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Estúdio Câmara | Sono, insônia e saúde mental
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Estúdio Câmara | Sono, insônia e saúde mental

28 views Publicado 27/03/2026 HD · 54:10
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta sexta-feira coloca em pauta o sono, a insônia e a saúde mental, tema que afeta corpo, mente e rotina de milhões de pessoas em Campinas e no Brasil. Segundo a Fiocruz, cerca de 72 por cento dos brasileiros relatam algum tipo de problema relacionado ao sono, cenário preocupante que já atinge crianças e adolescentes em meio à conexão constante e ritmo acelerado da vida contemporânea. As especialistas convidadas discutem o que acontece no cérebro durante o sono, a importância dos sonhos e da regeneração noturna, os impactos da privação crônica de sono na saúde cardiovascular, na imunidade, na cognição e na regulação emocional, e os efeitos colaterais do uso indiscriminado de medicamentos para dormir, prática cada vez mais comum entre adultos campineiros. O programa aborda higiene do sono, rotinas adequadas para diferentes idades, alternativas terapêuticas não medicamentosas, papel da atividade física e da alimentação na qualidade do descanso, e quando a insônia se torna um problema clínico que exige avaliação especializada. A pauta também atualiza sobre a campanha de vacinação iniciada pela Secretaria de Saúde de Campinas.

Descrição do vídeo

Dormir deveria ser algo natural, reparador e automático, mas para milhões de pessoas isso virou um desafio diário 😴. No Estúdio Câmara desta sexta-feira, 27 de março, a TV Câmara Campinas colocou em pauta um tema que afeta o corpo, a mente e a rotina de crianças, adolescentes e adultos: o sono. Segundo a Fiocruz, cerca de 72% dos brasileiros relatam algum tipo de problema relacionado ao sono, e esse cenário preocupa ainda mais porque já atinge crianças e adolescentes 🌙. No programa, a conversa mostra como a vida acelerada, o excesso de telas, a ansiedade e os maus hábitos noturnos interferem diretamente na qualidade do descanso. A entrevistada Ksdy Sousa, psicóloga, doutora pela UNIFESP e pesquisadora em medicina do sono, explicou que o sono não é um estado de desligamento total, mas um processo ativo e fundamental para restaurar a saúde física e mental 🧠. Ela destacou que o cérebro percorre fases e ciclos ao longo da noite, com funções diferentes em cada etapa, e que dormir mal compromete memória, humor, concentração e equilíbrio emocional. Já o psiquiatra Marcelo Heyde trouxe uma análise importante sobre os riscos da insônia, especialmente quando ela se torna frequente e persistente ⚠️. Ele explicou que a insônia pode ser tanto um sintoma quanto um transtorno, e que muitas vezes está associada a ansiedade, depressão, rotina desorganizada e uso excessivo de telas. Também alertou sobre os perigos da automedicação e do uso indiscriminado de remédios para dormir, que podem alterar a arquitetura natural do sono. Ao longo da conversa, o programa também abordou temas como: a influência da luz azul e das telas na produção de melatonina 📱; os impactos da privação de sono na aprendizagem e no rendimento escolar 📚; a relação entre sono ruim, estresse, irritabilidade e queda de desempenho; a importância da rotina, do ambiente adequado e da higiene do sono 🛌; os cuidados especiais com crianças, adolescentes e pessoas na menopausa. Outro ponto forte do debate foi a relação entre sono e saúde pública. Os convidados explicaram que dormir mal aumenta os riscos de acidentes, eleva custos com saúde e pode contribuir até para doenças cardiovasculares, como AVC e infarto ❤️. O programa reforça que o sono deve ser tratado como prioridade, e não como perda de tempo. Assista ao episódio completo e entenda por que descansar bem é tão importante quanto se alimentar bem e praticar atividade física. Se você já sentiu dificuldade para dormir, acorda cansado ou vive pensando demais na hora de deitar, este conteúdo é para você. Comente, curta e compartilhe para ajudar outras pessoas a refletirem sobre a qualidade do sono e a importância de buscar ajuda profissional quando necessário 💬. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Está no ar ao vivo estúdio Câmara. Se estamos dia 27 de março. E aí, dormiu bem essa noite? Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Hoje a gente vai abordar aí um assunto bem interessante, bem presente, né, [música] na nossa vida. O sono, é isso mesmo. Dormir deveria ser um processo natural, né? Automático, reparador, mas para milhões de pessoas virou um desafio diário. Isso mesmo, milhões de pessoas, né? Segundo a Fio Cruz, cerca de 72% dos brasileiros relatam algum tipo de problema relacionado ao sono. E o dado mais preocupante, gente, esse cenário já atinge crianças e adolescentes. Olha só, né? a gente vive mais conectado, mais estimulado, mais acelerado e cada vez mais cansado, [música] né? Como estão aí as suas noites? Você de casa, você que tá com o seu televisor ligado, você que acompanha a gente pela internet, [música] manda pra gente a sua mensagem, conversa com a gente, conta aí, você descansa de verdade ou você acorda exausto, né, mesmo tendo dormido. Mas será que você dormiu? Quando você dorme, você sonha ou seu cérebro eh deixa você dormir, ele desliga mesmo. E aí, o que que acontece? Será que é preciso desligar? E aqueles remedinhos, né, que muita gente toma de forma indiscriminada para dormir, quais são os impactos que esses remédios provocam na nossa vida, né, no nosso dia a dia? Vamos conversar com especialistas hoje para descobrir tudo isso. Então, enquanto isso, manda mensagem pra gente. