as mulheres conseguirem chegar. Você ter mais uma igualdade das mulheres na faculdade com os homens Na faculdade de Direito, todos os quadros que você vê antigos São homens lecionando para homens Quando as mulheres têm a oportunidade de chegar na faculdade Depois de se tornar iguais, ou às vezes até maioria em muitas salas Eu acho que isso é uma decorrência lógica De que você vai disputar igualmente um cargo de chefia Então se você achar que tem condições de atuar junto Naquele momento, naquele período, com aquela visão Então, você continua e se adequa, né? Agora, se você acha que não tem, também é flexível, é um cargo que eu posso estar agora no momento, no próximo ano eu também não sei, e depois eu me adequo ao outro, então é uma questão de você estar alinhado e haver respeito e cumplicidade com o seu chefe de cima. Apesar dos avanços, aumentar a representatividade feminina em cargos de liderança no serviço público ainda é um desafio. E equiparar as gestoras também aos homens que fazem parte desse processo é um trabalho que tem sido realizado aqui em Campinas. No Executivo, o Lidera, programa implantado em 2023 na Prefeitura, é focado na formação de uma rede de líderes para colaboração, melhoria contínua e mudança na cultura de gestão. Quando a gente discute lideranças, é preciso, como a gente tem feito com o programa Lidera, que a gente passe a cada vez mais comprometer os gestores públicos na indicação de outras mulheres para a ocupação desses espaços. Que a gente possa levar em conta que as mulheres, pelas características às vezes de serem mais multitarefas, pelas características muitas vezes de ter essa concentração de maior sensibilidade, leva com que, juntando com a racionalidade necessária, a gente possa ter um combo perfeito. Orgulhosas de serem lideranças femininas, elas almejam que mais mulheres possam estar à frente de diversos setores, tanto no poder executivo quanto legislativo. Precisamos ter avanços mais rápidos, mas estamos tendo avanços. Eu acho que isso é bastante importante de considerar. E eu acho que a outra mensagem é que a gente precisa se desafiar. Primeiro enquanto instituição, no sentido de a gente diversificar essa possibilidade De a gente ter esse crescimento em todas as áreas da gestão Que a gente não pense automaticamente o lugar da mulher Mas que a gente possa pensar a capacidade da mulher de ocupar lugares diversos, diferentes dentro da gestão E é por isso que as políticas públicas e a política afirmativa é muito importante Desde 1995, uma obrigatoriedade de quantidade de cotas dentro dos partidos para mulheres, mas assim, isso também não reflete quem nós vemos hoje ocupando os lugares, ocupando as cadeiras na política, ou que são líderes de partidos, não, continua sendo os homens. Como as decisões no nosso país e na nossa sociedade seriam diferentes se tivéssemos mais mulheres em cargos de liderança? Ter mais mulheres apenas na composição do serviço público não basta, é preciso que elas escalem as hierarquias de decisão cada vez mais, mas é preciso também que a gente rediscuta os comportamentos com essas mulheres dentro da instituição e que a gente possa, a partir dessa rediscussão, a partir dessa compreensão, a gente ter maior capacidade, probabilidade, capacidade institucional de fazer com que a gente alcance o 50% no mínimo de equidade dentro da instituição. É um orgulho muito grande estar nesse número e podendo representar as mulheres, a força feminina. Eu acredito que a Casa reconhece bastante e está cada vez mais reconhecendo o valor do trabalho de destaque das mulheres com os programas e toda a forma de estar sempre desenhando a gestão com mulheres em muitos lugares estratégicos. A gente sabe que o legislativo é um ambiente muito masculino, reflexo disso nas legisladoras da casa. Não é colocar uma mulher num cargo de liderança pelo fato de ser mulher, mas olhar para as mulheres que são servidoras da casa e enxergarem nelas possibilidades, sim, de assumir esses cargos de liderança. Eu vejo que elas têm uma liderança