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. A, o WhatsApp tá na tela, 1997. Enquanto você vai mandando sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações aqui do legislativo. Gente, olha só, a Secretaria de Saúde de Campinas inicia amanhã, dia 28, a vacinação contra a influenza 2026, tá? Amanhã é o dia D, então haverá imunização em supermercados, shoppings, pontos estratégicos e alguns centros de saúde. Mas a partir de segunda-feira, dia 30, a vacina estará disponível em todos. e 69 centros de saúde aqui do município até o dia 30 de maio. Atenção ao público alvo, tá? crianças de 6 meses e menores de 6 anos, idosos de 60 a mais, eh, gestantes zipuérperas, pessoas com doenças, doenças crônicas, indígenas e quilombolas, população em situação de rua, trabalhadores de saúde, educação, profissionais de segurança, salvamento e forças armadas, também pessoa com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e correios, população privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas de 12 a 21 anos. Não é necessário agendamento, tá? É preciso então apresentar um documento com foto ou a caderneta de vacinação, se houver, se não tiver a carteirinha, não tem problema, pode fazer a vacina, tá bom? Crianças e adolescentes devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis com autorização. [música] Lembrando que Campinas recebeu 83,2.000 doses nesta primeira remessa. A meta é vacinar 90% dos grupo dos grupos prioritários. crianças que receberam a vacina pela primeira vez, elas eh que receberem, aliás, perdão, elas devem tomar duas doses com intervalo de 30 dias, tá? A recomendação é se vacinar o quanto antes para garantir proteção durante o outono, o outono e o inverno. Lembrando que [música] a gente tem aí uma alta, né, eh, nos casos de influenza. Então vamos lá fazer a imunização. Amanhã dia D de vacinação [música] contra a influenza em todo o estado, né, em todo o Brasil e aqui na cidade de Campinas, [música] combinado? Vamos lá, mais informação chegando. O parlamento da região metropolitana de Campinas realiza hoje às 10 da manhã na Câmara a segunda reunião ordinária do ano. O encontro será conduzido pelo presidente do parlamento, vereador Luís Rossini, terá como tema orientações e cuidados com a prestação de contas dos poderes legislativos municipais. [música] A prestação de contas é uma obrigação anual dos presidentes das [música] câmaras municipais ao Tribunal de Contas e também à sociedade, né? Esse processo inclui a comprovação de receitas e despesas, como folhas de pagamento, de áreas, materiais e movimentações financeiras e patrimoniais. As informações devem seguir os limites restabelecidos [música] pela Lei de Responsabilidade Fiscal e pela Constituição Federal. Você acompanha ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e também pelo YouTube. Muito bem, vamos lá. Previsão do tempo pro final de semana. Estamos no outono brasileiro. Sexta-feira, o que temos? Eh, para hoje mínima 19, máxima 31. Temos aí um dia lindo pela frente, né? Sem chuva, apenas algumas nuvens no céu. Para o sábado, vamos lá. Dia e para o sábado, mínima 18, máxima 31º. Céu azul de brigadeiro. Coisa linda de viver. E para domingo também, gente, tem um leve nevoeiro [música] a amanhecer, de acordo com a previsão do tempo, mas o céu vai ficar limpo, o céu azul e o sol brilhando neste domingo também. Então, final de semana lindo para mim e para você. No domingo, mínima 18, máxima 31º. Essa é a previsão do tempo para o nosso final de semana. Agora vamos ao nosso tema central, a apresentação dos nossos convidados. Insônia vai muito além de uma noite mal dormida, né? Ela impacta diretamente cérebro, humor, memória, imunidade, gente, impacta tudo. É um problema que dialoga com ansiedade, estress crônico, excesso de telas, com estilo de vida que valoriza a produtividade, né, acima do descanso. Hoje muita gente tenta esticar o dia ao máximo, né? Você fala assim: "Nossa, meu dia podia ter mais horas", né? E o sono vira moeda de troca. Só que essa conta ela vai chegar, ela chega no corpo, na mente, na saúde coletiva. A gente precisa entender esse cenário. A gente precisa entender o que é dormir de verdade, né? Recarregar as nossas forças. Então, para isso, nós convidamos a psicóloga, especialista em sono, Kisdei Souza. Ela é doutora pela UNIFESP e pesquisadora em medicina do sono. Muito bom dia, seja bem-vinda. Eu que agradeço a oportunidade, viu? Maravilha. E olha só, para eh formar a nossa dupla de hoje, participa com a gente pelo Zoom o psiquiatra Marcelo Reid. Ele tem atuação hospitalar e experiência no tratamento de transtornos mentais. Doutor, seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Muito bom dia pro doutor também. Sim, eu não estou ouvindo o doutor. Produção, conversa com ele aí, por gentileza, mas daqui a pouquinho a gente ajeita aí o áudio do doutor e a gente vai começar a falar com a Kisday. Então, pra gente entender, dormir mal virou rotina para muita gente, né? Faz parte do meu dia, não durmo direito. Mas do ponto de vista clínico, quando a dificuldade para dormir deixa de ser algo pontual, ela passa a ser caracterizada como insônia. E isso vai eh trazer consequências no nosso dia a dia, no nosso psicológico, na nossa saúde mental. Por que que a gente tá funcionando no automático, hein? Eh, porque a gente tem a necessidade de produzir o tempo todo, né? Que resultados a gente tá precisando e para quem mostrar esses resultados, né? Então, a gente realmente, a gente tá vivendo um cenário em que a o sono ele não é prioridade ainda, né? Eh, as pessoas ainda acreditam que dormir é perder tempo, que eu posso estender as minhas horas ao meio da noite para continuar fazendo o que eu preciso fazer. Precisa de 36 horas, né? Mas é porque as pessoas ainda não entenderam e talvez esse programa tenha essa finalidade de mostrar o quanto o sono ele é importante para que a gente também possa produzir até mais do que a gente vem produzindo. Eu acho que é a gente atribuir a nossa a nossa nosso estilo de vida o sono como uma ferramenta importante. Como se alimentar bem, como fazer atividade física. O sono também ele vai entrar dentro desse pilar da saúde como um todo, mas ainda as pessoas não colocaram isso como uma um checklist ali de prioridade ao longo do dia. É impressionante, né? A gente eh tem a nossa rotina, né? A gente precisa se alimentar, alimentar nosso corpo, né? se nutrir pra gente continuar performando. E a gente também precisa dormir, porque se você se eu não dormir, gente, no outro dia você não me vê aqui ou então eu começo a trocar as palavras. Eu não sei o que acontece. Mas quando eu não durmo, raramente isso acontece, ainda bem que tô dormindo bem, mas assim, já tive situações em que não consegui dormir bem e eu senti dificuldade de raciocinar. O meu raciocínio fica zero. Eu vou entender daqui a pouquinho o porquê disso. Agora vamos falar com o Dr. Marcelo. Acho que a gente conseguiu voltar o áudio. Doutor, quando o sono falha de forma contínua, né, quais são os impactos mais imediatos na saúde mental? Eh, o que que acontece no nosso cérebro quando a gente não consegue dormir? Ou, aliás, fechar os olhos significa dormir? Doutor, me ouve? Tá tudo certo aí, produção? Não, não estou ouvindo o doutor. Produção, vamos lá. Será que foi mutado? Vamos tentar de novo. Doutor, me ouve? Não, né, produção? Vamos fazer o seguinte, tenta reconectar com ele de novo. Ao vivo é assim mesmo, gente. A gente tá ao vivo. O doutor se dispôs a falar com a gente, mas a gente depende de internet e às vezes a internet começa a oscilar e a gente acaba perdendo o contato, tá? Mas a produção vai tentar falar com o doutor novamente. Conversa com ele aí para ver se ele consegue reconectar pra gente poder ter o áudio dele conosco, porque é muito importante a participação do Dr. Marcelo, né? Mas a gente segue aqui com a Kissday, porque a Xday, a XD ela é especialista, né, no sono. Ela eh, você estudou isso? O que que acontece no nosso cérebro quando a gente descansa? Ele para realmente eh ou ele continua trabalhando de uma forma, não sei, desacelerada? Essa é uma pergunta muito importante, por não é um mecanismo de on off, liga e desliga, né? Quando a gente dorme, o nosso cérebro ele continua funcionando de uma forma muito ativa, só que dentro de um padrão necessário para restaurar a nossa saúde mental e a nossa saúde física. Uhum. Quando a gente dorme, a gente tem fases e ciclos do sono, né? a gente tem alteração do ritmo das nossas frequências eh cerebrais que vai facilitar aí essa recuperação ao longo da noite. Então, a gente vai dormir, vai ter profundo, vai ter, vai sonhar, a gente até vai despertar em algum momento. Então, a gente vai ter ciclos de sono ao longo da noite. E cumprir esses ciclos ao longo do de toda a noite é fundamental pra nossa saúde física e mental. Uhum. Só para você ter uma ideia, na primeira parte da noite, o nosso cérebro ele restaura a nossa saúde física, né? através do sono profundo, um sono mais difícil de acordar, as ondas dos nossos cérebros são mais lentas, então ali a gente fica um tempinho ali nessa fase e depois da segunda metade da noite a gente restaura a nossa saúde mental, onde a gente tem mais sono r, que é o sono que a gente sonha, um sono responsável, uma fase do sono responsável pela memória, pelo humor, né, paraa restauração aí da nossa regulação emocional. Então o cérebro ele não para quando a gente tá dormindo, ele não é um estado passivo, pelo contrário, é ativação e inativação. E é exatamente essa transição e essas alterações de fase que faz o cérebro ser saudável. E quando a gente dorme a quantidade de horas necessárias, mais ciclos desses dessas mais fases do sono, a gente vai ter favorecendo a saúde física e mental. Olha só, né? É bem esclarecedor, porque às vezes as pessoas falam assim: "Ah, meu cérebro, ó, foi vencido pelo cansaço, né? Parou, não apagou. É, é, não apaga, gente." Então, e a gente precisa falar disso porque Vamos ver se a gente conseguiu contato com o doutor novamente. Doutor, o senhor me ouve? Me ouve? Escuto agora? Vocês me escutam? Oba! Agora sim, doutor, seja bem-vindo de novo com a gente. A gente tá aqui com a Kisday falando do sono, né? Então eu pergunto pro doutor, eh, o sono, quando o sono falha, né, quais são os impactos imediatos na nossa saúde mental, eh, especialmente em relação a essa questão de ansiedade, de raciocínio, de de humor? Qual que é a importância, doutor, da gente dormir bem? O que que o doutor pode trazer pra gente nesse momento? Dout. Quise já deu uma excelente introdução, né? O que que a gente tem que entender? Então são esse essas fases do sono, isso está dentro de um ciclo circano. A gente não pode somente pensar no sono como a hora de dormir. É, até eu falo que uma boa noite de sono começa, a gente acorda, a gente começa a se preparar, porque ele tá todo ligado a um sistema eh fisiológico, hormonal, de neurotransmissão, eh, que eles se autorregulam ao longo dessas 24 horas, né? E aí uma noite faz com que esse equilíbrio se desapareça. Um exemplo, né, como fica cansado ao longo do dia seguinte, quando não dorme bem, né, é a a parte de serotonina, dopamin, cortisol, eh, fica tudo mais desorganizado, né? E hoje uma das funções, assim, fazendo uma analogia bem simples que a gente entende de uma de uma das funções do sono, seria como se fosse uma hora que a gente vai autorizar o nosso cérebro a fazer a nossa coleta de lixo, ou seja, aquele resíduo que o cérebro faz ao longo do dia, eh, e atrapalha no nosso dia a dia, vem o sistema de limpeza ali para deixar ele pronto pro dia seguinte. Isso. Excelente. É, tá vendo só como é importante o sono e às vezes a gente nem se dá conta, né? Por vamos lá. Excesso de telas, luz artificial, estímulos até tarde da noite. A gente sempre fala aqui das telas, né? E isso acaba fazendo com que o nosso sono vá embora. Por quê? A luz, o que que o que que é a luz, né? Essa luz azul, o nosso cérebro entende ela como se a gente está de dia, tipo assim, no porque se a gente não ficar no escuro, a melatonina, né, não trabalha, não produz e a gente parece, o cérebro entende que nós estamos em dias contínuos de luz. É isso? E daí não dorme. Exatamente. Dr. Marcelo falou uma coisa muito importante que é o ritmo circadiano. O sono ele funciona nas 24 horas. Uhum. E para que o sono aconteça à noite, o dia também tem que acontecer. Então, quanto mais atividade eu tenho durante o dia, quanto mais exposição à luz eu tenho, quanto melhor eu me alimento ao longo do dia, o meu corpo vai entendendo que este é o momento do dia e à noite eu vou ter que também ter estímulos que favoreçam e que mostram pro meu corpo que é [roncando] noite. Então eu vou ter que usar de atividades, de comportamento, de sinais para mostrar pro meu corpo o que é dia, o que é noite. A melatonina, ela é um hormônio da noite, ela não é um hormônio para dormir, ela é um hormônio que vai sinalizar pro meu corpo, cérebro, está na hora de dormir. E que que o meu cérebro, quando a melatonina aparece, ele começa a desligar os