meio que nata de ir lá fazer, organizar. O que antes a gente falava era uma atribuição de dona de casa, ser responsável por tudo. você consegue trazer essas habilidades domésticas, digamos, que a gente sempre foi preparada para isso, para dentro de um trabalho. E quando você reconhece isso, você só está mudando o que você está liderando, o que você está fazendo, eu acho que é bem fácil. A questão é a aceitação, que eu acho que passa mais pela aceitação de outras pessoas verem você não como aquela mulher que vai liderar a casa e filhos, e eu também sou capaz de liderar meu ambiente de trabalho. O vereador Aguida Calisto pede informações sobre o equipamento público municipal multiuso nas proximidades da Fazenda Santa Maria, no distrito de Joaquim Egídio. A nossa equipe ouviu os moradores da região. A vereadora Guida Calisto, através de um requerimento, solicita informações sobre o equipamento público municipal multiuso nas proximidades da Fazenda Santa Maria, em Joaquim Egídio Ela teve acesso ao local Está abandonado dessa forma, mas ele é um equipamento público que foi construído com recursos públicos na gestão do governo Toninho Zalene, de 2000 a 2004, resultado do orçamento participativo, que era uma discussão coletiva que a população fazia com relação ao orçamento público, ao orçamento da cidade. E o que aquele coletivo da população pensou? Precisa de um equipamento desse, multiuso, para que possa atender a população rural nessa área, de acordo com as suas necessidades, quais são? Saúde, por exemplo, a gente precisa de atendimentos semanais aqui para atender vacinação, para fazer coleta de exame, para atender crianças, por exemplo, pesagem, enfim, uma infinita possibilidade na área da saúde, coleta de Papa Nicolau, por exemplo, então tem uma infinita possibilidade aí de ser atendido pela saúde pública. A situação tem desagradado os moradores. Aqui na zona rural a gente tem muita população idosa, que tem muita dificuldade de se deslocar para o centro de saúde. E o serviço de saúde ele fazia exatamente isso, ele vinha dar esse acolhimento para a população idosa e dentro da necessidade acionava os demais serviços. E está fazendo falta, e nós soubemos que está para ser vendida a área e que equipamento seria colocado junto com essa venda da fazenda. E é isso que a população não quer. É como a gente vê aqui, isso aqui está para ser usado, mas do jeito que a gente está vendo aqui, a gente vê que não tem como usar isso aqui, né? Quer dizer, está abandonado isso aqui, a prefeitura deveria zelar isso aqui, pelo menos manter limpo, manter limpo para ter acesso, né? Isso aqui foi construído através do orçamento participativo, foi o povo daqui que decidiu, que escolheu, a vontade deles foi feita e logo quando começou funcionava bem. Depois hoje a gente está vendo aqui o estado que está isso aqui, né? Quer dizer, nem precisa comentar, nem precisa comentar, né? Porque só de ver já dá para ver a situação, né? Uma coisa que poderia ser utilizada, o povo tem necessidade. Um dos questionamentos é se a prefeitura tem um projeto para a reutilização desse espaço. Também qual será o cronograma para a execução? Poderia ser usado aqui como um ponto para poder atender oficinas que possam apoiar a área da saúde mental. Oficinas para atender mulheres, oficinas para atender idosos, oficinas para atender alunos, crianças no contraturno da escola. Enfim, tem uma infinita possibilidade que poderia estar sendo utilizado Sendo executado nesse espaço que é um espaço público Que é o equipamento público feito com recurso público Mas está dessa forma como vocês estão vendo A parlamentar pergunta também qual é a destinação que a prefeitura dará esse espaço Nós temos que ter um planejamento da cidade A prefeitura de Campinas, onde ela está, ela tem que ter um planejamento territorial Se aqui ela vê que tem uma alta vulnerabilidade das famílias, ela pode colocar um centro de referência da ciência social aqui. Se ela vê que tem muita vulnerabilidade do ponto de vista da saúde pública, ela pode