centros do meu cérebro que são compatíveis com o dia, fome, digestão, né? E vai promover ali os hormônios necessários para que o sono venha, para que ele aconteça. Então, o que que é importante a gente pensar? Quanto mais marcadinho, mais sinalizado, mais rotina eu tiver, melhor o meu corpo vai entender o que é dia e o que é noite. E para isso, quando a gente usa a luz, a luz é um importante sincronizador. O que que é o sincronizador? Que mostra o que é dia, o que é noite, né? E se essa luz ela se estende ao longo da noite, o meu cérebro não vai entender que que anoiteceu e que ele precisa desacelerar para que ele durma. Por quê? Lembra da melatonina? Uhum. A melatonina ela é liberada na ausência de luz. Então, enquanto tiver luz, esse hormônio ainda não vai ser disponibilizado pro nosso organismo como um sinalizador pro sono. E ainda tem um outro elemento além disso, de nos estechar estimulado e não liberar melatonina, os conteúdos da rede social, né, as preocupações, os os contextos, me deixa ansioso, me deixa preocupado e aí o sono vai embora. Uau! Olha só, gente. E aí a gente falando de melatonina, né, que é algo que o nosso corpo produz, eu quero eh falar com o doutor essa questão da medicação de forma indiscriminada. Doutor, muita gente tomando remédio para dormir, aliás, tomando remédio para desligar, sem acompanhamento médico, quais os riscos da gente tentar resolver a insônia sem o acompanhamento de um psiquiatra ou então de um médico especialista em sono. Doutor produção, acho que travou. É. Opa, doutor tá com a gente. Vamos lá. Vamos lá. OK. Pode falar. Quando a gente vê uma questão de insônia, a gente tem que entender o seguinte. Ah, geralmente a gente chama aqui que é uma insônia secundária, ou seja, existe alguma causa de base levando a ter aquela insônia. Pode ser até alguma questão comportamental ao longo de dia. Foi cetado o exemplo do ciclo ciccadiano da menina, né? Ciccadian ela dura mais ou menos ciclo de 24 horas, não é 24 horas. O que que faz ajustar para 24 horas? É o nosso maus hábitos insônia e existeão com a vida moderna. chamo de um sonho, não ou não chamo, que é privação de sono por falta de tempo adequado de cama, ou seja, a pessoa fica lá funcionando na tela e não dá o tempo necessário para ter o sono ideal para ela, né? Isso é extremamente comum. Uhum. Ah, a questão da tela, ela engana o olho para é de dia ainda atrapalha o ciclo da melatonina. né? Ao longo do dia também a gente tem um sistema que vai cansando mesmo, a gente vai gastando energia e se cansando. E o ideal para uma noite de sono boa é que esses o pico da melatonina quando ela sobe, ele coincida com esse pico do cansaço. E nessa vida atribulada que a gente tem, ter essa coincidência tá cada vez mais mais difícil. Uhum. né? E falando agora em diagnóstico, são os nossos principais casos que a gente atende no no dia a dia, depressão, ansiedade, cursam com insônia. Insônia tem um papel duplo, é tanto um sintoma quanto um facilitador para que aquele sintoma se mantenha. Uhum. Né? Eh, então, ou seja, causa sofrimento também, né? mesmo numa insônia esporádica ou numa insônia mais persistente e a pessoa gera o medo de ter insônia, aí ela vai atrás dos dos remédios mesmo de uma forma inadvertida. É, e quais os riscos, né, de se tomar esses medicamentos sem o acompanhamento médico? Porque tem um medicamento muito famoso que tira a pessoa da casinha. Gente, que impressionante, né? É, tem relatos de pessoas que eh com fazem compras, eh mandam áudio e depois no outro dia elas não lembram o que que acontece com o cérebro. O remédio ele vem, ele desliga o cérebro, mas a gente continua funcionando. Doutor, o que que acontece e qual o risco de se automedicar para ter aí um sono, né, reparador? [roncando] Vamos lá, né? Primeiro assim, ah, essa questão de medicação, a gente pode ir desde aqueles remédios que não são controlados, que vende na prateleira da farmácia, né, tipo melatonina, etc. Não é um bom remédio para insônia. Uhum. É um remédio que a gente pode utilizar muito mais quando existe um atraso de fase, aquele jet leg quem muda de de di fuso horário ou alguém que tem fisicamente esse ciclo da melatonina atrasada, né? Mas também se usa o remédio para eh para alergia que osamentos que dão sono de uma forma indiscriminada. Isso, né? uso remédio que é mais específico para sono. Ele foi lançado como se fosse um remédio para sono que não causaria dependência. E já faz muito tempo que a gente percebe que isso não é verdade, tá? Chegava caso que eu já atendi de chegar a tomar ah 20, 30, 40 comprimidos por dia, né? Uma dose eh muito alta que e que vai escalonando, faz o mecanismo de tolerância. Eh, então hoje o remédio mais controlado, felizmente, tá? Eh, mas ainda se tem muito acesso mercado negro, se pega emprestado do vizinho, de algum parente, etc. E o grande risco de fazer isso, de ficar acordado e fazer coisas, né, como se fosse um sonambulismo, é quando a pessoa toma o remédio e nãoama, que aí como se fosse metade do cérebro desliga e a outra metade do cérebro não desliga. Perfeito. Agora, eh, Kde, você disse pra gente que o cérebro quando a gente dorme, né, ele continua trabalhando, ele diminui um pouquinho, mas ele continua ã exercendo suas funções. Na com a medicação, o cérebro desliga. Então, o que que acontece? A gente precisa entender se algumas medicações vão atuar em determinadas regiões do cérebro, induzindo o sono, né? Atuando naqueles, a gente vai falar dos neurotransmissores, que são os que liberam as substâncias para dormir, eh invadindo o nosso cérebro com determinadas substâncias que vão nos eh levar a ter, né? Sim. Eh, e às vezes quando essas medicações elas elas eh a pessoa toma medicação, ela pode interferir nesses estágios e nessas fases do sono. Algumas medicações pode diminuir, por exemplo, a quantidade de sono rin, pode diminuir a quantidade de sono profundo, pode dormir, mas assim, vai interferir nessa arquitetura do sono natural, que é esperado porque é uma parte química, não é natural. Agora, eu acho que um ponto importante dessa discussão é a gente tem assim, a gente tem a insônia transtorno e a gente tem a insônia sintoma, tá? Quando a gente pensa num transtorno de insônia, a gente tá falando de uma dificuldade de iniciar o sono, uma dificuldade de manter o sono e despertar antes do horário que gostaria e que precisaria acordar. Uhum. Que precisa acontecer num período de no mínimo, três vezes por semana por um período de no mínimo 3s meses. Então a gente tem aí um transtorno de insônia, aquela insônia eventual. Ah, eu tenho uma entrevista hoje, eu tenho uma prova e eu não consegui pegar no sono. É um sintoma, né, que pode ser que na noite seguinte a gente retorne o sono. Então, o que a gente tá tratando e eu acho que é a importância desse tema é o transtorno da insônia. Sim. Quando a gente começa a ter dificuldades mais crônicas para pegar no sono, acorda várias vezes no meio da noite e não consegue retomar o sono ou acorda mais cedo e não consegue dormir mais. Então, esses momentos em que a gente vai alterando nossos horários e e a gente vai tendo dificuldade para que essas fases do sono aconteça, é o que vai gerar doença ao longo do tempo. E essas medicações, o que que elas proporcionam? Essa pessoa que tem dificuldade, tá lá rolando na cama, fritando de um lado, fritando de outro, essa medicação faz com que ela pare de fritar na cama. Uhum. Ou seja, ela além de de induzir o sono rapidamente, né, favorece também aí essa redução dessa ansiedade de ficar tentando dormir. E muitas vezes esse é o mecanismo na qual muitas pessoas com insônia gostam da medicação. Uhum. Porque eu não preciso de ter nenhum trabalho, eu não preciso fazer nenhum esforço, né, para que eu vou lá e vire o meu botãozinho e apago. Só que a gente tem um um dano importante. Essas medicações, elas tiram da gente a nossa percepção de sonolência, dos sinais de como o meu corpo tá pronto ou não para dormir. E eu começo querer usar isso há momentos em que, ah, eu quero dormir agora. Uhum. Como o Dr. Marcelo falou, o cansaço mais a o horário, né, da da melatonina precisam coincidir para que o sono aconteça. Uhum. E nessas horas, muitas pessoas vão abrir mão disso para usar uma medicação para que o sono aconteça de uma forma e aí começa a desregular esse ritmo e a pessoa não consegue retomar pro estado basal dela, comprometendo a saúde como um todo. Olha só quanta explicação, né, gente? entender, importante demais, a gente precisa entender a a nossa saúde, né, do sono, porque o sono é a gente precisa do sono pra gente recarregar, né? E aí com toda essa correria do dia a dia, esse mundo que a gente tá vivendo, que você está performando, você tá na tela, você tá no celular, você tá entregando, você tá trabalhando, cuidando de filho, uau, né? Cansa até de falar. E às vezes vai vir a insônia, a preocupação bate na hora que você para, né? Quando você para, quando você vai deitar para dormir, não era para ser, mas, né, acontece, o cérebro, ele entra e em um sistema assim de pensamentos. Tudo que aconteceu no seu dia, você vai pensar quando você deita a cabecinha no travesseiro e aí você pode perder o sono, aí vem a insônia. E a gente precisa entender, né, a importância do tratamento, a importância do cuidado nesse momento tão especial, que é o momento que a gente vai recarregar as nossas baterias para que a gente possa performar, né, entre aspas, no dia seguinte. Agora, algo que chama muita atenção em que quando a gente pesquisava para trazer esse tema para conversar com os nossos entrevistados, eh as crianças e jovens e adolescentes. Dr. Marcelo, ã, como que tá sendo na sua avaliação o descanso, o sono desse público? Já tem casos de crianças precisando ser medicadas para que elas possam desacelerar e dormir. O por isso como que o senhor avalia esse momento em que a gente vive, né, de tanta tela, de tanta correria e as crianças sendo afetadas pela insônia, doutor? Quando ser adolescente, né? Eh, assim, tem que tomar muito mais cuidado a pensar em medicamento, mas [limpando a garganta] muito mais cuidado mesmo. A gente tá falando de um cérebro ainda em desenvolvimento. Uhum. E aí ele vai estar acostumado na vida adulta de uma forma permanente a precisar de uma substância para dormirmir. Então, se toma muito mais cuidado, mesmo que teoricamente seja alguma substância que não tenha maior potencial de dependência. Ah, tem alguns diagnósticos. Sim. Então, depressão pode ter na ansiedade, pode ter na infância, um TDH lá, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade com mais hiperatividade. Pode se manifestar assimade de desligar a noite também, né? Isso tem entra naquela naquela, naquela parte que eu falo que seria uma insônia secundária. Existe uma calça de base que é ela que tem que ser tratada, não necessariamente a insônia. Sônia melhora na maior parte das vezes a ajustando a causa de base, né? E se não melhorar a causa de base, o mais indicado é que seja feita uma terapia específica do sono. Isso vale também para adultos. Por exemplo, a gente tá falando antes do do remédio, né? O que que o remédio do sono também causa? O o sono a gente entende como ele sendo eh involuntário ou semivoluntário. Existe algumas formas de se raciocinar. O que que é voluntário? É a gente se colocar na situação de sono. Então, deitar na cama, num lugar escuro, aconchegante, redução de som, redução de luz, que vai vir o sono de uma forma gradual. Quando entra o remédio, meio que ele desliga, vem o sono mais rápido. Uhum. Aí, ah, esse efeito ele pode se perder em dias, semanas. E aí a pessoa que dormia em 15 minutos depois do remédio dá meia hora, não dorme mais, mais preciso de um segundo, de uma segunda dose, tá? Isso então não é não é recomendado. Voltando pra questão dos dos adolescentes, né? [roncando] Eh, com essa questão das testes, a gente pode pensar nós como seres humanos, desde a invenção da luz, né, que deu uma desregulada e agora com essa questão da tela mais ainda, que faz parte do dia a dia dos adolescentes, ah, se estima que os adolescentes perdem em média 30 minutos de sono em relação a antes do uso de telas. E a gente tá agora começando a entender qual que é a repercussão dessa meia hora menos de sono em crescimento, em obesidade, em déficit de atenção. E aqui, cuidado, eu falei déficit de atenção, não do transtorno de déficit de atenção. É uma falta de atenção causada pela privação crônica de sono, né? Eh, e nesse sentido, as psicoterapias do sono, elas ganham