colocar um ponto de apoio da saúde aqui. Estudantes da Rede Municipal de Ensino tiveram uma experiência diferente fora da sala de aula Eles visitaram a Câmara Municipal de Campinas para conhecer de perto como funciona o poder legislativo Esta atividade faz parte do programa Câmara Educa O programa Câmara Educa recebeu alunos do quinto ano da escola municipal Padre Avelino Canasa A iniciativa busca aproximar a Câmara Municipal de Campinas da sociedade civil A gente não pode ficar só na teoria, a gente tem que trazer ele para conhecer a casa do povo Que é um lugar que é constituído por eles mesmos e entender a importância disso E é diferente da gente falar e eles virem conhecer E quando eles souberam que viriam aqui, qual a maior curiosidade que eles apresentaram, ficaram mais ansiosos de ver? Eles queriam saber como funciona mesmo o trabalho em si, né? Quando surgiu a oportunidade deles estarem vindo conhecer, a gente levou para eles conversarem, o que eles achavam. A gente teve uma conversa prévia sobre o espaço, como ele funcionava. Mas assim, a curiosidade mesmo de criança, né? De estar conhecendo, de estar participando mesmo. Durante a atividade, os estudantes têm a oportunidade de conhecer os espaços da Câmara e aprendem sobre o papel e a funcionalidade do Legislativo Municipal. O que você espera que eles levem desse aprendizado aqui hoje? Olha, eles entenderem que eles fazem parte disso, que toda vez que a gente escolhe um representante é para ele estar levando o que a gente tem de ideia, de objetivo, de busca para frente. E de repente está despertando neles esse papel também. Quem sabe a gente vai ter um futuro vereador, um futuro representante. O vereador Vini Oliveira conversou com os alunos, compartilhou um pouco da trajetória dele na política e também tirou dúvidas sobre como funciona na prática o trabalho de um vereador. Eu acho muito importante trazer o jovem para dentro da política, O jovem ter essa noção do que é a política, do que deve ser feito dentro da política, os parâmetros usados e também das esferas de poder e trazer o jovem para amar realmente o fato de ajudar as pessoas, os mais vulneráveis, o que precisa ser feito pela nossa cidade. E você também como vereador mais jovem da Câmara Municipal, acha que é importante também esse papel para trazer essas crianças e jovens para se candidatar futuramente, quem sabe? É importante o jovem gostar da política para que nós não sejamos usados por pessoas que são ruins. Então o jovem tem um coração puro, ele deve entrar na política para fazer a coisa certa. A gente precisa sentir renovação em todas as esferas de poder. As visitas têm a duração de cerca de duas horas e os alunos recebem materiais pedagógicos, como gibis e outros conteúdos educativos. O programa atende crianças da educação infantil a partir dos 4 anos de idade, alunos do ensino fundamental e médio, além de estudantes de faculdade e universidades, cursos profissionalizantes, ONGs e também o público em geral. Você acha que é importante fazer essa visita aqui, não só aprendendo a sala de aula, mas também conhecer o espaço? Ah, eu acho que é importante sim. E você gostou? Sim, gostei bastante. E o que você aprendeu sobre o papel dos vereadores? Ah, eu aprendi que é muito importante ter esses papéis para a gente poder saber sobre mais a cultura daqui de Campinas, saber como que é planejar dessas coisas assim. E o que também você acha que é importante, né? Sair da sala de aula, vir para a Câmara Municipal, conhecer o espaço que é a Casa do Povo, né? Para a gente poder conhecer mais, também aprender bastante. E eu percebi que a gente aprendeu bastante aqui. Teve muitas perguntas, a gente inclusive fez uma lista com a professora Laís do que a gente queria saber. E o que te chamou a atenção, que quando você chegar em casa vai falar para a sua mãe, olha mãe, eu vi isso, vi aquilo? Ai, nossa, foi tantas que... Ai, para mim foi todas que eu achei bem legal. E você gostou da visita? Amei.
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