muito, muito mais importância, né? você treinar aquele jovem, aquela criança, eh, há tanto uma certa aceitação quando não vem o sono de uma forma imediata, como ensinar técnicas de relaxamento, eh, aqueles bons hábitos de vida, desde a hora que dá até a hora que vai deitar, que vão facilitar o sono. Interessante, né, que eh crianças, adolescentes, jovens, né? Então, essa falta de sono, esse desespero de de de correria, esse cérebro acelerado está atingindo todos nós. Todos nós. É, quando você quando você fala da criança do adolescente, a gente tem que entender que essa criança, esse adolescente, ele tá dentro de um sistema, isso, um sistema familiar. E esse sistema familiar também tá tá sendo prejudicado pela rotina dos pais, né? O horário da casa não funciona no horário das crianças, funciona no horário dos adultos. Então, a gente tá tendo aí uma mudança importante, porque muitas vezes a insônia da criança, ela é uma insônia comportamental, ela é diferente da insônia do adulto, né? Ela é muito mais causada por uma falta de rotina, por uma falta de previsibilidade, por uma orientação geral do que por um problema associado a uma preocupação, a um estress e tal, né? Além disso, eh, essa falta de rotina dos próprios pais vai levar também essa criança a ter problemas aí para para dormir. E isso vai, como o Dr. Marcelo colocou, alterar tanto a parte de aprendizado, desenvolvimento físico, hormonal, né? E isso vai levar aí a prejuízo ao longo do tempo. O adolescente tem um padrão interessante, se a gente for pensar, porque o adolescente ele tá numa fase de desenvolvimento em que a melatonina do adolescente ela já é liberada mais tarde por uma fase do desenvolvimento hormonal dele. Uhum. Então o adolescente naturalmente ele tende a ir dormir um pouco mais tarde. É natural do adolescente, porém eh o que que acontece? Ele tem que acordar muito cedo também para pegar a van para ir pra escola. E ele tem um tempo de sono que ele precisa cumprir, né, da parte do desenvolvimento. Por exemplo, um adolescente precisa de uma média de 9 a 10 horas de sono. Aí a média e essa conta não fecha. Por quê? essa melatonina mais atrasada naturalmente, uma rotina escolar que também exige com que ele acorda mais cedo e uma falta de rotina do sistema familiar que que não favorece aí com que o sono aconteça. Então, a gente vai precisar dentro desse cenário de mudanças importantes de hábito, comportamento, mudança de mentalidade, de priorizar, né, da gente colocar isso como foco da nossa ah da nossa do nosso dia, porque a gente vai precisar proteger essas crianças e não necessariamente vai precisar da medicação. Mudanças como essa que a gente acabou de colocar podem muito ajudar esses jovens a ter um sono de qualidade. A medicação ela é necessária. A gente aqui, acho que é importante deixar isso claro, que a gente não tá falando mal da medicação, ela existe um prazo, ela existe indicações, né? Elas precisam ser bem indicadas. Agora, o tratamento comportamental cognitivo hoje é o que a gente tem como padrão ouro, porque a insônia ela tem componente tanto associado a aspectos psicoemocionais como alerta. Então a gente, essa questão da rotina, como o Dr. Marcelo coloca, de ir pra cama sem sono, de ficar várias horas ali, isso também vai modificando essa relação com o sono, fazendo com que isso se estenda por um longo período, já levando aí a outras causas, né, de saúde e tal. Então, eu acho que é considerar todo uma um sistema, falando das crianças, que precisa modificar. Exatamente. E a gente precisa aprender a dormir, [risadas] né? Aprendu, desaprendemos a dormir. A gente precisa aprender como faz para dormir, Dr. Marcelo, a gente precisa apagar as luzes, desligar as telas, né? Deitar a cabeça no travesseiro, desacelerar e esperar que o sono venha. Esse seria o natural, né, doutor? Perfeito. E a doutora também fui muito asserva, né, quando falou do cenário em si. Então, uma criança numa casa agitada, que a TV fica ligada no volto luzes acesa, funcionando até tarde, vai se adaptar mais cedo, né? E um outro detalhe importante na na adolescência existe de uma briga entre nós da saúde e a educação e a isso tá até dentro do cenário laboral. nacional, né, de iniciar muito cedo a aula. Exato. Eh, a talvez um pouquinho mais tarde para dar tempo pro adolescente dormir. Ele é visto como o preguiçoso, etc., né? Ganha termos pejorativos para ser para ser avaliado, né? Interessante essa colocação do doutor aí, né? Porque o adolescente eh tem que ir pra escola bem cedo, né? E aí, às vezes, muitas e crianças que estão indo pra escola cada vez mais cedo, né? Os pais precisam deixar na escola para ir trabalhar e as crianças às vezes vão, né, se arrastando, cansados, não querem ir, dorme dentro da sala de aula, né? É toda essa e esse contexto. Por quê? Porque a criança não conseguiu dormir bem à noite, então ela não vai produzir, né, tão cedo assim. É interessante esse essa eh eh alteração de repente, mas é, a gente sabe que é bem delicado para fazer essa alteração, mas é algo a ser pensado, não é? É ser pensado a ser psicoeducado, a escola também saber dos prejuízos de uma noite uma dormida nos processos de aprendizado. É a escola não punir o adolescente que dorme dentro da sala de aula. Então, compreendendo aí essa relação com a rotina de sono, porque a gente tem sistemas escolares que muitas vezes punem, né, pelo pelo cochilo e tal. Mas assim, o que a gente precisa entender é que a gente tá numa sociedade que não prioriza o sonho. Exatamente, né? E assim não é só a escola, não. Então esse essa esse assunto ele precisa recorrentemente est sendo colocado pra gente ver os impactos que isso vai gerar, não só eh para uma pessoa no indivíduo, mas isso no impacto como uma questão social também. os a os problemas de sono aumenta os gastos com saúde, aumenta os riscos de acidentes de trabalho, aumenta os riscos de acidente de trânsito. Então a gente começa a ter impacto não só no próprio indivíduo que que é que é importante, mas também isso dentro de um sistema eh social importante também. Olha só. Então é o impacto até financeiro, já que a gente vai falar desse aspecto, né? eh pro pros custos com saúde, com os custos com acionar mais sistemas eh as operadoras de saúde, né? Então, a gente tem aí um custo muito grande de eh de prejuízo no sistema causado por problemas de sono. Por exemplo, ins aumenta drasticamente a mortalidade, porque ela também não piora só a questão eh do humor, né, do mas aumenta risco cardiovascular, aumenta chance de AVC, de infarto. Então, a gente tá falando de um assunto extremamente importante, né, que a gente precisa olhar e tratar a causa de base. Hum. Muito bem. Nossa, quanto esclarecimento sobre algo, né, tão natural o sono, mas que hoje não está mais natural, né? Se a gente par para pensar, a gente tá lutando contra ele, né? E aí a gente acaba entrando em um ciclo vicioso e o sono acaba perdendo a importância na nossa vida. E é algo que deveria ser importante, porque é o momento que você tem para recarregar as suas energias. 8:48. Eh, produção tá avisando, temos algumas perguntas, então vamos lá. Pode colocar na tela, por favor, produção, que temos. Thiago Oliveira do Jardim São Marcos. Dividir o quarto com pets, com cachorro ou gato, pode piorar a qualidade do sono, mesmo quando a pessoa sente que isso ajuda a relaxar na hora de deitar. Ai, ai, ai, Thaago. Dormir com os doguinhos. E agora, doutor? [risadas] Qualquer avaliação de dividir aí o quarto com os pets, né? Pior ou melhor a qualidade do sono? Eh, eu nunca cheguei a ver um estudo específico sobre isso, mas o que me vem em mente é o seguinte, né? Eh, pode ser que esse pet seja um fator de ah reasseguramento, se sinta mais confortável e ser um facilitador sono. Mas isso foi que a a o condicionamento que ela deu, não a presença do pet. Uhum. Hum. Tá. Ah, por um outro lado, pet ronca. Pet faz barulho, pode acordar à noite e às vezes fazem microespertares que não a ah você não chega a acordar exatamente, a perceber isso no dia seguinte, mas aquela arquitetura, aquelas fases do sono podem estar comprometidas, né? Então existe uma relação meio ambivalente aí, né? Às vezes ajuda e mas tem que ter muita atenção com esses outros aspectos também. É interessante, né? Tem gente que fala que dormir com o peto dá uma sensação gostosa de conforto, você acaba dormindo. Qual que é a sua avaliação sobre isso, FD? Eu acho que o ambiente ele tem que ser adequado para dormir, pra gente perceber, porque assim, o pet ele pode se interferir na qualidade do sono, ele [limpando a garganta] pode é como se uma criança dormindo com os pais, né? Então isso também é importante. Cada um precisa do seu espaço nessa hora. Então é relaxante, pode brincar, pode curtir, mas a hora de dormir que cada um ocupa o seu espaço, porque ele vai mexer, ele vai latir, ele vai subir e vai modificar a essa vai interromper essa continuidade do sono e pode sim gerar alguns prejuízos aí na qualidade do sono ao longo da noite. Muito bem. Eu não tenho problema com o meu, porque ensinei ele que a noite é para dormir. É, ensinei ele que a noite é para dormir, ele dorme que é uma beleza. [risadas] É isso. Só que 5 horas da manhã tá olhando para mim, tipo assim, né? Você já acordou? [risadas] E é isso, gente. Vamos lá. 8:51. Mais uma pergunta, por favor, produção, pode colocar na tela. Tenho eh Ana Paula Ribeiro Jardim Chapadão. Tenho acordado várias vezes durante a noite e demoro para voltar a dormir. Isso também é considerado insônia ou é outro tipo de problema de sono? Que is? Olha, pra gente considerar que seja uma insônia, a gente precisa ver a frequência com que esse despertar tá acontecendo, há quanto tempo esse despertar tá acontecendo, mas a gente precisa identificar eh o que pode estar despertando essa pessoa, né? Hum. Algumas coisas podem despertar. Pode ser o padrão de alerta, de controle, né, de vigilância, essa mente que não desliga. Pode ser um transtorno que a gente chama de apneia obstrutiva do sono, que é um distúbrio em que a gente ronca, que a gente tem paradas respiratórias, que costuma acontecer no meio da noite e isso fragmenta muito sono, né? Se não tem um aspecto hormonal, dependendo da idade, a pessoa mulher na menopausa, ela tende a ter também fatores que podem estar despertando. Então, avaliar melhor essa esse despertar no meio da noite e se tá tendo prejuízo no dia seguinte, isso é o ponto mais importante. Despertar nós vamos, isso faz parte, isso faz parte da nossa eh sobrevivência, né? a gente ouvir que se tá tudo seguro ao nosso redor, mas o retornar o sono é importante. Então, o problema não é o despertar, mas o que eu faço ao despertar e qual a frequência desses despertares e o impacto disso no meu dia. Se isso tá gerando impacto, eu preciso avaliar com eh um especialista pra gente dar segmento, tá? Mas pode sim ter algum outro transtorno associado, mas precisa de avaliação. Uhum. A Kisday tocou num ponto bem interessante. Agora 8:53, 9 horas a gente entrega. Eu preciso falar dessa questão da menopausa, né? Porque a menopausa também desencadeia aí uma insônia, gente. E eu passei por isso hoje, já tô dormindo bem, mas eu passei, acho que acredito que uns se meses assim, despertando às 3 da manhã com uma energia para correr uma maratona, né? E assim, que que eu faço agora? Bom, vamos lá. Claro, fui buscar, né, o auxílio de um médico para poder me orientar qual o melhor caminho que eu pudesse seguir para poder voltar eh ao meu sono. E ainda bem que eu consegui e agora tô dormindo bem. Mas essa questão do do do da menopausa, eh, desse turbilhão de de hormônios e tal, doutor, influencia, né, eh, no nosso sono, essa insônia da menopausa, se não tratada? Quais as consequências, por favor? Então, quando a gente fala em menopausa, né, eh, na verdade, o termo mais certo seria os sintomas do climatério, que é esse período de transição até a menopausa, né? Perfeito. Eh, incluem diversas alterações, alterações de humor, alterações eh pro lado depressivo, pro lado ansioso, né? Então, quem tem ansiedade pode ter um padrão de ansiedade mais de uma insônia inicial ou aquela insônia fragmentada que foi que foi falado na logo atrás, né, na outra situação. Eh, assim como, né, eh, aquele tipo de hormônios ativadores, eles podem aparecer antes, porque existe uma desregulação dos picos de hormônios, né, que faz com que acorde diante da hora. Uhum. Eh, se você acorda desperta, já como você falou fazer academia maratona, eh, a gente tem que tomar um pouquinho de cautela para falar de insônia, porque a insônia, por si só mesmo, ela tem que ter ela tem que ter a falta do sono no dia seguinte. Uhum. Só que às vezes essa falta ela ela passa desapercebida. Por exemplo, quando alguém que tem uma insônia importante, ela acorda muito cansada no dia seguinte. Quando alguém tem uma insônia de poucas horas, ela até pode falar: "Eu não acordo cansado, eu me lido bem". Só que quando se aplica testes de memória, de concentração, de rendimento, apesar dela se sentir bem, já existe esse prejuízo. Excelente, né? Ah, então eu entendo, tem que servir assim muito causa a causa, se tem uma questão de humor que tá sendo desencadeada pelo crimério, se apenas uma questão hormonal, aí é mais o lado dos ginecologista que tem que organizar mesmo. Se tá num nível aceitável, em que a gente consegue esperar por alguma alguns meses antes de pensar em algum medicamento ou se tá num nível muito intenso que [limpando a garganta] eh não tá dando, não tá dando. Daí é o caso que o remédi está extremamente bem indicado por um tempo curto. Excelente, doutor. Muito bom. Nossa, tem tanta coisa para falar de sono, né? Mas eu acho que a gente conseguiu pencelar em alguns pontos chaves. E é só isso, gente. A gente precisa dormir, né? Mas como dormir nesse mundo acelerado, né? Eh, a gente precisa de repente se eh eh perceber que tá fora do ritmo, tá fora do normal. Busque orientação de um profissional, né? Tem a terapia do sono, tem o psiquiatra que pode te orientar. Então, acredito que a gente conseguiu contribuir aí com esse tema tão importante, né? Porque o sono faz parte da vida, né? A gente precisa do sono para continuar vivendo bem. Então, precisamos dormir. Agora 8:57, a gente vai paraas considerações finais. Então, Kisdey, quero agradecer sua participação com a gente aqui, a sua entrega, compartilhou assim informações maravilhosas pra gente poder ah parar, analisar e falar: "Opa, não tô dormindo, né? Eu tô sendo vencida pelo cansaço". E é importante a gente olhar com carinho para isso, né? Exatamente. E deixando uma mensagem final para quem tá nos assistindo, priorizar o sono é você colocar ele como importante. Chegou a hora de dormir, chegou a noite, desliga celular, eh, faça uma atividade relaxante, deixa o seu ambiente adequado para que isso aconteça. Tenha paciência com você também para que as coisas, né, a gente não vai conseguir isso de uma hora para outra. eh acordou no meio da noite, não conseguiu voltar a dormir, levanta, fica numa poltrona, faz uma leitura, né? É importante a gente ensinar o nosso corpo a desacelerar, porque a desacelerando a gente também vai dormir melhor e vai produzir mais. Então assim, essa ideia de que dormir perder tempo, eu acho que a gente já tá começando a jogar ela para debaixo do tapete. Ah, verdade, né? A gente precisa entender que a gente precisa parar, né? Se o celular a gente coloca para carregar na bateria, pedir a gente, né? [risadas] É isso. Obrigada mais uma vez, viu? Que ô doutor, obrigada pela sua participação. Cortou um pouquinho seu áudio, mas ao vivo é assim mesmo. Acredito que o doutor contribuiu muito pro programa de hoje e gratidão, né, por se disponibilizar tão cedo aí para poder conversar com a gente sobre o sono. Doutor, obrigada. Obrigado, né? Eu queria só dar uma visão um pouquinho complementar o que foi falado agora da importância do sono, mas também da armadilha que é dar o excesso de importância. E a pessoa, por exemplo, um bom hábito de sono, você acorda bem, tem bons hábitos de vida, faz atividade física, boas relações sociais, ah, tem o tempo para si mesmo, escuta música, pratica um hobby, aprende alguma coisa nova, entendeu? São tantas coisas que nos falam para para bem-estar que que a gente não dá conta. E aí essa pessoa vai, ela fica tão preocupada com o sono que esse é o motivo da insônia dela. Exatamente. É verdade. Isso mesmo, doutor. Tem gente que pensa que tem que dormir, dormir, dormir e acaba não dormindo. Mais ou menos isso. E quantas horas que vão passando nos dedos e aí acaba tendo ansiedade, desencadeando insônia e, enfim, muito bom contar com vocês aqui no programa de hoje. A gente vive conectado com tudo, menos com o nosso próprio corpo. Já parou para pensar quando a gente fala em sono. dormir deixou de ser prioridade, virou um esforço, né? E talvez esse seja o maior sinal de alerta quando o descanso não vem, é porque algo não está bem. E se algo não está bem, é interessante que você procure ajuda de profissionais, tá bom? Gente, olha, encerrando então o programa de hoje, agradecendo os nossos convidados, você que acompanhou o estúdio Câmara, muito obrigada. Iria, tá chegando aí, né, com informações eh atualizadas para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia, temos também reunião do Parlamento Metropolitano daqui a pouquinho às 10 da manhã e segunda-feira tem estúdio Câmara ao vivo novamente, se Deus quiser. E a gente vai falar sobre o ECA Digital, uma nova regulamentação que amplia a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Plataformas digitais passam a ter responsabilidades mais claras, como verificação de idade, ativação de controles parentais e restrição de conteúdos inadequados. A proposta mira também publicidade abusiva, exposição à violência, conteúdos sexualizados e até jogos de aposta disfarçados de entretenimento. Empresas que não cumprirem as regras podem sofrer sanções e multas. E a gente vai [música] mostrar na prática o que muda no celular dos filhos, né? Porque as famílias precisam se organizar para garantir mais segurança no ambiente, no ambiente digital da turminha. Beleza, gente? Segunda-feira a gente se encontra então ao vivo a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um grande beijo para você, fique bem, aproveite o final de semana para dormir, descansar, para você estar bem na segunda-feira, tá bom? Olha, eh, não esqueça, programação de final de semana da TV Câmara Campinas está impecável, feita com muito carinho, muita responsabilidade de toda a nossa equipe aqui do grupo Mais especialmente para você. Beijo grande, bom fim de semana e até segunda. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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